Maria Rita Kehl, nomeada por Dilma para a Comissão da Verdade, conta uma mentira escandalosa. Sob o silêncio cúmplice do Planalto! E agora?

Maria Rita Kehl foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff membro da Comissão Nacional da Verdade. A sua única credencial para o cargo é ser petista e ter penetração na imprensa paulistana. Fala a bobagem que lhe dá na telha, e ninguém a contesta porque, sabem…, ela é considerada uma “intelectual progressista”. Seja lá o que […]

Maria Rita Kehl foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff membro da Comissão Nacional da Verdade. A sua única credencial para o cargo é ser petista e ter penetração na imprensa paulistana. Fala a bobagem que lhe dá na telha, e ninguém a contesta porque, sabem…, ela é considerada uma “intelectual progressista”. Seja lá o que signifique a palavra “progressista”, talvez ela o seja. Paulo Maluf também deve estar nessa categoria, já que disputa a eleição em aliança com Fernando Haddad, o candidato da Maria Rita. Mas “intelectual”? Com o seu amor pela precisão? Não! Definitivamente, ela não é!

Em seu estúpido artigo, em que comparou as ações da Polícia Militar de São Paulo aos agentes da ditadura (ver post nesta página), escreveu esta senhora intelectualmente irresponsável:
“Suprimida a liberdade de imprensa, criminalizadas quaisquer manifestações públicas de protesto, o Estado militarizado teve carta branca para prender sem justificativa, torturar e matar cerca de 400 estudantes, trabalhadores e militantes políticos (…). Esse número, por si só alarmante, não inclui os massacres de milhares de camponeses e índios, em regiões isoladas e cuja conta ainda não conseguimos fechar.”

Mário Aith, subsecretário de Comunicação do governo de São Paulo, já desmoralizou boa parte das patacoadas de Maria Rita. Adiciono uma informação importante: se o índice de mortos por 100 habitantes do Brasil fosse igual ao estado de São Paulo, nada menos de 30 mil vidas seriam poupadas por ano. Ao governo federal, que não moveu uma palha para reduzir os mais de 50 mil homicídios por ano no país, ela presta vassalagem; ao governo de São Paulo, que hoje tem uma das PMs mais eficientes do país, ela reserva sua hostilidade. Petista! Esperar o quê? Mas me desviei. Volto ao ponto destacado em vermelho.

Na vigência da ditadura, a Comissão Justiça e Paz, da Arquidiocese de São Paulo, reuniu informações minuciosas sobre os presos políticos, as torturas, as mortes, tudo. O petista Nilmário Miranda coligiu todos os dados possíveis sobre pessoas nessa situação e chegou a 424, o que está registrado em livro. É claro que ninguém poderia ter morrido depois de estar sob a guarda do estado. Por isso mesmo, as famílias dessas pessoas receberam reparação — e milhares de outras transformaram a Comissão da Anistia numa sucursal da Caixa Econômica Federal… O que tem de vigarista que recebeu “indenização” é uma coisa fabulosa!

A morte de qualquer homem já deve nos diminuir, como é sabido. Mas há os fatos, há a história. No pequenino Chile, o regime de Pinochet matou 3 mil pessoas; na Argentina, os militares assassinaram 30 mil. Na Cuba de Fidel Castro, exemplo de pátria livre para a turma do partido de Maria Rita, são 100 mil as vítimas entre fuzilados e afogados (tentando fugir da ilha). A população desses países, em relação à brasileira, é de, respectivamente, 1/11, 1/5 e 1/17. Só para registro: as forças de esquerda assassinaram mais de 120 pessoas por aqui. Maria Rita não as colocou em sua conta. A comissão não vai apurar esses casos. Aqueles que a esquerda matou foram destituídos até de sua condição de humanos. É nojento!

Mas vamos adiante. É simplesmente mentira — uma mentira escandalosa! — que o regime militar tenha “massacrado milhares de camponeses e índios”. Isso não aconteceu. Não há menor evidência de que tenha acontecido. Não há indícios. Não há fatos. Não há pessoas reclamando os corpos. Não há, atenção!, nem mesmo boatos.

E por que Maria Rita escreve uma estupidez desse tamanho, sob o silêncio cúmplice do Planalto e da Comissão da Anistia? Porque essa é uma nova causa política que está em curso, ainda incipiente, mas já bastante saliente: pretende-se dar como verdadeiro esse “massacre de milhares” porque isso serve à demonização ainda maior daquele período. Mas como prová-lo? Não precisa! A maior prova de que aconteceu é não haver provas de que tenha acontecido.

Imaginem agora Maria Rita, com esse amor pela precisão, a atuar na tal comissão em busca da “verdade”. Que compromisso ela tem com a dita-cuja? E agora vai meu desafio: eu quero saber quais são as suas fontes. Ela está obrigada a revelá-las. Temos de exigir que diga onde estão as evidências do “massacre de milhares”. O fato é que as forças de segurança, naquele tempo, estavam tão despreparadas que penaram para pôr fim à guerrilha do Araguaia, uma aventura ensandecida, levada a efeito por pseudointelectuais que eram ainda mais tolos como guerrilheiros. Ainda que a “repressão” quisesse “massacrar” milhares, não dispunha de meios para isso.

A irresponsabilidade desta senhora é um troço espantoso! Não obstante, está lá, na “Comissão da Verdade”. Se ela continuar no grupo, a única coisa que restará ao governo Dilma será a responsabilidade de ter contribuído para esconder o “massacre de milhares”. É evidente que isso nunca existiu. Mas Maria Rita, que está lá por vontade da presidente, disse que sim.

Como levá-la a sério?

Texto originalmente publicado às 3h42
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