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Verônica Serra

06/09/2010

às 21:12

Sigilo fiscal de filha de Serra também foi violado em Mauá

Por Rui Nogueira e Renato Andrade, no Estadão Online

Os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra, também foram violados na agência da Receita Federal de Mauá (SP), no dia 8 de outubro de 2009 – o mesmo dia em que foram violados os dados de outras cinco pessoas ligadas ao PSDB.

A primeira invasão dos dados fiscais de Verônica Serra, já comprovada, foi na agência de Santo André (SP), com a ajuda de uma procuração falsa usada por um contador filiado ao PT.

O acesso aos dados que deveriam ser protegidos pelo Fisco foi feito no início da manhã do dia 8 de outubro, de acordo com documentos obtidos pelo Estado junto à Corregedoria da Receita. A partir do computador da servidora Adeildda Ferreira foi feita uma busca aos dados fiscais da filha do ex-governador José Serra entre 8h52m20s e 8h52m42s.

Menos de quatro horas depois, no mesmo dia, Adeildda acessou os dados fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregório Marin Preciado (casado com uma prima de Serra), de Ricardo Sérgio Oliveira – ex-diretor do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso – e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Agora sabe-se que os dados fiscais de Verônica Serra foram violados duas vezes em agências do Fisco em São Paulo. A primeira fraude foi promovida pelo contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que usou uma procuração falsa para ter acesso aos dados da filha do candidato tucano em setembro do ano passado. Atella era, na época, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Por Reinaldo Azevedo

03/09/2010

às 6:39

Cartaxo e corregedor afirmaram em entrevista o que a investigação da própria Receita desmentia. Rua!!!

O Estadão vem dando um verdadeiro banho na cobertura nessa história da Receita Federal. A reportagem de Leandro Colon na edição de hoje evidencia que a cúpula da Receita Federal agiu para esconder o claro viés político-eleitoral da violação do sigilo de Verônica Serra. O objetivo era proteger a candidatura do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Pior do que isso: Otacílio Cartaxo, secretário da Receita, e o corregedor do órgão deram uma entrevista coletiva negando qualquer ilação “político-partidária” na invasão do sigilo. Os documentos que eles tinham em mãos diziam o contrário. Leiam.
*
Documento da Receita Federal obtido pelo Estado revela que a corregedoria do órgão já trabalhava desde o dia 20 de agosto com uma linha de investigação que apontava para uma violação político-eleitoral do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, e de outros quatro tucanos.

A suspeita de violação política, porém, foi “confinada” na corregedoria, enquanto a cúpula do Fisco e integrantes do governo unificaram um discurso público em direção contrária para despolitizar o episódio e blindar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Ao pedir para verificar se os dados fiscais de Verônica haviam sido violados, a comissão da corregedoria mencionou os demais tucanos alvos de quebra de sigilo e vinculou esses nomes, inclusive o da filha do candidato, a reportagens sobre o dossiê que foi parar na campanha de Dilma.

O documento tem o registro das 17h de 20 de agosto. Chamado de “ata de deliberação”, o teor revela os motivos que levaram a comissão da Receita a verificar se os dados de Verônica foram violados: o polêmico dossiê.

“… E tendo em vista que emergiu dos autos acessos aos conteúdos das declarações de Imposto de Renda de outros nomes da política nacional… e ainda tendo em vista que foi noticiado pela mídia jornalística, dentre eles O Globo (reportagem anexa à presente ata), de que havia suspeição que Verônica Serra, filha de José Serra, também poderia ter sido alvo de quebra de sigilo fiscal”, diz trecho do documento.

A reportagem mencionada pela comissão foi publicada em maio, cita Verônica Serra e trata da crise instalada na campanha de Dilma por causa do dossiê contra os tucanos. O caso derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que era integrante do setor de comunicação da campanha.
(…)
Além disso, descartaram qualquer conotação política na violação. “Nós não identificamos qualquer ilação político-partidária”, fez questão de frisar, em coletiva dada há uma semana, o corregedor-geral da Receita, Antonio Carlos Costa D”Avila, cujo discurso foi reforçado pelo secretário Otacílio Cartaxo. Naquele dia, aliás, eles já sabiam que o sigilo fiscal de Verônica havia sido acessado. Conforme revelou ontem o Estado, em 20 de agosto a comissão de investigação confirmou que os dados fiscais da filha de Serra foram violados em 30 de setembro de 2009.

A comissão, presidida pelo servidor Levi Lopez, inclui naquela ata de duas semanas atrás, além do nome de Verônica, a descoberta da quebra do sigilo fiscal de três pessoas que, segundo a própria investigação, são ligadas ao comando do PSDB: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações do governo FHC), Gregório Marin Preciado (casado com uma prima de Serra) e Ricardo Sérgio (ex-caixa de campanha do PSDB). Aqui

Voltei
Escrevi ontem um texto com variações sobre a máxima de César. E afirmei que, no segundo mandato de Lula, “a mulher de César não tem nem de ser nem de parecer honesta”. Já não se trata mais de indagar apenas se Otacílio Cartaxo deve cair porque o baguncismo se instalou na Receita. O que está claro, agora, é que, além disso, ele e o corregedor concederam uma entrevista coletiva para iludir o Congresso, a Justiça, a Polícia Federal e a Justiça.

Cadê Guido Mantega, o chefe de Otacílio? Estaria ocupado produzindo novos números fantasiosos sobre a economia? Uma verdadeira quadrilha se formou na Receita não para fraudar sigilo, mas para fraudar a Constituição, que o protege. E o Ministério Público? Vai-se interessar, finalmente, por Otacílio Cartaxo e Antonio Carlos Costa D”Avila, o corregedor-geral?

Por Reinaldo Azevedo

03/09/2010

às 6:37

O responsável pela bandidagem

O procedimento dos interessados em ter acesso a declarações de renda da empresária Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, destoa do que, tudo indica, tenha sido o padrão seguido nas violações do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e de três outras pessoas ligadas ao ex-governador. Nesses episódios, para obter o que queriam, os predadores da intimidade alheia contavam com afinidades políticas ou a ganância de servidores da agência da Receita em Mauá, na Grande São Paulo – uma verdadeira casa da mãe joana, com senhas individuais expostas e documentos eletrônicos ao alcance das vistas de qualquer um.

No caso de Verônica Serra, que antecedeu os dos demais em cerca de uma semana (de 30 de setembro a 8 de outubro do ano passado), o método seguido foi mais complicado na urdidura e mais simples no trâmite final. Alguém falsificou a assinatura da contribuinte – e o seu reconhecimento num cartório onde ela nem sequer tinha ficha – numa solicitação de cópia de documentos e incumbiu um tipo que habita as cercanias do Código Penal, devidamente identificado no formulário, de apresentá-la à Delegacia da Receita de Santo André. Ali, burocraticamente, a servidora Lúcia de Fátima Gonçalves Milan fez o que lhe era pedido, repassando ao titular da procuração as declarações de Verônica relativas aos exercícios de 2007 a 2009.

Por enquanto, pode-se apenas especular sobre os porquês das diferenças de estratagema. Mas o intuito era claramente o mesmo: recolher material que pudesse ser usado contra Serra na sua futura disputa com a escolhida do presidente Lula, Dilma Rousseff. Àquela altura, no último trimestre de 2009, embora o governador paulista ainda se negasse a assumir a pretensão e o mineiro Aécio Neves ainda não tivesse largado mão da esperança de ser ele o candidato, já não havia dúvidas sobre quais seriam os principais contendores da sucessão. E não passa pela cabeça de ninguém que a turma da pesada do PT fosse esperar a formalização das candidaturas para só então juntar papelório que pudesse comprometer o tucano e seus aliados.

Seria, no mínimo, subestimar a capacidade de iniciativa do “setor de inteligência” petista, como viria a ser conhecido. Principalmente porque os responsáveis pelo trabalho sujo não precisariam gastar tempo e energia para preparar o terreno por excelência de onde escavariam a matéria-prima desejada. O campo da Receita Federal começou a ser aplainado para servir aos interesses do partido quando, em 31 de julho de 2008, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demitiu o então secretário do órgão, Jorge Rachid, há 5 anos e meio no cargo. Desde então, a isenção e o profissionalismo deram lugar ao aparelhamento e à politização das decisões do Fisco. É o que atesta o escândalo das quebras de sigilo para fins eleitorais.

A contar da denúncia, a Receita levou praticamente duas semanas até anunciar a abertura de inquérito administrativo sobre o vazamento de declarações de renda de Eduardo Jorge, cópias das quais apareceram em mãos de membros do comitê nacional de Dilma Rousseff. Depois, quando vieram a público as demais violações, depois que a Justiça autorizou o vice-presidente do PSDB a ter acesso aos autos da investigação, os hierarcas da Receita, acionados pelo governo, correram a desvincular da campanha eleitoral os ilícitos revelados. Afinal, disseram sem enrubescer, o que havia na agência de Mauá era um “balcão de compra e venda de dados sigilosos”, movido a “propina”.

Não que não fosse – outros 140 registros também foram vasculhados ali. Se tivesse uma gota de vergonha, aliás, o secretário Otacílio Cartaxo já teria se demitido. Eis, em suma, o que o governo Lula e a cultura petista fizeram do Fisco: uma repartição em que o livre tráfico de informações presumivelmente seguras sobre os contribuintes brasileiros se entrelaça com o uso da máquina, literalmente, para intuitos eleitorais torpes. O crime comum e o crime político se complementam. Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em “bandidagem”. Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho.
*
O texto não é meu, mas subscrevo. É um dos editoriais de hoje do Estadão.

Por Reinaldo Azevedo

02/09/2010

às 5:51

Receita já tinha indícios de falsidade de procuração e, mesmo assim, tornou-a pública para tentar embolar o caso

Leiam trechos da reportagem de Leandro Colon, no Estadão:
O comando da Receita Federal suspeitou de fraude na violação do sigilo fiscal da filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, mas mesmo assim montou uma operação para abafar o escândalo e evitar impacto político na campanha de Dilma Rousseff (PT). Em meio ao discurso oficial de que não havia irregularidade, o governo já sabia que a procuração usada para violar os dados de Verônica Serra poderia ser falsa.

Os novos documentos da investigação, a que o Estado teve acesso ontem, também provam que a Receita sabia desde o dia 20 de agosto que o sigilo fiscal de Verônica havia sido violado em setembro do ano passado.

A prova da suspeita da Receita está em um documento que mostra que, na tarde de terça-feira, a comissão de inquérito decidiu encaminhar o caso ao Ministério Público Federal. Ou seja, antes de a filha de Serra e o cartório afirmarem que o documento era falso, o que desmente o discurso e a entrevista dada ao Estado pelo secretário-geral da Receita, Otacílio Cartaxo.

Num documento obtido pelo Estado, com data de terça-feira, a comissão de investigação levanta suspeitas sobre Antônio Carlos Atella Ferreira, autor da procuração utilizada para retirar os dados fiscais de Verônica Serra em uma agência da Receita em Santo André. No ofício, Ferreira é tratado como pessoa “supostamente” autorizada a retirar os documentos da filha de Serra. A comissão levantou informações sobre ele e cita que tem quatro CPFs em “diversos municípios”. Diante da suspeita, a comissão pede que a procuração seja enviada à Procuradoria da República para “confirmação de autenticidade”. O documento da comissão, tratado como “ata de deliberação”, registra o horário das 17h de terça. A Receita descobriu pouco antes, às 13h42, que Ferreira era dono de quatro CPFs.

Na noite daquele mesmo dia, quando o portal estadão.com.br revelou, com exclusividade, o episódio, o Ministério da Fazenda e a Receita procuraram a imprensa, inclusive o Estado, para informar que não havia irregularidade e os dados de Verônica foram consultados mediante requisição autorizada e assinada por ela. O discurso foi compartilhado pelo primeiro escalão do governo durante toda a manhã de ontem, incluindo o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

“A Receita vai comprovar que a filha de Serra pediu o acesso aos dados”, anunciou Jucá na Comissão de Constituição e Justiça, falando como porta-voz do Planalto. “A Receita é confiável e toda a curiosidade será explicada”, disse o próprio presidente Lula, com base em informações da Receita que garantiam a autenticidade da procuração. Mantega também chegou à Fazenda dizendo que “tudo seria esclarecido”.

Comissão.
Os documentos obtidos pelo Estado mostram ainda que, além de já suspeitar da violação do sigilo, a Receita descobrira havia pelo menos 10 dias que os dados fiscais da filha de Serra haviam sido invadidos ilegalmente. Mais exatamente às 17h59 do dia 20 de agosto, quando Eduardo Nogueira Dias, membro da comissão de investigação, consultou o histórico dos acessos aos dados de Verônica. Naquele dia, ele descobriu que as declarações de renda dela foram acessadas às 16h59 de 30 de setembro de 2009 por meio da senha da servidora Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, lotada em Santo André.

Ou seja, quando deram uma entrevista coletiva, convocada às pressas na sexta-feira passada, Cartaxo e o corregedor-geral, Antônio Carlos da Costa D” Avila, já tinham conhecimento do acesso aos dados fiscais de Verônica. Na sexta, Cartaxo e D” Avila anunciaram uma versão que até agora não se sustenta nos autos da investigação. Afirmaram que a Receita descobriu a existência de um esquema de venda de dados fiscais mediante “encomenda” e “pagamento de propina”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 18:17

Fala de líder do governo no Senado evidencia armação oficial para tentar culpar a vítima

A operação para tentar culpar a vítima foi planejada pelo Palácio do Planalto e pela Receita. Às 11h52, publicava a Folha Online:

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a Receita Federal vai divulgar nesta quarta-feira cópia dos documentos que comprovariam que a filha do candidato José Serra (PSDB), Verônica Serra, solicitou à instituição acesso à cópia de seus dados fiscais. Jucá afirmou que a Receita vai apresentar o pedido assinado por Verônica, além da cópia do Darf com o pagamento efetivado pela filha do candidato para ter acesso aos seus dados – para comprovar que não houve ação eleitoral no episódio.

“O governo não bisbilhota ninguém. Temos hoje um fato que está nos jornais que a Receita Federal vai se manifestar daqui a pouco, essa questão da filha do governador Serra. A informação da Receita é que há requerimento da filha do Serra pedindo a quebra do sigilo e Darf do pagamento apresentado para pedir a quebra do sigilo.”

Eis aí: Palácio do Planalto, Receita, líder do governo no Senado… Ontem, foi o chefe de gabinete de Lula quem atuou para plantar a versão de que seria tudo uma tramóia de… Aécio Neves! Mesmo com as evidências da farsa, o próprio Lula ainda sugeria que não se tratava de violação de sigilo.

Com que cara fica Jucá agora? Ora, com cara de Jucá. E só por isso ele é Jucá.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 18:04

Perfil de homem que apresentou procuração falsa é adequado ao Primeiro Comando dos Companheiros

Que dias estes! Leiam texto de Leonardo Souza, na Folha Online:

O contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu, em entrevista concedida há pouco à Folha, que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda da filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica.
Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém “inescrupuloso”.

Comento
Pois é…
Vamos ver quem é o “escrupuloso” Atella:
- o homem já teve quatro CPFs cancelados, tirados, respectivamente, em São Sebastião (SP), Santo André (SP), Cornélio Procópio (PR) e Porto Velho (RO);
- o CPF atual é de Mauá – sempre Mauá, onde se quebraram os sigilos dos outros tucanos;
- já foi condenado duas vezes por lesões corporais leves, apropriação indébita e sedução de menor.

Como se nota, tem um perfil adequado para trabalhar para o PCC (Primeiro Comando dos Companheiros), para o CV (Comando dos Vermelhos) e para o CDC (Companheiros dos Companheiros).

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 17:45

Otacílio Cartaxo cobre a Receita Federal de vergonha e se transforma numa síntese do que o PT faz com o serviço público

Otacílio Cartaxo, secretário da Receita, veio a público para dar esta declaração:
“A mídia já noticia que a senhora Verônica Serra não confirma a assinatura e que o cartório não confirma o reconhecimento da firma. Diante desses fatos, aconteceu a falsificação de documento público federal”.

Só um detalhe: “mídia” uma ova, senhor Otacílio! Quem noticia as coisas é a imprensa. O termo “mídia”, quanto empregado corretamente, é outra coisa. Na boca de petista, quer dizer apenas “inimigo”. Adiante!

Foi a Receita Federal — Otacílio, portanto! — quem tornou pública a falsa procuração antes de ter a certeza mínima de que ela fosse autêntico.

Coube à vítima, Verônica Serra, ter de provar que se tratava de uma falsificação —  de resto, grosseira.

Não é por acaso que Otacílio foi escolhido para substituir Lina Vieira, aquela que foi defenestrada depois de ter assegurado que Dilma Rousseff lhe pedira para aliviar uma investigação contra a Família Sarney.

E pensar que a Receita já foi tida como o órgão mais técnico do governo, infenso a pressões políticas. Mas isso era no tempo em que o guia de Elio Gaspari ainda não tinha dado início à revolução do “andar de baixo”.

E o que dizer dos sites jornalísticos que mantêm no ar a procuração falsa, mas não divulgam a imagem da prova da falcatrua?

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 17:20

Pois é… Para que servem os blogs? Ou: “Mova-se, máquina!”

Vocês sabem que eu estou entre aqueles, podem procurar meus textos, que não acreditam que blogs substituam os jornais — mesmo em sua cobertura online. Embora eu já tenha dado alguns furos aqui, não é essa a minha preocupação. Faço mesmo jornalismo opinativo, analítico. Dou é furo de enfoque; é outro papo.

Mas há também aqueles tradicionais, né? Nesse caso, vejam aí, a gigantesca máquina dos jornais está chegando depois. Aqui se informa desde as 15h32 que o cartório já havia atestado a falsidade da procuração — inclusive da autenticação. Publiquei, inclusive, o nome do responsável pelo 16º Tabelião. E nada de “a máquina” se mover até há dois minutos pelo menos.

No post anterior, está a reprodução da declaração do responsável pelo cartório atestando as fraudes. A Veja.com também publica o documento.

Daqui a pouco, começo a me orgulhar dos meus furos de enfoque, dos furos extras que tenho na cabeça e que enchem de esperanças os petralhas e também do furo jornalístico, aquele corriqueiro mesmo…

PS – Justiça seja feita, o grande “furo” nessa questão foi dado pelo Estadão, por Rui Nogueira e Leandro Colon, da Sucursal de Brasília. Parece que o pessoal de São Paulo  é que esqueceu de dar uma corridinha até o cartório… Preferiu manter por um bom tempo no ar a versão oficial, que as reportagens do próprio jornal desmoralizava.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 16:16

A Marcha dos Canalhas – Cuidado! Qualquer vagabundo, então, pode conseguir o seu sigilo num posto da Receita-da-mãe-Joana

Vocês acham o quê? Que o rebaixamento das instituições, a desestruturação do Estado e a substituição da sociedade por um partido se dão sem, como posso chamar?, verossimilhança? NÃO!!! Até o nazismo procurava tornar verossímeis, porque falsos, os “crimes” dos judeus, entenderam? O Bigodinho Facinoroso podia matar quem ele bem entendesse, judeu ou não, mas ele sentia a necessidade de ter ao menos pretextos. Com Stálin, o Bigodão Facinoroso, dava-se o mesmo. Os chamados “Processos de Moscou” são um capitulo terrivelmente fascinante da história do totalitarismo. As “evidências” de crimes eram cuidadosamente montadas.

Estamos longe desses extremos, claro! Mas o sentido em que se caminha, ainda no início da jornada, é muito claro. Estamos com o rosto voltado para a ditadura consentida do Partido Único. Se vai se efetivar, não sei. Elio Gaspari não gosta desse debate porque acha que é hora de exaltar Lula. Cuido dele daqui a pouco.

Então agora é assim: um vagabundo, a serviço de outros vagabundos, forja uma assinatura e um reconhecimento de firma, chega a um posto da Receita e obtém cópia do Imposto de Renda de qualquer brasileiro. Será que eu conseguiria, se tentasse, a de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha? Será que eu conseguiria cópia de sua declaração quando era monitor de jardim zoológico — ano em que seu pai ganhou a eleição — e a de agora, de empresário bem-sucedido, parceiro de uma grande empresa de telefonia?

Vocês viram a agilidade do governo em apresentar “as provas”. Qual é a versão que eles querem que prospere? Ora, um sujeito chega ao posto da Receita, apresenta uma procuração e pega o que bem entender. O que Guido Mantega e Otacílio, o Cartaxo do PT, estão nos dizendo é o seguinte: “Não é papel da Receita saber se a procuração é falsa ou não”. Isso nos conduz a um corolário:
OS VERDADEIROS DETENTORES DO SIGILO FISCAL DOS BRASILEIROS SÃO OS ESTELIONATÁRIOS.
É só botar o cotovelo num balcão da Receita e levar o que bem entender.

Deve ser a “nova era democrática” a que se referem certos candidatos a intelectuais do regime. Deve ser o estado de direito visto pela ótica do “Andar de Baixo”, a classe social inventada pelo “povólogo” Elio Gaspari. E quem não concorda com ele é “demofóbico”…

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 15:49

O “jornalismo” online servindo à pistolagem

Publicar a “suposta” procuração de Verônica, como queria o governo, antes de se saber se era autêntica ou não é serviço prestado à pistolagem. E se fez isso.

Mais: é MENTIROSA a afirmação de que o cartório autenticou a assinatura mesmo sem Verônica ter firma lá — conforme se lê no post abaixo. ESSA É A VERSÃO QUE INTERESSA AO GOVERNO E AOS PETISTAS.

O CARTÓRIO NÃO RECONHECEU FIRMA COISA NENHUMA! ISSO TAMBÉM É UMA FALSIFICAÇÃO. E ESTÃO “INFORMANDO” ESSA PORCARIA POR AÍ.

Ora, quando se põe no ar um documento cuja autenticidade é duvidosa não se está dando um furo, não! O que se está fazendo é uma parceria branca com a bandidagem, coisa cada vez mais freqüente em certo “jornalismo”,

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 15:15

“ASSINATURA” DE VERÔNICA É FALSA; “AUTENTICAÇÃO” DO CARTÓRIO É FALSA; A FARSA NÃO DURA 24 HORAS

A Receita Federal apresentou um papelucho que seria a procuração de Verônica, filha do presidenciável José Serra, para que um certo Antonio Carlos Atella Ferreira, um estelionatário, tivesse acesso a seu sigilo fiscal no posto da Receita de Santo André. O documento teria “firma reconhecida” no 16º Tabelião de Notas de São Paulo. Verônica afirma que a “assinatura” é uma imitação grosseira da sua. Só isso? Não!!! Atenção!

VERÔNICA NÃO TEM E NUNCA TEVE FIRMA NO 16º TABELIÃO DE NOTAS.

A autenticação da assinatura, como atesta Fábio Tadeu Bisognin, o responsável pelo cartório, também é falsa.

Verônica tem a prova dos noves. Pediu que reconhecessem a sua assinatura no cartório. Resposta: “Essa pessoa não tem firma aqui”

É uma comédia macabra!

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 6:35

Receita e Ministério da Fazenda reeditam farsa típica do stalinismo e culpam filha de Serra pela violação do próprio sigilo

O que é O País dos Petralhas? Uma coletânea de textos deste escriba lançada em livro em que essa coreografia de estado totalitário que o PT executa está descrita — às vezes, antecipada — em detalhes. Ah, sim: já vendeu 50 mil exemplares, antes que os protagonistas do livro perguntem… O caso da violação do sigilo fiscal de Verônica, filha do presidenciável tucano José Serra, elimina dúvidas que ainda pudessem resistir no coração dos crédulos sobre a natureza do “trabalho” que se fez na Receita Federal. A exemplo das farsas stalinistas clássicas, culpa-se a vítima pelo mal que lhe cai sobre a cabeça. Escreverei outros posts sobre o assunto. Todos sobre coisas de estarrecer.

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Numa reação escandalosa, Receita e Ministério da Fazenda tentam convencer a opinião pública, plantando a versão na imprensa, de que Verônica teria pedido a quebra do próprio sigilo. Por quê? Vai saber… Uma procuração em seu nome teria sido apresentada ao posto do órgão em Santo André — cidade vizinha a Mauá, onde se executaram as outras violações —, solicitando o acesso a seus dados fiscais de 2008 e 2009. E a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan teria feito, então, o trabalho. É estupendo!

Vai ver Verônica desconhecia as próprias declarações — e seu advogado ou contador , sei lá, não tinha nem mesmo uma cópia. Por alguma razão misteriosa, a “pessoa” que tinha a procuração foi solicitar o documento em… Santo André! Pensando bem, por que fazê-lo em São Paulo, onde mora a “contribuinte”? Tudo faz um baita sentido!!!

As datas
Partidários da candidata petista, entre a má fé e a estupidez, indagam: “Por que eles precisariam fazer isso agora, quando Dilma está na frente?” Quem disse que foi agora? A violação do sigilo fiscal da filha de Serra foi executada em setembro do ano passado. Pesquisa Datafolha feita um mês antes, no cenário que o PT considerava mais provável, mostrava o tucano com 44% das intenções de voto, contra 19% de Dilma Rousseff.

Num texto de ontem, afirmei que o partido é viciado em ilegalidade. Era unânime a avaliação de que Lula teria um candidato competitivo na disputa do ano seguinte. Bastava construir a candidatura dentro dos rigores da lei. Mas não! O PT não consegue se encaixar nesse molde. Assim como o presidente violou de forma sistemática, escancarada, a Lei Eleitoral — e outras tantas regras do decoro — para “fazer” a sua candidata, o partido violou a Constituição, fez o trabalho sujo e quebrou o sigilo dos “inimigos” — o PT não consegue ter “adversários” apenas. Isso é para quem respeita a democracia e a tem como valor inegociável.

Gravidade
Os dois episódios — a violação e a tentativa de montar uma farsa para explicá-la (falo em outro post sobre a atuação da AGU) — revestem-se da maior gravidade. A mensagem é clara, e talvez o PT nem se incomode tanto com ela: “NINGUÉM ESTÁ SEGURO”. O PT deve é gostar da suspeita generalizada de que políticos, juízes, empresários, jornalistas estão submetidos ao mesmo expediente. Isso faz dele um ente a ser temido. É como se dissesse: “Podemos saber tudo sobre vocês: vida fiscal, vida bancária, telefonemas, e-mails…” O partido se tornou, enfim, o Grande Irmão. Ou a sociedade civil reage, ou se pode dar por extinto o estado de direito no Brasil. Quem viola os sigilos de Verônica Serra não pode violar o de Cezar Peluso, presidente do Supremo? Pode! Quem viola o sigilo de Verônica Serra não pode violar o de Ophir Cavalcante, presidente da OAB? Pode! Até porque quem viola o sigilo de Mônica Serra pertence à mesma escória que escarafunchou ilegalmente a vida do caseiro Francenildo Pereira. Escrevi aqui: não pergunte quem é Francenildo. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós.

O círculo se fecha
Todas as pessoas ligadas ao PSDB que, comprovadamente, tiveram seu sigilo quebrado eram personagens de um suposto primeiro capítulo de um suposto livro de autoria do ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., aquele que pertencia à turma do Lanzetta, lembram-se? O texto que circulou nos “blogs sujos”, como os chama Serra — um é financiado por uma estatal; outro é de um funcionário do governo —, fazia já referência a dados que estão nas declarações violadas. É claro que o rapaz, a serviço, aproveitou para fazer suas próprias ilações. Não há por onde: repórteres da Folha e da VEJA encontraram o sigilo de Eduardo Jorge com os petistas da campanha de Dilma; todas as pessoas ligadas ao PSDB que tiveram sua vida fiscal violada estavam no “livro” do ex-jornalista, que pertencia ao grupo de Lanzetta, contratado por Fernando Pimentel, que era, então o papagaio de pirata de Dilma — hoje ele foi substituído por José Eduardo Cardozo, o petista “sério e ético”.

Previ ontem que acabariam culpando Verônica pela própria quebra do sigilo. Na lata! Faço outra previsão: aposto que quebraram também o sigilo de seu marido. Por quê? Ele também era citado naquele papelório.  Mas Dilma continua a cobrar: “Onde estão as provas?”

O país não assiste apenas à quebra da ordem legal. Estamos, também, diante de uma verdadeira revolução dos cínicos. E começamos a perceber na prática a que veio o aparelhamento do estado. Hora de reagir ou de se ajoelhar.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 6:27

Vamos trocar Adams, da Família Luiz Inácio, por Fester, da Família Adams

Se é assim, vamos trocar este Adams...

Vamos trocar este Adams...

...este Adams

...por este

O Brasil tem um Advogado Geral da União. Eu o chamo — em princípio, por causa de seu nome, mas não só —  de “Adams, da família Luiz Inácio”, embora ele seja “Luís”, só para tentar estragar o meu gracejo… Não é que a Advocacia Geral da União resolveu recorrer à Justiça para que Eduardo Jorge Caldas Pereira não tenha mais acesso aos autos da Corregedoria da Receita???

Cumpre aqui lembrar: o vice-presidente do PSDB, cujo sigilo estava na praça petista, não tinha ele próprio detalhes da lambança. E a Justiça lhe garantiu o acesso à apuração da corregedoria. Ocorre que volumes da investigação — contrariando decisão judicial — lhe tinham sido sonegados. Ele protestou e os recebeu. Nesse novo lote de documentos, estava a invasão do sigilo de Verônica, filha do presidenciável tucano José Serra.

Pois o Adams, da Família Luiz Inácio — que é advogado geral DA UNIÃO, não do PT —, argumenta, por intermédio de seus subordinados que resolveram recorrer à Justiça, que o acesso que Eduardo Jorge tem aos documentos está causando danos à investigação e comprometendo informações que são protegidas por sigilo legal.

Uau! Pelo visto, os tucanos, a filha de Serra e mais um penca de gente não têm direito a sigilo nenhum, mas Adams anda muito preocupado com o “sigilo da investigação”.

É claro que “nunca antes na história destepaiz” se viu algo parecido — nem durante o Regime Militar, que foi tornado símbolo de tudo o que há de ruim no país. No que concerne a este particular, naquele caso, sabia-se ao menos que se estava num regime discricionário, de exceção. Isso estava admitido nas próprias leis autoritárias. Agora, não! É a estrutura do estado democrático está sendo contaminada por um ente que lhe é externo: o partido.

Adams já andou dando algumas outras declarações especiosas, que vocês podem encontrar em arquivo. Então ficamos assim: a Receita Federal acusa Verônica de ter quebrado o próprio sigilo, e Adms está convicto de que é Eduardo Jorge, o que teve o sigilo violado, quem atrapalha a “investigação”.

Só para que vocês não esqueçam: reportagens do Estadão demonstraram que as funcionárias envolvidas com a quebra do sigilo estavam sendo protegidas por uma espécie de blindagem e que a entrevista coletiva concedida pelo corregedor da Receita e por Otácílio,  Cartaxo do PT e secretário, foi previamente combinada com o Planalto e com o comitê eleitoral de Dilma Rousseff.

A ser assim, vamos trocar, na Advocacia Geral da União, o  Adams, da Família Luiz Inácio, pelo Fester, da Família Adams. Aquele, ao menos, é um monstro engraçado e inofensivo.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 6:15

Braço-direito de Lula sugere que foi Aécio Neves quem violou sigilo de Verônica

Carvalho: ex-braço-direito de Celso Daniel e atual de Lula apura o faro

Carvalho: ex-braço-direito de Celso Daniel e atual de Lula apura o faro

Vocês conhecem Gilberto Carvalho, não?, aquele que tira ares de cristão fervoroso no governo Lula. Tem até ar de coroinha ou de beato velho. Mas eu lhes asseguro que a Igreja ao menos ganhou muito quando ele descobriu que sua vocação era outra. É petista de primeira hora. Foi braço-direito de Celso Daniel — lembram-se? —, o prefeito assassinado de Santo André. Procurem nos arquivos o que dizem de Carvalho os irmãos da vítima. Um deles, Bruno, justamente o que era filiado ao PT, teve de deixar o Brasil junto com a mulher, que também era do partido: Marilena Nakano foi secretária de Cultura da primeira gestão de Celso e militou com ele no MEP — Movimento de Emancipação do Proletariado. Nenhum dos dois tinha, digamos, “desvios de direita”. Mas tiveram de se esconder em Paris. Saíram do Brasil com medo de morrer. Mas acabei me perdendo um tanto no passado. Não faço ilação nenhuma! Quem faz ilações neste texto é Carvalho.

A prova de que a barra pesou com a descoberta de que a filha de Serra teve o sigilo criminosamente violado é que Carvalho resolveu falar a respeito ao site Terra — muito melhor do que qualquer página oficialmente petista quando a gente quer saber o que pensam os… petistas!  E qual foi a sua tese? Leiam:

“Acho que tem que ter muita prudência nessa história porque ocorreu em setembro do ano passado. As hipóteses são muito amplas. Pode ser um comércio para chantagem, e é bom lembrar que, naquela época, setembro do ano passado, havia uma guerra tucana entre os tucanos de Minas e os tucanos de São Paulo”.

Ou seja, está culpando Aécio Neves, ex-governador de Minas e candidato ao Senado. pelo PSDB. Tenta, assim, aliviar o peso das costas do PT e, quem sabe?, criar uma intrigazinha. Esta alma pia, pautada pelos mais estritos valores do cristianismo, só não conseguiria explicar por que tanto o sigilo de Eduardo Jorge como o de Verônica estavam com a turma barra-pesada dos dossiês petistas.

Mas Carvalho vai além:
“Para a campanha da Dilma, nunca interessou fabricar dossiês. Ela há muito concluiu que, do ponto de vista eleitoral, é de uma ineficácia absoluta para nós”.
Entendo. Ainda que ele falasse a verdade, confessa que, então, a possibilidade de fazer dossiês chegou a ser discutida. É que Dilma concluiu “que é de uma ineficácia absoluta”. Não que se descartem dossiês porque aéticos e ilegais, mas porque ineficazes. Já as ilegalidades eficazes…

“O episódio é uma bala de prata que pode ser uma bala perdida da guerra entre eles. Reflete desespero e uma necessidade absoluta de criar um fato político para alterar um quadro eleitoral que está se desenhando”.
Para este gigante moral, os tucanos precisam parar com essa mania de reclamar quando são vítimas de uma canalhice dessa extensão.

Os petistas, como se nota, querem fazer de conta que não se trata de uma agressão ao estado de direito e à Constituição, mas de uma mera guerrinha eleitoral. Assim como o mensalão era só Caixa Dois, e a morte de Celso Daniel, crime comum.

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2010

às 6:13

E Mantega? Vai endossar o banditismo e se comprometer com ele? A propósito: apresentem a procuração para perícia!

Há dias, ficamos sabendo que um grupo de petistas ligado ao Sindicato dos Bancários resolveu fazer um dossiê contra a filha do próprio ministro Guido Mantega, a quem é subordinada a Receita. Naquele caso, os patriotas queriam emplacar o nome do novo presidente da Previ, o fundo de Pensão do Banco do Brasil. A Previ, segundo um ex-diretor, funciona como um bunker para produzir dossiês contra adversários de Lula e do PT.

Mantega é o chefe da Receita; é o chefe de Otacílio, o Cartaxo do PT. O tucano José Serra, diga-se, solidarizou-se com o ministro e disse confiar que ele nada fizera de errado. Pois é… Que a Receita e o Ministério da Fazenda endossem a farsa de que uma Verônica assinou uma procuração autorizando a quebra do próprio sigilo, bem, aí é de amargar.

A ficar as coisas como estão, Mantega se compromete com a farsa. Ele tem uma boa chance de provar que Serra estava certo. Ou, na minha linguagem: pode até comandar um órgão onde alguns praticam banditismo, mas ele não tem nada a ver com a bandidagem. Para que o evidencie, não pode condescender com uma safadeza que tenta explicar outra. Ou se junta aos bandidos.

Procuração
É ridículo supor que Verônica possa ter assinado a tal procuração. Para quê? E por que se recorreria à Receita em Santo André? Ora, apresente-se, então, o documento para que seja submetido a uma perícia. Mas isso não é tudo.

Digamos que alguém realmente tenha comparecido a Santo André com o papel. Isso basta? O sujeito chega no balcão, apresenta um papel, e o funcionário logo acessa o documento, tira uma cópia e passa ao solicitante? É, sim, importante saber quem violou os sigilos. Mas mais importante é saber quem encomendou a violação.

Por Reinaldo Azevedo

 

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