Blogs e Colunistas

06/07/2011

às 4:26

Noventa escolas não aprovam ninguém na OAB

Por Isis Brum, no Estadão:
De 610 escolas de Direito do País, 90 não tiveram nenhum aluno aprovado no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Estado de São Paulo, onde estão 17 dessas instituições, apenas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovaram mais da metade dos bacharéis que fizeram a prova.

Aplicado em dezembro, o terceiro exame unificado da OAB teve os piores índices da história da entidade: apenas 9,7% dos candidatos que fizeram a prova foram aprovados. Em São Paulo, a taxa foi um pouco superior, 11,2%, diz Edson Cosac Bortolai, vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem.

A Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da USP, lidera o ranking paulista, com aprovação de 63,4% dos 301 que participaram do exame. Em seguida está o curso da Unesp, em Franca, interior de São Paulo, que teve 60,7% dos 84 candidatos considerados aptos.

Abaixo delas, nenhuma outra instituição conseguiu aprovar metade dos estudantes inscritos, caso de escolas particulares tradicionais. A Faculdade de Ciências Econômicas de Campinas (Facamp) obteve o terceiro melhor desempenho no Estado, com aprovação de 44,4% dos alunos. Depois aparecem a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com 42,60%; a Escola de Direito de São Paulo da Getúlio Vargas, com 42%; e, ocupando a sexta posição, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 36%.

Apesar de ser a primeira colocada do Estado, a USP está na quarta posição no ranking das escolas que mais aprovaram. No topo da lista aparece a Universidade de Brasília (UnB), seguida por duas federais de Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora e Universidade Federal de Minas Gerais. Em geral, as instituições públicas alcançaram os melhores resultados.

“Hoje, podemos aferir como vai o ensino jurídico no Brasil. E o que temos é de baixa qualidade”, diz Ophir Cavalcante, presidente da OAB. “Espera-se que o Ministério da Educação seja mais rigoroso com os critérios de abertura e reconhecimento de cursos.” Segundo ele, são oferecidas no País 651 mil vagas em Direito todos os anos. Cavalcante quer que o MEC acompanhe as faculdades com baixos índices e estabeleça metas, sob risco de punição com redução de vagas e suspensão de cursos. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

58 Comentários

  1. Gabriel

    -

    30/07/2011 às 22:59

    O exame da OAB, como na propria Constituição está (artigo 5 inciso XIII) é ilegal. Tratasse de discriminação. O modelo aplicado visa reprovar, o que fere o artigo 1 da Carta de 1988. A lei 9394/1996 artigo 43 inciso II, regula completamente o inciso XIII art 5, e como o art 2 paragrafo 1 da lei de intridução codigo civil . EXAME DA OAB É ILEGAL – ESCUTEM (http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerOndemand.htm?audio=2007/noticias/oab_070909&OAS_sitepage=cbn/editorias/pais/player )

  2. Roy Rogers

    -

    06/07/2011 às 23:29

    Para mim a coisa foi bem simples: estudei pra XUXU durante um ano inteiro e passei de primeira e em segundo lugar aqui na Bahia.
    Claro que ter estudado na UFBA ajudou bastante.
    Sou totalmente a favor da prova!

  3. Alberto

    -

    06/07/2011 às 17:27

    Caro Reinaldo,
    Estou pasmo! Seiscentas e dez faculdades de direito no Brasil? Mas isso é simplesmente INACEITÁVEL! E reflete muito bem o que acontece na “Educação” brasileira.
    Veja bem, eu sou formado em Odontologia pela Unicamp. Atualmente moro e exerço a minha profissão nos Estados Unidos. Vou tentar explicar de uma forma suscinta as diferenças que existem entre aqui e o Brasil.
    Segundo estou informado, existem no Estado de São Paulo cerca de 50 faculdades de Odontolgia, as quais despejam 5.000 novos profissionais no mercado a cada ano.
    Atualmente existem CINCO faculdades de Odontologia na California, que formam em média 500 profissionais a cada ano. Aqui, quem decide sôbre a abertura de uma nova faculdade é uma junta composta por representantes da American Dental Association e da California Dental Association – que representa os profissionais do estado. Não há nenhuma interferencia do govêrno. Todas as tentativas de abertura de uma nova escola foram devidamente analisadas e VETADAS.
    Compare-se agora, os dois estados: Tem praticamente o mesmo tamanho e a mesma população. Só que enquanto São Paulo é o estado que lidera o Brasil, a California, caso fosse separada dos E.U.A, seria a sétima economia do mundo.
    Enquanto um profissional recém formado numa das escolas paulistas recebe um salário mensal da ordem de pouco mais de R$2.500, caso não tenha quem lhe banque o consultório novo, na California um profissional recém formado recebe um piso de US$500.00, POR DIA. Evidentemente a razão disso está no número abusivo de faculdades e profissionais disponíveis no mercado.
    Durante 24 anos cliniquei no Brasil. Faz 8 anos que tirei a minha licença aqui. O que consegui amealhar depois de 3 anos, não consegui em 24 de Brasil. O que se passa na educação brasileira é uma vergonha! E não há nenhuma esperança de mudança enquanto essa CORJA petista estiver no comando.

  4. Luiz Andrade

    -

    06/07/2011 às 15:37

    Será que se fosse criado um guo de controle com uns 100 bã bã bãs do direito incluindo o seu Ophyr o márcio thomaz Bastos eles passariam na prova?

  5. Nélio

    -

    06/07/2011 às 15:29

    Apesar de achar esse Ophir mero aproveitador de causas populares, mesmo que ilegais, um coveiro das liberdades democráticas, creio que ele tem razão. Somente uma melhora substancial no ensino (de todas as áreas) pode nos livrar dos lewandowski da vida.

  6. ZÉ AMARELINHO

    -

    06/07/2011 às 14:39

    Muitos reclamam dos critérios da OAB, e que os já formados não passariam isto e desculpa, o impotante é SABERMOS QUANTOS FICARAM REPROVADOS DURANTE O CURSO, caso contrario não tem sentido questionar a amostragem, se ninguem ficou reprovado tem coisa errada nestas faculdades

  7. João Paulo

    -

    06/07/2011 às 14:36

    Julia, v. está enganada. A UnB é, sim, a que mais aprova. Basta verificar os dados divulgados pela OAB. Aliás, é a que mais tem aprovado há vários exames.

  8. Amadeus

    -

    06/07/2011 às 14:19

    -
    Atravessa o samba o Doutor Ophir quando clama pela intervenção do MEC num negócio que está sunmetido às leis de mercado e onde deve prevalecer a meritocracia.
    -
    Esse joguinho com números e percentuais só aproveita aos devotos da seita do nair.
    -

  9. José do Norte

    -

    06/07/2011 às 14:05

    Assim como sou favorável aos exames da OAB também sou favorável a exames realizados pelo CREA. Chega desse negócio de ‘ninguém pode me avaliar’.

  10. Nopt

    -

    06/07/2011 às 13:48

    esses estudantes foram para escola num meio de transporte que emitia CO2, estudaram em salas de aula que consumiam energia. Quato estrago, até na área ambiental, essas faculdadecas vagabas causam à sociedade. Talvez alguns, muitos, alunos também não ajudaravam muito.

  11. Juliua

    -

    06/07/2011 às 13:47

    Só pra constarm quem faz a prova da OAB não é mais a UNB, mas a FGV. Isso já diz muita coisa sobre esses comentários desinformados que estou vendo por aqui.

  12. Leandro

    -

    06/07/2011 às 13:39

    Esses caras, os não aprovados, têm grande chance de chegar ao STF dos petralhas.

  13. hugo leon

    -

    06/07/2011 às 13:39

    Uma reprovação de 90% é absurda. Por mais que se diga que o ensino está de má qualidade, há também que se considerar, que há algo errado com a prova. Sugiro que a OAB faça um teste com advogados já tarimbados. Aplique a prova para eles também. Será que conseguiram a média? Duvido!!! Basta dar uma olhada no site da OAB na prova trabalhista da segunda fase. Humanamente impossivel fazer a prova toda em 5 horas de certame. É UMA RESERVA DE MERCADO DA OAB, SIMPLES ASSIM

  14. Ruben

    -

    06/07/2011 às 13:25

    a universidade que não aprova 50% de seus alunos na OAB deveria ser fechada.

  15. André Luiz Zacarias

    -

    06/07/2011 às 13:15

    Não vejo essa notícia com grande preocupação, as faculdades que não passaram ninguém deixaram claro que não prestam. Pelo menos o país fica livre de possíveis advogados incompetentes.
    Isso apenas prova a incomPTência do MEC.

  16. Anónimo

    -

    06/07/2011 às 12:58

    O comentário das 9:38 é mentiroso, a OAB tem sim competência legal para a aplicação da prova (art. 8o $1o da Lei 8906/94).

  17. Geneurônios

    -

    06/07/2011 às 12:51

    Primeiro vamos repensar o ensino PRIMÁRIO e SECUNDÁRIO, concomitante com a INTERDIÇÃO de pelo menos a METADE de todos os “cursos superiores” existentes no Brasil. Já existe um curso superior chamado de “CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS” !!! Pode??? Este profissional vai executar que tipo de atividade? Tem gente com diploma que não sabe escrever um parágrafo !!! O CREA que responda a respeito do curso que citei…

  18. Artur

    -

    06/07/2011 às 12:41

    Esta na hora de acabar com este exame vexatório para os futuros ¨Dotores Devogados¨ deixem o MIC (Mininstereo de Inducação e Curtura) aquele do Hadadd, fazer os exames .Dai nois vai te bastante devogados com a carteira pra pode trabaia pro povo……..

  19. reginaldo

    -

    06/07/2011 às 12:33

    Esqueci de indicar: está em O GLOBO de hoje(06/jul).

  20. Maria

    -

    06/07/2011 às 12:31

    Penso que esta campanha, contra os cursos de direito, baseada no exame da OAB, tem como objetivo reformular a matriz curricular dos cursos de direito do país. Vê-se que as faculdades alinhadas com “o direito achado na rua” conseguem um alto índice de aprovação ao contrário das demais, portanto seria interessante compreender este processo mais a fundo para verificar se toda esta propaganda negativa tem como objetivo criar um senso comum de que os cursos de direito precisam ser reestruturados. É preciso conhecer o conteúdo das provas para observar qual a tendencia que esta segue. Eu acredito que toda esta campanha negativa não é inocente, pelo contrário, segue um objetivo muito bem definido. Observe Reinaldo que está em curso a prática adotada pelos “esquerdistas” quando querem operar uma mudança sem resistência. Primeiro desqualificam o que se tem, e depois, baseada em “estatísticas” apresentam “A” proposta de mudança.

  21. reginaldo

    -

    06/07/2011 às 12:31

    Ora, vejam a piada (comente Reinaldo!).
    Dois “professores de direito” com diplomas falsos de DOUTORADO e MESTRADO são contratados pelo MEC de FERNANDO HADDAD para, através do INEP(cuidado com o ENEM!), AVALIAR, RECONHECER e AUTORIZAR cursos de DIREITO em todo o país! Assim, nenhum advogado passa na OAB!

  22. GamoR1

    -

    06/07/2011 às 12:26

    Caro Reinaldo,

    Por derradeiro uma sugestão que essa reportagem e os comentários fossem divulgados mundo afora…

  23. GamoR1

    -

    06/07/2011 às 12:21

    Bom Dia
    Caro Reinaldo

    Em primeiro lugar não sou Advogado, porém acredito sem querer defender os candidatos que alguma coisa está errada nessa história. A situação do exame da OAB chegou ao limite do ridículo. Não é possível uma coisa dessas, alguma coisa tem que ser feita, ou então é pura reserva de mercado para quem já recebeu a carteirinha. E olhe que existem cada caso daqueles que não conseguem aprovação que é de dar dó!
    E por cima a UNBrasilia é a primeira, e a USP a 4ª colocada…faz-me rir!

  24. nedinho

    -

    06/07/2011 às 11:57

    Estão matando a galinha de ovos de ouro. É o caso da OAB indicar uns 3 profissionais por Estado, para participarem da prova e dar uma olhada nas notas deles, comparando com os demais.
    As provas além de textos/problema extremamente longos as questões são cheias de “pegadinhas”. E mais, a prova prática (área trabalhista) tratava de um recurso ordinário (apelação) com mais de 10 (dez) temas que deveriam ser abordados. Lembrando ainda o tempo disponível e a peça elaborada à mão.

  25. Gilmar

    -

    06/07/2011 às 11:48

    Culpa das faculdades “Pagou-Passou”.Bem feito pros panacas que ingressaram nas mesmas.

  26. Garcia

    -

    06/07/2011 às 11:20

    Concordo plenamente que o nível de conhecimento tem caído mas nesse caso é preciso analisar outro aspecto: a lista mostra universidades que apresentaram um único candidato ao exame e este foi reprovado, ou seja, 100% de reprovação. Parece que a análise estatística por si não é suficiente para avaliar o desempenho geral, não acha?

  27. Jaime Rivera

    -

    06/07/2011 às 11:01

    O exame da OAB é muito importante para os futuros usuários da justiça no Brasil. É um termómetro para os cursos. Já o MEC quer desmoralizar este exame. Acredito eu que se existisse uma prova com o esse rigor na área de saúde, não teríamos tantas denuncias improbidade e erros médicos. A saúde seria melhor.

  28. giovanni

    -

    06/07/2011 às 10:57

    São as federais, com a UnB à frente, a fazer bonito!

  29. sp

    -

    06/07/2011 às 10:52

    Reinaldo

    Certamente o resultado do exame é também um reflexo do estado miserável do ensino brasileiro nesta era de mediocridade que estamos vivendo, mas que o primeiro lugar em índice de aprovação seja da Universidade de Brasília é no mínimo estranho, e levanta uma dúvida: será que a OAB não está medindo a adesão dos bacharéis ao direito achado na rua, que tomou conta da UnB, em vez dos conhecimentos sobre, como você diz, o Direito achado nas leis? É, como eu disse, apenas uma dúvida, pois não sou da área nem conheço a prova da OAB, mas creio que justificada, diante do que já acontece em vestibulares e outros exames por aí.

  30. Rods

    -

    06/07/2011 às 10:47

    REI.
    O FLÁVIO DAS 9:38 ESTÁ DE PARABÉNS.
    SÓ OUSO DISCORDAR DO PERCENTUAL DE 50% DE APROVAÇÃO PARA JUÍZES (ITEM 6).
    ACHO QUE ELE SERIA BEM MAIOR.
    Rods

  31. Rods

    -

    06/07/2011 às 10:45

    REI.
    COMO PODE O PRESIDENTE DA OAB SER TÃO CÍNICO???
    ESTE É UM DOS SINTOMAS DA POLÍTICA QUE VEM DESDE O FALECIDO PAULO RENATO, DE CRIAR FÁBRICAS DE DIPLOMADOS, EM ESPECIAL CURSOS DE DIREITO QUE GRAÇARAM PELO PAÍS COMO MATO DONDE EMPREGAM MUITOS COLEGAS DO OPHIR E ENCHEM OS BOLSOS DOS SEUS DONOS.
    ESTA OAB É UM APARELHO DA CAUSA, FAZ MUITO TEMPO.
    Rods

  32. Akhenathon

    -

    06/07/2011 às 10:27

    E por aí petralhas culpam… Paulo Renato e os tucanos. Estudar que é bom, ninguém quer saber. Caras-de-pau.

  33. Setembrino Aparecido de Jesus da Silva

    -

    06/07/2011 às 10:16

    Trabalho no judiciário e sou testemunha de que passar no exame da OAB não é garantia nenhuma de ser um advogado competente. A priori, acho a exigência dessa aprovação para advogar um absurdo. Podia-se, no máximo, conceder aos aprovados um tipo de “selo de qualidade”. Mas deve caber à parte interessada contratar os serviços de quem ela mais confia, independente de ter ou não sido aprovado nesse exame. Aliás, se a OAB proíbe que quem não passa no seus exames advogue, então ela também deveria indenizar as partes que tiveram prejuízos por erros de profissionais aprovados por ela.

  34. BALESTRE

    -

    06/07/2011 às 10:09

    Ei Reinaldo, agora vem a pergunta derradeira

    -Não passaram pq os cursos são deficientes ou o Direito é tão assim “achado na rua” que vence quem apresentar os maiores devaneios nas calçadas do relativismo? Não sou da área mas não consigo imaginar um “padrão” no atual direito brasileiro que possa ser posto à prova- afinal tudo depende não é?

  35. PILINCHO

    -

    06/07/2011 às 10:01

    Rei, visualizo esse fracasso intelectual como sendo o resultado aceitável de um ensino voltado para os ideais populistas, que descartam o mérito em detrimento de facilidades de acesso às escolas – de qualquer grau -, apenas com o objetivo, nada republicano, de fornecer um “canudo” dedicado ao pobrismo.

  36. Paulo André Carminati

    -

    06/07/2011 às 10:01

    Reinaldo o buraco é bem mais embaixo, desde corrupção, de compra de provas a absurdos sendo cometidos para reprovar propositalmente os bacharéis, alem é claro da mafia dos cursinhos…
    … desde notas não contadas a absurdos do tipo, examinador falando que o estudante não deu a resposta, quando do contrario, estava escrito… é só se lembrar que ultimamente o MPF tem impetrado ações civis públicas constantemente contra a banca examinadora…

    …Pergunta que não quer calar o que acontece hoje se o exame acabar … resposta desemprego em massa de professores de cursinho e perda de uma renda monstruosa… lembrando que em alguns cursinhos o preço chega a ser maior do que a mensalidade de uma faculdade… e mais o absurdo dos 200 R$ da prova… é está é lulolandia…

  37. Luciano

    -

    06/07/2011 às 9:55

    O que é preocupante é o que pode estar acontecendo em outros cursos, em especial a engenharia. Nos últimos anos, faculdades tem surgido e crascido como capim, e multiplicaram-se enormemente os cursos “tecnológicos”, enquanto que os técnicos de nível médio tem estado a declinar.

  38. Flávio

    -

    06/07/2011 às 9:38

    Reinaldo:
    As reportagens sobre esse episódio estão se baseando unicamente na fala do tal presidente nacional da OAB. Entretanto, é preciso fazer algumas considerações:
    1) – O exame da OAB é necessário sim, pois muitas faculdades são péssimas e seus alunos idem;
    2) – O exame da OAB é extremamente perverso: de tão difícil para um jovem egresso;
    3) – Na prova existem diversas “pegadinhas”. Maldade mesmo. Perguntas mal formuladas, duple sentido, etc., etc.. Tal é verdade que o MP queria anular 5 questões. Só não o fez pela influência que a própria OAB possui dentro dos tribunais, afinal de contas, 1/5 dos tribunais são formados por seus indicados além do MP.
    4) – O exame da OAB é inconstitucional. Ele não poderia ser feito se fosse levado em conta a atual constituição pelo simples motivo da OAB não ter COMPETÊNCIA para propor esse exame. Quem tem competência para avaliar os egressos é o MEC (que convenhamos, é uma porcaria…).
    5) – Se a OAB aplicasse o exame que submete os pobres estudantes aos advogados já formados e na ativa há mais de 2 anos, certamente 99% não passaria sequer na primeira fase;
    6) Se aplicasse aos juízes e magistrados já concursados, cerca de 50% no mínimo, não passaria também. E existem muitos magistrados que afirmam isso.

    Claro que minhas observações são empíricas. Mas é consenso.
    Diante disso, só se pode concluir uma coisa:
    Trata-se de reserva de mercado dos advogados, além de interesse de faculdades em obter igualmente uma reserva de mercado. O resto, é conversa pra boi dormir…

    Flávio

  39. Agejota

    -

    06/07/2011 às 9:36

    As faculdades deveriam depositar um valor-caução bem alto para abrir um curso destes. Se em 2 concursos da OAB não atingissem um resultado mínimo de aprovação, o dinheiro iria para um hospital do câncer ou a APAE. O problema seria fiscalizar prá não haver compra de gabaritos. E sugiro o mesmo para os partidos políticos: depositar um valor estratosférico para concorrer aos cargos de prefeito, governador e presidente; quem não atingir 5% dos votos em 1º turno perde o depósito.

  40. Marcelo Poa

    -

    06/07/2011 às 9:32

    Apesar de ser a primeira colocada do Estado, a USP está na quarta posição no ranking das escolas que mais aprovaram. No topo da lista aparece a Universidade de Brasília (UnB). Reinaldo, o texto deve estar errado. Segundo você, a universidade de Brasília só tem maconheiro, vagabundo e é comandada por um incompetente. Corrija o texto, por favor.

  41. Luiz Pira

    -

    06/07/2011 às 9:28

    Reinaldo, como você bem sabe, pode-se trabalhar com números de muitas formas, ou melhor, apresentá-los. Não estou em defesa da atual situação dos cursos de Direito. Mas, se observar bem os dados verá que havia faculdade que tinha somente um candidato, nesse caso não havia 50% em jogo. Deixando de lado a forma que vem sendo divulgada a noticia sobre os aprovados na OAB; há uma informação que não foi retratada em nenhuma reportagem que é: dentre às 20(vinte) que mais aprovaram em valores absolutos, somente, existem três públicas, 17 (dezessete) são particulares. Reinaldo, sou admirador de sua posição lógica e coerente, é melhor você fazer uma análise mais rigorosa sobre as faculdades, pois há sempre a tendência de exaltar as públicas. Observando os candidatos da USP no atual exame, 50% não passaram na seleção. Refaça seus comentários dentro do rigor que mora em você.

  42. Fábio

    -

    06/07/2011 às 9:24

    Reinaldo, há coisas incríveis no Exame de Ordem, pois a OAB arrecada perto de 60 milhões por ano só com ele. Se puder, dê uma passada no endereço abaixo onde um advogado demonstra estatisticamente a evidente reserva de mercado promovida pela OAB.

    http://www.portalexamedeordem.com.br/blog/2010/12/exame-de-ordem-oabfgv-2010-2-lista-de-aprovados-estatisticas-e-consideracoes-sobre-a-prova/

  43. Cibeli

    -

    06/07/2011 às 9:24

    tem alguma coisa estranha aí…

  44. Theo

    -

    06/07/2011 às 9:23

    O exame da OAB, apesar de ser positivo, precisa ser discutido. Hoje ele está mais com cara de concurso público. Virou um belo negócio. O aluno para passar tem que fazer cursinho. Minha filha, que estuda em boa escola e possui todas as notas acima de 8, comentou que as questões não são práticas, não correspondem a realidade do ensino, o tempo dado para fazer a discursiva é pequeno para a quantidade de questões. Entendo que o ensino pode melhorar, mas também acho que está na hora de avaliar o próprio formato do exame.

  45. delmagico

    -

    06/07/2011 às 9:02

    Curioso é a Universidade de Brasília se sair tão bem. Vai inflar o ego do polêmico reitor.

  46. Aldo Matias Pereira

    -

    06/07/2011 às 8:39

    Reinaldo,
    Há muito tempo que esses exames de ordem acontecem dessa maneira e só fazem crescer a cada ano. Acho, no entanto, uma falácia a qualidade desses percentuais de aprovação. Não pretendo nem quero defender a falta de qualidade das faculdades existentes mas, quando se diz que uma faculdade não aprovou nenhum aluno e se verifica que ela concorreu apenas com um candidato é muito diferente de se falar de uma outra que concorreu com mais de cincoenta e também não aprovou nenhum. De qualquer forma, faz-se necessário rever critérios de aprovação do funcionamento de faculdades nas mais diversas áreas, a maioria das quais nunca passam por um exame de avaliação decente, como essas máquinas de “formar universitários” petistas que pululam por aí para fornecer diplomas para provas de títulos no funcionalismo público. Se as “unes” da vida e os esquerdoides de sempre não tivessem, sistematicamente, boicotado o provão quando foi instituido no governo FHC, certamente hoje já se teria uma condição muito melhor nas faculdades tupiniquins. Mas o problema é que deputados de todas as cores e senadores de qualquer estirpe continuam parindo faculdades e cursos aos borbotões para encher o bolso com a ignorância indigente da maioria dos alunos que procuram um curso superior nesses pardieiros, em prejuízo daqueles que querem e precisam, de fato, de um “up grade” profissional. Comprar um diplominha de curso superior é a coisa mais simples do mundo! Todo mundo sabe disso mas faz cara de paisagem, sempre, porque interessa que as coisas continuem piorando.

  47. Marina

    -

    06/07/2011 às 7:43

    Só uma retificação: a UFBA, Universidade Federal da Bahia foi quem teve o maior índice de aprovação, isso de acordo com a própria OAB, com mais de 89% de aprovação dos participantes.

  48. anonimo

    -

    06/07/2011 às 7:15

    Faculdades lixo, são só papa níquel e madrassas ideológicas.
    E viva o PT e seus formados nessas faculdades que ‘acham o direito na rua’e não na letra da Lei.

  49. SERGIO OLIVEIRA

    -

    06/07/2011 às 7:11

    Os caras que estudaram nestas 90 que não aprovaram ninguém no exame da ordem, sairam das mesmas deformados e não formados.

  50. Lilian

    -

    06/07/2011 às 7:11

    Acho estranho que o maior percentual de aprovação seja da Universidade de Brasília. A prova devia ser sobre o Direito achado na rua e suas trampas.

  51. OhMyGod! o verdadeiro!

    -

    06/07/2011 às 6:43

    Caríssimo.
    Concordo com o presidente da OAB.
    Sem mencionar especificamente as faculdades de ciências jurídicas, a profusão de faculdades de “Comunicação Social”, “com ênfase em isto ou aquilo”, “Secretariado”, e dezenas de outros, está enchendo o Brasil de “formados”, sem muitas qualificações técnicas. Ficam por aí procurando empregos (que inexistem em quantidade suficiente), inflam os concursos públicos, fazendo a alegria daqueles que os organizam, etc. Entre as muitas particularidades do vestibular brasileiro, acredito até que muitos dos incluídos nas cotas raciais, por uma questão de amor próprio se esforcem a aprender mais e melhor (nem sempre, mas…).
    Considero um verdadeiro estelionato, a liberação pelo governo federal, de faculdades sem muito critério de “utilidade”, a não ser o de angariar votos na região.

  52. mac z

    -

    06/07/2011 às 6:43

    O que atenua o desatre é que a grande maioria faz Direito apenas para fazer concursos para o serviço público. Eu disse atenua? Melhor dizeer “transfere”…

  53. prado

    -

    06/07/2011 às 6:31

    Reinaldo, é relevante observar que foi a UnB que elaborou o exame da OAB. Eu sei que você vai encontrar um bocado de asneiras nesta provinha…

  54. Marcus Meyer

    -

    06/07/2011 às 6:15

    Talvez isto explique o fato de a OAB, hoje, não passar de um sindicato de uma categoria profissional, com todos os vícios e defeitos comuns à todos os outros sindicatos do país!

  55. Carlos Costa

    -

    06/07/2011 às 5:57

    Imaginem os magistrados,os advogados, julgando casos que eles simplesmente nada sabem.
    A educação no Brasil,é um verdadeiro comércio.Compras de diplomas é café pequeno.
    A população que paga salários de juizes altissimos, um dia irá acordar e não pagará mais,aí eu quero ver.
    Tá explicado porque não há justiça no Brasil, ou precisa desenhar.

  56. Anônimo

    -

    06/07/2011 às 5:16

    Então quer dizer que agora a OAB só admite advogados que saibam achar o direito no lixo, ou seja, na rua?
    Mas para que mesmo que serve advogado num regime totalitário comunista?

  57. tucunaré

    -

    06/07/2011 às 5:12

    Reinaldo, que negócio é esse de a UNb aprovar mais do que a USP no exame da OAB. Acho que justifica algum tipo de comentário e analise, uma vez que o ambiente que vimos na Unb não é dos mais propícios para formação de bons advogados.

  58. LP

    -

    06/07/2011 às 4:42

    José Geraldo está indignado: “Como é possível a UnB ainda estar à frente da USP na aprovação no Exame da OAB?”, deve estar se perguntando agora. Dirige-se à gangue do “Direito Achado na Rua” e ordena: “Apesar dos nossos esforços em destruir a UnB, os nossos estudantes ainda conseguem mandar bem em alguma coisa. Precisamos implantar logo a Estatuinte e contratar professores de Direito da Venezuela, de Cuba e do Irã. Quem sabe, o Lula não topa dar umas aulinhas, já que agora ele é Doutor por Coimbra?”.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados