Blogs e Colunistas

18/06/2012

às 19:55

Bolsa Família e queda da violência — Calma aí, Mané de Stanford! Tenho as minhas prioridades! Não seja tão ansioso, rapaz!

Um “estudo” feito por pesquisadores da PUC-RJ decidiu medir o efeito do Bolsa Família na redução da violência em São Paulo. Os autores chegaram até a definir um número, sabem? Escrevi a respeito. Publiquei comentários de pessoas me criticando também. Xingamento e desqualificação, não! Vão xingar a véia. Não na minha página! Não patrocino ataques a mim mesmo porque outros o fazem, hehe…

Um dos comentários recheados de ofensas é de João Manoel Pinho de Mello, que se identifica assim logo nas três primeiras linhas: “professor associado do Departamento de Economia da PUC-Rio e PhD em economia pela Stanford University (2005)”. Parece que ele é o coordenador do trabalho. João Manoel não deve saber que já andei me estranhando com Noam Chomsky e que discordei de uma versão oficial que o Vaticano fez, do latim para o português, de uma encíclica papal. O Vaticano acabou se corrigindo. Não espero o mesmo de Pinho de Mello. Eu não me assusto com títulos, não! O professor poder ser um gênio, mas sua tese é um chute. Não é me chamando de “blogueiro” em tom de desdém que vai conseguir ter razão.

Escreveu um troço imenso tentando me desqualificar e pergunta algo assim: “Não vai ter a coragem de publicar?”. Claro que vou! Mas o dia traz notícias mais quentes e relevantes e preciso antes me dedicar a elas. Depois cuido de você. Seu texto será publicado na íntegra, num “Vermelho-e-azul”. Já antegozo o prazer da escritura. Fique frio aí, Mané de Stanford: deixarei claro aos milhares de leitores o que você pensa a meu respeito. Como não entro na sua página para ofendê-lo, posso até permitir que você me ofenda na minha, mas com resposta.

Se vocês lerem o post que escrevi a respeito, verão que não associo o estudo a ideologia ou algo parecido. Pouco me importa se os pesquisadores são de direita, de esquerda ou de centro. Quero saber se estão certos. Apenas levantei algumas questões incômodas que o chute do professor, recheado de aparente cientificidade, não pode responder. Mas cuidarei dele, e de sua ofensa quilométrica, na madrugada. Ele sustenta que o Bolsa Família concorreu para a queda da violência em São Paulo. Eu perguntei por que a violência explodiu no Nordeste, região que recebeu o maior número de bolsas. A sua resposta pode ser assim sintetizada: “Quem pode garantir que a violência lá não seria ainda maior sem o programa?”. E acha que, assim, me dá uma lição de moral científica. Tenha paciência!

Então seja corajoso e vá pesquisar o impacto do Bolsa Família na Bahia, rapaz, onde o índice de homicídios triplicou nos últimos 10 anos e demontre que, sem o benefício, o salto poderia ter sido ainda maior. Quero ver! Pra cima de mim??? Não há feitiçaria econométrica que possa fraudar a lógica elementar de maneira tão escandalosa. Mas eu cuido disso mais tarde.

Deixe de ser ansioso, Mané de Stanford!

Por Reinaldo Azevedo

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109 Comentários

  • Rodrigo

    -

    19/7/2012 às 3:26 pm

    É isso ai, Reinaldo!
    Vc, com seu poder inabalável de argumentação (“mané de Stanford” foi boa, grande sacada hein!! hehehehe), detona esses porcos petistas!
    É isso aí!
    Não sei pq a mídia não te dá o devido valor.
    Deve ser medo da sua coragem em combater os comunistas sujos que roubam nosso glorioso país!
    Força, Reinaldo, vc é o cara!

  • Edem de Almeida

    -

    19/6/2012 às 7:30 pm

    Um Phd de Standford resolve desenvolver um estudo sobre as aranhas. Apelida a sua mais robusta de Araqui e ensina-a a andar ao seu comando:
    -Anda, Araqui! A aranha obedece e anda.
    O doutor arranca duas patas:
    -Anda, Araqui! A aranha obedece e anda sem muito esforço
    Arranca mais duas patas e grita de novo:
    Anda, Araqui! O bicho, já com dificuldade, se arrasta.
    Por fim, arranca as quatro últimas patas e grita:
    -Anda, Araqui! O artrópode permanece imóvel.
    Conclusão do douto cientista:
    - Aranhas sem pernas não ouvem.

  • Jose Silva

    -

    19/6/2012 às 5:21 pm

    Esses caras de universidade so querem saber de dinheiro, trabalhar que bom…nada! Pergunta p esse Joao Manuel se alguma vez na vida ja bateu ponto? Vai numa universidade e vai ver que esses caras cheios de titulos so andam p la e p ca e nao fazem nada. Estudam p passar em concurso e depois…

  • Roberto Santeli

    -

    19/6/2012 às 4:47 pm

    Reinaldo,li texto maior antes do menor,a inversão se fez interessante, não pude deixar de rir do mané de stanford.
    O comedor de sonho de valsa viaja solenemente na maionese, apela para o latin, exibe as medalhas tenta intimidar com titulos, rótulos um palavreado cheio de firulas e se perde no óbvio, só queríamos saber como ele chegou ao percentual de 21%, o cara se enrola todo e não explica nada, apela para amigos tão importantes como ele, como se os títulos deles o salvassem do ridículo,escondido como um bom covarde que ele é atras de uma parede de fino vidro se atreve a provocar alguem aguerrido e bom de briga como voce, bom de briga e bom de argumentos, ele desafiou o cara errado para tentar aparecer se auto promover e acabou levando uma boa e merecida surra.
    Da-lhe Rei, pau no mané de stanford, ele bem merece.

  • João Batista

    -

    19/6/2012 às 4:15 pm

    Ele respondeu fazendo uma outra pergunta: “quem pode garantir que a violência lá não seria maior sem o programa?” Ué Sr. PHD …, não é o senhor quem deveria saber?

  • A Verdade

    -

    19/6/2012 às 3:52 pm

    É simplesmente inacreditável Sir Stanford!!! Veja bem:
    Se o senhor tivesse feito um estudo, dizendo que graças ao alto nível educacional nos últimos anos, a criminalidade diminuiu e tal… até aí tudo bem!! Bolsa Família??? Nem aumenta nem diminui. Cria um monte de dependentes sem esforço próprio!! Isso sim!

  • Margedht

    -

    19/6/2012 às 3:22 pm

    Esse sujeito que voce chama mané é o Doctor Ray,se não é,seria ele o Dóctor Horróris Causa Plóplia…

  • vilmar

    -

    19/6/2012 às 2:58 pm

    O Brasil se faz com gente que faz. Adoro quando profissionais formados no Brasil , sejam blogueiros,jornalistas,médicos engenheiros, etc…) tenha à audácia de argumentar com quem estudou lá fora. Estas são as pessoas do Brasil que eu amo, respeito e acredito. Há muita gente que passa pela escola mas escola não passa por por eles. Jayme Lenner um dos maiores urbanistas do mundo, não estudou lá fora. Veja devería dilvugar grandes profissionais de niveis de primeiro mundo que estudarm no Brasil e mostrar ao povo brasileiro.

  • Marcos F

    -

    19/6/2012 às 2:47 pm

    - Fez MBA ou doutorado?
    - Não precisei. Minha faculdade era muito boa.
    De antemão, sem leu seu vermelho-azul, tenho certeza que o emérito perdeu o mérito. Nada justifica essa tese.

  • Marcos

    -

    19/6/2012 às 2:08 pm

    O professor não pode “alargar” o espaço amostral, nem ignorar que a quantidade de amostras influi no resultado. O significa dizer que se eu jogar dados não viciados 10 vezes e, por coincidência der 6 nove vezes, isso não significa que minha chance de tirar 6 vá ser 90%. O mesmo se pode dizer de algumas escolas, em grupos de indivíduos na faixa etária de 16 e 17 anos apenas, possa representar o universo de todas as faixas etárias e todo o território de SP.
    Para saber mais sobre a intenção da pesquisa: follow the money!

  • Renata

    -

    19/6/2012 às 1:50 pm

    Venha estudar o impacto do bolsa-família em Curitiba, uma capital mais rica, menos desigual, que tem bolsa família e onde os índices de criminalidade estão explodindo!

  • Mako

    -

    19/6/2012 às 1:43 pm

    Aguardamos ansiosamente Reinaldo! Eu também já antegozo o destroçamento do pobre senhor Dr. presunçoso. Porque será que os teóricos nunca se preocupam em basear suas teorias em fatos?

  • Nonato Mendes

    -

    19/6/2012 às 12:39 pm

    Reinaldo, manda esse manezão vir para o Piauí fazer a sua pesquisa besta de bolsa família que ele vai comprovar o nocividade desta com a segurança. O PROGRAMA Bolsa Família, criado originalmente pelo PSDB, tirou muita gente da miséria absoluta, mas tambem criou muitos bandidinhos que começam assaltando as vovozinhas e depois o povo em geral. Esta é a verdade. O Bolsa Família não ensina a pescar, apenas recria os currais eleitorais dos atuais “coroneis” do nordeste = os famosos chefes e chefetes petralhas.

  • Ricardo

    -

    19/6/2012 às 12:34 pm

    Seu João Manoel, a única coisa que lhe garante respeito são seus títulos. Já o teor de seu pensamento, o seu método de argumentação e a conclusão da sua pesquisa não passam de tolices acadêmicas, ditadas por quem usa o achismo e não ciência. Não se esconda atrás da ciência nem de títulos, não! Suas conclusões são puro chute, permeadas de falácias. E não é preciso muito esforço para desmontar aquela psudo-tese. Volte para Stanford e tente lá aplicar essa lógica. Veríamos se seria tão “respeitado” lá como é aqui, onde a vigarice ideológica, o partidarismo e arrogância intelectual, infelizmente, tomam conta do debate.

  • Sandra

    -

    19/6/2012 às 10:50 am

    Podemos adaptar uma famosa piada cruel ao método do professor:
    -Primeiro, criamos dois grupos: aranhas com as patinhas e aranhas das quais arrancaram as patinhas.
    -Depois, gritamos: Andem aranhas!
    Conclusão: aranhas sem as patinhas são surdas.

  • carlos

    -

    19/6/2012 às 10:16 am

    Reinaldo, eu não falo que a sociedade deveria esfriar esses professores cheios de títulos, de universidades que não estejam entre as 100 melhores do mundo.
    Dão palpite em tudo, só não conseguem melhorar o nível da sua escola.

  • José Maria

    -

    19/6/2012 às 10:09 am

    Minha tese é a seguinte, com a implementação do “bolsa familia”, os bandidos ficaram mais fortinhos e com isso melhorou o poder de roubar e enfrentar a policia. rsrsrs….

  • V

    -

    19/6/2012 às 9:45 am

    Stanford eh Lullo bolchevique petista!

  • André

    -

    19/6/2012 às 6:35 am

    Depois dessa se eu fosse o Mane pediria para nao publicar nada, se em um post pequeno você já destruiu ele imagino no vermelho e azul o que ira fazer….rs.

    Quanto mais tempo passa vemos esses seres estranhos aparecerem sabe-se lá de onde para endeusar as palhaçadas do babalorixá bananense, e se esquecem que essa bomba que as bolsas viraram vieram do governo Do PSDB…

  • EP

    -

    19/6/2012 às 5:37 am

    Na linha “científica” de “quem garante que… isso ou aquilo”, é plaussível imaginar que a causa do aumento da crimalidade no nordeste seja o bolsa família… rsrsrsrs

  • Assad

    -

    19/6/2012 às 5:31 am

    Reinaldo,

    Não só Bahia mas,
    RJ, PI,PA, MA, RS e por aí vai alías todos na maioria governados pelo pt e seis aliados, quanto a São Paulo lembro que temos o Melhor Governo e a Melhor Polícia do Brasil, em Particular a Santa
    “Rota”…

  • Sergio - SJC - SP

    -

    19/6/2012 às 4:12 am

    E não é que a turma do governo federal fica dizendo que o estado de SP não se esforça para liberar benefícios federais (como esta bolsa esmola), então como é que este Mané, que deve ter passado o uma década no exterior só escutando que o PT e o Lula haviam transformado o Brasil, chega de volta ao Brasil dizendo uma barbaridade destas? Justamente no estado onde o PT tenta influenciar e não consegue nadinha de nada? O Mané acha que o governo Sergio Cabral e o governo petista já acabaram os problemas da segurança pública no RJ e no Brasil e usa SP, que tem sua própria segurança pública , para elogiar um beneficio do governo federal. Eita Phd de (com o perdão da palavra) mentirinha. Tá loco sô!

  • Mateus

    -

    19/6/2012 às 3:20 am

    Caro Reinaldo, acompanho e gosto muito de seu blog. Sou estudante de doutorado em economia em uma universidade nos EUA. Não tenho nenhuma ligação com nenhum dos autores deste artigo, mas é com pesar que tenho que discordar de sua crítica. Eu li a resposta do João Manuel em um outro blog, e nela ele descreve exatamente como deve ser feito um estudo de causa e efeito. O pesquisador deve encontrar um grupo de tratamento (que será afetado pelo choque estudado) e um de controle (que não será afetado), e os dois grupos devem, a priori, ter uma evolução futura esperada idêntica na ausência deste choque. Ou seja, se o choque não existisse em primeiro lugar, o nivel de criminalidade esperado em cada um deve ser o mesmo. Logo, após o choque, caso haja alguma diferença entre os grupos, pode-se atribuir tal diferença ao choque. Neste caso, o choque é o Bolsa Família, que de acordo com os autores (não li o artigo) é a única diferença observada entre os grupos no período analisado. Por isso eles podem atribuir a diferença nas taxas de criminalidade entre os grupos ao Bolsa Família.
    Encontrar tais dois grupos é uma tarefa muito difícil, exige conhecimento do assunto estudado e muita criatividade para pensar em como desenhar o “experimento” (entre aspas pois isso é na verdade um experimento natural, é como se conseguíssemos isolar os dois grupos em duas salas diferentes e dar o Bolsa Família a um, mas não ao outro). Somente dessa forma podemos atribuir alguma causalidade entre choque e resultado observado. O fato de o Bolsa Família ter uma abrangência muito maior no Nordeste nada tem a ver com o fato de que o programa pode ter efeito de reduzir a criminalidade. Muita coisa aconteceu no Nordeste nos últimos anos, o Bolsa Família foi apenas uma delas. Como não conseguimos isolar o efeito do Bolsa Família neste caso (não podemos falar “antes do Bolsa Família, a criminalidade no NE era de X, depois mudou para Y, logo o Bolsa Família causou a mudança de X para Y), diferente de como podemos isolá-lo para dois grupos pequenos e idênticos de alunos da mesma região com a mesma idade, realmente não podemos dizer qual o efeito do Bolsa Família na criminalidade no NE. Infelizmente fazer pesquisa científica em ciências sociais no Brasil é um trabalho difícil, não há dados suficientes nem de qualidade. Mas o artigo dos autores, se feito como foi descrito na resposta de João Manuel, é um trabalho sério que deve ser lido e entendido com clareza antes de ser criticado.

  • Christiane Rebola

    -

    19/6/2012 às 2:04 am

    Estudo realizado em algum buteco da esquina.

  • Raissa Pedra

    -

    19/6/2012 às 1:41 am

    Mais um que quer publicidade através de Reinaldo. Antevejo
    as boas rizadas que daremos com o vermelho e azul. Estamos
    precisando,pois as decisões do Juiz Torinho trazem apreensão.

  • João Filho

    -

    19/6/2012 às 1:31 am

    Reinaldo,
    .
    Meu irmão (51), físico e matemático, fez-se doutor aos 25 anos. Aos 45 já possuía 3 pós doutorados (nota máxima em todas). Quem não o conhece poderá ficar ao seu lado por anos sem saber que possui algum título. Fora do meio acadêmico, gosta mesmo é de vivenciar as práticas cristãs. E se perguntado dirá apenas ser professor universitário – e nunca dirá ser pesquisador com relevantes serviços prestados a ciência.
    .
    Moral da história:
    .
    Esse mané já é fruto podre da geração Apedêutica. Os “sabe tudo, não me conteste e veja com quem está falando”.
    .
    Que pobreza!
    .
    ps. Esse meu querido irmão gosta de enfatizar que se sabe algo de alguma coisa, foi por ter sido sempre contestado.

  • formiga atômica

    -

    19/6/2012 às 1:22 am

    Mais um estudo patrocinado pelo convênio FORD/PUC/UNESCO/ITAÚ….

    Só para deixar claro: Gerações estão sofrendo os danos da PUC e a quantidade de pais que perdera seus filhos para a maconha nas dependências da PUC é gigantesca!!

    Todo mundo sabe que esta Universidade desde a década de 80 virou palco de capoeira, fumódromo de erva boa e coleitvo da esquerda revolucionária no RIO. Vide Professora Fátima Jordão… Quanta ideologia a favor do extermínio de nenéns nos ventres maternos! Um horror de frieza enrolada naquele canudo de araque!

  • Luiz

    -

    19/6/2012 às 1:17 am

    Não faz um nem um mês que ouvi tiros na rua do apartamento onde moro, e quando saí de carro, um homem estava morto com 6 tiros na cabeça, na calçada do prédio onde moro. Issoporque ele fica localizando numa das três avenidas mais movimentadas da cidade, num bairro de classe média. Na rodovia que leva para a cidade de Cabedelo- PB, de quando em quando o pessoal da favela coloca barricadas e assaltam tantos quantos querem, sem a polícia para incomodar. Também, o dia que a polícia decidir incomodar, morre, porque esses caras são a lei. Eles só não tomam a cidade porque não querem. Pois a polícia militar do estado da Paraíba é provavelmente uma das menos equipadas do Brasil. Sequer tem armamento para enfrentar os bandidos daqui. Nâo tem um único helicóptero, armamento pesado, NADA. No máximo escopetas calibre 12. A julgar pelo que esse cidadão está falando, só posso imaginar que caso não houvesse bolsa família, o crime organizado já teria invadido a prefeitura e tomado o governo da cidade. Só pode.

  • Luiz

    -

    19/6/2012 às 1:08 am

    Ele pode ser o cientista formado pela universidade número 1 da galáxia. Mas do pouco que foi publicado até o momento, com relação a seus comentários, fica óbvio que não há nada de científico nisso. É como eu sempre digo. Para muitos, diploma é só enfeite.
    Eu moro no nordeste, nasci aqui e me criei aqui. Conheço a Paraíba como esse senhor jamais conhecerá. Posso afirmar com autoridade que enquanto o bolsa família viha sendo instituido, implementado e ampliado, a violência no noedeste só aumentou. João Pessoa, a cidade que vivi 30 anos de minha vida, ficou horrivelmente violenta como jamais imaginei que ficaria. E chega a ser ridículo alguém querer dizer que um programinha de mesadinha influenciou nessa questão, seja positivamente, seja negativamente.
    A queda da violência em SP já é sabido por todos os leitores desse blog o verdadeiro motivo que a causou.

  • UNK

    -

    19/6/2012 às 1:08 am

    Reinaldo e amigos,

    manda a tese de doutorado do Mercadante para este pessoal!
    manda o CV Lattes da Dilma para eles. ( o antigo…onde ela mentia descaradamente ter mestrado e doutorado em economia)

    deixa prá lá estas penas de aluguel do lullo-petismo!!!

  • a mão que embala o berço

    -

    19/6/2012 às 1:00 am

    R A – Millôr dizia “A boca é o órgão excretor do cérebro”.
    (digo tambèm a pena “escita”)
    Tu escreves e tens teus seguidores “deixa” ele, não de escada.

  • Estudande.

    -

    19/6/2012 às 12:52 am

    Hoje vai ter PHD de cabeça quente.kkkkkk.

  • Antônio

    -

    19/6/2012 às 12:43 am

    Os autores não consideram a evolução da atuação dos “batalhes escolares”, que passaram a concentrar suas atuações em escolas do nivel médio, exatamente o grupo analisado pelos pesquisadores. Creio que os resultados encontrados são esdrúxulos.

    E esse papo de que a violência caiu pq subiu antes?! Então em breve veremos um redução brutal da violência na Bahia! Se há essa causalidade é por provocar uma reação institucional, tal como pressão social para melhoria do aparato policial, não é algo isolado e independente da ação governamental, como o autor do artigo faz parecer em sua resposta.

  • Antônio

    -

    19/6/2012 às 12:26 am

    Na minha opinião, falta esclarecer melhor o alvo escola. A hipótese de que os alunos tendem a cometer crimes nas imediações da escola tem evidencia cientifica? Ou a tendência e cometer crimes mais próximo de casa? Ou longe de ambas para dificultar identificação? Se a evidencia na literatura for favorável à idéia de distancia, os resultados econométricos devem ser estatisticamente consistentes, mas teoricamente falhos, ou seja, esdrúxulos. Se a evidencia for de crimes próximos à área de residência, os autores devem fundamentar a idéia de que os alunos estão matriculados em escolas próximas a suas residências, o que não necessariamente é regra para escolas do antigo segundo grau, que pela idade dos alunos na amostra foi o alvo da investigação. Por fim, a relação entre crimes praticados por alunos e a proximidade das escolas deveria ter sido amplamente defendida e fundamentada pelos autores, caso contrario o trabalho pode ser publicado até na bíblia, mas seus resultados continuariam esdrúxulos.

  • Paulão

    -

    19/6/2012 às 12:11 am

    Boa noite Reinaldo,
    Acho que, com esse vermelho e azul, você vai encher a bola, sem necessidade, de um superdiplomado e analfabeto social, realizador de pesquisas encomendadas pela petralhada, com a finalidade de desprestigiar os governos de oposição ao pt. Faz parte da campanha “Nunca Mais Um Tucano No Poder”.
    Quanto à redução da criminalidade em SP, o verdadeiro motivo é que o Brasil foi campeão do mundo em 2002 e o Cafu fez aquela homenagem aos moradores do Jardim Irene na camiseta. A euforia e a alegria da população paulista propensa à criminalidade foram tamanhas, que levou a uma mudança de comportamento e, em conseqüência, à redução da criminalidade.
    OBS. Não ganhei nada para elaborar essa sensacional tese!

  • renato

    -

    19/6/2012 às 12:06 am

    SE esse prof. fosse dos bão mesmo, teria ficado por lá …

  • renato

    -

    19/6/2012 às 12:04 am

    Enquanto nisso… na terra do não-faz-de-contas: A taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% em 17 anos, de 1992 a 2009, de acordo com a pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

  • Mimi

    -

    18/6/2012 às 11:52 pm

    Acho que o método e a conclusão do estudo sobre os efeitos da Bolsa-familia sobre a criminalidade em São Paulo podem ser debatidos e contestados, mas o autor foi bem claro em sua resposta que, para determinar os efeitos da BF sobre a criminalidade em outros locais, depende de haver dados sobre aquela localidade. Entendo que uma conclusão sobre os efeitos da Bolsa-família em SP não implica que a BF teria efeito igual, ou oposto, na Bahia. Para chegar a essa segunda conclusão, seria necessário realizar uma pesquisa na Bahia e comparar os dois resultados. É essa a razão de que ele não pode garantir nada, ou estaria sendo um palpiteiro, não um pesquisador. E me desculpe, mas Stanford é uma puta universidade, se eu tivesse uma pós lá também usaria como credencial, aliás, é comum os PhD colocarem a sigla logo após o seu nome. Assim como logo abaixo do seu nome vem a explicação de que este é um dos blogs mais lidos dos Brasil, cada um exibe as credenciais que dão credibilidade em suas respectivas áreas. O que não quer dizer que o trabalho dele, e o seu, não possam ser contestados, mas creio que fazer isso sem ler o estudo na íntegra, mas baseado em matéria ligeira escrita para um jornal, não foi correto. Vc é um formador de opinião, alguns leitores te seguem como a um guru, aplaudem o que vc aplaude, e batem em quem vc bate. Todo mundo sabe que vc é admiravelmente inteligente e culto, mas não vai me dizer que contestou o latim do Vaticano só de ouvir falar, sem checar a fonte.

  • Oliveira

    -

    18/6/2012 às 11:51 pm

    Ah! Outra coisa, não fui fazer o doutorado em Stanford porque dizer que o bolsa família diminui a criminalidade é dizer também que pobre é bandido. Uma canalhice sem tamanho!
    Em São Paulo, cidade e estado, a criminalidade diminuiu porque…tem polícia! Simples assim.

  • anacleto

    -

    18/6/2012 às 11:40 pm

    Ja dizia o velho ditado saxão: “to the man with a hammer, everything looks like a nail”

    Não deixe que a ideologia suprima sua capacidade de analisar os fatos. O que o trabalho mostra é que a Bolsa Família é um fator que reduz a criminalidade, o que, usando um pensamento pragmático como o seu, é mais que óbvio.

    Se o bandido potencial tem mais renda na família ou algo com o que se ocupar, naturalmente estará menos propenso a cometer um crime. Fazendo uma analogia com a esmola, aquele pivete que consegue convencer suas vítimas a lhe darem voluntariamente o dinheiro estaria menos propenso a roubar. Isso é óbvio.

    O que o senhor pode contestar, e que acho plenamente válido, é se o custo de pagar Bolsa Esmola para milhões de pessoas compensa esse benefício na redução da marginalidade. Temos de um lado esse efeito positivo (e mais alguns outros) e os efeitos negativos.

    Julgar se uma política pública é benéfica envolve comparar os benefícios com os custos e não ignorar a existência de efeitos positivos.

    Quanto ao aumento da violência no nordeste pense no caso de um incêndio florestal. Por mais que brigadas de incêndio sejam deslocadas para apagá-lo o fogo continua a se alastrar até que venha uma tempestade. Isso, porém, não significa que bombeiros não tenham efeito sobre o incêndio, como a sua linha de raciocínio levaria a crer…

  • Oliveira

    -

    18/6/2012 às 11:39 pm

    É por essas e outras que não fui fazer o doutorado em Stanford…

  • Guilherme Brittes

    -

    18/6/2012 às 11:34 pm

    Puxa, é lamentável. APUC-RJ já nos deu coisa melhor – vide Plano Real.

  • Carlos Lopez

    -

    18/6/2012 às 11:33 pm

    Obaaa!

  • Rodolfo

    -

    18/6/2012 às 11:23 pm

    VAIDADE de VAIDADES, tudo é VAIDADE! (Eclesiaste 1)

    Esse pessoal muito acadêmico demais e sem EXPERIÊNCIA de VIDA, normalmente são muito VAIDOSOS, adoram títulos, CVs recheados de “papers” disso e daquilo…
    Quando são contestados, viram “macho” e tentam desqualificar o outro!
    O cara achava o quê? Que ia se vender ao PT e ninguém iria falar nada? Queria passar despercebido?
    Fala sério, “Dotô”!

  • Adolfo

    -

    18/6/2012 às 11:23 pm

    Caro Reinaldo,

    Acho que você está errado nessa discussão. Você tem um excelente ponto: prender bandidos reduz a criminalidade. Mas esse ponto não é contrariado pelos autores. O ponto deles é outro. Acho que voce esta sendo muito agressivo, e com todo respeito que tenho por ti, não me parece que voce tenha o conhecimento estatistico necessario para criticar um trabalho com essa sofisticacao econometrica.

    Que tal uma entrevista com os autores do artigo? Voce vera que sao pessoas razoaveis e que estao tentando contribuir com o debate.

    Eu escrevi um post sobre o que penso dessa discussão. Se nao for possivel publica-lo como comentario, por favor, tente dar uma lida. Voce eh um excelente analista politico, mas nesse ponto esta equivocado.

    A Radicalização do Debate Científico e a Ofensa como Regra: http://bdadolfo.blogspot.com.br/2012/06/radicalizacao-do-debate-e-ofensa-como.html

    Adolfo Sachsida

  • Nassau

    -

    18/6/2012 às 11:22 pm

    Feiticaria na Econometria nao existe, afinal de contas econometria adapta métodos matemáticos a grandezas econômicas. A econometria, assim como a estatística, é quase uma extensao da matemática. Por isso, as aulas de econometria sao oferecidas como matérias optativas para os matemáticos – valendo como crédito. Além disso, muitos professores de econometria sao matemáticos ou têm uma formacao matemática muito sólida – embora a cátedra pertenca à faculdade de economics. Nao há nada mais matemático em economics do que econometria. Por isso mesmo, a matéria costuma ser a menos querida dos alunos dessa faculdade. É impossível feiticaria em econometria, assim como é impossível fazer milagre na matemática.

    Apesar disso, você tem toda razao em afirmar que o que ele faz é feiticaria. Da mesma forma que é possível fazer um uso malandro de estatística e matemática, também é em econometria.

    Duvido que ele seja da econometria mesmo. Poderia até ser da microeconometria, que consiste na aplicacao de econometria à microeconomia, sem estudo prévio dos fundamentos matemáticos. Nessa área acontecem muitos estudos obscuros.

  • WEIMAR

    -

    18/6/2012 às 11:21 pm

    ESSES ANÔNIMOS!…

    Mais difícil do que buscar saber o que seja um “grupo de tratamento” ou um “grupo de controle” é buscar saber quem se esconde sob o anonimato. De qualquer forma, nada disso importa. É gente ou coisa sem nome, sem importância. Provavelmente, quem sabe?, será também sem-vergonha.

    Weimar

  • -

    18/6/2012 às 11:17 pm

    Ô meu, não vai dar.

    Tô indo dormir.

    E amanhã não tenho tempo e nem internet, ô droga!

    Tá bom, eu aguento. Paciência.

    Amanhã noite leio, assim aprecio teu texto e curto a seção de comentários rsrsrs.

  • Angelo Losguardi

    -

    18/6/2012 às 11:04 pm

    É isso que virou a Educação no Brasil. E é por isso que essa gente é inimiga feroz do homeschooling. Escola virou local pra aliciamento e doutrinação esquerdista. O que mais tem nessas universidades é gente de quatro pro pt, tentando cada qual de forma mais vexaminosa disputar quem presta mais vassalagem.

  • Andre, do Texas

    -

    18/6/2012 às 10:52 pm

    Esse Doutor parece que se esqueceu de como se faz pesquisa seria. Causa e efeito eh uma coisa dificil de se provar; no minimo, precisa-se identificar todas as possiveis variaveis independentes potencialmente identificadas como contribuintes para o ‘efeito’ e tentar, com bases em dados, avaliar as relacoes de dependencias e correlcao.
    Alguns dos leitores do Rei tambem sao Doutores nas mais diversas areas do conhecimento, prezado Joao. Entretanto, se voce ainda nao reparou, quanto aa logica, titulos sao despreziveis – papeis que amarelam na parede.

 

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