11/07/2007
às 6:00Igreja Católica diz o óbvio e gera protestos. Crime do papa: reafirmar a sua fé
O que revoltou sobretudo as denominações protestantes é o fato de a Igreja Católica declarar-se a verdadeira herdeira da Igreja de Cristo. Bem, goste-se ou não, há uma linha histórica de continuidade que, com mais ou menos tropeços, liga Bento 16 a Pedro. Não é uma questão de gosto, mas de fato. As respostas, ademais, fazem alusões a passagens de outros documentos da própria Igreja Católica.
Em 2000, o cardeal Josef Ratzinger, agora Bento 16, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que responde pelo documento, já havia afirmado na declaração “Dominus Iesus” que havia um emprego equivocado do termo “Igrejas irmãs”. Vamos às perguntas e respostas, que seguem em vermelho, com comentários meus em azul. Nota: o português é o da tradução oficial do Vaticano, que segue a gramática de Portugal.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS
DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA
INTRODUÇÃO
É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correcto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambiguidade.
RESPOSTAS ÀS QUESTÕES
Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta - O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no acto de promulgação da Constituição Lumen gentium: “Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura”. Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.
A primeira pergunta já elimina na raiz a celeuma. A Congregação para A Doutrina da Fé não está introduzindo nenhuma inovação ou fazendo releitura. Apenas elimina dúvidas. Cita a Lumen gentium e explicita o que lá está e deveria ser óbvio: os católicos consideram que a “doutrina não se modifica minimamente”. E isso significava, sob João 23 ou Bento 16, que os católicos consideram a sua igreja a única e verdadeira herdeira da igreja de Cristo. Nota: ninguém é obrigado a acreditar nisso.
Mais: em 11 de outubro de 1962, escreveu João 23: “o Concílio (…) quer transmitir uma doutrina católica íntegra e imutável, não distorcida…Impõe-se todavia que, nos dias de hoje, a doutrina cristã, na sua inteireza e sem mutilações, seja por todos acolhida com novo entusiasmo e com serena e pacífica adesão …É necessário que, como todos os sinceros promotores da realidade cristã, católica e apostólica veementemente desejam, a mesma doutrina seja conhecida de forma cada vez mais ampla e profunda… É necessário que essa doutrina, certa e imutável, a que é devido fiel obséquio, seja estudada e exposta em sintonia com as exigências do nosso tempo. Uma coisa é o próprio depositum fidei, ou seja, as verdades contidas na nossa veneranda tradição, e uma outra é o modo como são enunciadas, sempre porém com os mesmos significado e sentido.”
O que mudou?
Resposta - Cristo “constituiu sobre a terra” uma única Igreja e instituiu-a como “grupo visível e comunidade espiritual” (1), que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”.
Na Constituição dogmática Lumen gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra “subsiste” só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja “una”), subsistindo esta Igreja “una” na Igreja católica.
Atenção: não há uma só palavra do que vai acima que não tenha sido extraída de documentos do Concílio Vaticano II. O que está em preto e itálico é uma alusão à notificação da própria Congregação sobre o livro Igreja, Carisma e Poder, de Leonardo Boff, que, contrariando a doutrina imutável da Igreja — reafirmada, como se vê, pelo Concílio —, não reconhecia a Igreja Católica como a herdeira de Cristo.
Terceira questão: Porque se usa a expressão “subsiste na”, e não simplesmente a forma verbal “é”?
Resposta - O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no facto de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram “diversos elementos de santificação e de verdade”, “que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica”.
“Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica”.
As aspas que aparecem acima pertencem a documentos do Concílio Vaticano II. As do primeiro parágrafo estão no próprio texto Lumen gentium, que segue de guia a estas respostas. As do segundo parágrafo foram extraídas do documento Unitatis redintegratio. É uma estupidez dizer que se estão fechando as portas do ecumenismo. É mentira, como se vê acima. O papel, a importância e a comunhão de valores espirituais das “Igrejas e Comunidades separadas” são reconhecidos. Mas a Igreja de Cristo, reitera a Congregação, é a Católica. Ora, é uma bobagem, uma hipocrisia, achar que essa avaliação poderá mudar algum dia.
Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecuménico Vaticano II dá o nome de “Igrejas” às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta - O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. “Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos”, merecem o título de “Igrejas particulares ou locais”, e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.
“Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce”. Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.
Todos os parágrafos acima foram extraídos do documento Unitatis redintegratio, do Concílio Vaticano II. Até aqui, vê-se, muito barulho por nada. As igrejas orientais são “igrejas” porque unidas à Católica pela prática do sacerdócio, pela sucessão apostólica e pela eucaristia. Mas, aí, fazendo alusão (último parágrafo) a um documento da própria Congregação para a Doutrina da Fé, observa-se que são “lacunosas” porque a catolicidade há de ser governada pelo sucessor de Pedro. E o sucessor de Pedro, segundo a Igreja Católica — vejam só que escândalo!!! — é o papa.
Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subseqüente Magistério não atribuem o título de “Igreja” às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta - Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas “Igrejas” em sentido próprio.
O Santo Padre Bento XVI, na Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ratificou e confirmou estas Respostas, decididas na Sessão ordinária desta Congregação, mandando que sejam publicadas.
Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de Junho de 2007, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
William Cardeal Levada
Prefeito
Angelo Amato, SDB,
Arcebispo tit. de Sila
Secretário
Destaquei o trecho em preto e itálico porque, de novo, refere-se ao texto Unitatis redintegratio, do Concílio Vaticano II, sempre festejado como fonte da chamada guinada progressista da Igreja. Ora, o texto nada mais faz do que explicitar as razões por que a Igreja Católica se considera a única e verdadeira sucessora da Igreja de Cristo — ou, como relembra o texto ao citar a Constituição Dogmática Lúmen Gentiium, a Igreja de Cristo SUBSISTE na Igreja Católica. Reitero: não há qualquer novidade nas respostas. Mas ele também não são irrelevantes.
Bento 16 segue firme no propósito de coibir interpretações as mais exóticas que têm sido feitas de textos católicos, sobretudo pelos chamados “teólogos da libertação”. Também ele se mostra partidário de uma convicção que está, com efeito, um pouco fora de moda: as palavras têm sentido. Abaixo, seguem links para textos citados no documento da igreja. Se tiver curiosidade, leia-os. A grande ousadia do papa foi reafirmar a sua fé. Talvez ainda o acusem desse crime.



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93 Comentários
JOSE
-08/01/2012 às 22:23
o QUE A Igreja católica defende é a vida e os métodos naturais criados e deixados por Deus. Os que são contra, defendem seus próoprios interesses mesmos que no fundo sabem que estão errados.
Maria do Socorro
-27/09/2010 às 22:11
Mas, Sr. Reinaldo, para se afirmar que Bento XVI disse o óbvio, é preciso examinar a Bíblia. Porém, diante das verdades bíblicas, percebe-se facilmente que, a Igreja Católica, DESDE CONSTANTINO E DA IDADE MÉDIA, já não representa mais o Cristo da Bíblia!
Maria do Socorro
-27/09/2010 às 22:08
Muito contraditório! Aqui no Brasil eles(católicos), aceitaram o SINCRETISMO RELIGIOSO, fundindo entidades do CANDOMBLÉ com santos católicos, para não perder fiéis!
Maria do Socorro
-27/09/2010 às 22:03
Grande Igreja de quem? Essa que acoberta padres pedófilos? E, só agora depois da insustentável verdade dos fatos, assume inclusive o pagamento de tratamento psicológico e psiquiátrico de crianças e jovens abusados por padres durante décadas? Pelo menos isso!
JESUS CRISTO NÃO TEM NADA A VER COM ESSE POVO!
joaquim
-08/06/2010 às 18:47
Achei na internet um video que o proprio ex-pastor (Sidney) seu nome, que consta sua conversão ao catolicismo, por encontrar com Maria em seus trabalhos evangélicos, onde ele relata sua experiencia maravilhosa de conversão, e logo aperta mais sua vontade de conhecer melhor o catolicismo, dai ele mesmo da uma aula a muito católicos de como ser um verdadeiro católicos, lá ele mesmo diz que Lutero morreu praticamente com o rosário nas mãos, muita linda sua exposição…..VIVA MARIA…VIVA JESUS…VIVA A IGREJA CATÓLICA… Parabens ao Bneto XVI.
leo
-28/08/2009 às 15:20
VIVA A IGREJA DE CRISTO!
VIVA BENDO VXI SUCESSOR DE PEDRO
VIVA A VIRGEM MARIA - MÃE DA IGREJA
VIVA OS SANTOS E SANTAS DE DEUS - FILHOS AMADS DA IGREJA
VIVA O POVO DE DEUS: MILITANTE (TERRA), PADECENTE (PURGATÓRIO) CESLETIAL (CÉU)…
Pastor Carlos Alberto
-18/08/2008 às 14:15
Obviamente tudo que falamos penssamos são apenas fatos que ocorrem em nossas mentes , algumas verdades e algumas mentiras desejaveis.
Assim seguimos criticando e aborrecendo o nosso proximo com frases e pensamentos infundaveis.Fico pensando porque os religiosos deste mundo ao inves de criticas uns para com os outros, porque não buscar a solução para tantas guerras mortes, infanticidios, prostituição,degola das tradições familiares .
SE as igrejas tanto de um lado ou de outro lutassem pela vida e deixacem de criar leis dentro de si mesmas, criassem um meio para salvar o mundo do caos se é que todas tem a palavra certa .
Deixem de ipocrizia e comece a viver a palavra genuina e verdadeira do evangelho de Jesus Cristo,João8-32,14-6,Oseias 4-6.
O que está faltando é a libertção para ambos os lados, com tanta gente morrendo ainda querem saber quem está certo ou errado, se vamos entrar em algum debate vamos faze-lo de modo que o Senhor seja alcanssado. Que Deus tenha misericórdia de nós e de nossos filhos . O plano Deus foi amar o mundo e libertar João3-16.
Anônimo
-07/02/2008 às 2:04
Meu caro Reinaldo,
Vamos tirar as escams dos olhos?
“A doutrina da igreja católica romana, de uma igreja universal, com poder de ligar e desligar, não se encontra nas escrituras. Na verdade, a palavra católica não se acha no Novo Testamento; nem na versão dos setenta (velho Testamento Grego). (Geo W. MacDaniel, 1989). Portanto, A igreja como instituição divina possui uma característica peculiar: ela depende da confissão pessoal do pecador (Rm 10.10), isto é, da aceitação incondicional do senhorio, divindade e humanidade de Cristo, assim como, crer, professar e seguí-lo, cumprindo os seus mandamentos, tal qual Ele ordenou aos seus discípulos, dizendo: “[...] Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lc 9.23). A Eclesiologia católica romana recria um outro episódio sobre a passagem que se encontra em Mt 16.18 para atribuir a Pedro a figura da pedra fundamental da Igreja Cristã. Esta reivindicação confere poderes aos papas que, segundo a tradição católica, sucedem a Pedro até o dia de hoje.
Obviamente, que esta reivindicação constitui um equívoco ou, no mínimo, um pretexto para justificar a pretensão de convencer o mundo de que é a Igreja Católica a única verdadeira igreja de Cristo.
Anônimo
-17/07/2007 às 14:18
Parabens Reinaldo
Na busca pela Verdade podemos Gastar nossa existência no erro e cair no buraco..temos mais de 20.000 denominações religiosas e cada uma fazendo suas próprias traduções da Bíblia mudando virgulas palavras suprimindo frases etc gerando infinitas interpretações … porque não nos tornarmos Humildes e aceitarmos a autoridade do Papa Bento xvi que historicamente e o mais provavel apostolo de cristo e cuja Istituição se confunde com a historia do Cristianismo.. Afinal seu credo é universal e suficiente para salvação.
Anônimo
-15/07/2007 às 12:08
Oi, me chamo Acássio,sou estudante de Teologia e, venho parabenizar ao Reinaldo, que com muita simplicidade esclarece aquilo que é ponto fundamental da eclesiologia Católica. Bem, as pessoas simples, que não têm formação técnica (formação teológica) devem ocupar seus lugares. Bem, eu não me graduo em medicina, por isso, não estou autorizado a me pronunciar. Gente, religão não é como futebol que se discute numa rodada de cerveja. Deixe que nós, os especialistas falemos. Parabéns pela matéria. Ela é responsável. É raro ver jornalistas como você. Abraços e viva Bento XVI.
Anônimo
-13/07/2007 às 13:50
Caro Reinaldo,parabéns pelo seu maravilhoso,inteligente e profundo comentário!Lamentável a criminosa crítica do anônimo das 4:58 PM,em que esse covarde,escondido no anonimato,chamou o Papa BENTO XVI de nazista!Isso que você fez,seu f.d.p. “anônimo das “4:58 PM,é um CRIME!!!E você se comporta como um criminoso graças a uma covardia própria dos integrantes do esquerdismo sociopata(perdoem-me a redundância)!Arrisco uma especulação:o referido anônimo acima deve fazer parte da “teologia” da comunização,militante da mesma e de seus anticristãos boffes e bettos!Simplesmente lamentável!Por favor,Reinaldo,se pudre e concordar,delete o criminoso anônimo das 4:58 PM…Grato!
simplesmente maria
-12/07/2007 às 13:59
Parabéns, Reinaldo. Eu sou do fã-clube do Bento XVI.
Anônimo
-12/07/2007 às 10:03
Ótimo texto e maravilhosa interpretação sua,prezado Reinaldo!Abençoado Bento XVI!Fora,JÁ,o esquerdismo dentro de lugares e assuntos sagrados!Fora,JÁ,paganismo e comunismo!
Anônimo
-12/07/2007 às 9:49
Caro Reinaldo,parabéns pelo seu comentário e pelo seu conhecimento e entendimento acerca desse tema pouco conhecido pela massa,mesmo entre os católicos!Eu estou muito contente pelo fato de ter sido muito feliz a escolha de BENTO XVI para resgatar o que a Igreja Católica havia perdido.É LAMENTÁVEL e CRIMINOSO o que essa comunas(marxistas,socialistas e comunistas)fizeram,FAZEM e farão contra a Igreja Católica e,por extensão,contra o CRISTIANISMO!Isso tudo é uma afronta a Deus e a Jesus Cristo!!!É imperdoável as ações desses anticristos originários das profundezas do inferno!Que o PAPA se prepare para a onda anticristã(esquerdismo)direcionada contra ele!Rezemos,todos os cristãos do Planeta,para que sua Santidade tenha sempre a proteção do Altíssimo para manter a VERDADEIRA mensagem de Jesus Cristo!Vida longa e mui frutífera para BENTO XVI e a SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA!!!Avante,BENTO XVI!!!
Anônimo
-12/07/2007 às 9:32
Mãe Brasil,
Vc disse tudo.
Rodrigo vê se entende agora.
Minhas congratulações Mãe Brasil!
Muita paz prá você.
Anônimo
-12/07/2007 às 8:25
Reinaldo, voce viu o texto do Helio na Folha de Sao Paulo?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u311097.shtml
A velha historia: crer em Deus eh irracional, tudo de ruim no mundo acontece por causa das religioes, o mundo seria melhor se ninguem acreditasse em Deus, agnosticos e ateus sao superiores as pessoas religiosas, etc.
Mãe Brasil
-12/07/2007 às 0:47
Querido Reinaldo,
Minha educação ensinou que “religião não se discute”.
Religião é opção pessoal, respeita-se.
E embora concorde com você sobre a coerência e o direito de defendê-la do Papa, a quem respeito por seu papel de tutor espiritual de milhões de criaturas, gostaria de fazer uma pequena observação, se me permite.
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade, a vida, e ninguém vai ao Pai senão por mim”.
Até onde me consta, Ele nunca disse que alguém vai ao Pai por uma igreja x ou y. Por religião x ou y. Iremos ao Pai por amor a Ele, por respeito aos seus ensinamentos.
Até onde me consta, Jesus nunca construiu nenhuma igreja. Ele orava e falava às pessoas à beira dos rios, pelos caminhos, aos pés das montanhas, embaixo das árvores, em casas de amigos.
E abominava o comércio do templo de Jerusalém, que de resto sempre ocorreu em todos os tempos do mundo, antes e depois Dele. Aliás, a parte do Evangelho que mais gosto é justamente quando ele invade o templo e expulsa os vendilhões. Acho bem simbólico.
O doce Francisco de Assis, seguidor verdadeiro de Jesus, também cortou laços com a Igreja de seu tempo, despindo-se de todos os rituais da época, até a total nudez, para mostrar que Jesus não está em templos, mas dentro de cada um de nós.
Francisco quis apenas amar e servir a todos os seus irmãos em humanidade, com ensinou o Cristo. Infelizmente depois corromperam sua mensagem cristalina, de humildade, simplicidade e doçura verdadeiras, o que é lamentável.
Denominar cristãos apenas os católicos é, se me desculpa, um desrespeito a todos os que buscamos seguir os ensinamentos do Cristo sem pertencermos à Igreja Católica.
Nós, os espíritas kardecistas somos sim cristãos, pois o Cristo é o alicerce de qualquer busca espiritual verdadeira, e também amamos e respeitamos profundamente Sua Mãe Santíssima, a quem eu particularmente tenho profunda afeição.
Quando nós todos, os que buscamos o ideal cristão, de amor, bondade, caridade, perdão das ofensas, humildade, indulgência, nos preocuparmos mais com nossos atos e pensamentos, e menos com denominações religiosas de qualquer espécie, e com templos vazios de espiritualidade verdadeira, acredito que todos estaremos mais perto de Jesus.
Lembremos-nos de que ainda que todos nós nos consideremos cristãos, nem sempre agimos cristamente. Ainda…
Nosso caminho é árduo e longo, e totalmente individual. Mas cada um ao seu tempo, todos chegaremos ao destino comum, à Casa do Pai.
A evolução é trabalho para a eternidade. Jesus é o caminho. Procuremos seguir-lhe os passos, e imitar-lhe a bondade. Tenhamos paciência e fé em Deus, e acima de tudo, que aprendamos a nos amar uns aos outros como Ele nos amou e ama.
Que a paz de Jesus, nos ilumine a todos, e a você em especial, e que Maria Santíssima nos proteja de nós mesmos, de nossa arrogância, de nossa soberba.
Que cresçamos todos em compreensão, respeito, tolerância e amor ao próximo, como nos ensinou Jesus.
Religiões são feitas por homens, para os homens, e com o devido respeito, Deus e Jesus não têm nada que ver com elas.
O Pai, Jesus, Maria Santíssima e outros anjos tutelares enviados à Terra por acréscimo da Misericórdia Divina, não construíram templos, nem criaram dogmas, nem rituais, nem paramentas. Fomos nós, em nossa vaidade, infantilidade espiritual, por apego à matéria que os criamos.
Que Deus o abençoe hoje e sempre, e aos seus.
E aos queridos colegas do blog, que a paz de Jesus esteja com todos, hoje e sempre.
Um grande abraço a todos,
Mãe Brasil
Anônimo
-12/07/2007 às 0:20
Rodrigo,
Um grande orador espírita que não se encontra mais entre nós, costumava se referir a pessoas como você desta forma: “Foram enganados pela religião (em outras vidas). Alcançarão a Deus pela razão”. o seu interesse por religião (mesmo não crendo) já é um sinal de evolução. Mesmo você não crendo Nele, Ele o protege assim mesmo. Não se preocupe com minhas palavras, quando chegar o momento você entenderá.
Anônimo
-11/07/2007 às 23:30
Lutero não queria a divisão da igreja, ele queria acabar com os absurdo que existam dentro da igreja.
Anônimo
-11/07/2007 às 23:02
A fé não é abdicação da razão, elas tem que andar juntas. Isso não quer dizer que pensar assim é ser superior ao outro.
Vc acha que se eu ou vc cometemos um crime e vamos lá em Roma nos confessarmos com o Papa estamos salvos e perdoados do nosso crime, só pq o Papa mandou fazermos qualquer penitência?
E a vida perdida não conta? e o mandamento “Não Matarás” como fica?
Quando falo Fé Raciocinada é pq é preciso ter lógica nos nossos pensamentos.
Deus é justo misericordioso e bondande infinita. Perante a Lei Divina todos somos iguais, não existe privilégios, erramos e precisamos arcar com nossos erros. “Cada um segundo vossas obras”. Nenhuma regilião “salva” ninguém. O que conta é a nossa conduta ou seja nossos atos e ações, caridade, perdão etc.
Não deixe que outros digam o vc faça ou pense. Receba os ensinamentos e depois pesquise, estude tire as suas conclusões.
Espero que vc compreenda a “Fé Raciocinada”.
Muita paz prá vc.
Anônimo
-11/07/2007 às 22:54
Reinaldo,
Citam três por dois Lutero. Ora, São Francisco foi o grande reformador em seu época, com reflexos até o dia de hoje, sem jamais quebrar o seu voto de obediência. Até o Papa se curvou ao seu exemplo de fé. Lutero foi o precursor da teoria da libertação, ou seja, da libertação dos católicos à obediência ao Papa. O que ninguém fala é que Lutero morreu num desespero agônico de arrependimento.
Abraços,
Águeda.
Luís Alves
-11/07/2007 às 22:15
Reinaldo,
Bravo!
Tudo uma questão de lógica! Protestos deveriam vir se o Vaticano fizesse o contrário.
Abraços,
Luís Alves.
thaís
-11/07/2007 às 20:46
Reinaldo,
Vou além. Os evangelhos não caíram do espaço de pára-quedas. Seus textos foram selecionados por ninguém menos do que a Igreja Católica. Há outros “evangelhos”, como todos sabem, denominados apócrifos, que não foram selecionados pela Igreja, católica, por não retratarem a verdade. É incrível (para não dizer paradoxal) como o reconhecimento da legitimidade do arbítrio da Igreja Católica para selecionar os textos sagrados não esteja acompanhado de outras questões, não tão fundamentais, mas relevantes.
Anônimo
-11/07/2007 às 20:46
Segue um documento histórico da Igreja Presbiteriana dos EUA, escrito pelo teólogo Charles Hodge, que expressa bem a nossa posição.
Hamilton
**********************************
Carta ao Papa Pio IX
por
Charles Hodge
A seguinte carta foi transcrita de um esboço manuscrito de Charles Hodge, que a escreveu em nome de duas Assembléias Gerais da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos, para explicar por que motivo declinou-se do convite do Papa aos Protestantes para enviarem delegados ao Primeiro Concílio Vaticano de 1869 a 1870.
A Pio IX, Bispo de Roma.
Pela vossa encíclica, datada de 1869, convidais os protestantes a enviarem delegados para o Concílio convocado a reunir-se em Roma durante o mês de dezembro, do corrente ano. Esta carta foi levada ao conhecimento de duas Assembléias Gerais da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América. Estas Assembléias representam cerca de cinco mil ministros e um número bem maior de congregações cristãs.
Crendo, como cremos, que é a vontade de Cristo que a Sua Igreja na terra deva ser unida, e reconhecendo que temos o dever de fazer coerentemente tudo que pudermos para promover a caridade e a comunhão crista, julgamos por certo apresentar resumidamente as razões que nos proíbem de participar nas deliberações do Concílio vindouro.
Não é que tenhamos rejeitado nenhum artigo da fé católica. Não somos heréticos. Recebemos sinceramente todas as doutrinas contidas no Símbolo conhecido como o Credo dos Apóstolos. Consideramos todas as decisões doutrinárias dos primeiros seis concílios ecumênicos como consistentes com a Palavra de Deus, e por causa disso os recebemos como expressão da nossa fé. Cremos portanto na doutrina da Trindade e da pessoa de Cristo conforme expressas nos símbolos adotados pelo Concílio de Nicéia (321 A.D.), nos do Concílio de Constantinopla (381 A.D.), e mais inteiramente nos do Concílio de Calcedônia (451 A.D.). Cremos que há três pessoas na Divindade, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo; e estes três são de uma mesma substância e iguais em poder e glória.
Cremos que o Eterno Filho de Deus tornou-se homem ao tomar sobre si um corpo verdadeiro e alma racional, e assim foi e continua a ser, igualmente Deus e homem, em duas naturezas distintas numa pessoa para todo sempre. Cremos que o nosso adorável Senhor e Salvador Jesus Cristo é o profeta que deveria vir ao mundo, em cujos ensinamentos devemos crer, e em cujas promessas, confiar. Ele é o Sumo Sacerdote de quem a infinita satisfação meritória à justiça divina, e intercessão sempre eficaz, é a única base para a aceitação e justificação do pecador diante de Deus.
Reconhecemo-Lo como nosso Senhor não apenas por sermos Suas criaturas, mas por termos sido comprados pelo Seu sangue. À Sua autoridade devemos nos submeter, em Seu cuidado confiar, e todas as criaturas no céu e na terra devem ser consagradas ao Seu serviço.
Recebemos todas aquelas doutrinas concernentes ao pecado, à graça e a predestinação — conhecidas coma Agostinianas — que foram sancionadas não apenas pelo Concilio de Cartago e outros Sínodos provinciais, mas também pelo Concílio Ecumênico de Éfeso (431 AD.), e por Zózimo, bispo de Roma.
Não podemos, por essa causa, ser acusados de heréticos sem que, conjuntamente, se condene toda a antiga igreja.
Tampouco somos cismáticos. Afetuosamente reconhecemos como membros da Igreja visível de Cristo na terra, todos aqueles que, juntamente com seus filhos, professam a verdadeira religião. Não só estamos dispostos, mas também ardentemente desejosos em manter comunhão cristã com eles, desde que não exijam, como condição desta comunhão, que professemos doutrinas que a Palavra de Deus condena, ou que devamos fazer o que ela proíbe. Em todo caso, qualquer igreja que estabelece tais termos antibíblicos para a comunhão, o erro e a falta está nesta igreja, e não
Anônimo
-11/07/2007 às 20:35
Oi Reinaldo,
Pra mim nenhuma novidade, afinal a ICAR já fez essa declaração dezenas de vezes, ao longo dos séculos…
Isso deixa mais evidente as diferenças inconcíliaveis existente entre católicos e protestantes, como Calvinista, creio ser um erro grave atribuir a ICAR o título de “igreja”, e até mesmo de “cristã”.
Como acreditamos que nenhum católico (a não ser os ignorantes) pode realmente ser salvo, vocês acabam se tornando um grande campo missionário, como aliás tem sido nos últimos anos.
Um Abraço,
Hamilton
Locão.
-11/07/2007 às 20:11
O que dirão os partidários da “Igreja achada na rua” como os Boffs e Betos que se julgam os neoinquisidores , os donos da verdade universal?
Essa esquerdalha maldita que vai começar a chiar, me lembra do diabo agonizando diante da cruz…
Ratzinger é um homem corajoso e Bento XVI, um Papa inspirado,sábio e ciente dos problemas da atualidade e daquilo que é necessário para restaurar algum senso de moralidade e verdade num mundo que está se perdendo em futilidades e prazeres que só causam dor,idolatrando déspotas idiotas e devotos do maldito, que induzem as pessoas ao vício na tentativa de alívio, e preguam a perversão dos costumes para não deixar de drogá-las!
Amônimo
-11/07/2007 às 18:22
E há aqueles que pregam a palavra do Senhor numa banheira em que cabem seis pessoas, não?
Amônimo
-11/07/2007 às 18:20
Por que a turma que fala que a fé é a abdicação da razão não vai ler um pouquinho de Tomás de Aquino? Ou mesmo Aristóteles… Ou Mário Ferreira dos Santos… A abdicação da razão tem mais a ver com ignorância (entenda-se: a DE QUEM SE ACHA MUITO SÁBIO)do que com falta de fé, não é mesmo?
Anônimo
-11/07/2007 às 18:15
Patrícia,
Vc pode não acreditar na reencarnação é um direito seu mas eu te digo ela existe. Quer vc queira ou não pois é uma Lei Divina. Uma dia vc saberá. Espero esse dia demore muuuuuuiiiito a chegar.
Se tiver dúvida leia a passagem bíblica de Jesus com Nicodemos e a transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Desejo que vc tenha uma fé raciocinada. Pq fé cega é faca amolada. Receba meu abraço fraterno
Elstir
-11/07/2007 às 17:52
Salve Regina , mater misericordiae; vita , dulcedo et spes nostra, salve. Ad te clamamus exsules filii Hevae.Ad te suspiramus gementes et flentes in hoc lacrimarum Valle. Eia ergo, advogata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Jesum., benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, O pia, O dulce Virgo Maria
***
?QUE DEUS ILUMINE PARA N?S O LUGAR QUE EXISTE AL?M DO LUGAR ONDE MEDRAM OS NOSSOS CONFLITOS HUMANOS?
***
QUEM PRIMEIRO CRIOU O CRISTO EM QUE TODOS OS CRIST?OS CR?EM?
Anônimo
-11/07/2007 às 16:58
Muito interessante o discurso do bispo Strossmayer no Concílio de 1870, disponível em :
http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/infalibilidade_papal.htm
Mesmo em nosso mundo dito civilizado e moderno, cristãos continuam sendo perseguidos, assassinados, ridicularizados e combatidos com ferocidade por agnósticos, ateus, satanistas, etc.
O que o povo cristão não precisa, nessas circustâncias, é de mais um padreco nazista trazendo divisão e animosidade.
“Quem não é por mim é contra mim”, disse Jesus.
Se alguém que pretende ser líder de uma igreja não pode falar de paz, de amor, de esperança e de fé, a quem ele estará servindo?
Anônimo
-11/07/2007 às 16:28
Diferentes atitudes
Reinaldo -
Certa vez um grande escritor brasileiro disse que o antigo lugar-comum: “da discussão nasce a luz” contém um grande erro. Isso, continuava ele, corresponde a dizer que a água nasce da fenda na rocha, o que é falso, já que a água nasce mesmo é do reservatório escondido na pedra. Da discussão nascem o mau humor, a irritação, a raiva , a inimizade etc.
Por isso, o que vai aqui escrito não pretende ser pé de briga. Apenas, sim, lembrar alguns fatos históricos que, talvez , possam esclarecer alguém pouco informado sobre o assunto.
Durante a Revolução Francesa , os rebeldes, inspirados nas idéias Iluministas, colocaram sobre o altar da catedral de Notre Dame uma mulher representando a Razão, a deusa do liberalismo revolucionário.
Em um de seus livros, o filósofo Jacques Maritain cita trechos de escritos de Lutero nos quais o ex-frade xinga a Razão usando os piores palavrões, impublicáveis.
Vemos aí, duas atitudes opostas. Na primeira, a híper valorização da nossa capacidade de pensar. Na segunda, o total desprezo por essa mesma faculdade humana.
Ora, como diz o antigo aforismo: “in medio stat virtus”, a virtude está no meio. Esse meio não deve ser jamais confundido com uma média aritmética, um meio pastoso. É, sim, um meio elevado , um meio difícil, como o caminhar na crista de uma montanha que separa duas íngremes e profundas ravinas.
Na boa tradição católica, em que pesem as eventuais falhas individuais (compreensíveis em qualquer sociedade humana), sempre foi procurada aquela trabalhosa posição média.
Quanto à atitude assumida por Lutero em relação ao papado, poderíamos notar certo contraste com a que assumiu Catarina de Sena.
A grande santa italiana disse duríssimas palavras para o pontífice de sua época, falando com ele cara a cara, diante de todos os que estavam no local. Entretanto, depois de haver cobrado dele, o papa, e dos demais religiosos ali presentes, uma santidade autêntica, não saiu pelas ruas de Roma pregando uma revolta contra o sucessor de Pedro.
De fato, ao longo da vida há muitas diferentes atitudes possíveis de serem assumidas. Que Deus nos inspire a assumir sempre a melhor delas.
Desculpem minha longa digressão.
Bobby
Anônimo
-11/07/2007 às 16:00
Ademilso Lira, Cuiabá-MT
Nesta discussão em particular procuro manter-me em silêncio, já que o que resta sempre será acusações e reinvindicações mútuas de legitimidade e exclusividade.
Gostaria de deixar um questionamento: foi necessário Jesus morrer para mostrar que a salvação não estava retrita aos arraiais judaicos, povo outrora exclusivo na relação com Deus e no acesso a este, e que após seu sacrifício derrubou toda barreira que existia entre Deus e os homens, tornando Ele próprio este elo de ligação a todos homens que cressem Nele. Vamos reduzir isto novamente a determinadas vertentes religiosas, sejam elas católicas ou não? Será que Jesus terá que voltar novamente para nos ensinar isto?
Anônimo
-11/07/2007 às 15:55
Podem existir várias Igrejas , mas Deus só um. Na história da humanidade , jamais se ouviu falar de alguém que tivesse a capacidade de ressuscitar pessoas mortas além de Jesus Cristo. A própria ressurreição dele , é também a única entre os habitantes da terra. Independente do que possam pensar os adeptos de outras religiões , tudo leva à crer que o Papa está absolutamente certo. Isto não quer dizer que Cristo irá discriminar os adeptos de outras igrejas. Ele sabe perfeitamente que somos humanos e não conhecemos por completo o mistério da criação.
airam
-11/07/2007 às 15:49
OOOpss! Patricia responde por Reinaldo…hummmm!Já fui protestante(péssima experiencia), concordo plenamente com g. 1:43!hoje protesto contra qualquer tipo religião(o ópio do povo)e mon dieu, como se “viaja na maionese”! já dizia um velho amigo:”existem muito mais coisas entre o céu e terra do que possa imaginar nossa vã filosofia”… Ah, e não sou comunista!
Kleyn
-11/07/2007 às 15:46
Reinaldo, acho um disparate a Igreja Católica se autoproclamar a única herdeira de Cristo, uma vez que o próprio povo católico é “gentio”, e portanto, já a mesma já não é “herdeira” desde seu nascimento.
Segundo, o próprio Jesus disse : “tenho também ovelhas de um outro aprisco…”
E por último, “a única herdeira de Cristo” não poderia, por exemplo, “fazer para si imagens de escultura”…
Marcelo T
-11/07/2007 às 15:43
O que sempre acontece nesses casos é que o ataque ao Papa e a Igreja Católica não parte de fiéis de outras religiões e sim de ateus oportunistas e interessados em botar lenha na fogueira. Se visitarmos sites e blogs da esquerdalha veremos toda a falsa “indignação” com essa “petulância” do Papa.
Ficam se fazendo de galinha morta para se refrescarem no freezer.
andré Calazans
-11/07/2007 às 15:31
olá não sou um católico praticante, faz um bom tempo q não vou à igreja. mas msm assim eu concordo com esse documento, a igreja católica de fato é única que segue a linha de cristo, Jesus quando fundou a Igreja , fundou a igreja católica, não a Universal ( essa alias eu tenho minhas dúvidas sobre seu propósito cristão).
Anônimo
-11/07/2007 às 15:19
Rezemos pelo Santo Padre, nosso guia na rota da religião. E pelos que trilham o verdadeiro caminho ao seu lado. Os desvios serão cada vez menos tolerados. Quem tomar outra rota, e desejar segui-la, siga-a. Nós, de nossa parte, estamos felizes por já sabermos qual não acabará no Inferno.
rocket
-11/07/2007 às 15:14
Pretensão e água benta, cada um usa o quanto pode! Hoje, qualquer espertalhão funda uma “igreja” e sai por aí pregando a palavra do Senhor (conforme a sua própria interpretação), enganando os ingênuos e humildes, recolhendo doações para a “sua” igreja. É só ligar a TV! Assim, fica bem claro e legível qual é a verdadeira Igreja de Cristo.
Anthony
-11/07/2007 às 15:06
Aos que negam que Cristo fundou uma Igreja, como explicam: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, em Mateus 16,18?. Vê-se que Jesus usou as palavras no singular. Não pode, portanto, haver mais de uma Igreja de Cristo.
Aos que afirmam que Constantino fundou a Igreja, recomendo um sério estudo dos escritos dos primeiros cristãos, os chamados Pais da Igreja, dos séculos II a IV, portanto anteriores ao imperador romano. Lá encontrarão diversas referências a hierarquia católica, aos sacramentos, a liturgia, e também ao Papado, de onde tiramos por exemplo, a lista que liga Bento XVI a Pedro, como na obra de Irineu de Lyon, Adversus Haereses, que nomeia todos os bispos de Roma do Apostólo até sua época, no século II.
Aos que falam do atraso que a Igreja causou, nada como estudar história para ver como nossos professores marxistas distorcem a verdade sobre o período, pintando-o como uma “Idade das Trevas”.
E por fim, aos agnósticos paladinos da razão, nada como uma boa lida em alguma coisa sobre a filosofia cristã, que nos deu alguns dos maiores filósofos da humanidade, como Santo Agostinho, São Tomás, Blaise Pascal, Jacques Maritain, Julián Marias, Francisco Vitória… e a lista prossegue enormemente.
Por fim, precisamos mesmo de um Papa assim que combata o relativismo e o politicamente correto.
Anônimo
-11/07/2007 às 14:20
Na mensagem do Papa ele simplesmente reafirma a fé católica.
Agora fico vendo esses Protestantes questionar: onde está na bíblia que o Papa é o representante de Cristo?
- Vejamos, na passagem do Evangelho, quando deu a Simão o nome de Pedro, ele disse, sobre essa Pedra edificarei a minha igreja, e a igreja que ele edificou não foi a DO EDIR MACÊDO, A BISPO RR RODRIGES, A 7º DIA, A 8ª OITAVO DIA, DA QUDRANGULAR ETC.,
e ainda deu poderes, tudo que ligares na terra também será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
E, essa missão não iria ficar restrita a Pedro (senão não teria sentido), lógico que seria estendido aos que viriam a sucedê-lo, e volto a afirmar, os que o sucederam não foram esse time que mencionei acima.
Eles sabem que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo, por isso esse agito todo, até porque, eles vivem dizendo a mesma coisa, e não criam sequer um comentário a respeito. Realmente a Igreja Católia é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.
Um abraço!
Josant - Uberaba - MG
César Contiero
-11/07/2007 às 14:15
Oi Reinaldo, tudo bem?
Gostaria que você me tirasse uma dúvida. É que há algum tempo você chamava o Lula de demiurgo. Eu procurei no dicionário Houaiss o significado da palavra e não achei. Bem, pra ser sincero com você, eu só tenho o minidicionário Houaiss (que está bem gasto de tanto que eu uso). E não tenho recursos (leia-se $$$$) para comprar um dicionário dos grandões). Bom, acontece que eu estou lendo um livro chamado O Diabo Uma Biografia, de Peter Stanford. Reproduzo aqui uma parte do 4º capítulo da 1ª parte (ufa!) do livro: “O mais influente pensador e escritor gnóstico foi Marcion de Pontus. Sírio e discípulo de São Paulo, Marcion uniu-se à comunidade cristã de Roma por volta do ano 130, mas em 144 foi expulso como herege. Foi viver no Oriente Próximo, onde atraiu um bando devotado de seguidores. Influenciado pelo pessimismo gnóstico, Marcion tornou-se um obcecado pela questão do mal mundano, e viu no Velho Testamento o influxo de uma figura bastante parecida com o Diabo, cujo nome era Demiurgo. Significando literalmente “criador do mundo” ou ” aquele que movimenta parcialmente as coisas”, o demiurgo tornou-se a criação favoritas dos gnósticos que dominavam a língua grega.Ele era então o criador deste mundo, mas localizava-se a sombra de Deus - um nível mal definido -, o primeiro motor a fazer com que o mundo existisse”.
Bom, agora eu acho que sei o quê significa a palavra demiurgo e porque você colocava Lula como um demiurgo. Espero que o significado seja esse mesmo. Bom, também é uma pena ver que Lula tá fazendo do nosso país um brinquedo de modelar conforme os seus desejos e interesses.
Abraços, saúde e felicidades.
G.
-11/07/2007 às 13:43
Lendo os comentários dos protestantes aqui no seu blog cheguei a conclusão obvia: a maior contribuição protestante a Teologia cristã foi tentar provar que Deus é tão chato e neurótico quanto eles são.
Que Deus proteja a Sé de Pedro.
Marcelo
-11/07/2007 às 13:39
As guerras no mundo nunca acabarão por causa dessa besteira de afirmar que a Catolica é a unica representante de Cristo, a Igreja catolica ja perseguiu muito, ja matou, tudo isso em nome de Deus, mas agora me pergunto Deus é conivente com isso? A Igreja atraves do seu lider quer interferir na vida das pessoas, acho isso completamente errado, a igreja tem que ser amiga, ajudar quando precisar e não ficar disputando Cristo. Deus está em todas as religiões e em todos os lugares independente da doutrina.
Anônimo
-11/07/2007 às 13:33
Reinaldo desde que ouvi a notícia ontem estava esperando um post como este, já até copiei e colei para ler mais tarde e recomendar. Dizer o quê? Valeu, né? Você realmente é muito bom, ma minha opiunião em determinados assuntos e um deles é este.
PS. Não Reinaldo, nem adianta ficar com esta cara de paisagem assim, tem muitos assuntos que eu discordo mesmo. E ponto, viu?
Fernando - Rio de Janeiro
-11/07/2007 às 13:27
Parabéns, Patríca M,! (10:40 am)
rodrigo
-11/07/2007 às 12:54
Da maneira como eu vejo a coisa toda, é bem simples: do ponto de vista HISTÓRICO, a primeira igreja realmente constituída o foi por Pedro em sua passagem por Roma. O que aconteceu depois, vaidades e incensórios para encobrir o odor dos flatos de arrogância de líderes de ocasião, não é tão importante.
Eu não estou nessa briga, mesmo porque cristão não sou. Não tenho religião e isso não me faz a menor mossa. Mas já que se debate hoje a respeito de tudo, até da forma como o vizinho faz sexo com a mulher dele, vamos lá: há que se ater a fidelidade histórica e o Mestre Reinaldo, ainda que abstraindo sua fé católica e, claro, cristã, está coberto de razão.
A Igreja evoluiu sim, mas ela não poderia abrir mão, nesse processo evolutivo, dos preceitos básicos que levaram à sua fundação e, muito embora seja discutível a validade histórica da existência de um Jesus Cristo, se os cristãos em geral aceitam sem questionar a validade do que ele teria dito a Pedro - APASCENTA AS MINHAS OVELHAS (e notem bem: em parte NENHUMA ele atribuiu a outro de seus discípulos a responsabilidade pelo rebanho) - uma vez que teria estado em Roma, Pedro não teria estado lá em férias. Ou os cristãos aceitam UNANIMEMENTE que os relatos do Novo Testamento são verdadeiros, ou todos os cristãos serão cordialmente convidados a tocar violinha em outro arraial, por carecerem de legitimida histórica e doutrinária.
Quanto ao comentário sobre os bispos macedos e crivellas da vida,pastores, presbíteros, diáconos etc., vale o mesmo, ou seja, carecem de LEGITIMIDADE SUCESSÓRIA e, portanto, são suspeitos principalmente no que afrontam usos, costumes, tradições e ordenações emanadas da Igreja Católica Apostólica Romana, para não falar dos desvirtuamentos doutrinários a que submetem os textos do seu livro básico de fé, a Bíblia.
Volto a repetir, eu não estou nem aí para religiões, porque para mim são fenômenos que deveriam ser estudados por pessoas sérias como PATOLOGIAS SOCIAIS, fenômenos engendrados por mentes escravas de medos ocultos e não revelados, medos atávicos, patologias aliás que deram origem e pretexto para atrocidades de toda espécie contra outros seres humanos.
Mas, qualquer discussão TEM necessariamente de passar por ISENÇÃO de ânimo, coisa que só um ateu ou um agnóstico consegue, por nada dever a gregos e troianos.
Anônimo
-11/07/2007 às 12:48
Religião cada um interpleta do jeito que lhe apraz e a torne mais antropomorfizada conforme os seus interesses. Se Jesus fundou alguma religião foi esta:
»I CORINTIOS [13]
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o AMOR
José Paulo
-11/07/2007 às 12:48
Não entendo tanta grita contra a igreja católica. Ela sempre buscou se autodenominar a igreja verdadeira de Jesus Cristo. Não é novidade nenhuma, e em nenhum momento a igreja protestante se deixou levar por estas afirmações, por entender que todo o poder e autoridade foi entregue somente a Jesus Cristo, o Deus Encarnado, o Verdadeiro e Fiel Testemunha. Este sim, a igreja protestante respeita e o busca incessantemente. A afirmação do papa não muda em nada o conceito que temos da igreja católica.
Anônimo
-11/07/2007 às 12:46
Quem é o papa para dizer quem é e quem não é cristão? O máximo que ele pode dizer é quem é e quem não é católico apostólico romano. Agora, quem quiser acreditar que ele tem “procuração” para falar em nome de Deus ou Cristo que siga as opiniões dele.
Anônimo
-11/07/2007 às 12:35
Alguém aí disse (desculpe-me por não me lembrar de quem foi):
“O problema começa com seitas criadas por leigos, como as atuas neo-pentecostais. Essas surgiram fora da igreja e, logo, não são consideradas igrejas. Deviam inventar um nome novo para elas.”
É verdade! São SEITAS.
Anônimo
-11/07/2007 às 12:27
“Simão, tú és Pedro e sobre esta pedra, construirás a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la.
Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céu, o que você proibir na terra, será proibido no céu, e o que permitir na terra, será permitido no Céu.
(Mateus 16, 17-20).
Eu vivo a minha fé pautada na verdade da minha Igreja, isso me basta!
Marco
-11/07/2007 às 12:23
Caro Reinaldo,
Tendo formação protestante tradicional, não vejo a mais mínima incoerência ou inconveniência quando a Igreja Católica afirma-se como a igreja verdadeira em Cristo.
Das religiões que eu conheço, à exceção das cinicamente mercantilistas, não há uma dentre as que se pretendem sérias que não afirmem o mesmo de si mesmas. Caso contrário, deveriam mudar seus cânones e dogmas de modo a se enquadrar no modelo que mais se encaixa no que Cristo diria ser Sua verdadeira igreja.
O que se pode contestar, e aí é uma questão de opinião e de argumentos, é se esta e aquela denominação respeitam fielmente o que está escrito nas Escrituras.
A atual grita é inútil. Aliás, vejo nesse tal ecumenismo uma força insidiosa e dissimulada que tende a pasteurizar pontos divergentes e até inconciliáveis entre os diversos credos, o que pode, num futuro não muito distante, atentar contra a liberdade de culto e de consciência.
Parabéns ao papa por colocar no papel que preto é preto e branco é branco (com o perdão da patrulha racista da universidade onde me formei, a UnB).
Que cada denominação diga abertamente: “estamos certos por isto, por isso e por aquilo, vocês outros que mudem”. E que cada pessoa, ponderando acerca de cada ponto desse embate, use de seu discernimento para decidir o que é preto, ou branco, ou vermelho, ou amarelo e por aí vai .
Um abraço.
PATRICIA M.
-11/07/2007 às 12:05
Reinaldao, eh ridiculo ler esses comentariozinhos dos anonimos sobre a privatizacao de Jesus Cristo.
Daniel, a teologia da libertacao nem fogo amigo eh, eh inimigo mesmo. Esses caras nada mais sao do que comunistas infiltrados, prontos para acabar com tudo agindo por dentro. Leonardo “Bofe” eh uma piada de mau gosto. Frei (frei?) Betinho eh outra…
Jean Tosetto
-11/07/2007 às 11:52
É impressionante como a sociedade brasileira, incluindo alguns membros da imprensa, tratam os cristãos em duas frações: os católicos e os evangélicos.
Cabe salientar que dentro do grupo dos evangélicos estão os protestantes históricos e os adeptos das comunidades altamente relacionadas aos meios de comunicação, que pregam a prosperidade tanto quanto a salvação. Mas existe uma diferença fundamental de comportamento entre eles.
Como membro da Igreja Luterana, cristão acima de tudo, afirmo que nossa crença é baseada no lema “SOLA SCRIPTURA SOLA GRATIA SOLA FIDE”. Traduzindo: Somente a Escritura, Somente a Graça, Somente a Fé. Para que SOLUS CHRISTUS (Somente Cristo) seja anunciado como fonte e destino da vida feliz com Deus e com o semelhante.
A Igreja Luterana surgiu num momento em que a Igreja Católica estava -entre aspas?- “vendendo” indulgências para a construção da Basílica de São Pedro em Roma. Isto explica em parte o termo “protestante”. Martinho Lutero não queria criar uma nova Igreja, mas REFORMAR a Igreja Católica, pois ele entendia que valores históricos haviam se alterado com os séculos.
Uma vez expulso da Igreja Católica pelos homens que a dirigiam na época, Lutero encontrou apoio em nobres alemães que comungavam de seus propósitos.
Mas todas as igrejas neste mundo são compostas por homens, logo são passíveis de valores corruptíveis. Por isso não há como afirmar que existe a “Igreja Perfeita na Terra”. A Igreja de Cristo é composta por cristãos, e eles não pensam só mundo material, mas na existência vindoura: aí sim podemos falar numa única Igreja Cristã.
Antes de sermos católicos, luteranos, batistas, presbiterianos, carismáticos, anglicanos, devemos ser cristãos. Na hora da sombra e do aperto, o Papa não estará lá para estender a mão, mas Jesus Cristo sim.
Anônimo
-11/07/2007 às 11:51
Vixe Rei
Pelos seus argumentos neste assunto sairei no tapa com você….rsrs
Quando a Igreja questiona Lutero, o faz mais como um subversivo do que analisar os reais motivos que o levaram a separar-se dela.
A história prova e comprova os abusos cometidos por Papas e Altos dirigentes da Igreja Católica à época! A Inquisição é uma delas.
Portanto se a Bíblia estudada é a mesma, não vejo porque proclamar como a Igreja Católica seja a única verdadeira em CRISTO.
Se disser a “PRIMEIRA” concordo. Mas como a única verdadeira? Discordo veementemente!
Se olharmos friamente a Igreja Católica atrasou o Mundo em mais de 1 milênio com seu julgo!
Fica impossível não ver a manipulação da Igreja Católica aos fiéis. Ela não difere de nenhuma outra, quando é dirigida por apenas seres mortais e castos ainda por cima. Imagine as distorções psicológicas existentes!!
Desculpe, mas não posso concordar com o Papa, quando todas as religiões levam ao mesmo DEUS!
Apenas existem discordâncias na forma como se chega à ELE!
Aliás este Papa gosta de uma polêmica não? Já teve que se desculpar com o Mundo Árabe e agora?
Betina
ROSANO
-11/07/2007 às 11:50
Reinaldo,
Dizer que o Concílio Vaticano II reafirma a doutrina católica de sempre é um absurdo que os fatos demonstram. Após o CVII caiu absudamente os números de católicos, seminaristas e religiosos em geral; surgiram movimentos religiosos malucos (Teologia da Libertação, RCC, Canção Nova), sem contar que foi a Lumen Gentium que criou a idéia de colegialidade (as ditas CNBs), colocando em risco a soberania do papa, e ajudando a crir o messianismo da TL definindo a Igreja como Povo de Deus.
Defender a Igreja é dever fundamental de todo católico, mas dizer que o CVII é igual aos Concílios anteriores é falso.
Aliás ecumenismo é apostolado para trazer os que estão fora da Igreja para dentro dela, e não o proselitismo rasteiro que os papas Paulo VI e JP II fizeram com membros das outras religiões, a ponto de permitir até que se fizesse macumba dentro de uma Igreja no malfadado Encontro de Assis promovido pelo JP II.
A doutrina dos concílios anteriores sempre ensinou que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, o “susbsist” criou um problema na histórica definição e você faz tábula rasa do problema.
E lembro também que o texto da Lumen Gentium causou tanto escandâlo quando foi publicado que até foi necessário fazer uma nota prévia para esclarecer o texto. Ora, se a Lumen Gentium sempre afirmou o que a Igreja sempre disse porque a nota prévia (que foi colocada, acredite, após o documento)?
Ainda sobre a Lumen Gentium o Cardeal Avery Dules conta que Ratzinger impugna “as expressões ‘extremamente insatisfatórias’ da Lumen Gentium 16, que pareciam sugerir que a salvação é uma conquista humana ao invés de um dom divino.”
Sobre outro texto do CVII temos “Nas discussões sobre a Gaudium et Spes, em setembro de 1965, Ratzinger manifestou muitas das críticas que mais tarde apareceriam em seus livros e artigos: o esquema era excessivamente naturalista e a-histórico, não levava suficientemente em conta o pecado e suas conseqüências, sendo ainda exageradamente otimista com relação ao progresso humano. (…) O comentário feito por Ratzinger ao primeiro capítulo da Gaudium et Spescontém ainda outras apreciações provocadoras. O tratamento da consciência no artigo 16, na visão dele, suscita muitas perguntas não resolvidas sobre como a consciência pode errar e sobre o direito de seguir uma consciência errada. O tratamento do livre arbítrio no artigo 17 é, no julgamento de Ratzinger, ‘totalmente pelagiano’.”
(fonte: Cardeal Avery Dulles, S.J., From Ratzinger to Benedict XVI, First Things, n.º 160, fevereiro de 2006, pp. 24-29)
Você não mente, mas é sibilino.
E é óbvio que o papa jogou um balde de água fria nos famigerados diálogos ecumênicos.
Rosano Humberto de Souza
Anônimo
-11/07/2007 às 11:43
Bravo, Reinaldo.
Daniel
-11/07/2007 às 11:35
Fui criado como Protestante, freqüentando a Igreja Presbiteriana. Minha mãe era protestante como também meus avós dessa parte. Quanto ao meu pai católico, nunca se manifestou nessas questões portanto mantenho-me Protestante.
Lendo o post, e o que segue em vermelho, assim como nós protestantes afirmamos nossa fé, não me parece qualquer absurdo que o papa faço o mesmo falando para os católicos.
Quem quer crer nas doutrinas seja Protestante ou Católicos ou outra qualquer outra, o mínimo que se espera é que siga suas tradições. Alias, salvo ignorância minha, a palavra doutrina tem esse tom.
Condenar o líder máximo de uma religião por defender sua doutrina e fé, é algo que deve ser combatido por todas as religiões, penso eu. Hoje os católicos amanhã, nós mesmos.
Mas o pior ataque a que deve o papa se preocupar e cuidar vem do, plagiando o termo das guerras, fogo amigo. A Teologia da Libertação representa um perigo para a fé católica.
E comparando,já sabendo as pedradas que receberei, sofre o Protestantismo o mesmo com a “Teologia Sucesso” este misto de religião com auto-ajuda, que por fim transforma o santo em mercadoria, e que tem contaminado muitos pastores.
Marco Seifert - Brasilia DF
-11/07/2007 às 11:34
Sou protestante luterano, morei 18 anos na Itália e conheço bem o mundo catolico.
Sabia que teria tido todo esse “bacanal” apos essa afirmação do papa, mas para mim, francamente, o que sai da boca dele, pouco me interessa: o papa não tem autoridade alguma para afirmar o que é certo ou errado e isso cabe somente aos adeptos da igreja da qual ele é chefe.
Enquanto ao pretendido “…ódio aos católicos”, porqué então não lembrar do “ódio aos protestantes”?
Anônimo
-11/07/2007 às 11:25
Privatizaram Jesus Cristo!
agmg
-11/07/2007 às 11:08
Reinaldo,
Acho que você está certo em relação e essa indignação gerada pelas palavras da igreja. Eu não tenho nenhum problema em relação a isso. Até porque não sou católico, portanto o que o papa fala ou deixa de falar sobre o aspecto religioso pouco acrescenta para mim.
Acho que essa reação está muito associada ao problema do “politicamente correto” dos tempos atuais. Como também da necessidade de um conjunto enorme de pessoas, principalmente aquelas ditas de esquerda, de terem suas idéias sendo aceitas como sendo o exemplo do pensamento correto e daquilo que eles chamam de ética.
Para essas pessoas o melhor seria que todos pensassem como eles.
um abraço
Denis
-11/07/2007 às 11:02
Covallini, só sao representados em algarismos romanos até o décimo. Repare que tio Rei escreve João Paulo II e Bento 16.
sds
Anônimo
-11/07/2007 às 10:50
Reinaldo, é totalmente normal e coerente uma religião acreditar ser a única em sua fé. Todavia, para ser mais coerente, deveria suprimir o nome CATÓLICA, porque de universal não tem nada. Afinal de contas, se apenas ela é o caminho de Cristo, então as demais são o caminho para o erro. Coerente é se intitular apenas como Igreja Apostólica Romana, com origens no Império Romano. E quanto ao direito de crítica, tanto você pode exercer, quanto aqueles que discordam do Papa. Felicidades e um abraço.
PATRICIA M.
-11/07/2007 às 10:40
Jorge, eu respondo essa para voce. O Reinaldo eh CATOLICO, e NOS NAO CREMOS EM REENCARNACAO.
Reinaldao, esta na moda criticar e acusar e achincalhar a cristandade, mas principalmente a Igreja Catolica. Eh cool, eh fashion, e todo garoto de 15 anos ja tem suas pedrinhas nas maos. Como voce mesmo disse, o que quer que o Papa profira so diz respeito a NOS, CATOLICOS. O restante ai de voces pode continuar tocando a sua vida em paz.
Tenho dito.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:33
Tio Rei
Observando-se o ponto que o mundo chegou, banalização da violência, banalização da droga, banalização da corrupção, banalização de homens-bomba, aquecimento global irreversível, consumismo compulsivo, ridicularização de valores morais, sou levado a pensar que está chegando a hora de ouvirmos as trombetas do Apocalipse.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:33
Essa última resposta me intrigou.
As igrejas reformadas originais como a Luterana e Calvista foram criadas por padres ordenados.
Até onde sei a igreja Católica reconhece os batismos realizados por essas denominações. O grande atrito entre a igreja reformada e a igreja romana são os dogmas e alterações consideradas heréticas pelos protestantes como:
- Divina Concepção;
- Divina Ascenção de Maria;
- Infalibilidade Papal;
- Utilização de imagens e adoração de santos;
- Mudança do velho testamento(judaico) com inserção de livros extras;
- Alteração dos 10 mandamentos em relação ao original. Sumiço do mandamento 2 (sobre imagens e esculturas) e surgimento do “Não desejarás a mulher do próximo…”, quando, no original, fica inserido no 10 mandamento.
O problema começa com seitas criadas por leigos, como as atuas neo-pentecostais. Essas surgiram fora da igreja e, logo, não são consideradas igrejas. Deviam inventar um nome novo para elas.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:29
Isso aí, cada um acha que seu caminho é mais reto para a salvação. Cada um reafirma sua fé — e como se pode dizer que ele está errado?
O problema é que nessa visão o que se tem é apenas isso: diversas crenças concorrendo entre si. Ponto. A decisão de adotar uma ou outra não é — ou melhor, não pode — ser racional. O que diz muito sobre como os neocons brasileiros vêem o mundo.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:24
Reinaldo,
Em qual texto da bíblia principalmente no Novo Testamento está escrito que Jesus fundou alguma igreja religiosa?
Ele deixou, sim um caminho certo prá seguir. Exemplificando através de atos e ações os seus ensinamentos. E é isto que todos os cristãos devemos fazer para termos uma consciência tranquila para quando formos julgados por nossa consciência(Que é Deus dentro de Nós) depois da morte física ficarmos em paz.
PS Desculpe o assassinato da língua portuguesa.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:22
não sou católico portanto minha opinião tenta ficar no ambito do fato histórico, existem duas igrejas : a fundada pelo cristo e a criada pelo imperador constantino.
humberto sisley
Otavio Pelegrini
-11/07/2007 às 10:18
Reinaldo,
o discurso de abertura do Vaticano II, que cita no seu texto, é ponto de discórdia. Nessa luta cada um recorta o texto da maneira que deseja. O fato é que os católicos liberais (lê-se ‘esquerda católica’) só tomam a parte na qual João XXIII pede que a Igreja seja mais misericordiosa. Isso, parece, é tomado como a possibilidade de transformação da doutrina, o que é um grande engodo!
Abraço!
Anônimo
-11/07/2007 às 10:14
Putz. Católicos são meio bestas às vezes. A igreja evolui sim, como sempre o fez. Acho que você é a favor da volta da fogueira, caça às bruxas e catequização dos índios, não?
socialistafabiano
-11/07/2007 às 10:13
O “bispo” Macedo vai lançar a encíclica “Templo é dinheiro”, em represália.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:04
Amarás a Deus sobre todass coisae ao próximo como a sí mesmo.
Todo ser humano que seguir estas duas regras simples e infinitamente abrangente, será um cristão.
Quando Jesus referiu-se à construir sua igreja, Ele não estava se referindo a nenhum tipo de monumento, principalmente com toda a luxuria que reveste o vaticano.
Afinal, Jesus não tinha nem mesmo um lugar só seu para se refazer do desgaste do seu dia a dia.
Anônimo
-11/07/2007 às 10:03
Reinaldo,
É fato. O Espírito Santo se fez presente mais uma vez dando força, coragem e inteligência a Bento XVI.
Não será fácil para o povo, e eu digo povo e não pessoas, entender que as comunidades que aí estão foram criadas por homens mortais, que, sendo mortais, terão que prestar contas ao Fundador da Igreja Católica. Para mim isso é um dogma.
Abraços,
Águeda.
Anônimo
-11/07/2007 às 9:55
A INCLUSIVIDADE DE JESUS
E A EXCLUSIVIDADE CATÓLICA
A reafirmação do Vaticano, pelo documento assinado pelo papa Bento XVI, de que a Igreja Católica seria única igreja legitimamente cristã, negando reconhecer como cristãos os irmãos ortodoxos e protestantes, é uma contradição em si mesma, por vários motivos:
Quem salva ou faz de uma pessoa um cristão verdadeiro não é seu rótulo religioso: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a benção espiritual nas regiões celestes em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e sem
1) Jesus – a quem a Igreja Católica diz seguir – afirmou: “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12.30). A presunção do documento assinado pelo papa atual nega e contradiz o que Cristo afirma. Negar as palavras de Cristo é ser cristão?
2)Em Mateus 18.20 Jesus afirma: “… onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. A Igreja de Cristo é mais do que uma potestade religiosa, hierárquica e econômica – que no passado tinha poder de destronar reis e príncipes, condenar a morte cientistas que ousavam discordar de seus dogmas e queimar em suplícios da fogueira e câmaras de tortura os que ousavam contestar sua autoridade. Jesus simplificou e exemplificou sua verdadeira Igreja: Aqueles que se reúnem em seu Nome, em espírito e em verdade.
3) Jesus também afirmou sua exclusividade com relação a qualquer outro nome ao afirmar: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. ELE é o “único mediador entre Deus e os homens” (Gálatas 3.19). A Igreja católica sempre negou abrir mão de seu panteão herdado do paganismo. Em nome de uma pretensa unidade trocou os nomes de deidades pagãs com nomes de apóstolos e mártires, passando a cultuá-los - negando um dos Dez Mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20).
4) Jesus ensina a tolerância e a caridade. Disse João a Jesus: “Mestre, vimos um homem expelir demônios em teu nome e lho proibimos, porque não te segue conosco. Mas Jesus respondeu-lhe: Não lho proibais; pois quem não é contra vós, é por vós” (Lucas 9.49-50). Jesus veio para unir seu povo: “Haverá um só rebanho e um só pastor”( João 10.16) - no caso Ele mesmo, Jesus, e não um outro homem por mais santo ou poderoso que seja!
5) Jesus afirmou: “Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora… Pois esta é a vontade de meu Pai, que todo o que vê o Filho do homem e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. Se o Papa afirma que apenas os membros de sua organização religiosa é Igreja cristã está, novamente, negando a Cristo e Sua palavra. A própria palavra católica – que quer dizer universal – revela a Igreja de Cristo como uma unidade espiritual de fé que transcende a barreiras nacionais, a intolerância, as limitações e imposições religiosas. Cristo não veio apenas para fundar uma religião, veio para implantar Seu Reino Eterno no seio da humanidade.
6) O que faz uma pessoa ser cristã não é uma religião ou decisão conciliar, mas o próprio Cristo: “Porque Deus amou a humanidade [mundo] de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16).
7) O mérito da salvação não é atributo de uma religião, nem obra humana. A salvação não advém do fato de uma pessoa ser batizada nesta ou naquela religião. O batismo não salva como afirmam os cânones da Igreja Romana. Quem afirma esta verdade é a Bíblia: “… A todos que O receberam [Cristo], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.12-13). Afirmar, pois, que ritos religiosos, indulgências, missas, etc., podem salvar a alma de alguém é pura heresia da qual todo cristão deve se arrepender.
Jorge
-11/07/2007 às 9:42
Reinaldo,
Você acredita em reencarnação?
Anônimo
-11/07/2007 às 9:33
Reinaldo, admiro seus textos e concordo que outras igrejas não tenham nada que reclamar, já que o Papa está apenas defendendo a sua crença. Os outros que façam o mesmo.
Mas, dentro da sua lógica, procure comparar o catecismo católico com o que está na Bíblia Sagrada, afinal ela ainda é o livro sagrado dos católicos ,não é? Pergunte a qualquer padre ou pesquise na própria bíblia onde está a autoridade da igreja católica em mudar o texto bíblico. Refiro-me principalmente aos Dez Mandamentos (Exodo cap. 20). E não venha com esta história de que foi Jesus Cristo quem deu esta autoridade a Pedro, se até Ele (Jesus) disse: “…até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.”( Mateus 5:l8). Confira na própria bíblia católica. Porque a incoerência? Uma igreja que “pisa” na própria regra de fé que admite seguir perde qualquer autoridade que gostaria de ter.
Mário Soares - Portugal
-11/07/2007 às 9:23
Reinaldo, como você, fico indignado com a ignorância. O fato é que quer histórica quer bíblicamente é impossível fazer as afirmações de ligação do atual Bento ao apóstolo Pedro(que tinha sogra), da exclusividade da salvação da igreja de Roma(isto sim caracteriza as “seitas”)e etc.
A salvação não reside em nenhuma instituição humana, por mais nobre que seja, mas sim única e exclusivamente na pessoa de Jesus Cristo, aquele que morreu na cruz e ressuscitou, e que não é propriedade de nenhuma religião. Por isso Ele disse: “Eu sou O Caminho, A Verdade e A Vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Não há intermediários - representantes especiais na Terra. História pra boi da Idade Média dormir!Basta consultar a Bíblia!Até ao ladrão arrependido ao Seu lado na cruz foi prometido o Paraíso instantâneo, sem purgatório e outras tolices.
Aliás, são as religiões que tomam o lugar de Deus. Com rituais e dogmas anti-bíblicos (por exemplo, ver a mariolatria católica)que não levam a nada, mas sim conduzem a um vazio existencial que empurra as pessoas ou para um grande buraco ou, muitas vezes, e graças a Deus, para a Verdade que “abre os olhos”!
“Conhecereis a Verdade e ela vos libertará” disse Jesus. Ele também disse que Ele edificaria a Sua Igreja, que necessáriamente não coincide com a igreja de Roma ou outra qualquer, mas sim ao conjunto universal (”católico”) de pessoas que O aceitaram como Senhor e Salvador de Suas vidas e se tornaram Seus discípulos (seguidores), e não adeptos de Roma ou de outra religião ou coisa qualquer.
O evangelho (boas novas ou boas notícias) é tão simples quanto isto, e é para todos. Não me venha com “más notícias”. Chega de engano.
Quando uma igreja, seja qual for, é essencialmente bíblica e unicamente cristocêntrica, ela pode ser fonte de espiritualidade sadia. Caso contrário, é anátema!
Anônimo
-11/07/2007 às 9:19
Reinaldo, Parabénnnnnnnnnnnnnnnnnnsssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!
É consolador saber que ainda existe jornalista no Brasil que sabe fazer uma verdadeira interpretação de texto. Jornalista que não é uma Maria vai com as outras só para criar polêmica mas sabe compreender o sentido das palavras. Parabéns!
daniel correa
-11/07/2007 às 9:17
Apocalipse 17:9 Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.
Roma espalha-se pelas margens rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, e Celio. (Fonte: Wikipedia)
Marcus Carvalho
-11/07/2007 às 9:15
Reinaldo:
Antes de mais nada gostaria de dizer que sou protestante. A declaração da Igreja Católica não me incomoda, ofende ou qualquer outra coisa. Acho muito coerente com a atual busca do Vaticano (na verdade do atual papa) em reafirmar a sua fé em um mundo devastado pelo relativismo. Incomoda-me muita mais padres comunistas, umbandistas e até mesmo budistas. Por que me incomoda? Porque na minha visão essas crenças não são compatíveis com a doutrina cristã. Como eu disse não sou católico, mas eu vejo que a maioria das críticas feitas à Igreja Católica são críticas, na verdade, ao Cristianismo. O que tem sido atacado são os valores cristãos, como a responsabilidade pessoal, a importância da família e etc.
Eu continuarei crendo que a Igreja de Cristo é formado pelos salvos por ele. Continuarei acreditando no sacerdócio universal dos salvos e na salvação pela fé. O que a Igreja Católica pensa ou diz é destinado aos seus fiés não mim. Eu prefiro viver em um mundo assim: onde realmente sabemos o que cada um realemnte crê e defende.
Abraços
Marcus Carvalho
daniel correa
-11/07/2007 às 9:15
Apocalipse 18:3 Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
Apocalipse 18:23 E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
Apocalipse 18:24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.
Anônimo
-11/07/2007 às 9:14
Coisas que deveriam ser óbvias
Reinaldo -
É mesmo difícil entender certas atitudes de nossos irmãos separados. Eles se dizem firmes respeitadores da Sagrada Escritura, porém, na prática, deixam transparecer uma tremenda falta de atenção no que lêem nas páginas do Evangelho.
Comecemos pelas bodas de Caná. Qualquer leitor de mediana cultura e despido de preconceito verá nitidamente naquele episódio a providencial ação intercessora de Nossa Senhora. Uma ação que vem continuando através dos séculos e em todos os lugares onde a fé cristã está presente.
O outro ponto que passa despercebido pelos que se declaram leitores constantes do Livro Santo é a escolha de Simão como pedra fundamental da Igreja, razão da mudança do nome para Simão Pedro, ou simplesmente Pedro.
Quem era Pedro? Seria o mais inteligente dos discípulos? Seria o menos impulsivo e, portanto, menos sujeito a cometer erros na tarefa da chefia? Seria o mais corajoso na dramática hora da prisão de Jesus? E, sendo Jesus o próprio Deus Encarnado, Ele não sabia de tudo isso? E, se sabia, por que, após a ressurreição, confirmou Pedro como Pastor máximo do rebanho?
A lógica de Deus não é igual á nossa lógica dos homens.Na longa tradição católica prevalece o respeito ao mistério, o Logos ; na tradição protestante prevalece a preocupação com a moral, o Ethos . E é bom lembrar: hierarquia não significa exclusão.
Um abraço -
Bobby
Anônimo
-11/07/2007 às 9:01
Reinaldo,
Você, que é um cara tão racional, caberia muito melhor no grupo dos agnósticos. Penso que toda religião é uma profissão de fé, logo, uma abdicação da razão..
Sobre a católica, especificamente, atualmente é até ‘boazinha’, comparada com as outras - mas vai sempre levar porrada pela hegemonia passada… Pessoalmente, acho os católicos até ´nêutros´ - vejam muçulmanos e judeus, por exemplo. Admiro os budismo, que é muito mais uma filosofia de vida. Mas, sinceramente, toda e qualquer religião me dá um tédio…
Covallini
-11/07/2007 às 8:50
Reinaldo, por quê você escreve o ‘nome’ dos pontífices com algarismos indo-arábicos e não romanos?
Anônimo
-11/07/2007 às 8:49
Bento 16 inaugurou o copyright de Jesus Cristo.
Anônimo
-11/07/2007 às 7:42
A religião é um campo vasto para discuções mas igreja católica defende o seu ponto de vista baseado nos pilares seculares de sua instituição Robert Musil que o diga.
Atos dos Apóstolos – Cap.17 :
v.24 – “Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele o Senhor do Céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas
Anônimo
-11/07/2007 às 7:34
Agora é que o Bispo vai deitar e rolar!
Vc precisa decidir se a igreja é pra salvar o mundo ocidental ou “apenas” exercicio de fé. As duas não dá!
Marcos Moraes
Julio Neves
-11/07/2007 às 7:33
Não há revolta entre as denominações protestantes quanto ao “fato de a Igreja Católica declarar-se a verdadeira herdeira da Igreja de Cristo”.
Quem está estupefato são aqueles que jogaram pedra no papa quando este esteve no Brasil.
Os evangélicos nunca foram ecumênicos. E engana-se quem olha uma passeata de igrejas evangélicas e acreditar que ali há uma grande unidade. Quantas diferenças…
A interpretação protestante sobre a “igreja” é diferente da católica. Ela é considerada invisível e universal. Ou seja, ninguém sabe quantos ou quem faz parte dela. Qualquer habitante da Terra poderá fazer parte dessa “igreja”. E acredita-se que os protestantes na maioria façam parte, lógico.
O protestante sempre soube que a interpretação católica dada sobre a igreja é a que o papa acabou de confirmar: “a Igreja Católica declara-se a verdadeira herdeira da Igreja de Cristo”.
Sobre essa confirmação, o evangélico protesta desde Lutero. E é claro que hoje há também os “novos ramos” que só pensam apenas em “prosperar”. Os prósperos são mais conhecidos pelas “teleigrejas”.
Fernando - Rio de Janeiro
-11/07/2007 às 7:18
Tão logo li a notícia, soube que os ataques virulentos viriam. Invariável reação injustificada… por injustificável! (a argumentação do Reinaldo é cristalina, documentada e irretocável).
Cristo, o próprio, fala da incompreensão e perseguição que, ao longo dos milênios, recairiam sobre os que O seguissem. Temos, os católicos, esteio para enfrentar com serenidade estas afrontas; sabemos que “(…) as portas do inferno não prevalecerão contra ela (…)”, a nossa Santa Madre Igreja.
Os de boa fé, ainda que fora da comunhão, reconheceram, reconhecem e reconhecerão que a palavra dos sucessores de Pedro ao povo de Deus não pode transigir para agradar equivocados. Ao contrário, deve trazer-lhes a oportunidade da conversão.
Carlos Renato
-11/07/2007 às 7:17
Não tem que se dar ouvidos aos inimigos da Igreja Católica. O ódio aos católicos é coisa muito antiga mesmo. Talvez porque os católicos sejam o obstáculo ao projeto do anti-Cristo.
Aliás, para ilustrar o ódio aos católicos, vale aqui lembrar da grande Revolução Francesa, a mãe das tiranias: Terror: a foice da Igualdade