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Segundo o governo, o dossiê ilegal, montado nos porões do Planalto, não existe. O que mais Tarso e Dilma devem negar?



A Lei da Gravidade. É tudo só ligeira atração entre matérias;



Pitágoras: para os petralhas, a soma do quadrado dos catetos não é igual ao quadrado da hipotenusa: roubaram um dos catetos;



Terceira Lei de Newton: se um corpo A aplica uma força sobre um corpo B, o corpo B se vende ao corpo A e jura que foi por convicção;



O princípio básico do direito: cabe ao inocente provar que não é culpado;



A circunferência de um círculo deixa de ser duas vezes o “Pi” vezes o raio porque mudou o valor de “Pi”: agora é 3,1313...
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Reinaldo Azevedo

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Sábado, Maio 17, 2008

LEIAM ABAIXO

- VEJA 1 – República Sindical I – O lado escuro da Força;
- VEJA 2 – República Sindical II – Pilantragem tentando chegar ao topo do BNDES;
- VEJA 3 – Aparecido: a verdade ou um acordo com o governo?;
- VEJA 4 – Os “hermanos” petralhas;
- VEJA 5 – Fala o presidente da Câmara;
- VEJA 6 – Diogo Mainardi - O lado sombrio da internet;
- VEJA 7 - O narcossubmarino das Farc;
- Mais impostos 1 - Governo que nova CPMF e cigarro mais caro;
- Mais impostos 2 - Mesmo sem a CPMF, governo continuou a elevar gastos;
- Após queima de bandeira do Brasil, político paraguaio ameaça agricultores brasileiros;
- Raposa Serra do Sol 1 - Carreata marca chegada a Boa Vista de líder dos arrozeiros;

- Raposa Serra do Sol 2 - Alencar é contra demarcação contínua;
- Dossiê 1 - "A verdade me liberta", diz assessora de Dilma;
- Dossiê 2 - "Foi uma sinalização de que ele tem culpa";
- Empacado, PAC fica fora de propaganda oficial;
- Obras do PAC esbarram em conservação da Amazônia;
- E-mail sobre o passado de Minc circula entre militares;
- Dólar volta ao patamar da máxi de 1999;
- Jornalista da Rede Globo é vítima de atentado
Por Reinaldo Azevedo | 06:33 | comentários (0)

VEJA 1 – República Sindical I – O lado escuro da Força

A VEJA desta semana faz uma radiografia das lambanças da Força Sindical, cujo comandante máximo, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), está enrolado com a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. O que nasceu como uma investigação de uma rede de prostituição de luxo e tráfico de mulheres foi estourar no BNDES. O caso também chama a atenção para o Ministério do Trabalho, hoje inteiramente aparelhado pela Força e pelo PDT, partido que, a cada dia, se distingue menos da central e de seus métodos muito pouco ortodoxos.

A reportagem de Diego Escosteguy, com a colaboração de Otávio Cabral e Ricardo Brito, lembra as origens da Força Sindical, que nasceu com a ajuda do então presidente Fernando Collor e farto financiamento do empresariado. Era o tal “sindicalismo de resultados” — de impressionantes resultados, diga-se, a julgar pela boa vida dos dirigentes. Atraído para o poder pelo “pragmatismo” do lulo-petismo, Paulinho levou de presente o Ministério do Trabalho. E de porteira fechada.

“[Luiz Antônio de] Medeiros, o pai da Força e mentor de Paulinho, virou secretário de Relações do Trabalho. É o responsável por fiscalizar e conceder registros sindicais, uma atividade que já rendeu muitas denúncias em Brasília. Luiz Fernando Emediato, o consultor da Força e ocasional arrecadador de campanhas, tornou-se presidente do Codefat. Ezequiel Nascimento, sindicalista do PDT, foi nomeado secretário de Políticas Públicas de Emprego. Comanda um orçamento de 19 bilhões de reais."

Até aí, vocês poderiam dizer, “assim fazem todos”: chamam os amigos. Mais ou menos. Seguir a trajetória de Emediato, por exemplo, é coisa das mais interessantes. Amigão de João Pedro de Moura, o lobista preso pela PF, ele deveria zelar pela verba bilionária do FAT: R$ 9,5 bilhões. Ocorre que ele continua consultor da Força Sindical.

Leiam este trecho da reportagem: “correspondências mostram que, à frente do Codefat, Emediato se comporta como tarefeiro da Força Sindical, valendo-se da posição para proteger e beneficiar a central. Em fevereiro, a Força foi notificada pelo Tribunal de Contas da União a devolver cerca de 59 milhões de reais, dinheiro do FAT que deveria ter sido investido na qualificação de trabalhadores – mas que sumiu nas contas do IPEC, um instituto ligado à central e comandado pelo lobista João Moura. Ao saber da decisão, Emediato, em vez de se portar como presidente do Codefat, agiu como dirigente da Força: pediu à advogada Sandra Lage, funcionária do ministério, que ajudasse na defesa da central."

O que vai acima dá uma idéia pálida da “força da Força” e de seus métodos. A reportagem traz passagens muito eloqüentes. Vejam lá. Esse é o ambiente que criou as precondições para o escândalo do BNDES, de que se fala abaixo.
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Por Reinaldo Azevedo | 06:23 | comentários (0)

VEJA 2 – República Sindical II – Pilantragem tentando chegar ao topo do BNDES
Por Ronaldo França
A investigação da Polícia Federal sobre a quadrilha que cobrava propinas para a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou uma frase de arrepiar, revelada somente na semana passada: "O pessoal abriu, escancarou a porta". Ela definia, nas palavras do lobista João Pedro de Moura – já devidamente preso –, o sucesso de uma reunião com o vice-presidente do banco, Armando Mariante Carvalho. A pauta incluía um projeto de 800 milhões de reais. (...) A frase é simbólica, sim, mas por outra razão. Ela revela quão longe a pilantragem conseguiu chegar em direção ao topo da hierarquia do banco (...).

Na semana passada, VEJA ouviu quatro ex-presidentes e três ex-executivos do BNDES (...). Eles são unânimes em afirmar que os procedimentos internos do BNDES – em português claro, o trabalho dos funcionários de carreira – são rigorosos o suficiente para garantir a integridade nos processos para concessão de financiamento. (...) Em 2003, o governo Lula promoveu uma reformulação atabalhoada nos cargos de direção do BNDES. (...) É a explicação para a liberdade com que o diretor de inclusão social, Elvio Gaspar, também responsável pela área de crédito, se movimentava entre governadores, prefeitos e parlamentares que freqüentavam seu gabinete. Gaspar é petista e ligado ao grupo do ex-ministro José Dirceu.
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Uma lembrança

No podcast da semana retrasada, Diogo Mainardi tratou do caso do BNDES, e Élvio era um de seus personagens. Ele só foi parar no noticiário na semana seguinte. Leiam trecho:
Num telefonema grampeado pela PF, um dos acusados de participar do esquema de desvio de verbas do BNDES disse para outro:
- O cara é ligado ao José Dirceu e vai querer morder uma grana.
Ele se referia a um funcionário do BNDES. Qual deles? De acordo com o blogueiro César Maia, só pode se tratar de Élvio Gaspar. Recebi a mesma dica na semana passada. Fui furado por César Maia. Mas acrescento um dado: Élvio Gaspar está sendo investigado pela PF.
Primeiro: ele é ligado a José Dirceu. Mais precisamente, ele é ligado à turminha carioca de José Dirceu - gente como Waldomiro Diniz e Marcelo Sereno. Foi secretário de Planejamento do Rio de Janeiro, no governo de Benedita da Silva. No primeiro mandato de Lula, ganhou um cargo de comando no ministério do Planejamento. Depois disso, foi transferido para o BNDES.
Para ler íntegra e ouvir o podcast, clique aqui
Por Reinaldo Azevedo | 06:11 | comentários (0)

VEJA 3 – Aparecido: a verdade ou um acordo com o governo?
Por Alexandre Oltramari
O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires vem sendo tratado como o vilão do caso do dossiê elaborado pela Casa Civil sobre as despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele foi indiciado pela Polícia Federal (...). Dois meses depois do escândalo, ainda não se sabe, ao menos oficialmente, quem foi o autor intelectual da trama que tinha o objetivo de chantagear a oposição. Aparecido sabe e contou a pelo menos três pessoas que a ordem para fazer o levantamento dos gastos partiu da secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço-direito da ministra Dilma Rousseff. Na próxima terça-feira, Aparecido terá a chance de confirmar essa versão em depoimento à CPI que investiga o caso. Os movimentos do ex-secretário ao longo da semana passada, porém, deram origem a várias especulações. A principal é a de que ele pode silenciar diante da pergunta sobre a identidade do autor do dossiê.
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Por Reinaldo Azevedo | 06:09 | comentários (0)

VEJA 4 – Os “hermanos” petralhas

O editor-executivo Marcio Aith foi à Argentina ver de perto como e por que o governo de Cristina Kirchner está se esfarelando. Abaixo, trechos da reportagem:

(...)
Cristina tomou posse em 10 de dezembro. Hoje, apenas cinco meses depois, seu governo está nas cordas, sem rumo e sem saída racional, sendo obrigado a recorrer a um exército de desempregados, subsidiados com dinheiro público, para insuflar o ódio, a maldade e o rancor que ela mesma definiu como forças destruidoras. Nos últimos dois meses, piqueteiros pagos pelo governo têm sido usados para dissolver, aos sopapos, manifestações de produtores rurais queixosos e da classe média urbana alarmada com a inflação. Enquanto isso, jovens peronistas liderados por Máximo Kirchner, o filho mais velho de Cristina e Néstor, espalham cartazes em Buenos Aires contra o maior grupo de comunicação do país, o Clarín, que edita o jornal de mesmo nome e é dono do canal de notícias TN (Todo Noticias). Os cartazes trazem mensagens como "Clarín mente", "Clarín quer inflação" e "TN = tudo negócios". O grupo de Máximo também assina e-mails contendo ameaças contra a diretora do grupo, Ernestina Herrera de Noble, e um de seus proprietários, Héctor Magnetto. Os e-mails trazem fotos do arquivo pessoal de Magnetto que, segundo um editorial publicado pelo jornal, foram obtidas por espionagem. Tradicional aliado do governo, tudo que o jornal Clarín fez para merecer a súbita ira oficial foi jornalismo puro e simples. Para a Casa Rosada isso é ofensa. O governo quer apenas elogios. Ponto.

A guinada autoritária de Cristina está diretamente associada à deterioração das condições econômicas do país. Falta gasolina em alguns postos, há cortes freqüentes de eletricidade e a inflação anual já passa de 25% (o índice oficial, de 9%, só não registra o fenômeno porque está sendo grosseiramente manipulado).
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Por Reinaldo Azevedo | 06:07 | comentários (1)

VEJA 5 – Fala o presidente da Câmara
Por Otávio Cabral:
A imagem dos congressistas enfrenta um crônico processo de desgaste. Nos últimos anos, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, assistiu de perto aos episódios protagonizados por parlamentares que constrangeram a população e acabaram por arrastar seu partido para a vala comum dos maus costumes da política. Em 2004, quando apareceu um vídeo do petista Waldomiro Diniz pedindo propina a um empresário de jogos, Chinaglia era líder do PT na Câmara. No ano seguinte, explodiu o escândalo do mensalão, que revelou uma impressionante rede de corrupção montada pelo PT para subornar parlamentares. Chinaglia ocupava, então, o posto de líder do governo. No ano passado, o deputado elegeu-se presidente da Câmara. Não houve escândalo nesse período, mas Chinaglia acabou herdando as conseqüências do passado. Durante sete meses, a Câmara dos Deputados não votou um único projeto, impedida pelo excesso de medidas provisórias enviadas pelo governo – problema que começou a ser solucionado na semana passada. Chinaglia acha que o pior já passou. Em entrevista a VEJA, ele fala sobre as dificuldades do Congresso, analisa a popularidade do governo, afirma que considera um desastre a idéia do terceiro mandato para o presidente Lula e diz que o PT perdeu a bandeira da ética.

Veja – O presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou que o Congresso está na UTI graças aos escândalos de corrupção e à paralisia decorrente das medidas provisórias. O senhor concorda?
Chinaglia –
Se compararmos os momentos pelos quais a Câmara passou recentemente com os dias atuais, eu não acho que esteja na UTI. O problema é que essas crises constantes vão deixando marcas, vão deixando cicatrizes. A população perde a confiança na instituição. A situação é difícil, mas o pior já passou.

Veja – O senhor fez da mudança nas regras das medidas provisórias sua bandeira de campanha. Mesmo assim, ainda não houve modificação na legislação e o governo continua abusando das MPs. Há possibilidade de alguma mudança ainda no seu mandato?
Chinaglia –
Vamos votar a mudança do rito de tramitação, que prevê que as medidas provisórias não poderão mais trancar a pauta. Esse trancamento da pauta é nocivo. Desde o fim do ano passado, quando da tramitação da CPMF, a pauta esteve trancada por MPs. Foram sete meses de trancamento. Só agora conseguimos limpar a pauta e votar projetos vitais, como o pacote de segurança. Há um entendimento entre as bancadas da Câmara e do Senado para que o projeto seja aprovado neste ano. Farei de tudo para que essa mudança entre em vigor ainda na minha gestão.

Veja – Em sua avaliação, por que há esse abuso histórico das medidas provisórias?
Chinaglia –
O Executivo se tornou dependente das MPs. Quando o governo não quer que seja votada uma proposta, usa medidas provisórias para obstruir a pauta do Congresso. Mas elas também são muito úteis para o governo pela urgência, pois são uma via rápida de contraposição à tradicional procrastinação do Legislativo. No Congresso, qualquer que seja o tema, é preciso aprofundá-lo, aprimorá-lo, ouvir todos os lados para construir uma maioria. Já uma MP depende apenas de uma assinatura do presidente.
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Por Reinaldo Azevedo | 06:05 | comentários (0)

VEJA 6 – Diogo Mainardi - O lado sombrio da internet
Caio Blinder recebe um monte de comentários anti-semitas por seus artigos na internet. Em vez de eliminá-los, ele os publica. Além disso, seleciona os mais selvagens e remete-os para mim:

Caio Blinder é um jornalista e apresentador de TV brasileiro de origem judaica (texto retirado da Wikipédia). Só podia, rssss, mais um judeu FDP que teve a sorte de nascer depois do Holocausto, kkkkkkk.

A mensagem é assinada por TimGP. A caricatura nazista do Der Stürmer, do judeu peludo, de orelhas grandes e nariz adunco, agora se transformou num "kkkkkkk". TimGP lamenta que Caio Blinder tenha escapado do Holocausto. Outro leitor, Antonio Aparecido, nega o próprio Holocausto:

Mais de 1 milhão de judeus mortos??... Contem outra estorinha, ou melhor, outra historinha. Não à manipulação da mídia. Sim à história verdadeira, sim aos historiadores antropologistas.
(...)
Está na história do povo judeu usar os meios de comunicação em massa para se passar por vítimas e conseguir o que desejam. Vejam o senhor Abravanel e a Xuxa.
(...)
A internet tem esse lado sombrio: ela permite que idéias criminosas sejam propagadas abertamente. Anti-semitas e negadores do Holocausto foram condenados em tribunais dos Estados Unidos e da Europa. Se o Ministério Público brasileiro perseguisse judicialmente um ou dois comentaristas dos artigos de Caio Blinder, a internet só teria a ganhar. Cada um tem de ser responsabilizado pelo que diz e faz. Sem isso, o totalitarismo sempre vence, e podemos acabar num gueto com Silvio Santos e Xuxa.
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Por Reinaldo Azevedo | 06:03 | comentários (0)

VEJA 7 - O narcossubmarino das Farc
Por Duda Teixeira
Exército colombiano impôs derrotas humilhantes às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia nos últimos cinco anos. As surras sucessivas, contudo, não diminuíram a ousadia das Farc naquilo que é sua principal atividade – o narcotráfico. No último ano, a organização comunista adotou o submarino como seu meio preferido de transportar cocaína para o principal mercado consumidor da droga, os Estados Unidos. Em média, dez pequenos submergíveis carregados de drogas são interceptados a cada mês pela guarda costeira americana ou por forças navais de países da América Central. A popularidade desse meio de transporte inusitado deve-se a duas razões. Cada submarino transporta 10 toneladas de cocaína – cinco vezes mais que uma lancha de alta velocidade –, no valor de 250 milhões de dólares. A segunda é a facilidade com que essas embarcações enganam os radares dos aviões de patrulha, pois são facilmente confundidas com baleias ou golfinhos. A guarda costeira americana estima que, para cada submarino capturado, outros nove conseguem descarregar sua carga na costa dos Estados Unidos.
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Por Reinaldo Azevedo | 06:01 | comentários (0)

Mais impostos 1 - Governo que nova CPMF e cigarro mais caro
Por Guilherme Barros e Vinicius Torres Freire, na Folha:
O governo pode decidir na segunda-feira a criação de um novo imposto e o aumento de um outro, o do cigarro, a fim de financiar a Saúde. A nova Contribuição para a Saúde seria cobrada sobre movimentações financeiras, tal como a CPMF, extinta em dezembro.
A alíquota da nova contribuição seria de 0,08%. A da CPMF era de 0,38%. O Imposto sobre Produtos Industrializados que incide sobre o fumo seria elevado, "uma paulada", segundo a Folha apurou. Em 2007, o governo federal arrecadou R$ 2,9 bilhões com o IPI sobre o fumo, cuja alíquota média fica em torno de 25% do preço do maço. A elevação do imposto sobre bebidas alcoólicas é improvável.
Os aumentos serão decididos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião semanal de coordenação do governo.
No caso da Saúde, o governo encampou uma proposta de deputados governistas. O objetivo é oferecer uma nova fonte de financiamento para a Saúde em troca da alteração do projeto de lei que regulamentou a Emenda Constitucional 29.
O projeto foi aprovado em abril no Senado e foi para a Câmara. Estipula normas que devem elevar os recursos para a Saúde dos R$ 48,5 bilhões previstos no Orçamento deste ano para R$ 58,4 bilhões. Até 2011, os recursos extras seriam de mais de R$ 20 bilhões anuais.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:51 | comentários (0)

Mais impostos 2 - Mesmo sem a CPMF, governo continuou a elevar gastos
Por Gustavo Patu e Agela Pinho,na Folha:
Mesmo após a queda da CPMF, no final do ano passado, o governo Luiz Inácio Lula da Silva continuou a elevar gastos públicos de caráter permanente, embalado por um crescimento da arrecadação que tem superado as projeções mais otimistas da área econômica.
Só o custo do recém-lançado pacote de reajustes salariais generalizados para o funcionalismo público superará, com folga, a receita de uma eventual nova versão da contribuição sobre movimentação financeira -que, com uma alíquota de 0,08%, como se cogita, renderia algo como R$ 8,5 bilhões ao ano, em valores atuais.
Já a folha de pagamentos da União terá em 2009 um aumento na casa dos R$ 15 bilhões, segundo estimativas preliminares, com os efeitos da medida provisória editada nesta semana para beneficiar os militares e 17 categorias de servidores civis.
Pelo menos mais uma medida provisória ainda será editada para ampliar despesas com pessoal, desta vez para categorias de elite do Executivo, como os auditores-fiscais e os advogados da União.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:49 | comentários (0)

Após queima de bandeira do Brasil, político paraguaio ameaça agricultores brasileiros
Da Efe e da Reuters, no Estadão:
Um dia depois de participar de uma marcha na qual camponeses queimaram a bandeira do Brasil, o governador eleito do departamento (Estado) paraguaio de San Pedro, José Ledesma, prometeu ser "implacável" com os agricultores brasileiros na sua região. "Vamos defender a soberania paraguaia dos interesses estrangeiros e seremos implacáveis na aplicação da lei", disse Ledesma, aliado do presidente eleito, o ex-bispo Fernando Lugo. "É injusto que um brasileiro tenha 50 mil hectares de terra e muitos paraguaios não tenham um pedaço de terra."
Cerca de 100 mil brasileiros se dedicam à agropecuária no Paraguai, em regiões próximas à fronteira - são os chamados "brasiguaios". Eles são acusados por camponeses locais de não respeitar a lei e contaminar o meio ambiente com agrotóxicos. Há alguns dias, pequenos produtores e trabalhadores rurais de San Pedro anunciaram que preparam a ocupação de 70 propriedades de sojeiros brasileiros.
Na quinta-feira, a bandeira do Brasil foi queimada num ato de comemoração do Dia da Independência do Paraguai organizado pela Coordenadoria de Defesa da Soberania e da Reforma Agrária na localidade de Curupayty, a 300 quilômetros de Assunção. O ato foi definido pelos camponeses como "o início de uma cruzada para expulsar os fazendeiros traidores e estrangeiros". "A morte de camponeses é pior que essa queima de trapos", justificou Ledesma ontem, em guarani, numa entrevista a uma rádio local. "Os brasileiros vêm aqui e têm de tudo, aí mandam te matar. Quantos paraguaios já morreram por chegar perto de propriedades de brasileiros?"
Em Assunção, o embaixador brasileiro, Valter Pecly Moreira, disse estar "entristecido" pela queima da bandeira. "É injusto que se tenha feito isso contra brasileiros, que contribuíram tanto com o progresso e a riqueza do Paraguai", afirmou.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:47 | comentários (0)

Raposa Serra do Sol 1 - Carreata marca chegada a Boa Vista de líder dos arrozeiros
Por Hudson Corrêa, na Folha:
O líder dos produtores de arroz da terra indígena Raposa/ Serra do Sol, Paulo Cesar Quartiero, mobilizou ontem uma carreata, com fila de ao menos um quilômetro de carros, motos, tratores e caminhões, pelas ruas de Boa Vista (RR).
Quartiero foi preso no dia 6 e levado às celas da PF em Brasília sob acusação de mandar atirar em índios que ocuparam sua fazenda situada na terra indígena. Solto na quarta, chegou ontem a Boa Vista. No aeroporto, foi recebido por um grupo de 200 pessoas, entre funcionários de fazendas, produtores de arroz, amigos e religiosos.
Coube à pequena índia macuxi Elaine Pereira Carneiro, 5, que, segundo a mãe, Isabela Pereira, 22, mora na reserva, enfrentar o tumulto de pessoas que queriam abraçar Quartiero. A menina foi para o colo do produtor e, assustada, chorou. Ela é neta do líder macuxi Avelino Pereira, que defende que arrozeiros fiquem na reserva.
Integrante da Sodiur (Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos do Norte de Roraima), Pereira disse que 15 índios foram receber Quartiero.
A carreata durou cerca de duas horas. Quartiero seguiu na carroceria de uma caminhonete, bandeira do Brasil em mãos, ao lado do deputado Márcio Junqueira (DEM-RR). Atrás, um caminhão de som tocava o hino nacional. A carreata terminou com discurso diante da Assembléia. "Pintam que sou inimigo dos índios. Mas há líderes [indígenas] que trabalham junto com a gente", disse.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:45 | comentários (0)

Raposa Serra do Sol 2 - Alencar é contra demarcação contínua
Na Folha:
O vice-presidente José Alencar, na condição de presidente interino, disse na noite de ontem, em Belo Horizonte, que é contra a homologação contínua da terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima.
"Os índios chegaram antes e tudo mais, mas, na minha opinião, elas [as terras] não devem ser contínuas, de tal forma que não matasse a produção que lá se realiza", afirmou Alencar.
Mas Alencar não criticou o governo federal pela homologação. Questionado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha errado, ele disse: "Não acho que o presidente errou. O presidente é o presidente".
"Eu sempre respeitei as posições do presidente, mas a minha opinião é essa. Eu não vou deixar de dar a minha opinião."
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Por Reinaldo Azevedo | 05:43 | comentários (0)

Dossiê 1 - "A verdade me liberta", diz assessora de Dilma
Por Fernanda Odilla, na Folha:
A secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, recorreu à Bíblia para dar as primeiras declarações públicas sobre o dossiê sobre os gastos de Fernando Henrique Cardoso que ela mandou confeccionar. "Tem um trecho na Bíblia que diz que a verdade nos libertará. Também, neste caso, para mim a verdade me liberta", disse ela à Folha na manhã de ontem, momentos antes de participar de uma solenidade em homenagem aos 200 anos da Imprensa Nacional, em Brasília.
Erenice hesitou, num primeiro momento, a falar sobre as acusações de que foi ela quem deu a ordem para se levantar os gastos exóticos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Questionada pela reportagem sobre como se defenderia das declarações de André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), e do ex-secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires, que prometem citar o nome dela na CPI dos Cartões Corporativos, Erenice foi direta: "Só gostaria que eles dissessem a verdade".
A secretária-executiva, contudo, não explicou qual é "a verdade". Preferiu citar o capítulo 8, versículo 32, do Evangelho segundo o apóstolo João para falar do dossiê. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", escreveu João. Mais da metade deste evangelho é dedicado às palavras de Jesus Cristo durante seus últimos dias.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:41 | comentários (1)

Dossiê 2 - "Foi uma sinalização de que ele tem culpa"
Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Três envelopes lacrados, um dentro do outro, depositados num cofre da CPI dos Cartões, guardam os depoimentos de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). As cópias dos depoimentos foram entregues, no início da noite de ontem, pelo delegado da Polícia Federal Sérgio Menezes à presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
José Aparecido, que foi indiciado ontem pela Polícia Federal por quebra de sigilo funcional, é acusado de ter enviado para André planilha com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ambos depõem na terça-feira à CPI dos Cartões.
"O indiciamento do Aparecido foi uma sinalização de que ele tem culpa no cartório", afirmou Marisa, momentos após trancafiar os documentos no cofre que fica em uma sala subterrânea do Senado, conhecida como "batcaverna".
Para a senadora, o indiciamento deverá "facilitar" o depoimento de Aparecido. "Acredito que ele não vai mentir à CPI porque agora, depois do indiciamento, é o único lugar que ele tem para falar." Ela observou que o ex-secretário só será preso durante o depoimento se existir "prova de que ele não está usando a verdade". Aparecido teve negado pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer calado e não ser acareado ou preso na sessão da CPI.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:39 | comentários (0)

Empacado, PAC fica fora de propaganda oficial
Por Luciana Nunes Leal, no Estadão:
A primeira campanha publicitária produzida para o governo federal pelas agências Propeg, Matisse e 141/Soho Square, que venceram licitação feita em janeiro, vai entrar em exibição na terça-feira. O trabalho, que consumirá R$ 40 milhões dos R$ 124 milhões reservados para a propaganda oficial neste ano, deixará de fora o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal projeto do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Propulsor da ministra Dilma Rousseff como possível candidata à sucessão presidencial, o PAC ainda não tem o que mostrar. O entendimento é que o cidadão precisa ser informado de obras já avançadas e principalmente de realizações como geração de emprego e aumento da renda, que têm efeito prático na vida das pessoas. O PAC, por enquanto, é mais um conjunto de intenções, com várias obras sem projeto concluído nem licença ambiental ou data para começar.
A menos de cinco meses das eleições municipais, o governo fará durante dez dias inserções sobre um programa de âmbito nacional e, ao longo de junho, divulgará projetos federais específicos para cada Estado.
A idéia central é explicar ao espectador o mote usado na última campanha, "Mais Brasil para mais brasileiros". Pesquisas de opinião mostraram que as pessoas não tinham entendido bem o significado do slogan. Por isso, o novo bordão será "Isso é mais Brasil para mais brasileiro" e várias propagandas regionais serão protagonizadas por pessoas com o sotaque local. Os programas estaduais estão em fase de elaboração. Um dos poucos concluídos é o de Minas, que apresentará o programa de agricultura familiar, as obras nas estradas federais e a ampliação dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). O programa nacional terá 1 minuto de duração e os estaduais, 30 segundos.
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Por Reinaldo Azevedo | 05:37 | comentários (0)

Obras do PAC esbarram em conservação da Amazônia
Por Eduardo Geraque e Claudio Angelo, na Folha:
Ao serem colocados sobre a mesa, fica claro o choque. Os planos de infra-estrutura para a Amazônia, quando totalmente implantados, vão ameaçar as áreas prioritárias para a conservação da floresta, que já estão desenhadas pelo próprio governo federal.
O alerta vem sendo dado por cientistas e ambientalistas desde o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). No ano passado, um levan