Blogs e Colunistas

05/10/2011

às 19:46

Como a causa palestina é uma das monopolistas da virtude e da compaixão, há quem queria que seus militantes devam ser poupados das próprias palavras. Não aqui!

Publiquei aqui anteontem post sobre uma palestra conferida por Ibrahim Alzeben, embaixador no Brasil da Autoridade Nacional Palestina. Em sua intervenção, conforme registraram os repórteres Cede Silva e Gabriel Toueg, no Estadão (o texto do jornal está aqui), disse Alzeben: “Esse Israel tem que desaparecer, e não é o embaixador do Irã nem o presidente (Mahmud) Ahmadinejad quem está falando”. Muito bem! Eu comentei essa magnífica declaração… Ah, foi aquele Alá-nos-acuda! “Ele não disse isso! A frase está fora do contexto! Você está distorcendo…”

Recebo do repórter Cede Silva, do Estadão, a seguinte mensagem. Leiam. Volto em seguida:
Olá. Sou um dos co-autores da reportagem em questão, e comento aqui porque sou leitor do blog.
1. Se 10 pessoas escrevessem uma reportagem sobre a palestra, seriam 10 reportagens diferentes.
2. É evidente que tudo o que está na reportagem foi realmente dito pelo embaixador (ou pelo cônsul de Israel, também entrevistado).
3. A reportagem não diz que Alzeben pediu a destruição de Israel. Está lá: “O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben, pregou (…) o fim da ocupação israelense”.
4. Se existe um “trecho completo”, o trecho completo é esse mesmo: “Esse Israel tem que desaparecer, e não é o embaixador do Irã nem o presidente Ahmadinejad quem está aqui falando”. Não houve interrupção ou outra frase entre uma coisa e outra.
5. O embaixador, plenamente ciente da presença de jornalistas e inclusive fazendo referências a isso durante a palestra, decidiu usar uma frase forte para condenar a ocupação da Cisjordânia. É notícia! Alguns podem pensar que “pegou mal”. Mas não é responsabilidade do repórter amaciar o que foi dito. Foi o que ele disse: “Esse Israel deve desaparecer”.

Voltei
Cede Silva demonstra, também com a sua mensagem, que leva a sério a sua profissão. De fato, nem ele e seu colega nem eu dissemos que o embaixador pregou a “destruição” de Israel. Alzeben, como reitera Silva, disse precisamente isto, sem qualquer edição: “Esse Israel tem que desaparecer, e não é o embaixador do Irã nem o presidente (Mahmud) Ahmadinejad quem está falando”.

O que vai agora nada mais tem a ver com o repórter do Estadão. Agora sou eu sozinho. Os que censuraram meu texto afirmaram que o embaixador quis dizer que “este Israel” que ocupa parte do território palestino é que tem de desaparecer… Ah, bom! Agora entendi.

O que não entendi é por que ele resolveu evocar o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, esse nazista islâmico, como referência obviamente positiva. Afinal, sabemos bem o que pensa o delinqüente: a) Israel tem de ser varrido do mapa; b) o Holocausto é uma invenção do sionismo. Disse ou não disse? Ou será que também Ahmadinejad é um pobre homem “lido fora do contexto”?

Quem não quer ser confundido não se mistura com bandido. Alguém tem alguma interpretação benigna para o que disse o embaixador da Autoridade Nacional Palestina? Voltamos à questão que abordei aqui nesta manhã: certas pessoas, grupos e causas têm o monopólio da virtude, da compaixão, da grandeza. É o caso dos palestinos. Como são as vítimas eleitas pela militância anti-isralense (que congrega um amplo leque ideológico, da extrema esquerda à extrema direita, passando pelo “extremo de centro”…), então não se lhes pode atribuir nem aquilo que efetivamente disseram se isso for ruim para eles. Devemos poupá-los de si mesmos porque concordamos com a sua causa…

Pra cima de mim? Não mesmo! O embaixador da Autoridade Nacional Palestina afirmou que “esse Israel tem de desaparecer”. E, para deixar muito claro o que queria dizer, destacou que não era Ahmadinejad, de quem se espera o pior, que estava dizendo aquilo, mas ele próprio.  Não ligo para patrulha. Reitero os termos do meu post.

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

52 Comentários

  1. Geneuronios

    -

    08/10/2011 às 9:31

    A Maya escreveu …”Os muçulmanos não gostam dos judeus porque, segundo eles, o povo hebreu blasfemou contra Deus adorando o bezerro de ouro. O povo muçulmano, por isso, herdou a preferência de Deus, sobrepujando o povo judeu.”
    Gente, estamos em PLENO século XXI, apenas no início da Revolução que a Genética e as Neurociências estão fazendo e ainda tem gente que fala em deuses, povo escolhido,etc. Pelo amor de “deus”!!! Chega de IGNORÂNCIA e obscurantismos religiosos seculares!!! Vão estudar e evoluir!!! Sejam exemplares dignos da espécie animal humana e não capachos/pelegos de religiosos/políticos.

  2. Luiz

    -

    06/10/2011 às 17:10

    “ESSE ISRAEL TEM QUE DESAPARECER” O COITADO DO SOLDADO CHILAT SHALIT JÁ DESAPARECEU. NINGUÉM SE LEMBROU DELE NA CONVENÇÃO DA ONU. QUANDO SERÁ DEVOLVIDO PARA SUA FAMÍLIA???

  3. Carlos

    -

    06/10/2011 às 17:00

    Deixa ver se eu entendi…o paladino dos bons costumes, o maior defensor da democracia, aquele que considera tudo tentativa de censura, não posta meus comentários pq não o interessam!!

    Que cara de pau!!!

  4. Sérgio

    -

    06/10/2011 às 15:01

    Só esclarecendo: não acho que o uso da “força pela força” seja sempre a solução para conflitos internacionais. Sempre que há possibilidade de diálogo, com reciprocidade e negociações mutuamente vantajosas, deve-se optar por elas. Israel fez esta opção com o Egito e a Jordânia. É uma paz “fria”, mas é paz, mutuamente vantajosa. Mas não é possível negociar, como querem muitos moralizadores europeus, com gente cujo objetivo é te destruir. Como não dava para negociar com os nazistas. Assim como não dá para negociar com islamistas. Aí é na força mesmo, se vc quer sobreviver. Apaziguamente com esse tipo de gente é SUICÍDIO.

  5. Amelia

    -

    06/10/2011 às 14:23

    Acrescento.
    Em Israel é melhor? Sem dúvida, muito melhor. Vive-se lá uma razoável liberdade. Apesar de tudo, os árabes cidadãos de Israel têm mais direitos civis que em qualquer outro país árabe. Só que lá está longe de ser uma beleza. É muito difícil para um brasileiro palpitar sobre a região. Somos um dos países mais pacíficos do mundo. A última guerra de verdade em que nos metemos foi a do Paraguai. A participação na segunda guerra mundial foi simbólica. Se compararmos com os Estados Unidos, que não conseguem ficar dez anos sem uma…

  6. Amelia

    -

    06/10/2011 às 14:07

    Assino em baixo o que disse o que disse o Sérgio. Acrescento que alí sempre valeu o direito da força. Os judeus chegaram ali expulsando outros invasores e foram expulsos por outros invasores, que foram expulsos por outros invasores…Voltaram como chegaram, expulsando invasores. Simplificadamente, a mensagem hoje é que nunca haverá outro holocausto. Os judeus vão sobreviver, e isso só será possivel se tiverem o estado forte e poderoso para enfrentar seus inimigos. Alguém faria diferente?
    Só não concordo muito com a visão um tanto cor-de-rosa do Roder Rock. Só como exemplo, li no jornal, no ano passado, uma notícia chocante. A suprema corte de Israel decidiu que escolas asquenazes não poderiam mais recusar matrículas de alunos sefardis. Isso deu origem a manifestações de protesto por parte dos asquenazes com direito a polícia e pancadaria. Apartheid de judeu contra judeu? Pois é.

  7. @Medeyer

    -

    06/10/2011 às 13:28

    Concessões – de ambos os lados – são falácias. Israel deve abandonar meias-medidas e o discurso politicamente correto e adotar o discurso do inimigo:
    Não haverá nenhum estado palestino s/1 acordo de paz pan-islâmico c/Israel;
    A única maneira de fazer os judeus ou os islamitas assinarem um acordo de paz é através de um armistício;
    O armistício não vem senão depois que uma das partes for derrotada numa guerra, uma Grande Guerra, cuja rendição será total e completa (vide o acordo de paz c/o Japão, q selou o fim da WW2);
    Essa Grande Guerra virá, mais cedo ou mais tarde, quando todas as articulações diplomáticas se revelarem inúteis, e nós já sabemos q ela ocorrerá. Na verdade, ela está na haftorá q lemos em todo Succot, há mais de 3 mil anos, nas Sinagogas.
    Existem cada vez mais judeus que acreditam cada vez menos na paz com o mundo…Por que adiar o inevitável? Retardar a solução para um cancer crônico só o torna mais dificil de curar…

  8. Sérgio

    -

    06/10/2011 às 13:18

    Diz aí, seu edgard, porque sua fixação com os palestinos, como se eles fossem os coitados universais? Na verdade, o sr. tem um problema é com os judeus e fica usando essa máscara anti-sionista. Até o Julius Streicher e o Goebbels eram mais honestos.

  9. Sérgio

    -

    06/10/2011 às 13:11

    “O sistema internacional entraria em virtual colapso sem a presença dos anteparos legais preceituados pelo direito das gentes, visto que os Estados não teriam por que se sentir moralmente obrigados a honrar acordos diplomáticos ou respeitar fronteiras caso inexistissem regras a balizar seu comportamento externo.”

    O tal “sistema internacional” já entrou em colapso desde sempre. Vai ver o bando de ditaduras islâmicas que ficam manipulando a questão dos direitos humanos na ONU. Estes estados são exatamente os que mais violam sistemáticamente
    os direitos humanos.

  10. Maya Moreira Felix

    -

    06/10/2011 às 12:10

    O pior é que se vc conversa com muçulmanos, aqui onde moro atualmente, na Europa, sejam eles donas de casa, estudantes, jovens ou idosos, ortodoxos ou não, eles têm todos a mesma opinião: Israel não deveria existir. Nunca vi um muçulmano dizer que gosta de judeus, ao contrário. Tenho amigos muçulmanos e ouço frequentemente, ainda que de modo gentil, vários argumentos contra a existência de Israel. Tenho duas estrelas de Davi que uso como pingente, de vez em quando. Quando saio, escondo. No metrô, nos ônibus, nas ruas, tenho medo de ser agredida. E não é brincadeira ou exagero, a estrela de Davi é vista como símbolo da opressão dos judeus sobre todo o povo muçulmano. Os muçulmanos não gostam dos judeus porque, segundo eles, o povo hebreu blasfemou contra Deus adorando o bezerro de ouro. O povo muçulmano, por isso, herdou a preferência de Deus, sobrepujando o povo judeu. Muçulmanos acham que Israel existe como um constructo norte-americano, capitalista e anti-islâmico, e que deve desaparecer. Não é por acaso que em quase todos os países de maioria islâmica não há mais judeus, não há sinagogas: todos foram expulsos ou eliminados. Mas em Israel há mesquitas.

  11. fogoamigo

    -

    06/10/2011 às 11:41

    Claríssimo! Parabéns!

  12. MK

    -

    06/10/2011 às 11:08

  13. Zé Ricardo

    -

    06/10/2011 às 11:00

    Reinaldo,
    há uma outra interpretação possível:
    ele aceita Israel, mas não esse que setá aí, mas um que seja como ele quer; ou seja, continua sendo uma declaração absurda.

  14. edgard feitosa

    -

    06/10/2011 às 10:38

    Eliel Santos, não precisa o embaixador de israel dizer nada; basta o exército de israelfazer: mata 1; mata 10; mata 100 ou mata 1000;não importa; TODOS SÃO CARIMBADOS : “TERRORISTA”; basta o exército de israel destruir as casas dos palestinos, sem dó nem pena, para instalat mais e milhares de colônias e assentamentos; E O MUNDO TÃO BONDOSAMENTE CRISTÃO CINICAMENTE APENAS “LAMENTA”; “AH, NÃO CONCORDO”; enquanto isso os palestinos são massacrados para o EXPAN SIONISMO.

  15. André Miranda

    -

    06/10/2011 às 10:35

    Ei! Alexis de Tocqueville – 05/10/2011 às 21:36, duvido e dou dó ,como minha vó dizia, que vão cessar os ataques e tentativas de terrorismo, mesmo que façam tudo isso aí que você está dizendo. Israel foi o atacado, Israel não vai ceder. Tira a vaca da chuva!

  16. Roder Rock

    -

    06/10/2011 às 9:50

    Resposta p/ OBSERVANDO O MUNDO – 05/10/2011 às 23:14
    Sobre o link; http://www.petahtikvah.com/Articles/PsychoanalyticRootsofIslamicTerrorism.htm
    Excelente artigo, acabei de ler e é um retrato psicoanalítico fiel do que passa nas mentes de grande parte dos árabes muçulmanos. Eles tem um modo de vida completamente antagônico em relação aos Israelenses e dos costumes ocidentais em suas relações familiares, sexuais e sociais. Na verdade, o que mais incomoda os árabes é a presença (tão perto deles) do modo de viver e pensar dos judeus. Os líderes políticos e os cléricos árabes temem que a juventude muçulmana questione os valores tribais e ultrapassados contidos no alcorão, temem que o estilo de vida moderno, sexualmente livre e democrático dos judeus contaminem seus impérios, suas monarquias e seu clero fundamentalista opressor. De todas as discurseiras por aí, essa sempre é esquecida. Não são as fronteiras e as terras que estão em jogo na questão Israel-Palestina, são liberdades e leis justas. Ninguém cita sobre os árabes, que viviam por lá antigamente, vendiam suas terras aos colonos judeus muito antes da partilha e continuam vendendo até os dias de hoje. O Barão de Rothschild por exemplo, já era um grande comprador de terras em sua época para doar aos colonos imigrantes judeus perseguidos no leste europeu. Na Cisjordânia (interessante o nome do lugar, nada parecido com palestina, não é mesmo?), muitos assentamentos foram construídos não em terras tomadas, mas em terras compradas com dinheiro vivo! É justo devolver estes assentamentos? – Abraços.

  17. Eduardo

    -

    06/10/2011 às 7:03

    “Zabra” no Ibrahim Alzeben!

  18. Alexis de Tocqueville

    -

    06/10/2011 às 4:38

    Os palestinos, queiram ou não os rábidos defensores da ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, conquistarão o direito de formar seu próprio Estado, pois as grandes potências ocidentais sabem que não há hipótese de um acordo de paz viável ser alcançado no volátil Oriente Médio sem a criação do Estado Palestino, que, repito, foi expressamente prevista pela Resolução 181, a qual, não obstante ter sido vivamente repudiada pelos Estados árabes por ocasião de sua deliberação pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, segue em pleno vigor. O direito internacional, ao contrário do que supõem pessoas pouco familiarizadas com o universo jurídico, não é uma disciplina vã, pois fixa parâmetros e salvaguardas para as relações interestatais desde os primórdios da civilização. O sistema internacional entraria em virtual colapso sem a presença dos anteparos legais preceituados pelo direito das gentes, visto que os Estados não teriam por que se sentir moralmente obrigados a honrar acordos diplomáticos ou respeitar fronteiras caso inexistissem regras a balizar seu comportamento externo.

  19. To Fora

    -

    06/10/2011 às 2:31

    Ao olhar, no mundo, as questões humanitárias, principalmente com respeito ‘a fome, há algo não divulgado na mídia parcial brasileira.
    Comida há. o que não há é desejo de certos grupos em acabarem com a fome.
    E, geralmente, que grupos são esses?
    Preciso responder?

  20. OBSERVANDO O MUNDO

    -

    05/10/2011 às 23:14

    Artigo interessantíssimo. Pesado, mas importante:

    http://www.petahtikvah.com/Articles/PsychoanalyticRootsofIslamicTerrorism.htm

  21. OBSERVANDO O MUNDO

    -

    05/10/2011 às 23:12

    “Aclarando”

    Sua mente é tenhebrosa. Israel não vai ser destruído, como você deseja. No dia em que gente como você deixarem de incitar os palestinos contra Israel, é claro que haverá paz entre eles. Esta é uma disputa que começou por motivos ideológicos e só acabará quando esses motivos acabarem.

  22. OBSERVANDO O MUNDO

    -

    05/10/2011 às 22:59

    Não sei exatamente o que seja extrema-direita. Considerando que extrema-esquerda é o poder total e absolutamente arbitrário do estado sobre o ser humano (Como queriam Marx, Lênin, Stalin, Hitler, Mao, e muitos outros) extrema-direita deve ser poder nenhum do estado (logo não deve haver estado) sobre o indivíduo. Parece a proposta anarquista, e realmente há os anarquistas-liberais, que pregam a eliminação de todo constrangimento estatal. Imagino que eles seja a tal extrema-direita, mas não me parece que sejam anti-semitas. Logo, penso que anti-semitismo é coisa apenas de extrema-esquerda e “extremo-centro” (essa do extremo-centro foi ótima, e o pior é que eu já vi várias pessoas que parecem ser desse grupo estranho).

    PS: Alguns dirão que Marx previa o fim do estado depois da fase do socialismo global, mas é claro que era só uma mentira para fazer os trouxas entrarem de cabeça na “ditadura sem-fim”, que ele tanto almejava.

  23. andre martins de andrade junior

    -

    05/10/2011 às 22:58

    Esses paises árabes, não fôra o petróleo, não existiriam aos olhos do mundo civilizado.De mesma forma,se não recebecem armas da Russia , China ,Irã e alguns outros menores,não teriam a menor presença no mundo.Quando querem mostrar criatividade,exemplo Dubai,contratam arquitetos e estilistas americanos,japoneses e europeus para darem à luz um besteirol como é Dubai.Em nenos de 10 anos será uma pilhéria.

  24. Sérgio

    -

    05/10/2011 às 22:46

    O Estado de Israel deve reconhecer, de uma vez por todas, o legítimo direito do povo palestino de constituir seu próprio Estado, conforme prevê de modo insofismável a Resolução 181, que a Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou em 29 de novembro de 1947 para efetivar a partilha da Palestina entre judeus e árabes após o fim do mandato britânico naquela região.”

    Seguinte, sr. Toqueville, eu não sou especialista em “direito internacional”, essa “disciplina” altamente duvidosa e sujeita a interpretações mais variadas e carnavalescas. Mas, dá um tempo! O que é insofismável é que em 1947 os árabes e palestinos RECUSARAM a partilha, enquanto os sionistas aceitaram aquela merreca de terrinha. Os palestinos, essas vítimas eternas, fizeram sua escolha, tentaram exterminar Israel e se deram mal.

    Portanto, não venha com essa moralismo ridículo de “Israel tem de reconhcer” sei lá o que. Israel tem de se preocupar é com sua segurança, como TODOS os países.

  25. Sérgio

    -

    05/10/2011 às 22:39

    O palestinismo é uma das maiores fraudes do século XX e agora se alastrando pelo século XXI. Uma mistura de anti-americanismo, anti-ocidentalismo, vitimismo profissional, terrorismo, propaganda, corrupção, hipocrisia e, é claro, anti-semitismo. Mais recentemente, com o fim da guerra fria e com os órfãos do muro de Berlin desesperados por uma “causa”, vemos a esquerda, aquela que se diz herdeira do Iluminismo, abraçar o totalitarismo islâmico, adaptando todo o lixo anti-semita da era soviética. Mais uma vez a esquerda mostra sua verdadeira vocação para a demopatia, a mentira, a empulhação, a amoralidade e o totalitarismo liberticida e homicida, tudo fantasiado de “luta de libertação”.

  26. wilson

    -

    05/10/2011 às 22:24

    è o método petralha de retórica: Mentem porque desmentem.

  27. LIMA

    -

    05/10/2011 às 22:15

    REINALDO.
    SERÁ QUE NÓS BRASILEIROS, QUE JÁ AGUENTAMOS OS PETRALHAS CORRUPTOS, VAMOS TER QUE AGUENTAR ESSES FANATÍCOS ISLAMICOS? ELES VÃO ACABAR IMPLANTANDO O TERRORISMO AQUI E NÃO DEMORA MUITO. DEIXEM ISRAEL EM PAZ, POR FAVOR.

  28. Aclarando-

    -

    05/10/2011 às 21:51

    Gastou tinta sem necessidade.
    Tem que sair porque tem que sair.
    Agora entendeu.
    Sem compaixão, é lei, tem que sair e pronto.
    Não existe extrema esquerda nem extrema direita, nem ideologia, nem torcida, nem vontade de alguns,tem que sair.
    Não adianta justificar com 300 comentários em 500 paginas porque tem que sair.
    Para ser mais claro, é só ler o comentário de Alexis de Tocqueville das 21.36.
    Tem que sair.
    Ponto.

  29. Renata

    -

    05/10/2011 às 21:45

    Quem “havéra” de dizer que um dia nazistas e islâmicos teriam idéias em comum, hein…

  30. Alexis de Tocqueville

    -

    05/10/2011 às 21:36

    Parece-me óbvio que o embaixador da Autoridade Palestina no Brasil mencionou Mahmoud Ahmadinejad no discurso que fez dias atrás a um grupo de universitários para deixar claro que seu veemente protesto contra a ocupação militar israelense nos territórios palestinos não se confunde em absoluto com qualquer pregação de teor anti-semita. Por ter plena ciência de que o direito internacional moderno, consubstanciado na Carta das Nações Unidas, considera ilegal toda e qualquer anexação territorial que tenha derivado de guerras, a comunidade internacional não reconhece o domínio de Israel sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. O Estado de Israel deve reconhecer, de uma vez por todas, o legítimo direito do povo palestino de constituir seu próprio Estado, conforme prevê de modo insofismável a Resolução 181, que a Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou em 29 de novembro de 1947 para efetivar a partilha da Palestina entre judeus e árabes após o fim do mandato britânico naquela região.

  31. Geninho Clementi

    -

    05/10/2011 às 21:31

    Para o bem da humanidade, quem tem de desaparecer é Eichmann-dinejad e seus asseclas e seguidores, incluindo petralhas e petralhófilos…

  32. Aldo Matias Pereira

    -

    05/10/2011 às 21:28

    Reinaldo,
    Você reitera os termos de seu post e nós o apoiamos integralmente, assinando junto! Esse e todos os outros anteriores, os atuais e os futuros, sobre a Autoridade Nacional Palestina, pelo que ela tem feito e preconizado ao longo do tempo, em nome da criação de seu estado independente. Se você quer saber, já está enchendo o saco isso e começo a achar que eles não têm, de jeito nenhum, o direito de criar esse estado. Não, enquanto continuarem com essas suas ideias malucas, talvez inspirados no batráquio barbudo, que preconiza destruir totalmente, extirpar do mundo os adversários.

  33. tucunaré

    -

    05/10/2011 às 21:20

    É isso aí Reinaldo. Não adianta a patrulha petralha tentar desdizer o que foi dito. Aliás,tentar interpretar o que foi dito com todas as letras ( para meio entendedor uma palavra basta) , é confessar que não há como defender o que foi dito e então é melhor despistar, desviar a atenção, deturpar, mudar o sentido, e sei lá o que mais para esconder o inescondível. Esses caras querem destruir Israel, ponto.

  34. Eliel Santos

    -

    05/10/2011 às 21:19

    Fico imaginando se um embaixador de israel dissesse o mesmo da Palestina nos termos em que o embaixador da ANP disse. Ele seria linxado em praça pública, nos jornais, nas tvs, etc, etc.

  35. Cil

    -

    05/10/2011 às 21:17

    O embaixador deve ser amigo particular do defunto. Elle é “só” um pouco mais maquiavélico. O defunto queria “extirpar” um partido político. Extirpar pode ser um sinônimo de acabar não é???? O embaixador quer é logo acabar com uma nação inteira.

  36. patricia m.

    -

    05/10/2011 às 21:11

    Ricardo das 20.28: obrigada pela dica. Dou mais dica ainda: entrem no google e digitem “Why the Left has “Chosen” the Palestinian People” Alain Finkielkraut” e adicionem “Augean Stables”. O texto do Finkielkraut esta la e voces terao oportunidade de ler mais textos do autor do Augena Stables, que eh um critico ferrenho do islamismo, total defensor de Israel e ainda professor de historia da Boston University e colunista do The Telegraph.
    .
    Boa leitura!

  37. DaIlha

    -

    05/10/2011 às 21:07

    Cada vez mais preocupante o já notório dois pesos e duas medidas no jornalismo auriverde.

  38. Chacon

    -

    05/10/2011 às 21:01

    Essa gente fala demais, todo terrorista é covarde, por que, em vez de ficar atirando foguetinhos em civis, não ataca Israel? Só assim vão poder tentar acabar com Israel, tente, Israel está, paradinha no mapa. Acho que no fundo eu gostaria que essa gente atacasse Israel, assim, Israel já mostrava pra que veio e essa gente se calava. Abraço

  39. jeremias-no-deserto

    -

    05/10/2011 às 20:50

    Não me impressiono mais com essas declarações contra Israel, pois elas devem ser consideradas dentro de um contexto mais amplo da propaganda árabe, cada vez mais feroz e cada vez mais dotada de recursos bilionários advindos da venda do petróleo dos paises árabes produtores.Esgotados todos os falsos argumentos, os chefetes palestinos dão início à sua catilinária belicista e irresponsável, apelando até para o discurso antissemita de tão triste lembrança. Esse abominável Alzeben,pasmem amigos, tem status de embaixador, mas o discurso sórdido de um arruaceiro vagabundo e provocador que quer ver a destruição de uma nação e o seu povo. Quanto mais ouço essa pregação mais me convenço que Israel tem que ser duro, fortalecer-se militarmente e não ceder um palmo de terra.Alías, terra conquistada atrávés de guerras sucessivas provocadas pelos árabes e nas quais foram vergonhosamente derrotados. Não ceda, Israel!

  40. Luciano

    -

    05/10/2011 às 20:35

    E dizer que “Israel tem que desaparecer” não é o mesmo que pregar a destruição de Israel? Esse sujeito não usou palavras fortes em sentido figurativo. Ele deixou aflorar o ódio que nutre contra os israelenses e a verdadeira intenção por trás daquilo que ele chama de “causa”.

  41. Carl

    -

    05/10/2011 às 20:33

    Vejam só como é a coisa… Alzeben quer varrer Israel do mapa no entanto serão eles, os palestinos…descendentes da casa de Esaú, que serão varridos conforme está no Livro de Obadias v.18

  42. Laysa Cristina Oliveira

    -

    05/10/2011 às 20:29

    Fico abismada com a proteção que existe hoje à causa Palestina. Se eles votam “democraticamente” em terroristas, eles estão buscando seu representante. Da mesma forma é aqui no Brasil, a maioria é burra, então… Mas voltando ao assunto: li semana passada em jornais de Israel que um pai judeu dirigia e foi atingido na cabeça por uma pedra lançada por um palestino. Ele morreu e no acidente, seu filho, um bebê que estava no carro, também morreu. Ninguém, nenhuma forma de imprensa escrita ou tv falaram disto. Imagine se fosse um palestino atingido por uma pedra lançada por um judeu??? O mundo todo saberia e mais uma vez condenaria o “perversos” judeus que tomaram as terras do coitadinhos palestinos. Há muita injustiça neste mundo a começar pela mídia.

  43. Ricardo

    -

    05/10/2011 às 20:28

    Há poucos dias li um texto – primoroso, como diriam alguns aqui ao falar do que o Demétrio Magnoli(!) escreve – que tenta explicar essa fascinação doentia que a esquerda tem com a causa palestina: “Why the Left has “Chosen” the Palestinian People” escrito por Alain Finkielkraut.

  44. elizabeth the best

    -

    05/10/2011 às 20:13

    Eu tenho certeza de que nos banheiros femininos do planalto, tem comissão sindicalista de mulheres.
    Tenho certeza de que nas gavetas de todas as parlamentares tem uma comissão feminina de gavetas.
    Com tantas mulheres e tantas comissões femininas a postos, essas idiotas do planalto não perceberam ainda, que os ares que respiram estes senhores do oriente médio,
    fazem mal a saúde das mulheres?
    Haja saquê!
    Quando é que vão criar uma comissão de sindicalistas femininas, para ensinar às comissões de sindicalistas femininas o que é viver sob condições femininas onde vivem os valentes do oriente médio?
    Deixem de torrar o meu dinheiro em besteiras e criem já uma comissão de sindicalistas para pensar numa nova comissão de sindicalistas positiva e operante.
    Câmbio.

  45. Léo Veimrober

    -

    05/10/2011 às 20:10

    Enquanto alguns tentam destruir Israel, o país ganha 10 Premios Nobel http://bit.ly/mRxvq0

  46. Rodrigo

    -

    05/10/2011 às 20:10

    Ontem um comentarista falando que era uma vergonha os EUA cortarem os recursos que davam para a Palestina em retaliação ao pedido na ONU, o articulista metia o p.., pra variar, em Israel e nos Estados Unidos, dizendo que era uma vergonha a situação humanitária…, postei esse comentário lá, você acha que ele publicou?
    “A situação humanitária na Palestina é triste – em muitos outros lugares a situação é pior(Darfur, Somália…) claro que uma coisa não anula a outra, todas deviam ter atenção da mídia, porém não entendo essa atenção desproporcional para a questão Israelo-Palestina, parto da premissa que não há vítimas mais importantes, a morte de um israelense e um palestino para mim é além de tudo a perda de um ser humano, parece óbvio isso, mas não vejo a imprensa ponderando desta forma. E vejo a imprensa muito pró-Palestina e muitas vezes questões ideológica se sobrepõe aos fatos, vejamos o que andou acontecendo nas últimas semanas: Abbas e Bibi falaram na ONU, eu assisti as duas na íntegra, a fala de Abbas foi bem superficial não vi nada de mais, o discurso do Bibi foi muito mais contundente mais objetivo, ai nos jornais praticamente ignoraram o discurso do israelense e declararam histórica a fala de Abbas. Você ignora a atual conjuntura na região, primeiro a Faixa de Gaza vive sob o comando do Hamas que expulsou o Fatah de lá a força, e defende a eliminação de Israel, como negociar com quem quer a sua eliminação? Veja o que pensa o Hamas: http://twitter.com/#!/eesp/status/120144592803860480/photo/1/large No lado israelense também tem grupos que sabotam a paz, mas tenha certeza que a maioria é a favor do estabelecimento do Estado Palestino(procure saber o que alguns estudiosos falam sobre o risco da “bomba demográfica”). Houve uma mudança conceitual importante e complicada, antes as negociações partiam de “terras por paz”, agora Israel negocia nos seguintes termos “paz por terras”. Defesa é uma retórica muito forte, viver sob tensão, mísseis lançados quase diariamente aos seus territórios não é brincadeira. Não vou entrar nas mazelas sofridas pelos palestinos pois vejo que esse lado já está bem coberto pela imprensa. A guerra territorial é ganha por Israel que é mais forte militarmente, agora a guerra ideológica é claramente ganha pelos palestinos, dificilmente há imparcialidade nesse conflito pelos analistas, até o antiamericanismo entra nessa guerra. E você não pode ignorar as mudanças que ocorreram na região por conta da Primavera Árabe, os vizinhos de Israel ficaram mais agressivos, veja o que acontece no Egito com a SCAF no poder, ou mesmo o Erdogan na Turquia, a situação lá não comporta avaliações simplistas, sem maniqueísmo. O reconhecimento da Palestina nestes termos atuais mudaria o que? Nada. O que Abbas faria com a Faixa de Gaza(Hamas)? Por favor menos proselitismo e mais fatos, o leitor agradece.”
    Não, foi publicado, só aceitou gente que seguia a linha dele pró-Palestina.

  47. Juliana Martins

    -

    05/10/2011 às 20:06

    Reinaldo, você liga sim para a patrulha, você apenas ouve e lê o que agrada aos seus ouvidos, todos os textos são tendenciosos. O repórter tem que observar a maneira como foi entoada a afirmação.

  48. Anônimo de Todo Dia

    -

    05/10/2011 às 20:04

    Ihh, o repórter confessou que é leitor do Reinaldo. acabou de colocar seu pescoço a prêmio na mídia “progressista”.

  49. CW

    -

    05/10/2011 às 20:03

    Enquanto isso, Israel ganha MAIS um prêmio Nobel, e de química. E eu que achava que este ano o prêmio viria para o PT. Tudo que toca vira merda!

  50. Ismael Silva - em Portugal

    -

    05/10/2011 às 20:02

    O tio Rei não precisava do endosso do autor da reportagem, mas teve. O autor não precisava ler Reinaldo Azevedo, mas lê. O embaixador não precisava dizer o que disse, mas disse. Os dois primeiros assumem o que fazem, dizem e escrevem. O terceiro não precisa. Tem o politicamente correto ao seu lado, e esta entidade abstrata com obra concreta trata de o defender, corrigir, enaltecer e atribuir-lhe o monopólio da verdade. Tio Rei está certo. O jornalista do Estado está certo. O embaixador está errado e estão errados os que o tratam com condescendência, pois são cúmplices no crime sobre o qual ele faz apologia.

  51. Paulo Bento Bandarra

    -

    05/10/2011 às 19:56

    E o cara perde tempo querendo dizer que o que foi dito não foi dito! “Ele não disse que era para destruir, eles podem voltar para os seus países de origem!”

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados