Blogs e Colunistas

20/03/2012

às 20:12

O leitor confunde metáfora com metonímia e desperta os instintos da “Escolinha do Professor Tio Rei”. Serei o seu Virgílio no Círculo do Inferno das figuras de linguagem

O leitor Pedro Oliveira, naquele primeiro post sobre Gilberto Dimenstein e sua abordagem machista e misógina, escreve-me o seguinte (segue conforme o original). Comento depois:

Reinaldo,
Talvez eu esteja, assim como na música dos Titãs, ficando “Burro, muito burro demais”. Só que a música se refere á televisão e eu aqui me refiro aos blogs. Mas eu não entendi aquele parágrafo do Dimenstein citado acima, assim como você entendeu não. Aliás, o autor não produziu uma metáfora, mas sim uma figura de linguaguem chamada metonímia. Segundo o professor Othon Moacir Garcia na metáfora “se percebe duas frases ligadas sem sentido mas com proximidades semânticas” e na metonímia “se observa duas ideias que não se superpõem como na metáfora, nem necessitam de algum significado de intersecção”.
Eu entendi que o autor quis destacar foi a “falta de vontade”, a falta do entusiasmo da primeira conquista e por não ter conquistado o cargo desejado (Presidência da República), vê-se obrigado a tentar voltar para o cargo que já foi dele (Prefeitura de São Paulo).

REINALDO RESPONDE
Se você está ficando burro ou não, Pedro, não sei. Como não o conhecia antes desse texto, não tenho como avaliar. Pode até ser que, apesar de seus erros,  esteja ficando mais inteligente, entendeu?

Vamos lá. Se você conhece mesmo o que escreveu Othon M. Garcia, não entendeu o que leu. Mas receio, sinceramente, que não conheça. Esse “Moacir” é o indício —  parece pesquisa de Internet. Qualquer pessoa da área o trata segundo o modo como assina seus livros, com o “Moacir” abreviado: “M.” Mas posso estar errado, claro! Isso me lembra alguém que, certa feita, tentando me impressionar, disse ser fascinada por “William Shakespeare”. Eu diria que correria o risco de ter mais intimidade com o autor quem o chamasse de “Bill”… De toda sorte, não é o fundamental.

Você está errado. Muito errado! E demonstra não saber a diferença entre uma metáfora e uma metonímia, ainda que esta tenha sempre um conteúdo metafórico. Acho que Othon M. Garcia não escreveu o que você pôs entre aspas, não com aquele erro crasso de concordância da voz passiva sintética. O fato é, Pedro, que você não entendeu o que quer que tenha lido a respeito.

Quanto ao machismo, o que você quer que eu diga? Por que Dimenstein não fez a associação com a falta de entusiasmo da mulher que se casasse com o ex-marido? Respondo: porque tal imagem não derrivaria do preconceito preguiçoso do homem caçador de novidades e da mulher como caça.

Mas não quero abandoná-lo no círculo infernal das figuras de linguagem e vou orientá-lo, como Virgílio fez com Dante.
Se alguém diz:
“Chalita é um boneco de Temer”, há aí uma metáfora. Note bem: entre “Chalita” e “boneco”, originalmente, não existe qualquer relação de semelhança. Essa é uma associação arbitrária, feita pelo emissor, com base numa semelhança que ele estabeleceu: assim como o boneco é um brinquedo, algo que se manipula, esse emissor pode estar sugerindo que o pré-candidato do PMDB se presta a esse papel nas mãos do presidente do partido. É metáfora. Entendeu?

Se alguém diz:
“Dilma vai tomar um copo de cerveja no estádio”, eis um caso de metonímia. Todos sabem que Dilma tomará a cerveja do copo, não o copo de cerveja. Uma palavra é empregada em lugar da outra porque existe uma contiguidade entre elas, que está no mundo objetivo, que não depende de uma associação arbitrária do emissor — ainda que essa arbitrariedade já tenha caído no gosto popular e virado um clichê.

Lembra quando Churchill, em famoso discurso, afirmou: “I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat.”? Pois é… Metonímia, amigão! Se o “suor” ou as “lágrimas” valessem por seu valor referencial, ele enviaria para a guerra esportistas e carpideiras. Eram palavras sendo usadas em lugar de outras em razão da óbvia contiguidade entre elas, ampliando-lhes o sentido: “suor = luta”; “lágrimas = sofrimento”.

Se alguém disser: “Dilma tomará um copo de cerveja depois de ter engolido sapo da Fifa”, aí é sinal de que ela usará o líquido da metonímia para ajudar a digerir o sapo da metáfora — uma metáfora que já é clichê.

Mas atenção, Pedro:
Se o José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR), num de seus rasgos literários, afirmar algo assim: “Não adianta o meu ‘sangue, suor e lágrimas’, e sempre desconfiarão da minha inocência”, aí o conjunto de metonímias originais de Churchill terá sido transformado numa metáfora de Dirceu, com óbvia perda de significado, não é?

“E ‘se donner un coup de pied aux fesses’, Tio Rei, é metáfora ou metonímia?” Vejam bem, queridos: já que citei Dante, metáfora e metonímia não são como guelfos e gibelinos, como petistas e coerência, como petralha e inteligência… Podem conviver.

O “dar-se um pé no traseiro”, no conjunto, é uma metáfora de “mexer-se”, “fazer alguma coisa”, “tomar uma atitude”, “parar de pisar no próprio saco” (ooopsss!). E é também uma metonímia. Alguém que leva um pé no traseiro — nas nádegas propriamente — não deve mexer só as próprias e sair por aí dançando o “créu” ou “rebolando na boquinha garrafa”. Deve é mover o corpo todo, de preferência aquela parte do corpo que encima o pescoço, caso o peso das orelhas (metáfora, mas também metonímia para designar o asno todo) não atrapalhe.

O que vocês acham? Esses assuntos podem ser fascinantes, sabem?

E isso aí, Pedro. Espero ter sido útil.

PS: Tio Rei é um Paulo Freire às avessas. Ele queria educar para “petralhar”. Eu acho que a educação deve contribuir para o “despetralhamento” enquanto instrui. Ele queria construir uma “ideologia libertadora”. Eu quero libertar da ideologia a liberdade…

 

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

148 Comentários

  • Pedro Oliveira

    -

    27/3/2012 às 2:42 am

    Sou Pedro Oliveira, mas não o mesmo!, e achei o texto bárbaro. Parabéns, Rei!

  • Kenia

    -

    26/3/2012 às 12:37 pm

    Adoro a escolinha do tio Rei!
    Eu passo todos os dias aqui para me informar e de quebra ganho umas aulas de português. Bravo tio Rei!

  • victor

    -

    23/3/2012 às 10:07 pm

    Como vc as vezes fala, acho que esse foi um dos seus melhores textos.kkkkkkkkkkkk

  • mrbooz

    -

    21/3/2012 às 8:43 pm

    Atenção petralhas. Entenderam o porque deste blog ser assim tão acessado? Claro que não, mas para nós que vimos aqui constantemente, tomamos aulas, aprendemos e ficamos sabendo das últimas dos bastidores de seu partido, que nem mesmo vocês conseguem imaginar.
    No entanto, Pedro, não desanime. Reinaldo adora uma contenda dessa natureza, e nóis assiste de camarote.Entendeu? É metáfora.

  • GEO

    -

    21/3/2012 às 8:39 pm

    Pedro, Pedro, Pedro… Que lástima a tua. Segue teu caminho no horizonte das almas perdidas. Oh, Pedro. Que azar o teu. No meio do teu caminho tinha um Tio Rei. Tinha um Tio Rei no teu caminho.

  • chico

    -

    21/3/2012 às 6:28 pm

    professor: mui grato pela aula. Muito legal.

    Acabei de postar ali no Augusto, sobre discurso dumito na sua posse, aquelas coisas de corrupção, eficiência… que ele ia fazer e acontecer.

    Gostaria de saber se podem ser colocados como metáfora ou metonímia os exemplos:

    1 – a palavra do mito e da mita vale menos que papel higiênico usado.

    2 – o mito tem verborreia, a gonô da língua.

    Outra dúvida que o Ricardo(8:29) levantou, se a frase fosse “Chalita é a boneca do Temer”, aí no caso não seria metáfora?

  • ILLA

    -

    21/3/2012 às 5:55 pm

    Não deviam abrir o bico…Já enfiou a viola no saco…

  • Lia/SP

    -

    21/3/2012 às 5:19 pm

    Amei, Reinaldo!
    Os exemplos são o máximo: “Chalita é um boneco de Temer” (métáfora, claro!), “Dilma vai tomar um copo de cerveja no estádio” (metonímia que, sem dúvida, a FIFA adorará.
    Puxa! Depois disso tudo só me resta concluir, com total espanto, que Dimenstein também pode ser cultura. Incrível, hein?

  • F. Cruz

    -

    21/3/2012 às 3:50 pm

    Li várias vezes. Um texto delicioso.

  • mac z

    -

    21/3/2012 às 3:26 pm

    O Chalita é feito de que?

  • João Marcos

    -

    21/3/2012 às 3:08 pm

    Tio Rei, o senhor tem algum curso de video aula pela internet? Pô, aprendi muito com este artigo!!!

  • ocidental

    -

    21/3/2012 às 3:07 pm

    JÁ A AVÓ DO ROBERTO REQUIÃO (contado por ele próprio,em alguma entrevista na TV ) DIZIA QUE ” COM FOGO NO RABO ,ATÉ PREGUIÇA ANDA .” Penso que aqui não há nem metáfora e nem metonímia. Simplesmente uma linguagem direta,curta e grossa .Que é o que a FIFA está fazendo com o Brasil : ‘Andiemo,cambada…’

  • Cleo Costa

    -

    21/3/2012 às 2:56 pm

    E agora Pedro… Você entendeu.Nossa foi DEZ. Abração.

  • Aline Pereira

    -

    21/3/2012 às 2:42 pm

    Uma pergunta: alguém viu o Pedro por aí? Tadinho Reinaldo! ;)

  • marcello fonttes

    -

    21/3/2012 às 2:32 pm

    Aí Pedrão bota o chapéu de burro suba no banquinho vá para o canto e fique de frente prá parede.

    Cara, essa doeu!

  • Rangel

    -

    21/3/2012 às 2:09 pm

    Putz. É melhor estudar técnicas de redação por este blog do que pelos preparatórios da Vestcon…

  • Ricardo

    -

    21/3/2012 às 1:47 pm

    Mais um tapa nas “ventas” de um petralha.Acordou cabra!Não?Então vai acabar tomando outro.É só petralhar no lugar errado,que…pufti,toma cascudo,rsrs.
    O cara quer defenter o FRANKSTEIN.É MOLE!

  • simplesmente maria

    -

    21/3/2012 às 1:05 pm

    O que realmente me ofendeu no comentário do Pedro Oliveira foi a atribuição ao Othon Garcia – meu mentor na linguagem escrita, pois tive inesquecíveis aulas particulares com ele – daqueles horrendos erros de concordância (“se percebe duas …”, “se observa duas …”). Que audácia!

  • jeremias-no-deserto

    -

    21/3/2012 às 12:50 pm

    Como diria o Pézão, motoqueiro aqui do escritório, esse é o blog mais “cabeça” ( metáfora) da rede.

  • samuel

    -

    21/3/2012 às 12:28 pm

    Ao leitor Pedro Oliveira, aconselho a agradecer pela aula e numa demonstração de que está ficando inteligente (e também honesto), juntar-se e a partir de agora de forma positiva a este seleto grupo de comentaristas que reconhecem a autoridade intelectual e moral do prof Reinaldo Azevedo. PT saudações

  • Sandra

    -

    21/3/2012 às 12:27 pm

    Complexo…
    Para mim, o copo é uma medida: um copo de cerveja, um quilo de farinha…
    Falta-me a sutileza para entender como o sangue, suor e as lágrimas passariam de metonímia a metáfora na boca de José Dirceu. Talvez a frase virasse um todo referente a uma situação pré-guerra… Sei lá… Estou chutando metaforicamente.
    Viajando mais um pouco e pegando uma carona no comentário do Eduardo (3:47):
    “Cadê o Pedro que tava aqui?
    O Reinaldo comeu…”
    Eu consigo ver dois sentidos no texto e, para mim, ambos são metafóricos, que é a analogia com a brincadeira popular em que o Reinaldo assumiria o papel do gato e o Pedro do docinho, balinha, etc… e o comer no sentido de ter uma relação mais íntima, que também seria uma metáfora para dizer que o Reinaldo ganhou maravilhosamente o debate. Talvez a metonímia apareça quando comer alguém metaforicamente signifique comer metaforicamente apenas um pedaço de alguém.

  • marco souza

    -

    21/3/2012 às 12:27 pm

    voce vale uma “Britanica” ainda que hoje ja esteja digitalizada.Gosto de pegar nos livros de papel.Mas , valeu a aula com muito sulfurico.Voce vale a revista.

  • Bela Atriz

    -

    21/3/2012 às 11:52 am

    Cada dia mais amo o que você escreve. Me faz ri e chorar, um abração Deus lhe proteja sempre.

  • Rachel

    -

    21/3/2012 às 11:46 am

    Esse já enfiou a viola no saco, teve uma aula de graça.

  • ANTONIO REZENDE

    -

    21/3/2012 às 11:42 am

    Vamos todos agradecer ao Pedro Oliveira que levantou a bola para o sr. Reinaldo nos brindar com essa aula. Os exemplos citados não deixaram dúvidas sobre a matéria.

  • Ferreira

    -

    21/3/2012 às 11:42 am

    Reinaldo,você já ajudou o Pedro com a aula de português.Vou tentar ajudá-lo em história:”O sapo que a Dilma vai engolir com a ajuda de um copo de cerveja para melhor digeri-lo,foi criado pelo lula,quando ele assinou sem ler os acordos com a FIFA. “

  • Rods

    -

    21/3/2012 às 11:14 am

    REI.
    PUTZ GRILA, QUE AULA!!!!!!
    ACHO QUE EU PRECISO VOLTAR A ESTUDAR A BELA E CULTA FLÔR DO LÁCIO.
    Rods

  • maria lima passos

    -

    21/3/2012 às 10:56 am

    ola reinaldo, outro dia andei aconselhando uma amiga a ler o seu blog para, assim, se manter atualizada com os fatos da politíca brasileira, petralhadas e zés dirceus desta vida etc, sem esquecer de mencionar a sua competencia no manejo da nossa lingua mäe. Mas, depois da porretada (desculpe o palavräo dito por uma senhora que é avó) dada no pedro sei lá o que, preciso lhe dizer querido amigo, voce é o orgasmo da minha vida, alegria é uma palavra indigente para descrever a minha satisfacäo toda a vez que tenho a felicidade de “beber” os seus textos. Gracas a Deus, posso faze-lo todos os dias. AMÉM.

  • Ana Maria

    -

    21/3/2012 às 10:47 am

    Tio Rei, não precisava humilhar nóis iletrados, só a sua lógica política e coerência já nos basta.

  • mac z

    -

    21/3/2012 às 10:34 am

    BRAVÍSSIMO!!!

  • LAPADA

    -

    21/3/2012 às 10:23 am

    Sabe aquele ditado: “Foi colher lã e saiu tosqueado”. Tosquearam o Pedro.

  • Joao

    -

    21/3/2012 às 10:23 am

    Entendeu Lula!!!!

  • Eduardo

    -

    21/3/2012 às 10:15 am

    Esse Pedro Malazartes levou “uma” sem dó nem piedade.

  • LAPADA

    -

    21/3/2012 às 10:13 am

    Fico imaginando a petralhada lendo seus artigos. Os caras devem ficar irados e pensando: “Por que não aparece entre nós um debatedor para encarar esse tal de Reinaldo? Pô, a gente sempre sai perdendo prá ele”. Reinaldo, eles não ofereceram nenhum patrocínio estatal para o seu blog, porque eles respeitam o seu caráter ilibado. Parabéns!!!

  • carlos

    -

    21/3/2012 às 10:01 am

    Bravo Reinaldão. Como diria meu irmão, vc é foda.
    Mas, um dia eu ainda gostaria de debater o cristianismo contigo. Não entendo como sua inteligência pode ser crente.

  • Dona Baratinha

    -

    21/3/2012 às 9:36 am

    Gostei. Mas ainda vou estudar mais a matéria porque ainda não compreendi totalmente. Reinaldo, talvez você já tenha explicado isso, mas eu não consigo entender a diferença entre o uso de “este” e “esse”. Sei que “este” é pra segunda pessoa e “esse” para terceira. Mas não consigo compreender. E além disso, o uso de “o” e “lhe” também me embanana. Enfim, lendo seus textos eu acabarei aprendendo.

    Abraços da Dona Baratinha.

  • Rone Cezar

    -

    21/3/2012 às 9:30 am

    Tio Rei,

    o bom seria o senhor ter uma outra seção no blog: Gramática do Tio Rei. O senhor ajudaria os mais burros e os menos burros. Pois os professores que temos por aí não ajudam em nada.

    abraços, e pense na dica. Rone Cezar

  • fabrice

    -

    21/3/2012 às 9:22 am

    Reinaldo, inspiradíssimo! Com a corda toda! Arrasou!Adorei este exemplo:” Dilma tomará um copo de cerveja depois de ter engolido sapo da Fifa”.

  • ALDO SOARES

    -

    21/3/2012 às 9:21 am

    Nos tempos de aluno, a dificuldade era enorme para assimilar; se misturavam vícios com figuras. Os professores de cidades do interior não tinham criatividade pra exemplificar quem era quem: então,..o meio de campo ficava enrolado. Com professores do seu nível; caro Reinaldo, acho que clarea bem. Excelente aula.

  • celia

    -

    21/3/2012 às 9:19 am

    Rei, vc é demais cara! Mais uma aula perfeita.

  • BH

    -

    21/3/2012 às 9:18 am

    É POR ESSAS E OUTRAS QUE ANTES MESMO DE TOMAR O CAFÉ DA MANHÃ, EU JÁ ESTOU AQUI, EM BUSCA DE REINALDO. REINALDO VOCE É QUE É O CARA. P A R A B É N S.

  • Darazoom

    -

    21/3/2012 às 9:16 am

    Sensacional!!!
    Não é por menos que, desde que (re)descobri o Tio Rei neste blog, venho aprendendo cada vez mais e mais… Daí que tenho muito cuidado em dirigir-me ao Trio Rei e a seus leitores, muitos dos quais mais ou menos ao mesmo nível.
    Há pessoas imprevidentes que, seja por desconhecimento ou por excesso de intrepidez, dão-se o desplante de desafiar o Rei… (ooopsss).

  • Brasileiro Lúcido

    -

    21/3/2012 às 9:16 am

    Putz! É bom pensar algumas vezes antes de cutucar o Reinaldo! Sempre é bom aprender e reaprender o próprio idioma. Uma verdadeira aula agradável do Professor!

  • LNC

    -

    21/3/2012 às 9:07 am

    Reinaldo
    Não seja tão duro com o leitor.
    “Se percebe” que ele é esforçado.

  • theo

    -

    21/3/2012 às 8:59 am

    Foram muito boas as explicações.

  • Roberto A

    -

    21/3/2012 às 8:58 am

    Entendeu, Pedro? Ou precisa desenhar?

  • Mário Sérgio

    -

    21/3/2012 às 8:55 am

    Tudo isso porque a petralha acha que linguagem formal não serve prá nada. “Nóis pega o peixe, a gente comemos e o Rei janta o Pedro.
    Um prizidente que considera a língua inglesa dispensável na escola de diplomatas, um MEC que manda ensinar errado, um STF que deixa valer o inscontitucional “só até aqui… daqui prá frente tem que seguir a lei”; eita Brasilzão!!!

  • Pedro Oliveira

    -

    21/3/2012 às 8:47 am

    Reinaldo,
    Sem alongamentos, o que está aspeado foi dito ou pelo menos escrito na referência consultada:COMUNICAÇAO EM PROSA MODERNA:APRENDA A ESCREVER APRENDENDO A PENSAR. Livro editado pela Fundação Getúlio Vargas em 2004.
    Você tem razão quanto a denominação do autor. Na verdade, não me interessei em saber como outras pessoas se referem ao dito professor, apenas citei o que ele escreveu a respeito assumindo o descuido de ter grafado o nome de forma errada. O nome dele é Othon Moacyr Garcia (com ípsolon mesmo).
    Entretanto, quanto as figuras de linguaguem utilizadas, você quis e deu (com muita propriedade) uma proximidade (contiguidade) segundo o seu entendimento do texto de Dimenstein tratando-o como uma metáfora ligando duas idéias e tornado-as dependentes.
    Por outro lado, eu explicitei como entendi o texto e, daquela forma, sem o objetivo de oferecer outra vertente interpretativa, o que existe de fato é uma metonímia pois, segundo Elenice Alves da Costa (http://www.gel.org.br/estudoslinguisticos/edicoesanteriores/4publica-estudos-2007/sistema06/07.PDF) “As metonímias são caracterizadas pela alta saliência que sustenta um fácil acesso mental à “entidade-alvo”, cujos princípios gerais são: preferência do humano pelo nãohumano, concreto pelo abstrato, visível pelo não-visível, etc. Os princípios cognitivos da saliência, que são levados em consideração na seleção de valores veiculados, em suas entidades, aparecem relacionados a três determinantes gerais de conceptualização: experiência humana, percepção seletiva e preferência cultural.”
    Assim, agradeço o seu tempo em demonstrar exemplos de metáforas bastante consistentes e lhe asseguro que minha interpretação foi tão somente voltada ao que signficou prá mim o texto do Dimenstein sem qualquer outro objetivo.

  • centro-direita

    -

    21/3/2012 às 8:44 am

    “Tio Rei é um Paulo Freire às avessas. Ele queria educar para “petralhar”. Eu acho que a educação deve contribuir para o “despetralhamento” enquanto instrui. Ele queria construir uma “ideologia libertadora”. Eu quero libertar da ideologia a liberdade…” vc pode não admitir, mas tem um viés anarquista á moda bakuniniana, like me. Great!

  • Alexandre N.

    -

    21/3/2012 às 8:32 am

    Neste post pode-se sentir aquela tênue diferença entre o bom e o genial. Parabéns Reinaldo!

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados