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02/09/2013

às 5:25

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

É o título de uma coletânea de textos de autoria do filósofo sem carteirinha, crachá ou livro-ponto Olavo de Carvalho (foto), lançado há duas semanas pela Editora Record (615 páginas, R$ 51,90). Os artigos foram selecionados e organizados por Felipe Moura Brasil, um jovem de vinte e poucos — bem poucos — anos, que também cuida de notas explicativas e referências bibliográficas que remetem o leitor tanto à vasta obra do próprio Olavo como à teia de autores e temas com os quais seus textos dialogam ou polemizam. Moura Brasil informa que a seleção obedeceu a seu gosto pessoal e à necessidade de partilhar a sua experiência de leitor e estudioso da obra de Olavo. Esse moço é a prova de que a inteligência e a autonomia intelectual sobrevivem mesmo aos piores tempos. E os piores tempos podem não ser aqueles em que o amor à liberdade é obrigado a resistir na clandestinidade — afinal, resta a esperança no fundo da caixa —, mas aqueles em que a divergência se torna, por si, uma violência inaceitável. Nesse caso, a própria esperança começa a correr riscos. O livro, o que não chega a ser uma surpresa, provocou um enorme silêncio — que é uma das formas do moderno exercício da violência. Os leitores, no entanto, estão fazendo a sua parte, e ele já figura em 10º lugar na lista dos “Mais Vendidos”, na categoria “Não-Ficção”, na VEJA desta semana.

“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos.

O livro é dividido em 25 capítulos ou macrotemas: Juventude, Conhecimento, Vocação, Cultura, Pobreza, Fingimento. Democracia, Socialismo, Militância, Revolução, Intelligentzia, Inveja, Aborto, Ciência, Religião, Linguagem, Discussão, Petismo, Feminismo, Gayzismo, Criminalidade, Dominação, EUA, Libertação e Estudo. Cada um deles reúne um grupo de textos, e alguns se desdobram em subtemas, como a espetacular seleção de textos de “Revolução”, reunidos sob rubricas distintas, como, entre outras, Globalismo, Manipulação e Capitalistas X Revolucionários.

Vivemos tempos um tanto brutos, hostis ao pensamento. Vivemos a era em que o sentimento de “justiça” ou o de “igualdade” — com frequência, alheios ou mesmo refratários a qualquer noção de direito — reivindicam um estatuto moralmente superior a conceitos como verdade e realidade; estes seriam, por seu turno, meras construções subjetivas ou de classe, urdidas com o propósito de provocar a infelicidade geral. Olavo demole com precisão e brilho a avalanche de ideias prontas, tornadas influentes pelo “imbecil coletivo” e que vicejam muito especialmente na imprensa — fenômeno enormemente potencializado pelas redes sociais.

Em 2003, o jornal “O Globo” ainda publicava textos como “Orgulho do Fracasso”, de Olavo. E se podia ler (em azul):
Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário, de que a nação se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá quando ela própria já não existir.
(…)
A experiência dos milênios, no entanto, pode ser obscurecida até tornar-se invisível e inconcebível. Basta que um povo de mentalidade estreita seja confirmado na sua ilusão materialista por uma filosofia mesquinha que tudo explique pelas causas econômicas. Acreditando que precisa resolver seus problemas materiais antes de cuidar do espírito, esse povo permanecerá espiritualmente rasteiro e nunca se tornará inteligente o bastante para acumular o capital cultural necessário à solução daqueles problemas. O pragmatismo grosso, a superficialidade da experiência religiosa, o desprezo pelo conhecimento, a redução das atividades do espírito ao mínimo necessário para a conquista do emprego (inclusive universitário), a subordinação da inteligência aos interesses partidários, tais são as causas estruturais e constantes do fracasso desse povo. Todas as demais explicações alegadas — a exploração estrangeira, a composição racial da população, o latifúndio, a índole autoritária ou rebelde dos brasileiros, os impostos ou a sonegação deles, a corrupção e mil e um erros que as oposições imputam aos governos presentes e estes aos governos passados — são apenas subterfúgios com que uma intelectualidade provinciana e acanalhada foge a um confronto com a sua própria parcela de culpa no estado de coisas e evita dizer a um povo pueril a verdade que o tornaria adulto: que a língua, a religião e a alta cultura vêm primeiro, a prosperidade depois.
(…)

Retomo
Grande Olavo de Carvalho! Dez anos depois, com o país nessa areia, como ignorar a força reveladora das palavras acima? Olhem à nossa volta. O que temos senão um governo incompetente, que fez refém ou tornou dependente (com Bolsa BNDES, Bolsa Juro, Bolsa Isenção Tributária) uma elite não muito iluminada, combatido, o que é pior, por uma oposição que não consegue encetar uma crítica que vá além do administrativismo sem imaginação, refratária ao debate, que foge do confronto de ideias como Lula foge dos livros e Dilma da sintaxe?

O país emburrece. Eu mesmo, mais de uma vez, em ambientes supostamente afeitos ao pensamento, à reflexão e à leitura, pude constatar o processo de satanização do contraditório. É mais difícil travar com intelectuais (ou, sei lá, com as classes supostamente ilustradas) um debate racional sobre a legalização do aborto do que com um homem ou uma mulher do povo, de instrução mediana. E não porque aqueles tenham os melhores argumentos. Ao contrário: têm os piores. Olham para a sua cara e dizem, com certo ar de trunfo, como se tivessem encontrado a verdade definitiva: “É uma questão dos direitos reprodutivos da mulher”. Digamos que fosse… Esses tais “direitos reprodutivos” teriam caído da árvore da vida, como caiu a maçã para Newton, ou são uma construção? Por que estaria acima do debate?

Mais um pouco das palavras irretocáveis de Olavo (em azul):
Na tipologia de Lukács, que distingue entre os personagens que sofrem porque sua consciência é mais ampla que a do meio em que vivem e os que não conseguem abarcar a complexidade do meio, a literatura brasileira criou um terceiro tipo: aquele cuja consciência não está nem acima nem abaixo da realidade, mas ao lado dela, num mundo à parte todo feito de ficções retóricas e afetação histriônica. Em qualquer outra sociedade conhecida, um tipo assim estaria condenado ao isolamento. Seria um excêntrico.

No Brasil, ao contrário, é o tipo dominante: o fingimento é geral, a fuga da realidade tornou-se instrumento de adaptação social. Mas adaptação, no caso, não significa eficiência, e sim acomodação e cumplicidade com o engano geral, produtor da geral ineficiência e do fracasso crônico, do qual em seguida se busca alívio em novas encenações, seja de revolta, seja de otimismo. Na medida em que se amolda à sociedade brasileira, a alma se afasta da realidade — e vice-versa. Ter a cabeça no mundo da lua, dar às coisas sistematicamente nomes falsos, viver num estado de permanente desconexão entre as percepções e o pensamento é o estado normal do brasileiro. O homem realista, sincero consigo próprio, direto e eficaz nas palavras e ações, é que se torna um tipo isolado, esquisito, alguém que se deve evitar a todo preço e a propósito do qual circulam cochichos à distância.

Meu amigo Andrei Pleshu, filósofo romeno, resumia: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal.” Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar.

Sem ter em conta esses dados, ninguém entende uma só discussão pública no Brasil. Porque, quando um brasileiro reclama de alguma coisa, não é que ela o incomode de fato. Não é nem mesmo que exista. É apenas que ele gostaria de que existisse e fosse má, para pôr em evidência a bondade daquele que a condena. Tudo o que ele quer é dar uma impressão que, no fundo, tem pouco a ver com a coisa da qual fala. Tem a ver apenas com ele próprio, com sua necessidade de afeto, de aplauso, de aprovação. O assunto é mero pretexto para lançar, de maneira sutil e elegante, um apelo que em linguagem direta e franca o exporia ao ridículo.

Esse ardil psicológico funda-se em convenções provisórias, criadas de improviso pela mídia e pelo diz que diz, que apontam à execração do público umas tantas coisas das quais é bom falar mal. Pouco importa o que sejam. O que importa é que sua condenação forma um “topos”, um lugar-comum: um lugar no qual as pessoas se reúnem para sentir-se bem mediante discursos contra o mal. O sujeito não sabe, por exemplo, o que são transgênicos. Mas viu de relance, num jornal, que é coisa ruim. Melhor que coisa ruim: é coisa de má reputação. Falando contra ela, o cidadão sente-se igual a todo mundo, e rompe por instantes o isolamento que o humilha.

Essa solidariedade no fingimento é a base do convívio brasileiro, o pilar de geleia sobre o qual se constroem uma cultura e milhões de vidas. Em outros lugares as pessoas em geral discutem coisas que existem, e só as discutem porque perceberam que existem. Aqui as discussões partem de simples nomes e sinais, imediatamente associados a valores, ao ruim e ao bom, a despeito da completa ausência das coisas consideradas.

Não se lê, por exemplo, um só livro de história que não condene a “história oficial” — a história que celebra as grandezas da pátria e omite as misérias da luta de classes, do racismo, da opressão dos índios e da vil exploração machista. Em vão buscamos um exemplar da dita-cuja. Não há cursos, nem livros, nem institutos de história oficial. Por toda parte, nas obras escritas, nas escolas de crianças e nas academias de gente velha, só se fala da miséria da luta de classes, do racismo, de índios oprimidos e da vil exploração machista. Há quatro décadas a história militante que se opunha à história oficial já se tornou hegemônica e ocupou o espaço todo. Se há alguma história oficial, é ela própria.

Mas, sem uma história oficial para combater, ela perderia todo o encanto da rebeldia convencional, pondo à mostra os cabelos brancos que assinalam sua identidade de neo-oficialismo consagrado — balofo, repetitivo e caquético como qualquer academismo. Direi então que açoita um cavalo morto? Não é bem isso. Ela própria é um cavalo morto. Um cavalo morto que, para não admitir que está morto, escoiceia outro cavalo morto. Todo o “debate brasileiro” é uma troca de coices num cemitério de cavalos.

Encerro
Leia esse livro de Olavo de Carvalho. Ninguém, no Brasil, escreve com a sua força e a sua clareza. Tampouco parece fácil rivalizar com a sua cultura, fruto da dedicação, do trabalho no claustro, da aplicação, não da busca de brilharecos. Leia Olavo: contra o ódio, contra o óbvio, contra os idiotas e a favor de si mesmo.

Por Reinaldo Azevedo

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475 Comentários

  • Willian

    -

    17/11/2014 às 7:46 pm

    Caro Reinaldo,
    Lendo este post, descobri a obra do Olavo. Agradeço imensamente a você pelo seu trabalho e pela indicação que fez.
    De lá para cá, a voz do pensamento liberal cresceu muito!
    Graças à surpreendente ocultação de talentos pela zElite intelectual brasileira, muitas pessoas têm de procurar informação de qualidade na internet e acabam “OBRIGANDO” grandes veículos a considerar o imenso público liberal brasileiro. Esse fenômeno tornou possível ler textos seus na Folha e ouvir “Os Pingos nos Is”.
    Gostaria que você escrevesse algo sobre os recentes pedidos de intervenção militar repudiados em seu blog. Para Olavo, apesar de não serem necessários tais pedidos, toda ajuda é bem vinda e as pessoas que exigem intervenção militar não devem ser tratadas como inimigas.
    Um ponto em que percebo divergência entre vocês é a questão da legitimidade do resultado das urnas. Olavo acredita que a eleição presidencial de 2014 é em si uma fraude devido à subordinação do PT ao Foro de São Paulo (partidos vinculados a entidades internacionais não podem existir e muito menos participar de eleições) e à apuração secreta. Você parece ter uma visão mais otimista.
    E o Foro de São Paulo, que é um dos temas mais abordados pelo Olavo, você acha que há temor desnecessário acerca do assunto?
    Sei que um dos diferenciais entre os liberais e os esquerdistas é justamente o fato de os primeiros não buscarem um pensamento único, mas gostaria de saber sua opinião sobre esses temas que são tão discutidos pelo Olavo de Carvalho, até porque os leitores dele geralmente são também seus leitores e, vendo a divergência de ideias entre dois ícones do liberalismo, ficam meio confusos.
    Mais uma vez, obrigado por ter contribuído para minha evolução cultural com seu trabalho e com a indicação da obra do maior filósofo brasileiro da atualidade.
    Um abraço!

  • ricardo

    -

    10/10/2014 às 12:16 pm

    atualmente todos querem viver numa zona de conforto na qual,sempre queremos o que é bom para si próprio.
    e diversos universitários se acham melhores dos que não possuem o mesmo nível,sendo que muitas das vezes tem pesamentos muito mas medíocre do que alunos do ensino médio
    onde o nível cultural ainda e baixo e o volume de informação e passado de forma erronia

  • Luiz

    -

    18/8/2014 às 9:29 am

    Esse livro não deve ser lido, mas degustado. Olavão destrói, sem misericórdia, qualquer argumento proveniente dos esquerdóides sinistros desse país.

  • Giovani

    -

    14/8/2014 às 10:27 am

    Ótimo livro, quem dera se 50% da população pudesse ler e compreender, não estávamos nessa situação de sorrir para nosso estuprador.

  • Alexandre

    -

    8/8/2014 às 7:30 am

    Excelente livro. Às vezes o volume de informação num parágrafo é tão grande que necessita de releitura. Enfim alguém conseguiu me explicar com clareza porque alunos das melhores universidades do país tem pensamento tão medíocre. Do ensino privado…sem comentários.

  • Luis

    -

    29/7/2014 às 1:00 pm

    Li e achei muito bom! Te deixa eletrico, te tira da zona de conforto. E um livro pesado, e da vontade enfiar ele na cara de varias pessoas quebrando-lhe o nariz, para que assim talvez, o idiota se mexa, ou apenas diga alguma coisa.

  • JOSÉ KLEBER TENORIO

    -

    9/7/2014 às 3:52 pm

    Finalmente algo de bom em nosso país dominado pela mediocridade petista.

  • Wilson Descartes

    -

    26/6/2014 às 5:47 am

    Interessante a maneira com que Olavo promove o raciocínio.
    Gostaria de ressaltar também, o quanto é errôneo dizer que Olavo é um representante da cultura… Olavo é bem longe disso, ele é contra-cultural já que a cultura do nosso “brasilsão” é… bom… nem preciso falar mais nada, acho que quem tem um intelecto (mesmo que pouco elevado) já tirou suas conclusões do por que Olavo é um contra-cultural.

  • Gabriel Nascimento

    -

    30/5/2014 às 11:17 am

    Deveria ser lido nas escolas.

  • Neusa Martins

    -

    29/5/2014 às 11:37 pm

    Esse livro deveria ser disponibilizado à todos os brasileiros antes de outubro, de graça.

  • Felipe Andres

    -

    14/4/2014 às 5:54 pm

    Olavão é um gênio, impossível negar. Não é qualquer cidadão que consegue reunir tanto conhecimento, sabedoria e cultura. Infelizmente ninguém é perfeito, algumas vezes o velho exagera nos palavreados de baixo calão e me parece até mal educado em alguns casos. Imagino que seja esse o motivo principal pelo qual muitos o odeiam, mesmo assim, nota-se colocações engraçadas e inteligentes por parte desse senhor que utiliza de um estilo tão peculiar.

    Eu apenas vi alguns comentários sobre o livro, mas acredito que valeria a pena, mesmo para os ateus e a galera de esquerda, que são seus principais adversos.

  • rodrigo rocha

    -

    11/4/2014 às 4:04 pm

    Ele ataca de forma direta e clara as questões que nos rodeiam.

  • olivcorsi

    -

    10/4/2014 às 10:32 pm

    Bom livro… Algumas “piadas” nos comentários, mas, faz parte.

  • Matias Santos

    -

    26/3/2014 às 6:44 pm

    Acabei de comprar! Agora espero ansioso a chegada deste material…

  • Daniel

    -

    1/3/2014 às 10:55 pm

    E pensar que os esquerdistas demonizam esse sábio homem! Deve ser porque a ignorância treme quando se depara com a razão e a lógica argumentativa.O último texto transcrito, então, se mostrou para mim como uma “revelação”, algo que intuía, mas ainda não conseguia verbalizar, teorizar! Esta aí a explicação do que vivemos hoje: não discutimos sobre problemas reais, mas sobre problemas que queríamos que fossem reais, sobre os quais construímos “teorias” para solucioná-los. As nossas academias estão cheias desses masturbadores intelectuais, principalmente nas de Direito e Ciências Humanas em geral. Se a realidade contraria a minha tese, que se dane a realidade. O resultado disso é a mediocridade geral, a hipocrisia, a inversão de valores, a criminalização do cidadão ordeiro, pacato e ético e a comiseração dirigida a autênticas bestas-feras.

  • LUIZ CARLOS GOMES DE MORAES

    -

    24/2/2014 às 10:01 am

    Estou lendo este livro e realmente mexeu comigo. São textos brilhantes e profundos, fruto da genialidade e lucidez de Olavo de Carvalho, e também pelo respeito que demonstra pela religião. Olavo que Deus lhe dê saúde para que nos brinde com sua inteligência por muitos e muitos anos!

  • Mario Rossoni

    -

    3/2/2014 às 5:31 pm

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • Anónimo

    -

    21/1/2014 às 5:37 pm

    Legal

  • Paulo Machado

    -

    20/1/2014 às 4:07 pm

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • Félix

    -

    8/1/2014 às 12:17 pm

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • Tiago Gregório

    -

    1/1/2014 às 4:18 pm

    Nunca senti tanto prazer em vender um livro!!!

  • Maria Rita S. Pinto

    -

    31/12/2013 às 2:58 pm

    Excelente. O livro tem me respondido a muitas perguntas tais como a droga e o crime organizado no Brasil. Às vezes, até assusta, como a história de Bush, mas não se pode deixar de pensar duas vezes no que escreveu.

  • pd

    -

    28/12/2013 às 2:44 pm

    O leitor Celso José Ferst Júnior – 16/11/2013 às 22:11, prefere “uma pedra argumentando do que” o prof. Olavo. Vou arranjar-lhe um continente inteiro (a América do Sul).

  • Yuri Brandão (Maceió)

    -

    23/12/2013 às 4:40 am

    PREZADO REINALDO AZEVEDO:

    A leitora “Luciene”, com comentário postado às 21h47 do dia 21, até tem o direito de se opor à terminologia “gayzismo” empregada pelo mestre Olavo.

    Duvido, porém, de que ela tenha lido o mínimo necessário a respeito do filósofo, para captar que, nesse vocábulo, o sufixo “-ismo” é utilizado, em verdade, para legitimamente denotar e rechaçar a negativa influência que sectaristas sexistas pretendem promover com suas militâncias a favor de uma espécie de universalidade gay (quase) obrigatória e de valores aí subjacentes.

    Ela parece julgar o professor Olavo por recortes aleatoriamente feitos. Tanto é assim que deixa transparecer como real a equivocada ideia de que o filósofo emprega “gayzismo” pura e simplesmente por preconceito contra quem seja homossexual, quando, na verdade, ele combate outro inimigo…

    Ademais, a leitora mente. Que Olavo de Carvalho recorre a palavrões, isso é verdade, conquanto não constitua demérito, e sim, a meu ver, estilo ou mesmo cacoete de quem geralmente está tão compenetrado nos raciocínios, que termina por não se dar conta de alguns gestos ou trechos de fala. Mas afirmar que ele ataca a dignidade do adversário é de todo um despropósito!

    A assertividade e a firmeza com que não raro o professor Olavo se refere a seus (efetivos, potenciais ou supostos) interlocutores não significam agressão à dignidade deles, como disse a leitora, senão um ingrediente básico e próprio da polêmica ou da crítica.

    E isso não pode ser visto como um argumento “ad hominem” ou “ad personam” (do tipo abusivo); está mais para “ad rem”, pois Olavo de Carvalho vai ao âmago da questão, ainda que o faça com a contundência natural dos discursos voltados à polêmica, à crítica, à desconstrução da tese alheia.

    Destarte, a leitora merece “Reinaldox” não porque discorde, embora sem fundamento, do vocábulo “gayzismo”, mas porque afirma uma mentira: a de que o autor ataca dignidades.

    Por ora é isso. Abraço do Y.

  • Luciene

    -

    21/12/2013 às 9:47 pm

    Como levar a sério alguém que fala em “gayzismo”? E como reclamar de violência através do silêncio contra alguém que não sabe falar de qualquer assunto sem palavrões ou sem atacar a dignidade do adversário, como faz este senhor? O silêncio, nessas horas, acaba sendo a única resposta possível da parte dos mais educados.

  • Gutenberg

    -

    18/12/2013 às 3:07 am

    O maior livro publicado no Brasil nas ultimas decadas…li essa obra de arte em 4 dias….

  • roni

    -

    9/12/2013 às 1:33 pm

    Alguém pode explicar a ausencia total dos jornais:
    ESTADO DE SÃO PAULO e FOLHA DE SÃO PAULO
    sobre as afirmações ESTARRECEDORAS de Romeu Tuma Jr???

  • Paola

    -

    1/12/2013 às 12:32 pm

    Excelente.

  • roberto

    -

    23/11/2013 às 5:11 pm

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • Carlos

    -

    19/11/2013 às 4:54 pm

    o ódio a Olavo de Carvalho e a emocionada luta “armada” de lugares comuns, idiotices e conclusões sumárias e estúpidas contra ele são, para mim, algumas das maiores provas da validade de tudo o q ele diz.

  • Celso José Ferst Júnior

    -

    16/11/2013 às 10:11 pm

    Já estava difícil de ler a crítica quando eu cheguei em “Olavo é dono de uma cultura enciclopédica”. Paro por aqui.

    Prefiro uma pedra argumentando do que esse boçal.

  • James Meira

    -

    12/11/2013 às 10:50 pm

    As metáforas de Olavo são um capítulo à parte de sua obra. E o tal “pilar de geleia” é muito apropriado.

  • "Malvadeza"

    -

    30/10/2013 às 10:36 pm

    No Brasil tudo se disfarça, se escamoteia, mediante o mimetismo insidioso do camaleão. Nossa “cultura”, lato sensu” é povoada de verniz e pouco substância. Pior, conferem-se aos envernizados imerecido crédito à carência da substância que alimenta a inteligencia, aperfeiçoa a moral, lustra a ética e eleva a alma ao progresso da humanidade. A “vida de gado desse povo marcado, desse
    povo feliz” [conforme a música], é correlata ao faz-de-conta a partir do nosso enredamento civilizatório conspurcado desde antes da proclamação da República, através do ‘manto diáfano da fantasia’ e dos equívocos que se seguiram até hoje, em holocausto aos mínimos valores da antropologia cultural e social. O verniz disso está desgastado, carcomido e putrefato. O nosso edifício reclama sua reconstrução em terreno dos valores majoritários preconizados pela
    “República” [Platão], sob pena de, não muito tarde, termos de nos
    refugiar no “Inferno” [Dante] dessa [praticamente] anomia sócio-cultural dos dias em que vivemos, ou, até o momento em que nos encontrarmos em estado de aporia.

  • Jean

    -

    28/10/2013 às 4:58 pm

    Estou me desintoxicando da doutrinação comunista lendo e ruminando esta fantástica obra.

  • Xavier

    -

    21/10/2013 às 1:53 am

    Alguém aí embaixo falou do Roda Viva… depois do que fizeram com o pobre Cabo Anselmo, que destarte e obviamente não conseguiu a anistia da “Comissão da Mentira Petralha”, restam poucas esperanças de rever O MAIOR FILÓSOFO BRASILEIRO na TV. Relembro com tristeza o falecimento do Prof. Munir Nasser, outro gigante na defesa da liberdade contra comunas loucos e corruptos.

  • Diolásia de Lima Cheriegate

    -

    14/10/2013 às 12:06 pm

    Brilhante. Concordo com a maioria de suas ideias e claras afirmações. É direto, é sintético e coerente.
    Comprarei sua obra.

  • Félix Maier

    -

    14/10/2013 às 10:02 am

    Caro Reinaldo,
    E segue Olavo com sua obra, que se revelou um tremendo sucesso (por várias semanas, continua em 4º lugar na lista de Veja), apesar do estrondoso silêncio da mídia em geral, IDIOTA por excelência. Não é de estranhar que Olavo já foi ameaçado de morte e teve que se refugiar na Romênia durante certo tempo.
    Uma abordagem do livro pode ser conferida em http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14548-olavo-de-carvalho-e-um-sujeito-esquisito.html

  • Jacqueline

    -

    11/10/2013 às 11:40 am

    Reinaldo, eu ri muito quando cheguei no tema da educação. O filho de Olavo, Pedro, diz que a educação (das escolas públicas americanas) é para boiolas. A definição que Olavo dá para boiolice é hilária. Parece que ele estava descrevendo a atitude de alguns conhecidos meus.

  • Raul

    -

    10/10/2013 às 1:01 pm

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  • John

    -

    9/10/2013 às 10:11 am

    ReinaldoXXXXXXXXX na cascuda!

  • cristina carvalho

    -

    8/10/2013 às 2:09 pm

    Estou lendo,mas já estou gostando pelas verdades que diz.

  • Adriano Claro

    -

    6/10/2013 às 11:01 pm

    Incrível como cinco minutos de palavras de Olavo nos faz pensar e refletir, sem vinculação persuasiva, aquilo que no mais estava quase que estampado na face de todos nós. Incrementando ao que diz Reinaldo Azevedo, e a partir desta experiência ao ler o texto, pude perceber nitidamente que este tempo desprendido à esta leitura de Olavo e Reinaldo, valeu muito mais do que uma aula de três horas com um professor que tem por “telos” a ideologização. Um nos faz expandir e nos abre a visão para uma compreensão mais apurada dos fatos, enquanto o outro limita-se a guilhotinar todo o intelecto, todo um pensamento vivo, deixando no lugar deste apenas uma “mente zumbi” programada para combater automaticamente ao ouvir certos “conceitos”, sem poder entendê-lo bem (assim como já diz o texto de Reinaldo e Olavo). Lastimável a situação a qual encontra-se a realidade cultural brasileira. Difícil é encontrar alguém que consiga manter a conversa no plumo sem digredir duas ou três vezes antes de terminar uma pensamento. Além do livro, acho que o minimo que precisa-se fazer para não ser um idiota, é ter um cuidado em especial para não ser reduzido a essa incongruência alienante a qual já está submetido estes que tiveram sua racionalidade expurgada. Comprarei o meu.

  • Igor Correio Oliveira

    -

    3/10/2013 às 8:52 pm

    Eu sou Olavette com muito orgulho.

  • Douglas Rafael

    -

    3/10/2013 às 7:51 pm

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • Thiago

    -

    3/10/2013 às 10:58 am

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda!

  • Ana

    -

    1/10/2013 às 2:46 pm

    o livro é INCRÍVEL!

    Além disso, abre uma porta para poder adentrar á alta cultura, à pesquisa, ao estudo em alto nível.

    para acadêmicos que se ressentem pelo baixo nível intelectual tupiniquim, e que gostariam de estudar algo com real consistência mas não sabem o que, ou onde arranjar material de apoio, esse livro abre uma janela para um mundo novo.

  • Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões

    -

    30/9/2013 às 7:17 pm

    OS HISTÉRICOS NO PODER
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/09/os-histericos-no-poder.html

  • Rodrigo "ANTAgônico"

    -

    30/9/2013 às 4:19 pm

    A “excelcitude” deste senhor é totalmente incompatível com os propósitos da grande mídia.

  • Marcos

    -

    29/9/2013 às 11:32 pm

    Amanhã comprarei o meu exemplar.

  • willian

    -

    25/9/2013 às 3:59 am

    é a pessoa mais inteligente e corajosa que conheço no momento . estou ansioso para lê esse livro …

 

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