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10/08/2013

às 3:35

Fora do Eixo, a seita totalitária 2 – Ex-interna relata o dia a dia da Casa dos Horrores em que Pablo Capilé é rei e profeta: amizades monitoradas, vida afetiva e sexual patrulhada, técnica de assédio a novatos, sexismo, humilhações

Resolvi manter este post no alto por mais algum tempo

No post anterior (leiam), anuncio que vou tratar do depoimento de Laís Bellini, que também fala sobre a sua experiência com o Fora do Eixo e Pablo Capilé. Laís diz ter se sentido estimulada a revelar o que viveu ao ler as revelações feitas pela cineasta Beatriz Seigner, a que este blog deu destaque.

Muito bem! O texto da moça é gigantesco. Mais de 45 mil toques. Essa parece ser, aliás, uma constante das pessoas que conseguem se desligar da seita. Estão de tal sorte sufocadas pela pressão que decidem falar tudo ao mesmo tempo. Talvez seja a reação natural de quem estava exposto a uma tirania. Ainda que algumas já tenham deixado o Fora do Eixo há algum tempo, não tinham um canal para se expressar. Ao contrário: viam Pablo Capilé, o Kim Jong-un do movimento, nos píncaros da glória.

À diferença da cineasta Beatriz, a estudante de jornalismo Laís (abandonou, à época, o curso para se dedicar à causa!!!) passou a ser uma “interna” da Casa Fora do Eixo São Paulo. Passou a morar na “comunidade”, submetida à ditadura de Pablo Capilé e de alguns de seus, como posso dizer?, “ministros”.

O relato é de arrepiar e coincide com outros tantos que estão na rede.
- o Fora do Eixo é uma monarquia absolutista, e é proibido questionar Pablo Capilé;
- Laís relata o que é o dia a dia de pessoas submetidas a uma forma moderna de escravidão;
- a sociedade “Fora do Eixo” é rigidamente hierarquizada, e os que ainda não têm lastro (tempo de casa) só podem conversar com os seus “gestores” (os chefes);
- o contato com as outras pessoas dentro da casa é rigidamente controlado, e as amizades são desestimuladas, censuradas ou mesmo proibidas — nada que desvie as pessoas do trabalho;
- ninguém recebe salário ou algo semelhante; no máximo, as pessoas ganham um “bônus”, uma moeda inventada por Capilé;
- para sair da Casa, é preciso pedir permissão;
- é proibido se relacionar com pessoas que não pertençam ao Fora do Eixo;
- Laís relata o que, tudo indica, parece ser um esquema de fornecimento de notas frias para que o Fora do Eixo justifique gastos — afinal, recebe dinheiro tanto de empresas públicas como privadas (e tem a Lei Rouanet);
- o Fora do Eixo monitora a vida afetiva e sexual de seus internos;
- pessoas são instruídas a assediar novatos, numa técnica chamada de “pós-amor” (???);
- os novatos, fica claro, funcionam como escravos de Pablo Capilé e daqueles que dividem com ele o controle do Fora do Eixo;
- o clima de trabalho se dá em regime de terror, humilhação, xingamentos;
- discriminadas, as mulheres vão para a cozinha; os rapazes discutem política;
- Laís confirma relato feito por Beatriz e diz que Pablo Capilé tem profundo desprezo pela leitura de livros, uma coisa, segundo ele, ultrapassada.

Abaixo, meus caros, vai um testemunho do que é a Casa dos Horrores. Eu cortei bastante coisa, mas ainda ficou enorme (há o link com a íntegra). Mas vale a pena ler. Eu havia pensando, nos primeiros dias, que esse tal Fora do Eixo era só, assim, um CPC (Centro Popular de Cultura) fora de época e, claro!, com muito menos qualidade. Não é, não!

Os relatos que estão na rede dão conta de que estamos diante de algo bem mais complexo e, em muitos aspectos, perigoso. Há um frenético trabalho de cooptação de jovens e, percebe-se pelos testemunhos, de lavagem cerebral mesmo.

Pablo Capilé, parece, pretende ser uma mistura de Che Guevara pós-moderno com Jim Jones, aquele maluco que conduziu 918 pessoas ao suicídio, em novembro de 1978, na Guiana.

 Recoloco a questão: como é que estudantes universitários descolados, que se querem, vamos ser claros, mais inteligentes do que os “caretas conservadores”, caem nessa conversa e acabam atuando como escravos de alguns espertalhões?

Estarreçam-se com o relato de Laís. Os entretítulos são deste editor.

O começo e o fim
2011 começou como o que seria meu último ano em Bauru, cidade onde cumpria meu curso de jornalismo pela Unesp, mesma universidade que uniu os primeiros integrantes do Enxame Coletivo, ponto da rede Fora do Eixo por lá. (…) Me encantei, e como sempre faço quando me apaixono por qualquer coisa, me joguei. Fui fundo, bem fundo, tapei meus olhos, cerrei minha boca (fui cerrando aos poucos, melhor dizendo). Meus ouvidos, a cada mês, ficavam mais aguçados (recebiam bem as mensagens vindas de cima) e a mente, mais convencida e dependente… 9 meses depois, antes que chegasse a bater a cabeça no fundo do poço, segurei numa cordinha que pendia perto da minha queda e voltei à realidade. Frustrada sim, decepcionada por demais, mas enfim, voltei a pensar.

Aparece Pablo, o mago
Conheci o Pablo, e ele, obviamente, viu nos meus olhos que eu estava ali, encantada com tudo o que estava ouvindo, conhecendo, descobrindo. Me chamou para uma conversa pessoal (o que deve acontecer com um monte de gente, mas no dia, eu me senti muito importante, e meus próximos ficaram intrigados do porque “O grande Pablo Capilé” queria falar comigo, hoje eu bem sei que ele queria saber mesmo o quanto eu já estava dentro, envolvida, fascinada). Na conversa, fez com que eu me sentisse importante naquela rede, me fez ver o quanto meu papel como “mulher”, como ele dizia, era essencial para que Bauru voltasse com toda a potência como antes (…). Em pouco tempo estava no núcleo duro do coletivo de Bauru, e por consequência, morando na sede de lá.
(…)

Tranca a universidade
(…) Meu último semestre na universidade ia por água abaixo. Liguei pra minha mãe e disse: “Mãe, não vou terminar a faculdade, a universidade não está com nada, vou trabalhar com educação popular, com conhecimento compartilhado, que vai além desse engessamento institucional e blá-blá-blá. Ela, como sempre, tentou me entender e me disse: “Confio em você”. E assim foi intensamente, me joguei por completo. Já fazia parte de reuniões da regional São Paulo, e, com cada vez mais envolvimento e, bem percebido pelo núcleo duro geral da rede, estava sendo muito acionada por integrantes de outros pontos, “pequenos”, da regional São Paulo. (…)

O senhor de tudo
Através de imersões (que aprendemos a fazer durante uma nossa lá na Casa Fora do Eixo São Paulo), começamos a espalhar o conhecimento da rede, as ideias, os vocabulários, os vícios, as dependências, e tudo mais que vem embolado nessa seita, com cara de culturalmente popular, musicalmente descolada, pessoalmente encantadora, internamente… cheio de gente incrível que está cega como eu já estive e com um número contável nas mãos de quem são os controladores e administradores da rede querendo consumir só uma coisa em você: a sua mente. E para quê?! Sinceramente até hoje eu não sei o que é que realmente o Capilé quer fazer da vida dele, nem até onde ele quer chegar. Antes eu pensava que ele queria, sei lá, virar ministro da Cultura, saca? Hoje eu acho que isso tá pequeno pra ele. Ele quer mais, e é por isso que não se diz de partido algum, surfa no mar de vários, tem interlocutor no partido da Marinão que eu sei, tem interlocutor no PT (que é o partido com quem esteve sempre mais próximo), e por aí vai. Hoje eu vejo o Fora do Eixo como uma rede que tá alimentando a imagem do Pablo Capilé, o grande criador da ideia de valorizar a troca de produtos e serviços, o grande criador da moeda solidária, que é o tal maldito “card”. Aliás, na moral, se o Fora do Eixo fosse pagar tudo o que deve em card (e em dinheiro) para os outros, poderia fatalmente decretar falência.
(…)

O convite
Em pouco tempo eu já havia adquirido o vocabulário que encanta quando bem discursado e saía por aí espalhando essa seita São Paulo a fora). No último dia de turnê, o Capilé ligou no meu celular. Perguntou como tava rolando a turnê, como tava minha articulação com os possíveis novos pontos e tal… No fim da conversa disse assim: “Então, o que você vai fazer sábado!?” isso era quinta, eu estava voltando para Bauru. “Eu gostaria que você viesse pra São Paulo sábado, aqui na casa fora do eixo São Paulo… Vai rolar a festa de 10 anos da Fórum e eu gostaria que você estivesse aqui pra participar com a gente”. Puuuuuuuta que pariu! Me senti importante pra caraaaaaalho e olha só que irônico… Hoje, eu vejo essa minha reação como nada mais que uma pessoa que inconscientemente ignorava o propósito horizontal da rede, pois ali eu estava vendo um momento de “subir na rede” como tanto já tinha ouvido falar (…)

Sai sem nada
Sim, tenho amigos ali dentro que me veem como quem desistiu, mas não se dão conta do escravismo que estão vivendo, e aqui eu digo escravismo referindo-me ao mental e ao financeiro. Quem toma coragem pra sair da rede tem que ter algum recurso financeiro para recomeçar a vida do zero, e muitos, que eu sei, ainda enfrentam longas sessões de terapia. Muitos amigos meus preferiram mudar de cidade, mudar de ares, enfim, pra tentar tudo de novo…

A cúpula
Ah, quando eu digo cúpula, falo das seguintes pessoas, que, a meu ver, seguem sua própria escadinha de hierarquização, de poder (lastro, como eles dizem): Pablo, Lenissa, Mari e Carol e Felipe (os dois últimos num mesmo nível). Vejam aqui que isso aqui é mera opinião minha, um peixe pequeno naquele mar cheio de espécies…

Pablo, o infalível
Eu já vi gente que tem mesmo tempo de rede baixar a cabeça, já vi medo estampado no rosto de pessoas que estão ali na mesma dedicação que ele, já ouvi me falarem que tem que ficar quieto porque ele sabe o que tá fazendo e que a gente tem que confiar e não ficar perguntando muito.

Hierarquia – o gestor
(…) a coisa ali funciona bem assim. Comecei a trabalhar então pelo Congresso Fora do Eixo que aconteceu em dezembro de 2011, em São Paulo. A gente trabalhava das 8h, 9h da manhã até às 03h, 04h… E olha que eu não reclamo de muito trabalho quando acredito na causa… Mas o problema que eu vejo é que ali parecia uma nóia coletiva de um querer demonstrar mais trabalho que o outro para o seu gestor. Sim, porque ali dentro havia gestores. A galera nova que chegava tinha seu gestor, dependendo em que área ia trabalhar. Eu fiquei trabalhando com a Carol, na Universidade Fora do Eixo, e diversas vezes eu saquei que o “lastro” da Lenissa era o maior ali entre as meninas, e ela, junto da Mari que já estavam havia mais tempo, ficavam constantemente posicionando a Carol para ela se impor por cima de mim. E aí vem uma lista de coisas absurdas da vivência ali dentro que eu acho que tem que ser explicitada

(…)

Coreia do Norte
Quer fazer crítica!? Faça diretamente ao seu gestor que ele resolve com você. Você quer conversar com seu amigo? Você não pode. Sim, você tem um gestor lá dentro da casa e, sim, você não pode sair por aí conversando com sua amiga que vive e trabalha no mesmo lugar que você. (…) Eu conversei algumas vezes com alguns amigos e, no que se chama lá dentro de “choque pesadelo”, fui chamada várias vezes pra conversas em off, a pressão é forte ali… Na hora, você se sente a pessoa mais errada do mundo, sente que tá fodendo com um propósito muito maior e para de conversar com a sua amiga. Sério… Eu fui proibida, digo proibida mesmo… de conversar com o cara que ali dentro eu considerava ser o meu melhor amigo. A seguinte frase foi dita a mim: “Laís, o Gabriel era seu “amigo” lá em Bauru. Agora ele está aqui para trabalhar com o Felipe. Qualquer coisa que ele precisar ele tem que conversar com o Felipe. Você tem que conversar com a Carol. Vocês não têm que ficar de conversa. Aqui dentro, vocês não são amigos. Vocês trabalham para a rede e em setores diferentes.” Claro que a coisa começou a pesar pro meu lado porque eu comecei a sacar que me tornei uma espécie de vírus ali. Não podia mais conversar com as pessoas que queria, com quem me sentia à vontade. Sinceramente, era muito nítida a falsidade todas as vezes que a Carol ou a Lenissa e a Mari me chamaram pra conversar como “amigáveis”. Mas, quando se está lá dentro, você tem medo, medo de responder, de questionar e acaba acreditando que fazer o que estão te pedindo será melhor para o coletivo. Ou seja, é bom você não conversar com seus amigos ali dentro porque, se conversar, pode ficar espalhando críticas absurdas que são “da sua cabeça”, e isso não é bom… Até porque, na concepção delas, eu era uma garota mimada, de classe média, que não vi o que é sofrer pra crescer na vida e, portanto, não aguentava viver na pressão que a rede tinha pra conseguir se desenvolver. Se eu queria perguntar, eu tava perguntando demais, tava com, como a Lenissa me dizia, “síndrome da aparecidisse”.

(…)

Assedias, catar e cooptar – O pós-amor
Catar e cooptar. Vejam bem, moças e rapazes, se você for considerado um perfil estratégico para estar e entrar na rede, cuidado! Você em breve pode perceber alguma pessoa que vai se aproximar bastante de você, mas bastante mesmo, a ponto de demonstrar muito desejo por você. Quando você está se aproximando, há reuniões que acontecem dentro da cúpula, às vezes com mais uns ou outros, que podem ser indicados para tal ação, para definir quem é a pessoa que tem mais perfil para dar em cima de você e te fisgar pra dentro da rede. Sim, essas conversas acontecem em reunião, e, ali, é definido o nome da pessoa que vai partir pra cima. Cada um aqui que tire a sua conclusão. Tanto sei desse papo que soube ainda que ficaram preocupados quando o cara que foi enviado para partir pra cima de mim não conseguiu, e por isso não sabiam o quanto eu estava me envolvendo realmente com a rede ou não. Só pra pontuar: quando eu ainda estava lá, eu participei de uma conversa na qual propunham que eu tinha de demonstrar que eu estava mais dentro, que eu estava mais entregue à rede, pra que elas pudessem confiar em mim e pra que eu pudesse partir pra fazer ações estratégicas como sair pra catar e cooptar uns caras que considerassem interessante estar dentro. Uma semana depois dessa conversa, eu estava fora. E não se enganem, queridos, o amor tá aí pra ser mais uma ferramenta… seja você um(a) universitário(a), um(a) intelectual, um(a) artista interessante pra eles, um(a) professor(a) bem posicionada politicamente. Não importa, se você é alvo, o “amor”, ou melhor, o “pós-amor” é uma ferramenta.
(…)

Sexismo
Me perguntem qual o sexo do gestor da cozinha. E me perguntem quem sai pra uma ou outra noitada do Fora do Eixo pra dar as caras na festa com uma “galera”.

Confinamento
Com quem você se relaciona?! Não queira estar lá dentro e se relacionar amorosamente com qualquer outra pessoa que esteja fora da rede. Você vai viver aquilo ali e nada mais. Ficar dentro da casa o dia inteiro e só sair quando é necessário para a casa (cumprir alguma agenda da sua frente de trabalho ou, então, se você está escalado para almoço, compras, algo do tipo). Você não vai sair de casa para ir ao cinema, tampouco ao teatro. Você não vai sair pra ouvir um som nem tomar uma cerveja com o seu vizinho. Afinal, você nem conhece seu vizinho, porque não há tempo, espaço, disponibilidade. Você vive dentro da Casa Fora do Eixo São Paulo, e isso é a sua vida. Se você quer visitar seus pais no interior… “Olha, sinceramente, que você tenha um bom motivo. E que não vá pedir dois meses seguidos. Sim, porque ali o verbo era esse. “Posso ir visitar minha mãe essa semana?”, coisas do tipo. Quer encontrar uma pessoa que não faz parte da rede?! Vai inventar a maior mentira pra conseguir sair dali uma noite, e, no dia seguinte, se demorar pra voltar, não tem cara bonita te dizendo bom-dia, não. Ali, é cobrança 24h por dia. Agora, ai de você perguntar por que o Pablo tá saindo. Por que a Lenissa vai passar três dias fora. Você não tem de perguntar. Ela vai sair, vai usar o dinheiro do caixa coletivo, não vai pedir a ninguém o quanto vai usar. Mas, claro!, veja bem, ela tem “mais lastro que você”. O Pablo resolveu dormir até mais tarde e perdeu o voo? Não importa, ele nem se deu a obrigação de cancelar o vôo. “Você vai ligar lá, Laís, vai dar um jeito de trocar a passagem.” “Mas já passou a hora do check in” “Não importa, troca, ou compra outra, tem que comprar outra, rápido, Laís, já resolveu (o gtalk bombando!!!)? Vai, Laís, vai logo, menina! Tá lerda hoje! Você é lerda mesmo né? Parece retardada”. Sim, você fica na função de comprar 70 passagens aéreas e não para durante 4 dias, fazendo todas as cotações possíveis e impossíveis. (…) “Laís, você é retardada, NÃO TÁ OUVINDO O QUE EU TÔ FALANDO?” É nesse nível!
(…)

Curtir o Pablo
Eu já estive lá. Já vivi momentos em que aparecia um texto com crítica ao Fora do Eixo e aparecia o Pablo sala por sala ou recebíamos a informação via gtalk: “Escrevam aí sobre o quanto você curte estar vivendo isso aqui, o quanto a gente faz coisa massa”, e aí, como mais uma demanda, em 15 minutos, o Facebook tinha 300, 400, 500 textos com esses mesmos tantos de curtir e compartilhar. É bom lembrar que curtir e compartilhar coisas que o Pablo e mais outros por lá escrevem no Facebook é demanda diária. Mas, quando você está lá dentro, parece mais que você está defendendo a causa da rede, que por mais que você tenha crítica, todo mundo tá ali pra algo maior.
(…)

Proibido falar com estranhos
Eu já cheguei a ouvir da Carol (e sinto muito que são fortes recomendações da Lenissa e do Pablo) coisas do tipo: “Com quem você está conversando aí no Facebook, Laís? Esse cara nem é do Fora do Eixo. Quem é ele?! Por que você está conversando com ele?” E, veja bem, ai de você perguntar alguma coisa a Pablo, Felipe, Mari, Lenissa, Carol no mesmo nível de prepotência. Ai de você querer saber com quem o Pablo conversa horas de porta fechada. Qual o assunto da conversa fechada em gtalk entre eles e assim por diante.
(…)

Armação para xingamentos
Eu sei que, depois disso que tô escrevendo, vai aparecer muita gente dizendo que é tudo mentira, que sou rancorosa, mesquinha, filha de mamãe e blá-blá-blá. Ok, ok, eu também já escrevi textos dizendo que tal pessoa era rancorosa, mentirosa e que eu era pós-rancor. Eu sei como funciona, apesar de ter passado só 9 meses na rede, pouco tempo na Casa Fora do Eixo São Paulo, ter tido pouco “lastro”, foi bem mais que o suficiente para me implodirem lá dentro ao perceberem que eu estava despertando, claro.

Vida amorosa patrulhada
Sim, me distanciaram dos meus amigos. Me questionaram sobre minha vida amorosa. Disseram pra eu não me relacionar com tal pessoa porque “este não é o momento de você se relacionar com tal pessoa. É o momento de você trabalhar para subir na rede, para adquirir lastro, para ter espaço pra falar, pra conquistar essas coisas, você tem que assumir esses papeis”. “Laís, por que você tá indo caminhar todos os dias no Parque com a Bianca? Acho que vocês duas estão conversando muito. Não é para vocês ficarem conversando muito”. “Laís por que hoje você ficou de risadice com os meninos na cozinha!? Você é mulher, tem que se posicionar como tal, não é pra ficar de conversa, de risada com ninguém na cozinha. Vai na cozinha porque tá com fome. Pega o que tem que comer e voltar a trabalhar. Não tá vendo que tá todo mundo aqui focado!?”.
(…)

Mais trabalho escravo sem cultura
Na moral, o que é se “posicionar” como mulher? E foco? Ali é passar o dia inteiro fazendo marketing online do Fora do Eixo. Toma banho rápido. Vai no banheiro correndo. Ninguém na casa lê livro algum, porque não dá tempo, isso não existe. E, ainda mais com o discurso do Capilé de que ler é perda de tempo, que agora a comunicação está mais dinâmica, que a gente usa o Facebook pra ter informação de tudo e que isso basta, juntando um ou outro artigo e tal que você vai ler porque obviamente estará falando do Fora do Eixo, e sim, isso é tudo. Cinema… tem um clube de cinema dentro da rede, e marcávamos uma vez por semana (que era nossa hora de descanso da semana) para assistir a algum filme. Mas, sim, rolava uma puta pressão psicológica e disfarçada. Porque, na real, se a sua gestora não vai assistir, por que você vai?! Você tem que trabalhar e trabalho ali, meu amigo, não tem fim.
(…)

O dinheiro: nota fria?
O Fora do Eixo é uma rede com vários coletivos. Quando existia em Cuiabá o Cubo, eles tinham uma associação, a Asprogic, cuja presidenta, se não me engano, é a Lenissa. Em São Carlos, uma outra associação existia e se chamava Associação Caminho das Artes, cuja presidenta, depois de um tempo, se tornou a Carol. A partir disso, tem-se, ali dentro da cúpula do Fora do Eixo, duas pessoas que são presidentas de duas associações, portanto, que podem emitir notas, e podem emitir, portanto, notas de serviço a outras organizações. Organizações tais que podem ser, por exemplo, o Fora do Eixo, que recebe dinheiro público por editais ou relações diretas com empresas privadas como a Vale do Rio Doce, a Petrobrás, a Oi, etc. Quem recebe dinheiro para apoiar atividades culturais tem que justificar os gastos. Por exemplo, então, a associação Caminho das Artes pode prestar um serviço ao Fora do Eixo e emitir uma nota sobre sua atividade prestada a tal organização, que vai servir de justificativa ao que o Fora do Eixo tem que apresentar ao governo ou a empresas que o apoiam.

A vida cotidiana: Pablo, o monarca
Pergunta pra Ivana Bentes e pro Claudio Prado se eles vão sair de suas bem acomodadas e “media ou alto classeadas” casas e vidas para ir viver numa casa Fora do Eixo, dividir seu quarto com mais 8 pessoas, suas roupas com mais 20, 30 pessoas, seu sabonete com mais 22, sua bermuda com mais 15 caras, vai lavar a louça do almoço pra 80 pessoas e o prato do Capilé (que eu nunca vi lavar uma louça em todo tempo que estive morando lá, “mas calma lá, Laís, ele tem coisa mais importante pra fazer”). Também nunca vi Carol, Lenissa e Mari fazer um almoço, uma janta. Ops, vi sim, acho que duas vezes, quando deu uma vontadezinha de fazer uma coisa diferente. “Mas, Laís, deixa de ser mesquinha, egoísta, você acabou de chegar, tá perguntando coisa demais, fica de boa, vai de boa”. Eu nunca vi Mari, Lenissa, Carol, Pablo, Felipe levantar da cadeira pra lavar um banheiro pós-domingo na casa… E nunca vi também alguém ter coragem de pedir pra eles ajudarem, sendo que batia final de domingo na casa, e o resto da casa toda levantava e ia limpar a parte inteira externa pra ficar limpa porque, na segunda-feira, a vida e o trabalho continuam. Eu nunca vi nenhum deles sair pra fazer compras.
(…)

Monarquia absolutista
O Fora do Eixo é uma das estruturas mais engessadas que eu conheço na minha vida; “ditatorial” diria eu. Com seus ministros e seu presidente muito bem autointitulado rei-mor da bancada. Diria mais: ali se vive uma ditadura monárquica, com toda a sujeira de autoritarismo de milhões de outras caras bonitas que possa haver num governo que se descreva como tal. Monárquica porque o Pablo é um rei lá dentro. Só não parece porque ele não se importa muito em demonstrar e porque também, pô!, é bem descolado aparecer como um cara de boa, que não liga pra roupa que tá vestindo, tá sempre tranquilão… É o pós-rei-cult. E digo ditatorial porque a única coisa que eu consigo associar com o medo que existe nas pessoas em questionar o poder da cúpula é a ditadura.
(…)

Ameaças a quem sai
u espero que mais gente tenha a coragem da Beatriz, a minha coragem e a de tanta gente que ainda vai aparecer, cada uma a seu tempo, cada uma no seu espaço, porque abrir a boca pra falar disso aqui não é fácil, não. Sim, eu tenho amigos que já foram ameaçados e não venham pedir nomes, cada um vai falar da sua experiência a hora que bem entender.

Dívida e estelionato
Saí com o Fora do Eixo me devendo pouco menos de 5 mil reais (não em card, em real mesmo…). Negociei com eles porque muita coisa diziam que era “investimento meu na rede” e diziam ainda que, no fundo mesmo, eu que devia pra eles pelo tanto de coisa que eu aprendi enquanto estive na rede. O que toparam pagar segue: passagem aérea comprada no cartão de crédito da minha mãe, meu limite do cartão que ficou negativo, mais de 8 multas no período de um mês com meu carro circulando São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Sendo que eu não considerei, por exemplo, cobrar a batida no carro que acabou com uma lateral, devolvi o carro pra minha mãe assim mesmo, um ano de 3G no meu cartão e mais. Eu não queria mais ficar debatendo, fechei em cerca de 3 mil reais. Sò vi a cor de 500 reais, e já trocamos incansáveis 57 e-mails. A resposta sempre é que o orçamento, o caixa, não deu pra fechar, pra pagar esse mês. Lembrando ainda que colocaram meu nome no Serasa por não pagarem uma conta de um celular que não era meu, mas estava no meu nome, mesmo depois de eu ter saído, e eu é que fui pagar essa conta um ano depois pra que meu cartão fosse liberado, e meu nome, limpo. Eu saí do Fora do Eixo em fevereiro de 2012. Estamos em agosto de 2013. E que aqui cada um pense o que quiser.

Desqualificação
Cada um sai da casa com uma TAG. Lembro que tinha a ?#?traíra?, o ?#?filhodaputa?, eu sai como a?#?desistente?, sei que, depois de mim saiu, a ?#?loca? e por aí vai. Pra cada um que se vai, eles justificam com um milhão de defeitos da pessoa (…). Até quando eu estava lá, tinha uma frase do Pablo pra quando alguém saía: “pode ir, pra cada um que sai, chega 10 a mais”. A coisa já não tá mais bem assim. As pessoas estão acordando, e eu espero que esse meu relato seja mais um despertar. Eu sei que, depois deste texto, podem rolar diversas reações da Casa. Ou eles vão ignorar ou vão retaliar a minha pessoa como bem tentam fazer. Podem falar, podem gritar. Pode ser que doa dependendo de quem escreva, até porque, de lá de dentro, eu ainda guardo carinho de muita gente, mas o meu papel hoje tá sendo social, de despertar o olhar de quem tá vendo de fora e também de quem não tá vendo de dentro. Que fique claro que, quando eu trato de Fora do Eixo, eu não tô generalizando as pessoas da rede que fazem parte dela, como eu fiz, eu tô falando de quem a comanda, quem a organiza, quem a vê como ferramenta estratégica para chegar eu não sei aonde.
(…)

Humilhação
Quando eu saí da casa, pedi pra sair tranquila, avisei a Carol que eu não queria alarde, que eu não estava bem, tinha passado dois dias acordada, pensando na atitude a tomar. Não aguentava mais a pressão, não queria mais estar ali, só queria ir embora tranquila, sem discutir, sem problemas. A resposta pra esse meu pedido foi colocar as 22 pessoas que viviam comigo e mais umas outras que estavam ali na casa no dia na minha frente numa reunião geral. Descer uma enxurrada de argumentos, aos quais eu não estava afim de responder. Esquentaram meu psicológico até eu não aguentar mais. Eu só chorava, queria sair dali, sem problemas, sem mal-estar. As pessoas ali me olhavam com cara de “coitada, desistiu!”, e a cúpula, mais precisamente Lenissa e Mari, com uma certa cara de que eu era lamentável, falando com arrogância (…) De verdade, eu mal me lembro do que me disseram naquela noite. Eu só queria sair dali e me mantiveram ali, como se eu tivesse que bater cartão pra galera, já que eu estava saindo. Fizeram isso comigo porque eu não tava saindo de lá sabendo de nada demais que pudesse comprometê-los. Eu era só um peão ali dentro. Quem sabia muito, eles fizeram sair na surdina. Da noite pro dia, como rolou com muita gente que ainda não se sentiu à vontade pra falar, mas que, com certeza, tem muito mais que eu pra contar. A mim me colocaram diante de todos ali que eram meus amigos, até então alguns bem próximos, e perguntaram: “Por que você tá saindo, Laís?” Eles sabem que o estado em que eu me encontrava, psicológica e emocionalmente, não daria condições para que eu contra-argumentasse e puxasse um debate coletivo ali. Hoje, como diriam os Doces Bárbaros, de “pé quente e com a cabeça fria”, eu lhes dou essa resposta. A última fala daquela conversa foi, obviamente, do Capilé: “Laís, independente de qualquer coisa, a gente vai se cruzar por aí, tenho certeza”. E, sim, Capilé, é aqui que a gente tá se cruzando de novo. Eu aqui, você aí.”
Laís Bellini

Por Reinaldo Azevedo

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520 Comentários

  • edson thome

    -

    7/11/2013 às 4:04 am

    Isso e mesmo a cara do brasil,esse cara de pau do capile,ainda e financiado pelo governo do PT,e outros partidos,tidos como socialistas. Brasil ACORDA socialismo e comunismo e muito bonito só no papel.Por isso que o brsil vive na merda,é corrupçao de tudo que é lado. deveria ter pena de morte pros corruptos e toda corja deles só assim acabaria com essa canalhise que assola o país

  • marceloceticomarcelo

    -

    27/8/2013 às 4:56 pm

    Sabe o motivo desses analfabetos funcionais caírem nesses esquemas ridículos que os usa para desviar dinheiro público?
    A péssima educação brasileira, coalhada de professores estúpidos que sofreram lavagem cerebral para adorar de forma velada o comunismo.
    Depois de toda doutrinação que sofrem no ensino básico e médio, esses coitados se deparam com um ambiente ainda mais insalubre mentalmente e recebem ainda mais doutrinação. Que alguns semi-retardados caiam nas armações dos Capilés da vida não é de admirar. O que é admirável mesmo é que não haja ainda mais idiotas úteis para servir de capacho para esses ladrões do dinheiro do povo que eles imaginam defender, sempre a pretensão de que são super-heróis em defesa do povo, quando são uns coitados manipulados pelo beiçudo psicopata.

  • marceloceticomarcelo

    -

    27/8/2013 às 4:39 pm

    Tabita sua esquerdopata. A única coisa que o esquerdismo faz é usar o povo como massa de manobra para se apropriar do dinheiro de babacas capitalistas e depois que conseguem o controle tratam de matar tanto o “povo” enquanto os capitalistas fogem para o exterior.

    Procure ajuda de um psiquiatra sua esquerdopata, talvez haja um medicamento para reverter lavagem cerebral.

  • tabita

    -

    21/8/2013 às 9:45 pm

    Por gentileza, não falem em “esquerdopatia”, porque “esquerda” não diz o que o Fora do Eixo é. Eles não defendem os trabalhadores, eles exploram trabalhadores. Eles não defendem a cultura, muito menos a cultura popular – eles se enojam dela e querem lucrar (de sua forma pós-moderna) com ela. Eu sou de esquerda e não tenho nada, absolutamente nada com o FdE.

  • Wilson

    -

    13/8/2013 às 4:00 pm

    Prática petista em administrar convênios: acertam um convênio com uma ONG – cujo presidente (ou presidANTA) é companheiro(a) -, liberam a grana, nomeiam um Fiscal de Convênio que exerce Cargo Comissionado (para ter aprovação das contas e ter parecer chapa branca), apresentam várias notas frias e tá tudo certo. Essa prática é procedimento normal, basta verificar. Só não enxerga quem não quer ver. Tem ONG, Associação, Sindicato, Frentes… de tudo quanto é eixo atualmente. Detalhe: Convênio é um drible na Licitação, basta apresentar um “projeto” que se coaduna com o “interesse público”, daí afasta o procedimento licitatório. Portanto, é a vulgarização de remessa de dinheiro público. Que país é esse?

  • jordanio

    -

    13/8/2013 às 10:42 am

    Em 11/2011 o cantor pernambucano China já havia botado a boca no trombone:
    http://chinaman.com.br/fora-do-eixo-e-longe-de-mim/
    Como se nota, só agora a turma foi desmascarada publicamente… kkkk…Se arrependimento matasse… o tal do Capilé e do Tortuga jamais teriam ido aquele Roda Viva, kkkkkkk…

  • Alex

    -

    13/8/2013 às 8:02 am

    Caro,
    meu comentário chega tarde, mas não poderia deixar de fazê-lo. É incrível a semelhança dessa “turma” com os anarquistas autoritários de “Os Demônios” de Dostoiévski. Seja de esquerda ou de direita, o autoritarismo tem sempre a mesma face.

  • Eduardo

    -

    13/8/2013 às 12:51 am

    Isso acontece e ficam impunes porque prestam serviço para o partido da Côrte, ao contrário já teria ido por lá fiscais do Ministério do Trabalho, Ministério Público, Movimentos Sociais ligado ao partido e, etc..

  • M

    -

    12/8/2013 às 8:15 pm

    Que pavor! Mas nada surpreendente. A esquerdopatia vive do medo.

  • sem noção

    -

    12/8/2013 às 5:27 pm

    BETHS – 11/08/2013 às 15:12, postou esse link… eu entrei, li e resolvi postar de novo, com sua permissão Beths…pra que seja lido… Vlw beths…. se mais alguém tiver outros links, posta aqui… abraços…

    http://dynamite.com.br/jukebox/category/denuncia/

  • Movimento Endireita Brasil

    -

    12/8/2013 às 5:19 pm

    Pablo Capilé, a crônica de um capitalista. E a inveja que a Mídia Ninja provoca.

    O relato em que a cineasta Beatriz Seigner revela sua experiência com o coletivo Fora do Eixo (FdE), e seu fundador Pablo Capilé, ganhou as diversas mídias e está fazendo o Facebook ferver.

    Em outro post, Beatriz (que diz ser de esquerda) subscreve artigo do trezentos.blog.br onde destrincham como o Fora do Eixo é um “projeto de Direita”….

    Como o nome pagão da Direita foi invocado, acreditamos que cabe aqui algumas linhas sobre tal predicado imputado ao rapaz.

    Ora, é muito mais fácil viver acreditando nisso.

    Afinal, quem teve uma experiência desagradável com a Esquerda (Fora do Eixo), tem uma enorme dificuldade em resignificar (homenagem ao Capilé) conceitos tão arraigados.

    Como passar a defender valores da Direita? Direita é má! Direita é responsável por tudo de ruim que existe. Direita é reaça.

    Como alguém em sã consciência pode se declarar de Direita no Brasil? A disputa não é pra ver quem é mais Esquerda, ou Centro-Esquerda? O Movimento Endireita Brasil não tem vergonha.

    Em seu post, Beatriz defende a propriedade privada (valor da Direita). Antes do horror e calafrios que isso causa, vamos decodificar. Propriedade privada é um conceito simples e banal sobre o direito de se dispor sobre o que é seu, sem expropriação. No caso de Beatriz, um filme – Bollywood Dream.

    Beatriz também defende que seu vídeo caminhasse pelos seu próprios méritos, meritocracia (valor da Direita). Como assim? Um filme correndo o risco de ter mais público que outro, afinal isso não seria………desigualdade? Ohhhh! A barbárie! (Igualdade que se preze é perante às Leis e não de gostos, posses, conhecimentos, atitudes)

    Realmente é um choque.

    Não pedimos que a partir de agora vários se autoproclamem direitistas. É rude, vão olhar feio para vocês… Esquerda vem ganhando esse debate de 13 a 0. Marketing (mercadologia), um dos pilares do capitalismo, tem a Esquerda como seu melhor praticante.

    Vamos brincar de preencher a lacunas? Trocaremos Fora do Eixo por Estado Socialista e Artista por Cidadão numa síntese do relato de Beatriz.

    (Fora do Eixo) é um fim em si mesmo. Faz uso do trabalho do (artista) para sustentar uma grande estrutura, que beneficia majoritariamente os privilegiados da cúpula de comando. Pouco cria, muito apropria. Em vez de o (Fora do Eixo) potencializar a energia criativa do (artista), temos o oposto. Quando (artista) se rebelar contra a exploração e não cooperar mais, (Fora do Eixo) desmoronará.

    (Estado Socialista) é um fim em si mesmo. Faz uso do trabalho do (cidadão) para sustentar uma grande estrutura, que beneficia majoritariamente os privilegiados da cúpula de comando. Pouco cria, muito apropria. Em vez de o (Estado Socialista) potencializar a energia criativa do (cidadão), temos o oposto. Quando (cidadão) se rebelar contra a exploração e não cooperar mais, (Estado Socialista) desmoronará.

    Justiça seja feita ao Capilé, ele não retém o passaporte de ninguém. O ir e vir é respeitado no coletivo. Quem está lá é porque gosta e quer.

    Um dos livros mais brilhantes e trágicos já escritos é O Caminhão da Servidão (publicado em 1944 pelo Nobel Friedrich Hayek). Foi dedicado aos “Socialistas de todos os partidos”. É trágico, pois apesar de apontar com brilhantismo como o socialismo conduz INEVITAVELMENTE ao totalitarismo, ele não conseguiu evitar os regimes que vieram depois de sua publicação: Kim Il-sung (48), Mao (49), Castro(s) (59), Pol Pot (75), Chavez (99), entre outros notáveis defensores da Liberdade, Livre Mercado e Meritocracia.

    O Caminho da Servidão é o Socialismo.

    “Aqueles que não conseguem relembrar o passado estão condenados a repeti-lo” in A Vida da Razão, George Santayana

    Corta.

    É claro que Arte é transgressão, crítica, denúncia. Ninguém vai compor uma música pagando pau para Apple. Mas pensem onde a arte é mais livre (e por isso mesmo mais combativa, instigante). Onde os artistas têm mais controle sobre seu processo criativo e botam a boca no trombone sem retaliação?

    Bacana mesmo é a Ley de Médios da Argentina….

    Ou os nossos blogueiros progressistas (progresso deles = capturar verbais estatais). Gastam a maior parte do tempo comentando o que sai na “grande imprensa golpista”. Alias, comentando não é uma boa descrição. Melhor seria panfletando a favor de quem anuncia em seus sites. Produzem muito pouco jornalismo. Como dizia Millôr Fernandes: Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados….

    Quando a União Soviética passou a ditar as cartas na produção cultural (“democratizar” é o termo técnico para isso atualmente….) o que aconteceu com a literatura, dança, música, cinema, artes plásticas, teatro? Todos meios em que a Rússia era uma potência. Criação foi pífia, um desastre para a cultura global. Difícil citar algum virtuose desse período, né?

    Uma das exceções: USSR produziu um prêmio Nobel de literatura em 1970, Solzhenistsyn (não vem ao caso o fato de ter sido escorraçado de seu país pelo seu trabalho….). Mas quem leu seu o livro, Arquipélago Gulag, onde retrata o jeito Stalin de governar? Poucos. Livro não é editado no Brasil há quase 40 anos!!!

    Quem sabe quando o publisher Emir Saber resolver atualizar o catálogo Estado de Sítio, da Editora Boitempo, ele inclua o título. Fica aqui o compromisso de o Movimento Endireita Brasil bancar parte da publicação (pagamos os fornecedores diretamente devemos pontuar, nada de intermediários gafanhotos).

    Portanto, Beatriz tente imaginar como é a vida de um cineasta/artista num Estado Socialista. E depois decida se quer continuar mesmo se dizendo/sendo de Esquerda.

    O artista é a mola propulsora do processo criativo, é quem dá a cara para bater, cria mesmo sem saber se o público/mercado vai curtir. Só consegue prosperar depois de ouvir muito não. Depois de pastar em vários momentos, até se reenergizar e partir para mais uma, e outra, e outra. Seria o artista um empreendedor passional?

    Tirem suas próprias conclusões. Como rogar por razão num mundo irracional?

    Por fim, dado o outro relato de Laís Bellini sobre seu período como moradora no FdE, e sua aparente trama orwelliana, recomendamos que todos leiam (ou releiam para quem não entendeu) a Revolução dos Bichos/Animal Farm (George Orwell, 1945). Livro tem 100 páginas apenas. Vamos lá geração 140 caracteres faça um esforcinho para ver como uma ditadura de Esquerda nasce e evolui. No fim, os porcos andam com 2 pés…

    Que tal um remake, Beatriz?

    Seu relato contribuiu e muito para o debate. Hora de aprofundá-lo.

    Quanto ao Capilé, não obrigado. Ele não é dos nossos.

    Nossas bandeiras:

    -Defendemos a menor minoria que existe, o indivíduo
    -Propriedade Privada
    -Livre Iniciativa
    -Liberdade
    -Privatização
    -Repúdio ao totalitarismo, militar, proletário, qualquiera
    -Respeito aos contratos
    -Meritocracia
    -Desregulamentação/Autoregulação

    Prazer, Direita.

    Quando o senhor Pablo Capilé comungar desses valores, não teremos nenhum empecilho em dizer que é um dos nossos. Faremos até um diplominha e colocaremos no nosso Facebook. Vários já se curaram do Esquerdismo, doença infantil do Comunismo (não nos joguem pedra, esse título é de um livro do Lênin). Ninguém tem a obrigação de saber. Mas procurem se instruir. Até lá, vamos manter o Capilé fora do eixo da Direita.

    Advertência: Não oferecemos cargo algum. Bolsas, só com pagamento a posteriori. Oferecemos apenas um campo livre para que cada um desenvolva seu potencial criativo, produtivo e humano sempre respeitando o espaço do outro.

    Um parágrafo sobre a Mídia Ninja. Dá pra ver o quanto esses caras balançaram as estruturas quando até os blogueiros progressistas não estão defendendo o Fora do Eixo. Inveja claro, sentimento tão caro à Esquerda. Vai que a Mídia Ninja consegue se estruturar nos moldes da Vice.com? Vice.com tem fôlego para cobrir desde a Coréia do Norte até Wall Street (viva a verba privada, viva a pluralidade de anunciantes) Ia ficar chato né? Afinal, Mídia Ninja teve o mérito de fazer muito com pouca estrutura. E meritocracia é coisa da Direita. Blogueiro progressista quer receber verba estatal todo mês e não por reportagem. Igualdade. Esse negócio de receber por êxito é estrutura de gestão capitalista. Pena que o debate sobre mais um ator no meio tenha sido ofuscado pelo jeito esquerdista de ser do FdE. Trama da Direita? Torçamos para que a Mídia Ninja continue a preencher lacunas de informação e sobreviva ao turbilhão Fora do Eixo. Quanto mais vozes melhor, sempre lembrando Millôr Fernandes ad nauseam: Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados….

    Sobre o futuro do Capilé, não se preocupem. Até porque a Direita não é solidária (solidariedade é monopólio da Esquerda). Daqui a pouco, ele consegue um cargo numa secretária de cultura de algum governo. De Direita ou Esquerda? Mistério….

    Addendum

    Pequena amostra de indícios que apontam Pablo Capilé do FdE como capitalista:

    Capilé coloca foto dele com o José Dirceu em seu Facebook. Sabemos que Dirceu é consultor (empresário). Pablo Capilé é de Direita

    Capilé está no discurso do Rui Falcão, presidente do PT, como ponta de lança de ativismo. Rui Falcão teve sua fala editada pela TV. Tudo montagem. Mídia Golpista. Capilé é de Direita

    Capilé se reuniu com Lula no fim de julho. Lula é agente do grande capital. Capilé é de Direita

    Capilé conhece a Dilma. Dilma é presidentE do país. Dilma é establishment. Capilé é de Direita

    Capilé apóia Haddad. Haddad tinha loja na rua 25 de março em SP. Haddad era comerciante (burguês). Capilé é de Direita

    Capilé circula com Marta Suplicy. Marta usa tailleur da Chanel (pago com seu dinheiro, bien sûr). Marta é fashion. Capilé é de Direita

    Fora do Eixo criou um banco e tem uma moeda alternativa. Capilé é banqueiro. Capilé é de Direita

    Casa Fora do Eixo fica num casarão com vários cômodos, numa região central de SP, longe da perifa. Capilé é de Direita

    Capilé tem rixa com Pernambuco, Estado em que alguns músicos rejeitaram as práticas do FdE. Capilé é racista. Racismo é monopólio da Direita. Capilé é de Direita

    Casa Fora do Eixo de SP é um estratagema das construtoras para revitalizar o bairro do Cambuci, catalisando a especulação imobiliária. Capilé é especulador. Capilé é de Direita

    A mega-esquerdista Ivana Bentes, professora de comunicação da UFRJ, defende o FdE com unhas e dentes. Será que ela fechou uma joint-venture de comunicação com a Globo? Ivana Bentes talvez seja global. Capilé é de Direita

    Mídia Ninja usa Iphone, ícone supremo de uma das empresas mais capitalistas do planeta. Capilé é de Direita

    Capilé é agente infiltrado da CIA para ridicularizar a Esquerda. Capilé é de Direita

    Rodrigo Constantino, colunista liberal da revista Veja, tece comentários negativos sobre ele. Isso é cortina de fumaça. Rodrigo Constantino está a trabalho da Esquerda. Capilé é de Direita

    Capilé esteve no Roda Viva. Capilé é mainstream. Capilé é de Direita

    E finalmente: CAPIlé tem quase o mesmo radical que CAPItalismo. Capilé é capitalista

    De novo, Capilé é a Esquerda, esculpida e encarnada. Só não o vê quem for desonesto intelectualmente ou alienado. Camaradas, peguem que o filho é de vocês!

    MOVIMENTO ENDIREITA BRASIL – MEB

  • Chico Santos

    -

    12/8/2013 às 5:01 pm

    Pior é na véspera e após as eleições a Petrobras destinar 531 mil para a Universidade Fora do Eixo

    1 09/07/2012 236.000,00
    2 30/10/2012 177.000,00
    3 08/05/2013 118.000,00
    Total Geral 531.000,00

    è só consultar no site no Ministerio da Cultura – Salic Consulta

  • Maria

    -

    12/8/2013 às 4:45 pm

    Post publicado em 2011 já mostrava fatos impressionante sobre esse coletivo. Os comentários complementam o texto e agregam mais informação de valor. Pergunta: Por que o MP ainda não investigou esse negócio bizarro? http://dynamite.com.br/jukebox/2011/11/modelo-fora-do-eixo-tornou-se-oportunidade-de-negocios-e-de-lucros/

  • Ronaaaldo

    -

    12/8/2013 às 3:46 pm

    No final das contas, o de sempre em se tratando de esquerdismos/coletivismos e quejandos:

    - Fazer a revolução com dinheiro dos outros. De preferência dinheiro do governo (que tira do povo), de estatais, empresas privadas via Lei Rouanet (que não deixa de ser dinheiro do povo, pois é fruto de desoneração tributária).
    No final, a Margareth Tatcher (cujo simples pronúncia do nome dá urticárias nessa gente, ainda bem) estava certa: comunismo só existe enquanto o dinheiro dos outros não acaba

    Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros – O Capilé e seu núcleo pegando dinheiro, dando ordens, fazendo o que quer e os outros trabalhando na internet, lavando louça, lavando roupa, limpando a casa etc.
    A revolução dos bichos (o livro que deve ser o mais proibido das casas FdE) mais certo do que nunca.

    - utilização sexual dos membros cooptados para cooptar mais gente. Muito utilizado em tráfico de drogas, seitas satânicas, espionagem, quadrilhismo e agora sabemos, por coletivos que querem outro mundo possível, desde que seus líderes possam curtir o que o mundo atual tem de melhor a custa de trabalho e dinheiro alheios.

  • sandra lima

    -

    12/8/2013 às 3:14 pm

    O ABSURDO , FORA O SISTEMA IDEOLOGICO (SIC) , E QUE EMPRESAS ESTATAIS SIMPLESMENTE , NAO VAO IN LOCO PRA *VER*
    O QUE REALMENTE E A COISA!
    BASTA ESTAR COM O PROJETO E OS RELATORIOS EM ORDEM , E PRONTO…TA FEITO O IMBROLIO…
    CADA O MP ??? TAO PREOCUPADO COM O SEXO DOS ANJOS??
    O QUE ESTA AI , TA BLINDADO?? POR QUAIS INTERESSES?
    OS DE CORES MARRON…

  • Ivan Baiocchi Filho

    -

    12/8/2013 às 2:37 pm

    Dizer o quê????? Se fosse com uma filha minha, eu moveria mundos e fundos para acabar com esses …! Fiquei com raiva só de ler o texto!!!! Desculpem-me.

  • André

    -

    12/8/2013 às 1:47 pm

    É mesmo Reinaldo,
    O cara é pior que o Racional Superior e pior que a Cientologia! O cara quer ser um Jim Jones mesmo!!

  • contribuinte comunizado pelo PT

    -

    12/8/2013 às 1:23 pm

    Fico tentando entender porque torram dinheiro público nessa casa de horrores, mas a cara do capilé imagina-se um investimento do PT na formação de castrador de boi com aquela bocona do capilé, formação de mão-de-obra especializada num importante segmento das exportações, dentro da melhor técnica já que tudo a ser castrado cabe na bôca do capilé. A linguona é para evitar que sangue caia no chão.

  • Fernando

    -

    12/8/2013 às 1:18 pm

    Gente como esse tal de Capilé tem … Podem pesquisar.

  • Cascadura

    -

    12/8/2013 às 12:27 pm

    Enquanto jovens universitários estiverem procurando milagres fora dos livros estarão sujeitos ao 171 pós moderno. Vamos estudar e ler galera, ter opinião própria e ir as forras na hora da eleição, a facebooquisição dos jovens imaturos leva a minimização cultural. PRA FORA DO EXÚ !!!!

  • Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida

    -

    12/8/2013 às 11:41 am

    São Paulo, 12 de agosto de 2.013

    Prezado Reinaldo,

    Assustador o relato dessa moça, Laís.
    Não que eu tenha dó, pois as Universidades estão infestadas desta gente horrorosa e entra quem quer e/ou tem o miolo mole.
    O que assusta é que Olavo de Carvalho desde 1.996 bate nesta tecla e ninguém dá a mínima: A Esquerdopatia cresce exponencialmente.
    Relatos como esse me faz recordar de um dos artigos de Diogo Mainardi na Veja, onde ele dizia: ” … se o seu filho começar a ter idéias esquisitas durante o curso superior, tire-o da faculdade e arranje-lhe um emprego”.
    Sábias palavras do Mainardi.

  • Alex

    -

    12/8/2013 às 10:08 am

    O “óbvio uLULLANTE”: Capilé é só mais um dos “meninos do Brasil” do facchionazismo Lullista. Adora ser adorado como seu mentor e seus modelos: Dirceu, Falcão, Carvalho, Dilma, T(r)attos, Marta, Chauí e tantos outros “heróis” da imbecilidade e vigarice coletiva que dominam o país…

  • Exilado

    -

    12/8/2013 às 8:40 am

    Se universitarios de verdade sao seguidores do FdE, entao as universidades que frequentaram FALHARAM MISERAVELMENTE NO SEU PROPOSITO DIVINO: ENSINAR A PENSAR…

    Scientia Vinces para os ignobeis!

  • marize

    -

    12/8/2013 às 8:39 am

    O QUE MAIS ATERRORIZA, É PENSAR QUE O MINISTERIO PÚBLUCO, FOI COOPTADO TAMBÉM PELOS PETRALHAS…

  • marize

    -

    12/8/2013 às 8:37 am

    OU SEJA, DINHEIRO PARA O CAIXA 2 DO PT. TUDO ARMAÇÃO, PARA DESVIAR DIM DIM DA PETROBRÁS E QUADRILHAS DE PLANTÃO.

  • Pablo

    -

    12/8/2013 às 5:40 am

    Laís Bellini é amiga do Bruno Torturra no facebook? como assim?

  • FLORA

    -

    12/8/2013 às 2:26 am

    Reenviado o comentário anterior que foi enviado antecipadamente por engano: Hitler também era idolatrado e todo mundo sabe o fim dessa historia. Aliás a história se repete exatamente porque muita gente a ignora. Deve ser por isso que esse capilé (cujo nome é bastante apropriado, pois é uma gíria que designa “dinheiro”)abomina os livros. Quanto ao fato da Laís te detestar, não liga não Reinaldo, pois tem muito mais gente que te admira. Não precisamos que as pessoas necessariamente gostem da gente, mas que nos respeitem, mesmo divergindo de nossas opiniões. Você presta um grande serviço ao país, pois instiga a reflexão.

  • FLORA

    -

    12/8/2013 às 2:16 am

    Hitler também idolatrado, e todo mundo sabe o fim dessa história. Aliás a história sempre se repete, porque muita gente a ignora. Deve ser por isso que esse capilé (cujo nome é bastante apropriado, pois capilé é um

  • chocada

    -

    12/8/2013 às 1:27 am

    É gente, tem que ver isso aí, cadê os direitos humanos. Preocupante isso, jovens de classe média sempre conectados sendo mantidos numa casa de horrores no Cambuci, onde podiam até ser visitados pelas mães. E tem gente que acha que grave é a situação daqueles bolivianos.

  • JOSEPH Mc Carthy

    -

    12/8/2013 às 1:18 am

    Com menos da metade dessa história jé o suficiente para botar na cadeia qualquer fazendeiro, dono de confecções, ou qualquer outro tipo de empregador que escravize os seus funcionários; agora eu me pergunto como é que um cara … sem ao menos enfiar uma arma na cabeça de alguém pode exercer influência e medo em tantas pessoas??? Esta aí um tema para estudo…

  • Felipe Goltz

    -

    12/8/2013 às 1:03 am

    É o fim da picada! Só falta dizer que há dinheiro público financiando essa patota! Deixa eu ver se eu entendi: esse Pablo Capilé e sua turma de aloprados mentais são uma mistura macunaímica dos trópicos de Pol Pot, Kim Jong Il e Che Guevara, é isso?

  • 44% Fernando 44%

    -

    12/8/2013 às 12:38 am

    Mais uma “organização” … E sempre tem gente que aprecia isso fanaticamente… as tropas SS Bate-Paus de Hitler chegaram a contar com 3 milhões desses… deslumbrados.
    A Laís diz que nem dá tempo de ler livros. Uma pena. A leitura de “As Origens do Totalitarismo” de Hannah Arendt poderia salvar alguns desses deslumbrados.

  • Imbecil e ignorante

    -

    12/8/2013 às 12:22 am

    Rei, como a menina Laís, por ser adepta … não deve ser dada a ler, mas como entendi no seu relato que gosta de curtir um bom filme, eu recomendo Campos do Silêncio, é um bom começo para entender o comunismo.

  • sofia

    -

    11/8/2013 às 11:45 pm

    Reinaldo,
    A organização recebe dinheiro público, as denúncias são gravíssimas, de assédio a trabalho escravo, as vítimas se identificam…o que acontecerá a partir de agora? Interessará ao ministério público os crimes? É caso de Polícia, não tenha dúvida.

  • Lucas Torino

    -

    11/8/2013 às 11:32 pm

    Continuo achando que esse cara é a versão brasileira do Coringa. Cadê o Batman?

  • Lucia S.

    -

    11/8/2013 às 10:10 pm

    O mal do Brasil é que sempre está uns cem anos atrasado.
    Lula, Dilma ? parece Europa nos anos 30. Um monte de tiranetes burros ´saídos da 1ª guerra mundial.
    Arre!, brasilsinho burro e atrasado…
    Capilé? socorro, capiau dos bons.

  • Lucia S.

    -

    11/8/2013 às 10:05 pm

    Só de olhar para a cara do tipo dá para ver o que vem dali.
    Um novo Goebbels para dilminha, o púcaro búlgaro…

  • Clayton Moreira

    -

    11/8/2013 às 9:33 pm

    Vale a pena ler o seguinte comentário do sempre correto Artur Xexéo sobre a “Mídia Ninja”:

    “Desafio qualquer espectador do “Roda viva” da última segunda-feira, aquele que marcou a despedida de Mario Sergio Conti da apresentação, a jurar que entendeu o discurso da dupla Pablo Capilé e Bruno Torturra, os criadores da estrelinha da temporada, a Midia Ninja. Capilé é especialmente confuso. Para explicar o inexplicável, ele pede ajuda a expressões enigmáticas como “recurso macro”, “multiparcialidades”, “salto quântico”, “microindignações”, “midiativismo” e “midialivrismo” e continua deixando o espectador na dúvida de como é empregado o auxílio de R$ 800 mil que sua organização recebeu da Petrobras ou o patrocínio que vem do Governo do Estado de São Paulo. São tantos os braços da superorganização _ Fora do Eixo, Casa Fora do Eixo, Mídia Ninja, Rede Brasil de Festivais _ que fica difícil mesmo saber o que vem de onde e o que vai para quem. Torturra, embora também tropece em expressões feitas (“editoria verticalizada”, “teia editorial”, “crise narrativa”), é realmente mais articulado e supostamente menos radical. Os dois são a versão… hummm… jornalística da dupla policial mau/ policial bonzinho do cinema americano. Se este é o melhor exemplo da “nova mídia”, nosso futuro é tenebroso.”

  • Roberto

    -

    11/8/2013 às 9:15 pm

    E alguém esperava alguma coisa diferente de uma organização, se é que pode ser considerada tal pois parece que nem cnpj tem,que tem laços com o PT ? É obvio que vem pilantragem …coisa séria é que não poderia vir,né?
    E se não tem status de ONG,nem de cooperativa, associação,etc…como recebe verbas com nosso dinheiro?

  • João Batista

    -

    11/8/2013 às 9:00 pm

    JIM JONES 918 MORTOS.

    babaca lavados a ponto de deixar que seus filhos possam ser aliciados …

  • João Batista

    -

    11/8/2013 às 8:55 pm

    O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL TÁ FAZENDO O QUÊ

  • João Batista

    -

    11/8/2013 às 8:52 pm

    Isso não é bastante para o MPF e Policia Federal?

  • Si

    -

    11/8/2013 às 7:10 pm

    Isso é um absurdo. Olha, desde o primeiro momento em que ouvi falar sobre Midia Ninja, percebi que era coisa de pilantras. Eu nem sabia que eram os caras, nunca tinha ouvido falar em Fora do Eixo. Mas por minha experiência de vida detectei nos métodos e no discurso deles uma coisa ruim. Eu sinto pena de quem se deixa levar, pq esse tipo de coisa não me enganaria nunca. Discursinho de vida alternativa e “contra o sistema” não me engana. As únicas coisas q levam a algum lugar são estudo e trabalho honesto. O resto é pilantragem da grossa. A polícia (que eles tanto detestam, por sinal) deveria investigar essa seita.

  • Flávio Augustus

    -

    11/8/2013 às 7:08 pm

    Os caras usam até a sedução como instrumento político, heim? Outra coisa, Reinaldo, esse Pablo já tem 34 aninhos, ainda é um mocinho, não é mesmo? Até quando ele vai ficar na Casa dos Jovenzinhos? Até os 80? Tá aparecendo aquele estudante da USP com 40 anos e que ainda estava na graduação… E os jornalistas do Roda Viva tratando os caras como adolescentes? Pô, o que é isso?

  • L.Candeia@hotmail.com

    -

    11/8/2013 às 6:56 pm

    Essa esdrúxula figura chamada “Capilé” … só consegue cooptar pessoas mal-resolvidas ou sob horas s difícieis…
    Passado o “transe”, elas libertam-se, e os verdadeiramente normais passam a denunciar o absurdo vivenciado.
    Pobre Brasil…
    “Vade retrum”, lulixo/lullarápio e caterva !! ,

  • Flávio Augustus

    -

    11/8/2013 às 6:47 pm

    Reinaldo, essa casa de horrores já virou caso de polícia. Meu Deus do céu, onde está a valorosa PM de São Paulo que não faz nada? Tá na hora de derrubar esse negócio, entrar lá com tudo, e pegar esses caras com as calças na mão! Avante, PM paulista!

  • Plínio Falcão

    -

    11/8/2013 às 6:18 pm

    É uma madraça do comuno-petismo ORWELLIANO.

  • mauro francisco ripamonti

    -

    11/8/2013 às 5:46 pm

    Quando vi o Roda VIva pressenti que ali havia um vigarista que a toda pergunta procurava enrrolar a todos, nada ficava claro e este é um caso para a Policia Federal tomar as devidas providencias e acabar com esse lavagem celebral de jovens bem intencionados mas escravisados.É bom que o PT venha a público defender esta camarilha.

  • Rodrigo

    -

    11/8/2013 às 5:11 pm

    A polícia deveria fechar essa espelunca. Fico com pena da quantidade de jovens inteligentes e com futuros brilhantes pela frente que devem largar tudo para trás a fim de seguir uma farsa e lavar prato do Capilé. Ele foi muito esperto, como sempre foi feio, pobre e ignorante, investiu na feiura e no jeito estranho de ser para conseguir ter acesso ao que não conseguiria ter normalmente: jovens lindos, inteligentes, bem nascidos para fazerem todas as suas vontades. …

 

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