09/11/2009
às 5:01GEISY ARRUDA E A CIVILIZAÇÃO. OU: A BARBÁRIE NO TOPO
Tenho dito, desde o primeiro dia, que a barbárie de que foi vítima a aluna Geisy Arruda é sintoma de uma doença grave e não a doença em si. É o que demonstrarei aqui com dados novos. Antes, uma digressão, digamos, metajornalística.
Mais uma vez. A indignação dos leitores deste blog é grande. Felizmente! Até quando redijo este texto, havia liberado 392 comentários só no post de ontem que trata do assunto. Tive de cortar muitos em razão de alguns exageros — evitem acusações que vão além da opinião. E continuo a rejeitar aqueles que, noves fora o glacê retórico, sustentam que ela colheu o que plantou. Gente que não respeita a inviolabilidade do corpo não tem o que fazer neste blog, pouco me importa se a pessoa se considera de centro, de direita, de esquerda ou acima da geografia política.
Nem todo aquele que se diz conservador ou direitista é da minha turma. Alguns são, como diz uma amiga, de “enfermarias completamente diferentes”. Há milhões de páginas por aí que talvez acolham de bom grado a fúria supostamente moralista. Não aprovo que as pessoas andem de bunda de fora onde não se pode andar de bunda de fora. Mas não aceito, no meu blog, que se ande:
- com o linchador de fora;
- com o estuprador de fora;
- com o homicida de fora.
Qual é? Sem contar que noto, em alguns casos, um incontido ódio à mulher, misoginia mesmo! ESTE BLOG PRATICA A FILOGINIA EXPLÍCITA. ESTE BLOG É MULHERISTA. ESTE BLOG, CONFESSO, GOSTA DO VERÃO PORQUE CONSIDERA POUCAS COISAS MAIS BONITAS DO QUE, como é mesmo o sambinha?, o “bailado debaixo desta sua [delas] saia godê”. Este blog acha aquele movimento pura poesia encarnada. Ooopsss!!! Se há quem acredita em forças superiores que fazem os homens se comportarem como estupradores, é bom ficar longe daqui. Adiante.
Estamos todos sob o impacto da impressionante decisão da Universidade Bandeirantes, que expulsou Geisy com anúncio no jornal e na televisão e uma entrevista de seu representante jurídico, Décio Machado. É irresistível dizer que o nome deste senhor ronda perigosamente, para o pescoço alheio, o trocadilho: “Desce o machado”! Vi o tal na televisão, cabelos compridos, cuidadosamente desarrumados com gel, coisa de quem busca a “boniteza” instantânea para a celebridade idem — ontem, um monte de parentes certamente se mobilizou para vê-lo, todo empertigado em seu look modernoso, para dar entrevista: “Ih, menina! O Décio está no Fantástico!” Curiosamente, este senhor acusa Geisy de ter revelado, sei lá quando, a intenção de ser atriz como uma das evidências de que era uma pessoa problemática para a sua instituição… Santo Deus! As palavras de Décio, em letra impressa, já haviam desafiado meu estômago. Animadas por sua figura, elas o insultaram.
Vejam como é o preconceito, não é? Todos temos o direito de tê-lo. Mas todos temos a obrigação de contê-lo. Cito o meu caso: não contrataria um advogado tiozão, com o cabelo espetado por gel, tentando afetar uma juventude que já o abandonou — especialmente porque as idéias que ele enuncia são tão velhas quanto as trevas, em contraste com sua falsa e cafona juventude. Sei lá… Consigo imaginá-lo na Ilha de Caras, mas não consigo vê-lo compenetrado, com a cara enfiada em Dos Delitos e das Penas… Mas considerei, conversando com as mulheres que assistiam comigo ao programa — minhas filhas, minha mulher e minha mãe: “Não devemos linchá-lo por isso”. Não, isso não!
Conselho Estadual de Educação
O que preocupa mais é outra coisa. Décio Lencioni Machado é membro do Conselho Estadual de Educação, em São Paulo. Não consegui saber desde quando está lá. O que sei — dada a sua entrevista irresponsável, dada a satanização da estudante em rede nacional de televisão e em entrevista em jornais, dada a abjeta expulsão da aluna, dada a anuência com a selvageria havida na universidade em nome da qual fala — é que está no lugar errado. Conselheiro? Ele? Que tipo de conselho este senhor do cabelo espetado tem a dar? Claro, se ele fosse careca, o que vai em seu cérebro travesso não seria diferente. Aliás, suas idéias não seriam melhores nem que usasse um minivestido rosa. A Uniban também está representada no Conselho Nacional de Educação. Milton Linhares, seu vice-reitor, é membro da Câmara de Educação Superior do CNE.
Como se nota, os critérios maiúsculos que nortearam a anuência com arruaceiros e arruaceiras e acabaram punindo Geisy, considerando-a culpada pela violência de que foi vítima, podem estar presentes nas mais altas cortes que decidem os rumos da educação no Brasil.
Já não precisamos ter dúvidas sobre o alcance da barbárie.
Tags: Uniban


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198 Comentários
BIANCA
-30/04/2010 às 20:31
Nao foi absolutamente correto o que os alunos fizeram. Mas é absotamente incorreto e imoral, a atitude da mídia em promover a prostituiçao e o sensualismo de uma sem vergonha aluna como esta Geyse. Sinto nojo e vergonha de ser parte de uma naçao onde a mídia promove este tipo de atitude.
Bianca- 18 anos.
patty
-20/04/2010 às 14:49
CONTINUACAO-É e sempre será somente o pais do futebol e do carnaval mais do carnaval do turismo sexual onde crianças de 11 de idade se prostituem para ajudarem a mãe a sustentar os filhos que um homem pôs nela , depois foi a sua vida afinal filho de biscate de puta não tem pai não é assim mesmo que eles dizem? O nosso Brasil vive no tempo da pedra, o homem faz o filho e a mulher que não pode escolher se quer ou não ser mãe sustenta, e qual a forma mais viável de sustentar um filho a uma moca de nao teve oportunidade de estudar no nosso pais, prostituicao.E o resto entregamos nas maos de Deus fazemos uma oracao, mais sempre nos esquecemos que oracao quer dizer orar com acao.Arabço
patty
-20/04/2010 às 14:43
Continuaçao-
Ele me chamava puta e dizia que eu e minha eramos putas eu com 10 anos de idade minha mãe uma coitada, e eu me lembro que quando ela dizia a sua que queria se separar minha vó que também sofreu todos os tipos de violencia domestica que você possa imaginar, por 30 anos
dizia ruim com ele pior sem ele.Meu Deus que mundo é esse.É o mundo em que só o homem pode ter um orgasmo e para mulher sentir prazer é vergonhoso? Lembro me que minha mãe só saiu daquela relaçâo depois de descobrir que ele meu pai tinha um caso com uma moça de 15 anos de idade e ela tinha um filho dele de 2.Qdo eu vi aquele video sobre a geisy entendi tudo que o nosso Brasil o pais do carnaval e do futebol
Patty
-20/04/2010 às 14:38
Olá, primeiro gostaria de dizer que gostei muito do texto e da forma como você se expressou, uma forma macia, como uma melodia de mpb.
Segundo- Meus Deus eu quando vi aquele video e aquilo tudo que fizeram aquela moça… E ainda bem que isso foi pra mídia, porque isso acontece no Brasil a muito tempo esse massacre contra a mulher, contra o ser feminino é íncrivel e realmente devemos começar a dizer não a esse tipo de atitude. E imagine eu que vivo fora do Brasil há 10 anos, assistindo esse tipo de cena. Lembro me bem que qdo era criança fui vítima de viôlencia doméstica, não só eu minha mãe também, meu pai chegava em casa do nada começava a bater em mim e minha mãe mais batia pra valer
REALIDADE!
-22/01/2010 às 13:39
TEM GENTE PASSANDO FOME, ARVORES SENDO DESMATADAS, ANIMAIS MALTRATADOS, BALEIAS EM EXTINÇÃO…HAITI EM DESTRUIÇÃO TOTAL E VOCÊS VÃO FICAR SE PREOCUPANDO COM A ROUPA DA MENINA? PELO AMOR DE DEUS… TEMOS MAIS O QUE FAZER !!! O PESSOAL DESSA FACULDADE PELO JEITO NÃO APRENDEU NADA NAS AULAS!!
Marcelo Furacão
-28/11/2009 às 11:03
é incrivel como a sociedade esta retrocedendo, é incrivel como lançou-se uma onda de politicamente correto, uma idiotice…uma viadagem, chega de pensamento pequeno, chega de preconceito, chega de intolerancia, e o pior é que nós chegamos a um ponto onde as pessoas não toleram a tolerancia, visto os comentarios que nós vemos acima, a impressão que dá é que todo esse pessoal saiu de uma caverna e foi estudar numa faculdadezinha, Geisy quer vir estudar em Curitiba ? aqui voce pode ir de minisaia, de tomara que caia e qualquer outra roupa que voce esteja afim, viva a liberdade.
Daniel007
-26/11/2009 às 1:56
É direito do homem querer uma mulher que não aja como uma garota de programa, ele não deve ser considerado misógino, gay, quadrado por isso. Eu adoro as mulheres, fico encantado com sua beleza, seu charme, pra mim não existe coisa melhor. Mas odeio as promíscuas, as vulgares, as sem respeito próprio, as razas, justamente porque elas depõem contra as outras, as maravilhosas. Essa menina Geisy é tudo que a mulher moderna não precisa, é o pior exemplo possível. A mulher pela metade, apenas corpo, ou exclusivamente corpo.
Devíamos exaltar as mulheres lindas e inteligentes, que sabem ser sensuais sem ser grosseiras.
Ge
-17/11/2009 às 20:04
Universidade é lugar de palavrões! Multidões acuarem e insultarem alunas! Subir nas paredes! Trepar nas janelas! Meter a mão! Botar o celular para filmar debaixo da saia! Ameaçar de estupro!
Só não é lugar de minissaia!
Robson
-12/11/2009 às 14:59
Reinaldo, estou escrevendo pra vc pq sei q minha opiniao seria moderada, pois cm vc mesmo diz acima, esta moderando quem diz que ela plantou o que colheu e tbm tenho essa opiniao e vou te falar porque. Diferente de voce, que esta sabendo de tudo atraves dos olhos de outas pessoas, videos editados, advogados loucos para ganharem 50% e lideres estudantis q deviam esta preocupados com a corrupcao politica, e que n estava la no dia, eu estava e vi uma menina absurdamente lisongeada com a qtde de olhares em cima dela enquanto desfilava pelas rampas da universidade, mandando beijinhos, acenando em resposta aos assobios, ameacando levantar a saia aos mais afoitos e posando para fotos.
REINALDO RESPONDE
E daí? Isso é motivo para um grupo de marmanjos e “marmanjas” se comportarem como linchadores?
sierra
-11/11/2009 às 18:21
Reinaldo, sempre tive uma preocupação absurda com a misoginia, porque sou homem numa casa, numa família de mulheres sofridas, muito sofridas. Como bem disse a Marina Colasanti, “as mulheres sempre perdem a guerra”. É uma frase muito forte e, infelizmente, verdadeira. Não é só nos exames que os estudantes de “nivel superior” do Brasil fracassam, como se viu no caso Geisy. Quando vi as imagens dos corredores da Uniban acreditei que aquilo ali era tudo, menos uma universidade. A Geisy deveria ter vergonha não de ter causado o rebuliço, mas de estudar em meio à barbaros.
h
-11/11/2009 às 15:07
o sr em geral é ridiculo, mas dessa vez parece q nao se alinhou ao chororo conservador! hahahha.
passe bem.
h.
JASMIN
-11/11/2009 às 12:03
ELA COLHEU O QUE PLANTOU….E QUER SEUS 15 MINUTOS DE FAMA, E UMA REVISTA MASCULINA A ESPERA COMO TAMBÉM UM FILME ADULTO, O TEMPO DIRÁ!
extreme digital
-10/11/2009 às 21:02
http://extremedigital.weebly.com/1/post/2009/11/geisy-arruda-vira-febre-viral-na-rede.html
extreme digital
-10/11/2009 às 21:00
O sucesso de Geisy Arruda, fez com que piratas do mundo virtual utilizasse do seu nome para espalhar pragas virtuais por toda internet.
http://extremedigital.weebly.com/1/post/2009/11/geisy-arruda-vira-febre-viral-na-rede.html
Diogo (finalizando
-10/11/2009 às 20:45
esse caso, demonstra não só o problema nessa universidade, e sim em um sistema de ensino totalmente falho, que está muito além dos muros da instituição UNIBAN, isso não é apenas um problema de educação, e sim social.
Diogo (continuação)
-10/11/2009 às 20:43
ridicularizaodos e até insultados com palavras de baixo calão, por alunos de outras instituições que se julgam superiores aos da UNIBAN, e isso não é comentado. Como disse anteriormente, não estou defendendo nenhuma das partes, a decisão da instituição foi equivocada, quanto a expulsão, porém a muitas pessoas se excedendo na hora de defenderem a sua opinião, o que não é certo. Temos que debater, de forma imparcial, “julgar” e “condenar”, os que são realmente culpado e não expor o nome de toda uma instituição, com mais de 60 mil alunos ao ridículo. Quanto aos valores, isso não é motivo a dizer que o valor baixo, que leva as pessoas a agirem com a falta de escrúpulos que foi constatado, esse
Diogo
-10/11/2009 às 20:37
Luna, concordo com sua opinião.
O que temos hoje, são várias pessoas de diferentes orgãos, que estão julgando e condenando “toda a instiuição”, inclusive alunos, por um fato ocorrido, onde poucas pessoas se envolveram. Não sou a favor da Geisy e nem a favor da decisão da instituição, só não aceito, o fato de generalizarem o fato, manchando o nome e o currículo de todos os alunos que estudam na instituição. Fui estudante do campus em que ocorreu o incidente, e o que tenho ouvido em todos os lugares, é que os alunos da UNIBAN são vândalos, são isso ou aquilo, temos todo mundo apontando o caso da Geisy e defendendo-a, porém outras centenas de alunos estão de certa forma sendo hostilizados..
Grushka
-10/11/2009 às 19:16
For Heaven’s Sake!!!
Que falsa moral é esta?? Desde quando a vestimenta de uma estudante pode servir como desculpa ao papel ridículo em que se envolveram os estudantes da Universidade Bandeirante e a própria Uniban no episódio da estudante Geisy Arruda???
A minha pergunta fica aqui registrada:
Quantos destes “Defensores da Moralidade e da Ética na Universidade” após este vergonhoso episódio não retornaram às suas casa ávidos pela sua Play Boy, Vip, e outras tantas revistas que agora mostram TUDO da mulher sem nem ao menos respeitar a sua privacidade mais intimas?? Só pode ser devido à frustração de não terem visto o que desejavam por baixo da mini-saia da Geisy.
uma mulher
-10/11/2009 às 13:10
Tenho 55 anos.
Na minha época, agente usava micro saia, com as calsinhas aparecendo, na escola ou em qualquer outro lugar, mas naõ tinha violencia, broga e nem corrupção.
O que o vcs tem quem que combater!!
Vocês estaõ usando esta moça pra botar o rabinhao entre as pernas
Ve se vcs colocam uma faculdade, com condiçoes morais e digana e pagam melhor os seus intrutores, ai sim, teremos digidade para falar sob o que usam os alunos
E os que a ostilizaram, seja mais bem preparados
Vanessa
-10/11/2009 às 12:50
Queria muito saber o que os professores que ajudaram a Geysa tem a dizer, espero que eles sejam corajosos o bastante…
Veronica
-10/11/2009 às 12:48
E o pior de tudo é que os alunos do UNIBAN não perceberam o quão errados eles estão, vi uma aluna da faculdade na TV, durante o protesto da UNE dizendo que mulher que se veste desse modo é porque quer ser tratada como objeto! PELO AMOR DE DEUS!
Pior que homem machista são as mulheres machistas que acham que para entrar no mercado de trabalho tem se masculinizar!
JAPONES
-10/11/2009 às 10:46
O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS. É O SILÊNCIO DOS BONS. (Martin Luther King)
Rodiney da Silva
-10/11/2009 às 10:23
O caso da UNIBAN espelha muito bem a situação de nosso país. De um lado uma turba de estudantes sedentos por baderna e de outro uma jovem querendo popularidade.
Rodrigo
-10/11/2009 às 10:18
Eu acho que Geisa foi injustiçada pelo triste acontecimento………..Todos os alunos que aprontaram com a Geisa teriam que ser punidos severamente com os rigores da lei, esses alunos não podem viver em sociedade (são Vândalos)………e Geisa não fez nada de errado……….Abraço Geisa
Marcus Oliveira
-10/11/2009 às 10:06
A Uniban é uma universidade particular que tem o quarto maior número de alunos matriculados dentre as instituições universitárias do Brasil, entretanto, é a pior dentre as mais de 700 universidades, na qualidade do ensino oferecido, segundo avaliação do próprio MEC. Está, aí justificado o fato de, ao invés de expulsar quase mil membros do talibã, seus alunos, espertamente preferiu expulsar apenas a aluna, tendo em vista o objetivo meramente fianceiro. Até no Afeganistão tal notícia saiu no jornal e foi muito criticada. Onde nós chegamos.
Ana Mônica Jaremenko
-10/11/2009 às 7:57
Como será o futuro do nosso país? Com o que pensam nossos universitários e mestres… Triste sina a nossa…
Com suas atitudes de “vacas de presépio”, que “dançam conforme a música”. Seria essa geração fruto do descaso dos “desgovernos” com a educação? Que não incentiva a leitura crítica, que não quer o povo a pensar? Eis aí o resultado!
É triste ver pessoas que estão se preparando para conduzir nosso destino pensarem que “tudo foi zoeira”, “ninguém saiu prejudicado”.
E ainda dizem que somos um povo cristão… Esquecem que Raabe era prostituta e entrou na Genealogia de Jesus (Js. 02; Mt. 01:05), que a mulher pega em adultério pelos escribas e fariseus não foi condenada por Ele (Jo. 08).
Dam xD
-10/11/2009 às 3:54
Vamo mandá um salve aí proo.. proo.. ééé… prooo… eeeeh… praaa.. eeeh… eeeh… prooo…
a esqueci… vamo mandá um fodas ae pro mano q subiu na janela pra ve a cocota…e vamo mandá um salve aee proo…prooo… eeeh… paa… pooo mano careca q defeneu a cocota ae no bagulho…
e toma no cú bando de badernista q tava sacaneando a cocota coitada… é cocota mas é muié pow!!!
Alberto
-10/11/2009 às 3:19
Pois é Reinaldo, o “reitor” da Uniban, com mêdo da polícia e do MEC resolveu revogar a expulsão da estudante. Como se isso fôsse apagar toda a humilhação sofrida. Fôsse aqui na California, a Geisy poderia já ir pensando numa transferência para Harvard, contando com a grana prêta que iria ganhar no Law Suit, grana suficiente para nem ter que estudar mais e viver uma vida de rainha até morrer. Mas como estamos falando de PTóplis, vai ficar por isso mesmo. Enquanto isso o MEC, em conluio com políticos e empresários sem escrúplulos, continuará permitindo a abertura de novas Unibans.
Eduardo
-10/11/2009 às 2:37
Absurdo. “Que país vivemos??” Não é possível aceitar o ocorrido no dia 22. Mas julgo muito pior a tentativa do conselho da universidade de acobertar a fato.
No dia 22, o que ocorreu é um reflexo do Brasil. Infelizmente, para os universitários da Uniban, aconteceu naquela faculdade. Mas garanto que os universitários que estudam lá não são diferentes de muitos outros universitários por aí.
De um certo ângulo, acho ótimo isto ter acontecido. Gera debate, gera questionamento, acorda a sociedade para questões que nós convivemos. Pena que isto cai no esquecimento dentro de pouco tempo.
Devemos acordar e ver aonde estamos. O Brasil é “SIM” um país machista e preconceituoso. Infelizmente
Mônica
-10/11/2009 às 1:10
Reinaldo, também gostei muito do blog anterior a este, e um comentário que me deixou intrigada foi o de uma pessoa que disse que o Brasil era a terra do samba, do carnaval, da praia e da prostituição. Eu fiquei intrigada, será que todas as mulheres do Brasil e no ano todo ficam sambando, nas praias e só pensam em sexo? Acho que existe uma “fantasia da mulher brasileira”! Ela não é vista na sua totalidade. Será que não são vistas as mulheres brasileiras que estudam, trabalham e sonham com um amor, com filhos e em construir uma família?
Jesus Carlos
-10/11/2009 às 1:10
Acho arbitraria a atitude da UNIBAN no caso da Geisy quando da decisão de expulsa-la da faculdade e foi bom eles terem voltado atrás nessa atitude narcisista, mas isso não me impede de comentar à luz da razão, que o fato dessa moça usar roupas provocantes e pelo que deu a entender, com a conivência da mãe, apesar de entender que entre conversa particular da família com essa moça, tenho certeza que tanto a mão com o pai não concordam com a maneira dela se vestir o que me faz acreditar que na sociedade atual e principalmente entrando na área de família, está acorrendo uma inversão de valores, ou seja, o rabo hoje é quem esta abanando o cachorro e deveria ser o contrario, dai a degradação da família.
Pitt
-10/11/2009 às 0:55
Que bom saber que ainda existem homens que gostam e se preocupam com as mulheres, eu achei que estava se tornando uma raça extinta! Isso dá um alívio ao coração!!!!!
Priscila
-10/11/2009 às 0:36
Eu só discordo de um ponto: a crítica ao valor das mensalidades 199,00, ou seja, se fosse maior, a educação seria melhor??? Ou seja, quem paga mais seria a classe mais alta, assim sendo um valor baixo atraem pessoas de menor poder aquisitivo. E seriam estas pessoas as responsáveis pela desordem ( os pobres?)
Acho que o problema está nas “estruturas” da faculdade, ou na falta delas… Também na questão de obrigar quem não quer ou gosta de estudar a obter seu diploma! E um terceiro fator que ninguém apontou: drogas!
A violência conta a mulher é fato real e verídico, mas é impossível aquele motim com pessoas conscientes e lúcidas…
gladson alves do nascimento
-10/11/2009 às 0:28
Quando adentra-se como aluno em uma Universidade é esperado o convívio com o plural, com idéias diferentes, com pessoas diferentes. Desta união de pessoas e de idéias diferentes surge a maturidade do aluno, sem nunca esquecer do estudo. Ora, a falta de maturidade dos alunos é compreensível, porém, a total falta de maturidade de integrantes da administração da Universidade é inaceitável. No caso em debate, várias foram as posições errôneas tomadas: roupa curta por parte da aluna, protestos e manifestações exageradas e intolerantes dos alunos e, por fim, o acatamento e absorção do exagero pela Universidade, que expulsou erroneamente a aluna. Tudo deveria ter sido tratado internamente.
Verusca
-10/11/2009 às 0:22
Caro Sr.
Essa lamentável baixaria, (réu e vítima), talvez seja devido ao slogan: UNIVERSIDADE PARA TODOS.
Esperem o estrago maior quando a gurizada que esta sendo promovida chegar a universidade com a inventada “bolsa tudo”.
Felizes serão meus netos que provavelmente “estudarão” de sunga e fio dental, afinal, moramos num país tropical.
Aí !!!. …Que calor!!!!!!
Priscila
-09/11/2009 às 23:43
Sinceramente, a Uniban mostrou que não tem competência nenhuma para existir como uma Universidade, não só a postura dos universitarios, mas também a falta de caráter e mentiras proferidas confirmam isso. Realmente dalí só dá para sair um bando de boçais… ( cuja tendência é só destruir).
Agora fiquei indignada de ver o perfil do corpo docente, é por isso que a educação no país não vai para a frente!
Senhores, a responsabilidade de uma Universidade é muito grande! Não é só receber as mensalidades e encher as salas! TEM QUE PRODUZIR RESULTADOS POSITIVOS PARA A SOCIEDADE!
Qual a razão da Uniban existir? Para aumentar o nº de alunos com curso superior no país?
Priscila
-09/11/2009 às 23:33
PARABÉNS UFRGS, vocês mostraram o que é ser uma Universidade de verdade! Esse é o melhor exemplo da juventude e da educação do país!
Muito obrigada a todos vocês, pois vocês defendem não só a aluna, mas a toda e qualquer forma de discriminação, violência e desrespeito para com a mulher, que precisa ser vista como um ser humano, com sentimentos, sonhos e emoção!
Priscila
-09/11/2009 às 23:30
PARABÉNS UFRGS, vocês mostraram o que é ser uma Universidade de verdade! Esse é o melhor exemplo da juventude e da educação do país!
Muito obrigada a todos vocês, pois vocês defendem não só a aluna, mas a toda e qualquer forma de discriminação, violência e desrespeito para com a mulher, que precisa ser vista como um ser humano!
Bruno
-09/11/2009 às 23:25
Fico triste quando vejo qualquer agressão desnecessaria e preconceito, seja contra mulheres, seja contra homossexuais, seja contra seguidores de um ou outro partido politico…
Nao acho que devamos estar sempre de acordo com tudo e com todos mas quando discutimos a nossa diferença de opinião isto deve ser feito respeitando o outro, nunca se achando superior.
Por isto tinha parado de ler este blog. Por alguns posts do autor mas sobretudo por posts de muitos leitores.
Como sou curioso e gosto de ler e ouvir todo tipo de opinião, voltei aqui hoje. E vou dormir contente. Parabéns, o senhor é mesmo um grande jornalista.
Antonio
-09/11/2009 às 23:23
O que mais me impressionou neste caso nao foi o fato de a faculdade ter chamado a atencao da aluna com a saia curta (ou curtissima) como disseram. Mas, os proprios alunos e alunas embarcaram no “linchamento” psicologico. Quando estava na faculdade tanto na graduacao ou mestrado, nem os homens poderiam usar calcas curtas. Fiz engenharia na FEI ,no meu tempo a FEI era conhecida como “Navio Pirata”, com apenas homens e “canhoes”. Alunos nao podiam usar shorts , as pouquissimas alunas podiam usar saias como de um certo comprimento.
Mas, se esta aluna tivesse aparecido na FEI com sua mini-saia seria aplaudida e transformada em musa, nao vaiada.
Fetpe
-09/11/2009 às 23:22
A menina e linda,e inteligente. As pessoas que falam mal dessa menina so ajudam ela a se fortalecer. As mulheres deveriam se unir e ir contra esse preconceito, pois elas perderao o direito de usar certas roupas, por causa de atos como esses. Como vc acha que as mulheres no mundo arabe perderam o direito de mostrar o rosto? Por causa de pessoas preconceituosas, que criaram regras. Mostrar partes do corpo nao tem nada a ver com ser decente ou nao.As pessoas que fazem essa criticas violentas a essa menina devem perguntar a si memos-como vai a minha sexualidade? Com certeza essas pessoas nao tem a minima confidencia com o proprio corpo, e nao se sentem bem usando roupas que acentuam o corpo.
leila
-09/11/2009 às 22:40
De acordo com as imagens que tive acesso nao achei o vestido tao curto assim.
Mas tambem li que era muito curto que aparecia a dobrinha (o q e horrivel) Mas o que mais me chamou a atencao e que de acordo com a nota de expulsao, a aluna ja teria sido admoestada quanto a comportamento extravagante ….
Num pais como o Brasil onde a p*taria impera e governa, onde nao e dificil mesmo acreditar que a garota era prostituta de luxo…
Isso e muito mais grave do que um caso isolado, nossas filhas continuamente ameacadas pelo assedio a prostituicao.
Mas isso ninguem ve, nao e mesmo Reinaldo?
Do Sul
-09/11/2009 às 22:31
Não se enganem, a UNIBAN está tentando, apenas, reduzir o valor da possível indenização que a universitária e seu advogado pretendem obter, aliás, com justo motivo. Entendo que será fácil caracterizar a afronta ao art. 5º da CF, de resto, cópias de jornais mostrando a exposição indevida. Em breve ela terá que mudar de instituição, nada mais normal do que o que os fatos provocaram. Quanto ao adv da UNIBAN e seu visual, apenas tristeza. Michel Foucault ficaria muito triste se o profissional fizesse menção as suas obras para justificar seus comentários, principalmente a mencionada no post. Porém, o que se extrai de mais importante de todos os fatos, a qualidade da educação universitária.
Smogunner
-09/11/2009 às 22:27
Reinaldo,
Há algum tempo tenho certas reservas por suas opiniões por serem, em alguns casos, inaceitáveis de meu ponto de vista.
Entretanto, neste post vejo que estava enganado. Você demonstrou, mais uma vez, ser mais inteligente, libertário e honesto do que eu presumia.
Obrigado, Reinaldo, por mostrar que eu estava perdendo opiniões valiosas por discordar em determinados pontos de suas opiniões.
Carlos
-09/11/2009 às 22:15
Antigamente a escola e a universidade impunham suas regras àqueles que nelas queriam estudar. No mundo inclusivo de hoje se qualquer universidade tentar deliberar sobre a vestimenta de seus alunos será linchada pelos porta-vozes do senso comum.
Como a UNIBAN não impôs seus próprios códigos, nesse vácuo o que vale é o código do grupo de alunos, que considerou que algum decoro foi ofendido. E devolveu a ofensa.
Não adianta estrilar. Essa geração que vaia uma mulher de saia curta foi toda “educada” para agir “criticamente”, não sendo mera espectadora e sim agente da “transformação” da sociedade em que vive.
Taí o resultado.
Rogério Silfar
-09/11/2009 às 21:25
Não concordo em algumas coisas, porém concordo em outras. Errou muito a Universidade, com certeza, pois o vestido ou saia não era tão curto assim.Porém a moça poderia ter evitado tudo isso, mas…cada um se veste como quiser. Quanto àqueles marmanjos que tentaram agredir a moça, e que se dizem estudantes, é óbvio que são uns boçais, e isso é muito grave, pois esses idiotas vão ser futuramente os médicos, advogados, políticos, professores, empresários, jornalistas etc no país.Com tantas coisas pra protestar, esses tolos e energúmenos foram selvagemente agredir a moça. Misoginia é pouco, são uns psicopatas e masturbadores.Coam um mosquito mas engolem um camelo.
Jorge Marum
-09/11/2009 às 21:25
Reinaldo, acabo de receber uma informação (não confirmada) de que a UNITALIBAN estaria voltando atrás na sua absurda decisão de expulsar a moça. De qualquer forma, esse absurdo não resiste a uma análise sumária do Poder Judiciário. Ainda há juízes (e promotores) em Berlim!
ieda dias
-09/11/2009 às 20:55
Final feliz. Quer dizer, o final acho que ainda não chegou ao fim. Melhor esperar mais um pouco pra comemorar.
eidia/bh
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com
Alex
-09/11/2009 às 20:37
Um absurdo a UNIBAN expulsar a vitima. Este ato deu sinal verde a barbarie. Uma vergonha. Mas no Brasil do lula atos vergonhosos, feitos diretamente pelo governo ou nao, viraram rotina.
Rômulo
-09/11/2009 às 20:10
Reinaldo, você reclamou que não havia mobilização para defender a estudante, e aí está.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/09/ult5772u6009.jhtm
Penso mil coisas quando vejo a Sabrina Sato nesse contexto. Mas, como tenho medo de ter meu comentário vetado, faço igual aos macaquinhos: não ouço… não vejo… e, principalmente, não falo…
Erika
-09/11/2009 às 20:06
Uniban/Taliban - explico: devem querer que suas alunas andem de burca…
Wesley
-09/11/2009 às 20:06
Reinado, você sugeriu que se deixássemos os agregados da pensão do Zelaya se reproduzirem, em três gerações teríamos primatas habitando aquele lugar. Acho que Zelaya e sua turma têm muito o que aprender com os “alunos” da Uniban. Como você mesmo diz sobre os EUA e o Brasil, para chegar a ser aluno da Uniban, Zelaya teria que regredir demasiadamente.
Erika
-09/11/2009 às 20:03
Não me surpreendeu descobrir que a Uniban/Taliban ocupa o lugar 159º no ENADE num total de 175 universidades…
A Uniban sim pode considerar que plantou o que colheu: ganhou a ira de grande parte da sociedade, do Ministério da Educação, do Senado, da OAB e da classe artística que já faz o movimento ROSACHOQUE no Twitter em favor das mulheres - e todos mais - vestirem a roupa que quiser.
Tamanho alvoroço por um vestido rosa de mangas compridas e sem decote. Acho que vai virar moda nesse verão na SPFW. haha :o)
Barbosa
-09/11/2009 às 19:57
É NA NASCENTE QUE SE BEBE AGUA LIMPA!
Reinaldo seu blog tem sido a melhor nascente e que nos últimos tempos tenho satisfeito minha sede de lucidez e sabedoria.
Neste caso Geysa vc foi o primeiro a pontuar uma crítica certeira e em todas as outras também.
Parabéns, essa nascente é de água mineral, sem pre-sal!
Hyury
-09/11/2009 às 19:56
Tio Rei,
Posso estar enganado,mas ainda não vi nenhuma declaração do governador José Serra sobre o assunto dessa moça que foi expulsa da uniban.Tudo bem que a competência para tomar providências nesse caso é do MEC, mas por ter acontecido no estado de SP, talvez fosse de bom tom dar alguma mensagem de apoio à moça e cobrar publicamente pela punição de todos os envolvidos nessa história absurda.
Uma justificativa seria de que ele não quer se envolver dessa forma para não entenderem que ele possa estar tirando proveito eleitoral desse caso.
abs,Hyury.
araí
-09/11/2009 às 19:52
uniBAN__TaliBAN !!!!!
reinaldo
-09/11/2009 às 19:52
Acrescentaria que jornalista como você tem um papel fundamental como agente de mudanças.O ocorrido na UNIBAN é apenas uma ponta do ICEBERG.
O ensino superior privado no Brasil (com várias e honrosas exceções que você conhece) está se tornando uma banca de feira.Quer um diploma? Cursos a partir de R$ 199,00 MÊS(Fonte: Site da UNIBAN -http://www.uniban.br/). Antes de ser uma exceção este comportamento PROMOCIONAL é quase regra entre as faculdades privadas. Sei de caso de professor que foi trocado por ser “feio”. Há também pressão para aprovação automática dos alunos (qualquer reprovação precisa ser meticulosamente explicada, o contrário nunca precisa).
A ética é jogada no lixo: entre seguir os princípios que estão no próprio site,a UNIBAN preferiu ficar ao lado daqueles que trazem as receitas imediatas (600 x uma).Resumo da ópera: como os alunos não precisam se preocupar com estudo (apenas com a mensalidade) sobra tempo para atacar uma aluna. Se houvesse ESTUDO sendo cobrado o aluno diria “deixa isso pra lá, preciso estudar”. Como não precisa estudar só pagar sobra tempo para atacar uma aluna.
Adilson
-09/11/2009 às 19:21
Peço desculpas pelo comentário anterior.
Na verdade, eu não estava encontrando os comments que postei sobre o post “barbárie fascistóide”, mas agora, depois de procurar entre as quase quatro centenas, eu o encontrei.
Desculpas novamente. Desconsidere-o, por favor.
Papai Sabetudo
-09/11/2009 às 19:21
Resisti o quanto pude em comentar o fato da UNIBAN, porque estúpido e não acho que mereça meus comentários.
Acabo de ler que a tal universidade recuou e suspendeu a suspensão da garota do vestido vermelho.
E nada mais disse…
O programa do Datena mostrou no flagrante uma estudante concluinte que diante dos microfones disse que é cem por cento a sua universidade e que “não quer saber dos motivos que a levaram a expulsar a garota”. Como se vê, isso ocorreu pouco antes da desistência da expulsão.
Ela dizia, entre outras sandices, que não quer que se refiram a ela como a aluna “daquela faculdade”!
Agora é tarde! O mal está feito!
Castro
-09/11/2009 às 18:56
O caso Geisy mostra que a decisão da UNIBAN (expulsão da aluna) tem um viés econômico importante, ou seja, melhor expulsá-la e assegurar que os trogloditas que a agrediram continuem a pagar polpudas mensalidades e permaneçam fiéis à instituição, liberados para novas algazarras e badernas.
Percebam que ao expulsar Geisy a instituição opta pelo mais simples (e também mais obtuso) e mais comercial. Melhor desagradar um ‘cliente’ do que dez, vinte, cem.
É isso aí, o caso Geisy faz um recorte do (mal) ensino privado no Brasil: a ética sobposta aos mais infames interesses econômicos, comerciais, mercadológicos ou o que o valha.
Renato Santos
-09/11/2009 às 18:52
Postado abaixo por Luna: “vcs acham … que é correto que todos os alunos da Uniban paguem pelo ‘crime’ … inclusive de outros campus … o que eu não suporto é que … as pessoas colocam todos os alunos da Uniban no mesmo balaio … a a questão é ver se vcs todos que enchem o peito pra defender X ou Y, não estão prejudicando milhares de alunos que estudam …”
Minha cara, o mínimo que voces, alunos dissidentes, devem fazer é vir a público e repudiar o ocorrido. Organizem uma passeata, uma manifestação … senão vão pro mesmo balaio mesmo. Foi fácil juntar mil pra chamar de puta não foi? Então, se há realmente dissidentes, não vai ser dificil juntar uns 50 para defender a Geisy, não é?
Marcus A. Oliveira
-09/11/2009 às 18:47
Esta UNIBAN, na avaliação dos cursos universitários feita pelo MEC, foi a última classificada, entre cerca de 700 avaliadas. Ao invés da perseguição preconceituosa à aluna pelo uso de mini saia, o que é mais do que normal, desde os anos 60,deveria preocupar-se com a qualidade do ensino que oferecem aos seus alunos.
No meu entender, pela reação absurda de possível linchamento da moça, o seus corpo discente merece a universidade onde estudam.
Sugiro, no futuro, em nome dos bons costumes, no âmbito da instituição (inclusive por empregados e professores), o uso da burka, pelas mulheres, e daquele camisolão usado pelos homens no Afganistão, um país de vanguarda no mundo.
Rose Perito
-09/11/2009 às 18:45
A Uniban (Universidade Bandeirante) revogou no início da noite desta segunda-feira a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto. A decisão foi anunciada em nota, porém, não traz detalhes sobre o que fez a reitoria mudar de ideia.
Fonte: Folha on line.
O QUE FEZ A REITORIA MUDAR DE IDÉIA? A REAÇÃO DA MAIORIA CONTRA A UNIVERSIDADE!
SE A REAÇÕA FOI NEGATIVA, SIGNIFICA PERDA DE CLIENTELA (NOVOS ALUNOS, PRINCIPALMENTE).
Chris
-09/11/2009 às 18:40
Esse caso me deixou perplexa.
Quando eu penso que cheguei no limbo da perplexidade, aparece um fato novo pior que o anterior.
O Conselho Nacional de Educação e o Conselho Estadual da educação, nos devem uma explicação sobre em que esses senhores contribuem para a educação do Brasil.
E os alunos da Uniban que se dizem tão preocupados com a reputação da faculdade, não entenderam uma coisa: a reputação da Uniban já era um lixo antes do incidente. E ficou muito pior que um lixo, se é que dá pra se pior que um lixo, devido à atitude dos linchadores e da direção. Não foi por causa da moça do vestido curto.
Rex
-09/11/2009 às 18:28
Tio Reinaldo, muito boa tarde, muita saúde:
Nas empresas se costuma falar em “espírito de corpo”, o próprio Jung fala em inconsciente coletivo. Acho que o que o aconteceu tem a ver com o “espírito petralha”, que está no ar. Terrorismo puro, são os integrantes do “MST” das universidades. Porisso vejo com reservas o apoio de UNE, ONGs, MEC. Hipocrisia, são todos comunistas. Nos Mensalões, Aloprados, Dólares em cuecas, onde eles estavam? Agora querem fazer média pensando nas eleições. Só desejo que os jovens que votarão no próximo ano estejam atentos. Reajam ao patrulhamento. Para que não aconteça novamente o “sem medo de ser feliz”.
Marília
-09/11/2009 às 18:23
Impressionante como de tempos em tempos afloram os instintos mais primitivos do ser humano, sob pretextos absolutamente incríveis. Desta feita, era o vestido curto de uma jovem faceira e sedutora. Afinal, o que tem isso de mais?
Na verdade, o falso moralismo e o preconceito estão aí, à espera, camuflados, monstruosos, para mostrar suas garras…
Ana
-09/11/2009 às 18:16
Reinaldo, estou cada vez mais fã desse blog MULHERISTA. Parabéns por conseguir manter a clareza no meio do mar de sofismas que envolvem esse caso.
gonçalves
-09/11/2009 às 18:01
Que tal chamar esta universidade de UNIBAM-BAM? Lembram-se do personagem dos Flintstones, o Bam-Bam? É um menininho que vive na idade da pedra, não se separa de sua borduna e, como dezenas de meninos da UNIBAN, parece não ser capaz de falar mais do que “bam-bam”…
Gonçalves
Luna
-09/11/2009 às 17:45
vcs acham mesmo que é correto que todos os alunos da Uniban paguem pelo ‘crime’ dos selvagens e da diretoria da faculdade? ofender TODOS os alunos da Uniban, inclusive de outros campus por causa do que aconteceu naquele campus é correto? não é mais uma prova de preconceito? o que eu simplesmente não suporto nesse caso é que é um preconceito sendo coberto pelo outro, as pessoas colocam todos os alunos da Uniban no mesmo balaio e querem posar de bonzinhos na defesa da menina.
A questão não é quem tem culpa, a questão é ver se vcs todos que enchem o peito pra defender X ou Y, não estão prejudicando milhares de alunos que estudam lá e não tem nada a ver com isso.
Maria
-09/11/2009 às 17:44
Vejam o protesto na UFRGS sobre ” O Caso Geisy Arruda”.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=85068&channel=49
celia maria
-09/11/2009 às 17:41
E pensar que entre esses estudantes , com esse comportamento
asqueroso teremos futuros juizes. Abraços , Reinaldo
FALEI E
-09/11/2009 às 17:40
- O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e a deputada Ângela Portela (PT-RR) querem que a Comissão de Educação da Câmara faça uma audiência pública para debater os fatos que levaram à expulsão da estudante Geisy Arruda da Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Os dois irão protocolar o requerimento na tarde de hoje e querem que a Comissão já vote o pedido na reunião desta quarta-feira.
REINALDO , NÓS COBRAMOS ATITUDE , AGORA ELLES SE MNIFESTARAM , VAMOS VER NO QUE VAI DAR…
Francis
-09/11/2009 às 17:40
Que a faculdade e uma porcaria , isso e, que toda aquela gente e uma porcaria, isso e, que a garota do axe e uma porcaria, isso e…
No fundo estamos sendo dominados por essa grande porcaria….Sao os chaves, os correa, os zelaia, enfim ….Cem anos de solidao ……mas o recado parece ter sido esse…..Nao vale tudo. acho que o pessoal ja ta meio cancado de tudo isso…
Paulo Sá
-09/11/2009 às 17:30
Se o advogado vivesse nos tempos bíblicos poderia se chamar Décio Pedra. Quando Jesus dissesse: “aquele que nunca errou, que atire a primeira pedra”; Décio jogaria a pedra bem na cara de Madalena. Seria então indagado por Jesus: Nunca erraste? Ao que Décio responderia: Dessa distância, nunca, Mestre.
RUE
-09/11/2009 às 17:17
Reinaldo:.Cometemos o erro de achar sempre que onde há um inocente deve haver um culpado obrigatoriamente.Não pensamos que pode haver culpados no plural.O caso dessa jovem ,na minha opinião, é que tanto ela quanto os alunos foram agentes e culpados. Ela, porque usou uma roupa inapropriada para a ocasião e os alunos, porque são cafajestes e grossos. Existem padrões de comportamento e não podemos fugir disso.Até onde a moça poderia ter ido?Assistir aula de tanga?Quem determina os limites?Mini saia? Até que cumprimento?Ou vale tudo e temos que respeitar as diferenças e ela que vá á universidade do jeito que quiser, até pelada? Ah, pelada não! Por que não?
Vera L.
-09/11/2009 às 16:45
Reinaldo quando vi o sujeitinho de cabelo arrepiado e com uma gominha básica já senti que dentro da “cabecita” tem titica de galinha. Cafajeste, essa levantada de saia que ele alega é o fim da picada, bem coisa de boçal. Agora estamos falando dos Uni-Talibans homens,mas as mulheres talibans é que é brabo, afinal ali qualquer uma pode ser a próxima vítima, quando se fala de maioria contra minoria é só quando se individualiza porque a maioria das pessoas, no caso mulheres, são SEM ONGs,não são ligadas aos tais movimentos sociais, negros,ligas femininas e outros bichos, quase todas no Pais de Lula correm perigo.Está na hora das Uni-Taliban se coçarem e ficarem ao lado de Geysa.
Fabio
-09/11/2009 às 16:40
…Continuando: Fui execrado pelos meus colegas de classe quando decidi levar a conhecimento do Ministerio Publico que uma professora de Recursos Humanos havia, em sala de aula, dito “que detestava crioulos, que nao tolerava gente preta”. A materia saiu foi publicada pela imprensa local e a faculdade abriu sindicancia para apurar os fatos e passou a me tratar como culpado. O julgamento que os Administradores e os estudantes fizeram foi o seguinte: “Voce queimou o filme da Faculdade! Nossa faculdade agora e’ mal vista por sua culpa”. Acredito que essa moca esta’ sendo punida pelo mesmo pensamento chinfrim corporativista.
PILINCHO-PAMPEIRO
-09/11/2009 às 16:34
Majestade, boa tarde.
Quero propor aos empresários,comerciantes,empreiteiros,industriais e a todos aqueles segmentos que geram empregos que BOICOTEM candidatos portando “diploma” dessa universidade , paradigma da anti-civilização.
Saudações .
Fabio
-09/11/2009 às 16:33
Ja’ passei por uma situacao semelhante a dessa moca. Quando estudava em minha faculdade fajuta de Administracao em Vila Velha-ES
Márcio
-09/11/2009 às 16:12
Rei,
Um assunto off-topic, mas tb sinal dos tempos desse pensamento indigente das esquerdas.
O presidente do Palmeiras, ao reclamar da arbitragem, mandou a seguinte pérola: “Adianta fazer protesto? A única coisa que se pode fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse.”
Ou seja, a via institucional não serve e ele estimula um crime, o que aliás é um crime por si só. Duvido que seja criminalmente punido por isso.
Ah, claro, com esse tipo de pensamento, só podia ser um petralha mesmo, o velho companheiro Luiz Gonzaga Belluzzo.
Vera L.
-09/11/2009 às 16:10
Reinaldo Lula bestializou o Brasil, hoje vendo a Ana M B e Sandra Anenbeg, sempre tão indignadas com o “social” estavam reticentes DEMAIS da conta em CONDENAR os Uni-Taliban, Sandra com aquela cara de purinha, mostra um vídeo em que Geysa reconhece que o vestido estava curto, qual a da nossa jornalista?Esse caso é MUITO POLÊMICO, diz a dita.Achei o fim da picada.Jornalistas, AMB, vivem falando do DIREITO das mulheres, quando acontece a barbárie ficam em cima do muro, vi o programa só até aí, só esse pedaço mostra o País de LULA,onde apresentadoras de TV e jornalistas custam para entender o que está acontecendo, esse é mais um motivo para estar aqui, onde UM HOMEM está A FAVOR das MULHERES.
richard smith
-09/11/2009 às 16:07
Ah, meu caríssimo Soberano!
Que frase essa a sua:
“Já não precisamos ter dúvidas sobre o alcance da barbárie”!
Faz tempo, querido amigo, faz tempo…
Adilson
-09/11/2009 às 16:02
Continuando as conclusões, como Reinaldete que sou.
5. Não me referindo ao caso Geisy (não filmei, nem pus no youtube, logo não existe), mas genericamente falando: se uma mulher bonita, com as partes posteriores avantajadas, expõe as mesmas (e as frontais) descobertas, em público, em locais onde passa muita gente, onde estudam minhas filhas e sobrinhas, eu tenho que gostar muito, e tratá-la como uma lady.
Por quê? Porque sou homem. Se não gostar da situação, estarei sendo um afeminado moralista, que não respeita os direitos individuais.
6. Se eu fosse mulher, eu também teria que gostar quando um homem fizesse a mesma coisa. A não ser que fosse lésbica.
Como vê: aprendi muito!
Renato Santos
-09/11/2009 às 15:57
Ainda sobre a reação das pessoas que observei e comentei no post anterior (que apoiam o “apedrejamento” da aluna) …. o que me faz ficar mais triste é que é este tipo de gente que dá apoio às ações, digamos, “bolivarianas” destes nossos governantes. Se o conceito de respeito ao próximo não é compreendido nem praticado por parcela tão significativa da população, como esperar a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática?
Adilson
-09/11/2009 às 15:52
Deixa ver se entendi (porque também tenho filhas e sobrinhas pra explicar).
1. Uma mulher (e, pela lógica, também um homem) tem o direito de mostrar a genitália em público e lugares de grande concentração.
2. Se sou “mulherista”, devo defender que as mulheres exponham a genitália, na universidade. Se eu for homista, devo defender que só os homens o façam.
3. Se minha filha não gostar da atitude do sujeito que se exibe no meio do patio, ela é uma selvagem.
4. Se a diretoria, após abrir sindicância, ouvir todos as testemunhas, decidir que houve motivo para punição, ela é fascistóide. A não ser que também tenha filmado a referida “autoexposição”. Testemunhas não valem; só o youtube.
Renato Santos
-09/11/2009 às 15:50
Estou muito espantado com a reação da camada, digamos, menos escolarizada da população. Fiz uma pesquisa informal hoje aqui na empresa e TODOS os empregados menos escolarizados que abordei -porteiros, motoristas, serventes, … - concordam com a expulsão.
Observei também que nos jornais mais “periféricos” é bem grande o apoio à expulsão. Vide por exemplo opiniões em alguns jornais:
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/560925-como+voce+avalia+a+expulsao+da+aluna+envolvida+em+escandalo+por+causa+de+um+vestido.html
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=1&id=5776999&titulo=Policia+Civil+abre+inquerito+para+investigar+ofensas+a+estudante
Ferrabraz
-09/11/2009 às 15:44
A Uniban representa o ABC, curiosamente e não por coincidência o berço dos petralhas. Moral dúbia e ética rastejante é o modelo vigente nestas redondezas.
economista
-09/11/2009 às 15:35
O que a UNITALIBÃ fez, culpando a vítima por ter sido perseguida e ameaçada, é o mesmo que faz o sr. Pimenta Neves. Como se sabe, ele alega que a sua ex-namora, morta por ele com um tiro na cabeça, e indefesa, provocou a sua ira.
luiz
-09/11/2009 às 15:25
Mister Rei, Dona Reinalda, vcs não leram isso?
G… disse:
novembro 9, 2009 às 9:57 am
Prezados: contra argumentos não há fatos. Impressionante a quantidade de pessoas “convencidas” da inocência da moça. Isso demonstrar como é fácil fazer a cabeça das pessoas. Em nome de uma democracia libertária… blábláblá
Fiquei com NOJO:
O sujeito compArou Reinaldo Azevedo a algum baseado qualquer que “faz a cabeça’.
Dona Reinalda disse: estou aqui com as chaves na mão mas não encontro… continuo na busca para conduzi-lo à saída.
neo-liberal otimista
-09/11/2009 às 15:23
Lá vem o leitor Cyrano com seus argumentos estúpidos, imbecis e MACHISTAS: o velho e surrado “o que é bonito é para se mostrar” !!! Então, Cyrano, libera geral, vamos exibir filmes de sexo explícito na Sessão da Tarde, não é mané ??? Vamos liberar o bikini nas escolas, universidades, repartições públicas e empresas !!! Afinal de contas, o que é bonito é pra se mostar, não é mesmo ??? Se depender de degenerados como o Cyrano, o pouco de civilização que ainda resta no Brasil, vai mesmo vaso sanitário abaixo !!!
Leonardo Vieira
-09/11/2009 às 15:19
E ainda me vem uma ministra nao sei de que afirmar que se a faculdade queria que a aluna se vestisse de determinada forma, que publicado “normas” antes.
Então quer dizer que o bom senso de como se vestir numa sala de aula, de agora em diante, deve ser determinado e ensinado às pessoas?
Logo chegará o tempo em que faculdade irá parecer uma boate ou esquina da vida, se o barco continuar nessa toada.
OBS.: Amo femeas também!
Newman
-09/11/2009 às 15:15
E o vexame da Uniban já está correndo pelo mundo.
reynaldinho
-09/11/2009 às 15:14
Ela já estava condenada,mais dia, menos dia ela pediria a transferência. Ninguem suporta o assédio de 600 ou 800 ou sei lá qtas pessoas por muito tempo,”espanar” é da natureza humana. A Uniban foi burra,burra duas vezes,no início e no fim, Eu não ví,mais pelo barrulho ela deve ter um bundão.Quem tem as imagens por favor publiquem,todo munda fala e ninguem viu nada ,não é Rê.
Leonardo Vieira
-09/11/2009 às 15:13
Continuando…
No meu tempo de escola e até universidade (tempo nao muito distante, tenho 30 anos) era inimaginável uma aluna se vestir dessa forma, como alguém que vai para uma boate ou uma meretriz.
Veja bem, nao que isso seja motivo para o que aconteceu, mas inegavelmente, foi o ponto crucial da questão. A falta de educação dos alunos, pode ser facilmente atribuída à própria “vítima”, que não se portou como deveria numa faculdade.
Entre os que voce chama de potenciais estupradores, haviam muitas alunas. Será que essa história está sendo contada da forma como exatamente aconteceu?
Leonardo Vieira
-09/11/2009 às 15:09
Continuando…
No meu tempo de escola e até universidade (tempo nao muito distante, tenho 30 anos) era inimaginável uma aluna se vestir dessa forma, como alguém que vai para uma boate ou uma meretriz.
veja bem, nao que isso seja motivo para o que aconteceu, mas inegavelmente, foi o ponto crucial da questão. A falta de educação e bom senso dos alunos, creio
Diogo
-09/11/2009 às 15:06
Reinaldo, a oab condena a atitude da Uniban.
http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=18415
Leonardo Vieira
-09/11/2009 às 15:06
Caro Reinaldo Azevedo.
Todos os dias visito o seu blog e fiquei satisfetíssimo ao descobrir que no Brasil ainda existiam pessoas honestas como você.
Pela 1ª vez, desde que acompanho seu trabalho, vou discordar, em parte, das suas idéias.
Você está corretíssimo ao criticar a postura um tanto quanto desproporcional que tomou conta dos alunos na ocasião do fato. Realmente aquela algazarra numa “faculdade” parecia mais coisa dos meus tempos de 5ª série.
Mas baseado em que voce chama aquelas pessoas de potenciais estupradores? A moça em questão realmente sofreu esse risco? Essa informação é verídica?
Aninha
-09/11/2009 às 14:52
A sociedade é tão hipocritamente correta atualmente que aceita a exceção como regra. A UNIBAN nada mais é que o retrato da flagrante desigualdade social e educacional que assola este país. Tanto a aluna quanto a instituição estão sendo o boi de piranha da incompetência de orgãos governamentais e moralistas de plantão. Respeito sua opinião mas gostaria de saber o que se pode esperar de alunos que são classificados como analfabetos funcionais quando recebem seus certificados de conclusão do ensino médio? Onde estão os pais desses garotos? O problema não é o vestido da moça e sim a responsabilidade que todos nós, como cidadãos, temos de exigir que a edução de qualidade desça dos palanques.
MarceloCB
-09/11/2009 às 14:41
Parece que a Uniban conseguiu uma proeza: editar o AI-51
Sinal dos tempos de autoritarismo, patrulhamento, intolerância e burrice, sob a influência de uma cachacinha…
Cavallieri
-09/11/2009 às 14:39
Humm!
Usar droga, pode. Traficar não! Nâo me parece coerente, mas é a lei.
Assaltar não pode, mas não se pode linchar o ladrão. Ótimo!
Matar não pode, mas não se pode linchar o assassino. Ótimo!
Provocar os meninos não pode e dá direito a linchamento. Ooops!
Acho que a máquina petralha conseguiu em 7 anos minar o mínimo entendimento do que é democracia.
cristina
-09/11/2009 às 14:38
tenho a estranha sensação de que em tempos de Lula, de Dilma (recebi um e-mail esta semana com o histórico dela num documento, com fotos , datas , apelidos, etc… tudo que eu já sabia, mas que a maioria das pessoas ainda ignora: seu passado de terrorista), as pessoas estão sem noção nenhuma do que é certo, do que é errado, antes as pessoas se esforçavam p falar e escrever corretamente, hoje parece que é bacana falar errado.É um absurdo o caso dessa pobre moça e não vejo ninguém sair em sua defesa, vc falou tudo: misoginia pura e não é só lá não, vivemos uma fase muito estranha…
Renata
-09/11/2009 às 13:46
Só concluindo… esposa, mãe e duas filhas todas na mesma casa? Ô doido, Reinaldo! Ai de vc já de cara em casa se não for ardorosamente mulherista e filógino, hehehehe…
E ai de nós mulheres, cujo “bailado debaixo desta sua saia godê” involuiu pra corcoveadas de “eguinha pocotó”. Eram os primeiros sinais do avanço da trogloditice em crescimento acelerado e não percebemos isso, de modo q “já não precisávamos ter dúvidas sobre o alcance da barbárie por aqui, muitos anos antes desse fato” (como escreveu abaixo o leitor Luiz Ricardo).
Depois criticam os muçulmanos.
Adriano Casemiro
-09/11/2009 às 13:45
A questão sobre a expulsão da garota é exclusivamente venal. O caso repercutiu muito além dos muros da escola e uma providência, uma resposta da direção foi necessária. Quais as alternativas? Proteger a vítima de estupro (ainda que tentado) esbarra na necessidade de punir cerca de 700 marmanjos pagantes.
Inverter a história e assumir uma postura de falso moralismo significaria algum desgaste para a instituição, mas a perda de apenas uma mensalidade, custo desprezível, se comparado à primeira alternativa.
A bola agora está com o MEC que deverá decidir se pune a instituição, que recebe verba federal do PRO-UNI, ou, nada fazer para proteger a sociedade dos fundamentalistas da UNIBAN.
Paulo Henrique
-09/11/2009 às 13:44
(O destaque em letras maiúsculas é meu)
Trote é prática proibida na UNIBAN
A UNIBAN Brasil alerta seus alunos veteranos e futuros calouros que a prática do “trote estudantil” sempre foi proibida dentro de suas dependências e arredores. Em seu Regimento, artigo 220, a Instituição prevê advertência por escrito, suspensão ou desligamento como punições disciplinares para os alunos que não tiverem condutas condizentes com a rotina acadêmica. Essas penalidades são aplicadas de acordo com a gravidade da infração.
A UNIBAN Brasil esclarece ainda que os alunos que praticarem atos violentos, agressivos, vexatórios e constrangedores a outros alunos ou integrantes da comunidade acadêmica, dentro e fora de suas dependências, podem ser responsabilizados civil e criminalmente.
PARA COIBIR TAIS ATITUDES, A UNIBAN BRASIL CONTA AINDA COM UMA EQUIPE DE FISCAIS DE DISCIPLINA INSTRUÍDA E PREPARADA.
Conscientes de sua cidadania, alunos de alguns cursos de UNIBAN Brasil praticam o “trote solidário”. Esta atividade consiste em arrecadação de alimentos e distribuição à entidades carentes da região onde se localizam as unidades da Instituição.
http://www.uniban.br/temp/pratica_trote.asp
andreramos
-09/11/2009 às 13:43
Caro Reinaldo,
Onde está o Chico Buarque agora com seu entendimento da alma feminina? Lembre que ele escreveu: “Joga pedra na Geni, Joga pedra na Geni”….
Renata
-09/11/2009 às 13:34
(cont.) Hj têm e vão continuar tendo “clientela”, mas acredito q mtos a médio prazo deixarão de se inscrever p/ estudar lá. 1, por receio de um dia tb se tornarem vítimas e não terem apoio; 2, pela FRAQUEZA dos argumentos pró-expulsão (pros quais só podem ter apelado pela falta de outros + consistentes): querer ser atriz, fazer um itinerário maior do que o usual, sei lá o q mais… parece coisa de avaliador q, ao analisar um trabalho impecável e ñ encontrar algo sólido p/ criticar, fica procurando uma vírgula mal colocada aqui, uma letrinha deslocada ali. Eu raciocinaria: se esse é o nível intelectual da própria direção, me poupem do nível q deve ser o resto… eu é q não vou estudar lá!!!
beto
-09/11/2009 às 13:32
Me lembro que na faculdade de direito, meu professor de penal…comentava vez ou outra a respeito de um ramo VAGABUNDO da criminologia, que busca na vitima os motivos do crime, ou seja, resumindo, diz que boa parte da culpa pelos diversos crimes cometidos ocorrem por culpa das vitimas. Mais ou menos o que aconteceu com a Geyse: “quem mandou usar um rolex? tava pedindo pra eser assaltado” ou, “ta vendo? foi estuprada? quem mandou sair com sainha curta na rua….”
Essa vigarice, achada na privada, parece ter encontrado refugio seguro no consciente dos bananenses…OS BANDIDOS SÃO AS VITIMAS NESSA joça…NÓS PESSOAS DE BEM SOMOS OS CRIMINOSOS!!!
Cléber
-09/11/2009 às 13:27
Sou protestante e achei a decisão da UNIBAN terrível. Não se faz isso. Não faria diferença mesmo que ela estivesse em uma igreja.
Conforme você tem dito, Reinaldo, a inviolabilidade do corpo é um direito de todos.
Fico assustado que só agora as instituições estão reagindo. Ainda não vi muita reação do governo. Ela deveria vir e forte. Falta o MP e a justiça. Hoje, aqui no ES, um advogado xingou uma policial em serviço de ‘branquela’ e ‘tirana’. Ela registrou BO e ele disse que não era racismo. Só seria se a tivesse chamado de ‘crioula’. É mole. Estamos chegando ao limite da falta de respeito com as pessoas. Católicos ou não, todos repudiamos o disrespeito às leis e aos direitos das pessoas
Renata
-09/11/2009 às 13:25
Heitor Reitor e Desce o Machado (parece nome de dupla sertaneja) raciocinaram c/ mentalidade contabilista de curto prazo: se expulsamos Geysi, perdemos apenas uma “cliente pagante”; se expulsamos seus agressores, perdemos vários. Qual medida dará menos prejuízo? Só q não pensaram no prejuízo financeiro de uma provável ação por perdas e danos morais q renderá uma indenização monstruosa para Geysi, indenização esta q ela tem mais é q buscar, e usar inclusive p/ pagar a mensalidade de outra faculdade melhor. E tb não pensaram no prejuízo moral da imagem com q ficarão, o q acredito que inclusive vã espantar potenciais “clientes futuros”. (cont.)
C.
-09/11/2009 às 13:24
O comportamento dos alunos da universidade foi indesculpável (e eu q estava terminando de ler “Indignação” do Roth).
O reitor acertou quando apontou o excesso de complacencia como uma das causas do acontecido, a dificuldade dele foi estabelecer o alvo.
Fred
-09/11/2009 às 13:23
A UNIBAN, usou o mesmo argumento do estuprador que culpou a mulher sedutora pelo estupro.
Flávio Cabeção
-09/11/2009 às 13:16
Ah sim;
A UNIBAN é a grande culpada de todo esse problemão no que diz respeito a vestimenta da moça:
1) Foi omissa. Quantos alunos foram impedidos de entrar no recinto da faculdade por trajes inadequados? Que controles a faculdade exercia sobre isso? Quais as regras que a faculdade possuía a esse respeito?
2) Quais os alunos que foram punidos por conduta inadequada após o incidente?
3) Que medidas a faculdade tomou no sentido de precaver que tais barbaridades voltassem a acontecer?
4) Percebe-se uma visão “torpe” dos administradores sobre o caso. Nem eles tem noção de ética, civilidade, educação. Deveriam mesmo era fechar a instituição. Ao punir a vítima assinaram a confissão.
TITO
-09/11/2009 às 13:12
Reinaldo,
Não obstante os atos de selvageria e intolerância perpetrados pelos manos e manas da UNIBAN e que ainda culminaram com a expulsão de Geisy Arruda o episódio já se tornou emblemático.
Serviu para expor as vísceras do ensino universitário no país e o grande engodo da sua universalização nos moldes do SUS que desde que foi criado não saiu da UTI.Hoje existem UNIBANS em qualquer esquina, independente dos critérios de avaliação, se não houver inadimplência, o canudo tá garantido.O que está ocorrendo é um verdadeiro estelionato educacional, com o conhecimento do governo que não tá nem aí !Não se trata apenas de opinião mas de constatação.
Flávio Cabeção
-09/11/2009 às 13:09
Reinaldo;
Comece a dar uma “olhadinha” no que o Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo faz. VOCÊ VAI FICAR HORRORIZADO!!
Esse “conselheiro” está envolvido com a UNIBAN. Veja os outros: um ligado ao Bandeirantes, outro ligado com a Fundação Bradesco, outro com etc., etc..
Tudo com o rabo prezo e barbarizando…
O próprio presidente do CEE…
Flávio
Sergio G
-09/11/2009 às 13:02
Parece que a nomeação do pitboy Décio Machado (!) para o Conselho Estadual de Educação foi publicada no dia 9 de agosto de 2007
http://www.uniban.br/hotsites/folha/download/folha345.pdf
Ainda segundo essa fonte, ele teria sido indicado para o CEESP a primeira vez em 2005 (última pergunta, página 5)
Na gestão 2009/2010 do CEESP ele aparece como Presidente da COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E NORMAS
http://www.ceesp.sp.gov.br/cc_composicao.htm
Presidente? Normas? Acho que temos um problema no CEESP…
Caça-ratos
-09/11/2009 às 13:01
Mais uma pergunta, nessa chanchada da UNI(tale)BAN:
Expulsar um aluno por meio de publicação em jornal de maior circulação, na edição de domingo, não configura execração pública? Afinal, precisava jogar tanta blasfêmia na menina? Nem que fosse a Geni do Chico, ela mereceria tanta pedra. Mesmo em caso de expulsão, não pode haver tal desrespeito com o aluno e sua família, que é tb atingida.
Se eu fosse ela, procuraria o recurso da Justiça. Afinal, além da horda bestializada dos alunos, ela foi vítima de agressão maior desses cretinos dirigentes, que tiveram tempo de ver a barbárie e tomar medidas mais sensatas. Nem colégio de freira é tão radical
Pedro Augusto
-09/11/2009 às 13:01
É notória a noção de que o ensino superior, em especial o do nosso país, é um privilégio de poucos. O Ensino Médio virou uma preparação para o vestibular, logo, é no “terceiro grau” que quebraremos a barreira estudante/profissional. É razoável afirmar, que o status de universitário dá ao estudante oportunidade de ser… um ser humano melhor. Afinal, lá nos deparamos com o conhecimento científico. É na Universidade que iremos buscá-lo. Então, como o conhecimento é o objetivo, como também a ferramenta, pode-se concluir que estudantes universitários já superaram a aula de macinha e cola colorida e aprenderam a pensar com a… Cabeça! Com a razão! E na Uniban? Aplica-se ou não a razão?? …
Nausícaa
-09/11/2009 às 12:59
Acabei de ver na TV GloboNews, uma berlinense grávida vestindo uma camisetinha branca que expunha metade de sua barriga. Provavelmente sua filhinha - de mão dada com ela - ao perceber a câmera filmando-as, colocou sua mãozinha sobre a parte exposta. Não é moralismo dessa criança, é lei natural, Reinaldo.
Já a patrulha ensandecida pertence à categoria de coisas que você bem apontou.
No Enade, aquelas charges do latifúndio dos anos 70 e da cidade congestionada de carros financiados pelo governo Lula, passa como piada, mas como questão acadêmica..
Fernando
-09/11/2009 às 12:59
Acho que nós poderíamos entender o acontecido a partir da tese do René Girard sobre o bode expiatório e a vítima sacrificial. Geyse Arruda é o bode expiatório escolhido para receber, sobre suas costas, todas as culpas, ódios e ressentimentos da turba insandecida - insandecida pela violência mimética.
E a Geyse foi escolhida justamente pela circunstância que o Reinaldo apontou: ela não é ninguém, não representa nenhuma “causa” politicamente correta. Segundo a tese de Girard, é a típica vítima sacrificial.
Surfista Prateado
-09/11/2009 às 12:58
Vi um filme emblemático que só me mostrou mais uma vez o quanto somos atrasados. “Public Enemies” mostra os gângsters de Chicago em 1933… O que eles faziam naquela época e o que acontece semanalmente no Rio Grande do Sul, o assalto a bancos com tiros de metralhadora em plena rua, dá uma mostra do tamanho desse atraso: 80 anos!!!
meireles
-09/11/2009 às 12:32
Concordo absolutamente com tudo que vc tem escrito aqui. E continuarei concordando. É uma questão de princípio: não violar a integridade física e moral de uma pessoa, muito menos buscar no comportamento desta pessoa possíveis justificativas para os seus agressores. Não, nada justifica. Porém, mesmo que a sua intenção seja conferir alguma leveza a este debate estúpido, não consigo ver naquela moça uma musa da filoginia. Também ela (que não podia ser agredida em hipótese alguma) é um monumento à vulgaridade, à estupidez, à ignorância, à decadência, tal como os seus colegas. Eles cometeram um crime. Ela não. Porém ela tb não se tornou melhor do que era pq foi vitimada.
Ricardo
-09/11/2009 às 12:31
O nível do ensino nas universidades baixou muito mesmo.
É bem possível que no futuro aconteçam tragédias maiores .
Caça-ratos
-09/11/2009 às 12:30
Ah! e até que enfim a UNE sai de seu longo período de hibernação e exerce seu real papel: o de defesa de causas “independentes” em favor de estudantes vítimas de qualquer natureza de agressão.
Finalmente a UNE saiu das trevas dos subterrâneos pelegos e do protagonismo oficial, e da função maneta de braço baderneiro-estudantil do lulo-petismo.
Espero que seja um sinal positivo de reinserção à sua real missão.
leo
-09/11/2009 às 12:23
Esse assunto ainda vai dar muito pano prá saia, ops, prá manga.
Mas a constatação inicial é óbvia: estamos ladeira abaixo, sem freio e acelerando, rumo à barbárie. Só falta um maluco, com um bigodinho ridículo, para manobrar essa turba.
Que Deus nos ajude.
Caça-ratos
-09/11/2009 às 12:21
Tio Rei, tem um tal de Giovanni, às 9:57, que se declara surpreso com a defesa da vítima que ele considera ré, e confessa seu “temor exagerado” ante a “impressionante quantidade de pessoas “convencidas” da inocência da moça”. Isso vale para pessoas que ele considera “inteligentes e formadoras de opinião”, como você e o Augusto Nunes.
Meu Deus, que cara mais obtuso, cavernoso, cabriocárico e asqueroso… Não fosse o meu dever de conter meus “instintos mais primitivos”, diria: “Desce o machado” nele, Tio Rei.
Henrique
-09/11/2009 às 12:17
Tio Rei,
Segundo o comunicado da UNIBAN, o que causou espanto não foi o fato do vestido ser curto, mas que ela parava no meio das escadas, levantava a já curta peça, e exibia “suas partes íntimas”.
Fora o eufemismo, ficam duas perguntas: ela estava sem calcinha? No que isso difere da exibição explícita das “partes pudendas” da namorada do então Presidente Itamar Franco, num palanque oficial, que foi até capa de muitas revistas, há 15 anos atrás?
Rafael
-09/11/2009 às 12:09
Reinaldo,
o Dr. Decio é membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.
Pelo visto, estão bem de representantes nesse conselho, hein ?
http://www.ceesp.sp.gov.br/cc_composicao.htm
Fernando
-09/11/2009 às 12:04
Quem sabe as causas da revolta dos colegas sejam bem simples: pura inveja das mulheres e frustração dos homens…..
Não vejo outra explicação racional.
Quanto a decisão da instituição, temos uma clara demonstração da qualidade dos seus dirigentes. E pensar que deveriam ser eles os responsaveis pela formação de cidadãos!
Anônimo
-09/11/2009 às 12:00
Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 9/11/2009 8:45Movimento de mulheres marca protesto na Uniban
Entidades ligadas ao movimento de mulheres prometem realizar hoje um ato contra o tumulto e a expulsão da estudante Geisy Arruda pela Universidade Bandeirante (Uniban). No texto da convocação, marcada para as 18 horas em frente ao câmpus de São Bernardo, onde ocorreu o episódio, o Movimento Feminista, Sindical e Estudantil afirma que “a vítima foi transformada em ré” e os “agressores ficaram impunes”.
Na tarde de ontem, organizações não-governamentais (ONGs) se mobilizaram pela internet, circulando mais de um abaixo-assinado contra o ocorrido na Uniban. Um deles, que em três horas obteve mais de mil assinaturas, afirma que “a expulsão envergonha os subscritores desse manifesto e coloca em cheque os princípios basilares do Estado Democrático de Direito.” O texto continua dizendo que “deve ser registrado que a opção da Uniban é fato isolado e contraria a todos nós”.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) também condenou a postura da Uniban. “Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência? Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A universidade termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas”, diz nota da entidade. Nehemias Domingos de Melo, advogado de Geisy, disse que vai se reunir hoje com sua equipe para decidir quais medidas judiciais tomará.
Imprensa internacional
A expulsão de Geisy Arruda ganhou espaço nas agências internacionais de notícia e nas versões online de alguns dos principais jornais do mundo ontem. Com o título “Aluna brasileira é expulsa após usar minissaia”, o New York Times online publicou duas reportagens narrando o caso. Uma delas, assinada pela agência de notícias Reuters, ironizou o fato de o episódio ter acontecido em um país conhecido pelos seus biquínis minúsculos e sua atitude liberal.
No site do britânico The Guardian, a reportagem, assinada pela agência de notícias Associated Press, ganhou um lugar de destaque, logo abaixo das reportagens sobre os jogos de futebol. O Daily Telegraph também deu espaço para o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
marcos daniel
-09/11/2009 às 11:55
É bonito ver Reinaldo Azevedo, UNE e Berzoini irmanados em torno de um mesmo assunto.
Beccaria sim
-09/11/2009 às 11:45
Onde se lê “dicente” leia-se “discente”.
Wandemberg Araujo
-09/11/2009 às 11:44
Repugnante!Essa é a única palavra que me vem à mente para descrever a minha insatisfação ante o estado de coisas que caracteriza o Brasil lulista:messianismo,esquerdopatia na educação e agora, tentativa de linchamento!Nenhuma,repito,nehuma atitude da estudante justificaria a atitude tomada pelos alunos,a diversidade de idéias, opniões ,condutas ,enfim, devem ser debatidas nunca devem tomar o rumo da ação corporal direta.Que falso moralismo é esse?Sei que existem roupas apropriadas a cada situação social mas punir quem não se “adequa”,da forma como ocorreu na Uniban é INACEITÁVEL!
Beccaria sim
-09/11/2009 às 11:42
Definitivamente nem o corpo docente nem o dicente da instituição que pretende ser educadora leu “Dos Delitos e Das Penas”. Fosse vivo Beccaria, estaria séculos à frente do tempo atual, pois até mesmo o princípio da proporcionalidade das penas por ele preconizado ainda é controverso no mundo jurídico ocidental. Trata-se de um livro de leitura fácil, baseado na lógica e na objetividade, acessível a qualquer ser pensante, mas inadequada para o padrão intelectual que norteia a vida política brasileira.
Paúra
-09/11/2009 às 11:41
É triste saber que tipo de profissionais estão sendo preparados pela “uniban” (universidade taleban?). Imagino-os, em seus novos empregos, como executivos, deparando-se com as func ionárias de mini-saias. Serão todas demitidas. Sugiro ao reitor daquela “universidade?” distribuir burcas para suas alunas e não terão mais problemas. Para os alunos deverá ser exigido que usem barbas longas e, finalmente, os professores deverão ser chamados por mulá, inslusive o advogado.
Prof. Marcos
-09/11/2009 às 11:40
Uniban, o ensino realmente está doente dá cabeça!
Cyrano
-09/11/2009 às 11:38
Caríssimo, bom dia.
Neste caso está dificílimo não sair da linha por você demarcada.
Como mulherista juramentado, acho uma estupidez sem tamanho a expulsão dessa moça.
Fico tentando imaginar que tipo de homem habita aquele hospício. Eles temem as mulheres bonitas que mostram o que tem de belo para mostrar? Ficaram assustados???
E minha mais profunda indignação ao Geninho Clemente, das 09:28 h, com uma flagrante dor de cotovelo dos Paulistanos, dos Bandeirantes que desbravaram e conquistaram terras para este Brasil.
Gostaria de saber de que lugar ele descende e se no meio da turba linchadora não havia muitos conterrâneos seus.
A inveja é um nº 2.
Abraços.
Viviane
-09/11/2009 às 11:26
Reinaldo, sempre tive ojeriza a linchamentos públicos, sempre me indignou o fato de haver poucas pessoas para andar contra a manada e admirei, inicialmente, sua postura ao criticar os arruaceiros da Uniban. Porém, acho importante não deixar que as coisas se confundam, pois essa discussão a meu ver está gerando muita confusão entre princípios básicos e envolve diversas questões simultâneas.
A primeira delas é a má qualidade do ensino oferecida por universidades caça-níqueis, como a Uniban. A segunda é o comportamento lamentável dos alunos que se juntaram em bando para atacar uma só pessoa. A terceira é a própria atitude da moça.
(continua…)
Sumaré
-09/11/2009 às 11:16
Lógico que NADA JUSTIFICA a selvageria que assolou os alunos da UNIBAN. Mas alguém aqui, ou em qualquer outro blog, estava lá na UNIBAN? Não! Alguém conhecia a Geisy antes dessa palhaçada? Duvido! E o que fez a UNIBAN? Ouviu os alunos e professores que ESTAVAM PRESENTES quando tudo aconteceu e CONHECIAM a índole dessa pessoa. E não só a “reportagem do Fantástico”.
A selvageria não pode ser justificada, óbvio, mas também não inocenta a priori essa aluna. Se na opinião da instituição ela quebrou as regras de conduta, e existiam regras, ela então merece ser expulsa.
O que deveríamos estar reenvidicando é a punição dos selvagens e não a inocência da aluna.
Paulo Henrique
-09/11/2009 às 11:13
Gostei muito desta frase:
“Vejam como é o preconceito, não é? Todos temos o direito de tê-lo. Mas todos temos a obrigação de contê-lo.”
Mara
-09/11/2009 às 11:12
Este um típico caso de bullyng que a moça sofreu. Além de ter sido empreendido provavelmente de forma mais branda durante muito tempo pelos seus colegas, teve seu ápice no ocorrido no dia 22 e agora também ganhou mais forma pela própria direção da Uniban.
A moça então rende-se ao julgamento (afinal são tantos contra ela) e também se joga pedras, vendo-se assim como culpada, como sempre foi o desejo da inquisição.
Rogério Luchetti
-09/11/2009 às 11:09
Olá! Mais uma vez, o vetor da verdade é o “lado mais forte da corda”. E, nos últimos tempos, esse lado mais forte tem feito isto descaradamente, à luz do dia. E a maioria das pessoas tem corrido sempre para este lado. Ou fazemos alguma coisa ou, dentro de poucos anos, viveremos sob o chavo-lulismo. Um abraço!
Nelma
-09/11/2009 às 11:07
Taqueospa! Se eu fosse essa moça processaria essa pseudo-universidade e exigiria uma indenização bem gorda. Primeiro os alunos a ridicularizaram na internet, depois esse “desce o machado” (genial, Reinaldo, genial!) acabou o serviço em rede nacional. Ah, se fosse comigo!
Luiz Ricardo
-09/11/2009 às 11:07
E olha que eu nem tinha lido o post da Yoani sobre a culpa das vítimas antes de postar meu comentário anterior.
É “TRANSFEmento de pensarÊNCIA”, mesmo!
danilo
-09/11/2009 às 11:05
acho errado o tipo de roupa q a moça usou para ir à aula, porém sem sobra de duvidas a reação foi realmente barbara, tanto dos alunos quanto da direção da uniban.
não sei se existe algum tipo de norma para a vestimenta, mas se cabia alguma punição contra ela acho q uma advertencia verbal seria mais q suficiente.
Anônimo Paulistano
-09/11/2009 às 11:03
Cadê o pronunciamento do ministro Fernando `Wally´ Haddad, da Educação? ou será que o interesse da personagem dele está focado apenas às dispendiosas tentativas e erros em se aplicar a prova do Enem? A autorização para instalação e funcionamento de cursos superiores sai do ministério dele, a Uniban também é responsabilidade de sua gestão e cadê Fernando ´Wally´ Haddad? a propósito, a CBN disse que ele padece da louca intenção em concorrer ao governo do estado de São Paulo, que os céus nos proteja dele e de suas tresloucadas intenções.
Maria Luisa
-09/11/2009 às 11:03
A culpa foi da moça! Quem mandou ir de vestido? vestido não é mais traje de mulher “direita” e ainda curto? E a côr? denota vulgaridade, provocação e rebolando então? cruzes! E ainda teve o displante de subir por uma rampa, mudar seu percurso.Menina atrevida, provocadora, “homem na Unilixo” não pode mais presenciar essa cena, porque a maioria provavelmente gostaria é de estar no seu lugar então se frusta percebe?.Olha, se a justiça funcionar como deve, essa corja de sem berço, vai começar a temer não mais a história da “loira do banheiro” mas sim “a loira do vestido vermelho”; não podemos deixar isso ser esquecido, foi o absurdo dos absurdos que presenciei nos meus 55 anos de vida!
Luiz Ricardo
-09/11/2009 às 11:02
“Já não precisamos ter dúvidas sobre o alcance da barbárie.”
Na verdade, já não precisávamos ter dúvidas sobre o alcance da barbárie por aqui, muitos anos antes desse fato.
Ora, há quantos anos vemos na TV, ouvimos no rádio, lemos nos jornais e, às vezes presenciamos um policial dizer que a culpa pelo assalto é da vítima que sai para a rua com relógio no pulso, corrente no pescoço e dinheiro no bolso? Há quantos anos vemos A TV, ouvimos O rádio e lemos OS jornais dizerem que a culpa pelo próprio assassinato foi da vítima que reagiu ao bandido que a assassinou na cozinha da casa dela, diante de esposa e filhos?
É natural por aqui: se Geisy é vítima, então é culpada!
celia
-09/11/2009 às 11:01
Sabe Reinaldo, esta situação de falso moralismo só me faz lembrar uma amiga, que ao observar o comportamento das pessoas, que têm éticas dúplices, como diria Roberto da Mata, simplesmente diz, no bom e velho nordestinês: “Isso é moral de jegue” !!!!!! Fico preocupada com esses infames , homens e mulheres, educando seus filhos e jogando-os na sociedade para dar continuidade a linchamentos morais. São uns nojentos!!!!!!!!!!
Ricardo
-09/11/2009 às 10:58
São fascistas criando novos fascistas.
VALTER
-09/11/2009 às 10:57
Caro Reinaldo.
Tudo isso é culpa da ausência da farda em nossas escolas.
Depois que a maioria das escolas abolriram o farda escolar, todos esses absurdos de homens e mulheres mostrando o seus corpos começaram a aprecer.
A minha sugestão é a valta do uso da farda. Uma boa farda para as mulheres da UNIBAN seria a BURCA, mas uma burca em estilo tropical, de preferência colorida. sugiro também a nossa embaixada que solicita da embaixada do Irã a inclusão de alguns estilistas na viagem que o presidente fará ao Brasil.
Maria
-09/11/2009 às 10:49
Foi tudo muito primitivo, o que vale para o comportamento de todos os envolvidos. Mostra que saimos da caverna mas a caverna não saiu de nós, não? Deprimente. E real.
LEONARDO
-09/11/2009 às 10:46
Este caso da Uniban é de assustar. A moça quase foi linchada por usar um vestido curto. De vítima passou a ré. A Universidade no Brasil já viu de tudo: agitadores, vagabundos, estudantes profissionais que ficam ocupando vaga dos outros por dez anos, drogados.. e por aí vai. Ninguém foi expulso.
A fúria moralizadora, vejam só, veio se abater contra a moça que usou vestido curto para ir para a faculdade.
O pior ainda são os Talebans de direita, que botam a culpa na moça por ter “provocado” o incidente.É isso mesmo temos Talebans de direita, de esquerda, e de tudo que é lado.
Daniel Teciano
-09/11/2009 às 10:44
Meus parabéns à Uniban e seus alunos com nariz de palhaço e atitudes animais. Agora o nome da universidade está sendo denegrido também no mundo todo:
http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/08/world/AP-LT-Brazil-Short-Dress.html
javles Thorbecke
-09/11/2009 às 10:37
Reinaldo, por favor, voce so pode estar brincando. Essa gente da UnibanDo faz parte de conselhos estaduais e federais de educação? O que fizeram com o ensino superior desse pais? Você já entrou na pagina da Unibando na internet? Logo na entrada tem um aviso: cursos a partir de 199 reais.
Paulo
-09/11/2009 às 10:36
Ops…
Mesmo não comungando de MUITAS das idéias do dono do blog…
AJS RJ
-09/11/2009 às 10:35
Reinaldo,
A entrevista, foi patética e ele é patético e fanfarrão.Este fanfarrão foi estudante de direito na UNIBAMBI?
Paulo
-09/11/2009 às 10:35
Acrescentar o quê, Reinado!
Nada! Brilhante.
Parabéns. É por isso que sou leitor do blog, mesmo não comungando das idéias do dono do blog.
CARLOS
-09/11/2009 às 10:26
Prezado Reinaldo,
A estudante que foi atacada pelos botocudos na Unibam poderia estar com pouca ou nenhuma roupa. Não deu a ninguém o direito de molestá-la por isto. Ela pode ter provocado intencionalmente os imbecis para ganhar notoriede (aguarda-se para breve fotos em revistas masculinas e participações em reality shows); o crime foi contra ela e os criminosos devem ser punidos. Ela não cometeu qualquer delito.Ainda que tivesse cometido, não caberia aos colegas trogloditas puni-la.
Abraços.
Daniel
-09/11/2009 às 10:25
A ministra vai para frente da UNIBAN? Será? Precisa confirmar isso.
Em tempo: A ONG SOF – SempreViva Organização feminista, convocou um ato público para dia 09/11, às 18h, em frente à UNiBAN e está sendo assumido pelo movimento feminista, sindical e estudantil.
A Ministra Nilcea Freire, da Secretaria de Política para as Mulheres, confirmou presença.
A Uniban fica na Avenida Rudge Ramos, 1501 S. Bernardo
Consultar homepage da SOF: http://www.sof.org.br
Manoel Francisco Gomes
-09/11/2009 às 10:25
Com gente desse tipo nos conselhos de educação, o que se pode esperar dos alunos e professores das instituições que são “aconselhadas” por elas ? Gente dessa espécie jamais deveria estar a serviço de qualquer instituição de ensino ( ou de educação, como se prefere dizer ) que se preze.
Rodesiludido
-09/11/2009 às 10:22
O que é um vestido mais curto em tempos de permissividade generalizada?
Muito piores são cenas lúbricas de novelas, diante de crianças as 19,00 hs, quando as meninas crecerem vão achar que é normal exibir as intimidades em público.
Como Reitor, daria uma boa carraspana nela e recomendaria não repetir, afinal ela é uma moça pobre esforçada, porque trabalha e estuda e tem seus méritos, expulsão é uma medida muito dura.
Daniel
-09/11/2009 às 10:15
Aqui o reitor se queixa da perseguição da mídia e dos critérios do MEC.
Heitor Pinto Filho, disse também o quanto setor sofre perseguições, inclusive pela mídia, muitas vezes municiada com as divulgações de dados do MEC. “A mídia todos os dias nos considera como exploradores do negócio da educação. É um conceito errado pois lutamos pelo desenvolvimento do país. Mas somos execrados pela mídia e pelo processo de avaliação”, afirmou.
É, a mídia e o MEC tinham razão, sr. Heitor.
fonte: http://www.anup.com.br/noticia_detalhe.php?not_id=5303
Pinduca
-09/11/2009 às 10:14
Ai, ai… às vezes isso tudo me dá uma dor nos “quarto”….
Esquerda delirante.
-09/11/2009 às 10:10
Queria entender a esquerda, pois não vejo sentido em suas contradições. Abaixo seguem algumas loucuras esquerdopatas:
1)Clamam por democracia, mas apoiam todas(sem exceção) ditaduras de esquerda, que são todas.
2)São favoráveis a todas manifestações contra a ordem, mas não aceitam qualquer opinião contrária.
3)Prisão perpétua, pena de morte não cabem nos direitos humanos esquerdos, porém eutanásia e aborto é direito de quem o aplica de forma unilateral, sem o crivo da Justiça.
4)Apoiam assassinos, sequetradores, homens bomba ou tudo que lhes parecerem revolucionário, só que são incapazes de pelo menos só seguirem em frente, diante de uma mulher loura, pobre, apolítica e de vestido curto
Caneda
-09/11/2009 às 10:07
Fala Rei, parabéns pelo texto, vi a reportagem do fantástico, achei o tal representante jurídico da UNIBAN um fanfarrão, sua aparência denota que ele deve ser mais um desses “profissionais” que, por ter pouco, ou nenhum conteúdo, buscam ressaltar o exterior. Será que ele é formado pela UNIBAN?
Rei, eu gostaria também de lhe dar os meus parabéns pelo seu conhecimento jurídico, não é todo mundo que conhece o pequeno grande livro de Beccaria (Dos Delitos e Das Penas), menor ainda o número daqueles que, tendo ouvido falar nele, o leram. Mesmo entre os acadêmicos e profissionais de Direito é grande o número dos que desconhecem a obra de Beccaria e a importância do que ela representou!
Le Cafard
-09/11/2009 às 10:05
Se ainda há alguma dúvida da condescendência do MEC nessa injustiça com a MULHER Geisy Arruda, é esperar pra ver.
Daniel
-09/11/2009 às 10:04
Em matéria de fevereiro de 2000, da revisto Isto É, chamada “A guerra do canudo”, http://www.terra.com.br/istoe/1584/brasil/1584guerradocanudo.htm , se vê bem o perfil do reitor da UNIBAN. Sua maneira de agir e tratar seus negócios. A maneira como lida com MEC e outros órgãos. Pobre Geyse, terá uma batalha política imensa pela frente. Se o reitor ignora o CNE com essa facilidade… o que dirá de uma aluna de Diadema, classe baixa, loira e com vestidinho curto rosa?
WEIMAR
-09/11/2009 às 10:03
Neste assunto meus comentários têm que ser mínimos. Porque nada mais tenho a acrescentar ao que disse, com maestria, o Reinaldo. E porque a tal da UNIBAN — como é mesmo aquele negócio? — provoca meus “sentimentos mais primitivos”. Eu já disse antes, com outras palavras, um petralha que fosse e, ainda assim, eu não entraria numa turba para linchá-lo. Impossível pela minha natureza. Mas essa tal de UNIBAN… Não, não quero que aflorem aqueles meus sentimentos.
Agora, sobre preconceito: “Todos temos o direito de tê-lo. Mas todos temos a obrigação de contê-lo”. Só por ler isto aqui o blog me teria como leitor eterno, eterno enquanto o blog e eu sejamos eternos.
Mas o que é ainda melhor: O blog é mulherista. Ah, que maravilha! Basta? Bastaria, mas tem mais. O blog gosta do “bailado debaixo desta sua [delas] saia godê”, e, fantástico!, aqui também se “acha aquele movimento pura poesia encarnada”.
O que quero é ser, como diria a amiga do Reinaldo, “desta enfermaria” e de nenhuma outra.
Weimar
PS – Desculpem-me, a intenção era só escrever poucas linhas, mas sou fã do mulherismo. Taí a resposta pra quem me perguntou “afinal, de quem você gosta, Weimar?” Gosto muito da Cremilda e gosto muito do mulherismo. Sou mulherista fanático! (Pô, pra justificar minhas “mal traçadas linhas” acabei escrevendo ainda mais! Coitada da dona Reinalda!)
Rods
-09/11/2009 às 9:58
REI.
A VIOLÊNCIA CONTRA A MOÇA FOI TÃO GRAVE, QUE ELA MESMA NAQUELE PROGRAMÃO DO DOMINGO DA GLOBO, ONDE A MENTIRA CAMPEIA - VIDE A MATÉRIA SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL - AFIRMOU QUE TAMBÉM SERIA CULPADA.
MEU SANTO CRISTO ESSES CARAS INCUTEM CULPAS ATÉ NOS INOCENTES, A EXEMPLO DOS EMPRESÁRIOS QUE SE SENTEM CULPADOS POR SEREM RICOS AÍ, O PT INCUTIU A CULPA DE QUE TEM QUE TER RESPONSABLIDADE SOCIAL.
ESPERAVA UM DESFECHO BEM VASILINA, MAS NÃO TÃO RIDÍCULO, MONSTRUOSO E TERATOLÓGICO COMO ESTE. QUANDO VI A IMAGEM DO ADVOGADO DAQUELA “UNIVERSIDADE???” DEU PRA VER O NÍVEL DA MESMA.
O PRÓXIMO EPISÓDIO DA FAZENDA (Record), DEVERIA SER GRAVADO NA UNIBAN.
Rods
Daniel
-09/11/2009 às 9:58
Só faltou mencionar que o reitor Heitor Pinto Filho é um dos diretores da Associação Nacional das Universidades Particulares. Achei um texto tirado do próprio site da ANU onde Heitor reclama a inadiplência dos alunos e diz: Como podemos trabalhar em um cenário que privilegia a inadimplência. Um aluno fica o ano todo sem pagar e nós, para cumprir os nossos compromissos, temos que buscar recursos até no BNDES, para custear o aluno que nos paga. Infelizmente a legislação privilegia o calote. Precisamos mudar, com urgência, essa filosofia operacional”, afirmou.
BNDES dá dinheiro para essa turma e em troca temos o quê? É para isso que pró-Uni, FIES e o BNDES está dando dinheiro?
Siqueira
-09/11/2009 às 9:55
Caro Reinaldo, desde o início, acertadamente ou não, ví este bizarro episódio de saias curtas versus trogloditas sedentos de sangue apenas como uma típica manifestação de torcida organizada de futebol, agora na universidade. Mais um prego no caixão do fragil verniz de civilização que obtivemos, a duras penas, em 500 anos de história. Essa expulsão, estúpida na forma e no conteúdo, foi a cereja do bolo.
Agora entraram no palco onde se encena essa pantomima de mau gosto alguns canastrões que não poderiam ficar de fora: a UNE, as Ongs e o MEC. Cadê os artistas, cadê Caetano, cadê Soninha? PelamordeDeus, me inclua fora dessa!
Davi
-09/11/2009 às 9:49
Caro Reinaldo,
Quase nao escrevo, mas sobre esse assunto tive uma discussao com a minha esposa, que veio com uma conversa do tipo “Ela mereceu, se comportou como puta mesmo”. Mostrei para ela o seguinte: se ela fosse uma prostituta, nao seria justificado. Mais ate’: se se tratasse de uma assassino, estuprador ou pedofilo (exagerei para ela entender o principio), ainda assim o linchamento nao poderia ocorrer. Ou se tem regras e leis ou se tem barbarie, nao existe meio termo. Como exemplo, mostrei a ela que se um pedofilo se mudasse para o nosso predio, nao poderiamos ameaca-lo de nada, pois isso em si ja’ e’ crime. No fim, acho que ela acabou entendendo.
Forte abraco,
Davi
ODEIO SAPO BARBUDO
-09/11/2009 às 9:43
Caro Colunista!
Estou apavorado! Já está configurado a milícia a la Hugo “Debilóide” Chaves nesta universidade. Estou completamente desorientado! Difícilmente passarei pelas calçadas desta pocilga, pois, se esquecer da minha educação e por ventura jogar um pedaço de papel na calçada, poderei ser linchado e em nome da “bom nome” desta instituição, ser apredejado pelos “salvadores da honra” que lá frequentam. Os trogloditas estão vencendo! ESTOU APAVORADO E PEDINDO NOVAMENTE A DEUS PARA ME SALVAR!
logan
-09/11/2009 às 9:29
Vídeo completo de outra estudante vítima de agressão na UNIBAN
http://www.youtube.com/watch?v=LfxPYU_YSw4&feature=related
Reinaldo, em abril desse ano, um outro ato de violência aconteceu na rua em frente à Uniban de São Bernardo do Campo. Durante protesto de universitários, uma estudante de educação física é agredida covardemente por outros formados em BARBÁRIE.
Cynthia
-09/11/2009 às 9:28
NADA foi dito e divulgado até o momento sobre o comportamento da garota que justifique o tratamento que a mesma recebeu naquela noite por parte dos envolvidos no episódio lamentável e absurdo ocorrido naquela universidade.
NADA justifica os xingamentos com palavras de baixo calão, a violência anunciada, pessoas gritando e penduradas nas janelas e corrimãos como se fossem primatas, a falta de segurança e organização por parte da instituição que deixou aquela situação atingir tamanha proporção, enfim, NADA que foi divulgado até o momento sobre a roupa e a atitude da garota pode ser considerado motivo para tamanho vandalismo.
Opinar maliciosamente sobre o comportamento dela para justificar o episódio aterrador ocorrido naquela instituição não acrescentará nada ao caso que não seja sensacionalismo, mediocridade e hipocrisia.
Outra situação de tumulto e violência divulgada recentemente, por ocasião de uma manifestação estudantil contra a própria universidade referente aos métodos de avaliação impostos, em que uma aluna foi espancada e teve seu carro vandalizado no meio da manifestação, demonstra claramente que qualquer coisa que ocorra fora dos padrões e anseios estabelecidos por uma minoria de vândalos resultará em novos episódios do gênero.
Creio que a atitude da universidade em expulsar a aluna fortalecerá as atitudes inconcebíveis e opiniões arcaicas, compactuando com a violência obviamente disseminada em seu campus, mesmo que seja por parte de uma minoria, segundo o depoimento de alunos que não participaram daquela situação vergonhosa.
anonimo
-09/11/2009 às 9:26
TIO REI,
vamos RESUMIR tudo isso em apenas 10 palavras.
‘U N I (T A L E B A N)’.
Mariazinha
-09/11/2009 às 9:25
Meus caros, a quantidade de vídeos ridicularizando os alunos da UNIBAMBI no youtube é significativa, virar piada nacional era uma coisa que os trogloditas não imaginaram sequerum minuto. Tem que fechar essa universidade de quinta categoria
Mamy
-09/11/2009 às 9:17
Beleza, o MEC está preocupado com a reputação da unibamba, tem nota no g1 hoje, será que vão caçar “os direitos polítcos” da moça?
PSC
-09/11/2009 às 9:15
“São práticas usadas pelo TALEBAN contra as mulheres”
O Afeganistão é aqui!!!!
Helder Melo
-09/11/2009 às 9:09
Reinaldo, um fato ocorrido há cerca de 12 anos desmonta a tese de que os linchamentos são coisa da expansão do ensino. Pedro Sette-Camara e companheiros foram quase que linchados por publicarem um jornal contra o consenso esquerdista. Isso na PUC RJ, estabelecimento (!) que não se poder acusar de novo ou sem tradição acadêmica. Também naquele caso com a anuência da direção: http://oindividuo.com/1998/01/05/breve-relato-de-um-atentado-a-inteligencia/
Se quer saber minha opinião, caso muito mais grave que o da Geysa. Mesmo assim, apoio a defesa que fazes da garota, até porque ela tá sozinha de novo numa nova turba de linchadores. Ainda que ela fosse uma criminosa…
LG
-09/11/2009 às 9:01
Tio Rei, continuo agora como estava antes, a considerar que este episódio da Uniban não tem explicação racional (INDIGNAÇÃO MORAL NO BRASIL?!! NO PAÍS DA PUTARIA, DO CARNÁ E DO PORNOTURISMO?! HE, HE, HE…). Aquilo que v. escreve acerca do tema, com o brilhantismo de sempre, expressa apenas parte do sintoma, mas não explica a enfermidade.
O brasileiro enlouqueceu, prezado Reinaldo, essa é a única explicação. Vivemos um surto de loucura coletiva, perdemos completamente o juízo, piramos, estamos doidões. Se não for assim, como explicar toda essa insanidade abjeta contra o vestidinho da garota no país dos 50 mil homicídios por ano, contra o que ninguém dá um pio sequer? Piramos…
Brasileira nos Estados Unidos
-09/11/2009 às 9:00
Reinaldo,
Estou impressionada com a ignorancia e intolerancia mostrada por esta “universidade”. A mais de vinte anos eu ia a faculdade de Agronomia (predominantemente masculina na epoca) de mini-saia e nunca tive qualquer problema. O pais retrocedeu tanto assim no governo petista?
Paulo
-09/11/2009 às 8:45
Reinaldo, o que fazer quando nossa própria esposa usa a maldita frase “isso é teoria da conspiração” conosco? Salvo meu casamento ou salvo minha sanidade? Ou aguento “no pelo” e escuto passivamente “Café com o Presidente” de manhã. Como diria um amigo meu: “Vivê é bão mas dá um trabaio…”
ieda dias
-09/11/2009 às 8:42
Sabe quando você tá de pé na praia e a onda vem, te molha e na volta da água te deixa sem chão? Vai retirando a areia que te sustenta, fazendo você tentar se equilibrar, abrindo os braços, fazendo esforço pra se manter de pé?
Isso sou eu nesse princípio de semana em relação a este caso Geisy.
Vou tentar me manter de pé e encontrar alguma idéia que possa ajuda-la.
bjo
ieda/bh
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com
Paulinho
-09/11/2009 às 8:39
Reinaldo,
Aqui temos mais uma manifestação daquela máxima machista: “eu não sei porque estou batendo, mas, você sabe porque está apanhando”.
É uma vergonha a atitude dessa universidade em punir a vítima. O edital publicado ontem no Estadão é uma vergonha. Diziam que ela havia feito “um trajeto maior que o de costume”. Fico aqui pensando com meus botões: não existe na nossa Constituição um tal de direito de ir e vir? Somos obrigados a seguir sempre os mesmos itinerários? Se não fizermos assim corremos o risco de sermos punidos?
Isso me cheira conspiração orwelliana, bem ao estilo de 1984, com nossos passos sendo monitorados pelo Grande Irmão.
Abraço.
Eduardo
-09/11/2009 às 8:33
Reinaldo, qual a diferença entre o que aconteceu com a Geisy e o que aconteceu com o Luciano Hulk? Ambos foram agredidos e ambos foram os causadores de sua agressão. A estudante pela ‘roupa’ e pelo ‘comportamento’, o Luciano por ‘ostentar’ um relógio que custa mais do que muita casa na favela (acho que foi este o termo usado por um dos defensores do agressor).
Imagino estes advogados da UNIBAN defendendo um estuprador: “Meritíssimo, a mulher estava usando um vestido muito provocante e isto despertou um desejo incontrolável no meu cliente”.
Gente asquerosa
Marcos F
-09/11/2009 às 8:32
Um membro do CEE não pode ser o Assessor do caso, e aparecer no Fantástico como defensor de uma das partes. Tem a obrigação de ser expulso com justa causa. E devolver o dinheiro. O dele não, o nosso.
Se o que diz a Uniban está correto, que a menina fosse convidada a sair, muito antes, e com cortesia. O que se deu foi estupro, mesmo. Pior então, a emenda por anúncio de jornal.
O crime dela é querer ser atriz? Matemos, então a Letícia Sabatella ou a Camila Pitanga - quem sabe, vergonhas nacionais.
Brasileira
-09/11/2009 às 8:28
Quem deveria ser expulso era este representante jurídico, o reitor, o vice-reitor, professores e arruaceiros.
Sonha brasileira! Sonha!
Advogado Bahiano
-09/11/2009 às 8:22
As razões do Décio, da Universidade dá ou desce, farão com eu inscreva o “jumento Bernardino” como membro do conselho daquela instituição. As teorias levantada pelos representantes da Uniban são indicativos de que o Jumento encontrará o cargo perfeito!
Anita
-09/11/2009 às 8:14
Reinaldo,
Voce pareceu o poetinha Vinicius de Morais falando do “sambinha e do rebolado da mulher”… Minha mãe anda saudosa: que saudade do tempo da bossa nova… Eles sabiam tratar a musica e a mulher brasileira… Ela tem razão. No tempo dela musica-poema-mulher davam samba…Os homens eram mais romanticos e educados…
As universidades atualmente estão mais para hospício e motel do que para a educação e a ciencia. E com a ajuda de muitos professores, que ou são petralhas de carteirinha ou são conquistadores de alunas…
Milena
-09/11/2009 às 8:10
Continuando o comentário:
O que mais me dói, Tio Rei, é que a cada dia que passa, mais e mais homens resolvem não gostar de mulheres. Não estou falando de homossexualismo assumido, mas sim de homens que acham que “ser homem” é sinônimo de ser agressivo em relação a mulheres.
É por isso que eu resolvi que não vou me casar. Porque se um homem levantar a mão pra me bater, eu encarno Lorena Bobbitt…
Desculpe o desabafo, Tio Rei, mas eu fiquei muito brava com toda essa história!
Abraços em você e dona Reinalda e beijos nas Reinaldinhas!
Milena
-09/11/2009 às 8:07
Tio Rei,
Você acredita que tem um cara aqui no meu trabalho que insiste que “a menina procurou encrenca”? Quando eu tento argumentar com ele que isso se assemelha à história de Angela Diniz e Doca Street ele vem me dizer que “mas ali, o cara não prestava”.
E que garantia ele tem de que a galera que puxou o linchamento coletivo prestava?
Eu quase mandei o cara ler o seu blog, mas ele não gostaria. Porque você é católico e o sujeito em questão tem grande preconceito contra católicos. Inclusive, já tentou me “converter” (tradução: me fazer virar protestante) várias vezes e tudo o que conseguiu foi me fazer virar mais católica ainda!
Continuo depois…
Anita
-09/11/2009 às 8:02
Reinaldo,
Infelizmente puniram a parte mais fraca, a vítima da crueldade. Os estudantes paulistas continuarão frequentando e prestando vestibular para essa universidade-arapuca Uniban…Mulheres continuarão a ser molestadas e atacadas tanto verbalmente quanto fisicamente…Afinal este é o país do mensalão, da preguiça, da molecagem etc… Segundo o presidente-imperador-sol destepaiz, o Brasil é uma potencia… Só se for uma potencia sexual…
Alfredo Franch
-09/11/2009 às 7:55
O problema começa com o slogan: Universidade para todos.
É uma tolice tão monumental que não poderia deixar de produzir necessariamente os piores frutos…
Yara Chiara
-09/11/2009 às 7:46
Fosse a Uniban de fato zelosa do código de vestimenta e comportamento, ter-se-iam adotado medidas propriamente educativas para implementá-lo.
Tais medidas envolveriam a escolha de pessoas preparadas para travar diálogos constantes e inteligentes com os alunos, cujo progresso no convívio pacífico e respeitoso com os outros colegas seria devidamente acompanhado. Medidas punitivas de gravidade progressiva também teriam sido adotadas, no limite.
Submeter uma garota à humilhação e ao terror coletivo, em que gritos de ofensa se misturam a ameaças de estupro, é simplesmente nojento; justificá-lo significa adotar a animalidade fascista como princípio de conduta e substituto da razão.
Marcus Meyer
-09/11/2009 às 6:42
Da maneira como vai mal a nossa educação, se fecharmos todas as ecolas e não noticiarmos na “mídia”, vai demorar anos antes da sociedade perceber a sua ausência. É que pelo que estão ensinando não vão fazer falta nenhuma. A única diferença talvez fosse notada na melhoria do trânsito!
francisco
-09/11/2009 às 6:10
prezados,
adoro fêmea .