26/11/2006
às 22:19Os mortos da ditadura: mito e realidade
Para ser preciso, o livro lista, com enorme boa vontade nos critérios, 424 casos de pessoas que teriam morrido ou que ainda são dadas como desaparecidas em razão do regime militar — ainda que numa razão nem sempre direta. Estão contados aí pessoas vítimas de acidentes, suicídios, gente que morreu no exterior e até os justiçamentos: esquerdistas assassinados por esquerdistas porque supostos traidores. Sim, meus caros: a esquerda nunca viu mal nenhum em aplicar a pena de morte. Sem tribunal ou direito de defesa.
Desses 424 — logo, bem menos do que os 500 que eu mesmo mencionei porque estava com preguiça de ir à fonte —, assassinados mesmo, comprovadamente, foram 293 pessoas. Mas atenção: isso inclui as que morreram na guerrilha do Araguaia: gente que estava armada, para matar ou morrer. Dá para saber até a distribuição dos mortos segundo as tendências:
ALN-Molipo – 72 mortes (inclui quatro justiçamentos)
PC do B – 68 (58 no Araguaia)
PCB – 38
VPR – 37
VAR-Palmares – 17
PCBR – 16
MR-8 – 15
MNR – 10
AP – 10
POLOP – 7
Port - 3
É muito? Digo com a maior tranqüilidade que a morte de qualquer homem me diminui, segundo frase famosa que já é um chavão. Mas 424 casos não são 30 mil — ou 150 mil, se fôssemos ficar nos padrões argentinos. Isso indica o óbvio: a tortura e a morte de presos políticos no Brasil eram exceções, embora execráveis, e não a regra. Regra ela foi no Chile, na Argentina, em Cuba (ainda é), na China (ainda é), no Caboja, na Coréia do Norte, na União Soviética, nas ditaduras comunistas africanas, européias… Só a ALN-Molipo deu cabo de quatro de seus militantes. Em nome do novo humanismo…
A lei de reparação que está em curso no Brasil é das mais generosas, tanto é que alcança até alguns vagabundos que fizeram dela uma profissão, um meio de vida, arrancando dos pobres e dos desdentados indenizações milionárias e pensões nababescas. Até aí, vai uma sem-vergonhice que não ameaça criar tensões desnecessárias.
Querer, no entanto, rever a Lei da Anistia como se o drama dos mortos e desaparecidos fosse um trauma na sociedade brasileira como ainda é na argentina ou na chilena é um completo despropósito. Pode, quando muito, responder ao espírito de vingança de alguns e gerar intranqüilidade para o resto da sociedade, a esmagadora maioria.
De resto, tão triste — ou até mais — do que a tortura com pedigree, aquela exercida contra militantes de esquerda no passado, é a que existe ainda hoje nos presídios brasileiros. Imaginem se cada preso comum acionar o Estado por conta de maus-tratos ilegais sofridos cotidianamente nas cadeias. Ocorre que essa gente não conta com a disposição militante para fazer proselitismo. Não existe uma comissão especial para cuidar do assunto. A esquerda, como sempre, só dá pelota para o “seu povo”, não para “o” povo.
Em tempo
Não postei algumas mensagens desairosas, malcriadas, contra Gabeira por causa de seu passado. Até Delfim Netto já foi socialista — fabiano, mas foi. Gabeira pagou, como todos os que foram protagonistas daqueles dias horríveis, o preço por suas opções e soube entender as demandas do presente. Algumas de suas lutas não são as minhas, mas eu saúdo o fato de que sua militância, hoje, só pode ser exercida plenamente numa sociedade democrática e de mercado. E isso está a anos luz de distância do petismo. Querem saber? Acho até louvável que ele não fale como se não tivesse um passado. Ele tem. Não depende dele. O que importa é que ele dá mostras de saber o que fazer daquele tempo.
Censuro a ação que hoje colhe o coronel Brilhante Ustra porque me parece que ela comete justamente o erro de trazer o passado a valor presente, forçando a história a recuar no tempo, especialmente quando temos uma Lei da Anistia. Foi incômodo o tal jantar de solidariedade dos militares da reserva a Ustra? Foi, sim. Não teria ocorrido se alguns aloprados não estivessem segurando gasolina em uma das mãos e um fósforo aceso na outra.
Os militares não são imbecis. Se esse caso prospera, é claro que será apenas o primeiro de uma série. Não sei prever o futuro. Sei operar com categorias lógicas. Se há alguém acreditando que a história pode, quase 30 anos depois, regredir para submeter apenas um dos lados ao chicote, está fazendo uma aposta errada. Errada e perigosa. Ustra só quer que o esqueçam. Os que, hoje em dia, preferem ser lembrados são alguns ex-terroristas que pegaram em armas e agora disputam eleições.
O Brasil é melhor sob a vigência plena da Lei da Anistia. Garanto.



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118 Comentários
jose ricardo
-12/01/2012 às 20:44
Fazendo uma leitura no livro “guia politicamente incorreto Brasil e América Latina” principalmente quando o autor fala da Coluna Prestes, movimento comunista levou terror ao interior do Brasil, a mentirosa “ditadura militar no Brasil” e a verdadeira ditadura em Cuba, Argentina, Chile e outros, me vejo como verdadeiro otário por ter acreditado tanto tempo nos FDPs da nossa esquerda, o quanto Lula, Dilma, Brizola, Mink, Gabeira e tantos outros vivem as custas das mentiras políticas e tantos outros que recebem muito mais que muitos trabalhadores por indenizações do auxilio tortura, pq eles exigem que o governo pague auxilio tortura se eles matavam a si mesmos? E quanto aos inocentes mortos nos assaltos a banco e atos terroristas? Hoje, gozam de status de libertadores, até de melhor presidente que o Brasil já teve e a primeira “presidenta” do Brasil, na verdade, não passam de uma corja de mentirosos e que queriam trazer a verdadeira ditadura, a comunista, matariam muito mais que a quantidade que morreram, assim como foi feito em Cuba, tiraram a ditadura do Fugêncio e entrou a ditadura marxista de Che e Fidel. ACORDA BRASIL, nossos verdadeiros heróis usavam fardas, hoje somos livres, graças a eles. quem deu a anistia foram os militares. Alguém conhece algum país comunista que recebeu de braços abertos os seus dissidentes políticos e com todos os direitos políticos garantidos? Claro que não! Foram todos mortos pelo “libertadores”. ACORDEM!!!
Salete
-17/11/2011 às 19:23
Muito bom. Bem explicado. Lamentável que nos anos 80, na faculdade a gente recebesse informações de todos os professores falando mal de outros partidos e colocando Lula para o salvador da Pátria. lamentável que foi naquela época. Hoje eu questionaria junto ao reitor da Universidade este tipo de “ensino”.
Vitor Araújo Pinto
-01/11/2011 às 17:53
Esse cara é um idiota se sacanagens como o DOPS e o DOI-CODI ainda existisem ia pedir pros caras de lá fazerem uma seção de tortura com ele pra ele sentir na pele a dor de levar choque e ser estuprado cara mais burro.
Paulo Antônio Paleo Torres
-28/09/2011 às 23:17
No livro Rota 66, do Caco Barcelos,”Os agentes do Exército e da Polícia Civil, envolvidos no combate a ativistas políticos, são acusados pela execução de 269 pessoas — 144 oficialmente mortos, 125 desaparecidos.” e os compara aos números dos mortos pela PM paulista que em 5 anos matou 274 pessoas, “O saldo da matança da PM, somente até 1975, já é maior, portanto, que o número de mortos e desaparecidos políticos durante todo o período de 21 anos de ditadura militar.”
É verdade, concordo com a matéria, há exageros de alguns radicais, alguns muito mal informados além de terem opiniões totalmente parciais, já ouvi barbaridades ao comparar a situação do Brasil ao que ouve na Argentina para dizer que nao foi tão brutal a repressão no nosso país. Também concordo que devemos nos preocupar e nos ocupar das injustiças atuais, pois só assim seremos capazes de construir um futuro melhor. Há muito o que se debater sobre o assunto, mas não resolverá nada e só ficará no debate.
Mauricio
-23/09/2011 às 12:14
Ridícula as comparação feitas por ele. E os milhares de inocentes que foram torturados? Meu pai foi preso no RS só porque estava organizando um torneio de futebol.
glenio marques
-21/09/2011 às 12:31
Triste d+ tantos mortos pela ditadura. E os da democracia brasileira (corrupta e ordinária) com 40.000 mortos assassinados anualmente sem nenhum julgamento? Será que os políticos-democratas estão preocupados? Querem revistar os arquivos para uma revanche. Por que não querer cuidar para que não mais morram esta média de 40.000 por ano?
Glênio
LILICA
-17/09/2011 às 12:45
Quantos foram mortos pelos esquerdistas em nome de seus ideais,utopias,egos,ninguém conta,ninguém nem quer saber.Quantos estão sendo mortos pela ganância de poder e dinheiro por este nosso governo,ninguém conta,ninguém quer saber.Certos mortos não se contam….se justifica.Só um lado da história é contada,porque o outro se calou,só um lado,de dois lados ruins se arrependeu,se penitenciuo no silêncio enquanto o outro o mal dizia.O lado vencedor tem se envergonha de seus mortos,o perdedor esqueceu,pois matou e pronto e fica expondo os mortos pelo vencedor como se fossem troféis.
Sandro
-13/09/2011 às 13:19
Não poderia se esperar nada de diferente desse… Reinaldo Azevedo. Independente de sua opinião e dos demais seguidores dele que se acham os donos da razão (elitista, é claro!), a luta pela justiça no Brasil. Foi um período sombrio de nossa história e uma dívida histórica que temos que necessariamente estudar a fundo, e punir os responsáveis. Nesse ponto (como em vários outros), estamos muito atrás de nossos vizinhos Argentina e Uruguai.
Franklin Rios
-22/07/2011 às 23:20
Se tudo de ruim e maléfico que aconteceu na ditadura “contra-golpe” foi resumido nesse artigo direitista então que abram os arquivos e deixem os profissionais da história examiná-los e submetê-los ao seus questionamentes sempres pertinentes. Não há porque ter medo e fazer tanta campanha contra a abertura dos arquivos.
cassiano
-22/07/2011 às 1:35
Picaretice explícita
Bruna
-08/06/2011 às 18:34
Como já foi dito, essa comparação é ridícula; não estamos falando de números, mas de fatos.Os brasileiros assassinados naquela época deveriam ser justiçados, pois não foram apenas mortes, foram assassinatos cruéis cometidos pelo Estado sem um motivo relevante; estas pessoas morreram por nosso país e os familiares merecem no mínimo, saber da verdade. Os responsáveis por isso deveriam ser punidos ou isso só afirmará a existência de impunidade em nosso país; e quanto ao dinheiro da indenização este deve ser pago, não importa como será utilizado. Se simplismente esquerermos isto, ou deixarmos como está estaremos desmerecendo o esforço daqueles que morreram por um ideal o que - como se pode observar- duvido que aconteceria nos dias de hoje com essa falta quase total de valores das pessoas.
Giovana
-08/05/2011 às 10:34
Comparação estúpida. E banalização das mortes… lamentavel.
celio
-25/02/2011 às 14:25
Era uma luta desigual sem confroto direto onde a sociedade ñ sabia era apenas aniguilar com prisãoes sem tortura sem aniquilamento apenas prender !
celio
-25/02/2011 às 14:19
Sei que esta Guerra foi inutil mas Havia nesscidade de tanta morte tanta tortura , sendo quem inicio foi o proprio gorverno militar, pq ñ prender e ñ execultar ; e uma pena que um pais pense dessa maneira para ;quem pensa e agi de maneira fora do padrão eu sou negro e sei o que estou falando!
valéria
-04/12/2010 às 1:39
muito legal, eu queria saber se alguma Jessica Valboa Ribamar jornalista morreu na ditadura, se puder me responder eu iria fica muito feliz, obrigado
Guilherme
-30/10/2010 às 1:15
Há elogios rasgados, por parte deste governo aos seus correlatos argentinos, no que se refere à punição aos militares envolvidos na repressão à luta armada daquele país. Pelo andar da carruagem, e pela identidade mostrada entre os dois governos, nada impede que as coisas aqui venham a mudar também. A alegação maior é a de que tais crimes, ditos ‘contra a humanidade’, não prescrevem. Eu colocaria as minhas barbas de molho se fosse militar.
Elliott
-22/09/2010 às 0:43
Brilhante artigo, vivo no exterior há mais de 15 anos e acho que sempre temi pela forma em que a verdade dos fatos que envolvem esse período lúgubre na historia do Brasil pudesse chegar às gerações futuras. Comparar a repressão, ou bem a sua intensidade no Brasil com o que se passou no Chile e Argentina é um desproposito onde qualquer comparação considerando as diferentes magnitudes é uma forma de insulto e desrespeito a historia desses países. As diferenças sao gritantes desde o primeiro momento, quando no Brasil o presidente deposto confortavelmente se retirou ao vizinho Uruguai e pelo que conste, nem um só tiro foi disparado. Por outro lado no Chile, uma década depois, um palácio presidencial foi bombardeado e um presidente eleito foi retirado morto. Milhares de pessoas desde o primeiro momento lotaram estádios, na espera de um fim sumario e cruel. Considerando o número de vítimas em 424 durante os 21 anos de ditadura isto significaria 20,19 que se arredondado esse número a 21 vítimas para cada ano dos 21 que durou o regime; isto é lotariam 1 ônibus com todos sentados a cada 2 anos. Não se trata de banalizar uma carnificina, pois a perda de cada uma dessas vidas foi, é e sempre será una tragédia, uma monstruosidade sem sentido ou qualquer justificação. Li recentemente um artigo que fazia uma referência ao bar Riviera em São Paulo, como um dos bastiões da resistência ao regime. Frequentei o bar durante os anos 70 e posso dizer que a cirrose fez mais vitimas que o regime entre as suas fileiras e que as ressacas torturaram mais que os sequazes do delegado Fleury. A maior estupidez da ditadura foi acreditar que essa esquerda festiva pudesse ser uma ameaça e nela deve estar incluída o raciocínio primário do delegado em organizar blitz ao Riviera. Os revolucionários sobreviventes do período, Serra, José Dirceu, Genoino, quarenta anos depois estão no poder, agindo exatamente como agiam os que eles um dia desejaram derrubar. Decididamente eles nunca foram uma ameaça. Importante mesmo, é ter claro os equívocos e a ingenuidade de uma época sob uma ótica honesta, sob a pena de que nossos bisnetos vejam em algum museu, como o quadro da Independência pintado pelo Pedro Américo, a batalha do Riviera com o general Juvenal derrubando de seu cavalo o coronel Erasmo a golpe de espada.
jonatas tosta
-12/09/2010 às 13:08
alguém aí realmente leu o artigo? aconselho ler novamente.
Anônimo
-16/08/2010 às 10:42
seria muito mais sensato se ao invez de um bando de louco sair por ai matando ou torturando erquesse a bandeira blanca simbolizando a paz
Paulo F. Tomas
-28/07/2010 às 2:17
A ditadura no Brasil não chegou perto da atrocidade chilena ou argentina, mas acreditar em apenas 424 vítimas é, no mínimo, ingenuidade. Esse número irreal incorpora apenas os casos conhecidos e catalogados pelos próprios órgãos de segurança da época, que não puderam ser acobertados pela mídia. E as pessoas que morreram dentro dos navios no porto de Santos nos primeiros
dias de golpe? E os estudantes e professores que “sumiram”? E as famílias que não se manifestaram por medo?
Renan Ribeiro
-10/05/2010 às 17:20
Gostei bastante do texto, claro que vida é vida, mas 424 é consideravelmente pouco perto dos milhares que morrem todos os anos! Não sou hipócrita pois já tive familiares vitimas de violência urbana e em acidentes, mas vejam esse dados:
42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidente de trânsito no Brasil
- 24.000 pessoas morrem em razão de acidentes nas estradas
- 13.000 morrem no local do acidente e 11.000 são feridos graves que morrem posteriormente
Ocorrem pelo menos 723 acidentes por dia nas rodovias pavimentadas brasileiras. Média de 30 por hora ou 1 a cada dois minutos.
65 pessoas morrem por dia em virtude de acidente nas estradas.
Carlos
-22/01/2010 às 21:09
Claro que a Lei da Anistia não ia dar em nada!! Quem seriam os punidos??Talvez meia dúzia de coronéis aposentados!! Mas já que vamos puni-los também podemos mandar pra cadeia a candidata do PT à presidente considerando que ela era uma guerrilheira que sequestrava e matava! Ou talvez o senhor José Genuino que foi preso no Araguaia. É muito fácil dizer ” o autor nao foi um desses coitados que morreram” Enxergar com os olhos de hoje e achar que todos que lutavam contra o governo eram inocentes é o mais simples considerando que é isso que ensinam nas escolas!!! Só porque existem fatos escritos nos livros escolares nao quer dizer que sejam verdade absoluta!! A história é escrita pelos vencedores!
André
-14/01/2010 às 10:22
É uma pena que ainda hoje existam pessoas tão cegas e ignorantes com relação à verdade quanto o senhor autor deste texto.
Gostaria muito que um filho seu estivesse entre esses 424 mortos para que o senhor aprendesse a dar um pouco mais de valor à vida humana…
É claro que um absurdo desses só poderia ser veiculado no site da revista Veja, que por sua parcialidade, manipulação de informações e favorecimento a certos interesses dispença qualquer outro comentário de minha parte.
Wagner
-02/11/2009 às 17:03
Muito bom seu texto, mas eu acho que você não deveria mistura dois tipos de ditadura diferentes, as ditaduras latino-americanas eram de caráter capitalista e a chinesa e a cubana de caráter socialista, apesar de que os objetivos se assemelhem, espantar as influências ideológicas indesejadas.
Rodrigo
-11/08/2009 às 2:48
Pena que vc não foi um dos 424.
O Brasil agradeceria…
fotos do doi-codi rj
-27/02/2009 às 15:57
Nos anos de chumbo eu fui protagonista e sobre Shakespeare, Alexandre (O grande) e Essênios eu quero aprender:
É estudando detalhadamente que chego numa conclusão simples: Não passo de ser o cavalo bucéfalo de Alexandre (O grande).
A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, na qual relata a dor e o o sofrimento de Hamlet quando descobre as ações de seu tio para possuir o trono da Dinamarca. O tio matou seu pai e ainda engravidou a mãe.
famosa frase de Shakespeare “To be or not to be, that’s the question” que é a uma grande inspiração para:
“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”
E. Freitas
Espedito de Freitas
-26/02/2009 às 22:37
Nos anos de chumbo eu fui protagonista e sobre Shakespeare, Alexandre (O grande) e Essênios eu quero aprender:
É estudando detalhadamente que chego numa conclusão simples: Não passo de ser o cavalo bucéfalo de Alexandre (O grande).
A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, na qual relata a dor e o o sofrimento de Hamlet quando descobre as ações de seu tio para possuir o trono da Dinamarca. O tio matou seu pai e ainda engravidou a mãe.
famosa frase de Shakespeare “To be or not to be, that’s the question” que é a uma grande inspiração para:
“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”
E. Freitas
Anônimo
-25/02/2009 às 2:06
Aposto que o Espedito era um daqueles “santos” que apoiava e/ou participava de atentados terroristas, sequestros, roubos e outras ações criminosas da luta armada.
Anistia ampla geral e irrestrita, e outra pela lei e código… crimes com esse tempo já prescreveram há muito tempo.
Espedito de
-14/04/2008 às 9:16
Eu sou um protagonista, pois conheci como militar o Capitão Lamarca em 1966 na Colina Longa com Tenente e saí das forças armadas no final desse mesmo ano e em final de 1969 revi Lamarca como capitão desertor ja nos movimentos e ações. Deixo claro que dentro dos sistema tinha os contras e os afavores e os que foram contra como militar, foram reformados, afastados ou excluidos das armas como os generais Carlos Campos, João Dutra de Castilho, Cavalcanti que foi para Itaipu-Binacional e tantos outros, e houve também rivalidades entre unidades do exército e mataram muitos que éram contra dentro do próprio exército até o AI-5 Lei 667 de 1969 a lei das uniões de todo o aparato das policias civil, DOPS, delegacias e todo o sistema ficou sobre a jurisprudências do exército. Em final de 1970 eu fui preso pelo DOI-CODI-PIC da polícia do exército da Rua Barão de Mesquita do Rio de Janeiro. Mário Lago e outros companheiros lá estavam, fui torturado naquele porão da morte, e o companheiro Touro, quebraram-lhe treis costelas e digo que alí mataram muitas pessoas sobre os mais cruéis sistema de tortura. Não vou esticar muito esse assunto, pois acho que muitos que falam aqui não tem consciência da ganância do poder pelos militares após matarem Castelo Branco e essa ganância facína até os dias de hoje, não é? Graças ao Nosso Deus que podemos falar, e na ditadura só se falava ás escondida, não é? Ditadura = fazer engolir aquilo que vc não quer! Deixar a educação sucateada, perseguir e matar os inteligêntes se não prestar serviço para o sistema. Afundaram o país com a transamazônica, Usina Nuclear, Itaipu, Ponte-Rio-Niteroi e uma uma infinidade de atrocidades. Será que querem saber dos números? O Brasil é nosso e eu quero a liberdade de expressão, de ir e vir, ser livres para dizer: nós não aceitamos isso o aquilo! Podemos derrubar presidentes e etc…
Abraços e salve.
OBAN - AI-5 667 de 1969 denotadamente a fuzão de todo o sistema.
Anônimo
-26/03/2007 às 18:18
PAULO ROBERTO
Eu li aqui em um deste comentários que a Operação Bandeirante - OBAN - só foi criada em 1969, eu só queria saber quem criou a OPERAÇÃO BANDDEIRANTES? qual o decreto presidencial que criou esta Operação? algue aqui seria capaz de me dizer quando e por quem foi criada oficialmente a OBAN com decreto, dia e hora da criação?
Espero a resposta.
PAULO ROBERTO
Márcia
-27/11/2006 às 23:07
Prezado Reinaldo.
Gostei do fato de você não ter postado mensagens grosseiras contra o Deputado Fernando Gabeira. Ele é um parlamentar que tem surpreendido (para quem se lembra do Gabeira na praia, por exemplo)pela lisura, pela integridade e pela seriedade de sua atuação no Congresso Nacional. Ademais (acho que já falei disso em outro comentário), como dizia Fidel Castro (cito de memória), os bons modos não são uma conquista burguesa, mas da humanidade…
Carlos
-27/11/2006 às 17:46
Reinaldo
Somente hoje tomei conhecimento deste seu comentário.
PARABENS !
Há mais de 20 anos, a critica maquiavélica aos governos militares vêm se constituindo no ” ganha pão” de muita gente da esquerda brasileira.
Depois do governo FHC então, essa orgia ganhou força com a concessão das inomináveis “idenizações milionárias” aos cassados, indenizações vergonhosas que todos nós brasileiros pagamos sem corar, nem estrilar.
Até agora ninguém comparou essa situação com o que ocorreu em nosso país, em 1932.
Naquele conflito, onde cada lado lutou de peito aberto, vestindo uniformes e corajosamente assumindo suas idéias e responsabilidades consequentes, morreram mais de 800 brasileiros e mais de 3000 ficaram feridos.
Após o conflito, ninguém pediu reparos monetários, nem ficou chorando sobre o sangue derramado.
Porque será ?
Não seria porque os homens daquela época eram mais patriotas e menos mercenários ?
Quando puder, faça um paralelo sobre esses dois eventos. Muito poucos brasileiros conhecem esse outro lado da nossa História e do caráter do povo brasileiro, antes de ser contaminado pela ideologia marxista.
Abrs
PAULO
-27/11/2006 às 17:31
OLÁ,
O SENHOR TEM CÓPIA DA INICIAL DOS RECLAMANTES, OU SABE ONDE SE PODE ENCONTRÁ-LA? SERIA INTERESSANTE VERIFICAR O TEOR DO DOCUMENTO E SABER EM QUE FORO FOI PROPOSTA.
ALGUÉM DISSE, ACHO QUE O OLAVO DE CARVALHO, QUE UMA AÇÃO JUDICIAL DESTE TIPO SERIA DE UM RACIOCÍNIO TÃO TORTO QUE PROVAVELMENTE NAUFRAGARIA. TALVEZ SEJA MESMO O QUE OCORRERÁ, REZEMOS, PARA QUE OS ATINGIDOS, SEUS DESCENDENTES E SIMPATIZANTES TENHAM PAZ (ESQUECER, DIFICILMENTE).
O QUE SE PODE VER PELOS COMENTÁRIOS É QUE O RESSENTIMENTO ESTÁ MUITO ACESO, AINDA, DOS DOIS “LADOS” - CONFLITO FRATRICIDA TEM LADO?
ABRAÇO
Anônimo
-27/11/2006 às 16:31
Por favor, amigos leitores do Rei, não confundam o autoritarismo do governo militar que houve no Brasil com o totalitarismo dos regimes comunistas de Cuba, URSS, China, Camboja, Coréia do Norte, etc.
Anônimo
-27/11/2006 às 15:38
Petralha camuflado às 9h33min!
Seu tio mentiu, meu caro.
Conversa mole esta de militar americano ensinando técnicas de interrogatório a militares brasileiros.
Este é outro mito esquerdóide que tem que ser desmascarado.
Houve, sim, militares cubanos, chineses e soviéticos ensinando técnicas de guerrilha aos “anjos-que-lutavam-contra-a-ditadura”
Anônimo
-27/11/2006 às 14:37
Em outro post, alguém perguntou quem deu o primeiro tiro. Respondo.
O primeiro tiro foi dado pela guerrilha e pelo terrorismo.
No dia 12/11/64, o inocente e indefeso civil Paulo Macena, um vigia do Rio de Janeiro, morreu em decorrência da explosão de uma bomba no Cine Bruni, no Flamengo.
O atentado, perpetrado em protesto contra a extinção da UNE e da UBES, deixou feridas mais seis pessoas, igualmente civis indefesos e inocentes.
Este foi o primeiro atentado de grupos armados contra o governo militar.
Em 27/03/65, quatro dias antes da Contra-revolução de 31 de março - a Redentora - completar um ano, o 3° Sargento Carlos Argemiro Camargo, da 2ª Cia. Inf. de Francisco Beltrão/PR, foi morto numa emboscada da Força Armada de Libertação Nacional (FALN). A viúva do Sargento estava grávida de 7 meses.
Em 25/07/67, aconteceu a famosa explosão de uma bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, que deixou 17 feridos civis, inocentes e indefesos e 2 mortos, o jornalista (também civil indefeso e inocente) Edson Regis de Carvalho e o Almirante Nelson Gomes Fernandes.
No dia 01/07/68, o Major Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, do Exército alemão, foi assassinado no Rio de Janeiro, onde cursava a Escola de Comando e Estado Maior do Exército, por ter sido confundido com o Major Gary Prado, do Exército boliviano, aluno da mesma escola, a quem se atribui a morte do comanante guerrilheiro Che Guevara, em outubro de 1967.
Em 08/10/68, em retaliação à morte do guerrilheiro Che Guevara, ocorrida um ano antes na Colômbia, a esquerda armada achou por bem assassinar Raymond Chandler, um capitão americano que estava a serviço no Brasil.
A Operação Bandeirante - OBAN - só foi criada em 1969, ano em que ocorreu o seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick, coordenado por Jonas Toledo e ninguém menos que Carlos Marighela, para forçar a libertação de 15 presos, entre eles José Dirceu, que cumpria pena por ter sido julgado e condenado por sequestro. Essa operação é contada por um de seus protagonistas, o jornalista e hoje Deputado Federal Fernando Gabeira, no livro de leitura obrigatória “O que é isso, companheiro”, que traça uma análise crítica da ação que resultou na sua prisão.
O interessante é que Gabeira depois também foi beneficiado pela troca de presos. O Embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, foi sequestrado em 11/06/70. Nessa ação foi morto Irlando de Moura Régis, Agente da Polícia Federal e outros dois Agentes Federais ficaram feridos.
Hoje, ser ex-guerrilheiro ou ex-terrorista (o que deveria ser “criminal record”) confere “credibilidade” àqueles que cometeram toda sorte de atrocidades contra a população.
Anônimo
-27/11/2006 às 12:48
A intenção é clara:
Segurar os militares nos quarteis sob a ameaça de rever a lei da anistia.
Os militares são atualmente a última esperança do povo de que esta quadrilha não implantará neste país uma ditadura de esquerda.
Anônimo
-27/11/2006 às 11:55
Reinaldo,
concordo plenamente com suas palavras: ou nada de revisionismo ou revisionismo total, sabendo-se, de antemão, que a segunda hipótese corresponderá a uma caixa de pandóra. O ideal é não mexer em ferida que está cicatrizando. Pode degenerar para câncer.
Lincoln
-27/11/2006 às 11:53
Não entraram em sua contagem, Reinaldo- ou na do livro- as vítimas, civis e militares, resultantes dos atentados e execuções terroristas. Não foram poucas; mas pouco é falado.
Se é para revisar o passado, por que não reavaliar, ao menos simbolicamente, as mortes destas pessoas?
Reitero: os crimes resustantes dos atos terroristas não recebem a mesma atenção e divulgação, em comparação com os que os militares cometeram. Esses servem de antítese dessa dialética oportunista, a título de imparcialidade. Bem sei!
guido furioso especulando
-27/11/2006 às 11:17
Só foi muito tempo depois que eu pude reconhecer alguns ângulos na questão do motivo da luta armada não ter “pego.”
Hoje, reconheço uma dimensão antropológica: o moderantismo dos brasileiros (as meias-palavras dos lusitanos) e o catolicismo. Nunca iriam convencer 99% dos habitantes católicos que religião era o ópio do povo. Lá no Tibete, a China comunista também não conseguiu algo parecido.
Carlos Ferreira
-27/11/2006 às 11:12
Bravo!
Andre
-27/11/2006 às 10:16
É melhor não mexer com a anistia,pode dar num processo daqueles em que todos falam e ninguem tem razão.Como esta acontecendo aqui no seu blog.Alguns ,mais velhos ,tem saudades da “redentora”. Outros,mais jovens,supõe que era um tempo bom.Não falarei em tortura.As estatais foram iniciadas,em sua maioria,no periodo militar.Como havia censura a imprenssa, safadezas e corrupção não eram assunto nos jornais.Reconheço que a esquerda gosta do papel de vitima,alguns inclusive lucram financeiramente. Mas acho bom debatermos sobre esse periodo de maneira mais abrangemte.Os governos militares ajudaram o Brasil a melhorar?O que podemos apontar como um real avanço para o povo ,durante os 20 anos de regime militar?Não tenho respostas.Quem tiver,ou puder,que ajude a avançar esse debate pois sobre tortura acho melhor parar por enquanto.Apesar das explicações ,convincentes algumas, reconheço , de alguns leitores e do Reinaldo,boa mas resumida,o tema esta longe de se esgotar.Apenas acho que a discussão ficou um pouco desfocada.Seria bom aproveitarmos que estamos falando do periodo militar e fazer uma tentativa de entende-lo de maneira mais completa.Concordo que a historia desse periodo tem muitos depoimentos da esquerda.Então que venham outros depoimentos ,precisamos ampliar nossa visão senão vamos passar o resto da vida repisando o assunto repressão sem chegar a nenhuma conclusão .Houve repressão sim, mas é preciso expandir a visão do fenomeno e tentar ver o todo.Não sei se fui claro,espero que sim.Grato
Anônimo
-27/11/2006 às 10:07
Eita, Reinaldo, que com você só pode outro igual a você mesmo!
“Quem pode se estabelece”, diz o ditado…
Também acho melhor essa gente pensar dez vezes antes de mexer com esse vespeiro. As conseqüências poderão ser por demais desastrosas.
Ô turma da gasolina, apague logo esse facho e vá cuidar de fazer algo útil para este país.
Ciça
Anônimo
-27/11/2006 às 10:00
Reinaldo, este seu texto é um daqueles textos brilhantes que guardarei. Meus parabéns pela clareza, pela lucidez, pela forma pelo conteúdo.
Aceite um fraterno abraço
nelson monserrat
-27/11/2006 às 9:59
Reinaldo,
você é fantástico.
Seria bom falar também dos 70 anos de URSS e dos milhões de vitimas.
Seria bom falar do número de cubanos no “paredon”( o paredon é instituição em Cuba - isto é, é Oficial ).
E o estranho é eles chamarem o regime deles de “democracia”…
Cuba está a 50 anos em ditadura.
O Brasil esteve 20 anos.
Compare o número de vítimas em proporção à população de cada país.
Eu tenho é medo dessa raça. Mas não me curvo.
ptamietti
-27/11/2006 às 9:33
Reinaldo,
Eu sou leitor diário do seu blog, e concordo com quase 100% do que escreve. Inclusive com a questão da lei de anistia. Por sinal, na época, fui um dos poucos que se colocou contra uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
Mas me sinto na obrigação de comentar que nossos torturadores foram talvez mais competentes que nossos vizinhos. E foram bem orientados. Meu tio mesmo foi torturado por militares americanos, que prestavam assessoria e treinamento aos militares brasileiros. Abraços.
Anônimo
-27/11/2006 às 9:28
É meu primeiro comentário anônimo e, ao terminar, pode-se entender o motivo.
Se este caso prosperar e houver uma condenação ao Ulstra, é sinal de que não temos lei. Não tendo lei, me sinto à vontade para fazer o que eu quiser! E eu vou querer fazer, ah se vou!
Eles não sabem com o que estão mexendo. Eles vão sentir o que é viver em Bagdá!
Na
-27/11/2006 às 8:54
Na segunda metade da década de 1960, a minha família tinha um amigo que era major do Exército. Gente finissima. Quando algum amigo ia preso durante as manifestações estudantis, pediamos ajuda a esse amigo para localizar o pessoal e informar às famílias.Todos foram soltos. Alguns, sofreram tortura psicológica e física como dormir em piso de cimento molhado. Hoje essas pessoas estão cuidando das próprias vidas e famílias sem ficar remexendo no passado. Outros, entretanto, não só disputam eleições como ocupam cargos públicos e fazem questão de incluir em seus currículos, ex-preso político, como se isso fosse um salvo conduto. Além disso,por conta do passado, não escondem o desejo de vingança, e estão doidinhos para reinventar a ditadura.
Anônimo
-27/11/2006 às 8:43
Achei interessante os comentários desse post. Especialmente a sinceridade do Gabeira. Tem muitos idiotas, que não viveram aquela época, que ficam repetindo baboseiras escritas e/ou ditas pelos oportunistas ditos de esquerda. Parece que foi escrito por alguém aí em cima, que 13 mil pessoas participaram da “luta” contra o regime militar. Considerando que em 1.970 a população brasileira chegava perto de 70 milhões, podemos avaliar a insignificância do número de descontentes. Por outro lado, há que se louvar o “poder de persuasão” que detêm. Eu sempre disse, que a história, ou a estória, é contada/reinventada por quem detém o poder.
Não sou militar e não aprovo nenhuma espécie de tortura, inclusive o patrulhamento ideológico que fazem.
Hoje, aos 64, aposentado de uma estatal, após 34 anos de serviço, digo com sinceridade: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA.
Blogildo
-27/11/2006 às 8:40
Mais clareza é impossível. Mas, seria divertido fazer revisionismo com a esquerdalha! hehehehehe!
Anônimo
-27/11/2006 às 8:33
Reinaldo
Estou em Paris a trabalho mas é impossível deixar de ler vc. Esse post está perfeito!
E graças a Deus votei no Gabeira!
Adriana
Memyself
-27/11/2006 às 7:47
Márcia Ruiz disse:
Gabeira tem caráter. Isso não garante a ausência de erro mas confere moral, valor cada vez mais fora de moda.
Concordo plenamente.
Anônimo
-27/11/2006 às 6:28
Cada dia admiro mais o que você escreve e como escreve. Abraços.
Mario
-27/11/2006 às 6:03
Reinaldo,
Você se esqueceu de contabilizar dois justiçamentos recentes: Toninho do PT, ex-prefeito de Campinas e Celso Daniel.
Explicando para alguém (perdão, não me lembro o nome e nem onde está o comentário): o apedeuta não é e nunca foi um oportunista, como diz. Ele sempre foi usado. É uma criação do governo militar, provavelmente, do Golbery. Para começar, foi enviado aos Estados Unidos, por 2 anos, para aprender sindicalismo (só não se sabe quem pagou: governo ou empresários). De volta, elegeu-se presidente do sindicato dos metalúrgicos de S. Bernardo encabeçando uma chapa formada por agentes do SNI infiltrados. Sempre foi um pelego “puro sangue”, servindo, tanto aos empresários como ao governo. E, assim, foi “jogado no colo” dos comunistas, como Zédirceu e Paloffi…
Bartolomeu
-27/11/2006 às 4:35
Muito bem Reinaldo, seu raciocínio é perfeito. Ele é coerente, respeita a história dos fatos - houve tortura sim e mortes - seu contexto - não se deve, porém, comparar com Chile e Argentina - e tira as conclusões para o presente. Afinal, se olha para a História para tirar lições para o presente e, vá lá, pelo prazer ou curiosidade, mas não para ações que comprometam a estabilidade da democracia no presente. Você que vem do trotskismo deve saber que trotskistas, stalinistas e fidelistas (para darmos uma “pitada” nacional; é obsoleto mas seguidores estão por aí) ficam possessos quando um crítico deles não defende ditadura de direita, pensamento autoritário e, sim, a democracia. Este, aliás, foi o grande erro dos que deram o golpe de 64: fizeram o que “eles” queriam, a polarização política. “Essa gente”, “aquela gente” (os “aloprados” do PT) não sabe conviver com mediações, com raciocínios lógicos, com raciocínio culto e, claro, com concordância verbal.
annalygia
-27/11/2006 às 3:39
eu particularmente sinto que esse debate é mais do que importante, porque nenhuma ditadura é boa… a democracia tem um mérito que a qualifica: a liberdade de opinião e de debate, que permite corrigir erros, reacertar rumos, e seguir em frente…
bolsa-miséria ou milagre econômico não resolvem o problema porque os cidadãos precisam caminhar por seus próprios pés, tomar decisões em relação a suas vidas profissionais e pessoais, se encontrarem nisso que chamamos de vida social…
e para isso é preciso haver liberdade, para que possa haver maturidade…
Ma Vit
-27/11/2006 às 3:38
Fiquei convencido que a lei da anistia aprovada por aqui não foi a melhor saída ao acompanhar o processo na África do Sul. A solução encontrada foi desmistificadora, psicanalítica até. Em grandes “tribunais”, que não julgavam, os dois lados confessavam seus crimes. Cada ação (e houve muito mais violência do que por aqui, não que a perda, individualmente, possa ser medida)relatada era automaticamente anistiada. Ainda com todas as imperfeições inerentes a todo e qualquer método, houve um resultado. Hoje aquele pais possui história, e nós apenas um “diz que não disse” e “dedos em riste”
Orfeu Lima
-27/11/2006 às 3:27
Pergunte a um petralha quantos brasileiros morreram na segunda guerra mundial e elles iram chutar pra mais de 10 mil; só por terem lutado ao lado dos americanos.
Na segunda; não morreram nem 500.
Orfeu Lima
-27/11/2006 às 3:22
Se colocarmos Celso Daniel e Toninho; são mais dois eliminados pela esquerda.
Elles só querem é desimular
Anônimo
-27/11/2006 às 2:43
Excelente texto, Rei.
Eu lamento a Lei da Anistia, pois acho que terrorista que pratica crime é criminoso mesmo e deve ser punido por tal, mormente quando assassina pessoas inocentes.
Eu lamento as indenizações pagas a anistiados, porque não acho justificável que o Estado financie regiamente pessoas por terem perseguido a ideologia das armas.
Eu não aceito a comparação entre os terroristas de antão e os que lutaram a título oficial contra aquela tragédia, o que não significa, em absoluto, que eu seja uma defensora da ditadura - muito pelo contrário.
Finalmente, se for para fazer contabilidade de vítimas, que tal contar as vítimas do petralhismo? Aqui se incluem todos nós, brasileiros, pelos ataques perpetrados contra os cofres da União. Aqui se incluem todos os que sofreram perseguições do petralhismo-governo, por terem ousado por uma pedra no meio do caminho dos interesses petralhistas, etc. etc. etc.
Belira
-27/11/2006 às 2:16
Belo post. Todo este movimento deixa claro o tipo de justiiça que a esquerda pratica. Grita quando vislumbra a possibilidade de ser a vítima, mas cala-se solenemente quando as atrocidades são praticadas pelos seus. Além do mais,não restam dúvidas o quão cruéis podem ser quando precisam impor seus métodos, suas idéias, sua “autoridade”…E ainda dizem que a causa é nobre.
Julio Neves
-27/11/2006 às 2:14
Você disse a frase perfeita: “O Brasil é melhor sob a vigência plena da Lei da Anistia.”
Difícil é um petralha captar isso. Eles mesmos se vangloriam de possuir cérebro de formiga e conduta de rato!
Anônimo
-27/11/2006 às 2:08
Gente, se existem hoje em dia cerca de 300.000 petralhas, pronto: essa é a meta para alcançarmos a des’pt’ratização total. Mãos â obra, e igualaremos nossos hermanos à época da Ditadura.
Marcia Santos
-27/11/2006 às 1:55
Nada verdadeiro pode ser originado na mentira.
Marcia G.
-27/11/2006 às 1:54
Quando sobre os guerrilheiros e terroristas de ontem pairam as acusações de corrupção, de formação de quadrilha, de prevaricação, de falta de decoro de hoje, claro está que há algo fora do lugar.
Está fora do lugar a perseguição à imprensa. Está fora do lugar os episódios da Veja, da Folha de São Paulo e do Globo. Está fora do lugar o Primeiro Funcionário Público declarar o que declarou sobre o processo no qual Emir Sader foi condenado e ao qual cabe recurso. Está fora do lugar o presidente do partido governista falar as coisas que tem falado. Está fora do lugar a PF chegar à conclusão de que a trama do dossiê fajuto contra o PSDB foi uma iniciativa da campanha nacional, mas isso não é bastante para incriminar o Lula. Está fora do lugar o arquivamento do caso Celso Daniel com pendências não resolvidas. Está fora do lugar a insistência do governo em que não haja oposição. Está fora do lugar a seriedade nas investigações das acusações de corrupção, que nunca nos levam a lugar algum.
Muitas outras coisas estão fora do lugar. A lista é enorme e também ficaria fora do lugar.
Por isso, esse pessoal que faz esse tipo de discursinho retrógrado e sem sentido deveria era arregaçar as mangas e por mãos às obras para merecer a segunda chance que receberam nas urnas.
Espero que nós, que votamos na oposição, não precisemos entrar para a clandestinidade.
Anônimo
-27/11/2006 às 1:35
Reinaldo,
São muitas as estórias mal contadas do período militar.
Os militares nunca puderam relatar o que viveram, por força dos regimentos internos das forças armadas.
Agora, alguns oficiais da reserva resolveram contar o que aconteceu. Pelos relatos, vemos que nada houve de romântico em tudo aquilo.
Foi uma época horrível, tremendamente traumática, que deixou um saldo negativo irreparável.
Contudo, imagino que seja justo, também, relacionar as pessoas que morreram na defesa da Pátria e, principalmente, os inocentes. Os terroristas e os guerrilheiros eram criminosos. Ponto. Foram anistiados. Ponto.
As pessoas da minha geração cresceram assistindo a essa disputa, sem compreender direito o que se passava. Crescemos no medo. Nossos pais, de um lado ou de outro, nossos tios e avós, de um lado ou de outro, foram protagonistas desse drama. Nós merecemos a verdade. Nossos filhos e netos merecem a verdade.
annalygia
-27/11/2006 às 1:30
ricardo 11:43,
não era assim não… foi ficando ou assim a partir das grandes manifestações de 68, pessoas que vaiavam Caetano Veloso porque o consideravam “fora do eixo” que propunham para a sociedade…
e foi ficando pior à medido que o ultra-esquerdistas fora se arvorando a decidir os rumos do país…
e o enfrentamento acarretou sim milhares de conseqüências, envolvendo pessoas que era inclusive contra o enfrentamento armado à ditadura militar…
e tem mais Ricardo, isso de minoria que se locupleta… sei não, isso de ptista andar de carro blindado, jatinho particular, transportar caixa de uísque escoltada, alegando que será preciso uma geração para fazer o que FHC começou a fazer, não te parece estranho? a mim me cheira a propaganda enganosa.
e aos 49 anos, e tendo subido em palanque, e tendo ajudado a derrubar essa ditadura buscando meios que não levassem à prisão, estou realmente de saco cheio de tanta propaganda… bolsa-miséria só faz aumentar a casta dos poderosos, independentemente da cor de sua bandeira.
Ronald
-27/11/2006 às 1:29
Isso aqui virou a escolinha do professor Reinaldo para a petralhada.
Anônimo
-27/11/2006 às 1:24
A Ditadura demorou 20 anos; A Ditadura foi uma reação contra os movimentos de esquerda que tinham como objetivo a tomada do poder pela força e a implantação de um regime totalitario de esquerda. Se a esquerda tivesse vencido essa guerra nós estariamos contando os mortos e desaparecidos em dezenas de milhares no mínimo. Porque podemos afirmar ? Por que esse foi e continua a ser o padrao invarivel dos regimes totalitarios de esquerda. Durante os 20 anos de ditadura viviamos um estado de guerra e numa guerra morrem combatentes dos dois lados. Se estamos preocupados em desenterrar o que ocorreu durante o regime militar deveriamos olhar para as estatisticas de hoje : ESTAMOS CHEGANDO PERTO DA CASA DE 1000 ASSASSINATOS POR SEMANA NO BRASIL. UMA PARCELA SIGNIFICATIVA DESSAS MORTES É DE PESSOAS TOTALMENTE INOCENTES. PENSE BEM: DURANTE A DITADURA MORRERAM 300 PESSOAS EM 20 ANOS NUM ESTADO DE GUERRA; HOJE SAO ASSASSINADOS 300 PESSOAS A CADA DOIS DIAS. Aqueles que assumiram o poder hoje por via democratica sao em sua grande maioria defensores de um regime como o que vigora em Cuba. Uma grande parcela dessas pessoas, foram terroristas, apoiaram e participaram da luta armada durante a ditadura e foram poupados por ela. Se essas pessoas tivessem vencido a guerra teriam implantado um regime a la Cuba NESTEPAIZ. Hoje eles continuam a querer implantar um regime a la Cuba no Brasil. AI RESIDE O PERIGO REAL. A volta ao passado tem como objetivo desviar a atenção. CUIDADO NAO SE DEIXE ENGANAR.
PS. Um regime a la Cuba significa a eliminação completa de todas as liberdades individuais, adeus à democracia, assassinatos e desaparecimentos aos milhares dos opositores ao regime, destruição completa do pouco que ainda nos reta de economia de mercado livre e consequentemente adeus a chance de um crescimento sustentado e ao aumento do bem estar social e economico para todos.
PARA TERMINAR GOSTARIA DE DIZER QUE NAO DEFENDO E NEM APOIO TORTURADORES E ASSASSINOS FRIOS SEJA SOB QUE JUSTIFICATIVA SE QUISER DAR. NAO APOIO TAMBÉM A ANISTIA, POIS FOI ELA QUE POSSIBILITOU QUE OS QUE DETEM HOJE O PODER NO BRASIL, SEJAM OS DERROTADOS DE ONTEM E QUE DEFENDEM REGIMES A LA CUBA. PORTANTO SE VAMOS QUESTIONAR A ANISTIA VAMOS QUESTIONAR QUE AQUELES QUE PRATICARAM ATOS TERRORISTAS, E TENTARAM CONQUISTAR O PODER PELA FORÇA TENHAM QUE PAGAR PELOS SEUS CRIMES COMO TRAIDORES DA PATRIA E DA DEMOCRACIA. Entretanto, nao acho que esta seja a melhor solução para o Brasil neste momento.
Eduardo Alex
-27/11/2006 às 1:05
Reinaldo, é bom sempre saber que você se posiciona contrário à pena de morte. Não apela ao malabarismo intelectual para justificar tal ato abjeto, como fez outro dia o sr. Olavo de Carvalho em um podcast. Apelou à bíblia para justificar sua defesa à pena capital e ainda desabonou todos os que se posicionam contra.
Pode ser amigo do sr. e tal, mas não raro se manifesta próximo ao absurdo.
annalygia
-27/11/2006 às 0:59
não gosto quando você se chama essa gente de “aloprados”… até podem ser, no que se refere à conseqüência de seus atos, como foi a partir de 68…
mas são pessoas que sabem o que estão fazendo e fazem porque sabem onde querem chegar. então são responsáveis por sua irresponsabilidade, o que deveria ser um crime hediondo, em se tratando de adultos que pretendem dirigir o país…
Anônimo
-27/11/2006 às 0:55
Reinaldo
Eu perguntaria aos Anistiados que recebem aposentadorias exorbitantes, pq foram perseguidos Políticos:
Vocês não ficam com vergonha de receber aposentadoria muito acima de quem trabalhou e pagou durante 30 anos, pela mesma??
Cada garfada, de sua farta mesa, não tem vem na memória que vc lutou justamente contra privilégios e agora é um deles?
Se vc não sente nada disso, com certeza não passa de um oportunista que mesmo à época da Ditadura, tentava tirar seu quinhão do POVÃO!
Salafrário!!
Betina
Anônimo
-27/11/2006 às 0:48
Reinaldo,
Uma ressalva: a Rússia (ex-URSS) continua aplicando a pena de morte a opositores. Putin teve uma excelente escola na KGB soviética.
Carlos Baptistucci
-27/11/2006 às 0:40
Não há como evitar. A história necessita ser passada a limpo. Mostrar os erros do Regime de Exceção (semanticamente ditadura requer um ditador, como foi Vargas, como é Fidel). Mostrar os devaneios desses que foram sem nunca ter sido, e hoje cometem estelionato eleitoral em cima dessa história mal-contada. Aliás extorquem o erário com essa história mal-contada. Por qual motivo o Apedeuta recebe mais de R$ 4.000,00, sem pagar imposto? Foi preso político?
Acho que debater o passado é necessário. Rever a Lei de Anistia só criará mais discórdia entre pessoas que nem sabe porque estarão brigando.
"By the way"
-27/11/2006 às 0:37
Sem perder o respeito.pelos o que foram indenizados por justa causa.!!!!
Mas Aumentou demais os vitimados da ditadura.Muitos súbitos heróis.demais!Dizem,que na França pós guerra.isto aconteceu.
Que foi uma tanto imenso de gente.dizendo que tinha sido da Ressistência .Tinha certificados e certificados.sendo vendidos,atestando o heroísmo.de quem quisesse.
Até pensei ,em pedir indenização.por meu pai ter sido militar,e me ter dado muito puxão de orelha!
Mauro Novelli
-27/11/2006 às 0:20
Grande Dr. Reinaldo!
Cara, tú é o máximo!
Grande Mestre,tú dissecas o Brasil como ninguem!
Utilizar fontes petistas / petralhas para humilhar os próprios!
Ah, isto não tem preço…
MISTER X
-27/11/2006 às 0:17
“EVITE FUMAR NO PAIOL”
MELHOR POSTADO IMPOSSÍVEL.
DEVEM ESTAR COM PROBLEMAS SERÍSSIMOS PARA TRAZER ESTE ASSUNTO.
MANOBRA DIVERSIONISTA ,ANISTIA É ANISTIA.DEVE ESTAR “ESQUENTANDO” UM OUTRO ASSUNTO ,ENTÃO VIERAM COM PÓLVORA E CAIXA DE FÓSFORO.
UM LADO SÓ CONTAR E S T Ó R I A S NÃO É POSSÍVEL.AINDA MAIS PERDEDORES SANGUESSUGAS “DESTPAIZ”
IMAGINA SE FÔSSE EM CUBA,NÃO SERIAM INDENIZADOS,SERIAM “EMPAREDADOS”
E NA ALBÂNIA,E EM MOSCOU,E NA SIBÉRIA.
QUAL É O PAIS “FIDELCRÁTICO” ONDE NÃO HÁ LIBERDADE PARA O CIDADÃO IR E VIR,SAIR DESTE PAIS ENTÃO NEM FALAR.ALGUÉM QUER SAIR DE UM LUGAR BOM?
PS.:
O PMDB SERÁ A RAINHA DA INGLATERRA AO CONTRÁRIO? NÃO REINA MAS VAI GOVERNAR?
Anônimo
-27/11/2006 às 0:14
O grau de violência das ditaduras é proporcional à reação da população. Como os brasileiros não reagiram à ditadura, ao contrário, a apoiaram, a repressão foi leve, pontual.Sim, tivemos uma ditadura light, com rodízio no poder. Uma ditadura à brasileira. Enfim, não tivemos um Pinochet, muito menos um Franco. Desenterrar agora as virtuais vítimas da ditadura serve apenas aos interessados em poupudas indenizações.
coronel Sócrates
-27/11/2006 às 0:13
Você nasceu talhado pra isso, meu filho. Meus parabéns.
Anônimo
-27/11/2006 às 0:13
Reinaldo, é preciso também lembrar:
1) A Anistia Internacional só reconhece 293 mortos pela ditadura; os militares admitem 144;
2) Isto em vinte anos de regime. Seria interessante saber quantos Fidel matou no primeiro dia de governo e comparar;
3) O que são 293 - ou 474 - num país que tem 50 mil homicídos por ano?
Anônimo
-27/11/2006 às 0:08
a Revolução de Fidel Castro fuzilou mais de 15.000 “adversários” do seu regime “democrático” e mandou mais de 5.000 outros para a prisão, e que os sobreviventes ainda estão presos até hoje.
Mao Tse Tung assumiu o “governo popular” na China executando mais de 1.000.000 de “burgueses traidores e vendidos ao capitalismo.nas revoltas na Hungria, Polônia e Tchecoslováquia, Stalin trucIdou mais de 100.000 patriotas que queriam desestabilizar o Socialismo reivindicando “absurdamente” o direito a liberdade e autonomia política de seus paises.
Os militares do “golpe de 1964” admitem ter matado 348 guerrilheiros e terroristas, embora sejam acusados do “genocídio” de cerca de 500 fieis (até hoje) militantes a serviço de Fidel, Stalin e Mao, que os treinava e financiava para a guerrilha.
macz
-26/11/2006 às 23:59
“Os que, hoje em dia, preferem ser lembrados são alguns ex-terroristas que pegaram em armas e agora disputam eleições.” Só pra ver como a coisa pode esquentar, eu acrescentaria na sua delicada observação, que muitos desses estão sendo regiamente compensados, sei lá por quê. O Estado indenizar pessoas porque tiveram prejuizos por causa de opções que fizeram livremente é injusto para com os que pagam impostos e obedecem às leis.
Antonio Viana - Ceará
-26/11/2006 às 23:54
Que que é isso meu Rei. Além de aula diária sobre história, sociologia, potuguês, você vem agora com interpretação de texto dos brabos. Estou zonzo. Falo sério. Creio que de tanto ler sobre petralha estou com a área do cérebro destinada a fazer interpretação, encolhendo. he, he. Pode crer. Vou procurar, amanhã alguém para traduzir. Claro que logo a seguir você traduz. Se não fosse isso eu estava “ferrado”.
“Acho até louvável que ele não fale como se não tivesse um passado.”
O texto, como sempre, sublime. Claro, coerente e brasileiro. Desprovido de qualquer subserviência ao COLONIALISMO CUBANO, em gestação pela petralha.
THiago
-26/11/2006 às 23:51
Se For rever a Lei de anistia, vai começar uma verdadeira caça as Bruxas.
Anônimo
-26/11/2006 às 23:49
José Gonçalves Conceição (Zé Dico)
(Fazendeiro - SP)
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighela, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
Estanislau Ignácio Correia
(Civil - SP)
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.
Friederich Adolf Rohmann
(Protético - SP)
Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.
Orlando Girolo
(Bancário - SP)
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Brasileiro de Descontos(Bradesco).
Autores : Eduardo Leite ( Bacuri ) pela REDE e Devanir José de Carvalho, pelo MRT
Nelson Martinez Ponce
(Cabo PM - SP)
Metralhado por Aylton Adalberto Mortati, durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo.
Mario Domingos Panzariello
( Detetive da Polícia Civil - RJ)
Morto ao pedir documentos à terrorista da ALN Ana Maria Nascimento Furtado
Seus familiares não receberam indenizações. Em compensação, seus assassinos, se vivos ou seus familiares foram indenizados
Anônimo
-26/11/2006 às 23:48
E então? Quantos pagariam?
Charles Rodney Chandler (Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP)
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP.
No início de outubro /68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Manéco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”.
Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite).
O capitão Chandler quando retirava seu carro da garagem para seguir para a Faculdade, foi assassinado, friamente, com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua esposa Joan e seus 3 filhos.
O grupo de execução era constituído pelos terroristas
Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio),
Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e
Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
Diógenes José de Carvalho Oliveira, também conhecido como Diógenes do PT, na década de 90 ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes. Diógenes foi o Presidente do Clube de Seguros da Cidadania de Porto Alegre, orgão encarregado de coletar fundos para o PT.
João Carlos Kfouri Quartin de Morais é, atualmente Professor Titular de Filosofia e Ciências da UNICAMP e,
Ladislas Dowbor Professor Titular de Economia da PUC/SP e trabalha no Instituto de Economia da UNICAMP.
Wenceslau Ramalho Leite (civil - RJ)
Morto, com 4 tiros de pistola Luger 9mm, durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ.
Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire(Ruivo ou Wilson) ambos integrantes da Organização Terrorista COLINA(Comando de Libertação Nacional).
Abelardo Rosa Lima (Soldado PM - SP)
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag.
Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique), Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos.
Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).
Nilson José de Azevedo Lins (Civil - PE)
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma.
Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar
Alberto da Silva Machado (Civil - RJ)
Morto por terroristas do PCR durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.
Paulo Macena
(Vigia - RJ)
Morto durante a explosão de uma bomba colocada Cine Bruni, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Bomba deixada por uma organização comunista como protesto pela aprovação da Lei Suplicy que extinguia a UNE ( União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes secundaristas). Além da morte do vigia, ficaram feridas seis pessoas.
Stauffenberg1
-26/11/2006 às 23:46
Ficar discutindo somente a repressão é, no mínimo, uma desonestidade.
Os terrristas estavam à serviço de Cuba, China, URSS.E ainda vêem falar que estavam lutando contra a “ditaduta”, em favor da democracia?!A esquerda fazer esse tipo de sem-vergonhisse agente até entende.O que não dá para entender, é quem conhece minimamente o que representou e o que representa o comunismo internacional, fazer este tipo de desinformação.Isso não dá mesmo para entender.De mentira em mentira, os facínoras vão se tornando heróis e o militares, que tinham o dever de nos proteger desta ameaça, se tornam, cada vez mais, demonizados ante a população incauta.
eduardo carnelós
-26/11/2006 às 23:45
é isso, Rei, é isso… não se trata de justificar nem apoiar os abusos cometidos por Ustra ou quais outros agentes da repressão venham ainda a ser identificados; trata-se de olhar para a frente, lembrando é claro o que houve, mas com a segurança de que hoje, felizmente, não corremos os mesmos riscos; aliás, corremos riscos talvez maiores, porque os petralhas adorariam poder nos submeter a seus tacões; os torturadores da ditadura militar devem ser tratados como o que são: triste página de nossa história; é claro que não tem cabimento um regabofe para homenagear um torturador, e aí, penso, estamos de acordo; mas se o torturador tivesse sido mantido em sua obscuridade, ele continuaria a ser o que sempre foi, e nós não teríamos assistido a tão lamentável episódio.
Abraço,
Eduardo
Ricardo
-26/11/2006 às 23:43
Realmente não se pode comparar a “intensidade” da ditadura brasileira com as chilena e argentina. Mas o que alguns insistem em “desmitificar” ou argumentar que era um regime militar “democrático” (!) é demonstrar desconhecimento ou má fé. Espero que seja apenas desconhecimento de alguns dos seus leitores.
Luto hoje, como lutei sempre, por um país democrático, de pessoas livres, e com um modelo de desenvolvimento enfocado no bem-estar social para todos e não apenas para uma pequena parcela da população (a oligarquia e seus vassalos que ficavam felizes com as migalhas do sistema). Bem, pensar assim há poucos anos atrás era suficiente para ser perseguido, ter seus direitos civis cassados, ser exilado, ser preso, ser torturado ou ser morto. Em alguns casos sem dar direito à família a um sepultamento cristão para os seus (a pior das violências).
Se é verdade, Reinaldo, que pouco menos de 500 pessoas foram reconhecidamente mortas (ou desaparecidas), a quantidade de pessoas que passaram por um ou vários dos estágios descritos acima foram dezenas de milhares. Se você multiplicar isso pelos membros das famílias afetadas verás que estamos falando de um número considerável de brasileiros que sofreram com a ditadura. E que certamente, psicologicamente, sofrem até hoje.
Falo isso e concordo contigo que a Lei da Anistia foi e é para todos (ampla, geral e irrestrita). Também foram aplicadas táticas de guerrilha urbana e rural por parte da esquerda de então, com morte (e também tortura) de militares e de civis. Além dos seqüestros e outras formas de “pressão” ao regime militar e de “capitalização” dos grupos guerrilheiros. A única observação que eu faria (e que muitos parecem esquecer) é que a violência da ditadura foi uma violência de Estado, feito ilegalmente com os recursos da sociedade brasileira. Comparar aqueles militares torturadores com os “aloprados” que tentaram comprar um dossiê é ser no mínimo benévolo com gente que matou outra gente. Os grupos guerrilheiros (imensamente ingênuos e amadores comparados com o restante da América Latina) estavam na ilegalidade e praticavam ilegalidades, mas lutavam pela redemocratização do país, não reconhecendo legalidade numa ditadura imposta.
Concordo com o nobre Deputado Fernando Gabeira (não disse “Senhor”, viu?) quando ele argumenta que os documentos devem ser públicos. A verdade tem que ser dita, para ser compreendida. Mas os impactos jurídicos foram “resolvidos” com a Lei da Anistia. Entendo a dor dos que sofreram com a ditadura, mas confio que a Justiça entenderá como muitos na direita ou na esquerda: que a Lei de Anistia foi para todos.
Anônimo
-26/11/2006 às 23:42
REinaldo,
é possível vc postar uma mensagem com o números de mortos pela ditadura cubana ? Gostaria de saber, preciso ter esses dados em mão mas não sei onde conseguir.
Obrigado
Anônimo
-26/11/2006 às 23:40
Ei, petralhas: ainda não sabem que até o Reinaldão foi socialista? Nâo lembram das fotos dele postadas meses atrás?
Sempre há tempo para mudar, meus caros.
Rubens
-26/11/2006 às 23:33
Não sei se o Delfim ainda é fabiano. Mas que hoje ele está com o sócio-petralhismo, isto está.
Anônimo
-26/11/2006 às 23:31
Alguma estimativa de soldados mortos em combate contra as guerrilhas? E vigilates de banco assassinados pelos guerrilheiros?
A familia desse pessoal recbeu indenizacao?
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:30
http://freedomsfury.net/
Jajá
-26/11/2006 às 23:27
Macz, concordo com você. No governo militar, as oportunidades eram para todos. Nos últimos vinte anos, com os governos “ditos” democráticos, as oportunidades estão restritas “aos amigos”.
Anônimo
-26/11/2006 às 23:25
Caro Reinaldo,excelente análise,como sempre!!!Sugiro aos comunistas a trabalharem como toda pessoa de bem e parem de extorquir o bolso do contribuinte,farto de ser espoliado diariamente por uma malta comunista e uma classe política de quinta categoria(com algumas honrosas exceções,claro)!.É lamentável e vergonhoso o abuso,a baixaria e a completa FALTA DE VERGONHA NA CARA querer receber dinheiro(indenizações???)sem trabalhar honestamente!Só mesmo num país chamado de “Republiqueta das Bananas”para vingar semelhante afronta às pessoas de bem!Que horror!Que vergonha!!!O que dirão e pensarão os nossos descendentes acerca desse descalabro moral,ético e institucional que assola nosso amado Brasil?Um abraço a todos os verdadeiros patriótas amantes da liberdade e dos valores cristãos!
Anônimo
-26/11/2006 às 23:25
Ainda uma pergunta ao Tio Rey sobre o número de “300 mil mortos pela ditadura” fornecidos pelo meu possesso amigo comunista, ex-brizolista e neo-petista: - Tio Rey, o senhor acha que ele está assistindo muitos filmes brasileiros e muitos programas “Fantástico”?
O Republicano
-26/11/2006 às 23:23
Parabéns pelo post. O regime militar é colocado como o inferno na Terra. Não vivi a época, e por isso mesmo tenho dificuldades pra entender.
Mesmo não tendo visto o regime militar, nunca achei que foi o inferno descrito. Nunca gostei muito de acreditar no que todo mundo diz, sem ouvir o lado que sai de vilão. E se o regime fosse só pesadelo, meus pais e avós seriam traumatizados.
Hoje converso com alguns que estavam do lado dos milicos, pra saber o que acontecia. Os militares trabalhavam, e foram vítimas também.
Se nossa história precisa ser revisitada, deve ser para desmascarar as mentiras esquerdistas e mostrar que os militares tinham grande valor.
Márcia Ruiz
-26/11/2006 às 23:21
Temos prioridades urgentes e é mais uma perda de tempo revisar a Lei da Anistia.
Quanto ao Gabeira, é tão raro alguém ter ideologia sincera nesse país que só pode ser esse o incômodo. A ideologia dele pode ser certa, errada, mais ou menos, não importa. Ele é um homem que tem convicções e não objetivos não revelados. Homens em nossa política que agem rigidamente sob suas próprias convicções são raros.
O normal é vermos homens que mudam de convicções constantemente.
Gabeira tem caráter. Isso não garante a ausência de erro mas confere moral, valor cada vez mais fora de moda.
tpsaboia
-26/11/2006 às 23:20
Um dos sujeitos que mais se esmera em repetir a mentira da institucionalização da tortura durante o regime militar de 1964 é o adiposo Jô Soares.
Por ser muito visto, seu programa é uma verdadeira caixa de ressonância. As pessoas repetem aquelas baboseiras como se fossem verdades absolutas.
Em tempo: Jô Soares é um verdadeiro analfabeto em economia e ciência política. Até mesmo eu, com meus 30 anos de idade, sei mais do que ele (embora quase tão analfabeto quanto) sobre tais assuntos.
Na hora da “vera”, sei que o chicote do Jô Soares também teria lado. E seria vermelhino, vermelhinho, embora ele deva gostar de ser livre para escrever o que quiser, dizer o que quiser e sair para comprar um reluzante Jaguar S-Type 0km.
Lucas
-26/11/2006 às 23:19
Reforçando a segurança
he he he
quem tem… tem medo
No 2º reinado, apedeuta-chefe, andará com coletes à prova de bala de última geração!!!
Patricia M.
-26/11/2006 às 23:17
Muito boa Reinaldo. Que sejam 500 os que morreram. Numero pifio! Nunca fomos nem seremos iguais aos chilenos e aos argentinos!!! Sabe por que? Porque na veia deles corre sangue de verdade, e a gente tem sangue de barata. Argentino faz panelaco na rua, a gente aceita tranquilamente tudo. O Pinochet conseguiu colocar o Chile onde ele esta atualmente, o melhor pais sem sombra de duvida na America Latina. Se nao fosse o Pinochet… Acho que ate para acabar com os revoltosos as forcas armadas tiveram sangue de barata. Sabe como eh, preguiiica… Deixa pra la… Vamos ouvir um sambinha e tomar uma cerveja que somos povo “pacifico”. Somos otarios, isso sim.
tpsaboia
-26/11/2006 às 23:14
Exato.
A petralhada que não pense que vai dar chicotadas sem levar o troco.
Aliás, se for o caso, eu também pego um chicote para mim. Garanto que ele não carregará uma foice e uma martelo encravados, tampouco será vermelho.
Assim como a isenção do Reinaldo, o meu chicote também tem lado…hehehe!!
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:13
(Época, 27 de novembro de 2000) “…, Porquinho (delegado Alcides Cintra Bueno, do DOPS), relata Percival (jornalista Percival de Souza, em seu livro “Autópsia do Medo, sobre o delegado Fleury) era o coveiro oficial do Dops e do Doi-Codi : ocultava os cadáveres produzidos pela repressão … Alcides (Porquinho) está morto (Fleury, também !). Tuma (delegado Romeu Tuma, hoje senador) nega a acusação. (…) Percival diz que Fleury teria posado para fotos com um colar de 30 dentes arrancados do capitão Lamarca, depois que o guerrilheiro foi abatido por 49 tiros. O relato contraria um laudo de 1971 do legista suíço Charles Pittex e o exame da ossada de Lamarca realizado em 1996 pelo legista José Eduardo Reis. Os documentos atestam que Lamarca alvejado com sete tiros conservava os dentes”. Como se pode depreender das conclusões dos repórteres Guilherme Evelin, com Bernardino Furtado e Bruno Weiss, responsáveis pela reportagem “O delegado da morte”, Percival de Souza errou ou mentiu descaradamente no caso do desertor Lamarca. Quanto ao caso de “Porquinho”, onde conseguiu o jornalista tal informação ? Por acaso deu-lhe seqüência investigativa ?
Anônimo
-26/11/2006 às 23:13
Anônimo das 11:02 PM escreveu: “Um amigo meu, comunista, ex-brizolista e neo-petista, possesso e soltando uma baba bovina pela boca, me assegurou de maneira peremptória que a “ditadura militar brasileira” torturou e matou mais de 300 mil pessoas. Tio Rey, devo acreditar nele?”
Se a “ditadura militar brasileira” tivesse matado mais de 300 mil pessoas, com certeza não teríamos essa raça de petistas, comunistas e socialistas no “pudê”.
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:09
“O número oficial de mortos e desaparecidos políticos no regime militar, reconhecido pelo Estado pode chegar a 356. Até agora, o número é de 222. Desse total, 136 foram admitidos pela lei 9140/96, que propôs indenizações aos familiares dos militantes de organizações de esquerda, e 86 foram incluídos depois pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça. Ainda estão sob análise 134 outros pedidos, 26 para reconhecimento de desaparecidos e 108 solicitações para o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte dos militantes” (Folha de São Paulo, 30 Jul 96). Recomeça a ciranda dos números : de 136 pula-se para 222 (86 a mais), podendo-se chegar (!) a 356. Parece que além dos 2 já previstos (ver acima), descobriram-se mais 84. De todos, quantos são os mortos e quantos os desaparecidos ?
Anônimo
-26/11/2006 às 23:08
O Reinaldo joga a isca, fica assistindo os afoitos bagrinhos dizerem mil e uma abobrinhas e até mesmo descerem o pau nele e, depois, na maior frieza, dá um puxão na linha e fisga um dos bagrinhos mais bocudos, recolhe a linha, pega com carinho o bagrinho e o devolve para a lagoa. Dias depois, ele novamente joga a isca e tudo se repete. Essa raça não aprende nem com reza brava.
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:07
“A lista dos 136 desaparecidos políticos . …. Nelson de Lima Piauhy Dourado” (”O Globo”, 27 Jul 95). Acrescentou-se mais um ! Mas a que lista : 152, 144 ou 125 ? Nenhuma delas : surgiu outra lista, agora com 136 desaparecidos relacionados. Qual será, então, a correta ?
- “A Comissão de Direitos Humanos da Câmara tentará incluir no projeto de lei sobre os desaparecidos políticos os nomes das 217 pessoas reconhecidamente mortas por motivos políticos entre 1964 e 1985″ … “Como o projeto só trata de desaparecidos, não contempla as demais 217 pessoas que foram mortas por motivos políticos entre 1964 e 1985, como o jornalista Wladimir Herzog” (”O Globo”, 27 Jul 95).
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:05
“… está sendo proposta uma solução viável para o problema dos 152 desaparecidos políticos durante o regime militar” (”O Globo”, 25 Jul 95) … O texto referia-se com certeza aos protestos do ‘grupo tortura nunca mais’, que considerou o projeto Gregori muito tímido por não tocar na questão da responsabilidade pelos desaparecimentos”. …
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:03
“Nos estudos do ministério (da Justiça), a relação de desaparecidos é de 152.Pelo relatório Brasil : Nunca Mais, há 125. Já no estudo de 1979 do Comitê Brasileiro pela Anistia, CBA, os desaparecidos são 144. Esse relatório inclui todos os 125 e acrescenta outros 19. (…) … de 1979 até hoje o CBA achou outros 8 casos. … A conta subiu para 152. (VEJA, 31 Mai 1995)”. Tem início, assim, a ciranda dos números que, como veremos, tenderão a aumentar cada vez mais. Só neste item a diferenças entre cada dois deles variam de 27, 19 e 8.
Anônimo
-26/11/2006 às 23:02
Um amigo meu, comunista, ex-brizolista e neo-petista, possesso e soltando uma baba bovina pela boca, me assegurou de maneira peremptória que a “ditadura militar brasileira” torturou e matou mais de 300 mil pessoas. Tio Rey, devo acreditar nele?
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 23:02
” A partir da derrubada do presidente João Goulart, em 1964, começou a ser deflagrada uma guerra suja e surda no Brasil. … o ciclo da ditadura no Brasil, colocou em ação 13.000 militantes de esquerda, distribuídos em 29 organizações que pegaram em armas e outras 22 que optaram pela chamada resistência pacífica. Do outro lado da trincheira havia pelo menos 400 militares envolvidos diretamente em operações clandestinas. Nesse embate, terroristas assaltaram bancos, seqüestraram e assassinaram. Do outro lado, prenderiam pessoas ilegalmente, torturaram e mataram. No total mais de 4.600 pessoas tiveram seus direitos políticos cassados, cerca de 10.000 foram exiladas e, na lista dos desaparecidos, existem 144 nomes” ( “Autópsia da Sombra”, VEJA, 18 Nov 92).
macz
-26/11/2006 às 23:00
É isso aí Reinaldo: é preciso desmistificar essa tal ditadura. Estou cansado de ver gente que não vivenciou nem estudou, encher a boca de cuspe pra falar dos governos militares. Sob muitos aspectos, naqueles tempos se respirava mais liberdade: repito (e alguém deve ter escrito sobre isso de forma mais precisa): PATRULHA É O PIOR TIPO DE REPRESSÃO! Se é pra oferecer circo, prefiro Figueiredo do que Chico Buarque.
Ubirajara Pires
-26/11/2006 às 22:58
Parabéns Reinaldo, esse era o post que eu estava esperando há muito tempo, porque penso exatamente como você.
j
-26/11/2006 às 22:52
Ao contrário da petralhada, Gabeira evoluiu. Simples assim.
hdrummond
-26/11/2006 às 22:48
Também acho um despropósito rever a lei de anistia. Mas, se for para rever, obviamente terá que ser para ambos os lados: pau que bate em chico, bate em francisco. E isto só vai trazer confusão sem proveito.
Lucas
-26/11/2006 às 22:36
Reinaldo,
MATOU A PAU!!!
Quem passa a vida enganando, enganado com ela está, e colherá da sementeira….