28/11/2011
às 15:14Sírios protestam contra as sanções da Liga Árabe
Na VEJA Online:
Dezenas de milhares de sírios se reuniram nesta segunda-feira em Damasco para criticar as sanções impostas pela Liga Árabe ao regime sírio de Bashar Assad. Na Praça Sabaa Bahrat, no centro da capital, os manifestantes agitavam bandeiras e retratos de Assad, ao som de canções patrióticas. A Liga Árabe aprovou no domingo sanções econômicas severas contra a Síria para obrigar o regime a acabar com a violenta repressão aos manifestantes, que já duram mais de oito meses e deixou mais de 3.500 mortos.
Em retaliação, o ministro das Relações Exteriores, Walid Muallem, anunciou que seu país retirou quase todos os seus bens da região. “A Síria retirou entre 95 e 96% de seus bens dos países árabes”, afirmou, em uma coletiva de imprensa em Damasco. “Ao decidir por sanções, a Liga Árabe fechou todas as portas com a Síria e como todos sabem, alguns membros da Liga forçam a internacionalização do conflito”, acrescentou.
Pouco antes, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, voltou a afirmar que os dias do regime sírio “estão contados”. Juppé também disse que “as coisas avançam lentamente para fazer cessar a repressão” e espera que a ideia de “corredores humanitários” apoiada pela França não seja completamente descartada.
Contexto
Pela primeira vez, a Liga Árabe adota sanções econômicas desta magnitude contra um de seus membros. Entre as represálias, estão o congelamento das transações comerciais com o governo sírio e das contas bancárias do governo nos países árabes, a suspenssão dos voos entre os países árabes e a Síria, e a proibição de viagens aos países árabes para autoridades que ainda não foram identificadas. As sanções foram adotadas depois que a Síria não aplicou o plano proposto pelo organismo para conter a violência no país. Porém, apesar do anúncio das sanções, a repressão continuou no domingo e deixou 23 mortos.
Tags: Síria


Indústria perde competitividade com o custo do gás no Brasil
Irã oficializa acordo com Argentina para investigar atentado
Diana Ross vem ao Brasil para shows em junho e julho
Peugeot anuncia recall dos modelos 308 e 408
Produção industrial tem leve alta em abril, diz CNI









Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
7 Comentários
Anónimo
-28/11/2011 às 16:29
Reinaldo, Síria fabrica de terrorista, a grande responsável pela instabilidade na região, patrocina e treina, o Líbano está acabado desde que a Síria pôs os pés lá, é uma erva daninha a provocar de forma indireta Isrrael, foi o pai agora tem que cair o filho Assad. abs.
Raul Gomes
-28/11/2011 às 15:51
Ninguém perde por esperar: em mais algum tempo os árabes farão as pazes, dizendo que o conflito entre eles foi fruto exclusivamente das intrigas criminosas de Israel e dos Estados Unidos.
capitão
-28/11/2011 às 15:47
Al-Assad vai sentir o que sentiu Kadafi. Será espremido pelos árabes, pelos islâmicos e pelos ocidentais.
No início deste ano a Síria era uma ditadura laica com alguns protestos de civis desarmados. À medida em que a chama Primavera Árabe avançou em vários países a coisa foi ganhando um contorno mais sério na terra de al-Assad.
De civis desarmados para grupos armados enfrentando uma repressão dura dos militares. Como os civis sírios foram armados? Quem armou os civis sírios?
Enquanto Kadafi era um líder desprezado entre os regimes islâmicos, por seu afastamento dos núcleos religiosos mais radicais, o que facilitou que fosse jogado aos leões da Otan (amigos de Obama), Al-Assad é aliado do Irã.
Mas agora, quando os protestos se acentuam, e o regime reprime com enorme violência (3.500 mortos) o que já mais parece uma guerra civil se iniciando, o ditador sírio parece condenado ao fim.
Como seu regime é laico, talvez seja o momento de seus amigos (falsos amigos) aiatolás o abandonarem. Se isso acontecer, e com o aumento da repressão, talvez o tonto do Barack Obama ajude o radicalismo islâmico novamente e mande a Otan fazer o que os outros árabes não têm coragem para fazer: depor Assad.
Se Assad for deposto, o caos se instalará na Síria, pois há islâmicos moderados e radicais, e muitos cristãos, que serão alvos de todos. Além disso, os sírios sairão, provavelmente, de uma ditadura laica para uma religiosa, como tudo indica acontecerá no Egito e na Líbia.
Ricardo
-28/11/2011 às 15:46
Será que a Liga pediu para os opositores pararem de atirar também?
Como bem disse Reed Richards, “a paz não se constrói com o sacrifício de ninguém”…ou martírio…
P Faustini
-28/11/2011 às 15:40
Mais uma vez o ocidente coloca o laço no pescoço para os islamicos apertarem, é só uma questão de tempo.
Marcelo
-28/11/2011 às 15:31
E lá se vão 3 mil e tantas mortes de inocentes…qual será o custo final, em vidas, pros povos daquela região viverem em paz?
Uma coisa eu sei, enquanto as decisões políticas e administrativas daqueles países dependerem da decisão de um mulah ou clérigo para que a administração pública e o congresso funcionem, então estaremos diante de um mal chamado teocracia. Basicamente é a teocracia que separa o ocidente daqueles povos num, como diria, abismo civilizacional.