Blogs e Colunistas

Aécio Neves

11/03/2015

às 20:30

Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, Aécio não descarta nem presença no protesto nem impeachment — desde que “existam condições políticas e jurídicas” para o impedimento de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) concedeu uma entrevista há pouco ao programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na Jovem Pan. Embora tenha dito que não pretende participar das manifestações de domingo para “não pôr uma azeitona na empada” do governo, que caracteriza os protestos como o terceiro turno das eleições, o senador deixou no ar: “Mas eu sou um cara também de rompantes; quem sabe eu não resista na última hora e decida ir…”.

Aécio, a exemplo do que expressara nota do PSDB, deu integral apoio às manifestações e negou que seu partido esteja organizando ou promovendo o protesto, como acusou o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice: “Ele está muito distante da realidade ou querendo zombar da inteligência dos brasileiros. Esta mesma direção do PT disse que, no domingo, o PSDB é que estava patrocinando a panelaço (…). O PT não tem capacidade de compreender o que está acontecendo hoje no Brasil. Esta manifestação [de domingo] surge de forma espontânea, de vários setores da sociedade, não sempre com a mesma bandeira, são múltiplas. E é natural que os partidos políticos, por meio de seus líderes, de seus simpatizantes, também participem dessa manifestação. Vamos acabar com essa bobagem de achar que apenas o PT pode decidir sobre o que a população brasileira deve se manifestar.”

Impeachment
Lideranças do PSDB e o próprio senador já disseram que o impeachment não é parte da agenda do partido. Perguntei a Aécio se isso significa que a legenda descarta peremptoriamente a saída. Ele respondeu:
“Não, de forma alguma! Eu disse hoje, na nossa reunião, que o impeachment não é palavra proibida. Impeachment é uma prescrição, inclusive, constitucional, desde que adquiridas as condições tanto jurídicas como políticas para a sua votação. (…) O componente de ordem política parece que cresce. E o dia 15 talvez não seja a última, mas a primeira de grandes manifestações. Mas o impeachment depende também de um componente jurídico, que pode ser que se confirme ao longo das investigações. (…) Se essas duas condições, por alguma razão, se criarem, nós temos de, com muita serenidade, discutir a questão com muita responsabilidade.”

O presidente do PSDB concluiu a entrevista fazendo um voto de que tanto as manifestações marcadas para sexta, de apoio a Dilma, como as marcadas para domingo, de repúdio ao governo, transcorram em paz, respeitando os limites legais.

Para ouvir a íntegra da sua entrevista, clique aqui.

Por Reinaldo Azevedo

21/01/2015

às 16:34

Aécio diz que oposição lutará contra pacotaço. É o certo! Até o PT está criticando as medidas. Por que o PSDB as elogiaria? Cada um no seu quadrado

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), emitiu nesta terça-feira uma nota sobre as medidas recentemente adotadas pelo governo federal. Leiam a íntegra. Volto em seguida.
*
A presidente Dilma inicia o seu novo mandato cortando direitos trabalhistas e aumentando impostos. Com isso, trai os compromissos assumidos com a população durante a campanha eleitoral.

Hoje, a presidente vetou o reajuste de 6,5% da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) que havia sido aprovada no Congresso Nacional com o objetivo de garantir a correção da tabela pela inflação. Na prática, isso significa que o governo está aumentando o Imposto de Renda a ser pago pelos brasileiros.

O brasileiro tem sido a grande vítima da incompetência e das contradições do governo do PT.

Ontem, o país foi vítima de um grande apagão de energia e surpreendido com o anúncio de aumentos de impostos.

O pacote de medidas anunciado pelo governo aumentará o preço de combustível, cosméticos, produtos importados e operação de créditos. Trata-se de mais um exemplo do estelionato praticado na campanha eleitoral para reeleger a presidente. Os discursos e programas de TV do PT abusaram do terrorismo político, afirmando que a oposição promoveria arrocho, aumento de impostos e redução dos benefícios sociais. Não era verdade. O PT está fazendo o que falsamente disse que a oposição faria.

É inaceitável que medidas dessa magnitude, que afetarão a vida de milhões de famílias, sejam tomadas sem nenhum debate com a sociedade.

A oposição vai se mobilizar no Congresso Nacional para impedir que medidas que penalizam parcelas expressivas da população, em especial o trabalhador brasileiro, sejam implantadas.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Retomo
É isso aí. Não cabe à oposição governar, mas fazer a devida crítica ao governo federal. A política não pode ser vivida como um estelionato permanente. Se a presidente Dilma achava necessárias as medidas em curso, que o dissesse. Em vez disso,  a petista garantiu que elas compunham o rol de intenções de seu adversário: justamente Aécio Neves.

O adesismo da oposição e da imprensa ao estelionato de Lula, desde 2003, resultou em quê? Há quem ganhe e quem perca com as medidas adotadas por Dilma. A oposição precisa dar os devidos nomes.

Fundação
A propósito: a Fundação Perseu Abramo, do PT, largou o braço nas medidas econômicas adotadas por Dilma. Está lá: “O problema é que, diante da continuidade de um mundo em crise e da desaceleração abrupta do mercado interno (último motor de crescimento da economia nacional que ainda funcionava), a possibilidade de esses ajustes aprofundarem as tendências recessivas da economia nacional não é desprezível”.

O texto diz ainda que o pacote fiscal “indica uma clara inflexão na estratégia da política econômica” e que o governo Dilma abandonou a agenda de incentivo à competitividade das empresas, como desonerações tributárias. Então tá. Será que é possível, a exemplo de 2003, de o petismo, sendo governo, criticar o governo, e a oposição, sendo oposição, elogiá-lo?

Aécio está certo. Quem tem o bônus de governar tem de ter o ônus. A propósito: o ônus da oposição é ficar fora do poder; o bônus, a liberdade de crítica. Isso não se confunde com sabotagem. Trata-se apenas de clareza.

Por Reinaldo Azevedo

20/01/2015

às 3:10

Aécio pergunta: “Onde está a presidente?”. Ou: Por que Dilma não foi à TV e deixou a tarefa para Joaquim Levy? Ela terceirizou o governo?

O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, divulgou uma nota nesta segunda, depois do anúncio de medidas na área fiscal feito pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em que se lê o seguinte:

“Onde está a presidente?

O Brasil está assustado com o tamanho da herança maldita que o primeiro governo Dilma deixou para o país. Apagão, racionamento de energia, aumento de impostos, cortes de direitos trabalhistas já preocupam e demonstram como milhões de brasileiros foram enganados durante a campanha eleitoral. Os erros do governo do PT não podem mais ser ‘escondidos embaixo do tapete’.  E a conta de todos esses erros será, injustamente, paga pela população.

Em meio a tudo isso, o país se pergunta: onde está a presidente?

Duas características são essenciais a um governante: responsabilidade e coragem.

Durante a campanha eleitoral, faltou responsabilidade à presidente. Focada apenas em vencer as eleições, a candidata adiou medidas necessárias que agora, diante de um quadro agravado, vão custar ainda mais caro à população.

Hoje, falta à presidente coragem para olhar nos olhos dos brasileiros e reconhecer que está fazendo tudo o que se comprometeu a não fazer.

Ao se omitir no momento do anúncio de medidas que afetarão gravemente a vida do nosso povo, a presidente parece querer terceirizar responsabilidades que são essencialmente dela.

A pergunta que milhões de brasileiros se fazem hoje é: onde está a presidente?”

Retomo
É evidente que as medidas anunciadas por Joaquim Levy vão na contramão de tudo o que prometeu a candidata Dilma Rousseff. O estelionato é, então, duplo: em primeiro lugar, elas revelam um país que não apareceu na campanha eleitoral. Ao contrário: Dilma afirmou que o Brasil estava pronto a entrar numa nova etapa de desenvolvimento.

Quem conhecia o riscado sabia que se tratava de uma mentira escandalosa. Mas quantos dispunham dos dados necessários para entender o que estava em curso?

Ao omitir dos brasileiros as dificuldades por que passava o país, a presidente também escamoteou as escolhas que seria levada a fazer. De certo modo, o estelionato é triplo: ela foi além de dizer que não faria o que está fazendo: acusou seu adversário de ter a agenda que ela própria aplica agora.

Há mais a dizer: quando se tratou de anunciar o desastrado corte da tarifa de energia, Dilma foi duas vezes à televisão. Agora, largou para o ministro da Fazenda a tarefa de anunciar o pacote de maldades que ele também negou solenemente que estivesse em curso em café da manhã com jornalistas na semana passada. Não que devesse antecipá-lo. Mas por que negar?

Dilma assumiu o segundo mandato faz 20 dias e conquistou a reeleição faz três meses. Largar para o ministro da Fazenda a tarefa de anunciar um pacote dessa magnitude corresponde, sim, a terceirizar o governo.

Por Reinaldo Azevedo

03/12/2014

às 22:25

Aécio: “Se denúncia for comprovada, eleição de Dilma é ilegítima”

O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, disse o necessário — e escandalosamente óbvio — nesta quarta, depois que veio a público parte do conteúdo do depoimento de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos executivos da Toyo Setal. Segundo ele revelou no âmbito da delação premiada, parte da propina paga pelas empreiteiras foi convertida em doação regular ao PT entre 2008 e 2011 — Dilma Rousseff foi eleita presidente em 2010.

Afirmou Aécio: “Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Nós estamos frente a um governo ilegítimo. Essa é a denúncia a meu ver mais grave que surgiu até aqui”. Ele tem razão. O tucano se disse “estarrecido” com a revelação e cobrou que a denúncia seja investigada. “Essa organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós.”

Sim, participou. E se trata, com efeito, de uma organização criminosa por qualquer critério que se queira.

Por Reinaldo Azevedo

01/12/2014

às 1:27

“Eu perdi a eleição para uma organização criminosa”, diz Aécio Neves

No Globo:
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência derrotado nas eleições de outubro, afirmou que não perdeu nas urnas para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Roberto D’Ávila, da GloboNews, que foi ao ar na noite de sábado. “Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está”, disse o tucano.

Na entrevista, Aécio fez várias outras críticas a Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. Ele afirmou que Dilma se mantém no poder às custas do que classificou como “sordidez” investida contra os oponentes, em especial durante a campanha eleitoral. “Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Não só eu fui vítima disso. O Eduardo (Campos) foi vítima disso, a Marina (Silva) foi vítima disso e eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará”, disse Aécio a Roberto D’Ávila.

Para o tucano, um ataque em campanha eleitoral, com respeito a determinados limites, “faz parte do jogo”. Ele ressaltou que a disputa entre candidatos deve ser de ideias, não de caráter pessoal. O senador lembrou que os embates com a presidente durante a campanha foram duros: “Eu tinha que ser firme, mas sempre busquei ser respeitoso. Mas, nesses embates, eu representava o sentimento que eu colhia no dia anterior, ou no mesmo dia de manhã, de uma viagem que eu tinha feito por alguma região do Brasil. Eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e também de indignação com tudo isso que aconteceu no Brasil.”

A comparação do PT com uma organização criminosa feita por Aécio não caiu bem no partido da presidente. O secretário nacional de Comunicação do partido, José Américo, considerou a declaração irresponsável e típica de quem não sabe se conformar com a derrota na eleição. José Américo disse que não viu a entrevista toda, mas vai pedir ao departamento jurídico do PT para analisar se é o caso de buscar alguma ação na Justiça contra o tucano. “É desagradável. Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB. Está em desvantagem na sociedade e no PSDB. E aí faz uma acusação irresponsável desse tipo”.

Na mesma entrevista, Aécio alertou para o risco de o Judiciário brasileiro ser politizado pelas indicações que a presidente Dilma fará para tribunais superiores. Ao longo do novo mandato, a petista indicará pelo menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque cinco dos atuais ocupantes das cadeiras completarão 70 anos, limite para a aposentadoria compulsória, até 2018. A outra vaga foi aberta em julho deste ano, quando o ministro Joaquim Barbosa pediu aposentadoria.

A presidente Dilma também fará seis nomeações para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos próximos quatro anos. O STJ é composto de 33 ministros. Antes de tomar posse, o ministro escolhido precisa passar por sabatina no Senado. Aécio pediu atenção aos parlamentares. “É preciso que o Congresso esteja muito atento às novas indicações, seja para o STJ, seja para o STF. Não podemos permitir que haja qualquer tipo de alinhamento político do Judiciário brasileiro. A sociedade está mais atenta do que nunca para que as nossas instituições sejam preservadas”, disse.

Por Reinaldo Azevedo

12/11/2014

às 19:40

Aécio: Oposição vai tentar derrubar manobra fiscal e, se preciso, vai à Justiça

Na VEJA.com:
O senador tucano Aécio Neves disse que a oposição vai trabalhar para derrubar a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que elimina da meta fiscal o limite de abatimentos de gastos com PAC e desonerações. “Estaremos vigilantes para impedir um cheque em branco para o governo”, disse. Segundo Aécio, que foi derrotado por Dilma Rousseff no pleito presidencial deste ano, afirmou que o Planalto quer, com a mudança, produzir um déficit e chamá-lo de superávit.

Aécio disse que, além de derrubar a proposta, a oposição estuda tomar medidas judiciais contra a proposta do Executivo. “Vamos discutir, inclusive, do ponto de vista judicial, quais as demandas cabíveis porque a presidente da República incorre em crime de responsabilidade se não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou o tucano, em entrevista na saída do plenário do Senado. Para o tucano, o governo deveria ter a “humildade” de dizer que fracassou. “Um governo que foi perdulário, que não foi responsável do ponto de vista da administração dos gastos públicos, não tem autoridade moral para pedir ao Congresso que altere uma lei por ele aprovada”, disse.

Aécio lembra que até poucos meses atrás, as principais autoridades do governo diziam que cumpririam o superávit primário de 1,9% do PIB. Contudo, até o momento, tem-se apenas um déficit de 15 bilhões de reais. Também nesta quarta-feira, a manobra fiscal que o governo tenta emplacar no Congresso foi alvo de críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC ironizou a iniciativa, dizendo que nem mesmo o Rei Pelé conseguiria driblar a meta fiscal. “É um drible que não da certo, vai mostrar a incompetência de bem gerir a economia do Brasil. É um gol contra, não tem sentido”.

Segundo o ex-presidente, se aprovada, a proposta de lei permitirá que o governo termine o ano com déficit fiscal, sem que seja penalizado por isso. “Dilma falou que eu quebrei o país três vezes. Não sei quando. Agora é ela quem está quebrando (o Brasil)”, disse FHC, durante palestra num evento de tecnologia, em São Paulo.

Por Reinaldo Azevedo

05/11/2014

às 20:54

O que significa “dialogar” para um partido de oposição? Ou: Papel da oposição é fazer oposição

Em toda parte, e aqui também, vocês lerão que, em seu primeiro discurso no Senado depois das eleições presidenciais, o tucano Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, condicionou o “diálogo” com o governo Dilma à apresentação de propostas concretas e a uma efetiva investigação dos malfeitos do petrolão. A notícia está certa. Ele realmente afirmou o seguinte: “Qualquer diálogo estará condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história do país, já conhecido como petrolão”.  Muito bem. Infiro, no entanto, que não foi o aspecto mais importante de sua fala. Até porque é preciso entender que diabos, afinal, significa “diálogo”.

O eixo do discurso do meu gosto pessoal — e que creio bem mais importante politicamente — está em outro trecho. Afirmou Aécio: “Quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar (…) que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários. Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passassem as eleições. Fomos acusados de propostas que jamais fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos e não somos”. Já escrevi aqui e reitero: o PSDB — e partido algum! — não pode mais ser refém da narrativa criada pelo PT.

É preciso, de resto, que a gente se pergunte o que quer dizer “diálogo” em política? Ora, os partidos da base governista dialogam entre si, certo? Cada um tem uma pretensão. Apoio não se dá em troca de nada. Há reivindicações e concessões. É o diálogo. Para um partido de oposição, o que significa “dialogar”? Como é que republicanos e democratas dialogam nos EUA? Como é que democrata-cristãos e social-democratas dialogam na Alemanha? Eu digo como: vigiando-se! É, é isto mesmo: vigiando-se! Até havia pouco, em larga medida, o PSDB sambava na mão do PT por excesso de… como direi?, governismo! É preciso saber ser oposição.

Vamos a exemplos práticos? Faz sentido um partido de oposição aprovar uma medida ruim para o país só porque é oposição? Esse é o PT. Votou contra o Plano Real, votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, combateu as privatizações… Porque essas medidas eram ruins? Não! Porque era oposição. Não creio que seja esse o papel do PSDB ou de qualquer oposição responsável.

Pensemos agora na reforma política. É possível conciliar as pretensões do PT com as do PSDB? Não! Esse “diálogo” tem de ser feito só no ambiente do Congresso? Também não! O âmbito há de ser as ruas, a sociedade organizada, a opinião pública. É possível conciliar a visão que o PT tem da economia com o diagnóstico dos tucanos? Até onde se sabe, também não!

Aécio falou de uma sociedade que despertou. É ela a fonte de sua legitimidade. Para encerrar, lembro de todos os estelionatos eleitorais já cometidos por Dilma do dia 27 de outubro, o seguinte ao segundo turno, a esta data. Em nome do diálogo, deve-se abrir mão de fazer essa denúncia? É claro que não! E Aécio as fez. Só existe conversa entre os que preservam a sua identidade e não abrem mão de seus princípios.

Por Reinaldo Azevedo

05/11/2014

às 20:09

Da tribuna, Aécio condiciona diálogo à investigação sobre petrolão

Por Gabriel Castro, na VEJA.com. Volto no próximo post.
O senador Aécio Neves completou nesta quarta-feira o roteiro previsto para reforçar seu papel como líder da oposição: em um pronunciamento feito na tribuna do Senado, ele deixou claro que, impulsionada pelos 51 milhões de votos nos tucanos no segundo turno, a postura da oposição deve ser muito mais dura no segundo mandato.

No discurso, Aécio condicionou o diálogo com a presidente Dilma à apresentação de propostas e ao compromisso do governo com a investigação completa dos desvios na Petrobras. “Agora os que foram intolerantes durante doze anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo estará condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história do país, já conhecido como petrolão”.

Em seu pronunciamento, Aécio atacou os métodos usados pelo PT na campanha, com o uso de boatos e ofensas pessoais para atingir os adversários. “Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo e agrediu a consciência democrática do país”, disse ele.

O tucano mencionou especificamente a campanha do medo sobre o possível fim do Bolsa Família. “Espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias negando-lhes o livre exercício da cidadania. Essa intimidação e essa violência só têm paralelo em regime que demonstram muito pouco apreço pela democracia”.

Aécio também ressaltou o que, na visão dele, foi o lado positivo da campanha: o crescimento da militância contra o governo. “Nós assistimos, senhoras e senhores, ao despertar de um novo país. Sem medo, crítico, mobilizado, com voz e convicções, que não aceita mais o discurso e a propaganda que tenta justificar o injustificável”, afirmou.

O tucano disse que nunca havia subido a uma tribuna no Congresso com tamanha carga de responsabilidade quanto nesta quarta-feira. E prosseguiu: “Quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar (…) que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários. Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passassem as eleições. Fomos acusados de propostas que jamais fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos e não somos”.

O senador tucano mencionou ainda a resolução que o PT divulgou na quarta-feira, defendendo o controle da mídia, a democracia direta e a construção de uma “hegemonia”. “Precisamos estar atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial ao país que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições”, disse ele.

O tucano continuou: “Nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha, alternância de poder”. Aécio encerrou o discurso dirigindo-se a seus eleitores: “Digo em nome dos nossos companheiros de oposição. Agora e a cada dia dos próximos anos estaremos presentes”.

 

Por Reinaldo Azevedo

05/11/2014

às 15:25

Aécio reúne aliados pela “oposição mais vigorosa que o país já viu”

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
Em um ato com a presença de políticos do PSDB e de mais seis partidos, o senador Aécio Neves prometeu nesta quarta-feira fazer uma oposição firme ao governo da presidente Dilma Rousseff. Ele encerrou seu discurso conclamando os aliados fazer “a mais vigorosa oposição a que esse país já assistiu”. O evento, realizado em um auditório da Câmara dos Deputados, foi organizado para marcar o papel do tucano na função de líder inconteste do bloco oposicionista ao governo Dilma Rousseff. O próprio Aécio, entretanto, disse que a oposição não precisa ser liderada.

Depois de ouvir vários pronunciamentos em que foi saudado como comandante do bloco oposicionista, o tucano adotou um discurso diferente: “A oposição brasileira hoje não precisa de um líder. Ela tem viva na alma e no sentimento de milhões de brasileiros sua mais importante essência, que é a indignação com tudo o que vem acontecendo no Brasil nesses últimos anos, mas também uma esperança forte e enraizada em relação àquilo que podemos mudar”, afirmou.

Ao citar um conselho que recebeu do avô Tancredo Neves, o tucano deixou subentendido que sua ação como opositor no Congresso é um caminho essencial para pleitear uma nova candidatura à Presidência: “Voto você nunca tem, voto você teve. E você tem que trabalhar muito para manter viva, nessas pessoas que lhe depositaram através do voto sua confiança, a mesma chama que as fez acordar num domingo e ir às urnas tentar mudar o Brasil”.

Aécio criticou os ataques desferidos pela campanha petista contra seus adversários e lembrou a frase em que Dilma Rousseff afirmou ser possível fazer “o diabo” nas eleições. “Pelo menos cumpriram a palavra: disseram que iriam fazer o diabo nessas eleições. O diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas nessas eleições”, afirmou. O tucano também ironizou o aumento na taxa de juros e o reajuste na gasolina, anunciados logo após as eleições: “Perguntavam: ‘Aécio e as medidas amargas quais serão?’ Estão aí”.

No evento, onde foi aplaudido por diversas vezes, Aécio ouviu promessas de lealdade de líderes do DEM, do SD, do PPS e do PSC, além da senadora Ana Amélia (PP-RS) e do vice-governador eleito de Pernambuco, Raul Henry (PMDB). Entre os tucanos, estavam o governador reeleito do Pará, Simão Jatene, o governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. “Política é fascinante porque o suposto derrotado é aplaudido todos os dias e a suposta vencedora se enclausura num mausoléu”, disse Virgílio em seu discurso.

Durante a tarde, Aécio fará seu primeiro discurso no plenário do Senado após a derrota nas eleições presidenciais.

Por Reinaldo Azevedo

04/11/2014

às 19:52

Fala de Aécio é auspiciosa num momento em que eleitores de oposição são hostilizados por partidos, jornalistas, imprensa e até Procuradoria-Geral da República

Num momento em que manifestantes que se opõem ao governo Dilma estão sendo francamente hostilizados por partidos políticos, por jornalistas, pela imprensa como ente e até pela Procuradoria-Geral da República, soa auspiciosa a fala do senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e candidato derrotado à eleição presidencial neste 2014 por uma diferença de pouco mais de três pontos percentuais.

Afirmou o senador no seu retorno a Brasília nesta terça: “Eu chego hoje ao Congresso Nacional para exercer o papel que me foi delegado por 51 milhões de brasileiros. Vou ser oposição sem adjetivos. Se quiserem dialogar, apresentem propostas que interessem aos brasileiros. No mais, nós vamos cobrar eficiência da gestão pública, transparência dos gastos públicos, vamos cobrar que as denúncias de corrupção sejam apuradas e investigadas em profundidade”.

É isto: oposição não tem adjetivo mesmo; é um primado da democracia. Não existe na China, na Coreia do Norte, no Irã ou em Cuba, mas é forte no Chile, na França, no Reino Unido, na Alemanha, no Japão ou nos EUA. Quando os eleitores vão às urnas, não elegem apenas o governo, mas também quem lhe fará oposição. Escolhe os oposicionistas aquele que vota em “A”, não em “B”; escolhe os oposicionistas aquele que, votando em “B” já na expectativa de que seja derrotado, insiste na sua opção para que este possa exercer a devida vigilância sobre “A”. Não compreender esse jogo é ignorar o básico da democracia.

Sim, o PT ignora; não é um partido que acate os valores da democracia. É por isso que, em sua resolução, a legenda associa o adversário ao racismo, ao machismo, à ditadura militar, a práticas, enfim, odiosas que, se fossem verdadeiras, fariam do PSDB um grupamento desprezível. Mas é claro que isso é falso. Trata-se apenas de um esforço para desqualificar o outro e tentar deslegitimá-lo como um ator político. Quem trata assim o adversário assaca contra este as piores baixarias, faz uma campanha no esgoto e ainda culpa a vítima.

Que o PSDB não se esqueça mesmo do papel que lhe atribuíram os eleitores. E que saiba ser politicamente implacável com um governo que, desligadas as urnas, eleva a taxa de juros, corrige a tarifa de energia e se prepara para aumentar o preço dos combustíveis — imputações que fazia aos adversários. Mas esses ainda são os estelionatos menores. O maior foi ter fraudado, uma vez mais, a história.

Nessa campanha eleitoral, a oposição voltou, em grande medida, a ter o domínio de sua própria narrativa, que havia sido sequestrada pelo PT. Que continue a ser a melhor porta-voz de si mesma, sempre atenta aos múltiplos tentáculos do petismo e à sua capacidade de tornar influentes mentiras grotescas, como a que tenta atribuir aos que protestam nas ruas um intento golpista. É uma falácia estúpida.

A tarefa de Aécio é árdua.

Por Reinaldo Azevedo

04/11/2014

às 19:17

Aécio volta ao Congresso e afirma: “O Brasil despertou”

Por Gabriel Castro, na VEJA.com. Volto no próximo post.
O candidato derrotado à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, retornou nesta terça-feira ao Congresso Nacional. Ele foi recebido com festa por militantes e parlamentares tucanos ao chegar ao Senado pela primeira vez desde o fim das eleições. Aos gritos de “Aécio, Aécio”, caminhou rumo à Casa seguido pelos militantes, que chegaram ao Congresso em três ônibus fretados. Cruzou a portaria do Parlamento e seguiu direto para o plenário. “O Brasil despertou. O Brasil hoje é um Brasil diferente do Brasil antes da eleição. Emergiu um novo Brasil, que quer ser protagonista do seu próprio futuro”, afirmou o tucano.

Em uma tumultuada entrevista concedida no Senado, o tucano disse que vai fazer uma oposição “sem adjetivos”. “Eu chego hoje ao Congresso Nacional para exercer o papel que me foi delegado por 51 milhões de brasileiros. Vou ser oposição sem adjetivos. Se quiserem dialogar, apresentem propostas que interessem aos brasileiros”, disse ele, que prosseguiu: “No mais, nós vamos cobrar eficiência da gestão púbica, transparência dos gastos públicos, vamos cobrar que as denúncias de corrupção sejam apuradas e investigadas em profundidade”.

Nos quatro primeiros anos de seu mandato no Senado, Aécio evitou fazer parte da ala mais combativa do bloco PSDB-DEM, e apostava na chamada “oposição propositiva” – o que lhe rendeu críticas de aliados. A prometida “oposição sem adjetivos” acena com uma mudança de postura do tucano. “Eu vou estar aqui vigilante para que essa permanente tentativa de cerceamento das liberdades, em especial da liberdade de imprensa, sejam contidas.”

Aécio mandou um recado ao governo: “Quando o governo olhar para a oposição eu sugiro que não contabilize mais o número de assentos ou de cadeiras no Senado e na Câmara, olhe bem que vai encontrar mais de 50 milhões de brasileiros que vão estar vigilantes, cobrando atitudes desse governo”.

O tucano deu a entender que não aceitará tão cedo o diálogo proposto, de forma genérica, pela presidente Dilma Rousseff. “Esse governo, pela forma como agiu na campanha eleitoral, de forma absolutamente desrespeitosa com seus adversários, de forma absolutamente temerária em relação aos beneficiários de programas sociais permanentemente ameaçados de perdê-los se nós vencêssemos as eleições, não legitima o governo nesse instante para uma proposta de diálogo sem que o conteúdo dessas propostas seja conhecido por nós”, disse ele.

O tucano também parafraseou a ex-senadora Marina Silva: “Infelizmente, o governo da presidente Dilma venceu essas eleições perdendo. Eu, e aqui lembro Marina Silva, perdi essas eleições vencendo”. Sobre a auditoria pedida pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral, ele disse que é uma medida natural e que ele acredita na lisura dos ministros da corte. “Foi uma decisão do departamento jurídico da nossa coligação, o que eu respeito. Até porque é um direito de qualquer parte envolvida no processo eleitoral”, afirmou. “Nós não estamos querendo mudar o resultado da eleição”, disse ainda.

Por Reinaldo Azevedo

27/10/2014

às 5:21

Leia a íntegra do discurso de Aécio Neves

Minha primeira palavra é de profundo agradecimento a todos os brasileiros que participaram desta festa da democracia. Agradecimento especial aos mais de 50 milhões de brasileiros que apontaram o caminho da mudança. Serei eternamente grato a cada um de vocês que me permitiram voltar a sonhar e a acreditar na construção de um novo projeto. As cenas que vivi ao longo destes últimos meses jamais sairão da minha mente e do meu coração.

Cumprimentei agora há pouco, por telefone, a presidente reeleita. E desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo. E ressaltei: considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros.

Uma palavra de agradecimento especial a cada companheiro, representado por tantos que estão aqui, e faço na figura do senador Aloysio Nunes: bravo companheiro nesta jornada, com quem tive também o privilégio de compartilhar novas expectativas em relação ao Brasil.

Portanto, mais vivo do que nunca, mais sonhador do que nunca, eu deixo essa campanha, ao final, com sentimento de que cumprimos o nosso papel. E repito, para encerrar, mais uma vez, São Paulo, que é o que retrata para mim de forma mais clara o sentimento que tenho hoje na minha alma e no meu coração. Combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé. Muito obrigado a todos os brasileiros.

Por Reinaldo Azevedo

24/10/2014

às 2:06

Neymar apoia Aécio. Sem falsificação!

Sites da campanha da petista Dilma Rousseff tentaram falsificar o apoio do craque Neymar. Uma foto do jogador chegou a ser adulterada. O vídeo que segue abaixo é para valer, com um texto impecável. Neymar apoia Aécio Neves. Sem falsificação.

 

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 23:29

Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV contra pancadaria do PT

Na VEJA.com:
Bombardeado desde o último final de semana por ataques pessoais feitos pelo PT, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez um longo depoimento em seu programa eleitoral na TV apontando “a onda de calúnias” propaladas contra ele na reta final da eleição. O tucano exibiu mensagens de apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia aérea em agosto.

Marina afirmou que foi vítima na primeira etapa da eleição dos ataques feitos pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff que agora se repetem contra o tucano. “Eduardo Campos e eu fomos vítimas da mesma estratégia destrutiva que agora é usada contra Aécio”, disse. “Não se deixem intimidar pela campanha que a candidata Dilma está fazendo”, completou. Na sequência, Renata Campos também deixou mensagem afirmando que Aécio “não representa um partido, mas um conjunto de forças que se juntaram no segundo turno”.

Aécio lembrou a artilharia desferida pelo PT a Eduardo Campos e afirmou que “as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora dizem o mesmo sobre ele”. Foi um recado direto ao ex-presidente Lula, que tem capitaneado a onda de baixarias em comícios pelo país – algo lamentável para um ex-presidente da República. Além de chamar o tucano de “playboy”, Lula tem dito que o tucano é violento com mulheres: “Fui acusado de comportamento criminoso, de ser desrespeitoso com as mulheres, uma ofensa à minha esposa e à minha filha”.

O tucano ainda citou o terrorismo eleitoral feito pelo PT, que desde o início da campanha espalha o discurso do medo, segundo o qual programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida serão encerrados se o PT deixar o poder e bancos públicos serão privatizados. “Não podemos ter medo do PT. Eu não tenho medo do PT”, disse.

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 20:16

Aécio: Lula “apequena sua biografia” ao promover baixaria

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira o papel desempenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições deste ano. Desde o último final de semana, Lula tornou-se protagonista da baixaria promovida contra o PSDB.  “O Lula não está disputando a eleição, eu o ignoro. Mas lamento apenas que um ex-presidente da República se permita cumprir um papel tão inexpressivo como o que ele vem cumprindo no final dessa campanha eleitoral”, disse Aécio, numa rara menção ao petista. “É triste para sua própria biografia. Só quem perde com isso é ele, que apequena sua biografia com ataques torpes e absurdos”, completou. Embora não seja candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Lula tem feito ataques pessoais a Aécio, a quem chamou de “filhinho de papai” e insinuou que agride mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, afirmou Lula em Belo Horizonte no último sábado. O ex-presidente também comparou o tucano a Fernando Collor de Melo, candidato que em 1989 que protagonizou baixarias contra o próprio petista e, ironicamente, hoje é seu aliado. Nesta terça, o petista chegou ao ponto de comparar tucanos a nazistas.
 
Para minimizar o terrorismo eleitoral disseminado pelo PT, Aécio Neves reiterou nesta quarta o compromisso de manter programas sociais, como o Bolsa Família, fortalecer o papel dos bancos públicos, acabar com o aparelhamento da máquina estatal e discutir um mecanismo para acabar com o fator previdenciário. “Nessa reta finalíssima da campanha é hora de reiterarmos alguns compromissos: o primeiro deles é o compromisso de garantir a continuidade dos programas sociais em andamento, em especial do Bolsa Família. O segundo, o compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, com a sua profissionalização e com a valorização dos servidores de carreira. Falo isso, em especial, aos servidores da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES e de empresas públicas, como os Correios, a Petrobras e a Eletrobras”, disse. “Quero reiterar meu compromisso com os aposentados brasileiros. Vamos rever o fator previdenciário e encontrar uma forma de não impactar e punir os aposentados brasileiros.”
 
Mais uma vez, Aécio Neves disse ser o “candidato de amplo sentimento de mudança” e afirmou que, diante de todos os ataques, “deixa que as pessoas respondam nas urnas todas essas infâmias”. “A verdade vai vencer a mentira e as propostas vão vencer os ataques. Tenho certeza que o Brasil novo, renovado nos seus valores e nas suas práticas vai vencer o Brasil velho e antigo que é representado hoje por este governo”, declarou. “Essa campanha vai ficar marcada na história do Brasil como a campanha da infâmia por parte dos nossos adversários.”
Por Reinaldo Azevedo

21/10/2014

às 19:30

Aécio sobre pesquisas: “O Brasil saberá responder nas urnas”

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, visita nesta terça-feira a cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Com o cenário bastante acirrado no Estado, o tucano busca garantir ao PSDB nova vitória em um colégio eleitoral com 1,8 milhão de eleitores – no primeiro turno, Aécio obteve 41,32% dos votos em MS, à frente de Dilma Rousseff (PT). Sobre a pesquisa Datafolha divulgada na noite de segunda-feira, em que Dilma aparece numericamente à frente, o tucano não demonstrou preocupação: “Pelo que nós vimos no primeiro turno, essa pesquisa do Datafolha já está me dando como eleito. Sou o próximo presidente da República se a diferença for essa. Todas as nossas pesquisas apontam uma margem enorme, muito maior do que essa, sobre a candidata”.

Para reforçar seu argumento, Aécio lembrou sua virada no primeiro turno. “Se eu me abalasse com pesquisas, certamente não teria tido o resultado que tive. Com o resultado que tive no primeiro turno, os institutos de pesquisas estão devendo aos brasileiros explicações, porque os erros foram grosseiros”. Sobre o aumento em seu índice de rejeição, afirmou: “O Brasil vai saber responder nas urnas”.

Aécio falou na chegada ao aeroporto ao lado do candidato tucano ao governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Seguiu para encontro com lideranças políticas locais na Associação Nipo-brasileira. De lá, viaja para evento de campanha em Goiânia.

Acerca dos depoimentos de envolvidos no esquema desbaratado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal que envolvem tucanos, o presidenciável disse que o partido vai “investigar doa a quem doer e punir quem quer que seja”. Afirmou ainda que, ao contrário do que faz o PT, não pretende “homenagear” os investigados caso se comprove a ligação deles com o esquema.

Por Reinaldo Azevedo

17/10/2014

às 16:09

Ao lado de Marina, Aécio diz: ‘Disputa política não é guerra’

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo (Joel Silva/Folhapress)

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo (Joel Silva/Folhapress)

Por Bruna Fasano e Talita Fernandes, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e a candidata derrotada do PSB, Marina Silva, realizaram nesta sexta-feira seu primeiro encontro oficial depois da ex-senadora declarar apoio ao tucano no segundo turno. E o clima não poderia ser melhor: a união foi selada com direito a troca de abraços e elogios. Membros do PSDB e PSB faziam fila para cumprimentar a dupla – uma cena que emprestou ao evento político ares de casamento. Ao lado da nova aliada, Aécio afirmou que a aliança é exemplo de uma “nova prática política”. “O que nós assistimos na política é o oposto disso. São entendimentos em torno de cargos, entendimentos em torno de vantagens, conveniências”, afirmou o tucano. Criticou ainda os ataques pessoais proferidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) no debate de quinta-feira e prometeu reagir a “todas as calúnias”. “Faço convocação a Dilma para um debate programático. Disputa política não é guerra, não pode ser um vale-tudo. Ninguém destrói alguém e vence”.

Já Marina, que abandonou o tradicional coque para o evento, classificou o compromisso que Aécio formou com os brasileiros como “corajoso”, dizendo que ele soube interpretar “o que está acontecendo neste país nos últimos vinte anos”. “Aécio teve coragem de apresentar, doze anos depois, uma carta-compromisso aos brasileiros, indicando que vai resgatar os compromissos com política macroeconômica, que estão sendo terrivelmente prejudicados com juros altos, inflação alta e baixíssimo crescimento e pouco investimento no nosso país. O compromisso de que vai manter as políticas sociais e aperfeiçoá-las”, disse Marina. Ela afirmou ainda que Aécio deve vencer as eleições “ganhando”, já que não fez alianças sem compromissos.

Aécio evitou abordar o papel que caberia a Marina em um eventual governo tucano, dizendo que tratar do assunto “seria uma forma de desrespeito” à ex-senadora. “A Marina traz um simbolismo muito grande. Eu vejo através do abraço e do beijo carinhoso que recebi da Marina, o abraço e o beijo carinhoso de milhões de brasileiros que querem mudar esse país. São esses brasileiros que eu defendo a partir de agora”, disse, acrescentando que Marina não faz qualquer tipo de exigência para apoiá-lo.

Por Reinaldo Azevedo

17/10/2014

às 13:01

Lula, o Babalorixá de Banânia, agora espalha que Aécio foi agressivo. Claro… Suave foi Dilma, né?

Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia, já começou a entrar na fase do desespero eleitoral e decidiu aderir ao “coitadismo”. Acusa por aí, para gáudio dos blogs sujos, que o tucano Aécio Neves foi agressivo com a petista Dilma Rousseff, como se, nesta eleição, os adversários é que estivessem recorrendo ao jogo sujo.

Fiquemos, por enquanto, nas práticas rasteiras contra Aécio. Quem partiu para a desconstrução do governo de Minas? Não que isso seja em si um pecado, desde que os números empregados sejam verdadeiros. E não são. Quem, no debate do SBT, apelou a questões familiares e, na noite desta quinta, avançou para o campo pessoal? Que partido, nos bastidores e até abertamente, na imprensa, faz ameaças, como se tivesse um grande trunfo na manga? Ontem, o deputado Vicentinho (PT-SP), sem nenhum pudor, sugeriu a jornalistas que a pancadaria que está aí é só o começo.

Na quarta, alertei aqui, os petistas plantavam em todo canto, para qualquer jornalista que quisesse ouvir, que uma grande bomba está para estourar nesta sexta. Anteciparam? Já teria sido a de ontem, com a acusação feita por Paulo Roberto Costa de que Sérgio Guerra, já morto e ex-presidente do PSDB, recebeu propina da quadrilha que atuava na Petrobras? A delação premiada, que corre em sigilo de Justiça, estaria sendo instrumentalizada “pelos companheiros”, que, não obstante, reclamam da divulgação de um depoimento do ex-diretor da Petrobras que nem sob sigilo está?

Mas voltemos um pouco e pensemos em Marina. Lembrem-se do que o PT fez com ela. Reitero: não tenho a menor simpatia pela líder da Rede e discordo de uma penca de coisas que ela diz. Mas pergunto: independência do BC tira a comida do prato dos brasileiros? Marina pretendia mesmo paralisar o pré-sal e provocar rombo de R$ 1,3 trilhão na educação? Chega a ser revoltante. Pior de tudo: o partido, que é aliado de Paulo Maluf e de Fernando Collor, chegou a acusar Marina de se alinhar com representantes do regime militar.

É certamente o que Lula chama de “campanha honesta”. 

 

Por Reinaldo Azevedo

15/10/2014

às 7:11

AÉCIO FOI O MELHOR NO DEBATE. E COM FOLGA. SE VENCEU, AÍ, QUEM DIZ, É O ELEITOR. OU: SOBRE A VIOLÊNCIA

Por ocasião de debates anteriores, já observei neste blog que existe uma diferença entre ser o melhor e vencer o debate. Não adianta ter tido o desempenho mais robusto se o telespectador achar o contrário. Que Aécio teve uma performance superior à de Dilma no confronto da TV Bandeirantes da noite desta terça, isso me parece evidente. Seja porque argumentou com mais clareza — Dilma não é exatamente uma grande oradora —, seja porque procurou falar do país que teremos, não daquele que tivemos. Não que o PSDB precise se envergonhar de sua história. Afinal, um partido que tem no currículo o Plano Real, a estruturação do SUS e a criação dos programas depois apelidados de “Bolsa Família” pode se orgulhar de seu passado. Ocorre que o bem e o mal que tucanos e petistas fizeram ao Brasil ficaram para trás. Servem, sim, para instruir o futuro, mas não mais do que isso. Infelizmente — e lamento pelo país —, o PT luta apenas para contar uma versão dessa história — a sua. Parece não ter mais nada a oferecer.

O embate, desta feita, foi duro. O momento mais tenso foi quando Aécio pediu que Dilma olhasse nos seus olhos e disparou: “Não seja leviana. A senhora está sendo leviana”. A petista se calou. Ela o havia acusado de construir um aeroporto em terras de familiares, o que, de fato, é falso, já que a área tinha sido desapropriada. Tanto é assim que o Ministério Público recusou a denúncia criminal, e o Tribunal Superior Eleitoral proibiu que a campanha de Dilma explorasse o assunto no horário eleitoral.

A petista sacou o aeroporto quando ficou sem resposta diante das evidências de corrupção na Petrobras. Aécio acusou a adversária de não demonstrar indignação e cobrou uma, como direi?, inverdade que ela vive repetindo: a de que demitiu Paulo Roberto Costa da Petrobras. Não! Ele é que pediu demissão, e a ata que registra a sua saída o saúda pelos serviços prestados. O tucano poderia ter lembrado, adicionalmente, que ela deu um novo emprego a Nestor Cerveró depois que ele já havia deixado a empresa: o de diretor financeiro da BR Distribuidora. Segundo Costa e Alberto Youssef, Cerveró era o operador do PMDB na estatal.

Dilma  usou também o Mapa da Violência para afirmar que, na gestão Aécio, o índice de homicídios disparou em Minas. É falso. Ele governou o Estado entre 2003 e 2010. No período, segundo o Mapa, os mortos por 100 mil habitantes caíram em Belo Horizonte de 57,6 para 34,9; no Estado, de 20,6 para 18,1. Não acreditem em mim, mas no documento citado por Dilma. Eles estão aí abaixo.

Mapa da Violência - totais

Mapa violência - as capitais

Porto em Cuba
Dilma se enrolou para explicar o financiamento, pelo BNDES, de um porto em Cuba. Não disse, afinal de contas, por que os dados dessa operação são considerados secretos. Afirmou que a ação foi benéfica para empresas brasileiras, sem conseguir explicar por que os portos aqui no nosso país estão em petição de miséria.

Mais uma vez, voltou a ser assombrada pela inflação e pela frase de seu secretário de política econômica, que sugeriu que os brasileiros trocassem carne por ovo ou frango. A candidata deixou boa parte dos telespectadores boiando quando afirmou que a inflação se explica em razão de um “choque de oferta” de carne e energia. Em português, ela quis dizer que esses são produtos escassos neste momento, mas que tudo vai passar. Curioso! O governista Delfim Netto já dava essa explicação em abril deste ano. Estamos em outubro. Naquele caso, o choque de oferta era de outros produtos. Pois é… De choque de oferta em choque de oferta, a inflação vai ficando. A ser assim, alguém ainda nos sugerirá que troquemos os ovos pelas moscas.

Mas isso tudo foi fichinha perto do espetáculo de sandices “no que se refere”, como diria Dilma, ao Bolsa Família e ao ensino técnico. Vejam os outros posts.

Há eleitores que votam em quem tem o melhor desempenho? Se há, Aécio pode comemorar. Até porque pegou Dilma no contrapé quando afirmou que parecia um debate entre dois candidatos de oposição. Afinal, ali estava a petista a prometer mudanças se reeleita. O que nunca entendi é por que não começa a mudar agora. Afinal, ela já é presidente da República.

Texto publicado originalmente às 4h49
Por Reinaldo Azevedo

12/10/2014

às 17:09

Aécio sobre a decisão de Marina: “Um só corpo, um só projeto, em favor do Brasil”

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves, afirmou na tarde deste domingo que o apoio de Marina Silva, candidata derrotada no primeiro turno, os transforma em “um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros”.

Em visita a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior paulista, para comemorar a festa da Padroeira do Brasil, o tucano afirmou que o apoio da ex-ministra do Meio Ambiente, oficializado neste domingo, é “essencial”. “A chegada de Marina constrói aquilo que é essencial. Constrói um novo momento de nossa candidatura, de forma definitiva”, disse. E completou afirmando que soube do apoio de Marina ontem à noite, quando os dois conversaram por telefone. “Mas não cabia a mim antecipar a decisão dela.”

Questionado se teria feito concessões para que Marina declarasse seu apoio, o tucano negou: “Ao contrário, nosso plano de governo é absolutamente convergente. O plano de governo é uma obra em permanente construção, até porque ninguém pode ter um plano de governo pronto e amarrado para demandas que também não cessam. Houve uma convergência muito natural”.

Na manhã deste domingo Marina anunciou seu apoio “como cidadã” a Aécio. Carta enviada pelo tucano no sábado teve papel fundamental na decisão. Marina fez questão de ressaltar que interpretou a carta não como tentativa de atrair seu apoio, mas sim como “carta-compromisso endereçada ao povo brasileiro”.

O presidenciável, no entanto, evitou responder se a ex-ministra integrará seu palanque e aparecerá em propagandas eleitorais. “Não cabe a mim solicitar absolutamente nada”, respondeu.

O tucano perdeu a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O compromisso, marcado para as 8h30 da manhã, seria realizado ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do senador eleito José Serra (PSDB). O tucano chegou ao fim da celebração católica, acompanhado pela esposa Letícia Weber, e participou apenas de uma entrevista coletiva.

Segundo o bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida, Darcy Nicioli, a presidente-candidata Dilma Rousseff também foi convidada para assistir à missa, mas alegou “problemas de agenda” e declinou o convite.

O tucano rebateu a crítica feita por Dilma ontem, em Contagem, Minas Gerais. Segundo a presidente, o primeiro cargo público ocupado por Aécio foi uma indicação política e por isso o partido não teria moral para criticar o aparelhamento público da máquina. Aécio foi alçado à vice-presidência da Caixa Econômica aos 25 anos, após a morte de seu avô, Tancredo Neves.

“Nós estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tenta me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade. Ocupei cargos pelo voto popular. Tenho uma trajetória muito diferente da dela, praticamente oposta. Ela construiu sua vida pública toda por indicações. Talvez a grande diferença seja que todos os cargos que ocupei, eleitos ou por indicação, eu os honrei, com dignidade, com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da Presidência da Republica”, afirmou, em referência ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, envolvido em sucessivos escândalos de desvio de dinheiro e preso pela Polícia Federal.

“Na casa da Mãe do Brasil, nossa Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, vim pedir as bênçãos nessa travessia que nos levará a um Brasil mais justo e solidário. Vim pedir que não prevaleça a tentativa da divisão de irmãos. Pelo contrário, queremos um país cada vez mais próximo, mais unido, com menos diferenças entre as classes sociais”, afirmou Aécio.

Por Reinaldo Azevedo
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados