30/11/2007
às 23:06Cotas raciais – Acreditem: um juiz decidiu cumprir a Constituição!!!
Do Portal G1. Volto depois:
Um candidato ao curso de Geografia no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC ) conseguiu na Justiça o direito de concorrer a todas as vagas em disputa no processo seletivo, incluídas aquelas reservadas aos candidatos negros. O vestibulando se autodeclarou branco na ação. O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, em uma decisão proferida nesta quinta-feira (29), considerou que a reserva de vagas da universidade viola o princípio constitucional da igualdade. A sentença tem efeitos apenas em relação ao autor da ação e a UFSC pode recorrer.
“Outros candidatos podem conseguir o mesmo benefício desde que entre com ações. A decisão já é final, mas a universidade pode recorrer ao TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul]“, disse o juiz ao G1. O estudante impetrou mandado de segurança contra a universidade, alegando que a reserva de vagas seria ilegal e abusiva. De acordo com resolução do Conselho Universitário de 10 de julho, para execução da “ação afirmativa de acesso aos cursos de graduação”, 30% das vagas do vestibular 2008 são reservadas, sendo 20% para candidatos que cursaram o ensino fundamental e médio integralmente em escolas públicas e 10% para candidatos que se declararam negros e estudaram na rede pública.
“A supressão de vagas ao ‘não-negro’ viola o princípio constitucional da igualdade, sem que haja real fator para privilegiar o denominado ‘negro’, em detrimento do denominado ‘não-negro’”, afirmou Costa Dias. Na sentença, o juiz entende que é possível reservar vagas para grupos sociais desde que a argumentação seja pertinente, como acontece no caso de pessoas com deficiências em concursos públicos. Entretanto, “o fator de discrímen, para não ser arbitrário e, portanto, inconstitucional, deve ser pertinente, guardar relação de causa e efeito, ser determinante, explicar o motivo por que se considera aquele grupo ou categoria inferior”.
Segundo o magistrado, o maior obstáculo ao acesso do negro ao ensino superior não seria a condição de negro, “mas o fato de o ensino público anterior ao vestibular ser de má-qualidade e a sua condição social, eventualmente, não possibilitar dedicação maior aos estudos, ou outros fatores que devem ser melhor estudados e debatidos”. O juiz também se refere ao sistema norte-americano de ação afirmativa, dizendo que o modelo não pode ser aplicado à realidade brasileira.
Para Costa Dias, não é possível identificar com precisão quem é negro no Brasil. “Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos da América, a miscigenação entre os denominados ‘brancos’ e ‘negros’ torna a identificação por fenótipo absolutamente inconsistente”. Ele diz ainda que, “Se há dívida social – como de fato há – não é exclusivamente com o negro, mas com toda a universalidade dos que estejam socialmente em desvantagem”. O G1 tentou contato com a UFSC para saber se a instituição pretende recorrer, mas ninguém foi localizado na universidade.
Voltei
Vocês sabem o que penso sobre cotas raciais. No que diz respeito à lei, é óbvio que elas são inconstitucionais. No que diz respeito à conformação da sociedade brasileira, trata-se da oficialização do racismo no país. Isso já está dado, explicado, comentado. Não obstante, os profissionais da militância racial conseguiram o seu intento. E quem discorda do procedimento ou é prejudicado tem medo de ir à luta porque a patrulha é gigantesca.
Que coisa, não? Cá estou eu a dar os parabéns ao juiz Carlos Alberto da Costa Dias porque ele decidiu que a Constituição Brasileira está em vigência. “Ah, e não se faz nada para aumentar a presença dos negros da universidade?”. Respondo assim: dêem uma educação universal de qualidade, que atenda às necessidades dos brasileiros. Não será a oficializaão do racismo que vai encurtar eventuais desigualdades.



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58 Comentários
Roberto
-05/10/2011 às 17:23
A constituição deveria garantir acesso às Universidades Públicas APENAS aos pobres que estudaram em colégios públicos!!!!
Cotas 100 % aos pobres Já!!!!!!!!
Esses “juízes” que somente servem à elite deveriam ser aposentados ou exilados do Brasil o quanto antes!!!!!
Anônimo
-01/12/2007 às 21:36
Prezado Reinaldo, ainda podemos nos dar ao luxo de ler sua coluna. Ainda.
Sou neto de espanhola. Minha avó foi levada com dois anos de idade junto com os pais para o interior de São Paulo assim que desceram do navio no porto de Santos. Foram arrebanhados e comprados num vergonhoso leilão. Oficialmente, portanto, eu sou neto de uma escrava. Escrava branca, porém escrava.
Será possível que continuaremos a assistir a tanta sujeira de braços cruzados? A Constituição reza claramente sobre a igualdade social proibindo distinção de qualquer espécie; é até possível que um ignorante e iletrado seja escolhido presidente, tudo amparado na lei.
O fato é que a “Constituição Cidadã”, como a alcunhou o velho Ulisses, acabou. E acabou há um bom tempo.
A Constituição acabou nas mãos de d. Paulo Evaristo, figura manjadíssima no anedotário paulistano, com sua tara por grandes menores de rua; acabou pelas mãos de Dalmo de Abreu, d. Luciano Mendes, Greenhalg, Suplicy (ele e ela), bem como toda a corja de vagabundos que infestam os sindicatos brasileiros. Conheço alguns deles, e a cabecinha é a mesma: querem grana, só.
Não posso concordar com o tom apocalíptico de alguns colegas. O Brasil é muito maior que as saúvas de hoje. Essa gente vai ser apeada um dia, com certeza, e aí será um salve-se quem puder.
Senhor Reinaldo, tendo em vista a desordem instituída e oficial que vivemos, com uma legião imensa de movimentos “SEM” brotando por todos os cantos - Sem-Terra, Sem-Teto, Sem-Mercedes, Sem-Carteira, Sem-Vontade, Sem-Isso, Sem-Aquilo -, proponho a urgente criação do MSG - Movimento dos Sem-Governo.
E gostaria de ter os apoios do prezado jornalista e do querido Diogo Mainardi para a fundação.
Essa idéia tem de pegar. Afinal, nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.
Antonio Carlos
Curitiba
RODRIGO d.c
-01/12/2007 às 20:16
Bem com Oo própri juíz disse, não é o fato de ser negro, “mas o fato de o ensino público anterior ao vestibular ser de má-qualidade e a sua condição social, eventualmente, não possibilitar dedicação maior aos estudos, ou outros fatores que devem ser melhor estudados e debatidos”.Sendo assim ele devia manter os “20% para candidatos que cursaram o ensino fundamental e médio integralmente em escolas públicas”. E VOCÊ REINALDO, QUE SE DIZ UM LÓGICO, TAMBÉM VAI DEFENDER UM DISCURSO ILÓGICO DESSES????
NME VAI PUBLICAR NÉ. MAS QUE DÓI, DÓI, NÃO É! HAHA
Anônimo
-01/12/2007 às 19:36
COTAS RACIAIS.
Prezado Rei.
TODOS os cidadãos brasileiros – e os juízes em sua particularidade — deveriam cumprir os preceitos constitucionais. Infelizmente não é assim nas terras tupiniquins…
Gostaria de cooperar compulsando e extraindo alguns tópicos de nossa Carta que têm relação com o caso.
Tenho a convicção, como cidadão, que essas políticas de cotas são INCONSTITUCIONAIS, ou seja, NÃO TÊM VALOR LEGAL!
“Título I - Dos Princípios Fundamentais
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel
dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-
se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre
si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa
do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades
sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações
internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
………………………………………………………………………………………….
Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais
Capítulo I - Dos Direitos e Deveres Individuais e
Coletivos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos
termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa
senão em virtude de lei;
…………………………………………………………………………………………………………..
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível,
sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
……………………………”……………………………………………………………………………
Abç.
JAP.
Anônimo
-01/12/2007 às 17:09
Um juiz que cumpre a Lei Maior vigente: todos são iguais, sem discriminações. Mas cuidemo-nos. Em uma futura Constituição, os eufemistas da miséria podem colocar que o Brasil é composto de afro-descendentes, populações quilombolas, ameríndios e imigrantes de diversa procedência. Cada grupo com direitos exclusivos e privilégios idem. Juízes, façam cumprir a lei vigente enquanto podem.
Anônimo
-01/12/2007 às 16:23
Parabéns ao juiz, que teve a coragem de preferir a constituição do nosso país ao establishment politicamente correto.
Anônimo
-01/12/2007 às 15:55
Como aluna do Prof Carlos Alberto da Costa Dias no curso de Direito da UFSC, fiquei feliz quando, em aula do dia 29/11, ele afirmou sua posição contra as cotas. Seus argumentos fazem-nos acreditar que ainda há pessoas racionais, que não se deixam levar pelo falso discurso da igualdade de oportunidades do sistema de cotas, que esconde uma tentativa de se esquivar do verdadeiro problema: a educação de base no Brasil, para que um aluno de escola pública não precise de uma ajuda extra para, mesmo com pontuação inferior, “tirar” o lugar de um outro, mais preparado.
Anônimo
-01/12/2007 às 14:35
Lí ontem, não lembro aonde uma piada sobre esse demagógico patrulhamento anti-racista.
“Uma pessoa entra numa padaria e quer comprar um doce chamado Nêga Maluca.
Com medo do patrulhamento pede um doce AFRO-DESCENDENTE COM PERTURBAÇÕES MENTAIS”.
Tem mesmo que melhorar a educação.
Não é só o negro que é prejudicado.
Se depender das escolas públicas onde os professores vivem fazendo greve e militância partidária, qualquer pobre fica no prejuízo.
Tenha a cor que tenha.
Elias Souza
-01/12/2007 às 14:31
para quem quiser conferir a íntegra da sentença:
http://www.trf4.gov.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.php?local=jfsc&documento=1711250&DocComposto=&Sequencia=&hash=109d67a4d403ce09d2be4617a119c156
Leonardo
-01/12/2007 às 14:23
Reinaldão,
sou estudante da Federal de SC e posso lhe garantir uma coisa: saiu recentemente o levantamento de canditado/vaga desse vestibular 2008 e o que se percebe é que, mais das vezes, existem mais vagas para negros do que candidatos! Um absurdo!
abraços.
Leonardo Freitas.
Anônimo
-01/12/2007 às 12:36
A política de cotas para negros é inconstitucional e odienta. O governo falhou na política de ensino, porque nunca lhe deu a devida atenção, e procura redimir-se com essa prática que, sem sombra de dúvidas acirrará uma coisa que parecia ter desaparecido do nosso meio social: o preconceito racial.
O problema no ensino público não é questão de ser inferior, do ponto de vista pedagógico, não! De jeito nenhum! É algo mais grave: não existem, mesmo, aulas, por falta de professores! E, constantes greves, salas-de-aula desprovidas do mínimo necessário para funcionarem satisfatoriamente. Gera a desordem total!
Em resumo, o que eu quero dizer é que, n’algumas escolas públicas onde há ordem, obtém-se resultados que nada ficam a dever às escolas particulares que não são esses primores todos de educação.
O currículo das escolas particulares é um escândalo! Carecem de uma visita urgente do ministério público. Primeiro: eliminaram um ano do ensino médio! Isso mesmo! O ensino médio é composto de dois anos, tempo em que é mostrado todo o currículo, ficando, então, o terceiro ano para revisão (?) . Assim, o aluno perfaz o ensino médio – perdoe-me a chulice, “feito-nas-coxas” - e tem “todo o terceiro ano para fazer uma revisão completa”. Não é um caso de polícia? Onde está o MP que não vê essa imoralidade?
Segundo: para promover o seu colégio, os dirigentes contratam a peso de ouro “alunos preparados” para passar no vestibular nos primeiros lugares. Depois fazem ampla publicidade da “qualidade” do seu ensino. Aqui se aplica aquele velho provérbio: “mais depressa se pega um mentiroso do que um coxo!” Basta se pegar o seu histórico escolar e se verá a fraude.
Num dia que eu perdi a paciência fui a um desses ditos “Colégios Caros” e ameacei denunciar tudo ao Ministério Público, e, a partir de então não vi mais a grande aprovação nos primeiros lugares nos cursos mais concorridos. Mais: proibi formalmente a publicidade envolvendo o nome de filho meu aprovado em curso mais concorrido caso isso viesse a acontecer, como, realmente, ocorreu.
E, terceiro: Todo o ensino médio é formado somente de quantidade, abandonando-se, por completo a qualidade – quando os alunos são empanturrados de apostilhas, aos montes, sem o menor critério, questões de vestibulares (que não têm nada a ver com o currículo!) e matérias que tais. São tantas as apostilhas que se o aluno se propusesse mesmo a lê-las em profundidade, levaria, talvez, mil anos.
Ah, mas a impressão que a escola transmite é de que é bastante atuante.
No entanto, qualquer escolinha pública, onde as coisas funcionem, facilmente os seus alunos superarão aqueles do ensino privado.
Anônimo
-01/12/2007 às 12:33
Que tal uma ação coletiva pra ter uma decisão pra todos?
Antonio Augusto Carvalho
-01/12/2007 às 12:06
Taí ó o que eu sempre defendi: os “macaquitos”, como os argentinos nos chamam por copiar oz americanú, imitam os gringos em tudo o que eles tem de ruim! Nada do que é de bom conseguem copiar!
Êta raça podre!
PS - Liguem a tecla SAP:
raça = sujeito de esquerda que só enche o saco dos outros…
Cláudia
-01/12/2007 às 11:47
Quero adiantar as boas-vindas ao meu novo colega no CFH da UFSC!
O curso de Geografia nem é tão petralhado assim, embora eles adorem ler o Milton Santos. Petralha mesmo é o meu curso, Ciências Sociais. Ali estudam os invasores de reitoria, os pichadores de paredes, os não-estudantes… Mas me formei lá sem ser contaminada, e agora estou no Mestrado em Sociologia, firme e forte na luta anti-petralhas!
Lá no nosso centro os valores se invertem - é um mundo paralelo à realidade. A Física deveria visitar-nos e fazer uma interessante pesquisa.
Adoram nadar contra a corrente. Então, enquanto nos outros cursos os alunos terão uma tendência a depreciar os cotistas, lá no CFH é este admirável cumpridor da lei que será posto contra a parede!
Mas, fique calmo, meu amigo! Existe uma meia dúzia de cabeças sensatas que estarão lá para apoiar você.
Cláudia Guedes
Anônimo
-01/12/2007 às 11:11
TÍTULO da PESQUISA: COMO OS JOVENS DA ESCOLA PÚBLICA SÃO REPROVADOS E OS DE PRÉ-VESTIBULARES SÃO FAVORECIDOS NA PROVA DE MATEMÁTICA DA UFPA
RELATO
Era janeiro de 99, sábado, dia de vestibular da UFPa, cidade de Soure, Ilha do Marajó, interior do Pará, Amazônia e na praia do pesqueiro. Um jovem, por saber que eu ser professor de matemática da UFPA, diz haver erros da prova desta disciplina os quais o eliminava do certame. Entre outras coisas, narra este que: quando leu na prova de matemática a frase ”OS ÂNGULOS INTERVALOS DO LOSANGO SÃO…”, “deu um branco” e se desesperou por jamais sequer ter ouvido falar que coisa poderia ser ÂNGULOS INTERVALOS…
Fazendo um recorte na história, quando terminou o vestibular da UFPA, ao primeiro calouro que encontrei nos corredores, devidamente Identificado como sendo de pré-vestibular, mostre-lhe o quesito e perguntei como tinha resolvido. O mesmo lia ”….OS ÂNGULOS INTERNOS DO LOSANGO SÃO”. Intervir e pedir que lesse novamente. Ele repetiu: OS ÂNGULOS INTERNOS DO LOSANGO SÃO… Chamei sua atenção de que não tinha escrito na prova ângulos internos, mas sim ângulos intervalos. Ele não se deu por rogado e diz-me em tom de deboche: ”esses caras que preparam as provas vivem viajando na maionese, Claro que só pode ser ângulo internos”. Despertou a minha atenção o fato de que, enquanto falava, ele esfregava o dedo por cima da palavra INTERVALOS para certificar-se que não havia rasura.
———————-
De tudo que é estudado em 12 anos escola pública, só vírgulas aparece no vestibular. Já do que se estuda em 3 meses de bom pré-vestibular não só tudo, como ainda alguns truques que só esses sabem como ¨ensinar¨ e os sistemas de vestibular das públicas adorannnnnnnnnnn!!!!!!!!!
Anônimo
-01/12/2007 às 10:58
Sou branco, quero dizer, minha cor é branca. São os desígnios do destino. Meus país eram pobres, mas, trabalhadores e honestos, me legaram as condições de estudo até a conclusão do 2º grau em escola pública.No tempo que a escola pública ensinava, inclusive a ter educação e respeito, e muito bem. Isto meu deu base para conseguir um bom emprego e com o salário razoável pagar uma faculdade privada e muito cara. É certo que muitos outros assim escrevem suas histórias.
Essa questão das quotas só tem uma explicação e um objetivo, angariar votos para os demagogos. Se eu fosse preto, quero dizer, de cor preta, por mais um dos desígnios do destino, teria, ao menos, a obrigação de exercitar o seguinte raciocínio: “Se a política de quotas destina 10% para os pretos, então os restantes 90% são dos brancos, pretos, amarelos, vermelhos, marrons,etc.Isto é a verdadeira discriminação, por que não exercer o direito de continuar disputando os 100%? Ou, acaso a minha capacidade de disputa é de somente 10%?”
Anônimo
-01/12/2007 às 10:36
Sabe com que grupo as cotas raciais são mais cruéis? Com os negros.
Na verdade, acho que o “Movimento” negro no Brasil está desfocado, não tem de lutar por privilégios que só ofendem os negros, quase dizendo que os mesmos seriam inferiores, como é o caso das cotas, que para os negros deve ser muito humilhante; mas sim garantir-lhes IGUALDES de CONDIÇÕES DE COMPETIR, não é criar cotas, mas permitir que os negros (e brancos) mais pobres tenham o mesmo ensino de base, para que possam competir em igualdade de condições em concursos e vestibulares, sabemos que não diferenças entre brancos e negros e isto significa que, tendo as mesmas oportunidades, ambos os grupos teriam acesso democrático á cargos públicos e universidades públicas.
Certo é que, precisamos também de ações urgentes, para rduzir estad esigualde no momento, então porque o governo não põe cursos pré-vestibulares em favelas(para ensinar brancos e negros pobres)? Os professores podem ser os próprios alunos de universidades públicas, talvez os mais abastados, seria uma boa idéia de inserção e para fazer com que os mesmos tenham mais sensibildiade social.
Outro ponto é: nossa mania besta de imitar os EEUU, aqui houve um intenso processo de mestiçagem, uma pessoa aparantemente “branca” pode ter mais “sangue negro” que um aparente “negro”, que justiça há nisto? em se conceder privilégios para alguém que tem mais melanina? em se dividir a sociedade entre negros e brancos? quero que alguém proteja as mulatas, os trigueiros, verdadeiros seres em extinção…e outrora símbolos de uma brasilidade mestiça.
Anônimo
-01/12/2007 às 10:32
Os judeus sempre foram perseguidos, nem por isso eles pedem cotas nas universidades.
Anônimo
-01/12/2007 às 10:23
Com o sistema de cotas, o mercado terá um bom motivo para duvidar da capacidade dos profissionais negros. Eu disse duvidar? Não, não… De fato o mercado constatará isso. Se o sujeito teve que ser protegido para ingressar na universidade é obvio que é pior que os outros. Com o sistema de cotas, o negro está fadado ao fracasso. Esse é mais um “tiro que sai pela culatra” da burrice esquesdista. Além do mais, dar ingresso aos menos preparados é jogar dinheiro fora (no caso das universidades públicas, ao menos).
Anônimo
-01/12/2007 às 10:18
O curioso é que a grande maioria dos que se classificariam como negros são na realidade afro-tupiniquim descendente. Como a origem tupiniquim não está no rol do racismo internacional, não tem as vantagens e facilidades oferecidas pelo governo da iqualdade racial (???), esquecem-se que somos tupiniquins.
O que o sr. Inácio da Silva está promovendo no Brasil é a maior operação de segregação racial e social, “como nunca antes nesse país”, ou ” nunca em quatrocentos anos”, “eu penso que”, e outras frases boçais de sua cultura muar.
João da Rocha Labrego
-01/12/2007 às 10:18
Caro Reinaldo:
Taí a confirmação por esse juíz daquilo que eu disse num dos meus comentários.
A adesão de um cidadão aos princípios conservadores e direitistas da sociedade não é um processo natural e sim, oriundo da educação ministrada ao cidadão desde a infância e continuado até a fase adulta.
O esquerdismo é natural nas pessoas justamente por estar mais de acordo com o egocentrismo infantil da criança.
Qual a criança que nunca falou “Quero porque quero!”, sem nenhuma justificativa racional para suas vontades e sem ter feito nada para merecer?
Por esse motivo, Reinaldo, assim que a Direita retornar ao poder, que é o que espero, por favor, façam direito as coisas dessa vez: reformulem todo esse quadro educacional que está aí e procurem salvar a próxima geração desses moleques que hoje se encontram no poder, através de um ensino sério e consistente. Será que só a Esquerda sabe fazer proselitismo? Será que nós da Direita somos direitistas apenas da boca prá fora mas por dentro somos infantis também e não somos capazes de confiar em nossas próprias convicções?
O esquerdista, aparentemente, não sofre de crises de consciência, pois transferiu sua paternidade para o pai Ideologia Marxista.
Essa ideologia justifica todos os seus atos, mesmo os mais escabrosos, mas no fundo de cada esquerdista há uma dúvida cruel da qual ele tenta fugir com todas as forças de sua alma:- E se eu estiver errado?
Por isso que as pessoas felizes, que prezam suas famílias e seus filhos, quando ostentam publicamente sua intimidade familiar num restaurante, ofendem tanto à um esquerdista. Isso contraria sua tese de que ele está certo e o mundo inteiro errado pois ele enfiou na cabeça que somente dentro do Marxismo há salvação. Fora dele, somente infelicidade, hipocrisia, pranto e ranger de dentes. Isso aconteceu com uma família, algum tempo atrás, onde um deputado (se não me engano, um tal de professor Luizinho, não tenho certeza) se voltou contra uma família que estava numa outra mesa próxima à dele, chegando até mesmo a chutar o carro dessa família.
Será que é por isso que temos dificuldade de avaliar corretamente os desacertos da esquerda, porque falamos de um jeito mas pensamos e sentimos de outro?
Se isso tudo for verdade eu aconselho os direitistas a procurarem o divã de um analista pois para se tornar um direitista de fato sem medo ou dúvidas em aplicar a lei é preciso que esses conflitos interiores tenham sido resolvidos.
Olhando-se a dificuldade da Direita em proferir juízos de valores para si e para os outros, percebe-se o quanto o discurso da mesma é contraditório. Precisamos, acima de tudo, amadurecer como pessoas para podermos amadurecer como cidadãos.
Enquanto levarmos essa criança interior mimada e revoltada dentro de nós e que ainda não se convenceu da necessidade de se fazer as coisas direito, nosso discurso político será pouco convincente.
Quando pensamos nos militares como modelos de virtudes direitistas isso não significa que eles sejam de fato direitistas. Eles são apenas militares calejados através de um duro treinamento a obedecerem ordens sem questionarem. Por isso, eles tem essa aura de perfeição disciplinar.
Já o cidadão comum não optou pela carreira militar. Ele precisa ser conquistado para o lado da lei e da ordem. E como se faz isso? Praticando-se o proselitismo desde a infância através da educação. Quando a Direita se esquece disso a casa sempre cai para ela. A geração vindoura estará perdida para os preceitos direitistas que não fazem o mínimo sentido para ela.
Abraços.
Bira
-01/12/2007 às 9:07
O único motivo é COR DA PELE, COISA HEDIONDA SÓ DE IMAGINAR.
Anônimo
-01/12/2007 às 5:06
O juiz cumpriu com sua função em prover a jurisdição.
Está de parabéns o patrício que não se conformou com a discriminação e recorreu à Justiça.
Desde que os petralhas se instalaram no Planalto, os avanços sociais que estamos vendo são só para minorias.
Não são avanços sociais, mas sim privilégios como muito bem vem ressaltando o nosso Rei.
Além do assalto aos Cofres Públicos que chamam aparelhamento da res pública, vemos é a crescente limitação dos direitos individuais na prática.
É o Estado expropriando o cidadão para torná-lo um verdadeiro escravo, sem direito a ter vontade própria, opinião, representatividade, enfim seus direitos elementares.
Nesse modelo cubano, a representatividade não tem sentido algum, pois tudo é decido pelo sindicato e, acreditem, o dirigente maior é um ignorante completo.
simplesmente maria
-01/12/2007 às 3:38
Fantástico! A sentença do Juiz Carlos Alberto Costa Dias rejubilou-me. Um juiz atento à lei! Um juiz que ousou afirmar o estado de direito versus o escancarado racismo praticado pelo governo com esse sistema de reserva de vagas. Um juiz que entra para a história!
Obrigada, Juiz Carlos Alberto Costa Dias.
Espero que a decisão ganhe a primeira página de todos os jornais, seja comentada com destaque no noticiário da Globo e mereça cobertura digna de nossa querida VEJA.
Eduardo Bohrer
-01/12/2007 às 2:58
Reinaldo
Estou terminando de ler o excelente “Não somos racistas”, de Ali Kamel. Confesso que, sem nenhuma paranóia, a leitura do livro tem m deixado horrorizado e apreensivo com as nefastas conseqüências que advirão do sistema de cotas e com o estatuto que está tramitando no Congresso.
Não apenas o juiz, mas também o corajoso estudante autor da ação merce ser parabenizado. É hora dos brasileiros de coragem deixarem a omissão e começarem a agir.
Estão querendo acabar com uma das poucas coisas boas que ainda temos, talvez a melhor de todas. Querem acabar com a tolerância e com a miscigenação. Estão criando o ódio racial e implantando o racismo institucionalizado no nosso país.
É hora de dizer NÃO ao neo-apartheid.
Mario
-01/12/2007 às 2:42
Em primeiro lugar: é claro que essa história de cotas pela cor da pele (ou qualquer outro critério) é CANALHICE e DISCRIMINATÓRIO.
Por outro lado, estou vendo muita gente, inclusive o Reinaldo, elogiar o Juiz. Engraçado, não? Por que alguém merece elogios por cumprir sua obrigação, que é seguir o que as leis determinam? Vale dizer: se chegamos a este ponto estamos no fim da picada.
Mas, sei de uma coisa: ESSA CANALHADA COMUNISTA consegue ir além…
Anônimo
-01/12/2007 às 2:32
O leitor de 1h35 engana-se num ponto: há anos o STF está para julgar ação em que se questiona a constitucionalidade dessa prática. Acontece que o julgamento nunca é pautado: o motivo me escapa.
Lucas
-01/12/2007 às 2:14
Enfim a justiça foi feita!
Reinaldão, basta uma mínima vontade para que essas cotas sejam jogadas no lixo. Talvez a universidade nem recorra, porque poderia correr o risco da ação ser levada para o STF após vários recursos, e findada sua apreciação na instância maior da Justiça e caso continue a beneficiar o autor, começará a valer para todos os cidadãos. Deixa de ser aplicada somente ao caso particular e se torna extensiva.
O que deverá ocorrer é apenas aquele velho linchamento encabeçado pelos desalmados políticos petistas.
André Antunes
-01/12/2007 às 1:35
Embora a sentença seja digna de loas, há um ponto na transcrição sobre o qual discordo: “o juiz entende que é possível reservar vagas para grupos sociais desde que a argumentação seja pertinente, como acontece no caso de pessoas com deficiências em concursos públicos”.
A questão de a escolha do “fator de discrímen” legitimar ou não a discriminação (realizando, e não infirmando, portanto, o princípio isonômico em sua feição material) não repousa apenas no embasamento real ou arbitrário do critério. A “igualdade”, na matemática e na lógica, significa identidade. Nas ciências humanas, significa referibilidade, que exige diversidade ontológica. Comparam-se indivíduos distintos (e a rigor, portanto, diferentes). A desigualação faz a opção por uma “categoria essencial” (mérito, necessidade, deficiência física, raça, cor, sexo, religião, profissão, etc.) e passa, então, a dar a todos da mesma categoria essencial o mesmo tratamento (isonomia formal), embora possa dar a cata categoria essencial um tratamento diferente (isonomia material).
Ocorre que muitas vezes a Constituição sinaliza ela mesma quais categorias essenciais não serão objeto de discrímen algum e quais serão (e em que sentido o serão). Quanto aos critérios de raça ou cor, há vários dispositivos constitucionais que simplesmente proíbem qualquer forma de discriminação:
a) “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (…) IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”;
b) “Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (…) XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”.
Especificamente quanto à educação, vemos os seguintes princípios:
a) “Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”;
b) “Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (…) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.
No que diz respeito ao ingresso dos deficientes físicos em concurso público, foi a própria Carta Magna quem, diferentemente, instituiu a discriminação: “a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão” (art. 37, VIII).
Ou seja, os casos são distintos. O privilégio específico dos deficientes físicos foi uma exceção aberta pela própria Constituição. Quanto aos critérios de raça e cor, a Constituição expressamente os veta como fator de discriminação. Não bastasse isto, no capítulo específico da educação, assegura a igualdade absoluta de acesso à mesma e, ao tratar especificamente da educação superior, estabelece como único critério essancial válido de acesso a capacidade do estudante.
O sistema de quotas é tão flagrantemente inconstitucional que é difícil entender como se tem gasto tanta tinta e papel e ninguém ainda levou a questão ao Supremo.
Marabo
-01/12/2007 às 1:29
Caro Rei
Como bem observou Joel rufino dos Santos a lei que tratou da abolição da escravatura sequer cuidava do destino dos negros. Os negros - e não aquela expressão qu eme revira o estomago: afro-descendentes - foram abandonados à própria sorte. Sem instrução foram relegados aos trabalhos braçais menos remunerados. Lembro que anos atrás uma reportagem no Fantástico noticiava o fato de alguns restaurantes mais refinados recusavam-se a contratar garçons de cor. Causou-me espécie a indignação causada pelo fato de que não haviam garçons negros. Prefiro um restaurante com garçons caucasianos mas que a clientela
fosse negra.
É preciso mais que uma inteligência mediana para perceber que a falta de instrução obriga os negros a aceitarem os emprego menos qualificados e por isto pior remunerados? Ao que tudo indica SIM.
Somente com instrução de qualidade e incentivo ao estudo os negros poderão ascender socialmente. Será que aquela repugnante petralhada que tomou alegremente posse dos cargos públicos e das prebendas de estibo desconhece os estudos que à medida em que a instrução aumenta cresce a remuneração?
O problema não é o ingresso na universidade! É o estudo nos anos que a precedem IDIOTAS!!!
Somente através de um estudo de qualidade os negros poderão se elevar da miséria.
Como deixei consignado en alguns comentários passados sou negro - e não um afro-descendente.
Estudei em uma época em que as escolas públicas forneciam estudo de alguma qualidade em uma época não muito distante - os anos 80. Os professores estavam mais interessados em transmitir algum conhecimento e não doutrinação ideológica, lavagem cerebral - ou será intestinal? - prosselitismo político.
Através do estudo entrei em uma universidade pública. Não por política de cotas e me orgulho disto. Pude me dar o luxo de desistir de de engenharia para tentar outro curso.
Guardo muitas dúvidas a respeito da permanência dos alunos que entraram por esta porta nos bancos escolares. como se sabe a desistência é enorme.
Temo pelo futuro e pela qualidade dos profissionais que entraram por esta via. Deve haver algum processo rigoroso de seleção para que os melhores se sobressaiam - não aquela idiotice, qual seja, um sorteio, que o Senador Sibá Marinho propôs para facilitar a vida de seu filho.
Sem instrução básica adequada os negros não irão ascender. Como já disse linhas atrás: duvido que concluam os cursos.
Ademais, esta política cria tensões raciais inexistentes.
Quero negros na universidade. Quero negros instruídos.
Assim, a política de cotas é uam bobagem que deveria ser expurgada de nossas leis.
hdrummond
-01/12/2007 às 1:22
Decisões como esta dão algum alento de que nem tudo está perdido nestepaiz.
Daniel F. Silva
-01/12/2007 às 1:20
Aviso fora de tópico, mas extremamente importante. Começou neste sábado, indo até a meia-noite de 1º/1/2008, a eleição do Mala do Ano 2007. São cinco candidatos:
- Hugo Chavez, o fanfarrão bolivariano que quer ser o sucessor de Jesus Cristo na Terra
- Marta Suplicy, a ministra que mandou relaxar e gozar com a elegância que lhe é peculiar
- Nelson Jobim, o ministro que continua deixando o Brasil inteiro no chão (e não é a seus pés)
- Renan Calheiros, senador, criador de gado, reprodutor, Pai do Ano e revelador de novos “talentos”
- Romário, que fez um carnaval do tamanho do Maracanã em torno do 902º gol de sua carreira
Não esqueçam de votar!!!
http://www.atrombada.blogspot.com
Anônimo
-01/12/2007 às 1:18
Tio Rei
Em Manaus também tem Juizes, que acreditam na Constitui’
ao Brasileira. O Dr. Ronnie Stone concedeu liminar a Suzi de Castro, contrariando a reserva de cotas. E aqui não há negros, com excessáo ao Boneco Peteleco (o único autoctone). Ocorre que um outro, míope, cassou a liminar por não julgar segundo a constituição. Quem cassou a liminar foi o Dr. Carpinteiro Peres.
Emilio
Anônimo
-01/12/2007 às 1:07
Aplaudo junto com você e dou Graças à Deus por ter aparecido quem nos dê esperança de tudo não se acabar em vergonha nacional! Habemus legem!Vamos rezar para que outros juízes corajosos o imitem!
Anônimo
-01/12/2007 às 0:59
Reinaldo,
Parabéns ao juiz Carlos Alberto da Costa Dias que, com sua decisão, nos traz a esperança de dias melhores.
jb
-01/12/2007 às 0:52
Política de cotas é inconstitucional, decide TJ-SC
por Gabriela Invernizzi
A política de cotas raciais em concurso público é uma forma de discriminação. O entendimento é do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Por unanimidade, os desembargadores declararam inconstitucional a Lei Complementar 32/04 de Criciúma (SC), que prevê a reserva de vagas para afro-descendentes.
Os desembargadores mantiveram decisão de primeira instância que garantiu o cargo a uma candidata que passou no concurso público para auxiliar administrativo na prefeitura da cidade, mas foi preterida por candidato que ingressou pelo sistema de cotas. Ela se classificou em 14ª posição e a frente dos candidatos com menor resultado, mas que foram classificados por serem negros.
Para garantir sua vaga no concurso, a candidata recorreu à Justiça contra o prefeito do município. Alegou que teria direito à vaga independentemente da reserva aos negros estabelecida pela lei e pelo edital do concurso.
A primeira instância reconheceu o direito da candidata à vaga. O município de Criciúma recorreu da decisão ao tribunal catarinense. Afirmou que o prazo para questionar quaisquer ilegalidades no concurso, que era de 120 dias, havia encerrado. Por esse motivo, pediu a reforma da decisão.
O Pleno do Tribunal negou o recurso e decretou inconstitucional a lei municipal que prevê a reserva de vagas para negros. De acordo com o relator, desembargador Luiz Cezar Medeiros, “não há distinção entre a condição de afro-brasileiro e a candidata branca”.
De acordo com o relator, a Constituição Estadual de Santa Catarina em momento algum previu a reserva de vagas para os descendentes de afro-brasileiros e a Constituição Federal repudia atos de racismo. “O caso não está negando o acesso dos negros ao concurso, mas sim facilitando, na medida em que reserva vagas para descendentes afro-brasileiros, é inegável se tratar de discriminação, e distinção entre brancos e negros.”
ÍNTEGRA AQUI:
http://conjur.estadao.com.br/static/text/61245,1
LUX
-01/12/2007 às 0:44
Tambem dou meus parabens ao Juiz!
A lei é francamente incosntitucional, mas o fator apelativo faz com que todo mundo tenha medo de patrulhamento.
Sou contra, assim como sou contra a delegacia da mulher, delegacia do judeu, delegacia do índio….
Começou assim, vai terminar em delegacia do corintiano, delegacia do carioca.
Se admitirmos as cotas de negros, temos que adimitir as cotas de descendentes de italianos, as de diabéticos e as possibilidades são infinitas.
Em vez de ficar inventando essa palhaçada, as pessoas deveriam cobrar a imediata correção do ensino que está uma AUTêNTICA VERGONHA!
Entra governo e sai governo, a coisa não acerta… e nesse governo petralha , a prioridade é “montá luta de crasse” como dise o RA e o ensino que se dane…
Mesmo porque, pra essa gente horrorosa, é melhor ter analfabeto como massa de manobra…
É o circo dos horrores!
Celso
-01/12/2007 às 0:40
Cumprimentos ao Juiz que, com sua atitude, mostra que TODOS SOMOS IGUAIS!!!!
Gustavo Do Valle Pereira
-01/12/2007 às 0:35
Reinaldo,tenho 16 anos,estudo em Florianópolis e leio você desde do começo de seu blog.Você já tratou sobre o assunto-a qual vou falar agora-há tempos atrás.Mas agora é sobre as escolas PRIVADAS que tentam por o marxismo como a solução humana.Meu professor de física queria fazer um abaixo- assinado para tirar os computadores da escola pública,porque fortalece o império americano,e assim os americanos acabam mandando em nós.QUE ABSURDO!!!Conversando com meu amigo de outro colégio,ele me falou com toda convicção que a globo foi apoiada pela ditadura,e assim,o sbt não cresceu,lembrando que isto foi a professora de HISTÓRIA DELE QUE FALOU PARA OS ALUNOS E AINDA MANDOU COMO EXERCÍCIO VER O VÍDEO ALIENAÇÃO REDE GLOBO http://downloads-brasil.spaceblog.com.br/43028/Download-Muito-Alem-do-Cidadao-Kane/
Vejo essas informações muito tristes para nós alunos brasileiros de escola privada e pública,é nitidamente tratado o capitalismo como algo horrível,e o socialismo como a solução,eu dei uma de diogo e perguntei para o professor se ele gostava mesmo era do charuto do Fidel.Fui direto para a coordenadora e claro,expliquei minha tese e me defendi!Tanto as escolas públicas e privadas estão infectadas por pseudos-marxistas facistas-comunistas,é uma pena como está sendo tratada a educação brasileira.Um abraço de seu admirador,Gustavo Do Valle Pereira,16 anos.
Anônimo
-01/12/2007 às 0:35
Pois é, Reinaldo, ainda existem juízes em Berlim!
Anônimo
-01/12/2007 às 0:34
Li o seu artigo de Veja e o que fala sobre a Regina Casé. Há algumas semanas, voando pela TAM ou pela GOL (não me lembro), li um artigo sobre ela na revista de bordo, sobre o programa que faz nas periferias. Tive uma idéia diferente. Lembro-me que em determinado momento ela diz explicitamente que “nao gosta de tudo que vem da periferia, que tem muita coisa ruim sendo feita na periferia”. Ela diz também que gosta de conhecer as coisas feitas na periferia, assim como gosta de conhecer as coisas feitas fora da periferia - teatro, cinema, musica, opera, etc..
bjordan
-01/12/2007 às 0:33
nunca é demais lembrar que nos EUA para se entrar na faculdade há entrevista cara a cara, uma situação onde o racismo pode se manifestar como fator de decisão na seleção de um candidato , por esse razão que as cotas foram criadas.
em um pais onde o processo de seleção é uma prova, ou de múltipla escolha corrigida por uma máquina, ou aberta corrigida em um volume astronômico e por um batalhão de professoras, que não estão nem ai para tentar identificar o n° do candidato.
nesse sistema não há justificativa para se defender o negro ou qual quer outro grupo de discriminação no processo seletivo.
Paulo Borelli
-01/12/2007 às 0:28
Reinaldo,
é isso aí. Eu praticamente não teria palavras para saudar esta decisão. Tão óbvia, é verdade. Mas foi preciso um juiz decidir que é ocnstitucional. Veja o grau de loucura em que estamos entrando. Não se percebe como estamos nos distanciando cada vez mais do Brasil real. Quem não tem acesso à educação de qualidade não é o negro. Mas o pobre. Independentemente de sua cor. Mas é claro que o governo, para “mostrar serviço”, tenta o caminho com maior “retorno” de propaganda. Ataca o (inexistente) racismo brasileiro.
lívio bianco
-01/12/2007 às 0:27
Eu já sentia um orgulho danado de ser catarinense. Temos coisas ruins, é verdade, como todo mundo tem. Mas muitas e muitas inovações, evoluções e revoluções já começaram por aqui. Hoje, depois da decisão do juiz meu conterrâneo, aguçou-se meu sentimento de catarinidade. Estou contente e estou feliz. Minha esperança maior é que o nosso inteligente magistrado faça mesmo escola, Brasil a fora…
Anônimo
-01/12/2007 às 0:10
Sou moreno, meus pais são brancos, meus avós paternos brancos e meu avo materno branco. Minha avó materna era negra. Não me considero branco nem tão pouco negro. Como posso ser afrodescendente se a minha outra parte é eurodescendente? Sou totalmente contra qualquer tipificação de raça. Para mim isso é coisa de sistema fascista. Do ponto de vista biológico, raça não existe, pois 99% do DNA humano é igual. Ser negro no Brasil virou profissão. Sou totalmente contra qualquer tipo de discriminação. Outro dia uma menina negra criticou minha namorada (que é muito bonita) por ser branca. Isso para mim é preconceito. Ela poderia muito bem ir numa delegacia e prestar queixa por racismo contra a senhorita negra. Existe preconceito no Brasil? Com certeza que sim, mais não é separando, rotulado e pré-julgado a população em cotas, raças ou níveis social que iremos obter um país mais justo. A sentença do juiz foi perfeita. O negro não é menos inteligente que um branco. O que falta é educação de qualidade, o que falta é igualdade entre negro e branco que não tem acesso à cidadania. Não podemos escolher uma parte da população devido a sua cor e deixar a outra parte a mingua. O racismo é uma coisa cultural. Podemos notar isso entre os africanos, ou alguém já esqueceu do genocídio em Ruanda causados por causa de questões raciais entre grupos étnicos hutu, tutsi o twa, todos negros. O governo esquerdopata apóia esta divisão da população brasileira. Também diz que pobre e melhor que classe média, que quem não estuda é melhor que intelectuais…
Wilk Milk
Anônimo
-01/12/2007 às 0:06
cota racial como forma de justiça social = explodir presídio porque homens e mulheres compartilharam a mesma cela.
Anônimo
-30/11/2007 às 23:56
É por isso que eu gosto do sul.
Lá parece que as coisas tendem a funcionar melhor.
Marlon
-30/11/2007 às 23:53
Viu Reinaldo? Felizmente não existem apenas petralhas cursando geografia hahahaha. Sucesso para esse futuro colega de profissão.
lilica_bilheiro
-30/11/2007 às 23:40
Se tem uma coisa que me irrita ultimamente é toda essa conversa sobre cota e proteção das ‘minorias’. É estatuto do negro, estatuto dos homossexuais…
Engraçado da última vez que eu li a constituição podia jurar que dizia algo sobre somos todos iguais etc e tal… mesmos direitos e deveres…
Pelo estatuto dos homossexuais agredir um homossexual será crime. Quer dizer que agredir um heterossexual pode?
Impedir um negro, quero dizer, afrodescendente de usar o elevador é crime. Quer dizer que posso impedir a empregada branca?
Cada vez mais estamos divindo o que não nessecita ser dividido. Ao invés de criarmos uma sociedade consciente e tolerante, cada vez mais a segregamos. Não faz sentido.
O preconceito sempre vai existir. É um direito de cada um ver o mundo em que vive a sua maneira. Ter o seu pré-conceito. O dever do Estado é tentar manter um equilíbro entre esses diferentes modos de pensamento e impedir que eles colidam entre si. Em seu discurso populista, nosso Estado parece só agir para que eles colidam.
Anônimo
-30/11/2007 às 23:40
Parabéns ao Juiz Carlos Alberto da Costa Dias! E a todos que forem prejudicados pela política racista dos movimentos afro o recado está dado: é preciso PROCESSAR JUDICIALMENTE essas instituições e pessoas que estão descumprindo a Constituição. Note-se, em particular, o caso escandaloso da Unipalmares de São Paulo que reserva 50% de suas vagas para negros (independente de serem pobres ou não). Essa nojeira de raça, das duas uma: ou acaba de vez ou os brancos vão estar com plenos direitos para a) exigir cotas para brancos, b)empregar apenas brancos em suas empresas, b) fundar clubes só de brancos, c) celebrar o dia da consciência branca, d) ter uma mídia só de brancos e por aí vai.
Francisco
-30/11/2007 às 23:35
Parabén a esse juíz. Ainda os temos em Berlim. E o que você disse no último parágrafo é exatamente o que penso.
Anônimo
-30/11/2007 às 23:35
Um juiz que sabe ler… Não é espantoso??Coisas de Brasil, nos admiramos qdo a normalidade prevalece sobre a loucura.Parabéns pra ele e pro vestibulando de….Geografia, este não vai ser remelento, pelo jeito…
Anônimo
-30/11/2007 às 23:31
Perfeito
Querem supostamente tirar os “privilégios” dos outros,estabelecendo privilégios para si próprios.
Anônimo
-30/11/2007 às 23:28
Parabéns, JUÍZ Carlos Alberto da Costa Dias!
Estudar, deve ser um direito de TODOS.
Se o governo federal quizer fazer bonito: que comece pelas creches, a todos, indistintamente.
Gustavo Ramos
-30/11/2007 às 23:25
Eu moro em Florianópolis e prestarei vestibular para Jornalismo. Leia o meu artigo sobre as cotas na UFSC Reinaldão:
É o fim do Brasil
Por Gustavo Ramos
BOMBA DA SEMANA: Sai a relação candidato/vaga para o vestibular da UFSC de 2008. Alguém vê alguma bomba nessa notícia? A princípio não, mas vamos analisá-la.
Ao invés de sair uma relação c/v como é o normal, sairam três. Uma para os “brancos” outra para os “negros” e outra para os “oriundos de escolas públicas”.
Sim sim, o mesmo assunto de cotas voltou. O pior nem seria a divisão e sim que a relação c/v dos “negros” é muito menos que a dos “brancos”. E agora?
Pela última vez eu falo: raça NÃO existe. Não existe raça negra, muita menos branca, o que existe são diferentes tons de pele. Não podemos julgar a inteligência de uma pessoa pelo quesito melanina. Em se tratando dos “oriundos de escolas públicas”, o que dizer? O governo quer tapar o buraco da educação lá em cima e não vê que o correto seria investir na educação básica para quando eles forem prestar vestibulares pudessem concorrer honradamente.
Mas você, leitor, realmente acha mesmo que o governo está preocupado com isso? O Lula quer mais é fazer mais e mais cotas para que os “negros” e “escolas públicas” votem nele para eleição de 2010. Sim, leitores, Lula mudará a constituição e emplacará o terceiro mandato com mais programas assistencialistas e mais votos.
Vamos deixar o nosso magnata do petróleo em paz. O Lula tem problemas demais coitado, gente. Ele foi à Suíça para saber que o Brasil será a sede da copa do mundo em 2014. Depois soube que o Brasil achou mais reservas de petróleo e agora está se achando o rei da cocada preta. Mas o fato é: ele é o rei da cocada preta.
Ele tem apoio de mais da metade da população, mais precisamente 61% (parcela da população que votou no Lula em 2006). Em recente pesquisa do IBOPE, eles fizeram a seguinte pergunta: Se Lula mudasse a constituição e fosse candidato, você votaria nele?
Pasmem: 86% das pessoas responderam sim. Só há duas respostas para isso. Ou todos os 86% eram nordestinos ou é o fim do Brasil. Será mesmo que o 86% do país quer Lula por mais quatro anos? Será que esses 86% não sabe do escândalo Renan Calheiros? Não sabe do mensalão e sanguessuga? Será que não sabe do enriquecimento do filho do Lula, o Lulinha? Não sabe do falso dossiê contra os tucanos?
É o fim! Estamos perdidos. Reparem só na relação c/v de jornalismo. Para os “brancos” a relação é 11.88, para os “negros” é 1.50. Medicina para “brancos” é 40.75, para “negros” é 6.30. Oceanografia para “negros” 21.10, para “negros” 3.33. Viram? Disparate? Os “negros” concorrerão somente com eles mesmos e nós, “brancos”, com todos.
O que será a partir de agora? O nível da UFSC cairá, o preconceito rolará solto e ao invés de “reparar os anos de aflição dos negros”, pode até piorar.
Ou comecemos a repensar a partir de agora ou daqui um pouco será criado uma cota para cabelos compridos, curtos, olhos verdes, pretos etc…
É o fim Brasil!
Não preciso dizer mais nada. No meu artigo já disse tudo. Apenas olhe no site da UFSC a relação candidato/vaga, Reinaldo!
http://www.vestibular2008.ufsc.br/vestcva02.html
Se tu quiseres ler mais os meus artigos, entre no meu blog.
Até mais Reinaldo!
Matheus Cajaíba
-30/11/2007 às 23:21
Craque Reinaldo, parabéns pelo comentário sobre essa decisão judicial a respeito desse absurdo que são as cotas raciais nas universidades.
Entretanto, escrevo aqui para pedir-lhe que comente esta notícia publicada na Folha de hoje, no caderno cotidiano:
“PREMIAÇÃO: GOVERNADORA DO PARÁ RECEBERÁ HOMENAGEM EM SP
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT-PA), duramente criticada pela prisão de uma menor por 26 dias em uma cadeia masculina na cidade Abaetetuba, vai ser homenageada na segunda durante um jantar para a entrega do prêmio “As Mulheres Mais Influentes do Brasil”. Organizado pela Companhia Brasileira de Mídia, que controla o “Jornal do Brasil” e a “Gazeta Mercantil”, o evento premia “lideranças femininas que se destacaram em 26 áreas de atuação”. O jantar vai ser no Terraço Daslu e terá, entre as homenageadas, a escritora Lygia Fagundes Telles.”
Tal homenagem é um descalabro, que retrata muito bem a inversão de valores que assola atualmente nosso pobre país.
Anônimo
-30/11/2007 às 23:19
Parabéns ao juiz Carlos Alberto da Costa Dias.
Todos os candidatos do país deveriam entrar na justiça contra o sistema de cotas raciais para desmoralizar os comunistas.
claudio almeida
-30/11/2007 às 23:19
Caro
Reinaldo
Tenho uma pequinina historinha para contar-lhe .
Sou natural de salvador Bahia, de pele supre branca, mas que como todo bom brasileiro , tem ascendencia africana ( todos temos né , até os europeus - eva negra ) .
Para encurtar , tenho acescendencia de negros ops afro-descendentes , indios , portugues , franceses uma bela salada eheh, da qual me orgulho .
Sou casado com uma descendente de italiana direta , e tenho uma filha que tem , pelo menos 12,5 % de fenótipo “afro” hehe.
Quero a vaga antecipada dela , nas Universidades e nos cargos a que ela tem direito ( hehe ) .
Ainda bem que ainda existem pessoas e juizes lucidos , ufa !!!!!
se quiser ver a foto dela , voce nao vai acreditar !
Um grande abraco
PS
Aqui quem vos escreve é o
Claudio Almeida, que prometeu a enviar o questionario do Ibope, mas infelizmente ainda não logrei consequi-lo.