O afastamento de José Eduardo Dutra, presidente do PT

José Eduardo Dutra, presidente do PT, está afastado do comando do partido. Seu principal problema é uma depressão severa. Poucas coisas são piores do que isso. No texto abaixo, do Estadão Online, Vera Rosa trata das implicações político-partidárias do seu afastamento. O meu ângulo, neste comentário, é outro. Dutra representa boa parte das coisas que […]

José Eduardo Dutra, presidente do PT, está afastado do comando do partido. Seu principal problema é uma depressão severa. Poucas coisas são piores do que isso. No texto abaixo, do Estadão Online, Vera Rosa trata das implicações político-partidárias do seu afastamento. O meu ângulo, neste comentário, é outro. Dutra representa boa parte das coisas que abomino em política, o que não me impede de realmente torcer pela sua recuperação. Quero voltar a torrar a sua paciência no Twitter. Abomino o pensamento, não o pensador. Em 2006, passei por algumas poucas e boas, como sabem muitos de vocês. Chegaram ecos do mundo das sombras torcendo pelo pior. Eu, sinceramente, senti pena de quem folgava com a minha fragilidade. Que grandeza ou graça pode haver numa luta assim? Somos aqueles que apostam sempre na saúde e no bem-estar, para que as divergências restem límpidas e possam ser exercitadas com clareza.  Pretendo que  isso se espelhe nos comentários. Que Dutra volte à sua trincheira, que jamais será a minha.

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O afastamento de José Eduardo Dutra da presidência do PT, desde 22 de março, deflagrou nos bastidores a disputa interna por sua sucessão e atiçou o grupo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, já descontente com a condução do partido. Com problemas de saúde, Dutra está licenciado do cargo há pouco mais de um mês e ainda não avisou ao PT se deixará definitivamente a direção do partido, embora tenha admitido a renúncia em conversas reservadas.

O Palácio do Planalto quer manter Dutra no comando do PT. No partido, é ele o interlocutor de confiança tanto da presidente Dilma Rousseff como de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, que tem capitaneado as articulações petistas para as eleições municipais de 2012.

Em São Paulo na tarde de ontem, Lula disse que conversaria com Dutra hoje ou amanhã, no Rio. Quer saber o real estado de saúde do amigo, que passa por uma depressão agravada por transtorno de ansiedade e hipertensão, antes que ele tome a decisão final sobre o afastamento.

Desde o fim de março, porém, integrantes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) – a mesma de Lula, Dirceu e do próprio Dutra – já discutem a sucessão do presidente do PT, que tem mandato até 2013. Até agora, o nome mais citado para ocupar sua cadeira, em caso de renúncia, é o do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

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