12/04/2012
às 20:02Fantástico!
Tão logo tenha a íntegra do voto de Cezar Peluso, criarei um link permanente no blogue para que ele permaneça como uma luz em favor da vida humana. Em favor do “viver, verbo intransitivo”. Ele está sendo brilhante!
Tags: aborto, Cezar Peluso


Entra em vigor lei que obriga SUS a iniciar tratamento contra o câncer em até 60 dias
Metade dos jovens escolhe carreira sem conhecer profissão
Dilma escolhe Luís Roberto Barroso como ministro do STF
Rússia corta gastos com Copa de 2018 pela metade









Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
59 Comentários
Gustavo B.
-07/05/2013 às 17:56
Reinaldo, não sei se você ainda pensa em disponibilizar a íntegra do voto do ministro Cezar Peluso no blog, mas ele finalmente foi publicado, junto com o acórdão do julgamento. O voto tem 40 páginas. Esse é o link direto do PDF de todo o acórdão: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoPeca.asp?id=136389880&tipoApp=.pdf
WEIMAR
-15/04/2012 às 23:11
O Portal Médico da CFM tem o endereço: http://portal.cfm.org.br/
Weimar
WEIMAR
-15/04/2012 às 23:10
Findo o julgamento, e já na sexta-feira, dia 13/04, Reinaldo, o Conselho Federal de Medicina, deitou falação. Primeiro, disse “considerar acertada a decisão do STF” (como se coubesse àquela gente fazer tal consideração em nota oficial), depois, criou uma comissão de especialistas para definir “os critérios para o diagnóstico de anencefalia”. Assim, o CFM dá razão ao Cesar Peluzo: a anencefalia é coisa que nem os especialistas sabem exatamente o que seja. Agora, e só agora, eles tentam obter um consenso sobre o diagnóstico da anencefalia.
Weimar
Roberto Ferreira Filho
-15/04/2012 às 2:15
Ouvi este voto com total atenção. É fantástico, é incomparável. Compará-lo com os votos da Rosa, Fux, Ayres e Marco Aurélio é covardia!!! A decisão do STF foi uma covardia, uma manobra espúria – para, pela primeira vez, aguardar uma passageira e odiosa tendência abortiva! É uma verdadeira “ditadura da Toga” – e falo como magistrado
Roberta
-14/04/2012 às 18:55
Petralha metido a engraçadinho: John – 12/04/2012 às 22:43 REINALDOX nele!
Edson Block
-14/04/2012 às 13:30
Realmente majestoso o voto do ministro Cezar Peluso, e não esperava que fosse de outra forma. Sei que meu raciocínio com certeza é por demais simplório, mas quando defrontado com a questão debatida, algumas perguntas me são importantes: quantas crianças portadoras desta má-formação foram para alguma creche? Quantas mães tiveram sua saúde ou mesmo a própria vida afetadas por terem levado uma gravidez dessa até o final? Defender um nascimento simplesmente pelo nascimento, me parecesse desprezar muitos avanços significativos da humanidade, entre os quais, poder dar à mulher o direito, neste caso específico, de decidir sobre o futuro de seu feto e de talvez de sua própria integridade física. Percebo claramente a legitimidade da decisão do supremo, no momento em que ela permite a quem verdadeiramente de direito, possa decidir acerca do futuro seu e de seu rebento. Isso é democracia, isso é caminhar rumo a uma sociedade mais plena. Temerário é o estado obrigar a mulher a carregar dentro de si uma vida que nunca se realizará. E acho de uma insensatez terrível, tentar comparar esses casos com outros, como o de pessoas em estado terminal etc e tal. É um caso único, e como tal deve ser julgado, tão somente à luz da razão, qual seja, a morte imediata ou próxima ao nascimento e a inexistência de uma continuidade no desenvolvimento. Obrigar uma mulher a dar à luz a uma morte quase que sempre imediata, é de uma sordidez ímpar. Muitas vezes ser humanista significa ser racional.
Marcelo
-14/04/2012 às 7:54
Reinaldo, acompanho seu blog aqui na Veja e gosto muito. Porém não concordo nesse caso. Entendo que o julgamento permite à mãe decidir se quer ou não continuar a gravidez. A decisão não obriga ninguém a fazê-lo. Fará a mãe que quiser apenas. E não entendo que este caso é comparável aos outros: sem cerêbro não há vida, não há personalidade, pensamento, emoção …enfim não há nada – o corpo é apenas uma casca. Sou católico, mas para mim nada nessa discussão deve ter relação com a religião….novamente, quem quiser pode seguir a gestação. Agora não podemos obrigar uma mulher a seguir em frente porque os outros querem (estou falando nesse caso apenas). Eu acho que nesse caso você misturou as coisas. Abraços.
Carlos
-14/04/2012 às 2:13
O dia em que a razão vencer na corte suprema será o fim do Brasil. O terreno baldio em que todos vivemos se terá tornado outra coisa, irreconhecível.
vera prado
-14/04/2012 às 1:57
Cezar Peluso foi iluminado ! Que triste,mas o Brasil só irá progredir materialmente!!!Vamos ficar vigilantes, e agora mais ainda.
hdrummond
-13/04/2012 às 20:38
Reinaldo, escapou um que merece ir pro blog que o pariu: John as22:43.
Claudio do Amaral
-13/04/2012 às 18:22
O STF, não tinha esse direito de legislar sobre um assunto tão relevante, e que não é da sua ossada. Eles criaram uma jurisprudência, começando com os fetos encefálicos. Daí então, para se tornar em lei a legalização do aborto, será um pulo, posto que a Dilma tem a mioria nas duas casas. Todavia, amanhã os PTralhas que já demonstraram que são a favor do mesmo, apresentarão um PL, o aprovando literalmente. Assim sendo, já que o legislativo abriu mão de legislar, passando a bola para o judiciário, não vejo mais motivos destas duas casas existirem, pois são subservientes ao executivo, e omissos a suas prerrogativas de criarem leis, passando o STF a legislar e a julgar! Com certeza, não iria fazer muita falta ao Brasil, pelo contrário, iria nos dar uma baita de uma economía!
Claudio do Amaral
-13/04/2012 às 18:12
Os homens agora estão se arvorando a ser Deus, é? Ora, se a criança irá sobre-viver ou não, só quem sabe é Deus. Eu como um cristão católico, sou contra a qualquer pessoa a condenar a um feto, o direito de nascer. Se o mesmo irá morrer, quem saberá a hora certa, é o pai eterno. Pelo menos que o mesmo tenha o direito de ser batizado e de ter um enterro digno dos humanos. Contudo, sem ser descartado como uma coisa inútil!
Claudio do Amaral
-13/04/2012 às 18:01
Espero que o mesmo continue sendo brilhante, no julgamento dos ladrões dos mensalão. Ou seja, da quadrilha do Zezinho lalau e os seus asseclas, os condenando a devolverem o que foi roubado, e a prisão!
Cezar
-13/04/2012 às 14:09
Para mim, foi um grande alento ouvir o voto do Ministro Peluzo. Pude ver que ainda há sabedoria na magistratura, especialmente a suprema.
Creio mesmo que mereça ser postado permanentemente, como uma espécie de grito pela vida.
Helena
-13/04/2012 às 14:08
Um registro para o debate: Boris Casoy, apresentando o jornal da Band de ontem para hoje (dia 12 para 13, quase uma da manhã), parabenizou a decisão do STF, dizendo que a decisão tomada é menos ousada do que a que já existe no código penal, que é a de se permitir o aborto em caso de estupro.
A. Cabral
-13/04/2012 às 12:48
Atencao, Reialdo:
John, 22h43, deselegante e brutal.
Mairalur
-13/04/2012 às 12:39
Argumentação vistosa, é claro. O ministro pisou na bola, porém, quando justificou o aborto sentimental e aquele em que a vida da mãe esteja em risco, abandonando aí seu próprio argumento, de que a vida é bem a ser sempre tutelado.Não cabe responsabilidade ao feto por ato indigno, ou pela fragilidade da saúde materna. O Brasil está repleto de pessoas que nasceram de estupro, e o ministro os rotulou, aludindo à vergonha da mulher que os trouxe à luz. Não gostei.
Eduardo
-13/04/2012 às 11:17
Brilhante o voto do Ministro.Honra a Magistratura e da-nos fortes esperanças de futuro. Suas palavras enaltecem a dignidade humana, a prevalência da vida como bem maior e, sobretudo, o respeito ao já estabelecido em Lei e pela Civilização.Brilhante.Nunca é demais repetir.
Carlos Vivo
-13/04/2012 às 9:27
Quem não conhece as Leis Universais da Vida e, mesmo assim, exerce uma função que impacta… a vida, tem tudo para atuar mal.
Não ocorreu -não, não ocorreu!- a estes Ministros, que o uso de seus votos requer conhecimento sobre as leis da vida?
Teria a roupagem de Ministro do STF lhes roubado, miseravelmente, os sentidos, levando estas pobres almas a darem curso livre a sua arrogância, e se colocarem acima do Criador e exclusivo Dono de todas as vidas?
A condição de Ministro, então, lhes confere a soberania para legalizar a conduta dos que acham que chegou a hora de uma OUTRA PESSOA perder sua oportunidade de viver, ainda que um pouquinho!?
Parece que pensaram assim: -”Nós, do alto de nossa condição, estamos aqui para CONSERTAR OS EQUÍVOCOS DE DEUS; é que o Sábio, capaz de criar e manter a dinâmica do Universo e da vida, pode não ser assim tão sábio! Então, vamos mandar ver”
Não entrevistei Deus em busca de um suporte para vir aqui comentar sobre o despreparo dos Ministros do Supremo (e de muitos jornalistas) – não precisou! Bastou entrevistar a lógica (certo, Reinaldo?). Não há neste mundo vida poupada de dificuldades, e estas não são falhas do Criador da vida, não. As dificuldades são oportunidades para o próprio crescimento moral – e não é este o maior objetivo de termos nascido um dia? Mas aí vem os que nasceram para consertar os equívocos de Deus e roubam a oportunidade de pessoas a quem semelhante oportunidade foi concedida.
Tanto sofrimento no mundo não é devido à incompetência de Deus, não. Todo o sofrimento é consequência de nossas escolhas erradas, devido à ignorância quanto às Leis do Universo que regem a Vida.
Quem intervêm no ciclo natural programado por Deus e abrevia uma vida, é – não encontro outra palavra, desculpem-me – assassino!
A precária condição moral arrasta as pessoas para o abismo – e aquele que existe entre a moral e o legal já está ampliado – onde uma tempestade de amarguras lhes cai sobre seus próprios destinos.
MARIAH
-13/04/2012 às 8:32
A argumentação da ministra Rosa Weber que situou a questão no âmbito da “autonomia reprodutiva” da mulher e expôs o seu entendimento: “a mulher deve ter o direito de decidir sobre a continuidade ou não da gravidez”, nada mais é do que a defesa do aborto. Ela já deixou claro qual e sua posição em relação ao aborto. Precisamos nos molibizar, pois o porta já foi aberta para o passo seguinte. Os Petistas estão assanhados não é de hoje com esse mesmo discurso. Ministra :Somos a favor da vida e acreditamos na mulher que tem responsabilidade sobre seus próprios atos,inclusive sobre fazer ou não um bebê. Se ela tem a tal autonomia como fica a questão da gravidez indesejada?
Marcelo
-13/04/2012 às 8:20
Eu acho estranho que o aborto em gravidez resultante de estupro seja permitido e o aborto resultante de atividade sexual consentida não seja. Qual a diferença? Ou permite-se o aborto ou não! Seja qual seja a condição do feto ou da concepção. Ao menos coerência é necessária não concorda caro Rei?
CEZAR PELUSO: UM VOTO EXEMPLAR
-13/04/2012 às 7:09
Às vésperas de sua aposentadoria compulsória, o Min. Cezar Peluso proferiu um voto antológico que coroa sua vida e sua carreira. Como foi bem lembrado por ele e pelo famigerado Min. Celso de Mello, este foi o julgamento mais importante da história do Supremo Tribunal Federal.
Se o feto anencefálico morre após o parto é porque tem vida. Da mesma forma, cada um de nós também morrerá depois do parto e a ninguém é dado o direito de ceifar a nossa vida, com exceção de Deus.
Não se pode usar a ‘Janela de Overton’ para manipular a opinião pública e selecionar quem deve morrer arbitrariamente com base em argumentos sentimentais e voluntaristas que, literalmente, sepultam o direito à vida consagrado na Constituição e na Lei Natural.
Ontem, o esforço coordenado de oito ministros abriu as portas da EUGENIA e da EUTANÁSIA no Brasil. Os princípios estão dados. É apenas uma questão de tempo.
Nesse contexto, o voto do Min. Peluso é a pedra rejeitada que, no futuro distante, se converterá na pedra angular de correção desse julgamento maculado pela iniquidade e pela enorme ofensa à lei dos homens e à Lei de Deus.
De outro lado, o malabarismo hermenêutico do Min. Gilmar Mendes é indigno de alguém que se diz “católico”: “que a tua palavra seja sim, sim; não, não”.
O dia 12 de abril de 2012 entrou para a História como o “Dia da Vergonha Nacional”. E, nessa mesma data, o Min. Cezar Peluso sagrou-se como modelo de magistrado, haja vista a coragem e o brilhantismo de seu voto.
Que o exemplo do Min. Peluso frutifique neste país tão carente de bravura, inteligência e honestidade.
Rodolpho Barreto
-13/04/2012 às 2:29
Caro Reinaldo,
um dos grandes problemas da decisão do Supremo é o retorno da tese da viabilidade como requisito para aquisição da personalidade jurídica. O art. 30 do Código Civil espanhol, que condiciona a personalidade jurídica à forma humana e à sobrevivência fora do útero materno por pelo menos 24 horas, sempre era mencionado nas salas de aula como o exemplo de um direito ultrapassado, impregnado por um raciocínio pré-moderno. O Código Civil brasileiro de 1916 rejeitou essa tese, pois já se reconhecia à época que, se ser inviável significa que o nascituro morrerá após o parto, então todos somos inviáveis; afinal, ainda não se tem registro de um ser humano que não morreu – ou não morrerá – após o parto. A questão, assim, torna-se simplesmente temporal. Alguns viverão minutos, outros viverão horas, outros, anos e, os mais afortunados, décadas. A qual desses deverá a ordem jurídica atribuir personalidade? Qual o lapso temporal necessário para que o “ente” se torne pessoa? Não se protege mais a vida por si própria, mas apenas aquela viável. Paradoxalmente, aqueles inviáveis, que mais necessitariam da proteção jurídica, dela são privados…
Se o objetivo do Supremo é o de evitar o sofrimento da mãe, pois como disse Carmen Lúcia “quando o berço se transforma em um pequeno esquife, a vida entorta”, porque não dar às mães cujos filhos irão morrer em 2 semanas, ou 3 meses, ou 1 ano, o mesmo direito? Afinal, o “ente” não é mesmo viável, pois irá morrer após o parto…
Talvez, de todos os votos favoráveis ao aborto, o mais honesto tenha sido o da Ministra Rosa Weber, que situou a questão no âmbito da “autonomia reprodutiva” da mulher. A Ministra não fugiu ao debate sobre o aborto e expôs o seu entendimento: a mulher deve ter o direito de decidir sobre a continuidade ou não da gravidez. oste ou não, essa é a sua posição. Todos os demais, no entanto, evitaram essa discussão – e se esconderam atrás de um argumento fácil: preservar a mãe a a família do sofrimento de uma gravidez fadada ao insucesso. Nunca antes na história deste País foram tão generosos aqueles que permitiram que se tirasse uma vida. O Ministro é tão bondoso, tão benevolente, que ele até permite o aborto, tudo para que a mãe não sofra…
O problema do Supremo arvorar-se o papel de legislador está nos efeitos de suas decisões. Sem entrar no mérito da união entre pessoas do mesmo sexo, os Ministros do STF tiveram o cuidado de ressaltar que não se tratava de legitimar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas apenas de deixar claro que a Constituição permitia a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mas onde passa um boi, passa a boiada, e aquela decisão do STF acabou viabilizando o casamento gay. Sem entrar no mérito dessa questão, o fato é que o Supremo não tem qualquer legitimidade para legislar; ninguém elegeu os seus Ministros como constituintes, mas fato é que o Brasil foi o primeiro país do mundo a admitir o casamento homossexual independentemente de qualquer ato do Parlamento.
Ora! se ubi idem ratio, ibi idem jus, como negar-se à mãe em sofrimento o direito de interromper a gestão naqueles casos em que o “ente” padecer de alguma outra enfermidade incurável. Por acaso o sofrimento dessa mãe será menor do que o da mãe do “ente” anencéfalo?
Já me alonguei demais, Reinaldo, mas observe que nós estamos presenciando o retorno da morte civil. Se a proteção jurídica se limita aos entes dotados de racionalidade, então o infanticídio do anencéfalo também não será crime, pois ele não é pessoa. E, da mesma forma, o assassinato daqueles em estado vegetativo também não será crime, pois também destituídos de qualquer razão.
abs.
Ronaldo
-13/04/2012 às 2:17
Reinaldo. Assisti o voto e simplemente o comparo como a descida de um anjo de luz em um calabouço de demônios conversando nas trevas. Fenomenal! Nunca me esquecerei desse voto.
tereza
-13/04/2012 às 2:11
Nao somente ele; o voto do ministro Ricardo Lewandowsk surpreendeu me pois foi o único com a lucidez de ver que o Supremo está tentando legislar, o que nao está entre suas atribuicoes;os demais chegaram a ser piegas ao defender o tal do aborto terapeutico.Sou médica, e no quarto mes da minha primeira gestacao sofri um AVC hemorrágico, tendo a formacao de um hematoma intraparenquimatoso(coágulo no cérebro) e instalacao de um coma profundo.Indicacao de ato cirúrgico imediato, a primeira coisa a ser questionada foi o tal do esvaziamento do útero, pois meu risco de vida já era severo e a gestacao potencializava este risco.Meu pai, católico fervoroso insurgiu se contra este aborto sob pretexto de risco de vida da mae e impediu o mesmo.Submetida a uma cirurgia de 13 horas de duracao e uso de diversas medicacoes teratogenicas e uso de radiacao para o diagnóstico,o prognóstico era o pior possível, inclusive em relacao ao feto.Eu e a crianca sobrevivemos e tivemos sim medos, angústias em relacao a todas as situacoes adversas, mas o mais importante: ela nasceu saudável, é arquiteta e mae de uma crianca maravilhosa que torna meu dia melhor quando me chama de vó.
Diogo
-13/04/2012 às 2:00
Deixa um link com o voto do Lewandowski também
Executante
-13/04/2012 às 1:17
Reinaldo, o destruidor voto já está no youtube. Ao menos boa parte dele. Excelente
http://www.youtube.com/watch?v=fj4DT39Iojo
Lúcio Lopes
-13/04/2012 às 1:14
Tio Rei, concordo com quase tudo dito pelo senhor, mas quero entender melhor o porquê de um bebê sem encéfalo não pode ter sua gestação interrompida, uma vez que a anencefalia significa a ausência de cérebro, cerebelo, ponte, bulbo raquiano, corpo caloso, o tálamo e o hipotálamo. Só entenderia se gestantes em combinação com certos médicos médicos utilizassem a anencefalia como fraude para matar legalmente um bebê.
Jackson
-12/04/2012 às 23:41
Obrigado, Reinaldo. Este voto do Cezar Peluso é pra ser guardado como uma brilhante lição do bem maior a ser protegido pelo direito: A VIDA.
Ele foi genial ao desmontar os argumentos sobre o sofrimento e a “tortura” da gestante de um embrião anencéfalo. Fez uma belíssima defesa da vida de um ponto de vista estritamente jurídico. Demonstrou que é possível ser um humanista mesmo no desempenho de uma função estatal laica, sem recorrer a qualquer “dogma” ou “crença”. Pena que foi um brilho num lugar de sombras.
eduardo
-12/04/2012 às 23:37
Reinaldo,
não sei se voce já viu.
Este é um depoimento em nossa língua. Há vários em outras. Comovente. Duas dessas almas têm uma grandeza que eu queria ter…A terceira das almas, alminha, tem uma sorte danada. Não deve ser à toa. Por alguma razão ela foi parar em lugar tão, digamos, acolhedor.Não importa aqui. Importa o seguinte: se você não viu, veja. E vendo, te pergunto: será que se a gente esfregasse isso na cara dos abortistas ele entenderiam alguma coisa? Por mais que possa parecer, não é uma pergunta retórica.
PS: minha mulher, intelectualmete sofisticadísima, me pediu uma prova das minhas teses. Essa foi uma. Nosso amor cresceu ainda mais depois que vimos juntos a pequena e ignorada reportagem.
http://www.webtvcn.com/video/anencefalo040412
Alexandre
-12/04/2012 às 23:37
Texto da Folha de São Paulo. É pertinente neste debate sobre o aborto:
RODRIGO HÜBNER MENDES
A miopia do modelo segregador de ensino
Grupos que resistem à inclusão defendem que crianças com deficiência não conseguiriam acompanhar os outros, mas isso já foi refutado faz tempo
Recentemente, visitei a escola estadual Clarisse Fecury, situada na periferia de Rio Branco (Acre). Ela atende a 611 estudantes, dos quais 27 têm algum tipo de deficiência.
A natural interação entre crianças que, até pouco tempo, eram privadas do convívio social, é inspiradora. Alunos com limitações cognitivas e motoras participam da sala de aula comum e recebem atendimento especializado na própria escola, em horário complementar.
As aulas de Libras (Língua Brasileira de Sinais) são frequentadas por todos, não só por crianças surdas. Liderança comunitária, investimento contínuo em formação de educadores e reuniões diárias de planejamento são algumas das estratégias que explicam o êxito da escola na criação de condições genuínas de socialização e aprendizagem.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pela ONU em 2006, os países devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino.
O Brasil, signatário, aprovou uma avançada legislação a respeito no governo Lula. A diretriz é que toda criança com deficiência, transtorno global de desenvolvimento ou altas habilidades (segmentos tradicionalmente encaminhados para escolas especiais) seja matriculada na rede regular de ensino e estude em classes comuns. O atendimento especializado continua a existir, porém, como um complemento realizado no contraturno do ensino regular.
Apesar de coerente com o pensamento contemporâneo sobre pedagogia e direitos humanos, temos observado uma série de grupos que resistem a esse modelo.
Em resumo, argumentam que os educadores não estão preparados, as escolas têm infraestrutura adequada e as crianças com deficiência não conseguirão acompanhar o desenvolvimento dos outros alunos, podendo até atrapalhá-los.
Defendem, portanto, a permanência dessas crianças na escola especial onde, duvidosamente, seriam melhor acolhidos e teriam maiores possibilidades de aprendizagem.
Para quem nunca teve a oportunidade de refletir sobre o assunto, tais argumentos podem soar razoáveis. No entanto, em primeiro lugar, não é de hoje que as pesquisas sobre o processo de aprendizagem indicam que toda criança aprende, sejam quais forem suas particularidades intelectuais, sensoriais e físicas. Esse processo é singular e significativamente estimulado pela interação com pessoas diferentes.
Em segundo lugar, não há dúvida de que a construção de uma rede de ensino inclusiva é extremamente desafiadora. Entre outras coisas, exige comprometimento e disposição para mudanças estruturais.
Mas projetos como o do Acre transcendem a teoria e oferecem respostas objetivas ao cômodo discurso do despreparo. É bom lembrar que a exclusão das pessoas com deficiência do mercado de trabalho é, quase sempre, fruto de baixa escolaridade e da inexperiência de convívio da maioria da população com esse segmento.
Além de ser um direito, a educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la.
Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma educação melhor para todos.
RODRIGO HÜBNER MENDES, 40, mestre em administração pela FGV, é fundador do Instituto Rodrigo Mendes, que desenvolve programas de educação inclusiva
Luis Antonio
-12/04/2012 às 23:00
Reinaldo,
Em contraste com a decisão de hoje, veja a notícia publicada nesse link: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/gravida-adia-tratamento-contra-cancer-para-salvar-filha-agora-descobre-que-nao-tem-mais-cura-4629041.html
Esse é o sentido mais bonito da maternidade (e da paternida também)
anjinhos abortados
-12/04/2012 às 22:53
OK, OK, os zelosos ministros do STF já deram seu parecer contra os bebezinhos anencéfalos. Queremos igual valentia na votação do mensalão pra mandar os marmanjos corruptos passar uns tempos na cadeia.
Davi
-12/04/2012 às 22:47
Pelo que li do voto do peluzo, parece que foi sensacional. Aguardo ansioso.
John
-12/04/2012 às 22:43
REINALDOXX!!!
Claudius
-12/04/2012 às 22:13
Aguardamos grande Reinaldo.
Pedro Malan
-12/04/2012 às 22:07
“A decisão é louvável se interpretada como uma defesa da dignidade humana e como uma ampliação dos casos permitidos de aborto – aqueles para os quais a medicina não vislumbra vida fora do útero”
Jones Rossi, da Veja.
Agora o aborto é “defesa da dignidade humana”.
Luiz Gonzaga
-12/04/2012 às 22:00
Estou espalhando pela rede a censura que estou sofrendo na Folha de São Paulo…e vou continuar! A blindagem para quem critica o PT é enorme!
Chris-SP
-12/04/2012 às 21:59
Reinaldo,
Respeito o seu posicionamento. Afinal, vivemos numa democracia. Porém, concordo com os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ayres Britto que votaram a favor da mulher, e ela que deve decidir, e não o Estado. Será uma oção da mulher, que pode ou não decidir pelo aborto de uma eventual gestação de feto anecefálico.
Andre
-12/04/2012 às 21:54
E O BRAZIÚ PETRALHA SEGUE FIRME SE TRANSFORMANDO NUMA MESCLA DE CUBA, ALEMANHA NAZISTA E SOMÁLIA…. ALÉM DA INTERVENÇÃO COMPLETA DO ESTADO NA VIDA DO CIDADÃO, DA PERVERSÃO TOTAL DA ÉTICA, DOS COSTUMES, DA MORAL E DA ESTRUTURA FAMILIAR, DA COOPTAÇÃO DE POLÍTICOS, DA MÍDIA E DE EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS, DA INOCULAÇÃO E INFILTRAÇÃO NOS TRÊS PODERES, NOS SINDICATOS E NO APARELHO ESTATAL PELOS MILITANTES XIÍTAS ESQUERDOPATAS, A SEITA SATÂNICA PETRALHOPATA MONTOU O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO, SAQUES AO ERÁRIO E ROUBALHEIRA GENERALIZADA DOS COFRES PÚBLICOS DA HISTÓRIA DO PAÍS, DIGNO DE FAZER INVEJA AO PAÍS MAIS CORRUPTO DO MUNDO: A SOMÁLIA… POR FIM, AINDA CONSEGUE FAZER INVEJA A HITLER, INAUGURANDO A TEMPORADA DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DOS EXTERMÍNIOS, POIS CONSEGUIU PETRALHAR O JUDICIÁRIO, INCLUINDO O STF E APROVAR MAIS UMA ABERRAÇÃO JURÍDICA… COMEÇARAM COM OS ANENCÉFALOS….. DEPOIS, DEVEM ATACAR OS CRISTÃOS E OS OPOSITORES AO REGIME DO DITADOR NAZIFASCISTA ADOLF LULLALAU MUSSOLINI………SENHOR, TENHA PIEDADE DE NÓS…
Gladstone
-12/04/2012 às 21:52
Estou ansioso para ter a íntegra do voto do Min. Cezar Peluzo, uma bela aula do direto a vida
Laudelino
-12/04/2012 às 21:32
De resto, o que esperar de Sinistros indicados pela Hidra Rubra.
MD
-12/04/2012 às 21:21
A sensação que eu tive foi de que, ok, perdemos de 8×2. Mas no ultimo minuto, um zagueiro saiu de lá de trás, driblou todos os jogadores do outro time e fez um gol de placa. Eles marcaram três pontos, mas a placa é que fica.
anticorruptos e anticorruptores
-12/04/2012 às 21:15
Prezado Reinaldo Azevedo, parabéns pela ideia. Excelente!
Anónimo
-12/04/2012 às 21:09
No entanto, o resultado diz tudo. O país se curva perante a agenda internacionalista. Daqui em diante, que venham os aborteiros!
Rodrigo
-12/04/2012 às 21:02
O Ministro merece todo nosso louvor. Voto primoroso.
Alex Esteves da Rocha Sousa
-12/04/2012 às 20:59
Reinaldo,
A magnitude do Voto do Ministro Cezar Peluso deve ter constrangido alguns ali. Senti-me representado também. O Ministro tocou em todos os aspectos relevantes ao tema. E o Min. Ayres Britto saiu-se com a afirmação poética, mas não jurídica, de que nascemos para “o espetáculo da vida”, e não para morrer, sugerindo que o presidente do STF teria optado pela segunda cláusula.
L.F.Pereira
-12/04/2012 às 20:55
Reinaldo,
A você, a vitoria moral. Congratulações.
Assisti e faço questão de ler a íntegra do voto do Ministro Cezar Peluso.
Ontem ponderei quando Lewandowski levantou a questão de outras anomalias fatais. Hoje, simplesmente fiquei embasbacado com a argumentação humana, profunda e arrepiante do Presidente do STF.
Carlos Soares
-12/04/2012 às 20:47
Foi um voto brilhante mesmo. Infelizmente não temos um congresso que corrija esse erro. Sigamos vigilantes. Os abutres logo voltarão.
Abraços e saúde para você, Dona Reinalda e Reinaldinhas.
Tony
-12/04/2012 às 20:45
Só ouvi parte da explanação do ministro Cezar Peluso, realmente FANTÁSTICO, posso até estar enganado, mas creio que ele não tivesse sido o último a expor o seu voto, no mínimo levaria os demais a repensar a matéria. Assim que o link estiver disponível aqui vou ler, se ficar disponível compartilharei com outros. Abçs
ClaudioSP
-12/04/2012 às 20:42
Leia isso aqui, Reinaldo, pois é importante: “Evangélicos querem mudar a lei para fechar brechas ao aborto”
http://oglobo.globo.com/pais/evangelicos-querem-mudar-lei-para-fechar-brechas-ao-aborto-4629395#ixzz1rsBBsDYx
Carlos Emiliano
-12/04/2012 às 20:26
Não concordamos nesse ponto, pois acho que deve haver a legalização do aborto, mas também entendo que sua argumentação até aqui é irrespondível, e que a pergunta a ser feita é “quando começa a vida?” Se não houver resposta a isso, tudo é falácia, ou pior, crime. Sei que isso, a legalização, pode abrir caminho pro inominável, mas isso virá da ideologia de um bando que pretende a dominação de todos os campos sociais, não de uma ou outra que fará o aborto de anencéfalo crendo piamente que esse seja o melhor para o feto. O que os ministros não tiveram coragem de dizer foi que se posicionaram a favor do aborto sabendo que o feto está vivo. Foram covardes, evitaram chamar pelo nome o que nome tinha: assassinato. Julgaram a religião por trás da questão, não a ciência, que era o que interessava no campo da criminalidade, e por isso fizeram mal.
MARIAH
-12/04/2012 às 20:22
Ministro Cesar Peluso, foi de um brilhantismo irretocável. Demoliu a argumentação fútil e sem profundidade dos demais.Esse honra a toga que veste.”Viver,verbo intransitivo”.Não precisa dizer mais nada.
Parabéns ministro.
Ana
-12/04/2012 às 20:18
Nossa!
Silvio Viana
-12/04/2012 às 20:12
Estou assistindo e realmente o ministro usa argumentos sólidos, sem laivos religiosos, numa ponderação que realmente leva uma reflexão sobre a responsabilidade dos pais, que não podem, a pretexto de um sofrimento futuro, inflexionar seus atos conscientes. Mas é algo difícil pela subjetividade. Vamos a íntegra.
Della Coelho
-12/04/2012 às 20:11
Estou aguardando ansiosamente! Muitos deveriam ler para aprenderem um pouco com ele!
PARABÉNS , MINISTRO PELUSO! SEU NOME SERÁ LEMBRADO COM HONRA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS!
henrique
-12/04/2012 às 20:10
Boa noite Sr. Reinaldo.Sempre gostei de seu texto e seu modo de ponderar e refletir sobre os temas do cotidiano abordados, todavia , a posição que tomaste sobre este caso foi decpcionante!
REINALDO COMENTA
Lamento!
Eduardo
-12/04/2012 às 20:08
É esse vai ser um voto que eu vou ler e reler ! Incrível! Não imaginava que tinha alguém lá capaz de dar tal aula !
ZEBRAZIL
-12/04/2012 às 20:08
Obrigo-me a reconhecer no voto de Peluso, um brilhantismo fulgurante, simplesmente disse a razão é falível…