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Deputado contraria base e pauta votação de PEC da eleição direta

Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ, disse que não vai ficar travando a comissão por ‘uma conveniência que não se justifica’; governistas criticam

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), decidiu marcar para a próxima terça-feira a apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Eleição Direta. Contrariando a base governista, ele alegou que a comissão está há duas semanas paralisada. “Não posso travar a CCJ eternamente por uma conveniência que, para mim, não se justifica”, declarou.

Para o peemedebista, na próxima semana, “o governo terá de enfrentar essa realidade”. Ele lembrou que a CCJ do Senado já conseguiu aprovar uma proposta de conteúdo semelhante. A oposição concordou com a data agendada e retirou os requerimentos que obstruíam os trabalhos. A base aliada, no entanto, manteve os requerimentos para continuar obstruindo as sessões. O grupo governista teme não ter votos suficientes para barrar a PEC na comissão.

O vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS), alegou que o tema não é de interesse do governo e que votar a PEC na CCJ é “botar mais querosene” na situação. “Não quero eleição direta para votar no Lula. É um golpe na Constituição”, discursou. O deputado Fausto Pinato (PP-SP) pregou cautela. “O momento é de serenidade. Não podemos criar um fato político neste momento”, afirmou.

A aprovação da mudança na Constituição pode abrir caminho para que o sucessor do presidente Michel Temer (PMDB), caso ele saia do cargo em razão das investigações de que é alvo, seja escolhido por meio de eleição direta, como querem alguns partidos da oposição, como Rede, PSOL e PT.

Nas últimas duas semanas, atos no Rio de Janeiro e em São Paulo – apoiados por artistas como Wagner Moura, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Criolo, Mano Brown e Emicida – reuniram milhares de pessoas para pedir eleição direta para presidente, caso o cargo fique vago.

Hoje, de acordo com a Constituição, caso Temer saia, quem assume é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que terá 30 dias para convocar eleição indireta, na qual o novo presidente seria escolhido pelos deputados federais e senadores e governaria o país até a posse do vencedor das eleições de 2018.

Na semana passada, a CCJ do Senado aprovou uma PEC que prevê eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância até o terceiro ano de mandato. A decisão foi unânime, após acordo entre governo e oposição para que fosse removido um artigo determinando que a medida tenha validade imediata. O artigo, no entanto, pode ser restabelecido em plenário.

(Com Estadão Conteúdo)

 

Comentários

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  1. Adilson Machado Machado

    Com certeza esse presidente da CCJ faz parte do esquema para salvar Lula da cadeia. Só quem uma coisa, não vai dar tempo.

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  2. Wagner Nogueira Santos

    PMDB, PSDB, PT, PCB, PCdoB, PSOL, RÊDE, PDT, PP = COMUNISTAS = SATANISTAS = TRAIDÔRES da PÁTRIA !

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  3. Social Democrata Nem Direita Nem Esquerda

    Esse Rodrigo Pacheco é um petralha enrustido.

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  4. fausto arantes de souza junior

    Afinal, qual o problema em, se for o caso, fazer no momento atual eleições indiretas que é o que prevê a legislação em vigor?

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  5. O Correto é o Exército tomar conta dessa carniça que o brasil vive.

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  6. everton pereira

    Pelo jeito eles não querem que os brasileiros, que de direito, escolham quem os governar.

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  7. Marcos Ferax

    É fácil fácil entender tudo, e só observar o que o PT quer e o que ele não quer, Ja sabemos que TUDO que o PT apoia e safadeza, e o que ela não apoia é Bom para o Pais.

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