Blogs e Colunistas

Edinho Silva

21/07/2015

às 8:07

Cunha diz aceitar acareação com seu acusador, mas cobra que Dilma, Mercadante e Edinho façam o mesmo

Se alguém espera ler aqui em meu blog a defesa de procedimentos que agridam o Estado de Direito, pode amarrar o burro em outra página. Se eu lesse as que assim procedem, talvez recomendasse alguma. Como sou muito ocupado para isso, deixo para a livre escolha. Adiante.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, afirmou nesta segunda que aceita, sim, fazer uma acareação com Jueio Camargo, delator da Lava Jato, que, em testemunho ao juiz Sergio Moro, no inquérito que investiga se houve corrupção no aluguel de navios-sonda, o acusou de ter recebido propina de US$ 5 milhões.

Nota: esse mesmo Camargo há havia negado quatro vezes ter feito tal pagamento. Segundo diz, tinha medo de Cunha. Por que o perdeu subitamente? Consta que os procuradores o ameaçaram com a perda de privilégios da delação premiada. Para um corruptor confesso, é mesmo um homem cheio de… medos.

O pedido de uma acareação foi apresentado à CPI da Petrobras pelo PPS. Cunha disse aceitar, mas indagou, com absoluta propriedade, por que os que o querem cara a cara com o seu acusador não fazem o mesmo com Dilma Rousseff, Edinho Silva e Aloizio Mercadante.

Recorramos às suas próprias palavras:
“É oportunista de alguns querer falar de uma acareação comigo. Estou disposto a fazê-la a qualquer tempo. Agora também aproveitem e convoquem todos que estão em contradição. O ministro Mercadante e o ministro Edinho negam aquilo que foi colocado pelo Ricardo Pessoa. A própria presidente nega o que foi colocado pelo Youssef. Que se faça acareação de todos.”

Ora, leitor, você há de convir que ele tem razão, não é mesmo?, pouco importa o que você pense a respeito do deputado. Afinal, Alberto Youssef afirmou que Dilma sempre soube da corrupção na Petrobras. Pessoa, dono da UTC, afirmou ter dado R$ 500 mil em dinheiro vivo, por fora, para uma campanha eleitoral de Mercadante. E disse ainda que, pressionado por Edinho Silva, que lhe lembrou dos contratos que mantinha com a Petrobras, doou R$ 7,5 milhões para a campanha à reeleição de Dilma. Sobre esses dois ministros, diga-se, nem mesmo inquérito existe.

Se cabe fazer uma acareação entre Julio Camargo e Cunha, por que não, também, nesses outros casos?

Moro
Agora vamos a Sergio Moro. A defesa do deputado Eduardo Cunha apresentou ao STF, nesta segunda, uma reclamação contra atos do juiz. De novo, você pode achar que um é um santo, e o outro, um pecador. Não é o que está em debate. Nas democracias, as leis existem e têm de ser cumpridas.

Se Cunha era a peça central da acusação que faria Julio Camargo no inquérito que apura corrupção no aluguel dos navios-sonda, então é evidente que tal peça deveria ter sido enviada ao Supremo, já que o presidente da Câmara detém foro especial por prerrogativa de função. É o que está na Constituição, que ninguém tem o direito de violar — nem Moro.

A defesa de Cunha pede ainda que o Supremo considere nulas eventuais provas produzidas, nesse inquérito, sob a condução de Moro, já que, é evidente, o juiz feriu a competência ao conduzir uma investigação que tinha como alvo o presidente da Câmara. É o que diz a ordem legal, que tem de ser respeitada.

Eu conto o que sei e vejo. Nas demais fases da operação Lava Jato, mais de uma vez, o juiz Sergio Moro interrompeu depoentes e testemunhas quando os nomes de políticos com foro especial iriam ser citados. Há vídeos na Internet a respeito. E o fez justamente para evitar que o processo migrasse para o Supremo, para que tudo continuasse sob o seu controle. E por que foi diferente desta vez? Não tenho resposta.

Como não tenho resposta para o fato de que, mesmo antes do depoimento, todos já sabiam que Camargo havia mudado a sua versão sobre Cunha. Eu não tenho, e ninguém tem. 

Texto publicado originalmente às 5h
Por Reinaldo Azevedo

13/04/2015

às 20:29

Governo federal, desta vez, reage com prudência. Ou: Qual Edinho Silva está valendo?

Em qual Edinho Silva a gente deve acreditar? Há aquele que escreveu há três semanas uma carta aberta ao PT. Segundo disse, as manifestações eram coisa da “elite brasileira, insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente”. Esse Edinho sustenta que as críticas ao governo derivam da ação de “entrincheirados” contra as “reformas estruturais”. Imodesto, acredita que seu partido detém o monopólio do “campo progressista e transformador”.

E há o Edinho ministro da Secom, responsável pela comunicação do governo. Esse decidiu ser bem mais razoável. E quase disse a coisa certa. Só não é inteiramente certa porque até exagerou na defesa do pluralismo. Afirmou:
“O governo encara com normalidade. Entendemos que, dentro de uma democracia, todas as manifestações são legítimas e expressam o sentimento democrático como o Brasil”. A declaração foi dada depois de uma reunião com as assessorias de imprensa de todos os ministérios.

Eu, por exemplo, não acho que “todas as manifestações são legítimas”, havendo aquelas que, além de ilegítimas, são também ilegais. Não reconheceria a legitimidade de grupos que saíssem às ruas defendendo, por exemplo, discriminação, preconceito ou segregação de qualquer espécie. E o que as deslegitima? O pacto da civilização, que reconhece a todos a igualdade perante a lei.

São ilegítimas, além de ilegais, manifestações que se impõem pela violência, pela força, que depredam os patrimônios público e privado. Ou aquelas ações que agridem o direito de propriedade e que organizam a indústria de invasões. Infelizmente, como é sabido, o governo do PT negociou e negocia ainda com delinquentes políticos. Gilberto Carvalho, por exemplo, confessou que manteve interlocução com black blocs. Dilma Rousseff recebeu líderes do MST um dia depois de o movimento ter ferido 30 policiais militares na Praça dos Três Poderes.

Assim, se a frase de Edinho foi mesmo aquela, não concordo com ele. Mas é fato que, em relação aos que protestaram contra o governo Dilma nos dias 15 de março e 12 de abril, ele diz a verdade. Não houve um só ato de transgressão às leis; não houve uma só agressão aos fundamentos da civilização — exceção feita a meia dúzia de tolos, que pedem intervenção militar —, não houve uma só agressão à Constituição. Cobrar o impeachment de Dilma é absolutamente legal. Se há ou não motivos para isso, aí, sim, pode-se discutir.

Distorcer a pauta
É claro que o governo ou dá mostras de não entender o que se passa ou investe na confusão. Afirmou o ministro:
“Nós entendemos que, desde junho de 2013, existe um questionamento do modelo político brasileiro, da organização, da forma como o poder político está organizado. Isso é importante e tem que ser considerado. Existe um descontentamento em relação às instituições, e é natural da democracia. É importante que a gente possa tomar medidas que a gente aproxime o Estado brasileiro da sociedade civil”.

Está tudo errado. Em primeiro lugar, a pauta de junho de 2013 e a de agora são distintas. Em segundo lugar, os grupos que convocam as manifestações são distintos em tudo, a começar dos valores. Em terceiro lugar, por mais que se reconheça a necessidade de reformas — não as que o PT quer —, o descontentamento tem um foco: a roubalheira praticada no seio de órgãos oficiais e o que se entende ser tolerância, conivência, cumplicidade ou autoria do partido do poder: o PT.

A postura de agora é um avanço em relação a março, quando o governo decidiu dar pito nos manifestantes e desqualificá-los. Mas o entendimento da crise é ainda extremamente precário.

Por Reinaldo Azevedo

02/04/2015

às 2:59

Então Edinho Silva está dizendo que a Secom vai parar de dar dinheiro para os blogs sujos? É mesmo?

Que nós vamos pagar, isso é certo. A questão é saber o que veremos. Edinho Silva, novo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) concede entrevista à Folha desta quinta.  E promete, ora vejam!, que o governo e a estatais vão parar de financiar os blogs sujos, que arrastam o governo Dilma para o debate no esgoto.

Ah, é claro que ele não falou desse modo. Indagado sobre a incongruência que existe entre audiência e distribuição de verba oficial, respondeu:
“Sou um ministro que teve uma história de vida vinculada ao PT, mas assumo a Secom para fazer a gestão dos recursos públicos pautado pelos interesses públicos. Pedi um levantamento da composição dos critérios da mídia técnica e, se há distorções, que a gente possa atualizar”.

Gostei do “mas” de Edinho Silva. Ele reconhece que existe uma relação adversativa entre ter uma história de vida vinculada ao PT e empregar recursos públicos “pautado pelo interesse do público”.

É bem verdade que o ministro afirmou também o seguinte:
“Os critérios estabelecidos são técnicos e vou segui-los. Mas quero racionalizar a execução orçamentária [a verba é de cerca de R$ 200 milhões ao ano] para ampliar ao máximo a extensão de nossas campanhas. Quanto mais você conseguir que recursos cheguem a vários veículos, a comunicação se torna mais eficiente”.

Depende! Chegar a vários veículos segundo qual critério, senhor ministro? TVs sem espectadores, jornais e revistas sem leitores e blogs e sites sem internautas serão ou não contemplados? Mas não é só isso: como se trata de dinheiro do estado brasileiro, é preciso atentar também para a qualidade dos veículos que estão recebendo a verba. Eles devem servir ao público ou devem se comportar como guerrilheiros da luta partidária?

O governo vai continuar a financiar pistoleiros da Internet, como admite aquele documento da Secom? Lá está escrito que a máquina oficial fornece “munição” para ser “disparada” por “soldados de fora”. A Secom e o governo continuarão a recorrer a mercenários?

Indagado se os panelaços intimidam a presidente, o ministro respondeu:
“Nada intimida a presidente da República. Quem já passou por tudo o que ela passou… não é uma crise conjuntural que vai intimidá-la. Ela já colocou sua integridade física a serviço desse projeto, não é panelaço que vai fazer a presidente Dilma se intimidar”.

Bem, eu também acho que presidentes não podem se deixar intimidar. Têm de dar respostas políticas, no ambiente democrático. Mas não posso me furtar a fazer uma correção. Dilma, no passado a que ele se refere, não lutava por democracia, mas por uma ditadura comunista. Faço o reparo a bem da narrativa histórica. Afinal, trata-se de um ministro da Comunicação Social. E há coisas que não comportam versão alternativa.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 18:03

Qual Edinho vai para a Secom? E a trilha que conduz ao subjornalismo do esgoto

Qual Edinho Silva vai ser o titular da Secretaria de Comunicação Social? Aquele que disse, nesta terça, que sua postura “irá se nortear pelo critério técnico naquilo que significa a distribuição de recursos” para que se “possa fazer com que as campanhas de comunicação e de informação possam chegar à sociedade”, garantindo “a boa utilização dos recursos”, ou aquele que, na semana passada, divulgou uma carta aberta ao PT  em que acusou a existência de uma “direita golpista” e “oportunista”? Aquele que prometeu usar “critérios objetivos”, tolhendo as arbitrariedades, na distribuição das verbas publicitárias oficiais, ou aquele da carta, segundo quem “a elite brasileira” está sendo “insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente”? O ministro será o Edinho que garante a aplicação de critérios da mídia técnica ou o outro, que abraça até o bolivarianismo ao se referir à esquerda continental?

É o que nós vamos ver. Edinho tomou posse hoje na Secom. Dilma também discursou. Disse a presidente que a Secom vai apoiar a “expansão das teias de opiniões, olhares e interpretações da realidade” no país com “critérios justos e corretos na veiculação dos seus serviços”.

Eu não sei exatamente o que isso quer dizer, mas tenho a impressão de que não é coisa boa. O que é “expansão de teias de opiniões”? Isso tem servido para alimentar com dinheiro público os blogs sujos, cujo propósito evidente é preservar o governo e o PT e atacar da forma mais asquerosa aqueles que são considerados adversários.

A verba de publicidade pertence ao estado, não ao governo. Seu objetivo é fazer chegar ao maior número de pessoas conteúdos objetivos, de caráter informativo. Quem pratica a pluralidade de pontos de vista é a sociedade. Isso não é tarefa do governo.

Nessa fala de Edinho está a trilha que conduz ao subjornalismo de esgoto. Qualquer critério de distribuição de verba que não tenha como primeiro fundamento o número de pessoas atingido pelos veículos — respeitados, é evidente, parâmetros éticos e de dignidade humana — é puro lixo autoritário. Ao governo não cabe escolher privilegiar os veículos que lhe são servis e punir os que não são.

Em seu discurso, disse a presidente:
“A liberdade de imprensa e de expressão são sobretudo o direito de ter opiniões, de criticar e de apoiar tanto políticas quanto o governo. É também o direito de ter oposições e de externá-las sem consequências e sem repressão”.

Eu quero ver isso na prática. Até agora, não aconteceu em governos petistas, e o governo usa dinheiro público para patrocinar uma guerra suja.

Por Reinaldo Azevedo

27/03/2015

às 16:33

Dilma faz opção por se distanciar ainda mais da população e escolhe para a comunicação social quadro do PT que tacha a voz das ruas de golpista, que faz o elogio indireto do bolivarianismo e que é citado em manuscrito de empreiteiro em situação nada confortável  

Era ruim? Vai ficar pior. A suspeita que aqui se levantou de que Thomas Traumann, secretário de Comunicação Social, caíra por maus motivos se cumpriu. Os tais blogs sujos estão soltando rojões. Ouve-se daqui o espocar do champanhe. Os petistas fazem o Baile da Ilha Fiscal. A presidente Dilma Rousseff nomeou para o lugar de Traumann ninguém menos do que Edinho Silva. O homem já foi prefeito de Araraquara duas vezes, deputado estadual e presidente do PT no Estado de São Paulo. Na campanha de 2014, foi o coordenador financeiro da campanha de Dilma. Coordenador financeiro é o nome que se dá para o “tesoureiro”.

Traumann caiu depois que alguém vazou um documento da Secom, provavelmente de sua autoria, em que se diz que o país vive um caos político, apontando erros na comunicação do governo com a sociedade. Mas isso não tinha importância nenhuma. O que havia de realmente importante lá?
1 – admitia-se o uso dos blogs sujos para atacar os adversários do governo. Lá se dizia que o Planalto fornece “munição” para ser “disparada” por “soldados de fora”. Chega-se a falar em guerrilha da comunicação;
2 – prega-se que o governo use o dinheiro de publicidade para alavancar a popularidade de Haddad em São Paulo;
3 – defende-se que estruturas do estado, como voz do Brasil e Agência Brasil, sejam postas a serviço do mandato de Dilma, sob uma coordenação única, que incluiria instrumentos de comunicação do próprio PT.

É claro que o secretário deveria ter caído por essas três coisas. Mas agora fica claro que não! Ou Dilma não teria escolhido para o seu lugar um quadro do partido. Ou por outra: todos os absurdos defendidos no documento certamente serão postos em prática com ainda mais determinação por Edinho Silva.

Por suas mãos vai passar a bilionária verba publicitária que junta as contas da administração direta com as das estatais. O documento da Secom, na prática, admite que essa estrutura está servindo para premiar aliados na imprensa e na subimprensa — e, por óbvio, para punir os que não aceitam escrever ou falar de joelhos.

Pior: Dilma nomeia um secretário, com status de ministro, que já surge como candidato a depor na CPI. Por que digo isso? Ricardo Pessoa, dono da UTC, que está preso, deixou para a história um manuscrito. Lá está escrito, prestem atenção:
“Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma. Será que falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?”.

Há mais. Tivesse fechado o acordo de delação premiada — que não saiu, e ninguém sabe por quê —, Pessoa estaria disposto, segundo informou reportagem da VEJA, a contar que doou R$ 30 milhões não contabilizados para o PT no ano passado. Desse total, R$ 10 milhões teriam ido para a campanha de Dilma.

A nomeação indica que a presidente está perdida e fez a opção por se distanciar ainda mais da esmagadora maioria da população brasileira. Edinho certamente foi considerado especialmente qualificado para o cargo porque, em documento recente, afirmou que as manifestações de rua são coisa da elite golpista. E ainda aproveitou para fazer um elogio indireto ao bolivarianismo. Segundo o homem, é preciso combater a “direita” em todo o continente.

Se Dilma tivesse juízo, teria escolhido um técnico para a secretaria de Comunicação Social, que contasse com o apoio também do PMDB. Afinal, trata-se de um órgão da Presidência, não do partido. Mas o que se pode fazer? Fica valendo o adágio latino: “Quos volunt di perdere, dementant prius”. Em bom português: “Os deuses primeiro tiram o juízo daqueles a quem querem destruir”.

Por Reinaldo Azevedo

12/03/2015

às 4:40

Tesoureiro da campanha de Dilma que empreiteiro diz estar “preocupadíssimo” escreve carta aberta cobrando que o PT reaja à… direita golpista!!!

Ah, Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014 está inconformado com o que considera passividade de seu partido. Ele até redigiu uma carta aberta expressando esse seu inconformismo. Sim, claro, quer que os responsáveis pela roubalheira sejam punidos. Afinal, vocês sabem, ele é um homem honrado. Só não se conforma com o que considera a paralisia da legenda.

Erros? Ele até admite alguns. Mas não os que vocês possam eventualmente estar pensado. O principal, segundo diz, é este: “Nunca na nossa história assimilamos com tanta facilidade o discurso oportunista de uma direita golpista e nunca estivemos tão paralisados”. Onde estaria a direita golpista brasileira? Certamente não são os empreiteiros, por exemplo. Boa parte está na cadeia, incapaz de dar um golpe, não é mesmo?

Edinho cobra uma reação do binômio PT/governo. Faz sentido. Ao longo de sua história, essa gente nunca distinguiu o aparelho partidário da máquina do estado. Para eles, tudo é uma coisa só. Devem-se somar à equação também as entidades sindicais e os ditos movimentos sociais — aqueles que formam, em suma, a nova elite patrimonialista brasileira. Como um aprendiz de Zé Dirceu, ele conclama: “É hora de pegarmos nossa história nas mãos e irmos para a luta política”. É o mesmo vocabulário.

Que coisa! A carta de Edinho vem a público dois dias depois de Pedro Barusco ter dito na CPI que a roubalheira institucionalizada na Petrobras começou mesmo em 2003, com a chegada do PT ao poder, e que, em 2010, a campanha de Dilma recebeu R$ 300 mil do esquema.

Edinho é um homem que enxerga conspirações continentais. Ele indaga: “Achávamos que a elite brasileira, insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente, iria ficar assistindo nós nos sucedermos na presidência da República? (…) Achávamos que aqueles que hoje nos acusam, que também são os mesmos que armam trincheiras contra reformas estruturais, seriam benevolentes conosco?”.

Como? Direita no continente? Edinho deve achar que, sem o concurso de reacionários, o povo venezuelano não estaria cobrando nem comida nem papel higiênico. A propósito: gostaria que este senhor enviasse uma carta ao blog — também quero divulgar no meu programa de rádio — revelando qual reforma estrutural o PT tentou fazer, malogrando em seu intento por obra de reacionários…

Edinho Silva, Edinho Silva… Ah, lembrei. Em seus manuscritos, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, ex-amigão de Lula e que está preso na PF de Curitiba desde novembro, registra: “Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma. Será que falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?”.

Pois é… Pessoa tentou fazer um acordo de delação premiada, que não foi adiante. Estava disposto a contar que doou R$ 30 milhões, pelo caixa dois, a campanhas eleitorais do PT, R$ 10 milhões dos quais teriam ido para a reeleição de Dilma. O tesoureiro era Edinho Silva, o homem que quer fazer a guerra do “nós” contra “eles”.

Definitivamente, Edinho é um deles, não um de nós.

Por Reinaldo Azevedo

01/02/2012

às 21:09

“PSD já é aliado em diversos Estados”, diz presidente do PT paulista ao defender acordo com Kassab

Daiene Cardoso, da Agência Estado:
Independentemente das negociações em torno da candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, PT e PSD avançam a passos largos em direção a uma convergência política que pode colocar os dois partidos no mesmo palanque em 2014. Embora os tucanos apelem para que o partido do prefeito Gilberto Kassab considere seu histórico de aliança com a legenda, PT e PSD aceleram o diálogo de aproximação não só nos municípios do interior do Estado, como estão próximos de fechar um acordo amplo na Grande São Paulo e no litoral paulista. “Se quisermos apresentar um projeto com condições de vitória (em 2014), nós temos de ampliar o campo político no Estado”, afirmou o presidente do diretório estadual do PT, deputado estadual Edinho Silva.

As conversas para uma aliança com o PSD acontecem de forma adiantada nas cidades do ABC paulista, mais precisamente em São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Santo André. No caso de São Bernardo do Campo, berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSD vai apoiar a reeleição de Luiz Marinho, um dos entusiastas da criação da nova sigla na região. A parceria PT-PSD tem tudo para se concretizar também em Guarulhos e Carapicuíba, na Grande São Paulo. No litoral, petistas e pessedistas mantêm o diálogo em todas as cidades, mas um acordo deve acontecer primeiro em Praia Grande e São Vicente. “Política é a arte de aglutinar forças para que você possa ter um projeto político. O projeto se fortalece quando se aglutinam forças”, argumenta Edinho.

 

O partido de Kassab é peça fundamental no projeto do PT de tentar por fim, em 2014, à hegemonia de 20 anos do PSDB no Estado. Na visão de dirigentes petistas, PSDB e DEM se enraizaram em São Paulo, por isso é preciso ir além das alianças tradicionais para vencê-los. “Com campo político restrito, é muito difícil ganhar”, avaliou o dirigente. De olho neste potencial parceiro, Edinho conta que hoje a linha direta com Kassab é permanente.

 

Para Edinho, a visão tucana de que o PSD tem mais identidade com esse partido, mencionada na terça-feira, 31, pelo presidente municipal do PSDB, Júlio Semeghini, não condiz com a realidade, uma vez que o PSD nasceu descolado do bloco de oposição ao governo Dilma Rousseff. “O PSD já é aliado do PT em diversos Estados porque não se sente contemplado pelo PSDB. Ele busca um projeto político que tenha autonomia, identidade própria. Essa é a nossa leitura”, avaliou.

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

às 15:17

Parabéns, fiéis da Canção Nova! Edinho Silva e Chalita perdem seus respectivos programas na emissora; O movimento “#CançãoNovaSemPT” venceu! Ou: Lobo em pele de cordeiro

Vocês se lembram que noticiei aqui que o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT no estado de São Paulo, havia ganhado um programa na TV da comunidade católica “Canção Nova”? No programa de estréia, ele levou como convidados o ministro Gilberto Carvalho e o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), que costuma se apresentar como uma espécie de eminência dessa corrente do catolicismo. O próprio presidente da Canção Nova estava na bancada!

Os fiéis não gostaram. Recebi centenas de protestos aqui, e teve início um forte movimento nas redes sociais. E fizeram muito bem! Edinho Silva foi quem comandou a reação aos católicos que se organizaram, de acordo com os princípios de sua Igreja, para que os eleitores não votassem em candidatos e partidos que defendem o aborto.

Como deixei claro aqui, os fiéis da Canção Nova têm o meu respeito e não são responsáveis por eventuais desvios de conduta da direção. Até hoje me pergunto por que um de seus padres, José Augusto, que fez uma homilia contra o aborto, foi severamente repreendido, enquanto o petista Edinho Silva ganhou um programa. Isso significa que alguns pastores tinham perdido o rumo. Mas não o rebanho católico.

Como costuma ocorrer às vezes na Igreja, o rebanho corrige, então, o rumo do pastor porque tem mais faro para perceber a proximidade do lobo. E muitos lobos estavam e estão rondando a Canção Nova em pele de cordeiro. A pressão contra o comando foi grande. Leiam agora o que informa o Painel da Folha. Volto depois:
*
A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.

Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.

Conexões - “Justiça e Paz”, o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.

Doutrina - O programa de Edinho deu origem, nas redes sociais, ao movimento #CançãoNovaSemPT. Um panfleto traz em vermelho o nome do partido e as expressões “aborto”, “casamento gay” e “Teologia da Libertação”.

2012… - Entre os nomes retirados da grade de programação, há dois pré-candidatos a prefeito: Chalita em São Paulo e Paulo Barbosa (licenciado da Assembleia por ocupar a Secretaria de Desenvolvimento do governo Alckmin) em Santos. À frente do PT-SP, Edinho terá atuação eleitoral em todo o Estado.

… vem aí - A cada eleição, cresce o interesse de políticos de todos os partidos pelo estoque de votos sob o raio de influência da Canção Nova. Aumenta também o desconforto de setores da igreja.

Tenho dito - Procurado pelo Painel, o Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova, confirmou a decisão de suspender os programas, tomada na sexta-feira passada. Em nota, agradeceu “a dedicação e o empenho” dos seis apresentadores e manifestou “respeito às suas atuações públicas”.

Voltei
É isto: por uma Canção Nova sem lobo se fingindo de cordeiro! As comunidades católicas não são plataformas para políticos que querem se eleger desrespeitando os fundamentos da doutrina. Quem anda de braços dados com defensores e defensoras do aborto não pode merecer o voto católico. É simples e óbvio assim.

Ninguém é obrigado a ser católico! Quem quiser defender o aborto — ou defender quem o defenda — deve renunciar à Igreja e procurar o seu rumo.

Reitero meu parabéns aos fiéis da Canção Nova! Os católicos dessa comunidade e de outras tantas não devem ter receio de corrigir as lideranças. O comando da Canção Nova cometeu dois erros graves: quando censurou o padre José Auguto e quando acolheu Edinho Silva, conduzido pelas mãos de Gabriel Chalita. É preciso olhar com atenção a teologia desse deputado. Ela pode ser tão eclética quanto o seu gosto partidário.

A política pode conviver com certas heterodoxias; a Igreja não!!!

Por Reinaldo Azevedo

15/11/2011

às 19:04

A petização e a peemedebização da Canção Nova – Presidente do PT-SP ganha programa na TV da comunidade; na estréia, Gilberto Carvalho e Chalita!

A “Canção Nova”, uma comunidade católica carismática, já chegou a ser confundida com uma corrente conservadora da Igreja Católica — coisa da qual sempre discordei, ou o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), tão “progressista” em muitos aspectos, não seria uma de suas estrelas. Sei que há pessoas lá que conservam a ortodoxia católica, às quais dirijo meus melhores votos. Aliás, já houve padres que foram censurados pela direção por sustentar a palavra de Deus. Falando em tese, o desvirtuamento do comando de um grupo religioso não contamina necessariamente a comunidade. Por que isso?

Sabem quem ganhou há poucos dias um programa na TV Canção Nova? O “sociólogo”, como foi apresentando no site da comunidade, Edinho Silva, que também é deputado estadual e presidente do PT em São Paulo. Fiquei cá com a desconfiança de que Chalita está usando a Canção Nova para fazer política. Ele já transformou uma “irmã” notável dessa corrente em sua assessora: Lurian, a filha de Lula.

O programa se chama “Justiça e Paz”. O próprio Edinho explica o objetivo em SUA PÁGINA DE DEPUTADO: “O Justiça e Paz sempre mostrará que a fé acompanhada de uma ação transformadora é sinônimo de uma sociedade mais justa e igualitária; significa a vivência e a busca dos sonhos do Evangelho de construção da sociedade da fartura, ‘onde corre leite e mel’, da ‘vida plena’ (…). Entendi.

Bem, se o negócio é leite e mel, quem poderia lustrar e ilustrar melhor a estréia? Ora, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, e o próprio Gabriel Chalita. Era o PT e o PMDB celebrando o seu encontro! Aquilo era política, não religião. Ah, sim: Wellington Silva Jardim, conhecido como “Eto”, presidente da Canção Nova, também estava presente.

Edinho, homem de Deus?
Edinho é comprovadamente um homem de Deus, como os demais que estavam ali reunidos. Foi o sujeito que comandou o esforço em São Paulo para recolher os folhetos da Regional Sul 1 da CNBB, em 2010, que faziam, CONSOANTE COM OS PRINCÍPIOS DA IGREJA CATÓLICA, a pregação contra o aborto e convidava os cristãos a não votar em candidatos que defendessem a prática. Amplos setores da imprensa, então, se calaram diante do que era uma óbvia agressão à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.

O político que acaba de ganhar um programa na Canção Nova recorreu à Justiça Eleitoral — e conseguiu o seu intento — para tirar de circulação o manifesto que segue abaixo. Reparem que o texto não cita nomes de candidatos nem fala de partidos. Trata-se apenas de uma censura ao aborto. Segue o manifesto para quem não o conhece. Volto depois.

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,

- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto – problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Voltando
Eu não tenho medo de correntes na Internet. Assim, os eventuais partidários de Chalita e Edinho — que são, a meu juízo, políticos usando o catolicismo, não católicos recorrendo à política (já explico a diferença) — podem se dispensar de fazer correntes etc. Não dou a mínima. Também os membros da Canção Nova pensem duas vezes antes de expressar o seu protesto. Não estou criticando a obra em si, mas aqueles que dela abusam para conquistar o poder no reino dos homens, em vez de honrar o Reino de Deus. Na verdade, estou é alertando muitos fiéis para a insinuação do mal numa obra do bem.

Quando políticos instrumentalizam a religião, estão apelando às coisas de Deus para conseguir votos. Eu tenho um profundo desprezo por essa prática, sejam evangélicos, católicos, protestantes tradicionais… Quando pessoas com convicções cristãs recorrem à política para tentar espalhar a sua mensagem, aí estamos diante do fortalecimento da democracia. Explico-me. Católicos podem e devem atuar no espaço da política para combater o aborto, por exemplo, um princípio de sua igreja, sempre sabendo que a decisão será tomada pelo Parlamento, que é oficialmente laico.

Mas o que dizer de um católico como Edinho, que apelou à Justiça Eleitoral — infelizmente com sucesso — para censurar um manifesto contra o aborto? O que dizer de Chalita, que, na prática, apoiou essa atitude? De novo: é inútil vir com gritaria e correntes de difamação. Não dou pelota! Até porque este é mesmo um site em que se fazem embates políticos. Se há coisa fora do lugar, é o eixo PT-PMDB na Canção Nova. Já critiquei muito aqui, como sabem, a excessiva politização de igrejas evangélicas. Sou católico. E reconheço quando a distorção atinge também correntes ligadas à minha igreja.

Eu duvido que essa peemedebização e petização da Canção Nova seja do agrado de todos os seus fiéis. Que eles reflitam bastante e se perguntem se o que está em curso é o triunfo da palavra de homens que querem poder ou o triunfo do poder da palavra de Deus.

Por Reinaldo Azevedo

 

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