25/04/2012
às 7:01Código Florestal – Os produtores rurais, tratados como bandidos, têm de enfrentar os amigos da natureza, dos sem-terra, dos índios, dos quilombolas, da humanidade… E, não raro, a imprensa! Ou: Desqualificação, ameaça e truque
A votação do Código Florestal ficou para esta quarta. Está marcada uma sessão extraordinária para 11 e depois a regular, à tarde, quando deve começar a votação. O dia foi tenso e demonstrou por que se chegou ao impasse. O governo, os governistas e os que se opõem ao texto têm preferido o caminho da desqualificação, da ameaça e do truque. Vale dizer: tenta-se tudo, menos o diálogo, menos a interlocução.
A desqualificação
Opta-se pela desqualificação quando se tenta fazer do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), mero representante dos “ruralistas”, essa palavra que não abandona o jornalismo. Eu ainda não sei o que é um “ruralista”, com esse sufixo. O “ista” é o sufixo que forma o adjetivo dos substantivos terminados em “ismo”. E o que quer dizer o “ismo”? Designa doutrina, sistema, teoria, tendência, corrente… Assim, o “ista” de um “ismo” é aquele que se alinha com a doutrina, a teoria, a tendência. O que há de querer um “ruralista”? Ora, vai ver pretende que o mundo seja convertido numa grande fazenda, não é mesmo? Vai ver pretende que as cidades cedam lugar às plantações de soja. Vai ver pretende que todo o resto do país — a indústria, os serviços, a literatura, a música —, tudo se subordine à vida rural. Assim o ruralismo seria mesmo uma ideologia, quem sabe uma filosofia. Mais do que isso: um ruralista seria, antes de mais nada, um reacionário, lutando para que a humanidade volte à vida camponesa… Um mínimo de bom senso da imprensa nesse caso — e de cuidado dos editores com a língua e com o combate ao preconceito —, e não se falaria mais de “bancada ruralista”. Qual seria a bancada adversária? A dos “urbanistas”? Quem seria seu porta-voz. Vai ver é Jilmar Tatto, o dono da “tattolândia”, aquela área cercada onde só entra petista…
Escolhe-se também o caminho da desqualificação quando se tenta usar, como fez Chico Alencar (PSOL-RJ), com o incentivo indiscreto do PT, os financiadores de campanha de Piau para tentar destituí-lo da relatoria: “Olhem, sua campanha foi financiada pelo agronegócio”. Esperavam o quê? Qual é a sua origem? Queriam que uma fábrica de armas apostasse nele, como apostou, certa feita, em Maria do Rosário, hoje ministra dos Direitos Humanos? Parlamentares que receberam financiamento de bancos e indústrias estão impedidos de lidar com matérias que digam respeito a esses setores? As áreas da economia que estão sendo beneficiadas pelas desonerações fiscais de Dilma Rousseff puseram ou não dinheiro em sua campanha? Esse argumento é ridículo.
A ameaça
Sem querer conversar, querendo se impor na base do grito, o Planalto manda recado: se passar um texto com o qual a presidente Dilma não concorda, ela veta. Pode vetar, claro! Mas acontece que também existe a figura da derrubada do veto. A depender da temperatura do embate, e dado que o Código é matéria que se define no Congresso, não no Executivo, é a vontade do Legislativo que vai prevalecer. Eu estou apostando que se vai chegar a um acordo, mas estou deixando claro que a ameaça do Planalto pode ser, se os deputados resolverem ficar invocados, nada além de uma bravata.
O truque
E há também o truque, composto de matéria um pouco mais sofisticada, mas trapaça retórica ainda assim. E esse partiu de Marco Maia (PT-RS), presidente da Casa. O deputado sacou da algibeira um argumento supostamente regimental — e a palavra final pode ser sua (desde que os que se opõem à sua tese não concluam que está violando… princípios regimentais para impor a sua vontade). Vamos ver.
O texto do Senado — a íntegra está aqui — estabelece no Artigo 62 critérios para a recomposição, entre 15 metros e 100 metros, da vegetação nativa nas margens dos rios (há uma série de condições, vejam lá se tiverem interesse). Todos estão obrigados à recomposição, tanto o pequeno proprietário (até quatro módulos rurais) como o grande. Piau suprimiu essas exigências, deixando o assunto para lei posterior.
Qual é o truque de Maia? Segundo ele, o texto original da Câmara, que seguiu para o Senado, já contemplava aquele conteúdo suprimido. Uma vez mantido pelos senadores, Piau não poderia modificá-lo. Data vênia, Maia está forçando a barra. A íntegra do texto aprovado na Câmara está aqui. Lê-se lá no artigo 35:
No caso de áreas rurais consolidadas localizadas em Áreas de Preservação Permanente nas margens de cursos d’água de até 10 (dez) metros de largura, será admitida a manutenção das atividades agrossilvopastoris desenvolvidas, desde que:
I – as faixas marginais sejam recompostas em, no mínimo, 15 (quinze) metros, contados da calha do leito regular;
Basta comparar o que foi aprovado numa Casa e noutra para constatar que são coisas diferentes. Essa tese de Maia de que um mínimo foi aceito na Câmara e mantido no Senado — e, portanto, não poderia jamais ser mexido — é pura feitiçaria interpretativa. O fato é que o Senado suprimiu o artigo da Câmara e redigiu o seu. E Piau alterou o que foi aprovado no Senado. Ele não tem a obrigação, ao mudar o texto que recebeu da outra Casa, nem de mantê-lo nem de restabelecer o que foi aprovado originalmente na própria Câmara. De resto, haverá uma nova votação na Casa, não é? Não será imposto com baianetas, ameaças, truques, desqualificações…
Como Maia está, vamos dizer, a favor da metafísica influente e se mostra em oposição aos terríveis “ruralistas”, aqueles do sufixo lá do segundo parágrafo, a esmagadora maioria da imprensa dirá que ele está certíssimo. Sabem como é… Para defender a natureza, vale tudo, até a mentira e o truque.
Negociação
Piau deixou claro ontem que está disposto a negociar, que aceita alterar o seu texto, criando alguma exceção na recomposição da vegetação nativa para os pequenos proprietários, já que os grandes já se adequaram à lei, o que é verdade. Esse negócio de que são os grandes proprietários que se opõem à recomposição florestal é uma besteira.
Vamos ver. O que ficou evidente mais uma vez é que os proprietários rurais são tratados como a categoria desprezível do Brasil. Afinal, eles não amam a natureza, só pensam em devastá-la.
- Produzem alimentos, mas os progressistas não gostam deles.
- Respondem pela estabilidade da economia, mas os formadores de opinião não gostam deles.
- Estão entre os maiores empregadores do Brasil, mas as esquerdas não gostam deles.
- Lideram a economia nas regiões do país em que houve a mais clara e drástica redução da pobreza, mas os pobristas e pobrólogos não gostam deles.
- Não contam com os juros subsidiados de setores da indústria que têm até o privilégio de vender mais caro ao governo para enfrentar a concorrência externa, mas os modernos não gostam deles.
- São competitivos e disputam o mercado externo sem precisar pedir, com a devida vênia, penico ao papai ou à mamãe governo, mas têm de enfrentar os amigos da natureza, os amigos dos índios, os amigos dos quilombolas, os amigos do sem-terra, os amigos, em suma, dos sem-noção, que tratam a pontapés quem responde, em último caso, pelas ditas conquistas sociais do petismo.
Ou, então, retirem os “ruralistas” da equação para a gente ver com quais recursos o modelo vai alimentar a chamada Classe C, que faz as glórias do lulo-petismo e de alguns que usam a “defesa da natureza” como palanque.
Ruralistas não existem! Tenham vergonha e respeitem os produtores rurais do Brasil!
Tags: código florestal


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95 Comentários
Mário Borges
-26/04/2012 às 16:29
A Dona Marisa pediu ao Lula para orientar o Governo a não comprar carne dos Pecuaristas, e passar a comprar carne somente nos Supermercados, Ela mesmo só compra carne e leite nos Supermercados, certamente com o cartão corporativo que não devolveu até hoje.
Ernani - SP
-26/04/2012 às 11:55
Se o prazo de 48 hs para iniciar processo de veto não for cumprido NÃO HAVERÁ VETO. Globo news informou hoje que a gerenta só vai apreciar (seja lá o que isso signifique) após a Rio+20. Já pensou o mico de enfrentar o mundo após ter f* os agricultores?
Sandra Tay
-26/04/2012 às 11:05
Esses imbecis, eco-chatos, irão de alimentar de brisa no futuro.
Martim Berto Fuchs
-25/04/2012 às 21:01
A única coisa que esta turma entende é de fazendas coletivas, onde tiveram aulas de guerrilha. No mais, não sabem nem para que lado anda um trator e para que serve.
http://capitalismo-social.blogspot.com/2011/12/11-sistema-previdenciario.html
JORNALISMO DA CANÇÃO NOVA
-25/04/2012 às 19:59
>> REINALDO, o Jornalismo da Canção Nova (19:30hs) acabou de mostrar matéria sobre o Código Florestal e, pasmem, colocou três. Repito: Três!! defensores do ponto de vista dos ambentalistas para o código florestal. Nenhum representante, repito, nenhum!!! representante dos produtores rurais foi elencado na matéria para se manifestar a favor do código que foi aprovado. A matéria de mais de 10 minutos tratou os produtores rurais como marginais destruidores da natureza.
.
O MAIS ESCANDALOSO é saber que boa parte das doações recebidas pela Canção Nova são provenientes de fiéis que trabalham como produtores rurais. Sao fiéis do interior de estados preponderantemente agrícolas.
.
PS. DEFENDO A TESE de que o Setor de Jornalismo da ançao Nova está sob o comando de PeTistas. POR ISSO MESMO, sempre faço a DISTINÇAO entre o Setor de Evangelização composto de pessoas verdadeiramente de bem E O Setor de Jornalismo que está entregue a jornalistas ardilosos e tendenciosos!!!
Nascimento
-25/04/2012 às 18:53
Caro Rei,
Ao ler seu texto me lembrei dos heteronômios de Fernando Pessoa. Vai ver um ruralista está para a sociedade, assim como um Alberto Caeiro, os progressistas estão mais para Álvares Campos e nós, obviamente, somos assim um Ricardo Reis
Max Mancano
-25/04/2012 às 18:38
Representantes ruralistas afirma que o Brasil será um pais caro para se viver, com a provação dessa lei, os alimentos vão duplicar os preços e terá que importa sabendo que MUITOS PAÍSES não consegue mais produzir pelo numero de habitantes em seus pais!
Qual LOGICA disso ?! é um estratégica do Marxismo cultural? Uma lei de estratégia Socialista ? tem haver com o MST ???
Atento
-25/04/2012 às 18:25
Ops!
Meu comentário das 13:32 ficou truncado: eu quis dizer que apoio a preocupação do leitor Roberto D – 25/04/2012 às 10:20 sobre fraudes nas urnas eletrônicas.
Corinthians
-25/04/2012 às 17:55
É isso mesmo.
Parabéns pelo texto, principalmente a última parte.
Adriano
-25/04/2012 às 16:41
Assim querem acabar com os valentes produtores rurais. Sem o produtor rural o que esse pessoal tão bem intencionado das ongs e seus simpatizantes vão comer todos os dias? Créditos de carbono, regado a panfletos estupidos e de sobremesa um creminho anti rugas dos povos da floresta? Que tal importarmos toda a nossa comida da Europa , USA , ou dos países vizinhos… A comida chegaria até nós bem baratinha…Vc certamente teria um infarto ao ver os preços no supermercado, que tal? Tenha santa paciência, sem o produtor rural que alimenta o Brasil, vcs não teriam nada para comer , e não tendo nada para comer nem ao banheiro iriam , a propósito agradeçam ao produtor rural tambem o seu papel higiênico de todos os dias.
Paola
-25/04/2012 às 16:27
Mestre Reinaldo, parabéns! Sua análise coloca a questão no seu devido lugar. Abraço. Paola.
Ferreira
-25/04/2012 às 16:02
Tava na cara que quando fizeram aquele acordo para votar primeiro a lei geral da copa e depois o código florestal,os ambientralhas iriam começar, como de costume, a criar empecilhos na votação.Não se pode confiar em acordos com integrantes do governo e sua base alugada.
jota
-25/04/2012 às 15:55
Reinaldo. Não é só isso que os produtores têm de enfrentar. Ainda tem o IBAMA, as Secretarias Estaduais de meio ambiente, os promotores ambientais, a polícia florestal, as repartições públicas que não despacham os processos de licenciamentos ambientais, os cartorários de imóveis cagadores de leis, as pererecas de belo monte enfim, este espaço seria escasso para nominar todos os sanguessugas que vivem às custas de criar dificuldades para vender facilidades ao produtores. Oh mia patria si bella e perdutta (Opera Nabucco)
maria
-25/04/2012 às 15:52
Rei , assim como o termo ruralista, o termo agronegócio também foi e é demonizado . Na cabeça deles o agricultor tem que trabalhar feito doido , sofrer com os intempéries , assumir todos os riscos e é terminantemente proibido obter lucro com sua atividade.
VITOR
-25/04/2012 às 15:51
Anônimo
-
25/04/2012 às 12:00
O que estamos falando aqui é de areas que já estão sendo usadas para produção de alimentos, muito delas a varias gerações que deixariam de produzir comida para virar mata, casas que estariam a beira dos rios (ribeirinhos e outros mais) que fazem a casa ali para aproveitar a baixa do rio para plantar, que se utilizam da água do mesmo seriam desalojados, áreas montanhosas e que tem bastantes rios e corregos como minha região que produzem café (a proposito bastante, falo isso porque tem muita gente que diz que não se produz, os ditos técnicos das causas ambientalistas, porque pela quantidade de frutos que se ve no pé e colhe é facil desmentir e ver a ideologia da causa deles falando) desde sua colonização deixariam de produzir para virar mata, atingindo em cheio a economia do lugar ou melhor o ganho pão. Regiões onde muitas propriedades são pequenas ou de médio porte (como minha região) iriam acabar sendo vendidos para servir de chácara e sitios de passeio de gente da cidade porque os agricultores não teriam condições de bancar o reflorestamento, e finaceiramente a propriedade com sua diminuição deixaria de ser rentavel para as familias de produtores rurais fazendo estes irem a cidade em busca melhores oportunidades que gerem renda para se sustentarem (agora imagina um grande numero de familias fazendo isso o que aconteceria com os serviços basicos do setor público que ja não atendem nem as pessoas que ali ja viviam), isso sem falar no setor de alimentos onde com a diminuição deles, seus preços iriam com certeza subir, e os muito pobres que mal comem agora com a alta o que vão fazer, e a renda da safras que salva o governo de ficar no vermelho, sera que isso não afetaria a economia brasileira como um todo, afinal na maioria dos municipios brasileiros, a atividade rural é a maior responsavel por sua renda e renda dos comércios locais, mesmo assim não se da a devida importancia ao produtor rural.
M
-25/04/2012 às 15:29
Anônimo
- 25/04/2012 às 12:00
Anônimo! Faz assim: abrace sua teoria – se mate! Seres humanos estragam o Planeta. Comece por você mesmo, já que acredita nessa bobagem.
Claudio deBsB
-25/04/2012 às 15:09
Prezado Reinaldo,
No blog do Coronel (Coturno Noturno) de ontem foi publicada uma matéria sobre a mansão do Deputado ambientalista Zequinha Sarney (ex-Ministro do Meio Ambiente) na Ilha de Cururupú no Maranhão, ocupando uma imensa área, considerada de preservação permanente pelo atual Código Florestal.
O deputado Zequinha é o mesmo que tem destacada atuação contra a aprovação do novo Código florestal.
Deputado, faça o dever de casa e mande demolir a sua mansão pelo bem do meio ambiente que V.Excelência tanto defende.
Ou então deixe de ser hipócrita e contribua para a aprovação do novo Código Florestal para não faltar comida no prato do povo brasileiro.
João Batista
-25/04/2012 às 14:34
Vejo algumas pessoas, normalmente rechonchudas, se referirem ao agronegócio como uma contravenção ou uma atividade ilícita. O que sugerem esses valentes? Alguém sabe o que esses nobres sugerem no lugar do agronegócio?
Carlos
-25/04/2012 às 14:26
Reinaldo, para ver a gravidade não consolidação das áreas produtivas dos pequenos agricultores do Brasil, veja no site abaixo imagens de satélite que ilustram esta situação e também como é a ocupação nas margens dos rios Mississipi, Reno, Danúbio entre outros:
http://exegmap.blogspot.com.br/
Vale a pena ver estas imagens e dados.
Terra de Ninguem
-25/04/2012 às 14:06
NUM TÁ NA HORA DE BOTAR ORDEM NA CASA NÃO ?
Fernando Figueiredo
-25/04/2012 às 14:02
Sou ambientalista desde criancinha, daqueles de verdade, por isso concordo com o RA quando diz, respeitem os produtores rurais deste País e deem as condições para que produzam com qualidade a quantidade que se precisa e é só apresentarem as condições para que a maior parte deles respeite mais do que ninguém os preceitos ambientais das suas propriedades, afinal ninguém destrói nada lá por prazer ou por achar bonito… tem muitos larápios sim, mas a grande maioria é gente consciente do seu papel na sociedade, mas afinal onde não tem larápio ehm…
Claudius
-25/04/2012 às 13:57
Os Stalinistas querem ” dobrar a espinha” do campesinato. Coisa feia.
Side Show Bob
-25/04/2012 às 13:53
É preciso um novo partido político que diga com todas as letras:
Não à bolsa-família; Não à ditadura do politicamente correto; Não aos privilégios do serviço público; Não à gastos públicos em publicidade; Não à monopólios públicos ou privados e
Sim à redução da maioridade civil e penal para 16; Sim à livre iniciativa; Sim ao império da lei – doa à quem doer, seja velho, índio, negro, gay, mulher, inteliquitual, muçulmano ou judeu.
Uma União Democrática e Liberal.
Beneditino
-25/04/2012 às 13:50
Excelente, só faltou um pequeno detalhe ao final. Alimentar a classe C “no bolso e na boca”.
Bombou na Web
-25/04/2012 às 13:48
Os petistas mentem sempre, assim como neste caso do Código. E é perigoso, pois mentiras repetidas várias vezes soam como verdade. Como no caso das ” pesquisas ” que indicariam que os mais altos são mais saudáveis. Balela, pois os orientais são os mais baixos entre os povos e um dos mais saudáveis, se não os mais saudáveis
Side Show Bob
-25/04/2012 às 13:48
Todo o dia na CBN malham os fazendeiros, como se fossem o próprio demônio. Há até um espaço diário com dicas de preservação do meio-ambiente, onde invariavelmente criticam quem defende a produção.
As mafaldinhas que se dizem vegetarianas e defendem a natureza, ficariam chocadas com a quantidade de pés de soja para preparar seu “delicioso” tofu.
Alguém se lembra dos coitados dos arrozeiros de Roraima que foram expropriados de suas propriedades para deixarem o mato tomar conta?
Será que os mauricínhos e mafaldinhas só vão se dar conta que o setor rural é importante quando faltar papel-seda para enrolarem seus bagulhos (afinal papel também vem do campo, assim como goma-xanta para a extração de petróleo; fabricação de dentifrício; e até o leite vem da fazenda para depois fazerem o Toddynho).
Luis R N Ferreira
-25/04/2012 às 13:42
O ponto é exatamente este. A recomposição da APPs nas margens dos cursos d’água é uma questão que atinge principalmente pequenos produtores em áreas específicas e muitas vezes, praticando uma agricultura de subsistência. Por isto necessitam ser tratados, até por uma questão de justiça social, de uma maneira especial. No Brasil de hoje, as grandes e médias propriedades já têm equacionado esta questão. É preciso esclarecer que estes produtores são os primeiros interessados em preservar os recursos naturais seguindo estritamente as melhores normas técnicas pelo simples fato de, assim procedendo conseguirão tirar o maior proveito possível de suas terras.
Quanto à expansão das fronteiras agrícolas, outro assunto fundamental para o necessário aumento de produção de alimentos, acredito que o projeto que veio do Senado já regulamentou suficientemente a questão.
Alexandre
-25/04/2012 às 13:38
O idiota aqui demorou para aprender que nas suas chamadas (headlines) há contraponto entre jornalismo gonzo e os idiotas da objetividade. Continue com essa verve Reinaldo!
Adriano da Ilha
-25/04/2012 às 13:38
Reinaldo, pior de tudo é que estamos formando uma geração de idiotas. Trabalho numa escola – dou aulas de educação financeira, gerencio o laboratório de informática e ajudo alunos a estudar (ainda mando bem em matemática, física e química) – e esta geração é a que tem mais informações disponíveis, no entanto é a menos informada. Sempre que falo com eles sobre meio ambiente ouço aquela máxima de que não podemos desmatar, então pergunto : “legal, se não podemos desmatar onde você pretende morar quando for montar sua família ? Numa árvore ou numa caverna ?”. Não pára por aí, outro dia um aluno do 3o. ensino médio me falou sobre o vídeo dos artistas criticando Belo Monte, o que eu disse para ele “Estes artitas falaram bem um Belo Monte de asneiras, trago para você a revista Veja, estude, se informe antes de abraçar uma causa que manipula os ignorantes, estude e pense, antes de repetir bobagens”.
Uma das primeiras coisas que falo para meus alunos nas aulas de educação financeira é “Não vou mentir para vocês, mesmo que esteja desagradando alguém”.
Claudius
-25/04/2012 às 13:33
Uma coisa é certa; os produtores rurais do Oeste de Minas, onde vivo, estão diminuindo a produção. Se tiverem que plantar árvore onde nunca existiu e ainda levar multa eles não têm a mínima condição de sobrevivência. Por isto em plena safra o queijo está a R$ 15,50 o quilo. Nas enconstas terão que erradicar o café e plantar eucalipto. Sem a bacia leiteira não tem doces nem confeitos da cana da planície. O galeto vai ficar mais caro pelo preço da ração. Não sei onde o Brasil está gerando riqueza para tanta gastança. Aqui, onde o IDH é altíssimo, não é onde está se gerando. Um Paíos que tem crescimento de 2,7% e arrecada 10% a mais de tributos, descontada a inflação, é excesso de exação. Certamente haverá repetição do indébito. Creio que o PT está gerando uma nova fórmula para alcançar o herário via devolução de tributo cobrado a mais rechedo de taxa de sucesso, caixa de campanha e propinas a rodo.
Atento
-25/04/2012 às 13:32
Roberto D – 25/04/2012 às 10:20
Discutir as urnas eletrônicas é fundamental para salvar o futuro de nossa democracia: o risco de fraude é real e é até possível que já tenhamos sido lesados nas últimas apurações.
Acho o assunto de extrema gravidade e importãncia e também gostaria de vê-lo disutido em profundidade aqui.
Para quem quiser se informar melhor, e ficar igualmente assustado, recomendo o site http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br
Jackson
-25/04/2012 às 13:15
Ops! Saiu um “de” a mais. “Os jornalistas precisam deixar…” e não “de deixar”. Assim é DEmais, né?
Jackson
-25/04/2012 às 13:13
Boa essa! Os jornalistas precisam de deixar a preguiça mental e serem mais críticos.
“Ruralista” deve querer dizer um “proprietário rural capitalista”, um ser abjeto que busca a eficiência e que não se importa com a natureza. Isso é uma visão simplista, ignorante e mal intencionada. Como é possível que veículos de imprensa que se pretendem sérios continuem semeando tanta desinformação?
paulo boccato
-25/04/2012 às 13:07
ALGUEM DA IMPRENSA ‘PÔGHEÇIZTA’ VOLTOU AS AREAS DESAPROPRIADAS LA DOS ARROZAIS ?
NAO ?
EU SIM !
AGORA NAO SE PRODUZ MAIS ARROZ ,SO DEPENDENSTES DO BOLSA ESMOLA…
Rodolfo
-25/04/2012 às 12:59
Como essa QUADRILHA do PT não conseguiu aprovar e colocar em prática numa tacada só o PNDH-3, eles agora o fazem devagarinho, em doses homeopáticas, artigo por artigo!
Quando o Brasil acordar dessa letargia, eles terão fechado o cerco e nós colocados dentro do campo de concentração!
Robson di Cola
-25/04/2012 às 12:54
Reinaldo, você perguntou na matéria, qual seria a bancada adversária dos ruralistas. Seriam os “urbanistas”?. Errado. São os comunistas…
Adriano
-25/04/2012 às 12:50
Assim querem acabar com os valentes produtores rurais. Sem o produtor rural o que esse pessoal tão bem intencionado das ongs e seus simpatizantes vão comer todos os dias? Créditos de carbono, regado a panfletos estupidos e de sobremesa um creminho anti rugas dos povos da floresta? Que tal importarmos toda a nossa comida da Europa , USA , ou dos países vizinhos… A comida chegaria até nós bem baratinha…Vc certamente teria um infarto ao ver os preços no supermercado, que tal? Tenha santa paciência, sem o produtor rural que alimenta o Brasil, vcs não teriam nada para comer , e não tendo nada para comer nem ao banheiro iriam , a propósito agradeçam ao produtor rural tambem o seu papel higiênico de todos os dias.
Lucaveira
-25/04/2012 às 12:49
O Brasil tem tudo para permanecer na mediocridade e contando com um esforço concentrado do “politicamente correto” conseguirá atingir o fundo do poço em breve.
Osmar
-25/04/2012 às 12:49
Caro Reinaldo, apesar se voce não ser produtor rural, muito me orgulho de suas palavras, me parece que o que está faltando à classe é uma representatvidade efetiva, apesar do trabalho brilhante desenvolvido pela CNA, através da Senadora Kátia Abreu, nos últimos anos. Esse pessoal que tanto critica os “ruralistas” não teem a mínima noção do que é produzir alimentos; ou sabem, porém fingem e agem como se eles fossem criminosos, enquanto que sabemos que os bandidos estão em todo lugar, inclusive se espalham pelos poderes da nação para praticarem os mais repudiados atos que assistimos quase todos os dias e ainda se apresentam como donos da verdade com a ajuda de grande parte da imprensa. O Código Florestal é uma caso emblemático que mostra isso, temos as leis mais rigidas do mundo em matéria de proteção à natureza, não se vê em nenhum país do planeta legislação igual à nossa. Imagine voce se isso estivesse ocorrendo na França, por exemplo, com certeza o país estaria parado, pois por lá os produtores são reconhecidos e respeitados, por aqui geramos tudo o que voce disse e ainda somos tratados desta maneira. Haverá de chegar o dia em que isso será diferente, porém até lá teremos que lidar com essas atitudes ideológicas ultrapassadas, haveremos de resistir. Parabéns pelas suas palavras.
Theófanes Oliveira
-25/04/2012 às 12:47
Com relação ao comentário de Luiz Fernando: moçada, não perceberam que estava sendo irônico?
Que vergonha!
-25/04/2012 às 12:43
Oi! Rei, voce poderia fazer um post sobre a taxa de desemprego no Brasil. Sera que o governo petista esta falando a verdade?
Abracos!!!
Theófanes Oliveira
-25/04/2012 às 12:37
Grande Reinaldo, você é imbatível!E ainda me vem um ‘Anônimo’ defender a onça-pintada, que precisa de grandes espaços para viver. Então, vai ser o que? Deixemos a humanidade passar fome, morrer para não atrapalhar a vida das onças? Interessante!
Surfista Prateado
-25/04/2012 às 12:33
É bem fácil explicar o porquê, certo? Deixaram passar aquele artigo comunista da tal “função social da propriedade rural”, o que “enforcou” o agronegócio. Não fosse ela, agricultores poderiam muito bem “fazer greve” para dar uma lição nesta turma toda, mas não podem, senão terão as terras expropriadas…
indio guarani
-25/04/2012 às 12:27
Eu tenho muito respeito pelos produtores rurais, pelos empresários rurais, os honestos, os competentes. Não respeito é uma certa corja que está alojada no congresso e senado posando de “empresário”, de defensor do setor agricola, fingindo para tirar proveito financeiro.
carlos queiroz
-25/04/2012 às 12:26
Que dureza! Para se salvar da retorica comuno-fascista, da desinformação da midia chapa-branca, dos bate-paus militontos da natureza, da metominia corrente do sujornalismo a soldo e dos golpes dessa canalha esquerdo-ambientalista é preciso jogar duro… sem maneirismo, mermão…tem de jogar com as próprias contradições desse governo petralha e com as ditas lutas de classes. Vai querer pagar quanto no feijão?
nathaniel
-25/04/2012 às 12:13
Perfeito…
.
Reinaldo pra vc ver como todas as discussões hoje são de propriedade dos “movimentos sociais” organizados, a Conlutas, entidade ligada a movimentos ditos sociais resolveu comandar a greve em Belo Monte de m. e empurrar o sindicato dos trabalhadores que é o Sintrapav para escanteio, como o Conlutas não têm problemas de falta de recurso, recebem fortunas dos recursos federais direcionados ás centrais sindicais, mas sim de falta de um grupo produtivo para chamar de seu, eles não representam absolutamente ninguém que se importe com as causas deles, estão loucos pra se firmarem como interlocutores e algum assunto de alguma classe trabalhadora.
.
Só no Brasil mesmo um sindicato tenta tomar a frente nas discussões de algo lgado a outro sindicato.
.
C vc esta cansado de ver seu dinheiro pago ao desgoverno federal ser enviado para sindicatos que representam eles próprios e os interesses deles próprios e de seus padrinhos políticos, vc deveria ajudar o Brasil a implementar o VOTO DISTRITAL, com ele vc poderia pressionar o seu eleito a não permitir este repasse absurdo de recursos, não controlados por ninguém, a não ser pelos proprios beneficiarios do dinheiro, e são milhões e milhões de reais, sem o VOTO DISTRITAL vc não pode fazer nada.
.
Aliás veja se o Conlutas com sua enorme moral a favor dos brasileiros se manifestou a favor da apuração do mensalão ou do combate a corrupção? Eles são apenas mais uma massa de manobra abastecida pelos petralhas, assim como a UNE, que só vai sair do armário em são paulo ou quando a oposição voltar ao governo federal..
Macabeu
-25/04/2012 às 12:05
Todo o mundo sabe que o agronegócio é o carro chefe do desenvolvimento brasileiro. O PT desqualifica o setor rural para não dar o braço a torcer. O PT sabe que não é necessário os assentamentos nos moldes do tal MST. O partido do apedeuta também faz uso do furor ecológico para impressionar os desavisados que gritam até quando se arranca da terra um pé de alface.
Anónimo
-25/04/2012 às 12:00
As ações humanas são o principal agente do processo de extinção das demais formas de vida no planeta: desmatamento, poluição, expansão demográfica e das cidades em ritmo acelerado. No Brasil, a onça-pintada está muito perto da extinção. Ela precisa de vasto território para sobreviver, e ele está sendo tomado pelas cidades, monocultura e pecuária.
Fonte:IBAMA
DEMOCRATA
-25/04/2012 às 11:44
Bom dia a todos
Devemos reconhecer que conforme informou um certo comentarista, houveram e ainda há os excessos dentro do agronegócio. Mas pelo que já vi não são verificados excessos somente entre os denominados pejorativamente “ruralistas”. Entre os nossos índios também, quando vendem madeira de suas reservas de forma clandestina aos madeireiros inescrupulosos, auxiliando biopiratas a conhecerem plantas medicinais que são roubadas das nossas matas, diamantes e demais pedras preciosas a contrabandistas de gemas, etc… Tem cacique por aí com caminhonete importada. Logo sentar sobre o proprio rabo e falar do rabo dos outros é faltar com a verdade.
Apesar de todos os excessos, a grande maioria dos nossos agricultores são pessoas trabalhadoras e que proporcionam ao povo brasileiro um alimento barato e farto em relação ao resto do mundo. O financiamento da produção agrícola é recompensado pelos impostos pagos sobre os produtos agrícolas consumidos aqui e principalmente sobre a exportação dos mesmos. Este financiamento deve ser a denominados “juros baixos” sim. Juros baixos que são na verdade “juros corretos” e não as taxas absurdas cobradas pelos bancos, verdadeiros agiotas oficializados.
A produção agrícola esta sujeita ás condições atmosféricas que não são previsíveis e eu não acho justo que o agricultor seja penalizado por isto e ter que vender parte ou toda sua propriedade ou mesmo suas ferramentas de trabalho para pagar juros exorbitantes e abusívos sobre suas dívidas. A agricultura é de máxima importância para o país, pois sem ela meus amigos, vai faltar o alimento na mesa de todos nós.
Lyon
-25/04/2012 às 11:39
Diferentemente do que afirma o Luiz Fernando, entendo que o maior mal do Brasil é o patrimonialismo herdado dos lusitanos, desde o Descobrimento.
O Brasil forma centenas de milhares de advogados, a grande maioria sem qualidade, tanto que não passam nos exames da OAB.
Mas forma poucos engenheiros que poderiam contribuir decisivamente para o nosso desenvolvimento.
De algum tempo para cá, todos querem ser funcionários públicos, políticos ou jogadores de futebol.O quem importa é ter mamatas e ganhar dinheiro fácil. Produzir e empreender está se tornando a cada dia mais difícil. Tantos obstáculos, Custo Brasil,impostos escorchantes, burocracia sem fim. Sistema cartorário…
É a tradição portuguesa se afirmando cada vez mais.
Veja como está o nosso querido Portugal. Continua na rabeira européia.
pdavida
-25/04/2012 às 11:34
“Piau não poderia ser saco pelo relator” ?????
moderador agradece: corrigido!
Anticomuna
-25/04/2012 às 11:30
Reinaldo.Discordo, e PROTESTO contra a “opinião” do Luiz Fernando!!! Se ele não gosta dos militares,nem dos cristãos e nem dos agricultore, QUE ELE VÁ MORAR NUMA CAVERNA e coma CAPIM…ou fique sem comer.Depois dos agricultores alimentá-lo com os frutos do seu trabalho, vem ele chamá-los de EXECRÁVEIS !? Mas onde está o juízo desta pessoa?!!! ESTÁ MALUCO!?
Quem é contra a lei que está sendo votada hoje sobre preservação ambiental, e for contra aos RURALISTAS, “desconhece uma tremenda realidade.Quem mais se preocupa com meiuo ambiente, quem é? ein? Não é o homem do campo que VIVE LÁ? Muito melhor do que os SLMOFADINHAS que estão na cidade, e conhecem o boi e a vaca, somente na TV, ou em filmes ou fotos. Será que estes “ambientalistas,” sabem qual a diferença de um pé de mandioca e um pé de soja? Será que sabem eles que amendoim dá na raiz e não em caule?
Drakko
-25/04/2012 às 11:28
indio guarani às 9:49
Caramba, esse aí aparelhou a área de comentários com um apetite de cacique Caeté !…
Drakko
-25/04/2012 às 11:22
indio guarani às 10:47
É o samba do silvícola doido…
Jose Edgar C. Andrade
-25/04/2012 às 11:19
Muito bom o esclarecimento que voce faz de nos agricultores. Enquanto os setores da industria são tratados como salvadores da patria, nós temos que produzir alimento para todos, e para salvar a balança comercial. e ainda ser tachados de desonestos pela midia e setores ditos “progressistas”. Parabens Valdir Fries, falou tudo!
Drakko
-25/04/2012 às 11:17
Vou dizer uma barbaridade: chego a desejar ardentemente que os grandes produtores rurais do país joguem a toalha e atendam TODAS as exigências das esquerdas floridas (incluo nessa tropilha os maoistas de araque do MST, os maconheiros da fefeleche e os privatistas do capital alheio travestidos de consultores). Adeus superavit, adeus bolsa-voto, adeus Real…
Essa vara imunda que chamam petê manterá a plebe rude encabrestada mesmo com as marmitas vazias? Veremos.
Luiz Fernando
-25/04/2012 às 10:56
Duas categorias que são responsáveis por tudo que há de errado e também responsável por tudo que há de execrável na história do Brasil são: os militares, os Cristãos – e a Igreja Católica em particular – e os produtores rurais.
Interessante é que na campanha eleitoral, ninguém se arvora como combatente dessas malditas categorias. Caso o fizessem, teriam votações expressivas em Ipanema, na USP, mas perderiam feio no interior, na periferia e nas favelas.
Se formos para a selva amazônica, vamos ver um monte de “milico” mas nenhum intelectual. Se formos para a periferia, para a favela, vamos ver um monte de igrejas cristães, mas nenhuma ONG “humanista”. Se formos para o interior, vamos ver um monte de produtores rurais, trabalhando de sol a sol – a vaca dá leite todos os dias, o sol, a chuva, os insetos, não descansam em feriado e fim de semana – e não vamos ver nenhum representante do MP.
indio guarani
-25/04/2012 às 10:47
Sim, é possível retirar os ruralistas da equação e deixar os produtores competentes tomarem seus lugares pois não existe modelo a alimentar a classe C, pois isso seria admitir que quem sustenta o tal modelo não é capaz de trabalhar para alimentar-se com uso de seus próprios recursos.
Paulo
-25/04/2012 às 10:43
Acho que a desqualificação do relator é um sintoma do Brasil.
Essas Troikas Sovieticas, que faziam os julgamentos sumários, sempre tiveram esses problemas: Ao criar uma regra para condenar os outros, tinham que criar uma excessão para inocentar outros.
É claro e óbvio que influência foi obtida com a contribuição de campanha. Não é à toa que a Vale fez o que fez. Nem a Telemar, nem o SBT nem a Record nem a Band e inclusive a Globo.
Fico feliz em saber que sim, TODOS suspeitam dessas contribuições e que TODAS as contribuições são suspeitas.
Desde o dinheiro do Sindicado dos Metalúrgicos irrigando os acampamentos do MST até o pagamento de comida pelo governo da Bahia aos acampados.
Temos que entender que cada contribuição da Telemar para o enriquecimento de uma família, resultou em pobreza e despesa para milhares de outras famílias.
O Brasil melhorou, mas os pobres estariam muito, muito melhor se a cleptocracia não tivesse se instalado.
O Brasil está mais rico mas o povo continua pobre. Este governo continua tirando dos pobres para dar aos ricos.
Zé Picolé
-25/04/2012 às 10:40
Ler, assim como perguntar, não mata ninguém. Por isso faz bem. Quando nada serve para se exercer o sagrado direito de discordar. E isso, moralmente, obriga a por em prática, quando for o caso, a coragem de concordar. Então, leiam e formem juízo. Eu mandei adiante o artigo de Reinaldo com esse texto acima. Sou produtor rural e prestador de serviços em marketing. E me orgulho dos dois trabalhos. Um ajuda a manter o outro. E adorei o exercício de ontem de recriar uma realidade onde 50% da produção rural seria exterminada (para usar palavra que as ONGs catastrofistas adoram). Os tais fundamentos econômicos defendidos pela Rainha do Banânia iriam para a cucuia em uma semana! Por que quem segura a barra deste país são os tais malditos “ruralistas” a quem os preguiçosos e esquerdopatas desinformados se referem, sempre com desprezo. Já que adoram importar, vão comprar feijão da Índia, carne de vaca louca da Grã Bretanha, e disputar aos tapas um quilo de batata do Reino Unido! Ah! como seria bom ver a cara da Rainha de Babanânia achando que isso poderia ser enquadrado como um “malfeito” dos “ruralistas”!!
indio guarani
-25/04/2012 às 10:33
Infelizmente sou um ignorante que não sabe organizar as idéias, mas consigo pensar, consigo ver como se originou essa estrutura que mantém o negócio em pé. É isso mesmo, para ferrar com quem não está no esquema. Quem são os grandes exportadores de soja hoje no Brasil, os grandes importadores de insumos, a quem pertence por exemplo a sadia, perdigão, jbs friboi e tantos outros que eliminaram toda e qualquer concorrencia com uso de dinheiro do bnds>
Andre M. Andrade Jr
-25/04/2012 às 10:28
Sempre que o PT tomar uma direção sigam em direção oposta que é onde está a verdade e a honradez.
VALDIR EDEMAR FRIES
-25/04/2012 às 10:21
Reinaldo, ao tempo em que eles nos desqualificam, nos ameaçam, armam seus truques nós produtores rurais estamos a campo realizando a conservação do solo e da água com investimentos em praticas de manejo do solo, implantando sistema de terraceamento, plantio direto, consorcio lavora pecuária, produção de energia através dos biodigestores de dejetos, terra limpa com a coleta e destinação adequada das embalagens dos defensivos e fertilizantes, entre tantas outras ações que o produtor rural Brasileiro é exemplo para demais setores da economia. Enquanto o produtor trabalha e investe em praticas de SUSTENTABILIDADE a mais de trinta anos, o governo PT e seus “defensores da natureza” buscam se OPOR á alteração de certas questões legais para se adequar o texto do Código Florestal à realidade,nos leva a crer que é mais um TRUQUE do PT, DE SEUS GOVERNOS e CONDOMÍNIOS.
Somos sim os produtores mais eficientes no uso de tecnologia e de praticas conservacionistas que garantem a SUSTENTABILIDADE e o aumento da produção Brasileira. Enquanto estamos investindo em SUSTENTABILIDADE a mais de trinta anos, o Governo PT se ancora no ABC (agricultura de baixo carbono) com o objetivo de acampar os resultados ambientais conquistado pelos produtores rurais.
Este povo JÁ SE OPUSERAM AO PLANO REAL e dizem ter salvado a economia, agora tentam usar dos “TRUQUES E DAS NEGOCIAÇÕES” para “salvar a natureza” e num TRUQUE de magica sem mesmo saber a soletrar o ABC devem usar de todos os investimentos já realizados pelos PRODUTORES RURAIS para se vangloriar no evento da RIO + 20.
O TRUQUE é se opor as mudanças para amanha acampar os resultados já consolidado pelos produtores rurais…. e lá vão eles para a RIO = 20 dar exemplo de SUSTENTABILIDADE ao MUNDO.
O Governo PT e seus “defensores da natureza” sempre nos incriminaram de destruidores do meio ambiente,mas se apossaram do plantio direto na palha quando levaram o exemplo da pratica desenvolvida por nós produtores rurais brasileiros para a conferencia em COPENHAGUE em 2009, agora certamente estarão na RIO + 20 apresentando os resultados não só do Plantio direto na palha, mas também do consórcio floresta pecuária, do sistema de conservação de solo e água obtido com o sistema de terraceamento, da produção energética obtida com os biodigestores, da coleta e da destinação correta das embalagens de defensivo e fertilizantes, …certamente vão usar tudo como se todos os resultados alcançados nestes trinta anos se deve ao tal programa ABC “criado pelo PETISMO”.
O truque é se opor a questão das APPS hoje, para simplesmente apresentar amanha a realidade existente, ou seja:Nada mais nada menos que 90% de toda margem de córregos, rios e ribeirões que cortam as lavouras estão protegidos, basta aceitar a realidade e divulgar os resultados. O difícil é o PETISMO reconhecer sem NEGOCIAR ANTES…e os NEGÓCIOS PRATICADO POR ELES TODOS NÓS JÁ CONHECEMOS.
Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé Pr.
Roberto D
-25/04/2012 às 10:20
Reinaldo, bom dia
Off topic mas precisava falar isso aqui. Vi um video ontem onde um deputado faz um discurso no plenario falando das urnas eletronicas. Vc acha facilmente no youtube.
Ele diz quem é a pessoa responsavel pelas urnas eletronicas, que nenhum pais da ONU usa por risco de fraude. Tb que foram devolvidas pelo paraguai e India. Tb que o responsavel pelas urnas brasileiras foi preso no equador qdo fez a eleicao c urnas eletronicas la.
No fim ele mostra os lacres que tinha acabado de comprar. Lacres das urnas eletronicas da eleicao que ainda nao tinha acontecido.
Nao sei se vc ja viu isso, nem se ja escreveu sobre..Mas precisava te perguntar.
Se o que o deputado disse no plenario for 10% verdade, de nada vale opiniao, campanha, critica, etc. Fiquei impressionado c tudo. Tente ver este video (se ainda n viu).
abracos
indio guarani
-25/04/2012 às 10:19
Pois é, vamos ver, São Paulo não começou a virar um canavial devido à um programa de governo chamado pró alcool, e estão todos regulares, para ver isso basta atravessar o estado pela anhanguera. A soja é bem verdade, é em quase sua totalidade financiada por multinacionais, mas quem financia as multinacionais: E os juros da agricultura são sim subsidiados, 6% ao ano, para custeio e investimentos e no caso de automoveis utilitarios usufruimos de um grande desconto, então não dá para concordar com isso. E é preciso parar com essa bobagem de acreditar que os grandes produtores, os ruralistas, pois existem grandes produtores honestos e que trabalham nas condições que esse texto considera, só que são uma minoria e os únicos que respeitam a lei, estão lutando para defender os pequenos produtores, pois esses não tem quem os defenda, nem ruralistas, nem msteistas, nem governo, ninguém.
sheila lima
-25/04/2012 às 10:19
A defesa de Marco Maia tem dois aspectos:O caráter autoritário deste governo,tem que vencer pela ameaça ,força,diálogo nem pensar e a idéia defendida pelo pt de que há sempre um inimigo no caso em questão os ruralistas! Até quando teremos que aturar essas ideias fascistas!
Claudio deBsB
-25/04/2012 às 10:17
Prezado Reinaldo,
Na realidade não são amigos da natureza, dos índios, dos quilombolas, dos sem terras,etc.. São verdadeiros GIGOLÔS desses segmentos, pois usam esses para auferirem grana, não só do governo brasileiro, mas também de organismos internacionais que defendem o agronegócio de seus países de origem, principalmente Europa e Estados Unidos, que não conseguem competir com o agronegócio brasileiro, mesmo com todos os subsídios que recebem para produzirem.
Esses GIGOLÔS, recebem para defender floresta (INTOCÁVEL) aqui e agricultura e pecuária lá.
Vê se eles querem um código florestal como o brasileiro para seus países de origem. APP e Reserva Legal? nem pensar.
Dirceu Inacio
-25/04/2012 às 10:00
É muito facil fazer leis para os outros cumprirem. Esse código florestal, é antes de tudo uma baita sacanagem com
quem vive no campo. O que deveria ser feito, era o governo
federal desapropriar as areas de preservação e pagar aos
propritarios. Deveria tambem contratar empresas para proce-
der o reflorestamento.
Assim destribuiria o onus da preservação ambiental com to-
da a população do pais. Da maneira que esta sendo feito,
a população urbana, a que mais produz poluição, fica isen-
ta de qualquer sacrifício e ainda pode se achar no direito de exigir que os agricultores deixem de produzir alimentos e
passem a plantar arvores. Dai a pergunta. Vão comer o que
depois?
indio guarani
-25/04/2012 às 9:49
Reinaldo, não sei de onde voce tirou que os ruralistas nunca pediram penico ao governo. É bem verdade que considerando o padrão em que se usa o dinheiro público eles até fizeram bastante, só que tudo o que essa gente construiu foi com dinheiro público. E os tão comemorados grandes produtores de hoje são em sua maioria aliados do governo. Formaram no passado uma comunidade que ficava com todo o dinheiro de financiamentos, jogo de cartas marcadas, com uso de corrupção.
indio guarani
-25/04/2012 às 9:39
Agora, que fique claro não estou defendendo porcaria nenhuma de código florestal, só afirmando que essa gente não respeitou minimamente a lei. Eu vi, vi com meus olhos, um deputado dono de uma fazenda desmatar áreas que posteriormente iriam ser abandonadas por serem impróprias até para cultivo, sei lá, de rabanetes, vi as máquinas empurrarem os troncos das árvores nas cabeceiras das águas e com dinheiro público e, investimento fracassado, o deputado foi socorrido pelas tetas da viúva.
Paulão
-25/04/2012 às 9:35
Bom dia Reinaldo,
Você disse:”São competitivos……..sem precisar pedir, com a devida vênia, penico ao papai ou à mamãe governo”.
Acho que começa por aí a “homofobia” que os progressitas têm contra os produtores rurais.
Além disso, os esquerdopatas de plantão não devem receber trinta moedas desse setor para financiar suas campanhas eleitorais, pois os tais produtores rurais fazem parte da burguesia reacionária do País.
Sem falar que as bestas quadradas devem achar que os produtores estão se tornando obsoletos e anacrônicos, pois os supermercados estão, a cada dia, mais e mais abastecidos de alimentos – arroz, feijão, carne, macarrão, etc, etc, que dá para suprir qualquer redução na área usada na agricultura e na pecuária. Simples, né?
indio guarani
-25/04/2012 às 9:32
Agora começa a pauleira. Vou começar respondendo o que querem os ruralistas, eles querem dinheiro público, para comprovar isso basta ver onde foi parar o dinheiro destinado à agricultura nos ultimos vinte anos. Para isso basta verificar o nível de endividamento da chamada bancada ruralista, as condições de renegociações, os juros subsidiados, o dinheiro marcado aos picaretas. A agricultura e o Brasil estariam bem melhores sem esses cretinos.
ZEBRAZIL
-25/04/2012 às 9:32
Eita dor de barriga, como tenho me servido de uma bananeira para refletir, é antiga a tese que as diatribes do homem são por barra de saia, barra de ouro e barra de terra… Agora percebo uma inversão,justo para a barra de terra; querem esses selvagens não domesticados de várias estirpes e nacionalidades entesourar mato na terra de Santa Cruz e vão comer o quê? Barra de ouro? Porca miséria!
D. José de Arruelas e Alcântara Netto
-25/04/2012 às 9:23
Meu Caro, há muito a imprensa, notadamente os veículas da Grobo, deixaram de noticiar e passaram a militar. Seu “ismo” é o tal do “Politicamente Correto”, eufemismo que atende demandas do Globalismo que tem na ONU sua ong mais atuante. É a tal da ” Farms here, forrests there”. William Bonner e colegas não passam de ativistas desta “doutrina”. Enquanto o PT atender essas exigências, lá estarão Bonner e camaradas a louvar-lhes até as fezes. Não se importam que transformem o Brasil e AL em quintais e jardins dos Impérios Poderosos, conquanto que continuem a ganhar seus salários e ribaltas de astro pop. Internamente não vejo saída para os países e população alvos desta investida globalista, mas sigo insistindo numa intervenção extra-terrena.
Pedrim
-25/04/2012 às 9:20
Acrescento apenas algumas considerações sobre as peculiaridades da atividade econômica rural:
- ‘indústria a céu aberto’: à mercê das forças da natureza incontroláveis (desde os físicos:enchentes, secas, granizo, calor extremo, geadas, etc, etc, passando pelos bio-ecológicos: pragas, doenças) e num mercado que talvez seja o único ‘concorrencial perfeito’ da teoria: muitos produtores, muitos consumidores, mas que na prática é o velho ‘mundo cão da concorrência’ que vigora: oligopólios controlam commodities; governos se preciso ‘caçam’ boi no pasto e feijão nos galpões para manter a cesta básica em níveis que o trabalhador urbano ao menos se alimente…
E cadê o Seguro, no caso de alguma ocorrência inconrolável?
Etc, etc…
Anônimo de Todo Dia
-25/04/2012 às 9:18
Existe na história algum caso de regime comunista em que produtor rual tenah sido respeitado? Por que o Brasil seria diferente?
Paulo Terenzi
-25/04/2012 às 9:10
Fantástico texto, Reinaldo!
luiz
-25/04/2012 às 9:09
Parabéns pela clareza do texto, que desmitifica os tais “ruralistas”, um termo preconceituoso em relação aos que trabalham na atividade agrícola. O que se pode esperar de um sujeito que mora no Rio, como este deputado do PSOL, que imagina a atividade agrícola como as sesmarias do Brasil Colonial. Qual a visão de quem vive entre Brasília e Rio, com auxílio dos ditos “verdes”, mas que nunca produziram nada no campo, e das ONGs brasileiras que vivem com que dinheiro exatamente? Desculpe, falei brasileiras por engano, pois o que eles defendem aqui esquecem de cobrar dos países estrangeiros quando estão no exterior.
racional
-25/04/2012 às 8:59
ola reinaldo, muito bom seu artigo, bastante esclarecedor, é preciso jogar luz neste tema, como pequeno produtor rural, tenho 70 hectares, com reserva legar e app averbada, me sinto qualificado para dizer que me sinto desconfortável com a postura radical e desinformada do jornalista andre trigueiro, apostou como nunca plantou ao menos uma bananeira.
PAULO BOCCATO
-25/04/2012 às 8:59
ADVINHA DE QUEM É O PROJETO ???????
PRODUTORES RURAIS PODERÃO PERDER O DIREITO DE DEFESA E SUAS TERRAS (29/03/2012)
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que põe diretamente em risco a defesa e a propriedade de imóveis rurais no país. Trata-se do PL 1557/07, em iminência de entrar em pauta de votação e que tem por objetivo regulamentar a expropriação de glebas onde houver milícias armadas, definidas na própria proposta como “toda associação, organização ou reunião de pessoas armadas, de qualquer forma, paramilitar ou não, inclusive oriunda de empresas de segurança, independente da finalidade ou objetivo”.
brasileiro preocupado
-25/04/2012 às 8:53
Bom dia Reinaldo, é bom respeitar quem trabalha e alimenta a população; vejam o exemplo da Africa, que calamidade, abs
Muttley,,
-25/04/2012 às 8:51
Reinaldo, seria importante e adequado aprovar o texto vindo do Senado e condicioná-lo a nova revisão dentre de 10 anos. Tempo suficiente para os ajustes que se achassem necessários. Afinal, se nada é permanente – exceto a morte e os impostos – medidas sobre o uso da terra sempre terão de ser revistas, dadas à sua dinâmica. Algumas áreas tidas como agricultáveis não possuem vocação para tal, ao longo dos anos, terão de ser trocadas por outras onde há florestas, em proveitoso remanejamento. O problema é superar a ignorância e a falta de caráter que impera na militância (com auxílio das ‘penas de aluguel’)
Anónimo
-25/04/2012 às 8:49
Bom dia Reinaldo, convem lembrar que povo com fome é inadministravel; com barriga cheia vota em qualquer um mentiroso que aparece, abs
Aldo Matias Pereira
-25/04/2012 às 8:47
Reinaldo,
O deputado chico alencar pode dizer qualquer coisa porque nunca saberá o que está dizendo. Apenas faz figuração prá carioca ver e delirar. Ele é a cristiane torlani da câmara e jura prá qualquer um que viu nascer abóbora, chuchu, arroz, feijão, linguiça e mandioca nas prateleiras do Carrefour e do Sendas. Se você insistir na conversa vai dizer que desde criancinha cansou de ver seus familiares apanhando jaboticaba, manga e goiaba nas gôndolas do Pão de Açúcar.
Ronaldo
-25/04/2012 às 8:43
Reinaldo:
Como “ruralista” que sou, embora não goste da expressão, fico desconcertado com a inércia das lideranças da classe dos fazendeiros, tanto por suas omissões presentes, como pelas passadas. Toda essa engrenagem opressiva, montada em torno de suposta proteção ao meio ambiente, já poderia ter sido triturada há muito tempo se os líderes rurais – poltrões, pusilânimes, e quando não politiqueiros e traidores – tivessem feito algo para mobilizar a classe, desarticulada e desunida.
Antonio Carlos
-25/04/2012 às 8:42
Tio Rei, o produtor rural no Brasil é o maior idiota do mundo, digo isso com certeza porque ja fui um deles, estão com o queijo e a faca na mão, a boca para comer e não sabem usar nada disso, (sei que não vai ser publicado ) mas bastava que ficassem apenas 2 anos sem plantar nada que seria dado a eles o devido valor e não ser tratado como responsavel pelas coisas ruins que acontecem no Brasil !
Moacir Rauber
-25/04/2012 às 8:41
O comentário é longo e reporta-se muito mais a questao dos latifúndios, fazendo um paralelo com os latintelectuários. Sao esses intelectuais, socialistas do capital alheio, que criaram a pecha negativa que paira sobre a ideia por trás da expressao ruralista. Porque grande parte dos latifundiários brasileiros é composta por intelectuais de esquerda ou mesmo da extrema-esquerda. Explico. O termo latifúndio deriva do latim latifundium, composto pelas palavras latus, que corresponde a alargado e fundus, que pode signifcar fazenda. A partir desta construção temos a definição encontrada em vários dicionários de português, que caracteriza o latifúndio como sendo uma vasta propriedade de terras e latifundiário como sendo aquele que o possui. Pois bem, de que maneira então se pode afirmar que os supostos intelectuais brasileiros são latifundiários? De duas formas. A primeira é porque alguns o são verdadeiramente, ao possuírem suas fazendas, usadas somente para seu usufruto pessoal, não deixando que a terra cumpra a sua função social prevista em lei. A segunda maneira se dá quando transportamos o conceito de latifundiário para a área intelectual, em que a concentração da renda de direitos autorais, provavelmente, é maior do que aquela existente na área rural brasileira.
Atualmente os proprietários de grande áreas de terras no Brasil são satanizados ao atribuírem-lhes a culpa pela má distribuição de renda no setor agrário. Sao chamados de ruralistas, como sendo algo negativo. Baseados nesta falsa afirmação, muitos dos ditos intelectuais brasileiros apóiam um grupo de foras da lei denominada de MST, Movimento dos Sem Terras, além de tantas outras manifestaçoes progressistas inconstitucionais. Sabe-se que são poucos os integrantes do MST que são trabalhadores rurais de verdade e entre estes muitos já tiveram suas terras e as perderam por falta de capacidade de produzir. Outros tantos abandonaram suas atividades pela inexistência de uma política agrícola que incentive as pequenas propriedades ou mesmo pela falta de infra-estrutura que viabilize a produção em pequena escala. Isto tudo gerou um êxodo rural, que na realidade seguiu uma tendência mundial. Permaneceram na atividade os competentes, que hoje são taxados como perversos por um movimento ilegal como o MST. Sao os ruralistas. Porém, a concentração e a reserva de mercado também existe no setor dos intelectuais, que também podem ser taxados de latifundiários, ou melhor, latintelectuários. Isto porque um número ínfimo de intelectuais retém os direitos autorais em índices, provavelmente, superiores aos de concentração fundiária no país, em detrimento de um sem número de pretensos escritores, compositores e autores. Vamos satanizá-los porque escrevem bem? Sei lá, mas eu também gostaria de ser um beneficiário das chorudas quantias distribuídas em direitos autorais e que são canalizadas para poucos autores. Certamente os beneficiários do sistema de direitos autorais, muitos intelectuais da esquerda brasileira, vão dizer que não é a mesma coisa. Claro que não é, porque agora eu estaria reclamando sobre algo que lhes diz respeito. E estes intelectuais, nomeadamente socialistas e comunistas, sempre querem socializar o que é dos outros, jamais aceitam socializar o que lhes pertence.
Podemos tomar como exemplo, Chico Buarque, um dos maiores latintelectuários brasileiros. Sempre favorável as questões encabeçadas por movimentos sociais e acredito que também assinaria um abaixo-assinado que sugerisse a implantação de um regime comunista no país. Se ele é tão socialista, por que não começa socializando todos os dividendos obtidos com os direitos autorais que lhe são entregues provenientes de suas músicas e de seus livros? “Ora, mas isto me pertence, pois fui eu que produzi!”, provavelmente seria a sua resposta. Assim como do proprietário rural que tem sua terra invadida. E Luis Fernando Veríssimo, um dos escritores mais lidos do país, que firmou o abaixo-assinado para que não se fiscalize o MST, poderia muito bem socializar a sua receita com aqueles autores de menor expressão e que chegam ao final do mês sem nenhum depósito proveniente de direitos autorais? Eu, por exemplo, aceitaria de bom grado.
E não digam que a situação não é semelhante. Aqueles que querem a distribuição das terras alheias dizem não ser moral uma pessoa deter a propriedade de tanta terra, enquanto outros não tem nenhuma. Chegam a argumentar que é até imoral o conceito de propriedade da terra, uma vez que é um património da humanidade. Seguindo esta linha de raciocínio, também os direitos autorais são imorais, uma vez que alguém somente consegue escrever algo baseando-se em conhecimentos acumulados em toda a história da humanidade. Até para escrever este texto foi necessário usar um conhecimento que foi construído gradualmente pela sucessão evolutiva humana, geração após geração.
Assim, proponho organizar um movimento com chapéus pretos, ao invés das lonas, e vamos reivindicar a participação em todos os benefícios obtidos pelos latintelectuários brasileiros aos quais nós, Movimento dos Sem Direitos Autorais – MSDA, não temos acesso. E vamos estender isso para a música, para o cinema, para o teatro, enfim, para todas as áreas. E conforme o modelo do MST, pouco importa se nós, os intelectuais do MSDA não sabemos escrever, não sabemos compor e não sabemos produzir. O que realmente importa é que se deve socializar o latifúndio intelectual brasileiro, satanizando os autores que produzem muito, pois eles concentram a renda no setor. Intelectualistas, ora bolas!!! Depois vamos fazer um abaixo-assinado e pedir que os intelectuais brasileiros também o assinem.
Podem estar certos que não o assinarão, assim como podem estar certos de que estes pseudo-intelectuais de esquerda vão continuar querendo a redistribuição das terras dos proprietários rurais, pouco importando se os ditos sem terras não sabem diferenciar um pato de uma galinha. Não fazendo nenhuma diferença se os sem terras não conhecem o ciclo da mandioca, do milho, do feijão e do arroz, que supostamente plantariam. O que realmente importa, para estes intelectuais, é socializar o que é dos outros, mas que ninguém se atreva a meter a mão no que lhes pertence!
E, lamentavelmente, sao esses mesmos que tratam os ditos “ruralistas” como se criminosos fossem.
Abraço
POLY
-25/04/2012 às 8:40
O problema dos “Socialistas”- de botequim é claro-, é que,
precisam do capitalismos e de sua eficiência, comprovada,
para o desenvolvimento das Nações, das novas tecnologias,
da criatividade individual e, da eficiência administrativa
pois,se não, todos estariamos- o mundo- na idade da pedra,
haja vista,por exemplo: Cuba e Coreia do Norte.
Razumikhin
-25/04/2012 às 8:27
Para o petista, NADA é mais importante que o partido. O Brasil? Que se exploda!
ELOUQUISA
-25/04/2012 às 8:00
Sabe Rei,as vezes fico aqui torcendo para que dê tudo certo para os camaradas petralhas e os comedores de alfafa!Mais uns 15 anos de petismo e veremos o povo nas ruas chutando o traseiro dessa gente!
claudio
-25/04/2012 às 7:55
Reinaldo, voce viu o ranking da bajulação de nossos deputados? Esta no link http://exame.abril.com.br/economia/politica/noticias/o-ranking-da-bajulacao-no-congresso?p=2#link. Por estas e outras “nobres atividades” de nossos representantes, chegamos onde chegamos e assistimos espetáculos cmoo estes. Abraço.
Beto gaúcho
-25/04/2012 às 7:52
Perfeito. Parabéns Reinaldo, na prática tratam o produtor ruaral como se fossem bandidos, tem cabimento?
Graças aos produtores rurais o Brasil tem conseguido manter a estabilidade e o desenvolvimento mesmo com as diversas crises mundiais.
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A quem interessa satanizar o nosso setor agropecuário? Uma boa pergunta.
Será aos brasileiros que consomem uma comida boa e barata na mesa ou aos interesseiros do mercado internacional?
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O Brasil terá de proteger o seu povo, sua gente, ou aos interesses de quem pouco se importará com isso?
Gilson
-25/04/2012 às 7:37
Reinaldo,
O onguismo entreguista não vencerá. Tenho certeza que o Congresso aprovará o texto que beneficia o agricultor que trabalha honestamente para por comida a preços decentes no em nossos pratos.