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16/02/2012

às 18:38

Anti-semitismo – e inflação galopante – em pleno Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo — sim dos jornalistas! — promove até o dia 29 (começou anteontem) um “curso” intitulado “A questão palestina e o conflito no Oriente Médio”. À primeira vista, parece tudo certo, não? Quem não gostaria de saber mais a respeito? O texto no site informa a quem se destina o tal “curso”, a saber: “Para jornalistas e estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais interessados”. É um curso pago, com “desconto” para grupos. A tabela é esta:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados:
R$ 230,00 à vista ou 2 de R$ 115,00 ou 3 de R$ 100,00 (R$ 300,00)
Para jornalistas e estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais interessados:
R$ 300,00 à vista ou 2 de R$ 150,00 ou 3 de R$ 120,00 (R$ 360,00)

Uau! Como vocês verão, o arrazoado sobre o curso é tão requintado quanto a matemática financeira do sindicato. Notaram que a diferença entre o preço à vista e o a prazo para os sindicalizados embute uma majoração de 30,4% e, para os não-sindicalizados, de 20%. Isso em três meses!!! Ainda bem que o Sindicato dos Jornalistas não tem peso na cesta de preços que mede a inflação, não é mesmo? Isso à parte, vamos ao texto do sindicato que, sob o pretexto de combater o sionismo, mergulha no anti-semitismo mesmo! Ironia macabra: o curso será ministrado no espaço “Vladimir Herzog” — um judeu!

Reproduzo abaixo, em vermelho, o texto de apresentação do curso. Comento em azul.

O domínio do discurso sionista sobre a questão palestina durou muito tempo. Só a partir do final da década de 1970, com a abertura dos arquivos dos sionistas para conhecimento público, e com as pesquisas dos chamados “novos historiadores” israelenses, esse discurso começou a ser contestado e passou-se a dar veracidade às narrativas palestinas sobre a Nakba (o processo que levou à criação do Estado de Israel e as consequências desse processo para o povo palestino).
É espantoso que um órgão de classe, que representa, em tese ao menos, todos os jornalistas, se dedique a tal indignidade discursiva. Definir a palavra “nakba” como “processo que levou à criação do estado de Israel” é uma vigarice intelectual, uma farsa. A palavra quer dizer “tragédia” ou “desastre” e tem uma marca militante: define o que os palestinos chamam “êxodo” da população árabe quando se criou o estado de Israel. Boa parte das terras, não custa lembrar, foi comprada pelos judeus. Ainda que se possam debater as características e extensão da migração, não é essa a questão subjacente ao texto, não.
Só falam em “nakba” os que advogam a volta de todos aqueles que são chamados “refugiados” palestinos. Boa parte dos migrantes originais já morreu. Os hoje chamados refugiados, muitos divididos em campos espalhados por países árabes, são filhos, netos e bisnetos daquele grupo original. Foi a militância política palestina, que não aceitava a existência do estado de Israel, que concorreu para que não ganhassem a cidadania nos países onde nasceram. Estima-se o grupo original de migrantes em 700 mil pessoas. Hoje, essa população que a militância quer instalar em Israel somaria pouco mais de 4 milhões. É evidente que, se todos migrassem para Israel, o estado judeu seria extinto. E é preciso notar: a esmagadora maioria dos estimados 700 mil palestinos que deixaram a região o fez tangida pela guerra promovida pelos países árabes. É questão de fato, não de gosto. A Jordânia conferiu cidadania a uma boa parcela dos refugiados e a seus descendentes. Muitos, no entanto, continuam a viver em campos, em situação muito precária — a mesma realidade de outras nações árabes que não lhes conferem nem cidadania. Muito bem: o lugar em que os palestinos vivem com mais dignidade e com todos os direitos democráticos garantidos é mesmo… Israel! Sigamos com o texto do sindicato.

Nessa mesma época, especialistas responsáveis por pesquisas arqueológicas em sítios palestinos começaram a contestar a versão bíblica e propuseram uma nova teoria para explicar os textos sagrados – tarefa que o filósofo Benedito de Espinosa, usando conhecimentos de filologia e um estudo de muitos anos da Torá, já empreendera no século XVII.
É de arrepiar! O “Benedito de Espinosa” deve ser o Baruch Spinoza, hehe. Essa pegada supostamente “científica” busca deslegitimar Israel como a terra original dos judeus e, pois, pretende retomar a questão desde a origem, a saber: não se está questionando se os dois povos devem viver em seus respectivos estados. Nada disso! Essa abordagem sempre acaba concluindo que os israelenses têm de sair das “terras palestinas”. Não por acaso, recorre-se ao tal “Benedito”, justamente um judeu punido por… judeus.

Esses dois acontecimentos, na história e na arqueologia, seriam acrescentados aos casos levantados por pesquisadores palestinos em seu próprio país, com seu próprio povo, e mudariam a compreensão dos estudiosos sobre as raízes do problema que, iniciado em fins do século XVIII, até hoje abala a região da Ásia ocidental, ou Oriente Médio, conhecida como Palestina e Israel. Ao grande público, porém, esse conhecimento praticamente não chegou. As pressões sobre pesquisadores, autores, editoras, mídia, governos impediram a livre circulação desse novo saber. Por isso, não é de espantar que muitos jornalistas ainda não o conheçam. Trata-se de um assunto que, antes restrito a alguns círculos acadêmicos e políticos, somente agora começa a ser mais amplamente divulgado no Brasil.
Reparem neste trecho: “As pressões sobre pesquisadores, autores, editoras, mídia, governos impediram a livre circulação desse novo saber. Por isso, não é de espantar que muitos jornalistas ainda não o conheçam.” Estamos de volta à velha tese da conspiração judaica contra a verdade. É o retorno dos “Protocolos dos Sábios de Sião”. Os sionistas, esses malvados, seriam grandes manipuladores, sempre dispostos a contar a versão dos judeus. Ainda bem que vem agora a tal Baby para nos salvar.

No entanto, faltam referências aos que pretendem conhecer em detalhes a história de Palestina e Israel. A bibliografia, em árabe e em hebraico, dificulta ao leitor ocidental o acesso aos livros. Mas há muitos títulos em inglês, embora permaneçam desconhecidos do público por falta de divulgação. Há sítios confiáveis na internet, com fatos documentados, com rigor acadêmico, que podem ser consultados sem receio. Há organizações de direitos humanos que mantêm na web os resultados de suas pesquisas, também documentadas. Há juristas e advogados que deslindam os meandros jurídicos da questão, colocando artigos à disposição do público.
Notem que a “verdade verdadeira” está escondida em alguns meandros e livros quase secretos. Ela só precisa ser divulgada ao grande público. É o que o curso pretende fazer.

O objetivo do curso é abordar alguns dos principais pontos da questão palestina e contextualizá-los histórica e politicamente, para que o interessado possa conhecer um pouco da história de palestinos e judeus e iniciar sua própria pesquisa. Nesse sentido, será oferecida uma bibliografia básica, bem como alguns textos importantes para a compreensão do problema vivido por dois povos, o israelense e o palestino.
Como é? O interessado vai conhecer “um pouco da história dos palestinos e judeus”??? Bem, a boa-vontade com “os judeus” já está demonstrada, certo? O curso será ministrado por uma senhora chamada “Baby Siqueira Abrão”. Vamos ver quem é ela segundo o próprio sindicato.

Jornalista, pós-graduanda em filosofia política e relações internacionais com projeto sobre a questão palestina e suas consequências, Baby Siqueira Abrão também é autora de livros sobre filosofia, mitologia grega e divulgação científica. Mora em Ramala, Palestina, onde é correspondente do jornal Brasil de Fato e colaboradora dos sites Carta Maior e Opera Mundi. Veio ao Brasil para uma série de palestras, com o líder popular palestino Abdallah Abu Rahmah, sobre a questão palestina, com apoio da Embaixada Palestina no Brasil (embaixador Ibrahim Alzeben). Participou do Fórum Social Mundial (em 2012, Fórum Social Temático), em Porto Alegre, como representante do Comitê Popular de Resistência Não-Violenta contra o Muro e as Colônias de Bil’in (www.bilin-village.org; ver também www.popularstruggle.org) e do Palestinian Center for Peace and Democracy (PCPD, http://www.pcpd.org).
Bem, acho que isso tudo evidencia a independência intelectual de dona Baby. Sua companhia também não deixa a menor dúvida. O sindicato e o espaço Vladimir Herzog estão sendo usados para fazer proselitismo em favor da causa palestina e contra a exitência do Estado de Israel. O encadeamento do texto deixa clara a demonização do estado israelense. Pergunto: o sindicato abriria as suas portas para ministrar um “curso” sobre a outra versão? Acho que não.

O sindicato poderia promover um debate sobre a questão israelo-palestina? Poderia, sim. Não é o caso, como se nota. A entidade está é abraçando uma causa. Pela linguagem, é visível que se está questionando a própria legitimidade da existência de Israel, com o indisfarçável cheiro da acusação da “conspiração judaica”.

Encontrei um vídeo de dona Baby no Youtube. A sua abordagem sobre a questão tem momentos verdadeiramente indescritíveis, estupefacientes. Confesso que não tive paciência para ver tudo. Algumas pegadas, alguns momentos, já indicaram o tamanho da gigante intelectual.

Ela decide abordar o esforço empreendido pelas lideranças judaicas em favor da criação de Israel. A partir dos 5min13s, num momento raro de sofisticação intelectual e rigor histórico, diz Baby:
“Como a Europa, na verdade, não agüentava mais a questão judaica, que era muito complicada, inclusive em relação a trabalho e em relação a pessoas que se dispunham a fazer greves e tudo mais, eles [governos europeus} queriam é se livrar desse problema [os judeus]. Então eles [governos europeus] apoiaram, sim, eles apoiaram a idéia de que os judeus fossem pra muito longe da Europa (…)”

Aos 8min14s - “E eu conheço muita gente, principalmente os anarquistas israelenses, contra o muro, que já disseram que, havendo dois estados, eles vão mudar pra Palestina porque eles não têm nada para fazer num estado judeu”.

Acho que já está de bom tamanho, né? Como a gente pode perceber, nem judeus agüentam judeus, né, como já sabia o Benedito…

É o fim da picada!

Por Reinaldo Azevedo

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124 Comentários

  • Sérgio Storch

    -

    27/2/2012 às 3:55 pm

    Caro Reinaldo, esta pessoa realmente é de seriedade e caráter duvidosos. Temos testemunho de uma pessoa que assistiu à palestra que você mencionou, do líder palestino da resistência não violenta em Bil´in, Abdallah Abu Rahma, um líder autêntico palestino cuja linguagem nem porisso demoniza aos judeus e ao Estado de Israel. Essa senhora foi a tradutora. Minha amiga fala árabe fluentemente, e pôde constatar a vigarice da tradução, em tempo real, comunicando-a ao próprio Abdallah, em email que eu posso lhe enviar. Como muitos judeus no mundo todo e também em Israel, sou crítico à política israelense de ocupação dos territórios e às violações de direitos humanos por Israel (comparações com violências de proporções incomparavelmente maiores nos países árabes não as fazem menos criticáveis). Não concordo com vários dos pontos que você coloca (em especial a igualdade de direitos dos árabes em Israel), mas o teu vigor no desmascaramento dessa falsa intelectual é fundamental para que judeus e árabes no Brasil, e direita e esquerda, possam se unir na pressão aos governos do Oriente Médio (especialmente Netanyahu, cuja provocação constante com a construção de mais assentamentos é um insulto ao direito internacional) para que o processo de paz não volte à estaca zero.

  • Geneuronios

    -

    24/2/2012 às 6:19 pm

    Reinaldo, li o seguinte trecho de um livro de um escritor judeu …
    “Os sionistas transformaram o velho testamento, livro de teologia, em livro de história.
    No final do século XIX, eles não apenas inventaram um povo, mas também forjaram sua “história”. Isso aconteceu negando fatos históricos e transformando mitos em falsas verdades, para justificar a ocupação da Palestina e expulsão do seu povo.
    E como previsto, isso resultou na criação de uma entidade anômala, que vive até hoje uma grave crise de identidade.
    Sand explica que Israel se define como Estado judeu e democrático e isso é contraditório. Um país que discrimina um quarto de sua população, autóctone, os não-judeus, não é democrático.
    Shlomo Sand, no seu livro, mostra o primeiro passo ao rumo da verdadeira reconciliação e paz justa na região: reavaliar não apenas os mitos israelenses, mas também a própria ideologia sionista, com sua exclusividade “racial” e falsidade histórica.”
    Reinaldo, pretendo conhecer mais sobre a história do povo judeu, o livro deste escritor é confiável?

  • Geneuronios

    -

    24/2/2012 às 9:44 am

    Sérgio-16/02/2012 às 22:47 …
    Moderador, favor retirar este comentário do Sérgio, ele está CHATEANDO com a Cassandra. O blog do Reinaldo NÃO é para isto, conforme você mesmo disse.

  • Kaos

    -

    23/2/2012 às 1:48 pm

    O que é o Estado senão a máquina teológico-política definitiva – e o que é isso senão a organização que se volta à monopolização da linguagem e se afirma pela chantagem permanente da dívida, tornando o todo incompleto para lhe completar na forma de dependência. Felizes foram os GERMÂNICOS ao cunharem numa única palavra, schuld, que resolve a presente questão: culpa e dívida, se podemos argumentar que andam de mãos dadas na nossa língua portuguesa, em alemão elas já estão compreendidas num único termo.
    O casamento JUDAICO-HELENICO que resulta no que chamamos de Ocidente gira em torno disso: se, por um lado, foram os JUDEUS que inventaram o Padre e a relação de dívida, isso só adquire o status atual no momento em que acontece o seu encontro com as instâncias da mediação trazidas pela própria filosofia platônica, uma sistematização da própria experiência política ateniense – não colocaria a política como uma filosofia primeira, mas como locus de conflito do qual verteu a filosofia.

  • Kaos

    -

    23/2/2012 às 1:21 pm

    MODERADOR EXPLICA: Caro Kaos, a área de comentários deste blog não é chat.
    Prezado MODERADOR: Favor eliminar os comentários do Sérgio, é conversa para os tais chats.

  • Ricardo R

    -

    22/2/2012 às 11:38 pm

    vamos ao fatos: como já dito antes: D. pedro II visitou a terra santa, e registrou fotos da desolacao e abandono. Já nesta epoca encontramvam-se povos árabes e judeus. No fim do seculo XIX, inicio do XX, iniciou-se o movimento judaico conhecido como sionismo, a volta ao lar, à terra santa, terra esta que alternava entre desertos e pantanos. os judeus imigrantes trabalharam a terra e desenvolveram-na. os senhores feudais arabes, que subjulgavam seu proprio povo, jogaram a sua culpa nos judeus. O eterno bode expiatorio. O resto nos já sabemos, judeus desterrados de nacoe arabes que foram acolhidos por Israel e arabes usados como bucha de canhao em uma regiao da qual identificavam como a grande siria – fronteira ao norte com a turquia e ao sul com o Egito. nao havia intencao de se formar estado Palestino, nem identidade palestina até a decada de 70. um estado judeu era uma afronta inaceitavel aos arabes, um enclave que deveria ser eliminado a qualquer custo. israel nao conquistou Gaza e Cisjordania dos Palestinos, mas do egito e da jordania (porque entre 1948 e 1967 estes paises nao criaram uma palestina?). Fracassaram pelos meios militares, e agora tentam erradicar os judeus e seu estado através de uma guerra de midia. alguem s elebra do stembro negro? grande massacre de arabes palestinos pelos arabes jordanianos! triste o papel do sindicato dos jornalistas que negam seu valoroso papel de informantes, para o de desinformantes.

  • Ricardo R

    -

    22/2/2012 às 11:15 pm

    os sindicalistas historicamente ligados a ideologia esquerdo -retrograda demoniza todos os aliados de seus inimigos – vejamos, se eles odeiam os Estados Unidos que sao aliados de Israel, tambem atacam estes. Esquecem os esquerdistas orfaos e carentes que Israel nasceu como nacao de cunho socialista, e que portanto ab initio recebeu apoio da extinta Uniao Soviética. Sao Requalques a flor da pele: a esquerda ainda nao curou suas feridas, primeiro pela surra que levaram dos militatares aliados do EUA, segundo pela queda e fim do comunismo, tentam se salvar levantando outras bandeiras. a da vergonha.

  • Ricardo R

    -

    22/2/2012 às 11:15 pm

    os sindicalistas historicamente ligados a ideologia esquerdo -retrograda demoniza todos os aliados de seus inimigos – vejamos, se eles odeiam os Estados Unidos que sao aliados de Israel, tambem atacam estes. Esquecem os esquerdistas orfaos e carentes que Israel nasceu como nacao de cunho socialista, e que portanto ab initio recebeu apoio da extinta Uniao Soviética. Sao Requalques a flor da pele: a esquerda ainda nao curou suas feridas, primeiro pela surra que levaram dos militatares aliados do EUA, segundo pela queda e fim do comunismo, tentam se salvar levantando outras bandeiras. a da vergonha.

  • Kaos

    -

    22/2/2012 às 10:53 pm

    Cadê meus outros dois posts??? A censura tá pegando???

    MODERADOR EXPLICA: Caro Kaos, a área de comentários deste blog não é chat. Comentários que “dialogam” com outros são deletados. Não é censura, é que não é a finalidade do blog nem temos estrutura para isso.

  • Paulo

    -

    22/2/2012 às 6:38 pm

    Esse tema, que versa sobre o conflito Israel-Palestina jamais será discutido com isenção, pois os dois lados partem de premissas antagônicas e inaceitáveis por ambos os oponentes, de parte a parte.
    O Estado de Israel foi criado com base em um movimento, dito Sionismo,que reinvindicava uma pátria para o povo judeu, iniciando assim um movimento migratório para a Palestina sob mandato britânico. Alegam os sionistas que aquela era uma terra sem povo, para um povo sem terra e, já que nunca houve nenhuma nação com o nome de Pàlestina,eles foram até muito condescendentes em aceitar a partilha da região, que a eles pertenceria por direito bíblico e que, na verdade, deveria se estender até a Mesopotâmea.
    De sua parte os árabes, desde o início da migração judaica, já vinham se preocupando com o destino de suas terras e procuraram se assegurar, com as autoridades mandatárias, que nenhum território lhes seria tomado e, com efeito, os britânicos decretaram leis que limitavam a chegada de judeus, cuja migração continuou mesmo assim, apesar de ilegal.
    O terrorismo, hoje em dia praticado por grupos árabes radicais, já era autóctone desde a estabelecimento das primeiras levas de judeus, dado a formação de grupos paramilitares judeus que visavam a expulsão de ingleses e árabes; o Irgum e a Stern Gang explodiam hotéis, mercados árabes, assassinavam soldados ingleses, autoridades, e sua ação culminou na Guerra de Independência, quando destruiram vilarejos árabes e provocaram a existência do que hoje chamam de refugiados.
    Em suma, os árabes não aceitam dividir um território, em que viviam, com outro estado em que de repente se tornaram minoria; aliás, como acham que Israel não existe, não aceitam nem falar em paz, já que seria inútil fazer a paz com uma entidade inexistente. Israel acha que foi magnânima em aceitar a partilha de sua terra prometida, mas ocupa, contra todas as recomendações e acusações da ONU, territórios que conquistaram durante a Guerra dos 6 Dias, iniciada é bom que se diga por Israel.
    No território, ocupado hoje pelo estado judeu, viviam famílias que nunca mais puderam retornar a seus lares; Israel acha que sairam porque quiseram; os descendentes dos desalojados querem voltar, mas isso é impraticável. Os árabes formam grupos radicais que praticam terrorismo abominável; Israel possui população minoritária de origem árabe que vive em situação humilhante e sem direitos elementares como o de se locomover livremente.
    As duas facções têm razões próprias rejeitadas pela outra parte; ambas cometem crimes mas não os querem assumir como tal.

  • Luis Rafael Ribeiro

    -

    22/2/2012 às 12:22 am

    Prezados(as),

    Utilizo este espaço para reproduzir o texto do assim chamado “Objetivo 5″ do Comitê pela Libertação da Palestina, que em seu ‘caput’ diz o que segue:

    “5. Reivindicar e garantir, para a atuação em defesa da causa palestina, isenção de interesses particulares diretos, sejam políticos, religiosos, nacionais, de natureza comercial, pessoal ou de outros tipos. Apresentar-se para a sociedade visando alcançar o mais alto grau de inquestionabilidade, de reconhecimento e legitimidade, dos pontos de vista humano e moral, para a causa palestina. Estabelecer-se, de forma concomitante, frontal e afirmativamente contrário e averso a taxações, generalizações, perseguições ou ataques a quaisquer grupos humanos específicos, assim caracterizados por sua religião, etnia ou local de nascimento – em especial, aos Judeus, no sentido amplo do conceito.”

    Não é um texto elaborado e mesmo diretamente ligado às análises postadas neste blogue (seja com relação ao texto do curso da jornalista Baby Abrão, seja com relação ao parecer do jornalista que assina o blogue), mas sim, o texto elaborado pelo Comitê referido que trata das necessidades maiores de compreensão quanto ao judaísmo, e mesmo com relação ao sionismo, em suas diversas conotações ou práticas (atuais e históricas), no que tange a abordar ou a militar ou manifestar-se em favor e defesa (justa e legítima) aos direitos e à luta do povo palestino. Espero que assim também o compreendam.

  • Luis Rafael Ribeiro

    -

    22/2/2012 às 12:22 am

    Um dos fatores mais insustentáveis para a legitimação da causa palestina, que o Comitê pela Libertação da Palestina visa confrontar diretamente, é que ela permaneça refém de eventuais incompreensões ou falhas morais de alguns que se apresentam como seus defensores ou mesmo porta-vozes.
    Não pode, o mérito da Libertação da Palestina, servir de instrumento para interesses específicos de determinado grupo, congregação religiosa, correntes ideológicas ou político-partidárias, que busquem agir de forma excludente a outros, ou a princípios gerais humanitários e universais.
    Menos ainda, para fins de propagação e incitamento de ódio contra demais grupos humanos, de forma descriteriosa, manipulada e francamente infundada e equivocada.
    É preciso que se adote formas expressas e inequívocas para se assegurar, à sociedade em geral, o caráter humanitário e justo da reivindicação mais profunda e urgente do povo palestino, que é o direito à sua autodeterminação, à sua existência pacífica, à reintegração de direitos de habitação e de livre-trânsito, bem como à garantia de seu bem estar e segurança social.
    Não desejamos fazer deste espaço um local próprio para condenar, confrontar ou mesmo debater, ao menos na esfera prioritária deste Comitê, as razões ou contrariedades de quaisquer organizações ou grupos humanos – religiosos, étnicos, políticos, ideológicos, com relação às suas próprias perspectivas e ideais diante da causa palestina.

    Apenas se resguardará, neste espaço de atuação, e como princípio de sua própria existência, a total tolerância e respeito a todas as formas de pensamento, ainda que não se coadunem às das pessoas em particular que desejarem nele atuar. Com isto, fica eliminado todo potencial deslocamento do foco de ação e de proposição do CLP para interesses não humanitariamente generalizáveis, independentemente de origem ou mérito de sua concepção. Da mesma forma, ficará necessariamente eliminada qualquer tentativa de propugnação, em nome deste Comitê, de ações e ideias explicitamente confrontantes com a livre assunção de ideologias e crenças religiosas ou mesmo com origens étnicas.

    E tendo em vista o elevado grau de desentendimento sobre a diferença existente entre um grupo humano em especial – os Judeus, ou o povo judeu, ou como possa ser conceituado -, colocado equivocadamente como grupo conflitante ou irreconciliável à própria razão da Libertação da Palestina, frisamos, neste ponto específico, e de forma eloquente e irrevogável, o seguinte:

    - Há que se respeitar, e compreender, a quem quiser ou desejar incluir-se como vigoroso e justo lutador da causa palestina, os anseios, as necessidades e a própria legitimidade da Memória Judaica internacional, por assim dizer.

    - Não se pode mais TOLERAR (muito menos respaldar), para a defesa da Libertação da Palestina, que com ela sobrevenham, imiscuídos, elementos de proliferação de ódio racial ou étnico. Que dela se façam alicerces, discretos ou explícitos, ao antisemitismo. Que dela se utilizem, para fins da mais baixa moral humana, de tergiversações, confusões ou analogias errôneas e inadequadas, com relação à própria memória do Holocausto judaico, ou seja, ao massacre objetivado e impetrado com fins programáticos, contra toda a sociedade judaica humana, ocorrida no período brevemente anterior e até o final da Segunda Guerra Mundial.
    - Não se pode, por fim, querer comparar, julgar ou afirmar graus de importância ou de prejuízo humano entre estes 2 fatos históricos tão distintos e tão particulares entre si, a despeito da sua conectividade histórica. Não foi o Holocausto Judaico menor ou menos preocupante para a História da humanidade do que a Ocupação da Palestina. O sofrimento palestino, individual e coletivo, decorrente da Ocupação, também é de uma grandeza que não pode ser comparada ao sofrimento das pessoas assassinadas ou perseguidas ante o Holocausto, tal qual, deve-se registrar, ao sofrimento e às mortes provocadas a outros milhões de seres humanos, de outros grupos específicos, ao longo de todas as guerras, vítimas também de perseguições religiosas, étnicas ou político-ideológicas. Todas estas situações devem ser dignas do mesmo grau de comiseração e consideração por parte da sociedade humana, sem possíveis analogias, que possam de um lado ou de outro provocar mágoas ou melindres. Todas devem ser igualmente lamentadas, e as razões que levaram a elas devem ser igualmente compreendidas e combatidas, por todos que persigam uma Verdadeira noção de Paz e de Justiça.
    ESTES ERROS, sórdidos e lamentáveis são, sob a assepção deste Comitê, provavelmente o maior de todos os prejuízos históricos contrários à própria causa palestina.

    Os fatos, claros e lúcidos, nesta questão, falam por si só:

    Não foi a integralidade da sociedade judaica internacional quem almejou, conquistou e ocupou a Palestina, desde os remotos primórdios, nas primeiras décadas anteriores ao estabelecimento do Estado de Israel – foi, isto sim, senão uma parte menor e pouco legítima dela, um conglomerado de interesses econômicos, militares e coloniais, dentre outros.

    Mesmo os judeus provenientes de diversas partes do planeta, em direção à Palestina, não nutriam, necessariamente, o desejo ou o ódio dedicados a tomar as terras e expulsar os palestinos lá residentes. Muito provavelmente, a maior parte destes não possuía sequer conhecimento das implicações históricas daquele processo de colonização. O seu direito de “posse” sobre as terras tomadas, permanece ainda questionável, independentemente de seu conhecimento sobre o crime cometido, mas necessário é relevar, ao menos em parcela, o dolo eventualmente subjacente.

    De resto, ainda sem querer esgotar a questão, não há que se falar ou sugerir controvérsias com relação ao próprio Holocausto judaico, fato histórico indiscutível que remonta ao massacre de cerca de 6 milhões de judeus. O Holocausto existiu, e suas consequências ainda perduram até hoje, sobretudo, na memória daqueles sobreviventes e de seus descendentes. Razão nenhuma há em se desejar questionar o fato histórico em si, como se isto pudesse angariar maiores ou melhores justificativas para a causa palestina.

    O Holocausto judaico pode ser colocado, seguramente, na condição de um crime histórico perpetrado por uma parcela relevante da Comunidade Internacional, a saber, pelos povos e dirigentes europeus à época em que foi cometido. Dele, em parte, e também equivocadamente, utilizou-se, à época, para o acometimento de outro crime, que foi o da ocupação e o desalojamento (com o massacre concomitante) da sociedade palestina nascida, instalada e residente na Palestina, no mesmo período histórico.

    Um crime jamais serve de legitimação a outro (ainda que talvez, segundo os criminologistas, possa servir para compreensão e justificação de fatos, mas não à aceitação ou concordância com eles).

    O que não pode mais perdurar é uma desvirtuada tentativa de se minimizar, esquecer ou erradicar da memória a existência e a ocorrência, de fato, de tal crime, com vistas a um abrandamento que pudesse servir, de alguma forma pragmática, à elevação dos direitos de vítimas terceiras dele (a sociedade palestina), até porque, estes direitos, como já foi resgatado e assentado, independem e de nenhuma forma se perderam em razão da perda maior das vítimas primeiras do mesmo crime.

    O Comitê pela Libertação da Palestina pretende, assim, galgar passos elevados em favor da Legitimação desta causa, a partir desta desmitificação e desta desvinculação entre analogias perversas e sequestrantes de direito assim tomadas e aceitas como tal, durante pelos menos algumas décadas, pela sociedade internacional, desde os primórdios da usurpação das terras palestinas, e dos massacres, desde então, dos seus nativos habitantes, até os dias mais recentes e atuais.
    [FIM]

  • Daveslley Oliveira Cardoso

    -

    21/2/2012 às 5:28 pm

    É evidente que Israel pertence ao povo judeu, tanto religiosa como territorialmente. Não estamos reivindicando nada, pois Israel é nosso. O que houve, de fato, foi a legitimidade da pátria em nível internacional, devidamente aceita e reconhecida pela ONU.

    O discurso da palestrante, sem a devida “vênia”, se encontra revestido de antissemitismo e afirma inúmeras tolices, dentre as quais a de que os judeus eram vistos como problema pela sociedade e governo europeus. Creio que ela esqueceu, ou fez questão de esquecê-las, as inúmeras contribuições que os judeus deram para a ciência em geral, a título de exemplo menciono: a teoria da relatividade, a produção de energia nuclear, a criação de equipamentos de manejamento agrícola que evitam erosões pluviais no solo, o processamento, a requisição e o armazenamento de dados em sistemas de jurisdição transnacionais para coibir e/ou combater violações graves aos direitos humanos com a criação da corte internacional de justiça e o Tribunal Penal Internacional.

    Inúmeros judeus contribuíram para a literatura brasileira com seus pensamentos e reflexões sobre o caráter e a índole humana como, por exemplo, as literatas Clarice Lispector, Débora Colker e Tereza Raquel, sem mencionar o papel brilhante dos filhos de israel na mídia brasileira e no jornalismo, sempre buscando transmitir a verdade dos fatos com clareza, integridade e objetividade.

    Creio que pessoas que ajudarem tanto a Europa como os demais continentes do mundo com sua sabedoria e com seus conhecimentos de economia e política tenham sido encarado como “problema”?

    O antissemitismo, na sua índole obscura e avassaladora, é mais uma questão religiosa do que política. Pois, diante da cegueira do ódio barato, principalmente quando divulgado a nível de palestra ou congresso, a racionalidade ironicamente se cala. Recusamos a refutar o absurdo!

    Somos o povo escolhido por Adonai, o Deus único e supremo ,e, apesar de feridos e perseguidos pelas injustiças e pelos desatinos sociais que aniquilam a verdade e fazem gracejar o erro, não perdemos a nossa fé, a nossa esperança e acima de tudo, nossa alegria.Confiamos no Altíssimo e Ele, na sua magnitude infinita confia em nós.

  • George Gomes de Araújo

    -

    21/2/2012 às 5:24 pm

    Por que os povos árabes, seja no Líbano, na Arabia Saudita e no Emirados Árabes Unidos não querem seus irmãos palestinos?
    Acaso, nós judeus, somos obrigados a aceitá-los em nosso território, já que não são nada da gente?

  • Daveslley Oliveira Cardoso

    -

    21/2/2012 às 5:19 pm

    É evidente que Israel pertence ao povo judeu, tanto religiosa como territorialmente. Não estamos reivindicando nada, pois Israel é nosso. O que houve, de fato, foi a legitimidade da pátria em nível internacional, devidamente aceita e reconhecida pela ONU.
    O discurso da palestrante, sem a devida “vênia”, se encontra revestido de antissemitismo e afirma inúmeras tolices, dentre as quais a de que os judeus eram vistos como problema pela sociedade e governo europeus. Creio que ela esqueceu, ou fez questão de esquecê-las, as inúmeras contribuições que os judeus deram para a ciência em geral, a título de exemplo menciono: a teoria da relatividade, a produção de energia nuclear, a criação de equipamentos de manejamento agrícola que evitam erosões pluviais no solo, o processamento, a requisição e o armazenamento de dados em sistemas de jurisdição transnacionais para coibir e/ou combater violações graves aos direitos humanos com a criação da corte internacional de justiça e o Tribunal Penal Internacional.
    Inúmeros judeus contribuíram para a literatura brasileira com seus pensamentos e reflexões sobre o caráter e a índole humana como, por exemplo, as literatas Clarice Lispector, Débora Colker e Tereza Raquel, sem mencionar o papel brilhante dos filhos de israel na mídia brasileira e no jornalismo, sempre buscando transmitir a verdade dos fatos com clareza, integridade e objetividade.
    Não creio que pessoas que ajudarem tanto a Europa como os demais continentes do mundo, com sua sabedoria e os seus conhecimentos de economia e política tenham sido encarado como “problema”?
    O antissemitismo, na sua índole obscura e avassaladora, é mais uma questão religiosa do que política. Pois, diante da cegueira do ódio barato, principalmente quando divulgado a nível de palestra ou congresso, a racionalidade ironicamente se cala. Recusamos a refutar o absurdo!
    Somos o povo escolhido por Adonai, o Deus único e supremo ,e, apesar de feridos e perseguidos pelas injustiças e pelos desatinos sociais que aniquilam a verdade e fazem gracejar o erro, não perdemos a nossa fé, a nossa esperança e acima de tudo, nossa alegria.
    Confiamos no Altíssimo e Ele, na sua magnitude infinita confia em nós

  • Daveslley Oliveira Cardoso

    -

    21/2/2012 às 5:16 pm

    É evidente que Israel pertence ao povo judeu, tanto religiosa como territorialmente. Não estamos reivindicando nada, pois Israel é nosso. O que houve, de fato, foi a legitimidade da pátria em nível internacional, devidamente aceita e reconhecida pela ONU.

    O discurso da palestrante, sem a devida “vênia”, se encontra revestido de antissemitismo e afirma inúmeras tolices, dentre as quais a de que os judeus eram vistos como problema pela sociedade e governo europeus. Creio que ela esqueceu, ou fez questão de esquecê-las, as inúmeras contribuições que os judeus deram para a ciência em geral, a título de exemplo menciono: a teoria da relatividade, a produção de energia nuclear, a criação de equipamentos de manejamento agrícola que evitam erosões pluviais no solo, o processamento, a requisição e o armazenamento de dados em sistemas de jurisdição transnacionais para coibir e/ou combater violações graves aos direitos humanos com a criação da corte internacional de justiça e o Tribunal Penal Internacional.

    Inúmeros judeus contribuíram para a literatura brasileira com seus pensamentos e reflexões sobre o caráter e a índole humana como, por exemplo, as literatas Clarice Lispector, Débora Colker e Tereza Raquel, sem mencionar o papel brilhante dos filhos de israel na mídia brasileira e no jornalismo, sempre buscando transmitir a verdade dos fatos com clareza, integridade e objetividade.

    Creio que pessoas que ajudarem tanto a Europa como os demais continentes do mundo com sua sabedoria e com seus conhecimentos de economia e política tenham sido encarado como “problema”?

    O antissemitismo, na sua índole obscura e avassaladora, é mais uma questão religiosa do que política. Pois, diante da cegueira do ódio barato, principalmente quando divulgado a nível de palestra ou congresso, a racionalidade ironicamente se cala. Recusamos a refutar o absurdo!

    Somos o povo escolhido por Adonai, o Deus único e supremo ,e, apesar de feridos e perseguidos pelas injustiças e pelos desatinos sociais que aniquilam a verdade e fazem gracejar o erro, não perdemos a nossa fé, a nossa esperança e acima de tudo, nossa alegria.

    Confiamos no Altíssimo e Ele, na sua magnitude infinita confia em nós.

  • José Antonio

    -

    21/2/2012 às 3:19 pm

    É o fim da picada um sindicato trazer uma antissemita para dar aula de palestina. O novo antissemita sempre se diz amigo dos judeus e anti sionista, como se houvessem sionistas que não fossem judeus. Isto é uma delinquência intelectual uma fraude.

  • Olgadisse

    -

    21/2/2012 às 3:05 pm

    atrás da senhora aparece o logo da PUC, ou seja, ela está falando para acadêmicos…. nessa linguagem, vamos dizer assim…. doméstica!!!! A PUC deveria se envergonhar de ceder seu nome para pessoas tão desqualificadas academicamente, sem falar no tema, logicamente. estou me atendo apenas à forma…. vai estudar dona Baby!!!!

  • TERCÍDIO

    -

    21/2/2012 às 12:31 pm

    Quem leu e compreendeu o comentário de nosso Rei, não precisa mais fazer esse tal curso. Ele já deu de graça o que jornalistas formandos ou não gostariam de saber. Mas tem uma coisa e podem escarafunchar, tem petralha de mente atrasada por traz desse negócio, eu aposto. Se os petralhas não se interssam em fazer uma lei que mande embora membros da AL-QUAEDA que estão aqui em nosso país, um curso desses é agua na bôca para essa gente de mente jurássica.

  • OBSERVANDO O MUNDO

    -

    20/2/2012 às 12:38 am

    Desculpem o texto cheio de erros de digitação. Fiquei tão chocado com alguns comentários que me senti compelido a escrever rapidamente, e nem revi nada.

    Explico novamente uma parte do meus texto que talvez não tenha ficado clara: Algumas décadas atrás, aqueles que hoje chamam a si mesmo de “palestinos”, se diziam sírios (um povo que na antiguidade era chamado de arameu, um povo semita, como os atuais “palestinos”). A maior parte da população da Jordânia tem as mesmas origens dos “palestinos”, mas os jordanianos muito provavelmente são, em parte, descendentes dos antigos amonitas, um outro povo semita. Mas os palestinos declararam-se, desde umas poucas décadas, descendentes dos filisteus, um povo reconhecidamente extinto e NÃO SEMITA. Agora declaram-se descendentes de um outro povo extinto, minúsculo, e também não semita, os jebuseus. Sabendo que a genética diz que os “palestinos” são basicamente semitas, é evidente que ambas as versões são fraudulentas.

  • OBSERVANDO O MUNDO

    -

    20/2/2012 às 12:15 am

    Alessandre Argolo

    No carnaval, você atacou de samba do crioulo doido. Os textos que ligam os judeus à terra de Israel são muito antigos que o sionismo.
    Se os árabes que viviam na Terra Santa, quando da partilha, e seus descententes, apenas dissessem “viviamos aqui quando da partilha, foi um erro os árabes quererem matar todos os judeus da Terra Santa, agora queremos viver onde viviamos, refazer a partilha”, então estaria tudo bem.

    Mas ao contrário disso, incitados pelos esquerdistas, aabandonaram seu direito líqüido e certo, e aifrmaram um monte de mentiras absurdas:

    1) Disseram que os judeus nunca viveram na Terra Santa, renegando milhares de evidêcnias arqueológicas, e dcumentos judaicos, gregos, romanos, egípcios, assírios, babilônicos, etc, todos comprovaamente muito antigos.

    2) Declararams-e descendentes do filisteus, um povo extinto, de religião comprovadamente pagã, marítimo, não semita, fabricantes de cerveja, que jamais habitou (desde sua chegada à região) em outro lugar que não o litoral sudoeste da Terra Santa, formando uma liga de cinco cidades-estado, todas litorâneas. Qual a evidência que apresentaram disso? Nenhuma!

    3) Agora, trocando a mentira anterior por outra muito mais absurda, eles se declaram descendentes de um povo muito menor e mais fraco que os filisteus, a pequena tribo dos jebuseus, da sobre a qual a história silenciou por quase três milênios.

    4)É muito provavel que boa parte da populão recentemente chamada de palestina seja descendente de povos muito mais numerosos e que mantiveram identidade étnica por muito mais tempo, como amonitas (de onde vem o nome da capital da Jordânia, Amam, que fica no mesmo local onde era o antigo reino de Amom), moabitas, assírios, arameus (que são os antigos sírios, e conforme amplamente comprovadoantres de chamarem-se, recentemente, a sí mesmos de “palestinos”, eles declaravam-se sírios), ismaelitas, heteus, egípcios, fenícios, etc.

    4) É apenas por razões políticas que os “palestinos” abandoam ascendencias muitos mais prováveis e querem obrigar o mundo a aceitar sua “história” reescrita conforme suas conveniências, uma “história” absurda e que vai contra toda a evidência. Ao rejeitar serem descendentes de povos muito maiores e mais permanentes, com evidência histórica e arqueológica até tempos muitomais recentes, e se declararam todos eles descendentes de uma tribo minúscula, sobre quem a história silenciou por cerca de três mil anos, os “palestinos” querem convencer o mundo que um lambari engoliu uma baleia.

  • Augusto

    -

    19/2/2012 às 9:57 pm

    Quando se lê que o texto de apresentação do “curso” inicia com a frase “O domínio do discurso sionista”, já se sabe antecipadamente que o que vem a seguir é um monte absurdos, uma verdadeira aberração, um hino ao preconceito. É compreensível: brasileiro não sabe a nem história de seu próprio país e vai se meter a dar pitaco naquilo que não conhece. Não será surpresa se a “professora” Baby transformar sua palestra num samba a ser cantado na marquês de sapucaí.

  • Kaos

    -

    19/2/2012 às 2:41 pm

    Alguém me explique, esta estória de que os judeus são o POVO ESCOLHIDO é encarada pelas pessoas como um fato histórico (portanto, existiu o tal deus e ele disse isto) ou é apenas uma tradição e faz parte da auto-determinação do povo judeu?

  • mk

    -

    19/2/2012 às 1:55 pm

    E sobre o massacre dos judeus moradores de paises árabes após a partilha da Palestina em 1947 ninguém fala.Não sobrou um judeu sequer nos países árabes.Os que conseguiram fugir jamais foram indenizados e não possuem o ‘direito ao retorno’.Sempre que se fala em Israel são dois pesos e duas medidas.

  • Fabio

    -

    19/2/2012 às 12:29 pm

    Gostaria de cumprimentá-lo pela brilhante matéria.

    Lamentavelmente, a esquerda tem se alinhado ao radical islamismo numa forma de buscar “enriquecer” sua pauta de combate pelo combate .

  • Sérgio

    -

    19/2/2012 às 2:15 am

    “…censura que efetivamente existe em boa parte da mídia ocidental acerca de qualquer tese, seja ela histórica, arqueológica ou de qualquer outra área do conhecimento, que coloque em cheque as alegações habituais dos sionistas, máxime aquela que pretende estabelecer um direito sagrado, histórico, dos judeus sobre as terras nas quais foi instaurado o Estado de Israel,”

    Qual censura? Vc acaba de ter seu post publicado, não teve? Chega desse vitimismo palestinista. Ninguém está fugindo de debate nenhum. Qq pessoa pode questionar os fundamentos de QUALQUER nação do mundo, mas não dá para ficar só enchendo o saco de Israel. Por exemplo, muitas nações islâmicas ou foram obtidas por conquistas militares imperialistas ou foram desenhadas pelas potências ocidentais. Que tal discutirmos isso? Ou vc acha que isso é islamofobia?

    Dá um tempo.

  • João Labrego

    -

    19/2/2012 às 12:03 am

    Dando continuidade ao meu post anterior quero citar também que a única coisa que vale a pena investir na vida é a tentativa que empreendemos em sentir algo de positivo pelo nosso próximo ou distante.

    Se não dá para sentirmos nada de positivo por alguém ou por um grupo de pessoas não vale a pena também cultivarmos sentimentos de ojeriza por eles.

    Temos sim, que aprendermos não a sermos diferentes pois isso todos nós já somos mas, por outro lado, aprendermos a ser indiferentes com aquilo que não nos interessa.

    Acho espantosa a nossa capacidade de não conseguirmos ser indiferentes à vida alheia.

    Parece-me que, por falta de vida própria, incomodamo-nos demais com os problemas do outro lado do mundo como se o Brasil fosse um paraíso e não tivéssemos problemas nenhum para resolver por aqui.

  • João Labrego

    -

    18/2/2012 às 11:56 pm

    Caro Reinaldo:

    Hoje, já com 48 anos de idade, sei como é difícil para mim distinguir o que é motivação infantil e motivação adulta em meu arcabouço de motivações humanas que me movem pela vida afora.

    Prezo muito o seu blog porque ele me leva a refletir sobre muitas dessas motivações que carrego em mim mesmo mas que por falta de um espelho verbal as mesmas ganham azo de seriedade.

    Hoje em dia dou razão às pessoas que me interessam e não mais às pessoas que sinto-me moralmente preso à elas e, dentre essas pessoas, cito em especial meus próprios familiares, os quais não souberam cultivar laços de amizade e solidariedade entre si, fazendo de tudo uma ingrata obrigação.

  • Anónimo

    -

    18/2/2012 às 11:26 pm

    a propaganda nazista sobre os islamitas.De Berlim eram transmitidos em ondas curtas .todo árabe que tinha um rádio ouvia Berlim . as raízes do ódio ,do terrorismo.inculcou na cabeça do mulçumano o anti-semitismo da Alemanha falida e vingativa.e para atiçar o fogo os comunistas.

  • Papai Sabetudo

    -

    18/2/2012 às 8:02 pm

    É uma questão muito delicada. Quem somos nós para opinar sobre problema tão pungente e de difícil solução? O problema não é conosco. Há um complicador em tudo isso: a visão política da questão sobre judeus e palestinos. Quem está com a razão? É muito difícil encontrar a resposta certa. Talvez nunca a encontrem e, mesmo que a tenham, a outra parte não a aceite. Eu não sou muito bom em julgar a questão alheia. Vejam: eu desisti de ser delegado porque qualquer apelo me comove. Basta que o acusado se vire chorando para mim: “Doutor eu não fiz nada!…”, que eu já fico me questionando: “É, ele me parece inocente…” Isto, para dizer o quanto me comovo com os problemas que acometem as pessoas. Não sirvo para isso!
    Esse movimento pro Palestina já vem tomando corpo no mundo e, aqui no Brasil, é visto com simpatia. A presidenta outro dia declarou que defende a Palestina na ONU e isso encoraja certos movimentos como os de agora nesse curso sob comentário. Se tivesse que tomar partido ficaria do lado dos palestinos que me parecem a parte fraca. Eu já disse como sou.
    Mas, são os próprios judeus o grande problema, veja-se, por exemplo, a desocupação da Faixa de Gaza. Houve o acordo político para retirá-los de lá, deixando-a entregue aos palestinos, os legítimos donos daquela região. Os judeus que teriam que deixar a área, receberam casas novas em Israel em troca das que seriam destruídas na Faixa, mais ajuda em dinheiro, mas, mesmo assim, alguns renitentes, se recusaram a deixar a terra, tendo que sair na marra, com a força policial de Israel nos seus calcanhares, no episódio conhecido como “Os Cinco Dias”, que resultou num documentário de Yoav Shamir. Imagine-se judeus sendo enxotados por judeus. Eles apelavam pros sentimentos dos militares: “Vocês não se envergonham de expulsar de suas próprias casas o seu povo?” Talvez eu vá dizer uma besteira: tirante a violência que a envolve, acho um “problema doméstico” essa questão entre judeus e palestinos! Será?

  • Alessandre Argolo

    -

    18/2/2012 às 1:31 pm

    Completamente descabida a comparação desproporcional que se fez entre a censura que efetivamente existe em boa parte da mídia ocidental acerca de qualquer tese, seja ela histórica, arqueológica ou de qualquer outra área do conhecimento, que coloque em cheque as alegações habituais dos sionistas, máxime aquela que pretende estabelecer um direito sagrado, histórico, dos judeus sobre as terras nas quais foi instaurado o Estado de Israel, com o que afirmam fraudes comprovadas como “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. Quer dizer, pelo que foi escrito nesse texto sobre esse ponto, se existem os “Protocolos”, não se pode cogitar de censura às teses que contrariam as premissas nas quais o Estado de Israel foi criado, já que qualquer coisa neste sentido configura antissemitismo, mesmo que a realidade comprove a censura. Ao invés de mostrar que não há censura, único modo correto de enfrentar a acusação, Reinaldo Azevedo, fugindo do debate, termina usando uma falácia grotesca.

  • tico tico

    -

    18/2/2012 às 12:24 pm

    Os judeus são a pedra no sapato do islamismo e do comunismo. As duas forças mais malignas e nefastas do mundo. Ótimo seria se também fossem ateus, de quebra ficariam melhores ainda, e atingiriam a outra força escravizadora proveniente das fantasias do deserto.

  • Heriberto Fernandes de Araújo

    -

    18/2/2012 às 11:37 am

    A razão do problema palestino tem sua origem na guerra dos seis dias, qdo os país arabeis, resolveram exterminar o estado de Israel, isto motivado pelos invasores arabes, e que os palestinos residente se retirassem para os país como Egito, Libano, Siria, Jordania,Iraque, Arabia Saudita, Iemem, Tunisia, Libia etc, e os mesmos não foram atendidos em sua ida para os mesmo, tiveram que se estebelecerem em campos de refugiados, não foram os israelenses que motivaram os mesmo a sairem de Israel, mais sim os invasores arabes, fazendo todo tipo de pressão psicologica, prometendo a palestina para os palestinos, e estes retornaria e teriam toda terra pronta e produtiva para eles viverem com as suas familias, eis a farça que os governantes arabeis aprontaram para os que viviam com tudo que o estado de Israel, tinha a oferecer a eles palestinos, até mesmo um estado palestino no futuro, deste que estes estivessem se organizados como estado palestino, e não como grupos terroristas e gananciosos por poder, hoje em Israel tem até parlamentar arabe-palestino representante no kermess, vivendo uma verdadeira democracia.

  • Ana

    -

    18/2/2012 às 11:26 am

    Mas Reinaldo, você está fazendo o mesmo que os Israelenses estão fazendo!
    Por que não usa os intelectuais e historiadores que defendem a causa Palestina com lógica e elegância.
    Este é o jornalismo de manipulação de opiniões. O jogo sujo da mídia oficial em todo o mundo que ameaça de morte jornalistas independentes que escrevem a o que está se passado ao invés de criar ficções.
    Recentemente temos a Líbia como grande exemplo do jornalismo doutrinário. A CNN, Al Jazeera, BBC e todas as outras inventaram, rescreveram a história.
    Veja o Ben Wedeman. Veja o que fizeram com Susan Lindauer, o sociólogo Mahdi Darius Nazemroaya e Lizzie Phelan “Lizzie Phelan is saying she has now been blocked from her facebook and email. She said this is clearly to try and stop the truth from getting out about what is happening. She has also been informed by CNN journalists that she must stop saying in her Press TV etc updates that Al Qaeda is working with the rebels because she will be accused of being a traitor. Monday, 22.08.2011 16:00h”

  • Tzweinstein

    -

    18/2/2012 às 1:03 am

    Pobres palestinos. Aqueles que se propõem a defender seus direitos, são tão, mas tão sem noção, que acabam lhes prejudicando, mais do que ajudando. “Entortam” a História com argumentos, tão, masd tão longe da realidade, dão tanto poder aos judeus, que muitos dos judeus preferem ler jornais árabes (onde são caracterizados como donos do mundo e dos bancos), do que outros jornais onde são expostos com seus problemas e dos israelenses. Aproveito para expor uma das várias pérolas, uma versão histórica recém descoberta, impressa em jornal paquistanês: (tradução em português após o texto em inglês.

    ?”It started with the Zionist conspiracy to divide the Christian Cat holism and challenge the authority of Pope in Rome. Therefore, Protestantism was given birth in Europe. England, the biggest imperial and colonial power became a Protestant state with its own Church of England that defied and challenged Papacy. It was the colonialist Protestants who sided and helped the Zionist movement and established Bank of England owned by the wealthy Jews of England.”
    http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.siasat.pk%2Fforum%2Fshowthread.php%3F24482-Darwinism-and-Zionism&h=uAQGEZu8vAQG4QEfqnhXV16Q9m2q3KxPhg7wH4ss5GkNJJQ

    Começou com a conspiração Sionista para dividir o Catolicismo Cristão e desafiar a autoridade do Papa em Roma. ?Em decorrência disto, nasceu o Protestantismo na Europa. A Inglaterra, o maior poder imperial e colonial se tornou um Estado Protestante com sua própria Igreja da Inglaterra que desafiou o Papado. Foram os Protestantes colonialistas que aderiram e auxiliaram os movimento Sionista e fundaram o Banco da Inglaterra, propriedade dos judeus ricos da Inglaterra.

    Obs.
    1 – O Movimento Sionista foi proposto por Theodor Herzl em seu livro “O Estado Judeu”, em 1896.
    2 – A Reforma, que dividiu o Catolicismo, foi iniciada por Martin Luther em 1517.

    Considerando-se que os primeiros sionistas surgiram 379 anos APÓS a divisão do Catolicismo, não havia como eles pudessem participar deste cisma. No entanto, “entortando” um pouco a História, conseguimos com que participem de eventos anteriores à sua existência.

    SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE SÉRIO.

  • Jose da Silva

    -

    18/2/2012 às 12:55 am

    Engraçado… Há cidadãos israelenses e que são muçulmanos que por nada desse mundo gostariam de mudar para o lado palestino. Há inclusive, parlamentares e aprtidos muçulmanos em Israel. Assim como todos os cidadãos daquele país podem criticar o governo sem que suas vidas sejam ameaçadas. Por quê essa tia não vai levantar a bandeira dela em “democracias” como o Irã e a Síria? Quantas “palestras” ela conseguiria fazer contra o governo antes que cortassem a língua dela? É, tem razão, é muito complicado e causaria confusão… que jornalistazinha meia-boca foram arruamr hein? Só para tungar uns trocos dos incautos…

  • Fernando

    -

    17/2/2012 às 11:33 pm

    Deturpação e desonestidade intelectual. Vale tudo para vencer a luta ideológica.

  • OBSERVANDO O MUNDO

    -

    17/2/2012 às 10:40 pm

    É interessante como os “amigos” dos palestinos os colocam sempre numa fria.

    Primeiro os convenceram a atacar constantemente os judeus que viviam na Terra Santa. Até que geraram grupos judeus de defesa mais organizados.

    Depois os convenceram, com muita propaganda, a deixarem suas casas e sairem do recém criado estado de Israel, prometendo que todos os judeus seriam mortos, e que as terras que haviam sido vendidas aos judeus voltariam de graça aos que as venderam.

    Depois os convenceram a inventar uma etnia palestina. Como ex-cidadãos do império Otomano, falantes do árabe, mas descendentes de muitos povos da região, os moradores da Terra Santa já teriam seus direitos pelo simples fato de serem moradores, mesmo sendo grande parte deles de imigração bem recente (fim do século XIX e início do século xx). Mas bastava dizer “como moradores da terra, temos direito a ela”. Mas, para os propósitos de justificar a chacina de todos os judeus, isso não bastava. Então inventaram primeiro que eram descendentes dos filisteus. Agora, inventaram que são os descendentes da pequena tribo dos jebuseus. Duas alegações que, não bastasse serem absurdas em si mesmas, são excludentes entres si.

    Um povo que está se destruíndo a si mesmo numa guerra inútil, em favor de interesses de terceiros… Como dizia aquele oficial militar egípcio: “lutaremos contra os israelenses, até o último palestino”…

    Que um dia decidam deixar de ser bucha de canhão de russos, árabes, sírios, egípcios, e esquerdistas em geral.

  • Itamar Regazzo Porto

    -

    17/2/2012 às 9:26 pm

    Esse vídeo chega a ser hilário! O nível intelectual dessa oligofrênica é comparável ao do sapo barbudo (agora sem barba). Ignorância histórica aliada a mau caratismo político geralmente é triste, mas nesse caso é cômico.

  • Carioca

    -

    17/2/2012 às 8:55 pm

    Primeiro ela diz que o judeus ultra ortodoxos não aceitam o Novo Testamento (?!?). Na verdade, todos os judeus não aceitam, uma vez que são livros cristãos. Depois ela diz que o Truman aproveitou um feriado nos EUA para aprovar o Estado de Israel na ONU. Faltou dizer que o próprio Brasil aprovou com o voto esplendoroso do Graça Aranha. Ainda diz que os judeus nativos da Palestina, não se dão bem com os sionistas. Uma mentira, que ainda abafa fato de que gerações de judeus, por séculos, viveram em todo o Oriente Médio e foram expulsos de suas terras por árabes depois da criação de Israel. A devolução dos palestinos às suas terras é um ponto repetido à exaustão pelos esquerdopatas. Mas nada se diz dos judeus expulsos de suas terras por todo o Oriente Médio. Ela menciona que a Palestina tem tradição na resistência pacífica!!! Então de onde vieram Yasser Araft, Hamas, Fatah??? Eram discípulos de Gandhi??? E só pra deixar registrado a Palestina já existia antes dos judeus chegarem lá e ser criado Israel. Por que nunca foi declarada um Estado antes ou depois da I Guerra e dissolução do Império Otomano? Por que a Síria não deu autonomia à Palestina? Os palestinos só são buchas de canhão dos outros povos árabes. Eles só servem para atazanar Israel. Se Israel acabasse, ela voltaria a ser subjugda pela Síria, Jordânia, ou qualquer outro país árabe.

  • Vera

    -

    17/2/2012 às 6:49 pm

    Jornalismo, Sociologia, Filosofia, Pedagogia, História, Geografia, enfim…, toda área de Humanas é vítima de uma verdadeira doutrinação marxista/esquerdista. E aí… é nisso que dá. Jornalismo como a Veja é exceção.
    Como a sociedade se livrará desse mal? Consciência, meus caros, consciência!

  • Nino (SP)

    -

    17/2/2012 às 6:31 pm

    ESSA É DAS BOAS!
    Parece que o pessoal do Sindicato dos Jornalistas leu seu post. Entrei no site para ver como eles apresentavam o curso e vi que o acesso à página sobre o curso de formação de terroristas não está mais disponível. Entrei em outros cursos para verificar, e os demais acessos estão ok. É bom que eles saibam que eles não podem! Abraços!

  • selminha

    -

    17/2/2012 às 5:39 pm

    Reinaldo, só você mesmo para descobrir tais coisas. Ainda bem. Poucos jornalistas têm conhecimento de História para responder a estes anti-semitas, mostrando a verdade dos fatos. Além disso, há muitos profissionais mal-intencionados, como o Vladimir Safatli. Ontem, no JORNAL DA CULTURA, ele falou uma série de inverdades e asneiras sobre a situação dos judeus e palestinos, a partir de uma reportagem que ele fez em Jerusalém e em territórios palestinos. Felizmente, a outra debatedora, Maristela Basso, respondeu à altura, quando ele disse que os lideres judeus não querem conversar com os palestinos: “É complicado tentar falar com quem não admite a sua existência, e quer ver seu povo todo exterminado” Safatli apenas baixou a cabeça, sem nada argumentar. Que tal? Isto é jornalismo?

  • clarissa

    -

    17/2/2012 às 5:29 pm

    Parabéns pelo texto!!! Sou jornalista e quando recebi o informe do sindicato fiquei mto p*** da vida. Cadê o pressuposto jornalístico de ouvir sempre ambos os lados? Onde fica a imparcialidade? É um absurdo colocar só o lado árabe para falar, ainda mais com esse pensamento tão extremista!

  • Anônimo

    -

    17/2/2012 às 4:30 pm

    Será o Benedito?!!

  • Karlos Santos

    -

    17/2/2012 às 3:01 pm

    Se tivesse que fazer um resumo eu diria apenas algumas coisas: Carta Maior e Forum Social Mundial. Basta que algo esteja ligado a um destes nomes para saber que é pura picaretagem. Apenas não entendo uma questão: será que o sindicato acha que existe o risco de surgir nova de jornalistas que não seja anti-semita? Pouco provável. GENTE IMORAL! Apenas uma curiosidade: foi dito algo sobre o terrorismo palestino que não livra a cara nem de crianças?

  • pauloemanuel

    -

    17/2/2012 às 2:11 pm

    Tirem suas duvidas sobre esta questão com as fotografias que Dom Pedro II tirou quando viajou para a Terra Santa ( este era o nome usado na epoca )uma pequena parte foi publicada no livro ” DE VOLTA A LUZ ” , a outra parte esta na Biblioteca Nacional em processo de recuperação; o que estas fotos mostram ? uma Jerusalem totalmente abandonada , uma “Palestina” às traças , Dom Pedro II chegou a lamentar o estado em que se encontrava a região

  • Daniel

    -

    17/2/2012 às 2:01 pm

    “[Os árabes] declararam uma guerrinha lá”! Incrível, ela não consegue disfarçar nem um pouco seu anti-semitismo.

  • Daniel

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    17/2/2012 às 1:59 pm

    “Os árabes têm uma certa pureza”. Esse mulher me deu nojo.

  • clePTomaníaco

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    17/2/2012 às 12:49 pm

    Qual será a razão de toda militante de esquerda ter cara de vovózinha malvada? Será porque elas são, de fato, vovózinhas malvadas?

 

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