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Reinaldo Azevedo

Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

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Reinaldo Azevedo, jornalista, escreve este blog desde 2006. É autor dos livros “Contra o Consenso” (Barracuda), “O País dos Petralhas I e II”, “Máximas de Um País Mínimo — os três pela Editora Record — e “Objeções de um Rottweiler Amoroso” (Três Estrelas).

Belo Monte e as Magdas e os Magdos da TV Globo. É o maior Festival de Besteiras jamais ditas num vídeo. E olhem que a concorrência é grande!

Por: Reinaldo Azevedo

Há dias estou para tratar do assunto. Os leitores também estavam cobrando. Mas os remelentos, as Mafaldinhas e alguns de seus professores aloprados tomavam o meu tempo… Vamos lá.

Vocês sabem muito bem o que penso sobre o governo do PT, petistas e congêneres. Vivo aqui fazendo as contas de todas as promessas que a presidente Dilma Rousseff não vai cumprir: creches, UPAs, UBSs, quadras nas escolas, casas… Mais ainda. Fui crítico do rumo que tomou o leilão e o financiamento da usina de Belo Monte. Aqui está apenas um dos textos que escrevi a respeito. Ao exigir um preço muito baixo para o megawatt-hora, o governo Lula — e a área estava sob o comando da então ministra Dilma — espantou o capital privado, e, na prática, o Tesouro acabou assumindo encargos e riscos excessivos. Muito bem! Essa é uma crítica procedente. E não é só minha. Considerar, no entanto, que a usina é desnecessária ou que o Brasil não pode mais fazer hidrelétricas, aí não dá! Aí estamos diante de uma estupidez que vai além do aceitável!

Todos vocês conhecem o vídeo — uma cópia esfarrapada e apenas mais ou menos assumida de uma campanha surgida nos EUA em defesa do voto (já chego lá) — em que alguns atores globais falam sobre a Usina de Belo Monte e tentam convencer o público de que ela é uma desnecessidade. Fosse eu outro, embarcaria na onda. Poderia pensar: “Como o governo não vai mesmo voltar atrás, esses artistas acabam colaborando para dar uma queimada nos petistas; não gosto deles. Tudo o que é contra o PT me serve!” Mas eu não entro nessa, não! Quando gosto, digo “sim”; quando não gosto, digo “não”. NEM TUDO O QUE NÃO É PT ME SERVE. Há obscurantismos maiores e potencialmente mais perversos no Brasil. A nossa sorte é que não são ainda tão articulados. E o “marinismo” — sim, derivado de Marina Silva! — é um deles.

Nunca antes na história destepaiz tantas bobagens, mentiras, parvoíces, sandices e vigarices intelectuais foram articuladas em meros cinco minutos! É uma coisa espantosa! É claro que todos aqueles “bacanas” estavam ali exercendo o seu ofício, por mais “engajados” que estejam. Falavam um texto sei lá escrito por quem. A direção é de Marcos Prado, produtor de Tropa de Elite e integrante de um tal movimento “Gota d’Água”, que responde pelo trabalho. Um dos líderes é um ator chamado Sérgio Marone, que também atua. Não sei quem é nem fui atrás de saber. Segue o vídeo. Volto depois.

Maitê Proença, essa eu conheço, já tirou o sutiã, estou certo, por melhores motivos. Eu vou fazer aqui uma continha que talvez a deixe um tanto constrangida. Um dos atores — não sei o nome; era o irmão mais chato da novela chata do Gilberto Braga — diz com aquele ar severo e desafiador de Hamlet diante do usurpador do trono: “A usina de Belo Monte vai alagar, inundar, destruir 640 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica”. Pois é…

Por que Maitê deveria ter ficado com o seu sutiã, ao menos nesse caso? Prestem atenção. A Floresta Amazônica toda tem 5,5 milhões de km², 60% dos quais no Brasil (3,3 milhões de km²). Logo, aqueles 640 representam 0,012% do total da floresta e 0,019% da parte brasileira. Vou ter de ser didático. Digamos que Maitê pese 58 kg: 0,019% do seu peso corresponde a 0,01102 kg — seu sutiã é muitas vezes mais pesado. Não sei quantas porque ignoro o peso da peça. Nunca o vi por esse ângulo. Aliás, associado a uma hidrelétrica, também é a primeira vez. Digamos que Marcos Palmeira pese 70 quilos; no seu caso, aquele 0,019% corresponde a 0,0133 kg. Uma de suas orelhas, dada a comparação, equivaleria a muitas usinas de Belo Monte…

Ator, cineasta, malabarista… As pessoas são livres para dizer o que lhes der na telha. Quando, no entanto, fazem um trabalho como esse porque se sabem figuras públicas e pretendem interferir no comportamento das pessoas, aí não podem mentir. Ou até podem. Mas têm de ouvir o contraditório e se explicar. A usina não vai desalojar índio nenhum! Isso é uma grande falácia, usada para mobilizar personalidades internacionais para a causa. Haverá, sim, populações ribeirinhas, mas não indígenas, que terão de sair de algumas localidades. Desde que sejam reassentadas com dignidade, a chance de que a vida delas melhore, já que vivem no abandono, é gigantesca. Sem contar que a Constituição e as leis democráticas consagram o direito que a sociedade tem, por meio de seus orgãos de representação, de fazer desapropriações.

O que mais impressiona nesse vídeo cretino é que, notem!, ele não é contra apenas Belo Monte em particular. É contra a energia hidrelétrica como um todo!!! O fanático que redigiu o texto descobriu que ela também é uma energia suja. E aí vem aquele que, pra mim, é o grande momento. Ainda de sutiã, Maitê Proença faz um ar sábio, de quem estudou profundamente o assunto, e indaga: “De onde tiraram essa idéia de que hidrelétrica é energia limpa?” Huuummm… Ela parece saber mais do que nós. Um dos filhos de Chico Anysio, também não vou pesquisar qual, sei que é humorista, faz o contraponto, o bobo, o ingênuo, e diz: “Energia elétrica é energia limpa; é muito melhor que usina nuclear e carvão”. Bem, é mesmo! Mas não no vídeo! Então Letícia Sabatella assombra o mundo: “Seria energia limpa se fosse no deserto, mas na floresta?”

Heeeinnn??? Quer dizer que energia hidrelétrica só seria limpa se fosse produzida no deserto? Fico aqui a imaginar um rio Xingu ou o Amazonas cortando o Saara. Suspeito que deserto não seria, não é mesmo? Parece piada! Mas eles estão falando a sério! Depois engatam a defesa das energias eólica e solar como se tais projetos fossem financeiramente viáveis no médio prazo ao menos e pudessem mesmo gerar a energia de que o país precisa. Uma coisa é desenvolver fontes alternativas no terreno ainda da pesquisa e da experimentação e buscar modos de torná-las viáveis economicamente. Outra é considerar que elas podem ser uma matriz energética. Qual é a hipótese desses gênios? O mundo ainda não é movido a vento por quê? “Por causa dos grandes interesses”, logo responde o dublê de ator e pensador. Sei. E por que não haveria “grandes interesses” nos ainda caríssimos aerogeradores???

Um terço da capacidade?
A mais desonesta de todas as críticas é a que sustenta que a usina vai gerar apenas “um terço de sua capacidade”, conforme diz um dos ignorantes convictos, também não sei quem. Ai, ai… Assim será porque se decidiu fazer a usina pelo sistema fio d’água, sem reservatório, justamente para diminuir o impacto ambiental, o que já é temerário. Belo Monte terá capacidade para produzir até 11.233 MW, mas vai gerar, na média, 4.571 MW médios. Por quê? No período chuvoso, funcionará com potência máxima; na seca, cairá para 690 MW por causa justamente da falta de reservatório.

SE HÁ ALGUMA ESCOLHA ERRADA EM BELO MONTE, E HÁ, ELA ESTÁ JUSTAMENTE EM TER CEDIDO À PRESSÃO DOS AMBIENTALISTAS ALOPRADOS. Olhem aqui: ainda que Belo Monte alagasse uma área 20 vezes maior (11.280 km²) — fazendo, pois, o reservatório —, isso corresponderia a 0,34% da parte brasileira da Floresta Amazônica. Se Letícia Sabatella pesa 57 kg, um alagamento de Belo Monte 20 vezes maior corresponderia a 0,19 kg do seu peso. Seu cérebro consegue ser bem mais pesado do que isso… Será que essa gente tem noção da besteira que está falando ou acha que matemática é coisa de reacionários que não gostam do meio ambiente?

Mesmo com Belo Monte, Jirau e Santo Antônio produzindo, mas sem os reservatórios —  para proteger os bagres da Maitê, da Sabatella e da Marina —, o Brasil passa a correr riscos no período de secas e terá de recorrer, sim, a sistemas de emergência, como termelétricas, por exemplo. Vale dizer: o país já deu atenção demais aos bagres e atenção de menos às pessoas.

A falácia do preço
Outra coisa ridícula é essa história dos R$ 30 bilhões. Sim, eu fui um dos grandes críticos do peso excessivo que o Estado vai ter na construção de Belo Monte. Lá está o link. No arquivo, há outros textos. A iniciativa privada deveria estar bem mais presente. Mas daí a tentar provocar a indignação com essa coisinha estúpida: “É o seu dinheiro! Dos impostos!” Certo, especialistas! E a energia será gerada para quem? Para os marcianos? Quem será o beneficiado?

Artista pode falar. Não há lei que proíba. Mas também não há lei que os impeça de estudar, de se informar, de fazer conta, de ter senso de ridículo. Notem o arzinho enfatuado com que se dirigem ao público, com pose de especialistas. Murilo Benício, com a sua habitual cara de quem acabou de acordar, diz, com laivos de ironia sonolenta, que “índio quer educação, conforto…” E não quer??? Ary Fontoura faz blague: “Índio precisa de antibiótico”. Por quê? Não precisa??? Ciça Guimarães, na linha “a loura tonta”, pergunta: “Ainda tem índio no Brasil?”

Tem, sim, minha senhora! Proporcionalmente, eles são donos da maior fatia do território brasileiro. Correspondem a 0,7% da população brasileira (isso porque mais gente passou a ser “índia” depois das dermarcações) e tem sob seu domínio, hoje, 13% do território do país. Eu tenho a certeza absoluta de que todos ali, sem exceção, ignoram esses dados. Eu tenho a certeza absoluta de que todos ali, sem exceção, ignoram que o Brasil, se crescer de forma sustentada a 4,5%, 5% ao ano (e, para reduzir a pobreza num ritmo mais acelerado, seria preciso mais do que isso), corre o risco de sofrer apagões. Apagões que punirão os pobres, não os bacanas da TV Globo (volto a esse particular no encerramento do texto).

Plágio
O vídeo é um plágio admitido, mas não com a devida ênfase, do projeto Five Friend – Vote, produzido por Leonardo DiCaprio e dirigido por Steven Spielberg em outubro de 2008. Caprio, aliás, já se prontificou a gravar um vídeo contra Belo Monte. SABE TUDO A RESPEITO!!! Naquele caso, pedia-se a adesão de cinco pessoas; os nossos atores pedem de 10. Nos EUA, vá lá, tratava-se de convencer as pessoas a comparecer às urnas —
num país onde o voto não é obrigatório. No caso de Belo Monte, a história é um pouquinho diferente. Vejam, se quiserem, a realização da idéia original. Volto para encerrar.

Voltei
Há, como se vê, uma diferença entre o engajamento em favor do voto e uma campanha que tem, evidentemente, um sentido político, com óbvio viés ideológico. O “marinismo” é alma desse troço, como era daqueles outros vídeos contra o Código Florestal — com o mesmo rigor científico, diga-se. Nesse caso em particular, queira ou não, a Globo, que põe no ar todos os dias esses rostos, acaba comprometida com a causa que seus astros abraçam. É inevitável! “Ah, eles podem dar a opinião que quiserem como cidadãos”. Huuummm. Cidadãos tentam convencer as pessoas com argumentos, não com a força de sua popularidade. No caso, essa popularidade foi conquistada não exatamente porque esses astros sejam notórios por seus conhecimentos na área de energia elétrica, meio ambiente e… matemática, não é mesmo? F
aces identificadas com a emissora, há que se lembrar o seu compromisso  com a verdade.

É isso. Letícia Sabatella continua a perturbar o meu juízo: “Hidrelétrica seria energia limpa no deserto“. Ela deve ter querido dizer alguma coisa, cujos sentido me escapou. E isso sempre me deixa muito perturbado…

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Comentários

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672 comentários
  1. Danilo Guimarães Lima

    Excelente texto! Uma resposta perfeita para cabeças-de-vento globais. Merecia um vídeo como réplica! De preferência, sendo feito por gente bem escrachada, como o pessoal do “Porta dos Fundos”.

  2. João

    É interessante como se reduzem as coisas a simplesmente dados estatísticos… Será que todas as espécies que existem naquela região existem em todas as outras regiões da Amazônia? Não posso afirmar com certeza, mas acho que não. Fora que a Amazônia não está inteira, não está intacta. Já foi muito destruída, muito desmatada, e a gente vive na ilusão de que nada aconteceu lá até hoje. Será também que as condições de vida dos ribeirinhos melhorariam? Tenho minhas dúvidas. Por fim, também achei a frase da Sabatella tosca: parece até que não existe biodiversidade no deserto. Mas, como disse o amigo aí de baixo: é de árvore cortada em árvore cortada que a gente chega num deserto.

  3. pedro pinheiro dos santos

    um bom exemplo e o estado de são paulo que esta numa situação critica o fornecimento de água se vc voltarem ao passado vai descobrir como vai ser futuro do estado do PARA sem contar que e um dinheiro jogador fora sem contar o dano a população que sofrem com o clima da região.

  4. vilmar

    Deveria ter se atentado aos argumentos, comparar com peso de sutiã, péssimo argumento. E é cortando árvore a árvore que teremos um deserto.

  5. Hamilton Moss

    Como o vídeo dos Globais falando bobagem voltou a circular aqui no face, é bom repetir as melhores respostas que também circularam quando as megabobagens foram ditas ….

  6. Roberto Pinheiro

    Nunca li tantas verdades.

  7. cussado

    faso egenaria eletica e acho que o brasil tem muito acreser na enegia renovavel por que ela nao causa dano ao meio ambiente e digo e repito ela e limpa assista ao progeto gota dagua dos atores da globo eles esplica direito muito legal diga nao a belo monte xooo vamo pa rua meu povo ninguem auguenta mais essa robalhera belo monte vei so pra usar 50% de sua capacitade devemo bloqea aseso dos enpleitero na obra esses vagabdo nao pode mas mecher nas terra dos indio se eles qer guerra nos dad guerra vao ver o qe e bom pra toce a enegia elica e a melho tem vento no brasil todo e ele nao gasta se forse enegia linpa era no decerto do saara muda brasil

  8. Anónimo

    ReinaldoXXXXXXXX na cascuda!

  9. Welton Braz

    Quanto ao vídeo nada de novo. Estamos acostumados a vermos estes rostinhos lindos diariamente, sempre dispostos a nos remeter às verdades mais relevantes para a nossa cultura do “não crescimento”. Portanto, o povo brasileiro têm despertado o amor cívico, abraçado causas e, acima de tudo identificado àqueles que, “em pele de cordeiro”, têm contribuído para o subdesenvolvimento e a escravidão intelectual da nação. O povo segue!!!

  10. Francis Dorneles

    Discordo também, estamos agredindo de mais a natureza e ela esta dando sinais, com furacões, enchentes, terremotos. Com toda a tecnologia que temos, uma delas inacabável, a energia solar, poderia ser utilizada para esse fim. Temos plena capacidade de preservar a natureza e suprir nossa necessidades.

  11. rodrigo

    mas e assim, de orelha em orelha que si perde todo o corpo…

  12. Roberson Melo

    Discordo plenamente, pesquise mais sobre os impactos ambientais e os custos energéticos altíssimos cobrados dos brasileiros e verá o emaranhado de besteiras que está contido em sua reportagem. Obrigado

  13. Rafão

    Me desculpe Reinaldo, mas desta vez vou discordar de você. O cérebro desse pessoal não tem esse peso todo.

  14. Ailton

    Não concordo com ele. O jogo de argumentos dele envolve muito o passional e o pessoal. bjs

  15. Marcos Luiz Massena

    Veja o que pesquisadores brasileiros, professores do curso de Pos-Graduação em Energia e Meioa Ambiente, com trabalhos publicados em várias revistas cientifícas internacionais, acham deste assunto, em entrevista publicada no “O Globo”:

    Deu no Globo – Coluna Eco Verde:

    Há 15 dias circula pela internet, fazendo muito sucesso, um vídeo com 19 artistas famosos falando sobre Belo Monte. Numa espécie de jogral, nomes de peso como Ary Fontoura, Juliana Paes, Marcos Palmeira e Letícia Sabatella, fazem uma série de perguntas, afirmações e pedem aos internautas que assinem uma petição exigindo a paralisação imediata das obras da usina.

    A iniciativa, promovida pelo recém-criado movimento Gota D`Água, já conseguiu quase 1,2 milhão de assinaturas. No vídeo, a atriz Maité Proença chega a tirar literalmente o sutiã enquanto espera por mais uma assinatura virtual. Segundo o site, a ideia é “envolver a sociedade brasileira na discussão de grandes causas”. Belo Monte seria apenas a primeira delas.
    O problema é que discussão mesmo a produção tem muito pouca. O tom é de campanha contra o projeto mais polêmico do país nos últimos 30 anos. Alvo de dezenas de ações na justiça e até algumas cenas de violência.
    Por isso, oito perguntas dos artistas estão na coluna de hoje e serão respondidas por quatro especialistas: o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim; o ambientalista Marcelo Salazar, do Instituto Sócio Ambiental (ISA), que trabalha em Altamira, uma das cidades mais atingidas pela usina; e os professores da Coppe Emílio La Rovere, do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente; e Roberto Schaeffer, doutor em planejamento energético e membro do IPCC. Veja as perguntas e respostas :
    “Não haverá índios alagados, isso é verdade. Porém, três terras indígenas serão atingidas por uma seca profunda” (Marcelo Salazar, Instituto Sócio Ambiental – ISA).
    “Nenhum índio será removido e a vazão mínima do rio será mantida. Altamira não é exatamente um paraíso sobre a Terra. É uma região muito pobre. Pela primeira vez, em 35 anos, vejo o governo aproveitar um grande empreendimento para fazer política social. Essa é uma oportunidade única de desenvolvimento da região” (Emílio La Rovere, professor da Coppe).
    “Nenhuma tribo será retirada. Serão removidas 4.300 famílias de ribeirinhos da área urbana que hoje vivem em palafitas, em condições deploráveis e receberão casas melhores” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).
    Pergunta 7:
    Serão construídas dezenas de hidrelétricas na Amazônia?

    “O Plano Decenal de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê 77 hidrelétricas para a Amazônia. Sem contar as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas)” (Marcelo Salazar, Instituto Sócio Ambiental – ISA).
    “Serão 18 até 2020. Algumas já estão prontas e outras já foram leiloadas” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).
    “O que importa não é o número de hidrelétricas, mas o tipo de usina. Tucuruí, Balbina e Samuel foram muito ruins. Ineficientes do ponto de vista energético e agressivas ambientalmente. Belo Monte é uma usina a fio d`água, não tem reservatório. Para o Rio Tapajós está sendo planejada uma usina plataforma, sem o impacto dos canteiros de obras” (Emílio La Rovere, professor da Coppe)
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    Pergunta 6:
    Dá para viver só com energia eólica e solar?

    “Sou insuspeito para falar. Estou ajudando a lançar a Carta do Sol, que sugere incentivos à energia solar. Mas achar que podemos viver só com eólica e solar é irrealista. Há uma inviabilidade aritmética” (Emílio La Rovere, professor da Coppe).
    “No caso da energia solar é impossível, porque é caríssima. A eólica será cada vez mais importante, mas teremos que fazer uma reengenharia do sistema” (Roberto Schaeffer, professor da Coppe).
    “Não existe país no mundo que funcione só com eólica e solar. Elas são complementares. A eólica, que está crescendo, é um ótimo complemento para as hidrelétricas no Brasil” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).
    Pergunta 5:
    Energia hidrelétrica é mesmo energia limpa?

    “Infelizmente, nenhuma fonte de energia é totalmente limpa, só a eficiência energética. Mas tente convencer as pessoas a usar menos televisão e ar condicionado” (Roberto Schaeffer, professor da Coppe).
    “Toda a energia tem os seus impactos, mas os da hidrelétrica são muito menores que os de uma termoelétrica, por exemplo. Na Europa, já tem ambientalista protestando contra os efeitos das usinas eólicas” (Emílio La Rovere, professor da Coppe).
    Pergunta 4:
    Essa obra vai alagar, inundar, destruir cerca de 640 km2 de floresta?

    “Qualquer hidrelétrica alaga grandes áreas. A opção são as térmicas a carvão, talvez usinas nucleares e muito gás. Isso seria melhor?” (Roberto Schaeffer, professor da Coppe).
    “Um estudo do Instituto IMAZON mostra que o desmatamento indireto pode chegar a 800 km2, talvez até mais de 5 mil km2” (Marcelo Salazar, Instituto Sócio Ambiental – ISA).
    “A área inundada será de exatos 503 km2. Mas, 228 km2 são do próprio leito do rio. A maior parte do que sobra já foi destruída por madeireiros e pela pecuária. Além disso, no entorno do rio serão replantados 280 km2 de Área de Preservação Permanente. No Brasil, a média de capacidade instalada por área inundada é de 0,49 km2 por MW. Em Belo Monte teremos 0,04 km2 por MW. Sem dúvida, o saldo é muito positivo” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).
    – Pergunta 3:
    Oito meses por ano a região ficará seca?

    “Por 4 meses a usina vai operar com total capacidade e no resto do ano será menor, podendo até parar completamente” (Marcelo Salazar, Instituto Sócio Ambiental – ISA).
    “A usina não vai parar. E o que importa é a capacidade média ao longo do ano, que é de 4.571 MW. A licença ambiental prevê uma vazão mínima de 700 m3 por segundo, na região da Volta Grande do Xingu, que é a mais crítica. Maior que a vazão mínima histórica, que é de apenas 400 m3 por segundo” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).
    – Pergunta 2:
    A usina vai custar R$ 30 bilhões e será paga com dinheiro público?

    “Não há clareza nos custos. Um ex-presidente da Eletrobrás José Antonio Muniz já citou valores na casa dos R$ 40 bilhões. E as empresas públicas e os fundos de pensão representam 74% do consórcio” (Marcelo Salazar, Instituto Sócio Ambiental – ISA).
    “Qualquer grande obra de infraestrutura no mundo é feita com dinheiro público ou com financiamento público. O que importa é o custo da energia que, neste caso, é muito barata, apenas R$ 78 o MWh. E os investidores, públicos e privados, vão ter retorno” (Emílio La Rovere, professor da Coppe).
    – Pergunta 1:
    Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo mas só vai usar um terço da capacidade?

    “Nenhuma hidrelétrica no mundo usa 100% da sua capacidade. Belo Monte tem 41% de capacidade, menor que a média brasileira, que gira em torno de 52%, mas é maior que a maioria das usinas americanas e europeias” (Roberto Schaeffer, professor da Coppe).
    “Para aumentar a capacidade da usina teríamos que fazer um reservatório maior. Abrimos mão de parte da eficiência energética em troca de eficiência ambiental. Quisemos alagar o mínimo possível” (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE).

  16. Hamilton moss

    Brilhante artigo. Lógica cristalina. Dados e argumentos corretos. Os brasileiros deveriam ter orgulho de Belo Monte pela capacidade de nossa engenharia conceber e executar uma obra que gera energia para o nosso progresso com o menor impacto ambiental possível. Impacto zero não existe. Qualquer atividade humana impacta o ambiente. A própria natureza é dinâmica e não estática. Equilibrar nossas necessidades com o respeito pelos limites da natureza e o bem estar individual com o coletivo são critérios que devem nortear toda obra de maior porte. Belo Monte faz isto de maneira brilhante. A tecnologia é uma conquista da civilização . Para respeitar o meio ambiente não é necessário voltar a viver nú no meio da floresta. Parabéns à engenharia brasileira por mais esta conquista.

  17. Andre

    Pessoalmente acredito que os artistas e hambientalistas nao tem do que se preocupar pois nao acredito que havera usina a curto prazo isso se houver usina . Ou o dinheiro sumira ou sera incrivelmente superfaturado .Ficaremos sem o dinheiro e sem a usina .

  18. wires

    O Brasil está se auto-destruindo com tantas Usinas, pense um pouco, com tantas matas sendo alagadas, desmatamentos, florestas queimando; daquí alguns anos a terra não vai suportar tanta pressão e vira o resultado: rios vão secar em contrapartida usinas deixarão de existir fora outros impáctos anbientais, vamos lá senhores ambiciosos parar de destruir a terra chega de pensar só em vocês e pensa um pouco na geração que está por vir.

  19. jefferson Paiva

    Olha. se vem da Globo já se pode duvidar da autenticidade dos dados, já que eles são mestres no assunto. Gostaria de questionar a idoneidade dos atores (gLOBAIS) os quais não tem nenhum conhecimento e a maioria deles e apradinhado , filho de alguem da globo ou que trasan com algun diretor e/ou outros tambem nunca conheceram o pátio de uma universidade, pra que o que import mesmo éo bundão. se fossem formados seia na fafista a faculdade dos surfista

  20. Joao

    Faltou responder uma coisa: quem PAGOU esse vídeo e originou essa campanha? A Globo? Algum empresario? Algum partido? Quem economicamente tem interesse que Belo Monte nao seja feito?

  21. Pedro Zago

    Reinaldo Azevedo não entendeu a ironia da Sabatella, pra mim é ironia, só pode.

  22. Gustavo

    Só hoje, ao fazer uma pesquisa, li esse artigo, e, embora concorde com muitas das críticas ao vídeo dos globais, infelizmente vejo que o artigo não é menos tendencioso… Trabalho no IBAMA, com o licenciamento ambiental dessas grandes obras, e vejo que os impactos socioambientais de hidrelétricas – no meu ponto de vista, os mais graves – são simplesmente ignorados, como por exemplo, ao se criticar a preocupação dos ambientalistas com o impacto aos bagres causados pelas hidrelétricas no Rio Madeira. Isso afeta pessoas, pessoas que fazem parte do meio ambiente afetado e que dependem dos bagres para sua sobrevivência. Pessoas causam e sofrem os impactos ambientais causados, não apenas aos bagres, mas diversos outros. É preciso considerar isso ao se discutir meio ambiente, e não tratá-lo como proteção de fauna, flora e paisagens apenas.

  23. A outra versão da história!

  24. mateus

    Quando vc chega de onibus no Rio “Maravilha” e ve aquela frase em um muro proximo a rodoviaria dizendo “99% das atrizes e atores da globo cheiram cocaina”, nao parece tao absurdo apos ver um video com tanta idiotice falada em um tempo tao curto.

  25. Cassio Gallate

    Fico feliz em ler algo que mostre ao povo mais jovem que não viveu a ascensão da Rede Globo na era militar onde a mesma sempre nos crucificou com visão miope dos fatos, protegendo os interesses de nosso Grande Irmão.

  26. é muito polemico esse assunto! Eu realmente queria entender a verdadeira história, e o que relamente está acontecendo. pq até agora não da pra entender nada, gostaria que algum profissional ou governo da área desse alguma satisfação para o povo brasileiro, pq o que até agora sabemos é um monte de disse que disse….eu até agora não tenho opinião fomada a esse respeito, só sei que esse video global é uma falta de criatividade e informação, eles acham que somos o que pra engolir qualquer coisa que eles dizem só pq eh alquem “importante”.

  27. évilla

    é muito polemico esse assunto! Eu realmente queria entender a verdadeira história, e o que relamente está acontecendo. pq até agora não da pra entender nada, gostaria que algum profissional ou governo da área desse alguma satisfação para o povo brasileiro, pq o que até agora sabemos é um monte de disse que disse….eu até agora não tenho opinião fomada a esse respeito, só sei que esse video global é uma falta de criatividade e informação, eles acham que somos o que pra engolir qualquer coisa que eles dizem só pq eh alquem “importante”.

  28. Paulo Afonso Fonseca

    Estes artistas deveriam se preocupar como brasileiro e com a corrupção, a alta taxa de impostos, e deixar esta parte técnica pra pessoas especializada no ramo.

  29. Giovani Filho

    Esse pais é ímpar. Aqui, a ignorância prospera no universo da intectualidade (pois assim eles se vendem querem ser vistos. Olha só que piada! Letícia Sabatela, a intelectual!). O lado bom da coisa é que o intelecto está, realmente, no universo da humildade. São as pessoas simples que vivem naquela região. O problema é que a empresa privada Rede Globo de Televisão (ávida por dinheiro, como é e tem que ser toda empresa) se vale do seu poder de ludibriar para confundir os amantes desses ídolos de pano. Que coisa mais ridícula esse vídeo! Pior só o vídeeo do jogo do Santos contra o Barcelona.

  30. Roberio

    Ate que fim, ví uma crítica de alguem que pensa como eu. Como empregado de uma empresa privada do setor elétrico, já estava achando que só nós estávamos vendo o óbvio, AMEM, nossas preces foram ouvidas. Obrigado Reinaldo

  31. Bruno

    obrigado (mesmo) por esclarecer a situação.

  32. Renan Milfont

    Finalmente um pouco de hombridade. Reinaldo Azevedo, obrigado por esclarecer a população brasileira sobre este vídeo estapafúrdio.
    Concordo com você, o erro principal do Governo foi ter cedido a pressões ambientalistas, o projeto poderia ser melhor e gerar mais energia.
    Tentam usar argumentos apelativos e sem sentido, um verdadeiro atraso para o Brasil.
    Acho que na época da Ditadura, as pessoas tinham o que falar, mas não tinham liberdade. Agora, em tempos democráticos, temos a liberdade, mas só se fala asneiras.

  33. Marcio Costa

    Parabens, pelo perfeito comentário, a midia e personalidades, nunca devem infernizar a cabeça das pessoas desinformadas.
    Tudo que eu estava pensando a respeito foi dito neste comentário.
    Adorei a forma simples e direta do assunto

  34. Reinaldo,

    Você, assim como grande parte das pessoas, está sendo a favor de Belo Monte pelos motivos errados.

    Não vou entrar no caso de discutir o vídeo dos Globais. O fato de ele existir, de terem falado bobagem, não desmerecem os reais argumentos de quem é contra, não desmerece a importancia das questões levantadas.

    Defende Belo Monte com MATEMÁTICA é o CUMULO do capitalismo desenfreado e da estúpida atitude humana de achar que pode destruir tudo para o seu próprio bem, que hoje resulta em um planeta totalmente desequilibrado, e que aos pontos está voltando o chicote para a bunda de todos nós.

    Não é porque durante décadas se destruiu grandes áreas verdes para o “bem da humanidade” que isso se tornou correto de ser feito. E usar matémática para justificar isso tampouco a torna. Não interessa que seja apenas 0,0001% da amazonia, interessa que é o local ERRADO para se fazer isso. Há todo um ecosistema ali que deve ser respeitado.

    Agora, isso também não quer dizer que devamos deixar o país ter um apagão. A humanidade é dependente de energia elétrica, isso é inegável e não há como reverter.
    Mas o que pode ser feito é projetos de tenham impactos menores no meio ambiente. Projetos que dividam a carga necessária entre vários métodos de geração de energia, pois as áreas necessárias não estarão concentradas, estarão mais divididas e consequentemente o impacto não atinge totalmente um ecosistema.

    Mas qual o entrave disso? Mais matemática, só que desta vez no formato de dinheiro.
    Me desculpem o linguajar, mas F*DA-SE que será 4x mais caro.

    Enquanto TUDO girar em torno do dinheiro, o mundo continuará esta grande M*RDA que se tornou, resultado de séculos de pensamentos capitalistas e imediatistas.

    É preciso acordar dessa utopia e começar a prestar a atenção no planeta, pois é dele que DEPENDEMOS. A hora que a natureza quiser, ela varre tudo daqui, e não há dinheiro que nos salve.

  35. Julio Gomes

    Tanto a rede Globo quanto a revista Veja defendem interesses os quais seus expectadores e leitores muitas vezes sequer tomam conhecimento. Esse blá, blá, blá de regrinha de 3 e o ataque às baboseiras faladas por esses artistas parecem também desviar a atenção ao que de fato interessa: Vale a pena? Se vale porque a iniciativa privada não se interessou pelo projeto, o Estado é quem tem que ser onerado? Sou eu quem paga a conta! Porque minha opinião não conta?

  36. Reinaldo,

    E se faltasse energia elétrica na hora em que esses artistas gravavam esse vídeo?
    O Ricardo Mauricio do charges.com.br responde essa questão: http://charges.uol.com.br/2011/12/12/cotidiano-nos-bastidores-do-video/

  37. Gerson Gomes

    Graças a Deus ainda tem gente com espirito patriota para vir á público esclarecer com dados técnicos o que os formadores de opinião tentam impor ao povo menos esclarecido,parabenizo o colunista Reinaldo Azevedo pela sua imparcialidade e esclarecimento sobre o feito.
    Não podemos viver mais num mais de boatos e mentiras, onde meia duzia de formadores de opinião tentam manipular a opinião pública sem o verdadeiro conhecimento da causa, depois estes mesmos voltam e chamam este povo de alienados.

  38. magda

    Sou Magda,com muito orgulho!Respeito é bom e eu gosto….
    A matéria da Veja com os ” meninos da Unicamp ” , foi muito boa . Os colegas, futuros engenheiros, trataram o assunto técnico de forma objetiva e esclarecedora, sem “verborréia”….

  39. Belo Monte e o movimento Gota D’Água –> http://www.youtube.com/watch?v=xnitmB22JtQ&feature=share

  40. Manoel Jorge Nobre

    O que mais me deixa estupefato com esse bando de alienados é a falsa sobriedade que assumem quando tecem críticas sobre problemas que absolutamente não conhecem. Tenho quase que certeza que parte desses indivíduos sequer botou os pés na amazônia (e não me refiro aos hotéis 5 estrelas de Manaus ou Belém), ou conviveu com o amazônida nativo (sim, porque para esse tipo de gente, e para muitos outros, o discurso é “salvem a amazônia” mas o amazônida que se “dane”, para não ser grosseiro usando outra linguagem). Se realmente fosse o caso, e não é, esse grupo de obtusos deveria parar de olhar o cisco no olho alheio e observar a trave dentro do seu, porque os mesmos que hoje gritam contra (sabe-se lá porque..talvez porque seja “cult”) uma obra que, a despeito de suas falhas, vai trazer desenvolvimento a região, literalmente devastou a mata atlântica e ainda hoje o faz com o pouco que resta; vide os condominios de luxo ainda expansão por toda a orla do sudeste e adjacências. Acho que se o indivíduo quer ter direito a fazer críticas pesadas a este tipo de investimento ou mesmo fazer jus a voto, nesse caso, seria bom passar uns dias a peixe e açai com uma das famílias de ribeirinhos que vivem a míngua (bem pior que os índios que eles usam como artífício para enriquecer discurso). Lamento, mas não dou o direito a pseudo-democrata de vir a público fazer exigências sobre problemas que, embora sim, lhes digam respeito, absolutamente não conhecem. Conhecam para criticar, e opinar. Antes que me esqueça. Quem vos escreve é um autentico paraense, amazônida orgulhoso de sua origem e que, bem diferente de muitos, nasceu e cresceu no seio da amazônia e conhece a fundo os problemas de sua região. Quanto ao texto acima, concordo em gênero número e grau. Acompanho o blog frequentemente e acho que Reinaldo Azevedo foi muito feliz porque conseguiu extrair, pelo menos, algo de bom, de um vídeo tão miseravelmente pobre, o riso.

  41. Bruno

    Prezado Magdo (acho que agora o apelido lhe cai como uma luva),

    Não teve coragem de assumir sua ignorância…deixou, então, de ser ignorância e passou a ser estupidez.
    Gente como voce representa a escória do que há no mundo. Não faz falta a ninguém. Além de não acrescentar nada de útil à sociedade, promovem a burrice e arrogância.

    Sabe o que é mais engraçado? Não me surpreendo nem um pouco com sua atitude. Pelo que voce escreve, da forma como escreve, e até por sua pequena fotografia… totalmente previsível. Uma tristeza…

  42. Diana Andrade

    Que bom que alguém resolveu comentar sobre esse assunto! Achei maravilhosa a forma como você comentou! Todos deveriam compartilhar esse texto. Eu já compartilhei.

    Obrigada.

  43. Sem plágio, faço minhas as suas palavras. Parabéns pelo texto e pesames aos globais, sempre se metendo em situações estapafúrdias e com ideias ilógicas.

  44. Edmilson Lopes

    Todos sabemos que a Globo é uma das principais representantes do quarto poder. Nesse papel, ela não tem a menor cerimônia de se engajar na defesa de seus interesses, mesmo que em detrimento do interesses da nossa nação. Ela detém todo um instrumental e dele se utiliza fazendo seus empregados mostrarem suas caras. Mas, quem deles diz não à ordem do Patrão??? – bem já que é para mostrar minha cara, que seja mascarado de uma ideologia que não sei qual é. Acho que é por aí que os artistas se justificam.

  45. Marcelo Mendes

    Caro Reinaldo,

    Se seus argumentos fossem tão bons quanto é grande sua indignação, talvez pudesse realmente contribuir de forma positiva para o debate.

    Alguns trechos são patéticos. O ápice foi justamente criticar (por duas vezes) a afirmação de que “hidrelétrica seria energia limpa se fosse no deserto”.

    ”Quer dizer que energia hidrelétrica só seria limpa se fosse produzida no deserto?” Eu é quem digo: Heeeeeinnnnn? Foi isso que voce entendeu da afirmação??? Não sei se rio ou se choro!!!

    Se voce não entedeu o que está por trás dessa fala, não entendeu nada, absoutamente nada do que foi dito no vídeo, o que simplesmente o desqualifica para escrever o texto acima. Não dá pra acreditar que foi escrito por um profissional.

  46. Helba Credidio

    Muito bom, sou super fã da forma que você escreve. Como tenho sintonia com seus pensamentos, mas, claro que não tenho sua maestria em formular as frases e lidar com as palavras. Curto muito os termos ousados que faz uso. Dá um tom leve e de humor no texto.
    O assunto do vídeo dos Globais falando sobre Belo Monte me incomodava bastante, sabia que o tom estava forçado e a realidade não poderia ser aquela. (nasci e cresci em uma cidade que teve uma hidrelértica em suas terras. Foi a melhor coisa que aconteceu, em centenas de anos, para a pequena Nova Ponte – MG. Minha casa foi ter esgoto depois da hidrelétrica). Mas não vem ao caso, voltando aos globais: Muito drama e pouca informação, pensava. Mas, o que falar? Eu, uma reles mortal contra milhões de pessoas e uma dessas pessoas é a Maitê Proença? Vou me ater a não compartilhar esse troço, mas que tá errado, está. Faltou “aquilo roxo” e clareza de pensamento para formular minhas palavras e fazer um texto com minha opinião. Aí, te leio, com todo respeito, parecendo que você me ouviu falar com meus próximos. Putz, fico feliz de compartilhar com alguém como você as mesmas linhas de pensamento. Permita postar seu texto no meu face.

  47. Ingenuidade é pensar que todos os artistas ali presentes realmente estão exercendo um ato consensualmente livre, não creio que tal campanha teria sido possível se de alguma maneira contrariasse os interesses da Rede Globo, com esta campanha a emissora reforça sua falsa imagem de neutralidade e ao mesmo tempo permite que se diga o que talvez ela mesma quisesse dizer, Trata-se de uma liberdade convenientemente concedida. “Uma no cravo e outra na ferradura”.

  48. guilherme rodrigues

    Caro Reinaldo
    Sou Amazonida ,Paraense,tambem não gosto da PaTuleia e tambem tenho minhas criticas a Belo Monte.Fiquei feliz com seu artigo,pois começamos a ver que existem tambem opinioes e manifestacoes que nao somente as alienacoes do brasil em relacao a Amzonia.Os arroubos “ecologistas ” ,e veja eu nao vou fazer pregacoes antiecologicas, tentam inviabilizar tudo o que sensato,e tambem nao quero dizer que bELO mONTE SEJA SENSATO,que se tenta fazer na região.Esses delirios e abobrinhas sao plantados na midia , e criam uma verdade nas pessoas do Centro Sul,que sem ao menos saber se a Amazonia e ao nort6e da Bahia , pois acima da Bahia tudo e Norte,viram profundos conhecedores e pior Juizes de tudo o que fazemos aqui.
    Obrigado pelo seu texto ,sobretudo por ter tido coragem de citar o Marinismo

  49. Antônio de Siqueira Campos

    Azevedo, belos comentários, mas concordo em parte com que a Bonotto disse. Só que ao meu ver, o projeto da usina de Belo Monte está envolvendo muitos interesses internos e externos que cabem discussão noutro lugar, mas um que está completamente subentendido nesse debate como pano de fundo é a QUESTÃO INDÍGENA. Pra mim, essa está carreando muitas outras, tanto a Ambiental quanto a da Soberania da Amazônia. Um fato que gostaria de levantar (relembrar) e que, talvez, possa esclarecer um pouco sobre muita coisa é a mensssagem que o sertanista Orlando Villas Boas deixou a respeito da Amazônia e da Questão Indígena as quais fazem parte de um todo maior a qual Belo Monte está inserido. Ninguém melhor que alguém que conheceu a região e soube das necessidades das pessoas que lá vivem pra fazer um alerta pra nação.

  50. Sérgio Mattos

    Eu realmente gostaria de saber como é gerada a energia elétrica consumida por estes artistas em suas residências, trabalhos, casas de campo/praia … Eles só se hospedam em hotéis que utilizam energia solar, eólica … ? Eles sabem de onde vem e como é gerada a energia que consomem? Eu moro na região Amazônica faz quase uma década … não falo nem dos índios, falo dos seres humanos e, analogamente, pergunto: “quem já bebeu água gelada quer voltar para a água quente”? Todo ser humano quer conforto, saúde, educação, cultura e o mais produzido pelo desenvolvimento, Os únicos a persistirem na vida primitiva do índio são os antropólogos lunáticos, os chamados “ecoxiitas” e os integrantes da FUNAI, pois deixaram de existir por falta de finalidade! Um baiano não deixa suas origens porque mora em outro Estado ou país. Continua comendo vatapá e rezando para seus orixás, se assim desejar! Os gaúchos criam seus Centros de Tradição Gaúcha por todo o país, vestem pilchas, tomam chimarrão e comemoram a Semana Farroupilha. Por que os índios, estejam onde estiverem, deixarão de dançar, falar seus dialetos, tomar o caxiri e homenagear seus Deuses? ABRE O OLHO … Quer defender a Amazônia? Vem morar aqui! Conheça seus reais problemas e comece a quebrar pedras. Ajude o desenvolvimento de seu povo, brasileiro também, seja branco, negro, caboclo, amarelo, pardo, índio, vermelho, azul, verde ou não. Fomente mais cultura e mais saúde, crie novos empregos, escolas e hospitais dignos, liberte muitos cidadãos do assistencialismo governamental da economia de contra-cheque e bolsas de todos os tipos. Quer mesmo participar? Vem quebrar pedra aqui !!!