A fome, como vocês sabem, rende pano pra manga e voto pra urna. Em breve, Lula decretará a sua extinção — como nunca antes nestepaiz… Obra do Babalorixá de Banânia! Estaremos, então, diante de uma formidável impostura. O presidente declarará extinta a fome que já não existia havia tempos. Até por isso, o problema está longe de ser simples.
E, se é complexo e requer clareza, uma boa pedida é ler o que escreve Ali Kamel — sobre este assunto em particular e muitos outros também. Abaixo, segue um trecho de um artigo seu chamado “Garapa?”, publicado no Globo On Line. No pé do post, o link para a íntegra.
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O cineasta José Padilha, diretor dos premiados “Tropa de elite” e “Ônibus 174”, está terminando de rodar “Garapa”, um documentário que mostra o dia-a-dia de três famílias famintas do interior do Ceará. Em relação ao filme, ele disse à Folha de S. Paulo: “É eticamente inadmissível que alguém, no grupo dos beneficiados históricos deste país, olhe para os miseráveis que não têm o que comer e diga que os R$ 58 que o governo dá a eles são uma política errada”. Mais adiante, acrescentou que o valor do benefício era insuficiente para matar a fome daquelas famílias.
Ele está absolutamente certo ao fazer as duas afirmações.
Mas absolutamente errado ao acreditar que o Bolsa Família, tal como está posto, seja a solução do problema. A enorme abrangência do programa pode ser contraproducente.
Citando uma pesquisa sobre segurança alimentar, feita pelo Ibase entre os beneficiários do Bolsa Família, divulgada há pouco, Padilha disse que 11,5 milhões de brasileiros estão na mesma situação daquela em que vivem as três famílias de “Garapa”. Esse tipo de pesquisa, porém, ao contrário do que o nome sugere, não é capaz de comprovar se a fome existe de fato na população pesquisada. Com perguntas que comportam apenas um “sim” ou “não”, a pesquisa apenas registra o que informam os entrevistados sobre a própria segurança alimentar. Há uma ou duas perguntas bem objetivas, como esta: “Nos últimos três meses, os alimentos acabaram antes que os moradores tivessem dinheiro para comprar mais comida?” Mas, na maior parte, as perguntas medem mais expectativas, temores, frustrações. Dou um exemplo: “Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio tiveram a preocupação de que os alimentos acabassem antes de poderem comprar ou receber mais comida?” Outra pergunta: “Nos últimos três meses, os moradores deste domicílio ficaram sem dinheiro para ter uma alimentação saudável e variada?”
Com perguntas assim, a pesquisa concluiu que 21% dos beneficiários (11,5 milhões de pessoas), têm insegurança alimentar grave (fome), 34%, moderada (restrição na quantidade de alimentos) e 28%, leve (não há falta de alimentos, mas o temor de que venha a faltar). Feita exclusivamente entre os beneficiários do Bolsa Família, a pesquisa pode gerar uma distorção: conhecendo os objetivos do programa, talvez os beneficiários respondam de modo a continuar a merecer o benefício. Não considero esse ponto decisivo, porém. Pesquisas de segurança alimentar são feitas de tal modo que, mesmo quando feitas na população geral, o índice dos que se declaram em situação de insegurança alimentar é sempre alto. Aqui e no mundo.
Para ler a íntegra do artigo, clique aqui









Perfeita análise! Irretocável!
Bem feito para mim que acordo todos os dias pensando em como passarei o dia levando a fome a esse pessoal… Como lhes tirarei tudo que têm, inclusive a comida. E se eles já não têm nada, bem aí eu passo o dia torcendo para que não consigam. Coisas do Bananão. A gente merece. Tenho mesmo que pagar essa conta do Bolsa-Família…
Façam a mesma pesquisa em outros lugares, Copacabana, Ipanema, Icaraí, Ramos, Madureira… Passem aqui em casa e as respostas serão as mesmas, ou acham que um trabalhador com filhos em idade escolar, afrontado por impostos inúteis, tem condições de comprar alimentos com fartura e de ter dinheiro suficiente no fim do mês para a compra de gêneros de primeira necessidade, come-se o que pode ou o que sobra ou compra-se fiado, sendo extorquido pelos juros abusivos dos cartões de crédito
O que Ali Kamel escreve é apenas o óbvio. Mas os brasileiros estão tão longe do óbvio, que a realidade os assalta (desculpe o verbo) a cada momento. Assaltados pela realidade, os brasileiros tentam dormir em berço esplendido. Durmam Bem!
Reinaldo, a pesquisa deveria fazer um levantamento sobre as brasileirinhas que ainda crianças engravidam apenas para receber a bolsa família. Que projeto de Nação é esse? Qual o futuro dessa geração? Triste o País que tem um Governo que não só faz vista grossa para esse fato, mas promove diretamente a bolsa gravidez precoce, com o apoio de hipócritas que visam apenas tirar proveito dos ignorantes.
Abraços e que Deus o abençoe.
Kamel,sempre certeiro,direto,no ponto.
Essa é a diferença entre um ignorante falastrão e um pesquisador sério que não tem preguiça para ir além do óbvio.
Aqui é assim,o cara faz um filme e acha que pode falar sobre todos os temas do mundo com autoridade,de teologia à fisica nuclear,o mesmo se aplica aos atores globais e todo beautiful people nacional.
E aí, Padilha?Tomou?
O fantasma do Roberto Jefersson ronda…. Somos um pobre país pobre, do outro mundo (nem do terceiro é mais). Como é que **** esse monte de dinheiro por aqui? Só podia ter falcatrua, né? Como diz Eduardo Galeano no seu livro, As veias abertas da América Latina: Toda riqueza, na América Latina, é, no mínimo, suspeita. Acho que o Jefersson conseguiu. As denuncias do mensalão vão atingir o governo.
Sim, o destaque pífio deste bom texto no site do Globo equiparasse àquela garimpagem que a gente faz nos jornais impressos. A procura por aquelas notinhas - drops - preciosas que iluminam circunstâncias.
Como um profeta, Ali Kamel prenuncia os próximos discursos presidenciais.
Quanto ao filme em si capitaneado por José Padilha, bem, tratará de tema ficcional e não resta a menor dúvida.
Eu acho incrível o número crescente de favelados que, agora endinheirados, gastam seu suado dinheiro em … PETSHOPS, não é incrível? Os oprimidos se esqueceram de dividir suas riquezas com os flagelados do nordeste. Mundo cão.
Padilha dando uma de apaziguador….sera eternamente somente bolsa familia?????? nunca havera saida???? então sou contra…puro voto de cabresto, nem precisa ir para a escola.
Caro Reinaldo: por aqui o Sarko esta com a bola toda….so da ele nos noticiarios, nas bancas de jornal…..e a Torre Eiffel ficara com luzes azuis durante a permanencia dele como lider da comunidade europ!!!!!!!!
Duas ferramentas utilizadas por estados totalitários:
Polícia do regime e Propaganda-pesquisas de opinião.
“Dantas movimentou US$ 2 bi em paraíso fiscal, diz Procuradoria”… se fosse pétista, sempre haveria o adjetivo “suposto” acompanhando qualquer acusação…
E você o chama de ditador e inimigo da imprensa!
Fidel Castro recebe prêmio de jornalismo
Da Redação
Durante o VII Congresso da União de Jornalistas de Cuba, o ex-presidente Fidel Castro recebeu o Prêmio Nacional extraordinário de Jornalismo José Martí. De acordo com o júri, Castro foi premiado “por ser um soldado das idéias, por seu jornalismo de investigação, seus profundos artigos e editoriais em várias publicações e na Serra Maestra; por sua iniciativa de criar espaços informativos como Prensa Latina, Granma, Juventude Rebelde e Mesa Redonda; e, nesta última etapa, por suas reflexões, uma das armas mais valiosas da Revolução”, diz matéria publicada pela Agência Cubana de Notícias.
Na última quinta-feira (03/07), Fidel afirmou que gostaria de ter estudado jornalismo. No mesmo dia, o livro “Fidel jornalista” foi lançado.