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30/01/2012

às 6:35

Esporte pagou quase R$ 5 mi em 2011 por consultoria sobre estatal extinta

Por Fábio Fabrini e Iuri Dantas, no Estadão:
O Ministério do Esporte pagou R$ 4,65 milhões no ano passado, sem licitação, para a Fundação Instituto de Administração (FIA) prestar um serviço curioso de consultoria: ajudar no nascimento de uma estatal que foi extinta antes de funcionar. Criada em agosto de 2010 para tocar projetos da Olimpíada do Rio de Janeiro, a Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016 só durou um ano, no papel: há cinco meses foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND), para ser liquidada.

 Conforme o Portal da Transparência, caberia à FIA desenvolver estudos para “apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividades da estatal”. O Esporte fez os pagamentos do contrato em dez parcelas. A primeira e mais cara, de R$ 1,1 milhão, foi transferida à fundação em 4 de março do ano passado. Até 4 de agosto, quando o Conselho Nacional de Desestatização recomendou a inclusão da estatal no PND, foram mais quatro repasses, totalizando R$ 2,4 milhões.

Mesmo após a decisão e o anúncio de que a Brasil 2016 será extinta, a FIA recebeu mais R$ 1 milhão em cinco parcelas, as quatro últimas graças a dois aditivos ao contrato, firmado em 2010. Um deles prorrogou o contrato por quatro meses e o outro corrigiu o valor original em R$ 901 mil. Os desembolsos só cessaram em 27 de dezembro, quatro meses e 23 dias depois de iniciado o processo para dissolver a estatal. Segundo o Esporte, a prorrogação foi para cobrir serviços distintos, sem vinculação com os estudos para criar a empresa pública.

A decisão de extinguir a Brasil 2016 foi tomada após tratativas com o Ministério do Planejamento, com a justificativa de que já havia estrutura suficiente para cuidar da Olimpíada do Rio. Criada por decreto em agosto de 2010, a estatal nunca chegou a ter sede ou empregados, embora o conselho administrativo - formado por oito altos funcionários federais, entre eles a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e o ex-ministro Orlando Silva (Esporte) - tenha se reunido algumas vezes.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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6 Comentários

  1. Cil

    -

    30/01/2012 às 16:01

    Gente do céu! A Petralhas SA dessa vez conseguiu me deixar espantada! A que ponto estes cretinos chegaram?!
    -
    “Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil” - Que nome mais Organizações Tabajara.

  2. Marcos F

    -

    30/01/2012 às 14:38

    Isso aí: a ex-viuva, o ex-cantor, e os FIA-da-mãe, secaram o poço do governo.
    ?Ninguém vai preso em Brasilia? Ponham placa de “BLINDADO”, pelo menos.

  3. RONALDE

    -

    30/01/2012 às 13:19

    As “sujeirinhas” do Orlando vão sendo descobertas pouco a pouco. Segundo a Dilma, grandes feitos ele perpetrou durante seu ministério. “Grande” comunista.
    Eu tinha um amigo que chamava os comunistas de “comodistas”

  4. hippie sujo da esquerda festiva

    -

    30/01/2012 às 10:08

    Em se tratando dos hippies sujos da esquerda festiva não dá para saber se foi corrupção ou apenas incompetência

  5. samuel

    -

    30/01/2012 às 9:33

    … o conselho administrativo - formado por oito altos funcionários federais, entre eles a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e o ex-ministro Orlando Silva (Esporte) - tenha se reunido algumas vezes.
    REMUNERADOS, NATURALMENTE …

  6. Angelo

    -

    30/01/2012 às 9:17

    Senhores,acabou,foi extinta a Fundação(FIA)mas,e o dinheiro
    onde foi parar,irá ser devolvido??,ou os gestores dessa
    piada,se locupletaram as custas do erário público,cadê o
    ex-min.Orlando Silva,para explicar a maracutáia,ou já não
    há condições para as explicações necessárias,eta!País em que
    roubam escandalosamente com falsos projetos,e ficam impunes.


 

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