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11/08/2012

às 5:57

Dilma quer o ITA fora do sistema de cotas que ela deve aprovar. A picaretagem intelectual está comprovada! Qual é a tese, presidente? Seria só covardia?

Publiquei na noite de quinta um primeiro texto sobre o absurda lei que institui cotas sociais e raciais de 50% nas instituições federais de ensino. Para quem não leu, o link está aqui. Mantenho no alto da home os dois outros posts que escrevi a respeito na noite de ontem. O absurdo, afinal, é ainda maior do que parecia inicialmente. 
*
Ai, ai…

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o famoso ITA, é uma das escolas mais seletivas do país. Não por acaso. O Brasil avançou bastante nessa área, e muito se deve, sim, ao ITA, que valoriza de modo obsessivo o mérito. Trata-se de uma instituição federal. Como tal, deveria, então, reservar 50% de suas vagas a alunos das escolas públicas — segundo a lei que Dilma quer sancionar —, metade das quais para alunos que pertençam a famílias cuja renda per capita é de até 1,5 salário mínimo. Tanto esses 25% de vagas quanto os outros têm de ser preenchidos segundo a cor da pele do estado em que a escola se encontra. O ITA fica em São José dos Campos, São Paulo. Segundo o Censo de 2010, o estado tem 41.262.199 habitantes. Do total, 63,9% se autodeclaram brancos, 29% se dizem pardos e 5,5 se dizem negros.

Durante a tramitação da lei, o Ministério da Defesa, ao qual o ITA (que é da Aeronáutica) é administrativamente ligado, deu um jeitinho de negociar o texto (íntegra aqui). Estarão sujeitas às cotas apenas as instituições de ensino “vinculadas ao Ministério da Educação”. Ocorre que o ITA, lamento, é vinculado, sim, ao MEC — ou não é esse ministério que dá fé aos diplomas lá expedidos?

É agora? O ITA conta, sim, com alunos oriundos do ensino público: 30% estudaram em escolas estaduais, e 7,3%, em federais. Mas passaram no concorridíssimo vestibular da instituição — QUE TAMBÉM NÃO USA O ENEM PARA ADMITIR ALUNOS, A EXEMPLO DO QUE FAZEM AS UNIVERSIDADES FEDERAIS.

Se faltasse alguma coisa para evidenciar a má-fé, a pilantragem intelectual e a demagogia da lei, já não falta mais nada. O próprio governo Dilma Rousseff, que quer instituir esse aloprado regime de cotas sociais e raciais nas universidades federais, na proporção estratosférica de 50% das vagas — ignorando até mesmo a nota do Enem (serão usadas as médias obtidas no segundo grau) —, está a dizer: “Ah, gente, no curso que consideramos realmente sério e importante, o do ITA, não vamos mexer; continuará com o seu vestibular de sempre. Afinal, engenharia aeronáutica é coisa muito complicada!”.

É inacreditável! Essa estupidez passou pela Câmara. Essa estupidez passou pelo Senado! Parlamentares hoje se borram de medo dos ditos “movimentos sociais” e mesmo de setores engajados da imprensa. Elio Gaspari deveria, agora, oferecer uma resposta no caso do ITA. E aí?

Porque recebe alguns dos alunos mais preparados do país — e, infelizmente, há mais candidatos do que vagas —, o ITA pode ministrar um curso de alta performance. A coisa por lá é tensa no que respeita ao desempenho intelectual. E assim é nos centros tecnológicos mais avançados do mundo. Ao ITA, recebendo, por óbvio, alunos muitos menos preparados, restaria, caso aderisse ao modelo, uma de duas alternativas:
a) rebaixar o seu padrão de exigência, o que significaria, por óbvio, queda da qualidade num tempo muito curto e migração das melhores cabeças, então, para cursos privados de alta performance — existem;
b) manter o seu padrão de exigência e excluir, na prática, logo no primeiro ano, os menos preparados. A escola manteria a excelência, mas formaria menos engenheiros aeronáuticos.

Escolha, Gaspari: formar o atual número de bons engenheiros, formar o mesmo número de engenheiros mais ou menos; formar menos engenheiros preparados. Qual a melhor alternativa, visto o mundo à luz daquela sua teoria da luta de classes, relida à luz dos Elevadores Atlas (andar de cima, andar de baixo…)? 

E tudo para atender a esse aloprado critério de “justiça social e racial”, que delegou às universidades públicas o papel de acabar com as desigualdades. Ainda que Dilma venha a sancionar aquela porcaria, o ITA deve ficar de fora, o que denuncia a desfaçatez da proposta.

Por que há de valer para os demais cursos do país o que não vai valer para o ITA? Só porque, administrativamente, ele está subordinado à Defesa? É medo da farda? Dona Dilma Rousseff tem certeza de que 25% das vagas do curso de Medicina da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), um dos mais concorridos do país, devem ser ocupadas por estudantes oriundos do ensino público e de famílias com renda per capita de até 1,5 mínimo? Mas atenção: nesse grupo, 29% têm de ser pardos, e 5,5% negros. Na hipótese de haver mais gente do que vagas, aí se recorre à nota (não ao Enem, reitero!) que eles tiveram no ensino médio. Quem pegou a escola mais chulé, que exigia menos, sai na frente.  É o milagre da seleção dos menos aptos. Pergunta óbvia: um aluno com esse perfil, fazendo um curso em tempo integral, vai se sustentar como? Tem de morar, comer, se vestir, tomar um Chicabon de vez em quando…

“Ah, Reinaldo quer perpetuar a desigualdade!”, diz o idiota. O idiota, por alguma razão, se considera mais humanista do que eu! Não! Reinaldo acha — e eu sei que demora! — que é preciso qualificar a escola pública para dar aos mais pobres condições de competir. E acha, adicionalmente, que mesmo as universidades públicas precisam cobrar mensalidade de quem pode pagar, ora essa! Não! Eu não quero me conformar com o quadro atual e pronto! E qual é ele? Na média, os ricos estão em cursos gratuitos de alta performance, e os pobres estão pagando (ou o ProUni paga por eles) para estudar em faculdades de terceira ou quarta linha — lá onde só se usam cuspe e giz — e olhem lá.

É claro que é preciso pensar políticas públicas que mudem essa situação. Para tanto, não é necessário destruir o ensino público federal com a vigarice política, a má-fé intelectual e a demagogia arreganhada!

Ou o ITA participa dessa patuscada — e aí quero ver o resultado —, ou a pilantragem está consumada, senhora Dilma Rousseff, senhor ministro Aloizio Mercadante!

Vocês estão onde estão também para contrariar a militância organizada quando suas reivindicações atentam contra os interesses do povo brasileiro. E é o caso. Deixem de ser covardes!

Texto originalmente publicado às 20h36 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo

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443 Comentários

  • gabriela

    -

    16/9/2014 às 11:39 pm

    Não concordo! o ITA sendo um dos melhores institutos do país perderia ser crédito, sim apoio o sistema de cotas. Mas a mudança primeiramente deve vim do GOVERNO, do sistema sob o qual vivemos! Para que aluno de escola pública, pode se ”igualar” ao de escolas com um ensino melhorado. Sou de escola pública minha vida inteira, NÃO APOIO A ADOÇÃO DE COTA PARA O ITA! além de ser uma instituição militar, vamos botar as cartas na mesa! Nem metade se formaria! Sem discriminação, nem nada, até pq faço parte dessa minoria! Mas o prestígio do ITA vem do tanto que um aluno estuda e se desempenha, se dedica!!! Se houvesse a adoção do ENEM sob o mesmo, as pessoas iriam pra rua! O ITA TEM HONRA!

  • Sandra

    -

    26/12/2013 às 1:42 pm

    Os chamados “bolsistas” deveriam abrir mão dessa “bondade federal”, pois ficarão marcados para sempre como “coitadinhos”!

  • Renato

    -

    18/12/2013 às 2:03 pm

    Meu filho foi bolsista pelo COLÉGIO OBJETIVO NO ENSINO MÉDIO, 90% de bolsa, passou na USP, UNICAMP, e ITA sua escolha para cursar, devemos pensar na dedicação dos nossos filhos, e não no que o governo diz como deve ser, ou ache melhor.

  • Macedo

    -

    27/11/2013 às 8:14 pm

    Melhor curso superior da América Latina? Rodrigo, pelo visto você não leu o meu comentário…

  • RODRIGO

    -

    12/10/2013 às 11:34 am

    não adianta por cotas no ita!!
    lá o ensino requer mts alunos com uma base mt de excelencia!
    se por cota nesse vestibular no 1° semestre TODOS os alunos q passaram por cota vão ser reprovados!!
    vamos acordar brasil!!
    se for pra por cota o ensino de lá vai ser MT menos rigido do q é hj em dia
    vcs querem msm perder o melhor curso superior da america latina??
    #acordabrasil

  • assunçao

    -

    23/9/2013 às 7:35 pm

    Escola pública com o ensino atual, nunca dará condições de aprovação ao ITA ou IME.Em 20l2 candidatos a ESA Escola de Sargentos do Exercito, num total de l3 que não lograram êxito na seleção, ll deles foram aprovados em Faculdades Públicas

  • Lucas

    -

    2/9/2013 às 11:42 pm

    Eu acho incrível esse povo que diz “ah, os professores vão ter que pegar mais leve com os cotistas e bla bla bla…” eu fui cotista de um instituto federal que é tão concorrido quanto qualquer outro curso, e minhas notas são tão altas quanto qualquer pessoa que passou sem as cotas. O problema é que a minha família não tem condição de desembolsar 1000 reais por mês para pagar uma escola com um preparatório. Por isso as cotas são importantes nesse quesito. Eu gostaria de ter cotas mas eu não faço questão disso, vou me esforçar para passar nesta escola.

  • dalila

    -

    9/3/2013 às 4:56 pm

    Acho justo, se é para passa que passe pela capacidade, e o ITA envolve aviões, transporte aerea, é necessário que seja assim.

  • nathan

    -

    28/2/2013 às 11:57 am

    Eu acho que o ita nada mais é do que um “laboratorio” de genios da aeronautica para o exercito e nasa

  • Roberto

    -

    1/2/2013 às 9:05 am

    Acho possível ter cota no ITA também, desde que o cotista tire a nota mínima para passar. O aluno oriundo de escola pública que conseguir fazer a pontuação mínima no ITA deveria ir direto para o MIT ou Princeton, porque é gênio…

  • rubens

    -

    10/1/2013 às 5:22 pm

    existem varias universidades que podem ter cotas, mas o ITA não é uma delas. Porque quando é adicionado cotas é sujeito ao nivelde ensino das universidades rebaixarem. O ITA é uma intituição que aceita somente os MELHORES alunos do país, e, mesmo assim muitos desses melhores alunos do país, NÃO aguentam o ritmo acelerado que o ITA impõe.
    Agora eu me pergunto será que alunos advindos de redes públicas, que nem sequer conseguiriam passar pelo vestibular por sí só, aguentariam o regime de ensino do ITA sem que a escola “abaixe” o nivel e a qualidade em formação de profissionais, para que esses novos alunos consigam acompanhar o acelerado ritmo de ensino do ITA?
    E seria justo com pessoas que tinham capacidade de passar no concorrido vestibular do ITA, perderem suas vagas para pessoas que teriam vaga reservada por estudar em redes publicas?

  • Simao

    -

    25/12/2012 às 8:05 pm

    O impressionante é que esse governo admite o próprio fracasso com todas essas cotas e outros bla bla bla…. e complicam alunos como eu

  • FAA

    -

    29/11/2012 às 2:27 pm

    Só para explicar: o ITA é academicamente subordinado ao MEC e
    funcionalmente ao Ministério da Defesa.

  • Macedo

    -

    25/11/2012 às 8:06 am

    Uma das coisas que esse Sr. Reinaldo Azevedo não diz é que o ITA, assim como o Instituto Militar de Engenharia (IME) e as escolas navais, não é subordinado ao MEC, mas ao Ministério de Defesa. Como a regra foi inicialmente criada para as instituições ligadas ao MEC, as instituições militares tem OPÇÃO de entrar ou não no sistema de cotas. Seguindo a mesma lógica, há universidades estaduais que optaram por não utilizar o ENEM em seus processos seletivos, visto que a obrigatoriedade é das federais. Esse discurso de que o ITA deve ficar de fora por ser “algo especial” é completamente infundado e mentiroso. Existem, inclusive, instituições de engenharia federais ainda mais conceituadas do que o ITA em determinadas áreas. Quais? Engenharia de Materiais na UFSCar; Engenharia Mecânica na UFSC; Engenharia Elétrica na UFRJ. Citando algumas estaduais, temos Engenharia Civil na USP e também Engenharia Elétrica na Unicamp, todos esses cursos mais conceituados que os do cultuado ITA. Todos os cursos citados, diga-se de passagem, tem o conceito máximo da CAPES, 7, em suas pós-graduações, enquanto o ITA é no máximo conceito 6 em cada curso.
    A maioria dos que criticam o sistema de cotas parte do princípio que o governo pretende usar ele para “salvar” a situação. Essa visão está errada. O sistema de cotas é algo complementar, e o governo sabe muito bem disso. O ensino básico deve ser sim melhorado, e muito. Esforços estão sendo feitos nessa direção. Entretanto, não vamos ter escolas públicas nos padrões suíços e japoneses do dia para a noite. E até lá, muitas pessoas carentes terão tido a oportunidade de se formar em universidades públicas de qualidade.
    O que eu critico no governo (não, eu não estou aqui para fazer propaganda) é a MANEIRA como o sistema de cotas está sendo implantado. Colocar dentro da sala de aula das universidades pessoas pouco capacitadas pode ser desastroso. Entretanto, isso não é um problema sem solução. Com o devido planejamento, é possível, por exemplo, em um primeiro semestre da faculdade dar aulas de reforço para as pessoas que entraram com notas mais baixas em determinadas áreas de conhecimento no vestibular, e que sejam fundamentais para ter um bom desempenho em determinadas cadeiras. Ou seja, o sistema de cotas pode ser SIM algo muito bom. A questão não é SE devemos fazer, e sim, COMO devemos fazer isso da maneira mais adequada.

  • Anónimo

    -

    14/11/2012 às 5:35 pm

    pq vocês não fazem um abaixo assinado??

  • Renato

    -

    10/11/2012 às 7:34 pm

    Concordo plenamente com o Senhor, essa lei de cotas nada mais é do que um “tapa buraco” um descaso total com o sistema publico de ensino . Por que não Propor mudanças por parte dos ” Tiriricas” , investir no inicio da trajetória escolar das crianças e adolescentes,com estruturas dignas,adequadas, melhores salários para os profissionais de ensino para que sejam motivados a dar o seu melhor em sala,quem sabe ai um dia mude essa imagem manchada do ensino publico Brasileiro,.”Pra que tantos impostos,juros sobre juros…? pra nada!, “educação é fundamental para o desenvolvimento do ser humano . Escolas que sejam bem preparadas,planejadas e capacitadas,ter bons professores e quem sabe assim acabar com as cotas .
    “O mundo sem o conhecimento ainda seria Quadrado”

  • jp

    -

    31/10/2012 às 1:51 am

    quanto mimimi, o ita é subordinado ao ministerio da defesa, as decisoes do MEC pouco importam, e mesmo que o ITA fosse subordinado ao ministerio da educaçao, o governo nao ia destroçar uma universidade de tamanha excelencia, ja basta as federais suacateadas

  • Eduardo Siqueira

    -

    21/10/2012 às 6:41 pm

    Quero ver o que vai acontecer quandos alunos menos preparados não conseguirem se formar. O que fará o desgoverno petista? com certeza alfinetar reitores — e estes alfinetarem os professores — para que “peguem leve” com os cotistas.
    .
    Ou seja, teremos provas, testes e trabalhos mais brandos para cotistas, para que estes consigam se formar de qualquer maneira e, assim, não demonstrar a imbecilidade desse sistema injusto e infame, que pune quem estudou mais.

  • Fábio Nogueira Leite

    -

    17/10/2012 às 2:48 pm

    O regime de cotas e a degradação do ensino público brasileiro.

    As políticas públicas dirigidas ao sistema educacional estão equivocadas, pois na ânsia de se resolver a questão da ascensão social das classes econômicas baixas e das “minorias raciais” estão degradando ainda mais o ensino público brasileiro.

    Existem sim questões sociais a serem resolvidas e com certeza a educação é uma das soluções, senão a principal delas. Porém a solução não é elevar o grau de escolaridade das classes mais desfavorecidas a qualquer custo e sim dar lhes educação pública de qualidade.

    No ensino fundamental havia um alto índice de repetência de ano, causado por diversos fatores, entre eles a baixa qualidade do ensino. Porém ao invés de se investir pesadamente na capacitação profissional e na melhoria das condições de trabalho dos professores, dentre outros fatores, o que se fez foi dar um jeito do aluno não poder mais ser reprovado na escola, nem mesmo sem comparecer a maior parte das aulas. Consequência: ensino fundamental ruim, aluno despreparado para o ensino médio e, portanto sem formação intelectual adequada para o mercado de trabalho, ou mesmo sem condições para chegar à universidade.

    O Brasil precisa urgente de grande quantidade de profissionais capacitados, mas isso não significa que sejam necessários somente profissionais com nível universitário. São necessários em sua grande maioria de profissionais de nível técnico e infelizmente os cursos técnicos profissionalizantes estão sendo esquecidos.

    As universidades são estratégicas para o crescimento de qualquer país que almeje chegar ao dito “primeiro mundo”, mas não somente por formar profissionais capacitados para o mercado de trabalho, mas principalmente por elevar o nível tecnológico do país através do desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias nacionais. Precisamos de centros de excelência e para tal são necessários docentes e discentes de alto nível.

    Posso me considerar pardo, senão negro de acordo com a cor da minha pele. Fui criado e educado por meus avós, que tinham renda conjunta de menos de dois salários mínimos, ou seja, eram pobres. Cursei todo o ensino fundamental em escola pública estadual. Cursei o ensino médio em escola particular com a ajuda de bolsa de estudos, fui privilegiado. Entrei em universidade federal de primeira linha no primeiro vestibular que fiz. Completei o curso de engenharia civil e pouco tempo depois me tornei mestre em engenharia de estruturas por uma das melhores universidades do país. Sou um ótimo profissional dentro da minha área de atuação. Tenho hoje uma excelente condição financeira e social.

    Sinto-me indignado em perceber que o governo brasileiro me consideraria hoje incapaz de alcançar o que alcancei sem um “empurrãozinho” de sua parte. Não iria querer as esmolas do governo, pois todos os brasileiros têm o direito constitucional de terem acesso a um ensino público, gratuito e de qualidade.

    Qualidade!

    Fábio Nogueira Leite.
    Engenheiro civil pela Universidade Federal de Uberlândia.
    Mestre em engenharia de estruturas pela Universidade Federal de Minas Gerais.
    Mais de 18 anos trabalhando com cálculo e projeto de estruturas metálicas, tendo participado diretamente de grandes empreendimentos dos setores comercial e industrial.

  • Rafael Gomes

    -

    16/10/2012 às 4:18 pm

    Você está se equivocando, o Ita e uma instituição federal sim mas não de educação para todos os efeitos ela é primeiramente militar subordinada então ao Ministério da defesa e nao ao Ministérioda Educação, assim como o Ime, fazendo que ele opte não seguir essas leis vergonhosas.

  • Thales - Ponte Nova

    -

    23/9/2012 às 10:33 pm

    Dilma está se contrariando nessa lei.Além disso, um cara que forma no ITA, sendo cotista ou não, eu confio nele projetando um avião. E acredito que alguém com potencial para formar no ITA tem plenas condições de passar no vestibular, que por mais difícil que seja, é bem mais fácil que passar por toda a graduação!
    Para alguém ter noção de como as cotas não fazem sentido principalmente quando dizem a respeito de raça,é só para pra pensar no caso dos esportes,imagine se em uma peneira, negros/índios tivessem um certo tanto de vagas.
    Acabem com as cotas e melhorem a educação.

  • Larissa de Sales

    -

    20/9/2012 às 9:58 pm

    O ministério da educação precisava melhorar o ensino nas escolas públicas, e não aumentar as cotas. Todos precisam ter as mesmas opurtunidades de ingressar no ensino superior, mesmo estando em uma escola pública ou particular.

  • Fernanda Santa Catarina

    -

    18/9/2012 às 10:38 pm

    Reinaldo, pesquise suas fontes, por que essa é quente: na semana anterior à aprovação dessa famingerada lei de cotas, os Reitores das Fundações Universitárias, que se declaram sem fins lucrativos, mas cobram mensalidades, estiveram em Brasília negociando suas dívidas. Não conseguiram o que queriam, mas em seguida ganharam 14 anos de mensalidades de alunos de classe média, que conseguiam passar nas Universidades Federais, mas que agora, com a nova lei de cotas, serão prejudicados e terão que engrossar os bancos dessas Fundações de péssimo ensino. Negociaram o nosso salário!

  • Rayssa

    -

    18/9/2012 às 12:00 pm

    O retirada do beneficio das cotas do ITA, só nos mostra a verdadeira intençao por baixo dessa sujeirada toda. Se o ITA é uma universidade federal e está vinculada ao MEC deve portando seguir o criterio de todas as outras instituiçoes. A questão das cotas é injusta, pois se o Brasil investisse na educaçao das escolas publicas não precisaria arranjar tantas desculpas para enfiar dentro das federais alunos despreparados.

  • Loraynne Araujo Burjaily

    -

    16/9/2012 às 4:41 pm

    Essa decisão da Dilma demonstra o quanto é descabível a ideia de cotas em universidades. Não se deve abaixar nível dos alunos que entram na federal, mas sim aumentar o nível das escolas pública.
    Em alguns casos de pessoas que entram na faculdade por cotas não conseguem completar o curso universitário.

  • Bruno Viana

    -

    16/9/2012 às 3:56 pm

    Os bons alunos de escola pública que ingressavam nas faculdades pela ampla concorrência, agora ocuparão as vagas dos cotistas, dessa forma não solucionando o problema que as cotas deveriam atender.Com isso, ela provou a falta de consideração com a educação brasileira,e também,a pobreza da educação pública.É revoltante o fato do nosso governo fomentar a incompetência e explorar a já abundante ignorância para permanecer no poder.

  • Mateus Lanna

    -

    16/9/2012 às 3:31 pm

    Se o governo queria que todas as pessoas entrassem nas universidades, ele esta conseguindo fazer isso, e a cada ano que se passa o sistema de seleção fica mais ridículo. Já que o governo quer democratizar o ensino, não é melhor acabar com essa vergonha que é o Enem, e apenas abrirem inscrições nas universidades, e os primeiros a se inscreverem estariam no curso desejado?! e esse sistemas de cotas, isso é uma vergonha para o pais, se com o sistema de cotas atual, os alunos cotistas, em sua maioria, desistem do curso logo no primeiro semestre, imagina sendo 50% das vagas reservadas aos cotistas?! Já que o governo criou esse sistemas de cotas, é porque sabe que o ensino fundamental e médio publico não é o ideal, então por que, ao invés de melhorar o ensino básico publico, o governo esta piorando o ensino superior?

  • Gabriel Piuzana

    -

    16/9/2012 às 10:18 am

    Os bons alunos de escola pública que ingressavam nas faculdades pela ampla concorrência, agora ocuparão as vagas dos cotistas, dessa forma não solucionando o problema que as cotas deveriam atender. Quanto ao ITA , seria de extrema falta de bom senso de um governante deixar uma das poucas instituições_ que despertam das pessoas a criatividade e a inovação tecnológica e elaborações de novos métodos( essas pessoas chamadas de cabeças pensantes)_ diminuir seu rendimento, pois como um aluno despreparado vai entrar em uma instituição e atender seu rigoroso sistema, que cobra em seu exame de seleção algumas questões de níveis até mais alto do que o ensino médio?

  • Shaieny Carvalho

    -

    16/9/2012 às 10:05 am

    Em primeiro lugar sou totalmente contra os sistemas de cotas das universidades federais pois, para mim, é a prova que o país vive em total desigualdade! A presidenta está correta em não aprovar o sistema de cotas para o ITA,por se tratar de uma instituição federal de alto nível deve sim,preservar o nível de seus alunos. Se no lugar das cotas fossem criadas escolas públicas de alto nível,remodelando a educação do país não precisaríamos viver este drama de cotas.

  • Felipe Lobo

    -

    15/9/2012 às 8:27 pm

    Dilma provou a falta de consideração com a educação brasileira,e também,a pobreza da educação pública. O ITA,uma das universidades mais gabaritadas do Brasil e do mundo “não pode ser conhecida por admitir alunos despreparados” isso na visão de nossa presidente. Então,por que ela instituiu a lei dos 50 % de cotas nas universidades ?
    O governo só está se complicando,a população está voltada para educação,reivindicando seus direitos,e vendo uma falta de vergonha do país e seus governantes com o descaso em relação à educação. Nós queremos justiça,e queremos para o bem da nação,precisamos de alguém preparado para investir na educação,que é a base de uma sociedade civilizada e igual…

  • Paloma Borges

    -

    15/9/2012 às 7:56 pm

    As cotas raciais são a reserva de vagas em instituições públicas ou privadas para grupos específicos classificados por etnia, na maioria das vezes, negros e indígenas.Mas o governo comete um equivoco pois , a distinção de etnias por lei acabaria por agravar o racismo já existente.Tudo em exagero faz mal por isso 50 % é um absurdo. A presidente Dilma Rousseff, mostrará a nação que tem e usará o bom senso, basta adotar o percentual da UNB, que é de 10% e assim não prejudicará outros alunos.

  • Matheus Paladini

    -

    15/9/2012 às 6:13 pm

    Acho que o sistema de cotas está muito elevado com 50%. e agora, a Dilma prioriza o ITA à não ter cotas. Sejamos justos se é para ter cotas( o que já acho muito errado ), teria que ser para todos, não só para alguns

  • Filipe Câmara

    -

    15/9/2012 às 2:26 pm

    O governo quer usar o tão falado sistema de cotas para que tenhamos a tão sonhada igualdade, mas nem pra fazer isso eles buscam uniformidade, por que há diferença entre uma e outra? Por que o ITA não seria obrigado a usar esse sistema de cotas e todas as UF’s seriam? Vale lembrar a questão de o ITA ser ligado à Defesa, mas isso não faz ele melhor do que os outros, a propria profissão de professor que deveria ser muito mais exaltada vai poder ser praticada por um cabeça fraca, o que gerará muitos mais, no campo médico o mesmo, e assim vai, agora se você é da aeronáutica tem privilégio? Onde está a igualdade?

  • Kristian

    -

    15/9/2012 às 1:23 pm

    O sistema de cotas pra começar já é um absurdo e algo totalmente incabível. E com essa nova lei em relação das cotas para escolas públicas, dando mais oportunidades a eles por não possuírem um ensino não tão bom quanto a escolas particulares, acaba sendo uma decisão bastante equivocada e também grande parte das pessoas que são beneficiadas com esse sistema, muitos não conseguem se quer terminar de exerce o curso, por falta de preparo e uma base melhor, eles simplesmente entraram em uma faculdade não pelo seu mérito próprio, mais sim com o auxilio das cotas. Sendo assim tirando a vaga de várias pessoas que realmente se empenharam e dedicaram, acabando com o sonho de muitos que passaram grande parte de seu tempo por conta dos estudos para entrarem em uma faculdade. Isso é completamente ridículo, todos somos iguais, cada um de nós possuímos sonhos, mas para que isso aconteça devemos lutar por aquilo que desejamos, mas que seja uma luta de igual para igual. Mas a realidade é que possuímos um governo, onde é oferecido benefícios que acabam beneficiando alguns e para outros acaba prejudicando.

  • Nilson Júnior

    -

    15/9/2012 às 11:00 am

    O concurso constitucional e pontuação nos exames, pelo mérito, é um desafio para quem quer ser um vencedor. A Universidade precisa de alunos vocacionados e com garra, na busca da excelência, da inovação e inteligência viva. As forças armadas já experimentaram em outras épocas, as “cotas”, aceitando alunos por requerimento simples por parte de militares(sem provas) e outros civis por convite, não chegou a ser uma boa experiência, não houve o esforço intelectual e estudo, muitas vezes uma conveniência de ocupar um cargo público e estabilidade no emprego, até abandonando a especialidade de formação ao longo da carreira. Assim, as escolas passaram a exigir CONCURSO CONSTITUCIONAL transformando essas escolas militares em referência de ensino, entre as melhores do país, inclusive, atraindo alunos do exterior.
    Medida absurda e extremamente populista,visando única e exclusivamente votos que virão.È lamentável um país ser governado por pessoas que em todas atitudes calculam oque vão ganhar no futuro e brincam e utilizam a educação superior(que já nao é muito boa comparada as grandes potencias)como instrumento político.Depois querem que o brasil se torne uma potencia.

  • Clara Lanna

    -

    14/9/2012 às 11:36 pm

    O sistema de cotas tem o objetivo de dar oportunidade a estudantes de escolas publicas, que o ensino é bem menos qualificado do que em escolas particulares, a entrarem em faculdades, mas isso poderá causar o abaixamento do nível das mesmas. Foi uma decisão equivocada do governo, que em vez de investir no ensino de escolas publicas, promove cota a eles, tornando mais fácil a entrada de estudantes de escolas publicas que muitas vezes (quase sempre) não estão qualificados para as vagas nas universidades federais.

  • Wellington

    -

    14/9/2012 às 11:20 pm

    Países que hoje são desenvolvidos, usaram o sistema de cotas, por volta da década de 60, 70 e 80. Para estas nações tal prática obteve um grande sucesso, pois deu chances para grupos sociais que estavam marginalizados, seja por serem estrangeiros, pobres ou de outras minorias. No Brasil há várias deficiências nesse sistema. Em primeiro lugar, a escolas da Europa e dos EUA eram e são boas, sejam públicas ou não fazendo com que houvesse assim um bom nível, no momento dos alunos ingressarem na faculdade, garantindo assim o propósito das cotas que no caso ingressa aqueles que estão excluídos seja qual motivo o que no Brasil você vê um grande déficit nas escolas públicas fazendo com que as pessoas deste meio entrem por cotas as vezes sem o mínimo preparo, fato que abaixa o nível das universidades, que é o dilema do ITA. Outro ponto, é que os habitantes desses países mais desenvolvidos, utilizavam desse sistema, somente se precisassem, se fossem excluídos, ou marginalizados, se realmente não tivessem condições, já no Brasil vemos pessoas que não precisam usufruindo deste projeto, tirando a chances dos outros, achando um jeito mais fácil de entras nas faculdades, tornando assim mais falho tal método. Outra questão é que se é abordado o assunto da exclusão dos negros, e da dívida de 200 anos devido ao período escravocrata no Brasil e há a vontade de repará-lo, deveria-se investir na valorização da cultura afro-brasileira, e acima de tudo investir na educação não só para este grupo mas sim para toda uma nação afim de que todos tenham condições plenas e justas de ingressarem em uma universidade federal.
    O Governo Federal é ciente, do fato de que o nível de algumas universidades federais vêm abaixando e sabe muito bem que é devido a certos sistemas promovidos e por isso que em certas instituições altamente desenvolvidas e especializadas, eles não mexem no processo seletivo, como é o caso do ITA.
    Se um dia for resolvido todas estas lacunas da educação Brasileira, as cotas serão válidas ou talvez nem mais serão necessárias.

  • Matheus Teixeira

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    14/9/2012 às 2:40 pm

    O sistema de cotas se apresenta como uma forma de apresentar oportunidades a aquelas pessoas que nao possuem um ensino de qualidades, podendo parecer muito beneficiente aos alunos das redes publicas, ela prejudica a qualidade de ensino das grandes universidades federais e as cotas nao se apresentam como uma forma de melhorar a qualidade de ensino do pais, fazendo justamente o contrario quando ele abaixa o nivel de ensino das faculdades.

  • Ana Clara Martins

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    12/9/2012 às 2:29 pm

    Eu vejo o sistema de cotas como um grande equívoco. O motivo alegado é que essas pessoas são historicamente discriminadas na sociedade e por isso tem menos oportunidades. Não é verdade. As oportunidades estão ao alcance de todos aqueles que lutam e que dão valor ao estudo. Se formos refletir um pouco, o sistema de cotas é extremamente preconceituoso, pois ele basicamente oficializa que um determinado grupo da sociedade é diferente dos demais e que devido a suas condições inferiores merece um tratamento especial para que possa se igualar socialmente aos outros. A ideia de implantar o sistema de cotas serve para o Estado fugir, mais uma vez, da sua obrigação, que é oferecer uma educação igualitária para todos. A cota racial é um erro, pois a própria cota já é por si só racial. Além disso fere o princípio contitucional da igualdade.

  • Thaís F. Messias 2 ano

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    12/9/2012 às 2:00 pm

    O sistema de cotas, por si só, já é um absurdo…porque que ao invés de facilitar a entrada de estudantes com um grau de ensino baixo, diminuindo o nível das universidades, não melhoram os ensinos das escolas públicas? Quanto menos universidades forem enquadradas nesse novo sistema, melhor. O nível das universidades não pode decair só pra atender à população, sendo que pessoas que possuem maior capacidade de ingressar em uma universidade sem nenhuma facilidade, poderiam estar investindo na própria educação, conhecimento e um futuro promissor, no lugar daqueles que “roubam” as suas vagas!

  • Sheila Domingues Rodrigues

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    10/9/2012 às 10:52 pm

    A criação de escolas, a o longo dos anos, permitiu que muitas pessoas pudessem ter acesso a educação básica. Mas o que percebe-se, hoje, é que a qualidade do ensino, oferecidade pelo governo, decresse de forma rápida e assustadora. As autoridades não percebem, mas criar projetos e fazer com o que a população entre em Instituições de Ensino Superior sem nenhuma preparação é cometer o mesmo erro duas vezes.

    O sistema de cotas irá facilitar a ingressão dos jovens nas Universiades, mas será que estes conseguirão ser profissionais capacitados, e de boa qualidade?
    Facilitar a entrada de uns e dificultar a entrada de outros nas Universidades só gera polêmica. Por isso, é importante se preocupar com a questão da entrada do jovem nas Universidades, mas mais importante ainda é investir na qualidade do ensino básico e superior para que o jovem consiga uma boa formação e seja um profissional capacitado.

  • Shana

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    10/9/2012 às 7:35 pm

    Agora, nas inscrições para o vestibular, teremos duas filas: a dos egressos das escolas particulares e a dos que estudaram em escolas públicas. Está institucionalizada a discriminação. Ignorância dos legisladores, ignorância dos defensores dos direitos humanos.

  • souza233

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    31/8/2012 às 5:08 pm

    Gente é faci facin Brasil país do jeitim , matricula pública, garante disputa nos 50% mais despreparados , e paga escolaa de qualidade, e faz junto , pois Pública, n precisar ter frequência e nem estudar,, tem aprovação automática .Vaga garantida Federais .. ah não esquece que tem que ter renda 1,5 salários máximo, será seria que difícil provar isso aqui Brasil…????

  • Marcelo Lima

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    29/8/2012 às 11:04 pm

    Se você tem, ou não credibilidade (este ultimo o mais sensato dos citados) eu não sei, sei apenas que com uma opinião dessa categoria, com argumentos tão partidários, e utilizando críticas de nível absurdo, sem antes se dar ao trabalho de entender o dia a dia de um aluno com condições acima da exigida para participar do sistema de cotas você não tem noção sobre o que fala -no mínimo- e digo mais, não tem direito para pesar esse tipo de decisão se nem do corpo de excelência que aprovou-a faz parte. Uma coisa é aumentar o número de vagas para cotistas (que também discordo, diga-se de passagem) em instituições de nível superior com critérios avaliativos dados em ensino médio, que mesmo com altas concorrências ainda assim não medem o nível de candidatos. Outra coisa totalmente diferente é, diminuir-se pela metade o número de vagas para os concorrentes de etnia, classe social, que não se enquadram na categoria já comentada (cotistas), de uma instituição de reconhecimento MUNDIAL, com método avaliativo a nível de conhecimento elevado nas ciências exatas, exigindo em parte, conteúdos dados em cursos de nível superior, o que garante a reputação da mesma e o progresso das áreas em que ela atua. O que também nos permite dizer que neste vestibular ficam apenas os que sabem, pois não há como um aluno sem preparação, ser aprovado. Se quer uma briga política… que se candidate, ou que vá ao progresso lutar pelo seu ponto de vista; não tentando levar ao CAOS um lado desse Brasil que vem progredindo tanto.

  • Ramón

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    26/8/2012 às 6:00 pm

    Não é por nada não, mas há uma desinformação explícita aí. O ITA e o IME não são ‘instituições federais’ não. Não instituições militares e, portanto, não necessitam seguir a risca as regras do MEC. Ambas as escolas seguem a Portaria da Educação das Forças Armadas, que não abrange cotas.

  • Eduardo Rodrigues

    -

    25/8/2012 às 11:22 am

    Caro Antonio Baracat, concordo, a lista só aumenta, mais será que os filhos destes governantes vão estudar nas Universidades, Institutos ou vão para as escolas militares?
    Acredito que irão para as escolas militares é claro!!!

  • Antonio Baracat

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    24/8/2012 às 3:48 pm

    Já que só as universidades vinculadas ao MEC estão incluídas, os cursos de Engenharia do IME também ficam de fora, assim como o bacharelado em Ciências Militares da AMAN, dentre outras. A lista está crescendo…

  • Lia Costa

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    18/8/2012 às 9:47 pm

    Reinaldo, admiro sua combatividade incansável contra a mediocridade instituicinalizada neste país desde o governo Lula. Confesso que perdi a esperança de ver o Brasil caminhando por um rumo que privilegie o mérito e a dedicação. Fui professora universitária e com o passar dos anos me desiludi quanto à capacidade de formar profissionais competentes, pois os alunos que ingressam hoje nos cursos tem um nível tão precário de conhecimentos básicos que só complicam o nosso trabalho, pois temos que reduzir conteúdos e ensinar o básico para que eles consigam acompanhar e ao mesmo tempo penalizamos os alunos competentes que ficam à mercê de grupos despreparados e não são devidamente estimulados. É lastimável! Eu desisti. Mudei de emprego. Não queria mais conviver com a infelicidade de fazer parte dessa hipocrisia.

  • Víctor

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    18/8/2012 às 12:27 pm

    e não tem problema desmoralizar as outras instituições? É melhor ser operado por um médico despreparado do que andar em um avião projetado por um despreparado? Nâo faz sentido isso ae. As duas coisas se equiparam.

  • Víctor

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    18/8/2012 às 12:25 pm

    A prova do IME é mais difícil, as questões. E nem é tanto, pois agora a primeira fase é de múltipla escolha. Entretanto o concurso vestibular do ITA é muito mais difícil, pois quase ninguém abandona o ITA, e, no IME, tem sempre outras chamadas. Deixa de inventar história que ITA é ITA e IME é IME. Nem todo mundo que faz turma ITA que IME, pois o IME é meio paia.

 

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