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Eunício Oliveira

30/01/2013

às 20:14

PMDB define o seu líder no Senado. Ou: “Estadunidenses” não são de nada!

Depois de certo quiproquó com o senador Romero Jucá (RR) — eterno líder no Senado, desde os tempos das caravelas, pouco importando o governo de turno —, o PMDB chegou a um acordo: a liderança do partido ficará com Eunício Oliveira, do Ceará. Jucá se conformou com a vice-liderança diante da perspectiva de que o outro dispute o governo do seu estado em 2014; nessa hipótese, ele voltaria ao lugar em que sempre esteve…

Renan Calheiros (AL), candidato à Presidência da Casa, emitiu uma nota exaltando a união do partido, que tem garantido, segundo ele,  “fundamental estabilidade política”.

É o que eu sempre digo: o que falta a Barack Obama, naquela democracia atrasada do Norte, é um PMDB com protagonistas à moda Renan, Eunício, Sarney, Jucá.

Essa gente é a cara da nossa “estabilidade”. Mas os “estadunidenses” (como escreve a esquerda cascuda brasileira) são bobos. Não sabem o que é bão… 

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2011

às 6:59

É uma piada sinistra! Empresa de segurança que tem imagens que poderiam evidenciar se Rossi conhecia lobista espancador é de um… senador do PMDB!

Por Felipe Recondo e Leandro Colon, no Estadão:
Apontada como principal prova material que poderia ligar o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB) ao lobista Júlio Fróes, as imagens do sistema de segurança do ministério estão sob a guarda de uma empresa ligada ao PMDB.

A Juiz de Fora Vigilância Ltda. pertence a Nelson Ribeiro Neves, que é sócio do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) na Manchester Serviços Ltda., empresa que também tem contrato com o Ministério da Agricultura. Eunício é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e tesoureiro do PMDB, que indicou o ministro da Agricultura.

Segundo o ministério, foram apagadas as imagens mais antigas do circuito interno da sede da pasta em Brasília, que poderiam confirmar as denúncias feitas pelo ex-presidente da Comissão de Licitação Israel Batista sobre a ação do lobista. Fróes é apontado como influente dentro do ministério, distribuidor de propina e organizador clandestino de licitações na pasta.

As imagens mais recentes das dependências da sede da Agricultura, e que ainda não foram apagadas, serão encaminhadas à Polícia Federal. Uma delas, conforme diz o próprio ministério, mostra Fróes chegando ao prédio pela entrada privativa, cumprimentando o segurança e logo depois saindo.

Não há informações se nas imagens haveria um possível encontro de Fróes com o ex-ministro. Pelo relato de Batista à Polícia Federal, Fróes entrava no prédio pela portaria privativa do ministro e seguia para os andares onde ficavam os gabinetes de Wagner Rossi e do ex-secretário-executivo Milton Ortolan, que pediu demissão após a revista Veja vinculá-lo ao lobista.

Batista disse desconfiar que as imagens do sistema de segurança podem ser editadas ou apagadas na tentativa de livrar o ex-ministro das denúncias de envolvimento com o lobista. “As imagens são subordinadas ao ministro. Meu medo é que sejam cortadas. O problema é esse”, afirmou ao Estado antes do anúncio da demissão de Rossi.

De acordo com Batista, Ortolan e a coordenadora-geral de Logística do Ministério, Karla Renata França, teriam determinado, em agosto do ano passado, que uma sala com computador e telefone fosse reservada para o lobista “fazer um trabalho na comissão de licitação”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

11/07/2011

às 18:44

TCU decide investigar contratos de senador com Petrobras

Por Leandro Colon e Andréa Jubé Vianna, no Estadão Online:

O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou um processo para investigar os contratos da Manchester Serviço Ltda., empresa que pertence ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), com a Petrobrás. O procurador Paulo Bugarin, representante do Ministério Público junto ao TCU, entrou com representação pedindo a apuração das relações entre a empresa e a estatal. O relator do processo será o ministro Raimundo Carreiro. Técnicos do TCU no Rio de Janeiro, onde a Manchester atua dentro da Petrobrás, assumiram a tarefa de iniciar a investigação. O processo aberto tem o número 019.190/2011-5.

Na representação, o procurador pede, entre outras coisas, que se apure a legalidade dos contratos que renderam R$ 57 milhões sem licitação à Manchester desde o ano passado, conforme o Estado revelou no dia 3. Bugarin solicita detalhes dos contratos, e os motivos que levaram a Petrobrás a escolher a empresa do senador do PMDB.

O procurador protocolou seu pedido na quinta-feira e o tribunal divulgou a informação nesta segunda-feira. Será incluída na investigação a fraude revelada pelo Estado no domingo, 10, que envolve a Manchester, a Petrobrás e uma licitação de R$ 300 milhões.

A oposição protocola na manhã desta terça pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal. Na manhã desta segunda, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, afirmou à Agência Brasil que também vai investigar as denúncias de fraude. “Todos esses fatos que estão sendo noticiados nos últimos dias serão, sim, objeto de apuração pelo Ministério Público”, disse.

Eunício Oliveira é dono de 50% da Manchester, empresa que doou R$ 400 mil à sua campanha ao Senado em 2010. A reportagem do último domingo, 10, mostrou que a Manchester soube com antecedência da relação de seus concorrentes na licitação de R$ 300 milhões e os procurou para fazer acordo.

No dia 30 de março, um dia antes da entrega das propostas, um diretor da empresa de Eunício reuniu-se por mais de duas horas com a Seebla Engenharia, uma das empresas convidadas pela Petrobrás para participar da concorrência, destinada a prestar mão de obra terceirizada para a Bacia de Campos. A Seebla não teria topado um acerto e ofereceu uma proposta de R$ 235 milhões, R$ 64 milhões menor do que a oferta da Manchester. A estatal, no entanto, desclassificou a Seebla e declarou a Manchester como a primeira colocada.

Por Reinaldo Azevedo

10/07/2011

às 6:19

Petrobras 1 – Empresa de senador do PMDB fraudou licitação de R$ 300 milhões na estatal

Por Leandro Colon, no Estadão:
Documentos e imagens obtidos pelo Estado revelam que a Petrobrás e uma empresa do senador e tesoureiro do PMDB, Eunício Oliveira (CE), fraudaram este ano uma licitação de R$ 300 milhões na bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. A Manchester Serviços Ltda., da qual Eunício é dono, soube com antecedência, de dentro da Petrobrás, da relação de seus concorrentes na disputa por um contrato na área de consultorias e gestão empresarial. De posse dessas informações, procurou empresas para fazer acordo e ganhar o contrato.

Houve reuniões entre concorrentes durante o mês de março, inclusive no dia anterior à abertura das propostas. A reportagem teve acesso ao processo de licitação e a detalhes da manobra por parte da Manchester para sagrar-se vencedora no convite n.º 0903283118. Às 18h34 de 29 de abril, a Petrobrás divulgou internamente o relatório em que classifica a oferta da Manchester em primeiro lugar na concorrência com preço R$ 64 milhões maior que a proposta de outra empresa.

O contrato, ainda não assinado, será de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Sete empresas convidadas pela Petrobrás participaram da disputa, a maioria sem estrutura para a empreitada. Os convites e o processo de licitação são eletrônicos e as empresas não deveriam saber com quem estavam disputando.

Foto. Em 30 de março, um dia antes da abertura das propostas, o diretor comercial da Manchester, José Wilson de Lima, reuniu-se duas vezes, por mais de três horas, em São Paulo com uma das empresas convidadas pela Petrobrás, a Seebla Engenharia, segundo registros de segurança do prédio onde funciona essa empresa. Uma foto dele ficou registrada nos arquivos do condomínio. O objetivo da visita era exigir da Seebla que aceitasse um acordo.

A Seebla confirmou o encontro e, questionada, disse que isso também ocorrera em dias anteriores. A empresa afirmou que não fez acerto. No dia seguinte à reunião, ofereceu na licitação o preço de R$ 235 milhões, bem abaixo dos R$ 299 milhões apresentados pela empresa do senador. Mesmo assim, foi desclassificada pela Petrobrás.

Um diretor de outra empresa envolvida, que pediu para não ser identificado por questão de segurança, contou que diretores da Manchester usaram o nome de Eunício para oferecer R$ 6 milhões em dinheiro vivo em troca de uma “cobertura” na licitação – ou seja apresentar proposta com valor que serve apenas para simular concorrência e ajudar uma parceira a ganhar a licitação.

“Tentaram nos comprar”, disse ao Estado o diretor da empresa. Em troca, a Manchester faria o mesmo em outra licitação.

Esse novo contrato da empresa de Eunício seria uma forma de substituir os serviços fechados sem licitação com a própria Manchester e que já lhe renderam R$ 57 milhões desde fevereiro de 2010, conforme revelou o Estado domingo passado.

Ao chegar ao prédio da Seebla no dia 30 de março, José Wilson de Lima entregou seu documento, teve rosto fotografado e disse para onde iria: “Seebla”. Passou pela catraca do subsolo às 11h29 e subiu ao 8.º andar, onde fica a empresa concorrente. Saiu de lá às 12h35 e retornou às 15h07. Permaneceu até as 18h33, após reunir-se com o então diretor comercial da Seebla, Jorge Luiz Scurato. No dia seguinte, 31 março, ocorreria a licitação.

Na ocasião, Lima deixou seu cartão de visita da Manchester. O Estado localizou o diretor trabalhando, na quarta-feira passada, na sede da Manchester no Rio e o indagou sobre os motivos do encontro em São Paulo. “Não interessa a você”, respondeu.

Já Scurato negou, num primeiro momento, qualquer reunião com Lima. Depois, apresentou a seguinte defesa: “O Wilson tinha me pedido para arrumar um emprego para o irmão dele. Foi entregar um currículo para mim.”

A reportagem procurou a Seebla. A empresa disse que o diretor envolvido pediu afastamento dias após o episódio. “Houve um constrangimento pelo recebimento de um concorrente em nossa sede”, afirmou a direção. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

10/07/2011

às 6:17

Petrobras 2 – Concorrência é em área de apadrinhado de Dirceu

Por Leandro Colon, no Estadão:
O objeto do processo de licitação manipulado e fraudado pela empresa do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) é vinculado ao diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque, apadrinhado do ex-ministro e do deputado cassado José Dirceu (PT). Dirceu e Eunício são amigos de longa data. Trabalharam juntos no governo Lula, quando foram ministros.

Duque é responsável pelas áreas de engenharia e de tecnologia da informação, entre outras. A contratação da Manchester Serviços Ltda. também passa pelas mãos do gerente-geral da Petrobrás na Bacia de Campos, José Airton de Lacerda. Outros três funcionários aparecem no processo de licitação: Eduardo Riskalla Pereira, Bruno Avelar Rangel e Rafael dos Santos.

O PMDB indicou o diretor da área Internacional, Jorge Zelada, e o de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, no governo Lula, e os manteve com Dilma Rousseff.

A empresa fornece cerca de mil funcionários para áreas estratégicas da Petrobrás. Segundo empresários, a licitação foi montada no começo do ano para legitimar a empresa de Eunício por meio de um contrato fechado, após a simulação de uma “disputa” com outros concorrentes. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

04/07/2011

às 5:31

Oposição cobra de Eunício explicações sobre contratos

Por Rosa Costa, no Estadão:
Parlamentares da oposição vão pedir ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) que esclareça os motivos pelos quais sua empresa, a Manchester Serviços Ltda., foi dispensada da licitação em contratos com a Petrobrás que somam R$ 57 milhões.

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), informa que, se as explicações não forem convincentes, o partido pedirá ao Ministério Público que analise a “regularidade” dessas contratações. “Tem de haver uma razão, a dispensa da licitação não pode ser entendida como um procedimento normal, corriqueiro”, alega Torres.

Reportagem publicada ontem no Estado revelou que a Manchester fez contratos com a Petrobrás para atuar na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. Os prazos dos contratos são curtos, de dois a três meses de duração, todos eles realizados mediante a “dispensa de licitação”. A Petrobrás confirmou o procedimento, mas limitou-se a informar que isso ocorreu “em decorrência de problemas no processo licitatório”.

A empresa é contratada para fornecer mão de obra terceirizada à estatal, incluindo geólogos, biólogos, engenheiros e administradores.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirma ser necessário saber qual foi o problema da licitação. “É preciso saber qual foi a emergência e se atende ao que diz a lei”, defende.

Eunício Oliveira é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e homem de inteira confiança do governo. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) vai sugerir que ele apresente as explicações na próxima reunião da CCJ, na quarta-feira. “Esperamos que ele tenha explicações claras, convincentes, sobre a dispensa da licitação desses contratos de valor elevado”, afirma. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

03/07/2011

às 6:27

Empresa de senador leva R$ 57 milhões da Petrobras em contratos sem licitação

Por Leandro Colon, no Estadão:
Uma empresa do senador e ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB-CE), a Manchester Serviços Ltda., assinou sem licitação contratos que somam R$ 57 milhões com a Petrobrás para atuar na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. Documentos da estatal mostram que foram feitos, entre fevereiro de 2010 e junho de 2011, oito contratos consecutivos com a Manchester.

Os prazos de cada um dos contratos são curtos, de dois a três meses de duração, e tudo por meio de “dispensa de licitação”, ou seja, sem necessidade de concorrência pública. Eleito senador em outubro, Eunício é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa.

Cerca de R$ 25 milhões foram repassados pela Petrobrás à Manchester em 2010, ano de eleições. A nove dias do segundo turno presidencial, por exemplo, Petrobrás e Manchester fecharam um novo contrato – via “dispensa de licitação” e pelo prazo de 90 dias – no valor de R$ 8,7 milhões. Desde então, já no governo de Dilma Rousseff, novos contratos foram celebrados sem concorrência pública com a empresa do senador, entre eles um de R$ 21,9 milhões (de número 4600329188) para serviços entre abril e junho deste ano.

A Manchester tem sede em Brasília, mas instalou filial em Macaé num sobrado de uma rua sem saída, a poucas quadras da sede da Petrobrás na cidade fluminense. A empresa é contratada para fornecer mão de obra terceirizada à estatal, incluindo geólogos, biólogos, engenheiros e administradores. O diretor da Área Internacional da Petrobrás, Jorge Zelada, e o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, foram indicados no governo passado pelo PMDB, partido de Eunício, e mantidos no governo Dilma.

A Petrobrás confirmou ao Estado os valores e a “dispensa de licitação”. Informou que novos contratos foram feitos com a Manchester sem concorrência pública “em decorrência de problemas em processo licitatório”. Eunício se nega a falar sobre o assunto, sob a alegação de que está afastado das decisões da empresa. Ele escalou o sócio Nelson Ribeiro Neves para se manifestar à reportagem. O senador é dono de 50% da sociedade da Manchester, conforme informação dele mesmo à Justiça Eleitoral e confirmada na Junta Comercial.

Antes de virar senador, Eunício foi deputado federal e ministro das Comunicações do governo Lula. É membro da Executiva Nacional do PMDB. Em julho do ano passado, ofereceu um jantar em sua casa para Dilma com a presença de mais de 300 pessoas. A mesma casa foi palco de homenagem, em dezembro, ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não vincule”. A empresa do senador fornece mão de obra para áreas estratégicas da Petrobrás, que, por ser estatal, não precisa publicar seus contratos no Diário Oficial da União nem no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a gerente da empresa em Macaé, são pelo menos mil funcionários da Manchester atuando na gestão administrativa “on shore” (em terra) em Macaé. Procurada pelo Estado na quarta-feira, a gerente da empresa na cidade, que se identificou como Fabiane, fez um apelo para que a reportagem não fizesse a vinculação da Manchester com a Petrobrás. “Só não quero que mencione a empresa. Não vincule o nome da empresa neste momento.”

Os documentos da Petrobrás mostram que um contrato de R$ 4,3 milhões foi feito para prestação de serviços entre 23 de fevereiro e 29 de abril de 2010. Outro de R$ 8,7 milhões referiu-se ao período de 10 de maio a 26 de julho do mesmo ano. De 13 de agosto a 24 de setembro, Petrobrás e Manchester firmaram contrato de R$ 4,3 milhões, e logo depois, entre 22 de outubro e 22 de janeiro, a empresa do senador recebeu mais R$ 8,7 milhões.

O primeiro contrato fechado no governo Dilma com dispensa de licitação ocorreu no dia 26 de janeiro, com vigência até 22 de maio, pelo valor de R$ 8,7 milhões. Entre 18 de abril e 14 de junho, aparece o contrato de R$ 21,9 milhões. As duas empresas ainda assinaram um contrato menor, de R$ 872 mil, vigente de 11 de março a 11 de junho. Por “convite”, a Manchester receberá mais R$ 298 mil para prestar serviços administrativos até fevereiro de 2012. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

03/07/2011

às 5:09

O sistema perfeito de Eunício: empresas recebem de estatais e do governo e financiam campanhas eleitorais do seu dono

Por Leandro Colon, no Estadão:
A Manchester Serviços Ltda., que tem o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) como sócio, doou oficialmente R$ 400 mil para a campanha dele ao Senado em 2010, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram R$ 200 mil por meio de um cheque, no dia 2 de setembro, e R$ 200 mil, em dinheiro vivo, 20 dias depois. Naquele período, vigorava um contrato de 43 dias – entre 13 de agosto e 24 de setembro – no valor de R$ 4,3 milhões da empresa com a Petrobrás.

Mais uma vez, o contrato foi assinado por meio de “dispensa de licitação”, segundo documentos da própria estatal. O contrato tem o número “4600315823″.

Eunício é sócio ainda da Confere Comércio e Serviços de Alimentos, que doou R$ 160 mil para a campanha dele ao Senado e R$ 240 mil para o comitê regional do PSB no Ceará. Ano passado, a Confere faturou R$ 5,7 milhões com o governo federal, cinco vezes mais que nos dois anos anteriores. Já foram R$ 2,7 milhões pagos em 2011 por contratos com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Ministério dos Transportes e a Fundação da Universidade de Brasília.

O peemedebista recebeu R$ 500 mil do comitê cearense que cuidou da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República no Estado. A campanha de Eunício declarou uma despesa de R$ 7,7 milhões para ele ser eleito senador com 36% dos votos. Ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 36,7 milhões.

Eunício é ainda dono da Confederal Vigilância e Transporte de Valores, que tem contratos com órgãos públicos. A empresa recebeu R$ 14 milhões do governo federal em 2010. Desde janeiro, foram pagos R$ 4 milhões por contratos com a Funasa e o Ministério da Agricultura, cujo comando é do PMDB.

A Confederal gastou oficialmente R$ 728 mil para ajudar a campanha de seu dono ao Senado e de candidatos cearenses a deputados estadual e federal pelo PMDB, PTB e PSL. O senador pôs ainda na campanha dele dinheiro oriundo de sua conta pessoal, R$ 950 mil, entre 26 de julho e 27 de setembro do ano passado, por meio de cheque e transferência eletrônica.

Assim como na Manchester, Eunício alega que está afastado da administração da Confederal, embora seja dono de 98% dela.

Um sobrinho dele, Ricardo Augusto, é quem cuida dos negócios da empresa de vigilância. A Confederal foi personagem em 2004 de uma investigação da Polícia Federal que desmontou um esquema de fraudes em licitações no Tribunal de Contas da União. Na época, o diretor comercial da empresa foi preso. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

 

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