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petralhas

14/10/2014

às 13:01

Do “Rouba, mas faz” ao “Rouba, mas dá bolsa família”. Ou: A confissão dos petralhas. Ou ainda: Corruptos sinceros

O ministro Gilberto Carvalho resolveu fazer seu chororô, reclamando que estão chamando os petistas de “petralhas” (post anterior). Associa isso ao que chama de campanha do ódio… Que gracioso!

Um leitor me manda esta maravilha, extraída da página do PT no Facebook.

Petralhar no Face

Notem que, incapazes de vencer o termo “petralha” — que pegou (e só pegou porque aquilo que a palavra designa se impõe como um dado da realidade) —, os “companheiros” decidiram tentar transformá-lo numa coisa boa. Impossível!

A composição acima, a seu modo, é perfeita! Afinal, o que é um “petralha”? É alguém que justifica o roubo em nome da “causa”. O sujeito que afirma ter petralhado “pelos 56 milhões que saíram da miséria”— um número falso e delirante — está dizendo, então, que, ainda que verdade fosse, adota a máxima de que não há mal nenhum em ser ladrão se for para fazer “o bem”.

O Brasil já teve a era do “rouba, mas faz”. Os valentes decidiram inovar: “Rouba, mas dá Bolsa Família”.

Veja aí, ministro Carvalho! Trata-se de uma declaração de seus aliados, na página oficial do seu partido no Facebook. Eu não lhe disse? Inventei a palavra, mas vocês inventaram a espécie, que ainda se orgulha do próprio feito.

Por Reinaldo Azevedo

07/05/2014

às 4:15

A DELINQUÊNCIA POLÍTICA DISFARÇADA DE MILITÂNCIA. OU: ELE É A CARA DOS BLOGS SUJOS

Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes no Senado André Coelho/ O Globo

Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes no Senado André Coelho/ O Globo

Leiam o que informa O Globo:
Está preso na Policia do Senado o militante petista e ex-assessor da deputada Erica Kokay (PT-DF), Rodrigo Grassi, depois de quase se atracar com o líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), na saída do plenário. Conhecido como Pilha, o militante é o mesmo que agrediu o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na saída de um restaurante no mês passado. Ele se identificou para Aloysio como dono do blog Botando Pilha.Com. Quando o tucano parou para conversar, ele o questionou sobre porque o PSDB não deixava instalar em São Paulo uma CPI para investigar o caso Alstom. Aloysio respondeu até então, calmo. Mas quando ele perguntou o que tinha a dizer sobre seu “envolvimento” no escândalo do cartel do metrô em São Paulo, Aloysio partiu para cima do militante para lhe bater. Rodrigo saiu correndo de costas e filmando a investida do senador, avisando que o vídeo estaria em seu blog logo em seguida. Foi alcançado pelos seguranças do Senado antes que conseguisse entrar em um carro na saída.

“Eu não tinha outra atitude que não partir para cima dele para lhe dar um pescoção. Eu fui agredido! Não tenho envolvimento em caso nenhum de metrô. É assessor da deputada Érica Kokay que agrediu o ministro Joaquim Barbosa? É um bando de vagabundos, cafajestes! Só não dei um pescoção nele porque ele correu mais do que eu!”, disse o senador.

Nas dependências da polícia legislativa, a primeira providência de Rodrigo Pilha foi ligar para a deputada Érica Kokay. Na época da agressão a Joaquim Barbosa na porta da restaurante, a deputada petista o defendeu, dizendo que não estava a serviço e tinha o direito de livre manifestação. Mas pressionada pelos líderes da oposição, acabou exonerando o funcionário. “Aconteceu uma agressão a um senador da República. Estamos investigando como ele entrou nas dependências do Senado”, disse o chefe da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo Carvalho.

Segundo Pedro, até as 21h30min a deputada não tinha ligado para interferir em defesa de Rodrigo Pilha. O senador Aloysio Nunes foi um dos líderes da oposição a pedir à Mesa da Câmara a punição do assessor da deputada petista pelas agressões a Joaquim Barbosa.

Depois da agressão a Joaquim Barbosa com um grupo de militantes na saída de um restaurante, Rodrigo Pilha postou um vídeo em seu blog onde, sem camisa e de óculos escuros, chama o ministro do Supremo de covarde, autoritário e coxinha. “Tá nervoso ministro, tá brabinho? Pega uma daquelas máscaras sua que estão encalhadas e vai pular carnaval”.

Por Reinaldo Azevedo

03/02/2014

às 4:37

Joaquim Barbosa, a foto e a baixaria da rede petralha

Barbosa Mahfuz

Na semana passada, Luiz Inácio Lula da Silva, chefão inconteste do PT, apareceu nas redes sociais falando sobre as maravilhas da Internet. Num vídeo postado em sua página no Facebook, pregou a necessidade de se ter ética, de não usar o meio para caluniar pessoas, para agredir. Observei aqui que Lula se fingia de Madre Teresa de Calcutá para minimizar o uso agressivo que seu partido faz das redes sociais. Se há um grupo organizado que sabe assassinar reputações alheias, convenham, esse grupo é o PT. O partido tem até uma divisão para cuidar do assunto, chamada MAV: Mobilização em Ambientes Virtuais. É uma forma que os militantes do partido têm de ficar molestando as pessoas de que não gostam ou de cujo pensamento discordam.

Pois bem. Um senhor chamado Antonio Mahfuz, dono de uma cadeia de lojas de eletrodomésticos no Brasil que faliu nos anos 90 — as Lojas Mahfuz —, postou no Facebook, em novembro, uma foto (no alto) em aparece ao lado de Joaquim Barbosa com a seguinte legenda: “Renasce a esperança com o justiceiro”.

Pois bem. Ocorre que Mahfuz já foi, sim, um foragido da Justiça em 2007 em razão dos problemas com as suas empresas, ano em que obteve, então, um habeas corpus. Foi o que bastou para a rede petista na Internet e mesmo políticos do partido tentarem ligar o nome do presidente do Supremo a um fugitivo. O ministro foi impiedosamente fustigado pela militância partidária — e tudo por causa do mensalão.

É evidente que, em razão da projeção que teve por causa do julgamento — e dado que milhões de pessoas sentem repulsa por tudo aquilo —, Joaquim Barbosa é uma pessoa popular, conhecida. E, suponho, onde quer que vá e haja brasileiros, sempre haverá alguém querendo tirar uma foto a seu lado. O que isso significa? Nada! A assessoria de Barbosa diz o óbvio: o ministro não conhecia aquele que estava a seu lado. O próprio Mahfuz, em conversa com a Folha, disse não se lembrar direito quando a foto foi feita e deixou claro não ter amizade com o ministro.

Há em fatos assim elementos óbvios: ninguém tira uma foto para que fique escondida, a menos que seja uma imagem roubada, feita sem consentimento. Quem, como é caso, posa para uma imagem sabe que há a possibilidade de ela vir a público. Se o ministro quisesse esconder alguma coisa, o prudente teria sido não ter feito a fotografia.

Isso dá conta, na verdade, de como andam os espíritos e comprova como era falsa aquela beatitude que Lula exibiu no vídeo. A campanha eleitoral de 2014 tem tudo para ser um impressionante festival de baixarias na Internet.

 

Por Reinaldo Azevedo

02/12/2013

às 21:26

As ameaças de um petralha e uma informação para a Polícia Federal e para a Secretaria de Segurança Pública de SP

Segue uma informação do interesse da Polícia Federal — basta consultar a legislação — e que também fica à disposição da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Às 21h08, o seguinte comentário foi enviado a este blog, com IP 187.35.183.98:

Uma pessoa que se identifica como “Noemia” (deve ser o nome de batalha…) escreveu o que segue (sem corrigir nada):

“Reinaldo, seu filho da puta, se Genoíno morrer na cadeia você será CULPADO. Se isso ocorrer vou cobrar aqui, nesta bosta de blog, a sua responsabilidade pela eventual morte de Genoíno. Se acontecer você será vilipendiado e, eventualmente, alvo da discórdia. Se alguém, mais exaltado, fizer o serviço, desculpe meu caro, é assim que a democracia avança. Deu para entender Reinaldo, eu terei que desenhar?”

Resposta
Entendi perfeitamente. Por isso mesmo a polícia está sendo informada.

 

Por Reinaldo Azevedo

20/08/2013

às 19:31

Petralha a soldo finge indignação com o que escrevo sobre brasileiro retido em Londres para, no fundo, defender seu novo marido: José Dirceu!

Recebi aqui alguns ataques bucéfalos, vazados numa língua que lembra o português — não está em letão! —, por conta do que andei escrevendo sobre a retenção do brasileiro David Miranda, marido do jornalista americano Glenn Greenwald, “correspondente do Guardian que mora no Brasil” — e não exatamente “correspondente do Guardian no Brasil”. Depois entendi de onde partia a coisa. Quem estava excitando a fúria boçal era um desses representantes do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista), sustentado com o leite de pata das estatais. É aquele dinheiro que, em vez de cuidar dos pobres desdentados, alimenta a boa vida de pançudos. Para receber a bufunfa, eles têm duas tarefas, cumpridas com determinação: a) defender o PT e o governo; b) atacar a oposição, a imprensa e alguns jornalistas que não são amados por José Dirceu. Vocês conhecem muito bem a espécie pelo cheiro. Sigamos.

“Oh, Reinaldo chamou Miranda de marido de Greenwald! Que coisa mais homofóbica!” Por quê? Na sexta, o Globo Repórter mostrou as novas famílias brasileiras, todas elas incrivelmente felizes. Só faltava o pote de Doriana à mesa do café. Era tudo muito alegre, primaveril e progressista. Só não se mostrou, vamos dizer, a tal “família tradicional” (homem, mulher e filhos). Por contraste, a gente era levado a supor que a fonte de todos os dissabores dos indivíduos é mesmo a aborrecida família papai-e-mamãe. Vai ver é assim, né? Pois bem. Nesse programa, aplaudiam-se decisões da Justiça que consideram que uma criança pode ter “dois pais” e “duas mães” no registro civil.

A palavra “pai” vem de “pater”,  um conceito social, a exemplo de “mater” (mãe). Para o pai ou mãe biológicos, havia a palavra “parens” — ou “genitor”, no caso do homem. A palavra “marido” vem de “maritus”. Em latim, como adjetivo, quer dizer “casado”, “unido”, “emparelhado”. Como substantivo, significa “esposo”, “pretendente”. Existe também a “marita”, a mulher casada. O verbo desssa família vocabular é “marito”, que significa, literalmente, casar. Em português, não se formaram as palavras “marida” e “maritar” — mas temos, por exemplo, o advérbio “maritalmente”, que pode designar uma forma de convivência de um homem e uma mulher, de dois homens ou de duas mulheres.

Ora, se é possível dar de barato que uma criança possa ter dois pais socialmente definidos, por que uma dupla não pode ser composta de dois maridos, também socialmente definidos? “Se Miranda é marido de Greenwald, este e o quê? A mulher?”, indaga o nervosinho. Não! Até onde sei, para ser mulher, há certas precondições que Greenwald não reúne. É “marido” também. “Ah, você tentou ser jocoso, homofóbico…” Tentei? Se eles decidirem adotar uma criança, segundo a avançada Justiça brasileira, poderão registrá-la como portadora de dois pais, certo? Mas não podem ser dois maridos?

“Ah, você está querendo ser irônico.” Cada um entenda como quiser. O que não vou fazer é me submeter à patrulha politicamente correta, ou homoafetivamente correta, que exige, e obtém, na Justiça que uma criança possa ter dois pais, mas que estrila quando esses “parceiros” ou “namorados” são chamados de “maridos”. Daniela Mercury anunciou para o Brasil — e também para a Bahia — que tinha uma “esposa”, e isso foi considerado uma revolução da família brasileira ainda mais profunda do que o axé na música. Se eu tivesse escrito que Miranda é “esposo” de Greenwald, tudo estaria bem? Ou certas palavras da língua portuguesa, doravante, serão de uso restrito de determinados grupos sociais ou grupos militantes?

Agora o mérito
Parece que o boçal ressentido (coitado! Vejam aonde foi ganhar o pão!) que excita os furiosos não se conforma também com o fato de eu ter dito que a Scotland Yard não fez nada demais e que se está a fazer muito barulho por nada. Digo, repito e reitero quantas vezes se fizerem necessárias:

a: Edward Snowden, o homem que vazou documentos a que teve acesso porque fazia parte da sua profissão guardar sigilo, é um criminoso;

b: o ex-técnico que trabalhava para a CIA está pondo em risco um trabalho essencial no combate ao terrorismo;

c:  Greenwald tem o direito de publicar o que quer que chegue às suas mãos — e está publicando. Isso não está em debate;

d: às forças de segurança do Reino Unido não cabe colaborar com o vazamento; se puderem evitá-lo, estão cumprindo o seu papel;

e: Miranda, o marido do marido Greenwald, não estava, até onde se sabe, fazendo trabalho jornalístico. Ou estava? Confessadamente, trazia arquivos com novos documentos que Snowden obteve sob a condição de que secretos permaneceriam;

f: o brasileiro foi retido na Inglaterra segundo os termos de uma lei, e, informa a Scotland Yard, lhe foi oferecida a devida assistência legal, o que Miranda não desmente.

g: o rapaz não está sendo acusado de terrorismo — a inferência é ridícula. O que se considera, e é um fato evidente, é que estava contribuindo para que o sistema de vigilância antiterror fosse fragilizado;

h: é fácil chegar à questão estrutural, para, então, tentar ter mais clareza sobre seu conteúdo. Um jornalista tem o direito de entrevistar o número 1 da Al Qaeda. Se, no entanto, houver uma certeza razoável de que porta um material que servirá à causa da organização terrorista, jornalista ou não, tem de ser interceptado pelas forças de segurança. Jornalistas não estão acima da lei — tampouco seus maridos e mulheres. Snowden não é da Al Qaeda, mas representa um risco para parte importante do sistema de combate ao terror.

Há uma diferença, ademais, entre reportar o que se sabe e aderir a uma campanha de caráter quase messiânico, como aquela a que Greenwald se dedica hoje. Para maiores esclarecimentos, leia-se o texto em que este senhor praticamente justifica os ataques terroristas havidos em Boston.

Encerro
Os militantes do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) estão pouco se lixando para o que eu escreva ou deixe de escrever sobre esse caso: zero! Isso é só para excitar a turba. Eles não gostam mesmo é do que escrevo sobre José Dirceu, o marido de todos eles — no sentido social da palavra, é claro!, já que Dirceu, segundo sei, jamais aceitaria outra coisa.

Por Reinaldo Azevedo

07/08/2013

às 17:49

A petralhada que vá patrulhar a vovozinha Metralha. No caso do CadeLeaks, ou se revele a investigação inteira ou cessem os vazamentos. Sigilo com vazamento é coisa de estado policial bolivariano

A petralhada que vá patrulhar a Vovó Metralha em vez de vir encher o meu saco, atribuindo-me coisas que não escrevi. Alguém enfiou a mão no dinheiro público em licitações dos trens e do metrô em São Paulo, endossando a formação de cartel? Cadeia no valente, depois do devido processo legal e se ficar provada a falcatrua. Sou tão tucano quanto petista ou pecedobista… Todos os partidos que estão aí são expressões da democracia — embora alguns deles não a acatem como horizonte último —, mas nenhum deles, como diriam aqueles, ME representa. Não representam a mim, mas representam a outros (NOTA: olhe o objeto direto preposicionado aí — recado a um leitor que me dirigiu uma pergunta sobre o assunto…). Por isso eu critico a turminha que levanta cartazes com essa frase estúpida. Adiante.

Eu não pedi impunidade pra ninguém nem neguei que tenha havido irregularidades. Até porque, a exemplo da esmagadora maioria dos brasileiros, não conheço o processo. O que afirmei, sim, e continuo a sustentar é que existem circunstâncias que apontam para uma outra tramoia — na hipótese de que o direcionamento das licitações tenha mesmo acontecido.

É um absurdo que o governo de São Paulo não conheça o processo. “É que existe o sigilo!” Sigilo? Qual sigilo? O vazamento está por aí, em todo canto. E não, como fica evidente, do processo inteiro, até porque é impossível. Há uma cuidadosa seleção de partes que são tornadas públicas, que, curiosamente, não trazem o nome de ninguém. Virou coisa, como a imprensa noticia, de “governos do PSDB”. A intenção de criminalizar todas as gestões tucanas fica mais do que evidente. Pior: sustenta-se que “o governo sabia”. Quem é “o governo”? Que figura é essa? Os governadores sabiam? Teriam dado o aval?

Ninguém me patrulha, não! E não vou ficar aqui fazendo o joguinho das compensações. No dia em que me sentir compelido a essa prática covarde, paro de escrever. Cadeia para eventuais ladrões do dinheiro público em São Paulo. Cadeia para eventuais ladrões do dinheiro público onde quer que estejam. Mas não me peçam para endossar esses procedimentos típicos de repúblicas bolivarianas, especialmente quando um José Eduardo Cardozo, chefe funcional do Cade, vem a público para declarar a excelência do órgão e silencia sobre o vazamento.

Em editorial, o Estadão sugeriu que o governador Geraldo Alckmin fez mal em ter recorrido à Justiça para conhecer o processo. É mesmo? Fez mal por quê? Então já não se deve garantir nem mais instrumentos que possam instruir ou a defesa ou, atenção!, a eventual punição de culpados que possam estar por aí?

Pra cima de mim, não! Golpeadores da democracia dos mais diversos quilates, ao longo da história, recorreram às acusações de corrupção para liquidar adversários políticos. Tanto mais cuidado se deve tomar quanto mais próximos do poder estiverem os que apontam as irregularidades. Vejam como funcionam as coisas na Venezuela de Chávez/Maduro, na Bolívia de Evo Morales e no Equador de Rafael Correa.

Eu não vi o governador Geraldo Alckmin ou qualquer outro tucano a passar a mão na cabeça de larápios, como Lula já fez. Se alguém viu, me conte, aponte. Mas vi, sim, e faz todo sentido, um secretário de estado a acusar o Cade de se comportar como polícia política, no que está coberto de razão. Seria porque o órgão investiga licitações havidas em São Paulo? Não! A acusação se deve ao fato de que, sem sombra de dúvidas, montou-se uma central de vazamentos — e o objetivo dessa operação, que é ilegal, é político.

De resto, eu não me sinto obrigado a provar à patrulha petralha que sou uma pessoa de bem. Olho as companhias dessa gente e quem são os seus heróis, e, definitivamente, não há a menor chance de que eles me acolham. E há o fato adicional de que não quero ser acolhido por eles. Meu blog não depende, para existir, da aprovação daqueles que o detestam. Tampouco busco ganhar essa gente. Se me leem, e leem, é porque querem, não porque eu tente cooptá-los. 

Cadeia para larápios, sim!, onde quer que estejam. Mas reitero que, da forma como se dão as coisas, por enquanto, ainda que todos os crimes tenham acontecido, escolheu-se o caminho da chicana, da politicagem e da mobilização de uma estrutura do estado para perseguir inimigos políticos.

Quem disse, para ir para o extremo, que os motivos dos fascistas eram sempre falsos? Às vezes, até eles lidavam com a verdade. O problema é que essa verdade servia à farsa. Não cabe ao PSDB, ao PT, a partido nenhum, defender bandidos. Mas cabe a qualquer partido — e a qualquer pessoa sensata — defender as regras do estado democrático e de direito.

Revele-se o inteiro teor da investigação ou cessem os vazamentos selecionados. Uma coisa e outra são próprias das democracias de direito. Sigilo combinado a vazamentos industriados é coisa de estado policial bolivariano, né, José Eduardo Cardozo? E não haverá petralha nesta terra capaz de me intimidar com sua patrulha boçal. Se existem bandidos em São Paulo, que parem de escondê-los, ora!

Vão patrulhar a Vovó Metralha!

Por Reinaldo Azevedo

08/02/2013

às 20:00

Reinaldo vai morrer. Flavinho VE vai morrer. Os dicionários sobreviverão a nós com expressões como “jornalista petralha, jornaleco petralha”


Viram a imagem acima? Volto a ela depois. Antes, um pequeno passeio.

A palavra “petralhas”, como sabem, já foi dicionarizada. Esta no “Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa”. Eu e o Flavinho VE, do Valor Econômico, vamos morrer, mas o dicionário vai ficar. Vejam a acepção nº 1: “Que, ou pessoa que, sem nenhum escrúpulo, não vacila em cometer todo e qualquer ato marginal à lei, como usurpar, mentir, extorquir, ameaçar, chantagear, roubar, corromper, ou que defende com ardor ladrões. Corruptos, usurpadores, mentirosos, cínicos, extorsionários, chantagistas etc. que, porém, posam de gente honesta e defensores intransigentes da ética”. Aí o dicionário dá exemplos do emprego da palavra:jornalista petralha; jornaleco petralha; há petralhas nesse governo?

Agora vejam isto.

Em 2011, a Editora Panini publicou essa revista do Batman. O bandidão dessa história, de Grant Morrison (roteiro) e Cameron Stewart (desenhos), é o “Rei Perolado”. Pois bem, num dado momento, uma das personagens se refere ao facinoroso como “petralha”. No original, em inglês, emprega-se “nasty”. Quando uma pessoa é “nasty”, ela pode ser “nojenta, horrível, asquerosa, odiosa, sórdida, malcriada, repelente, vil, desagradável, indecente, torpe” e coisas desse paradigma… Em suma, é uma “petralha”. Uma tradução busca na outra língua não o sinônimo frio, mas o termo que tem, além do significado semelhante, a mesma carga cultural. Não conheço a história, mas suponho que o “Rei Perolado” também deva ser trapaceiro, vigarista, essas coisas. Ou seja: UM PETRALHA!!!

Os petralhas reclamaram: “Como ousam usar uma palavra criada pelo Reinaldo Azevedo?”. Há blogs protestando contra o que seria a “ideologização” da tradução! Besteira! O vocábulo havia fugido ao meu controle e virou sinônimo de gente que não presta. Não é a primeira vez que isso acontece na língua. Outro dia, na fila do supermercado, um rapaz, segurando dois desses pacotes de cerveja presas com plástico (e outro, mais dois), mandou ver: “Pô, véio, o cara é mó 171, mó petralha”. Não cheguei a ter o prazer de ver um poema meu declamado nas ruas, mas me avizinhei desse sentimento.

Tanto encheram o saco da editora que ela divulgou uma nota:
“A Panini considera o termo ‘petralha’ uma gíria que vem se popularizando no Brasil e, independente da origem do termo, não é mais utilizado no linguajar popular apenas com conotação política, mas como sinônimo para ‘asqueroso’, ‘nojento’ etc. A empresa ressalta que não tem qualquer intenção de utilizar seus produtos editoriais de entretenimento para fins políticos.”

Boa. Agora a revistinha lá do alto.

A partir do dia 25 de fevereiro chega às bancas “O País dos Metralhas”, que reúne 10 histórias inéditas envolvendo os ladrões. Todos sabem que a palavra “petralha” foi inspirada na turma, né? Eu fiz eco aos bandidos do gibi, e o gibi faz eco aos livros “O País dos Petralhas” (I e II).

Não! Não foi conspiração. Eu nem sabia. Quem me avisa é um leitor, que enviou a imagem da capa. Eu curtia, quando moleque, a história dos larápios ingênuos que sempre se davam mal no fim. Os petralhas acham que já triunfaram. Tanto é assim que agora resolveram dar início à caça às bruxas.

Eu vou morrer. O Flavinho VE vai morrer. Os dicionários e as palavras sobreviverão a nós. Morrerei brigando por um mundo em que tanto ele como eu tenhamos o direito de falar. Ele morrerá brigando por um mundo em que ele e os seus falem sozinhos porque estão certos de representar a evolução do pensamento, o bem da humanidade e  uma “teologia à moda moderna”.

Leia o texto Ah, entendi: o Moura é editor da Companhia das Letras, não do Valor; o que muda e o que não muda

Por Reinaldo Azevedo

31/01/2013

às 18:38

Nos 80 anos da chegada de Hitler ao poder, vamos aos homens admirados por Lula. Ou: Então tá, petralhada! Vamos aos fatos!

Aconteceu o esperado. Juan Arias, do jornal espanhol El País,  comentou em seu blog, em tom elogioso, o post que escrevi aqui sobre os oitenta anos da chegada de Hitler ao poder. A canalha petralha, então, fez o que sabe fazer: resolveu invadir a área de comentários do seu blog para me atacar, mentindo, como de hábito, sobre a minha biografia, o meu pensamento, os meus textos etc.

Não há nada de espantoso nisso. O meu artigo acusava justamente a canalha nazifascista. E é natural, então, que a canalha nazifascista reaja, não é mesmo? Essa gente vem de longe. E seus guias espirituais têm pensamento conhecido.

Em 1979, o então ainda apenas sindicalista Lula concedeu uma entrevista à revista Playboy. O político já estava lá, ainda entranhado, mas já botando as manguinhas de fora. Disse coisas espantosas. E nessa conversa que revela, por exemplo, que, quando atuava na área previdenciária do sindicato, antes de chegar à presidência da entidade, ficava de olho nas mulheres dos companheiros que morriam. O seu negócio, ele confessou, era papar as viuvinhas, que se tornavam suas amigas íntimas… Foi assim que ser aproximou de Marisa Letícia, cujo marido havia morrido. Era só para “papar”. Parece que ela deu sorte — ou nem tanto, sei lá.

Lula tratou de tudo naquela conversa, inclusive de, como vou chamar?, zoofilia. E também elencou os políticos que admirava. Reproduzo trecho. Notem quantos democratas estavam na sua lista. Volto para encerrar.

(…)
Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy -Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] – O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy -Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy -Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula –  [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy - E entre os vivos?

Lula – [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy - Mais.

Lula –  Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula – [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

(…)

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula –  É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gene, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

Voltei
Os cascudos dirão, claro!, que a entrevista já tem 34 anos e que o pensamento do Lula de hoje é diferente do daquele do passado. Então vamos pensar.

Sobre Che e Fidel Castro, o Apedeuta segue sendo o mesmo, tanto que está em Cuba, fazendo festa para uma tirania. Na Presidência, comparou os presos de consciência da ilha a delinquentes comuns no Brasil. Vale dizer: para ele, opor-se aos irmãos Castro é um ato de banditismo. Não consta que tenha mudado de opinião sobre o facínora Mao Tse-tung.

Em relação ao Irã, Lula regrediu ainda mais. Acima, ele diz ser um erro eliminar os adversários. Quando iranianos revoltados com as óbvias fraudes eleitorais praticadas por Ahmadinejad (até os aiatolás reconheceram) foram às ruas — pessoas foram assassinadas pelas forças de segurança —, ele comparou o protesto com uma torcida de futebol que está descontente porque o seu time perdeu.

Quanto a Hitler, aí não sei, né? Que eu me lembre, seu governo votou sistematicamente contra Israel na ONU, mas a favor do Irã, cujo governante nega a existência do Holocausto. Afinal,  todos os seus heróis, segundo disse, “estavam ao lado dos menos favorecidos”…

De nazifascismo e defesa de ditaduras, os petralhas, que foram lá patrulhar Juan Arias, entendem. 

Por Reinaldo Azevedo

21/12/2012

às 19:57

Um daqueles me deseja Feliz Natal: “pena que teu câncer te consumirá…”

Vocês devem imaginar quantos comentários ofensivos recebo por dia, especialmente porque a rede suja, financiada por estatais, estimula o achincalhe e a baixaria. As coisas que se publicam nas áreas de comentários por aí são espantosas. Ok. Eles escolhem os leitores deles. Eu escolho os meus. Não os publico, e ignoraria mais este não fossem alguns aspectos saborosos do texto do rapaz. Ele é a síntese e o exemplo da clientela cevada pelos esquisitos. Vai ficar feliz. Vai achar que caí no seu truque. Não! Mal sabe que é um emblema. Leiam o que ele mandou, conforme o original. Volto em seguida. O nome do bruto é Marco Nicolodi (destaco em vermelhito os seus grandes momentos).

Caro Reinaldo, creio que você deve estar se moendo por dentro devido ao fato de que o ministro não mandou prender os bandidos imediatamente. Não sei o que se passa na sua cabeça, deve haver um muro chamado MURO DA PARCIALIDADE: neste caso parcial para o Joaquim Barbosa, ministro o qual vocês devem chupar o coco pois é um dos nossos únicos representates (de direita) no âmbito nacional. Você botou uma idéia na cabeça: “ELE TA CERTO, ELE TA CERTO, AGORA DEVO COLHER OS ARGUMENTOS”. Esse é teu infeliz modus operandi. Amigo, aproveite bem esses teus últimos 10 anos de vida, pois você vai morrer de câncer, de tanto ódio que você tem por dentro. Um termo americano que te define: HATER.

Teu trabalho é odiar amigo. Gostaria de ver você escrevendo quando a direita entrar no poder, pena que teu câncer te consumirá antes que isso aconteça. Tenho pena dos teus filhos. Tenho pena da criatura que tu és. E tenho pena dos internautas, que infelizmente não poderão ver meu comentário, pois você só publica os positivos ou os revoltados com o PT. Lembra do PODER MODERADOR? Que com certeza tu já criticou? Pois é amigo, você está exercendo-o.

Prove que você defende a liberdade de imprenssa, e publique meu comentário, que não tem por que ser moderado, visto que não se trata de ofença gratuita.

Voltei
A mensagem é de tal sorte absurda, por razões diversas e combinadas, que cheguei a pensar que fosse um trote. Mas não é, não.

Ele começa me chamando de “meu caro” e, num texto de 227 palavras, faz votos de que eu morra de câncer duas vezes. Aliás, esse é um dos “hits” da escória. Ele deseja esse fim singelo para mim porque, assegura, sou um “hater”. Em linguagem internética, um “hater” não é um “inimigo”, mas um “odiador” mesmo. Entendo. O Marco Nicolodi, como vocês viram, não odeia ninguém, é uma criatura bondosa, um verdadeiro… “LOVER”!

Na sua estupenda ignorância — imagino quais sejam suas fontes de informação —, comprou a mentira de que Joaquim Barbosa é “de direita”. Fosse essa a sua maior estupidez, talvez houvesse cura pra ele. Mas quê… Esse rapaz não sabe que ele, sim, é portador de uma doença incurável, que é de fundo moral.

Vejam que ele tem pena também de vocês, os leitores habituais, porque, disse, seriam privados de ler suas palavras tão lúcidas, tão gentis, redigidas com tanto apuro, com tanto esmero e amor pela sintaxe e pelo vernáculo. Isso para não falar da grandeza das ideias.

Segundo diz, só provo defender a liberdade de “imprenssa” — escrevesse “imprença”, o erro seria menos energúmeno… — se publicar seu comentário intelectualmente desafiador. Afinal, como vocês podem constatar, ele está certo de que não se trata de “ofença” gratuita…

Pronto, Nicolodi! Tire uma cópia e leve para o boteco. Mostre a seus amigos que você disse “umas verdades” àquele Reinado Azevedo, o “hater” que você quer que morra de câncer para provar que você é um homem que ama… Demonstre que você espalha por onde passa a sua profundidade, a sua cultura, a sua delicadeza.

Sou-lhe grato — e, por seu intermédio, a milhares que tiveram seus respectivos comentários jogados no lixo neste 2012 — por demonstrar, uma vez mais, quem são vocês e quem somos nós.

Tenha um ótimo Natal, Nicolodi, ao lado das pessoas que você ama! Tomara, e digo sinceramente, que você viva muitos anos. Ainda que você tivesse sido agraciado (ou punido, sei lá) com a vida eterna (refiro-me a esta, sabe?, de Metazoa…), você não faz ideia do quanto eu não o invejo.

Reinaldo

PS – Nada de agredir o Nicolodi! Eu poderia tê-lo ignorado, e ninguém saberia da sua existência. Ele se torna, assim, um agente de esclarecimento sobre o que vai do lado de lá.

Por Reinaldo Azevedo

06/12/2012

às 5:05

Niemeyer e os zurros dos 100% idiotas

Ai, ai, grande revolta no Twitter e também aqui porque me referi, num post publicado no fim da noite (abaixo), a Oscar Niemeyer, que morreu ontem, como “metade gênio e metade idiota”, na pista de Millôr Fernandes, que assim definiu um de seus parceiros de “Pasquim”. Os mais revoltados, como sempre, não leram o que escrevi. Os ainda mais revoltados leram e não entenderam zorra nenhuma. Escrevo para quem lê com o cérebro, não com o fígado militante. De fato, trata-se um de um artigo elogioso ao trabalho do arquiteto, não o contrário. A metade idiota ficou por conta de sua adesão estúpida ao comunismo chique.

Ora, vão plantar batatas! Fiz com ele, aliás, o que os comunistas não costumam fazer com seus adversários políticos: reconhecer a grandeza da obra, independentemente das escolhas ideológicas do autor. Niemeyer pode ter sido tudo – inclusive o arquiteto de primeira grandeza –, menos o “poeta” humanista que está sendo exaltado nas reportagens de TV. Muito pelo contrário.

Não houve tirano comunista – a começar do próprio Stálin, de quem era devoto – que não tenha incensado; não houve regime de força de esquerda que ele não tenha aplaudido. Reconhecer, a despeito disso, a sua obra é coisa que, data vênia, liberais conservadores como eu costumam fazer. Com os comunas, é diferente. Aqueles de quem Niemeyer puxava o saco mandavam e mandam seus desafetos para a cadeia ou para a morte. Perguntem se a Cuba de Fidel Castro reconheceu a poesia de Cabrera Infante ou de Reinaldo Arenas. Perguntem se as esquerdas admitiram a grandeza de Jorge Luis Borges.

Niemeyer como expressão humanista? Não mesmo! Tinha, sim – e também acho besteira negá-lo –, um talento imenso, que transcendeu sua indigência política. É bem verdade que, aqui e lá fora, contou com amplo financiamento de governos  – muitos deles eram ditaduras – para realizar seus monumentos. Mas nem isso me faz mudar de ideia. Mesmo os artistas “da corte”, se genuinamente bons, conseguem superar a contingência de estarem atrelados ao poder. Não que esteja comparando, mas é o caso do maior poeta de todos os tempos, Virgílio. É o caso de toda a arte renascentista. A produção não precisa ser marginal ou contestar valores dominantes para ser grande. No ensaio “O que é um clássico?”, Eliot empresta essa condição a Virgílio justamente porque o vê como a síntese de uma civilização triunfante.

Na verdade, fiz um elogio ao Niemeyer arquiteto, não o contrário. E deplorei uma vez mais sua ideologia, que justificava os piores facínoras. Mas a turma que zurra e escoiceia, sem entender uma linha do que leu, mandou brasa.

Entendo a razão. Andei lendo alguns perfis derramados que já estão nas redes e nos jornais. Curiosamente, fala-se pouco do arquiteto e muito do suposto humanista. A sua adesão ao comunismo (ou a defesa que fazia do regime, já que militante propriamente nunca foi; dava dinheiro para a causa), curiosamente, é apontada como um dos traços de seu… humanismo! Ora, tenham paciência! Isto, sim, é nauseante e evidencia uma crise de valores que toma conta de setores consideráveis da imprensa.

O que há de glorioso em defender tiranias?
O que há de generoso em apoiar ditaduras?
O que há de humanista em apoiar homicídios em massa?

Se Niemeyer fosse um fascista, estaria a merecer essas considerações? Não! E seria justo que não! Por que um fascista deveria ser elogiado por sua ideologia? Mas me respondam: e por que deve um comunista? Leio coisas assim: “Ele amava a vida!”. Certamente não a dos que morreram nos gulags. Qual é?

Ao arquiteto Niemeyer, a metade genial, o meu aplauso. Ao comunista Niemeyer, a metade idiota, reitero o meu desprezo. Abaixo, um pequeno apanhado dos zurros (conforme o original):

O André Mortatti escreve:
“Que triste lê-lo, Reinaldo. És um completo idiota. triste testemunhar tua imensa ignorância.”
Onde está a minha “ignorância”? Ele não disse. Só não refreou o desejo de me ofender.

O Rodrigo, à diferença de Niemeyer, acredita em Deus e, segundo entendi, decidiu encomendar a minha alma, como faziam os inquisidores quando condenavam alguém à fogueira para o seu próprio bem:
“Deus há de aplacar essa animosidade delirante que você têm dentro de você e te dar paz.”

O José Natalino, que não tira as duas mãos do chão por convicção, escreve isto:
“O Sr. é de extrema direita. Tenho nojo… felizmente pessoas como o Sr. são vistas como lunáticos… ninguém o leva a sério… claro que esxistem os debeis mentais que lhe adoram.. mas são isso… débeis mentais insignificantes… sem o salario do psdb o Sr nao seria um mero idiota falando bobagens”
O Natalino esqueceu que era Niemeyer quem levava dinheiro dos governos, de qualquer partido, para erigir seus monumentos.

O Fernando Freitas já acha que a crítica só deve ser feita por celebridades. Segundo o seu critério, uma opinião de Tiririca sobre filosofia é mais importante do que a de Schopenhauer:
“Esse Reinaldo Azevedo é o famoso quem mesmo?
Para a maioria do povo brasileiro ele é um ilustre desconhecido metido a intelectual sem passar de um mero “IMBECIL”, só tenho um adjetivo para esse senhor. DESQUALIFICADO!!!!!”

O Luiz Gonzaga ficou sem palavras:
“que desespero de ler isso”.

O Thiago escreveu o texto impossível:
“Ainda bem que ninguém liga para o que você pensa.”
Ninguém, exceto o… Thiago!

A Maria da Piedade Peixoto dos Santos, veio com todos os seus sobrenomes:
“Reinaldo há muito tempo não tenho o desprazer de ler um texto tão fora de propósito como esse seu amontoado de bobagens. Um gênio com Niemeyer prescinde de ser unanimidade, já que a unanimidade é burra, como pontificava Nelson Rodrigues. Aceito que vc ache isso que disse dele. Mas hoje, só hoje … porque não te calas, Reinaldo?”
Não sei se entendi direito, mas acho que ela me pediu para ser burro só por um dia…

O Ney Torres parece que andou consumindo ideias pesadas. Ou comeu muita banana Leiam:
“Que me desculpe a revista VEJA mas este “jornalista” só podia está bêbado ao escrever tamanha idiotice…chamar de idiota os defensores do anticapitalismo só pode vir de alguem que não enxerga q o capitalismo está se destruindo.É nítido que esse câncer está agonizando…”
Agora que sei que o capitalismo vai acabar, vou me preparar para ser um chefe comunista…

A Catarina decidiu fazer uma digressão sobre a língua portuguesa. Vejam com que graça:
“Caramba, que tristeza…
A língua portuguesa, nos presenteada por tantos poetas e escritores, retorcida e deformada para tomar a forma de um texto deplorável.”
Se eu verter o que ela escreveu para o português, talvez entenda…

O Fábio Oliveira acha que o comunismo não é coisa deste mundo:
“Cuidado! O céu com certeza é mais comunista que capitalista. Quando você chegar lá, esses idiotas vão te pegar! corre cabeçudo!ah ah ah!”
Alguém me explica por que ele riu? 

A Anelisa já é, assim, mais visceral:
“Nojo de cada palavra que você escreve.”

Retomo
E assim segue uma parcela da humanidade, zurrando com desenvoltura. Tive a delicadeza – não que devesse isso a ele; devo à cultura – de distinguir a obra de Niemeyer dos regimes homicidas que ele defendeu. Apontei a metade idiota de um vivo (não de um morto!!!), reconhecendo o que chamei de “metade genial”. Ele próprio considerava que a morte de 40 milhões na União Soviética ou de 70 milhões na China era o justo preço que se pagava por uma utopia.

A sua metade idiota era também asquerosa. Nunca se preocupou com os poetas, os músicos, os bailarinos, os escritores e os arquitetos que a União Soviética e os demais países comunistas mandavam para os campos de trabalho forçados. Se chamado, iria lá e ainda construiria um de seus monumentos para abrigar os “reacionários”. Em nome do povo!

Vá estudar, cambada de 100% de idiotas!

PS – Viram só de quanta coisa eu os livro impedindo essa gente de tomar conta dos comentários? Aqui não! Eles até podem me ler porque são viciados em mim. Mas sem direito a voz e a voto na nossa casa. Há milhares de blogs por aí precisando de gente assim, certo?

Por Reinaldo Azevedo

30/10/2012

às 6:45

Mais a petralhada grita, mais animado eu me sinto para a batalha da razão!

Já me referi aqui ao enxame de vespas assassinas que tentaram invadir o blog: “Aí, hein? E agora?” E agora o quê? Agora eu vou continuar a escrever. E, como se pode notar, em quantidade até superior ao que vinha fazendo porque eventos assim me estimulam. Quando algo me desagrada — como é o caso da eleição de Fernando Haddad e da pletora de análises cretinas que li, ouvi e a que assisti —, sou mais produtivo do que quando me agrada. Aliás, acho esse um bom princípio, que faz a humanidade avançar. Há sempre um quê de ocioso, de improdutivo e até de reacionário nas celebrações, não é? O seu extremo negativo é o saque, a depredação, a razia. O seu extremo positivo é a orgia dionisíaca. Em qualquer dos dois casos, falta a razão severa que contém os apetites e o saudável pessimismo que conduz à prudência. A vida sem contratempos seria um gozo permanente e, intuo, aborrecido. Acho que as virtudes de uma existência assim se esgotam quando abandonamos o seio materno. Depois disso, queridos, é só luta renhida.

Escrevo, sim, e escrevo com gosto, na contramão de certos consensos porque não tenho satisfações a prestar àqueles que se pretendem meus juízes, ora bolas! Tampouco me deixo patrulhar pelo sentimento de culpa que os petistas pretendem inculcar nos grandes veículos de comunicação, permanentemente acusados de ter preconceito contra o partido. Intimidados pelo clamor militante, alguns deles resolvem provar, então, que seus detratores estão errados, fazendo-lhes a vontade. Comigo, esse tipo de coisa não funciona porque não reconheço a legitimidade daquele tribunal — e os petralhas, até onde se sabe, não reconhecem a legitimidade do STF, não é mesmo? Eu faço o contrário: provo que eles estão errados atuando contra a sua vontade.

Assim, além de não reconhecer a autoridade daqueles juízes e de não me sentir compelido a provar a minha “inocência”, declaro, adicionalmente, que não alimento preconceito nenhum contra o PT. Eu discordo mesmo é dos conceitos, ora essa! Rejeito é a visão de mundo do partido. Por que não posso fazer as minhas escolhas sem ter de me desculpar por isso? Em que mundo vive essa gente?

Recuso o seu entendimento do que seja Justiça, e os episódios ligados ao mensalão — incluindo a pancadaria promovida pelos fascistoides de José Genoino — deixam claro de maneira eloquente os motivos. Na sua visão de mundo, um tribunal pode se orientar de acordo com a Constituição e com os códigos legais desde que não condene seus partidários. Se o fizer, eles passam a gritar: “Tribunal de exceção!”.

Rejeito o seu modo de disputar eleições, que só entende a linguagem da sujeição dos aliados e da destruição do adversário, que pode passar a ser um amigo no dia seguinte (como ocorre agora com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab) — desde que faça tudo direitinho e que reze segundo a cartilha da hegemonia elaborada pelo partido. Excomungo o seu jeito de entender as alianças políticas. A exemplo de outras legendas, pouco importa a identidade ideológica, de propósitos, de anseios. Não inova nisso. Mas só o petismo tenta transformar esses arreganhos fisiológicos numa categoria política superior: tudo seria feito tendo em vista os mais altos propósitos do Brasil, dos brasileiros e da humanidade. Repilo a sua concepção de democracia, que entende que o partido não tem de servir à sociedade, mas o contrário. Já escrevi aqui: eles querem uma OAB do PT, um sindicalismo do PT, uma economia do PT, uma cultura do PT, uma arte do PT… Execro sua visão autoritária e intolerante, incapaz de conviver com a crítica — de longa tradição da imprensa brasileira que se respeita — e sempre ocupada em buscar mecanismos oblíquos de censura. Abomino o uso descarado que faz o partido dos bens públicos em benefício dos seus e do seu projeto de poder, como se viu outra vez nesta eleição.

Publico na homepage um texto sobre este incrível José Eduardo Cardozo, que dizem, para escândalo do bom senso, ser pré-candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. De maneira desabrida, sem limites, sem pejo, sem meios tons, usa episódios de recrudescimento de violência em São Paulo para fazer política partidária. Afirma que o estado vem recusando ajuda federal, o que é mentira, como mentirosas eram as afirmações de Fernando Haddad, que acusava a gestão Kassab de ter se negado a fazer parcerias. Isso valia, claro, até o dia 27… No dia 28, o PT já dava tratos à sua aliança com… Kassab — que já se desenhava nos bastidores.

Política e políticos assim não me servem e não servem ao país — estejam em que partido estiverem, é bom deixar claro! Se o petismo ocupa mais o meu tempo nas críticas, é porque, reitero, só essa turma tenta transformar a sem-vergonhice explícita numa categoria superior de pensamento. O fato de outros deixarem explícito o seu oportunismo não muda a sua qualidade, é evidente; o fato de o PT tentar enobrecê-lo só acrescenta hipocrisia ao que é ruim em si.

Eu me pergunto: que tipo de gente, que tipo de mentalidade, que tipo, em suma, de caráter usa um caso tão grave e tão dramático como a violência para fazer puro proselitismo e para começar a jogar o xadrez da sucessão estadual? Estamos falando de vidas humanas; estamos falando da tranquilidade (ou desassossego) das famílias; estamos falando da vida de milhares de policiais, da de seus filhos, mulheres, mães… Cardozo acha mesmo que tem o que oferecer aos paulistas? Não é pelos jornais que ele deve fazer esse debate. O PT está no poder há 10 anos. Qual é o seu grande programa, afinal, de combate à violência?

É com esse tipo de gente que alguns esperam que eu condescenda? Não há o menor perigo de isso acontecer! E eu critico, sim! Sem culpa, sem trégua, sem pedir desculpas. Para os petistas, o mundo se divide em duas categorias: os que estão com eles e se subordinam a seus desígnios e os inimigos. E eu, definitivamente, não estou com eles porque não me subordino a partido nenhum nem reconheço seus tribunais, eles sim, de exceção!

Eles podem tirar o cavalo da chuva! De onde tirei este texto, posso tirar outros 200 mil, outros 200 milhões, deixando claro por que repudio a sua física e a sua metafísica do poder.

Texto publicado originalmente às 5h53
Por Reinaldo Azevedo

29/10/2012

às 7:20

Fiquem tranquilos, petralhas! Não me furtarei a lhes dar motivos para babar!

Este pequeno texto, aqui no alto, é uma espécie de provocação para começar o dia. Vamos lá. A petralhada, claro! — afinal, sou o autor de “O País dos Petralhas I e II (depois falo dos próximos lançamentos) —, decidiu invadir o blog como um enxame de vespas. Os estranhos acham que estou arrasado, imobilizado, incapaz de escrever palavra. Bem, os posts que vão abaixo falam por si.

Não me conhecem! Em momentos assim, fico ainda mais animado. É uma pena que me faltem tempo e mãos para escrever de uma só vez tudo o que tem de ser escrito. Há muito a produzir a partir desta segunda e dias seguintes afora sobre essas eleições. Com tudo o que escrevi abaixo, não tive tempo ainda de me ater a questões importantes como:
– o desempenho de José Serra e a forma como foi tratado durante a campanha e no noticiário de ontem nas TVs e sites;
– a incrível situação de Gilberto Kassab, usado pelos petistas como espantalho e já o mais cobiçado futuro aliado;
– os mais de 30% de paulistanos que não votaram em ninguém;
– os tucanos que já começaram a falar bobagem sobre o passado e sobre o futuro;
– a conversa mole sobre a renovação;
– as apostas erradas sobre Eduardo Campos;
– o estranho jeito de errar sempre em favor dos mesmos das pesquisas em São Paulo;
– o dissabor de certo jornalismo com a vitória do DEM na Bahia…;
- a sonhada marcha rumo ao “Palácio de Inverno” (o dos Bandeirantes…);
- a aliança objetiva entre PCC e setores da imprensa de olho em 2014… 

E isso é só o começo. Vai aí a pauta que eu mesmo fiz para mim. E que, como sempre, vou cumprir.

É quando não gosto de um resultado, petralhas, que fico ainda mais produtivo! O contentamento é que é meio preguiçoso. De certo modo, vocês também são assim… Notem como não conseguem articular um discurso. Contentam-se com zurros de satisfação!

Fiquem tranquilos! Não lhes deixarei faltar motivos para a baba irracional costumeira!

Por Reinaldo Azevedo

01/06/2012

às 19:32

É difícil renunciar subitamente a um grande amor!

Pô, gente, virou festa da uva, agora?

Àqueles que adoram me detestar em suas páginas com fanática dedicação, um recado: é preciso ter alguma altura até para tomar um tapões metafóricos na orelha! Dispensem-se de me enviar, como se fossem meus admiradores, as ofensas que vocês mesmos escrevem! Que coisa mais aborrecida! Que truque mais barato!

Volta e meia, chega o comentário: “Olhe o que fulano falou de você…” E me enviam o link. No mais das vezes, ignoro. Às vezes, por curiosidade, tento saber do que se trata. E caio lá na página de um Zé Mané qualquer, que coleciona, post após post, “zero comentários”. A mãe do cara não comenta. A mulher não comenta. Os filhos não comentam. Os amigos não comentam. Por que eu iria comentar?

Até para tomar uma carraspana é preciso crescer um pouco no mundo da delinquência virtual. Não dá para responder a páginas de trombadinhas do JEG! Quanto aos trombadões, ah, já conheço todas as ofensas. Que coisa obsessiva! Parecem estar numa corrida para ver quem consegue ser mais abjeto!

Entendo. Como disse o grande Catulo, “difficile est longum subito deponere amorem“. É difícil renunciar subitamente a um grande amor. Calma, assanhadas! Há Reinaldo de sobra para todas odiarem!

Por Reinaldo Azevedo

15/05/2012

às 20:23

Um deles, que se identifica como “doutor”, me acusa de querer “sensurar” a Internet

Vejam bem, minhas caras, meus caros: se um sujeito qualquer me envia um comentário sem exibir suas qualificações intelectuais ou profissionais, é evidente que não tenho como a elas me referir, já que não sou adivinho, não é? Nesse caso, ainda que o comentarista cometa um erro ou outro e coisa e tal, eu não posso contrastar esse erro com a sua alegada sapiência.

Mas ocorre, muitas vezes, de alguém se apresentar como faz um certo Sandro Márcio da S. Casser. Ele envia um comentário — na esperança de que seja publicado, suponho — e encerra  sua mensagem exibindo as suas credenciais: “Doutor em Ciencias da Computação.” As suas “ciências” não têm aquele delicado circunflexo no “e”, o tal chapuezinho, como diria Tia Jessyka, que, na verdade, era o Tio Waldecyr (ver post sobre a homofobia).

Ele se refere a uma reportagem publicada na VEJA desta semana que evidencia que os petralhas recorrem a robôs e perfis falsos para fraudar as redes sociais, especialmente o Twitter. Está revoltado com a revelação da verdade e decidiu atacar. Escreve-me, então:

Você faz parde de um tipo de imprensa partidária que nós, meros mortais, detestamos. Em um pais sério seu patrão estaria sendo processado, assim como na inglaterra. Esta tentativa de sensurar a internet não vai levar a nada… Ela é livre e continuará sendo, assim como a imprensa. Fakes existem dos dois lados, ou você não sabia?
Para você um pequeno recado:
SÓ SE ATIRA PEDRA EM ÁRVORE COM FRUTOS”
Sandro Márcio da S. Casser.
Doutor em Ciencias da Computação.

Não vou comentar a sintaxe troncha, não vou comentar o clichê, não vou nem mesmo comentar a palavra de ordem, que ele copiou de páginas organizadas por gangues na Internet. Nada disso! Meu ponto é outro.

Eu poderia, fosse um otimista incurável, pensar: “Imaginem! Esse cara está mentindo! Um doutor em qualquer coisa jamais escreveria ‘sensurar’”. Mas eu sou um homem realista, sabem? Os dias estão pra isso mesmo. Eu acredito que Sandro Márcio fale a verdade. Eu acho que ele é realmente doutor e que realmente escreve “sensurar”.

É o que sempre digo: na marcha em que vamos, mais três gerações, a coluna da espécie já estará um pouco mais vergada, e as disputas começarão a ser travadas, aos guinchos, nas copas das árvores. Ainda não tenho claro se isso demonstrará uma falha na teoria de Darwin ou se será a prova final de seu acerto.

Convenham: é só a gente olhar à volta, ler o noticiário e ver quais são algumas figuras hoje influentes no país, e a constatação será inevitável: Sandro, com o seu “sensurar”, pode estar na matriz daquela involução porque é, afinal, o mais… apto, o mais adaptado ao meio! Com um pouco de carisma, ainda acaba ganhando uns dez títulos de Doutor Honoris Causa.

Por Reinaldo Azevedo

14/05/2012

às 20:46

Olhem do que é capaz um legítimo consumidor do capim produzido pelo JEG e pela BESTA. Ou: Um certo psicanalista chamado “Young”!!!

Um certo Angelo, IP 201.83.192.191, ao comentar o post anterior, em que trato dos falsos “Reinaldos” nas redes sociais, escreve o que segue (reproduzo o original). Leiam. Volto em seguida.

Eu iria comentar apenas o primeiro parágrafo.Mas o texto inteiro o define melhor. O que diria qualquer psicólogo de botequim? “O cara deseja aparecer”. O que diria Young? Nada que não repitisse Freud. O que diria Freud? “Complexo de superioridade com lágrimas falsas de humildade que não caracteriza sua personalidade”
E o que digo eu? Uma tentativa de raptar emoções dos leitores, apelando por uma falsa modéstia inexistente.
Exemplos: “JEG e Besta” são expressões que os créditos deveriam ser dados a quem os criou, toda vez que fossem escritos- evidente que isso é apenas um pingo no oceano vazio de Reinaldo.

Voltei
Profundo o rapaz, não? Eu poderia fazer alguns comentários sobre o seu “repitisse”, que deve ser o imperfeito do subjuntivo do verbo “repitir”, seja lá o que isso signifique. O Angelo é daqueles que não REPETIU de ano na hora certa e ficou condenado a sair por ai REPETINDO sandices. Mas deixo isso pra lá.

O mais encantador em seu texto que afeta sapiência é o nome “Young”, que, suspeito, seja uma tentativa de se referir a “JUNG”. Mas notem que ele faz digressões a respeito das obras de Jung e Freud, afetando conhecimento de causa.

Quanto aos termos “JEG” e “BESTA”, o que digo a essa cruza perfeita dos dois? Que o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) seja criação de um leitor deste blog, isso já foi reconhecido faz tempo. Como também ficou claro que foi o jornalista Fábio Pannunzio quem cravou o nome “BESTA” (Blogosfera Estatal) para designar a esgotosfera de aluguel. O próprio Pannunzio chegou a escrever um post sobre a referência que fiz a ele em meu blog.

Entendi… Exagerou no capim, né, Angelo? Em vez de soltar gás metano na atmosfera, como faziam os dinossauros herbívoros, e aquecer o planeta, você decidiu pensar. Um pensamento que vale por um pum!

Young… Esses mixurucas estão tão convictos de sua ignorância que nem mesmo fazem uma consulta de cinco segundos no Google.

É essa gente que o JEG e a BESTA conseguiram seduzir. Se eles vencessem a batalha — mas já começaram a perder —, bastariam mais três gerações para que a humanidade estivesse andando com a coluna vergada e travando suas batalhas nas copas das árvores…

Por Reinaldo Azevedo

11/05/2012

às 19:40

A última da esgotosfera sobre Mario Sabino

Os blogueiros do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) e da BESTA (Blogosfera Estatal) começaram a espalhar que o jornalista Mario Sabino foi contratado pela equipe de pré-campanha do tucano José Serra, que vai disputar a Prefeitura de São Paulo. Bem, é mentira, como quase tudo o que se publica por lá. Fábio Portela, que vai coordenar a área de comunicação da campanha de Serra, confirma: trata-se de um boato sem fundamento. Conversei com Sabino: “Esses caras poderiam fazer nem que fosse meio jornalismo. Se não querem ouvir os dois lados, que ouvissem ao menos um: eu ou os auxiliares do pré-candidato tucano. Mas pra quê? Ouvir as pessoas é parte do trabalho de jornalistas que querem informação. Como eles produzem só maledicência e fofoca, não precisam ouvir ninguém. Produzem o lixo sem a ajuda de ninguém”.

Assim, trata-se de uma informação falsa. Mas, do outro lado do rio, é verdade que Maria Inês Nassif, a irmã do irmão, foi contratada pelo Instituto Lula. Os dois estão de parabéns! É um caso de merecimento recíproco.

Por Reinaldo Azevedo

10/05/2012

às 17:04

Não sou “Rei” coisa nenhuma para os vigaristas, os tontos e as tontas

Ah, que engraçadinho! Os “militontos” devem ter recebido hoje a seguinte ordem do chefe de quadrilha da Internet: “Tentem entrar no blog do Reinaldo chamando-o de ‘Rei”, digam palavras doces, tentem ser educados, mas emplaquem lá a nossa tese. Boa parte dos leitores dele o chama assim. A gente consegue… Procurem as palavras de ordem no arquivo tal…”

Inútil, bobalhões! São milhares de “mediadores”. Se uma cascuda escapa, alguém sempre descobre. Que graça tem ficar “trabalhando” inutilmente? Bem, dinheiro não falta, certo?, para pagar a canalha. Pior: desconfio que seja o nosso dinheiro! Petralha sempre se faz sentir pelo odor nauseabundo.

Entendo a chateação! Vocês são poucos e tentam parecer milhares em razão de truques vigaristas. Ocorre que os decentes da rede são, de fato, milhares, milhões. E têm pela corja um desprezo profundo.

Por Reinaldo Azevedo

09/05/2012

às 21:31

Um recado aos quadrilheiros da Internet e a alguns poucos desavisados

No dia 24 de junho, meu blog completará seis anos. Começou pequenino, depois do fechamento da revista Primeira Leitura. Hoje é o que é. E olhem que nem publico figurinha… Fez-se na contramão do que seriam as características da Internet: tem de ser texto curto, só com orações coordenadas, sem complicômetros. Eu mesmo reconheço que tenho um lado meio barroco, hehe. E escrevo artigos quilométricos. O blog deve receber perto de 130 mil visitas hoje. O post que publiquei nesta madrugada sobre liberdade de imprensa tem 16.697 toques!!! Mesmo assim, espalhou-se de modo impressionante, especialmente no Facebook. Há muita gente na rede que aprecia, como direi?, textos alfabetizados… Sempre gostei de escrever textos longos. A Internet me deu essa licença. E descobri milhares de pessoas que gostam deles.

Eu não dou bola para torcidas organizadas, entenderam, bobalhões? Nem para as falsas “doxas”. Faço o que acho que tem de ser feito. E ponto! Quem gosta e quer ficar aqui, muito bem! Quem não gosta sabe que os milhões de outros blogs são a serventia da casa. Todos deveriam fazer como eu: não ler gente que detesta, ué. Eu não entendo essa paixão dos petralhas por mim… Gostam de levar chute no traseiro, é isso?

É bem verdade que parte do enxame é apenas virtual, gente que não existe, invenção de quadrilheiros para tentar “trollar” desafetos, achincalhar os críticos, fazer presença na rede. Desde o primeiro dia, avisei que lido com indivíduos, não com legiões. Mas há, sim, alguns coitados que caem na conversa e vêm aqui “exigir” (é de gargalhar) a publicação da sua opinião “em nome da democracia”. E o que é a sua “opinião”? Nada mais do que uma calúnia, uma mentira ou uma bobagem colada de um desses blogs que integram o JEG e a BESTA. Copiam até os erros de ortografia.

Não, não vão entrar! Os seis anos de experiência também me deram certa destreza para identificar idiotas e seus truques. Escapam um ou outro de vez em quando? Sim, mas os próprios leitores me ajudam na higienização do espaço. Vou lá e pimba!: meto Reinaldox na cascuda. Se o oficialismo e as estatais alimentam hoje uma rede de blogs destinada a atacar a oposição, setores do Judiciário e a própria imprensa, aqui essa canalha não estenderá as suas franjas. A razão é simples: isso é uma agressão à democracia!

“E a diversidade de opiniões?”, perguntam alguns energúmenos, achando que caio no truque. Ora, o regime democrático permite que se façam blogs à vontade, afirmando as maiores barbaridades. Por que precisam do meu? De resto, é mentira que só publico comentários que concordem com a minha opinião, como sabem meus leitores. O caso é outro: excluo delinquências. O que não é próprio da democracia é jogar recursos públicos em páginas que servem a um partido político. Fosse apenas grana privada a alimentar a súcia, muito bem! Mas é dinheiro dos pobres que está sendo empregado para o proselitismo em favor de um partido. Não raro, em favor de quadrilheiros.

Esqueçam! Aqui, vocês param no mata-burro!

Por Reinaldo Azevedo

09/05/2012

às 15:48

Comentários…

Caros, mesmo com todos os que já foram publicados, há 572 comentários na fila. Ter milhares de leitores é bom, mas dá um certo trabalho, hehe. A gente dá conta de tudo, mas leva um tempinho… Ah, sim: sempre há alguns petralhas no meio. Vieram fazer aqui o quê? Tanto blogueiro do JEG e da BESTA lá exercendo o seu vício solitário, e eles tentando invadir a nossa página!!! Feios, sujos e malvados.

Por Reinaldo Azevedo

08/05/2012

às 17:41

Hein? “Pum dos dicionários?”

Rá, rá, rá.

Traído pela digitação e pela autocorreção (que produz erros horrorosos), em vez de “pum dos dinossauros”, havia escrito num post abaixo “pum dos dicionários”. Fiquei aqui a rir sozinho.

É um protesto do subconsciente. “Pum dos dicionários” define os comentários escritos pelos petralhas, que tentam invadir o blog. E também a produção do JEG e da BESTA.

Não! Os gases tóxicos não se espalharão nesta página. Aqui, “pum de dicionário” não tem vez.

Por Reinaldo Azevedo
 

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