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Fernando Lugo

25/06/2012

às 5:51

Não deixem de ver este vídeo da TV paraguaia! Ele expõe de modo inequívoco a violência dos ditos sem-terra, a incompetência de Lugo e suas mentiras. Assista aí, Dilma, e pare de fazer bobagem!

Caras e caros,

Abaixo, publico um vídeo do programa paraguaio “AAM (Algo Anda Mal)”, transmitido pela Teledifusora Paraguaya, Canal 13. Tem 28 minutos, mas não é preciso ver tudo, não. Até porque alguns trechos são falados em guarani. Não sei como anda a fluência de vocês nessa língua… Mas há momentos de uma estupefaciente eloquência. O filme, vocês verão, tem um nítido sotaque de esquerda. Mesmo assim, ele deixa claro, de maneira escandalosa, o que era o governo Lugo. Acho que seria conveniente ler primeiro o texto que se segue ao filme, em que explico e comento as circunstâncias. Facilita o entendimento. Mas vocês podem escolher, também, fazer o contrário.

O texto
Os primeiros três minutos expõem as circunstâncias da tragédia, inclusive o momento em que os policiais, na sexta-feira, dia 15, são recebidos a bala pelos sem-terra sem que tivessem dado um único tiro. Estavam lá para executar uma ordem judicial de reintegração de posse. A terra, oficialmente, pertence ao milionário e político Blas Riquelme, mas essa posse é contestada. Ouve-se o primeiro tiro aos 2min25s. A chuva de balas se estende até os 3 minutos. Seis policiais foram assassinados. Na reação das forças de segurança, morreram 11 invasores.

Muito bem. Lugo, informa o repórter, anunciou ao país e ao mundo que a área tinha sido tomada pelas forças de segurança e que o governo se mobilizara para prender os responsáveis pela tragédia. Será?

No sábado, a equipe do “AAM” chegou ao local do conflito. LUGO HAVIA MENTIDO DE MODO MISERÁVEL AOS PARAGUAIOS. Não havia polícia nenhuma no terreno! Não havia soldados do Exército. Um único carro estava na área. A população, por sua conta, acompanhada pela TV, decidiu entrar no terreno onde se dera a matança.

Ora, àquela altura, a área já deveria ter sido rigorosamente isolada pelas forças de segurança para permitir o trabalho da perícia… Mas quê!!! À medida que repórter e moradores avançam, vão aparecendo rastros de sangue, até que se deparam com dois corpos. A cena do crime, é visível, foi escandalosamente mexida. No local em que estão os cadáveres, não há sangue, num sinal evidente de que ali não morreram. Seus corpos foram provavelmente arrastados. Podem ter sido mortos pela polícia; podem ter sido mortos pelas próprias lideranças do movimento, que assumiu características claramente terroristas no Paraguai. Uma coisa é certa: ao demorar quase 24 horas para ocupar o local, o governo deu tempo para que os assassinos dos policiais fugissem. Num momento grotesco, políticos locais aparecem para tirar uma cascuinha do episódio e fazer discurso ao lado dos corpos.

Este era Fernando Lugo. Enquanto isso, os meios de comunicação anunciavam ao país que a região estava ocupada pelo governo e que todas as providências estavam sendo tomadas. Não, senhores! O impedimento político é pouco para Fernando Lugo! O Paraguai precisa responsabilizá-lo criminalmente pela tragédia. Eis o grande líder que está a arrancar lágrimas de comoção dos governantes sul-americanos (é compreensível) e de alguns bobalhões na imprensa brasileira, esta boa gente “progressista” que só se comove com cadáveres quando os governos são “de direita”. Se forem de esquerda, os presuntos, afinal, são parte da luta, não é mesmo? Convenham: se a “libertação” da China custou 70 milhões de mortos, por que a do Paraguai não pode custar uns 16 cadáveres de vez em quando, não é?

Mesmo num vídeo com sotaque claramente à esquerda, dá para constatar a picaretagem do governo Lugo. Não! Ele não agiu para prender os responsáveis pelos crimes, que são seus aliados políticos. Ele atuou para que escapassem. Na hipótese benevolente, é “mau desempenho de sua função”, o que rende impedimento. Na hipótese severa, é crime mesmo! Deveria render cadeia!

Texto publicado originalmente às 4h58
Por Reinaldo Azevedo

24/06/2012

às 8:08

O que, afinal, quer Dilma? Reeditar a “Guerra do Paraguai”? O Brasil tem de ser mais respeitoso com a soberania de um país vizinho!

Sabem o que há, de verdade!, na raiz da reação negativa dos países sul-americanos à deposição de Fernando Lugo? Má consciência! Também e muito especialmente no Brasil. Já chego lá. Antes, algumas considerações.

O Paraguai está em paz dois dias depois de Lugo ter sido deposto pelo Congresso, segundo a mais estrita e rigorosa letra da Constituição. Mas não ficará assim por muito tempo se depender do Brasil e de outros países sul-americanos. Parece que a presidente Dilma Rousseff, seguindo os passos aloprados de seu antecessor no caso da crise hondurenha, não se conforma com a praça vazia. A expectativa era a de que milhões fossem às ruas em defesa do presidente deposto. Não apareceu um só. O mesmo, aliás, havia ocorrido em Honduras. As manifestações só começaram quando Manuel Zelaya resolveu organizar a “resistência” na embaixada do Brasil, com o apoio de Lula e Chávez.

A Constituição foi rigorosamente seguida. Mas Dilma não gostou.
A Câmara aceitou a denúncia por 73 votos a 1. Mas Dilma não gostou.
O Senado aprovou o impedimento por 39 votos a 4. Mas Dilma não gostou.
O Judiciário declarou legal a deposição de Lugo. Mas Dilma não gostou.
Até a Igreja Católica no Paraguai reconhece como legítimo o impeachment. Mas Dilma não gostou.
O povo paraguaio, vê-se, aceitou a solução. Mas Dilma não gostou.

Então vamos ver. A lei foi cumprida. A democracia continua em pleno funcionamento. Os Poderes instituídos e o povo do Paraguai reconhecem o novo presidente. Qual é, afinal de contas, o problema do Brasil? “Ah, o rito foi sumário!” Foi porque as leis paraguaias permitem que assim seja. O Palácio do Planalto pode tentar exportar alguns dos nossos legisladores para ao país vizinho para que se façam, então, leis melhores, mais ao gosto do nosso governo, não é mesmo?

Não! Definitivamente, não é assim que a música toca! Ameaçar o Paraguai com o isolamento quando estão em vigência todas as instituições que caracterizam a democracia é inaceitável. Qual é a acusação? Sim, trata-se de má consciência e explico por quê.

Alguns governantes latino-americanos, tendo as injustiças sociais como desculpa, passaram a acreditar que podem desrespeitar abertamente as leis que os elegeram para, então, fazer… justiça! A desigualdade social no Paraguai é, de fato, obscena. Há dois caminhos para dar uma resposta: com leis e debate democráticos — e isso requer competência, capacidade de negociação, implementação paulatina de medidas… E há o outro modo: partir para a pistolagem. Lugo prometeu uma ampla reforma agrária no país (nem vou entrar no mérito se o caminho era mesmo esse). Seus planos não saíram do papel. Não obstante, passou a tolerar o banditismo de grupos extremistas que falam em nome dos sem-terra. Deu no que deu.

Ou por outra: incompetente que era, Lugo não conseguiu apresentar um plano ao país; demagogo que era, passou a manipular o extremismo a seu favor. Os bandoleiros ameaçam justamente a parte mais virtuosa da produção agrária paraguaia — que inclui os brasileiros, é bom lembrar! Aliás, cuidasse o nosso governo um pouco mais do seu próprio povo, teria vários motivos para estar agastado com Lugo. Há uma perseguição organizada aos chamados “brasiguaios” no país. As supostas “vítimas das desigualdades” estão invadindo, saqueando e depredando fazendas. Há famílias que foram expulsas de suas terras. Não se ouviu até agora de um pio do Itamaraty ou Dilma Rousseff.

Os governantes sul-americanos que ameaçam isolar o Paraguai — e, lamento!, isto vale também para Dilma — estão, na prática, cuidando mais de si mesmos do que de Fernando Lugo, que não tem condições, é evidente, nem legais nem políticas de voltar ao poder. Estão dizendo que NÃO ACEITAM SER DEPOSTOS POR LEIS DEMOCRÁTICAS NEM QUANDO AS TRANSGRIDEM. Ainda que com palavras um tanto oblíquas, de sentido enviesado, afirmam que se deve tolerar que o chefe do Executivo mande as leis às favas e se junte a grupos que desrespeitam os fundamentos da democracia, mas que é intolerável que o Congresso e a Justiça usem as suas prerrogativas.

Ora, vejam nesta página uma crítica que fiz a um texto de Janio de Freitas publicado hoje na Folha. O valente defende os mensaleiros, diz que o julgamento no Supremo traduz o confronto entre os “reformistas” e os “conservadores”, que o resultado é crucial para a democracia brasileira, que se trata de uma questão política e que, conclui-se, o Supremo só dará provas de isenção se absolver os acusados. Vejam lá o que escrevi a respeito.

É precisamente essa má consciência que está na raiz da acusação falsa, escandalosamente mentirosa, de que houve “golpe” no Paraguai. Tivessem morrido 17 pessoas num confronto por terra num Paraguai governado pela “direita”, haveria uma penca de ONGs gritando mundo afora: “Massacre! Massacre!”. Se o Congresso decidisse impichar o presidente por “mau desempenho”, seria aplaudido como expressão da verdadeira democracia. Como tudo se deu na gestão do “progressista” Lugo, então ouvimos aquele ruidoso silêncio. Afinal, diria Janio de Freitas, ele é “um reformista”…

Acho que não convém Dilma fazer uma nova “Guerra do Paraguai” em defesa de um demagogo, que foi deposto segundo o que estabelece a lei. Não faltará um leito para abrigar o “bispo pegador”…

Por Reinaldo Azevedo

23/06/2012

às 17:30

As acusações que derrubaram Fernando Lugo

Vale a pena ler o libelo acusatório em que se baseaou a abertura do processo de impeachment de Fernando Lugo. A Constituição do Paraguai permite que um presidente perca o mandato por “mau desempenho”. Há quatro casos citados:
- um ato político financiado pelo governo no Comando de Engenharia das Forças Armadas;
- incitamento e facilitação de invasões de terra na região de Ñancunday;
- inércia do governo, que não enfrenta a crescente violência no país;
- “inoperância, negligência, inépcia e improvisação” no caso das 17 mortes ocorridas em Curuguaty. segue a íntegra, em espanhol.

LIBELO ACUSATORIO
ANEXO

ARTÍCULO 1° INC. C) – RESOLUCIÓN H. CÁMARA DE DIPUTADOS N° 1431/2012

1. OBJETO.
El Líbelo Acusatorio contra el Presidente de la República Fernando Lugo Méndez , se funda en las consideraciones de hecho y de derecho que pasamos seguidamente a exponer:

Nuestra Constitución Nacional, en su Artículo 225, establece:

“El Presidente de la República, el Vicepresidente, los Ministros del Poder Ejecutivo, los Ministros de la Corte Suprema de Justicia, el Fiscal General del Estado, el Defensor del Pueblo, el Contralor General de la República, el Subcontralor y los integrantes del Tribunal Superior de Justicia Electoral, solo podrán ser sometidos a juicio político por mal desempeño de sus funciones, por delitos cometidos en el ejercicio de sus cargos o por delitos comunes.

La acusación será formulada por la Cámara de Diputados, por mayoría de dos tercios. Corresponderá a la Cámara de Senadores, por mayoría absoluta de dos tercios, juzgar en juicio público a los acusados por la Cámara de Diputados y, en su caso, declararlos culpables, al solo efecto de separarlos de sus cargos. En los casos de supuesta comisión de delitos, se pasarán los antecedentes a la justicia ordinari a”.

2. LOS HECHOS QUE MOTIVAN ESTA ACUSACIÓN

2.1 ACTO POLÍTICO EN EL COMANDO DE INGENIERÍA DE LAS FUERZAS ARMADAS
En el año 2009, con autorización del Presidente Lugo, se realizó una concentración política de jóvenes en el Comando de Ingeniería de las Fuerzas Armadas, el que fue financiado por instituciones del Estado, incluyendo a la Entidad Binacional Yacyreta. Fernando Lugoreconoció que la Entidad Binacional Yacyretá financió el encuentro de jóvenes socialistas de la región, llevado a cabo en el Comando de Ingeniería de las Fuerzas Armadas.

Esas instalaciones fueron utilizadas para la reunión de los jóvenes, quienes colgaron banderas con alusiones políticas, llegando a izarse una de ellas en sustitución del pabellón patrio.

Ese acto de naturaleza netamente política y con los exabruptos ampliamente difundidos por los medios de prensa solo pudo ser realizado con la autorización del Comandante en Jefe y prueba de que el Gobierno avaló, instigó y facilitó esos actos políticos dentro del cuartel es que varios importantes funcionarios del Gobierno participaron del evento pronunciando discursos instigando a la lucha de clases, como el pronunciado por el entonces Ministro de la Secretaría de Emergencia Nacional, Camilo Soares.

2.2 CASO ÑACUNDAY
Fue el Gobierno del Presidente Lugo el único responsable como instigador y facilitador de las recientes invasiones de tierras en la zona de Ñacunday. La falta de respuesta de las fuerzas policiales ante las invasiones de supuestos carperos y sin tierras a bienes del dominio privado, solo han sido parte de esa conducta cómplice.

El presidente Lugo ha utilizado a las fuerzas militares para generar un verdadero estado de pánico en toda esa región, violando el derecho de propiedad e ingresando a inmuebles de colonos, so pretexto de realizar el trabajo de amojonamiento de la franja de exclusión fronteriza. Sin embargo, esos trabajos eran acompañados por dirigentes de la Asociación de Carperos, quienes abiertamente dirigían la labor de los técnicos y de los inte grantes de las fuerzas militares, que han dado lugar a interminables denuncias de los propietarios y también incontables publicaciones periodísticas referidas a esa situación.

Y mientras esas invasiones se producían y se daban a conocer amenazas de otras más en otros departamentos de la República, el Presidente Lugo se mostraba siempre con puertas abiertas a los líderes de esas invasiones, como es el caso de José Rodríguez, Victoriano López, Eulalio López, entre otros, dando un mensaje claro a toda la ciudadanía sobre su incondicional apoyo a esos actos de violencia y de comisión de delitos que eran propiciados y desarrollados a través de esas organizaciones.

Fernando Lugo ha sometido las fuerzas militares a los denominados carperos, quienes han realizado todo tipo de abusos, agresiones y atracos a la propiedad privada, a la vista de las fuerzas públicas, quienes no actuaron por la indisimulada complicidad del Presidente de la República con esos agresores.Los miembros de esta Cámara recordarán lo ocurrido con la Intendente Municipal de Santa Rosa del Monday, María Victoria Salinas Sosa, quien fue víctima de un violento ataque de carperos quienes la golpearon, patearon y destrozaron el vehículo en el que se desplazaba.

2.3 CRECIENTE INSEGURIDAD
El Presidente Lugo ha sido absolutamente incapaz de desarrollar una política y programas que tiendan a disminuir la creciente inseguridad ciudadana.

En estos 4 años de Gobierno, a pesar de los importantes recursos financieros que le fueron proveídos por el Congreso Nacional para potenciar a la fuerza pública, los resultados han sido no solo insatisfactorios sino también ha quedado por demás demostrado la falta de voluntad del Gobierno para combatir al Ejercito del Pueblo Paraguayo, que se ha convertido, al amparo y con la complicidad del Gobierno, en el azote de los ciudadanos de los departamentos de Concepción y San Pedro.

Los distintos operativos emprendidos por el Gobierno, muchas veces con gran cobertura periodística, han tenido como único resultado el total fracaso. Nunca en la historia de este país, la Policía Nacional ha tenido tantas víctimas cobardemente asesinadas por los integrantes del EPP y, a pesar de ello, la conducta complaciente del Presidente siguió inalterable.

Todos los Miembros de esta Honorable Cámara de Diputados conocemos los vínculos que el Presidente Lugo siempre ha mantenido con grupos de secuestradores, que anteriormente se vinculaban al movimiento-partido Patria Libre y cuya ala militar hoy se denomina EPP.

Los costosos operativos dispuestos por el Gobierno durante los dos estados de excepción no han dado resultado alguno y, por el contrario, solo ha generado una mayor fortaleza de ese grupo terrorista armado a través del descrédito y las humillaciones a las que fueron sometidas las fuerzas militares y policiales asignadas al operativo.

El Presidente Lugo es el responsable de la creciente inseguridad y es responsable también por haber mantenido por tanto tiempo como Ministro del Interior a una persona absolutamente inepta e incapaz para ocupar ese cargo. Esa ineptitud, sumada a la indisimulada relación cómplice entre el Presidente Lugo y los líderes de la asociación de carperos y otras organizaciones que fueron protagonistas de innumerables invasiones de tierras y otros tipos de agresiones son los que han propiciado y facilitado el lamentable suceso que costara la vida a 17 compatriotas, 6 de ellos pertenecientes a la Policía Nacional y que fueron cruelmente asesinados y a sangre fría por auténticos criminales, que también han incitado y manipulado a campesinos del lugar. Luego de esa triste jornada, de la que felizmente se tienen importantes datos y filmaciones que han sido generosamente difundidas por distintos medios de prensa, solo se ha tenido una posición absolutamente equívoca del Presidente de la República en relación a lo ocurrido.

Fernando Lugo Méndez y varios de sus ministros, y en especial Miguel López Perito y Esperanza Martínez, han pretendido tratar por igual a los policía cobardemente asesinados y a aquellos que fueron protagonistas de esos crímenes. El derecho a reclamar está consagrado por la Carta Magna pero nadie está autorizado a cometer crímenes so pretexto de reclamar derechos y, menos aún acabar con la vida de policías desarmados.

Esta misma actitud, se manifestó en la conferencia de prensa brindada por Fernando Lugo con relación a lo ocurrido en la estancia Morumbi, en donde ni siquiera tuvo la delicadeza de prometer el castigo de los asesinos de esos policías y de quienes instigaron a los campesinos a tomar las armas so pretexto de luchar por sus derechos.

El Presidente Fernando Lugo está propiciando y fomentando, a través de algunos miembros de su gabinete y de sus cómplices que fungen de dirigentes carperos y otras organizaciones campesinas, un conflicto social de dimensiones impredecibles y que por su comprobada incapacidad no podrá luego solucionar.

Personalmente, desde luego, manifiesto mi convicción de que el camino de la crisis y el conflicto social y armado no será el producto de negligencia o simple impericia del Presidente sino directamente el objetivo que el mismo ha buscado durante el tiempo que fue obispo y que hoy pretende desarrollar para proyectar y consolidar su anhelo de un régimen autoritario, sin libertades, con la aniquilación de la libertad de prensa y la imposición del partido único que profesan los enemigos de la democracia y los adherentes del socialismo del Siglo XXI.

Fernando Lugo y sus ministros deben respetar el derecho de todos los ciudadanos pero resulta inadmisible e injustificable que pretendan poner en pie de igualdad a los criminales y a sus víctimas, a los asesinos y a los policías que fueron cobardemente asesinados.

Mientras los familiares lloran por sus muertos, Fernando Lugo debe estar reuniéndose con los cabecillas e instigadores de los sucesos ocurridos el viernes pasado en Curuguaty y no se visualiza posibilidad alguna de que Fernando Lugo rectifique su conducta, que ya ha costado decenas de vidas de compatriotas que han caído víctimas de la inseguridad que él mismo se ha encargado y esforzado de generar.2.4 PROTOCOLO DE USHUAIA II.

Este documento constituye UN ATENTADO CONTRA LA SOBERANÍA de la República del Paraguay y ha sido suscrito por el Presidente FERNANDO LUGO MENDEZ con el avieso propósito de obtener un supuesto respaldo en su descarada marcha contra la institucionalidad y el proceso democrático de la República.

Dicho documento ya ha motivado un pronunciamiento de la Comisión Permanente del Congreso Nacional, destacándose la falta de transparencia en el procedimiento que dio lugar a la firma del documento y a su contenido al punto que hasta la fecha, el Poder Ejecutivo no lo ha remitido al congreso para su conocimiento y consideración. A través de ese documento, los países vecinos podrían cortar el suministro de energía a la República del Paraguay.

El documento firmado en Montevideo, en diciembre de 2011, para remplazar al Protocolo de Ushuaia (Carta Democrática del Mercosur), tiene sus orígenes en un documento previo, presentado ante la Unasur (Unión de Naciones Suramericanas), que fue pergeñado por los presidentes de la región para protegerse unos a otros. La principal características del Protocolo de Ushuaia II es la identificación del Estado con la figura de los presidentes para, en el nombre de la “defensa de la democracia”, defenderse unos a otros.

2.5 CASO MATANZA CURUGUATY
Ha quedado demostrado con los hechos acaecidos en los Campos Morombi, Curuguaty, Departamento de Canindeyú, la patente inoperancia, negligencia, ineptitud e improvisación de este gobierno liderado por Presidente Fernando Lugo Méndez, que amerita la acusación de la Cámara de Diputados por mal desempeño de funciones ante la Cámara de Senadores.

Fernando Lugo, hoy por hoy representa lo más nefasto para el pueblo paraguayo, que se encuentra llorando la perdida de vidas inocentes debido a la criminal negligencia y desidia del actual Presidente de la Republica, quien desde que asumió la conducción del país, gobierna promoviendo el odio entre los paraguayos, la lucha violenta entre pobres y ricos, la justicia por mano propia y la violación del derecho de propiedad, atentando de esse modo permanentemente contra la Carta Magna, las instituciones republicanas y el Estado de Derecho.

No cabe duda que la responsabilidad política y penal de los trágicos eventos registrados 15 de junio del presente año, que costó la vida de 17 ciudadanos paraguayos entre policías y campesinos, recae en el Presidente de la República, Fernando Lugo , que por su inacción e incompetencia, dieron lugar a los hechos acaecidos, de conocimientos públicos, los cuales no necesitan ser probados, por ser hechos públicos y notorios.El incidente no surgió espontáneamente, fue una emboscada a las fuerzas de seguridad; fue algo premeditado, producto de un plan debidamente concebido, planificado y llevado a la práctica, gracias a la complicidad e inacción del Gobierno de Fernando Lugo, responsable directo de la crisis que hoy atraviesa nuestra amada Patria.

Ya desde la Honorable Cámara de Diputados se levantaban voces de advertencia, ya se avizoraba lo que hoy es una realidad, la perdida de vidas humanas.

Hoy, podemos afirmar que este es el final que deseaba Fernando Lugo, este fue siempre el plan ideado por el mismo, con la única finalidad de crear las condiciones de crisis social y, conmoción interna que justifiquen un asalto del presidente Fernando Lugo y sus seguidores a las instituciones de la República, con el propósito de instalar un régimen contrario a nuestro sistema Republicano. Este deseo desmedido, hoy nos hace lamentar las perdidas de vidas humanas, en una cantidad nunca antes vista en la historia contemporánea de la República del Paraguay.

Todas las evidencias, que son públicas, nos demuestran que los acontec imientos de la semana pasada no fueron fruto de una circunstancia derivada de un descontrol ocasional, por el contrario, fue un acto premeditado, donde se embosco a las fuerzas del orden publico, gracias a la actitud cómplice del Presidente de la Republica , quien hoy no solo debe de ser removido por juicio político, sino que debe de ser sometido a la Justicia por los hechos ocurridos, a fin de que esto sirva de lección a futuros gobernantes.

Estos grupos extremistas, como el autodenominado Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP) o los mal llamados Carperos, se fortalecieron día a día gracias a la incompetencia y complacencia de Fernando Lugo, que en lugar de combatirlos, como era su obligación, los recibía y apadrinaba. No cabe la menor duda que Fernando Lugo ha fortalecido a estos grupos criminales, quienes hoy no solo desafían y amenazan abiertamente a los ciudadanos honestos, sino que llegan a lo más bajo que puede caer un ser humano, que es atentar contra la vida de otro. Tan poco hoy importa al Presidente Lugo el Estado de Derecho y la vida humana, que en lugar de enderezar rumbos, se mantiene en su posición, manifestando que seguirá reuniéndose con estos criminales.

Fernando Lugo es el directo responsable de que hoy nuestro país este viviendo días de luto. Tanto él como su incapaz ex Ministro del Interior Carlos Filizzola, deben responder ante la ciudadanía por los trágicos acontecimientos registrados en el Departamento de Canindeyú.

No existe voluntad alguna de combatir estas formas de violencia, que tanto daño ya ha causado a nuestra sociedad, es por ello que debemos de cumplir con nuestra obligación Constitucional, e iniciar el proceso de juicio político por mal desempeño contra el Presidente de la República, quien desde que asumió el Gobierno ha inst ado al incumplimiento de órdenes judiciales de desalojo, así como a la promoción de mensuras judiciales sin mediar juicio entre las partes, o abasteciendo de provisiones y enseres a los ocupantes de tierras han sido los signos que marcaron las acciones y el temperamento de este Gobierno.

3. PRUEBAS QUE SUSTENTAN LA ACUSACIÓN
Todas las causales mencionadas más arriba, son de pública notoriedad, motivo por el cual no necesitan ser probadas, conforme a nuestro ordenamiento jurídico vigente.

4. CONCLUSIÓN.
El Presidente de la Republica Fernando Lugo Méndez ha incurrido en mal desempeño de sus funciones en razón de haber ejercido el cargo que ostenta de una manera impropia, negligente e irresponsable, trayendo el caos y la inestabilidad política en toda la Republica, generando así la constante confrontación y lucha de clases sociales, que como resultado final trajo la masacre entre compatriotas, hecho inédito en los anales de la historia desde de nuestra independencia nacional hasta la fecha, en tiempo de paz .

La causal de mal desempeño en sus funciones aparece en su actitud de desprecio ante el derecho y las instituciones republicanas, socavando los cimientos del Estado Social del Derecho proclamado en nuestra Carta Magna. Su complaciente actuar lo hace cóm plice por acción y omisión en todos los casos antes citados, que legitiman la presente acusación.

5.- DERECHO
Se funda la presente acusación por mal desempeño de funciones de conformidad a lo establecido en el Articulo 225 de la Constitución Nacional.

6. PETITORIO.
6.1.- Definitivamente, la gestión del presidente Fernando Armindo Lugo Méndez ha perjudicado enormemente los intereses supremos de la Nación, que de continuar, apeligra gravemente la convivencia pacífica del pueblo paraguayo y la vigencia de los derechos

y garantías constitucionales, por lo que se halla sobradamente justificada hacer lugar a la presente acusación contra el presidente Fernando Armindo Lugo Méndez por la Honorable

Cámara de Senadores, por mal desempeño de funciones.

6.2.- En mérito a los argumentos precedentemente señalados dicten resolución, declarando culpable al presidente Fernando Armindo Lugo Méndez, y en consecuencia, separarlo del cargo que ostenta, de conformidad a lo establecido en el Artículo 225 de la Constitución Nacional

6.3.- En consecuencia remitir los antecedentes a la Justicia Ordinaria.

Por Reinaldo Azevedo

23/06/2012

às 7:27

O golpe falsificado do Paraguai! Ou: Parlamento impediu que Lugo bagunçasse as instituições como já fizeram Chávez, Correa, Evo e Cristina Kirchner! Ou: Por que não se falou em golpe no caso de Collor?

Escrevi ontem, como sabem, que o processo de destituição de Fernando Lugo, agora já e felizmente ex-presidente do Paraguai, foi legal e democrático e expus o conteúdo do Artigo 225 da Constituição, que evidencia que tudo se deu dentro das exigências legais. O próprio Lugo, diga-se, admitiu isso, sempre observando, claro!, que ele apelaria a outras instâncias — essas “outras instâncias” costumam ser as vozes não institucionais. Há hoje na América Latina governantes que acreditam ser a formalidade legal e democrática apenas o que deve ser ultrapassado. Pois bem! Meu querido amigo Caio Blinder, em seu post sobre o assunto, observou ser difícil condescender com o legalismo do Parlamento paraguaio. Escreveu: “Mas em uma conversa bacharelesca muito louca (eu que larguei o terceiro ano da nobre Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo), podemos também nos remeter ao artigo 17. E aqui novamente o original: ‘La comunicación previa y detallada de la imputación, así como a disponer de copias, medios y plazos indispensables para la preparación de su defensa en libre comunicación’.”

Bem, correndo o risco de não ter entendido direito o que Caio escreveu, contesto, obviamente, que recorrer à Constituição seja “conversa bacharelesca muito louca”. Ou temos as leis ou temos paus e pedras (e suas derivações: espadas, garruchas, revólveres, metralhadoras, tanques…). Se falha a lei escrita, só sobra a lei do mais armado. O meu caro Caio está melhor do que eu, que não cheguei ao terceiro ano da São Francisco — só entrei ali para participar de debates. O Artigo 17 a que ele se refere traz no caput o seguinte: “En el proceso penal, o en cualquier otro del cual pudiera derivarse pena o sanción, toda persona tiene derecho a”…  O julgamento de Lugo foi político — não sofrerá por conta desse processo em particular nenhuma pena ou sanção. Se for alvo de um processo penal — como eu acho que deveria ser, já que suas ligações com os delinquentes disfarçados de sem-terra são óbvias —, aí, sim, se pode evocar o Artigo 17.

“Ah, mas é um absurdo um país ter uma Constituição que permite esse tipo de coisa…” Posso até concordar com isso, mas é a Constituição do Paraguai, e Lugo foi eleito segundo os seus dispositivos, podendo ser destituído segundo os próprios. Lembram-se da Carta Magna hondurenha? Naquele país, um presidente que seja flagrado tramando a própria reeleição está automaticamente destituído. Foi o que aconteceu com Manuel Zelaya, também democraticamente deposto. Desta vez, ao menos, nenhum maluco decidiu se meter nas questões internas do Paraguai, a exemplo do absurdo que se viu naquele caso.

O bispo e seus filhos
Num dos textos de ontem, escrevi num dado momento: “O melhor que este ex-bispo fazedor de filhos tem a fazer é cair fora sem resistência”. Uma leitora chamada Maria Helena me manda um comentário que não deixa de ser interessante:
“Não concordo quase nunca com você porque o considero muito conservador. Às vezes, acho você reacionário. Mas você é inteligente, escreve bem, me ajuda a saber o que eu não quero. Nesse caso você exagerou. Se ele não tivesse os filhos, quer dizer que ele poderia ser melhor, já que você achava ele um mau governante?”

Respondo
Querida Maria Helena, se eu a ajudo a definir o que não pensar, já tenho uma serventia, não é? Quanto a Lugo e seus filhos (por enquanto, dois; outros dois reivindicam teste de paternidade), a resposta à sua pergunta, se quer saber, é “sim” e “não”. Como pode? Então vamos ver. Começo pelo “não”: ter filhos, por si, não torna, obviamente, um governante melhor ou pior. Não há qualquer relação de causa e efeito possível entre uma coisa e outra. Mas, no caso de Lugo, existe, sim, uma correlação. Ele não era apenas um padre, o que já o obrigaria ao celibato. Posso até ser contrário — e sou — a essa obrigação dos sacerdotes católicos, mas eles a conhecem quando decidem abraçar o ministério. Ponto! Se conhecem, têm apenas duas saídas: deixar a hierarquia da Igreja ou seguir as regras. Lugo era mais do que isso: era um bispo. Tinha, portanto, atribuições ainda mais graves e severas. Mesmo assim, resta evidente, pulava de leito em leito, quebrando os seus votos, faltando ao compromisso assumido com uma instituição, fazendo filhos país afora sem assumir nem mesmo as responsabilidades que caberiam a um não celibatário que decidisse ser pai. Nota-se que praticava, ademais, sexo pouco seguro.

É evidente, minha cara Maria Helena, que Lugo achava que podia viver de modo ambíguo e anfíbio, dando-se o direito de, como sacerdote, fraudar os princípios de uma instituição e, como homem, macular os fundamentos da formação de uma família. O sacerdote não era um bom homem. O homem, por óbvio, não era um bom sacerdote. Tentou a mesma ambiguidade e, se me permite o neologismo, a mesma anfibiedade como político. Presidente da República, sua obrigação era defender as instituições. Não obstante, todos sabiam que o tal movimento dos sem-terra — que, no Paraguai, se confunde com movimento terrorista (no Brasil, com frequência, também, mas ainda sem se armar de modo sistemático) — era seu aliado objetivo. Seus representantes ameaçavam proprietários num dia e, no outro, eram recebidos como interlocutores válidos pelo governo. Constituíram a base de Lugo. O bispo que decidira ser um aventureiro das alcovas não se comportou de modo diferente quando político: deixou de lado o sacerdócio da lei para dar guarida política a notórios bandidos.

Assim, minha doce Maria Helena — que parece integrar o grupo dos que adoram me odiar —, há, sim, quando menos, uma correlação entre o bispo que se comportava como um fauno e o legalista que manipulava a ilegalidade. Seus extremistas, no entanto, cometeram um erro: assassinaram seis policiais desarmados. Na reação, as forças de segurança mataram 11 (ou 12) invasores. O resultado foi esse que se viu. Em qualquer país do mundo democrático — e até do não democrático —, um governante seria duramente questionado.

Golpe coisa nenhuma!
Vênia máxima, não existe golpe quando se segue a Constituição. Golpe parlamentar, como querem alguns, é outra coisa. Nesse caso, o Parlamento vota uma lei com o fito único de depor ou de inviabilizar o governo de turno, emprestando normalidade aparente à ilegalidade. A Constituição paraguaia não foi reescrita para botar Lugo pra fora. Foi apenas aplicada. “Ah, mas já havia o claro intento de cassá-lo”, dizem alguns. Se é assim, a cassação ocorreria agora ou daqui a dois ou três meses. Nesse caso, o risco de convulsão social, manipulada pelas forças “luguistas”, seria grande.

E vamos parar de conversa mole. Bastou uma votação na Câmara para tirar Fernando Collor do poder. E sem direito à defesa porque tal procedimento era descabido naquela fase. E FOI NUM PROCESSO POLÍTICO, NÃO CRIMINAL — no Supremo, aliás, ele foi absolvido. É bem verdade que seu afastamento, em tese, não era definitivo. Mas todos sabiam, a começar do próprio, que jamais voltaria. Ainda hoje, se vocês forem fazer pesquisa na Internet, encontrarão em muitas páginas a informação falsa de que a Câmara aprovou o impeachment no dia 29 de setembro de 1992. Errado! Aprovou apenas a abertura do processo — o que o obrigou a se afastar imediatamente, sumariamente. Assim é na nossa Constituição. O processo seria mais longo do que o do Paraguai, mas Collor, como Lugo, já sabia o resultado. Renunciou ao mandato no dia 29 de dezembro, horas antes da sessão do Senado cujo resultado era óbvio. Não adiantou. A Casa deu prosseguimento ao processo político e condenou por crime de responsabilidade, por 76 votos a 3, quem já nem era mais presidente. Ficou inelegível por oito anos. Vale dizer: Collor já tinha renunciado e, mesmo assim, foi impichado…

Ninguém ousou questionar se o ex-caçador de marajás (e atual caçador de jornalistas) foi vítima de um golpe — e não foi! Afinal, à época, ele era considerado uma espécie de besta-fera da direita, de reacionário, de troglodita etc. E as ditas “forças progressistas” (naquele tempo, Lula ainda não dividia o jardim das delícias com Maluf) eram favoráveis a seu impedimento. Essa conversa torta — chamar a eventual deposição de mandatários segundo o que estabelece a lei — só está em curso porque, afinal, Lugo é um “progressista”, como “progressista” havia se tornado Manuel Zelaya, aquele delinquente paranoide que governava Honduras.

Tivesse Lugo zelado pela institucionalidade que o elegeu, seria presidente da República. Colegas seus como Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Cristina Kirchner acabaram lhe servindo de maus exemplos. O Parlamento paraguaio fez o certo. Antes que Lugo se animasse a bagunçar as leis, cortou-lhe a cabeça. É o que já deveria ter acontecido com todos os outros. E há muito tempo. Ou alguém nega que todos eles lideram uma contínua degradação do regime democrático?

Que o Paraguai siga no caminho da normalidade e realize eleições livres e democráticas daqui a nove meses, conforme o previsto. O meu candidato à próxima deposição, dentro da lei, é Evo Morales… Quem faz outra aposta?

Texto originalmente publicado às 6h12
Por Reinaldo Azevedo

23/06/2012

às 7:15

Lugo e o falso colarinho clerical

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Há um traço na indumentária de Fernando Lugo, presidente impichado do Paraguai, que a muitos passa despercebido. Ele usa uns blusões que, quando fechados, fazem com que a gola simule um colarinho clerical. Força a mão para tentar a sua identificação com a Igreja num país majoritariamente católico, onde a função inspira naturalmente respeito. Ele não pode usar mais o colarinho porque foi suspenso de suas obrigações religiosas, embora, oficialmente, continue “bispo”.

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O colarinho clerical tem um forte apelo simbólico. É uma marca que indica que ali está um servo de Cristo e de sua Igreja. Assim, o sacerdote que o enverga está dizendo que não vive para si, mas para servir à causa de Deus — algumas denominações protestantes também o adotam.

Dada a história deste prolífico bispo — ninguém sabe quantas são as crianças que poderiam chamá-lo de “papai” —, jamais mereceu usar o colarinho original. E o falso é emblema de sua seriedade.

Texto originalmente publicado às 6h40
Por Reinaldo Azevedo

22/06/2012

às 18:36

O senado do Paraguai destitui Fernando Lugo

O impeachment de Lugo foi aprovado por 39 votos a 4. Volto daqui a pouco.

Por Reinaldo Azevedo

22/06/2012

às 18:00

Paraguai — Esquerdas latino-americanas criam nova definição de “golpe”. Agora, “golpe” é cumprir a lei!!!

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, não conseguiu, conforme pretendia, adiar o julgamento político no Senado, e o impeachment será votado ainda hoje. No Brasil, para não variar, campeia a bobagem. Lá vem porrada pra cima do Reinaldo Azevedo… Fazer o quê? É do jogo. Alguém tem de escrever o óbvio. Se tiver de ser eu, aceito essa cruz…

José Aparecido Rolon é professor de Relações Internacionais da Unifesp. Escreveu um livro intitulado “Paraguai: transição democrática e política externa”. Já li sua opinião na VEJA Online e no Estadão. Tem um jeito estranho de ver o mundo. Nem sempre o pensamento lógico é científico. Às vezes, a ciência insiste em desafiar o que parece racional e óbvio. Nas ciências humanas e nas ciências sociais, no entanto, quase sempre o desafio à lógica nos remete para o campo da feitiçaria ou da pura ideologia. O nosso “especialista em Paraguai” tem um curioso raciocínio torto, sintetizado na entrevista ao Estadão. Chama de “golpe” a eventual deposição de Lugo e se expressa assim:
“É um golpe na medida em que a oposição se aproveita de qualquer situação para tentar desestabilizá-lo ou mesmo tirá-lo do governo, mas, mesmo assim, estão tentando fazer isso pelas vias legais”.

Heeeinnn??? Como é??? Então se trata de um “golpe” dado de acordo com as leis, é isso? Seguir a lei num país, agora, é golpismo? Se vocês notarem, é o mesmo substrato ideológico que fez com que, no Brasil, muitos intelectuais — liderados por Marilena Chaui e sua vassoura mágica — acusassem a denúncia do mensalão de “tentativa de golpe”. É um conceito novo, inventado pelas esquerdas intelectuais latino-americanas, agora que os socialistas das mais variadas colorações, tonalidades e graus de impureza chegaram ao poder. Explico-me.

Antigamente, na era dos poderes militares na América Latina, “golpe” era rasgar a Constituição e se impor pela força das armas, ainda que, às vezes, com apoio popular. Não custa lembrar que a deposição de governos civis no Chile e no Brasil, para citar dois casos, teve amplo apoio do povo. Depois a coisa desandou. Ali pelo fim dos anos 70, início dos 80, a Venezuela chegou a ser o único país da América Latina, acreditem, com governo civil eleito… O resto do continente estava submetido a forças claramente golpistas. E golpe, reitero, se dá rasgando a Constituição.

Muito bem! Com a chegada das esquerdas ao poder na América Latina, o que se deu pela via eleitoral e segundo a legalidade democrática — construída pelo conjunto das forças políticas —, a palavra “golpe” foi ganhando um novo conteúdo. Como isso se deu? Esses governos passaram a flertar com a ilegalidade em nome de sua “legitimidade popular”. Sem exceção — e isso vale também para Luiz Inácio Apedeuta da Silva —, esses novos líderes passaram a desrespeitar as instituições que lhes garantiram a ascensão. Chávez é o chefe da turma. Seguem o seu padrão, hoje, Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina) e Daniel Ortega (Nicarágua) — Ollanta Humala, no Peru, vocês verão, é questão de tempo… Cada um a sua maneira, e sempre se adequando às necessidades locais, foi dando um jeito de solapar as bases legais que asseguraram a sua própria eleição.

Nota à margem antes que continue — Não! Lula não escapou da tentação autoritária. Ocorre que o sistema político brasileiro é mais complexo do que o desses outros países. Os governantes acima citados (exceção feita a Ortega, na sua volta) chegaram ao poder na esteira de crises institucionais severas. O Apedeuta encontrou um estado organizado e instituições saudáveis. Mensalão e iniciativas para censurar a imprensa traduziram tentativas de atropelar os limites constitucionais, mas foram malsucedidas. Adiante.

Ora, chama-se “golpe” hoje em dia à reação LEGAL das instâncias democráticas ou aos arroubos cesaristas desses governantes de esquerda ou à tentativa, como é o caso do Paraguai, de punir o conluio com forças claramente antidemocráticas, de matriz terrorista, a exemplo dos ditos sem-terra paraguaios. Estamos falando de uma força armada, aliada objetiva do presidente, sim!!!, cuja violência vinha sendo tolerada pelo governo central. Até o momento em que os aloprados decidiram executar seis policiais desarmados. Na reação das forças de segurança, 11 invasores  morreram. Qual é a “culpa” de Lugo? Ter sido tolerante com a violência.

O professor Rolon acredita que Lugo não será impichado. Ao explicar por quê, fica mais claro o que ele chama “golpe”. Segue trecho do Estadão (em vermelho):
Rolon acredita que os custos políticos devem inviabilizar um possível impeachment do presidente Lugo. “Não há clima. Internacionalmente há todo um apoio ao governo, assim como da própria população”. Nesta quinta-feira, pessoas se manifestavam contra o julgamento político de Lugo, apoio que, segundo o professor Rolon, “é um reforço, simbólico, a um governo que traduz de certo modo boa parte das reivindicações dos cidadãos. É um apoio muito importante.”

Ah, agora entendi. Parece que o que define o “golpe” ou não é ser o governo “popular” ou não. Se um presidente transgride a lei e é impopular, como Collor, então pode ser deposto, e isso não é golpe. Se transgride a lei e é popular, como Lula era e, diz-se, Lugo é, então aplicar a lei para contê-lo ou puni-lo é golpe. Em suma, “golpe” é aquilo que não é do agrado da esquerda, pouco importa o que diga a lei.

Se alguém duvida do acerto dessa análise, deve prestar atenção às palavras do próprio Lugo. Ao afirmar que aceitará o resultado do julgamento, seja qual for, afirmou:
“É preciso acatá-lo (o julgamento político), é um mecanismo constitucional, mas, a partir de outras instâncias organizacionais, certamente decidiremos fazer uma resistência para que o âmbito democrático e participativo do Paraguai vá se consolidando”.

Viu, professor Rolon? O eventual impichado nega que seja golpe. Chama o processo de “mecanismo constitucional”. Mas aí ela apela a outra instância, que estaria, então, acima da própria legalidade: as “instâncias organizacionais”. É o busílis de sempre: as esquerdas aceitam a legalidade enquanto esta lhes é útil. Se não é, então optam por outro caminho.

A própria vida de Lugo, convenham, é um emblema dessa ambiguidade e de convicções ou práticas subterrâneas. Enquanto era sacerdote, teve dois filhos (conhecidos!) — o bruto, parece, só seguia a orientação da Igreja ao não usar camisinha; a parte da castidade, ele deixava de lado. Presidente do Paraguai, manteve relações clandestinas, ou nem tanto, com grupos que optaram por práticas terroristas.

A lei — A CONSTITUIÇÃO — agora se encarrega de dizer se fica ou não no poder. E vêm  alguns expertos (ESCREVI COM “X” MESMO!!!) falar em “golpe”???

Caro professor Rolon, “golpe” a favor da lei democraticamente instituída não é golpe, é contragolpe. Ademais, o Parlamento que lá está também foi eleito pelo povo, como Lugo. Na democracia, o poder por excelência da representação é o Legislativo.

Por Reinaldo Azevedo

22/06/2012

às 6:31

Lugo recorre à Justiça para adiar julgamento; votação de impeachment segue o previsto na Constituição paraguaia. Não é golpe coisa nenhuma. Fosse no Brasil, ele já teria sido afastado do cargo

O governo do Paraguai anunciou na madrugada que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, recorrerá nesta manhã à Justiça para tentar impedir que o Senado vote ainda hoje o seu impeachment. Entrará com uma “ação de inconstitucionalidade” afirmando que, em razão do tempo exíguo, está tendo cerceado o seu direito de defesa. Vamos ver. É boa a chance de que consiga, até porque a Justiça deve levar em conta a forte pressão dos países da Unasul, cuja presidência rotativa está justamente com o Paraguai.

Sustentar que está em curso um golpe no Paraguai é conversa de tolos ou de oportunistas. O governo brasileiro entrou nessa. Segundo qual critério? Reconhece os termos da Constituição daquele país e os poderes do seu Parlamento ou não? Mais tarde, voltarei ao tema. Os ditos “governos populares” da América Latina agora deram para chamar as instituições democráticas de “golpistas” quando elas lhes põem freios. Os militares de antigamente rasgavam as leis no continente em nome da ordem. Os populistas pretendem rasgá-las em nome do povo.

É até desejável que Lugo ganhe mais tempo para a sua defesa. Mas que fique claro: o Parlamento não está transgredindo uma só linha da legalidade. Quem o fez, infelizmente, foi o presidente ao tolerar a ação de bandidos disfarçados de camponeses que lutam por terra. Segue o texto que escrevi às 21h05 de ontem.
*

A Unasul, com o Brasil à frente, se mobiliza para tentar impedir o impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. O governo brasileiro, como é regra em matéria de política externa desde a gestão de Celso Amorim, está indo além de suas sandálias. É até provável que o impedimento do ex-padre, que sempre foi muito pouco pio, não seja a melhor coisa para o país. O risco de aumentar a instabilidade é grande. Mas é evidente que o governo brasileiro erra e exagera ao chamar a possibilidade de impeachment de “golpe”. Não é!

A abertura de um processo de impeachment foi aceita pela Câmara por 76 a 1 (!!!), e agora cabe ao Senado conduzir o julgamento político,  conforme estabelece a Constituição do país. O impedimento pode ser aprovado ou recusado. Caso se dê a primeira hipótese, assume o vice. Cadê o golpe? Não há, até agora, a menor evidência de que se tenha negado ao presidente o direito de defesa.

Impeachment, afinal de contas, já houve no Brasil, não é mesmo? Tirou do poder o presidente Fernando Collor de Mello. Aliás, fosse a Constituição paraguaia igual à nossa, Lugo já teria sido afastado. Por aqui, basta que se abra o processo na Câmara para afastar o mandatário.  É compreensível que os países da Unasul se mobilizem, acompanhem o processo, verifiquem se o direito de defesa está sendo respeitado etc. Mas não mais do que isso.

Países têm as suas leis. O Brasil resolveu enroscar, com justa razão, com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que pediu a suspensão da construção de Belo Monte. Não aceita esse tipo de ingerência. É descabido que tente dar um murro na mesa e decidir o destino de Lugo em lugar no Congresso paraguaio. Isso, sim, seria uim “golpe”. E dado por país estrangeiro!

Lugo, o desastrado
Um confronto entre sem-terra paraguaios e as forças de segurança deixou 17 mortos na sexta-feira passada em Curuguaty, a 250 km de Assunção. Policias desarmados foram garantir a reintegração de posse de uma área invadida e foram recebidos a bala. Seis policiais desarmados foram assassinados pelos ditos sem-terra. Na reação, as forças de segurança mataram 11 homens que lutavam ao lado dos invasores.

A exemplo do que acontece no Brasil, os sem-terra paraguaios pertencem a uma organização paraoficial. Lugo mantém estreita ligação com os líderes do movimento, que cobram dele, no entanto, ações mais radicais em favor do que entendem ser a reforma agrária necessária. Querem o que chamam “fim do latifúndio” e a divisão das propriedades produtivas. A Via Campesina — que ajudou a depredar o estande da CNA na Rio+20 — está lá, com os “companheiros paraguaios”.

Lugo não endossa explicitamente a violência dos sem-terra, mas também tem sido frouxo na repressão às ações do grupo. Os chamados “brasiguaios” — agricultores brasileiros que prosperaram no Paraguai — estão entre os alvos da turma. Já se detectou a presença de “sem-terra” brasileiros lutando contra os brasiguaios. No Paraguai, o sonho de muitos dos nossos extremistas se realizou: os sem-terra se armaram para valer e travam suas disputas a bala.

O prolífico ex-padre (Lugo já reconheceu dois filhos, concebidos na vigência de seu voto de castidade), que se dividia entre o púlpito e o leito pouco casto com impressionante desenvoltura, sonhou fazer a mesma coisa na política: foi eleito para defender as leis e a Constituição, mas deu guarida a um movimento violento, que invade propriedades produtivas, mata e pratica atos explícitos de terrorismo para fazer “justiça social”. O resultado se conta em mortos.

Cá no meu tribunal pessoal, merece o impeachment por ser o responsável último pela elevação de tensão no campo e por ter usado o espaço legal e institucional de que dispõe para solapar a legalidade e a institucionalidade. Mas é o Senado paraguaio que vai decidir. E vai decidir segundo a Constituição. A menos que Dilma Rousseff, por intermédio de Antônio Patriota, dê um golpe no Parlamento do país.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 18:45

Quem juntou Alckmin, Lula e Lugo na mesma foto?

É uma coisinha de nada, sem importância, mas, como vocês estavam curiosos, fui saber do que se tratava. Eu hoje estou repórter demais da conta, sô!!! E eu gosto mesmo é de opinar!!!

Fui saber e soube. O governador Geraldo Alckmin visitou Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, no hospital Sírio-Libanês. Circula por aí a versão de que o governador pediu o encontro, que teria durado só 20 minutos. “Encontro solicitado de 20 minutos?” Será??? Será que Alckmin só queria alguma dica de leitura???

O tucano não pediu encontro nenhum! Na verdade, quem tem feito essas confraternizações com Lula é Roberto Kalil, o cardiologista dos poderosos. Não estou tratando o doutor com ironia, não! Ele, de fato, é hoje o preferido de alguns pesos pesados da política, do empresariado e  do meio artístico. Se tantos confiam nele há tanto tempo, há certamente muito mérito nisso.

É o tipo de convite que não se recusa, ainda que seja apenas para dizer “olá”. Sem contar que Lula sempre pode atualizar a nossa lista de livros. O Apedeuta, no entanto, é hoje, sozinho, uma espécie de “empresa de comunicação e de valores ideológicos. Não por acaso, vejam lá, o seu fotógrafo oficial está sempre preparado para divulgar as imagens.

Assistimos já à quimioterapia mais politicamente documentada do mundo. Agora chegou a vez da radioterapia. O convite foi de Kalil, que gosta de juntar seus pacientes, ainda que não pertençam à mesma igreja ideológica. Ocorre que todos levam muita fé em Kalil. Não há nada de mal nisso. Daí a supor algum outro alinhamento, vai uma grande distância. Eu também faço quase tudo o que meus médicos pedem…

Algum outro alinhamento além desse? No próximo post, volto ao assunto.

Por Reinaldo Azevedo

25/01/2011

às 6:41

Lugo e o helicóptero da FAB

lugo-helicopteroEstão vendo esse helicóptero branco? É um Super Puma, da FAB, usado para transportar as nossas autoridades, inclusive a presidente da República. Ela me foi enviada por um leitor lá do Condomínio Laranjeiras, em Paraty, o mais exclusivo do eixo Santos-Rio.

No domingo, transportou o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, levado até a casa do médico oncologista Frederico Perego Costa, do hospital Sírio-Libanês. Costa tratou do linfoma de Lugo.  Estava previsto que o presidente paraguaio deixaria Paraty na manhã desta terça, às 6h30. No mesmo helicóptero.

Pode até ser que Lugo tenha ido à casa do médico para tratar de sua doença, não se sabe. Mas o lugar certo para cuidar desses assuntos, desde sempre, é o hospital, ainda mais quando se mobiliza uma aeronave oficial. O Brasil é a grande mãe generosa da Unasul… Em tempo: até onde apurei, o médico não estava lá; era outra pessoa, Leonardo, a recepcionar o presidente. Melhor para Lugo se foi apenas passear com o helicóptero da FAB!

Por Reinaldo Azevedo

29/07/2009

às 18:01

CARIDADE IDEOLÓGICA COM O NOSSO DINHEIRO

O Brasil cedeu às absurdas exigências do Paraguai por um conjunto de motivos. O mais imediato é mesmo fortalecer o esquerdista Fernando Lugo, presidente daquele país, cujo prestígio foi abalado com as evidências de que tomou como tarefa pessoal o “crescei e multiplica-vos”, a despeito das regras da sua Igreja.

Quem não respeita uma entidade que, para os crentes, faz a mediação com o divino, por que respeitaria instituições que só têm compromisso com os homens? A Constituição de um país é, para um político, o que são os Dez Mandamentos para o cristão. Como cristão, Lugo é um péssimo político. Não sei se me entendem…

Lula decidiu, então, segurar a onda do seu aliado. Mas é claro que não é só isso. A “caridade” brasileira também tem um óbvio sentido ideológico. Não é a primeira vez que o presidente brasileiro abre mão dos interesses do seu país para fortalecer a posição de um “hermano” de esquerda. Parte dos bolivianos vibrou quando Evo ocupou militarmente as instalações da Petrobras boliviana, até que a tomou de vez — essa, sim, foi uma ação criminosa contra a empresa, não a CPI. O governo do Equador chegou até a fazer reféns brasileiros na disputa legal com uma empreiteira. A Argentina foi esmagando  o Mercosul um pouco por dia com a imposição de cotas e taxações a produtos brasileiros. O fato é que os “companheiros” sabem — exceção feita à Colômbia de Álvaro Uribe — que, no confronto com o Brasil, eles ganharão sempre. Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim acham que, assim, consolidamos a nossa força.

É só na economia? Não! Não menosprezem o papel do Brasil na pressão pela volta do bandoleiro Manuel Zelaya à Presidência de Honduras. Amorim é um dos incendiários da turma. O Itamaraty fez dessa volta uma questão de honra. Não recorre à linguagem belicista de Chávez, mas em nada difere do coronel: quer a volta do destituído sem as condições sugeridas no plano de Oscar Arias.

Fosse Lugo um presidente “de direita”, Lula ignoraria o pleito paraguaio para não dar força aos adversários. Imaginemos, por hipótese, uma Colômbia governada pela esquerda, com paramilitares de extrema direita, ligados ao narcotráfico, a ameaçá-lo. Será que o Top Top Garcia declararia a nossa “neutralidade” sobre o caráter terrorista do grupo?

Nesse como em outros casos, Lula está fazendo caridade ideológica com o nosso dinheiro. Chegou a hora de a oposição dizer ao distinto público quanto isso tem nos custado.

Por Reinaldo Azevedo

25/07/2009

às 5:23

VEJA 3 – “Sem vergonha de ir contra o interesse nacional”

Jamil Bittar/Reuters
A DUPLA LU-LU
Novas regras para Itaipu: diplomacia
da generosidade sem contrapartida

O Brasil está prestes a viver mais um capítulo do que o embaixador Rubens Barbosa batizou de “diplomacia da generosidade” – esta feita com nosso chapéu, como sempre. Neste fim de semana, o presidente Lula e o paraguaio Fernando Lugo devem selar um novo acordo sobre a usina hidrelétrica de Itaipu. As novas regras, propostas pelo Brasil, alteram o Tratado de Itaipu, feito em 1973 para viabilizar o projeto na fronteira entre os dois países. Mudança principal: o valor de 120 milhões de dólares que o Brasil paga por utilizar a energia a que o Paraguai tem direito, mas não usa, seria multiplicado por três, ou seja, 360 milhões de dólares. A empresa de eletricidade paraguaia, Ande, poderá vender parte de sua energia ao mercado brasileiro e se beneficiar de um financiamento de 450 milhões de dólares para a construção de uma linha de transmissão entre Itaipu e a capital, Assunção. O Brasil precisa da eletricidade de Itaipu, e é sempre bom negociar acordos em vez de administrar disputas, mas a proposta brasileira é maculada pelo desejo excessivo de acomodar os interesses paraguaios. “É da natureza da diplomacia da generosidade nunca exigir contrapartidas”, diz Rubens Barbosa. “Essa doutrina não tem vergonha de ir contra o interesse nacional.” Aqui

Por Reinaldo Azevedo

18/07/2009

às 6:51

E o Brasil cede para livrar a cara de Lugo, o pai de muitos paraguaios…

Por Raquel Landim e Denise Chrispim Marin, no Estadão. Volto depois:
O Brasil vai permitir que o Paraguai venda livremente sua cota de energia de Itaipu no mercado brasileiro, acabando com a obrigação de operar apenas com a Eletrobrás. Mas a mudança seria feita de forma gradual e estaria completa em 2023, quando o tratado entre os dois países será renegociado.
Com a concessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda na sobrevivência política do colega Fernando Lugo, acuado pelas revelações de que teve filhos quando era bispo. A avaliação no governo brasileiro é que, sem a compreensão do Brasil, Lugo não termina o mandato.
A nova proposta foi entregue na quinta-feira ao governo paraguaio pela embaixada do Brasil em Assunção. Segundo um dos principais negociadores, o Paraguai conquista a “soberania energética”, enquanto o Brasil ganha “garantia de fornecimento” porque os paraguaios não poderão vender energia de Itaipu para outros países.
Aqui

Comento
Sim, o Brasil cedeu. E por que não cederia? Já escrevi aqui que o governo Lula deu ao “imperialismo brasileiro” na América do Sul um sentido único: é aquele em que só o país mais rico sai perdendo. Sempre.

O acordo estava fechado faz tempo. No diz 12 de fevereiro, noticiei aqui: PRESIDENTE DO PARAGUAI DIZ QUE LULA QUER NEGOCIAR PREÇO DE ENERGIA DE ITAIPU LONGE DA IMPRENSA. SERÁ A AZIA? Reproduzi e comentei, então, uma notícia do ABC Color, jornal paraguaio, que trazia a fala de Lugo, segundo quem Lula havia pedido a negociação secreta. A entrevista, apesar da gravidade, foi ignorada por aqui.

Lugo é mais um da tropa de maltrapilhos morais do bolivarianismo. E, por isso mesmo, está recebendo o apoio do governo brasileiro.

Por Reinaldo Azevedo

 

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