Blogs e Colunistas

27/09/2011

às 20:41

O Brasil precisa de menos sociólogos e filósofos e de mais engenheiros que se expressem com clareza

Fiz uma crítica severa à proposta de redução das aulas de língua portuguesa e matemática no ensino médio público de São Paulo em benefício das aulas de sociologia, por exemplo. A idéia de jerico é do secretário de educação, Herman Voorwald. Nessas horas, alguns bobinhos costumam dizer: “Ah, mas que mal há em debater o assunto?!” Sem essa de que tudo nesta vida é “debatível”! Algumas idéias são estúpidas “ab ovo”, como diria o meu antigo professor de latim — desde a origem. Ninguém precisa se jogar num buraco de três metros de profundidade para saber se machuca… Machuca!  O puro empirismo é a religião dos cretinos.

Mais: a tese vem embalada naquele esquerdismo preguiçoso que toma conta da educação brasileira, em qualquer nível, pouco importa o partido que esteja no poder —  com os petistas é sempre pior porque até uma dose de Gold Label que acabou de sair do freezer, acompanhada de um pedacinho de chocolate amargo (não é para se empanturrar…), é pior com eles do lado… Se os encontrarmos no céu um dia, o que é pouco provável, o céu já terá ido para o diabo… Mas volto.

Uma das misérias das nossas esquerdas é a ignorância específica, até em sua própria área de atuação. Nas “Teses sobre Feuerbach”, num de seus rasgos de obscurantismo, Marx afirmou que os filósofos, até então, haviam se dedicado a pensar o mundo; era chegada a hora de transformá-lo. A história do marxismo e dos regimes marxistas indica que aquela não era uma boa divisa. Serviu para justificar o obscurantismo da ação, desde que “revolucionária”.

Mas o matemático Marx, ora vejam!, era um homem que apostava, a seu modo, no avanço. Nunca chamou, por exemplo, o capitalismo de reacionário. Ao contrário: o sistema seria o progresso necessário a partir do qual se construiria o socialismo. Se alguém lhe dissesse que uma escola estava pensando em trocar aulas de matemática por aulas de filosofia (não dá pra falar em “sociologia” no século 19 nos termos de hoje), ele certamente se levantaria da cadeira, faria uma careta por causa dos furúnculos purulentos, e daria um pé no traseiro do infeliz.

Ele certamente diria que o mundo precisava mais de engenheiros que o transformassem do que de filósofos que o pensassem — e isso faria todo sentido, se querem saber. Idéia idêntica repetiu no livro “A Ideologia Alemã”, quando manga dos alemães na sua disputa com a França pela região da Alsácia-Lorena. Diz que os alemães, quando no domínio da região, se preocuparam menos em colonizá-la, que seria o certo, do que em espalhar a sua filosofia, que era a opção mais tola.

Os nossos esquerdistas poderiam ao menos ser marxistas, né? Embora estivessem abraçados a um erro essencial, seria ao menos um erro qualificado. Mas não! O seu horizonte máximo é essa escória petralha, que faz do proselitismo ignorante uma profissão de fé.

Acreditem! O Brasil tem uma inflação de sociólogos, filósofos, pedagogos e demagogos. O Brasil precisa de mais engenheiros, que saibam se expressar com clareza. O Brasil precisa de mais português e de mais matemática. E o secretário Herman Voorwald precisa de juízo.

Que o governador Geraldo Alckmin ponha fim a essa patuscada corporativista e obscurantista.

Por Reinaldo Azevedo

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184 Comentários

  1. Daiane S.

    -

    07/05/2012 às 22:40

    Entender a sociedade não é uma tarefa simples e o mundo a cada dia nos passa que necessitamos de respostas para tudo e a sociologia vem nos ajudar a entender as mais diversas situações que envolvem a humanidade e assim concluo É PRECISO AULA DE SOCIOLOGIA!! e claro aula de Português.
    E preciso de uma reforma no calendário escolar, assim vamos ter hora disponível para o estudo da sociologia.

  2. Mario Luis

    -

    05/05/2012 às 2:08

    O ilustre articulista acertadamente aponta as carências relativas à formação do profissional da área tecnológica, cuja oferta no mercado de trabalho atual é deficiente.
    Portanto, a qualidade do ensino é fator fundamental para formação de bons profissionais, sendo que tal assertiva obviamente não se aplica apenas às ciências exatas.
    A generalização abstrusa de que as ciências sociais e a filosofia se encontram restritas ao pensamento marxista é, sem dúvida, um exemplo dessa deficiência, a qual somente se explica na hipótese de, em detrimento daqueles gêneros de conhecimento, houver intenção de lançar desagravos de natureza política, como se fosse exclusividade daquela classe a apropriação do materialismo histórico e dialético, cuja distorção se torna perceptível justamente àqueles cujo senso crítico se forjou no forno da Sociologia e da Filosofia.

  3. Joyce Trindade

    -

    26/04/2012 às 14:11

    Um artigo desses faz uma revista virar uma caricatura de si mesma. O mínimo de seriedade e compreensão sobre o que seria, EM ESSÊNCIA, a disciplina SOCIOLOGIA é o que falta aqui. Dá um misto de raiva, pena, riso e vergonha alheia. São tantas as possibilidades de se destruir esse texto. Sim, engenheiros são super importantes, mas sociólogos também. E engenheiros que entendam de Sociologia, que vem a ser uma ciência que estuda a vida do homem em sociedade, a coletividade, será ainda mais importante para si e para todos. Em Sociologia estuda-se Marx, mas não somente Marx. Estudar Sociologia não é estudar apenas Karl Marx. Palavra de socióloga.

  4. Raimunda

    -

    24/04/2012 às 16:59

    Precisamos de engenheiros com qualificação,comprometidos com o trabalho,para que muitas obras,predios,arquitetura,moderna, sejam levantadas,para nossa segurança,haja vista,estão acontecendo muitos acidentes,com predios,muitas vidas sendo ceifadas,ai,a matemática é fundamental para,não haver erros de calculos,na engenharia,precisamos de bons profissionais em todas as áreas,não é?

  5. Matheus Granzotto

    -

    24/04/2012 às 12:37

    ainda bem que á jornalistas que sabem qual é o papel deste populacho petista, destas feministas mal comidas e destes negros e índios ingratos por termos dados a eles a civilização!

  6. Pedro João Junior

    -

    23/04/2012 às 19:06

    Com certeza não se deve tirar as aulas de português e matemática, pois já são poucas, mas se deve também aumentar as aula de sociologia e filosofia!!! Então o que fazer??? Isto é obvio!!! Se deve aumentar o numero de horas por dia na escola no ensino medio e fundamental, pois das 7 as 11:30 é um tempo muito curto!!! com isto nenhuma disciplia sera prejudicada!!! com certeza matematica é importante, mas filosofia e sociologia é importante também!!! galera devemos fazer igual a alguns países 6 ou 7 horas por dia de aula!!!

  7. Matheus Granzotto

    -

    22/04/2012 às 23:33

    sinto falta da ditadura, lá eles sabiam o que fazer
    pobre faz tecnico
    rico aprende pra mandar nestes párias
    simples
    ae vem paulo freyristas dizendo aquelas porcarias
    ainda bem que o jornalismo não foi infectado pela esquerda ou pelo politicamente correto

  8. Elton

    -

    18/04/2012 às 15:48

    Talvez fosse melhor tirar os jornalistas ruins e transformá-los em engenheiros, não?

  9. Wandri Tadeus

    -

    25/03/2012 às 21:31

    Ter boas ideias sem ações, não é nada. Mas ter ações sem boas ideias já um começo de um novo Brasil. Cria Brasil, produza e deixe de ser mão-de-obra barata, e principalmente deixe ser alienado-não o país, mas os cidadãos.

  10. monica

    -

    24/03/2012 às 10:00

    Reinaldo de Azevedo,sinto muito discordar,mais o Brasil precisa,necessita urgentemente de excelentes filósofos e sociólogos sim,eu pergunto a você se acaso a matemática tem vários caminhos para chegar ao mesmo lugar? É por causa de criticas e classes com esse pensamento,em que eu sei tudo e posso tudo, que eu, embora quisesse prosseguir os estudos fui irresponsavelmente excluída do processo educativo e do direito de pensar e expressar-me, aos 39 anos estou cursando faculdade pois quero antes da critica ajudar outros, até mesmo futuros engenheiros a pensar em fazer bem, criar e conviver para o bem comum, no que se propôr a fazer,ser um humano e não apenas um produtor isso é o que a filosofia, sociologia faz,tudo é para todos sem preconceitos e distinções,pois não é no silêncio que os homens se fazem, nem é a consciência do homem que lhe determina o ser é o seu ser social que lhe determina a consciência,o que adianta ter milhões de matemáticos e engenheiros se eles não forem conscientes de suas criações para o bem comum,não temos visto tantos exemplos contrários a isso e até mesmo em nosso planeta, em que somos nós e nossos filhos e netos que sofrem as consequências. pense nisto!!! pensem nisto!!!!! Abraços a todos.

  11. Ulisses Vasconcelos

    -

    18/03/2012 às 23:25

    A indústria cultural manipula a massa por meio do rádio, televisão, cinema, marketing, internet, jornais, revistas etc. e a maioria da população nem percebe isso. Porém, a ditadura civil brasileira pseudo-democrática e demagógica, que ora utiliza-se desses instrumentos de comunicação, sabe muito bem onde quer chegar: dominar à todos por causa do medo de perder o poder. E qual é o próximo passo que eles querem dar: retirar o ensino de filosofia e sociologia da grade curricular novamente, como fez a ditadura militar em uma época passada. Mas nós, cidadãos conscientes politicamente não iremos permitir isso. Retirar a carga horária de filosofia e sociologia é um retrocesso.

  12. cabeça

    -

    02/03/2012 às 17:58

    os alunos desde sempre estudaram portugues , matematica,história e geografia sem saber para que? quando entram no ensino superior só se destacam aqueles que sabem pensar , aqueles que nao sabem, acabam sendo numeros nas universidades que se tornam estatisticas de desistentes, a filosofia a sociologia e a arte veio para dar suporte a essas disciplinas que embasa o aluno e dá suporte em todas as areas do conhecimento, desenvolvendo o raciocinio logico e fazendo com que o aluno entenda sua propria historia como homem na sociedade , coisa que a disciplina de historia nunca deu conta, o aluno tambem se apaixona pelas coisas do ser humano querendo saber cada vez mais, tornando um bom leitor, agora sinto muito se as disciplinas tradicionais com medo de serem banidas definitivamente do curriculo em vez de usarem dos mesmos artificios da filosofia , sociologia e artes para conquistar os alunos e promoverem aprendizagem querem que os estudantes continuem presos ao mesmo analfabetismos politico que nosso país esteve até agora.

  13. Pablo Vieira de Mendonça

    -

    14/02/2012 às 22:11

    PARTIDO POLÍTICO COM 4(QUATRO)LETRAS : VEJA !

  14. Wellington Johnny Araujo Cunha

    -

    24/01/2012 às 20:58

    Uma pessoa que se presta a escrever um texto desses deveria avaliar um pouco melhor as noções mais desenvolvidas. Nos países europeus, principalmente Alemanha e França o estudo de filosofia e sociologia nas escolas é muito mais forte do que comparado aos outros países, e nem por isso são menos desenvolvidos. Um povo intelectual que saiba pensar sobre si e tenha um pensamento ético quanto a sociedade tende a ser mais desenvolvido.

  15. Augusto Paulo Puga

    -

    21/01/2012 às 9:21

    Eu estudei em Escola Industrial, acredito que deveria-se manter currículos parecidos, dando-se ideias desde o começo as profissões e aproximação ao conhecimento as profissões a seguir, desses jovens do futuro, próximos responsáveis pela continuação a vida.

  16. Anônimo

    -

    18/01/2012 às 13:29

    Coitado, acho que você não entendeu nada de Marx na escola, devia ter tido mais aula de sociologia na sua formação! (eu não sou esquerdista, se é que essa classificação vale para os dias de hoje, acho que você tem que se atualizar, mas vai lá torce pro Alckimin te ouvir!)

  17. Crítico Engenheiro

    -

    17/01/2012 às 23:21

    Aumentar a carga horaria dessas disciplinas inuteis não implicará em uma formação mais critica..pois outros fatores estão envolvidos na formação de um estudante.Esses cursos são um “peso morto” até para as proprias universidades..gasto desnecessario de dinheiro publico,pois o que nos fará desenvolver são cursos de exatas,temos que investir neles!!esqueçam auquele passado de juventude até o inicio das diretas.O jovem de hoje nao quer lutar contra o sistema(talvez tenha percebido que é inutil)ele quer entrar no sistema!!

  18. josé

    -

    17/01/2012 às 21:20

    MALDITOS COMUNISTAS!!!!!
    eu acho cômica a desinformação de certos jornalistas, pois eles nem sabem sobre o campo no qual escrevem, não sabem que as melhores escolas particulares (cujo seus alunos passam nas melhores escolas de engenharia) tem um grande desenvolvimento seus conteúdos de sociologia e filosofia, também não sabem que a maioria dos sociólogos não são marxistas. Afirmações não dotadas de inteligencia dentro de uma lógica de “+ engenheiros, - sociólogos” como se a escolha uma profissão concorresse com outra, eu proponho “+ jornalistas sérios”

  19. Anônimo

    -

    17/01/2012 às 13:15

    “Análises políticas e um dos blogs mais acessados do Brasil”

  20. Eduardo Amado

    -

    16/01/2012 às 21:56

    Não acredito que esta é a opinião de um escritor de uma revista deste porte, só pode ser marketing através de polêmica. Algo muito ultrapassado… Está querendo que cidadãos dominem números e sejam doutores do que nunca viram? Estamos falando de um país que tem um cancêr, que é a corrupção… E ainda tenho que ver uma comparação totalmente fora de contexto com a europa do início do século XIX de Karl Marx… Como disseram em um post abaixo: “O que o Brasil precisa é de menos jornalistas metidos à cientistas sociais”

  21. Vinícius Souza

    -

    31/10/2011 às 22:36

    Reinaldo, mas sua concepção de engenheiros está muito equivocada. Não queremos engenheiros acéfalos, que só sabem produzir e alimentar uma máquina capitalista. Sou da UFABC e a nossa concepção de exatas é muito diferente da sua. aqui somos ensinados sobre interdisciplinariedade e percebemos a importância de conhecer a sociedade para poder mudá-la, tanto no social, quanto em áreas como as engenharias.
    Se fosse assim, pra que serviria o jornalismo, já que não produz nada e sim repassa fatos às pessoas (não desmerecendo os jornalistas de verdade).

  22. Ricardo

    -

    30/10/2011 às 19:11

    É verdade que este jornalista fala merda na maioria das vezes que abre a boca, mas aqueles que ele critica não fazem diferente, e sendo as besteiras que seus oponentes falam tomadas como não-besteiras é justo lhe conceder a mesma cortesia.Estabelecido isso, o que defende neste texto está mais que certo uma vez que é simplesmente óbvio.A ciência(ciência séria e não parentes distantes como as ciências sociais) é e sempre foi mais importante que a filosofia e não por ser mais útil a sociedade, apesar de ser, mas sim por que é infinitamente mais rica e complexa e mais estimulante ao pensamento crítico, o verdadeiro e não o anunciado por sociólogos de discurso vazio.O país precisa de cientistas mais que qualquer outra coisa no momento.

  23. Karimi Gorri

    -

    30/10/2011 às 14:43

    O que o Brasil precisa é de menos jornalistas metidos à cientistas sociais e que pensam ter a solução para todos os problemas, quando na verdade não escrevem nada além de opiniões descabíveis e vergonhosas, os problemas na área da educação vão muito além disso e não tem nada a ver com o que foi colocado no texto, a educação merece uma atenção muito maior do que um simples artigo medíocre como este tentou propor. Desprezível simplesmente.

  24. Ivan BCH

    -

    30/10/2011 às 13:54

    Navegar é preciso, pensar criticamente não é. Precisamos de cidadãos que façam cálculos e escrevam corretamente sem saber de que forma seu conhecimento pode modificar ou contribuir com a sociedade. Receba ordens, reproduza o que ouviu e em hipótese alguma questione, nem mesmo pra ajudar! É disso que precisamos!

  25. Ana Bia

    -

    28/10/2011 às 17:11

    meu querido…é nitido que vc não tem a menor noção do que é trabalhado na disciplina filosofia no ensino médio e fuindamental..ela serve para que homens como vc não reinem sob a ignorância de outros. A filosofia serve para fazer o aluno repensar e questionar o mundo. Tenho certeza que se tivessem mais escolas com filosofia e sociologia pensamentos mediucres como do senhor não teriam espaço.vc citou marx né? duvido que tenha lido a ideologia alemã…duvido que tenha lido algo de filosofia. Pq só uma pessoa com um conhecimento tão mediucre de filosofia pode dizer que filosofia é algo de esquerdistas..não utilizamos esse termo na academia a séculos meu caro

  26. Anônimo

    -

    26/10/2011 às 17:21

    Eu acho que o Brasil deveria ter menos jornalistas que não entendem de nada.!

  27. Ricardo

    -

    26/10/2011 às 9:51

    o Brasil precisa de gente que saiba calar a boca desses jornais imundos, é isso que o BRasil precisa!

  28. Luis Fellipe Menezes

    -

    25/10/2011 às 22:53

    Rei.
    Sou leitor do seu blog há algum tempo e apesar de ter uma visão mais favorável a direita sou aluno de Ciências Sociais.
    É decepcionantemente a analise feito pelo senhor neste post .Além de usar uma citação de Marx totalmente fora de contexto para justificar sua firmação.
    Neste momento devo estar sendo chamado de Marxista só pelo fato de criticar sua posição e de discordar de seus argumentos.
    Meu pai era tesoureiro do PSDB, desta forma pude crescer em um ambiente em que sempre estive em contato com a politica. A sociologia me deu ferramentas para que eu conseguisse interpretar melhor alguns fatos da sociedade e para que eu também tivesse algumas reflexões na maneira de pensar.
    E não é pelo fato de eu ter conhecido e lido a teoria de Marx que eu me tornei Marxista, uma das coisas que aprendemos no curso é a ter senso critico e desta forma aprendemos a desconsiderar certas coisas lidas e ao mesmo tempo respeitar opiniões diferentes embasadas em uma metodologia ou partindo de certa situação (mesmo sem concordar na maior parte das vezes).

    A matemática é uma disciplina de total importância tanto que em nosso curso nos temos contato com ela o tempo todo sendo em (metodologia, Estatística, Sociologia Quantitativa, Sociologia Qualitativa, Economia…), além disto, devemos lembrar que a física que é uma ciência tão importante por estudar a natureza em seus fenômenos em seus aspectos mais gerais também utiliza da matemática como base.
    Porem discordo do senhor quando juga que a sociologia não é importante pois a proposta dessa disciplina no ensino médio é basicamente levar os alunos a desenvolver um olhar diferente sobre a sociedade (isso não significa que por ver a sociedade de um outro ângulo nos estaremos formando uma legião de “barbudo comunistas ”) .

    REINALDO OBSERVA
    Acho bom vc reler o que escrevi, atentando também para o que é ironia. De resto, eu jamais pensaria que basta ler Marx para ser marxista. Aliás, acho que só pode ser marxista quem não leu…
    abs,
    R.

  29. André

    -

    21/10/2011 às 19:42

    Hoje em dia, junto ao universo crescente dos freqüentadores da Internet, a imagem de Veja tornou-se irremediavelmente ligada à de Azevedo, o “tio Rei”. É o exemplo mais acabado do processo de deterioração moral e editorial que tomou conta da revista.

  30. Fabio

    -

    16/10/2011 às 23:32

    A tese de Feuerbach não se reduz ao ‘ipsis litteris’, ou seja, que deixemos de pensar: “(…) a questão, PORÉM, é transformá-lo”. Para simplificar: Nunca ninguém ‘viu’ um pensamento (graças a Deus) mudar, sozinho (andando por aí), o mundo. A questão que todo pensamento DEVE ter bases reais, e a própria filosofia DEVE falar do REAL. A filosofia DEVE aproximar-se do científico. Ciência, aqui, quer dizer: saber sob BASES REAIS como e porquê o universo é o que é. Negar o conhecimento à humanidade, nem os gregos escravistas eram tão IGNORANTES.

    Contextualizando Marx:
    “Segundo anunciam ideólogos alemães, a Alemanha passou nos últimos anos por uma revolução sem paralelo. O processo de decomposição do sistema de Hegel, iniciado com Strauss, transformou-se numa fermentação universal para a qual são arrastados todos os ‘poderes do passado’. No caos geral, poderosos impérios se formaram para logo de novo ruírem, emergiram momentaneamente heróis para serem de novo remetidos para a obscuridade por rivais ousados e mais poderosos. Foi uma revolução ao pé da qual a Revolução Francesa é uma brincadeira de crianças; uma luta universal face à qual as lutas dos Diádocos aparecem mesquinhas. Os princípios expulsaram-se uns aos outros, os heróis do pensamento derrubaram-se uns aos outros com uma pressa inaudita, e nos três anos entre 1842 e 1845 varreu-se mais do passado na Alemanha do que anteriormente em três séculos.
    Tudo isto teria ocorrido no pensamento puro.
    Trata-se, por certo, de um acontecimento interessante: do processo de putrescência do espírito absoluto. Depois de extinta a última centelha de vida, as várias partes constitutivas deste caput mortuum entraram em decomposição, estabeleceram novas combinações e formaram novas substâncias. Os industriais da filosofia, que até aí tinham vivido da exploração do espírito absoluto, lançaram-se agora sobre as novas combinações. Cada um procedeu, com o maior zelo possível, à venda ao desbarato do quinhão que lhe coubera. Isto não podia sair bem sem concorrência. Esta foi inicialmente conduzida de um modo bastante burguês e respeitável. Mais tarde, quando o mercado alemão estava saturado e a mercadoria, a despeito de todos os esforços, não encontrava acolhimento no mercado mundial, o negócio foi estragado à maneira habitual na Alemanha - pela produção em grande escala e fictícia, pela deterioração da qualidade, pela adulteração da matéria-prima, pela falsificação dos rótulos, por compras fictícias, por vigarices no saque de letras e por um sistema de crédito destituído de qualquer base real. A concorrência acabou numa luta encarniçada que agora nos é exaltada e apresentada como uma mudança de importância histórica, como geradora dos resultados e conquistas mais prodigiosos.
    Para apreciar correctamente esta charlatanice filosófica, que até no peito do cidadão alemão honesto desperta um grato sentimento nacional, para dar bem a ideia da mesquinhez, da tacanhez provinciana de todo este movimento jovem-hegeliano, nomeadamente do contraste tragicómico entre os verdadeiros feitos destes heróis e as ilusões sobre esses feitos, é necessário observar todo o espectáculo de um ponto de vista exterior à Alemanha.”

  31. Aline

    -

    16/10/2011 às 20:50

    É. Porque só existem filósofos e sociólogos preocupados com política E que são de esquerda. Tá bom. Vai estudar, vai.
    A culpa é de quem interpreta, e não de quem produz o conhecimento e você é um exemplo clássico disso.
    Parabéns por desestruturar seu próprio argumento.

  32. Vanessa

    -

    15/10/2011 às 22:53

    E SOBRE O QUESTIONAMENTO SOBRE PROVAS, SARESP E ENEM, NÃO SE ESQUEÇAM. AS AVALIAÇÕES DEVEM SEGUIR E SERVIR AOS CONHECIMENTOS, E NÃO O CONTRÁRIO!

    QUE PAREM DE COBRAR APENAS PORTUGUES E MATEMATICA, É PRECISO MUITO MAIS QUE ISSO PARA FORMAR UM HOMEM.

  33. Vanessa

    -

    15/10/2011 às 22:44

    Eu jurava que quem vivia de “pensar”, e quase sempre sem propriedade, eram os jornalistas! É tipico dessa categoria escrever sobre tudo e estudar sobre nada, não é???

    E o que pode ser mais obscuro e proselitista do que usar Karl Marx para atacar a Filosofia e a Sociologia? Como pode acreditar e querer convencer os outros de que um filósofo/sociologo é contra o ensino das mesmas???

    Quanta bobagem!!! Parece uma criança burguesa, daquelas bem mimadas, fazendo pirraça. Em pensar que um cara desse ganha pra isso e ganha mais que um professor…

  34. Ana Rita

    -

    08/10/2011 às 22:56

    Juliana . Voce foi perfeita!

    Reinaldo Azevedo. Vá estudar!

  35. Jéssica M.

    -

    06/10/2011 às 12:05

    “O Brasil precisa de mais engenheiros, que saibam se expressar com clareza”. A bela frase diz tudo! A culpa não é dos sociólogos, filósofos e pedagogos, a culpa é dos próprios engenheiros e demais profissionais que olham apenas para seu umbigo e acreditam ter a solução para tudo e, que, certamente, não se expressam com clareza porque não possuem grau de intelecto para isto, porque na sua, “xula”, formação aprendem, como cavalos de corrida, à olhar apenas para frente, e, não raro, ignoram outros profissionais. Há muitas aulas de matemática e física nas escolas, e pouca educação de verdade. Assim como nas universidades determinadas áreas olham apenas para seus umbigos, nas escolas as crianças recebem uma educação limitada e pobre. As fórmulas às ensinam à decorar. A função da escola como lugar de APRENDIZADO, de troca de experiências e de busca da reflexão fica à desejar quando tudo passou à ser mercantilizado, incluindo à educação, que agora não serve mais para formar cidadãos e homens, e sim para formar números, corpos alienados, seres impensantes que guiam sua vida como cavalos de corrida, não olham para a frente e contribuem para um mundo cada vez pior como o que temos.

  36. Juliana

    -

    05/10/2011 às 12:37

    O Brasil precisa é de menos ignorantes com argumentos vazios e mais cabeça pensante!!! Não teria como construir um país sem pensar todas as formas de conhecimento, sem fazer com que a ciência deixe de olhar para o próprio umbigo e olhe para as consequências futuras de seus atos, que a ciência deixe de ser machista e dualista com um lado dominador como ela sempre foi!! Precisamos reconhecer a importância de outras ciências e que não existe apenas um lado verdadeiro! Aff primeiro os brasileiros precisam saber ter argumentos pra afirmar, inclusive quando se vai afirmar uma coisa tão imbecil como essa e não se constrói argumentos sem conhecimento de outras áreas, não se constrói conhecimento sem conhecimento!!! Não dá pro Senhor fala de Marx né?? Além de ter explicado erroneamente Marx, ainda não deve ter ouvido falar de Marx em uma aula de engenharia. E como ele falou tdo errado ele ainda não deveria ter despensado as aulas de sociologia q ele provavelmente faltou.

  37. Alisson

    -

    05/10/2011 às 10:01

  38. DALVO JOSÉ ROSSI

    -

    05/10/2011 às 9:16

    Sobre o provas do ENEM:

    Área do Conhecimento Componentes Curriculares PONTOS

    Ciências Humanas e suas Tecnologias. História, Geografia, Filosofia e Sociologia. 1.000

    Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Química, Física e Biologia. 1.000

    Matemática e suas Tecnologias. Matemática. 1.000

    Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação. 1.000

    Redação 1.000

    TOTAL 5.000

    Analisando os pontos por Área do Conhecimento no mais utilizado dos exames para ingresso nas universidades públicas (algumas só usam o ENEM como forma de ingresso dos seus novos alunos) ou privadas brasileiras.

    Os conhecimentos sobre:
    História + Geografia + Filosofia + Sociologia
    valem tanto quanto os de:
    Química + Física + Biologia.

    Os conhecimentos sobre: História, Geografia, Filosofia e Sociologia
    valem tanto quanto os de:
    MATEMÁTICA.

    Juntos os conhecimentos sobre: História, Geografia, Filosofia e Sociologia
    valem tanto quanto os de:
    Língua Portuguesa (norma culta, não o português achado na rua), pois nesta prova são 6 (seis) as questões de Língua Estrangeira num total de 45 (quarenta e cinco) questões dessa prova.

    Juntos os conhecimentos sobre: História, Geografia, Filosofia e Sociologia valem tanto quanto os de: REDAÇÃO.
    Destaque-se que a a redação deve ser escrita na modalidade padrão da língua portuguesa.

    No ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) realizado pelos “esquerdistas” do PT: História + Geografia + Filosofia + Sociologia vale tanto quanto
    MATEMÁTICA (sozinha) e praticamente tem

    METADE do valor das provas de
    LÍNGUA PORTUGUESA (em sua norma culta, e não no português achado na rua).

    Dalvo

    ACORDEM E PROGRESSO (para as nossas instituições republicanas)

  39. Luciano

    -

    04/10/2011 às 16:40

    Os argumentos infelizes sobre a FFLCH (espero não ser censurado, pois tal sigla me parece ser parte dum vocabulário impróprio por aqui - enquanto “petralha”, palavra puramente preconceituosa, não é tida como ofensa) sempre vêm com uma dose de ignorância. Se a defesa é por manutenção das aulas de português, lembrem-se de que o curso de Letras (originalmente Filologia) está situado na área de humanidades. Só o querem porque é obrigatório escrever uma boa redação na segunda fase das universidades? Isto não é ensino. É tratar de modo imediatista uma situação que o aluno levará para toda a vida. Mentes pequenas alcançam menores horizontes.
    Quanto à comparação que li sobre inteligentes x intelectuais, não consigo acreditar que alguém se baseia em tal “debate”, que utiliza-se dum “x” (ou “vs.”, do latim, também, para que o sr. Azevedo relembre sua infância) sem significado: não é um conflito entre oposições, e sim uma invenção para tentar opor sinônimos - pois aquele que é inteligente faz uso do intelecto. A posteriori (novamente latim, olhem só!), vale ressaltar que os matemáticos da Antiguidade eram filósofos (entre eles Pitágoras, uma espécie de divindade para a arte dos números na contemporaneidade), mas criavam as fórmulas sem os números - “apenas” o raciocínio, que depois serviria para cálculos com valores determinados.
    Por fim, não entendo aqueles que acham absurdo alguém que escreve a favor da alienação crítica/civil/política do povo. O projeto visa a presença de aulas que construam uma sociedade mais crítica e com maior esclarecimento social. Para os que escrevem nesta revista, quanto mais ignorante o povo, melhor. A Veja adoraria ter o monopólio da informação impressa, pois mostraria tudo sob seu próprio ponto de vista (que seria o único) - o que é a maior fonte de influência sobre a população. Disponibilizo um título alternativo para o colunista: “O Brasil precisa de mais alienados que só sirvam para a economia, e não para viver”.
    Ah, como último parágrafo, pois não pretendo usar mais tempo por aqui - afinal, cada palavra do texto poderia ser desmembrada numa contra-argumentação que refletiria uma verdade diferente da lida (mas, diferentemente, não me considero o único dono da razão, então entraria em debate, e não em divinização da própria visão) -, vale ressaltar que: 1) Karl Marx era também filósofo, embora não formado em Filosofia. Isto porque buscava o conhecimento [da sociedade enquanto circundada por uma economia], e tal informação remete à raiz grega da palavra, significando “amor pelo conhecimento”; 2) Generalização de um partido numa palavra em tom jocoso e preconceituoso é puro desrespeito, digno de um pensamento autoritário e ditatorial (e digo isto sem ser petista, hem); 3) Se a maior parte dos ensinos de Filosofia e Sociologia forma esquerdistas, e estes estão sempre sob a “doutrina de Marx”, eles não são Marxistas? Irracionalidade num texto, que, além de tudo, só sabe tratar aquilo que não é de ultra-direita um erro.

  40. felipe

    -

    04/10/2011 às 12:09

    De fato, o rompante magoado do senhor Reinaldo Azevedo, nos causa estranheza. Diz ele no primeiro parágrafo: “…redução das aulas de língua portuguesa e matemática no ensino médio público de São Paulo em benefício das aulas de sociologia, por exemplo. A ideia de jerico é do secretário de educação, Herman Voorwald. Nessas horas, alguns bobinhos costumam dizer: Ah, mas que mal há em debater o assunto?! Sem essa de que tudo nesta vida é debatível” percebe-se que o Sr. Reinaldo não vê coerência na tentativa da secretaria de educação de São Paulo em tornar a educação ponto de partida para a sensibilidade de localização que as pessoas devem ter. Chamar de bobinhos, entende-se que o “inteligentinho” é ele, clamando seu nobre estudo e sua ampla noção dos acontecimentos sobre tudo como fator a ser levado a sério.
    No segundo parágrafo: “a tese vem embalada naquele esquerdismo preguiçoso que toma conta da educação brasileira, em qualquer nível, pouco importa o partido que esteja no poder…” Qualquer tentativa de fazer diferente, de tornar os alunos reflexivos e críticos é coisa de esquerdista burro para o Sr. Reinaldo, mostrando assim como sua noção dos acontecimentos é tendenciosa e leviana. Suas mágoas e repressões pessoais colocam tudo no mesmo balaio, porque na seqüência do texto ele já fala do PT, do céu e do inferno, claro citando seu Gold Label e sua chocolate amargo, que seguramente fazem parte da sua dieta de trabalhador que dá duro o dia inteiro e tem de levantar o filho as 5 da madrugada pra leva-lo pra escola, por óbvio.
    Continuando, no terceiro e quarto parágrafo, em sequencia o autor tenta verborragizar, mostrando seu próprio proselitismo a que acusa futuramente no texto, cita Marx na tentativa de desmascará-lo, vejamos: “Mas o matemático Marx, ora vejam!, era um homem que apostava, a seu modo, no avanço. Nunca chamou, por exemplo, o capitalismo de reacionário.” De fato Marx, não era reacionário, reacionário é o próprio autor, que deve achar que comunista come criançinha.
    Tenta mesmo nos últimos parágrafos corroborar sua idéia de que Marx estava com ele, e quem é esquerdista no país, ou é burro, ou é mal intencionado.
    Pessoalmente, gostaria de dizer ao Sr. sábio Reinaldo Azevedo, que sou professor de filosofia na região metropolitana de Curitiba e que os avanços conseguidos com os alunos no que concerne suas aspirações de mundo, suas habilidades e seus conhecimentos individuais, seus questionamentos sobre o que idealizar e seus acréscimos de perguntas sobre a vida fazem claros e decisivos em suas caminhadas. Se acha realmente que precisamos de pragmatismo e sistematização dentro das duas disciplinas citadas, sou obrigado a dizer que o Sr. equivocou-se sobremaneira em seu infeliz texto. Precisamos de raciocínio e questionamento pra deixarmos de uma vez por todas de pertencermos a essa classe elitista, cheia de discursos prontos e repostas rápidas, que dão conselhos pra tudo porque sabem as respostas de tudo. Sr; Reinaldo, sinceramente, tive um dos maiores desprazeres da minha vida em saber que alguém que diz-se tão competente e avaliado não saiba que apesar de ser uma ideia velha: “Seja feliz” ainda é melhor e mais vantajoso do que “seja rico” ou “seja desenvolvido”.

  41. vanderlei

    -

    04/10/2011 às 10:10

    Infelizmente não posso condenar o senhor Reinaldo.No entanto já trabalhei com engenheiros que alem de não ter clareza só é funcional não obteve na universidade uma base humanistica minima para entender que seres humanos são unicos e assim devem ser tratados e felizmente são disciplinas como filosofia e sociologia que humanizam esses seres chamados de engenheiros e de nada adianta portugues e matematica se não consigo me desbobrar intelectualmente alem dessas materias escolares consideradas como base inicial

  42. miro

    -

    03/10/2011 às 11:35

    Acho importante a filosofia e a sociologia. Não se pode culpar outras disciplinas por um problema na falta de investimento na educação. É dar um tiro no pé. Tem de ter espaço pra todas. Se tivéssemos só aulas de português e matemática não teríamos um cidadão pleno, com responsabilidade para entender e mudar o mundo.

  43. Lucas

    -

    02/10/2011 às 22:18

    Alguém me explica por que o homem como indivíduo tem a necessidade quase inata de dizer que possui a verdade? Ou melhor, por que o nosso ilustre Reinaldo Azevedo não está aqui para que possamos discutir sua posição?

  44. Anônimo

    -

    02/10/2011 às 11:03

    Mais importante do que sociologia e filosofia é se aprender matemática para ter raciocinio claro, psicologia para saber que o ser humano que não é estimulado e cobrado, acaba se encostando,como eram os trabalhadores dos países socialistas que tinham uma produtividade nula.Elevar a dos trabalhadores brasileiros que mesmo comparada a dos trabalhadores americanos , é de só vinte por cento. ou seja baixíssima e finalmente aprender história para saber que esta idiotice socialista (irmã da fascista) nunca funcionou em lugar nenhum , e porque nunca funcionou ,a a psicologia e a matematica explicam perfeitamente.

  45. anonimo

    -

    02/10/2011 às 4:24

    Reinaldo, já que aqui existe uma enorme e sincera preocupação com a qualidade da educação básica, então por que não começar indignando pelos alunos que passam 12, 13 anos na escola e não aprende o basico que é ler e escrever? 12 anos não é algumas horas, nem um ano, 12 anos 2.400 horas para não aprender nem a ler nem a escrever? o discurso deveria começar asim: alÕ governador Alckmin por que os alunos não estão aprendendo? aí sim, chegaremos a um verdadeiro debate, que muitos acham que não precisa, a educação está boa, não precisa mudar nada. E debatendo refletiremos sobre o que precisa realmente mudar e chegaremos a conclusão de que o problema maior são salas superlotadas especialmente no fundamental onde alunos problemáticos não deixam o professor lecionar. Imagine se houvesse alguem desajustado aí do seu lado que ficasse o tempo todo falando na sua cabeça mechendo no seu computador e nas suas coisas, gritando e lhe chamando a atenção o tempo todo, o ano todo. Ele iria deixar você trabalhar direito? e se seu trabalho sair uma porcaria seria culpa sua?responda sinceramente.Agora vamos colocar mais umas cinco pessoas desajustadas e falantes do seu lado. bom a realidade é que existe hoje um professor com uma sala de indisciplinados…alunos que não recebram educação em casa e não respeitam o professor, nem regras, etc. é possível um ser humano trabalhar de verdade em um ambiente assim?
    Se mechermos nesta questão de salas superlotadas e separar alunos com problemas dando um atendimento especializado a eles seria o primeiro passo para uma educação de qualidade. Mas quem se importa na realidade com a educação? Tudo o que vemos são discursos, verborragias, como o seu. A única preocução é: como economizar o maximo na educação. Outros tem medo de que a escola publica seja de qualidade, pois prejudicaria as particulares. O resultado é jogar a bomba para os professores, que precisam de formação sim, como qualquer profisssional competente, agora ficar condenando como ficam, o resultado é o que estamos vendo, os alunos não gostam de estudar. E daí? muitos dizem, suas únicas preocupações~são seus proprios salarios… um debate verdadeiro é em cima destas questões, como melhorar realmente o ensino publico. O ensino de nossos jovens, os jovens de nosso país e nao questões particulares como a grade curricular, aliás que ao meu ver, precisa de educação para o trânsito, aulas de ética com professor especializado, educação moral e cívica, etc.Enquanto ficarmos no proselitismo, não vermos justiça e não teremos paz social. Me desculpe o desabafo, sou sua admiradora, mas você está sendo muito e está mechendo em algo muito importanto para nós povo brasileiro, e estas questões muito importantes que não podem ser deixadas em branco, é preciso discutir sim.A eeducação básica precisa ser discutida sim, os alunos precisam sair da escola sabendo pelo menos o básico, e o ideal : preparados para o mercado de trabalho e para a vida. Mas só conseguiremos isso se toda a sociedade for justa e sincera, sem egoismos e sem visões distorcidas. Grata. E mais uma vez me desculpe, não quero lhe ofender, pois gosto muito de você, quero apenas apontar um erro grave no seu discurso e desabafar.

  46. thacyana

    -

    02/10/2011 às 0:56

    O Brasil precisa de Engenheiros??? Sim se ao menos isso as Escolas estivessem formando ficaria calada, mas a realidade pelo menos daqui do Ceará q não se destingue de muitas poor ai é de Professores em greve por conta de salários baixos e de um governador q não acata o q tá na lei. E outra, aqui no Estado as Escolas de formação profissional só forma mão de obra pras fabricas, pros filhos de trabalhadores nem ao menos pisar na Universidade PÚBLICA, pq pensar nesse país é perigoso né. O filho do trabhador tem q estudar o puro PRAGMATISMO, esquecer que filosofia, sociologia pensar sobre a realidade, sobre como estar nesse mundo enquanto SER SOCIAL não é necessário pras elites né…? pois eh. Marx de fato falou que é necessário tranformar o mundo sim, mas não deixar de pensar sobre ele, pensar a essência desse mundo para alem do aparente foi o q ele postou em seus pressupostos q não foram poucos e que ainda hj dão conta p pensar sobre a realidade contemporane e pós moderna.

  47. amaury cesar moraes

    -

    01/10/2011 às 22:30

    não quis ser juiz de ninguém, talvez nisso também nos distinguimos, mas desde pelo menos a Renascença, todo homem pode ser juiz - deve sê-lo - das ideias que desejam lhe impor. aliás, na sua versão mais avançada, moderna mesmo, a Reforma Protestante nada mais defendia do que o direito ao livre exame que todo homem tinha sobre crenças, teorias, doutrinas etc. por que será que meu texto perrmanece censurado?

  48. anonima

    -

    01/10/2011 às 19:49

    os alunos chegam ao ensino médio sem saber ler, escrever e fazer contas, enão deve-se aumentar as aulas de portugues ( além da carga excessiva)? Po rque não melhorar o ensino fundamental? alunos que não sabem ler e escrever e fazer contas não podem entrar no ensino médio… No ensino médio devem ser ensinados as materias basicas para a formaçã plena conforme as diretrizes curriculares e não ensinar o que o fundamental nao ensinou. O aluno tem o direito de ter acesso à todas as áreas, especializações deve ser feitas em curso superior ou cursos particulares.

  49. nicola

    -

    01/10/2011 às 19:22

    Que tristeza…

  50. Mileski

    -

    01/10/2011 às 18:59

    Caro Reinaldo.

    Como formado em Filosofia, me sinto compelido a dizer que eu CONCORDO PLENAMENTE CONTIGO. Até mesmo porque a maior parte dos filósofos e sociólogos (Rio Grande so Sul, ao menos) possuem uma visão unicamente esquerdista, como se as visões de John Locke e outros não tivessem seu valor histórico e atual.
    O “proselitismo ignorante” como uma “profissão de fé” é uma realidade da esquerda burra (burra, porque existem esquerdistas corretos, creio), bem como existe igual “proselitismo ignorante” na extrema direita.
    Sociologia e Filosofia são importantes, e não vi agresão de sua parte quanto a eles, mas quanto a INFLAÇÃO dos novos “profissionais” nesta área. E esse é o grande perigo, se cria PROFISSIONAIS onde antes deveria haver IDEALISMO. Mas tudo bem. Podemos acabar com a intelectualidade de um país criando PROFISSIONAIS em todas as áreas humanas (não que não exista intelectualidade nas exatas e biológicas).
    Finalizando, eu entendo que o Brasil SOMENTE poderá estar COMPETITIVO no mercado de trabalho se, PRIMEIRO, se preocupar com o desenvolvimento tecnológico e científico do país, o que, em verdade, não ocorre. Longe de tentar ser um Filósofo da Libertação (não gosto desse pensamento pobre de sermos OBRIGADOS pelos “gringos”), devemos criar uma cultura de valorização científica e tecnológica no Brasil. Se não existe valorização a devida é por descaso dos governantes (seja de esquerda, seja de direita - se é que existe diferença, hoje - que fazem o mínimo e se jactam de fazer o máximo).
    Com o desenvolvimento DEVIDAMENTE no lugar, é que se pode abrir espaço para arte, filosofias e sociologias, até mesmo porque, com o conhecimento desenvolvido tecnologicamente, as belas artes e o conhecimento humano terminam por surgir NATURALMENTE. Ou alguém conhece algum grande nome da humanidade, ou prêmio Nobel, que não tenha bebido das ciências humanas? Beberam. DEPOIS de adquirir o conhecimento técnico que elevaram suas vidas.
    Fraterno abraço (de um filósofo).

  51. Luca

    -

    01/10/2011 às 18:48

    Maria Helena
    Querida, você parece ser uma pessoa de conhecimentos bem limitados ao dizer que a nobreza só faz bem. Você sabe quem eram os que exploravam a mão de obra escrava? Aparentemente não. Eles foram os geradores da maioria das desigualdades existentes hoje em dia, as quais você desconhece por nao ter tido aulas de sociologia, ou porque nao as aproveitou.

  52. Etienne

    -

    01/10/2011 às 18:28

    mas é uma questão cultural… o brasileiro de um modo geral não gosta de matemática

  53. Etienne

    -

    01/10/2011 às 18:26

    Concordo plenamente!!!! Uma sociedade que não sabe matemática não administra bem o próprio salário e muito menos consegue entender a economia do proprio país, sou profa de matemática e vivo uma realidade onde meus alunos não conseguem entendem as 4 operações fundamentais após 5 anos de escolarização!

  54. machado

    -

    01/10/2011 às 16:09

    Reinaldo,

    Creio q o maravilhoso mix de JW com chocolate tenha te deixado com a visão turva, pois a pretalhada invadiu o post.

    Abs.

  55. Filipe Gabriel

    -

    01/10/2011 às 14:46

    O Brasil nao precisa de mais engenheiros, precisa de pessoas éticas. A filosofia e Sociologia, alem de fornecerem uma base para a ciencia (nao esquecer que a amtematica, mãe das ciencias, nasceu da filosofia) tornam o ser humano mais racional e ético!

  56. Bruno Tarpani

    -

    01/10/2011 às 14:37

    lamentável…

  57. Adelia Miglievich

    -

    01/10/2011 às 13:58

    1) De quais engenheiros o Brasil precisa? Da construção civil? Porque caso postule de telecomunicações, eletrônica ou outra, devo lembrar-lhe que para exercerem seu ofício apenas deixando o país. Não temos C&T brasileiras, salvo duas tecnologias. O Brasil é ainda exportador de matérias-primas (commodities). Não precisamos de mais sub-empregados. Mudar esta realidade implica pessoas competentes ao exercício da crítica. Quem sabe um sério jornalismo, amparado pelas ciências sociais? Responda-me. 2) Sobre expressar-se bem, por escrito ou verbalmente, concordamos. Mas isto é mais do que decorar regras gramaticais. Implica novamente a atividade do pensamento e o exercício cotidiano da dialogia. A Filosofia é isto. Sorte dos alunos que usufruírem dela; azar, sobretudo, dos hoje jornalistas que não a conhecem, não concorda? 3) Mais, para se expressar bem é necessário conhecimento sobre a realidade em que se vive, para além, claro, do que sei ser o mínimo que seu otimismo propõe ao brasileiro médio: ler acriticamente matérias de algumas revistas. Informar-se sobre a realidade social requer os fundamentos da sociologia. Sociologia e filosofia convergem para a valorização das ciências humanas na formação de nossa juventude. Estas têm potencial de levar ao desenvolvimento da autonomia do sujeito e do sentido de solidariedade, o que é bom para se construir novas formas de convívio humano e com seu habitat: desenvolvimento aliado a “bem viver”. O mais que Você teme (”ideologias de esquerda”?!?) é descabido. Explicita desinformação sobre as disciplinas e a história de sua presença nos currículos escolares. Grata por ler e divulgar opiniões que divergem da sua, permitindo aos leitores e leitoras da VEJA que criem seu discernimento.

  58. Ed

    -

    01/10/2011 às 13:00

    Eu sou a favor que se comece a ensinar sociologia e filosofia de verdade no Ensino Médio, o que está longe de acontecer, principalmente nas escolas públicas. Sobre a importância de engenheiros, é óbvio, o que torna esse texto incoerente e tendencioso, seu discurso ideológico de direita faz crer que pra existir engenheiros tem que deixar de existir sociologia e filosofia, quando na verdade o grande problema é dividir os que pensam a sociedade dos que constroem, os engenheiros devem saber mais o que e pra que estão construindo e os sociólogos, filósofos e você jornalista, devem sair de trás das suas confortáveis escrivaninhas.

  59. ligia

    -

    01/10/2011 às 1:17

    Precisamos de reportagens mais sérias e com base e fundamentação teórica e cientifica que consiga colaborar para o progresso e educação dos cidadãos. Isso é verdadeiramente urgente! Caso contrario continuaremos multiplicando analfabetos funcionais que serão facilmente influenciados por falacias de editores corporativistas e politiqueiros que publicam indiscriminadamente material subversivo e anti-éticos! Um basta nisso!!!

  60. Débora V Siqueira

    -

    01/10/2011 às 0:56

    Deplorável, repugnante e inútil.

  61. Filipe Derisso Salvini

    -

    30/09/2011 às 23:45

    certamente os filhos desse cara não precisaram fazer cursinho comunitário pra passar no vestibula…

  62. Anônimo

    -

    30/09/2011 às 23:02

    O texto já começa se estruturando em bases fracas, como é possível ver nas seguintes passagens: “Ninguém precisa se jogar num buraco de três metros de profundidade para saber se machuca… Machuca!” (não há meio de admitir tal argumento como aceitável) e “com os petistas é sempre pior porque até uma dose de Gold Label que acabou de sair do freezer, acompanhada de um pedacinho de chocolate amargo (não é para se empanturrar…), é pior com eles do lado…” - não que eu seja petista, de modo algum, mas isso não me parece acrescentar a esse post nada de útil, essa crítica contra o partido foi simplesmente vazia.

    Como pode alguém dizer que matemática e português são mais importantes que sociologia e filosofia? Seriam cálculos e normas gramaticais superiores à formação de cidadãos com senso crítico? É basicamente insistir na criação de robôs alheios à sociedade como um todo - e não só as classes privilegiadas. Devemos, pelo contrário, unir os conhecimentos de modo a complementar o “Acervo Saber” dos nossos jovens, torná-los não apenas ótimos engenheiros, como foi exemplificado, mas também pessoas que se preocupem com o país no qual vivem. Por que, ao invés de diminuirmos o número de aulas de tal matéria, não aumentamos o número total de horas diárias na escola? Ampliar o conhecimento em diversas áreas, incentivar o aluno a querer estudar, melhorar as instituições educacionais públicas deveriam ser as metas do governo!

    Quanto à utilidade da Sociologia e da Filosofia, destaco dois ramos: as matérias são importantes tanto na formação dos alunos como pessoas, quanto como cidadãos. Acredito que o incentivo ao pensamento crítico seja de extrema importância a partir do momento em que conscientiza as pessoas de que elas têm o direito, caso queiram, de se inteirar sobre diversos assuntos e dar uma opinião com base nos seus conhecimentos próprios, não apenas se deixar guiar pela opinião alheia. Além disso, essas matérias ajudariam a inteirar desde cedo as pessoas sobre a sociedade em que vivem e, unindo tais conhecimentos com a “matemática e o português”, tratados na coluna acima como preferenciais, teríamos formados profissionais inteiros - visariam o sucesso não apenas de si mesmos, mas da nação como um todo. Por fim, digo que não devemos restringir o saber.

  63. Rafael

    -

    30/09/2011 às 22:56

    Em que São paulo esse ignorante vive, que Marx esse leigo leu, e o que ele considera esquerda? Textos como esse expressam a profunda necessidade de que se estude mais sociologia e filosofia em detrimento das formulas matemáticas e das regras ortográficas decoradas que se ensina nas escolas hoje em dia.

  64. Ronaldo

    -

    30/09/2011 às 17:32

    Nossa, esse texto eu vou ter que salvar!
    Estou apenas começando o curso de engenharia mas já penso nas transformações que serei capaz de fazer com os conhecimentos que eu conquistar.

  65. Guilherme Belcastro

    -

    30/09/2011 às 17:09

    Parece que o autor esquece que o Ensino Médio não tem o papel de formar nenhum profissional, mas tem - ou deveria ter - o de possibilitar um conhecimento amplo, porém genérico, de diversas áreas.
    Assim, o aluno sairia dali com possibilidades de escolher o que considera o mais adequado para si. Porém, quando um tipo de raciocínio é privilegiado em detrimento de outro, os reflexos na sociedade são óbvios: os cidadãos terão menores propensão a desenvolver o tipo de raciocínio ao qual não foi estimulado.
    Portanto, acrescentar a sociologia e a filosofia à grade curricular do EM de maneira nenhuma faz com que tenhamos menos engenheiros que se expressem com clareza, mas que tenhamos mais engenheiros que, independentemente de se expressar com clareza, pensem de maneira crítica e consciente.

  66. Andrey W. Santa Maria

    -

    30/09/2011 às 16:52

    Senhor Reinaldo,
    deves ser detentor de muita bagagem para manifestar-se de forma tão autoritária e detentora, mais uma vez, de tamanha convicção.
    vc não parou nenhuma vez pra pensar em direcionar VOSSA crítica pra questão de por que não fazer o certo? ou mais coerente? - não é difícil de se chegar a essa conclusão: aumenta-se a carga horária das crianças nas escolas, investe-se mais em merenda escolar, contrata-se mais professores e, consequentemente, temos um primeiro passo pra uma melhora no sistema educacional.
    No mais, concordo plenamente com as palavras da Glaucia.
    Fica a dica pra um próximo texto.
    Agora fica o conselho, não se esqueça que um texto leviano também forma opiniões medíocres.

  67. zilma

    -

    30/09/2011 às 16:19

    Sinceramente, enquanto professora de sociologia no ensino médio fico indignada com as afirmações de algumas pessoas mal intencionadas, que só fazem desinformar acerca da nossa matéria que só ensina aos alunos um pouco da história da formação política brasileira e de direitos humanos. Nunca exigi que eles lessem o Capital!

  68. Lais

    -

    30/09/2011 às 14:37

    Tenho pena de quem escreve uma matéria dessa…

  69. Carolina

    -

    30/09/2011 às 14:20

    Realmente, estudo em um dos colégios mais “elitizados” de Recife e a aula de Sociologia na verdade é aula de socialismo e, dos muitos sociólogos, só se fala em Karl Marx.

  70. Elba

    -

    30/09/2011 às 13:38

    Estranho essa sua opiniao ser publicada pela mesma editora que publicou a seguinte materia em defesa da importancia da Sociologia na escola!!!
    http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/sociologia-importante-641082.shtml

  71. guga

    -

    30/09/2011 às 13:36

    Problemas Sociais, aonde?

  72. Phillipe Jonson

    -

    30/09/2011 às 12:49

    A sociologia e a filosofia não estão ligadas invariavelmente ao processo de alienação, ao contrário das ciências exatas, que deixam à mercê das concepções já alienadas dos estudantes a busca por uma visão crítica. As ciências humanas é um passo importante para a conscientização política, social, ideológica, filosófica, crítica, etc., e permite a seus interessados o desligamento de toda a porcaria que lançam nos seus olhos e nos seus ouvidos pela televisão, pelas campanhas por voto, pela pregação dos sacerdotes, pela autoridade possivelmente falsa de quem quer que seja (concordo com o comentário de <>. Michael Löwy já dizia (Ideologias e ciência social): “É na medida em que lutamos para transformar a realidade que a entendemos e é na medida em que melhor a entendemos que mais lutamos para transformá-la”. Concorde quem quiser, mas não queira sobrepor sua “ideologia total” (Mannheim) a qualquer “visão social de mundo” (Löwy).

  73. Glaucia

    -

    30/09/2011 às 12:45

    Reinaldo,

    sou formada em Ciências Sociais e Engenharia Civil, fiz um curso técnico em Edificações e atualmente estudo Enfermagem no exterior, em um país que me agraciou com uma bolsa de estudos.
    Posso garantir-lhe que a Sociologia abre a mente do ser humano e não tem nada a ver com comunismo. Quanto ao fato de ser claro ou não depende do nível de inteligência cognitiva e linguística de cada um.

    Conheço engenheiros que amam Filosofia e tornaram-se mais capazes profissionalmente combinando as Ciências Exatas com as Humanas. Como profissional das duas áreas, desculpe, mas não aceito os seus comentários.

    E tenha certeza que um aluno que gosta de ler textos que visam humanizar (e até educar) , melhorará o seu desempenho na Língua Portuguesa. Só é claro e conciso quem sabe ler e interpretar textos de qualidade.

  74. Rodrigo Petrone

    -

    30/09/2011 às 11:30

    Eu li algum comentário de alguém q nunca usou a matemática na vida,mas eu já usei e muita,porque faço engenharia e matemática é de certa forma importante. Além disso,devo dizer que a matemática é importante para o desenvolvimento de nosso raciocínio,buscar respostas rápidas,etc…talvez algumas coisas q vc faça na vida.
    Ou seja,o aprendizado da matemática faz parte do desenvolvimento do ser humano(ainda mais,a matemática básica vista no colégio).

  75. Rafael Teixeira

    -

    30/09/2011 às 11:18

    Amigo Reinaldo Azevedo.

    Concordo com sua crítica a mentalidade esquerdista, mas creio ser um engano pensar que aulas de sociologia atendam apenas a esse interesse.

    Eu duvido que a mudança da carga horária iria afetar significativamente a opção de profissão futura dos alunos. O que acontece hoje em dia é que temos uma multidão de engenheiros, advogados, policiais, e tantos outros profissionais importantíssimos para nossa sociedade, que não conseguem refletir sobre o seu papel nela. Muitos profissionais que pensam que vivem sozinhos no mundo e não pensam sobre como suas ações vão afetar os outros, que não fazem nenhum tipo de reflexão ética e acham que é natural seguir os próprios interesses até os caminhos da corrupção. Daí vemos aquele cenário do funcionalismo público onde todos apenas fingem que trabalham (e se faz necessário pagar dois funcionários para o trabalho de um) e quando param para refletir sobre a situação concluem que o governo está em débito com ele e que deve fazer uma greve. Isso mostra a falta de uma reflexão séria desse indivíduo, na ocasião de sua formação, sobre o funcionamento da sociedade e seu papel nela.

    Concordo quando você diz: “O Brasil precisa de menos sociólogos e filósofos e de mais engenheiros que se expressem com clareza”, mas eu diria mais, o Brasil precisa de mais engenheiros que entendam seu papel na sociedade e trabalhem realmente para melhorá-la. Esse me parece o verdadeiro papel de um ensino de sociologia nas escolas. Que percamos 3 profissionais de 100 para a sociologia, desde que isso melhore o papel social dos 97 restantes isso será um progresso para a sociedade.

  76. iuri

    -

    30/09/2011 às 10:03

    nossa é realmente triste ver que existem pessoas neste país que ainda querem negar ao povo o direito de desenvolver o senso político e civil. O Brasil não precisa de engenheiros, nem de sociologos, nem de filosofos e sim de um povo que subverta a ordem vigente e acabe com o domínio das elites que se faz desde que o Brasil é Brasil.

  77. Juliana

    -

    30/09/2011 às 9:47

    Como o senhor pode jogar expressões em latim, falar sobre empirismo e “A Ideologia Alemã” e, ao mesmo tempo, desprezar a filosofia? De onde surgiu esse conhecimento senão da filosofia e da sociologia?

    REINALDO RESPONDE
    Quem disse que eu desprezo? Eu adoro!

  78. Felipe Rodrigues Koval

    -

    30/09/2011 às 0:52

    Será que o Fernando Henrique concordaria? Muitos engenheiros governaram o país, senão um estado da federação. Um exemplo bem claro é o “nosso querido” Paulo Maluf; engenheiro, grande construtor de obras, que por sinal geram grandes lucros pessoais. O senhor é malufista pelo jeito. Porém, o que é a língua portuguesa, a matemática? Bem, segundo o que a história nos conta e mostra é: são ciências, humanas e exatas. Não se trata de dividir campos de conhecimento e saberes. Se não me falha a memória, parece que Pitágoras é filósofo, e pasmem: matemático. Aqui cabe lembrar que a matemática é matéria troncal em um curso de exatas. Agora deixo uma grande pergunta: engenheiro pra que? Para saturar o mercado e posteriormente vir a ser professor de cursinho pré-vestibular para dar aulas de física e matemática (e onde ficam os físicos e os matemáticos de formação?)? Ou seja, ter uma formação, a qual não irá exercer? Ou como já vi e vivi - e aqui é também um empirismo, porém não tão óbvio aos olhos de simples redatores de minutas -, diversas pessoas, das quais, cursando os mais famigerados cursos superiores, nas mais famigeradas instituições de ensino, e que procuram o concurso público por falta de mercado de trabalho. Eis a grande pergunta: quantidade ou qualidade? Formação mecânica ou formação crítica? Por fim, - e aqui é uma visão particular - lembre-se que Jânio Quadros é professor de português, geografia e advogado, porém foi político a maior parte do tempo. Segundo minha chefa(e?), um dos melhores Prefeitos da Capital, com qual ela trabalhou - ela só tem 40 (quarenta) anos de carreira, de GABINETE -, e que também falou mal dele à época das eleições. O que mais frequentemente tenho visto e ouvido nas dependências do GABINETE, são os assessores de imprensa que atendem os jornalistas pedantes. E o que é mais engraçado: nós, da assessoria técnica legislativa, da Secretaria do Governo Municipal, quando publicamos atos oficias no Diário Oficial, publicamos A, e no dia seguinte os meios de comunicação divulgam B.

  79. Sérgio M. Cruz

    -

    29/09/2011 às 23:43

    O Brasil precisa de Sociólogos e Engenheiros bem articulados uns com os outros, já a Filosofia, quanto menos instrumentalizada melhor e o que não precisamos de jeito nenhum é de gente, empresa ou instituição de qualquer natureza nos segregando (ainda mais).

  80. Saulo

    -

    29/09/2011 às 23:39

    O senhor Odair foi o único que disse algo que presta. Como que uma sala com 50 alunos, sendo 25 do sexo masculino, numa idade em que os hormônios explodem, podem ter uma aula de química orgânica? Nessa idade jovens já fedem parados, após 45 minutos de handebol, com direito a um ‘banho de gato’ numa pia, a sala de aula fica simplesmente intolerável. Nenhuma menina vai conseguir aprender a alegoria da caverna de Platão com um coleguinha de 14 anos suando mais que um porco num forno ao seu lado. Essa seria a primeira transformação: banir aulas de Ed. física para um sábado de manhã. Abraços.

  81. amaury cesar moraes

    -

    29/09/2011 às 23:37

    Caro Reinaldo,
    (…)

    REINALDO RESPONDE

    Não sou seu “caro”; não nos termos em vem o seu comentário. Como vê, já cortei. Não o reconheço como o meu juiz.

  82. Ralph Mariano

    -

    29/09/2011 às 22:32

    Caro Reinaldo apesar de nunca ter concordado com uma só palavra que você já escreveu dessa vez fiquei estarrecido! De fato concordo com você quanto ao Brasil precisar de mais engenheiros, entretanto é possível fazer isso ampliando o acesso à universidade e melhorando a qualidade dos ensinos fundamental e médio. Mais uma vez tenho que discordar de você quanto à redução do ensino de matemática (não de português). Terminei o ensino médio e logo depois a faculdade, não tenho mais do que 26 anos e nesses 26 anos que vivi (e uns 8 anos depois de sair do ensino médio) até agora só utilizei na minha vida as quatro operações básicas da matemática, soma, subtração, multiplicação e divisão, e em algumas vezes a porcentagem. Até agora estou esperando o momento em que na minha vida utilizarei o IMPORTANTÍSSIMOS conhecimentos que adquiri na matemática do colégio, como polinômios, números complexos, funções exponenciais, etc. Se a educação básica deve sobretudo preparar o cidadão para a vida (e não só para o vestibular) acredito sim que a matemática (e só a matemática, quanto ao português eu não concordo) deve ser reduzida em detrimento do ensino de Filosofia e Ciências Sociais, afinal o domínio de conceitos acerca política, direito, justiça e ÉTICA é tão mais importante do que saber resolver uma equação de segundo grau, ainda mais no Brasil país em que o cidadão, em geral, não tem noção alguma de sua condição civil.

  83. Rodney

    -

    29/09/2011 às 21:36

    Uncle King, Parabéns pela clareza do texto!!! :-)

  84. Ronaldo Sovires

    -

    29/09/2011 às 19:01

    Fazer o ser humano pensar por si mesmo é pregar ideologia de esquerda? Pode-se muito bem ler livros de filosofia e tomar por si mesmo sua ideologia, que não necessariamente essa precise ser socialista estou certo? Essas aulas de sociologia e filosofia deveriam ser em casa…rsrs, mas infelizmente professores a lecionam tentando impor sua ideologia esquerdista que não deu certo, acima da ideologia de seus alunos.E ficar xingando os outros acho que não vai levar ninguém a lugar algum, para fazer valer afirmações acima das afirmações de outros é necessário a presença de fatos mais concretos do que ofensas.

  85. Cicero Avila

    -

    29/09/2011 às 18:45

    Ainda vivemos os ecos do ressentimento deixado pela ditadura. Uma constituição “cidadã” que privilegia bandidos e pune honestos. É o ranço do fundo da latrina fétida do proselitismo, de ideologias prosaicas e ultrapassadas que se mostraram absurdas, ineficientes e incapazes de resolver as diferenças sociais.
    Assim é o Brasil: um país com tique colonizado que pretende ser potência. Um país onde bandido é protegido pela lei, e não o cidadão.
    Até quando iremos aturar essa vergonha que corroe nossa sociedade? Até quando veremos esse “socialismo itelectualoide de araque” dos petistas e outros partidecos, fazendo o caminho contrário para o séc. XIX?
    Sim, eles perpetuar-se-ão no poder, porque existem ignorantes e famintos, carentes de todos os matizes e completamente despojados de qualquer senso crítico, decência ou caráter, eternos escravos de um “Socialismo à Brasileira”, cujo maior mérito é tirar o cidadão da miséria material para deixá-lo eternamente escravo da miséria moral.
    Não precisamos de mais escolas. Preceisaremos de mais cadeias no futuro.
    Não precisaremos de engenheiros, arquitetos ou médicos. Para quê? Precisaremos de muitos advogados para proteger-nos de nós mesmos.

  86. Jâneo Manoel

    -

    29/09/2011 às 17:52

    Só tenho uma coisa para dizer: o ensino médio brasileiro precisa urgentemente de uma reforma para evitar “horrores” de disputa de carga horária entre as disciplinas. VERGONHA NACIONAL

  87. Sophia

    -

    29/09/2011 às 17:26

    Parafraseando um professor meu:

    “O Brasil precisa de mais aulas! Os brasileiros que são obrigados a ler uma besteira dessa… Engenheiros transformando meu país em que? Fazendo engenharia pra quem? Em quais moldes? Produzindo IPhone? Para playboy comprar? Que tal um novo carro novo? Ops, acho que não, brasileiro anda de ônibus… ”

    O governo quer formar brasileiros que ajudem o país, e não gente que só se importa com seu próprio umbigo e com sua carteira. Brasileiros que enxergam o país…

    Mas acho que isso é muito complexo para os senhores entenderem.

  88. renato

    -

    29/09/2011 às 15:21

    DE FATO… eu prefiro que meus filhos estudem na escola apenas materias tecnicas… questoes morais, eticas, religiao, sociedade.. prefiro ensinar eu mesmo… (nao quero meus filhos dotrinados, estudei em escola publica e posso garantir que existia um grande abuso a esse respeito)

  89. Marina

    -

    29/09/2011 às 14:51

    Ok, as coisas estão ficando fora de controle! Isso mesmo, a gente precisa de mais e mais engenheiros (sejam eles bons ou maus expressadores de opinião) agora, mas, e depois que todo esse “AUÊ de Copa e Olimpíadas” acabar, o que acontecerá com MUITOS desses profissionais!? E mais, para se expressar com clareza é preciso pensar e para pensar, acho que, NA MINHA HUMILDE OPINIÃO, temos que saber analisar os fatos. E para analisar fatos com discernimento usamos o que? Filosofia e Sociologia…Não quer seguir carreira, ok! Direito seu, meu e de qualquer um, porque aprofundar-se é questão de escolha (Tenho planos em deixar o Curso de Ciências Sociais esse ano!), mas aprender a pensar é útil sempre e ter uma BASE nessas matérias, ajuda e é fundamental! Agora, será mesmo que vocês governantes, pessoas que dominam os meios de comunicação em massa, etc, querem pessoas que realmente PENSAM? Eu acho que não! Não é interessante para vocês, não é mesmo!? Muito mais fácil comandar “os que não pensam”. E assim caminha o nosso Brasil!

  90. Priscila

    -

    29/09/2011 às 11:36

    Claro que você não acha que o Brasil precisa de mais sociologos, filosofos etc, no Brasil não há necessidade de seres pensantes, não é mesmo, seres que questionem o que lhes é oferecido, como os sociologos e filosofos.
    Engenheiros trabalham, ganham dinheiro q estão pouco ligando para o que acontecem com as massas, não é mesmo??
    Melhor assim, assim ninguém reclama do que está acontecendo no país.

  91. Ricardo

    -

    29/09/2011 às 11:28

    Eu sou professor de matemática do estado e tive acesso ao documento que propõe a mudança da matriz curricular. A redução da carga de matemática e português é de 20% a até 50%, dependendo da escolha do aluno, uma vez que a escola deverá oferecer turmas de ensino médio com ênfases diferentes. Evidentemente os alunos vão escolher a grade com a menor quantidade de matemática. O resultado do SARESP de 2010 registrou que os alunos saem com defasagem de 4,5 anos em sua formação matemática e vão RETIRAR aulas de matemática? Será que eu entrei na toca do coelho e fui parar do outro lado do espelho? Onde estará a Rainha de Copas que eu quero falar com ela!

  92. Marco

    -

    29/09/2011 às 10:07

    Pois é Reinaldo… a FEFELECHE entrou em peso neste post…

  93. Caio

    -

    29/09/2011 às 9:06

    Creio que substituir, pura e simplesmente, matemática e português por mais horas de filosofia e sociologia não resolve o problema. O fato é que apesar de tantas aulas de português e de matemática a mais que as outras disciplinas não formaram - nem formarão - individuos com um raciocionio lógico melhor, ou com uma boa interpretação de textos e boa escrita. Para que isso ocorra deve-se melhorar a qualidade das aulas oq siginifica dizer, investir na formação dos professores, reumenerá-los decentemente, investir em materiais didáticos de qualidade, infraestrutura de material,mudar toda uma estrutura de ensino hierarquizada e burra, que estimula a competição entre os alunos desde cedo (os “melhores” alunos sentam na frente e os “problematicos” no fundão).
    O déficit de consciência crítica (e crítica não é somente Marx que desenvolve vio meus caros liberais-conservadores tão temerários de qualquer pensamento que vá contra oq está dado) da realidade é flagrante e para sanar tal déficit, concerteza um ensino de sociologia e de filosofia pode ajudar. O atual modelo pedagógico forma mão-de-obra técnica e especializada, pessoas de uma racionalidade prática execelente, mas pobres de capital (já q vcs gostam tanto desse termo) humano.
    Essa discussão não pode cair numa briga de egos, aonde os dois lados exigem mais horas-aula de suas matérias - o professor de história com ciumera por ter menos aulas de sua área na grade em detrimento de muitas aulas de matemática e esse não aceita que aumente as aulas de humanidades - por acreditarem que a sua area de conhecimento expressa a verdade absoluta das coisas, como um pastor evangélico, cego pela sua fé, que demoniza o candomblé e qualquer outra religião não cristã por exemplo. É esse tipo de debate que o senhor Reinaldo Azevedo e a revista “Veja” fomentam, atestando, além de seus limites intelectuais, a sua apologética barata de direita.

  94. Heliton R. Z.

    -

    28/09/2011 às 23:28

    Penso que o Sr. Reinaldo deva ser um bom engenheiro ou seus filhos e netos estejam neste caminho. Também penso que em seu comentário usou demasiado vocabulário filosófico. Este é um bom sinal, pois, levando em consideração sua indignação, algum professor de filosofia deva ter corrigido com veemência seus erros de português. E para finalizar, se os engenheiros fossem tão bons assim não aconteceria tantos acidentes com obras que edificam. Algum dia viu algum acidente que matou varias pessoas provocada pelo erro de um filósofo ou sociólogo?

  95. Leonardo Mesquita

    -

    28/09/2011 às 21:15

    No meio dos comentários abaixo, nota-se a tendência em considerar a filosofia como uma espécie de “embromação”, cuja finalidade seria unicamente garantir uma reserva de mercado para professores esquerdistas, e que atravancaria, de certa forma, o ensino das ciências e técnicas “úteis” para as carreiras que realmente interessam ao desenvolvimento nacional. Isto já é, em si, uma “crítica” ideológica, reflexo de uma mentalidade presa ao tal paradigma do “progresso”, o que evidencia, ao contrário do que disse o sr. Reinaldo Azevedo, a necessidade de ensino de filosofia, já que este mito, de certa forma, impregna a mentalidade moderna. Apesar do que o colunista assevera, nem todos os profissionais de ensino da filosofia ou das ciências humanas são corruptores ideológicos, embora eu saiba, por experiência própria, que os realmente competentes são raros. O que é preciso não é ensino de matemática e português, como um leitor disse, desde sempre ensinadas no sistema educacional e reverenciadas como as únicas relevantes, mas BONS professores, seja de que matéria for.

  96. Realidade

    -

    28/09/2011 às 18:55

    Verdade seja dita: precisamos realmente é de uma varredura geral no país.Ao invés de diminuirmos a carga horaria, deveriamos ter um aumento. Já ouviram aquela frase “cabeça vazia é oficina do diabo”? - Caros senhores, estudei minha vida inteira em escola publica, e bem me lembro quando diminuiram nossa carga horária (de 60 minutos, passou para 45min a aula),para “implantar filosofia”. Sabe o que ganhamos com isso? Mais tempo para troca de professores, até ser efetuada a chamada, sobrava uns 25 a 30 minutos de aula. Agora pense, será possivel compreender um texto simples de filosofia nesse tempo? Ou fazer um debate racional entre alunos? A questão é que estamos aprisionados num sistema de ensino fraco e irresponsavel.
    Gostaria de ter estudado na epoca dos meus pais, onde aulas de moral e civica, politica, preparação para o trabalho, economia domestica faziam parte da grade escolar. De que adianta termos grandes pensadores que se individam até o pescoço pois não sabem calcular uma taxa de juros simples?. Basta ver o plano “minha casa, minha vida”. Se voces ainda não perceberam, os contrutores se beneficiam muito mais agora - um apartamento de 48mt que custava R$90.000 a dois anos, hoje custa em média R$130.000 - precisamos rever nossos conceitos!
    Precisamos urgente ir pra rua e revolucionar! A questão em si não é que Matemática é melhor que filosofia, mas se nossos professores não estão aptos nem pra ensinar Matemática, imagine o que ensinarão sobre Filosofia?
    Então meus caros, creio que quando o autor deste texto fez sua critica, não estava falando que precisamos de mais engenheiros (daqueles que constroem casinhas e inventam IPODS), mas estava falando de pessoas aptas para sua area de trabalho.É fato irrefutavel que a matematica é a base da sociedade, porem se não soubermos pensar, de nada nos adianta, pois o pensamento faz o calculo e projeta as idéias, sem o mesmo a calculadora ganha seu status na sociedade onde para um estudante do ensino médio é impossivel que a metade de dois mais dois seja tres!
    Há, um ultimo comentario, a alguns dias assisti no jornal Hoje que estima se que em cinquenta anos as pessoas não saberão mais escrever (sabe, com a velha e boa caneta BIC), a escrita sera obsoleta, pois todos apenas digitarão! Isso não é um tanto WALL.E? (acho fantastico os seres humanos serem obesos e só usarem a fala para direcionar suas cadeiras)…igualzinha nossas mentes, doutrinadas desde o primário a acreditar que nascemos num pais tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, onde os americanos possuem 70% da nossa floresta amazonica e os chineses o nosso litoral. É ou não é fantástico!?!

  97. que pais é esse

    -

    28/09/2011 às 17:26

    tio rei, acertou em cheio: sociólogos só servem pra filosofar e falar mal dos outros, igual a um que ocupou um importante cargo a tempos atrás…

  98. Marlon

    -

    28/09/2011 às 16:36

    Mary - 28/09/2011 às 16:16

    a ciência só passou a evoluir bastante depois que se desprendeu da filosofia. Ela foi importante no início do processo, mas depois estagnou a ciência.

  99. Dalton C. Rocha

    -

    28/09/2011 às 16:23

    Você escreve:”Que o governador Geraldo Alckmin ponha fim a essa patuscada corporativista e obscurantista”. Bem, eu pergunto: Como pôr fim a essa patuscada corporativista e obscurantista? O Lula estabeleceu em lei que tem de terem aulas de filosofia(marxista) e sociologia(marxista)em todas as escolas. O único jeito é retirarem aulas das outras disciplinas.

  100. Mary

    -

    28/09/2011 às 16:16

    Se fosse apenas uma questão de carga horária, o Brasil já estaria repleto de técnicos competentes nas tais engenharias. As aulas de português e matemática sempre tiveram maior destaque na grade horária das escolas e nem por isso todos alunos saem de lá hábeis em cálculo e linguagem escrita. Imaginar que retirar filosofia e sociologia da grade curricular privilegiando português e matemática seria a solução para qualquer coisa é de um reducionismo tacanho. Sem contar que a filosofia é vital para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da razão despida de crendices e preconceitos obscurantistas, já que foi mãe de todas as outras ciências, sendo historicamente fundamental para o tal progresso humano técnico e científico tão alardeado pela direita. Já a sociologia é uma área do conhecimento que tem por finalidade descortinar a realidade social, desnaturalizando-a, investigando nossas pré-noções de mundo, nossas crenças e costumes que somos educados a aceitar naturalmente desde quando nascemos. As duas disciplinas em si, são críticas sim, e nem por isso são naturalmente “esquerdistas”. Claro que precisamos de bons profissionais técnicos, assim como precisamos de bons escritores, jornalistas, representantes políticos, professores, médicos, etc. independente das ideologias que estes venham a seguir. E todos estes profissionais são, acima de tudo, cidadãos, que tem direito a uma formação ampla. Mas não é defendendo a matemática e o português em detrimento das humanas que isto vai acontecer. A propósito, o sr. Reinaldo precisa de uma leitura mais aprofundada de Karl Marx e um conhecimento mais amplo sobre educação no geral antes de escrever sobre isto, gostaria de saber como a matemática e o português o ajudariam nisto…

  101. Rodrigues

    -

    28/09/2011 às 16:14

    Correções:
    sem não conseguem alguma coisa está errada/ Por que tantas pessoas que se formam em outras áreas procuram depois estudar filosofia?

  102. Ariel

    -

    28/09/2011 às 15:03

    Seu texto me lembra uma entrevista com o escritor cubano Cabrera Infante, perguntado se desejava voltar a Cuba, ele disse:” Não, Cuba não precisa de um escritor, mas sim de engenheiros, arquitetos, homens de negócio, de capital.”

  103. fogoamigo

    -

    28/09/2011 às 15:02

    Aumentar as aulas de sociologia e filosofia tem o efeito prático de ampliar o campo de atuação dos esquerdopatas de plantão.
    Já as aulas de português e matemática devem parecer desnecessárias a esses estúpidos. No fim, todos podem receber algum título de “doutor honoris causa”.
    Que Deus nos proteja de tanta ignorância!

  104. Jorge Conrado Conforte

    -

    28/09/2011 às 14:51

    Sou favorável a sua ideia. Este país quer formar um bando de alienados.

  105. Rafael Romão Silva

    -

    28/09/2011 às 14:19

    Isso aí! Vamos pregar a formação de pessoas alienadas que tornem mais fácil qualquer ideologia e governante passar por cima da sociedade brasileira!

    Acredito que seja uma ideia extremamente equivocada se condenar o ensino destas disciplinas. Pode se condenar o JEITO como elas são ministradas, mas acredito que uma sociedade não vive apenas construindo pontes e IPADs.

    A justificativa que o senhor dá não te torna nem um pouco diferente de qualquer esquerdista que tenta exercer seu pode ideológico sobre a sociedade.

  106. José do Norte

    -

    28/09/2011 às 14:12

    Valeu, Reinaldo, é isso aí! Desde minha graduação em engenharia que advogava a supressão dos centros de humanas! Brincava: “são safáris onde vemos as mais variadas bestas”.

  107. Renata

    -

    28/09/2011 às 13:34

    Não vejo problema em ensinar filosofia e sociologia na escola. Não vejo problema em ensinar a molecada a pensar, ao contrário. Há lugar (e tem que haver) pra todos, filósofos, sociólogos, engenheiros, artistas e cientistas. O problema de todas essas matérias, sejam filosofia e sociologia, ou matemática, ciências e português, é serem TÃO MAL DADAS, é servirem de palanque de pregação político-ideológica! Até a matemática, se mal empregada, pode servir a isso: dividam cem por dois, e cem por cinquenta, e vejam como o resultado reflete a concentração de renda na mão de poucos, etc… já se vão mais de 35 anos desde minha infância, quando não havia aula de sociologia, mas já nas aulas de geografia se fazia proselitismo: “Vejam a monocultura da soja, os latifúndios, ficamos só exportando soja que ninguém come e acabamos tendo que importar arroz e feijão”… se na época a criança tenrinha aqui já soubesse dos benefícios que a soja traz, responderia: “Tia (ugh! na época não era “profe”), ninguém come soja, mas deveria comer!”

  108. Marcos

    -

    28/09/2011 às 13:07

    Meninos, o problema não é a ciência da filosofia ou da sociologia, mas o uso que será dado a estas matérias e o desuso que se esta dando a outras (Somos um dos piores países do mundo em matemática).
    Muito antes de sociologia ou filosofia, viria moral e cívica onde se aprende a lei como os DIREITOS e DEVERES de se viver em sociedade.
    Quanto a este movimento esquerdopata em SP só haverá uma solução: http://www.escolasempartido.org/

  109. odair

    -

    28/09/2011 às 11:42

    Entre nos sites das diretorias de ensino e veja quantas aulas de sociologia tem para serem atribuidas e não se encontra professores habilitados na matéria.As aulas acabam sendo atribuidas para professores de outras matérias, tais como: história e geografia, ou até para estudantes.

  110. odair

    -

    28/09/2011 às 11:17

    A solução seria passar aulas de educação fisica para o período contrário (duas aulas por semana)ficando aberto o campo para mais aulas de filosofia, sociologia, etc. Não teriamos que mexer na grade e os alunos não entrariam fedidos nas aulas restantes do dia.

  111. Sam Spade

    -

    28/09/2011 às 10:30

    Essa história de redução da carga horária escolar é de fato ideia de gerico, Oh my God! Até me lembrou aquela piada do sujeito que passando diante de uma vala cheia de espinheiros, resoluto tira as roupas e se joga sobre os maricás. Ante a estupefação geral, ao ser perguntado o motivo de tamanho absurdo, ele responde: na hora me pareceu uma boa ideia.

  112. Francisco

    -

    28/09/2011 às 9:49

    Grande Reinaldo (permita-me),
    mais uma vez quedo-me diante de seu texto. Tenho mestrado em filosofia, mas estudo também fisica e, muita, muita matemática. Em filosofia meu interesse maior é em lógica e filosofia analitica, tendencias correntes nas maiores universidades do mundo. No Brasil, infelizmente, embora não seja dificil de se estranhar, a filosofia feita por aqui está atrasada em pelo menos quarenta anos. Trocaram a forma pelo obscurantismo pragmatista!

  113. Maria Helena

    -

    28/09/2011 às 7:48

    Até em São Paulo?! Não, pelo amor de Deus! São Paulo é o único Estado brasileiro que ainda resiste bravamente a essa pobreza de espírito que avassalou o país com o advento de lula. São Paulo ainda tem a maioria que pensa grande e com nobreza. E nobreza faz bem, ao contrário do que pensam os rastaqueras de plantão. Por favor, governador Alckmin, São Paulo, não!

  114. Rodrigo

    -

    28/09/2011 às 7:23

    Ih…. No Brasil, a lei de Murphy impera inconteste no setor público! Se alguma coisa pode dar errado, ela com certeza dará! Haja vista a eleição por duas vezes de um presidente analfabeto, um submarino que afunda no cais por displicência total e inúmeros exemplos.

  115. Christiane Rebola

    -

    28/09/2011 às 6:38

    Rei, você esqueceu de mencionar “antropologos” , que afirmam : a heterossexualidade é uma invensao !!!!hahahhahahha……Só no Brazilzil.

  116. Maria Cristina Alvarez

    -

    28/09/2011 às 6:30

    Caro Reinaldo,

    A Língua Portuguesa é meu instrumento de trabalho: sou revisora, redatora e escritora. Por causa do meu trabalho tenho acesso aos mais variados tipos de texto: de publicitários a técnicos. É espantosa a quantidade de erros gramaticais que encontro no meu cotidiano. Mas isso, até um corretor ortográfico eletrônico pode ajudar. O problema maior é quando, como a nossa “querida” Presidente, as pessoas não conseguem expressar as suas ideias. Textos truncados, obscuros, sem coesão, nem coerência, sem o básico do “começo, meio e fim”, sem nada. Textos ininteligíveis. E todos de pessoas que se graduaram em faculdade. Diminuir a carga horária da Língua só vai piorar esse cenário (mas pelo menos, vai aumentar a minha carga de trabalho e os meus rendimentos). Entretanto, não podemos ter professores que expliquem aos alunos que a vírgula indica “pausa para respirar”; já imaginou o texto de um asmático? Eu cursei Letras e na minha turma, maioria egressa de escola pública, não tivemos um aprofundamento do estudo da Língua. Foi quando me perguntei: que tipo de profissional sairá daqui para ensinar? Eles vêm sem o básico, continuam por mais 4 anos sem ele, graduam-se e vão para as salas de aula – que medo!
    Sem a Língua, não temos pessoas preparadas para compreender a informação, analisá-la, discuti-la, assimilá-la. E isso não é só em relação à matéria em si. Minha mãe, professora de Matemática e Física há quase 40 anos, reclama dos alunos que não conseguem resolver equações por não saber interpretar o que está escrito no problema! E como ficamos?

  117. Maurício Tuffani

    -

    28/09/2011 às 5:50

    Errei na digitação da palavra falsos.

  118. Maurício Tuffani

    -

    28/09/2011 às 5:48

    Caro Reinaldo,
    Todas as suas alegações e adjetivações se basearam em um grave erro de informação da Folha, reconhecido hoje pelo próprio jornal, que noticiou uma proposta para discussão como decisão transformada em norma. De quebra, foram aqui ressuscitados outros prejulgamentos contra a atual gestão da Secretaria de Estado da Educação já comprovadamente falos, como o fim da promoção pelo mérito.
    Saudações,
    Maurício Tuffani

  119. Lis

    -

    28/09/2011 às 1:44

    Reinaldo….hoje você leu meus pensamentos!!! Je t’aime….com todo respeito!!!! UHUHUH
    As coisas poderiam ser tão simples e boas…descomplicadas..
    É isso aí amigos….simples assim.Não gostam que eu fale esquerdalha, nem petralha. Tampouco que eu fale esquerdopatia. Mas fato é que a esquerda sempre foi afeita ao “filosofar”as coisas como se descobrissem ovos de Colombo. Vamos viver a vida civilizada, seguindo regras para paz social, sabendo que 2 mais 2 são 4 e que não é “Nóis pega o pêxe”.

  120. Roubocoop (engenheiro analfa)

    -

    28/09/2011 às 1:40

    Alguém precisa explicar para o companheiro Marx que engenheiro é coisa de elite e direita.
    .
    Tudo que dá trabalho e requer, persistência, atitude, caráter, é coisa de direita, Nerd, como esses americanos que fizeram os BRICs serem o que é hoje graças à facilidade desses softwares que mastigam o problema.
    .
    Ser de direita independente é bom. Mas ser um dependente de esquerda é muito melhor.

  121. Pela Fé

    -

    28/09/2011 às 1:04

    Pois é, Reinaldo, um verdadeiro balaio de gatos.

  122. Marco

    -

    28/09/2011 às 1:01

    Mais um detalhe que o atual secretário de Educação parece desconhecer. O mercado de trabalho possui necessidades enormes (para já e para o futuro) de mão de obra técnica qualificada (que, com certeza, saiba ler e entender o que lê, tanto em português, como em inglês, espanhol, francês, alemão, etc…). Algum assessor deste secretário poderia ajudá-lo com esses dados e cenários, já que o Secretário Voorwald ocupa-se neste momento exclusivamente de filosofar, ao invés de gerir a educação pública paulista.

  123. Marco

    -

    28/09/2011 às 0:48

    Esse senhor, atual secretário de Educação, foi vice-reitor e também da UNESP. Por sua origem entendo sua atuação (que não venham me “torrar o saco” “by RA” por este comentário, pois fui funcionário da UNESP por muitos anos e conheço este senhor) e não me espanto. É porisso que aquela universidade é o que é.
    Tomara que essa idéia não prospere, para o bem dos futuros estudantes.

  124. rivotril

    -

    28/09/2011 às 0:16

    Esse secretário quer facilitar pro hadad. só pode.

  125. Amelia

    -

    28/09/2011 às 0:08

    Português e matemática são linguagens. Não se aprende a ler em aulas de história ou geografia, assim como não se aprende matemática em aulas de física. Os professores querem e precisam ensinar seus conteúdos e a base da linguagem é suposta sabida. Isso é sabido desde o tempo dos jesuítas, e português e matemática sempre tiveram um espaço maior. É assim hoje em escolas particulares que são obrigadas a mostrar resultados ou quebram. A escola pública porém dá-se ao luxo da irresponsabilidade. Não há compromisso com resultados, se tudo der errado nada acontece com os responsáveis. Aliás, se acontece é geralmente serem incensados como desbravadores, inovadores, humanistas etc. Perguntem se os canalhas que propõem essas maravilhas colocam os filhos nessas escolas. Canalhas mas não otários.

  126. Roberto M

    -

    27/09/2011 às 23:57

    Querido Reinaldo,

    Não sei se vc é familiarizado com Heidegger, mas cito uma ótima passagem deste grande pensador que transforma em cinzas esta afirmação de Marx sobre a filosofia .
    Mudar o mundo? Qual mundo?O mundo segundo Marx? Mudar o mundo pressupõe uma concepção de mundo que será alcançada com uma interpretação deste.
    Marx tacitamente nega a filosofia ao mesmo tempo em que quer uma nova filosofia….
    Se tiver um minuto assista o video em que o próprio Heidegger detona o barbudo numa entrevista histórica.
    Heidegger On Marx 1′35″
    http://www.youtube.com/watch?v=OxmzGT1w_kk

  127. G.D.

    -

    27/09/2011 às 23:51

    Desde que se falou em colocar filosofia e sociologia na grade do ensino médio, eu percebi que a medida tem mesmo o objetivo de dar mais e mais tempo para os “professores” progressistas repassarem cada vírgula da doutrina esquerdista. Além disso, a coisa torna o peso das “ciências humanas” maior nos vestibulares, forçando ainda mais o aluno a repetir, mesmo que contra sua vontade, as mesmas macaquices esquerdistas se quiser ter alguma chance de passar numa faculdade decente (Eu faço engenharia na Unicamp e se precisasse passar de novo no vestibular, provavelmente não conseguiria por causa desse motivo - alguns anos lendo Reinaldo, Olavo de Carvalho, etc, e lá se vai toda a bobagem que eu “sabia”).
    Essas matérias não deveriam estar em separado na grade do ensino médio(uma boa noção delas pode ser passada durante as aulas de história e geopolítica), muito menos ganhar mais tempo em detrimento da matemática ou do português.

  128. Vilmar

    -

    27/09/2011 às 23:50

    INTELIGENTE X INTELECTUAL
    Quem muda o mundo são os inteligentes. O descobridor da penicilina (Alexander Fleming ) , do viagra,da eletrcidade,da internete,do automovel, da anestesia ,etc… resolveu mais problemas da huminidade que todos os filósofos ,profetas e suas doutrinas religiosa. Contra fatos não existem argumentos. Os intelectuais são uns redondos. (dão voltas, dão voltas,dão voltas……)
    É isso que os professores de física,química,matématica,biologia,ciencias,tem que dizer para seus alunos; senão a UNE vai convêcê-los em ser parasitas à viver do dinheiro dos nossos impostos sendo funcionários dos governos ou inventado ONGs.

  129. EICIDEICI

    -

    27/09/2011 às 23:37

    as escolas publicas não ensinam nem a ler nem a escrever direito , e agora querem que ela forme engenheiros e cientistas? num tô intendendo…

  130. Rovison

    -

    27/09/2011 às 23:36

    Em uma das escola onde trabalho, há cinco pedagogos que não fazem absolutamente nada. Só cumprem horário na escola e isto ocorre na maioria das escolas estaduais do Pará, pelo menos na cidade onde eu moro. É um desperdício criminoso de dinheiro público. Outro profissional que ganha sem fazer nada é professor de educação física. Na cidade onde eu moro, a grande maioria dos professores de escolas estaduais também só cumpre horário na escola. O máximo que eles conseguem fazer é dar uma bola para os alunos irem brincar na quadra ou mandar os estudantes pesquisarem na internet um assunto qualquer para dizer que passou algum trabalho e dar alguma nota para os alunos. Passam a maior do tempo na sala dos professores lendo jornal ou comendo alguma coisa.

  131. Desbravador

    -

    27/09/2011 às 23:32

    Amigo Reinaldo, esta discussão vem bem a calhar. Vejam bem
    em 1964 os americanos acharam que João Goulart queria fun-
    dar no Brasil uma República Sindicalista. João, o Jango era formado em direito e fazendeiro e nunca declarou nada
    sobre implantação de República Sindicalista nenhuma.
    Tambem não era comunista, Marxista ou Leninista, porém era
    acusado pela imprensa paga e nem dava bola, não se defen-
    dia. Aí os americanos acreditaram que ele era o que ele
    não era. Danou-se. Golpe, bingo…da C.I.A., olharam para
    um lado, olharam para o outro e colocaram o Brasil na mão
    de antigos adeptos do nazismo, a maioria pertencente aos
    movimentos fascistas de 1930 e 1932 que não deram certo.
    Mas, vejam bem embora esta turma detestassem judeus, eles
    foram avisados pelos americanos para não se meterem com
    os judeus, embora o Geisel e o Orlando, seu irmão e tam-
    bem General unidos ao Médice tentassem alguma coisa sem
    obter nenhuma repercussão. Não sabendo conduzir o país
    foram convocando civis como Delfim Neto, Simonsens o
    Roberto Campos, o agora senador Francisco Dornelles
    José Sarney, Paulo Maluf, todos golpistas, adeptos de
    ditaduras que agora estão aí abraçados aos petistas, E não poderia ser de outra forma pois o PT saiu da
    cabeça de um General golpista e vem seguindo a linha da
    ditadura, roubalheira, cinismo, pouca vergonha, falta
    de pudor e total distancia com os anseios do povo.
    Mas se em 1964 os americanos não queriam uma República
    Sindicalista à favor do povo, hoje eles aceitam pelo
    menos um arremêdo desse modelo à favor deles, banquei-ros e empresários, todos apoiando o poder vigente que são
    altamente favoráveis a eles. E o povo? Pergunto eu?
    A imprensa paga anuncia o fechamento das agencias bancárias como se estivesse acontecendo uma grevce da
    categoria, lêdo engano, a greve é do governo, dos banquei-
    ros, dos empresários e demais interessados que não é o
    povo. Está aí uma República sindicalista à favor dos
    donos do poder, que eram o que eles queriam. Explico:
    A diretorias de todos os sindicatos, Federações, Confede-
    rações, Associações, enfim, estão atreladas ao governo, aos banqueiros e empresários, recebem cargos públicos,
    milhões de reais e fazem tudo o que eles mandarem.
    A inflação, altíssima corróe o bolso do povo que precisa
    comprar comida, remédio, roupa e tem que recorrer aos
    bancos para SACAR, PEGAR EMPRÉSTIMOS enfim, apelar para
    a LIQUIDEZ. Que fazem os banqueiros e o governo para reter o capital aplicado pelos bancos? Mandam o Sindicato fechar os bancos, mesmo deixando meia duzia de caixas
    eletrônicas avariadas funcionando não conseguem enganar a
    ninguem. Cada “piqueteiro” pessoa que fica na porta dos
    bancos fingindo que são bancários recebem de 30 a 40 reais por dia, nenhum deles pertencem à categoria dos
    bancários. Quem esta bancando isto? É muito facil respon-
    der. Quando terminar o período que governo e banqueiros
    precisam para combater a liquidez de capital, os bancos
    reabrem e os verdadeiros bancários receberão “os dias
    parados” “em uma negociação dificílima feita pelas lide-
    ranças sindicais”, cáspite. Eis a República Sindicalista
    À FAVOR. Esta pode.

  132. EICIDEICI

    -

    27/09/2011 às 23:31

    NÃO CONSIGO ENTENDER, GRANDE PARTE DAS PESSOAS DIZEM QUE AMAM A FILOSOFIA, LEEM LIVROS DE FILOSOFOS, DEBATEM, QUESTIONAM, MAS QUANDO O ASSUNTO E O ENSINO DA FILOSOFIA PARA O ALUNO POBRE, AÍ SE DESPEJA O ÓDIO . MUITO ESTRANHO!

  133. Anônimo

    -

    27/09/2011 às 23:26

    Muito esquisito, parece coisa de Gabi. Já circula na rede que Alckmin se esforça para o PSDB lançar um candidato fraco para favorecer o amigo (da onça) Challita.
    Será que a idéia de jerico é do Challita traíra?
    Tudo por vingança contra Serra? Se for verdade, é muita baixaria .
    Geraldo Alckmin que coloque um fim nessa palhaçada rapidinho, caso contrário vai perder credibilidade.
    O grande sonho delles é chegar ao Palácio dos Bandeirantes.

    ACORDA ALCKMIN!

  134. anonimo

    -

    27/09/2011 às 23:18

    existe aí uma carga cheia de portugues e matematica e os alunos passam pelo fundamental e ensino médio e não apendem nada, que tal mudar um pouco? quem sabe não serão mais estimulados? acredito que você está defendendo algum amigo seu professor dessa área, que não está gostando da mudança, pois não faz sentido tanto auê. Se a educçaão não está boa tem que mudar e tirar o que não está funcionando.Talvez os interessados em prejudicar as escolas publicas o estejam motivando. Pense melhor!

  135. ana

    -

    27/09/2011 às 23:15

    correção
    pôxa quanto ódio da filosofia, sendo que a filosofia é simplesmente amor; amor ao saber, amor ao conhecimento… que estranho, como de Cristo, uma pessoa que só falou de amor, tão detestado hoje. Por isso vivemos essa violência, as pessoas gostam de sangue, de sofrimento, de dor e nada de amor…

  136. Hovanês

    -

    27/09/2011 às 23:14

    Reinaldo, sou engenheiro, e digo que é impressionante a quantidade de colegas que se expressam muito mal, alguns são quase ininteligíveis.
    Ah, achei muito interessante a idéia do chocolate amargo acompanhando o whisky, vou experimentar. Mas essa de whisky no freezer… isso eu nunca vi!

    REINALDO COMENTA
    Só vale para o Gold, não para os outros. E é para tomar como licor, depois de tudo…

  137. ana

    -

    27/09/2011 às 23:14

    pôxa quanto ódio da filosofia, sendo que a filosofia é simplismente amor; amor ao saber, amor ao conhecimento… que estranho, como de Cristo, uma pessoa que só falou de amor, tão detestado hoje. Por isso vivemos essa violência, as pessoas gostam de sangue, de sofrimento, de dor e nada de amor…

  138. discordo

    -

    27/09/2011 às 23:11

    faz mais de um ano que acompanho seu blog, sempre admirada e aprendendo muito, só que agora seu discurso caiu no vazio. Infelizmente a filosofia é uma área desconhecida e desvalorizada, mas essencial para nossa época. Precisamos sim de engenheiros, cientistas, mas a engenharia e a ciencia origina-se da contribuição dos filosofos. Já que estamos no caos, precisamos retornar à raiz, buscar desenvolver novamente novos homens, com uma nova moral e valores, e isso somente com a filosofia; não teremos engenheiros ou cientistas se primeiro não tivermos homens. E é isso o que mais falta hoje, homens de verdade.

  139. Octávio

    -

    27/09/2011 às 23:02

    O Brasil já está repleto de doutores em “Ciências Retóricas”. Se quiser saber quais são, basta observar as faculdades que mais fazem greve e movimentos “progressistas”. Falta engenheiro, médico, arquiteto, mas também pedreiros e eletricistas. Se dependesse de papo furado, estaríamos no paraíso.

  140. Hercilio

    -

    27/09/2011 às 22:55

    Reinaldo, ninguem quer ser marxista porque esquerda e direita dizem que e a mesma coisa que ser stalinista. Ai e mais facil adotar outros nomes do que debater de verdade o periodo stalinista.

  141. João

    -

    27/09/2011 às 22:54

    Pesquisa bem reveladora:

    Estudantes de comunicação escrevem mal e perdem para os da área de exatas

    “No estudo, os engenheiros obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta estão os alunos de Comunicação, 65,3% deles foram reprovados. A pesquisa foi conduzida pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), centro de recrutamento e seleção de estagiários.”

    http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&idnot=59761&editoria=8

  142. Anônimo por excelência

    -

    27/09/2011 às 22:52

    Tem também muitos bacharéis em direito, para poucos engenheiros.

  143. Cris Azevedo

    -

    27/09/2011 às 22:47

    Rei

    Há um assunto que me incomoda e que, penso, mereceria algumas palavras suas;
    Trata-se do MP INTERFERINDO EM EMPRESAS PRIVADAS. Não se pode mais demitir, nem fechar fábricas, sem que o MP exija “explicações”.
    A LG teve que demitir e voltar atrás. Agora é a JBS, que fechou uma unidade no interior de S.Paulo, e foi chamada às falas.
    Que diabos está acontecendo aqui!?
    Ao meu ver, trata-se de uma ingerência descabida, surreal, em assuntos PRIVADOS.

  144. Elton

    -

    27/09/2011 às 22:39

    Caro Reinaldo,
    O absurdo de que quero lhe falar é uma coisa execrável chamada “Lei 100” (lei da efetivação em MG), de Aécio Neves em 2007. Não há idéia (acento intencional), petralha, esquerdopata ou sociopata que supere isso. Essa redução da carga horária de Português e Matemática no Ensino Médio, para você ter uma idéia (idem), FOI REALIZADA em Minas Gerais há uns 5 anos – a onda só demorou um pouco para chegar a São Paulo. “Tristes trópicos”!

  145. FM

    -

    27/09/2011 às 22:36

    Reinaldo, você tem toda razão em condenar a introdução dessas matérias no curriculo do ensino médio em detrimento de matéria mais importantes e necessária como português e matemática para formação dos jovens. Deve haver muitos professores dessas matérias precisando de uma boquinha. Esse “educador” deve ser da mesma turma do outro, ministro, que acha que falar errado não faz mal e que matemática pode ser aprendida em livro com erro. O negócio dessa gente é, quanto mais imbecís em qualidade e em maior número sairem das escolas, melhor. Quem sabe, futuros simpatizantes.

  146. Fernanda

    -

    27/09/2011 às 22:28

    Reinaldo,
    Não acredito que Marx diria isso. Marx pregava a revolução por si só, ele não estava preocupado com o grau de instrução de ninguém.
    O que interessava era absorver a tal da revolução proletária.

  147. Roberto Vieira Cavalcanti

    -

    27/09/2011 às 22:21

    Permita-me publicar aqui, com a autorização do autor, seu desabafo manifestado em comentário feito sobre a nossa justiça superior? federal, em decisão contra o direito de greve dos professores de Minas Gerais, ao reinvidicarem seu direito de receber o piso nacional de salário, declarado constitucional pelo STF.
    “Klauss Athayde - postado em: 27 Setembro 2011 20:11

    Causam-me pasmo e asco, levando-me ao vômito cívico-político, algumas decisões judiciais… De há muito sabemos, por sentir-lo quase sempre, que a balança da justiça pende em favor do prato que mais recebe moedas… em ouro, ou em favores políticos dos e aos mandatários em plantão… e que sua espada fende diuturnamente as cabeças sem elmos governamentais ou econômicos. Encontro no sítio do Tribunal Máximo Brasileiro , datado de hoje, 26/09/2011: “… É legítimo que esta categoria fundamental e digna de professores lute por melhores condições de trabalho e remuneração, atenção a que não pode deixar de dar o Poder Público. Mas é igualmente de justiça que os alunos tenham respeitado o seu direito fundamental ao ensino e a não ficar sem aulas de modo a que possam cumprir o ano letivo, sem o que eles se desigualariam a outros e teriam uma irreparável perda em suas vidas…” Quanta hipocrisia: 1. “… É legítimo que esta categoria fundamental e digna de professores lute por melhores condições de trabalho e remuneração, atenção a que não pode deixar de dar o Poder Público…” Se legítimo, como o Tribunal Político, e o mais atrasado que o antecedeu, possam entender que ilegal a greve que busca exatamente estas condições?!?!… Certamente olvidam-se que a mesma Constituição, falsamente lembrada, nos termos do seu art. 206, encerra que o ensino será… … ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições (???) para o acesso e permanência na escola; … V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos (???), na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; … VII - garantia (???) de padrão de qualidade. VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. A qualquer leigo com um mínimo de tirocínio é dado entender que não se dará o ensino com um ou alguns destes incisos, mas sim, e somente se, na aplicação da totalidade de tais princípios. Qual dos citados, ficando apenas nestes, cumpre o Estado? 2. “… Mas é igualmente de justiça que os alunos tenham respeitado o seu direito fundamental ao ensino e a não ficar sem aulas de modo a que possam cumprir o ano letivo…” Reafirma a Magistrada a falácia de seu julgamento, quando nos ofende com tal disparate. Se o dito direito fundamental nunca foi atendido pelos Governos, quando possível aos trabalhadores na educação, sem o atendimento integral aos princípios constitucionais que lhos permitam, serem julgados responsáveis pela mazela maior que assola a brasilidade? Tal direito, Ministros, o mero cumprimento do ano letivo, será de pouca valia perante a calamidade dos meios disponíveis. 3. “… sem o que eles se desigualariam a outros e teriam uma irreparável perda em suas vidas…” Quando houve “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”… se compararmos as possibilidades reais de todos os brasileiros? Senão, que parte da desídia corresponde aos poderes governantes? Quando se deu a real “… valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;”, senão em eleitoreiros discursos? Quando se cumpriu minimamente a “… garantia de padrão de qualidade…”, senão nas mídias pagas por vultosas quantias desviadas do real interesse público? Quando e qual unidade federada cumpre os ordenamentos que determinam “… piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal…”, aquela lei 11.738, em vigor desde 17 de julho de 2008. 4. Pretendeu fundamentar a Magistrada: “… a remuneração relativa aos dias de paralisação não deve ser paga pela Administração Pública, exceto nos casos de greve decorrente de atraso de pagamento do servidor e em situações excepcionais que justifiquem o afastamento da suspensão do contrato de trabalho…” Se a lei (11.738/08) determinou que… “art. 3º, III – a integralização do valor de que trata o art. 2o desta Lei, atualizado na forma do art. 5o desta Lei, dar-se-á a partir de 1o de janeiro de 2010…” … EM QUE MILÊNIO SERÁ CONSIDERADA CASO DE GREVE A DECORRENTE DE TAMANHO ATRASO DE PAGAMENTO? QUE VERGONHA, BRASIL! Klauss Athayde RG 10.314.924 SSP/SP Av. Amazonas 491, 1009, Belo Horizonte. Autorizo publicação por qualquer meio. klauss@klauss.com

  148. Marco

    -

    27/09/2011 às 22:20

    Estou achando otimo, enquanto os filhos dos outros ficam filosofando, as minhas filhas pegam as melhores vagas como engenheiras.

  149. Maria Claudia Stockler

    -

    27/09/2011 às 22:18

    Eu confio em técnicos! E bem formados. Nunca confiei em sociólogos e afins. E vejam o fundo do poço em que nos colocou o último que elegemos!

  150. Anônimo

    -

    27/09/2011 às 22:15

    Faz parte do pacote da “Herança Maldita” deixada pelo maior de todos os demagogos: ter se tornado presidente, falando asneiras.
    Pra que aprender português, matemática, perguntam-se os jovens… Se aprender “esses trecos”, jamais serei presidente, o POVO, na sua maioria, gosta de espertalhões que digam umas gracinhas sem graça… Esses sim, eles idolatram.

  151. Blumenau

    -

    27/09/2011 às 21:58

    Rei.
    Quero parabenizar o Miranda das 21:04.Perfeito.Essas aulas farão parte de mim para sempre.
    Hoje nem com cabresto,tá ligado?Todos á serviço da ignorancia e submissão.

  152. Luciano

    -

    27/09/2011 às 21:55

    E precisa de bons técnicos também.

  153. Avengers

    -

    27/09/2011 às 21:51

    É o pacto da medicridade. As ciências exatas e as letras são matérias de maior grau de complexidade e nossos esquerdopatas macunaímas preguiçosos não estão afim de esforço.

  154. lahoz

    -

    27/09/2011 às 21:48

    Estupidez tucana, mais uma vez. Vão entregar de bandeja para esquerdistas que são os tais filósofos e sociólogos que fazem proselitismo político e matracagem esquerdista ensinando a preguiça para o alunado. Além disso, vão criar cobras novas para renovar os sindicatos. Burrice total.

  155. Blumenau

    -

    27/09/2011 às 21:47

    Rei.
    A Beth das 21:11,tem toda razão.
    Partido novo,Kátia Abreu como PRESIDENTE DO BRASIL,a 1º mulher de verdde PRESIDENTE DO BRASIL.
    Português e matemática,o pilar sólido da cultura brasileira.
    Para quem é,e deseja continuar ignorante , a notícia foi um presente.

  156. Raskol: Cidadão comum: objeto de uso e abuso dos pedófilos da consciência

    -

    27/09/2011 às 21:45

    Seu artigo está primoroso. Quem sabe aqueles que passam por aqui, escondidos como os que torciam pelo Brasil na Copa de 1970, visitem a fonte e vejam que isso já foi enterrado pela história.
    Tirar carga de matemática e português e substituir por sociologia e filosofia é mais uma forma de emparedar o pobre em sua ignorância, a fim de que este permaneça como o exército de reserva dos coronéis da política, incluído ai o maior destes - lulla; o safado fez o aggiornamento com a velho coronelismo, agora não mais escorado na enxada, mas na esmola: bolsa-esmola, bolsa-ditadura…. A ordem é baixar a auto-estima do cidadão comum para mantê-lo no chiqueirinho como objeto de uso e abuso da politicalha pedófila da consciência.

  157. -

    -

    27/09/2011 às 21:44

    Que espanto é esse… São Paulo nos deu o Lula.

  158. alvaro

    -

    27/09/2011 às 21:43

    Português é fundamental para que nossas crianças escrevam e falem bem. Todo grande matemático também foi um grande filósofo. Portanto, matemática e filosofia sempre estarão interligadas. Acho que , além do português e da matemática, nossos jovens precisam se aprofundar no estudo da física. Mecânica, eletricidade, ótica, teoria quântica e etc. Isso, sim, seria importante.

  159. MINO NETO

    -

    27/09/2011 às 21:40

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK… Além de nos levar a reflexão de uma forma extremamente inteligente, nos diverte também. Obrigado, Reinaldo.

    PS. Eu tenho certeza que seus desafetos nao perdem seu blog (falo daqueles curiosos por argumentos inteligentes)

  160. Curumim

    -

    27/09/2011 às 21:31

    Se há inflação de sociólogos, filósofos e pedagogos, eu não sei. Mas que há uma hiper inflação de DEMAGOGOS, eu não tenho a menor dúvida.

  161. Aqui não, jacaré!

    -

    27/09/2011 às 21:28

    Cientistas mesmo!!!

  162. Paulo

    -

    27/09/2011 às 21:27

    Este é o projeto para a nossa educação.
    Esvazia-se o ensino de matemática, português, física e química, mas se introduz a sociologia, a filosofia, a sexologia, etc.
    Em breve, muitos egressos da escola pública poderão continuar a exibir um analfabetismo funcional, porém, citando Sartre, Hobbes e, quem sabe, Marx.
    E devidamente engajados em algum partido político.
    http://www.saraceni.blogspot.com/

  163. Newcomer

    -

    27/09/2011 às 21:22

    Este é o tipo de proposta de alguém que não frequenta uma escola pública ha pelo menos uns 20 anos. Realmente ele acredita nas próprias idéias e não vê valor em se aprender a fazer contas corretamente ou a interpretar corretamente aquilo que se lê.
    A grande dificuldade que tive para ensinar química para alunos do 2º grau em MG foi a incapacidade dos alunos interpretarem corretamente o texto que liam e depois de realizar cálculos da forma correta.
    Não se assutem se a próxima idéia for abondonar os testes internacionais, uma vez que estes não foram feitos para a realidade brasileira…

  164. nihil

    -

    27/09/2011 às 21:22

    Como a meninada não simpatiza muito com matematica e vota aos 16 anos, quem sabe o secretário não tem aspirações politico-eleitorais?
    Se fosse do PT, seria uma afirmação.

  165. Anônimo

    -

    27/09/2011 às 21:13

    O negócio tá misterioso, Tio Rei.
    .
    O tal secretário afro-alemão tupiniquim-bandeirante, o Herman Herzog dos pobres, é engenheiro mecânico, oriundo do ITA !!!
    .
    E vem com essa patacoada de sociologia…
    .
    Pobres paulistas…

  166. Beth

    -

    27/09/2011 às 21:11

    Reinaldo comente sobre a vitoria de Kassab no TSE. Tomara que ele eleja seu sucessor, só prá ver a fúria dos DEMolidos, dos Maias e do minerim traira. Teremos uma forte candidata em 2014 p/presidente: KÁTIA ABREU.

  167. veiaco

    -

    27/09/2011 às 21:06

    Os nossos esquerdistas são analfa com orgúio.

  168. Miranda

    -

    27/09/2011 às 21:04

    Mais um artigo sobre o tema Reinaldo, esse é do PK Ninguém do Site Pensamentos Equivocados (apenas para dar crédito, não sou plagiador), então segue;
    Há mais ou menos uns 17 ou 19 anos muitas escolas tinham uma grade de horário e de matérias bem diferentes das de hoje em dia, naquela época as escolas públicas ainda ensinavam música aos seus alunos, naquela época não havia aprovação automática, naquela época a escola pública não era a sucata que é hoje e naquela época havia uma matéria que sempre me despertou o interesse, mesmo quando ainda não a estudava, era uma tal de “Educação Moral e Cívica”.

    Duvido que alguém da minha idade se lembre, mas os mais velhos com certeza lembram. Para quem não sabe, transcreverei um resumo do que se trata a matéria, retirada de um livro da década de 70: “A educação moral e cívica deve harmonizar tradição com progresso, a segurança com desenvolvimento. O civismo deve empolgar os jovens diante dos inúmeros problemas a serem enfrentados e que necessitam de um verdadeiro espírito de civismo, que compreende um diálogo entre os cidadãos de um país e, numa outra dimensão o diálogo entre nações.”. Ou seja, a matéria nada mais era um conjunto de normas e condutas que tinha o intuito de formas cidadãos, mas o que mais chamava a atenção é que esta matéria era direcionada a alunos do primeiro grau, atual ensino fundamental.

    Para se ter uma idéia, tal matéria abordava diversos assuntos temas como educação, consciência, caráter, virtudes, vida social, direitos e deveres, dentre muitos outros. Revendo um antigo livro da matéria (o livro é da década de 80), logo nas primeira páginas você já é tomado oito páginas onde se resumem perfeitamente os deveres cívicos e morais de qualquer cidadão, ainda há também duas páginas dedicadas a explicar os conceitos de educação, moral e civismo. Vendo o livro mais a fundo pode-se ver que ele vai bem mais a fundo no que se dispõe a formar um cidadão, informando não apenas sobre os deveres do cidadão para com sua pátria, mas também ensinando valores e virtudes como respeito ao próximo, respeito as autoridades, ensinando a importância da educação e do caráter na formação de uma pessoa.
    Essa matéria foi abolida do currículo escolar no início da década de 90, se não me engano, e é algo que faz muita falta na formação acadêmica e social das crianças de nosso país. Caso você esteja se questionando do porquê dessa matéria ter sido limada do ensino nacional, a resposta é bem simples; pensem bem, que serventia tem para um governo uma matéria que ensina as pessoas a serem cidadãos, que lhes informa sobre seus direitos e deveres, que lhes ensina amor a pátria? Um cidadão que tem pleno conhecimento de seus direitos e deveres, que ama sua pátria, é um cidadão que questiona, e um cidadão que questiona, não é algo que um governo como tivemos e andamos tendo querem para si, pois um cidadão que questiona é muito perigoso.

    Mas há outra questão que deve ser levantada, a simples volta do ensino desta matéria solucionaria os problemas de nosso país? Não, mas a médio prazo teríamos uma mudança significativa. Leve em consideração o seguinte; hoje temos por volta de 12 milhões de crianças matriculadas da 1ª a 4ª série, se essas mesmas crianças começassem a aprender essa matéria já no próximo ano letivo, e seu ensino fosse continuado por todo o primeiro grau, em 8 anos teríamos um número significativo de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, se o ensino fosse ampliado para o 2° grau teríamos então um total de 12 anos contínuos na formação de um cidadão plenamente ciente de seus direitos, e levando em consideração que nessa etapa ele já seria um eleitor, o que veríamos seria uma total mudança em nosso país.

    Infelizmente isso não passa de uma mera utopia, pois que governo brasileiro se interessaria em formar cidadãos bem informados? Finalizo esse artigo com uma transcrição do livro “Atividades de Educação Moral e Cívica” de Siqueira e Bertolin da editora IBEP:
    “Quem tem cultura enxerga mais longe, descortina novos horizontes. Quem não tem cultura tem visão limitada, limita-se às coisas e atividades do dia-a-dia. Quem tem cultura tem mais senso crítico, maior capacidade de análise das pessoas e das coisas…”
    Preciso dizer mais alguma coisa?

  169. João Siva

    -

    27/09/2011 às 21:04

    De sociológos e filosófos que estudaram de verdade - coisa rara nesse país -, alguns até não fariam mal. O problema é que Marx em quadrinhos, e só isso, é o que esse povo estudou.

  170. Miranda

    -

    27/09/2011 às 20:59

    Faltou anotar que este artigo é da Cassiane Leonor Sartori Pereira,
    Professora de Língua Inglesa e Mestre em Lingüística Aplicada.
    Obrigado Reinaldo!

  171. Annouk

    -

    27/09/2011 às 20:58

    Ser engenheiro requer estudo duro, o que não é muito ao gosto dos preguiçosos.

  172. Miranda

    -

    27/09/2011 às 20:56

    Bom Dia Reinaldo!
    Bem, gostaria de postar um artigo aqui no que tange a saudosa matéria ‘Educação Moral e Cívica’, essa sim, faz falta!, quando adolescente foi com esta matéria que comecei a ter meus primeiros pensamentos de respeito e ajuda ao próximo no meio social, engraçado que não era uma matéria do tipo - religiosa- mas com toda certeza formava cidadãos com caráter e disciplinados, até hoje não entendi o por quê de sua retirada da grade escolar?, mais vai aí a matéria;
    O ser humano é racional, portanto, é capaz de pensar e refletir sobre os seus atos e suas conseqüências. Mesmo assim, inúmeras reportagens noticiam de maneira estrondosa os crimes contra a natureza (o tráfico de animais silvestres, o desmatamento da mata nativa e a poluição das águas); crimes contra a infância (trabalho escravo infantil e abusos sexuais); violência nas ruas e nos estádios de futebol e a precariedade do sistema público de saúde. Estes são apenas alguns exemplos! Infelizmente, tais assuntos se tornaram freqüentes em nosso dia-a-dia. Devemos ter em mente que fazemos parte de uma sociedade, portanto, nossas ações devem favorecer o bem-estar de todos. Não estamos tratando de um comportamento altruísta, mas sim, de respeito para com o próximo.

    Então, por que sofremos com tantas atrocidades? Por que as sociedades estão cada vez mais presenciando cenas que não deveriam fazer parte do cotidiano? Seria uma questão de inversão de valores? Para todas as perguntas acima, consigo pensar em uma única resposta: falta de valores morais.

    Anos atrás, tínhamos no currículo escolar a disciplina de “Educação Moral e Cívica”. A aula trabalhava questões relativas à sociedade. Naquela época, a Lei 869 de 12 de setembro de 1969, estabeleceu, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a “Educação Moral e Cívica” em todos os sistemas de ensino no Brasil. A disciplina tinha muitas finalidades, dentre elas o fortalecimento da unidade nacional e do sentimento de solidariedade humana, o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade e o preparo do cidadão para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral, no patriotismo e na ação construtiva, visando o bem comum. Mas, os anos passaram e a disciplina foi extinta de maneira equivocada do currículo escolar.

    A disciplina retratada acima não queria nem adestrar nem catequizar as pessoas, mas sim, estimular a reflexão do pensamento voltado aos valores éticos e morais. É evidente que a escola não é a única responsável. Ela é parte de um todo que contribui para a formação e informação das pessoas. Neste processo, a família exerce papel fundamental, uma vez que ela é o primeiro grupo social de qualquer indivíduo. Com isso, na família construímos nossos valores morais e éticos. Com o tempo, tais valores são lapidados de acordo com o fluxo das influências, que podem ser positivas ou negativas.

  173. Elouquisa

    -

    27/09/2011 às 20:56

    O Brasil precisa de mais matemética e português,e o secretário em questão precisa é de um pé no traseiro!Haja saco!

  174. Valéria Rodrigues

    -

    27/09/2011 às 20:55

    Reinaldo, sei que você adora falar sobre a USP e seus remelentos e mafaldinhas, então resolvi te mandar o link abaixo. Não sei se você conhece o site O Implicante, mas, em todo caso, é um site relativamente novo, que fala de política de uma maneira mais, digamos, descontraída. Interessante.
    Me lembrei de você por causa do tema: uma nova corrente política na USP, desta vez de extrema-direita. Escrito com muito bom humor: “O voto Tiririca na extrema-direita da USP”
    http://www.implicante.org/artigos/o-voto-tiririca-na-extrema-direita-da-usp/

  175. Claudio

    -

    27/09/2011 às 20:52

    Pois é, e uma renomada Universidade francesa acaba de dar, por razões de interesses econômicos (ela pretende expandir seus negócios junto aos estudantes da América Latina), uma láurea a um ignorante preguiçoso de 66 anos, que teve todos os recursos necessários, mas não teve interesse em terminar sequer o ensino básico. Sujeito esse que todas as vezes que pode exalta o fato de ter sido presidente sendo um semi-analfabeto, como se isso fosse motivo de orgulho para alguém. É preciso abrir o olho da criançada brasileira antes que seja tarde.

  176. morg

    -

    27/09/2011 às 20:47

    Reinaldo, no título: “… de mais….”
    morg


 

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