(ler primeiro o post acima)
A DECLARAÇÃO DE HAMBURGO
A internet é uma grande oportunidade para o jornalismo profissional - mas apenas se se mantiver o equilíbrio econômico-financeiro das empresas jornalísticas nos novos canais de distribuição digitais. Não é o que acontece atualmente.
Vários agregadores de conteúdo utilizam obras de jornalistas, editores e empresas jornalísticas sem pagar por este uso. No longo prazo, esta prática põe em risco a criação de conteúdos de alta qualidade e o próprio jornalismo independente.
Por este motivo, precisamos melhorar a proteção da propriedade intelectual na internet. O acesso livre à web não significa necessariamente acesso livre de custos. Discordamos dos que afirmam que a liberdade de informação só será obtida com todos os conteúdos gratuitos.
O acesso universal aos nossos serviços deverá estar disponível, mas não queremos ser obrigados a ceder a nossa propriedade sem autorização prévia.
Assim sendo, consideramos necessárias e urgentes medidas para a proteção dos direitos autorais de jornalistas, editores e empresas jornalísticas na internet.
Não devem existir zonas da internet onde as leis não se aplicam. Os governos e legisladores, em nível nacional e internacional, devem proteger mais eficazmente os conteúdos intelectuais dos autores e produtores. Deve ser proibida a utilização, sem prévia autorização, da propriedade intelectual de terceiros.
Em última análise, também na rede mundial de internet deve valer o princípio: não há democracia sem jornalismo independente.









[...] torno da cobrança ou não dos conteúdos jornalísticos disponibilizados na internet, advinda da Declaração de Hamburgo, abre precedentes para uma série de [...]
Muito discutível essa posição sobre esse assunto. O conceito “informação de qualidade” é uma área cinzenta. O jornalismo “profissional” está cheio de maus exemplos, de meias verdades e de conteúdo raso e parcial. Quem me prova que uma pessoa com formação em jornalismo, acostumada ao senso comum, tem melhor competência para discursar sobre petróleo do que um técnico da Petrobrás?
Em minha opinião, o erro está na idéia convenientemente preconceituosa de que o cidadão comum não tem capacidade para se expressar de forma honesta e eficiente.
Obviamente há cidadãos que não tem boa capacidade comunicativa. Mas isto também ocorre entre os jornalistas. Há bons e maus exemplos de lado a lado.
Falando em carta de hamburgo, propriedade intelectual…acabei de ler antecipado a coluna do Mainardi, cope/paste lá no blog do Vampiro de Curitiba, ainda por cima o pessoal tá descendo a lasca no pobre…este mesmo. O Vamp,que comentou aí p cima sobre o assunto em pauta
Ia ler só amanhã (domingo) quando chega aqui nas bancas…é quase um ritual ficar o pessoal lá na banca da praça central, esperando chegarem as revistas Veja.
Me criei lendo Veja.
No blog do Vamp vc encontra até banner de muambas
da China, um outro da Chevrolet.
Faturar em cima do suor alheio que rala p cumprir pauta semanal.
Coisa feia!
Parabéns Reinaldo, por endossar a Carta de Hamburgo.
Esta correto, você deve receber da Abril, por seu blog, porque deve ser bom, pelo menos alguém lê, muito bem, agora se outra empresa quiser seus textos em sua pagina deve também pagar, ou não por isto, que decide é você, esta corretíssimo, um jogador de futebol recebe alguns milhões por mês, porque da audiência, se você da audiência deve receber por isto.
Reinaldo, um detalhe: porque, em vez de assinar a “Carta de Hamburgo”, você não afilia seu blog ao Creative Commons e só agrega conteúdo sob uma licença pela Creative Commons? Confira: http://creativecommons.org/
Isso é besteira. Quer fechar o seu blog e cobrar 1 real de cada leitor? Faça isso, ninguém o proibirá. Mas, amanhã, não reclame se não tiver nenhum leitor.
A informação na internet é grátis porque é abundante. Pode ser triste admitir isso, mas se o Reinaldo parar de escrever amanhã, não ficarei sem opção de leitura.
Por outro lado, se todas as fontes informação começarem a cobrar 1 real de cada visitante, a internet implode. Porque se eu visito 300 sites web por dia, terei que pagar 300 reais por dia. Como eu não ganho 300 reais por dia, simplesmente vou parar de usar a web.
Fontes de informação paga na web, aliás, existem aos montes. Mas todas elas são fontes de informação especial, que você não pode encontrar em outro lugar, como relatórios de institutos de pesquisa, por exemplo.
Não é o caso das revistas Abril, por exemplo. Se a Veja fecha o conteúdo, leio a mesma informação em outro lugar, em outro veículo, azar da Veja que perdeu minha preferência.
E a culpa não é do agregador de conteúdo. Experimente criar um blog sem a publicidade de um mega-veículo por trás e sem usar o agregador de conteúdo como meio de divulgação depois me diga quantas visitas recebeu em uma semana.
Enfim, tudo bobagem. O combater ao plágio não tem nada a ver com cobrança pelo acesso à informação.
A síntese da Declaração de Hamburgo é: Tudo mundo põe no meu custo e eu não posso por no custo de ninguém!
Oi Reinaldo, talvez D. Reinalda…rs…gostei dela.
Você falou entre outras coisas de uma que gostei muito. “Saudável solidão.” É muito interesante escrever com toda paixão, nem sempre ter retorno e achar isso um prazer. O blog é meio isso. Outra vantagem que eu acho (falo do meu caso) é escrever porque quero, porque gosto e falando sobre assuntos que agradam às pessoas mas antes de tudo a mim mesma.
Tô com você aqui todo dia. Um grande prazer meu.
eidia
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com
Não concordo,Reinaldo.
Ler o que você escreve é uma dádiva mas não fosse a disseminação de seus textos pelos mais variados meios de comunicação, muita gente hoje não conheceria a excelência de seus textos dada a vastidão de informação.
Quando nos traz alguma informação de outros locais, vamos lá conferir,ou seja,você, de certa forma,nos apresenta novos mundos,novas pessoas e ideias.
A Declaração ,ao invés de alargar nosso conhecimento, tende a restringí-lo.
Eu mesma cheguei aqui através da Veja,mas você poderia estar em outro local pouco conhecido.E ai? Eu perderia a chance de conhecer um grande jornalista.
Quando a ideia não é roubar do autor a sua obra,mas disseminá-la,é forma de prestígio
Disponho-me a uma discussão longa e profissional. Eu posso dizer que vivo de direitos autorais.
No entanto, a prévia autorização (e não o prévio pagamento ou o obrigatório pagamento) pode conduzir a chantagens (extorquir e/ou dificultar a negociação com idéia de extorsão).
O Brasil e USA são dos piores países nestes casos.
Como liberal ate pouco tempo acreditava nas patentes, mas hoje acho que ficaram obsoletas – existem formas inteiramente novas de capitalizar recursos hoje que recorrer ao estado e sua forma de coerção legal [impostos]
Concordo que os direitos autorais sejam respeitados (o q é uma obviedade aqui, mas é bom q eu o diga), e cabe lembrar que há licenças que permitem reprodução. Em um livre-mercado, as empresas devem ter a liberdade de escolher a licença, e qto cobrarão pela informação. O que inclui a possbilidade de preço zero (q não quer dizer valor zero). O consumidor é quem vai decidir. Não o governo através de legislação rent-seeker. Essa carta não passa de uma versão moderna da “Petição dos fazedores de vela”, de Bastiat (http://www.dicta.com.br/a-peticao-dos-fazedores-de-vela/).
Eu diria que os consumidores vão preferir as empresas q não lhes tratem como criminosos em potencial (censura prévia).
[...] CARTA DE HAMBURGO. OU: A DEMOCRACIA TEM UM CUSTO SE VOCÊ NÃO QUE FICAR NA MÃO DOS VIGARISTAS; - LEIA ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO DE HAMBURGO; - LULA, O HOMEM DA MIMESE ARISTOTÉLICA; - POR UM PLANETA QUADRADO!; - Nordeste no roteiro; - EUA [...]
E os jornais, tambem vão pagar pelas informações que recolhem nos blogs di grátis ?
Também não concordo com você nessa Reinaldo.
Vivemos a cultura do carrapato.
Esta é uma batalha perdida.
A China é a economia que mais cresce.
Não reconhece nenhuma patente.
É a grande financiadora do déficit americano, o maior detentor de patentes.
Será difícil criar um instrumento que proteja a propriedade intelectual, pois há carência de ética, elemento básico para criá-lo.
O link abaixo foi divulgado no Estadão :
http://www.termometrodoemprego.sp.gov.br/default.aspx
A página retorna as suas chances de arrumar um emprego após fornecimento de dados como escolaridade, raça, estado civil, número de filhos, etc.
Mesmo que na realidade fatores como raça, estado civil e número de filhos tenham influência eu acho que a página foi infeliz por apresentar esses fatores como determinantes para obtenção de um emprego, ainda mais em um site do governo e sem apresentar dados comparativos com outros cenários.
Será que o governo não deveria estar defendendo igualdade de oportunidades para todos ?
Jornalismo é trabalho e é remunerado, seja na internet, ou seja, onde for.
Isto me fa lembrar da época em que não perdia a coluna do Paulo Francis, no Estadão. Quase nunca concordava com suas opiniões, além de achá-lo racista; mas adorava seu estilo e bom humor. É claro que, além do Paulo Francis, também lia as notícias da época. Assim eu ajudava a aumentar o faturamento do jornal e seu número de leitores, o que permitia ao Eestadão pagar seus jornalistas entre os quais…Paulo Francis. Na época não hava internet; se existisse, e algém publicasse a coluna, eu não leria o jornal. Faz todo sentido a declaração de Hamburgo.
É O VELORIO TRISTE E ATRASADO DA DITA GRANDE IMPRENSA REYNALDO. A INTERNET JÁ ANIQUILOU E DEVOROU OS EX-GRANDES JORNAIS NO MUNDO INTEIRO. AS NOVAS GERAÇÕES NÃO SABEM NEM O QUE É UM JORNAL IMPRESSO MAIS! VC ACHA QUE UM JOVEM DE 18 ANOS VAI LARGAR O PC E IR NA ESQUINA COMPRAR JORNAL? O DEFUNTO ESTA TEIMANDO EM SER ENTERRADO E O VELORIO CONTINUA NA SALA A INCONFORMADA FAMILIA EM PRANTOS RASGAM AS VESTES E GRITAM SEUS MANIFESTOS… TUDO EM VÃO! A INTERNET É SIM UM UNIVERSO PARALELO , QUANTAS TENTATIVAS DE CALAR A INTERNET SEM PERDER O ROTULO DE DEMOCRACIA JÁ FOI TENTADO? SÓ NOS PAISES RETROGADOS E COMUNISTAS ASSUMIDOS QUE HÁ UM CERTO CONTROLE E MESMO ASSIM É VAZADO E FURADO TODOS OS DIAS, NÃO É POSSIVEL CONSTRUIR “UM MURO DE BERLIN” VIRTUAL NA INTERNET . POR MAIS QUE TENTEM NUNCA HAVERÁ CONTROLE TOTAL NA INTERNET. NUNCA!
SÓ PODEM CALAR A INTERNET DE UMA MANEIRA: ACABANDO E ,FECHANDO LITERALMENTE A REDE NO MUNDO INTEIRO. ISSO TAMBEM ACABARIA COM A NOSSA CIVILIZAÇÃO. OS DONOS DOS JORNAIS QUE SE RECONFIGUREM, FAÇAM SEU RENASCIMENTO EM MOLDES NOVOS E INUSITADOS E SIGAM A TENDENCIA DA EVOLUÇÃO TECNOLOGICA..
OS FATOS QUE GERAM NOTICIA NÃO TEM PROPRIEDADE INTELECTUAL PORTANTO SE QUEREM VENDER NOTICIAS(ALMA DO NEGOCIO) DESCUBRAM OUTRO MEIO POIS O QUE FOR PUBLICADO NA WEB FOI, É, E SEMPRE SERÁ CLONADO DE UMA FORRMA OU DE OUTRA . SÓ UM CEGO INFORMATICO NÃO VÊ.! TENTAR COBRAR PELOS SERVIÇOS DE NOTICIAS É SUICIDIO. NINGUEM VAI PAGAR MESMO. E VAI SE INFORMAR DA MESMA MANEIRA NA PROPRIA WEB, SERÁ O TRUNFO DOS BLOGS ANONIMOS E INDEPENDENTES SERÁ A CONSOLIDAÇÃO DO 5° PODER, O PODER DOS BLOGUEIROS
Caro Reinaldo, sinceramente, não entendi os limites até onde pretende chegar a tal Carta.
Eu, por exemplo, em diversas oportunidades, já citei você, Hélio Schwartzman e Contardo Calligaris (meus articulistas favoritos), em discussões no orkut, em listas de discussão ou no meu blog pessoal (que não tem fins comerciais).
Todas as vezes, postei um link que direcionava ao texto original, sem deixar, assim, de atribuir a devida autoria e a fonte ao leitor. Meu intuito, antes de ser me aproveitar economicamente desse conteúdo, era de propagar suas opiniões (geralmente semelhantes às minhas) e assim embasar melhor meu ponto-de-vista.
Afinal, feri ou não a Carta de Hamburgo?
Tome complexidade:
YouTube abre canal para jornalismo feito por usuários
http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/11/17/ult3949u6997.jhtm
Agora, fui. ;)))
Reinaldo, tio meu, que sacanagem entrar com um assunto complexo desses e, particularmente caro aos internautas, numa terça-feira!
Gostaríamos de ter tempo prá fazer melhor.
Fui.
Conversa do mst com o pt:precisamos de verba para para invadir essa tal de propriedade intelectual improdutiva,vcs foram comer amburgo e deixou nois de fora,queremos amburgo na cesta básica,e nois já descobriu que a sede fica ai no palácio do planalto e que o lula tem a maior propriedade intelectual improdutiva do mundo.
Que estranho!
Quando entramos na área de comentários, o título fica correto!
Hamburgo!
Conteúdo livre na internet deve ser para pesquisa e conhecimento e nunca para alavancagem de audiência, às custas de trabalhos de terceiros. O problema da internet sequer é de legislação mas sim, muito mais, de ética pessoal e profissional.
“Poderia alguma coisa revelar uma falta de formação mais vergonhosa do que possuir tão pouca justiça dentro de nós mesmos que se torna necessário obtê-la dos outros, que desse modo se tornam nossos senhores e juízes?”. (Platão).
Ironizando a frase :
“Não se faz um omelete sem quebrar ovos”
( mas antes, a galinha tem que bota-los)
Bom…
…o que se está dizendo por aí é que esta declaração seria uma reação vinda principalmente das empresas de comunicação alemãs e da News Corporation do australiano-americano Robert Murdoch contra os métodos do Google, mais precisamente do Google News ( http://seekingalpha.com/article/173595-media-google-blocking-cut-nose-spite-face ).
O próprio Google acabou reagindo à declaração, dizendo que há métodos simples de se bloquear a indexação e acesso de sites de notícias pelo Google News ( http://googlepolicyeurope.blogspot.com/2009/07/working-with-news-publishers.html ).
As empresas norte-americanas de notícias New York Times e Time-Warner não assinaram a declaração, pelo jeito.
Correto e justo.
[assinando a declaração de Hamburgo]
Alguém quer tirar foto comigo?
[colocando-me ao lado da declaração e arrumando o cabelo]
Ai, gente…ficar parada feito elevador em apagão é maldade.
Quem quer assinar a declaração de Hamburgo a quatro mãos?
Estou sem parzinho…risos.
Infelizmente, caro Reinaldo, desta vez não posso concordar com você. Abraços.
[...] LEIA ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO DE HAMBUGO [...]