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10/05/2007

às 5:12

VOCÊ TAMBÉM É CRISTÃO, ATEU. MESMO QUE NÃO QUEIRA

A Conversão de São Paulo, de Caravaggio: o Apóstolo dos Gentios está no centro da expansão do cristianismo
Em dezembro do ano passado, escrevi na Veja o texto que segue sobre o cristianismo. Por razões óbvias, eu o reproduzo agora. O título original é “Somos todos Cristãos”. Abaixo, alguns dos temas nele tratados:

- Uma religião primeiro das mulheres. Por quê?
- A importância de Saul — depois “Apóstolo Paulo”
- A Parúsia e a vida cotidiana
- Ocidente judaico-cristão e greco-cristão

*
Quando, no começo deste mês, arqueólogos do Vaticano desenterraram o sarcófago com os restos mortais do apóstolo Paulo, nascido no ano 10 e decapitado em 67, vinham à luz alguns séculos de civilização, de que a mensagem de Cristo é, a um só tempo, conseqüência e causa. Combatido, submetido ao obscurantismo politicamente correto e tomado como inimigo das minorias multiculturalistas – tão mais barulhentas quanto mais minoritárias –, o cristianismo, não obstante, guarda as chaves do humanismo moderno e da democracia e constitui o que o homem tem produzido de melhor em pluralismo, tolerância e, creiam!, avanço científico. “A humanidade produz bíblias e armas, tuberculose e tuberculina (…), constrói igrejas e universidades que as combatem; transforma mosteiros em casernas, mas nas casernas coloca capelães militares“, escreveu o romancista austríaco Robert Musil (1880-1942) em O Homem sem Qualidades. Falamos de uma “civilização” que parece ser a improvável história de um permanente paradoxo. E, no entanto, ela avança, sempre duvidando de si mesma, mergulhada às vezes no horror, mas se recuperando, em seguida, para a maravilha.

Depois de Jesus, é Paulo que vem à luz como o homem mais importante do cristianismo, verdadeiro fundador da teologia cristã. Com um édito do imperador Constantino, em 313, a seita minoritária, nascida entre judeus da Galiléia, tornava-se uma das religiões do Império Romano. Cessava a perseguição ao cristianismo, e aquele foi um dos marcos da longa marcha que se anuncia acima. Como se operou o milagre? O sociólogo americano Rodney Stark sustenta que uma das raízes da expansão cristã é a caridade – elevada por Paulo à condição de primeira virtude. E a outra são as mulheres. Em The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History, Stark, professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas – porque meninas – e de meninos com deficiências era “moralmente aceitável e praticado em todas as classes”. Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.

No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família é garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé e a proteger as mulheres da morte e da sujeição. Embora a cultura helênica, grega, matriz espiritual do Império Romano, tenha sido fundamental na expansão do cristianismo, o mundo estava diante de uma nova moral. Quando Constantino assina o Édito de Milão, a religião dos doze apóstolos já somava 6 milhões de pessoas.

Stark demonstra ser equivocada a tese de que aquela era uma religião apenas dos humildes. O “cristianismo proletário” serve ao proselitismo, mas não à verdade. A nova doutrina logo ganhou adeptos entre as classes educadas. Provam-no os primeiros textos escritos por cristãos, com claro domínio da especulação filosófica. Mas não só. Se o cristianismo era uma religião talhada para os escravos – “os pobres rezarão enquanto os ricos se divertem” (em inglês, dá um bom trocadilho: “the poor will pray while the rich play“) –, Stark prova que o novo credo trazia uma resposta à grande questão filosófica posta até então: a vitória sobre a morte.

Outro mito diz respeito a um suposto cristianismo pastoril e antiurbano. Nos primeiros séculos, ao contrário, a fé se espalhou justamente nas cidades. Um caso ilustra bem o motivo. Entre 165 e 180, a peste mata, no curso de quinze anos, praticamente um terço da população do império, incluindo o imperador Marco Aurélio – o filme Gladiador mente ao acusar seu filho e sucessor, Cômodo, de tê-lo assassinado. Outra epidemia, em 251, provavelmente de sarampo, também mata às pencas. Segundo Stark, amor ao próximo, misericórdia e compaixão fizeram com que a taxa de sobrevivência entre os cristãos fosse maior do que entre os pagãos. Mais: aqueles acreditavam no dogma da Cruz e, pois, na redenção que sucede ao sofrimento. O ambiente miserável das cidades, de fato, contribuía para a pregação da fraternidade universal: os cristãos são os inventores da rede de solidariedade social, especialmente quando começaram a contar com a ajuda de adeptos endinheirados e, nas palavras de Stark, “revitalizaram a vida nas cidades greco-romanas”. Os cristãos inventaram as ONGs – as sérias. Essa dimensão do cristianismo, que só pode existir se vivenciada na prática, está em Paulo. Hora de voltar a ele.

“POR QUE ME PERSEGUES?”
Foi em Antioquia (At, 11: 26), na Síria, que uma comunidade, pela primeira vez, designou-se “cristã”, justamente os convertidos de origem pagã. E é dali que o cristianismo se espalhou pelo antigo mundo helênico, então romanizado. Em At, 11:1-3, São Pedro, considerado o fundador da Igreja, é censurado por seus pares: “Entraste na casa de homens não circuncidados e comeste com eles”. Pedro responde que o fez por inspiração divina. O momento em que o cristianismo deixa de ser o credo de um grupo minoritário de judeus da Palestina para ser a religião de todo e qualquer homem “que aceite a salvação” tem um símbolo: a conversão de Saul, que aparece como “Saulo” nas versões em português da Bíblia.

Ele houvera recebido a incumbência de ir a Damasco e conduzir presos a Jerusalém “quantos encontrasse daquela profissão” (os cristãos). Na estrada, “cercou-o uma luz vinda do Céu. E, caindo em terra, ouvia uma voz que lhe dizia: ‘Saul, Saul, por que me persegues?’. Ele disse: ‘Quem és tu, Senhor?’. E Ele lhe respondeu: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues’” (At, 9: 3-5). Em Damasco, aonde fora conduzido cego, Saul recebeu Ananias, um convertido, que o curou pela imposição das mãos, inspirado por Jesus. O Filho de Deus vê em Saul “um vaso escolhido” para levar o seu nome “diante das gentes, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At, 9:15). Nascia, assim, o Apóstolo dos Gentios, cujo nome cristão passa a ser “Paulo”. E nascia o cristianismo como religião universal.

Coube a esse fariseu convertido romper os laços com a tradição judaica. O batismo mimetizaria a própria morte e ressurreição de Cristo. Por meio dele, morria-se para o passado e nascia-se para uma nova vida. Na Primeira Epístola aos Coríntios, escreve: “Num mesmo espírito fomos batizados todos nós, para sermos um mesmo corpo, sejamos judeus, ou gentios, ou servos, ou livres: e todos temos bebido em um mesmo espírito” (I Cor, 12:13). Paulo dá ordenamento à mensagem de fraternidade universal de Cristo e antevê a comunidade dos homens não mais separados por credo, raça ou, note-se, história pessoal. Junto com o batismo, está a eucaristia: “Porventura o cálice da bênção não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão não é participação do corpo do Senhor?” (I Cor, 10:16).

Paulo está para o cristianismo como Maquiavel para o realismo político. Se conferia dimensão mística à coletividade, era o profeta da Graça divina tornada uma rebelião individual: a redenção se dá por meio da fé. Se ele recomenda, em Rom, 13:7, que os impostos sejam pagos, o imperativo da fé traz a semente de uma subversão. Segundo ele, só por meio da lei (referia-se à lei divina), ninguém se justifica diante de Deus. Paulo foi um gênio político, e suas escolhas determinaram a capacidade do cristianismo de se adaptar aos desafios que lhe são contemporâneos sem abrir mão dos princípios. Sua teologia está centrada na certeza da ressurreição, que prova a divindade do Cristo. Por isso, é também o mensageiro da parúsia, da segunda vinda do Messias. Mas o que fazer enquanto Ele não volta?

A parúsia devia gerar uma espera angustiada e frustrada. Cumpria ordenar a vida dos cristãos. Na Segunda Epístola aos Tessalonicenses, ele recomenda: “Não comemos de graça o pão, mas com nosso trabalho e fadiga. (…) se alguém não quer trabalhar, não coma” (2 Tes, 3:7-10). Antes de Milton Friedman, Paulo já sabia que não existe almoço grátis. Nem salvação. As religiões não cristãs da Antiguidade davam grande ênfase ao “entusiasmo”, ao arrebatamento religioso. Ele se dirige aos Coríntios e estabelece uma hierarquia no que chama “corpo místico de Cristo”: “Se eu falar a língua dos homens e dos anjos e não tiver caridade, sou como o metal que soa (…). E se eu tiver o dom da profecia e conhecer todos os mistérios (…) e se tiver toda a fé (…), e não tiver caridade, não sou nada” (Cor, 13:1,2). Preparava os cristãos para uma corrida de fôlego. E lembrava que o cristianismo supõe mais do que uma espera.

Cristo voltará à terra. Um dia. Os cristãos não renunciaram à parúsia. Mas os contemporâneos, notadamente os católicos e os protestantes históricos, tendem a considerar que o acontecimento escatológico, finalista, de certo modo, já aconteceu. A luta final do Bem contra o Mal perdeu seu acento místico e seu caráter temporal para ser uma espera simbólica. Esse Cristo laicizado está prenunciado no próprio Paulo. Como demonstra Stark, o cristianismo se consolida nas cidades greco-romanas como religião da solidariedade. E, modernamente, com certo risco para o próprio credo, vê mitigada a sua dimensão sagrada para se transformar num código civil, íntimo das sociedades democráticas. A Igreja dos Gentios se torna uma comunidade em favor da universalização de direitos.

OCIDENTE GRECO-CRISTÃO
Cristo e o cristianismo seguem como as principais referências da civilização ocidental. De tal sorte é assim, que nem pensamos nisso. Culturas vitoriosas são estáveis, pacíficas, civilistas e até um tanto frívolas na proteção dos seus fundamentos. Quem viu o papa Bento XVI, na Turquia, orando como oram os muçulmanos assistiu à presença serena de um pastor que não duvida da natureza inclusiva do seu credo. O cristianismo, na sua manifestação mais poderosa, a Igreja Católica – 1,098 bilhão de pessoas, segundo o Anuário Pontifício de 2006 –, voltava a Paulo. Se não mais para converter, para compreender. Estima-se que um terço da humanidade – 2,1 bilhões de pessoas – seja cristão.

É claro que o que vai acima se presta ao contencioso. Especialmente num tempo em que toda evidência serve à contestação. As culturas vitoriosas dão à luz os críticos de seus próprios fundamentos. É a melhor evidência de um triunfo. Assim, haveria ali a indisfarçável afirmação da supremacia de uma visão de mundo. Cristo é e seguirá sendo a principal referência do que reconhecemos no Ocidente como a nossa “cultura” porque somos todos cristãos. Se não formos pela fé, seremos pela história; se não formos porque devotos da Revelação, seremos porque caudatários de uma revolução. Cristãos, ateus, judeus, islâmicos, budistas, materialistas, espíritas, agnósticos, comungamos de um patrimônio que entendemos como um ideal de civilização e de justiça.

Se o cristianismo conferiu uma ética nova, como se viu, à cultura greco-romana, tomou dela emprestados alguns séculos de especulação filosófica. De sorte que se constituiu, no tempo, como a memória de dois humanismos, de duas visões totalizantes: a helênica – grega – e a dos Evangelhos. Apostamos nas virtudes do exame de consciência; estamos ocupados em controlar nossos impulsos para ser reconhecidos como pessoas a serviço do bem e da verdade; esforçamo-nos para demonstrar que preferimos ser colhidos pela injustiça a praticá-la; aspiramos a valores espirituais acima dos materiais e apreciamos tal qualidade nos outros; boa parte de nós acredita numa justiça divina que sucede à morte, e os que não chegam a tanto demonstram seguir um modelo perfeito ao menos na idéia. Somos, de fato, não só cristãos, mas também herdeiros involuntários do filósofo grego Platão (428-348 a.C.). E onde essas idéias não se transformaram em leis, em códigos leigos, o poder se impõe pelo terror, pela ditadura, pela violência institucionalizada, pela morte – e, freqüentemente, assim se procede “em nome de Deus”. Não há humanismo leigo que tenha sido tão poderoso na história humana quanto três palavras que salvam: consciência, arrependimento e perdão.

A referência a Platão ilumina o debate. Se, do ponto de vista da origem histórica, faz sentido falar em um mundo “judaico-cristão”, no que concerne à religião e à filosofia, o que ganhou o mundo foi o helenismo cristão. O Império Romano helenizado havia abolido as fronteiras, estimulado a especulação filosófica, reconhecido a cidadania dos povos conquistados, estabelecido o ideal – e só o ideal – de uma humanidade fraterna, com a qual sonhavam os filósofos.

Richard Tarnas, autor de A Epopéia do Pensamento Ocidental, nota que a abertura do Evangelho de João – “No princípio era o Verbo” – remete ao “logos universal da filosofia grega”, isto é, a uma espécie de inteligência cósmica, que “transcendia todas as oposições e imperfeições aparentes”. Isso pressupunha a existência de uma Razão, de um cosmo universal, potencialmente alcançável por qualquer homem, independentemente de sua origem. O judeu Fílon de Alexandria, que nasceu entre os anos 15 e 10 a.C. – contemporâneo de Jesus e de Paulo –, falava de uma certa “idéia das idéias”, fonte da inteligibilidade do mundo. Sem Alexandre Magno (356-323 a.C.), educado pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C.), e o Império Romano, com a sua paz duradoura, talvez o cristianismo tivesse ficado restrito à Galiléia. Não faz sentido contar a história que não houve, mas é preciso que nos coloquemos uma questão: por que a doutrina se difundiu e se tornou hegemônica além das fronteiras da Palestina sem que tenha, em sua própria terra de origem, suplantado o judaísmo, de onde derivou?

Os primeiros cristãos de Jerusalém, nota o historiador romeno naturalizado americano Mircea Eliade (1907-1986) em História das Crenças e das Idéias Religiosas, eram judeus de Jerusalém que “constituíam uma seita apocalíptica dentro do judaísmo palestino”. Eles “estavam na espera iminente da segunda vinda do Cristo”. A ekklesía (termo grego que designa igreja) cristã nasce no Dia de Pentecostes. Em Atos dos Apóstolos, lemos que os discípulos de Jesus estavam reunidos quando, “de repente, veio do Céu um estrondo (…) e lhe apareceram umas línguas de fogo, e pousou uma sobre cada um deles (…) e começaram a falar em várias línguas” (At, 2: 1-4). Pedro então conclama os varões de Israel à conversão: “Saiba logo toda a Casa de Israel, com a maior certeza, que Deus o fez não só Senhor, mas também Cristo a este Jesus” (At, 2:36). Khristós, em grego, significa “o Ungido”, o “Messias”.

O Pentecostes era uma festa religiosa dos judeus, inicialmente ligada à colheita e depois à entrega da Tábua das Leis no Monte Sinai. O início da igreja cristã assiste, como se vê, a uma manifestação análoga àquela fundadora para o judaísmo: segue a tradição mosaica – do patriarca Moisés –, embora a hierarquia religiosa judaica fosse hostil aos apóstolos. Uma hostilidade que era menor contra os hebreus locais do que contra os judeus “helenistas”.

Os Atos relatam intrigas e falsos testemunhos contra inocentes acusados de blasfêmia. Ainda que as imputações fossem falsas, a verdade é que os cristãos helenistas resistem à herança rabínica do cristianismo da Palestina. Santo Estêvão, primeiro mártir da religião, desafia a hierarquia ao negar que Deus precisasse de um templo: “Mas Salomão lhe [a Deus] edificou a casa. Porém, o Excelso não habita em casas feitas por mãos humanas, como diz o profeta” (At, 7: 47-48). Ele é martirizado e tem início uma grande “perseguição à Igreja”. Em At, 8:3, está presente o grande artífice do cristianismo, mas ainda como inimigo dos cristãos: Paulo, protagonista desta história.

O cristianismo como uma ética das relações foi, sustenta Rodney Stark, um dos fatores de seu enraizamento na Antiguidade e de sua expansão em todas as classes e grupos sociais, com especial ênfase entre as mulheres. Se a visão de mundo cristã não era avessa ao “logos” grego, como aqui se escreveu, emprestava à família um acento estranho àquela cultura, o que foi logo percebido pelas mulheres. Elas, como sói acontecer, identificaram primeiro o amor de salvação.

Por Reinaldo Azevedo

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113 Comentários

  1. marcelo

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    09/03/2012 às 23:27

    Petralha ateísta as 21h13

  2. Steve

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    17/02/2012 às 13:55

    Reinaldo,avisa ao Roberto Quintas,que os poderosos não gostavam do cristianismo pelo medo de um suposto conteudo revolucionário, se existia uma alienação das massas só se fosse as dos gentios,por que os cristãos eram atirados no coliseu filhote !

  3. roberto quintas

    -

    12/02/2012 às 21:13

    quanto convencimento, Reinaldo! toda nossa civilização nada seria se não tivesse sido os povos antigos, egipcios, babilonicos, persas, gregos, romanos - todos pagãos.
    a razão do sucesso do cristianismo é apenas um - apelo popular, ferramenta util para poderosos manterem a alienação das massas, ferramenta util para o sistema manter a repressão e a opressão, ferramenta util para a manutenção dz instituição medieval que mantem ainda no século XXI essa ditadura doutrinária.

  4. Edelberto

    -

    09/02/2012 às 17:49

    Mais que informativo e didático, seu artigo é evangelístico.

  5. EJF

    -

    09/02/2012 às 16:41

    Artigo excelente!
    Valeu pela dica do livro!
    Parabéns!

  6. Eduardo Grandinetti

    -

    09/02/2012 às 16:00

    Prezado Reinaldo,
    Já me pronunciei no facebook, mas este foi o artigo mais bonito que li esse ano. Vou ler o livro que vc resenhou
    abs
    Eduardo

  7. dri

    -

    09/02/2012 às 15:37

    Reinaldo, que suas luzes cheguem aos mais necessitados! O texto é maravilhoso! Obrigado, como mãe, como mulher!

  8. Sarah

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    23/10/2011 às 12:11

    Não sei se gosto mais dos textos do Reinaldo ou das discussões acalentadas na caixa de comentários. O páreo é duro, mas o proveito é grande.
    Excelente texto, excelente blog, excelente jornalista.
    Parabéns Reinaldo. :)

  9. Tamara Nemeth

    -

    14/12/2010 às 22:44

    Pode ser que o cristianismo tenha contribuído para que as instituições e as leis estabelecidas tenham como base os princípios cristãos. Mas considero um disparate afirmar que um ateu ou agnóstico seja cristão. Ser cristão é, em primeiro lugar, crer em Jesus sob um ponto de vista esperitual, ou seja, acreditar que ele é o Filho de Deus, como afirmam os evangélicos; ou um espírito evoluído, como afirmam os espíritas kardecistas. o Fato de um ateu ou agnóstico ter incorporado alguns desses princípios, como o perdão, por exemplo, não quer dizer que ele seja cristão. Trata-se de algo que faz parte de seu caráter. Tem pessoas que se têm uma determinada conduta, de fato, se deve ao fator religioso; mas é um erro generalizar.

  10. artieart

    -

    11/05/2009 às 18:02

    Muito bom, um exemplo de pura erudição e cultura. Apesar de divergir do senhor em certos tópicos de política, devo reconhecer a primazia de seu artigo, onde o senhor demonstra conhecimento profundo a respeito da religião cristã e seus diversos ramos, fundamentais para a criação da civilização ocidental como nós a conhecemos, além de muito bom gosto e habilidade na escrita.

    meus sinceros cumprimentos

  11. Antonio

    -

    03/02/2009 às 12:47

    É raro encontrar alguém que saiba mostrar de forma tão clara e elevada “A Verdade”. Parabéns ao Reinaldo Azevedo que se mostrou competente e informado no que escreveu. Críticas virão, mas isso é prova da pertinência de suas (boas)idéias. Como eu sempre digo: “Sou assim! Os que não conseguem me copiar, morram de inveja!!!”. Adiante meu jovem! Conte conosco!

  12. Anônimo

    -

    11/05/2007 às 15:01

    Boa tarde Rei.
    Só agora li seu artigo que não havia lido em Veja. Obrigada, obrigada e obrigada.
    “A REFERÊNCIA A PLATÃO ILUMINA O DEBATE. Se, do ponto de vista da origem histórica, faz sentido falar em um mundo “judaico-cristão”, no que concerne à religião e à filosofia, o que ganhou o mundo foi o helenismo cristão. O Império Romano helenizado havia abolido as fronteiras, estimulado a especulação filosófica, reconhecido a cidadania dos povos conquistados, estabelecido o ideal – e só o ideal – de uma humanidade fraterna, com a qual sonhavam os filósofos.”
    Só não ficou claro pra mim por que de fato o cristianismo não suplantou o judaísmo. Só pela hostilidade à tradição helênica? Enfim, é só aguardar outros textos seus.
    Obrigada.
    R

  13. richard

    -

    11/05/2007 às 13:45

    Ihóiin, ihóiin, ihóiiiin!

    Coitádo do estábulo, tome coice do muar das 10:39. Mas como castigo hoje o catéllius vai passar fome e sede, pois no seu paroxismo, até o cocho derrubou!

  14. Catellius

    -

    11/05/2007 às 10:39

    Os ateus são cristãos?

    Ser cristão é aceitar Jesus como deus e salvador e tentar agir conforme seus ensinamentos - ser cordeirinho, não resistir ao mau, aceitar o poder temporal dos governantes como autorizado pelo seu deus, descer a porrada, contudo, quando julgá-lo ofendido - seguindo o exemplo de Jesus e seu ataquezinho com os vendilhões do templo, os quais cobriu de chicotadas, possivelmente indolores já que desferidas pelas mãos frágeis de um aproveitador que nunca trabalhou - como se diz do Supremo Apedeuta.
    Partindo de seu raciocínio, somos todos adoradores do panteão greco-romano ou mesmo das divindades egípcias, por causa da influência que aquelas culturas exercem sobre nós, ainda que indiretamente. Ora, é consenso que o cristianismo influencia culturalmente os ateus que moram em países cristãos.
    Mas você apenas tenta mudar a acepção do termo “cristão”, colocá-lo no lugar de “europeu”, em uma vã tentativa de calar os ateus desclassificando-os, xingando-os de algo que eles metem no mesmo saco que fadas, gnomos, Zeus e outros mitos.
    E mesmo que o cristianismo com sua moral dos escravos fosse o melhor para a humanidade, ainda assim isto não implicaria em Jesus ser mesmo um deus feito homem, vindo para cá por meio de uma virgem, já que o imundo sexo é um método inconcebível para o suposto criador do imundo sexo e dos hormônios que impelem os animais a praticá-lo fazer-se homem, não implicaria em um suposto deus ter de fazer-se homem para purgar o que quer que seja, etc.
    Igualmente, um bandido ser perseguido por outro não faz do primeiro uma pessoa virtuosa. Cristãos perseguidos não são bons apenas por causa disso e Jesus não passa a ter sido deus apenas por isso. Os animais não deixam de ter evoluído por causa do darwinismo social de Spencer (não de Darwin), os animais não passaram a ter evoluído porque Darwin era uma pessoa cordata, e assim por diante.
    Um ateu pode não ser anticlerical, anticristianismo. Ele simplesmente não tem deuses, ora bolas. É difícil para você, conviver com isso? Raios!

    Sobre o seu papa, acho engraçado ele ter sido escolhido sob o auxílio do tal Espírito Santo.

    A pomba não presidiu o último conclave. O caráter político da eleição do Papa Bento XVI foi muito mais forte do que se divulgou até hoje. O cardeal alemão Joseph Ratzinger deu sinal verde para sua candidatura, mandou dizer aos colegas que aceitaria ser Papa e fez uma forte campanha nos bastidores para tornar-se Bento XVI. Chegou a contar com a ajuda de um grupo influente de cardeais conservadores como cabos eleitorais. Esses cardeais pró-Ratzinger passaram a sondar os colegas em conversas reservadas logo após a morte do Papa João Paulo II. Com isso, Ratzinger entrou para o conclave, no dia 18 de abril, praticamente eleito.
    O relato foi feito por um dos quatro cardeais brasileiros que participaram da votação — a mais secreta e misteriosa do mundo contemporâneo. O cardeal revelou os bastidores do conclave ao GLOBO sob condição de anonimato.

  15. Anônimo

    -

    11/05/2007 às 6:45

    Reinaldo, gostaria de discordar de alguns pontos.

    “Quando, no começo deste mês, arqueólogos do Vaticano desenterraram o sarcófago com os restos mortais do apóstolo Paulo…”

    Até onde sei, os arqueólogos só descobriram um sarcófago. Não chegaram a abri-lo para ver o que tinha dentro. Você tem mais informações para afirmar que os supostos restos contidos lá dentro são mesmo de São Paulo?

    No caso do E.T. de Roswell pelo menos chegaram a filmar o bicho.

    “Culturas vitoriosas são estáveis, pacíficas, civilistas e até um tanto frívolas na proteção dos seus fundamentos.”

    Pacífica? Será que preciso dizer o que foi a Inquisição?

    “É claro que o que vai acima se presta ao contencioso. Especialmente num tempo em que toda evidência serve à contestação. As culturas vitoriosas dão à luz os críticos de seus próprios fundamentos. É a melhor evidência de um triunfo.”

    É por isso que você critica Trotsky?

  16. rodrigues

    -

    11/05/2007 às 3:54

    rogerio caldeira, vc é caboclo de coragem. Pode assinar sim, mas vale lembrar que idéias como essas encontram oponentes por todos os lados. Eu apenas endosso a ÉTICA mas não os dogmas cristãos que têm origem no tempo, os concílios realizados pela igreja de Roma, a qual não reputo como a força mais positiva que já tenha ocorrido, mesmo porque, situados aqui no mundo ocidental, não somos forçados a estender a vista para além dos mares, lá do outro lado do planeta em que não impera o cristianismo como fonte de verdades ou dogmas e incontáveis milhões de pessoas nunca ouviram falar nessa religião.
    Permito-me, por exemplo, discordar de quem diz que religião nunca ensina a matar. Os exemplos históricos no entanto apontam outros fatos que comprovam que, se não ensinam, religiões há que MANDAM matar. Como está escrito num dos primeiros livros que integram a Bíblia cristã - A UMA BRUXA NÃO DEIXARÁS VIVER.
    Em Deuteronômio 21, por exemplo, colocam na boca de sua divindade que ele ordena matar a pedradas todo filho desobediente, rebelde e incorrigível.
    Na versão em português do Alcorão não existe, mas nas versões em inglês ou francês consta que Alá considera coisa boa matar cristãos.
    Se eu tiver de apontar uma religião que na realidade não chega a ser religião, temos o Budismo, a qual em seu nome repudia qualquer assassinato. Tirar a vida de qualquer ser é vedado ao que busca a Iluminação.
    É isso.

  17. mari

    -

    11/05/2007 às 3:34

    arthur - 7:19 - o mal não vem do homem. O mal vem do próprio criador de tudo. Está escrito no livro do profeta Isaías, capítulo 45: Eu sou o senhor, eu criei o bem e criei o mal”…
    Deus é o criador de TUDO. Da morte, da vida, das doenças, do saúde etc.

  18. Mãe Brasil

    -

    11/05/2007 às 1:12

    Reinaldo,
    Se me permite, gostaria de reiterar o pedido de outros colegas para que lesse o livro “Paulo e Estevão”, psicografado por Chico Xavier.

    Nunca mais você lerá as palavras: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” do mesmo jeito. Neste livro, elas assumem uma dimensão divina no texto grandioso de Emmanuel.

    A vida de muitas pessoas que conheço foram tão tocadas pelo livro, que poderiam ser descritas como antes e depois de “Paulo e Estevão”. Independente de ser uma obra psicografada, é uma obra prima.

    O livro relata com deliciosos detalhes este intermezzo mágico, onde a humanidade pode conviver de perto com Jesus.

    O Espiritismo Kardecista apenas tenta resgatar o Cristianismo primitivo, sem dogmas, rituais, paramentas, em sua simplicidade original (por favor, não confundir com mediunismo, prática que sempre existiu no mundo, fosse nas pitonisas, nos templos, em todos os tempos).

    Lembremos-nos de que Cristo pregava sentado em pedras, às margens dos rios, à sombra das árvores amigas. Não tinha religião nem templo.

    Esses vieram depois, criação de humanos, tão falíveis e corruptos como sempre, defendendo seus objetivos de dominação, ambição e poder.

    Ainda assim, é importante valorizar o esforço do Catolicismo por preservar a essência dos ensinamentos do Cristo.

    Precisamos mais de Deus e Cristo em nossos corações, pensamentos e ações, e menos religiões, templos e mercenários de toda espécie que sempre comercializaram a fé humana.

    Todo o conhecimento humano caminha para a convergência. Num futuro não haverá religiões, mas religiosidade, ou seja, o verdadeiro sentido da palavra, que significa religar ao Pai.

    Que Deus nos permita alcançar este tempo de paz. Enquanto ele não chega, saibamos respeitar a fé uns dos outros, não nos esquecendo que apesar de todos os equívocos cometidos, as religiões, todas elas, tiveram papel fundamental no desenvolvimento da humanidade.

    Não acredito que tenha havido jamais uma religião que ensine a matar, a roubar, a mentir. Os que assim agiram ou agem em nome de suas religiões, é que são os responsáveis por todos os conflitos da história.

    Que Deus em sua infinita misericórdia se apiede de nossa pequenez e nos fortaleça na construção de um mundo melhor, a partir da melhoria de nós mesmos.

    Que Deus o abençoe sempre

    Carinho da Mãe Brasil

  19. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 21:40

    Caro Reinaldo

    Paulo não é o nome “cristão” de Saul. Judeus com cidadania romana podiam tem um nome romano, com o qual se apresentavam fora da comunidade judaica.
    Dizer que Paulo rompeu as ligações com o judaismo é um exagero. Conforme ele próprio declara, ele pessoalmente cumpria os mandamentos de Moisés, e também muitas das tradições. Ele também negou que induzisse judeus crentes em Jesus a abandonarem o modo de viver judaico.

    Renato U Souza

  20. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 18:14

    Caríssimos Reinaldo Azevedo, Dona Reinalda, Paulo Boccato e outros desiludidos,

    Para quem não suporta mais showMissas e coMíssias, há uma luz no fim do tunel!

    Procurem, em São Paulo, as seguintes igrejas:

    - Capela Beato Pe Anchieta (Fraterinidade São Pio X)
    Rua Maurício Francisco Klabin 223
    Vila Mariana
    CEP 04120-020
    [Metrô Vila Mariana]
    Tel: (11) 5575 6884 ou (11) 7443 1376 ou (55) 3028 3896
    contato
    2° e 3° Domingo do mês, às 10:00
    Sábado anterior às 18:00

    - Capela de Santa Luzia (Ad. Apostólica S. João Vianney)
    Arquidiocese de São Paulo - Rua Tabatinguera, 104, Sé,
    sábado: 12h
    Domingos : 11h00 e 16h30 (coro gregoriano)

    No Rio de Janeiro:

    - Capela São Miguel
    Dom Lourenço OSB (ordem de São Bento)
    Rua Cosme Velho 1204
    (Esquina com Itamonte)
    Tel: (21) 2616 2504
    Domingo e Festas, às 18:00
    Sexta Feira, às 18:30

    Para outras cidades, consultem: http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2002.htm
    ou:
    http://honneurs.free.fr/Wikini/wakka.php?wiki=BrazilSouthEast&show_comments=1

    Nestes lugares, ainda se celebra a Missa Tradicional, o rito oficial que nutriu de santidade a Igreja de Roma durante 14 séculos.

    Este rito é uma das maiores realizações culturais e espirituais da humanidade, se não a maior. “Trocaria toda a minha obra pelo Prefácio da Missa de Páscoa” - Mozart.

    Não se preocupem, todos os movimentos indicados acima são bem fiéis à doutrina de sempre e ao Papa, sem mesclas com nenhum outro culto ou causa de ordem religiosa, política ou qualquer outra. Nada de MST, pentecostalismos ou bizarros cultos a personalidade.

    Pessoalmente, prefiro as da FSSPX, por boas razões.

    Mas escolham a mais acessível para vocês, e que Nossa Senhora os abençõe!

    Henrique Leite.

  21. jb

    -

    10/05/2007 às 17:10

    Quem quiser se aprofundar mais na demonstração de como O Ocidente foi criado pela Igreja, aí vão mais dois livros:

    1. Rodney Stark, The Victory of Reason — How Christianity Led to Freedom, Capitalism and Western Sucess, Random House, 2005, 281 pp.

    2. Thomas E. Woods, Jr. Ph. D., How the Catholic Church built Western Civilization, Regnery Publishing Inc., Washington D. C., 2005, 280 pp. As citações deste artigo são deste livro, salvo indicação em contrário.

  22. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 17:00

    Sim, somos todos cristãos. Como somos mesopotâmios, romanos, helênicos, tupis, judeus, bantos, egípcios — até mesmo muçulmanos (leia Pensar na Idade Média, de Alain de Libera). Mas é complicado separar apenas uma dessas vozes na polifônica cultura ocidental. Ainda mais quando essa, digamos, audição tem fins menos científicos do que apologéticos.

  23. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 16:56

    Ô Pedro Lima,

    O que você vê como um peso, a fé cristã enxerga como um presente de Deus, ou seja, o direito à vida. E uma coisa dessas não dá para negociar. Ninguém é obrigado a concordar, mas ninguém pode impedir a pregação cristã sobre isso.

    E independente do aspecto sagrado, o dilema moral do aborto persiste. Pergunte ao filho criado como irmão se ele preferia não ter nascido. Ou melhor, pergunte à mãe-irmã se hoje ela abriria mão daquela convivência. Sim, há o sofrimento ao longo do processo. E o remédio para esse sofrimento é o mesmo do ponto de vista religioso ou racional: compreensão e amor.

    Aí está a herança cristã que o Reinaldo comentou. Quando fala que “somos todos cristãos” ele não se refere à crença individual no sagrado, ou na história da Igreja construida pelos homens com seus erros e acertos. Mas aos valores universais que determinam, acima de tudo, entendimento e solidariedade, disseminados no mundo pelo ideário cristão.

    Não esqueça que as idéias têm vida própria e fazem sua história, não importam as tentativas de alguns personagens de controlá-las. Em clara inconformidade com a fé que diziam professar, cristãos mataram sim, em nome de seu deus. Mas as sociedades construídas sobre os alicerces dos valores legados pelos seguidores de fé de Jesus abominam hoje a perseguição dos que pensam diferente no âmbito sagrado e material.

    Por isso, caro Pedro, você não tem receio de expor o que pensa em um país predominantemente cristão. Mesmo atingindo em cheio o valor humano mais importante desta fé, ou seja, o direito à vida. Ainda que, no extremo, fosse excomungado pelo Papa (o que não faria diferença para você), nenhum cristão que honre esta qualidade imagina a possibilidade de prendê-lo ou apedrejá-lo.

    O fato de você não concordar com alguns valores da fé cristã, ou considerar sua narração e seus dogmas uma “farsa” não justifica culpar os cristão por qualquer “atraso” social. Isto é papagaiar a verdadeira farsa disseminada em algumas salas de aula por pseudo-marxistas sem fundamento teórico. Não é obra do acaso os valores humanistas terem atingido sua maior expressão nas sociedades de formação cristã.

    Sds,

    Marcelo

  24. thaís

    -

    10/05/2007 às 16:48

    Reinaldo, permita-me complementá-lo: Igreja surgiu do termo grego Ekklesia, como vc disse, e significa o lugar em que Deus selou a aliança para Israel. O povo escolhido por Deus é aquele que segue o Messias e, portanto, os cristãos. A igreja possui 3 sentidos (igreja eucarística, local e universal) e 3 realizações (Igreja da Santa Trindade): o Povo de Deus, o Corpo de Cristo e o Templo do Espírito Santo.

  25. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 16:09

    Reinaldo,

    Espanta-me que você, sempre tão lúcido para questões políticas, seja tão parcial quando escreve sobre questões religiosas.
    É muito fácil falar das coisas boas que o cristianismo trouxe para o mundo - sim, há coisas boas, é verdade.
    Mas por que você não tenta listar também os problemas e encontrar uma explicação para eles?

    Quando você diz que as pessoas odeiam o cristianismo por causa da liberdade, sou obrigado a discordar totalmente. Veja, eu não odeio o cristianismo nem saio militando contra ele, mas não concordo com ele, e o principal motivo de minha discórdia é a falta de liberdade que ele impõe - não só ele, mas grande parte das religiões.

    Minha família já foi católica, e hoje, sem ser mais, experimentamos uma liberdade jamais sonhada naquela época, assim como muitas outras pessoas que conheço e de quem já ouvi relatos. Principalmente porque hoje sei que não preciso acreditar em nada, tudo posso buscar conhecer através de minha inteligência e das minhas experiências - até mesmo sobre Deus e sobre a ética.

    Além disso, afirmar que o mundo hoje é melhor por causa do cristianismo, penso que é perigoso. Se ele não tivesse existido, talvez o mundo tivesse sido pior. Poderia. No entanto, também poderia ter sido melhor, poderiam ter se desenvolvido conceitos éticos sem, entretanto, ter passado os povos pelos séculos de trevas que passaram. E dizer que não houve “idade das trevas” é um insulto ‘a inteligência, é claro que houve. Podemos até discutir o que houve, debater a sua extensão, porque é lógico que além dos problemas sempre existiram também coisas boas no mundo, porém houveram, sim, trevas, ou a Inquisição seria o quê?

    Mas ficar pensando no “e se” não ajuda nada. O fato é que nossa cultura foi construída como a vemos hoje, e cabe a nós identificar o que está certo e o que está errado nela e tentarmos melhorar. O que não podemos é aceitar cegamente que tudo o que foi construído é bom e é certo.

    Abraços.

  26. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 16:08

    Aécio Neves não descarta parceria entre PSDB e PT em 2010
    10.05, 14h28
    O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não descartou a possibilidade de tucanos e petistas andarem juntos nas eleições presidenciais de 2010. “O futuro a Deus pertence. Eu não fecho as portas para isto”, disse. Ele afirmou que o importante é “construir um projeto para o Brasil” e quanto ao antagonismo entre PT e PSDB, declarou que “na política nada é irreversível.”

    Caso o PSDB prefira Serra, não faltará espaço político a Aécio. Ele conversou com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), na última terça-feira. Alves disse que há possibilidade de cooptar o tucano. “O PMDB quer disputar a presidência com candidato próprio. Nós não discutimos nomes ainda, nem tampouco o governador se insinuou como candidato, mas o Aécio é um bom nome e o diálogo está aberto para uma negociação futura”, resumiu.

  27. Luis Antonio

    -

    10/05/2007 às 15:56

    Reinaldão,

    vendo o Apedeutis tendo com o Papa, a memória me trouxe os dias dos mensalões, valériodutos, Silvinho Land Rover, dinheiro não contabilizado etc. Acrescenta-se a esta lembrança, os virulentos ataques que a Igreja vem sofrendo, os abortos, o esquerdismo barato e a descrença geral. Então, me veio uma segunda lembrança, arrasadora, o famoso diálogo de Jesus com Pilatos, Quid est veritas?:

    Pilatos: Logo tu és Rei ?

    Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz

    Pilatos: O que é a verdade?

    O Apedeutis não tem este conflito de consciência (muito embora não sei dizer se havia algum conflito em Pilatos), pois, nunca antes nestepaiz….

  28. jb

    -

    10/05/2007 às 15:41

    Caro “Carlo disse… 1:31 PM”.

    Vá viver num país islâmico onde é adotada a lei da Sharia e experimente “se incomodar com as restrições” deles.
    Vai ver o que é bom pra tosse.

    Você conhece alguma autêntica democracia islâmica? A Turquia é quase uma…mas está implodindo depressa.

  29. Saulo Cachaça

    -

    10/05/2007 às 15:30

    O que a maioria não entende é que essas, digamos, diretrizes da igreja não são imposições à sociedade. Se a sociedade quiser matar seus fetos para melhorar a vida de mães irresponsáveis (não me refiro, pessoalmente, aqueles fruto de estupro, com deformações ou que representem risco a vida da mãe), se a sociedade quiser matar seus moribundos ou fazer experimentos com fetos, faça-o, o papa lamenta e luta conta isso. Mas os católico, esses devem seguir essas diretrizes. Caso contrário: deixem de ser católicos.

    É como um clube, por exemplo, de jogadores do bocha. Digamos que um de seus membros resolva mudar as regras do jogo e passe a organizar campeonatos com elas. Pode ser que o pessoal da direção do clube até discuta as novas regras etc. Mas se acharem que não é a bocha que gostam de jogar, vão solicitar ao inovador que mude clube, funde o seu, jogue como quiser, mas não com eles.

    Comparação esdrúxula? Claro.

    Evoé Baco!

  30. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 15:29

    Caramba… já redigiram uns 2 “Códigos da Vinci” nos comentários desse tópico…

    Será que não percebem que estão abertos a qualquer ‘teoria’ historicista desde que contrarie os Evangelhos?

    Ô galera… deixem de ser tão preconceituosos! Isso é feio. Quanto tabu e clichês anti-religiosos!

  31. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 15:29

    Eu fiquei com uma dúvida.

    O blog é seu e você decide quem pode entrar ou não. Sei que petralha não entra.
    Mas por quê censurar os pobres petralhas e deixar entrar tipos raivoso como esse “Pedro Lima disse…12:26 PM ?
    Isso daí não é petralha não?

  32. abstrato

    -

    10/05/2007 às 15:13

    pow, mas esse servidor da Abril so pode ser brincadeira! nao tem a MINIMA CONDICAO de trabalhar com esse servidor!!! pra acessar o blog eh quase sempre um martirio! pela amor de Deus vamo resolver esse negocio de uma vez por todas!

  33. jb

    -

    10/05/2007 às 15:03

    Reinaldo,

    O sujeito que se identifica por “$” (às 8:27 AM) é um renhido MILITANTE ATEU E ABORTISTA de 4 costados. Ele escreve pérolas como
    “o nascimento de uma criança não é conseqüência necessária da gravidez”…ou
    “Os direitos individuais são aplicáveis a indivíduos… Eles replicam na sociedade a liberdade que o indivíduo possui isoladamente na natureza. Ora, um feto não é um indivíduo. Sem a função biológica da mãe ele morre. Não se pode replicar as liberdades que ele teria isoladamente, ele não é capaz de viver isoladamente.
    A discussão “difícil e estéril” se mostra portanto simples: fetos não possuem direitos. E produtiva, pois resolve conclusivamente a questão do aborto: ele deve ser permitido à mãe, pois não viola o direito de ninguém”.

    O guru dele é um bocó chamado Rodrigo Constantino. Sei que são irrelevantes mas podem ser mais nocivos que petralhas, já que se auto-denominam LIBERAIS, mas percebe-se que sua escrita é digitada por mãos peludas e quando falam nem escondem os restos de grama entre as mandíbulas.

  34. didi iashin

    -

    10/05/2007 às 14:56

    Uma leiturinha dos livros de Paul Diel podem explicar a recorrência do “deserto” nas escritas dos evangelhos e do Velho Testamento.
    Para Diel, o “deserto” nada mais é do que a mediocridade dos humanos que não abrem os olhos.
    O Pe. Toninho, da paróquia de S. Geraldo, aos domingos, dá uma verdadeira aula de Teologia nas suas homilias. O cara é “bão”. E não fica falando de MST, essas coisas. Missa é para o reencontro da gente com Deus.
    Achei outra palavra para lidar com o mollusco: POLTRÃO.
    Além do despudorado, claro.

  35. Murilo Resende

    -

    10/05/2007 às 14:53

    é engraçado ver o choro da criançada quando alguém fala de religião a sério. Criançada, o papa não vai impedir que saiam comendo todo mundo com camisinha e vivendo vidas de imbecis hedonistas. Mas não peçam para a Igreja e os católicos concordarem com isso!! Só espero que algum dia consigam ver a grandeza que se esconde por trás de cada ser humano e que é absolutamente incompatível com o que chamamos de “vidinha” moderna.

  36. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:48

    Reinaldo,

    Para que os santos possam desfrutar de sua beatitude e da graça de Deus mais abundantemente, lhes é permitido ver o sofrimento dos condenados no inferno” (Tomás de Aquino, 1225-1274, “Summa Theologica”)

    Sem mais. (Uau, que legal ser cristão!!)

  37. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:44

    Por que não coloca este artigo maravilhoso nos links de “Artigos em Veja”?

  38. Zé Antonio

    -

    10/05/2007 às 14:39

    Rei, desenvolvo uma aula em um curso de pós em Administraçào de Empresas, o tema é “Ética e Negociação” . Posso, abusando de sua caridade, usar este seu excelente (as usual) trabalho com os alunos??? Mais uma vez muito obrigado pela qualidade da informação.

  39. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:34

    clodovil chamou uma deputada do PT de feia…bom,fui conferir a foto da cunpanhêra e não é que cheguei a conclusão que as vezes a verdade dói?
    O caso da cunpanhêra não se resolve nem por plástica não.
    ali é só na base da reencarnação mesmo !

  40. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:33

    Aviso de utilidade pública

    O comentário do “marcos moraes 8:22 AM” está sustentado sobre 4 pernas.

  41. Sandra

    -

    10/05/2007 às 14:31

    Reinaldo

    No discurso do Lula ele não falou que o catolicismo era mais que uma religião, que era uma cultura (ou algo parecido)?
    Acho que quem escreveu esse discurso lê seu blog.

  42. Bernardo Zirpoli

    -

    10/05/2007 às 14:22

    Continuo sem ser cristão…

    Algum plano de escrever pra Veja esse mês?

  43. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:15

    Esse proselitimos incomoda um pouco.
    O Rodrigues e o Érico, levantaram pontos importantes. A igreja, como instituição, quase nunca foi democrática.
    Os valores que ela defende, foram muitas vezes violentamente arrancados de outras culturas.
    A ciência, o conhecimento e a razão foram literamente torturados e ameçados durante séculos e isso perdura.

    A sua posição, tio Rei, sobre qualquer comentário feito contra a igreja, parece de um extremista vermelho. O Papa e sua santa igreja devem sempre ser contestados. Ela sempre errou e algumas vezes assume os erros. Nazismo, Darwin e até a terra ser redonda (soa tão infatil).

    Diversos idéias brutalmente defendidos pela igreja, surgiram de problemas burocráticos e financeiros, por ganância da Santa Sé. Impor esses interesses sobre um povo cada vez mais informado, somente deprecia a crença.

    A pesquisa sobre o aumento do número de ateus é uma prova disso.

    Não questino sua fé, mas seus pastores.

    A.S.

  44. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:13

    Fugindo um pouco do assunto, me parece que a mídia está concedendo ao Papa um poder que ele não tem. O uso ou não da camisinha é uma escolha que pouco tem a ver com a vontade do Papa, acho que é mais uma questão de costume, rotina.

  45. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 14:09

    Grande Jornalista Reinaldo!!!!
    Obrigadão por esta aula magnífica que me trouxe lágrimas, comovida com sua cultura religiosa embasada e espetacular riqueza de expressão.
    Foi um bálsamo em meio a tanta ignorância pretensiosa.
    Continue em suas posições arraigadas e que o Deus do Universo o ilumine em sua jornada jornalística tão imoprtante.
    Paulo foi o primeiro jornalista, e veja que obra nos deixou!!!
    Saudações
    Patrícia

  46. Nilson Neves-(nilsonneves@msn.com)

    -

    10/05/2007 às 13:52

    Caro Reinaldo

    Parabéns pelo artigo!
    Sobre este livro de Stark,vc sabe se existe versão traduzida? pois eu não encontrei na net…, agradeceria também alguma indicação de títulos correlatos.

    Desde já agradeço

    Um Abraço

  47. SelSil

    -

    10/05/2007 às 13:33

    Eu devo estar por fora mesmo!
    Para mim, todas as religiões ditas cristãs, pois acreditam na presença e existência de Cristo (Deus) entre nós, têem como base o judaísmo.
    Além do que, as religiões foram “criadas”, para mim, como uma maneira de limitar as atitudes dos humanos, animais.
    Assim como as leis constitucionais que regem as sociedades.
    Cada uma delas com suas regras, leis.
    Agora ter fé, seguir os preceitos das religiões, é escolha de cada um, como indivíduo.
    Mudando de alho para bugalhos.
    Viram que “meigo” aquele que se diz presidente tentando parecer íntimo do Papa? O nó cego toda hora tocava no braço do Santo Padre!

  48. Carlo

    -

    10/05/2007 às 13:31

    De fato, se for pela história, somos todos inquestionavelmente cristãos. Somos também monarquistas, iluministas, romanos e gregos. Somos caudatários de todas estas revoluções que alteraram a cultura ocidental…

    A revolução francesa veio, alterou o mundo (com seus pontos fortes e fracos) e hoje é algo superado, o mesmo está acontecendo com o cristianismo. Somos todos gratos aos avanços que ele trouxe, mas hoje eles já se incorporaram à nossa cultura e suas falhas devem ser depuradas. (não, não serei eu quem decidirá o que é falha. Isso é um processo, assim como foi a assimilação do cristianismo e a superação por este de muitos pontos negativos da cultura greco-romana).

    Agora, por que nós nos incomodamos tanto com as restrições cristãs e tão pouco com as judaicas ou islâmicas é bem simples, até me impressiona você perguntar…
    Isso ocorre por que vivemos em um país majoritariamente cristão onde os cristãos têm poder para impor sua vontade e as outras religiões não… Se vivêssemos em um país judaico ou islâmico nosso alvo seria outro.
    Por que você se importa tanto com as besteiras que o Lulla faz/diz e tão pouco com as que eu faço/digo? Simples, por que o Lulla é relevante, ele tem poder para fazer valer a opinião dele..

    De qualquer forma, apóio completamente sua defesa ao papa.
    Ele pelo menos tenta ser coerente com seus valores, coisa que muitos “cristãos” já desistiram!

    Um abraço

  49. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 13:30

    Olá Reinaldo,

    também admiro sobremaneira o apóstolo Paulo, que levou a palavra de Cristo a “todo o mundo”.
    Mas como ele mesmo salienta, isso não se deve à sua própria genialidade, senão excluímos Deus desse ato. Paulo diz: “Não mais eu vivo, mas Cristo vive em mim” e ainda: “o bem que quero esse não faço, mas o mal que não quero esse faço…”. Há ainda momentos que ele tenta ir para tal lugar mas é “impedido” pelo Espírito que o manda a outras cidades. Portanto vejo que o “gênio” de Paulo era se deixar guiar por Deus, o verdadeiro autor da Bíblia. Sem jamais desmerecer o apóstolo.
    Quanto a Parúsia, muitos acham que é simbólica ou ainda outras idéias) mas não é o que Cristo ensina. Ele coloca sua volta como real, mostra inclusive os sinais (Mateus 24), e pede que o esperemos… Eu prefiro ficar com a palavra “pura e original” de Cristo do que com os ensinamentos das Igrejas, seja quais forem.

    Abraços

    Fábio Maranhão

  50. Na

    -

    10/05/2007 às 13:25

    A sra. Mônica Serra estava impecável na recepção ao Papa, no Palácio dos Bandeirantes agora pela manhã. Tailleur escuro, discreto, comme il faut. Mas eu vi também uma barriga vermelha saindo de um blazer under size, vi sim, juro que vi. Ô casal mal ajambrado, sô.

  51. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 13:18

    Rei, o rito religioso do casamento instituido pela igreja catolica, por exemplo, foi um marco no que chamamos igualdade das mulheres:antes moeda de troca das familias passaram assim a ter o direito de dizer NAO ao que nao lhes convinha..santa madre igreja!!!!!!

  52. Eronildo

    -

    10/05/2007 às 13:06

    Meu professor!!

    Houve um homem aqui no Brasil que escreveu mais de 400 livros (destes, vários Best Sellers). Um deles, para mim, o melhor: PAULO E ESTÊVÃO!!! Disse certa vez um confrade sobre esta obra: Se “Fulano”, em sua vida inteira nunca tivesse escrito nada, não tivesse dado o exemplo de renúncia e de caridade que deu, tivesse apenas escrito esta obra. Sua vida já teria valido a pena!

    Este homem era Chico Xavier.

    Leia PAULO E ESTÊVÃO professor! Conheço pessoas que já o leram sete vezes, outros cinco, duas… eu mesmo: três!!

    É só uma sugestão, prá que vc fique mais inteirado AINDA sobre a vida destes gigantes do Cristianismo: PAULO E ESTÊVÃO!!

    Abraço fraterno.
    Eronildo.

  53. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 13:06

    Prezado Reinaldo,

    Não é só o papa que passa, o aumento dos parlamentares e do presidente também passa. Foi, praticamente, na calada da noite e escondida pela nuvem de fumaça que apareceu com a visita do papa.

    Esse pessoal não perde tempo mesmo. Abriu uma frestinha na janela de oportunidade e eles atravessam sem dó, nem piedade.

    Temo por nosso futuro como Nação.

  54. Wilson

    -

    10/05/2007 às 12:43

    Eu me considero espiritualista. Fui batizado católico quando pequeno. Agora me considero sem religião. Acho que se, atualmente, tivesse que optar por uma religião. Optaria pela espírita. Tem mais sentido. Acredito e reverêncio Deus. Um Deus que não é ciumento, que não nos julga, que nos ama incondicionalmente. Quanto a Jesus,para mim, se existiu ou não, não vejo grandes diferenças. Gosto, muito, de algumas coisas que Jesus teria dito, mas não gosto de outras, como, por exemplo, os bons irão para o céu os maus para o inferno. Isso em várias parábolas. Acho que não existe céu, inferno, purgatório, etc. O limbo, até já foi excluído pela igreja. Acredito por fim no ser humano, que irá evoluir, até chegar a compartilhar com Deus. Mesmo porque, nós somos Deus, ou para melhor compreensão, parte de Deus, só que não sabemos ainda.

  55. Luis Antonio

    -

    10/05/2007 às 12:38

    Reinaldão,

    que grande texto. Sua narrativa clara, referenciada, datada e nomeada o torna um roteiro formidável para quem, como eu, quer aprender mais sobre esta extraordinária instituição, a Igreja Católica, e, sobretudo, a evolução do saber humano. Parabéns.

  56. Pedro Lima

    -

    10/05/2007 às 12:26

    Sim, sou favorável ao aborto em qualquer situação. Considero que seja uma decisão exclusiva da mulher. Ela não deve ser obrigada a passar cerca de nove meses num processo que seja indesejável para ela. Sim sou ateu e defendo a conscientização das pessoas quanto à questão. Não quero impor, apenas quero mostrar um novo caminho. Revelar uma farsa histórica. Sim, sou anti-cristão e não suporto o atraso que pessoas como vocês impõem à sociedade. Tenho uma história para vocês: O que é comum no interior de um país sem legalização do aborto, cristão, quando uma adolescente fica grávida? Acho que vocês já ouviram falar de filho de dolescente que foi criado como irmão para ocultar um escândalo. O que aconteceria então, há mais de 2000 anos, numa sociedade extremamente religiosa, em busca de seu salvador? João Batista anunciou o salvador. A relação de parentesco sempre me intrigou nisso tudo. Pensem…Ou propaguem a farsa.

  57. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 12:21

    Um texto escrito por um católico que deve obediência ao papa e defende o que prega o Vaticano.

  58. Paulo Boccato

    -

    10/05/2007 às 12:04

    ‘Outra epidemia, em 251, provavelmente de sarampo, também mata às pencas. Segundo Stark, amor ao próximo, misericórdia e compaixão fizeram com que a taxa de sobrevivência entre os cristãos fosse maior do que entre os pagãos.’

    REINALDO ME PERMITA UN CONTRAPONTO QUE JULGO NECESSARIO MESMO NAO SENDO EU UM EXPERT COMO VOCE NA TEORIA DA RELIGIÃO CRISTÃ;

    …MAOMÉ TEVE SUA FAMA ALÇADA A DE PROFETA ENTRE AS TRIBOS ARABES JUSTAMENTE PORQUE NOS PRIMÓRDIOS DE SEUS ENSINAMENTOS A TAXA DE MORTALIDADE ENTRE AS CRIANÇAS E IDOSOS DA TRIBO DO DESERTO AO QUAL ELE PERTENCIA ERA ENORME…AO ADOTAREM SEU SISTEMA RELIGIOSO (DEIXEMOS ASSIM) DECRESCEU ESTA MORTALIDADE APÓS A ADOÇÃO DE SEUS ENSINAMENTOS,E ISTO É UM FATO!

    QUANDO SUA TRIBO COMEÇOU A VIVER MAIS E MELHOR,OUTRAS ADOTARAM SEUS PRINCIPIOS E REGRAS !

    SE MORRIA AS PENCAS NO DESERTO E ISTO TINHA UM EFEITO DEVASTADOR TANTO NA ALMA COMO NO BOLSO DAS PESSOAS !

    E O QUE SEU SISTEMA RELIGIOSO ENSINAVA EM MEIO AO CALORÃO DO DESERTO ?

    QUE COMER CARNE DE PORCO NÃO ERA BOM ,ANTES, PECADO !

    …QUEM SEGUIA SUA ORIENTAÇÃO NÃO CONTRAIA DOENÇAS QUE MATAVAM FAMILIAS INTEIRAS E AFETAVAM A ECONOMIA DAS TRIBOS E CAUSAVAM A FOME!
    NÃO PEGAVAM POR EXEMPLO E PRINCIPALMENTE A DIARRÉIA QUE NO CALOR DO DESERTO É MESMO FATAL!

    DAÍ SUA FAMA TER CRESCIDO ENTRE AS TRIBOS…ERA MAIS FÁCIL DIZER QUE TAL HABITO ERA “PECADO” DO QUE CONVENCER PELO INTELECTO O IGNORANTÃO,SACOU ?

    QUANDO ALGUMAS TRIBOS JÁ ‘ISLAMIZADAS’ OU ‘MAOMEZADAS’ COMEÇARAM A SE FIXAR NAS CIDADES
    QUE ERAM IMUNDAS, O QUE FEZ MAMOMÉ?BAIXOU OUTRO ‘PECADO’…CAGAR DE FRENTE PARA MECA NÃO PODE!RESULTADO…UM EFICIENTE SISTEMA DE ESGOTO PARA OS DEJETOS FOI POSSÍVEL DADO A MESMA POSIÇÃO DOS BANHEIROS NAS CASAS…LAVAR A AS MÃOS,TOMAR BANHO,E MAIS UM MONTE DE OUTRAS COISAS QUE VALERAM A SOCIEDADE ISLAMICA DA ANTIGUIDADE A POSSIBILIDADE DE FLORESCER E EVOLUIR INCLUSIVE NAS CIENCIAS (QUE O DIGAM OS MEDICOS ,ASTRONOMOS E MATEMATICOS) E AINDA ENQUANTO NAÇÕES EM CIDADES LIMPAS E ORGANIZADAS…AO CONTRARIO DO QUE POR EXEMPLO ACONTECIA NAS CIDADES DO OCIDENTE ONDE CAMPEAVA A SUJEIRA E AS DOENÇAS…OS MÉDICOS DO ISLÃ VIAM HORRORIZADOS A PESTE GRASSAR NA EUROPA E DIZIAM AO SEUS PARES OCIDENTAIS “TOMEM BANHO PELO AMOR DE ALAH,AREJEM VOSSAS CASAS,DEIXEM QUE SEJAM LIMPAS,ESFREGUEM O CHÃO E PARA AS FERIDAS,AGUA FERVIDA,SABÃO DE CINZAS,CORTEM E PURGUEM NA SALMOURA COMO ENSINOU MAOMÉ!”

    O CRISTIANISMO USOU DE ‘EXPEDIENTES’ SEMELHANTES…A MONOGAMIA NA SANTIDADE DO CASAMENTO E O PECADO DO ADULTERIO (AFIRMAM ALGUNS QUE A CIRCUNCISÃO NO CASO DOS HEBREUS TBEM AJUDAVA A SE EVITAR DOENÇAS) DE ALGUM MODO AJUDARAM OS QUE PROFESSAVAM UMA RELIGIÃO A EVITAREM DOENÇAS COMUNS DA PROMISCUIDADE E QUE ERAM MAIS COMUNS AINDA NAQUELA EPOCA…RESULTADO?OS CRISTÃOS,JUDEUS E DEPOIS OS ISLAMITAS QUE TINHAM FIRME E BOAS REGRAS MORAIS E DE CONDUTA VIVIAM MAIS E MELHOR…OS QUE SE DESVIAVAM,ADOECIAM…CLARO É QUE HABITOS MAIS SAUDAVEIS EMOLDURADOS POR UMA DOUTRINA E DISCIPLINA RELIGIOSA INEGAVAVELMENTE AJUDARAM AO HOMEM E AS SOCIEDADES DAQUELES TEMPOS DE “VALE TUDO”…E MAIS QUE ÓBVIO AINDA QUE ISTO AJUDOU E MUITO AO CRESCIMENTO E ACEITAÇAO DA FÉ CRISTÃ UMA VEZ QUE O PAGÃO VIA SEU VIZINHO DA ESQUERDA TBEM PAGÃO MORRER DE SIFÍLIS E O VIZINHO DA DIREITA,CRISTÃO, VIVER BEM E MUITO MAIS ASSIM COMO SEUS FILHOS…’VOU VIRAR CRISTÃO TBEM QUE A RELIGIÃO E O DEUS DESTES CARAS SÃO BONS!’ PENSAVA O CIDADÃO !!

    E PORQUE ESCREVO ISTO?…BOM É PORQUE SABIDAMENTE AMOR AO PROXIMO ,MISERICÓRDIA E COMPAIXÃO SÃO REQUISITOS BÁSICOS PARA QUE UMA PESSOA NAQUELA EPOCA SE APROXIMASSE DE UMA OUTRA QUE ESTIVESSE DOENTE UMA QUE VEZ QUE A REGRA DIANTE DA IGNORANCIA DA DOENÇAS ERA APARTAR O DOENTE E DEIXA-LO SÓ PARA QUE MORRESSE SOZINHO…O QUE QUERO DIZER É QUE ESTAS RELIGIÕES CONTIBUIRAM PARA A EVLUÇÃO DA SOCIEDADE ATRAVES DA MELHORIA DO SER,DO INDIVIDUO (CONTRARIO DO QUE DIZEM MUITOS POR AÍ)!!

    VALE A PEN

  59. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 12:03

    Texto iluminado.

  60. VR 760

    -

    10/05/2007 às 12:00

    Obrigado pela aula e de lembrar-me de coisas esquecidas. É bom ler texto conciso e lógico.

  61. Stefano

    -

    10/05/2007 às 11:56

    CAro Rei

    Estou assistindo ao vivo, na Rede TV, o encontro do Papa com o Presidente e a Primeira Dama…Eis que, no afã de tirar mais umas fotos com S.Santidade, LULLA PUXOU-O PELO OMBRO!!! Esse animal não cansa de me envergonhar!

  62. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 11:51

    Reinaldo:
    Não querendo mudar de pato para ganso, você sabia que, na reforma ministerial, os portos fluviais vão para o Ministério dos Transportes e os portos marítimos vão para a Secretaria especial de Portos? Não sei se foi aqui que eu li uma ironia a respeito do excesso de pretendentes para os poucos cargos existentes no governo: que iriam criar o ministério da Pesca de Rios e o Ministério da Pesca de Mar. Pois é. Estamos chegando lá.
    Abraços,
    Takechi

  63. Lampedusa

    -

    10/05/2007 às 11:32

    Reinaldo

    Já havia lido o texto e volto a parabenizá-lo por ele.

    Apenas a título de complementação, ao elencar as ‘características’ do cristão (como bem observou o João Paulo Rodrigues) faltou a principal delas: o “nisto reconhecereis que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Essa é a nota distintiva do cristianismo que não está presente em nenhuma filosofia ou religião, ao menos como fundamento.

    É o que tanto insiste esse que, a meu ver, é um dos maiores intelectuais vivos: “Deus caritas est”. O mesmo Deus é “logos”, “ratio”, “verbum” e “caritas”!

  64. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 11:27

    Rei,
    Gostei do texto, mas nao tenho o nivel do seu conhecimento para comenta-lo com mais profundidade. Eu sempre achei que 3 palavras norteiam o Cristianismo: Amor, perdao e arrependimento. Voce trocou o amor por consciencia. Talvez sejam as 4 palavras. Essas palavras ja provam o quao nobre eh o cristianismo!

  65. Paulo Boccato

    -

    10/05/2007 às 11:13

    REINALDÃO ;

    ACRDITO EM DEUS MAS MINHA FÉ NA ‘CHIESA’ AO MENOS AQUI DO BRASIL ,JÁ ERA !!!!!!!!!!!!!!!

    DA MISSA CATÓLICA QUERO DISTÂNCIA PORQUE NAO SUPORTO AQUELE PAPO DE ‘ALCA’,'EXCLUIDOS’,'POBRISMO’ E POR AÍ VAI E PRINCIPALENTE O DISCURSO DA PADRAIADA DA BATINA VERMELHA CONTRA OS QUE POSSUEM TERRAS OU ENRIQUECERAM TRABALHANDO!!

    SE BENTO XVI FOSSE MAIS FIRME COM ESTA CANALHA DE PADRES VERMELHOS,BISPOS E ARCEBISPOS VEMRMELHÓIDES QUE INFESTA O CATOLICISMO NA AMERICA LATRINA,QUEM SABE…MAS SABEMOS QUE RATZINGUER NAO É WOITILA !

    ESTA PADRAIADA DE MERDA SABE MAIS É ‘REZAR COMÍCIOS’ NAS MISSAS E VIVER EM PASSEATAS DO QUE PROCISSÕES…FAZEM ISTO BEM MAIS DO QUE DAR AMPARO E ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL !

    QUANTO A PERDER FIÉIS PARA OUTRAS DENOMINAÇÕES,ISTO ACONTECE JUSTAMENTE PORQUE NO PROTESTANTISDMO CLÁSSICO (NÃO ME REFIRO POR ÓBVIO AS SEITAS,DIGO, AOS ENGOLE-CHEQUES TIPO ‘UNIVERSAL DO ROUBO EM NOME DE DEUS’) DE UMA IGREJA METODISTA,LUTERANA,PRESEBITERIANA ETC,TRABALHAR E FICAR RICO NAO ‘DÓI NA CONSCIENCIA’ E AINDA É ESTMULADO COMO VALOR !

    E NO CATOLICISMO DAQUI ?

    PARA ESTES PADRES SAFADOS ,ISTO ,TRABALHAR E ENRIQUECER,VIROU “PECADO” !!

    SOU CULPADO DISTO ?

    PAGO MEUS IMPOSTOS A CESAR REINALDO E QDO. VOU (IA) A MISSA QUERIA O BALSAMO D´ALMA PELA PALAVRA DE DEUS, E NÃO QUE O PADRE METESSE O DEDO NA MINHA FUÇA (QUE ALIAS SE RECOLHIA CONVENIENTEMENTE NA HORA DE MEU DIZIMO)PARA ME FAZER SENTIR CULPADO PELO SEM ISSO ,SEM AQUILO,MOVIMENTO DOS SEIA LÁ O QUE,ETC !

    ESCREVI EM BOM ITALIANO UMA CARTA AO VATICANO E ENTREGUEI PARA ALGEM LÁ NA ITALIA (TENHO FAMÍLIA NA ‘BOTA” E UM DELES É PADRE NA SANTA SÉ) QUE SEI FEZ COM QUE ELA CHEGASSE ATÉ UM DOS SECRETARIOS DE SUA SANTIDADE ONDE TBEM SEI FOI LIDA! NESTA CARTA EU EXPLICAVA/DESABAFAVA TUDO O QUE OCORRIA NA IGREJA CATOLICA BRASILEIRA E DE COMO ERA INSUPORTAVEL FREQUENTAR A IGREJA DE ROMA NO BRASIL !

    SE SUA SANTIDADE QUISER SABER O PORQUE O CATOLICISMO NO BRASIL PERDE ADEPTOS,QUE PERGUNTE AOS SEUS PADRES COMUNISTAS!

    NÃO LHE DARÃO RESPOSTA ,MAS NÃO FALTARÁ A QUEM ELE PODE PERGUNTAR…

    ABRAÇOS

    PAULO BOCCATO

    PS: NÃO SOU VEGETARIANO NEM UM POUQUINHO REINALDO…O DESTINO DE COELHOS E CARNEIROS AINDA SERÁ UM DIA ,MINHA PANELA !
    VIVO PARA ISTO!!

  66. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 11:13

    Bento 16 ou Dalai Lama, acho as visitas de autoridades espirituais sempre saudáveis para o país. Saímos um pouco da pauta cotidiana tão materialista.

  67. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 11:02

    O OUTRO LADO DO CRISTIANISMO

    Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário à existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus - Serapis -, tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo.
    Os historiadores mostram que essa religião nasceu em Alexandria, e não em Roma ou Jerusalém. Fazem ver que ela nasceu das idéias de Filon que, platonizando e helenizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. A mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo ao introduzir-lhe o paganismo e a idolatria, Filon imprimira a essa crença, até então apenas terapeuta, dando-lhe feição grega, de cunho platônico.
    Embora tenha sido de certo modo o precursor do cristianismo, não deixou a menor prova de ter tomado conhecimento da existência de Jesus Cristo, o mago rabi, e isto é lógico porque o cristianismo só iria ser elaborado muito depois de sua morte.
    Bastaria o silêncio de Filon para provar estarmos diante de uma nova criação mitológica, de cunho metafísico. Entretanto, escrevendo como cristão, os lançadores do cristianismo louvaram-se nas suas idéias e escritos. Tivesse Jesus realmente existido, jamais Filon deixaria de falar em seu nome, descreveria certamente sua vida miraculosa. Filon relata os principais acontecimentos de seu tempo, do judaísmo e de outras crenças, não mencionando, porém, nada sobre Jesus. Cita Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da Judéia, mas não se refere ao julgamento de Jesus a que ele teria presidido.
    Fala igualmente dos essênios e de sua doutrina comuna dizendo tratar-se de uma seita judia, com mosteiro à margem do Jordão, perto de Jerusalém. Quando no reinado de Calígula esteve em Roma defendendo os judeus, relata diversos acontecimentos da Palestina, mas não menciona nada a respeito de Jesus, seus feitos ou sua sorte e destino.
    Filon, que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos, jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência, se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto.
    O mesmo silêncio se estende aos apóstolos. Evidencia que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos. O silêncio de Filon e de outros se estende não apenas a Jesus, mas também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família.
    O Novo Testamento atualmente oficializado é cópia de um texto grego do século IV. É exatamente o sinótico descoberto em 1859, em um convento do Monte Sinai, onde vem informada a origem grega. Os originais do mesmo estão guardados nos museus do Vaticano e de Londres. Foram publicados com as devidas corrigendas, feitas por Hesíquios, de Alexandria.
    Em Coumrã, em 1947, foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus não em Cristo. Ali, Habacuc refere-se à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja, ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo.
    No inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrâne

  68. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 11:01

    “Est modus in rebus”

    Reinaldo, permita-me dar um alerta aos que fazem leitura apressada.

    O Reinaldo, católico como eu, sabe - como eu sei - que, rigorosamente falando, cristão é quem crê no Cristo ressuscitado e acredita que Ele é o Verbo de Deus encarnado.

    O que o Reinaldo, com oportuna lembrança, abordou é um fato histórico de nuclear importância: o Ocidente moderno , goste ou não goste, no que tem de melhor é fruto da pregação cristã.

    É interessante lembrar sempre que, depois de ressuscitar, Jesus não aparece diante de Pilatos e dos sacerdotes judeus que o haviam condenado.Ao longo dos séculos ocorre esse permanente e misterioso respeito que Deus tem pela liberdade humana.Não força ninguém a acreditar nEle.

    Bobby

  69. paulo roberto

    -

    10/05/2007 às 10:52

    Eu não me tornei ateu porque quis.
    Fui levado ao ateísmo no transcorrer dos meus estudos bíblicos, que tinham como objetivo,ao contrário,avivar minha fé e aproximar-me de Deus.
    Isto ocorreu após um acidente sério que tive voando de parapente,em 1998.Pensei que iria morrer,quando este se fechou e despenquei de uma altura de cerca de 50 metros ,perto de Glicério,no Rio de Janeiro.
    Eu não estava preparado para enfrentar o “Julgamento Final”.
    Considerei que o fato de ter escapado com vida e sem ter ficado paralítico era um aviso de Deus para tornar-me um crente exemplar.
    Mas a leitura atenta e crítica da Bíblia foi aos poucos me revelando que ela estava repleta de incoerências,absurdos,erros históricos e científicos,etc.E tais fatos eram incompatíveis com a inerrante “Palavra de Deus”.
    No início,encarei isto como “mistérios espirituais” ou como produtos de minha própria ignorância.Depois passei por uma fase de dúvidas e ceticismo e só depois tive que admitir para mim mesmo que eu não poderia mais aceitar as crenças religiosas que me foram incutidas pela minha família ,na minha infância.
    Psicologicamente,não foi fácil ter que me despedir de crenças que foram as bases de minha vida. Senti como se o chão estivesse me faltando sob meus pés. Mas aos poucos minha mente foi se reestruturando sob a nova perspectiva.
    Hoje considero que tenho uma visão muito mais realista das coisas.

  70. Cassio

    -

    10/05/2007 às 10:50

    Os valores éticos são valores humanos, estão no ocidente e no oriente, não são propriedade de nenhuma religião. Reinaldo, como cristão, naturalmente puxou a brasa para sua sardinha.

  71. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 10:44

    Um texto, obviamente, de um cristão.

  72. Carlos Vendramini

    -

    10/05/2007 às 10:30

    Obrigado por nos presentear novamente com este texto maravilhoso sobre Cristianismo.

  73. luiz de matos

    -

    10/05/2007 às 10:26

    Cristianismo [política da religião] ou marxismo [religião da política] são todos as mesmas coisas: SUPERSTIÇÃO.

    Neste ponto ainda concordo com Voltaire quando [estimativa simbólica de proporção] disse: em cem pessoas quantas leêm? Supomos que vinte pessoas leêm. Somente uma lê filosofia [com muitíssimo otimismo]! - 13ª Carta. E Montesquieu que vê a religião cristã apenas como um meio mais humano o qual veio abrandar um pouco a tirania política, e, Ele deu o exemplo da Espanha ao eliminar os povos da América [poderia ter lhes dado uma superstição abrandada disse], citou o jesuítas o qual veio a “humanizar” na América a tirania. Visto que enquanto isto os portugueses com a Inquisição queimavam as pessoas vivas, no mesmo período na própria Europa mais instruída. E sem deixar no esquecimento que foi ERASMO DE ROTERDÃ, que iniciou a grande transformação ou cisma na teoria da religião cristã, somente não se engajou na luta política de Lutero.
    Com estas considerações o Cristianismo é um grande negócio: Econômico, Político, Jurídico e Civil e religioso. E, se as mulheres se dessem ao trabalho de ler o Código dos Cristãos, com cuidado, veriam um dos Instrumentos mais Machistas do Universo. Mas, Reinaldo continuo com você para o que der e vier. Seu caráter esta acima de tudo, e isso respeito e todos que o admiram, PERDÃO por discordar. Ainda bem que não somos religiosos…[!?] e não estamos fazendo campanha ou querendo quaisquer benesses [agora uma coincidência, aqui no Brasil]. Veja a insensatez, nós somos tributados até o último fio de cabelo, “Os Cristãos” do Papa, não!

    Um abraço de amigo.

  74. ric@rdo

    -

    10/05/2007 às 10:23

    Excelente texto, porém muito longo. Tornou-se relevante demais em um blog de conteúdo político.
    Sou agnóstico, não me considero membre de nenhuma religião, mas não tapo o nariz quando ouço falar delas.
    Muitos de meus valores são cristãos, concordo, mas não devo nada a católicos ou evangélicos. Mesmo o Islã, budismo, ateismo (sim é uma “religião” em minha opinião) tem algo a ensinar.
    Porém, da mesma forma que quando ouço padres e demais religiosos, falarem de política fico irritado (os católicos deviam mandar os que ensinam a teologia-da-libertação enfiarem suas idéias onde o Sol não bate), não gosto de ler textos religiosos junto com comentários de assuntos que são de César.
    Se aprendo jardinagem, que saber de jardinagem, não de arranjos florais, a não ser em comentário ligeiro.

  75. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 10:21

    Reinaldão, sou seu fã.

    Há duas semanas a revista “Isto é” publicou matéria de capa sobre as falcatruas na Infraero. Pelo que soube, a revista foi retirada de circulação, por ordem judicial. Não ouvi comentário algum sobre o fato. A informação é verdadeira?

    Um abração.

  76. Sabiá

    -

    10/05/2007 às 10:12

    Rei
    Como sempre, excelente e oportuno o seu post. Mudando de assunto , esse caso do Clodovil e da deputada do PT é bem interessante: Desde quando chamar alguém de feio é ofensa tão grave assim? Se por ouvir qualquer coisa que não goste um deputado ou uma deputada tenha chiliques, quem está em perigo é a democracia. Está me parecendo que o Clodovil é o cara mais macho daquela casa.

  77. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 10:12

    O livro Paulo e Estevão de chico xavier deveria ser leitura obrigatoria, pelo menos para se conhecer o inimigo, ou pela sua beleza,a luta de um homem contra o mundo, independente de qq credo religioso.A proposito Rey, te enviei um exemplar do paulo e estevão, e não fiquei sabendo sw vc o recebeu.Enviei pela sede da veja.xxxxxxxx elguajiro xxxxxxxxxxx

  78. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:49

    Reinaldo,

    Me permita o “off topic”, mas lhe peço com a facilidade que Deus lhe deu na escrita, não nos deixe sem um texto a respeito do ocorrido ontem na Camara dos Deputados, protagonizados pelos ilustrissimos Deputados Clodovil e Cida Diogo (PT-RJ). Podendo, assista o trecho da sessão no site G1.com.

    Abraços,

    Silvio L. Sanchez

  79. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:47

    ô anônimo das 9:23,

    pode manter os elogios ao Reinaldo, sobretudo depois de compará-lo a Le Goff. Pense só um pouquinho que tudo o que o Reinaldo disse, disse em 2 páginas de uma revista semanal. Já o Le Goff pertencia à academia, e dedicou centenas de páginas ao assunto.
    Acho que acabastes fazendo um tremendo elogio ao Reinaldo na comparação…

    Abs, Fula da Vida

  80. Marthon

    -

    10/05/2007 às 9:47

    “Tio” Rey,
    Um achado o seu texto sobre o cristianismo. Não podemos esquecer que a igreja cristã cometeu erros sérios - e tem tentado se retratar de alguns deles - mas [e sou pastor protestante aguardando a parousia] entre a clareza e firmeza que o papa tem demonstrado na defesa de seus valores morais e no trato de temas que, visto como sociais, são espirituais [defesa da vida, especialmente] prefiro-o a Lula. Seu texto sobre o cristianismo é excelente [vou guardá-lo para consultas posteriores e, se me autorizar, colocá-lo em meu site - http://www.pacaja.com -, e, como creio, não teve por objetivo fazer uma revisão da história da igreja - porque longa. O cristianismo, de fato, e libertário. A igreja, em muitas ocasiões, foi e tem sido escravizadora [social ou emocionalmente]. Mas deixemos isto para outro post.
    Continue firme, enquanto puder, tentarei contribuir para aumentar o número de seus leitores. Meu msn é marthon@gmail.com.
    MARTHON MENDES
    PASTOR PRESBITERIANO

  81. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:42

    Há uma injustiça em chamar as invasoras de Mafaldinhas: Mafalda, com aquela revolta intelectual pessimista, jamais foi violenta. Jamais participaria de uma manifestação deste tipo.

  82. João Paulo Rodrigues

    -

    10/05/2007 às 9:35

    “Apostamos nas virtudes do exame de consciência; estamos ocupados em controlar nossos impulsos para ser reconhecidos como pessoas a serviço do bem e da verdade; esforçamo-nos para demonstrar que preferimos ser colhidos pela injustiça a praticá-la; aspiramos a valores espirituais acima dos materiais e apreciamos tal qualidade nos outros; boa parte de nós acredita numa justiça divina que sucede à morte, e os que não chegam a tanto demonstram seguir um modelo perfeito ao menos na idéia.”
    Gostaria que me fosse demonstrado que tudo isso está ausente ou é negado por outras religiões. Ou que, à exceção da justiça post mortem, não fosse pregada antes por filósofos gregos.

  83. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:31

    Pois é Rodrigues… É muito difícil contestar uma filosofia tão profunda e verdadeira como é o cristianismo. Mesmo usando toda a sua erudição para contestá-la, a realidade histórica coloca, de maneira vigorosa e inconteste, os obstáculos à sua tese e dicernimentos. Quanto à política e alguns membros da direção da igreja, eu também discordo algumas vezes. No entanto, desconheço qualquer outra religião ou movimento sócio-cultural que tenha contribuído mais e melhor para a libertação do homem em toda a história.

  84. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:26

    ” Com um édito do imperador Constantino, em 313, a seita minoritária, nascida entre judeus da Galiléia, tornava-se uma das religiões do Império Romano. Cessava a perseguição ao cristianismo “

    Foi exatamente nesse momento que foi dado o tiro de misericórdia no Cristianismo. Foi aí que o divino deu lugar ao que de pior existe no temporal…

  85. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:23

    Se eu não fosse “treinado” e “educado” em boa parte da minha vida para ser cristão e fazer parte da cristandade (hoje), eu diria que o texto de mestre Reinaldo serve como pano de fundo para uma boa aula de história. Só que depois, “escavando” mais fundo, pode-se perceber que o relato do ilustre jornalista carece de uma apreciação mais crítica, como faz Jacques Le Goff em muito do que já publicou. Reinaldo Azevedo “sanitizou” o assunto. Poderia ter sido um pouco mais crítico.

  86. Hilário Tristão

    -

    10/05/2007 às 9:20

    Com a sabedoria e com a perspicácia que tem mostrado no julgamento e na classificação de alguns bovinos brasileiros, o Deputado Clodovil se mostra digno e competente para representar a bancada ruralista ou para atuar no corpo de jurados de qualquer exposição agro-pecuária.

  87. Rogerio Caldeira

    -

    10/05/2007 às 9:15

    Parabéns Reinaldo, como vc escreve tão bem e não fica enrolando como alguns Prof da UFSC que colocam palavras no texto para fazer volume. Vai direto ao assunto. Mas vou assinar embaixo ( se ele permitir) o comentário do Rodrigues, que tb resume meu pensamento. Depois que me libertei dos dogmas da religião, consigo viver de forma mais clara e em paz comigo e minha família. Só tem uma coisa que eu realmente gostaria de fazer melhor, escrever parecido com vc, racional e direto ao assunto.

  88. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:14

    assunto diferente:
    reinaldo, hoje está nos jornais: aécio não descarta acordo PSDB-PT para 2010. comenta isso para nós please! será que as leis eleitororais não prevêm cadeia para traição?
    valderez

  89. Calvin & Hobbes

    -

    10/05/2007 às 9:12

    VOCÊ TAMBÉM É CRISTÃO, ATEU. MESMO QUE NÃO QUEIRA

    Boa retórica, Reinaldo. Mas não me convence! Além disso, o que defendo é que num Estado laico, nada deva me impedir de não ser cristão - ou pelo menos tentar!

    Fico feliz pela maneira em que defende sua fé, e como já disse, melhor que muitos padres que estão mais interessados na “qualidade da farinha da hóstia” do que ensinar o dom do Espírito Santo.

    Seria muito burro se eu negasse a importância dos valores éticos e morais cristãos no mundo ocidental, e como muitas vezes eles influenciaram positivamente outras culturas, vencendo obscurantismos - que estão presentes em qualquer religião que comece a ter laivos fundamentalistas.

    Entretanto parece que para ser cristão ainda é necessário - não só, mas fundamental - que se acredite e tenha fé que Jesus seja o Messias. Ter e praticar todos os valores cristãos, mas não aceitar isso não torna uma pessoa cristã. Apenas simpatizante.

  90. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 9:07

    Prezado Reinaldo,

    Não posso negar, nem sequer duvidar, que os valores éticos cristãos guiaram o povo do Ocidente, tendo sido e sendo até hoje importantíssimos para a definição do que é nossa cultura.

    No entanto, há algo que não entendo. Você diz que onde as idéias helenico-cristãs não se transformaram em leis se mata “em nome de Deus”. A história nos mostra, entretanto, que a Igreja, por um longo período, não só matou muito, como combateu qualquer tentativa dos homens voltada ao desenvolvimento científico ou qualquer idéia que viesse a contradizer as crenças religiosas. Ou seja, assumiu características de uma ditadura que se impõe pela violência durante um longo tempo.

    Como se explica isso? E que reflexos isto trás para a cultura atual? Já que podemos analisar os benefícios que a ética cristã infunde à nossa cultura, mesmo a quem se diz não cristão, é necessário também analisar os malefícios que foram infundidos à cultura em virtude dos erros cometidos pela Igreja ao longo da história!

  91. Hubert Cormier

    -

    10/05/2007 às 9:06

    Se todo mundo é cristão, ninguém é cristão. Vossa generalização não é boa.

  92. Vlad

    -

    10/05/2007 às 8:46

    Veja on-line:
    “… Lula também falou no apoio “firme” do Vaticano à ação global contra a forme e a pobreza…”
    Estou enganado, ou nas entrelinhas pode-se ler a intenção malevolente e dissimulada do Nosso Presidente Mulla em afirmar que o Fome Zero, o Bolsa Família e as “ações sociais” do govêrno petralha, CONTAM COM O APOIO “FIRME” DO VATICANO?
    Um dos participantes do blog disse que o Mulla estava querendo fazer do Papa um “Garoto de Propaganda”.
    Este Mulla se faz de besta para viver!

  93. gigoga

    -

    10/05/2007 às 8:45

    Pelo menos para uma coisa serviu a visita do Papa: nossos “nobres” , covardes , perdulários e bem remunerados deputados, votaram seu aumento salarial em momento bem oportuno, longe das vistas da opinião pública! Essa tática do governo é mais velha que a prostituição! Aumentam impostos em época de copa do mundo, tarifas no carnaval, e por aí vai a safadeza, sempre contando com a comprensão deste dócil e cordato povo! Valor da conta, do débito em seu bolso: míseros 610 milhões de reais! POVO RICO É OUTRA COISA!

  94. Luiz

    -

    10/05/2007 às 8:44

    VOCÊ TAMBÉM É XIITA, REINALDO. MESMO QUE NÃO QUEIRA.

  95. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 8:40

    Já conhecia este texto , creio que foi o primeiro ou um dos primeiros que lí a respeito de religião, escrito por você. Muito bom mas acho que deveria escrever mais um tantão do gênero.

  96. $

    -

    10/05/2007 às 8:27

    Caro Reinaldo,

    Não, não sou cristão. Esta é a primeira vez que sua religião o leva a me ofender neste espaço, o que é uma pena.

    Você, ao contrário de Olavo de Carvalho e outros que escrevem no site dele, sempre manteve o respeito pela inteligência dos seus interlocutores - mas não agora.

    Os valores que você chama de “Greco-cristãos” são, na verdade, valores racionais. Os Gregos (não cristãos) propuseram a Razão como meio de determinar valores morais - após milênios de misticismo.

    O resultado dos valores cristãos, por outro lado, ficou muito claro quando eles foram impolementados na prática (mais de um milênio de miséria e estagnação).

    Nossos valores (nossos - os das pessoas racionais) sobrevivem apesar do cristianismo, não graças a ele.

  97. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 8:25

    Perfeito. Em outro tópico iria postar comentário, mas exerci auto censura, por não ser católico. Digo, na verdade, sou cristão, existo, vejo, ouço, sinto e penso – incrível – meus dois livros de cabeceira, por décadas de existência: a Bíblia, inspirada pelo Espírito e O Príncipe, de Nicolo.

    Seus estilos e poder de síntese, realmente, Sr. Reinaldo, o fazem um Ruy Barbosa da atualidade brasileira. Este, por sinal – óbvio é – também encontrou a chave da Bíblia e há escritos que comprovam a luz recebida, fato que o fez afastar-se da maçonaria, na qual ingressara no ardor da mocidade, quando ainda na faculdade do largo de São Francisco.

    Mas, que tem a ver alhos com bugalhos? Conheço muito bem a Bíblia, de Gênesis 1.1 a Revelação 22.21. Quero dizer pouco aqui, uma nota, apenas: Jesus é a personagem de todos os livros do NT e é, também o autor de um único dentre eles, o último, completo, intitulado Revelação ou Apocalipse (o servo João foi, apenas, o privilegiado digitador, muito obrigado). Paulo não teve o privilégio de lê-lo, visto ser-lhe anterior. Daí sabermos que os demônios e prostitutas vermelhos e pretos marcham inexoravelmente rumo ao seu destino final, a prisão de suas almas no inferno.

    Outra coisa linkada: está no NY Times de ontem artigo que lembra que o Presidente da Silva propôs aborto de filha de leito extra-conjugal, fato que o levou a derrota em 1989. Ele, realmente, é a favor do aborto, é o que lhe interessa, pule pra lá, pule pra cá é, tão-somente, aquilo que seu ele e seu partido decidiram: a luta pela legalização de mais um crime. Isso é tudo que se pode esperar.

  98. marcos moraes

    -

    10/05/2007 às 8:22

    Sendo ateu e seguindo o raciocinio do seu texto, prefiro me chamar de “paulão” ou “saulão”.

    Agora, maquiavel é dose! Pois o principe estava sempre lá. Já cristo, precisou ser morto; precisou de deserto…de ananias…

    Aliás, cê já notou como tem deserto na estória judaico-cristã? Exeprimente você, branco azedo do jeito que é, mesmo de chapéu e movido a co², tentar atravessar um deserto daqueles…
    Rapidinho cê vai enxergar um monte de divindades contra e a favor das suas idéias,ha,ha,ha!

    Piadinha pra aliviar. Sabe porque Moises levou tanto tempo pra chegar à terra prometida? Porque não era mulher. Se fosse, teria perguntado pelo caminho e chegado rapidinho!

    Tão reclamando do papa a 350 reais o vinho, mas não reclamaram do lula a vários mil reais o vinho!

  99. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 8:19

    Reinaldo, acho que a gente não precisa esperar a inauguração da TV Estatal Porém Pública E Sobretudo Isenta e Independente para aprender alguma coisa sobre jornalismo. Para isso basta ler um pequeno trecho de Em Questão de hoje, aquele boletim que a gente recebe pela internet. Veja lá:

    “Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
    nº 512 - Brasília, 9 de maio de 2007.

    PAC: 91,6% das obras estão com ritmo satisfatório
    O primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado pelo governo federal mostra que 91,6% das suas 1.646 ações estão com andamento satisfatório. No caso da energia, 96,2% das ações estão com ritmo satisfatório; para os projetos de infra-estrutura logística esse percentual é de 93,9% e 80% das ações previstas para infra-estrutura social e urbana estão nessa situação. Os números são considerados positivos uma vez que, conforme a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a classificação do andamento das obras foi a mais rigorosa possível . Os balanços, elaborados para prestar contas à sociedade sobre a execução do PAC, serão divulgados a cada quadrimestre.”

    Gostou?

  100. Érico

    -

    10/05/2007 às 8:16

    Prezado Reinaldo,

    Leio com satisfação seus comentários sobre a origem, desenvolvimento e legado da religião Cristã. Aprecio sua fluência e profundidade em delinear tal assunto que, em outros veículos, vem recebendo um tratamento simplista e “popularesco”. Concordo com a maioria desses pontos e compartilho que o mundo que se criou a partir do advento do Cristianismo vem sendo, de fato, melhor.
    No contanto, tendo a discordar de uma perspectiva possível a partir de uma entrada anterior em seu blog: “O que não suportam na Igreja Católica?”; quando você associa todas essas revoluções humanísticas do Cristianismo diretamente a Igreja Católica. Concordo que a tolerância e o espírito laico desta, hoje, são incomparáveis e indiscutíveis. No entanto, nenhum deles são criações genuínas ou voluntárias da Igreja Católica. É certo que você reconhece que o Cristianismo é mais antigo que a Igreja Católica. E que essa é resultado de uma dissensão mais posterior entre o Bispo de Roma e o Imperador Romano Bizantino que, cujo conflito, apesar de já possuir um conteúdo teológico, foi imperativamente político. O Papa deixava de ser um subordinado do Imperador e seu Patriarca, ministro do Cristianismo, e passava a ser o sustentáculo do projeto político de Carlos Magno, inclusive assumindo uma posição de primazia entre os vassalos e, posteriormente unidades políticas herdeiras, do Império Carolíngio.
    É partir desse momento que se tem, a meu ver, a Idade das Trevas, como mencionado pelo colega Rodrigues. Pois, vários dos elementos que hoje observamos serem parte da Igreja Católica e respeitamos, foram transgredidos por ela desde então. Ainda que a Igreja Católica tenha tido um papel fundamental em prover o mínimo de engenharia administrativa aos projetos políticos que iam e vinham na Europa e um senso de comunidade e humanísmo às sociedades, a Igreja não foi tolerante ou laica, nem mesmo tendeu a sê-las. Esses princípios foram incrustados a ferro e fogo. Eu especularia que o primeiro deles seria conquistado entre 1631 e 1632 quando os exércitos do Sacro Império Romano seriam destruídos junto com o projeto de subordinação do credo e das comunidades cristãs à Igreja Católica, pois ela não mais possuía os meios para tal exercício. E o segundo apenas em 1648, com a Paz de Westphalia, quando a Igreja voltaria a ser subordinada ao Estado, como assim era nos tempos do Império Romano Bizantino, pois os Estados europeus sobrescreveriam o entendimento de que grandes guerras em favor ou contra a Igreja Católica seriam a destruição da civilização ocidental.
    Quero, por fim, informar que esse meu entendimento histórico não encerra minha visão atual da Igreja Católica. Mesmo não sendo católico, entendo e valorizo sua atuação contemporânea. No entanto, achei necessário fazer jus a um longo processo civilizacional apenas possível pelo Cristianismo, cujos legados - destacadamente a ciência, o estado-nacional e a democracia – não podem ser automaticamente relacionados à instituição da Igreja Católica e mesmo, sem a adequada qualificação, à prática do catolicismo.

  101. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 8:12

    Não quero pra mim nem a arrogância das religiões, nem a pretensão dos ateus… basta-me a minha própria ignorância!

  102. Na

    -

    10/05/2007 às 8:01

    Não estou à altura de comentar o texto. O meu conhecimento não chega a tanto. Contudo, vejo o momento como uma oportunidade para a reflexão sobre as nossas atitudes diante da VIDA. As escolhas são pessoais, assim como as responsabilidades sobre as escolhas. Consciência é a senha.

  103. igor prellwitz

    -

    10/05/2007 às 7:55

    Reinaldo, manda um dicionário, uma chupeta, uma chuquinha e uma mamadeira para a pequena Uspiana. Tudo vermelho, viu…?

  104. Anônimo

    -

    10/05/2007 às 7:19

    Isso é uma revisão bibliográfica, não posso, nem devo lê-lo como post.

    Agora, cadê Santo Agostinho? Entendo que o sábio africano, talvez por conta do arrebatamento,não avaliou o que era trazer a fé para o banquete filosófico. Credito ao hiponense, a seguinte linha de raciocínio: ‘D’us é bom (!, criou tudo. Se existe o mal, o mal vem do homem’. Lembro dele assim, mesmo de depois ler o ‘Livre Arbítrio’

    arthur

  105. Fernando - Rio de Janeiro

    -

    10/05/2007 às 7:14

    (…) Para além do Ocidente, observamos os que lutam pelas liberdades que desfrutamos, e nos perguntamos onde conseguiram coragem. Mas, diz Yuan Zhiming, um dos intelectuais chineses que apoiaram os estudantes da Praça da Paz Celestial: “A democracia não é meramente uma instituição nem simplesmente um conceito, mas uma estrutura profunda de fé.” Devemos considerar que o impulso (…) do cristianismo lançou “atos e idéias” não somente “ao longo dos séculos”, mas pelo mundo.
    (O Desejo Das Colinas Eternas - Thomas Cahill)

    Cristo e a Igreja que nos deu e somos nós. A pedra sobre a qual a construiu permanece, dois milênios depois, sólida e inabalável. O sucessor de Pedro está entre nós. Salve o papa Bento XVI!

  106. Kozel®

    -

    10/05/2007 às 6:54

    -Saulo ,Saulo!
    Por que me persegues?

  107. rodrigues

    -

    10/05/2007 às 6:17

    Como sempre, brilhante, Mestre! Contudo, como não tenho religião (nem mesmo a religião do ateísmo), estou livre de ser cristão. he he he
    Não repudio a ética chamada de cristã, sendo ela para mim apenas a melhor prova de que na Idade Média nada há que se a possa chamar de Idade das Trevas. Tem a ética cristã uma qualidade eclética, que funciona tão bem para o judeu como para o muçulmano ou o hotentote do Kalahari. Construiu-se nesse período, a Idade Média, o que é hoje a maior religião do mundo ocidental e o autor da proeza foi Constantino. Construiu-se a personagem principal da nova religião (Jesus) e reuniram-se nessa personagem as características de uma infinidade de deuses e filhos de deuses cujos cultos vicejavam como cogumelos na antiga Roma, como o de Mitra, bastante popular nos tempos de Nero e Calígula, na qual, dizem os estudiosos, se baseou o cristianismo nascente. Ela, a religião cristã, foi sim personagem principal do drama humano nos anos que se sucederam e em torno dela se criaram centenas de outros mitos que perduram até hoje. Construiu-se essa como foram construídas inúmeras outras que trazem em seu bojo o imaginário e a eterna busca do homem pelo seu lugar efetivo no mundo. Assim foi com o judaísmo e o islamismo, todos carregados de uma mística bem ao gosto dos orientais. Assim foi com o Vedismo, o Hinduísmo, o Xintoísmo etc. Vejo as religiões como diagnósticos mal feitos, mesmo porque seria muita pretensão imaginar que a verdade suprema já foi revelada ao homem sem intervenção outra que não a vontade divina.
    Respeito, mas não aceito. Lógico que, quando sou funcionário de uma empresa, meu dever é obedecer ordens relativas ao meu trabalho, não importa que o chefe seja budista, muçulmano, judeu, cristão ou baha´i. O de que posso perfeitamente prescindir é da necesdsidade de seguir a religião do dito cujo, porque num estado laico devo satisfações da minha vida aos preceitos legais e constitucionais. Estou sujeito às injunções legais, aprovadas pela maioria do povo e não a mandamentos de natureza religiosa sectária. Pode ocorrer que haja coincidência entre o texto de uma lei laica e um preceito cristão, porque afinal de contas a maioria dos legisladores pertence a uma corrente ou outra do vasto caudal da Cristantade.

  108. marina

    -

    10/05/2007 às 5:59

    «Foi : vingt-quatre heures de doute… mais une minute d’espérance.»
    [ Georges Bernanos ]


 

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