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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

16/09/2014

às 15:34

Lula e Stedile depredam instituições na Petrobras, e vagabundos disfarçados de militantes depredam a ordem em SP; estes são apenas braços operacionais daqueles

Nada acontece no vácuo. Os eventos históricos se dão num determinado tempo e obedecem a seu espírito. Coisas que antes nos pareciam impensáveis acabam se naturalizando e sendo tomadas como normais. E nós vivemos dias em que vândalos, bandidos, assaltantes da democracia reivindicam o suposto direito de nos assombrar com a sua violência.

Pior: a Justiça, os políticos e, sobretudo, a imprensa acabam sendo tolerantes com os criminosos, confundindo a atuação de marginais da democracia com atos de resistência. Não aqui. Não aqui! Aqui, bandido é chamado de “bandido”; vagabundo é chamado de “vagabundo”; safado é chamado de “safado”.

Algumas horas apenas — na verdade, uma noite! — separam o ato liderado por Lula e João Pedro Stedile, em frente à Petrobras, no Rio, do caos promovido, nesta manhã, no Centro de São Paulo por supostos sem-teto, durante uma ação de reintegração de posse. O que uma coisa tem a ver com a outra?

O caso é o seguinte: a Polícia Militar tentava executar, nesta manhã,  pela terceira vez — a primeira se deu em junho — a reintegração de posse de um hotel, situado na Avenida São João, invadido por uma tal Frente de Luta por Moradia, a FLM.

Esse grupo se intitula um dos muitos “coletivos”, como se diz em “esquerdês”, que reúnem invasores de propriedades públicas e privadas. Trata-se de um dos muitos agrupamentos formados por militantes políticos de esquerda e extrema esquerda que instrumentalizam a pobreza e a ignorância para fazer política.

A Polícia Militar tentou dialogar. Observem: desocupar o prédio era uma determinação judicial. A PM não poderia deixar de cumprir a ordem ainda que quisesse. Os líderes do movimento avaliaram que não havia caminhões em número suficiente para transportar os pertences dos invasores, e teve início, então, o ataque aos PMs.

Do alto do edifício, objetos pesados os mais diversos eram lançados contra os policiais. E a corporação cumpriu, então, o seu dever, que é o dever da democracia quando veste farda: reagir e conter os atos de vandalismo. O prédio foi ocupado pelos policiais, houve conflitos, bombas de gás lacrimogêneo tiveram de ser usadas.

Foi o que bastou. Profissionais da desordem espalharam o caos pelo centro da cidade. Houve confrontos e depredações nas ruas Barão de Itapetininga, Ipiranga, 24 de Maio e nas áreas próximas à Praça da República. Na rua Xavier de Toledo, um ônibus biarticulado foi incendiado. Uma loja da Claro e outra da Oi foram saqueadas. Três pessoas foram presas em razão de atos de vandalismo, e 70 invasores foram encaminhados à Polícia para serem liberados em seguida.

Muito bem, leitores. Isso é luta por moradia? Não! O nome disso é banditismo, crime organizado, violência planejada. Note-se à margem que, na raiz do caos, já há uma decisão escandalosa da Justiça: houve a ordem de reintegração de posse, sim. Mas sabem a quem cabia a obrigação de enviar os caminhões para transportar os pertences dos invasores? Ao dono do imóvel. É estupefaciente! O proprietário tem esbulhado o seu direito, e a Justiça ainda lhe atribui uma obrigação.

Agora volto a Lula. Agora volto a João Pedro Stedile. O chefão do MST afirmou ontem, em frente à sede da Petrobras, que promoverá protestos diários caso Marina Silva vença a eleição. Lula tentou reunir milhares de pessoas — e conseguiu, no máximo, alguns gatos-pingados — para, na prática, anunciar a mesma coisa: não aceita outro resultado das urnas que não a vitória de seu partido. Esses movimentos de invasão de propriedades, no campo e nas cidades, lembrem-se, sempre operaram como braços do PT. Os grupos ditos de sem-teto constituíram, por exemplo, a linha de frente da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura.

Esses criminosos disfarçados de líderes de movimentos sociais são, de fato, os braços operacionais de alguns chefões políticos que foram chamados de “marginais do poder” pelo ministro Celso de Mello, do STF, durante o julgamento do mensalão. Esses marginais do poder transitam em palácios e nas altas esferas, sempre ligados a negociatas bilionárias; aqueles outros, os que partem para a briga, são seus soldados informais, seus jagunços, seus mercenários.

Quando a tropa de choque chegou — e isso vocês dificilmente lerão ou ouvirão na imprensa —, a população aplaudiu. E aplaudiu porque quer ordem, disciplina, lei. E as quer para poder trabalhar, organizar a vida, ganhar o sustento com o seu trabalho.

O conflito que se viu nas ruas, leitores, não era entre polícia e sem-teto. Mas entre os que lutam para ganhar a vida, recolhendo impostos aos cofres públicos — mesmo recebendo em troca serviços de péssima qualidade — e os profissionais da desordem, que, embora não trabalhem e não produzam, exigem que a sociedade lhes dê tudo de mão beijada. Trata-se, em suma, da luta entre a população ordeira, que se reconhecia no uniforme da PM — e por isso a aplaudiu —, e a canalha que se vê representada pelas bandeiras vermelhas de baderneiros e aproveitadores.

A exemplo de qualquer trabalhador honesto, também aplaudo a PM.

Por Reinaldo Azevedo

16/09/2014

às 6:21

LEIAM ABAIXO

Stedile, o maior pelego do Brasil, e Lula, o Mussolini de São Bernardo, querem golpear a democracia;
Campanha de Dilma imita peças das ditaduras militar e do Estado Novo e cria o “Pessimildo”;
Grupo de Marina critica regime de partilha do pré-sal. E faz muito bem! Escolha atenta contra a Petrobras e o interesse nacional;
PPS cobra convocação de Quadrado na CPI da Petrobras;
Governo anuncia medida para desonerar lucro de empresas no exterior;
Ato de Lula é mico, sim!;
Lula não tem ódio a Marina; tem ódio é à democracia. Ou: Pantomima de chefão petista “em defesa do pré-sal e da Petrobras” vira um grande mico;
Após acordo de delação premiada, juiz manda soltar laranja de Youssef;
Juiz determina ida de delator do “petrolão” à CPI;
Operação contra quadrilha prende 22 policiais militares no Rio; 6 são oficiais; entre os presos, o 3º homem na hierarquia da PM;
— Dilma pede licença para matar. Ou: Petista promete mais quatro anos iguais aos últimos quatro se reeleita! Ou: Destruir para conquistar; conquistar para destruir;
— PT paga muitos dólares a chantagista que tem detalhes de operação escabrosa realizada na Petrobras em 2004. Enrosco envolve a morte de Celso Daniel;
— Metade das empresas em operação no país está inadimplente. Ou: tudo o mais constante no modelo Dilma, a próxima vítima será o emprego. Mas presidente diz que seu programa de governo é este mesmo…;
— O mercado de trabalho começa a sentir o baque da economia;
— Delinquência política envolvendo perfis da Wikipedia chega à Petrobras;
— A SORDIDEZ DA CAMPANHA PETISTA E UM EXEMPLO DA “MÍDIA” CONTROLADA PELOS COMPANHEIROS

Por Reinaldo Azevedo

16/09/2014

às 6:05

Stedile, o maior pelego do Brasil, e Lula, o Mussolini de São Bernardo, querem golpear a democracia

Mussolini (centro) na "Marcha Sobre Roma", em 1922, que marca o golpe fascista

Mussolini (centro) na “Marcha Sobre Roma”, em 1922, que marca o golpe fascista

João Pedro Stedile, o dono do MST, esteve naquela patuscada promovida por Lula em frente à sede da Petrobras no Rio. E demonstrou que é mesmo o que sempre afirmei: mero esbirro do PT. No seu discurso, ameaçou: “Vamos estar todos os dias aqui em protesto [se Marina ganhar]”.

Cabe a pergunta: por quê? Por razões óbvias, ele não conhece as medidas de Marina na área do pré-sal pela simples razão de que ela ainda não venceu a eleição, ora essa. Não tendo vencido, não tomou posse. Não tendo tomado posse, ainda não governou.

Stedile, em companhia de Lula, deixa claro, assim, que não reconhece as instituições do regime democrático, coisa que, diga-se, eu também sempre soube. Gente como ele — a exemplo de Guilherme Boulos, o líder do MTST — só existe porque a democracia costuma ser tolerante com elementos que buscam solapar seus fundamentos.

O dito líder do MST é o maior pelego do Brasil. Dilma, na comparação com Lula e FHC, é a presidente que menos assentamentos fez. E nem acho que isso seja um problema em si, já que os sem-terra, de fato, não existem. O que existe é o MST, um aparelho que vive do dinheiro público. A grana que financia o movimento, na prática, tem origem nos recursos destinados à agricultura familiar.

A declaração de Stedile, para a surpresa de ninguém, tangencia o terrorismo político. Observem que ele nem mesmo diz que promoverá protestos ligados à sua área de atuação. Nada disso! Agora, o capa-preta do MST pretende também dar ultimatos no setor energético.

O que Lula e este senhor fizeram, nesta segunda, foi ameaçar o país. O Poderoso Chefão do PT está tentando alimentar temores que muita gente já expressou aqui e ali: se os petistas forem derrotados, o país se tornará ingovernável porque eles botarão a tropa na rua. Se, agora, diante do nada, brandindo um fantasma, uma invenção, uma fantasia, fazem esse escarcéu, imagine-se o que não fariam se, num eventual novo governo, tivessem seus interesses contrariados.

Lula está ameaçando o Brasil com uma “Marcha Sobre Roma” se o seu partido for apeado do poder, se o eleitor insistir em fazer o que ele não quer. O ato desta segunda foi a manifestação explícita e arreganhada de quem não tem a democracia como um valor universal. Para os petistas, uma eleição presidencial é aquele processo que só admite um resultado: a vitória.

É coisa de fascistas. Lula está pensando que o Brasil de 2014 é a Itália de 1922 e que ele é Mussolini.

Texto publicado originalmente às 19h41 desta segunda
Por Reinaldo Azevedo

16/09/2014

às 5:40

Campanha de Dilma imita peças das ditaduras militar e do Estado Novo e cria o “Pessimildo”

O PT, para não variar, morre de inveja das duas ditaduras havidas no período republicano: a do Estado Novo getulista e a militar. Explico.

Os que já andam aí pelos 50 e poucos — 53, no meu caso — se lembram de um dos lemas infames da ditadura militar: “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Amar, estava claro, implicava concordar com as decisões oficiais e aderir ao clima de entusiasmo alimentado pela máquina publicitária — que era pinto, diga-se, perto do que faz o petismo. Os incomodados, então, que se mudassem. Considerando que, no período, muitos brasileiros estavam no exílio, não se tratava apenas de ufanismo burro; ele era também truculento.

ame-o ou deixe-o

Mas a ditadura militar, na violência ou na máquina de propaganda, ainda perdia para o Estado Novo, que vigorou no país entre 1937 e 1945 e que foi liderado por Getúlio Vargas, o ditador mais violento que o Brasil já teve. Governou como um autocrata a partir de 1930 e como um tirano a partir de 1935. Terminou seus dias como herói. Fazer o quê? Sigamos.

Getúlio chegou a criar uma cartilha que foi enviada às escolas. Na capa, ele aparece abraçando criancinhas, uma imagem que mimetizava a peça de propaganda de Hitler— como esquecer a simpatia de Getúlio pela Itália fascista e pela Alemanha nazista? No livrinho, aparecia a mensagem do ditador aos infantes. Leiam:

“Crianças!
Aprendendo, no lar e nas escolas o culto da Pátria, trareis para a vida prática todas as possibilidades de êxito. Só o amor constrói e, amando o Brasil, forçosamente o conduzireis aos mais altos destinos entre as nações, realizando os desejos de engrandecimento aninhado em cada coração brasileiro.
Getúlio Vargas”

Getúlio e Hitler

Por que, leitores, estou a lembrar essas coisas? João Santana, o marqueteiro de Dilma Rousseff, criou uma personagem que vai ser usada na campanha eleitoral: é o Pessimildo. A ideia é ridicularizar as pessoas que criticam o governo, transformando-as numa caricatura. Pode não parecer à primeira vista, mas se trata de um óbvio incentivo à intolerância.

O pessimista — ou Pessimildo — é, assim, um sujeito de maus bofes, que padece de algum desvio ou patologia. Não é que existam problemas no país! Claro que não! A exemplo do que ocorria nos Brasis da ditadura militar ou da ditadura getulista, o erro está em quem aponta o malfeito, está nos inconformados. Eles é que precisam de conserto e de reparos.

Durante a ditadura militar, a esquerda ironizava a pregação oficial, a exemplo do que se vê nessa tirinha do cartunista Ziraldo. Hoje em dia, a “companheirada” aderiu ao ufanismo truculento do lulo-petismo.

ame-o ou deixe-o Ziraldo

Não tardará, e os petistas ainda acabarão propondo que os críticos do seu modelo sejam mandados para o hospício. Afinal, como sabemos, é preciso estar louco para considerar ruim um governo que produz um crescimento inferior a 0,5%, uma inflação de 6,5% com juros de 11%. Só mesmo um Pessimildo para não reconhecer a grandeza de tal obra.

No fundo do poço da vergonha que o PT não sente, ainda existe um alçapão.

Por Reinaldo Azevedo

16/09/2014

às 4:22

Grupo de Marina critica regime de partilha do pré-sal. E faz muito bem! Escolha atenta contra a Petrobras e o interesse nacional

Agora ou depois — no caso de disputar o segundo turno —, Marina Silva tem de sair da sinuca pilantra em que a meteu o PT. A marquetagem da candidata petista Dilma Rousseff inventou a falácia segundo a qual, se eleita, Marina pretende pôr fim à exploração do petróleo do pré-sal, como se isso fosse possível. Atentem: não se trata de questão de opinião ou gosto. Ainda que, sei lá, por qualquer razão metafísica, a peessebista quisesse deixar o óleo nas profundezas, não teria como. De todo modo, é preciso, sim, que Marina vá a público para explicar a barbeiragem cometida pelo PT na área.

Nesta segunda, Walter Feldman, um dos coordenadores políticos da campanha da candidata do PSB, esteve com empresários do setor, em São Paulo, e criticou o modelo de partilha adotado pelo PT em 2010. Regime de partilha? Vamos lembrar.

A Lei 9.478, de 6 de agosto de 1997, pôs fim — e com acerto! — ao monopólio que a Petrobras detinha, até então, sobre a exploração de petróleo. Empresas estrangeiras adquiriam o direito de disputar, em leilões públicos, a concessão para a exploração de reservas no país. E foi com esse regime, de concessão, que o país avançou bastante na área, até chegar ao pré-sal, cujas pesquisas precedem o governo Lula, é evidente. O estado é remunerado de diversas formas: bônus de assinatura (o valor pago pelas empresas que disputam o leilão), royalties e a chamada “participação especial”. Pesquisem a respeito: basicamente, é um imposto, que pode ser altíssimo, a depender da produtividade de cada poço.

Quando Lula anunciou, em abril de 2006, que o Brasil havia atingido a autossuficiência de petróleo — isto é, quando disse que o país já produzia tudo aquilo que consumia —, estava apenas contando uma mentira. Para vocês terem uma ideia, o déficit da conta-petróleo em 2013 foi de US$ 20,277 bilhões. De qualquer modo, o avanço conseguido, que lhe permitiu criar aquela farsa, era uma conquista do regime de concessão, que era eficiente.

Para o pré-sal, os petistas decidiram adotar o regime de partilha. Em que consiste? A União, em princípio, é dona de tudo o que se extrai e compensa o custo de exploração das empresas em barris de petróleo. Isso se chama “custo em óleo”. Um poço, no entanto, tem de dar lucro, e a empresa recebe, também em petróleo, uma parte desse lucro: é o que se chama óleo excedente. Qual é o melhor para o país? Até aqui, ambos podem ser equivalentes. É falaciosa a afirmação dos petistas de que só o regime de partilha permite o controle do óleo extraído.

O problema é que os petistas, na lei aprovada em 2010, impuseram a Petrobras como sócia de toda a exploração do pré-sal. A empresa é obrigada a ter 30% de cada área, o que lhe impõe um esforço de investimento absurdo, especialmente quando a empresa está descapitalizada em razão da sucessão de malfeitos que se dá por lá e de uma política econômica caduca. Critiquei duramente esse modelo num post de 1º de setembro de 2009 e não mudei de ideia. Se a turma de Marina diz que ele está errado, tendo a concordar.

Não pensem que essa imposição é positiva para a Petrobras. Ao contrário: quando essa porcaria foi aprovada, as ações da empresa despencaram. Aliás, isso fez parte do pacote de decisões desastradas do petismo “no que se refere” (como diria Dilma) à empresa.

É evidente que um eventual governo Marina vai continuar a explorar o petróleo do pré-sal. Mas é preciso, sim, debater as escolhas estúpidas feitas pelo PT, deixando claro que elas, sim, atentam contra o interesse nacional.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 19:35

PPS cobra convocação de Quadrado na CPI da Petrobras

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O PPS vai pressionar os integrantes da CPI da Petrobras para convocarem Enivaldo Quadrado, condenado no processo do mensalão e que também tem ligações com o esquema do doleiro Alberto Yousseff. VEJA revelou que ele chantageou – de forma bem sucedida – o PT para omitir a ligação do partido com a trama criminosa que precedeu a morte do então prefeito de Santo André Celso Daniel.

Quadrado recebeu dinheiro do PT para que não entregasse à Polícia Federal informações sobre outra chantagem: o pagamento de 6 milhões de reais ao empresário Ronan Maria Pinto, investigado por integrar uma máfia incrustada na prefeitura petista. O depoimento de Ronan tinha o potencial de arrastar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu para o caso. O empresário ameaçava delatar a existência de um esquema de cobrança de propina que teria funcionado com o aval do comando nacional do PT.

Os 6 milhões de reais foram movimentados por meio de um contrato de empréstimo entre a empresa 2S, do publicitário Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto – cuja convocação pela CPI o PPS também pede. Quadrado participou da trama ao contratar uma empresa que agiu de intermediária na negociação.

A CPI vai se reunir nesta semana para ouvir Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras e delator do amplo esquema de corrupção que beneficiou parlamentares. “O ideal seria aprovar um novo pacote de requerimentos já na próxima quarta-feira, quando a comissão se reúne para ouvir Paulo Roberto Costa”, diz o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 19:15

Governo anuncia medida para desonerar lucro de empresas no exterior

Por Luís Lima, na VEJA.com:
Após encontro com representantes do setor produtivo, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou a ampliação, a todos os setores manufatureiros exportadores, de um crédito de 9% sobre o Imposto de Renda referente ao lucro das empresas no exterior. Na prática, a medida reduz a tributação sobre os ganhos.

Esse benefício já é aplicado às empresas de construção, serviços e alimentos e bebidas e, a partir de outubro, se estenderá a todos os outros segmentos industriais por meio de um decreto. “Fizemos um estudo e concluímos que este benefício pode ser estendido para empresas do setor manufatureiro que atuam no exterior. Então, elas terão uma competitividade maior”, disse. “Na prática, as empresas pagarão menos imposto, pois poderão usar 9% de crédito”, complementou. Ainda de acordo com Mantega, a medida não terá impacto fiscal.

“A medida que tomamos não tem impacto fiscal, porque era um segmento que entrava com ações (na Justiça), não tinha receita, só insegurança e litígios. Certamente as empresas vão pagar mais agora, porque antes não pagavam. Até teremos um aumento de arrecadação e menos litígios, é um incentivo para as empresas brasileiras produzirem lá fora, com sinergia com departamentos no exterior”, explicou.

Em seguida, o ministro voltou a afirmar que o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reitegra) será permanente e que as alíquotas serão definidas a cada ano. “Em 2015, alíquota de crédito será de 3% sobre o faturamento da empresa”, disse, acrescentando que a medida só vale para o setor manufatureiro e não o de commodities, que segundo Mantega, ‘vai muito bem’. Entre os participantes confirmados na reunião, estiveram Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, Clovis Torres, consultor geral da mineradora Vale e Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na última semana, a presidente Dilma Rousseff anunciou que, caso se reeleja, Mantega não integrará sua equipe de governo. Segundo a presidente, o ministro sairá “por motivos pessoais”.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 17:57

Ato de Lula é mico, sim!

“Ah, Reinaldo, estão dizendo que milhares de pessoas foram ao ato liderado por Lula em frente à Petrobras.” Quantos milhares? Cinco, seis, dez? Qualquer coisa abaixo de 50 mil em ato a que comparece o grande chefe é mico, sim. De resto, quando perceberam que não haveria mais do que algumas centenas, todos os aparelhos partidários foram convocados para ir lá engrossar o circo.

Daqui a pouco, falo das ameaças de João Pedro Stedile, o maior pelego do Brasil.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 16:00

Lula não tem ódio a Marina; tem ódio é à democracia. Ou: Pantomima de chefão petista “em defesa do pré-sal e da Petrobras” vira um grande mico

Luiz Inácio Lula da Silva, ou simplesmente Lula, já foi um líder sindical de respeito. Depois, ele se tornou um político e subordinou os interesses dos trabalhadores, que então representava, a seus objetivos pessoais. Quem saiu ganhando? Ele e seu partido. Os direitos trabalhistas hoje vigentes, comparem, não são muito distintos dos que havia na década de 70, quando este senhor despontou para a celebridade. Já o homem se tornou o dono de uma legenda — cujos tentáculos se espalham em todas as esferas do estado brasileiro, nas estatais e nos fundos de pensão —, elegeu-se presidente da República duas vezes e fez a sua sucessora.

Os trabalhadores não têm muito mais poder do que tinham antes. Lula, no entanto, fez-se o político mais poderoso do Brasil.

Nesta segunda, este senhor decidiu se comportar como um arruaceiro, como um vândalo da democracia, como um prosélito vulgar. E deu com os burros n’água. O petista reuniu seus bate-paus no sindicalismo e nos movimentos sociais para fazer um ato em defesa da Petrobras e do pré-sal em frente à sede da empresa, no Rio. Queria juntar milhares de pessoas. Ocorre que esse tempo não existe mais. Mesmo com o poderoso chefão do petismo presente, o ato não chegou a juntar mil pessoas — segundo a PM, havia umas 600 no auge da concentração. Só compareceram representantes de aparelhos políticos e sindicais. O povo faltou à convocação.

Ato em defesa da Petrobras e do pré-sal? Eles estão sendo ameaçados? Estão, sim! Mas não é por Marina Silva. Não é por Aécio Neves. Quem ameaça o patrimônio público é a roubalheira. Quem estava sangrando os cofres da Petrobras era uma quadrilha que lá estava instalada, servindo aos interesses de partidos políticos, inclusive aos do PT. Quem lesou a maior empresa brasileira foram os que promoveram a compra de Pasadena, por exemplo. Segundo o TCU, houve um prejuízo de US$ 792 milhões.

Ao ato convocado pelo chefão compareceram os chefinhos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). João Pedro Stedile, que comanda o MST, também estava lá. Todos fizeram discursos enraivecidos contra Marina Silva. Distribuía-se aos montes um adesivo em que se podia ler: “Fora Marina e leve o Itaú junto”. Lindbergh Farias, candidato do PT que amarga o quarto lugar na disputa pelo governo do Rio, escoltava Lula.

Era a reunião dos burgueses do capital alheio. Era a reunião dos burgueses do capital estatal. Era a reunião dos burgueses do que não lhes pertence. Todos esses caras têm um medo pânico de que haja uma troca de guarda no governo porque não querem perder seus privilégios. Vai que sejam obrigados a voltar a trabalhar. Isso, afinal de contas, não pega bem no Partido dos Trabalhadores.

Eis aí o sr. Luiz Inácio Lula da Silva: um simples baderneiro e o maior reacionário da República. Ele não quer a alternância de poder. Ele criminaliza a ação dos adversários. Ele move seus sicários de reputações do sindicalismo e dos movimentos sociais para manter o poder nas mãos de seu grupo.

Lula estava vestindo a jaqueta laranja da Petrobras, como se estivesse lá para defender a empresa. Sob aquele manto, larápios e incompetentes se juntaram para promover o maior assalto à estatal de que se tem notícia. Ele não estava lá para defender uma causa. Querendo ou não, estava lá para tentar varrer uma penca de crimes para baixo do tapete e para, uma vez mais, ameaçar os brasileiros com um fantasma.

Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2002. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2006. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2010. Ninguém quer acabar com a Petrobras em 2014. É a quarta vez que o PT recorre a essa mentira com o propósito único de vencer a eleição. Nas outras três, deu certo. O resultado é a roubalheira que vemos.

Para encerrar: não pensem que o PT estaria se portando de modo diferente se o tucano Aécio Neves estivesse em segundo lugar. O partido não tem ódio a Marina em particular. Esse tipo de manifestação é ódio à democracia.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 14:36

Após acordo de delação premiada, juiz manda soltar laranja de Youssef

Por Mario Cesar Carvalho, na Folha:
A Justiça federal decidiu soltar o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, laranja do doleiro Alberto Youssef em uma empresa no Brasil e duas nos Estados Unidos, após ele ter feito um acordo de delação premiada com procuradores, no qual prometeu contar o que sabe em troca de uma pena menor. Ele ficou preso durante seis meses. O juiz federal Sergio Moro decidiu soltá-lo na última sexta-feira (12).

Pereira da Costa fez uma série de revelações para procuradores da força-tarefa que acompanha a Operação Lava Jato, entre as quais a de que o doleiro deu de presente um helicóptero para o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) no valor de R$ 796 mil. Foi ele também que contou que o banco americano Merrill Lynch ajudou a internar US$ 3,5 milhões que Youssef mantinha ilegalmente nos Estados Unidos por meio da simulação de um empréstimo em 2008.
(…)
Pereira da Costa foi preso em 17 de março pela Operação Lava Jato, sob acusação de integrar uma quadrilha liderada pelo doleiro, a qual seria responsável pela lavagem de R$ 10 bilhões. Ele afirmou na delação que uma série de contratos de consultoria entre grandes empreiteiras e empresas de fachada do doleiro eram falsos — só serviam para “justificar o ingresso de recurso” nessas empresas.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 14:31

Juiz determina ida de delator do “petrolão” à CPI

Na VEJA.com:
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), determinou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso no Paraná, seja conduzido até Brasília, na próxima quarta-feira, para prestar depoimento à CPI mista que investiga denúncias na estatal. Ele será escoltado por agentes da Polícia Federal, sem o uso de algemas, segundo informações da Agência Brasil.

Na semana passada, o ministro Teori Zavascki, responsável pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Paulo Roberto Costa pode prestar depoimento à CPI da Petrobras nesta semana. Para Zavascki, comissões parlamentares de inquérito (CPI) podem convocar qualquer depoente, independentemente de autorização judicial prévia. Paulo Roberto, entretanto, tem o direito de não responder a perguntas que possam incriminá-lo.

A manifestação de Zavascki contrasta com recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contrário ao depoimento por considerar que declarações públicas de Paulo Roberto Costa podem atrapalhar o processo de delação premiada a que ele se submeteu. Costa assinou um acordo de delação para detalhar o funcionamento do esquema bilionário de desvio de dinheiro e pagamento de propina. Em troca, pode ter a pena reduzida e até obter o perdão judicial.

Revelações
Reportagem de VEJA revelou que Paulo Roberto Costa afirmou à Justiça e ao Ministério Público que três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento de Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula, mas também adentrou a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.

Entre os nomes citados por Costa estão os ex-governadores Sergio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE) – morto em acidente aéreo no mês passado – Roseana Sarney (PMDB-MA), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os nomes das autoridades com foro privilegiado já foram encaminhados ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá ao relator no STF, ministro Teori Zavascki, analisar o teor das informações fornecidas pelo ex-diretor da Petrobras e homologar a delação.

Na semana passada, o ministro Teori Zavascki autorizou também que deputados e senadores da CPI mista da Petrobras tenham acesso integral aos documentos das investigações contra parlamentares.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 14:13

Operação contra quadrilha prende 22 policiais militares no Rio; 6 são oficiais; entre os presos, o 3º homem na hierarquia da PM

Na VEJA.com:
Vinte e dois policiais militares foram presos na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, em uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Corregedoria-Geral da Polícia Militar. A operação tem por objetivo desarticular uma quadrilha formada por PMs do 14° Batalhão (Bangu). Entre os presos, está o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, chefe do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, considerado o terceiro na hierarquia da corporação no Estado. A ação busca cumprir 25 mandados de prisão – 24 deles contra policiais militares, incluindo seis oficiais — e outros de 53 de busca e apreensão.

De acordo com o MP, a quadrilha era integrada por pelo menos 24 policiais militares. O bando exigia propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas, cooperativas de vans e empresas transportadoras de cargas na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, os policiais, mediante pagamento, ignoravam o combate ao transporte irregular de passageiros em vans ou kombis, incluindo o feito por veículos roubados ou com chassi adulterado. A quadrilha também liberava a atuação de empresas de transporte de mercadorias em situação irregular, assim como a venda, no comércio varejista, de produtos piratas. Após o pagamento, os comerciantes em situação irregular recebiam uma espécie de autorização oficiosa para continuar operando.

Os mandados foram obtidos a partir de denúncia encaminhada pelo Gaeco à 1ª Vara Criminal de Bangu. Entre os denunciados, estão seis oficiais que eram lotados no 14° BPM (Bangu): o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas – ambos, hoje, no Comando de Operações Especiais –, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações) e os capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil.

A ação desta segunda é um desdobramento da Operação Compadre, deflagrada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do RJ em abril de 2013, quando 78 mandados de prisão foram expedidos, 53 deles contra policiais militares, para a desarticulação de uma quadrilha que realizava cobranças de propina de feirantes e comerciantes com mercadorias ilícitas, em Bangu.

Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão (praticados por funcionários públicos), que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 6:18

LEIAM ABAIXO

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 6:05

Dilma pede licença para matar. Ou: Petista promete mais quatro anos iguais aos últimos quatro se reeleita! Ou: Destruir para conquistar; conquistar para destruir

A presidente-candidata Dilma Rousseff não quer saber de “coitadinhos” disputando a Presidência da República. Deixou isso muito claro numa entrevista coletiva concedida ontem, no Palácio da Alvorada, enquanto mordomos invisíveis, pagos por nós, administravam-lhe a casa. A rigor, vamos ser claros, a presidente nunca acreditou nem em “coitados” nem na inocência. Ou não teria pertencido a três organizações terroristas que mataram… inocentes! A propósito, antes que chiem os idiotas: isso que escrevo é
a: ( ) verdade;
b: ( ) mentira.

Quem decidir marcar a alternativa “b” já pode se despedir do texto porque não é só um desinformado; é também um idiota — e não há razão para perder o seu tempo com este blog. Para registro: ela cerrou fileiras com o Polop, Colina e VAR-Palmares. Sigamos.

Na quinta-feira passada, informou a Folha, ao se referir aos ataques que vem recebendo do PT, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, chorou. Os petistas não abrem mão de desconstruir a imagem da ex-senadora e de triturar a adversária, mas temem que ela se transforme numa vítima e acabe granjeando simpatias. Na entrevista deste domingo, Dilma tratou, ainda que de modo oblíquo, tanto da campanha negativa que o PT vem promovendo contra a peessebista como das lágrimas da adversária. Afirmou:

“A vida como presidente da República é aguentar crítica sistematicamente e aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República: pressão e crítica. Quem levar para campo pessoal não vai ser uma boa presidente porque não segura uma crítica. Tem de segurar a crítica, sim. O twitter é o de menos. O problema são pressões de outra envergadura que aparecem e que, se você não tem coluna vertebral, você não segura. Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá”.

Entenderam? Dilma está dizendo que a brutalidade é mesmo da natureza do jogo, avaliação que, em larga medida, remete a personagem de agora àquela militante do passado, quando grupos terroristas se organizaram contra a ditadura militar. Ou por outra: não havia, de fato, “coitadinhos” naquele embate. Eu sempre soube disso — e já o afirmava mesmo quando na esquerda. É por isso que a indústria de reparações — exceção feita aos casos em que pessoas já rendidas foram torturadas ou mortas pelo Estado — é uma vigarice intelectual, política e moral.

Dilma, obviamente, sabe que o PT faz campanha suja ao associar a independência do Banco Central à falta de comida na mesa dos brasileiros. Dilma sabe que se trata de uma mentira escandalosa a afirmação de que o programa de Marina tiraria R$ 1,3 trilhão da educação. Em primeiro lugar, porque não se pode tirar o que não existe; em segundo, porque Marina, se eleita, não conseguiria pôr fim à exploração do pré-sal ainda que quisesse.

E que se note: a presidente-candidata, que não apresentou ainda um programa final, deixou claro que considera desnecessário fazê-lo e, a levar a sério o que disse, aguardem mais quatro anos do mesmo caso ela vença a disputa. Leiam o que disse:

“O meu programa tem quatro anos que está nas ruas. Mais do que nas ruas, está sendo feito. Hoje estou aqui prestando contas de uma parte do meu programa. Eu não preciso dizer que vou fazer o Ciência sem Fronteiras 2.0, a segunda versão. Eu não preciso assumir a promessa, porque fiz o primeiro. A mim tem todo um vasto território para me criticar. Tudo o que eu fiz no governo está aí para ser criticado todo o santo dia, como, aliás, é. Todas as minhas propostas estão muito claras e muito manifestas”.

A presidente, sem dúvida, pôs os pingos nos is. Se ela ganhar mais quatro anos, teremos um futuro governo igualzinho a esse que aí está. Afinal, segundo diz, o seu programa já está nas ruas, já está sendo feito. O recado parece claro: nada vai mudar.

Dilma voltou a falar sobre a independência do Banco Central, fazendo a distinção entre “autonomia” — que haveria hoje (na verdade, não há) e “independência”, conforme defende Marina. Segundo a petista, a proposta de Marina criaria um Poder acima dos demais.

Vamos lá: discordar sobre a natureza do Banco Central é, de fato, próprio da política. E seria muito bom que o país fizesse um debate maduro a respeito. Mas, obviamente, não é isso o que faz o PT. Ao contrário: o partido aposta no terror e no obscurantismo. Pretende mobilizar o voto do medo e da ignorância. Quanto ao pré-sal, destaque-se igualmente: seria positivo se candidatos à Presidência levassem adiante um confronto de ideias sobre matrizes energéticas. Mas quê… De novo, os petistas investem apenas no benefício que lhes pode render a ignorância.

Dilma segue sendo, essencialmente, a mesma, agora numa nova moldura: “o mundo não é para coitados, não é para os fracos”. E, para demonstrar força, se preciso, servem a mentira e o terror. Hoje como antes. O PT também segue sendo o mesmo: quando estava na oposição, transformava o governo de turno na sede de todos os males e de todos os equívocos. No poder há 12 anos, agora o mal verdadeiro está com a oposição. Seu lema poderia ser “Destruir para conquistar; conquistar para destruir”.

Dilma pede licença para matar. Nem que seja uma reputação.

Texto publicado originalmente às 2h45
Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 6:03

PT paga muitos dólares a chantagista que tem detalhes de operação escabrosa realizada na Petrobras em 2004. Enrosco envolve a morte de Celso Daniel

Atenção, leitor, para um rolo dos diabos — uma história bem típica do modo de agir dos companheiros. A edição de VEJA desta semana traz uma reportagem de Robson Bonin que narra uma história do balacobaco. A informação quente, pelando, é a seguinte: um desses sujeitos que costumam transitar no submundo da política e que já foi condenado no processo do mensalão — Enivaldo Quadrado — chantageou o PT para não fornecer detalhes sobre uma operação criminosa que surrupiou R$ 6 milhões dos cofres da Petrobras em 2004. Chantageou e levou a grana. Em dólares. E sabem para que teria servido aqueles R$ 6 milhões roubados da Petrobras em 2004? Para pagar outra chantagem: um empresário ligado ao PT ameaçava envolver os nomes de Lula, Gilberto Carvalho e José Dirceu na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, assassinado no dia 18 de janeiro de 2002.

Entenderam? Quadrado chantageou o PT há alguns dias para não revelar detalhes de uma operação ocorrida há dez anos, que envolveu um assalto aos cofres da Petrobras. Tudo para preservar três medalhões do PT. Agora vamos a detalhes das duas operações. Comecemos pela primeira chantagem.

1: Segundo a reportagem, em 2004, Ronan Maria Pinto, empresário de ônibus ligado ao PT e hoje dono de um jornal em Santo André, exigiu R$ 6 milhões para não implicar os nomes de Lula, Dirceu e Carvalho na morte de Celso Daniel.

2: O comando do PT recorreu aos serviços de, digamos, amigos poderosos para conseguir o dinheiro. Prestem atenção à tramoia, segundo apurou a reportagem:
a: o pecuarista José Carlos Bumlai, amigão de Lula, contraiu um empréstimo de R$ 6 milhões junto ao Banco Schain;
b: Bumlai usou a sua influência na Petrobras para que a construtora Schain, do mesmo grupo, aumentasse seus negócios com a estatal em exatos… R$ 6 milhões;
c: quem negociou pela estatal foi o diretor Guilherme Estrela, amigão de Lula;
d: o dinheiro emprestado a Bumlai foi parar nas mãos da empresa 2S Participações, que pertencia a… Marcos Valério.
e: Marcos Valério fez, então, um contrato de mútuo para emprestar o dinheiro a Ronan Maria Pinto, aquele mesmo que, segundo a reportagem, exigia R$ 6 milhões para não implicar os chefões petistas na morte de Daniel;
f: no contrato de mútuo, figura como agente financeira a empresa Remar Agenciamento e Assessoria Ltda., que foi contratada justamente por… Enivaldo Quadrado!

3: Em setembro de 2012, Marcos Valério já havia relatado esses fatos ao Ministério Público. Voltemos agora ao tal Quadrado.

Condenado pelo STF a três anos e meio por lavagem de dinheiro no processo do mensalão, Quadrado voltou a ser preso pela Operação Lava Jato. Tão logo saiu da cadeia, ameaçou fornecer detalhes sobre um documento que estava sob a guarda do doleiro Alberto Youssef. Sabem qual? Justamente o contrato firmado entre a empresa de Marcos Valério e a Expresso Nova Santo André Ltda, de Ronan.

Por que um contrato entre Valério e Ronan estava com Youssef? Eis um mistério.

Seja como for, a reportagem de VEJA apurou que Quadrado apresentou a conta de seu silêncio a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. E a cúpula do partido teria decidido dar os dólares que ele pediu. Só para lembrar: Vaccari é uma das pessoas acusadas pelo engenheiro Paulo Roberto Costa como beneficiária — em nome do partido, claro! — do esquema de corrupção que vigorava na Petrobras.

Como vocês veem, relato esse caso do âmbito da política, mas é evidente que se trata de uma conjunção de casos de polícia.

Só para lembrar
José Carlos Bumlai de tal sorte é amigo de Lula que, quando o chefão petista era presidente, havia na portaria do Palácio do Planalto este aviso:

Jose Carlos Bumlai - autorização

Como a leitura é difícil, transcrevo:
“O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”.

É isso aí. Se quiser saber tudo o que este blog já escreveu sobre tão notável figura, clique aqui .

Texto publicado originalmente às 4h20
Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 5:01

Metade das empresas em operação no país está inadimplente. Ou: tudo o mais constante no modelo Dilma, a próxima vítima será o emprego. Mas presidente diz que seu programa de governo é este mesmo…

Em entrevista coletiva concedida neste domingo, a presidente-candidata Dilma Rousseff explicou por que não apresentou até agora o seu programa de governo. Segundo disse, seu programa já está em curso. Ah, bom! Quer dizer que, caso vença, teremos mais quatro anos iguais aos quatro passados. Pois é… A questão é saber se o país resiste.

Reportagem de Toni Sciarretta, na Folha de hoje, informa que há recorde histórico de inadimplência das empresas. Nada menos de 3,5 milhões das 7 milhões de empresas operacionais estavam, em julho, com algum tipo de dívida em atraso, “resultado da queda de vendas e do aumento de custos com fornecedores, funcionários e bancos”. Os dados são da Serasa.

Para a Serasa, informa a reportagem, “é operacional a companhia que pesquisou a situação cadastral de um cliente ou teve o seu CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) consultado no último ano”. Na Receita Federal, existem cadastrados 14 milhões de CNPJs, mas este inclui as companhias não operacionais — as que entraram em falência, por exemplo. Ainda que se leve em consideração esse banco de dados, estaríamos falando de 25% de inadimplência, o que já seria um número alarmante.

Que fique claro: os dados da Serasa não incluem os débitos com a Receita, com o INSS ou com os fiscos estaduais ou municipais, exceção feita aos casos em que essas pendências já estão em fase de execução ou entraram para a dívida ativa da União. Fossem computadas essas dívidas, o número seria ainda maior. Como informa a reportagem da Folha, os critérios da Serasa levam em conta as empresas que “estão com débito em atraso no banco, deram cheque sem fundo, tiveram títulos protestados, enfrentam ações judiciais porque não pagaram fornecedores ou funcionários, tiveram (ou terão) a luz e o telefone cortados ou entraram em recuperação judicial”.

Esses dados ajudam a explicar o mau humor da esmagadora maioria do empresariado com o governo Dilma. São empresas de pequeno e médio portes 91% das inadimplentes. Um terço delas está em São Paulo — Estado em que Dilma enfrenta, note-se, uma enorme rejeição. O setor mais afetado é o comércio, que responde por 47% do total, seguido por serviços (42,6%) e indústria (9,1%). Não custa lembrar que os dois primeiros responderam em grande parte pelo modo petista de crescer, ancorando-se no consumo. Também foram eles os principais responsáveis pela manutenção dos empregos.

Em alguma hora, no entanto, os quatro anos de crescimento mixuruca da economia — e vem o quinto por aí — cobrariam o seu preço. Tudo o mais constante na baixa, parece razoável supor que o emprego será a próxima vítima.

Mas Dilma diz que o seu programa de governo é este mesmo.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 4:45

O mercado de trabalho começa a sentir o baque da economia

gráficos mercado de trabalho

Por Luís Lima e Naiara Infante Bertão, na VEJA.com:
O economista austríaco Friedrich Hayek escreveu certa vez que, quando se usa o estado como ferramenta para estimular a criação de vagas, uma série de desequilíbrios é desencadeada. O Brasil vive essa realidade. A cantilena repetida à exaustão em época eleitoral é a de que o pleno emprego que se vê hoje leva a assinatura dos governos petistas. O outro lado da moeda é que os desequilíbrios criados pela política econômica da gestão de Dilma Rousseff se tornam cada vez mais patentes e afetam não só a renda dos brasileiros, mas também o mercado de trabalho.

Com a inflação no teto da meta, os juros começaram a subir e o emprego, consequentemente, deu sinais de esgotamento. A criação de vagas com carteira assinada em 2014 (até agosto) é a mais baixa desde 2002, início da série histórica disponibilizada pelo Ministério do Trabalho. Apesar da desaceleração, a taxa de desemprego mais recente, que remonta a abril, está em 4,9% — um dos resultados mais baixos da história. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA explicam que a menor geração de postos só não impactou a taxa de desemprego porque a oferta de mão de obra diminuiu: passou de 24,32 milhões em abril do ano passado para 24,11 milhões no mesmo mês deste ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que leva em conta as seis maiores regiões metropolitanas do país.

Levantamento feito a pedido do site de VEJA pelo economista Hélio Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base na PME, mostra outro fator estatístico que impede o aumento da taxa de desocupação. O estudo constata que, entre abril do ano passado e deste ano, 528 mil brasileiros em idade ativa preferiram não trabalhar. Esse número é equivalente à população de uma cidade como Ribeirão Preto (SP).  No jargão econômico, esses brasileiros são conhecidos como ‘nem-nem’: aqueles que não estudam, nem trabalham. De acordo com o cálculo de Zylberstajn, se estivessem trabalhando, a taxa de desemprego saltaria dos 4,9% atuais para 7%. “Ao retornarem para um mercado de trabalho desaquecido, procurando emprego, esses indivíduos devem engordar as estatísticas de desemprego. A tendência é que não preencham novas vagas, que agora estão mais escassas”, alerta o economista e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Paulo Chahad.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em 2014, alguns segmentos já registram mais demissões do que contratações. É o caso do Comércio, que fechou mais de 6 mil vagas nos oito primeiros meses deste ano. Não à toa, justamente o setor varejista, que foi o que mais cresceu durante o boom econômico dos últimos anos, é a ponta mais sensível à variação no bolso da população. Com a inflação acima do teto da meta (de 6,5% ao ano) e os juros em seu maior patamar desde 2011 (11% ao ano), a renda se arrefece e o consumo titubeia. Neste exemplo enxerga-se a teoria de Hayek de forma clara. Ele defende que políticas de governo que estimulam o consumo trazem dois resultados: o aumento do emprego em determinados setores e o avanço da inflação. Mas, quando medidas anti-inflacionárias são aplicadas, como é o caso do aumento dos juros, esses mesmos empregos são fechados. “Quanto mais a inflação durar, maior será o número de trabalhadores cujas vagas dependerão da continuidade da inflação”, diz o economista austríaco em seu livro Full Employment at Any Price (Pleno Emprego a Qualquer Preço, em tradução livre).

Outro setor que vinha sendo a âncora do mercado de trabalho nos últimos anos é o de Serviços, que criou 490 mil vagas até agosto deste ano, 65% do total. Em 2010, esse número era de 1 milhão. No setor industrial, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta queda de 2,6% no emprego até julho deste ano, o que equivale ao fechamento de 11 mil vagas. “Como a indústria representa apenas 15% do emprego total, mesmo com as demissões, o nível de emprego ainda não foi afetado. Mas, do ponto de vista qualitativo, é um desastre, porque os melhores empregos estão na indústria”, afirma Zylberstajn, da Fipe.

Um indicador que inspira os economistas a projetarem taxa de desemprego superior a 7% no ano que vem é o investimento. No primeiro semestre, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o peso dos investimentos na economia brasileira, acumula queda de 6,8% em relação a 2013. Não à toa, a economia está em recessão técnica no primeiro semestre — e não são poucos os analistas que já projetam o encolhimento do PIB no consolidado do ano. “O investimento de hoje é o emprego de amanhã. E, se o investimento continuar baixo, do jeito que está, mesmo com todo o benefício demográfico que temos, a taxa de desemprego não vai permanecer baixa”, afirma o economista José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP).

Diante da situação de alerta, o governo, em vez de mergulhar num exercício de autocrítica para descobrir como reverter os muitos erros cometidos, insiste no discurso de que “tudo vai bem, obrigado”.  Após a divulgação dos dados do Caged na última quinta-feira, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que o Brasil “é campeão na geração de empregos” e que os resultados de setembro e outubro serão ótimos. “Todo o conjunto da economia está em recuperação e o emprego faz parte”, disse. Dias afirmou que o Brasil terá um saldo de criação de 1 milhão de vagas este ano – o que seria, na série com ajustes, o pior resultado desde 2003, o primeiro ano do governo Lula. O problema é que os economistas esperam menos que isso. Segundo Zylberstajn, pelo menos 450 mil vagas serão fechadas em dezembro por fatores sazonais. “O resultado de 2014 será pífio. Mas ainda não se pode afirmar que será negativo”, diz o economista.

Para que haja uma criação sustentável de vagas, é preciso investimentos pesados em educação e inovação, além da abertura do mercado para estimular a concorrência entre as empresas e melhorar, assim, a produtividade. E justamente nesta segunda etapa mora o erro do governo petista: a inovação foi relegada a último plano e o protecionismo da indústria tornou-se a regra básica. Os efeitos negativos estão aí: o setor recuou 2,6% em 2014, ainda que o governo negue a ineficácia de seu modelo. Segundo dados do Relatório de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, um dos problemas mais graves do Brasil é sua capacidade de inovar. Num ranking de 144 nações, o país, que é a sétima maior economia do mundo, ocupa a 62ª posição em Inovação. Em produtividade no trabalho, está em 109º.

Todos os políticos que chegam ao Palácio do Planalto desejam que seus governos sejam marcados pela criação de emprego. O que os difere é o caminho que adotam para alcançar tal objetivo. Há os que criam um bom ambiente regulatório e concorrencial para que floreça o empreendedorismo, o investimento, a inovação e, por consequência, a criação de vagas. Outra opção é usar o estado como indutor do consumo e intervir em setores escolhidos a dedo para beneficiá-los, não importando os desequilíbrios que as políticas possam criar. Esse foi o caminho escolhido pela presidente Dilma. O desempenho econômico ruim e a desaceleração do emprego deixam claro que essa escolha não é sustentável. Caso Dilma não se reeleja, o governo que se iniciará em 2015 terá a missão árdua de rever os erros e buscar o equilíbrio estrutural. Para que se alcance esse objetivo, o emprego nos setores beneficiados ao longo dos últimos anos pode ser sacrificado num primeiro momento. A profundidade desse impacto só será conhecida, no entanto, quando também vier à luz o tamanho do problema econômico criado pela equipe da presidente. Quanto antes o bom caminho for retomado, melhor.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2014

às 4:43

Delinquência política envolvendo perfis da Wikipédia chega à Petrobras

Pois é… O perfil na Wikipédia do engenheiro Paulo Roberto Costa — que está preso e fez um acordo de delação premiada — também foi alterado. Na versão que chegou a ir ao ar e depois foi retirada, algum delinquente político, intelectual e moral tentou ligar o homem ao governo… FHC! É, leitores, é isto mesmo! Alguém tentou transformar o cara que servia aos interesses do PMDB, do PT e do PP numa cria tucana!!! E o computador em que a alteração foi feita está na… Petrobras! A gente pode ficar escandalizado, claro!, e deve. Mas surpresos, convenham, não estamos.

Aliás, se um dia a polícia decidir rastrear as fontes de difamação de políticos da oposição e de outros “inimigos do regime”, dá para apostar que as fontes irradiadoras da baixaria estão em órgãos públicos, onde os companheiros se aboletam aos muitos milhares. Imaginem o medo que essa gente tem de perder a boquinha.

Leiam o que informa O Globo:
*

A Petrobras confirmou a informação que o perfil de Paulo Roberto Costa na enciclopédia virtual Wikipédia foi alterado em um dos computadores da sede da empresa. Como o GLOBO revelou em matéria deste sábado, as modificações afirmam que Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal e um dos denunciados na operação “Lava-Jato” da Polícia Federal, é uma “cria” do governo tucano de Fernando Henrique e que foi demitido porque estava “muito soltinho”. Segundo nota divulgada, a Área de Tecnologia da Informação está rastreando os acessos à internet para identificar o computador em que o artigo foi reescrito.

As alterações destacam que a demissão ocorreu após a posse da atual presidente da estatal Graça Foster, e com aprovação da presidente da República e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). A publicação ocorreu às 16h16min e foi retirada do ar seis minutos depois.

O rastreamento que identificou a origem da alteração foi feito pelo serviço de monitoramento @BRwikiedit. A página, originalmente monitorava somente a rede do Congresso, mas, há cerca de um mês, passou a também fiscalizar as modificações que usuários da Procuradoria Geral da República, Dataprev, Petrobras, Banco Central, Banco do Brasil, Caixa e mais 40 entidades produzem na enciclopédia on-line.

O texto liga o crescimento profissional do ex-diretor ao governo Fernando Henrique. Uma parte dedicada especialmente a isto, intitulada “Ex-diretor começou no governo de FH”, diz que não é verdade que Paulo Roberto Costa começou sua carreira em 2004, durante o governo Lula, e que suas primeiras indicações políticas ocorreram em 1995, durante o mandato de FH.

“Tem sido divulgado à opinião pública que Paulo Roberto Costa, agora no epicentro de um escândalo de corrupção, teria começado sua carreira na Petrobras em 2004 – portanto, no governo Lula –, quando foi nomeado diretor de Abastecimento. Isso não é verdade. Ele entrou na Petrobras muito antes, em 1979, quando participou da instalação das primeiras plataformas de petróleo na Bacia de Campos (RJ). Suas primeiras indicações políticas dentro da estatal ocorreram quando o PSDB ganhou a presidência da República.”, afirma o perfil modificado.

As informações sobre as posições que Costa assumiu na estatal desde que entrou em 1979 até seu desligamento correspondem ao que o próprio declarou em junho deste ano durante sessão na CPI da Petrobras no Senado, antes de ser preso.

“Em 1995, logo no primeiro ano da presidência de FHC, ele foi indicado como gerente geral do poderoso Departamento de Exploração e Produção do Sul, responsável pelas Bacias de Santos e Pelotas.Nos anos seguintes, sempre sob gestão dos tucanos, Paulo Roberto Costa foi beneficiado por várias indicações políticas internas da Petrobras. Em 1996 foi gerente geral de Logística. De 1997 a 1999 respondeu pela Gerência de Gás. De maio de 1997 a dezembro de 2000 foi diretor da Petrobras Gás – Gaspetro. De 2001 a 2003 foi gerente geral de Logística de Gás Natural da Petrobras. E de abril de 2003 a maio de 2004 (agora, sim, no início do governo Lula), foi diretor-superintendente do Gasoduto Brasil-Bolívia”.

Parte das modificações foi copiada de um outro texto publicado pelo blogueiro Miguel do Rosário no site “Tijolaço”. Miguel foi um dos nove entrevistadores escolhidos para conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril deste ano. A escolha dos blogueiros foi feita pelo instituto do petista. No texto inserido no perfil do Wikipedia, a escolha de Paulo Roberto da Costa é justificada como “caminho natural”.

A alteração foi realizada dois dias após o Planalto exonerar o responsável pela alteração das páginas de jornalistas na Wikipédia. A investigação da comissão de sindicância da Casa Civil da Presidência da República identificou o servidor Luiz Alberto Marques Vieira Filho um mês após o início da apuração. Funcionário de carreira do Ministério da Fazenda, mas na época lotado na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), o servidor fez mudanças nos perfis de Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. O servidor vai responder a processo administrativo disciplinar (PAD).

Por Reinaldo Azevedo

13/09/2014

às 8:25

LEIAM ABAIXO

Por Reinaldo Azevedo

13/09/2014

às 8:18

A SORDIDEZ DA CAMPANHA PETISTA E UM EXEMPLO DA “MÍDIA” CONTROLADA PELOS COMPANHEIROS

A VEJA desta semana traz uma reportagem com o elenco das formidáveis mentiras e difamações que o PT está levando ao horário eleitoral gratuito. Abaixo, reproduzo a “Carta ao Leitor”, que traz uma reflexão adicional importantíssima. Dados os 11 minutos e 24 segundos que o partido tem à sua disposição, a gente entende como seria a “mídia socialmente controlada”… pelos companheiros.

Leiam!

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Carta ao leitor - texto

Por Reinaldo Azevedo
 

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