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11/04/2013

às 16:31

De novo a inflação, as causas e a volta do leitor economista

Outro dia recebi uma bronca de um leitor economista. Está aqui. Hoje, ele envia outra mensagem. Naquele caso, observei que ele me dava bronca porque concordava comigo. Agora, não. É discordância mesmo. Não conheço nenhuma economia do mundo, do Chile, aqui pertinho, à União Europeia, passando pelos EUA e chegando à China para ir parar no Japão, em que os bancos centrais e agências reguladoras tenham a autonomia de que ele fala.

Acho que os nossos liberais, e pode não ser o caso de Cláudio — estou apenas divagando um pouco —, se tornaram um tanto fetichistas em relação a alguns temas. Não parece razoável supor que vamos dar “aula de liberalismo” ao resto do mundo, que intervém no câmbio, sim; que regula a política de juros pensando em outros fatores da economia, sim; que não se entrega, passivamente, às flutuações de mercado. A questão é outra: fazem-no com competência ou sem?

Mas não quero polemizar agora, não, porque é o momento do Cláudio. Segue, em itálico, o seu comentário, conforme chegou. Um abraço pra ele, e viva o debate!

Caro Reinaldo,
Tome cuidado com o que você diz sobre economia. Outro dia, você me citou, não tive tempo de responder e a discussão passou.

Ao contrário do que você diz, a situação da economia brasileira é bastante esperada devido ao forte populismo da área nos últimos anos (se existe um puzzle, é por que a situação não é pior).
O país vêm crescendo nos últimos anos devido à estratégia do governo de incentivar a demanda através de políticas fiscais e monetárias espansionistas ao mesmo tempo que incentivava o endividamento privado (já estamos precisando de 3% do PIB anualmente de dinheiro externo para fechar nossas contas). A demanda cresceu fortemente, não acompanhada pela oferta durante este tempo. Parte deste excesso foi absorvido por importações. Parte virou inflação.

Por que estas políticas expansionistas afetariam o preço do tomate? Esta é bastante fácil. Deve-se separar variações do preço relativo do tomate (ou seja, variações deste não observadas nos outros preços) das variações ocorridas em todos os preços simultaneamente. Inflação é esta segunda parte, não a primeira. Ao restringir o aumento da demanda combate-se esta segunda parte (diminui a demanda POR TODOS OS BENS, não somente do tomate), não a primeira.

Agora, políticas restritivas implicariam em altos custos no curto-prazo atualmente? Não! A economia está sobre-aquecida. O mercado de trabalho está ótimo para os trabalhadores (exatamente devido a este incentivo ao aumento da demanda agregada). Um esfriamento da economia não apresentaria grandes custos sociais devido a isto.

Mas, não estamos crescendo!!! Mas isto é outra coisa. Crescemos quando acumulamos fatores de produção e aumentamos nossa produtividade. Infelizmente, mesmo com a economia muito aquecida, ninguém está querendo investir no país. E isto se deve muito a este intervencionismo grotesco (inclusive nas políticas do Banco Central) que estamos assistindo (como ninguém investe, estes claramente acreditam que este boom da demanda é muito temporário). Ao mesmo tempo, este intervencionismo torna muito incerto o retorno dos investimentos. De quebra, este intervencionismo provavelmente está derrubando também nossa produtividade.
Por fim, Banco Central independente. Na boa, as pessoas tem que ter humildade. Não é porque existe independente no nome que significa que o BC teria autonomia para tudo. Parece o sujeito que diz que Einstein provou que tudo é relativo enquanto a Teoria da Relatividade é um modelo físico complexo específico que em nada leva a esta conclusão.

Quando se diz Banco Central independente (tal qual agências regulatórias independentes) refere-se a uma teoria específica que gera arcabouço institucional específico para resolver um problema específico conhecido como “Inconsistência Intertemporal dos Governos”. Qualquer governo, em diversas áreas, tem todos os incentivos do mundo a se comprometer com determinada política. Entretanto, caso os agentes acreditem neste comprometimento, o governo ganha enormes incentivos para não cumprir sua política (explicando de forma ultra-simplificada. É fácil fazer milhares de ironiazinhas erradas sobre minha frase).

Assim, caso os agentes acreditem na meta de inflação anunciada pelo governo, este tem muitos incentivos a implementar uma inflação maior. Caso os investidores acreditem que não serão tungados (e invistam), o governo ganha todos os incentivos para tungá-los.
Como os agentes não são bobos, estes não são enganados. No primeiro caso, ninguém acredita e ficamos com uma inflação maior (sem impacto sobre o produto). No segundo caso, os investimentos simplesmente não acontecem (mesmo de forma simplificada, não parece a situação de um país bastante conhecido pela gente?).

Como resolver isto? É fácil. O governo define a política a ser implementada mas sua implementação se dá por agência independente do executivo sujeita a contrato de gestão para aplicação da política proposta e subordinada ao legislativo (mas nosso legislativo é ruim – qual a alternativa? Nosso executivo, tão ruim quanto? Isto é um discurso autoritário?). Note que esta é exatamente a racionalidade para termos um judiciário independente.
Saudações

Por Reinaldo Azevedo

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116 Comentários

  • Mauricio

    -

    15/4/2013 às 4:06 pm

    Ah! André, os investimentos milionários da Cherry e da BMW são puntuais, pequenos perto do que poderia estar acontecendo. Em ambos o caso existe um componente politico oculto…

  • Mauricio

    -

    15/4/2013 às 4:04 pm

    Esclarecimentos sobre o texto, já notei algumas críticas ao linguajar muito técnico (veja, não quero ser inoportuno, mas sim ajudar):
    -O articulista informa que há muita liquidez, muito dinheiro em circulação no mercado;
    -Igualmente informa que estamos em quase pleno emprego, porém produzimos muito pouco, ou seja, nossa eficiência é baixa. E é baixa porque…
    -Porque não temos investimentos em curso, apesar de estar fácil conseguir dinheiro no mercado para tal;
    -E não temos investimentos por que os agentes estão literalmente talados, travados por conta das incertezas geradas por conta de nossa tributação irracional, mudanças puntuais e destrambelhadas nessas tributações (que ninguém sabe quando e como virão) e outras intervenções.
    - Somado a isso temos um nó de infraestrutura de transportes e de energia (as empresas de geração foram descapitalizadas por conta da interferência de estado e estão literalmente sem dinheiro para investir e crescer, tudo para atender ao populismo do governo);
    Então o resultado é o que vemos, crescimento baixo, pleno emprego e inflação alta.
    Alguém se lembra qual foi o último pais a enfrentar isso e por que?

  • João Lavador.

    -

    13/4/2013 às 12:24 pm

    No meu entendimento:Precisamos de “Cláudios” para ensinar o PT e cia. a DESCONSEGUIR uma ESTAGFLAÇÂO. SE, SMJ E… Boa soooorte BRASIL!

  • Sandro Ferreira

    -

    13/4/2013 às 10:56 am

    Fundamentos são fáceis de explicar para tentar mascarar o óbvio: intervencionismo e incompetência. Quantos bilhões foram perdidos pelas trapalhadas do governo Dilma no setor de energia, bancos e na Petrobras? Não conheço outro país que tenha pleno emprego com um crescimento medíocre, e que ainda por cima se utilize de empresas estatais e subterfúgios para maquiar os balanços. Uma vergonha. É evidente que o governo não se importa com a volta da inflação. E ainda querem me convencer que alguns fundamentos estão certos? Alguns economistas me convencem que quando a economia vai mal, não tem economista que dê jeito, e quando a economia vai bem não precisa de economista.

  • André Roldão

    -

    13/4/2013 às 10:17 am

    OBSERVEM ALGUNS DETALHES:
    Diz “O país vêm crescendo” e “A economia está sobre-aquecida. O mercado de trabalho está ótimo” e depois diz “não estamos crescendo!!!”
    Diz “demanda cresceu fortemente, não acompanhada pela oferta” – Que produto da indústria nacional está em falta?
    Diz “ninguém está querendo investir no país.” – Pois é… por que será que a BMW e a Cherry anunciaram investimentos milionários no Brasil para 2013? Esqueceram de consultar o Cláudio!
    Diz “Banco Central independente. Na boa, as pessoas tem que ter humildade. Não é porque existe independente no nome…” – Ah, tá certo. Eu não tinha percebido que é BCIdoB.
    Por fim conclui da forma como foi seu texto, sem nada a ter dito: “Como resolver isto? É fácil. O governo define a política a ser implementada mas sua implementação se dá por agência independente do executivo sujeita a contrato de gestão para aplicação da política proposta e subordinada ao legislativo (mas nosso legislativo é ruim – qual a alternativa? Nosso executivo, tão ruim quanto? Isto é um discurso autoritário?). Note que esta é exatamente a racionalidade para termos um judiciário independente.”
    Cláudio, na boa… tu é muito ruim!

  • Bruno

    -

    13/4/2013 às 9:29 am

    Como disse Friedman, inflação é sempre um fenômeno monetário. Se as pessoas pagam mais caro pelo tomate, obrigatoriamente pagam mais barato em outras coisas, ou deixam de comprar outras coisas, e não tem inflação, certo? É uma conta simples.
    O único que ganha com a inflação é o governo (pois tem a impressora de dinheiro e é o primeiro a gastar este dinheiro antes que os outros agentes da economia percebam que há mais dinheiro no mercado que antes, é um “imposto oculto” que o povo paga).
    Eu concordo com o Cláudio quando fala que o ideal é ter um banco central independente (e explicando o independente, é haja o que houver, seja lá quem estiver no governo, o BC tem como única obrigação manter uma inflação constante, imprimindo dinheiro novo apenas para repor dinheiro velho estragado, ou para compensar uma oferta maior de economia – vulgo crescimento).
    “Moeda” é um produto como qualquer outro, se colocam mais moeda no mercado ela desvaloriza, se colocam mais oferta de todo o resto a moeda valoriza, se retiram moeda do mercado ela valoriza, se retiram oferta de todo o resto (recessão) a moeda desvaloriza.

  • lucerna juris

    -

    13/4/2013 às 2:57 am

    N Lupo dixit !

  • Marco Celio

    -

    13/4/2013 às 1:37 am

    São os Economistas de Bancos (EC) que acertam sempre de quanto o COPOM vai elevar a taxa de juros. Jamais previram uma queda. Ano passado, os EC informaram de quanto queriam que a taxa Selic fosse elevada, para vaforecimento de seus negócios, e o BC vai lá e me corta 0,5p.p -A gritaria foi geral: O Governo estava se intrometendo no BC. Na verdade o BC estava se livrando dos EC. Por tudo que já foi posto e disposto sobre inflação, não se pode ignorar que “Falatório de ministro alimenta inflação, principalmente quando não sabe o que fazer”

  • Sérgio Barros

    -

    12/4/2013 às 4:38 pm

    Concordo com o economista Cláudio!

  • Mario

    -

    12/4/2013 às 3:18 pm

    Cláudio… quase caí nessa.
    Tudo isso funcionaria muito bem se o Presidente do Banco Central não fosse subordinado ao Executivo, se o Executivo tivesse alguma competência para elaborar Políticas,se o Legislativo não fosse capacho do Executivo e se o Judiciário fosse independente como você almeja.
    A grande verdade é que não crescemos porque somos pobres, endividados, temos um governo que gasta mais do que arrecada e gasta mal, porque só gasta com a companheirada.
    Simples assim.

  • Flávio Dimas Franzoi

    -

    12/4/2013 às 2:45 pm

    Reinaldo. A politica monetária do Branco Central, desse governo esta naufragando, pois, desde que o Henrique Meireles deixou a Presidência do Banco e que o Trombini assumiu, deixo-se de fazer politica monetária no BRASIL, a política monetária deixou de ser feita no Banco Central e passou a ser feita no Palácio do Planalto, pela Economista do “chefe”, o que se prova aqui é que Henrique Meireles tinha e exigiu autonomia para continuar no Banco Central, quando não teve a mesma confiança que lhe foi data pelo Apedeuta, pediu o chapéu, logo o Trombini é um fantoche mas mãos da Dilma, algumas pessoas se server para fazer o que outras querem e não o que o Pais precisa, o BANCO CENTRAL precisa de alguém que saiba fazer POLITICA MONETÁRIA e a Dilma não sabe.

  • N Lupo

    -

    12/4/2013 às 2:27 pm

    Caro Reinaldo,
    Acredito que todos vão concordar que o Cláudio está correto. Mas, em sua conclusão, por mais óbvia pareça, há uma omissão importante. É que o modelo de agências públicas independentes não funciona em ambientes autoritários. Claro que a independência do Banco Central é relativa! O problema é o excesso de interferência do governo (Poder Executivo, pls). É bom lembrar que o nosso Bacen passou a gozar de relativa independência a partir do Plano Real, consolidada no governo FHC. Nessa época, o Bacen tomou medidas amargas para controlar a inflação, sem considerar conveniências políticas. Lembra-se do “efeito Lula” (segundo semestre de 2002) quando o dólar chegou à casa dos R$4,00? O Banco Central elevou a (já estratosférica) taxa de juros o que, provavelmente, influenciou negativamente na eleição disputada entre José Serra e Lula. O PT nunca teve qualquer compromisso com o modelo de agências reguladoras que tem seus dirigentes escolhidos por perfil técnico (não político) e atuam também tecnicamente e de forma autônoma, sem interferências das conveniências políticas dos governantes. Aliás, o PT sempre o repudiou esse modelo, pois ele retira do governante o poder sobre as tais agências. Sabemos pelos noticiários o que vem acontecendo na ANAC, na ANEEL e na ANATEL nos últimos anos. O único reparo que ponho no texto do Cláudio, se é que essa não a sua conclusão coculta, é que o modelo de independência do Banco Central só funciona em uma democracia civilizada. Mas, isso não é coisa que o PT conheça ou mesmo que admita.

  • JR

    -

    12/4/2013 às 1:55 pm

    Reinaldo, a análise do Cláudio está correta, inclusive com relação ao BACEN. Esse é exatamente o arcabouço teórico sobre o qual o FED funciona. Se não me engano, é o modelo inglês também. Na prática, é óbvio que existe interferência do executivo e de lobistas. Mas o modelo com mandatos fixos e prestação de contas ao legislativo da metas traçadas pelo executivo é o adotado nos EUA e Inglaterra (existem outros países, como Nova Zelândia, mas os 2 “study case” são EUA e Inglaterra). Apesar disso, não estou convicto que é possível controlar inflação apenas por meio de juros: no curto prazo, com um drástico aumento dos juros é possível sim; porém, uma medida assim não se sustenta no médi prazo. Ou o governo começa a cortar gastos e a direcionar melhor seus investimentos (visando aumento de produtividade) ou a inflação terá uma tendência ascendente, principalmente considerando a memória inflacionária brasileira, muito maior que nos EUA ou em países europeus. Abraços.

  • neil ferreira

    -

    12/4/2013 às 12:46 pm

    SR EDITOR,
    Quando o senhor terá tempo para colocar em português a opinião do senhor Cláudio ? Afinal, estamos bem ou mal, ainda que em teoria? Sei que essa minha frase pode estar sujeita a dez mil ironiazinhas, como ele mesmo antecipou de uma das frases dele, uma das menos compreensíveis pelo menos para mim. Para dar ao senhor o meu nível de apedeutismo nesse assunto, dou exemplo do que entendo sem sofrimento. É a tese de Doutorado do Marcão, da banca de tomates da feira aqui perto da minha casa. Você chega, assunta e comenta: “O tomate tá caro hem”. Ele responde como indiscutível PhD que é: “Tá. Mas tem jeito. Para de comprar que o preço baixa”. Pão pão queijo queijo.

  • Thiago

    -

    12/4/2013 às 11:47 am

    Meu, já li aqui uma pancada de comentários mais cutucando a dilma do que o economista de plantão, claudio. Quando leio tantos comentários dessa natureza fico com dois sentimentos: Aflito com o nosso futuro; Esperançoso com um levante do povo contra a PTralhada…NO FUTURO!
    Mas isso tudo que tá acontecendo não é somente culpa da dilma e sua patrulha, não! a culpa é do POVO, sem vergonha e sem critério. A prova máxima da conivência do povo com a incompetência total se dará ano que vem! O povo é o co-autor de sua própria desgraça por colocar gente que “não representa” definindo o destino da nação.

  • MAYA

    -

    12/4/2013 às 11:30 am

    … Quem diz que a economia está aquecida,que temos emprego e etc…
    É pilantra safado,não sabe nada,ou vive no exterior.

  • Anônimo

    -

    12/4/2013 às 10:57 am

    Em primeiro lugar que atitude é essa? “Tome cuidado com o que diz sobre economia”. Esse moço é novo no Blog, com certeza. Economia sobre aquecida que não está crescendo -que inconsistência é essa? Esse economista se esqueceu do princípio “tudo o mais constante”. Ele faz variar todas as “variáveis” da economia e por isso não chega à lugar nenhum em sua análise.

  • ana1973

    -

    12/4/2013 às 10:31 am

    Mais um excelente texto do tal claudio. Procura ser claro e didático, e não noto nele o tom reticente e politicamente correto de certos economistas que comentam na midia e têm medo de se comprometer se falarem a verdade nua e crua.

  • augusto

    -

    12/4/2013 às 10:18 am

    Prezado Reinaldo,
    Parei de ler o texto do Sr. Cláudio na seguinte frase: “Tome cuidado com o que você diz sobre economia.” Espero que da próxima vez ele inicie melhor. Isso parece, não uma ameaça velada, mas uma ameaça real. hahahaha. A propósito: li os cometários, e vejo que não perdi grande coisa com a leitura do texto do “especialista”. Um forte abraço.
    PS: Gostaria de vê-lo no Congresso Nacional.

  • Ricardo Silva

    -

    12/4/2013 às 10:16 am

    Mais um “teórico” a teorizar uma teoria que….na prática, não funciona.

  • Leonardo Saiter

    -

    12/4/2013 às 10:05 am

    Sobre o tema economia, recomendo leitura da matéria de capa da revista Superinteressante de Abril/2013. Diferente do economês do nosso Claudio aqui, a revista aborda de maneira simples as razões dos preços de bens e serviços custarem tanto no Brasil. Eu fiquei bastante frustrado, porque não vi saída para a situação. Se alguém aqui também leu, gostaria de saber se compartilham o sentimento de impotência.

  • Manoel

    -

    12/4/2013 às 8:38 am

    Esse cara reside no Brasil? Na minha cidade o comércio está às moscas e as famílias endividadas pelo estímulo do Governo Federal ao consumo, todos pendurados em financeiras e cartões de crédito, e o desemprego vem aumentado, sem falar dos preços que estão disparando nas gôndolas dos supermercados.

  • Marcus Meyer

    -

    12/4/2013 às 8:37 am

    A questão da inflação não está sendo realmente atacada pelo governo, a não ser com medidas paliativas. Por exemplo, sentindo cheiro de queimado, no início do ano, o governo pediu para que São Paulo adiasse o aumento dos transportes para não ter números ruins na taxa de inflação. Não deu certo! O aumento foi represado e a inflação ficou alta assim mesmo. Agora, junto com outras várias pressões, teremos finalmente o aumento de ônibus, trens e metro, coincidindo com o início do tempo de frio, o que continuará afetando as lavouras de legumes e hortaliças e ainda sofreremos com a entressafra do leite, com mais aumentos a pressionar a inflação! A tentação será então a de mascarar os números, promovendo artificialmente um recuo deles, que não serão condizentes com a realidade, mascarando também o reconhecimento dos problemas para a sua solução. O mesmo se dá também com os índices de desemprego, manipulados e nada condizentes com o que acontece em nosso cotidiano! Eles, assim, continuarão a empurrar os problemas com a barriga, contando com a ajuda da imprensa para emprestar verossimilhança às suas desculpas esfarrapadas. Só que em algum ponto, lá no futuro, a verdade cobrará o seu tributo desta já sofrida nação!

  • Marcus Meyer

    -

    12/4/2013 às 8:22 am

    O moço pretendeu ser prolixo mas só falou um bando de frases um tanto quanto sem nexo. Suas idéias sobre economia parecem tão confusas quanto o seu texto: sem nenhuma objetividade! Os conceitos não são nada claros e parece que dizem respeito à alguma outra economia, não a nossa!

  • PiToquio

    -

    12/4/2013 às 8:15 am

    40 milhões de Bolsistas da miseria não entram no cauculo dos desempregados,este e o pais que esta se transformando numa Somalia….E salve Luis Gonzaga ” Doutor esmola a um homem são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”, já foi!!!!

  • Romeu

    -

    12/4/2013 às 7:59 am

    Ei Reinaldo! Por que voce só publica esse economista do Kremlin.Huuummm tô cum inveja. Claudiosvsky é o nome verdadeiro dele. Vade retro pra URSS satana.

  • Roberto

    -

    12/4/2013 às 7:27 am

    Um Banco Central pode ser bem mais independente do que no Brasil. Basta que seu presidente não possa ser demitido pelo executivo ,tendo mandato fixo.

  • hacs

    -

    12/4/2013 às 1:10 am

    A credibilidade do BC (percepcao dos agentes sobre o comprometimento do BC com a meta) muda a expectativa de inflacao e, portanto, a inflacao resultante.
    Como mencionei no primeiro post, a credibilidade tem uma dinamica reveladora. Isso ocorre porque um BC nao comprometido com a meta tem incentivos a se desviar dentro de certos limites definidos pela opacidade das brumas, ainda que tais desvios gradualmente revelem a ausencia de comprometimento. Mas essa dinamica reveladora, nesse caso, significa perda gradual de credibilidade e influencia sobre as expectativas.

  • Mauro

    -

    12/4/2013 às 12:31 am

    O economista tentou ateh imitar o estilo de texto do RA com interjeicoes no meio do texto – “Mas, não estamos crescendo!!!Mas isto é outra coisa”. E acho que um texto com muitos parenteses eh reflexo de ideias atabalhoadas causadas por deficiencia em verbalizar o que pensa de uma maneira simples, direta, e com principio, meio, e fim.

  • EIKE E JANE.

    -

    12/4/2013 às 12:08 am

    ESTÃO MORRENDO DE MEDO DO EIKE QUEBRAR E AS AÇÕES DE SUAS EMPRESAS VIRAREM PÓ.
    E NO RODO VAI OS FUNDOS DE APOSENTADORIA DE ESTATAIS BRASILEIRAS E O BNDS.
    NESSE CASO SÓ O FMI NOS SALVARIA DE NOVO.
    ———————————————————
    Gostaria de conhecer o esquema operacional das empresas EBX. A impressão é que captaram uma enormidade de grana do BNDS, de Fundos de Pensão das Estatais e de, coitados (sic), investidores brasileiros, que amargam prejuízos de + de 50%. Alguma empresa funciona? Dá lucro? Ou são só projetos grandiosos (como a OGX)? Eike não é grande demais para quebrar. Seus investidores, sobretudo o Governo, é que são.Lula sabe.
    ———————————————————-
    Comentário : Joca Leite – uol.
    ———————————————————-

  • Etiene

    -

    12/4/2013 às 12:07 am

    Pela forma de redação, usando muito o recurso (entre parêntese)_, é possível que trata-se do economista Cláudio Adilson Gonçalez, ou então é um dos leitores de seus artigos ou trabalhos.
    Vejam o estilo no link abaixo:
    http://avaranda.blogspot.com.br/2013/03/os-equivocos-da-politica-economica.html

  • FísicoUSP

    -

    11/4/2013 às 11:19 pm

    Essa pseudointelectualidade pós moderna me enjoa.
    O cara nem sabe escrever, argumenta apenas com frases feitas, quer dar pitaco em assuntos que não conhece e ainda tem esse lixo publicado aqui.
    Vamos parar de tentar posar de intelectuais e vamos nos informar e estudar de verdade?
    O bom senso agradece.

  • The Cure

    -

    11/4/2013 às 11:09 pm

    Não entendi nada, mas detestei!

  • aldo soares

    -

    11/4/2013 às 11:05 pm

    Caramba! Guido “Mantêga”vai perder o cargo. Todos nós, na verdade, somos economistas em potencial: vendemos compramos,emprestamos,[às vezes não nos pagam] doamos. Mas a conta do Brasil é diferente a matemática é o que menos importa,o que importa mesmo é não importar ;exportar é melhor. Li agora a pouco como anda o Brasil; cada vez mais se distanciando do raciocínio [matemática,ciências].Vamos vender o quê no futuro? Tomate? Entendo “lhufas” de economia, mas como todo bom Brasileiro dou meu pitaco. Agora sim! veremos o plano do Pt e de outros socialistas que sempre dizem ter para salvar a Pátria. Já estou na platéia.

  • hacs

    -

    11/4/2013 às 11:03 pm

    Uns dizem que a inflacao se comporta ‘como se’ refletisse uma meta de 5,5%. Nao ha nada que coordene os agentes em torno desse valor. Com esse tipo de discurso se chegara ao “‘como se’ refletisse uma meta de 6,5%”, e assim por diante.

  • hacs

    -

    11/4/2013 às 10:48 pm

    O que as series mostram (apesar das flutuacoes temporarias)?

  • HENRIQUE ARBEX

    -

    11/4/2013 às 10:36 pm

    QUE P… É ESSA?
    COMPLICONOMIA?
    MAS COM A ESSÊNCIA EU CONCORDO:
    INTERVENCIONISMO GROTESCO;
    ENXOTAMENTO DO INVESTIMENTO;
    QUEDA DA PRODUÇAO;
    QUEDA DO CRESCIMENTO;
    … INFLAÇÃO!
    LEGISLATIVO …;
    EXECUTIVO DE LAMBANÇA.
    INDEPENDÊNCIA DO JUDICIÁRIO OU MORTE!

  • hacs

    -

    11/4/2013 às 10:19 pm

    Se ha duvidas sobre o comprometimento do BC com a meta, como suas acoes nao sao perfeitamente observaveis, da interacao entre agentes e BC ao longo do tempo, a menos que o BC seja comprometido e, portanto, as duvidas infundadas, a falta de comprometimento do BC com a meta eh gradualmente revelada. O mesmo processo de revelacao ocorre caso o BC seja comprometido com a meta (duvidas dos agentes sao infundadas). Portanto, apesar das brumas (fenomeno temporario), o que realmente importa eh que o BC seja comprometido com a meta, e isso eh bem diferente de parecer comprometido.

  • JK

    -

    11/4/2013 às 10:16 pm

    Afinal, caro economista, a política é espansionista (parágrafo 3) ou expansionista (parágrafo 4)?
    Decida-se ou recorra aos livros escolares.

  • Lucie

    -

    11/4/2013 às 10:09 pm

    Já começamos com a premissa errada. Inflação não é causada pelo aumento dos preços. O aumento de preços é consequência e não causa. Fosse assim os países nórdicos teriam inflação elevadíssima no inverno gelado. Já imaginaram os preços dos hortifrutis na Suécia, Noruega,Dinamarca, Finlândia, Islândia, na Suíça e Sibéria nessa época do ano? Tenham paciência.

  • ivaldo

    -

    11/4/2013 às 9:50 pm

    CLAUDIO MEU FILHO , VOCE NÃO ENTENDE NADA DE ECONOMIA ! PORQUE NÃO TE CALAS !

  • patricia m.

    -

    11/4/2013 às 9:48 pm

    economista – 11/04/2013 às 19:45 “Reinaldo você se aventura melhor na área do direito do que na economia, sinto lhe dizer mas os seus questionamentos corroboram todas trapalhadas genuínas que os petralhas estão perpetrando na economia desde que Palocci e Meirelles sairam do governo.”
    .
    Concordo, concordo, concordo. Quer voce queira quer nao, o Fed aqui nos EUA eh independente. O banco central ingles tambem eh. Se as metas de inflacao nao sao cumpridas (que praticamente eh o unico objetivo de ambos os bancos centrais e deveria ser o do brasileiro tb), seus chefes sao chamados ao parlamento para explicar porque nao conseguiram conter o monstro.

  • Um chato

    -

    11/4/2013 às 9:37 pm

    Quem se der ao trabalho de examinar os índices da inflação, há de notar que os aumentos de preços mais elevados se dá nos produtos agrícolas básicos. Ao invés de mexer na taxa de juros, que mexam nas leis ambientais, trabalhistas e na burocracia estatal. O aumento de preços vem daí. Quem é idiota de plantar? Se é agricultor pobre, para enfrentar “licenças ambientais” de R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00 apenas para produzir comida? Fizeram o mesmo com o álcool, dada a ilusão do pré-sal e o resultado conhecemos: importamos álcool dos USA. Façam mais leis “ambientais”, proíbam mais os defensivos agrícolas, esfolem o pequeno produtor e o resultado aparece. Simples assim. Podem subir a taxa de juros em 3, 4, 5 ou 100 pontos percentuais: não vai aumentar nem diminuir a produção de mandioca. Um simples kg da farinha custa de R$ 7,00 a R$ 9,00. Cadê dos lotes do INCRA? Estão sendo comercializados a bons preços.

  • Roberto Campos

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    11/4/2013 às 9:29 pm

    EM ESCLARECENDO SOBRE AUTONOMIA E TRANSPARÊNCIA DO BANCO CENTRAL.
    Entendo que os comentaristas desse blog defendem a autonomia operacional do Banco Central (ou independência institucional) junto com a conveniente transparência da importante função dessa autarquia federal. O cidadão deve ser protegido da intervenção de política partidária no órgão de controle monetário. Por outro lado, há que ser feita a proteção contra a infiltração nefasta de interesses de setores econômicos poderosos em busca de vantagens ilegítimas. A prestação de contas à sociedade já é feita regularmente através da publicação das famosas atas com as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e demais atos ao Conselho Monetário Nacional e ao Congresso Nacional.
    Para aperfeiçoamentos, não é necessário reinventar a roda. Existem regulamentações em vários países que já avançaram nessa matéria. A começar pelo exemplo do Federal Reserve americano. Para quem quiser atualizar o assunto, existe um projeto de lei em discussão no Senado a esse respeito.
    Por fim, a imprensa deve cumprir o seu papel de olhos e ouvidos da sociedade nesse âmbito também.

  • Artur Sanches

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    11/4/2013 às 9:10 pm

    Claudio, muito bem, e muito obrigado pela contribuição…que vc próprio desejou dar…
    Já tivestes seu momentinho de glória e fama…
    Agora, quem escreve tem slguns deveres; dentre eles:
    a) escrever corretamente. Olhe só o q vc disse: “políticas fiscais e monetárias espansionistas” . É com X !!!
    b) escrever bem, com uma certa leveza. E o seu estilo é péssimo.
    c) não ser chato: e vc é chatíssimo!
    Abrs.

  • José Louis

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    11/4/2013 às 9:08 pm

    Concordo totalmente com o Alexandre Fonseca das 20;03 h : Quando Dilma sucedeu Lula, comentei aqui mesmo: agora danou-se. Lula só não se estrepou porque é um oportunista sem talento nem gosto pela gestão; portanto, deixou tudo como estava com FHC e limitou-se a assumir a glória pelas realizações do outro. Dilma, porém, é ideológica. Ela realmente odeia o mercado, a livre iniciativa, essas coisas do demônio (talvez por trauma de sua experiência malsucedida de empresária de R$ 1,99). Portanto, vem metendo sua colherinha torta em tudo o que funcionava autonomamente em nossa economia e mesmo na administração federal. O resultado está aí. Aplica-se ao caso um dos axiomas fundamentais da informática: se não sabe a solução, não mexa no problema. Vai haver correção de rumos? Duvido. Seria uma admissão de fracasso numa questão de fé: a de que o governo centralizador e planejador funciona melhor que o mercado. Minha aposta é que, como o intervencionismo não deu certo, vai-se aumentar a dose.

  • Luis Antonio

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    11/4/2013 às 8:51 pm

    Reinaldão,

    Custos sociais no curto prazo? Sei… Digamos que políticas restritivas hoje trariam altos custos sociais, então, mais ou menos nas…eleições? Esquece Cláudio. Esquece, também, esse negócio de Banco Central independente, por favor, a lógica nos diz outra coisa.

  • bpistelli

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    11/4/2013 às 8:41 pm

    Reinaldo, os índices de custo de vida existentes não são bons para a medida da inflação, as sazonalidades disfarçam para mais ou menos a inflação, PAÍSES DESENVOLVIDOS UTILIZAM ÍNDICES QUE MEDEM O NÚCLEO DA INFLAÇÃO, ou core inflation.
    Com estes indicadores, a TOLERÂNCIA DAS BANDAS DE METAS INFLACIONÁRIAS é de meio por cento para mais e não ter mínimo ( quanto menos inflação menor ).
    O medidor do núcleo evita preços sazonais, nos EUA não entram os preços de combustíveis e alimentos de alta sazonalidade ( frutas e hortaliças ), o suco de laranjas pode triplicar em dólar em meses E O ÍNDICE NÃO CAPTA nada e a política monetária não sobe juros ( FED ) e lá usam o PIB junto como meta ( 2% ) e inflação de 2% anuais, sem metas formais, NÃO EXISTE POLÍTICA CAMBIAL porque não há como aumentar o preço de US$ em US$, é sempre 1 .
    Eles precisam pedir a outros que mantenham suas moedas mais valorizadas e comprarem dos EUA.
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    O Brasil tem política cambial e deveria USAR O EURO como moeda referencial, pois é moeda de 26 países e não um.
    A cotação que sempre vi do euro é de 2 reais por euro quando a economia está bem, agora está em 2,25 reais de modo aproximado, em 2000 um ECU ou marco alemão custava 3,40 ECU por real, 180 pesetas ou 200 escudos portugueses.
    Em 2001 o Euro entrou em circulação com o valor de 1 ECU.
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    A mira no euro evitaria a valorização da moeda ou que o país fosse chantageado pelos americanos com inflação de lá inflacionando aqui ( importação de inflação ) e como a inflação do euro é no máximo 2% anuais, a correção do valor real aconteceria em poucos anos, 10 reais/4 euros é uma ótima relação e abaixo de 2 reais/ euro , valorizado e acima de 3,333 por um euro = desvalorizado demais.
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    O extremo da estagflação, quando prolongada demais é que torne-se o bizarro híbrido de inflação com deflação, ou seja a DEPRESSÃO ECONÔMICA associada com super-inflação e balança comercial zero ( monstruosos entraves burocráticos impossibilitam a importação pelo protecionismo em conjunto com a falta de produto para exportar ), o mercado interno paga melhor que o externo e ainda faltam mercadorias.
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    O contrabando ou tráfico de mercadorias importadas ou em IMPORTAÇÕES INTERESTADUAIS clandestinas caso o governo proíba comércio interestadual para o desenvolvimento maior do norte-nordeste, este é o canto do cisne para o modelo DELFIM-MANTEGA de subdesenvolvimento “progreçista”.
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    Com a economia brasileira em estado semelhante ao da economia alemã no dia 10 de maio de 1945 , quando as novas autoridades de ocupação do III REICH vencido impuseram-se.
    Produção econômica zero, consumo milhares de vezes maior que a capacidade produtiva, a autoridade soviética talvez tenha metralhado milhões de alemães excedentes na porção de ocupação soviética ( futura RDA ) e no lado ocidental, o PLANO MARSHAL reconstruiu a Europa e em dez anos tiveram condições de medir indicadores seguros de inflação, PIB que ficou diferente de zero( pib de 30 de abril de 1945 ).
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    IGUAL O NAZISMO, o nazi-petralhismo está destruindo o país e EXIGIRÁ O FIM DA MOEDA NACIONAL ( sonho do comunismo ) mas como a autoridade entrante não será comunista, outra base monetária será um referencial de valor, impostos e preços em euros ou mesmo em YUANES ( moeda chinesa ), mais palatáveis aos comunistas petralhas e NOVAS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE com parlamentarismo IMPOSTO AOS CONSTITUINTES, o projeto não iniciaria do zero como o de 88 e sim de uma pré-constituição existente antes do pleito ( uma constituição decretada por autoridades de exceção ), para isto uma revolução na paz ou na guerra iria impor prisão aos mensaleiros, PROIBIÇÃO DE PARTIDOS COMUNISTAS, CLASSISTAS E RELIGIOSOS, ( entrariam o PDC ,PT PCB, PC do B, PSTU ) mas o partido socialista brasileiro seria regulamentado e “semelhante ao partido nazista norte americano”, ele existe e se sair da lei responderá na forma da lei.
    ESTOU ROUCO….

  • Arthur Lopes

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    11/4/2013 às 8:29 pm

    Quem será?
    1 – Claudio de Moura Castro
    2 – Clauido Adilson Gonçalez
    3 – Claudio Frischtak
    4 – Nenhuma das alternativas acima
    Votemos amigos! – Votemos…

 

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