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26/06/2012

às 21:04

Senado votará dia 11 em plenário processo contra Demóstenes

Por Gabriela Guerreiro, na Folha Online:
O Senado marcou para o dia 11 de julho a votação do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no plenário da Casa. Com o aval de líderes partidários, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai acelerar a tramitação do caso para que a decisão final sobre a perda de mandato do senador ocorra antes do recesso parlamentar de julho.

Aprovado ontem pelo Conselho de Ética, o pedido de cassação do Demóstenes precisa antes do plenário ser aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Como o regimento do Senado prevê o prazo de cinco sessões ordinárias (com votações) do plenário entre a votação no conselho e na CCJ, Sarney vai convocar sessões ordinárias extras da Casa nesta quinta-feira e na próxima segunda-feira –para a contagem do prazo.

Com a decisão, o processo será votado pela CCJ na próxima quarta-feira (4) e, no plenário, no dia 11 de julho. “Vamos antecipar sessões sem açodamento para cumprirmos o regimento. A ideia é fazer algo que não tenha nenhum questionamento [pela defesa de Demóstenes]“, afirmou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da CCJ.

O Conselho de Ética aprovou a cassação de Demóstenes pela suspeita de atuar no Legislativo em favor do empresário do ramo de jogos, recebendo “vantagens indevidas” e praticando “irregularidades graves” no seu mandato.

O relator no conselho, senador Humberto Costa (PT-PE), disse que Demóstenes atuava como um “despachante de luxo” do empresário ao defender seus interesses em órgãos do governo. Também disse que Demóstenes conhecia as “atividades ilícitas” de Cachoeira, o que foi negado pelo ex-líder do DEM.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) será o relator do processo contra Demóstenes na CCJ. Cabe à comissão de Justiça apenas decidir sobre a legalidade do processo –se seguiu todas as normas legais durante sua tramitação na Casa, sem discutir o mérito do caso.

Taques já sinalizou que vai pedir a aprovação do processo na CCJ por considerar que não houve nenhuma irregularidade pelo Senado. “Até agora, eu entendo que os trâmites foram de acordo com a Constituição. Aceito a incumbência com muita honra, vamos fazer um trabalho técnico, regimental e constitucional.”
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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6 Comentários

  1. José Mário Fontes

    -

    27/06/2012 às 16:31

    Cada homem deve ser responsabilizado por suas atitudes.
    A cassação do sen. Demóstenes faz-se necessária.
    Que seja o primeiro, dos muitos que praticam “malfeitos”, a ser punido.

  2. leo

    -

    27/06/2012 às 15:53

    se tivesse vergonha na cara e senso de ridículo, esse senador da república já teria renunciado ao cargo faz tempo. e é fato: sua ‘perdição’ se deu quando, seguindo a onda dos influentes descolados, resolveu trocar a mulher por uma mais novinha. sai daí, canalha!

  3. MARIZE

    -

    27/06/2012 às 14:47

    E O RESULTADO , VOCES JÁ SABEM QUAL SERÁ, NÃO É MESMO???

  4. Claudinei Maciel

    -

    27/06/2012 às 13:00

    Uma pena que seráuma sessão com voto secreto. Quando isso acontece os nobres senadores vestem suas carapuças de canalhas e geralmente absolvem estes elementos. Torçamos para que isso não ocorra, mas a classe política nos faz imaginar sempre o pior…… oremos e aguardemos

  5. eu

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    26/06/2012 às 21:22

    Senador Demóstenes, leve a maioria com o senhor. Dali poucos prestam.

  6. Maria

    -

    26/06/2012 às 21:19

    Sem limites – No final de 2008, quando o então presidente Luiz Inácio da Silva ocupou os meios de comunicação para pedir aos brasileiros a elevação dos níveis de consumo, como forma de minimizar os efeitos da crise financeira internacional, o ucho.info alertou para o perigo do aumento do endividamento das famílias e da disparada da inadimplência.

    À época, o messiânico Lula disse que torcíamos contra o Brasil, mas o nosso compromisso é com a verdade e a análise balizada dos fatos, mesmo que seja necessário avançar no tempo para prevenir os leitores contra as mazelas do Estado.

    O tempo passou, os consumidores foram afoitos às compras e a dura realidade insiste em bater à porta de um número cada vez maior de cidadãos endividados. De acordo com o Banco Central, que considera como foco de análise pessoas físicas e jurídicas, a inadimplência chegou a 6% em maio, maior índice desde junho de 2000.

    Longe dos principais holofotes do poder, mas atuando de forma desordenada nos bastidores da política, Lula continua ignorando o nosso alerta, pois admiti-lo seria reconhecer que seu pedido foi embusteiro.

    Foi com essa armadilha chicaneira, que serviu para garantir sua popularidade e eleger a presidente Dilma Rousseff, que Lula comemorou a chegada de 39 milhões de consumidores à chamada classe média, assunto que o ex-presidente insiste em discorrer nas palestras que profere pelo País. Na realidade, o que Lula e seus assessores fizeram foi elevar a um patamar fictício consumidores que fizeram do crédito fácil uma catapulta de carnês de financiamento. Elevar o poder de compra da população se faz com geração de riqueza, jamais com a disparada do endividamento, como acontece sob o manto do PT palaciano.

 

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