14/07/2010
às 19:48JORNALISMO REQUER APTIDÃO, TALENTO E ALGUMA TÉCNICA, QUE SE APRENDE EM DOIS MESES; EXIGÊNCIA DE DIPLOMA FERE O ARTIGO 5º DA CONSTITUIÇÃO, O MAIS IMPORTANTE DELES
Ah, o odor nauseabundo que emana do corporativismo bocó, mas muito eficaz em manter os próprios aparelhos e privilégios. No post abaixo, vocês lêem que uma comissão especial da Câmara aprovou a obrigatoriedade do diploma para jornalista. A proposta é inconstitucional. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalista (Fenaj), Sérgio Murilo, afirma que algumas pessoas que pediram registro de jornalista nunca pisaram numa redação. É mesmo? Se for assim, então elas já podem disputar a direção da Fenaj. Afinal, a maioria dos dirigentes sindicais não saberia a diferença entre um lead e uma touceira.
À diferença do que sustentam alguns energúmenos, sou jornalista “depromado”. Até hoje, não há uma miserável coisa que eu tenha feito na minha profissão - e não posso reclamar da escolha - que me tenha sido dada ou ensinada pelo curso de jornalismo: NADA! ZERO! Já o curso de letras, penso eu, foi essencial para mim - como é o de medicina, arquitetura, direito, culinária etc para outros jornalistas. Sempre destacando que há os que não cursaram coisa nenhuma e fazem um trabalho brilhante. E há pessoas brilhantes que fizeram jornalismo.
A profissão requer duas coisas, além de formação intelectual - que os cursos de jornalismo não fornecem porque passam boa parte do tempo ocupados em “desconstruir” os grandes veículos onde a meninada vai trabalhar depois… Jornalismo requer talento para a narrativa - mesmo a jornalística tem de ter enredo - e um conjunto de procedimentos técnicos, alguns deles ligados à ética da profissão. E é preciso ter algo parecido com intuição, mas que é só questão de inteligência: saber onde está a notícia. Vale dizer: cedo ou tarde, um jornalista tem de ler A Cartuxa de Parma, de Stendhal - ou vai acabar tratando um evento histórico como buraco de rua. Quem ensina isso? A faculdade de jornalismo???
Talento, lamento!, não se ensina. No máximo, ele pode ser lapidado. Nem todo mundo tem aptidão para a pintura, a música ou a dança. Com o texto, é a mesma coisa. Há gente que não nasceu para viver da escrita - e um jornalista tem de saber escrever, o que a faculdade não ensina. A lapidação se dá no exercício. O que boa parte dos cursos de jornalismo tem feito, aí sim, é distorcer a profissão. Transformaram-se, com raras exceções, em extensões do “partido”. Professores se dedicam mais a falar do “outro mundo possível” do que a ensinar como se faz um lead neste nosso mundinho imperfeito mesmo.
Qual é, afinal, o objeto de um curso de jornalismo? Economia? Política? Sociologia? Semiótica? O quê? Resposta: um pouco de tudo isso e nada disso, mas com muitas virgulas entre sujeito e predicado… Se a exigência do diploma já era, do ponto de vista democrático, estúpida, agora se tornou incompatível também com as modernas tecnologias a serviço da informação. Quem poderá impedir, sem violentar a Constituição, um veículo jornalístico de abrigar, por exemplo, um blogueiro que tenha o que dizer, seja ele jornalista “depromado” ou não? Vão plantar batatas para colher Imposto Sindical, senhores corporativistas!!!
Que a Fenaj defenda essa excrescência, eis uma coisa que faz sentido. A entidade lutou arduamente em favor da criação do Conselho Federal de Jornalismo, que era um verdadeiro órgão de censura. Poderia até, imaginem!, cassar a licença de um jornalista. E se apresentou, espertos os caras!, para compor a primeira diretoria… O amor dessa gente pela profissão me comove. Contenho aqui uma furtiva lágrima…
Inconstitucional
Só para lembrar: o STF derrubou a exigência do diploma porque ele foi considerado incompatível com o princípio da liberdade de expressão assegurado pela Carta. No caso, tratava-se de uma lei que afrontava o dispositivo constitucional; agora, é uma emenda.
E a proposta não deixa de ser inconstitucional porque emenda - afinal, o Artigo 5º da Carta continua no mesmo lugar, a saber:
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
(…)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Com alguma ironia, observo que, freqüentemente, tenho dúvidas se o jornalismo é mesmo uma “atividade intelectual”, mas tenho a certeza de que é uma “atividade de comunicação”. E não depende de “censura ou LICENÇA”.
Fim de papo.
PS - Se a Constituição, agora, vai abrigar regulamentação de profissão, por que só jornalismo? E as outras? O Ministério do Trabalho tem um código específico até para a prostituição, destacando os, digamos, requisitos para tal atividade. Imagino a questão tratada naquele que deve ser o nosso documento com sentido de permanência, naquela linguagem decorosa do legalismo: “O exercício das atividades intrafemurais obedece aos princípios do… Sei lá: “do contratante da mão-de-obra”? A boçalidade brasileira é ainda mais extensa do que suas praias…



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92 Comentários
Fernando
-19/07/2011 às 21:51
Concordo. Devemos fortalecer esse debate e buscar um conselho para a nossa categoria. Não podemos deixar pessoas ocuparem o lugar dos Publicitários sem ao menos cursarem uma graduação em comunicação social. Estamos prestes a receber a Copa do Mundo no Brasil, centenas de marcas serão trabalhadas e grande parte delas estarão na mão de profissionais pouco preparados. Vamos lutar e buscar os nossos direitos como trabalhadores que descontam FGTS, IR e pagam imposto sindical. O Rio Grande do Sul está empenhado em conseguir esse feito para todos nós. Abs.
marcos paula
-20/07/2010 às 9:48
Reinaldo, em minha cidade teve um cara chamado Marcos Santiago, que era um gênio do jornalismo. Ele tinha o seu estilo. NUNCA sentou num banco de faculdade de jornalismo. Mas, lia, lia, lia e lia. Tinha somente o 2o ano ginasial. Nasceu para jornalismo. Vivia batendo de frente com o poder executivo, detonando as coisas erradas. Uma vez fez um editorial de 1a página arrasando com um promotor público da cidade. Tinha talendo, nasceu para o jornalismo. NUNCA CURSOU UMA FACULDADE DE JORNALISMO. Vivia sempre com um livro nas mão. Almoçava lendo, descansava lendo e até na hora do banheiro, lia.Conheço alguns bonitinhos e bonitinhas que cursaram faculdade de jornalismo mas quando se metem a escrever, da dó.
Alexandre
-15/07/2010 às 21:18
Caro, a modéstia que se lasque, mas creio que, suando muito, consegui superá-lo e tratei do tema de modo melhor em meu blog. Citando-o e também a Talese, analisei o próprio texto da FENAJ para mostrar que o diploma não faz bom jornalista mesmo. E termino assim: “Se os revolucionários da FENAJ e seus cúmplices no Congresso levarem essa sandice adiante, logo se exigirá diploma até de ator pornô”. Abraços.
Alexandre
-15/07/2010 às 20:39
Olha o primor: “as propostas de emenda” É isso que está escrito no site da FENAJ. E nossa dileta Izabel logo ali abaixo? “Apesar de seu texto ser brilhante só a favor sim da obrigatoriedade do jornalista”.
Terex
-15/07/2010 às 16:37
Reinaldo,
Que tal exigir diploma para os ditos cientistas politicos?
Izabel
-15/07/2010 às 15:47
é bom não confundi jornalsita diplomados com mídia vendida. Contudo e apesar de seu texto ser brilhante só a favor sim da obrigatoriedade do jornalista. Se cursar uma faculdade nesse país já é o que é, imagina passar 4 anos em sala de aula e depois ser substituido em uma redação por umzinho só pq ele sobrinho do diretor. Tem q olha pelos dois extremos, penso q é isso. Um abraço.
Luis Jorge
-15/07/2010 às 14:34
Putz texto PERFEITO
Renato A. Azevedo
-15/07/2010 às 14:33
Caríssimo Reinaldo, consegui meu registro de jornalista sem haver cursado a faculdade que agora querem tornar obrigatória. Aprendi o (ainda pouco) que sei escrevendo, desenvolvendo a arte da escrita em newsletters, depois com textos para duas revistas, dois sites e um blog.
Bilhantemente destacado o que diz a Constituição. Mas, como disse Lula no episódio do jornalista do The New York Times, fala que se tornou o mote de petistas, lulistas e petralhas “f…-se a Constituição”. Felizmente, se tudo correr bem, a mediocridade deve durar apenas mais 169 dias, esperemos!
Regis
-15/07/2010 às 13:42
Emenda constitucional, que ofenda qualquer garantia do cidadão assegurada pelo art. 5º da Carta da República - e os incisos IV e IX do art. 5º citados por Você estão entre tais garantias -, é inconstitucional, podendo ser atacada por ação direta de inconstitucionalidade. Este é o entendimento do STF. Ex.: ADI nº1.946/DF.
Rodrigo A
-15/07/2010 às 13:10
Creio que a Fenaj está apenas reivindicando o que os demais conselhos de profissões já fazem no Brasil: vinculam o exercício da atividade a uma gorda anualidade a título de zelo pela profissão. Sim, é claro, na prática nada é feito, nada é fiscalizado, mas os cofres são muito bem abastecidos. Grana, poder, é isso que a entidade deve estar buscando, pouco importa se no caminho tenha de abraçar o totalitarismo.
Ivan
-15/07/2010 às 10:27
Isso é pressão dos “jornalistas” das estatais e doas repartições públicas que precisam de uma profissão regulamentada para suas carreiras no estado.
Rafael
-15/07/2010 às 9:31
mas que faculdade? sem querer ofender, a maioria nem sabe escrever direto. e fez faculdade de jornalismo. basta ver o que se lê nos jornais e sites da internet
Paulo Yuri
-15/07/2010 às 8:59
O jornalismo diplomado é o mesmo que nos últimos dois dias não deu praticamente nenhuma matéria sobre a prisão do líder oposicionista venezuelano Alejandro Peña Esclusa, o nome da polícia que o prendeu é Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência).
Os únicos que denunciaram a ocorrência foram jornalistas que não portam diplomas e usam a internet para dar suas notícias.
Não há qualquer possibilidade de se negar o fato. Foi filmado por TV’s venezuelanas, o líder preso é um homem sério, foi inclusive candidato a presidente em 98, não é um homem de violência, veja-se seu livro “O Continente da Esperança”.
Mas o que faz o senhor Leal? Cria um projeto de lei para amarrar de vez e para sempre a possibilidade de haver jornalismo livre. Cria um projeto de lei que deixa na mão do MEC a definição de tudo o que será escrito em jornais nas próximas décadas. Entrega tudo na mão de universidades aparelhadas.
Será que você não vê que está trabalhando para a destruição definitiva da liberdade de expressão nesse país?
Me sinto nesse momento OPRIMIDO. Sou vítima de criminosos contrários a liberdade e favoráveis e defensores loucos da burrice.
O que poderei fazer numa situação de opressão como essas? Se eu não puder escrever o que vou fazer? Se eu não puder abrir um pequeno jornal para denunciar o que os jornais comprados e aparelhados não permitem, como poderei fazer frente as ações de excessão que vierem de governos como o de Chavez (que só está no poder graças a Lula)? O seu projeto destrói a flexibilidade, destrói a liberdade.
O que me resta nesse momento, nesse país cercado pela mentira, é um aumento do medo em meu coração, mais uma diminuição da esperança, apesar de ser católico e nesse sentido não posso perdê-la, mas é triste, é um momento triste e de grande desesperança. Deputados burramente fascistas agem no congresso. Vergonha. Tristeza. Talvez esse país mereça mesmo a destruição que virá. Talvez esse país mereça mesmo a perda de seus filhos pelo aborto que virá. Talvez esse país mereça mesmo o aumento do aparelhamento das escolas que já existe. Talvez esse país mereça mesmo acreditar que o crescimento econômico (medíocre se for analisado todos os fatores externos e internos) vem das mãos do presidente que fez 30 anos de terrorismo eleitoral e continua a fazê-lo. Talvez esse país mereça mesmo ser dominado por odiadores de cristãos (e eu, que vou ser padre, fico realmente triste, pois sei que virá o dia do martírio, serei esmagado e o jornalismo aparelhado não vai expor nada sobre).
A revolta é grande. Talvez eu devesse mesmo lançar no mundo coisas para destruir mais ainda esse país, já que não vejo possibilidade mínima de justiça, a liberdade de expressão acabou e todos acreditam que isso é aceitável. Talvez só a destruição final desse país permitisse uma escapatória nesse momento.
Hugo Leal, eu sei que você não lerá isso, mas algum assessor idiota, vagabundo e despreparado o lerá, você, e tudo que você representa, é digno de todo nojo. Você vale menos que um aborto. Você vale menos do que lixo não-reciclável. Não sei se a melhor maneira de definí-lo é idiota útil ou canalha, mas certamente uma das duas.
Elouquisa
-15/07/2010 às 8:25
Genial!!!!
Antonio Augusto Carvalho
-15/07/2010 às 7:01
Tô dizendo: um país que leva m*rda para votar no congresso, é um país de m*rda!
E não me azucrinem por pensar assim! Tem mais, muito mais país de m*rda por aí. Não é só o nosso, não!
jorgecarrero_BRA
-15/07/2010 às 6:52
Taí, Reinaldo, ,ais uma valiosa contribuição de sua parte! uma frase-constatação para ser utilizada como argumento e explicação lógica diante de tantas estupidezas a que somos submetidos diariamente: ‘A boçalidade brasileira é ainda mais extensa do que suas praias’. Perfeito!
Capone
-15/07/2010 às 6:48
Nos anos que cursei jornalismo na UEL nunca cheguei a fazer uma entrevista e a maioria das minhas reportagens eram copiadas, nunca chegaram a questionar nada, mas quando descobriram que eu não era camarada…. ahhh, ae sim começou a perseguição!
A unica coisa que aprendi foi que em jornalismo quem tem
o “i-know-people” se arranja rapidinho, já quem não tem…
Marcus Meyer
-15/07/2010 às 6:42
Os políticos poderiam começar criando a obrigatoriedade de um curso superior em política para quem quisesse ser deputado ou senador, não seria ótimo? Depois, poderiar proibir a inscrição de postes para participação em eleições, (como candidatos, é claro!) e exigir noções acadêmicas de administração à postulantes do cargo de presidente, o quem por si só, já os obrigaria a serem completamente alfabetizados!
Balthazar. F.A.
-15/07/2010 às 3:54
Os políticos querem se perpetuar no poder, para isso eles precisam arruamr um meio de comtrolar a imprensa, pois ela é a única instituição nesse país, que divulga, que denúncia, e, não sai do pé deles. Vejam o mesalão, e tantos outros crimes cometidos por políticos denunciadcos pela imprensa. E ainda os órgãos da imprensa servem à livre opinião, ao direito constitucional da livre expressão, por esse motivo, não irão limitar seus jornalistas a exigencia de um diploma.
Pedro
-15/07/2010 às 3:32
Concordo com tudo, Reinaldo. Faculdade de jornalismo virou um depositório de marxistas fracassados, mas que ainda sobrevivem apoiando-se na única muleta ideológica que restou: a chamada escola de Frankfurt.
Estou cansado de professores rezando aquela cartilha da crítica de Marcuse, Adorno, Horkheimer, Benjamin contra os meios de comunicação (ou a mídia, como eles preferem). Como aluno, tenho vergonha do que é ensinado no meu curso de jornalismo.
Triste realidade.
Fabio Andre Balthazar
-15/07/2010 às 3:26
Vejam a estratégia desse governo, já achando que vai proteger o próximo, a exigência de diploma mudam as pessoas que trabalham nos órgãos de imprensa, eles atingem muitos jornalistas sem diplomas mas eficazes na crítica política, os que entram é uma incognita: sera que exercerão com a mesma capacidade de crítica dos que aqueles que eles substituíram? Não é só a capacidade de crítica, é a capacidade de trabalho. Não conheço o meio jornalistíco, nunca passei perto de uma redação, aliás atualmente até creio que muitas matérias são realizadas fora da redação, em face da internet. Aliás aos poucos os jornais estão se tornando eletrônicos. Aqui em São Paulo Folha, Estadão e etc. Mas o que mais me preocupa é que essa função não é como a medicina, o direito, a economia, ela é de um dinamismo que a percepção do real somado a capacidade de narrar essa realidade é o que importa. Será necessário uma facundade para ensinar isso? Essa reivindicação provavelmente devem ser de pessoas que estudaram nas faculdades e possuem o diploma de jornalista, mas não conseguem emprego, mas por que, há muitos sem o diploma ocupando o “emprego deles”? A demanda por um projeto dessa restrição acaba por “parecer” justo, mas é só aparência, porque os primeiros que deveriam exegir essa demanda de diploma são os órgãos da imprensa. Se quem emprega está satisfeito do jeito que está, e é eles que ditam a qualidade que vendem, qual a lógica virem não sei quantos jornalistas desempregados ou não exigirem um projeto para tornar somente eles , diplomados, com o direito de exercerem a profissão. Eu queria muito ouvir a opinião dos ógãos da imprensa, porque o interesse maior de todos sobre essa questão creio ser dos donos dos órgãos da imprensa. Eles sabem da qualidade, da quantidade, da demanda e da necessidade ou não da obrigatoriedade do diploma de jornalismo em sua emprensa.
Fabio Andre Balthazar
-15/07/2010 às 2:47
Tem muita importância a Imprena Brasileira permanecer como está, primeiro foi a imprensa que denunciou o mensalão, a imprensa não sai dos pés dos políticos, no momento que transformarmos a imprensa em um órgão fechado a só quem tem diplomas, estes políticos vão dar graças a deus, porque a mentalidade, as regras, os tipos de disciplinas e tudo o mais que faz alguem de profissional o torna cativo de seu renome, sou jornalista, para se formar jornalista é muito difícil, etc. Ainda aparecerão os sindicatos, os empregados diretos dos políticos, para controlar os jornalistas, a imprensa brasileira perderá a sua tradição criativa, ambiciosa, propulsora de idéias, com seus jornais do século XIX existentes até hoje, com sua tradição e muitas outras coisas se a partir do momento só poder exeistir diplomado em jornalismo para exercer as atividades vinculadas a elas. O que falta no Brasil, na educação básica, são Matemáticos, Físicos e Biólogos, isso foi denunciado recentemente pelos jornalistas sem diplomas, pelo jornalismo como ele é , e que incomoda muito aos políticos. Ele não necessita de um diploma pra ser uma grande atividade. Os políticos estão mais preocupados com eles que com a nação, caso contrário não estaria acontecendo o absurdo de um aluno na esola pública sair do ginásio sem nunca ter ouvido falar na disciplina de Física, de Química, e quando muito de Matemática, os gargalos são outros, não véem mexer no que ja funciona muito bem aqui em nosso país, ainda democrático, que é a imprensa com ou sem jornalistas diplomados, voces , políticos, querem vida mansa, mas os jornais vão continuar nos pés de voces, porque aqui no Brasil só a imprensa abre os olhos do povo, ministério público é só uma autarquia cheia de meandros burocráticos que no final o que dita mais alto é o poder político. Os políticos mandam no legislativo, executivo e judiciário, mas não mandam na imprensa. E melhor a imprensa deve e ficará sempre no pé de voces. Sem Imprensa não existe democracia, e sem democrácia, não existe alternancia de poder, é isso que voces querem, se perpetuarem no poder.
ÁLVARO JUNQUEIRA
-15/07/2010 às 1:58
Sou jornalista “depromado” há trocentos anos e me orgulho de jamais ter pago um centavo de imposto sindical. Essa corja nunca me representou.
Elah
-15/07/2010 às 1:28
Não tem importância, Rei. Veja que boa “vingança”: vou estudar jornalismo em um faculdade bem fuleira, daquelas do tipo “cuspe e giz”. Só que quem vai financiar o meu diploma é o PROUNI, que tal? Daí, depois de formada, especializo-me em meter bronca no Lula e do lulismo para todo o sempre. Só de pensar, um sorrisinho maligno incontido surge no canto da boca.
Fabio Andre Balthazar
-15/07/2010 às 1:22
O Brasil, se continuar com esses lideres de pensamento marxista, que preconizam ditadura, não existe liberdade democrática, não existe direito a propriedade individual, pode esquecer sua casa, seu carro e tudo mais pertence ao governo, ele, goveerno é quem dita quem pode ter isso ou aquilo, já disse que se falar mal do governo morre ou corre o risco de, e só eles, somente eles podem ter regalias, ah, viajar seja para fora do país, seja para dentro do país, precisa da autorização do governo. O governo controle tudo, até o pensamento das pessoas. Será que o Brasil deseja isso para o seu futuro? Veja a Coreia do Norte, Só os governantes são ricos, a população vive abaixo da pobreza mundial. Pois é, como que um homem tão bom como o Presidente Luiz Ignácio Lula da Silva se deixou levar por gente que pensa assim mesmo: Srª Dilma Roussef, José Genuíno, José Dirceu, José Eduardo Cardozo, Zaca do PT, Tarso Genro, Ivete Salvate, Delúbio Soares, Silverinha, e se tivisse todos de memória escreveria para quem não se simpatiza com isso, pensamento marxista, por favor não votem nesses,.. ah, eu me esqueci de um dos grandões: Aloisio Mercadante, esse daí é um dos mais chefões dessa classe de pensadores marxistas, e que estão levando o Brasil aum atraso nunca antes na história do Brasil possível de se imaginar.
Stefan Pinto
-15/07/2010 às 1:15
Bem, pelo menos Emendas Constitucionais se submetem ao controle de constitucionalidade do Judiciário.
Mas o fato é que o Brasil – e provavelmente quase toda a América do Sul –, pela credulidade de nossa sociedade, tem muito ainda que piorar até tomar um rumo sério, ENTENDENDO O QUE SIGNIFICA e respeitando o Estado de Direito.
Fabio Andre Balthazar
-15/07/2010 às 1:00
O que mais me preocupa é que o povo não vai votar no lula, a opção Lula deles é essa candidata que tenho certeza esta por traz da exigência de diploma para exercer a atividade jornalística. ´Se for exigido um diploma, então poderão formar um grande sindicato, que é o que eles mais dominam (pensadores marxistas) para controlar a liberdade de imprensa que é o que a Dilma mais deseja, talvez seja o item nº 1 do seu programa, se eleita for. Como venho dizendo, quem não sabe lidar com a liberdade de imprensa não deveria nem sonhar em exercer cargo público.
Fabio Andre Balthazar
-15/07/2010 às 0:52
Neste momento estamos assim: se o projeto comove o povo, é aprovado pela maioria do legislativo, o poder judiciário virou um órgão político, e se fere alguma cláusula pétrea, não importa, fazem vista grossa e deixam passar.
carlos amendola
-15/07/2010 às 0:32
É a mesma coisa que exigir diploma de Educação Física para jogador de futebol.
Vera L.
-15/07/2010 às 0:27
Numa entrevista do Zico durante a Copa falando sobre como ensinou os japoneses a jogarem futebol. Disse que pode se ensinar jogar futebol, falou de regras, essas coisas, aí emendou, agora ninguém ensina alguém a fazer gol, isto não dá para ensinar. Pois é né, quantos jornalistas com “deproma” e nenhum golzinho feito? Lá uma vez ou outra uma bola na trave.
raissapedra
-15/07/2010 às 0:20
Há anos atrás só tinha três profissões regulamentadas:
Medicina,Engenharia,Direito.Pelo que se sabe esses profissionais eram respeitados pelos altos conhecimentos da profissão,bem como os que ministravam as aulas eram chamados de Mestres e objeto do maior respeito dos discípulos.Veio a onda da regulamentação,que nada mais é
do que cercear os valores natos das pessoas que não tiveram acesso às academias.Existem profissões,incluindo o
jornalismo,que requerem tendências natas do indivíduo.
Esta teimosia em regulamentar a profissão além do aspecto cerceador da liberdade de expressão,contem no seu bojo característica ditatorial para impedir que se faça oposição à tirania do todo poderoso.Venezuela que o diga.
Petrus Evelyn
-15/07/2010 às 0:03
Olá Reinaldo, tudo bem? Sou jornalista formado e não concordo com você. Você sempre fala que escrever é talento, mas acredito que jornalismo não é apenas escrever, é saber ver os fatos e interpretá-los. É claro que você não aprende isso bem na faculdade, mas é direcionado a entender isso sim. Além disso, aprendi a fazer notícias para rádio e para televisão, coisas que dificilmente eu aprenderia apenas tendo talento (e mais difícil seria eu treinar isso, onde eu poderia ir para aprender isso senão numa faculdade?). Talvez o curso de jornalismo seja por demais superficial e uma mudança na sua grade seja necessária, mas não consigo compreender como você defende que uma pessoa sem qualquer tipo de noção de como ser jornalista pode entrar na profissão. Como eu iria aprender o básico sobre o texto jornalístico para impresso ou como me apresentar diante de uma câmera ou a melhor maneira falar para ouvintes no rádio?
Rô
-14/07/2010 às 23:54
Grande, Reinaldo! Estudei em outra área e, ainda que o meu português não seja perfeito, já corrigi muitos erros de jornalistas “depromados” - e já nem falo em erros de interpretação!
Sugiro que, em vez de se preocuparem com diplomas, preocupem-se mais com a liberdade de expressão, que corre sérios riscos!
Paula
-14/07/2010 às 23:51
“Por outro lado, há os caras que analisam o que se passou dando uma de historiadores, sociólogos, economistas, etc. Aí acho que entram os especialistas (se bem que, reparando bem, às vezes um analisa e comenta e a manada vai atrás, falando a mesma coisa com outras palavras).”
Então vamos lá.
Lars, desses “analistas” não se exige diploma em redações e a lei não vai mudar esse fato, pois esta se restringe àqueles que produzem reportagens. Não se aplica aos articulistas e colunistas semanais, que geralmente são os especialistas em assuntos específicos a produzir artigos de caráter opinativo.
REINALDO RESPONDE
Então vamos lá. Partindo do princípio de que o profissional saiba escrever e consiga fazer um texto jornalisticamente correto, quem vai conseguir entender com mais profundidade a entrevista de um ministro da Fazenda? Alguém com uma formação generalista ou um jornalista (tornado jornalista pela prática) que tenha cursado economia? De um profissional da área, devem-se exigir duas coisas apenas: que saiba escrever e que domine o assunto sobre o qual escreve — nem vou colocar a questão ética porque, obviamente, isso é um dado da equação. Se houver algum pedreiro que reúna essas duas condições — e se ele topar —, que seja jornalista!
Paula
-14/07/2010 às 23:46
Discordo, Reinaldo, para ser um bom jornalista é preciso uma bagagem cultural que um mero curso de Letras não fornece. Não é apenas questão de saber construir narrativa, mas de possuir repertório cultural vasto. Nesse sentido, a formação específica em Jornalismo é essencial. Se a formação deixa a desejar, devido à qualidade de nosso sistema de ensino, à formação dos professores, é outar história. Mas isso atinge outras áresa, não apenas Jornalismo.
REINALDO RESPONDE
Epa! Eu escrevi que um curso de Letras basta??? Releia o artigo. Afirmei que há jornalistas brilhantes que nem têm curso universitário. “Formação cultural” em curso de jornalismo? Em qual? Jornalistas saem da faculdade sem nem saber o que é taxa Selic e pra que serve. Não conseguiriam distingui-la de um pedaço de presunto. Se eu reunir o conjunto de professores de qualquer faculdade de jornalismo e indagar quais são as funções próprias da Câmara, do Senado e do Congresso, corto o mindinho se houver um só que saiba a resposta. Duvido que saibam a diferença entre projeto de lei e emenda constitucional. Ou que saibam dizer a função do Ministério Público. Essas coisas são básicas para o exercício da profissão. Não sabem porque estão descolados da realidade.
SuperK
-14/07/2010 às 23:40
No Japão qualquer pessoa pode se candidatar a cargos públicos. Não se exigem diplomas! Porém, os exames de admissão na maioria deles são rigorosíssimos(não há distinção entre os diplomados e não diplomados, apenas precisam demonstrar conhecimentos sobre o cargo pretendido,isto é, autodidatas!), e demandam vários dias de provas! Mesmo depois de passar, na maioria das vezes precisam passar por estágios que podem chegar a anos, e devem ser cumpridos em localidades em que for designados. Só serão efetivados se esse estágio for bem sucedido, senão rua! E uma vez na vida de funcionalismo público muitas entidades submetem-no, de tempo em tempo a reavaliações. Não há essa estória de direitos adquiridos e serem indemissionáveis (entretanto as demissões são raras). Agora, os alunos das melhores universidades são disputados a tapas pelos grandes conglomerados privados! Há alunos que já são praticamente “sequestrados” por essas empresas mesmo alguns anos antes de se diplomarem! Conclusão, não estão atrás de diplomas, nem sua regulamentação, mas da capacidade dos indivíduos. O diploma então é somente um título, troféu e nada mais que isso! Assim, as escolas existem para a formação do indivíduos e não para diplomá-los somente. Não é o diploma que é a chave do emprego. Naturalmente todos querem estudar em escolas/universidades para entrar nesse mundo competitivo, mas não é condição sine qua non! Igualzinho aqui no Brasil, não ?
Anônimo
-14/07/2010 às 23:35
“Nestes salões não se deve falar daquilo que interessa a todo mundo, dos problemas políticos e religiosos e, consequentemente, também não da maioria dos temas literários da época ou do passado imediato; quando muito, podem ser ditas frases oficiais, que são tão mentirosas, que um homem de gosto e de tato prefere evitá-las. Que diferença com a ousadia espiritual dos famosos salões do século 18, que, evidentemente, nem sonhavam com os perigos que desencadeavam contra a sua própria existência!”.(Mimesis. Erich Auerbach)
Rafael
-14/07/2010 às 23:34
Acho que tem um blogueiro aqui que não tem “deproma” de jornalista…
Leonardo Diniz
-14/07/2010 às 23:33
Essa coisa já foi à breca no Supremo, mas a cambada não desiste. É preciso garantir o direito à ignorância com reserva de mercado. Estou a ponto de não ver mais telejornal, porque o nivel de estupidez é tamanho, os comentários são tão cretinos, que se torna matéria neurotóxica. A última, mas não a pior: acabo de saber que a Janis Joplin, que se autodestruiu e morreu de overdose, teve uma carreira curta, mas “viveu intensamente”. É dose! Ou melhor, overdose. Pouco antes, uma dessas sumidades que a Globo manda para o exterior, disse que Hitler e Stalin não tinham nada em comum, o que demonstra que nunca leu nada que preste sobre Hitler e nem sobre Stalin. É a ignorância transmitida em padrão Global.
Wilson Ribeiro
-14/07/2010 às 23:30
Essa tuerma não sossega! Quer fazer reserva de mercado para perpetuar a ignorância. Imagina que uma folha pendurada na parede vai garantir um emprego pro resto da vida. Quem é bom não precisa de diploma para mostrar competência; quem é burro precisa dum diploma para dizer que é melhor que o outro. Triste ilusão!
Claudia
-14/07/2010 às 23:29
É por essas e outras que te amo! Com todo o respeito, né D. Reinalda. Suuublliiimmmmeeee
paulo araújo
-14/07/2010 às 23:19
“mesmo a narrativa jornalística tem de ter noção de enredo”
Sim.
Leon
-14/07/2010 às 23:14
A Ordem dos Advogados teme a concorrencia com os profissionais que entram no mercado.Os estudantes se mobilizam contra este EXAME, mas a influencia da entidade é forte no Congresso, principalmente no Senado.E é muito remota a possibilidade de extinção da prova.
paulo araújo
-14/07/2010 às 23:10
Caro
“um jornalista tem de saber escrever”
É.
Leon
-14/07/2010 às 23:10
Reinaldo, para quem é bacharel em direito isso não é novidade. A OAB se transformou em uma entidade corporativista que aplica o EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, que não passa de RESERVA DE MERCADO, que proibe os formados de trabalhar na area e cobra uma fortuna em inscrições, com realização de tres provas ao ano.
mac z
-14/07/2010 às 23:00
Vou discordar do seu argumento de que se aprende a técnica necessária ao jornalismo em dois meses: antes disso é preciso fazer uma lavagem cerebral, que demora alguns anos…
Fernanda
-14/07/2010 às 22:44
Que país estranho é este!!!! Quer exigir diploma de jornalista para exercer a função e não exige nem 2o. grau de um presidente?
Ronaldo
-14/07/2010 às 22:36
E as cláusulas pétreas da Constituição?
Luciano
-14/07/2010 às 22:06
Para finalizar (meu estômago chegou no limite) recomendo que leiam este artigo aqui lá site Conjur:
http://www.conjur.com.br/2009-jul-04/parlamentares-defendem-regulamentacao-profissoes-apresentam-240-pls
Vejam que os jornalistas não são os únicos ameaçados, são os mais notórios. Todos nós estamos ameçados em maior ou menor grau por esse abuso.
Balthazar, F. A.
-14/07/2010 às 21:59
Quem já leu o pensamento marxista sabe o que o PT reserva para o Brasil, se eleio for, nos próximos quatro anos.
Titus Petronius
-14/07/2010 às 21:56
Um professor de faculdade de jornalismo pediu para os alunos lerem “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.
Livro manjadíssimo, a maioria já havia lido.
Depois, pediu para a turma ler “1984″, de George Orwell, outro arroz de festa.
Aí um aluno sugeriu: “Que tal “Revolução dos Bichos?”.
Ao que o professor disparou: “Não conheço o autor”.
O aluno explicou: “É o mesmo do outro”.
E o professor: “Ah, sim, claro, é o Aldous Huxley”…
kkkkkkk
A gente não aprendia nada na faculdade de jornalismo, mas se divertia à beça com a ignorância dos mestres barbudinhos.
wilson
-14/07/2010 às 21:56
Falta nas tais escolas a matéria “simancol” , o STF já
definiu como ilegal porque martelar a mesma coisa?
No congresso não tem comissão de justiça?
Sergio Hora
-14/07/2010 às 21:55
Que diabos se passa na cabeça desses parlamentares??? Que jogo de cena vagabundo é esse??? O § 4º do artigo 60 da Constituição é mais do que claro: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; V - os direitos e garantias individuais”. Ponto. Significa dizer que todos os 78 incisos do art. 5º da CF (direitos e garantias fundamentais) são cláusula pétrea, só podem ser modificados para ampliar direitos, nunca para restringi-los. Depois o Supremo derruba uma porcaria dessas e começam as acusações de judicialização do Legislativo e o berreiro dos parasitas ideológicos.
Balthazar, F. A.
-14/07/2010 às 21:54
Desde que o Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva se instalou no poder, eu venho assistindo a desmoralização do Poder Legislativo e Judiciário. Segundo o Presidendo “nunca na história desse país se combateu a corrupção”, quero lembra-lo que também nunva na história desse país a corrupção se espalhou tanto. Eu vejo por exemplo: José Dirdeu, dizendo que está voltando, José Genuíno preocupado se não vai ser atingido pelo Projeto Ficha Limpa, esse projeto, mesmo organizado aos arrepios da Constituição, pelo Dep. José Eduardo Cardozo (”Grande Jurista”), estou assistindo todos os dias uma candidata a presidência ameaçando a liberdade de imprensa, quem teme a imprensa é porque deve ter muito a esconder, vejo o Presidente, e não é a primeira vez desrespeitando na “cara de pau” um ministro do TSE, vejam quantas multas nós estamos pagando pelos seus desmandos. Digo ainda o episódio de mensalão só não colocou esse presidente para fora porque o tal povo diz que sabe a hora de colocar alguam para fora quando o desrrespeito é total. Mantenho-me com a minhan crítica, um governo que não sabe governar com a liberdade de imprensa não meresse permanecer no poder.
Luciano
-14/07/2010 às 21:53
Lars,
Não é exatamente um puta confusão. É resultado da falta de bom senso de nossos legisladores aliada â malandragem de alguns grupos que querem criar uma reserva de mercado para si, ou uma teta exclusiva, ou mesmo dificuldades para terceiros.
É um toma lá dá cá. Um exemplo é a regulamentação das profissões de TI, para a qual um sindicato de SP pediu apoio a Dilma no ano passado, naquele mesmo evento em que ela foi multada.
Lars
-14/07/2010 às 21:44
Reinaldo,
Esse assunto me deixa confuso. Não sei nada a respeito da profissão de jornalista, nem passei perto de uma redação. Só sei que tem uns caras que escrevem muito bem e conseguem informar o que se passou ontem (aliás, ontem é tarde, hoje).Acho que isto deveria ser, sim, reservado para os que têm formação para dominar a técnica de informar o público, seja por que meio for. Por outro lado, há os caras que analisam o que se passou dando uma de historiadores, sociólogos, economistas, etc. Aí acho que entram os especialistas (se bem que, reparando bem, às vezes um analisa e comenta e a manada vai atrás, falando a mesma coisa com outras palavras). Mas acho que nestes casos, os próprios jornalistas não estão exercendo uma função de jornalista propriamente dito. São todos analistas de fatos. Que puta confusão.
Luciano
-14/07/2010 às 21:42
Estendendo o comentário da Krika abaixo, então um analista de sistemas também não pode fazer um programa para ser utilizado em consultórios médicos, nem um programa para simular circuitos eletrônicos, porque ele não é médico, nem engenheiro, nem técnico. Por outro lado, um médico não pode escrever um programa de computador para resolver um problema que ele não entendo porque não é analista, e um técnico ou um engenheiro não podem escrever programas de computador para resolver um problema de eletrônica porque não são analistas, certo?
Esse pessoal me deixa com o estômago embrulhado. Sinceramente, começo a acreditar cada vez mais que a melhor saída é o aeroporto.
Balthazar, F. A.
-14/07/2010 às 21:37
Não só eles (PT-PMDB e etc) duvidam da capacidade de percepeção do povo quandos as coisas sairam totalmente do limite, como nós que vivemos alertando o povo e parace que o povo sabe muito mais, ou é surdo, vou ficar com a primeira opção. Ouvi de um transeunte, trabalhador, nada de engajado, dizer, se ele entrar nos a tiramos como fizemosz com Collor (Ela é a Dilma). Pois bem, é com isso que o povo conta, um movimento como daqueles, vão dizer que foi uma armação, mas é de uma boa armação mesmo que o PT está precisando, uma daquelas que eles mesmos são profissionais em fazer. Não vejo a hora desse país se desenvolver dentro destes pensamentos marxistas de luta de classes e etc. Que atraso esse país está vivendo!
Krika
-14/07/2010 às 21:33
Como já disse aqui uma vez: até concordo com a exigência do diploma, mas eles então não podem escrever sobre economia, pq não são economistas; não podem escrever sobre saúde, pq não são médicos; não podem nem comentar futebol, porque não são formados em Educação Física. Ah! Também não podem comentar sobre política, porque não são formados em Ciências Sociais!
ARGH!...
-14/07/2010 às 21:27
Concordo. As faculdades viraram extensão do partido. ARRE!
Aliás, algumas universidades também se bem olharmos…
Balthazar, F. A.
-14/07/2010 às 21:27
Confesso, nunca havia refletido sovre este tema e a sua relevância. O meu medo é: assim como nossos legisladores não tem respeitado a Constituição, e há centenas de exemplos de leis com dispositivos inconstitucionais vigende, os criminosos que estão forçando a barra como uma maneira de obstruir a imprensa, como disse Reinaldo, essa assossiação de jornalistas arapongas para perseguir que pratica o jornalismo. Entre linhas eu entendi que legalizar a exigência do diploma para exercer atividade jornalistica, além de incinstitucional é uma estratégia de controle da inprensa, o sonho desse governo que deseja se perpetuar no poder, que repuldia a crítica, que transgride livremente nos mais tipos penais inimagináveis à revelia do ministério público e do poder judiciário, a chincalhando e acachapando toda sociedade porque estão surfando por algumas decadas , até não se sabe quando, fazendo história retroativa aos tempos mais atrasados, aos tempos do voto de cabresto, dos coronéis e etc. Lamentável. O autor tem toda a razão quanto as más intenções daqueles que querem exigir o diploma de jornalismo.
Luciano
-14/07/2010 às 21:26
Essa história de regulamentar começa com uma falha da CF de 88. Lá diz que é livre o exercício de qualquer profissão na forma da Lei. O artigo deveria ser emendado, algo como:
“É livre o exercício de qualquer profissão, na forma da lei, observando que:
Só serão regulamentadas as profissões ou atividades que ofereçam risco REAL e IMEDIATO para a vida, a saúde e a integridade física do cidadão;
Não poderão ser objeto de regulamentação profissões de natureza exclusivamente intelectual, artística ou literária ou aquelas que, por sua natureza não-técnica ou razões culturais, possam ser transmitidas por aprendizagem de uma pessoa para outra.
É facultado ao empregador a exigência do respectivo diploma para a contratação de um profissional.
Desculpe abusar de seu espaço Rei,
Anônimo
-14/07/2010 às 21:20
É gravíssimo! Na Folha Online: “Juíza que negou proteção à Eliza fez interpretação equivocada de lei, diz governo”. Isso mesmo! A Bolívia é aqui. Uma secretária da Mulher diz o direito no País.
Sempre Anônimo
-14/07/2010 às 21:17
Reinaldo, dizem que o cérebro mais deteriorado por drogas e álcool é o do Ozzy. E leia um trecho da biografia do cara: “O show era no Rock in Rio, um festival de dez dias com Queen, Rod Stewart, AC/DC e Yes. Um milhão e meio de pessoas compraram ingressos. Mas eu fiquei desapontado com o lugar. Tinha esperado ver a Garota de Ipanema em cada esquina, mas não vi nenhuma. Havia só um monte de crianças pobres correndo pelo lugar como ratos. As pessoas eram ou absurdamente ricas ou viviam nas ruas –parecia não haver nada no meio.”
(Em janeiro de 1985, no Rock in Rio)
Há 25 anos uma figura com o cérebro liquefeito como o Ozzy dizia algo que as faculdades de jornalismo nunca ensinaram. Só viram as crianças pobres correndo como ratos quando pobre virou plataforma eleitoral.
ALERTA
-14/07/2010 às 21:11
PRESDADO REI. O PROBLEMA NAO E SO COM O JORNALISMO MAS TAMBEM COM OUTRAS PROFISSOES, EXEMPLO, TURISMO. NA VERDADE, O VALOR PROFISSIONAL ESTA NAO NO DIPLOMA MAS SIM NA CAPACIDADE DE CADA UM, VALENDO ISSO PARA QUALQUER PROFISSÃO. ESSE EMPENHO DOS POLITICOS EM VOLTAR AO TEMA DEVERIA SER APLICADO AS OUTRAS PROFISSOES DE NIVEL SUPERIOR QUE AINDA NAO SAO REGULAMENTADAS. E APROVEITEM SENHORES DEPUTADOS PARA VOTAR A EXIGENCIA DE CURSO SUPERIOR PARA PRESEIDENTE DA REPUBLICA. SO ASSIM FICAREMOS LIVRES DESSES IMBECIS POSTULANTES AO CARGO. ALERTA
Armando
-14/07/2010 às 21:10
O art.5º é cláusula pétrea da Carta, e o seu art.60 veda proposta de emenda tendente a modificar os direitos e garantias fundamentais do art.5º, expressamente.
Essa EC é natimorta.
Luciano
-14/07/2010 às 21:08
Aproveitando a oportunidade Reinaldo, me deixe comentar outro projeto absurdo. É o que regulamenta as chamadas “profissões de TI”. O tal projeto regulamenta a profissão de Analista de Sistemas e cria a de “Técnico em informática”.
A computação e a informática são como o jornalismo, várias profissões e atividades são. Requer talento, aptidão e técnica. Tal projeto absurdo fere o artigo 5o. da constituição da mesma maneira que a exigência de diploma para jornalista.
Esse projeto absurdo pode colocar na informalidade e ilegalidade milhares de trabalhadores. E também potencialmente transforma em crime de exercício ilegal de profissão o ato de desenvolver e criar programas de computador.
Menelau Santos
-14/07/2010 às 21:04
Reinaldo,
“…mais extensa do que suas praias”. Muito bonito!
Emily
-14/07/2010 às 21:03
Obrigada. É preciso resistir com valentia, como você faz, para que a burrice não tome conta. Ainda me lembro do meu espanto mesclado de horror, quando no início dos anos 90 tive de ler a lei assinada pela Junta Militar. É muito bom ouvir que chega de burrice.
Paulo Maranhão
-14/07/2010 às 20:59
Reinaldo
Este seu PS me lembrou o livro Pantaleão e as visitadoras, do peruano Vargas Lhosa. Impagável, divertido e bem escrito, descreve as amarguras de um militar que organiza um grupo de prostitutas para “atender” os militares na selva peruana. Quem não leu não sabe o que está perdendo.
Sergio G
-14/07/2010 às 20:59
O que as faculdades têm feito, aí sim, é distorcer a profissão. As faculdades de jornalismo, com raras exceções, se transformaram em extensões do “partido”. Professores se dedicam mais a falar do “outro mundo possível” do que a ensinar como se faz um lead neste nosso muindinho imperfeito mesmo.
Análise perfeita! Dei aulas numa faculdade de jornalismo que era exatamente isso - fora o fato de professorEs assediarem sexualmente alguns alunOs!!!
E olhe que era uma faculdade católica!!!! (não é a PUC, não)
Saí de lá CORRENDO!!!
leo
-14/07/2010 às 20:58
Texto Perfeito.
Mas devo ressaltar que levei um baita susto. É que no final vc escreve ” os exercícios das atividades intrafemurais obedeça aos princípios do… Sei lá ‘do contratante da mão-de-obra’? A boçalidade…..”
Putz! Li rápido demais e quase entendi outra coisa.
Publius
-14/07/2010 às 20:50
Que tal diploma universitário (qualquer um) para exercer cargo político?
claudemir
-14/07/2010 às 20:50
Rei,
não devemos ver boçalidade onde elles usam métodos… para solapar a democracia. São persistentes, robóticos e irritantemente monotemáticos…porém, não desistem.
Se houver vacilo pufffffffff, vou olhar para a teletela e ver a bocarra do Cartaxo dizendo: é segredo, é segredo, é segredo!!!!!!!!!!!!
ab.clau
Beto Lima - Bariri
-14/07/2010 às 20:46
O código que vc se refere chama-se CBO - Código Brasileiro de Ocupaçao, editado pelo Min. do Trabalho.
abçs.
Ronaldo
-14/07/2010 às 20:43
Espero que a PEC não passe no plenário, onde terá de votada em dois turno, mas se for aprovada, mesmo uma emenda constitucional pode ser considerada inconstitucional, ainda mais se violar garantia de direitos insculpidas no Art. 5o. da CF.
Beto
-14/07/2010 às 20:43
Reinaldo e colegas,
.
Isso parece aquele método. Tenta-se aprovar uma lei, o Congresso ou o STF rejeitam ou determinam a ilegalidade. Aí depois de um breve período, lá vem novamente, nova preposição de mesma matéria já debatida e rejeitada a pouco tempo.
.
Olavo de Carvalho chama isso de um método, faz uma analogia, como tentar “vencer” pelo cansaço, pela fadiga do sistema-metais. Propõe-se a mesma coisa 5-10-15 vezes, uma hora pode passar. O que interessa é passar a proposta, não importa se foi rejeitada pelo parlamento, judiciário ou pela população. É “vencer” pela insistência.
.
Essa matéria já foi discutida e a exigência de diploma pra expor opiniões, publicar a notícia,interagir com o leitor, só enfraqueceria, empobreceria a atividade. E propiciaria a criação de “cartéis”, “panelas”. Que mesmo o diploma não sendo obrigatório, já existem.
ELSTIR
-14/07/2010 às 20:33
Minha proposta: fechem, encerrem , derrubem, explodam faculdades de jornalismo, de economia…não tenho paciência de escrever as outras tantas que estão no mesmo balaio.
Engenheiro faz um curso de um ano em Adm., ou Ecomomia…et voilá, é melhor que uma Aministradora que pastou 4 ou 5 anos na faculdade e um economista q
paulo hora
-14/07/2010 às 20:32
No que diz respeito à impossibilidade de controlar o exercício da profissão na internet eu entendo.
Ainda não consigo ser firme na minha opinião sobre esse tema e olha que vou fazer vestibular esse ano para jornalismo.
Mas sempre me vem à mente por que então o diploma para professores é exigido?
Digamos que eu queira dar aulas de Matemática no ensino fundamental da escola pública.
Sem brincadeira,eu mesmo não gostando dessa matéria
seria um professor bem mais eficiente
porque tenho mais conhecimentos que muitos professores aí.E essa profissão também não parece exigir formação profissional.
Então alguém aqui poderia me dizer porque nesse exemplo
a constituição ,que fala da liberdade de expressão e exercício da atividade intelectual,
não acaba com a obrigatoriedade de diplomas para magistério também?
veiaco
-14/07/2010 às 20:32
Sou a favor do diploma mas não via Constituição, como todas as outras profissões. Concordo com você que é mais um jogo para cercear não só as atividades dos jornalistas, mas da comunicação livre como um todo. Os 1.500 que já receberam o registro, devem estar trabalhando na LulaNews.
Fernando-RJ
-14/07/2010 às 20:19
Reinaldo, realmente existem profisões que dispensam diplomas. E normalmente são profissões em que o profissional depende muito da sua CRIATIVIDADE. Habilidade de criar. A criação naturalmente exige alguma sorte de método. Todo grande músico, pintor e, vamos lá, jornalista, com o tempo vai aprendendo a lapidar sua maneira de criar e lidar com a sua matéria prima.
É claro que um médico, ou um engenheiro…esses precisam sim de um curso técnico, uma faculdade. São profissionais que não lidam com idéias e opiniões. Não existe a utilização do subjetivo em grande escala. Um médico não pode resolver achar que o coração fica do lado direito do peito.
Algumas profissões simplesmente não requerem uma faculdade específica, e isso de forma alguma as diminui ou as torna menos importantes ou valiosas como querem os membros da FENAJ.
Weimar
-14/07/2010 às 20:17
RODAR, OU NÃO RODAR A BOLSA
Como o “to be, or not to be”…
É preciso que os petralhas me expliquem — lembram-se? sou lento, muito lento – algo que até agora nesse mundo deles ainda não entendi. Afinal, falar que alguém, seja este alguém quem for, “roda a bolsinha” é tratar de:
a) trabalhador/a decente e respeitável, como qualquer outro ou outra da brava classe trabalhadora;
b) trabalhador/a não muito respeitável, mas trabalhador/a criador/a de mais-valia, com profissão regulamentada em lei; ou
c) ofensa gravíssima.
Imagino que não seja realmente necessário rodar-se uma bolsa para atuar na profissão. “Rodar bolsa” é só uma figura de imagem. E figura de imagem não tem cor partidária. Ela apenas é eficiente, ou não. Se expressa bem a idéia que se tem em mente, será eficiente. Do contrário, ineficiente será.
É bom saber disso para não se cometerem gafes nem se correr o risco de processo. Gafes eu cometo muitas, mas ser processado… Vixe, Maria!
Weimar
Obs.: “Vixe” é cor local. Mais ao sul, é “vige”. Que seja!
Anônimo
-14/07/2010 às 20:16
RODAR, OU NÃO RODAR A BOLSA
Como o “to be, or not to be”…
É preciso que os petralhas me expliquem — lembram-se? sou lento, muito lento – algo que até agora nesse mundo deles ainda não entendi. Afinal, falar que alguém, seja este alguém quem for, “roda a bolsinha” é tratar de:
a) trabalhador/a decente e respeitável, como qualquer outro ou outra da brava classe trabalhadora;
b) trabalhador/a não muito respeitável, mas trabalhador/a criador/a de mais-valia, com profissão regulamentada em lei; ou
c) ofensa gravíssima.
Imagino que não seja realmente necessário rodar-se uma bolsa para atuar na profissão. “Rodar bolsa” é só uma figura de imagem. E figura de imagem não tem cor partidária. Ela apenas é eficiente, ou não. Se expressa bem a idéia que se tem em mente, será eficiente. Do contrário, ineficiente será.
É bom saber disso para não se cometerem gafes nem se correr o risco de processo. Gafes eu cometo muitas, mas ser processado… Vixe, Maria!
Weimar
Obs.: “Vixe” é cor local. Mais ao sul, é “vige”. Que seja!
Sandro
-14/07/2010 às 20:15
23/06/2009
às 16:54
Ainda o diplomismo em terra de analfabetos da razão
Leiam o que vai na Folha On Line. Comento em seguida:
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, descartou nesta terça-feira a hipótese de o Congresso reverter a decisão da Suprema Corte, que acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
“Não há possibilidade de o Congresso regular isto, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional. Não há solução para isso. Na verdade, essa é uma decisão que vai repercutir, inclusive sobre outras profissões. Em verdade, a regra da profissão regulamentada é excepcional, no mundo todo e também no modelo brasileiro.”
Pois e’, Reinaldo. Este acima e’ um trecho de um texto seu postado ha’ um ano. Se esse povo, alem de ler sua coluna, fosse mais atento ao que le, nao perderia tempo dando murro em ponto de faca, ne’?
Rose
-14/07/2010 às 20:12
Sou jornalista formada e concordo com você, Reinaldo. Nos meus tempos de faculdade era assim e ainda hoje vejo professores do curso de jornalismo tentando passar através de textos e até mesmo de provas toda a ideologia ultrapassada e esquerdista deles. É lamentável ver que eles repassam informações a jovens que absorvem sem contestar qualquer conteúdo, sonhando em viver nesse “outro mundo possível”. Acredite, boa parte sai da faculdade sem saber escrever o português correto.
E isso que você escreveu é a mais pura verdade:
“os cursos de jornalismo(…)passam boa parte do tempo ocupados em “desconstruir” os grandes veículos onde a meninada vai trabalhar depois…”
Faz anos que a Globo e a Veja são os alvos preferidos de muitos professores de comunicação. Dá até um cansaço só de pensar!!
Tucson - SP
-14/07/2010 às 20:11
SERÁ QUE TEM JEITO?
Será que com todo esse aparelhamento que o pt subordinou, o estado brasileiro ainda tem jeito?
Será que os que tem poder real aqui pode ainda se dignificar e levantar-se contra o que essa gente está fazendo conosco? Mesmo porque a constituição parece não valer nada para eles.
E a última instância de resguardo das nossas leis, constituição e costumes, os militares, estão atentos com o andar da carruagem?
Meu Deus, como será o fim disso tudo?
Míriam Martinho
-14/07/2010 às 20:10
Pois, é, Reinaldo! O curso de Letras também foi essencial para mim. Até tentei uma optativa na ECA, para constar como se diz, mas desisti porque vi que não estava aprendendo nada.
Digressões pessoais à parte, será que estou vendo coisas ou as coisas estão ficando feias demais? Ando tendo umas sensações claustrofóbicas com todas essas iniquidades petistas acontecendo a torto e a direito.
A RF, metida em quebra de sigilo fiscal, que não apresenta o nome dos agentes desse crime. Seu lula novamente zombando da lei na cara do presidente do TSE que aparece rindo na foto circense(sic). Agora essa história de volta da obrigatoriedade do diploma de jornalista nos velhos moldes da ditadura militar.
Precisamos cavar no fim do túnel para ver alguma luz. Cadê a pá?
Reinaldo
-14/07/2010 às 20:06
O estranho caso de Dilma Botox
No começo do governo Lula Dilma Doussieff era uma sessentona com os sinais típicos da idade. Cara meio desabada, óculos de grau (hipermetropia e presbiopia), jeitão façanhudo.
Pois de lá para cá, feito um Benjamim Button, a golpes lentes de contato, cirurgia plástica, botox, preenchimentos, peelings, liftings e outras diabruras da moderna tecnologia estética, a mulher está cada dia mais jovem.
Dilma já poderia se passar pela filha daquela mulher severa, enrugada e gorducha que ocupava o Ministério das Minas e Energia. Num primeiro momento começou a parecer uma cinquentona, ultimamente baixou para a casa dos 40.
Com tanta metamorfose ela já está parecendo uma boneca de porcelana e, se o PT não tomar tento, daqui a pouco Dilma vai ter que fazer um teste de datação com carbono 14 para provar que tem a idade mínima para disputar a Presidência.
alberto santo andre
-14/07/2010 às 20:05
e o que comentei em um outro artigo do seu blog ,aos jornalistas nao deveriam ser pedido o [DEPROMA ], MAS SIM UM TESTE DE QI ,POIS A MAIORIA DAQUELES QUE HOJE ESCREVEM NOS MEIOS DE COMUNICACAO, SAO APENAS PUXA SACOS E ANALFABETOS FUNCIONAIS ,PORTANTO SAO BURROS ,E MAIS UMA VEZ TENHO QUE ME PENITENCIAR E PEDIR DESCULPAS AOS MUARES .
Jerry
-14/07/2010 às 19:56
Caramba, pelo milésima vez você disse exatamente o que eu penso e falo por aí, mas poucos me ouvem.
Eta pais burro…
BIRA
-14/07/2010 às 19:53
err…pelo modo malandro petralha fica assim:
V - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, desde que não fira os direitos humanos;
(…)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença,desde que não fira os direitos humanos;