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Moreira Franco

23/10/2013

às 4:14

Ministro diz que participação obrigatória do estado na privatização de aeroportos é um sacrifício. Xiii, lá vem Dilma dar um pito

Ai, ai…

Nesta terça, Dilma perorou sobre o superioridade do modelo de partilha para o petróleo, contra todas as evidências. Ganhou quase dois minutos no Jornal Nacional só para explicar que ele e melhor porque permite que o país fique com parte do petróleo — como se, no regime de concessão, tudo nos fosse tomado… O regime no Brasil impõe uma pesada carga à Petrobras, que já está abrindo o bico. No governo e na ANP,  fala-se em mudanças. A presidente veio a púbico para anunciar: não muda nada e pronto!

No setor aeroportuário, também há a obrigação da participação do Estado. Leiam o que informa a Folha. Volto em seguida.
Por Mariana Sallowicz:
Às vésperas do leilão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou ontem que é “um sacrifício” para o país cumprir a participação de 49% da Infraero nos consórcios dos aeroportos concedidos à iniciativa privada. “O modelo adotado foi esse, o que é um sacrifício inclusive para o país. Como a Infraero não tem capital, é o Tesouro que faz o aporte necessário para que os 49% sejam cumpridos”, afirmou em evento no Rio. “É um modelo que tem ônus, tem peso para o governo”, completou.

A disputa está marcada para ocorrer em novembro. No leilão anterior, em 2012, foram concedidos os aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). O edital determina que o consórcio privado ficará com 51% de Galeão ou Confins. Ele afirmou ainda que o prazo de capitalização entre a Infraero e o concessionário era diferente. “Agora quando há um aporte de capital, os dois têm que colocar no mesmo momento e a mesma quantidade.” Para o ministro, isso vai pressionar o Tesouro. “Certamente isso vai sendo avaliado e testado. Com o tempo se tende a ter uma compreensão de que existem alternativas melhores”, disse.
(…)

Voltei
É bem possível que Dilma dê um pito no ministro e anuncie que,  também nesse caso, não há nada de errado e que não pode haver melhor vocação para o estado brasileiro do que se envolver com aeroportos… Apontem uma só razão, uma miserável que seja, para que o governo — que dispõe do poder de regulação e, inclusive, de cassação de concessão — se meta como empresário nesse setor. É a mesma que existe para obrigar a Petrobras a ser a operadora do pré-sal: nenhuma! É só tara ideológica que atrasa o país.

Por Reinaldo Azevedo

15/03/2013

às 16:58

Brizola Neto perde seu “primeiro emprego”; para a Aviação Civil, vai um paraquedista

Eita! Brizola Neto era o único beneficiário do programa “Primeiro Emprego” criado pelo Apedeuta. Mas durou pouco. Nomeado em maio de 2012, o rapazola, conhecido pela violência retórica com que se manifestava em seu blog, será substituído por Manoel Dias, também do PDT. O “petistil” Brizola Neto nunca se entendeu com Carlos Lupi, chefão do partido. Perdido o primeiro emprego, pode voltar a fazer justiça com as próprias mãos no teclado.

Dilma decidiu tirar o técnico Wagner Bittencourt da Aviação Civil. Para o seu lugar, vai um paraquedista do setor, Moreira Franco, que estava na Secretaria de Assuntos Estratégicos. No Brasil, a “estratégia” está na mesma prateleira da cabeça de bacalhau… Se Moreira Franco fizer o que já fazia na SAE — ou seja, nada! —, a gente fica mais tranquilo… Se bem que ele tem intimidade com a área: quando o avião balança, ele reza para Nossa Senhora de Forma Geral, santa de devoção da presidente Dilma.  Segue texto de  Laryssa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com:
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A presidente Dilma Rousseff já acertou pelo menos duas trocas em seu ministério nesta sexta-feira: Manoel Dias, do PDT, assumirá a pasta do Trabalho, e o peemedebista Wellington Moreira Franco chefiará a Secretaria de Aviação Civil, que tem status de ministério. O Palácio do Planalto deverá oficializar as mudanças na tarde desta sexta. Também são esperadas trocas no comando da Agricultura e da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Secretário-geral do PDT e presidente do partido em Santa Catarina, Manoel Dias substituirá o deputado Brizola Neto, também do PDT, que assumiu a pasta em maio de 2012. O PDT, que controla o ministério, chegou a indicar para o cargo o nome do deputado gaúcho Vieira da Cunha, mas Dilma informou ao presidente pedetista, Carlos Lupi, que gostaria de alguém que pudesse permanecer na pasta até o fim de seu governo. Cunha tem pretensões eleitorais em 2014.

A indicação de Manoel Dias também é resultado de sua capacidade de unificar a maior parte da legenda, liderada por Lupi. Desde 2011, a indicação de Dias aparecia entre as preferências dos pedetistas para o ministério.

A reformulação na pasta do Trabalho ocorre depois de o Palácio do Planalto detectar a aproximação de setores do PDT com o PSDB e o PSB, partido dos presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos. Apesar de ter rifado o então ministro pedetista Carlos Lupi por suspeitas de irregularidades em 2011, a presidente Dilma Rousseff voltou a conversar com o dirigente recentemente em busca de apoio para as eleições de 2014 e também na tentativa de recompor a fidelidade prometida por deputados do PDT na Câmara.

Desde a nomeação de Brizola Neto, a escolha do ministro era interpretada no PDT como da “cota pessoal” da presidente, e não uma indicação unificada da bancada. O partido ficou irritado por não ter sido ouvido na época e desde então Brizola e o presidente Carlos Lupi travam uma batalha pelo controle real da pasta. Embora integrem a base governista, os pedetistas também não têm garantido votos a projetos considerados prioritários.

Número dois na hierarquia pedetista, o futuro ministro do Trabalho, Manoel Dias, foi acusado de ter atuado irregularmente como funcionário da Câmara dos Deputados em 2011. Ele recebia cerca de 12 000 reais em um cargo de natureza especial na liderança do PDT na Câmara, embora exercesse exclusivamente atividades partidárias.

Aviação Civil
Ex-governador do Rio de Janeiro, o peemedebista Wellington Moreira Franco será o novo ministro da Secretaria de Aviação Civil. Com status de ministério, a pasta é atualmente ocupada pelo técnico Wagner Bittencourt, que agora deve deixar o governo.

Moreira Franco ocupa a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, pasta que também tem status de ministério, mas que era alvo de críticas por não ter nenhum apelo eleitoral. A SAE é responsável por traçar políticas públicas para o futuro e deverá agora ser ocupada pelo também peemedebista Mendes Ribeiro, que deve deixar o Ministério da Agricultura. Mendes Ribeiro enfrenta problemas de saúde. Em seu lugar, na pasta da Agricultura, o favorito para assumir o cargo é o deputado federal Antonio Andrade, do PMDB mineiro.

Por Reinaldo Azevedo

 

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