15/02/2012
às 5:33Indústria tenta tirar regras para cidades do Código Florestal
Por Claudio Angelo, na Folha:
Organizações da indústria têm feito lobby para excluir do Código Florestal dispositivos que preveem a proteção de vegetação em áreas urbanas. O movimento conta com apoio até de setores do PT. O código está em sua fase final de tramitação no Congresso. Ele voltou à Câmara após ter sido aprovado no plenário daquela Casa e depois alterado pelo Senado. Sua segunda votação no plenário está marcada para o próximo dia 6. Da Câmara o texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) pediram ao relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que suprima dois pontos do substitutivo do Senado. A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), principal entidade da construção civil, quer modificar um terceiro ponto. (…) Um dos pontos contestados estabelece um percentual mínimo de 20 m² de área verde por pessoa nas expansões urbanas. (…)ecisariam de áreas maiores. (…) Num momento em que o mercado da construção civil se volta para a periferia das grandes cidades, em parte com financiamento público (via Minha Casa, Minha Vida), o setor teme prejuízo aos negócios com o código.
(…)
“Entendemos que isso é competência do município, daí os planos diretores”, disse à Folha Cláudio Brandão Cavalcanti, da Unidade de Assuntos Legislativos da CNI. “A interpretação, do jeito que está hoje, implicaria a Prefeitura de São Paulo tirar a marginal Tietê e recompor a vegetação”, afirmou. O temor da indústria é que o Ministério Público comece a propor ações para tirar fábricas de beira de rio. Piau já sinalizou que acolherá as demandas. Representantes da indústria citam o apoio dos petistas Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, e Carlos Zarattini (SP).
(…)
Tags: código florestal


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7 Comentários
renato alberto
-15/02/2012 às 17:12
Até concordo com algumas (não todas) mudanças que as industrias e os agropecuaristas pedem. Mas ver o nome do Cândido Vaccarezza apoiando essas mudanças dá um temorzinho.
maria
-15/02/2012 às 14:43
Ta vendo? Eles tem mecanismos para defenderem seus negocios, ao contrario dos agricultores. Pimenta no óoooooo dos outros e refresco!
Dalton C. Rocha
-15/02/2012 às 12:48
Não existem questões ambientais. Existem questões raciais.
Qualé?
-15/02/2012 às 12:45
O que as construtoras querem é aumentar ainda mais a devastação das áreas verdes das cidades.Em minha capital quase nada fica de pé com o apoio do Prefeito ,vereadores e a omissão da maioria ,inclusive de alguns que se dizem ambientalistas.A continuar assim as grandes cidades se tornarão cada vez mais em “inferno” que levam a loucura e a violência, pois não teremos mais espaços para os seres humanos.E isso não significa ser contra o “progresso” mas contra esse “progresso” destrutivo .
anti ditadura
-15/02/2012 às 10:30
A onde estão os ecologistas, sabemos que no estado de São Paulo, areas urbanas destroem mais florestas que a area rural. Mas a zona rural só tem 10% de votos, então tem de carregar 100% do onus.
Márcio
-15/02/2012 às 8:52
Que bacana! os “mocinhos” da cidade não estão querendo sentir na pele os que os “bandidos” da roça estão sendo forçados a aceitar. Manter as regras para as cidades é o único meio de os urbanóides entenderem os absurdos que este ecologismo marinóide (que ainda contamina mesmo o novo código)defende.
Claudio de bsb
-15/02/2012 às 8:23
Prezado Reinaldo,
Cadê a Marina Silva e sua trupe ambientalista para gritarem contra os desejos da indústria de suprimir do Código Florestal as regras que as afetam? ou será que o seu patrão (ONGs internacionais) só se interessam pelo ambiente dos agricultores?
Fala Marina Silva, qual é a tua.