Blogs e Colunistas

Partido Rede

15/04/2013

às 21:28

Marina chama de golpe manobra de PT, PMDB e Kassab contra a criação de novos partidos. E tem inteira razão!

A ex-senadora Marina Silva soltou os cachorros na turma que está empenhada em criar uma legislação que iniba a criação de novos partidos. Chamou de “golpe”. Eu, que sou especialista em discordar de Marina (quando entendo o que ela fala…), entendi, desta feita, e concordo com ela. É golpe mesmo, e dos mais vagabundos. Vá lá… Até admito que estejam contra os que já eram contrários quando se criou o PSD de Gilberto Kassab. Inaceitável é que o ex-prefeito agora entre nessa patuscada, tentando mudar uma legislação que o beneficiou anteontem. Leiam o que informa a Folha:

Por Márcio Falcão:
O comando da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva tenta viabilizar, reagiu nesta segunda-feira (20) e afirmou considerar a movimentação de partidos para inibir a criação de novas siglas como um “golpe na democracia”.

A crítica é à tentativa de acelerar a votação de projeto na Câmara que restringe o tempo de propaganda na TV e recursos do fundo partidário às legendas que não disputaram eleições. O texto, que tem aval do Planalto, pode ser votado nesta semana.

Para o grupo de Marina, estão usando “o poder para eliminar de forma casuística quem ameaça a reeleição do governo”. “É um golpe contra a democracia para inibir o fortalecimento e a estruturação legítima de novas forças políticas, como a Rede Sustentabilidade”, diz nota divulgada pelo partido.

“Porque querem apenas proteger seus próprios interesses e usam o poder para eliminar de forma casuística quem ameaça a reeleição do governo. Mas a Rede não vai se calar frente a essa tentativa de golpe”, completa. Na semana passada, numa manobra orquestrada pelo PT e pelo PMDB, a Câmara discutiu dar celeridade ao projeto, mas o pedido de urgência não alcançou os 257 votos necessários que faria o texto ser analisado diretamente no plenário, sem passar por comissões. Uma nova tentativa deve ocorrer nesta semana. Além do PT e do PMDB, apoiam a proposta PSD e PR.

São contrários PSDB, PSB, PPS e PV. Diante da movimentação, PPS e PMN aceleraram a fusão entre as legendas, que deve ser confirmada na quarta-feira.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

14/03/2013

às 22:02

Marina, o peso, as medidas, o sapo cururu e o caminhar sobre a política

Marina Silva, a guia espiritual da “Rede”, aquele não partido que pretende disputar uma não eleição para eleger uma não presidente, sempre desperta em mim a paixão para o debate. Começo comentando uma questão em que ela está, digamos, moralmente certa, mas com palavras erradas. Há um projeto de lei em tramitação que cria dificuldades para a criação de novos partidos, uma vez que a legenda original conservaria o tempo de TV e a verba do fundo partidário. Na raiz dessa proposta, está o PSD, de Gilberto Kassab. A Justiça entendeu que, dada a legislação em vigor, o novo partido tinha direito às duas coisas. O projeto busca evitar a repetição do “efeito PSD”. Curiosamente, o partido do ex-prefeito de São Paulo é agora majoritariamente favorável às restrições… Se o texto fosse aprovado, é claro que seria ruim para o pessoal da Rede. Indagada a respeito, informa a Folha, disse Marina:

“Vemos com preocupação, do ponto de visita da postura democrática. Outros partidos foram criados, e, para eles, não foi colocada essa cláusula de barreira. Estão sendo usados dois pesos e duas medidas conosco”.

Bem, bem, bem…

Estivessem sendo usados dois pesos e duas medidas, estimada líder, estaria tudo certo, tudo no lugar. O que caracteriza a injustiça é, atenção!, o uso “de um peso e duas medidas”, aí, sim. Essa talvez seja a expressão, ou chavão, de sentido mais deturpado da “língua brasileira”. Essas coisas sempre são curiosas porque a pessoa acaba dizendo o exato contrário do que pretende. O Brasil tem partidos demais! Considero esse negócio de “Rede” bem perto do ridículo. A turma da “sustentabilidade” de Marina poderia ser a ala verde do PT, por exemplo. Não há razão nenhuma, exceto o personalismo desta não líder, para que exista um “partido”. De toda sorte, no caso em espécie, a reclamação pode proceder, mas só em parte. O chororô de Marina só faz sentido se o PSD votar a favor da proposta que cria dificuldades para novos partidos. DEM, PSDB e algumas outras legendas, justiça se faça, se opuseram à criação do PSD.

Sigamos com a Guia Genial da Nova Era.  Leio na Folha (em vermelho):
Marina criticou ainda a “antecipação” da disputa presidencial. “Acabamos de ter uma disputa para prefeito e já anteciparam a eleição para presidente. A gente tem que ganhar mais tempo discutindo propostas e ideias do que a engenharia eleitoral”, afirmou. Para ela, as atividades da Rede não se incluem na antecipação. “Estamos discutindo programa, não estamos participando dessa antecipação.”

Voltei
Então… É aí que eu enrosco com Marina. Como leitor, mero observador da cena política ou indivíduo que escreve sobre o tema, acho que ela está só tentando me levar no bico. Quer dizer que as movimentações do PT, do PSDB e mesmo do PSB são “antecipação” da disputa, algo pouco virtuoso, que desdoura o processo político e coisa e tal?… E a movimentação dela é o quê? O que Marina está tentando me dizer? Que os outros só pensam no poder, e ela, no sapo-cururu?

Pronto! Neste ponto, alguém se zanga: “Lá está o Reinaldo a fazer caricatura da Marina, tentando ridicularizá-la…”. Não! Ela é que tenta agredir a minha inteligência, com essa mania de querer andar sobre a política como Cristo andava sobre as águas. Marina se comprometa, então, a não ser candidata em 2014, assegurando (e cumprindo) que vai se encarregar apenas de criar a nova não legenda, e aí as coisas mudam um pouco de figura. Mas é evidente que ela não o fará.

E que conversa é essa de “discutir ideias”? Sim, todos temos de discuti-las. Quais são as de Marina? Acho essa abordagem curiosa porque ela faz parecer que, por diferentes das suas, as ideias ou práticas alheias não existem. Podem até ser ruins, erradas, sei lá o quê, mas estão por aí, não é?

Há nesse tipo de formulação uma mal disfarçada visão autoritária da política. Se eu perguntar em qual instância — física mesmo, em que espaço, em que lugar — Marina gostaria de discutir essas “ideias” (as suas e as dos outros), o que ela me responderia? “Ih, isso, hoje em dia, não é mais necessário; a gente debate na rede…” Claro, claro! O sujeito, lá na sua poltrona ou no seu sofá, cisma, por exemplo, que Belo Monte implica um desastre ecológico gigantesco, e eu, do lado de cá, tento provar que não é bem assim… Esse debate virtual pode ter a sua graça como força de mobilização de torcida, não mais do que isso.

Refaço a pergunta: qual é o fórum de debate das “ideias”? Deveríamos criar uma espécie de “conselho de sábios” para pré-selecionar “ideias”, levando depois ao povo só as que estiverem muito bem debatidas?

Marina não precisa explicar muita coisa porque muito pouco lhe é perguntado. Até porque suas respostas para o mundo desde o fim independem das perguntas. Sugiro que prestem atenção a suas entrevistas. A pergunta não faz a menor diferença. Se a gente indagar como ela responderia à demanda por energia no curto prazo, tendo em vista um país que crescesse, sei lá, 4% ao ano durante uma década (isso, nessa área, é curto prazo), obteria a mesma resposta se lhe dirigisse um simples “E aí, Marina?”. Vi, com atraso, a sua entrevista ao Roda Viva. Huuummm… A cada pergunta, vinha uma espécie download do divino, depois de copidescado pela ecologia holística. Mas reconheço, sim, a força de sua figura. Acho encantador que milhares, milhões até, de pessoas tenham a ousadia de achar que entenderam do que ela está falando.

Por Reinaldo Azevedo

28/02/2013

às 6:11

Coisa mais fofa! Marina registra Rede com brecha para ficha-suja e sem teto de doações

Na Folha:
Com brechas nos critérios de filiação para impedir candidatos “ficha-suja” e sem definição sobre um teto de doações, integrantes do partido Rede registraram ontem em cartório o estatuto da legenda. O ato, realizado em Brasília, foi comandado pela ex-senadora Marina Silva e contou com a participação dos deputados Alfredo Sirkis (PV-RJ), Walter Feldman (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e militantes.

O capítulo do estatuto que trata das condições de filiação diz que resolução da comissão nacional estabelecerá as hipóteses de inelegibilidade. Impedimentos previstos na Lei da Ficha Limpa, como condenações por crimes de corrupção, improbidade administrativa etc., deverão, porém, ser seguidos. As hipóteses de flexibilidade na filiação devem ocorrer em casos em que a pessoa foi condenada por sua participação em movimentos sociais. Apesar de prever que haverá um teto para doações de pessoas físicas e jurídicas, o estatuto não define o limite das contribuições. Dessa forma, o partido fica livre para arrecadar para as eleições de 2014, quando Marina poderá disputar a Presidência da República.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

26/02/2013

às 4:15

REDE de Marina atrai nomes do PSOL envolvidos com Cachoeira

Por Vinicius Sassine, no Globo:
Um vereador e um dirigente nacional do PSOL envolvidos no escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira participaram do ato público que marcou o lançamento da Rede Sustentabilidade (REDE), em Brasília, no último dia 16: o vereador de Goiânia Elias Vaz e o segundo secretário de Relações Internacionais do PSOL, Martiniano Cavalcante. O novo partido da ex-senadora Marina Silva está em fase de coleta de assinaturas.

Elias Vaz aparece em conversas telefônicas degravadas para a Operação Monte Carlo e frequentou a chácara do bicheiro em Anápolis (GO). Martiniano Cavalcante recebeu um depósito de R$ 200 mil de uma das empresas-fantasmas do esquema, a Adécio e Rafael Construções, abastecida pela Delta Construções. O Conselho de Ética do PSOL abriu dois procedimentos para investigar a atuação dos militantes.

No lançamento da REDE, que precisa de mais de 500 mil assinaturas para ser criada, Martiniano defendeu a ética, criticou caciques da política nacional que seriam fichas-sujas e comemorou a assinatura do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) como sendo a primeira coletada para a criação da legenda. Já Elias Vaz estava acompanhado de outros filiados ao PSOL interessados em ingressar na REDE.

O depósito de R$ 200 mil a Martiniano, a partir de uma conta da Adécio e Rafael, foi feito em 20 de dezembro de 2011. Depois da deflagração da Operação Monte Carlo pela Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, o dirigente do PSOL — ele é presidente da sigla em Goiás — passou a ser cobrado pela mulher do bicheiro, Andressa Mendonça, que também é investigada pela PF. Um cheque nominal a Andressa, no valor de R$ 220.816,00, foi depositado na conta dela depois da ação da PF. “É um dinheiro que tomei com agiota e paguei juros. Claro que sabia que era do Cachoeira, mas isso não é crime”, disse Martiniano.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

17/02/2013

às 7:19

Marina Silva é a personagem política mais reacionária e arrogante do país; nesse particular, ela venceu Lula!

Perguntaram a Marina Silva se a “Rede da Sustentabilidade”, partido que pretende criar, será oposição ou situação. Ela respondeu: “Nem oposição nem situação, precisamos de posição”.

Perguntaram a Marina Silva se o partido que pretende criar será utópico ou pragmático. Ela respondeu: “Será sonhático”.

Neste sábado, ela reuniu os “marineiros” para dar largada à criação da legenda que não é nem oposição nem situação, mas “posição”; que não é nem pragmático nem utópico, mas “sonhático”… Estava no melhor da sua forma, e isso quer dizer, então, que ninguém entendeu quase nada do que ela disse, mas todos acharam genial. Como diria Gabriel Chalita aos oito anos (segundo seu testemunho), aos devolver a uma mitológica professorinha um livro de Sartre (!?!?!?) que ela lhe emprestara: “Não entendi nada, mas adorei!”. Adorar sem entender parece ser uma vocação destes tempos…

Sim, Marina falou bastante. Um dos trechos mais encantadores da sua fala é este:
“Estamos vivendo uma crise civilizatória e não temos o repertório necessário para enfrentá-la. A crise política e de valores faz com que a gente separe a crise política da crise econômica”…

Vamos pensar.

Estamos vivendo uma crise civilizatória??? Eu sei que pode parecer estranho afirmar isso, leitores, mas, como comunidade humana, nunca fomos tão felizes — ainda que possa haver muita infelicidade no mundo, é certo. Vamos ver.
1: nunca antes na história deste mundo tantos homens viveram sob regime democrático;
2: nunca antes na história deste mundo os seres humanos tiveram vida tão longa;
3: nunca antes na história deste mundo houve tanta comida e tão barata;
4: nunca antes na história deste mundo tivemos tantos remédios para nossos males;
5: nunca antes na história deste mundo houve tantas crianças com acesso à educação;
6: nunca antes na história deste mundo houve tantos humanos com saneamento básico;
7: nunca antes na história deste mundo houve tão poucas guerras;
8: nunca antes na história deste mundo, as guerras mataram tão pouco como nos últimos 50 anos…

Ao contrário do que diz Marina, nunca antes na história deste mundo tivemos, como espécie, um repertório tão grande para responder aos desafios que nos impõem a natureza e a civilização. Marina andou abusando de algum creme “anti-idade”, como se diz hoje em dia? Do que ela está falando?

Uma fala tonta como essa soa verdadeira para a geração maluco-natureza, que gosta mais de matinho e de bichinho do que de gente. Não! Eu não quero acabar com o matinho nem matar o bichinho, mas a minha medida para avaliar a “civilização” — já que esta senhora pretende ser, assim, grandiosa — ainda é o ser humano. Não existe a civilização dos sapos. Não existe a civilização dos bagres. Não existe a civilização dos jacarés. Mas existe a civilização dos homens.

Arrogância
Essa história de que a humanidade não tem o “repertório necessário” para enfrentar a suposta “crise civilizatória” é uma das bobagens mais arrogantes que ela já disse. Até porque esse “nós”, em falas com esse grau de generalização, costuma excluir quem fala. Traz o sotaque inconfundível dos profetas. Marina acha, de fato, que os outros — o resto do mundo — não têm o repertório, mas ela… Ah, ela tem, sim! Ela viu “a” coisa! Tomou o lugar de Moisés e recebeu as novas Tábuas da Lei no Sinai. 

O que me espanta — e isto, sim, é sintoma de uma formidável crise de ignorância que toma conta da imprensa e dos meios acadêmicos — é que não se constate o caráter obviamente reacionário dessa fala. Quando alguém diz que “vivemos uma crise e não temos repertório”, afirma, de modo oblíquo, que, nas crises passadas, o tal repertório existia. O que parece “progressista” no discurso de Marina é, no fim das contas, regressista. Ela tem saudade de um passado que nunca houve.

Existe uma crise civilizatória, e Marina pretende enfrentá-la não sendo nem situação nem oposição, mas posição; não sendo nem utópica nem pragmática, mas sonhática.

Entendi.

Como disse neste sábado a minha mulher, “deem uma crise civilizatória para Marina que ela sabe como responder ao desafio: criando um novo trocadilho”.

Por Reinaldo Azevedo

16/02/2013

às 18:26

Wandercleysson e Valdisnei conversam sobre o novo partido de Marina, que não será nem de situação nem de oposição…

Na madrugada, voltarei a Marina Silva. Este ser “sonhático” sempre me inspira. Neste sábado, seus seguidores, os “marineiros”, realizaram um ato em Brasília para marcar, simbolicamente, a criação do novo partido — que ainda não tem existência legal. Já estão definidos o nome fantasia — “Rede Sustentabilidade” — e aquele de registro na Justiça Eleitoral: “Rede” apenas. É que aquele substantivo soa esquisito e quase etéreo para os não pós-graduados do ciclismo de Ipanema, Leblon, Vila Madalena e Alto de Pinheiros…

Diálogo ouvido na obra:
— Vai votar em quem, Wandercleysson?
— Não voto em “quem”, não, Valdisnei! Eu voto no “quê”, no projeto sonhático. Ou a ação política se deixa transformar pela transversalidade, que rompa com os limites do puramente pragmático, alargando as fronteiras do possível, de modo a que o impossível seja primeiro um devir, depois um horizonte plausível, até que seja realidade, ou não sairemos da crise civilizatória, compreendeu? Pega o cimento.
— Ichi! Não entendi foi nada! Esse tal sonhático é uma coisa, assim, punhética? Ói o cimento aqui.
— É mais do que isso, porque imaginar alguma coisa já é pôr um limite na coisa, entendeu? A política, até agora, foi por demais aristotélica. Precisamos de mais Platão, mas um Platão mudado pelo espírito da floresta. Tá bom de cimento já. Pode mexer.

Certo!

Marina falou e definiu assim a “Rede”: “Nem oposição nem situação, precisamos de posição”. Wandercleysson concorda. Valdisnei está pensando no assunto. Leiam o que informam Laryssa Borges e Marcela Mattos na VEJA.com.

Na madrugada, volto a Marina e à tal “Rede”. Antes, preciso tirar algumas dúvidas com Wandercleysson.
*
Por aclamação, o novo partido político da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi oficializado neste sábado como o nome de Rede Sustentabilidade. Na justiça eleitoral, no entanto, a legenda apresentará registro apenas com o nome de Rede.

Ao anunciar a escolha, Marina explicou a preferência por adotar a denominação e voltou a criticar as conveniências políticas e o que ela classifica como alianças partidárias espúrias. “É insustentável sermos tomados por uma ética de circunstância, em que não se faz aquilo que precisa ser feito, se faz aquilo que é conveniente”, disse após sacramentar o nome do partido.

A ex-ministra, que busca com a nova legenda mecanismo para se lançar como candidata a presidente nas eleições de 2014, defendeu a mobilização de simpatizantes como forma de angariar votos e de demonstrar a força política do grupo. Ela citou os cerca de 20 milhões de votos que teve na corrida presidencial de 2010 e lembrou as dificuldades de construir uma campanha sem uma larga base de sustentação parlamentar e administrativa.

“Tivemos quase 20 milhões de votos com um minuto e 20 segundos de tempo de televisão, sem comunicação e sem uma base política de prefeitos, governadores, deputados federais. [Não teríamos todos os votos] Sem a rede das Casas de Marina [comitês domiciliares na campanha de 2010], sem os sonhadores e sonhadoras que resolveram canalizar tantos sonhos capazes de se transformar em realidade”, disse ela.

“Estamos dizendo que somos aquilo que nós já somos. Somos uma rede. Se não fôssemos uma rede, não teríamos aqui hoje mais de mil pessoas que se organizaram nesse país para chegar aqui pagando sua própria passagem”, completou Marina.

Mais cedo, na abertura da plenária que debate a criação do novo partido, a ex-ministra informou que a futura agremiação não será “nem de oposição nem de situação”, admitiu que a sigla fará “alianças pontuais” e que o apoio e a rejeição às políticas do governo federal serão analisados caso a caso.

Coreografia
Logo após a oficialização do nome Rede, simpatizantes de Marina Silva estenderam tiras coloridas de tecido e ensaiaram o entrelaçamento dessas tiras para simbolizar a nova legenda. Na celebração do partido, uma imensa bola em formato de planeta Terra foi jogada de um lado para outro ao som da música A Rede, do cantor Lenine. Um pequeno grupo presente ao Encontro Nacional da Rede Pró-Partido ensaiou gritos de “Marina presidente”.

Por Reinaldo Azevedo

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados