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Esquerdopatia nas escolas, a nota do MEC, a educação no pântano

terça-feira, 18 de setembro de 2007 | 18:48
A questão em que toca Ali Kamel (ver abaixo) é séria, é grave. Ele diz que não vai importunar o leitor com Gramsci ou temas como “hegemonia”. Entendi o que escreveu mais ou menos assim: “Não vou importuná-los com teorias; prefiro, no caso, demonstrar com as coisas funcionam na prática”. E fez muito bem. O tal livro, que chegou a ser aprovado pelo MEC (ver adiante), não deixa a menor dúvida.Trata-se da mais rasteira doutrinação ideológica.

Qual é a tragédia no caso do ensino de história e de geografia? Kamel citou um caso. E, eu lhes asseguro que são centenas, talvez milhares. Por incrível que pareça, o comunismo é um sucesso entre nossos acadêmicos. E da pior forma possível. Olhem aqui: falo do que li. Karl Marx é leitura difícil, pedregosa. Boa parte dos nossos “inteliquituais” de esquerda ignora o que ele escreveu. Começo pelo óbvio: ele nunca teve do capitalismo o ódio que esses bocós demonstram. Ao contrário: entendia-o como um desdobramento positivo, virtuoso, da marcha da humanidade (aí vem o delírio) rumo ao socialismo. A sua posição em relação ao capitalismo não era judiciosa ou moralista nem quando se comportava apenas como militante comunista. Cínico, sim; tonto, não.

Mas o que sabem a respeito esses coitados que escrevem esses livrinhos? Nada! Formados com leitura de segunda mão para eles, basta que o aluno seja induzido — se possível, abduzido — a odiar “o capitalismo”. Faz parte da guerra de valores. Se essa gente não leu Marx, também não leu Gramsci. Não a canalha festiva ao menos. Mas alguns leram. Nos Cadernos do Cárcere, há anotações sobre educação, de que já tratei aqui e num artigo da VEJA. Na visão gramsciana, fazia parte da construção da “hegemonia” a destruição, é claro!, dos valores burgueses. E assim como se faz nesses livros: desmoralizando o inimigo.

Depois do artigo de Kamel, o MEC divulgou uma nota, de que seguem trechos (em vermelho):

Para ser utilizado nas escolas, o livro didático é avaliado segundo três critérios básicos: a falta de erros conceituais; a coerência teórica-metodológica (sic) no conteúdo e nas atividades propostas; e a contribuição para a cidadania, sem expressar preconceito, doutrinação ou publicidade. É o que explica a coordenadora-geral de estudos e avaliação de materiais da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), Jane Cristina da Silva.
(…)
O MEC estabelece convênio com universidades federais para realizar a avaliação. O ministério coordena, institui os critérios e elabora o edital. É nomeada uma comissão técnica, composta por especialistas na área: professores-doutores com experiência no ensino fundamental, vindos de diversos lugares do país. As editoras precisam indicar os livros ao MEC, pelo menos, dois anos antes da avaliação.
(…)
O resultado da última avaliação saiu em abril deste ano. Em junho/julho, os professores já escolheram os livros a serem utilizados no período de 2008 a 2010. O livro “Nova História Crítica”, para a oitava série, da editora Nova Geração, foi excluído desta lista por apresentar problemas conceituais. Assim, não estará nas escolas nos próximos três anos.
Indicado pela editora em 2001, o livro “Nova História Crítica” foi considerado ‘recomendado com ressalvas’ no PNLD 2002, ou seja, possuia (sic) limitações, mas poderia propiciar um bom trabalho pedagógico, desde que o professor estivesse atento às ressalvas apontadas no Guia do Livro Didático. No PNLD 2005, foi considerado aprovado – neste ano, foi abolida a categoria ‘recomendado com ressalvas’ -, mas apresentou praticamente os mesmos problemas detectados antes.
(…)
“O MEC não privilegia nenhuma abordagem. Dentre os livros selecionados pelo programa, o professor tem autonomia para fazer sua escolha”, destaca Jane. A coordenadora explica, ainda, que o ministério disponibiliza (sic) uma resenha de todos os livros escolhidos, por meio do Guia do Livro Didático, que orienta a escolha dos professores. (…)

Voltei
Uma nota do MEC traz um erro de concordância (“teórica-metodológica” — o certo é “teórico-metodológica”), um de acentuação (“possuia” em vez de “possuía”, com acento) e o monstruoso neologismo “disponibilizar”. O Brasil está no pântano educacional, no brejo, mergulhado na barbárie. Há dias em que escrevo 30 posts, às vezes mais. Também erro. Os leitores me ajudam. Mas não sou o MEC. Ao redigir uma nota, o Ministério da Educação está obrigado a honrar a norma culta da língua. Quantas notas foram divulgadas hoje? Essa gente que vá se catar.

É conversa mole essa história de que não há “orientação” ideológica. Há, sim. Inclusive em vestibulares feitos em universidades federais — e não só nas federais, também é verdade. Já escrevi aqui alguns posts a respeito do tema, que vou recuperar.

E que se note: nas escolas particulares do ensino fundamental e médio, a realidade não é muito diferente, não! Professores da chamada área de humanidades estão convictos de que seu papel é açular, sei lá, a revolta na clientela “pequeno-burguesa” (o MEC escreveria “pequena-burguesa”) e nos filhos da Dona Zelite. Já relatei aqui: num livro de inglês de uma das minhas filhas, uma americaninha tem como herói… Chico Mendes! Ao que ela comentou: “Nossa! Será que ela não tinha nenhum americano para escolher, mesmo que fosse o índio Touro Sentado?” Tenho orgulho dessa menina, hehe… Continuarei com este assunto.

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25 comentários em “Esquerdopatia nas escolas, a nota do MEC, a educação no pântano”

  1. rocket disse:

    Se a mediocridade começa pela autoridade máxima da Nação e seus aspones, passa pelo MEC e pelo Congresso, chega até as escolas medíocres espalhadas por todo um país de medíocres, podem escrever o que quiserem. Quem lê, não vai conseguir entender nada. Vai entrar por uma orelha e sair pela outra. Excluindo uma verdadeira elite intelectual em extinção, que sabe pôr os pontos nos ís e que consegue ler e entender as entrelinhas, o resto é resto, mesmo. Façam um teste qualquer de conhecimentos com as pessoas que os cercam. Peçam para ler um artigo de jornal e explicarem o que leram. Nove em dez vão decepcioná-lo. Já fiz, não acreditei e tornei a fazer o teste, com o mesmo resultado. A ignorância geral espalha-se por toda a Nação. Não sou melhor que ninguém mas tive as oportunidades e agarrei com unhas e dentes as que conseguí alcançar. As que deixei escapar, tento alcançá-las agora, já maduro.
    Esse texto neste livro do ensino é uma armadilha em potencial? É!
    Quem é que vai cair nela? Quem entender o que está escrito.
    E quem é que entende? Quase ninguém!
    E tem mais uma: todos querem é dinheiro no bôlso! Se a ideologia é de esquerda ou direita, pombo ou falcão, capitalista ou socialista, o que vale é o dinheiro na mão. E do jeito que nossa juventude é materialista, consumista e imediatista, não vão descobrir Thomas Morus (se é que um dia vão descobrir que existiu uma Utopia), nem o que Karl Marx escreveu e muito menos que seus seguidores foram todos sem noção, nem do que trata o materialismo dialético. O mundo dessa juventude já é outro, bem diferente do nosso, com outros parâmetros. Sempre existirão ideólogos de plantão mas, pregarão no deserto. Essa juventude que está aí não quer saber como o relógio funciona. Ela quer a hora, já. E acabou.

  2. Anônimo disse:

    Reinaldão

    Tenho 34 anos e também fiquei exposta à educação esquerdopata. Mas, em minha casa, tive um pai português que fugiu do Salazar, avós alemães que fugiram do Partido Nazista e um avô que lutou contra Getúlio Vargas em 32. Certamente os esquerdopatas jamais me atingiriam, porque TODOS eles eram vigilantes fervorosos da LIBERDADE. Hoje eles já se foram, mas agradeço-lhes sempre que identifico alguém passando o limite do respeito à minha liberdade individual. Todos eles prestaram grandes serviços pequenos ao Brasil, mesmo os estrangeiros. Este comentário é apenas uma homenagem às pessoas que presam a liberdade, a educação, o respeito às Leis, a decência e o Futuro.

  3. Erick disse:

    Para confirmar sua tese, precisamos acreditar que em 2002 o PT já controlava o MEC. É isso mesmo ou algo está mal fundamentado?

  4. Anônimo disse:

    Aviso aos pais:

    Leiam os livros que suas crianças usam nas escolas e conheçam a formação dos professores, sob pena de formar novos apedeutas aspirantes (mas conhecidos como PeTralhas)!

  5. heróis anônimos disse:

    Exercícios de analfapetismo(dicas para passar em provas do ENEM e vestibulares):

    1) Utilize o “AONDE”no sentido empregado pelo presidente. Isso demonstrará que vc é um verdadeiro petista.Exemplo:
    O Brasil é governado por um petista, aonde(sic) que somos todos petista(sic).

    2) Ache sempre um jeito de empregar:”a nível de”, “o dado concreto”, “neste país”, “menas”.Isso mostrará que vc é um verdadeiro esquerdista/lulista. Ex:
    A nível de(sic)vestibulares, o dado concreto é que nunca antes nesse país si(sic)teve menas(sic) prova(sic)do que antes.

  6. Benedictus Blackwhite disse:

    “Disponibilizar” é horrível, mas os dicionários já o incorporaram. Fazer o quê?

  7. gabriel torres disse:

    hahhahhha! essa foi ótima

  8. AC disse:

    O MEC é piada. Quem conhece aquela fauna é a Flora. Sugiro o critério constitucional como norma do juízo: a constituição brasileira defende a propriedade privada? Rejeita julgamentos sumários e pena de morte? Adota o voto único e direto e a alternância no poder como princípios da democracia? Esse é o critério para se julgar o conteúdo do livro: a constituição do país, aquilo que é a norma admitida por todos. O que sai fora disso é crime, seja para mim, para o distnto leitor, para Mao ou para Fidel.

  9. Anônimo disse:

    Meus filhos estudavam em uma escola de elite em São Paulo, cuja maior preocupação era agradar aos pais. Levei 6 longos anos para perceber os efeitos nefastos que tal estabelecimento de “ensino”(?)estava provocando na formação ética e acadêmica dos meus pimpolhos. Muito do que se prega hoje na escola pública, também é adotado em algumas escolas particulares: descaso, impunidade, indisciplina, desrespeito, etc.. Cabe a nós, pais, a missão de identificar e modificar essas distorções.

  10. Anônimo disse:

    Essa turma desse governo é assim mesmo. Quando a coisa chega até aos gabinetes aprimeira resposta é: eu não sabia. Da mesma forma que o chefe Lula nunca sabe de nada, o Haddad também não sabia. Pensam que a gente é tonto! Está ná hora de dar um basta em em tudo.

  11. Anônimo disse:

    Podem rir à vontade, mas votei pela monarquia no plebiscito.Bem antes de tais aberrações empestarem livros e provas públicas, embora o ovo da serpente já desse sinal de eclosão nas cabeças professorais.

    Eu recém tinha retornado da Inglaterra e achava que sairia bem mais baratinho pra nós sustentarmos UMA família real do que várias, que surgem a cada 4 anos…Agora temos a prova: vejam qto nos custa d.Lullagda e toda a sua linhagem.Ainda acho que um reizinho,bem governado por um Primeiro-Ministro,com um Parlamento que realmente trabalhe para o bem da nação e não deles, seria uma quase garantia contra a ocupação comunista que ora se enraíza no solo desta pátria-mãe, nada gentil.
    Se bem que na Rússia os reis, ó,caput, nas mãos dos comunas…mas tiveram de fazer rolar cabeças e verter muito sangue,não há como negar a História.
    Agora, aqui,com esse presidencialismo mequetrefe,de uma republiqueta de periferia, o comunismo não faz jorrar nem catchup pra chamar a atenção,por isso o mundo não acredita no golpe que a esquerda deu aqui, maquiada de escolha democrática.

  12. Anônimo disse:

    Se me permite*

  13. gonçalves de oliveira disse:

    PTralhas 1 X 0 Imprenssa

    A imprenssa na ância de atingir percentuais de audiência cada vez mais alto, termina sendo pautada pelas sândices pregadas diariamente pelos PTralhas. E êlles, só comemoram as repercuções. Objetivos sempre atingidos com sucesso. Mas, se um meio de comunicação não publica, um outro publicará …, e aí, bingo para êlles. Mais um exemplo a seguir.
    Do blog do Claudio Humberto
    http://www.claudiohumberto.com.br
    18/09/2007 | 18:17

    CAE: campanha do ‘3′ será tema de audiência pública

    A campanha publicitária do Banco do Brasil “Decida pelo 3″ deverá ser tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Um requerimento da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) com essa finalidade foi aprovado na reunião de hoje. Abreu acusa que a campanha foi lançada em meio ao debate, no país, sobre um possível terceiro mandato para o presidente Lula. Após a campanha, o 3º Congresso Nacional do PT aprovou “tese favorável” à mudança constitucional para fixar limite de até três mandatos consecutivos para presidente da República. Kátia Abreu diz que há uma situação política “totalmente sugestiva” à criação de campanha publicitária, de caráter nacional, que - por associação de idéias - “estimula a população a escolher o número três”. Para Abreu, uma instituição como o Banco do Brasil não deve utilizar recursos em uma campanha que “desperta suspeita”.

  14. Anônimo disse:

    CONTRA MARX,VON MISES
    Discordo aqui apenas quando você livra a cara de Herr Marx. Como Ludwig von Mises,o mais influente economista do século XX,
    disse,Marx e Lênin jamais entenderam como funciona o livre mercado,eles nunca entraram no mercado formal de trabalho,viviam às expensas de outros-daí o ódio
    de ambos às pessoas bem sucedidas
    no plano econômico,e estavam entupidos de ideologias anticapitalistas.O texto de Mises,
    “A mentalidade anticapitalista” é
    muito claro no assunto.Para se compreender como funcionam o mercado e o capitalismo sugiro começar com Mises,Marx apenas confunde e envenena com o ódio que exala de seus textos.

  15. Linguição disse:

    Tio Rei
    Agora entendi o propósito dessa “revisão da lingua portuguesa” que estão tentando fazer…a canalha vai “democratizá-la” !!!!!!!!!!

  16. Angelo Losguardi disse:

    É isso aí, Reinaldo! Se fosse um livro louvando o fascismo de direita (não o deles), também ia ser publicado na certa! E nenhum petista ia ficar escandalizado. Iam achar normalíssimo.
    Como você diz, tecla SAP…

  17. Anônimo disse:

    Caríssimo,
    Se não vale o disponibilizar, por ser neologismo, também não se pode aceitar horário por hora…Certo?
    Nos casos da concordância e da acentuação,sem dúvida, merecem o devido registro.

    O assunto é por demais conhecido, já desde 2002.
    Se me permiti, reproduzo aqui algumas fontes e matérias realcionadas:

    Livros provocam polêmica

    Coleção de História adotada com ressalvas pelo MEC tem visão notadamente inspirada no Marxismo

    Wilfred Gadelha
    Especial para o DIARIO

    Qual é a História que os jovens brasileiros estão aprendendo? Pelo menos para cerca de 3,4 milhões de alunos de 5ªa 8ªséries do Ensino Fundamental, a disciplina está sendo vista sob uma ótica que vem gerando polêmica. O alvo das discussões é o professor Mario Furley Schmidt, autor da coleção Nova História Crítica, da editora Nova Geração, que vem enfrentando reações em todo País por conta do conteúdo e das opiniões explicitadas em sua obra. Ironia, sarcasmo e linguagem agressiva dão o tom dos livros, aliados a uma visão histórica baseada na luta de classes, visivelmente inspirada no Marxismo.

    Os livros do professor Schmidt são um sucesso. Recomendados com ressalvas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação, alcançaram o segundo lugar no ranking dos mais solicitados, com a invejável marca de 3.113.837.

    O sucesso de Mario Schimdt não é garantia de isenção de críticas. Além da campanha que o Projeto Reeducar (uma ONG ligada ao movimento pró-monarquia) vem fazendo para que os livros sejam excluídos da lista do MEC, a coleção não foi aprovada por especialistas procurados pela reportagem do DIARIO DE PERNAMBUCO. Os livros foram analisados pela bibliotecária Cida Fernandes, do Centro Luiz Freire, pela historiadora Ana Dourado, da ONG inglesa Partners in Children Development, e pelo professor José Batista Neto, do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino do Centro de Educação da UFPE.

    Schimdt utiliza termos coloquiais para se aproximar dos jovens. “O problema é que ele força uma intimidade. E o coloquial muitas vezes esbarra na vulgaridade”, revela Cida Fernandes. O professor José Batista Neto aponta também uma infantilização em alguns textos. “Ele trata muitas vezes o estudante como uma criança. Há também o risco da simplificação, pois muitas vezes a opção é pela solução da facilidade discursiva”.

    O projeto gráfico é contestado pelos especialistas. Os livros contam com centenas de ilustrações, pinturas, fotografias, gráficos e desenhos. Para o professor da UFPE, a coleção segue a tendência deste início de milênio. “Os livros parecem se espelhar na internet. Mas isso não é exclusividade dos livros de Schmidt”. Cida Fernandes concorda com Batista. “O livro até parece uma revista”.

    E quanto ao conteúdo? Bem, a historiadora Ana Dourado não doura a pílula. “Eu não indicaria esta coleção para meus alunos”. De acordo com ela, os livros incorrem em diversos equívocos. Um exemplo é o capítulo reservado ao Iluminismo, movimento intelectual do século 18, que influenciou a Revolução Francesa. Mario Schmidt diz, na página 89 do volume da 7ªsérie: “Os iluministas tinham um sonho. Eles acreditavam que um dia todos os homens e mulheres aprenderiam a refletir criticamente”. Ana Dourado revela que Schmidt confundiu Iluminismo com socialismo utópico. “Poucos pensadores iluministas, como Saint-Simmon, pensavam assim. A maioria queria libertar a humanidade da influência da Igreja”.

    José Batista Neto também aponta incorreções conceituais. “Schimdt diz que a História é exclusiva dos seres humanos.Não existe história natural?”, contesta. Batista ainda afirma que os livros contêm preconceito social. “O texto é impregnado de maniqueísmo. O autor deixa a entender que não há possibilidade de ascenção social para os pobres”.
    Edição de Domingo, 19 de Maio de 2002,Diário de Pernambuco.

    Leia Mais…

    Professore

  18. Marcos disse:

    É um crime contra a Pátria. estão construindo monstros.
    Rei, eu me lembro, no final de 1963 tivemos (no Dante Alighieri) que trocar o livro de história por um do Ministério da Educação (pesava!) com este mesmo papo.
    Findo 63 veio 64 e … graças a Deus.
    As coisas são assim. Elles são loucos! e se intitulam professores.

  19. WEIMAR disse:

    Pensei em fazer uma graça com o seu “possuía em vez de possuía”, mas desisti. Antes, tenho de respirar fundo, contar até 100. O assunto do post me suspende o bom humor, me deixa preocupado, indignado, irritado, p* da vida. O PT precisa ser arrancado do governo… pelo voto, como ainda quero continuar pensando (minha contagem até 100 já chegou a 53).

    Weimar

  20. Diego de Lareina disse:

    Isto é coisa antiga das esquerdas. No final da década de 80, com minha filha na 4ª ou 5ª série (Colégio Imaculada Conceição - Praia de Botafogo - Rio de Janeiro) eu já tinha identificado incentivos nos relatos de História Moderna pró-PT e movimentos de extrema-esquerda, com fotos e legendas altamente tendenciosas; isso sem se falar nos textos, que incentivavam o confronto com a “burguesia e com o governo em curso” (era Ser Ney o presidente-alvo).
    Cheguei a comentar em reunião de pais, mas os “colegas” (os outros pais e a direção da escola) não viam a coisa como eu via. Provavelmente eram favoráveis. Viajando um pouco, vocês já souberam do que anda ocorrendo no ensino particular na Venezuela. Hugo Chaves ameaça estatizar os colégios particulares que não dissiminarem sua doutrina idiótico-socialista. A “coisa” lá vai ficar feia. Vai acabar em tiroteio e tanques na rua. Enfim … merecem ou não merecem?

  21. Anônimo disse:

    Intervozes lança abaixo-assinado pela CPI TVA / Telefônica

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a venda da empresa de TV por assinatura TVA pelo Grupo Abril à Telefônica ganhou mais um reforço. O Coletivo Intervozes lançou um abaixo-assinado pela abertura da CPI. Qualquer pessoa poderá apoiar a causa assinando pela internet o abaixo-assinado do Intervozes: http://www.intervozes.org.br/noticias/intervozes-lanca-abaixo-assinado-por-cpi-das-tvs-por-assinatura

    Para o Intervozes, o episódio de que trata o pedido de investigação “é revelador da dimensão do poder dos grandes grupos de mídia enquanto atores políticos e de como a lógica econômica predomina em detrimento do interesse público no campo das comunicações”. Além disso, o Coletivo lembra que também outras transações no setor de TV por assinatura, como a venda de ações da NET para a Embratel (controlada pela mexicana Telmex), poderiam ser objeto da CPI.

    O Intervozes ressalta que apesar da denúncia surgir em meio aos escândalos envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), e a disputa entre ele e a própria Editora Abril, que tomou partido pela sua cassação, os fatos envolvendo a venda da TVA são graves e não podem ser obscurecidos por esta querela.

  22. Mário disse:

    Caro Reinaldo,

    Até parece que esses canalhas esquerdopatas vão assumir o que estão fazendo, são bandidos, safados!

    Será que dará tempo de resgatarmos o país em 2010?

    Um grande abraço.

  23. Pobre Pampa disse:

    A classe média precisa conversar com seus filhos e servir de tábua de salvação contra a orientação pseudo-pedagógica que até mesmo as escolas particulares estão utilizando. Consegui criar meus três filhos com isenção e hoje eles são cidadãos corretos, sem preconceitos e sem serem “esquerdistas”, e terem, na ética e na família, seus principais valores. Está errado?

  24. Anônimo disse:

    Por falar em ensino deturpado, hoje o Sen. Sarney, utilizando-se da sua rede televisiva - a maior do Maranhão -, deteve-se em dar explicações aos seus discípulos das razões que o levaram a inocentar o Renan Cagueiros.

    Ele explicou-nos, didaticamente, que fora convocado a atuar como juiz no processo movido contra o companheiro dele e que, atuando como juiz, não viu no processo provas que pudesse incriminar seu colega.

    Se foi assim, ele atuou num tribunal de exceção, já que a judicatura não pode ser assumida em nosso País por leigos. Nosso sistema jurídico não admite juízes leigos ainda.

    Balela, ademais de fazer o mesmo que seu homólogo faz no Alagoas, ou seja, ambos são donos de emissoras de rádio e tv e com “laranjas” à frente de seus rentáveis negócios.

    O Edson Lobão segue também impoluto com seu distribuidor de alimentos financiador das campanhas eleitorais da família, o quadrilheiro e assaltante dos Cofres Públicos que chamam Valmir João de Oliveira.

  25. Anônimo disse:

    **(“possuía” em vez de “possuía”, com acento)

    (“possuia” em vez de “possuía”, com acento)

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