A polícia é despreparada, mal equipada, mal remunerada, e a corrupção grassa nas corporações. A avaliação é dos próprios policiais, em pesquisa exclusiva para VEJA. Na coragem de pôr o dedo na ferida está a chave para vencer o crime no Brasil
Por Ronaldo França
Um assassinato a cada doze minutos. É esse o ritmo da tragédia brasileira. É o número por trás da atmosfera de medo que domina as ruas de todas as grandes cidades do país. Ele se traduz em 45.000 homicídios por ano. E vem dramaticamente acompanhado de uma quantidade igualmente estratosférica de todos os outros tipos de crime, como assaltos, roubos a residências ou estupros. Esse conjunto nefasto empurra os cidadãos para dentro de casa, afastando-os das ruas e praças, que ficam à mercê dos bandidos. O medo mina o ambiente nas cidades, nos negócios, afasta investimentos e traz enormes prejuízos às famílias. Encarar essa questão é uma das emergências do país. O Brasil já se mostrou capaz de resolver problemas aparentemente insolúveis. Venceu a inflação supersônica, na década passada, para se tornar uma liderança entre as economias emergentes deste início do século XXI; com sua disciplina econômica, foi dos primeiros países a se distanciar do vórtice da crise financeira mundial. Não é possível que não consiga lidar também com o problema da criminalidade e combater a inépcia de suas polícias. Não mais.
A essa constatação, segue-se uma indagação inevitável. O que falta às polícias brasileiras para que consigam restaurar um nível civilizatório de segurança nas cidades? A resposta a essa questão, tratada ao longo das dezesseis páginas desta reportagem especial, começa a emergir da pesquisa CNT/Sensus, feita a pedido de VEJA. Aqui









Infelizmente a questão principal e na minha opinião, origem dos muitos males que nos atingem como população, fente a crescente escalada da violência urbana, é o sistemático desgaste das instituições de segurança, frente aos interesses ditos “políticos”.
Nos últimos anos as forças de segurança vêm sofrendo com o descaso dos governantes que crêem poder dar combate eficiente a criminalidade com péssima remuneração, incentivo ao segundo emprego e despreparo técnico-profissional, além de adotarem políticas sociais de fachada, que só atendem às pretensões políticas ditas partidárias locais.
A melhoria dos salários e resgate da dignidade são os primeiros passos para uma reação eficaz.
A REVISTA VEJA FOI FELIZ EM ABORDAR ESTE ASSUNTO, VISTO QUE ESTA EM ALTA NO NOSSO PAÍS. OS GOVERNATES TEM DADO UMA ATENÇÃO MAIOR PARA OS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PUBLICA EM QUESTÕES DE VALORIZAÇÃO DO POLICIAL PROMOTOR DA PAZ SOCIAL. TEMOS SAUDADE QUANDO CRIANÇAS BRINCAVAM EM PRAÇAS PUBLICAS. O PAÍS TEM CONDIÇÕES DE SOLUCIONAR OS PROBLEMAS INTERNOS NA AREA DE SEGURANÇA PUBLICA, POIS ESTA EMPRESTANDO DINHEIRO AO FMI. ESTA EM VOTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL A PEC 300/08 , NA TENTATIVA DE DIMINUIR A POBRESA POLICIAL EM RELAÇÃO AI DISTRITO FEDERAL, VAMOS TORCER PELA APROVAÇAO! LEMBRANDO QUE ESTA CHEGANDO AI COMPETIÇÕES IMPORTANTES PARA NOSSO PAÍS. A MOTIVAÇÃO DO POLICIAL É IMPORTANTE NESTA HORA.
ta na cara de todo mundo e niguem quer ver, a maior parte da violencia vem das drogas e para diminui-las e so a legislação começar a tratar o usuario como criminoso e não como doente.
quando eu fico gripado, não dependeu de minha vontade, mas quando começo a usar droga e por pura vontade.onde tem consumidor todo comercio tem progresso.que tal tratar os viciados em regime carcerario, isto tiraria a vontade dos novos iniciantes
A polícia é uma instituição. E como TODA INSTITUIÇÃO, a sua eficiência depende, e muito, do meio em que está inserido (do tipo de mentalidade que tem um povo).
Se ela é deficiente, devemos lutar para melhor equipar, treinar e remunerar quem atua nessa área.
A polícia lida com o “lixo moral” de uma sociedade, por isso, é uma atividade extremamente difícil.
Ela lida com as CONSEQUÊNCIAS. As CAUSAS é conosco.
Vamos à luta?
Excelente pauta! Parabéns para a redação da Veja e para o jornalista Ronaldo França em particular!
Bom trabalho!
NÃO HÁ saída sem educação (e não estou falando de ensino para o mercado de trabalho e sim de valores), portanto no longo prazo. No médio prazo leis que alterem esta lógica que o indivíduo é mais importante que a coletividade, que atualmente serve para proteger criminosos. No curto prazo investimento em salários, corregedoria eficiente e sistema de inteligência.
Rei, como você quer moralidade dos menores se lá no PODER maior é uma verdadeira bandalha. Aonde se encontra o exemplo????
Ele vem de cima. Sempre do berço. De cima para baixo. De pai para filho.
O Brasil é o meu próprio nome: Casa de Orates. É um território de loucos e criminosos de toda espécie, encabeçado por loucos criminosos piores ainda: os sindicalistas. Por que piores? Porque se cobrem com o manto da santidade proletária. Vou dizer o que já li em outros comentários aqui: a piora sensível dessa situação é culpa do PT, que considera tudo problema social e seu principal líder faz da ignorância, da brutalidade e da corrupção (sim, senhor! Ou não houve mensalão, como quer a Dilma? E ele próprio, ao afirmar que o esquema foi montado pela direita para incriminar o PT.); nosso líder faz de tudo isso uma vantagem. Ora, por que não tambem para os demais?
O que falta à policia brasileira?É ela deixar de ser brasileira.Porque?Lógico ela é composta de brasileiros e eles(nós)somos corruptos.Hoje discuti com uma funcionária porque as eleiçoes não chegaram ainda e ela já está querendo vender o seu voto em troca de material de construção.Um policial denunciou que a políca militar da sua cidade fazia segurança particular para as empresas no turno de trabalho.Foi preso,achincalhado e não se sabe que fim levou e o que ele disse é verdade.Não vê quem não quer.Quantos dos meninos FALcões estão vivos?.Um deles caiu na besteira de dizer que dava 500 reais poe semana ao policial.
Reinaldo,
Sao 12 SEGUNDOS, diz Veja.
Estava trabalhando muito e nao tive oportunidade de ler seu blog por uns dias.
Ao deitar, tentava colocar a leitura das revistas em dia, que chegam com uma velocidade impressionante.
Comecei a ler seus textos ontem e nao consegui nem comentar o texto sobre o repulsivo presidente do Brasil.
Cada crime, ocorrido a cada 12 segundos, tem origem nesse comportamento medieval que o presidente ensina aos brasileiros.
Lamentavel. Nojento. Asqueroso.
Alguem poderia olhar para um filho e pensar nessa situacao, sem revolta?
Eh esse o homem que tem 80% de aceitacao?
O do Paraguai eh um ser desprezivel, por molestar criancas. O brasileiro eh um verme.
Polícia e o cidadão, disseram bem, morador de favela que protege traficante não é cidadão, é meliante.
Não adianta pagar bem um policial, apenas, pois se ele tiver medo de agir porque vai perder o emprego, o problema continuará. O policial não pode ouvir, “você sabe quem quem tá falando” e ficar a sem ação. Não deve existir policial só para trânsito, só para isto ou só para aquilo.
Se um policial vê uma irregularidade ele “pode e deve” parar o enfrator e averiguar qualquer coisa, nem que seja para dizer que “não pode correr tanto com o carro” ou “não pode gritar ou fazer barulho”. A cultura da lei e da ordem deve ser implantada na população.
Olhe, eu conheço o problema da polícia na prática, pois, na busca de minha tranqüilidade, tive diversos entreveros com a polícia, eu ficava de cabelo em pé com o despreparo ou sei lá o quê, que impedia os policiais de obrigar os meliantes de cumprirem a lei. Reclamei por e-mails na secretaria de segurança, promotoria, exército, marinha e aeronáutica; até que, um belo dia, violá, problema resolvido.
Infelizmente impera o despreparo sobre a lei, e ainda vejo péssimos hábitos culturais arraigados, por exemplo: “Não adianta nada o senhor reclamar, a justiça não fará nada!”
Se os senhores multiplicarem o caso Honduras-Zelaya por 100, terão uma idéia de como a lei era chicoteada por aqui.
Reinaldo
É chover no molhado,mas vamos repetir; A corrupção
lá no “alto”,mais a impunidade lá no “alto” é a causa dessa
tragedia. É a “lei de Gerson” levada ao extremo.
Rei
O que falta é vergonha na cara dos governantes, dá a impressão que a falta de segurança é proposital, para deixar o povo refem das “otoridades”.
Na cidade onde moro a segurança é um desastre, meu trabalho me obriga a viajar quase diariamente e, sempre chego tarde da noite, é incrível, ao trafegar pelas ruas da cidade após as 24 hs dificilmente se vê uma viatura policial, ao passo que, durante o dia, elas estão posicionadas em locais estratégicos para multar motoristas sem cinto e falando ao celular. Atualmente é só para isso que a policia serve.
Sabe-se que saneamento básico, segurança pública, não dá voto, pois é considerado pela população obrigação inerente da administração governamental, daí só tem atitudes quando a opinião pública pressionar por não agüentar mais as conseqüências da falta de investimentos na área policial.
Pesquisa CNT/Sensus???
Hummm, não sei não…
Gastem dinheiro contendo o avanço da esquerda. A decência vem naturalmente….
Mas Reinaldo, será que estes dados são do Brasil mesmo? Que eu saiba, o gigante já acordou e agora somos um país de primeiro mundo, decidindo os destinos da humanidade na figura de um dos líderes democráticos mais respeitados e aclamados do mundo. Todos os problemas do Brasil já foram resolvidos nos últimos sete anos. Estes dados devem ser de 2001, quando o país ainda se encontrava no atraso da era das elites no poder. Desde que os representantes legítimos do povo chegaram ao planalto, o povo não precisa mais matar e roubar para ser feliz. Afinal o governo tem a família no bolso, e estes dados se referem às cidades governadas pelas oposições golpistas, não ao país em geral.
“E vem dramaticamente acompanhado de uma quantidade igualmente estratosférica de todos os outros tipos de crime, como assaltos, roubos a residências ou estupros. Esse conjunto nefasto empurra os cidadãos para dentro de casa, afastando-os das ruas e praças, que ficam à mercê dos bandidos. O medo mina o ambiente nas cidades, nos negócios, afasta investimentos e traz enormes prejuízos às famílias.”
Puxa Rei, eu me distraí um pouco e pensei que você estava falando dos políticos de Brasília!
[...] VEJA 8 - Especial: Sem medo da verdade [...]