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30/09/2011

às 8:35

A revolta dos sociólogos e dos filósofos. Ou: Escola pra quê?

Ah, como é cheia de indignação a razão dos tolos! Escrevi na terça-feira um texto intitulado O Brasil precisa de menos sociólogos e filósofos e de mais engenheiros que se expressem com clareza, comentando uma proposta estúpida do secretário de educação de São Paulo, Herman Voorwald, que quer reduzir a carga horária de português e matemática do ensino médio público de São Paulo. Em seu lugar, a depender do currículo (haveria três), entrariam aulas de sociologia, filosofia, espanhol, artes e física.

Pra quê!!! Foi um deus-nos-acuda! Alguns, creio, filósofos e sociólogos ficaram indignados, achando que quero banir a sociologia e a filosofia do país. Houve até quem indagasse: “E o que diria seu queridinho FHC?” FHC não é meu “queridinho”. É um ex-presidente da República, o mais importante que o país já teve. Achei que tinha ficado claro que ia lá um tanto de ironia, como em toda generalização. E até citei duas obras de Marx — o dos furúnculos no traseiro (isso, então, gerou alguns comentários engraçados, como se eu tivesse ofendido uma divindade!) — que, com absoluta certeza, boa parte dos cretinos que me atacaram não leu. Se soubessem do que falo, teriam percebido o tal viés irônico. Eu nada tenho a fazer com esse grau de estupidez.

Ainda ontem, no Estadão acho, Voorwald, o insaciável, comentava que, a despeito do número de aulas, que ele certamente considera grande, de português e matemática, os alunos têm um mau desempenho nas provas oficiais. O governador Geraldo Alckmin deveria demiti-lo. Há o risco de este senhor fazer uma grande bobagem na educação paulista porque é incapaz de pensar com lógica e porque parece tendente a transformar inação em categoria de pensamento. Ora, segundo o gigante, se o desempenho dos estudantes é ruim com a carga que temos, então por que não reduzi-la? Não é estupendo? Mais: se há sinais de que essas aulas não estão funcionando, qual é seu dever funcional? Atuar para que funcionem. Ele prefere cortar e ministrar outras disciplinas que também não funcionam… Se as medidas que propõe forem implementadas, haverá certamente uma queda no desempenho dos alunos do estado nas provas oficiais — isso é certo como dois mais dois são quatro; ou eram, antes de ele chegar à Secretaria. Percebo, um tanto estarrecido, que o homem não está sozinho nesse pensamento. Muitos dos que me escreveram acham a mesma coisa: “Já que os resultados são ruins, então que se corte a carga…” Deus do céu!

Nove entre dez pessoas que me atacaram — não publiquei as ofensas; vão ofender a vovozinha! — vêm com aquela conversa horripilante de que sociologia, filosofia e artes ensinam o aluno “a ter espírito crítico”. Infelizmente, chama-se “espírito crítico” o proselitismo ideológico vagabundo, ignorante, pilantra, vigarista, picareta, bucéfalo (acrescentem aí quantos adjetivos desse paradigma quiserem) que hoje grassa nas escolas, inclusive, e muito especialmente, nas particulares, “de elite”. Está cheio de comunista (ainda há isso no Brasil; na China, já acabou!) de meia-tigela que não quer saber de fazer pregação no Capão Redondo, sem ar condicionado. Prefere os Jardins, o Morumbi e o Alto de Pinheiros porque é mais tranqüilo pregar as virtudes do socialismo para os filhos da Dona Zelite. O efeito positivo insuspeitado, nessa camada social ao menos, é que os alunos ficam com o saco cheio de conversa mole. Uma boa forma de combater o comunismo (sim, a escola brasileira é um parque dos dinossauros ideológicos) é deixar que os comunistas falem o que pensam…

Mas é claro que também fazem um mal imenso aos alunos. Tomam o seu tempo. Essa gente tem o topete, a ousadia e o mau-caratismo de querer substituir a família na construção dos valores dos indivíduos. Cumpre, sim, ao corpo docente ser procurador do regimento da instituição a que pertence e das leis do país — estamos, afinal, numa democracia. É pura mistificação esse negócio de que seu papel é “ensinar o aluno a pensar” — como se esse “pensamento” a ser ensinado fosse neutro e não estivesse eivado por valores ideológicos. Seria, sim, de todo desejável que a escola, HOUVESSE TEMPO PARA ISSO, ministrasse um bom curso de história da filosofia e contrastasse o entendimento das várias correntes da sociologia. Mas não é isso o que se vê porque boa parte dos cretinos, repetindo os alemães que o próprio Marx esculhambava em “A Ideologia Alemã”, estão menos ocupados em formar os estudantes do que em transmitir os seus valores.

Há, sim, uma perda enorme de tempo e energia. Querem um exemplo escandaloso? O currículo de geografia é o samba-do-submarxista-ignorante-e-doido. Há nele, e os livros da disciplina o demonstram, um pouco de tudo: sociologia, filosofia, economia, política, ecologia… Há até geografia!!! Aquele professor de antigamente, do qual se faz caricatura, que dava chamada oral para saber se o estudante havia decorado os afluentes da margem direita do Amazonas, era intelectualmente mais honesto. O currículo se perdeu. Tudo é possível! E o mesmo acontece, com raras exceções, nas aulas de filosofia e sociologia.

Sim, eu fiz uma generalização um tanto irônica para chamar a atenção para o gosto que a escola brasileira tem pela conversa mole, pelo discurso, pela retórica vazia, pela saliva. Isso está patente nos livros didáticos. Há autores que analisam a sociedade em Roma Antiga segundo os critérios com que Marx, o furunculoso, analisava o capitalismo inglês do século 19. Eu poderia dizer que o “fazem na maior cara-de-pau”. Mas é coisa pior do que isso: é burrice mesmo, falta de formação, falta de inteligência.

É escandaloso que esse pensamento da escória esquerdista tenha de ser combatido em 2011? É, sim! Isso dá conta do nosso atraso — daqui a pouco vou escrever um texto sobre a Faculdade de Direito da USP, a lendária São Francisco, só para deixar claro que a demagogia e a estupidez atingem o alto escalão do ensino universitário também. Muito se reclama da falta de verba da educação, das condições precárias do ensino, dos baixos salários… Sim, tudo sempre pode ser melhorado. Mas o dinheiro não é tão pouco que justifique tanta ruindade. O que há mesmo é falta de gestão.

Querem mais filosofia, artes e sociologia no ensino médio? Muito bem! Então, primeiro, será preciso aumentar o tempo de permanência do estudante na escola — como fazem, aliás, alguns estabelecimentos privados que ministram essas disciplinas sem prejuízo do português e da matemática, que são, na verdade, duas linguagens, duas ferramentas que organizam as demais áreas do saber. Se, hoje, são ministradas de forma precária, não será reduzindo a carga que se vai chegar a algum lugar. O estado oferece essa alternativa? Ainda que oferecesse, os estudantes — muitos deles trabalhadores — têm como ficar mais tempo na escola?

Não, senhores! Uma coisa não pode ser feita em prejuízo da outra! Mais: é preciso definir o repertório dessas aulas de filosofia e sociologia. O que vai ser ensinado? Quais são os textos de referência? A cascata de que “o aluno precisa aprender a pensar” é só um misto de arrogância com vigarice ideológica — no geral, dá-se de barato que o sujeito só pensa quando comunga de valores da esquerda. Vai ver é por isso que só existe socialismo propriamente dito em Cuba (já é possível vender carro velho por lá…), no Laos e na Coréia do Norte. A China e o Vietnã já redescobriram a economia de mercado.

Quando afirmei que precisamos de menos sociólogos e filósofos e de mais engenheiros, alertava para a necessidade de a escola ser mais objetiva, mais técnica e menos retórica. Era, assim, uma espécie de metonímia. Mas poderia ser linguagem puramente referencial. Com a economia crescendo a 4%, 5% ao ano, faltam mesmo engenheiros no mercado. Filósofos e sociólogos do tipo que temos produzido são bons para depressão econômica. Em tese, fica mais fácil vender o peixe do socialismo — um peixe do século 19.
*
E um PS para o professor
Herman Voorwald: as escolas particulares de elite — já existe esse serviço também para os pobres — certamente não acatariam a sua sugestão cretina. Isso só serviria para aumentar o fosso, que já é gigantesco, entre o ensino público e o privado.

Por Reinaldo Azevedo

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189 Comentários

  1. Durval Jr.

    -

    02/12/2012 às 13:00

    Reinaldo,
    Obrigado por denunciar mais esse plano insidioso de manipulação do pensamento escolar.

  2. Gabriel

    -

    30/08/2012 às 8:59

    ReinaldoXXXXXXXXX na cascuda!

  3. Matheus Granzotto

    -

    24/04/2012 às 12:48

    Paulo, ou você é nosso amigo(pessoas a favor da civilização) ou á favor da barbarie(petistas, militantes negros, comunitas, nordestinos)
    pense nisso

  4. Matheus Granzotto

    -

    24/04/2012 às 12:41

    o comunismo está morto, agora só falta fazer a limpa nos cursos de humanas não? ^^’

  5. José A.

    -

    24/03/2012 às 10:55

    Confesso que como professor de Geografia, Filosofia e Sociologia em escola pública e particular já cai na tentação de querer mais estas matérias do que português e matemática, já que os alunos tem dificuldades e se saem ruins nas provas. Mas pensando melhor devemos melhorar a qualidade do ensino dessas disciplinas humanas e não diminuir as outras mais báscias. Sim, precisamos de mais cientistas, engenheiros, técnicos, médicos, inventores, gestores que resolvam nossos problemas (de gestão escolar por exemplo,nosso câncer educacional)e sim, nosso ensino, até nos livros didáticos estão repletos de viéis ideológico, muito carregado. Embora tenha lido dois livros de Marx e aprecie algumas idéias do socialismo, fico preocupado quando vejo meus colegas de humanas incitando os jovens a uma luta que só será vencida pela revolução na educação e não com paus e pedras nas ruas. O grande Karl Marx, filósofo brilhante, deveria ter feito algumas cadeiras eletivas de economia em Jena ou Berlim. Marx é um baita filósofo mas os meus colegas apreciadores do socilismo nunca me explicaram como resolver problemas como igualdade e liberdade, crise econômica, a dificil transição do capitalismo para o socilaismo real e o genocídio que este causou na China, Rússia e Camboja. è uma pena, continuo falando sozinho. Uma vez na Veja um economista (não lembro o nome agora)disse que Marx como filósofo é um péssimo economista, embora eu saiba que ele, mesmo com seus doídos furúnculos, tenha sido autodidata em economia quando morou em Londres.Nossa educação vai mal, e o ensino de filosofia e sociologia ainda estão engatinhando para resolver este problema secular, sim, estamos no século XXI, o século XIX é história, Marx, meus caros colegas professores deve ser visto como filósofo alemão de grande importância, mas não como profeta das causas mais dificies e urgentes. Vamos dar mais tempo para que filosofia e sociologia amadureçam dentro da sala de aula, tiremos o viéis ideológico e possamos dar uma boa aula (embora seja muito complicado dizer o que é uma boa aula hoje, há tantas divergências)sobre Marx e não para formar marxistas de plantão. Há vida além do marxismo e de uma educação tão atrasada como a nossa. Como professor sonho com uma educação melhor, pra todos, sendo da elite ou não, mas deculpem-me, essa conversa que o público tem péssimos professores a elite é mais educada blá,blá,blá, vamos mudar o disco e fazer o que é certo, todos sabem o que é, mas poucos o fazem. Façamos o que é melhor.

  6. Laura

    -

    19/01/2012 às 19:25

    Mas que coisa!Como essa elite é precária em seus conhecimentos sobre a sociedade! Tem medo de que os alunos cresçam e tomem o seu poder. Defendo com unhas e dentes a Filosofia e a Sociologia, que faz pensar de modo crítico SIM, e que é capaz de fazer com que as pessoas não tenham pensamentos alienados, que não aceitem e vejam de modo natural a opressão em que vivem.Se tem algo que fará com que esse país mude, capaz de fazer a classe oprimida a sair desse estado é o pensamento critico.Fico pasma com os escritos deste jornalista.Sempre que posso em minhas aulas, mostro para os alunos, para que possamos discutir sobre o que ele diz, e olha que dá uma discussão ótima!

  7. RENATA SANTIN

    -

    25/12/2011 às 10:54

    EU PENSO QUE FICAR FAZENDO APOLOGIA DO QUE É MELHOR PRA EDUCAÇÃO,MUITOS ESTUDIOSOS JÁ FIZERAM,MAS MESMO NA ÉPOCA DELES O ENSINO NÃO ESTAVA DA FORMA COMO ESTÀ. SOU PROFESSORA DA REDE E SE ESFORÇAMOS PARA DAR O MELHOR,FORMAR CIDADÃOS CRITICOS E NÃO PESSOAS QUE PARTICIPA DO LADO DE FORA DA QUESTÃO, A MINHA LICENCIATURA É DE PORTUGUES/ESPANHOL,O QUE MAIS ME ENTRISTECE É QUE O BRASIL PRECISA SIM DE TODAS AS MATÉRIAS,TANTO A ARTE,FILOSOFIA,SOCIOLOGIA E O ESPANHOL,MAS PARA QUE HAJA UM BOM CONSENSO EM TUDO ISTO. O MAIS IMPORTANTE É QUE TIVESSE OS ACORDOS DIPLOMATICOS QUE O BRASIL NÃO TEM COM OS PAÍSES HISPANOS,ISTO SIM É LAMENTÁVEL. É UMA LÍNGUA MARAVILHOSA,O POVO BRASILEIRO TEM CARENCIA EM APRENDER OUTRO IDIOMA,POIS NÃO TEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS PARA PAGAR UM CURSO TÃO CARO COMO QUALQUER IDIOMA. PARA OS PROFESSORES DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA O SEU PAPEL É ENSINAR OS POBRES A CONVIVER COM A DIFERENÇA E BUSCAR ATRAVÉS DESSA DIFERENÇA PAZ,VONTADE DE MUDAR E CRESCER. PERCEBEU CARO COLEGA QUE HOUVE DEMAGOGIA EM SUAS PALAVRAS,POIS SOMOS HERÓIS,POIS DEIXAMOS NOSSAS FAMILIAS PARA OFERECER O MELHOR QUE TEMOS QUE É O ENSINO,ENQUANTO PROCURAR POR FILÓSOFOS DE UMA ÉPOCA DIFERENTE DA NOSSA NÃO IRÁ HAVER CONSENSO. POIS NEM FREUD ESTÁ EXPLICANDO Á FALTA DE BOM SENSO ENTRE PESSOAS QUE DEVERIAM NO MINIMO RESPEITAR O NOSSO TRABALHO QUE É O DE ENSINAR…….É LAMENTAVEL QUE AIND SE DÁ PERÓLA A PORCO.

  8. Adriano

    -

    09/11/2011 às 12:42

    “A cascata de que “o aluno precisa aprender a pensar” é só um misto de arrogância com vigarice ideológica — no geral, dá-se de barato que o sujeito só pensa quando comunga de valores da esquerda.”

    Você novamente usando de uma retórica chula para reduzir a maioria dos profissionais à minoria. Duvido que você já tenha entrado em uma escola pública para assistir a uma aula de filosofia. O que você fala dos “pobres” é uma visão romântica. Me sinto ofendido com esta redução, pois a Filosofia, quando diz que “ensina a pensar”, não o faz com pregação ideológica, mas ao contrário, com as ferramentas básicas da lógica formal e da análise da linguagem (filosofia da linguagem, sabe o que é?). A Ética debatida nas faculdades de Filosofia nem toca mais em Marx Marx nunca escreveu sobre ética, apesar de ter uma ética implícita na sua pregação comunista e crítica ao capital). A filosofia política considera bastante Marx porque ele realmente foi importante, mas na grande maioria dos círculos filosóficos do país se discute mais John Rawls e Habermas do que Marx (conhece?). Bem, nós também temos formação em didática, aprendemos a montar um currículo, temos documentos que dão as diretrizes de uma aula e constantemente debatemos o assunto da educação e da importância da filosofia na escola. Reduzir nosso trabalho a proselitismo vagabundo é uma redução estúpida de quem não tem conhecimento de profissionais da área. Vá estudar Filosofia, converse com os Filósofos do Brasil. Se você for um pouco mais aberto verá que você está completamente errado.

  9. Samuel Velasco

    -

    25/10/2011 às 11:24

    Reinaldo, às vezes eu tenho dúvidas se você é sério ou brincalhão. No segundo caso, parabéns por seu humor e por servir de straw man dos conservadores. Sem você, o Mainardi e o Olavo de Carvalho, nós não teríamos de quem rir no botequim… Aquele abraço!

    PS: (esse texto tá ficando velho, contudo, cada vez mais engraçado)

  10. Pedro Alcantara

    -

    04/10/2011 às 23:09

    Parabéns, Senhor Azevedo. Parabéns!

  11. Gabriel Viana Silveira

    -

    03/10/2011 às 17:05

    A filosofia contém a metafísica, que excercita a capacidade de abstração conceitual do aluno. Nenhuma disciplina excercita melhor tal abstração do que a filosofia. As outras disciplinas, em geral, lidam mais com dados sensíveis. A filosofia contém a lógica, a qual traz grandes contribuições para a matemática e para o português. Está intimamente ligada à filosofia da linguagem. A filosofia contém ética, a qual traz reflexões sobre como o sujeito pode conduzir sua vida. Isso não quer dizer que o professor vai condicionar o aluno a uma corrente ética, mas que o professor pode apresentá-la como alternativa.

  12. Amelia

    -

    03/10/2011 às 13:35

    Está meio antigo, mas é tão engraçado que não resisto. Voltei aqui procurando uma boa observação de um leitor e achei a resposta do Paulo, com o apoio do “Eduardo” (Ele existe? É um fantasma? Fantasmas existem?). Parece que acertei no fígado!
    Paulinho, você só está demonstrando que é ruim de leitura. Precisa se esforçar mais em entender. Só me responsabilizo pelo que escrevo, não pelo que os outros entendem.
    Não precisa recomendar-me dicionários, gosto muito deles. Paulinho, “Eduardo” (eta esquizofrenia) procure-os também.
    Vou facilitar um pouco. Pernóstico significa pedante, metido, alguém que ostenta um conhecimento superior ao que possui. Costuma vir associado ao “ridículo”.

  13. Mariana

    -

    03/10/2011 às 6:35

    Sou professora e usarei tópicos para explicar o óbvio:
    1- Eu moro no Brasil, um país pobre e muitos alunos frequentam a Escola só para comer a merenda.
    2- A realidade nem sempre é bela, mas não deixa de ser um fato por isso.
    3- Seria maravilhoso ter Filosofia e Sociologia na grade, se os nossos alunos soubessem ao menos o básico ao sair da Escola: Português e Matemática.
    4- O fato: as Escolas brasileiras formam analfabetos funcionais.
    5- Acredito que o Reinaldo Azevedo dê importância a Filosofia ou a qualquer matéria que agregue valor na grade escolar. O jornalista enxerga os fatos, apenas isto.
    6- Para conseguir boa nota no Enem, muitos alunos são obrigados a escrever como se concordassem, sobre o que discordam. A prova é pura doutrina, por isso ensinem seus filhos a pensar, duvidar e a questionar. Os pais são os melhores mestres para isso, ao menos no Brasil.
    7- Não sei desenhar, se soubesse explicaria melhor o tema.
    8- Se você mora no Brasil maravilha, deixe seu endereço, por favor! Pretendo me mudar para onde você está.

  14. Dias

    -

    02/10/2011 às 16:59

    Platão era um aristocrata, contra o regime democrático, acreditava que o governo deveria ser exercido pelos sábios e filósofos. René Descartes, grande articulador da ciência moderna afirmava: “Tende bons filósofos e tereis bons cidadãos.” O exercício da democracia só pode ser efetivado com cidadãos que tenham know-how suficiente para a função deliberativa, ou seja, um certo tipo de saberes que lhes possibilite analisar, ajuizar e se posicionar na tomada de decisões políticas. Lembrando que a democracia nasce com a retórica, e os filósofos sofistas dedicaram-se a ensinar os cidadãos para a habilidade do discurso; daí surge o direito tb. Contudo, defender a filosofia em função do exercício democrático, embora seja válido, não deixa de ser diminui-la. A filosofia dispõe de vasto conhecimento capaz de auxiliar o sujeito na sua compreensão de mundo, na sua constituição espiritual e na autonomia de suas crenças. Agora, se o que este senhor quer, são operários que trabalhem nas fábricas, cheguem em casa e assistam a novela das 20:00h. para esperar o fim de semana e comprar irrefletidamente as baboseiras que o marketing e a industria o faz crer que ele precisa… então, a filosofia não serve para nada.
    Vivemos um processo histórico privilegiado, onde podemos escolher que tipo de nação queremos ser, que tipo de valores queremos cultivar, que tipo de ser humano queremos ser. Felizmente, o secretário Herman, reitor da Unesp, fez uma excelente escolha, está na hora de investir nas pessoas não somente para que elas possam se engajar na sociedade, mas para que possam fazê-lo com protagonismo, autonomia e consciência de si. Neste sentido, nossa disciplina, filosofia, é determinante.

    P.S. Infelizmente, a ignorância leva muitos a atribuir qualquer forma de crítica ao marxismo, vício que o autor comete, talvez porque ele nunca tenha tido uma boa formação filosofica para perceber o quão diversificado é este palácio de ideias do qual os filosofos fazem a crítica destas relações que chamamos humanas.

  15. Pietro

    -

    01/10/2011 às 23:35

    Senhor Azevedo, onde eu assino por favor?
    Grato.

  16. Maria Edi Cesario

    -

    01/10/2011 às 21:36

    “Rafa Aragao – 01/10/2011 às 14:39
    Estudo ciências sociais e o que menos vejo na faculdade são marxistas, seja entre os professores e menos ainda entre os alunos. Acho que você tem uma paranoia com esquerda, vê comunismo onde não existe.”
    Sinto dizer: ou esse cara está trollando, ou está “beyond repair”. Pobre criatura …

  17. Rodney

    -

    01/10/2011 às 20:41

    Grande Uncle King!!! Como sempre, matando a cobra, e mostrando a cobra mortaaaaaaa! :-)

  18. zz

    -

    01/10/2011 às 19:41

    Eu sei o quê um engenheiro, um médico, um advogado fazem, mas nunca consegui descobrir o quê um filósofo faz.
    Tive filosofia na escola, não serviu para nada, essa conversa de desenvolver espírito crítico é balela.

  19. Kaos

    -

    01/10/2011 às 19:06

    Desculpe, é Victor.

  20. Kaos

    -

    01/10/2011 às 19:05

    Victor – 30/09/2011 às 23:54 …
    Vitor e leitores, filosofia é o mesmo que religião, não serve para nada. Foram inventadas quando as pessoas acreditavam, por temor, em deuses, espíritos, almas,etc.
    Somos APENAS animais da espécie humana, primos dos chimpanzés e por NENHUM motivo especial estamos aqui. Somos o que somos neste momento simplesmente porque existe uma coisa chamada Evolução das Espécies, lentíssima e constante há alguns bilhões de anos. Ela explica, juntamente com as recentes pesquisas das Neurociências e para quem tem pelo menos um BOM ensino médio, de ONDE viemos, O QUE somos e COMO funcionamos.
    Não temos uma entidade separada do corpo. Não existem sentimentos, atos, decisões, livre-arbítrio, etc e etc fora do nosso cérebro/corpo.
    Leiam, para entender o que somos, os excelentes livros :
    “A Ilusão da Alma” – Eduardo Gianetti,
    “O Erro de Descartes” – Antonio R. Damásio.
    “Como Funciona o Cérebro” – Steve Pinker.
    “Muito Além do Nosso Eu” – Miguel Nicolelis.
    Depois tem o grande cientista e pesquisador/pensador Richard Dawkins e alguns outros.
    Suas vidas vão mudar. E se existem mais algumas coisas sobrenaturais, a física quantica logo explicará.
    Somos apenas as configurações químico-elétricas do nosso corpo/cérebro. Se é nisto que a filosofia se baseia …

  21. anonima

    -

    01/10/2011 às 17:57

    o maior problema da educação são dois: a pena que alguns especialistas tem dos alunos que não querem aprender e fica carregando estes junto com os que querem aprender, e as salas superlotadas.Se o aluno não gosta de estudar e não quer de jeito nenhum e fica atrapalhando o rendimento das aulas, deve fazer cursos que gosta. Gosto muito de Platão, cada um deve seguir sua aptidão. Tem gente que nasceu para ser médico, outros para ser guardas, outros para ser agricultores, e afinal, todas as profissões são importantes. E se o governo quer ser tão bonzinho, por que não melhora os salarios de todos para que cada um siga sua vocação? resposta: porque ogoverno só pensa em comprar votos, e quanto mais ignorantes melhor para ele. E nós vamos cooperar pela perpetuação da ignoran cia? só não podemos nos esquecer de que amanha estes jovens serão nossos médicos, politicos e professores. eu hoje, não como em restaurante onde há jovens, pois eles são tão irresponsaveis que não lavariam nem a alface direito. Imaginem comendo uma alface com uma larva? Isso é possivel. Vocês precisam conhecer realmente nossos jovens, eles não sabem cuidar nem da propria saude, vejo isso pelo meu filho, é um crânio em tecnologia mas em materia de saude, eu sofro para ensiná-lo. Culpa dos professores de biologia e da internet que ensina cada absurdo. E nós pais sofremos, até provar nossas ideias para os jovens… imaginem que não tem pais para os orientarem ( que são muitos)…

  22. anonimo

    -

    01/10/2011 às 17:18

    nao entendo tanta preocupação com a mudança no curriculo , se o aluno não tem professor direito nas diversar materias e se o ambiente de aprendizagem é pessimo… primeiro deveriamos nos preocupar com o ambiente escolar, com os professores agredidos, com a violencia, drogas e descaso do governo, a mudança no curriculo é algo para tentar melhorar e vendo na visao do secretario é bem vinda, o unico problema é quanto ao que vai ser ensinado. Se os alunos aprenderem alguma coisa com a disciplina é bem vindo, porque até agorã não estão aprendendo nada!

  23. Alfredo Franch

    -

    01/10/2011 às 16:56

    Acho que sua ironia está mais próxima da realidade do que v, pensa. Durante uma aula de filosofia em uma escola particular (e cara) de Curitiba, o professor disse que possuir telefones celulares só é possível em virtude da exploração dos pobres e que os novos modelos causam a fome na África…

  24. Rafa Aragao

    -

    01/10/2011 às 14:39

    Estudo ciências sociais e o que menos vejo na faculdade são marxistas, seja entre os professores e menos ainda entre os alunos. Acho que você tem uma paranoia com esquerda, vê comunismo onde não existe.

  25. Francisco

    -

    01/10/2011 às 13:07

    Prima! Reinaldo.
    Como lhe disse anteriormente, o ensino de filosofia no Brasil está atrasado em pelo menos 40 anos. Portugues então…O ensino da gramática foi lentamente substituido por “novas metodologias” as quais na verdade escondem a dificuldade que os nossos professores têm em entender aquilo para o qual se propuseram fazer: ensinar a gramática!

  26. maria heloisa zamarion

    -

    01/10/2011 às 8:47

    Sou supervisora de ensino aposentada. Acompanho a educação paulista. Há escolas de ensino médio que, apesar de estarmos no terceiro bimestre ainda não tiveram aulas de filosofia e sociologia, poucas de matemática, quase nenhuma de português.
    Ainda tem gente que acredita na educação no Brasil.Creia.

  27. Adriano da Ilha

    -

    01/10/2011 às 8:12

    Reinaldo, eu tenho 2 filhos, um de 6 anos e outra de 4. Eu pactuo de sua opinião pois tenho plena certeza que vou ter que ensiná-los a diferenciar o que devem escrever numa prova – seja da escola ou dos vestibulares – e a realidade. Isso vai dar um baita trabalho, por que as informações equivocadas estão espalhadas por todos os lados. Para se ter uma idéia, assisti a um documentário sobre a 2a. guerra em que dizia que a crise de 29, permitiu que ideologias de DIREITA, entre elas O FASCISMO ITALIANO E O NAZISTA ALEMÃO, ganhassem força junto à população. FASCISMO E NAZISMO DE DIREITA ? Este é só um exemplo de muitos.

  28. CARLOS ROCHA

    -

    01/10/2011 às 6:59

    Caro Reinaldo, as vezes eu me torço de rir da trabalheira que você tem para tentar explicar ao petralhas coisas que 99,99% deles NUNCA LERAM E NUNCA LERÃO (você sabe por quais motivos: cognição, genética, etc.). E dentro dos 0,01% restantes a coisa não chega a ser muito melhor não.
    Boa sorte na sua próxima tentativa.
    Um abraço.

  29. Carioca

    -

    01/10/2011 às 2:47

    Querem escola públicas para formar militantes analfabetos funcionais; capazes de olhar o cocô e inferir um manjar, olhar o brasil e inferir o Primeiro Mundo.

  30. silvio freire

    -

    01/10/2011 às 1:04

    Um dos motivos pelos quais este nosso Brasil vive mergulhado em um atraso terrivelmente assustador, é o fato de servmos incomodados por um bando de pseudos intelectuais que se autodefinem como sociologos ! E o pior que o mais celebre deles ( o FHC) luta pela descriminalização de todas as drogas ! Tudo isso porque ele não tem , em casa, um filho ou neto, dependente da cocaina ou do crck. Sociologia e Filosofia não são prioridades em nenhum país faminto do planeta !

  31. silvio roberto freire

    -

    01/10/2011 às 0:58

    Esse comportamento que faz com pseudos intelectuais continuem atacando a classe media acusando-a de facção burguesa privilegiada só leva a um lugar: aquele em que o idiota latino americano que critica , dessa forma, é um atraso ! A escola publica , até a pouco tempo enaltecida pelo lulismo, é uma verdadeira porcaria e só tem conseguido concentrar uma maioria bandida para o seu ambiente. Pa que esses fedelhos terem , como prioridade, aulas de filosofia e sociologia? Para que as coisas piorem? Para que serve, no Brasil, essa tola e ridicula sociologia ? Para nada !

  32. Lana

    -

    01/10/2011 às 0:38

    Caros colegas, a unica coisa que tenho a dizer sobre essa tal matéria é “é a veja…”, ou seja, uma revista sem nenhum conhecimento no meio acadêmico. Queremos uma sociedade com engenheiros lógicos, sim! Mas também queremos uma sociedade pensante, do que adianta termos vários engenheiros (e suas especialidades), se não temos um povo que não sabe fazer politica, que não sabe quais são seus direitos de cidadãos e que não sabe fazer história. Sinceramente, o senhor vive em um mundo paralelo. “Colocar sociologia e filosofia não faz pensar, matemática sim;” Acho que essa frase deveria ser ao contrario, Sociologia e Filosofia faz pensar, a matemática faz ser lógico, é um jogo de regras que não muda,aprende-se uma vez e pronto. Não a discussão! Já sociologia, e diversas vertentes da área de humanas, faz pensar, faz ter senso critico e também faz ser lógico!

  33. Victor

    -

    30/09/2011 às 23:54

    Reinado, eu leio o seu blog mas quase nunca comento, mas já que o fiz hoje, fá-lo-ei mais uma vez, com o único intuito de te prover de um sólido argumento contra sociologias, filosofias, e etc.

    O que 99,9% das pessoas não sabem é que se pode muito facilmente dizer que sociologia não é ciência. Karl Popper estabeleceu como critério para distinguir a ciência da pseudociência a falseabilidade. É ciência o que é falseável, porque, o sendo, poderá ser refutado caso inverídico.

    Usando o exemplo de Popper: se Einstein tivesse errado na sua Teoria da Relatividade, de que a luz seria atraída pela gravidade como qualquer massa, então o Sol não desviaria a luz de algumas estrelas, fazendo com que mudassem de posição. Num eclipse, observado aqui no Brasil, pôde-se observar a veracidade da teoria.

    Diferente é o caso da psicologia, no exemplo de Popper. Digamos que um homem afogue uma criança, num 1o exemplo, e que, em outro exemplo, um homem salva uma criança de se afogar. Freud diria que o 1o o fez por tensão acumulada de um complexo de Édipo, enquanto o 2o por sublimação. Adler diria que, em ambos, tentou-se superar um complexo de inferioridade. Não existe nenhum caso ou situação em que a teoria de um e outro possa ser falseada, a observação empírica sempre se encaixaria ou confirmaria a teoria. Isto, ao invés de ser a força, era a fraqueza das respectivas teorias, o que as tornava pseudo-ciência, e não ciência.

    O mesmo pode ser dito da sociologia. Pegue a teoria de Marx, pegue a teoria feminista, Weber, Durkheim, quem quer que seja. Tudo é encaixável em suas respectivas teorias. Uns podem ter maior ou menor aparência de cientificidade, como Weber, mas continua sendo pseudo-ciência. A sociologica tenta pegar uma infinitude de fatos, selecionar alguns por critério pessoal e particular do intérprete, e dar a eles a interpretação igualmente pessoal deste. Idem para história, geografia, etc.

    Por isso não se constrói nenhum espírito crítico ou o que quer que seja. Sociologia não é ciência, mas uma tecnologia no máximo, uma forma de empregar ideologias.

  34. Alexis de Tocqueville

    -

    30/09/2011 às 23:31

    Não há incompatibilidade entre português e matemática, de um lado, e sociologia e filosofia, do outro, pois esses dois grupos de disciplinas são não apenas complementares, como também interdependentes. É absurdo diminuir a carga horária que a rede pública de ensino do Estado de São Paulo dedica às aulas de português e matemática, visto que ambas as disciplinas são ferramentas indispensáveis para a adequada aprendizagem das demais. Discordo das críticas que Reinaldo Azevedo dirigiu à abordagem interdisciplinar na qual se baseia a grade curricular adotada pelas escolas brasileiras, porquanto a eficaz transmissão dos conteúdos inerentes às diversas áreas do conhecimento humano exige muitas vezes que eles sejam expostos conjuntamente em mais de uma matéria em virtude de sua íntima imbricação. Afinal de contas, como pode um professor de história explicar a um estudante os motivos que levaram Portugal a se tornar a nação pioneira no que concerne à expansão marítima européia do século XVI sem lhe apresentar conceitos básicos de astronomia, ainda que de modo superficial e sucinto? Ou ainda, é concebível que um professor de física descreva apropriadamente a gênese e o desenvolvimento do projeto Manhattan – responsável pela criação da bomba atômica – sem tecer considerações sobre o panorama histórico no qual ele se insere?

  35. Kaos

    -

    30/09/2011 às 23:24

    Quando fizerem uma reforma SÉRIA no ensino brasileiro para as nossas crianças e jovens, espero que não esqueçam que somos APENAS mais uma espécie animal, primos dos chimpanzés e que, por simples mas FANTÁSTICAS e lentíssimas mutações, estamos aqui, dotados de um CÉREBRO o qual os cientistas conhecem apenas UM POR CENTO de seu funcionamento. Cérebro este, é claro, o órgão que comanda nossas vidas. Sem espíritos, almas, e outras invencionices religiosas e filosóficas.

  36. Anónimo

    -

    30/09/2011 às 22:52

    Reinaldo, com a classe política e empresarial não existe chance alguma de o Brasil progredir, so tem bandidos e comunístas.
    Fico pensando, se o comunismo não tivese acabado, já pensou na encrenca que estariamos, os caras estão todos light e sem referença ainda assim aquí tem mais comunístas que na China, mais aquí não vai dar certo porque lá e historicamente o confucionismo impera e está bem longe do socialísmo, do jeito que as coisa estão indo, seremos uma piada mundial.
    Filosofos e sociologos nunca serviram para nada e assim sendo sem os pagadores de impossto todos morrerião de fome.

  37. Eduardo

    -

    30/09/2011 às 22:38

    Eu,primeiramente,mantenho-me atualizado.Deste modo,nao acho que o velho conflito entre capitalistas e socialistas leve a algum lugar.Afinal,como a senhora fez questao de frisar,a Guerra Fria acabou,nao ha motivo para esse discurso enfadonho entre tais ideologias.Sim,nao sou comunistas muito menos anti-comunista.Se a senhora fizesse-nos o favor de procurar no dicionario o significado lexico da prefixo “anti”,perceberia que sugere contrariedade e que no decorrer do tempo ganhou uma semantica diferente,de aversao.Assim,minha cara,sinto-me confortavel em dizer que nao sinto aversao aos comunistas,como eh o caso da senhora,mas nao compartilho da maior parte das ideias por ela pregadas.Agora,ridicularizar o meu discurso sugere,sobretudo,falta de argumentos.Parece-me,Amelia,que Platao estava certo.Voce ainda esta acorrentada,vendo a projecao de sua sombra na parede da caverna,acreditando piamente naquilo.Nao conseguindo sair de seu ostracismo intelectual,contenta-se com o mastigado,o pronto e o facil.Entao fica a dica:proxima segunda dirija-se a biblioteca mais proxima e atualize-se.(sugestao:como a senhora parece nao acreditar que o Muro caiu,leia o artigo do Hobsbawm sobre a derrocada do Comunismo).

  38. Eduardo

    -

    30/09/2011 às 22:34

    Eh Paulo,devemos levantar barricadas invisiveis contra a redundancia de valores e a caretice.A maior parte dos comentarios aqui fedem a naftalina.O autoritarismo(sim,Amelia,grande palavra),impera entre a galerinha aqui.Se durrabassemos,pastariam.

  39. Paulo

    -

    30/09/2011 às 22:27

    Sim,nao sou comunistas muito menos anti-comunista.Se a senhora fizesse-nos o favor de procurar no dicionario o significado lexico da prefixo “anti”,perceberia que sugere contrariedade e que no decorrer do tempo ganhou uma semantica diferente,de aversao.Assim,minha cara,sinto-me confortavel em dizer que nao sinto aversao aos comunistas,como eh o caso da senhora,mas nao compartilho da maior parte das ideias por ela pregadas.Agora,ridicularizar o meu discurso sugere,sobretudo,falta de argumentos.Parece-me,Amelia,que Platao estava certo.Voce ainda esta acorrentada,vendo a projecao de sua sombra na parede da caverna,acreditando piamente naquilo.Nao conseguindo sair de seu ostracismo intelectual,contenta-se com o mastigado,o pronto e o facil.Entao fica a dica:proxima segunda dirija-se a biblioteca mais proxima e atualize-se.(sugestao:como a senhora parece nao acreditar que o Muro caiu,leia o artigo do Hobsbawm sobre a derrocada do Comunismo).

  40. GREGO

    -

    30/09/2011 às 22:23

    Ganhei o Livro “Caçadas de Pedrinho” aos oito anos, presenteado por minha Avó, que era á época, Diretora de Escola Municipal, fico me perguntando se hoje ela seria enquadrada em algum tipo de crime pelas “secretárias de qualquer coisa” por induzir uma criança a se apaixonar por Tia Anastacia, Narizinho, Emilia, e por seu alter ego Dona Benta, na mesma época, fui apresentado ao livro “O homem que calculava”. Exemplos de Filosofia e Sociologia entendiveis por crianças daquela idade e que junto a outros livros que nós ganhavamos formavam o conhecimento que levamos para a vida. Um nos ensinava o lúdico o outro nos dava as ferramentas para entender a lingua universal que é a Matemática.

  41. Eduardo

    -

    30/09/2011 às 22:22

    finish her!!!

  42. Paulo

    -

    30/09/2011 às 22:20

    Eu,primeiramente,mantenho-me atualizado.Deste modo,nao acho que o velho conflito entre capitalistas e socialistas leve a algum lugar.Afinal,como a senhora fez questao de frisar,a Guerra Fria acabou,nao ha motivo para esse discurso enfadonho entre tais ideologias.Sim,nao sou comunistas muito menos anti-comunista.Se a senhora fizesse-nos o favor de procurar no dicionario o significado lexico da prefixo “anti”,perceberia que sugere contrariedade e que no decorrer do tempo ganhou uma semantica diferente,de aversao.Assim,minha cara,sinto-me confortavel em dizer que nao sinto aversao aos comunistas,como eh o caso da senhora,mas nao compartilho da maior parte das ideias por ela pregadas.Agora,ridicularizar o meu discurso sugere,sobretudo,falta de argumentos.Parece-me,Amelia,que Platao estava certo.Voce ainda esta acorrentada,vendo a projecao de sua sombra na parede da caverna,acreditando piamente naquilo.Nao conseguindo sair de seu ostracismo intelectual,contenta-se com o mastigado,o pronto e o facil.Entao fica a dica:proxima segunda dirija-se a biblioteca mais proxima e atualize-se.(sugestao:como a senhora parece nao acreditar que o Muro caiu,leia o artigo do Hobsbawm sobre a derrocada do Comunismo).

  43. Vivian

    -

    30/09/2011 às 22:07

    Olá Reinaldo, estou me formando em Filosofia e te digo que por muitas e muitas vezes já pensei que a filosofia devesse ser cortada do currículo. É decepcionante ver que os jovens passam, na maioria das vezes, por uma lavagem cerebral. São pouquissimos os professores de filosofia que são coerentes, sérios. Costumo dizer que estes tantos péssimos ‘filósofos’ devem distribuir aos seus alunos ‘pílulas de Marx’, e os alunos saem vomitando coisas incabíveis, distorcendo fatos, pensamentos…bem, coisas dessa Petralhada.

  44. Amélia

    -

    30/09/2011 às 21:54

    Interdisciplinariedade. Comprida, não? O Paulo aí embaixo parece adorar. Lá vai a bactéria, em movimento retilíneo uniforme, cumprir sua função social. Ele deve se considerar bem superior, pois não se considera comunista ou anti-comunista. Ele até disse que não há mais guerra fria. É mesmo? Se ele não dissesse, ninguém ficaria sabendo.
    Falando mais seriamente, o Paulo pouco lê ou não entende o que lê. É a falta do português. Paulo leia mais e melhor, bem melhor. Pode também ler menos, mas leia direito. De qualquer modo, nunca seja tão pernóstico. Dê ainda uma olhada em uma boa enciclopédia e aprenda melhor sobre Apolo e Dionísio.

  45. Jayme Ferrari

    -

    30/09/2011 às 21:33

    Prezados,
    como Engenheiro Agrônomo que sou e formado numa das melhores universidades do país na área (UFV) digo: A matemática que sei e que me diferencia em muito das pessoas com as quais convivo deve ser comparável à de um coreano de 12 anos. Sem matemática não há pensamento lógico. A matemática é a maior das ferramentas do pensamento racional. Desta filosofia de botequim estamos saturados.

  46. Ludmila

    -

    30/09/2011 às 21:15

    Usar a retórica para diminuir uma disciplina criticando-a como retórica continua me parecendo um “tiro no pé”! Quanto aos dinossauros eles buscam a cabeça dos comunistas que querem, por sua vez comer as criancinhas… Ou melhor desvirtuá-las com matérias críticas…Muito hilário!

  47. Eduardo

    -

    30/09/2011 às 20:48

    Um belo exemplo de como o universo cultural do leitor traduz o sentido de um excerto.Ao afirmar que a frase eh um “tiro-no-pe”,voce so esclarece a todos a sua posicao ideologica,nao a do outro.Agora, “Para que o pensamento abstrato, crítico? Afinal ele não constrói prédios!”,lamentavel.Os ventos da ignorancia nao pararam de soprar;eh incrivel constatar que ainda existam dinossauros como voce.Hilario

  48. Jotinha

    -

    30/09/2011 às 20:41

    A denúncia feita por Demóstenes Torres, ontem, na tribuna do Senado, é apenas um dos “malfeitos” nunca antes visto na história “destipaíz” na área da Educação. Afirmou o senador que “o governo federal está fazendo educação ideologizada e criminosa”. Que, além de ensinar Matemática errada e agredir o idioma, o Ministério da Educação tenta fazer de cada aluno “um militante de ONG, sindicato ou partido ligado ao Palácio do Planalto”. Disse que ”folhear o livro ‘Viver, aprender’ é um passeio pelos diversos ensaios da idiotia. Lê-lo é ter contato com um texto confuso, às vezes patético. Estudar por ele é tomar aula primária de militância esquerdista com argumentos pré-Revolução Russa de 1917”. Segundo o senador, o livro “Vivências e diversidades” informa que há apenas dois grupos de jovens no Brasil, o dos negros e pardos, com 51% da população, e o de brancos, com 49%. Na estatística do ministério, disse o senador, não existem no País os amarelos, cafuzos, mamelucos, polacos, mulatos, mestiços e índios. Declarou, também, que o “marketing chapa-branca” fez com que os livros incorporassem propaganda explícita do governo, com reprodução integral de peças publicitárias. Pois é, caro Tio Rei. Para o cleptogoverno petista, a educação só faz diferença na hora do aliciamento. O crime está compensando! Mais vale um abduzido na mão do que dois honestos voando. Falta aos petralhas, agora, baixar uma medida provisória revogando a lei da gravidade, estabelecendo que 2 + 2 = 5, e que a realidade é falsa. Alegação? São coisas da direita capitalista…

  49. FLAVIO

    -

    30/09/2011 às 20:22

    Isso é tipico do esquema petista/comunista?. Não estão conseguindo entrar na Universidade, então arruma vagas especiais para os mamelucos e cafusos. O indice tecnologico da ABNT é muito parecido com o da Europa, e somente algumas empresas conseguem fabricar dentro. Então muda-se as solicitações para numeros mais fracos. Dessa forma são feitas também as corrupções.; Reinaldo estou com voce e não abro.

  50. Ludmila

    -

    30/09/2011 às 20:09

    Menos retórica! Sim! O mal da educação são os comunistas que impregnam os alunos com Marx (o furunculoso) em uma aula semanal! Para que este discurso arrogante- propagado por professores que se propõem a ganhar menos de um salário (exatamente por conta deste farto número de aulas inúteis) – de que a escola é também o lugar do debate intelectual?
    Para que o pensamento abstrato, crítico? Afinal ele não constrói prédios!
    Com certeza ele não favoreceria esta coluna e os lugares que a veiculam.
    Sim… Mais engenheiros, menos críticas para que pessoas como o Sr. falem atrocidades como estas e sejam apoiadas.
    Uma coisa é defender a não diminuição da carga horária de disciplinas em função da implementação (necessária) de outras matérias e atividades na grade curricular das escolas.
    Mas daí apresentar o argumento com esta frasinha de efeito lamentável e vergonhosa, é um “tiro no pé”, pois diminui o esforço retórico e o “vasto conhecimento apresentado acerca da filosofia alemã”.
    Talvez o desenvolvimento de um pensamento crítico ajude a defender as idéias e apresentá-las sem ter que usar um tom ofensor só porque se sente ofendido, afinal a regra de que “não vale falar mal da mãe” talvez tenha que valer para o debate – inútil – acerca do pensamento crítico e da exposição retórica.

  51. Dalton C. Rocha

    -

    30/09/2011 às 19:57

    O governo Lula mandou colocar na grade curricular aulas de espanhol(desnecessário), filosofia(marxista) e sociologia(marxista).
    Supondo que cada uma destas matérias tivesse 2 horas/aula por semana e se tenha 4 horas/aula por dia de todas as matérias.
    Só estas três matérias novas seriam um dia e meio de semana só dedicado a elas.
    Como dar horário a estas novas matérias?
    Tempo de aula não pode ser gerado do nada; se não tirar carga horária de matemática e português, retirar de que matérias?História, geografia, qual?
    O problema é que estas três desgraças – espanhol(desnecessário), filosofia(marxista) e sociologia(marxista) – não deveriam terem sido colocadas na grade curricular.
    Tanto filosofia(marxista) e sociologia(marxista) foram colocadas na agrade curricular, apenas por duas razões:
    1-Doutrinar ainda mais os alunos.
    2-Dar empregos a comunistas nas escolas.

  52. Kaos

    -

    30/09/2011 às 19:36

    Uma criança/jovem passa OITO ANOS (!!!!) estudando e muitos mal aprendem a ler, escrever e interpretar. Prato feito para a exploração politica e religiosa.

  53. Marcos

    -

    30/09/2011 às 19:29

    Reinaldo,
    Quero parabenizá-lo por seus artigos, são para mim como uma luz nas trevas pelas quais estamos passando. Não se deixe desanimar pela enorme quantidade de estrupícios que lhe atacam. Continue escrevendo e denunciando com seu talento e coragem.

  54. marceloh.

    -

    30/09/2011 às 19:16

    Excelente, Reinaldo!
    E assim como, em suas palavras, a melhor forma de entediar os alunos com o comunismo jurássico é deixar os comunas falarem, a melhor forma de mostrar do que são feitos esses professores sociólogos/filósofos etc. (o que aprenderam na faculdade) é escrever esses artigos com sutilezas e humor refinado. Esses petralhas enrustidos garantem oportunidade de aprendermos um pouco mais do que vem de tua pena.
    Até há pouco eu estudava para um concurso municipal (professor de ciências) por uma apostila, e peguei nojo com o proselitismo escancarado no material (ao esboçar as tendências pedagógicas e desavergonhadamente vender o peixe da pedagogia esquerdopata).

  55. observador

    -

    30/09/2011 às 18:46

    Isso é absolutamente claro pra mim: não faz sentido ensinar Filosofia e Sociologia a alunos que não sabem ler. Qualquer pessoa que não consiga entender isso tem má fé, não é nem caso de ignorância.

  56. Paulo

    -

    30/09/2011 às 18:38

    Ja disse Pe Antonio Vieira :”E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (…) o dito polvo é o maior traidor do mar.”

  57. Paulo

    -

    30/09/2011 às 18:27

    Nossa,acabo de me deparar com o tipico discurso autoritario da extrema direita do nosso jornalismo.Nao sou comunista nem um anti-comunista(apesar de que,para o ilustrissimo autor da artigo,nao existe outra categoria,como se estivessemos diante de Apolo e Dionisio-o mundo deve ser preto e branco para ele).Pelo jeito,o senhor deve estar longe de qualquer escola ha um bom tempo,senhor Reinaldo Azevedo.Do contrario,nao estaria defendendo aquele arcaico ensino de antes,quando havia claras distincoes entre o que era Geografia,Historia,Matematica,etc.Nao vivemos mais a Guerra Fria,as coisas nao sao mais tao simples.As materias sao interdisciplinares,nao por capricho,mas por que a realidade impos tal condicao.Sou estudante de Engenharia Civil,area de exatas;nunca tive Sociologia,Filosofia,etc em meu curriculo escolar.Sinto falta,hoje constato.Nao por que eu queria ser um militante das esquerdas e matar velhos e criancinhas(sim,alguns acreditam nisso),mas por que tais disciplinas me ajudariam a amadurecer intelectualmente,ser mais critico,nao engolir qualquer baboseira que escrevam nas revistas por ai.Sim,a critica eh boa,senhor Reinaldo Azevedo,espero que leia este comentario tendo isso em vista.

  58. carlos eduardo

    -

    30/09/2011 às 18:21

    Olá Reinaldo
    O grande culpado por esta idéia idiota do secretário da educação, é o Governador Alckmin. Ele é que o nomeou, ou o nomeou por pressão de alguém? se foi por pressão então não serve para o cargo a que foi eleito, se foi sem pressão então é incompetente.
    Abraços

  59. Antonio

    -

    30/09/2011 às 18:21

    Não existe espírito crítico melhor que saber falar e fazer contas…

  60. lin

    -

    30/09/2011 às 17:48

    NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO. NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES AFINAL… Está bom assim!

    Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. “Homenageado na Academia Brasileira de Letras” !!!!
    Tiririca: R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias.”Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso

    TRADUZINDO: O SALÁRIO DO PALHAÇO PAGA 30 PROFESSORES.

    PARA AQUELES QUE VOTARAM NO ômi, fica a sugestão de CONTRATAR O TIRIRICA PARA DAR AULA PARA os FILHOS.

    Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00…

    Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

    Sugestão:

    Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

    Educação Física: futebol, funk …
    Música: sertaneja, pagode, axé,forró,funk carioca,hip hop
    História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira
    e a Biografia dos Heróis do Big Brother e do Mensalão do PT, Evolução do Pensamento das “Celebridades” do Mensalão cujo livro texto deve ser do Zé “sai daí” Dirceu
    História da Arte: de Carla Perez a Faustão
    Matemática: Dinheiro de Campanha Não Contabilizado e Contabilidade Parlamentar. Professores Delúbio e Márcio.
    Cálculo Percentual de Comissões e Propinas. Professor emérito: Valdemar …

    Português e Literatura:????Para quê???????????

    Biologia, Física e Química:

    Sem acordo com as facções do PT e PSOL, foram excluídas por excesso de complexidade

    Situação exemplar do Rio de Janeiro do Cabral:

    BOPE R$ 2.260,00………… para Arriscar a vida;
    Bombeiro R$ 960,00………..para Salvar vidas;
    Professor R$ 728,00……….para Preparar para a vida;
    Médico R$ 1.260,00………..para Manter a vida;

    E o Deputado Federal?
    Ganha R$ 26.700,00 para FERRAR a vida de todo mundo!

    Está bom assim ou queremos MAIS!
    ESSE É O BRASIL! de todos?

  61. Vanessa

    -

    30/09/2011 às 17:46

    Definindo o Sr. Reinaldo Azevedo: Pseudo intelectual que espertamente irrita as pessoas que de fato sabem fazer análises crítica(não me refiro aqui apenas ao grupo marxista) para ganhar seu pão de cada dia.
    Espero que um dia o senhor saia do armário.

  62. Ernando

    -

    30/09/2011 às 17:36

    Caro Reinaldo,
    Em uma das centenas palestras que fui do grande Benedito Nunes ele asseverou “Toda minha obra teve uma função: ser didática”, digo isso porque se você tivesse escrito, apenas, o nono e décimo primeiro parágrafo. Já estava sendo didático e sintético. Ou: como se diz no interior do Pará “Tinha ido na vitamina do abacate”!!!!

  63. jorge romano

    -

    30/09/2011 às 17:27

    Antes tínhamos português, matemática, história, biologia, química, física, geografia e educação física. Assim fizemos este país. Assim construiu-se a CSN, Furnas, Petrobrás, outras grandes empresas e muitas outras conquistas.
    Depois voltamos a ser o país dos bacharéis e a eles se juntaram os políticos. Um país desenvolvido só com “engenheiros”. Sem eles ficaremos no blá blá blá.

  64. Ighor

    -

    30/09/2011 às 17:22

    é uma pena para o país que um indivíduo como você tenha tanta influência.

  65. Raskol

    -

    30/09/2011 às 17:06

    Marcio Leopoldo Maciel das 15:26
    Você faz uma grande contribuição ao blog. Você lembrou muito bem da afinidade entre filósofos e matemáticos. Volte sempre aqui.

  66. Eliane

    -

    30/09/2011 às 17:03

    Também discordo das alterações pretendidas pelo secretário de educação de São Paulo.Sou socióloga e leciono sociologia no ensino médio mas creio que a carga horária de português e matemática deveriam ser ampliadas e não reduzidas pois constato na prática a incapacidade dos alunos de produzirem um simples de texto, sobre qualquer assunto, que faça sentido lógico devido ao total desconhecimento das mais elementares noções de gramática.Também são incapazes de fazer uma simples soma(12 + 9, por exemplo) sem recorrer ao auxílio de uma calculadora.Me parece que,se postas em prática, as mudanças na grade do ensino médio de São Paulo farão apenas a substituição do analfabeto funcional pelo analfabeto politizado e poliglota, pois a proposta pretende dar ênfase ao aprendizado do idioma espanhol!

  67. Raskol: demissão do secretário Voorvald é essencial. Ele foi abduzido pela canalha comuno-ptralheira

    -

    30/09/2011 às 16:54

    Nossa, Reinaldo, que prazer ler seus textos! Acho que aprendi tanto, até português, porque você é bom nisso! Neste blog a gente encontra aquilo que os verdadeiros filósofos praticavam, ou seja, tudo pode ser discutido e os argumentos lógicos devem prevalecer.
    Você está muito certo quando chama a atenção para a discriminação que isso vai gerar entre o aluno da escola pública e o aluno das escolas particulares.
    O aluno pobre precisa saber matemática muito bem, não só para a vida profissional, como também para a vida cotidiana. Basta ver o índice de inadimplência para que entendamos como essas pessoas desaparelhadas em matemática (e até em português!) são levadas no bico e acabam sendo os maiores pagadores dos altos juros de cartões de crédito e cheque especial.
    Além disso, o pobre precisa saber bem o português. Basta lembrar que numa entrevista de serviço quem não entender o enunciado da pergunta não saberá responder, porque quem não entende o enunciado nem sabe o que está sendo perguntado.
    Por isso, o governador deveria promover o aumento do tempo em português e matemática, ao invés de enfeitar a grade curricular só para agradar corporações e sindicatos. O aluno preparado pode aprende sociologia e filosofia em qualquer momento.
    Acho pouco o tempo destinado a português e matemática. O português, naturalmente, deve incluir muita leitura e isso demanda tempo e debate com professor competente. Essa já é uma falha do ensino público. Muitas vezes os alunos são instados a ler um livro, porém o professor não tendo competência e sendo um mau leitor, deixa de debater os trabalhos da classe, o que dá a impressão, aos alunos, que ler não é importante. É desrespeitoso ao aluno dar uma tarefa e não dizer se foi boa, se o caminho da análise foi correto ou não. O aluno está ali para aprender. Se ele tomou um caminho errado o professor deve dizer e o contrário também é verdadeiro. E que forma melhor de aprender português! Ler é gostoso, dá prazer.
    Lembro ainda, com referência à sociologia que esta lida, entre outras coisas, em fazer pesquisas. Para isso utiliza métodos estatísticos, para o que uma boa formação em matemática faz muita diferença.
    Aprendendo bem o português e a matemática o aluno vai querer avançar mais e vai ver mais possibilidades à sua frente. E é claro, poderá até filosofar.
    A gente sabe que o proselitismo vai ser a marca dessas duas matérias se essa empreitada malévola de redução da carga for empreendida. Isso vai reduzir a faixa etária dos fefexelentos (embora nem todos os que estudem em fefelexes sejam manipulados pela canalha comunista, a bem da verdade).
    Se o governador pensa em ficar alinhado ao povo paulista e afinado com a contemporaneidade, não pode manter numa secretaria tão estratégica como a Educação um homem completamente sem visão como esse senhor, saído da tumba para nos assustar.
    Uma boa educação nos dias de hoje faz diferença.
    Que o governador Alckmin não faça essa mal aos pobres de São Paulo. E demita esse secretário insosso, porém tão perigoso quanto um veneno.

  68. Indignado

    -

    30/09/2011 às 16:45

    Ufa! Ainda bem que voce consegue expressar os sentimentos que a gente tem, mas nem de longe consegue precisar com tamanha clareza. Caro Reinaldo, é evidente que seu blog lidera uma grande quantidade de leitores, mas sinto que é preciso ampliar essa luta. Voce escancara as falácias da esquerda, mas precisamos fazer mais. Eu não sei bem como, mas é preciso. Será que somente fanáticos (petralhas, fundamentalistas muçulmanos, ou de outra religião, tanto faz),conseguem se organizar? Esses demônios não se cansam, não desistem, são insidiosos, não deixam a gente em paz. Como sair dessa? A propósito: estou lendo o livro que voce comentou na Veja, “Liberdade vs Igualdade”, do Demétrio Magnoli. Muito bom, recomendo.

  69. Tião bento, rj

    -

    30/09/2011 às 16:37

    Graças a Deus escapei disso.Sempre gostei de ler, nem bula de remédio consegue fugir de mim. Minha filha piorou o que eu tinha começado, lê mais que eu. Filosofia numa escola da Pavuna no Rio é o mesmo que um prato de macarrão cozido em água e sal, sua (deles) filosofia já está traçada. Desencanto e revanche permeiam o mundo deles, pois acreditam ser credores sem contrapartida, tal qual juízes e outros escalões governamentis. É bonito, isso, afinal tém quem paga.

  70. Paulo

    -

    30/09/2011 às 16:35

    Rei você falou tudo nenhum deles leu Marx…. é um piada e depois se dizem esquerda…
    … mas Rei não bastá só as aulas de português e matemática, temos que ter bons professores para estas matérias…
    … você quer coisa pior do que em minha turma de direito… quando eu conversava com o professor de ética sobre “desobediência civil e resistência…” 99,9% dos alunos nem sabiam do que se tratava… em Direito Tributário então era quase criminoso falar disto…

  71. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    30/09/2011 às 16:33

    Prá isso… analfaburros não sabem ler e se sabem, nãoe ntnedem… a aprovação da presidentaaa chegou a 71%… se passar a do Lula, ela corre perigo, ainda mais depois dessa declaração.
    -
    -
    -

    -
    A GERENTONA SE ESQUECE QUE ELA ERA DO GOVERNO LULA, TUDO DE BOM FOI ELA QUEM GERENCIOU, segundo foi falado na campanha … ela critica o governo do seu criador, e se esquece de que ela sim, e não o Lula foi quem elevou o Brasil a condição de PAÍS MARAVILHA….

    -
    “Exame Fórum
    Brasil não soube aproveitar oportunidades da crise passada, diz Dilma
    Sem criticar diretamente as medidas adotadas pelo ex-presidente Lula em 2008 e 2009, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, desta vez, será diferente
    -

    ME LEMBREI DE UM PERSOANGEM DO JÔ: Ele só monstrava o que naõ tinah ninteresse, ou seja, CULTURA INÚTIL……a filosofia e a sociologia até podem ajudar, mas ter um peso maior do que aas demais matérias….
    -
    -
    N]ÃO DEMORA E TEREMOS AUIALS DE POL´PIOTIOCA PETSITAS, já há algo…..

  72. beaujolais

    -

    30/09/2011 às 16:26

    Sou a favor da psicologia e da filosofia, pois sem elas os reprovados em engenharia e medicina não teriam outra coisa para fazer!

  73. carla lacerda

    -

    30/09/2011 às 15:39

    de que adianta filosofia ou sociologia, materias afins se nao se sabe ler e interpretar? ei prefiro o velho portugues, essas coisas se aprende na veja

  74. Magela

    -

    30/09/2011 às 15:35

    Grande Rei, este povo me dá uma preguiça….. Tou que nem Macunaima…

  75. Márcio Leopoldo Maciel

    -

    30/09/2011 às 15:26

    (não sei se consegui postar antes. Repito a operação agora logado com o Facebook.)

    Reinaldo,

    Primeiramente, parabéns pelo post. Concordo em grande medida. Sou formado em filosofia, cursei o bacharelado. Agora sou aluno da licenciatura, já estou no estágio. Sempre fui contrário à inclusão da filosofia no currículo do ensino médio. Tenho justificativas teóricas. A filosofia, como ferramenta crítica, exige conhecimento e maturidade. Não é o caso dos alunos do ensino médio. É difícil explicar que a filosofia não é, exatamente, um corpo de conhecimento estabelecido e, posteriormente, explicar que ela bem pode ser um corpo de conhecimento estabelecido. Depende. Talvez ainda mais complicado seja explicar que o dogmatismo é bastante problemático, mas que o pluralismo e o relativismo sofrem do mesmo mal. Entretanto, creio ser possível, havendo um bom professor (conheço alguns deles), ensinar a matéria mesmo com algumas perdas importantes.

    Todavia, sempre que vejo alguém defender entusiasmadamente a adoção da matéria no currículo do ensino médio, excluindo os casos de evidente auto-interesse, percebo que o entusiasmo está associado à crença de que a filosofia é capaz de demonstrar ao aluno a correção (a verdade) dos postulados identificados com a esquerda política. Desse modo, a filosofia contribui apenas como “argumento de autoridade” e nesses termos deixa de ser filosofia.

    Tenho a certeza de que meus colegas de curso tiveram uma excelente formação e são bastante qualificados. A maioria deles não fará pregação política porque estudou metafísica, epistemologia e lógica. Além disso, sei que ao ensinar filosofia política, serão muito sérios e rigorosos. Mas, também sei que eles são minoria no país. É preciso olhar a sociedade como um todo. É preciso avaliar quem, quantos e como se movimentam politicamente os entusiastas da proposta – hoje lei.

    Proponho que investiguem o conteúdo político dos três livros fornecidos pelo MEC para o ensino da disciplina. Um deles, curiosamente, começa pela Escola de Frankfurt. Convenientemente incomum! É necessário um nível gigantesco de ingenuidade para não reconhecer que o livro é doutrinação política descarada. Outro dos livros é assinado pela nossa filósofa Marilena Chaui. A leitura não deixa dúvidas, ele deveria se chamar Convite à Filiação ao PT (ou aos partidos de esquerda).

    Algumas pessoas não aceitam o argumento de que há doutrinação no ensino porque foram vítimas desse mal. Elas simplesmente ignoram a existência de outras idéias além daquelas defendidas por Marx, em alguns setores Paulo Freire, em outros, Foucault. Os três únicos pensadores da humanidade. Hayek é só o cara mau do Reagan.

    Além disso, há outro fato – ele deixará meus bons colegas, grande parte deles, longe do ensino: a filosofia no ensino médio não será ministrada por filósofos nos primeiros, talvez, vinte anos. Não serão mais da metade dos professores. Como já acontece e continuará acontecendo por muito tempo, a matéria é absorvida pelos professores de história nas escolas públicas – e também privadas. Há duas razões para isso: a primeira, é prático e barato; a segunda, e ela ajuda a explicar a primeira, a filosofia é vista como uma história das idéias pela maioria das pessoas – inclusive por muitos educadores ou especialistas em educação. Seria bastante esquisito designar um professor de história para o ensino de física ou de química, no entanto, a relação entre filosofia e história, para muitas pessoas, é natural. Falso. Parte significativa da filosofia está mais próxima da matemática do que da história. Dependendo do enfoque, faria mais sentido designar um professor de matemática para o ensino da matéria. Basta pensar em nomes como Descartes, Leibniz, Frege, Wittgenstein, Russell… Há muitos outros. Não estou dizendo que são filósofos da matemática, mas que boa parte do que produziram está relacionado e poderia ser assim apresentado.

    Os casos de doutrinação que testemunhei são consideráveis; os relatos que ouvi corroboram minha impressão. Por enquanto, o ensino de filosofia tem o mesmo conteúdo que o conceito “pensamento crítico” tem para muitos educadores: doutrinação política de esquerda – seja consciente, seja inconscientemente.

    Grande abraço,

    Keep calm and have a Coke!

    Márcio Leopoldo
    Blog Filosofia Cirúrgica

  76. maudie

    -

    30/09/2011 às 15:17

    O Governador deveria demitir sumariamente o Sr. Voorwald, que mostrou com suas últimas declarações que não tem a menor idéia da situação em que se encontram as nossas escolas em geral (não apenas as públicas), entregues a professores muitas vezes despreparados e que pensam que a sala de aula é lugar para fazer campanha política. Quando, por exemplo, minha neta vem para casa revoltada com algum texto em que as virtudes do MST são contadas em prosa e verso sinto-me feliz em poder mostrar a ela a verdade sobre esse bando de arruaceiros, que aviltaram um movimento que poderia ter sido transformador. Afinal, sou filha de Dona Zelite!

  77. Mauro

    -

    30/09/2011 às 15:16

    Caramba, às 11h já mudei o mundo!

    Eu descobri tardiamente os prazeres estóicos da corrida de rua – prática que só é civilizada se acontecer até no máximo as 7:30h.

    E “prazer estóico” é como a piada do louquinho que se martelava a testa. “Mas não dói?” Perguntou o outro maluco. “Doer, dói. Mas quando pára é tão bom…”

    Abraço!

  78. David

    -

    30/09/2011 às 15:07

    Caro Rei,

    Canalha tem que pastar.
    Eles adoram o verde.

  79. Paulo Afonso

    -

    30/09/2011 às 14:48

    Num país em que tem Lula etílico como mandante, uma jumenta teleguiada chamada Dilma como presidente anta e um chefe de quadrilha que dá expediente clandestino num quarto de hotel esperar o quê para a educação? Esta turma da roubalheira do dinheiro público só pensa em meter a mão cada vez mais no cofre público e esconder dinheiro nas cuecas e dentro das bíblias. O inferno já está providenciando uma grande reforma para ampliar o espaço que abrigará muto em breve todas esta cambada do PT. A ministra Ideli será a primeira do cortejo fúnebre.

  80. Nilber

    -

    30/09/2011 às 13:54

    Caro Reinaldo,
    Eu sou um pouco mais velha que voce e sou do tempo em que o portugues era chamdo de Lingua Patria e matematica era, no ensino primario, chamada de aritmetica. Tudo que aprendi naquela epoca, em ensino publico, carrego como bagagem ate hoje. Fico rindo das criancas de hoje nao saberem taboada, que, naquele tempo, era tomada todos os dias pela professora. Hoje o que se ve e uma quantidade enorme de materias, todas jogadas sem qualquer preocupacao com a forma e o resultado. Essas materias que querem incluir e, como voce disse, so para que o esquerdismo possa ser exarcebado nas saulas de aula. Minhas filhas estudam em escolas particulares e ja tem estas materias no curriculo. Para se ter uma ideia, o livro de filisofia da que ests no ensino medio e de autoria do Chalita ( quem tiver curiosidade deem apenas uma folheada e se constatara a quantidade de bobagens desse sujeito que, infelizmente para os paulistas, vai ser candidato a prefeito. A outra, que esta ainda no ensino fundamental, a aula de sociologia se resumia a temas anti-americanos e a exaltacao do fundamentalismo. Gracas a Deus tive condicoes financeiras de mandar as duas para estudarem fora do pais: uma esta na Inglaterra e a outra esta nos USA. Infelizmente vao ficar por pouco tempo, mas acho que virao com ideias bem contrarias as que ensinam neste pais. ( desculpe a falta de acentos).
    abs

  81. Luiz Eduardo

    -

    30/09/2011 às 13:51

    Reinaldo, a Geografia de fato tem muito conteúdo – às vezes acho-o excessivo – mas há uma separação que facilita nosso trabalho. No currículo da rede estadual fluminense cada série tem um conjunto de áreas a serem trabalhadas: Geografia Agrária, Urbana, População etc. Problemático é o sexto ano, onde TODA a Geografia deve ser ensinada. Com um docente sério é possível trabalhar os assuntos como relações de causa e efeito, o que aumenta o horizonte dos nossos alunos.

    De resto, concordo com seus argumentos. Ensinar os alunos a pensarem sem argumentos sólidos, que a Matemática e o Português deveriam fornecer, é caminho aberto para a doutrinação.

  82. Marcos F

    -

    30/09/2011 às 13:44

    Prof. Voorwald, perdoe-me, mas o caminho não é este, e inclusive, não é o que os jovens querem e precisam.
    O próprio Governador fala claramente: “Toda cidade quer uma Fatec ou uma Etec”. Palavras dele que eu ouvi.
    Vocês (da direção do ensino) destruiram escolas técnicas de desenho, eletrônica, elétrica, química … é isso que precisamos.

  83. ocidental

    -

    30/09/2011 às 13:44

    Tenho fé em que este assunto seja um ponto inicial para que coloquemos o dedo na ferida e comecemos,de fato, a discutir o horror em que alguns querem(e estão conseguindo) transformar a EDUCAÇÃO no Brasil.Pra que simplificar,se a gente pode complicar,não é mesmo? Em lugar de jogar fora os anéis e salvar os dedos,cortemos os dedos…Nem que os anéis fossem de ouro-e não são,pois são do mais puro latão enferrujado-nem que fossem de ouro,repito,eles substituiriam dedos perfeitos,como se pode deduzir que seja o estudo da nossa querida Língua Portuguesa .Ela tem sido nosso símbolo de união nacional através dos tempos,nosso prazer de poder ler nossos grandes escritores.Que pena sinto porque crianças brasileiras não conhecem Cruz e Souza,Carlos Drummond,Manuel Bandeira…Elas adorariam.Enfim,que se inaugure um debate sério sobre currículos,prédios adequados-e não os pardieiros que sabemos- professores capazes-e não apenas bem pagos-…Que se respeite mais as crianças brasileiras.Um país que trata assim as suas crianças não merece respeito.E que se faça do planejamento familiar uma ciência.

  84. VOTO DISTRITAL JÁ!

    -

    30/09/2011 às 13:29

    Esse povo que esta aí não precisa de escola porque eles não tem opinião e nem querem ter, o que vale é a opinião do REVERENDO MOON que para eles é verdade e é lei. São uns tapados que também querem ser analfabetos.

  85. bjordan

    -

    30/09/2011 às 13:19

    vi documentário sobre como as universidades americanas doutrinam os alunos no pensamento esquerdista chegando a pontos novilinguisticos tem no you tube “Indoctrinate U”

  86. -

    30/09/2011 às 12:56

    Reinaldo, sou estudante de filosofia e em diversos debates sobre a inclusão de filosofia e sociologia no Ensino Médio fiz questão de participar dizendo algo parecido com o que disse (opino apenas sobre filosofia): que se ensine a história da filosofia.
    Mas há outra ressalva: que se ensine a história da filosofia antiga. O currículo deveria parar em Aristóteles! Para os três anos do Ensino Médio, os muitos diálogos de Platão e livros de Aristóteles são suficientemente bons. A filosofia praticada mais adiante (a medieval, ou Descartes, Kant, etc.) é complexa demais e só serviria para dar um nó na cabeça dos alunos. Aquele que se interessar por filosofia realmente, pode optar por fazer o curso universitário – e neste caso, ter destrinchado Platão e Aristóteles já no Ensino Médio certamente elevaria e muito o desempenho desse estudante na graduação.

    Disse isso nos debates, mas como esses ambientes geralmente estão infestados de esquerdistas, eu sequer fui compreendido. A frase abaixo, de Montaigne, traduz com precisão esse assunto:

    “Ensinam-nos a viver quando passada a vida. Centenas de estudantes contraem doenças venéreas antes de chegarem a aprender o que Aristóteles diz da temperança. (…) Aristóteles ocupou o seu aluno (Alexandre, o Grande) com bons preceitos sobre a valentia, a coragem, a magnanimidade, a moderação e o destemor. E com este cabedal o enviou, ainda moço, à conquista do império do mundo”.

  87. Bruno

    -

    30/09/2011 às 12:50

    Reinaldo, tudo isso não seria ainda um reflexo das ideias de Paulo Freire? O que você acha de falar um pouco sobre isso?
    Abraço1

  88. Rodrigo L.

    -

    30/09/2011 às 12:49

    Walter Williams, que realizou pesquisas sobre a educação nos EUA, chegou a uma conclusão estarrecedora: não é por falta de recursos que a educação de lá anda mal. O problema é de currículo, de formação dos professores e das correntes de pensamento ditas “progressistas”, que prosperam lá também. Fazendo uma comparação do ranking dos estados de acordo com o SAT – o provão dos EUA – Williams descobriu que muitas vezes estados que investem menos – muitas vezes a metade – em educação ocupam posições bem superiores a outros, que gastam mais. A diferença que ele encontrou é justamente de concepção: enquanto as escolas que contam com mais recursos integram no seu currículo coisas que nada tem a ver com educação (como aulas de “bem estar”, sexualidade e outros abacaxis), há outras que se apegam aos valores tradicionais da educação e obtém resultados muito melhores. Ele comparou ainda escolas americanas que contam com muitos recursos com escolas da Europa, em especial da França, onde os recursos eram bem parcos, mas a formação melhor, para concluir mais uma vez que escola tem de ensinar língua, matemática, geografia, física, química, etc., e não se arvorar a substituir os pais dos seus alunos, ou se curvar a ideologias e programas politicamente corretos que só servem para atulhar o currículo e perder o tempo precioso dos estudante. E, para desmistificar a idéia de que mestres e alunos são “parceiros” ou outra aberração semelhante, ele compara o SAT da década de 60 e os recursos então investidos em educação com aqueles da década de 90 (quando escreveu o artigo) e seus respectivos investimentos. Conclusão: na década de 60 se investia menos e se formavam alunos melhores. Mas as mentalidades eram outras também.

  89. Baianinho

    -

    30/09/2011 às 12:47

    Caros alunos:

    Quando seus professores esquerdistas disserem que vocês precisam desenvolver o senso crítico, respondam “na lata”: o senhor é que precisa fazer uma auto-crítica!!!!!

  90. Bastião

    -

    30/09/2011 às 12:43

    Enquanto isso o governador petralha do CEARÁ CID GOMES enfia o páu nos professores.

  91. Cris Rocha Azevedo

    -

    30/09/2011 às 12:38

    Rei

    Fico muito impressionada com o fato de um país conseguir RETROCEDER décadas em tão pouco tempo. Desde a tragédia ” Paulo Freire”, a coisa já vinha degringolando muito. Porém, nos últimos 9 anos,a queda foi muito mais profunda e rápida. Não sei se tem conserto. Se tiver, levará muito, muito tempo. Como você mesmo disse, primeiro este monte de “educadores” (educador é pai e mãe, o resto é conversa mole de vagabundo) teria que SUMIR da face da terra, ser demitido. Não resolve transferi-los para o serviço de coleta de lixo, ou limpeza de galerias pluviais. Não iria prestar! Seria DESASTRE NA CERTA!
    Aí, se FORMARIA e se contrataria PROFESSOR DE VERDADE. Dificil? MUITO! Creio que o estrago feito não terá solução. Estamos condenados ao 5o mundo para sempre.

  92. Baianinho

    -

    30/09/2011 às 12:33

    Consciência crítica? É aquela que faz um esquerdista deixar de ser de esquerda; é aquela que percebe que o esquerdismo redunda inelutavelmente em fracasso econômico, social e totalitarismo político.

  93. Jacqueline Luz

    -

    30/09/2011 às 12:25

    Tô contigo e não abro. Eu sempre fiquei pensando por que aprender no Brasil é uma tarefa tão ingrata. É porque ao invés de ensinarem com metodologia e eficiência querem fazer cabeça. É por isso que somos tão falhos como estudantes. Eu tive o azar de estudar sempre em escola meia-boca. O primário foi feito numa escola municipal, escondida lá nos fundilhos do Rio de Janeiro. Resultado: 2 horas de aula por dia. E nenhum pai ou mãe chiava.O ginásio foi feito numa escola particular pilantra que não dava aulas nos cinco horários. Por fim, terminei meu segundo grau na escola pública. Desastre. É difícil estudar num país desse que vive sabotando o verdadeiro saber. Filosofia ou sociologia é piada de mau gosto. Matemática e português tem que ser o centro das atenções, sem elas fica impossível raciocinar com o mínimo de lógica. E eu estou vendo a qualidade do alunado piorando a cada dia. São vítimas dessa sabotagem.

  94. Rodrigo

    -

    30/09/2011 às 12:18

    Em épocas de analfabetismo funcional vale a máxima: “Eu só sou responsavél pelo que eu falo(escrevo), não pelo que você entende”.

  95. luluzinha

    -

    30/09/2011 às 12:15

    Reinaldo, parabéns, muito oportuno. Vamos denunciar esta contaminação geral.

  96. ClaudioM

    -

    30/09/2011 às 12:15

    Reinaldo, a quantidade de engenheiros chineses fazendo doutorado nos EUA é enorme. O país já colocou um homem em órbita e está lançando uma estação espacial. E se trata de, supostamente, uma nação “comunista”. Aqui estamos na Idade da Pedra em termos de tecnologia (com raríssimas exceções), mas não falta proselitismo e discurso politicamente correto…

  97. Steve Ling

    -

    30/09/2011 às 12:13

    Talvez a tentativa de erradicar o ensino da língua portuguesa e da matemática seja uma tentativa de deixar o povo mais parecidos com os dois últimos ocupantes do cargo máximo da Republica.

  98. joão silva

    -

    30/09/2011 às 12:12

    Texto espetacular. Para ser lido e relido.

  99. Sandra

    -

    30/09/2011 às 12:11

    Daniel (9:01), para mim é evidente que, trocando-se aulas de matemática por sociologia, a nota do aluno em matemática diminuirá. E sociologia + “nós pega o peixe” também fara a nota de português diminuir.
    Puseram umas aulinhas de física no pacote só para ver se o veneno desce goela abaixo.

  100. Claudio

    -

    30/09/2011 às 12:10

    E tem aquela lei criminosa que proibe o professor de corrigir o aluno. O PT e essa gente institucionalizaram o analfabetismo. Todos iguais ao “noçulider”.

  101. Carlos Pontes

    -

    30/09/2011 às 12:05

    Com ou sem sociologia e filosofia nas escolas, a única percepção que os estudantes vivenciam é a ideologia da corrupção.

  102. VR-760

    -

    30/09/2011 às 12:03

    Manda o Voorwald pro campo.

  103. Sandra

    -

    30/09/2011 às 11:56

    Se é para ensinar algo verdadeiramente útil aos alunos, em vez de sociologia, coloquem estatística na grade. Essa sim é útil em biologia, medicina, engenharia, JORNALISMO…

  104. Rolando

    -

    30/09/2011 às 11:51

    Esse pessoal do PSDB parece que não olha muito bem quem eles contratam porque as vezes aparece um cara como esse que ficaria melhor em um debate do PT ou do PSOL do que em uma administração moderna.

  105. Isabela

    -

    30/09/2011 às 11:42

    Se o “espírito crítico” que querem ensinar é esse aí, o entendido e praticado por esse pessoal do PT, pobres alunos, que tragédia!…Não há filosofia que resista ao pensamento primata dos companheiros, é possível até que se encontre jumentos com melhor discernimento.

  106. Sérgio Da Rocha Loures

    -

    30/09/2011 às 11:42

    Caro, Reinaldo.
    Não liga não.Um verdadeiro filósofo e,um ,ou sociólogo,
    entenderam o que você havia escrito.
    Os demais,idiotas,são oriundos das escolinhas Walitas,
    tão disseminadas pelo Brasil inteiro.
    Um abraço.
    PS:como sempre,um excelente texto.Parabéns.
    Sérgio Augusto da Rocha Loures.

  107. Octávio

    -

    30/09/2011 às 11:40

    Reinaldo, a “grita geral” da escória esquerdista é a melhor prova que seu artigo está certíssimo. Sociologia, Política, Letras, História, Filosofia deveriam ser “Ciências Retóricas”. Podem lidar com tudo e com nada, dependendo do grau de honestidade de cada um.

  108. Rovison

    -

    30/09/2011 às 11:39

    Bravo, Reinaldo! Texto excelente, irretocável. Gostaria de destacar este trecho:
    “Há, sim, uma perda enorme de tempo e energia. Querem um exemplo escandaloso? O currículo de geografia é o samba-do-submarxista-ignorante-e-doido. Há nele, e os livros da disciplina o demonstram, um pouco de tudo: sociologia, filosofia, economia, política, ecologia… Há até geografia!!! Aquele professor de antigamente, do qual se faz caricatura, que dava chamada oral para saber se o estudante havia decorado os afluentes da margem direita do Amazonas, era intelectualmente mais honesto. O currículo se perdeu. Tudo é possível! E o mesmo acontece, com raras exceções, nas aulas de filosofia e sociologia.”
    De fato, Reinaldo, a maioria dos livros didáticos e os programas de geografia estão recheados de proselitismo esquerdista e apresentam uma miscelânea de conteúdos de outras áreas sempre com uma visão pró-socialista e anti-capitalista. Se numa questão de geografia sobre neoliberalismo, o aluno responder de maneira favorável a essa corrente de pensamento econômico, com certeza, perderá o ponto da questão. A mesma coisa se criticar o modelo cubano de economia, as ações do MST, defender Israel, defender os Estados Unidos, se não for critico do capitalismo, etc.

  109. mané brasileiro

    -

    30/09/2011 às 11:38

    Reinaldo
    Sócrates (o da Grecia) foi o maior “pé no saco” da
    cidade.Penso que,foi o primeiro petralha da história,
    adorava os debates e detestava o trabalho.
    De um fiofó de mosquito,tirava conversa prá mais de
    metro.Teria um bom ministerio aqui em Banânia

  110. José Maria

    -

    30/09/2011 às 11:37

    Tio Rei leia essa.
    OS PETRALHAS ESTÃO COMANDANDO JÁ A FONTE DOS CONTEÚDOS PUBLICADOS NA INTERNET.

    A patrulha (censura )no Google está em pleno vapor
    .
    PRIMEIRO, ELIMINARAM PESQUISAR NOS RESULTADOS.

    Agora, retiraram também BUSCAR NO CACHE.
    .
    Lembram da notícia das bikes que foram doadas e depois recolhidas em Brasília ?

    Pois bem, a notícia na mídia com todas as honras e circunstâncias foram retiradas no google – onde tinha fotos das OTORIDADES; só consegui postá-las porque as encontrei no CACHE.

    Agora, até isso foi retirado, a prova está nesse link, tentem acessá-lo, sumiu tudo.

    Vejam :

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:GYeBOz4cBDsJ:www.se.df.gov.br/300/30003002.asp%3FttCD_CHAVE%3D156780+Tha%C3%ADs+Gon%C3%A7alves+Recanto+das+Emas&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

    .
    QUANDO ACESSEI AS FOTOS EXISTIAM ALI, agora não mais.

    (MENSAGEM DO USUÁRIO XÔ IMPOSTOS NA COMUNIDADE DO ORKUT: “SOU FÃ DO DEP. JAIR BOLSONARO”.

  111. Rodrigo Petrone

    -

    30/09/2011 às 11:32

    Como eu já escrevi no texto anterior,a matemática é tão importante quanto a filosofia,sociologia,pois ela estimula o desenvolvimento do raciocínio,algo que eu pelo menos julgo muito importante.-
    -

  112. Paulo Machado

    -

    30/09/2011 às 11:31

    Reinaldo, vc foi claro em seu texto, estes “iluminados” querem deturpar o que disse. Vamos repetir, quem sabe eles escutem a voz da razão: O BRASIL PRECISA DE MAIS ENGENHEIROS E TÉCNICOS. Só uma pergunta: porque nas escolas estaduais técnicas o nivel dos alunos se compara e até supera as das escolas de primeira linha particulares?

  113. Fernando

    -

    30/09/2011 às 11:30

    Estranhamente, ainda não sugeriram aulas de astrologia!
    Há tempo me pergunto a que servem e o que fazem filósofos e sociólogos na sociedade contemporanea…..

  114. Rodrigo Tonietto

    -

    30/09/2011 às 11:27

    Lembro até hoje das minhas aulas de Filosofia no segundo grau (na época em que era assim chamado). A professora, comunista de carteirinha, sequer ficava vermelha quando dava como erradas as respostas “de direita” nas questões das provas. E o mais irônico é que ela solicitou a leitura da Revolução dos Bichos. Eu, na época com 14 anos, não tive nenhuma dificuldade em perceber que o livro se tratava de uma crítica ao sistema que ela tanto defendia. Até hoje não sei se ela não era capaz de perceber que o livro era uma analogia direta à revolução russa, ou se considerava o regime soviético como não sendo uma expressão legítima do seu “socialismo amado”.
    Por outro lado, podem falar o que quiserem dos militares pelas suas disciplinas obrigatórias (OSPB e Moral e Cívica). Mas posso dizer que desenvolvi o meu senso crítico muito melhor graças a estas duas, quando criança, do que com a primeira na adolescência.

  115. Pantaneiro

    -

    30/09/2011 às 11:26

    Bom dia Tio Rei, ou boa tarde, sei lá, acordei tarde hoje, mas cabe uma pergunta, ou uma alternativa de duas: Ou o Alckmin tinha tomado uma “marvada” quando escolheu esse senhor para a educação de SP, ou estão servindo alfafa em lugar de café na secretaria de educação de lá. É uma solução “agirafada” o que ele propõe. Governador Alckmin, não suje sua biografia, bote esse sujeito no olho da rua imediatamente, ou ele vai inviabilizar seu governo na educação.

  116. Domenico DiCocco

    -

    30/09/2011 às 11:26

    As universidades estao , cada vez mais, decaindo o Nigel do ensino. E a unica explicacao para um advogado e um promotor publico sairem no tapa em plena sala de julgamento. Fato ocorrido semana passada em Sampa.
    Advogado , em Bauru, do Conselho dos direitos humanos, foi denunciado pela propria filha pelo crime de pedofilia.
    Nessa toada daqui a pouco teremos capim e aveia como merenda escolar.

  117. joão batista de souza

    -

    30/09/2011 às 11:23

    Esse sujeito, que não sei quem é, tem ocupado o espaço, mas como não tenho interesse pelo que ele faz nem pelo que diz, vou em frente, contudo, sempre gosto de ver o seu aspecto físico para fazer um avaliação, seja lá quem for. Socorrendo-me do Google, ví a figura. À primeira vista ele passa a impressão que um doido de pedra, ou alguém que acabou de assistir a um filme de terror, coitado. Só isso.

  118. Newman

    -

    30/09/2011 às 11:22

    Caro Reinaldo, não seja tão rigoroso com o secretário Herman Voorwald, o homem está apenas querendo assegurar que a ala dos incompetentes formados pela Fefeleche e outras madrassas consigam uma vaga no mercado de trabalho.

  119. samuel

    -

    30/09/2011 às 11:21

    Que melhor matéria para fazer o aluno a pensar do que a matemática? Ensina a pensar com lógica. Ou a lógica matemática não é mais aquela que deve ser ensinada?
    “A cascata de que “o aluno precisa aprender a pensar” é só um misto de arrogância com vigarice ideológica”.

  120. VR-760

    -

    30/09/2011 às 11:11

    Mas a campanha de emburrecimento nacional é antiga. O país está na porta de ter que importar engenheiro para poder continuar crescendo. Tem que ensinar matemática e português mesmo. O resto é o resto. Matemática expande o raciocínio e português, porque a turma sempre tem que escrever um relatório no final de qualquer coisa. Estou cansado de pegar estagiário meu que consegue escrever uma frase (de 10 linhas), sem um verbo e sem uma vírgula sequer.
    Temos, que no escritório, ensinar português pra turma. Ensinar a pontuar, a expor com clareza os pensamentos, sem hipertextos, o trabalho é desideotizar as pessoas que entram no mercado de trabalho. E isto toma tempo dentro das empresas. Tempo e $$.
    Matemática e português na turma!!!!!!
    Adoro filosofia, sociologia, mas nas horas vagas e regado a um bom vinho. No dia a dia, as coisas têm que ser práticas.

  121. Francisco

    -

    30/09/2011 às 11:11

    Pois é, tio Rei… depois reclamam que o nível de escolaridade no Brasil anda por baixo. Enquanto lá fora ensinam matemática pra valer, formando profissionais que alavancam suas respectivas economias, aqui, ensinam “a pensar”. O resultado está aí para qualquer um que quiser ver.

  122. Rafael Claudio

    -

    30/09/2011 às 11:03

    Um comentarista abaixo perguntou se as aulas “a mais” fariam diferença ou não, eu estudei pelo sistema COC e lá as aulas de Português e Matemática eram divididas em “três frentes” totalizando 6 aulas semanais.

    A rede pública paulista já está devendo uma aula em relação ao COC – que nem de elite é.
    Em Português eram: Literatura, Gramática e Redação.

    Confesso que estou meio por fora, mas em uma escola “normal”, seriam 6 aulas por dia durante 5 dias = 30 aulas/semana.

    Separando 10 aulas para Matemática e Português, teríamos então 20 aulas para o restante, estipulemos 5 para as de exatas que demandam mais tempo (isso é fato):
    10 Aulas = Português/Matemática
    10 Aulas = Física/Química
    4 Aulas = Biologia
    3 Aulas = História
    3 Aulas = Geografia

    Esqueci de alguma?
    O restante simplesmente não cabe na grade e deveria ser feito no período inverso, sendo a matrícula nelas obrigatória ou não.

    Acho que um aluno de Ensino Médio pode/deve escolher se quer aprender Filosofia ou não. O mesmo vale para Educação Física, afinal, se o cara já tem (ou quase tem) idade para votar, não pode escolher se quer ou não jogar Futebol e aprender Esquerdismo?

  123. ana abelhuda

    -

    30/09/2011 às 11:02

    É simples…dentro da matemática não há como contestar que dois e dois são quatro, dentro da sociologia e filosofia, sim, embora não acatem contestação. Assim…a lavagem cerebral se faz.

  124. Snitram

    -

    30/09/2011 às 10:59

    sociólogos e filósofos, nas escolas e faculdades brasileiras, terminam por ser, quase sempre, sinônimo para esquerdopatas fanáticos tentando doutrinar crianças e jovens. A esquerda destrói tudo em que põe a mão, desde que lhe seja permitido implementar seus dogmas. Como fizeram com Cuba, com a nossa política externa, com a nossa segurança pública que, se depender deles, não prende e quando prende, solta rapidíssimo, com as nossas escolas que emburrecem as gerações mais jovens de brasileiros. Esquerdismo = burrice. Na China, eles destruíram tudo e mataram mais de 50.000.000. Aí resolveram usar “coisas da direita”, como capitalismo, e melhorou pra caramba. Nossas leis são tão lenientes com bandidos porque, para a esquerda, eles, os bandidos, são todos uns coitadinhos e nós que trabalhamos, e somos de classe média, somos os vilões.

  125. Reinaldo Cozer

    -

    30/09/2011 às 10:58

    Oi Reinaldo

    O seu texto é perfeito, e reproduz o que pensam os seus net-leitores.Mora na filosofia – para que ensinar português e matemática!!!! Abraços

  126. Eu vi o que vocês fizeram, eu sei quem vocês são...

    -

    30/09/2011 às 10:53

    …”Está cheio de comunista (ainda há isso no Brasil; na China, já acabou!)”…

    Não acabou nãããoo… aliás, eles adoram essa percepção (numb feeling)…

  127. Rafael Claudio

    -

    30/09/2011 às 10:51

    Se não entenderem depois do texto de hoje é melhor desistir porque a causa é perdida.

  128. João Batista

    -

    30/09/2011 às 10:49

    Tenho dois filhos no ensino médio e um no fundamental. Todos eles e, também, seus colegas e meus cinco sobrinhos detestam essas baboseiras que ensinam em filosofia e sociologia no ensino médio. Algo está errado. Estão ensinando a garotada a detestarem essas matérias. E quer saber: estou pouco me lixando pra isso.
    Seria muito mais interessante se voltassem a ensinar aos nossos jovens educação moral e cívica, cidadania, educação financeira, prática desportiva que foi abandonada etc.

  129. intruso 171

    -

    30/09/2011 às 10:48

    empacam nos estudos na matematica e portugues, nada mais justo os pensadores deste pais empurrarem a tal sociologia e filosofia pois assim serao formados grandes pensadores que jogarão para escanteio, tirarão da historia, socrates e platão. na verdade, como o projeto petralha e se entronizar no poder, ja vao abrindo caminho para empurrar na mente desgastada dessa juventude um ideario vazio, especialmente preparado pelo ‘honoris lulla ‘.

  130. Lilí

    -

    30/09/2011 às 10:46

    Os alunos das escolas públicas mal sabem ler e escrever. Como alguém com essas limitações pode ter a capacidade de ler, entender e assimilar teorias filosófica ou sociológicas????

  131. Pela Fé

    -

    30/09/2011 às 10:45

    Reinaldo, é essa a questão querem implementar no Brasil uma ditadura socialista, ditadura esta que tentam acabar com o ensino religioso, perseguir as Igrejas (Sobretudo a católica), defender o aborto e o tais direitos das mulheres sobre seu próprio corpo, forçar a considerar o homossexualismo como algo normal, nos fazer crer que o mensalão nunca existiu e mais nos fazer crer que o PT é santo.Reinaldo temos que expurgar essa turma do poder, antes que o nosso grande país, vire um barco à deriva.CHEGA!!!!!

  132. Patrícia

    -

    30/09/2011 às 10:44

    É o ensino eficiente de Língua Portuguesa o que garantirá ao aluno a compreensão e articulação de ideias ao longo da vida. Sem essa base, de nada adianta tentar fazer com que os alunos ingurgitem conceitos filosóficos e sociológicos.
    Do mesmo modo com a Matemática, que abre um leque enorme de conceitos como proporção (sem o qual não existe Arte) e medidas (imprescindível para o entedimento da Física). Isso só pra citar os conceitos mais elementares…

  133. intruso 171

    -

    30/09/2011 às 10:43

    como nesse pais nada e por acaso, coincidencia ou obra do divino, todas essas propostas vazias que partam dos dirigentes seja la do que for, tem ‘maracutaia’ embutida. se a juventude de hoje tem baixo QI

  134. Brasileiro Sofredor

    -

    30/09/2011 às 10:37

    Surpreende que numa aula de geografia ainda seja ensinado um pouco de geografia! Supreende que alguns alunos ainda saibam o que é rio e que existe o rio Amazonas. Nas aulas de geografia é dada maior importância à história da revolução cubana e à revolução cultural chinesa, e muito pouco à geografia brasileira.

  135. Anônimo de Todo Dia

    -

    30/09/2011 às 10:34

    Qual é o pensamentoe de Alckmin sobre a educação? E o do Beto Richa. E o do Aécio? Acompanhamos essas viguras há anos mas não conseguimos saber o que pensam sobre assuntos relevantes, se é que pensam. Nesse deserto os petralhas fazem a festa.

  136. Ricardo

    -

    30/09/2011 às 10:34

    Estudei em 3 universiades Federais, passei nos vestibulares. Tenho educacao dos anos 80. Fiquei 10 anos fora do pais e agora q voltei, encontro um pais q valoriza falar errado (como o ex-presidente Lula), escrever errado (como um txt msg) e pensar errado (as escolas nao repetem alunos).
    A ignorancia é arma politica de manobra das massas.
    Vejo hoje o povo Brasileiro feliz, muito feliz, com bolsa familia e outras ajudas do governo. Tomando muita cerveja e indo a muitas festas.
    Mas vejo o povo Brasileiro, ficando mais burro, em todos os sentidos sociais. Eu vejo e escuto os mais absurdos comentarios e atitudes visando o hoje e somente o agora… e o proprio umbigo num egoismo pleno.
    A escola e os professores hoje estao sendo sucateadas em todos sentidos e em todas as maneiras pelo governo, que discursa: NOS VAMOS, NOS ESTAMOS …e vao e estao manipulano a massa para ignorancia, muito mais facil de controlar.
    Depois, nao fique admirado em saber que o Brasil anda contratando mais de 30% de trabalhadores de outros paises, pois aqui nao possui mao-de-obra qualificada.
    SINTO MUITO.

  137. maria cristina

    -

    30/09/2011 às 10:33

    O professor de filosofia de meu filho, em uma escola “deelite” disse em sala:”eu sinto o cheiro da burguesia de longe..ela cheira a boticário” e cheirou os alunos que sentavam mais a frente. Pode?

  138. Vitor Cast

    -

    30/09/2011 às 10:31

    Cumprimento sobre esse artigo sobre educação.
    Sua intervenção é muito importante.
    Assim vou citar cinco fatos corriqueiros dos alunos de engenharia e arquitetura, especialmente aqueles de cursos pagos e cursando as ultimas fazes!
    1) Não conseguem extrair a raiz cubica de 7 numa máquina de calcular científica simples;
    2) Não conseguem fazer um relatório de 20 linhas!
    3) Não entendem ou nem imaginam a existencia da matemática dos juros simples;
    4) Qualquer problema fisico ou matemático é resolvível por regra de três!
    5)
    A coisa ficou dificil, pedagogos estão recomendando retirar a matematica dos cursos de arquitetura pis artista não necessita coisas técnicas. E, o professor de engenharia tem que fazer o desinteressado adulto achar gostosa, divertida, facil uma aula de pontes ou estruturas.
    Depois querem falar em desenvolvimento!
    E esses times de despreparados estão enchendo o mercado!
    O pior é quando chegam em cargos de chefia!
    Continue a luta companheiro!
    Saudações
    Vitor

  139. Mainieri

    -

    30/09/2011 às 10:30

    Estudei no antigo Colégio Piedade (atual Gama Filho)R/J. Como a minha opção foi pela Engenharia. Tinhamos 4 aulas de Matemática,3 de Física,3 de Química,4 de Português,2 de Espanhol, 3 de Inglês, 2 de História e Geografia, 2 de Filosofia, 1 de Botânica e de outras matérias, não importantes para o curso pretendido. A garotada do meu tempo não tinha tempo para vagabundar, tinha que estudar, porque eramos cobrados. Optei pela vida militar , Corpo de Bombeiros e aí é que a coisa piorou e bota piora nisso. Entravam matérias profissionais, além da Educação Física todos os dias às 7h da manhã, e todos em forma. Está faltando é seriedade nesse país e não é pra menos temos um ex-presidente que não suporta ler.

  140. Wombatmucholoco

    -

    30/09/2011 às 10:30

    Ainda retornaremos ao tempo em que quem podia mandava seus filhos para estudar na Europa. Tal é o avanço da boçalidade sobre a educação brasileira que faz com que as bobagens cometidas pelos militares (de Getúlio e de 64 no ensino seja praticamente nada.
    O que tem chegado então às universidades então, nem se comenta. Como dizia um professor meu, antigamente: é o SOBRAL, a sobra do MOBRAL.

  141. Steve Ling

    -

    30/09/2011 às 10:29

    Um amigo me disse: “Filosofia é a ciência que pela qual ou sem a qual o mundo fica tal e qual”, outra vez me disseram “A filosofia começa com uma coisa bem pequena que ninguém dá importância e termina tão complicada que ninguém entende”. depois disso me pergunto “pra que filosofia?”. Matemática pelo menos ajuda a pagar as contas e ver o troco.

  142. Rodolfo

    -

    30/09/2011 às 10:28

    Sociologia, filosofia e um monte de “ias” não servem absolutamente para NADA! NADA! ABSOLUTAMENTE NADA!
    O Brasil precisa é de engenheiros, matemáticos, estatísticos, físicos, químicos…!
    Há quantos anos o Estado do Rio de Janeiro, mais precisamente a Secretaria de Segurança Pública, está nas mãos de sociólogos?
    Olha no que deu!

  143. Zé Ricardo

    -

    30/09/2011 às 10:28

    Não custa lembrar que os grandes filósofos eram, antes de tudo, grandes linguistas e, desde os pré-socráticos, exímios matemáticos; a filosofia veio depois.
    Sem as ferramentas básicas para entender o mundo – a língua e a lógica (que em lugar algum é tão presente quanto na matemática)- não se pode tentar traduzí-lo.
    História da Filosofia se ensina, a filosofar não; mas a ela se chega por aquelas ferramentas. Ou estou errado?

  144. Bastião

    -

    30/09/2011 às 10:28

    A filosofia discutida entre alguns à portas fechadas é como um interminavel jogo de pensamentos,a filosofia que tem como sua única ferramenta de trabalho o raciocínio tem que continuar questionando métodos e valores.Esse cara é o sub-tréco do sub-tróço.Pergunto à indicado do chalitinha,o aprendiz de petralha,Que nº é a sua enxada?Trabalhar nada né.Ô Alkimin vc entrou nessa? Que está acontecendo vc não está parando em casa?

  145. sp

    -

    30/09/2011 às 10:17

    Muito bom, Reinaldo. Inclusive na sarrafada aplicada aos idólatras do babalorixá de Banânia, que vivem em permanente transe de adoração a ele e não compreendem que se possa admirar um governante como FHC, sem dúvida o presidente mais importante que o Brasil já teve, sem deixar de criticá-lo e sem tê-lo como queridinho, guru, guia genial ou messias.
    Quanto às aulas de sociologia e filosofia, quem quiser saber qual a carga horária necessária para transmitir o conteúdo que 99% dos professores dessas matérias têm a oferecer, pode pegar um cronômetro e ler o seguinte: “A sociedade se divide em classes, a classe dominante e as classes dominadas. As idéias que passam por consensuais são as da classe dominante, e as estruturas sociais e relações de produção se organizam segundo os interesses dessa mesma classe.”
    Pronto! Declamar essa ode ao simplismo e à preguiça intelectual não leva cinco minutos. Mas
    não importa quantas horas/aula houver, o que os alunos vão ouvir não passará nunca de variações dessa lenga-lenga (“relações de produção” é o máximo de sofisticação teórica a que chegarão, a chave para revestir a conversa vagabunda de uma aura “científica”).
    Portanto, vamos torcer para que o sr. Secretário deixe de brincadeira e vá tratar de coisa mais séria.

  146. Roubocoop (engenheiro semi- analfa)

    -

    30/09/2011 às 10:15

    Tem engenheiro que não se expressa muito bem, mas sobrevive porque desenha bem (meu caso). Tem engenheiro cheio de retórica que não sabe interpretar um gráfico. Antes de aprender a escrever é necessário aprender a ler.
    Tem muita gente querendo escrever e pouca gente querendo ler.
    .
    Deu para entender? ou quer que eu desenhe.

  147. Malur

    -

    30/09/2011 às 10:14

    Se a atual carga horária não está dando resultado, vamos diminui-la. O secretário de Educação disse isso? E ainda é secretário?!

  148. Gabriel Ferreira

    -

    30/09/2011 às 10:07

    Caríssimo Rei, vou por tópicos:

    1. Sem dúvida, diminuir a carga horária de português e matemática é uma afronta, sobretudo num estado – e num país – em que as universidades estão sendo obrigadas a dar aulas de reforço, vejam vocês, de português e matemática, para que seus alunos consigam acompanhar o curso que escolheram;

    2. Tenho pavor de ouvir que a filosofia tem como finalidade “despertar espírito crítico”. Que defende tal tese está veiculando uma tolice da qual nem se dá conta. Ou “a” finalidade do estudo da literatura é melhorar a escrita? Ou a das Artes Plásticas é, por excelência, aprender técnicas? A filosofia, como a literatura e as artes plásticas, não têm seus fins primários em si mesmas? Dizer que os estudantes precisam de filosofia para que tenham o tal do espírito crítico é, eo ipso, instrumentalizar a filosofia. O que nos leva a outro ponto;

    3. Também penso que precisamos de mais engenheiros que filósofos. E digo isso concordando não com o Tio Rei, mas com Platão. Ou é coisa diferente o que está dito na “República”? Mas justamente por isso não posso concordar com você, Reinaldo, quando fala no outro post que já temos filósofos e sociólogos demais. “De facto”, temos 10? Você sabe, não temos nem o suficiente! Quiçá sobressalentes! Acho sim que conhecer filosofia – por si mesma, por conta de uma existência que ao menos flerte com a contemplação intelectual – é algo importante para os jovens e para o país. Nunca em detrimento das demais disciplinas, como quer o secretário.

    Abraço.

  149. Mauro

    -

    30/09/2011 às 10:07

    Bom dia a todos e saúde para ti caríssimo!
    Estava a ler um artigo em espanhol… parece que,de maneira ampla, fecha com seuseu belíssimo texto: “Sin echar por tierra en todas partes el coloso del despotismo, sostenido por los fanáticos y monopolistas, jamás podremos recuperar nuestra dignidad. Para esa empresa es indispensable que todos los pueblos aprendan a ser libres, a conocer y praticar sus derechos.” XAVIER MINA, 1816.

  150. Dinessa!

    -

    30/09/2011 às 10:07

    Pior do que estes espertinhos tentando emburrecer ainda mais os adolescentes e jovens, são os professores querendo aumento. Eu desaprovo aumentar salário de professor, afinal de contas qual o mérito que eles conseguiram? A educação está cada vez pior, querem aumento de salário para quê? Se a sua função que é ensinar não foi alcançada.

  151. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    30/09/2011 às 10:06

    Odebrecht e a Embraer, em torno das quais está em curso uma consolidação da indústria de armas e equipamentos brasileira.
    Eis a razão, não o sucateamento das Forças Armadas ou a choradeira dos militares….
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    “Política industrial
    Dilma defende compras governamentais para Defesa
    Presidente assinou MP que cria regime especial de tributação e garante compras governamentais para as empresas do setor
    Luciana Marques

    Medidas anunciadas pela presidente Dilma fazem parte do plano Brasil Maior (Ueslei Marcelino/Reuters )
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    A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira uma Medida Provisória (MP) que prevê compras governamentais e desoneração de impostos para o setor da Defesa. A medida faz parte do Plano Brasil Maior, lançado em agosto, e tem como objetivo contemplar uma antiga reivindicação das Forças Armadas, que se dizem desabastecidas de equipamentos. O projeto também vai ao encontro das pressões realizadas por duas grandes companhias nacionais, a Odebrecht e a Embraer, em torno das quais está em curso uma consolidação da indústria de armas e equipamentos brasileira.
    Serão beneficiadas pelo plano companhias que produzam equipamentos eletrônicos, armas, embarcações, aviões, entre outros.A proposta incentiva ainda a modernização tecnológica do setor, que reclama de sucateamento.
    “O marco regulatório que estamos apresentando hoje combina com a estratégia de compras governamentais que nenhum país do mundo deixou de adotar. Um segmento que se expande também com a desoneração, nesse caso o PIS e a Cofins. Não queremos produzir só para o Brasil. Nossa capacidade de sermos competitivos está baseada no fato de sermos exportadores”, afirmou Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto.
    Desoneração – A medida cria um regime especial de tributação para desoneração das empresas do setor de encargos como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), a Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
    Compras governamentais – O plano também prevê compras governamentais para o setor da defesa, como forma de estimular o mercado interno e proporcionar uma demanda segura às empresas instaladas no país. “Buscamos transferências tecnológicas que estimulem diferentes setores da economia e possibilidades de formação também dos nossos profissionais. O poder de compra do estado brasileiro será um dos elementos propulsores dessa indústria”, afirmou a presidente.
    O ministro da Defesa, Celso Amorim, negou que a medida onere o contribuinte e disse que o plano causa efeitos positivos nas cadeias industriais. “O programa fortalece a defesa nacional porque cria condições de autonomia para que as Forças Armadas não estejam dependentes de fornecedores externos para execução de suas funções, em um momento em que a gente não sabe de onde vêm as ameaças, mas sabemos como nos proteger”, defendeu.
    O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), Orlando Neto, disse que a medida vai promover a inovação e o desenvolvimento da indústria nacional. Ele negou, no entanto, que o setor tenha solicitado benesses do governo. “A base industrial de defesa nunca pleiteou por privilégios ou clamou por favores ou ajuda do governo. Pelo contrário, sempre batalhou para que houvesse igualdade de oportunidades e competição”, defendeu. Segundo a Abimde, que reúne 144 empresas do setor, as novas regras vão criar 23.000 empregos diretos e 90.000 indiretos.”

  152. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    30/09/2011 às 10:01

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    “O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem. “ Obs.: Plataforma de 1910. Rui Barbosa

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    DESTAQUE PARA ESTA PARTE: Serve para a IRINI e para MARIA DO ROSáRIO, principalemente, e particulamente, e prioritariamente… tudo que acabe em mente…

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    ” … Mais bem defendidos estariam os direitos das mulheres se o governo se preocupasse com a defesa do direito de todos de ver ações efetivas no combate aos abusos cometidos contra o patrimônio público. “

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    “Verdades ofendem
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    30 de setembro de 2011 | 3h 06
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    DORA KRAMER – O Estado de S.Paulo
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    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, acabou dando uma boa contribuição ao debate sobre a correção geral de condutas, ao reagir com rudeza, corporativismo e autoritarismo à constatação da corregedora-geral da Justiça, Eliana Calmon, sobre a existência de “bandidos de toga” no Judiciário.
    -
    A declaração da juíza nem teria alcançado tanta repercussão não fosse o desejo do ministro de humilhá-la com a admoestação grosseira e a exigência de uma retratação, de resto não atendida numa demonstração de que Eliana Calmon na condição de corregedora é a pessoa certa no lugar certo.
    -
    Resultado: a contrarreação de solidariedade à ela e à preservação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça impediu que o Supremo votasse na quarta-feira ação da Associação Brasileira de Magistrados (AMB) que, se aprovada como previsto, poria fim à razão do CNJ.
    -
    Em resumo, a AMB pede que o conselho perca a atribuição de investigar e punir magistrados antes que sejam julgados pelas corregedorias dos respectivos tribunais onde estejam lotados.
    -
    Por analogia, tanto essa ação quanto a atitude de Peluso e mesmo o aval da maioria do CNJ à nota de repúdio do presidente do STF à declaração da juíza, remetem ao posicionamento majoritário do Legislativo contrário a punições a desvio de condutas de seus integrantes.
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    Poder-se-ia comparar também ao pensamento predominante no Executivo, segundo o qual uma limpeza em regra nos critérios para preenchimento de cargos na administração pública faria mal à saúde do governo de coalizão.
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    Ou seja, a norma não escrita que as excelências de todos os Poderes parecem dispostas a adotar é a da impunidade como pressuposto para que reine a paz na República.
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    As verdades ofendem, assim como a realidade enunciada pela corregedora ofendeu os brios do presidente do Supremo e as punições aplicadas nos últimos anos pelo CNJ calaram fundo no espírito do corpo da Associação dos Magistrados.
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    Pacto de coronéis. O senador petista Lindbergh Farias, combatente da luta dos royalties do petróleo para o Rio, acha que o debate perde a racionalidade e se transforma numa briga de salve-se quem puder entre Estados produtores e não produtores, que poderá extrapolar para outras questões.
    -
    Por exemplo, para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), cujos critérios deverão ser definidos em lei complementar até o fim de 2012, conforme determinou o Supremo Tribunal Federal.
    -
    A única maneira de resolver, na opinião do senador, seria o governo tomar a frente e atuar como árbitro a fim de preservar o equilíbrio federativo. “Está faltando liderança, o governo está deixando as coisas correrem frouxas e isso poderá terminar numa grande confusão de Estados contra Estados.”
    -
    Lindbergh é contra proposta que vem sendo ventilada com apoio de senadores de seu partido e do presidente do Senado, José Sarney, para que se apliquem à distribuição dos royalties os mesmos critérios adotados para os repasses do FPE.
    -
    “Quais critérios? Eles simplesmente não existem. O que está em vigor hoje é resultado de um acordo político feito em 1989 entre o então presidente Sarney e o Congresso, onde Antônio Carlos Magalhães exercia grande influência”, diz ele.
    -
    De onde, segundo Lindbergh, resultou um acerto referido na “federação dos coronéis”, pelo qual a Bahia é o Estado que recebe a maior alíquota (9,3%) e o Maranhão vem em segundo lugar (7,2%).
    -
    Como o Congresso até hoje não votou lei complementar instituindo parâmetros claros, no ano passado o STF deu prazo de dois anos para a aprovação da lei.
    -
    “Se o governo não assumir a liderança do processo, a confusão de agora em relação aos royalties vai se repetir”.
    -
    Veto a Gisele. Mais bem defendidos estariam os direitos das mulheres se o governo se preocupasse com a defesa do direito de todos de ver ações efetivas no combate aos abusos cometidos contra o patrimônio público. “

    “O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio, do que sermos salvos pela crítica” Rückert
    -
    -

  153. Augusto

    -

    30/09/2011 às 10:00

    A classe dominante brasileira, representada hj por oligarquias provincianas que apoiam um governo de origem “popular”, está fazendo o que lhes compete. Todo os recursos públicos estão voltados para deixar o povo na ignorância, transformando-os em analfabetos funcionais, porque o conhecimento liberta e isso eles não querem.
    O Brasil acabou, enquanto se pretendia nação.

  154. Querubim

    -

    30/09/2011 às 9:56

    Estes defensores de nulidades e inutilidades, logo criarão uma cadeira de corrupciologia e certamente elegerão o lulllla como mestre senior.

  155. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    30/09/2011 às 9:55

    Não sei o qeu houve… meu comentário foi interropido… mensagem de que era comentário repetido…
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    -Votei.
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    Meu caro, hoje, praticamente, qualquer um faz mestrado ou doutorado… há jeito para tudo… AINDA não entendi como o Mercadante tem o título.. pelo que li, montou uma Banca e foi lá e sai com o título…. pelo que entendi, não há encessidade de estudar, frenquentar auals, BASTA conseguir professores ou pessoas de nome, montar a Banca e pronto…. NEM NECESSITA SER EMM UMA FACULDADE, SERIA ISSO???
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    -

    QUANTO À SAÚDE, já parou de fumar?????????
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    - Prezado, você faz parte da meia dúzia de três ou quatro jornalsita que tem coragem de dizer a verdade, que vê com os olhos que enxergam… 100 anos apra você é pouco, POIS esteja certo que nas pr´poximas 5 décadas não conseguiremos acabar com a desgraça provocada pelos politicos, nem com o LuloPetismo…….
    -

    - Fico impressionado como essa gente reage à decisão judicial ( trabalhista, eleitoral ou qualquer outra) e… ninguém respeita…. o que a justiça está esperando para prendê-la…..
    -
    -
    “30/09/2011-07h42
    Rosinha resiste à cassação e diz que só deixa cargo presa
    A prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Matheus (PR), que teve seu mandato cassado anteontem pelo Tribunal Regional Eleitoral, passou a noite acampada na prefeitura e diz que só deixará o cargo presa.”
    -
    -
    Está um reflexo do LuloPetismo……

  156. Querubim

    -

    30/09/2011 às 9:53

    Os sociólogos e filósofos atuais não passam de uma minúscula massinha de manobra do esquerdismo boboca que ainda vê nos lulllas, dirceus, guevaras e outros celerados, individuos com ideias progressistas ao invés de dinossauros anacrônicos e interessado apenas na boa vida que o poder(leia cofres públicos) lhes confere e aos seus pares e cúmplices.

  157. Fábio

    -

    30/09/2011 às 9:52

    Se deixarem o professor Herman Voorwald fazer aquilo o que quer teremos uma revolução na Educação (e para pior!). De acordo com o tio Vô como os alunos têm mal desempenho nas provas oficiais, apesar do número de aulas da língua-mãe e aritmética, então deve-se diminuir sua carga horária. Pelo pensamento jurássico então o aluno que repetir o ano deve ser banido da escola já que ele teve um mal desempenho escolar? Geraldo abre o olho para o Vô! Haddad usaria esse pretexto em 2014 para justificar a cadeira? Jogaram os anzol para pegar os peixe!

  158. Augusto

    -

    30/09/2011 às 9:52

    Conhecer o português é a base para entender e aprender. Esse secretário e educação é mais um desse que, ao invés de fazer o básico que é investir nas estruturas existentes, com a valorização do magistério, inventa políticas somente para tentar ter um espaço na mídia.
    Essa sua proposta não pode ser levada a sério.

  159. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    30/09/2011 às 9:44

    Reinaldo, o cara está certo…. veja:
    -
    1) os resultados das provas realizadas comprovam que não se precisa de tanta aula de protuguês.
    -
    -
    2) Com a gramática ADDADIANA, basta “alfabeS tizar”, e pronto… CADA UM ESCREVE COMO “QUIZER”, e “nois vai levando”
    -
    -
    SOCIÓLOGO, FILÓSOFO … tem uns que escreve até livro, e depois manda esquecer o que escreveu….
    -
    -
    Veja que o problema das grandes cidades foi resolvido pelos sociólogos…. favela, bairros afastados do centro passou a ser perifieria, NOMINAR, DAR NOMES POLITICAMENTE CORRETO AS COISAS , ATOS, PROCEDIMENTOS, AÇÕES, etc, resolve qualquer problema…
    -
    -
    Meu caro, hoje, praticamete

  160. Martha Mello

    -

    30/09/2011 às 9:42

    É triste nas é a mais pura verdade… As universidades já foram tomadas por esses esquedopatas. Meu sobrinho cursava História na PUC-RJ e abandonou pois é um reduto de comuno-lulo-petistas que perseguem e infernizam qualquer um que não “pense” como eles. Ensino neste país já era…

  161. Anônima

    -

    30/09/2011 às 9:42

    No fundo, a razão de tudo isso é a preguiça. Eles, o poder reinante da hora, não gosta de estudar, não gosta de estudo, abomina o universo do saber. Como ninguém perceber a preguiça mental que os reina? Simples, nem abrindo as portas para os jovens que gostam de se expandir no saber, na expressão correta verbal, já que esta os exporia a sua miséria de atitude.

  162. Anónimo

    -

    30/09/2011 às 9:39

    Reinaldo, faz sentido: se o pessoal está ruim em matemática e português, que se diminua a carga horária dessas disciplinas. Se a repressão ao tráfico de drogas não funciona, acabemos com ela. Se o número de assassinatos não diminui, legalizemos o crime de homicídio. Se os cassinos funcionam ilegalmente, regularizemos o seu funcionamento. Faz sentido.

  163. Indignado

    -

    30/09/2011 às 9:36

    Caro Reinaldo, bom dia!
    Sou do tempo no qual o aluno tinha que ter responsabilidades. As tarefas eram cobradas em sala pelo professor e a famosa “argüição” fazia com que nos preparássemos, pois era uma prova oral que valia pontos, e o professsor nao marcava dia nem hora, podia ser usada a qualquer momento. As provas de unidade – eram 04 – nao se podia usar calculadoras e nem consultar livros e ou apoios. Sou grato e me sinto privilegiado por ter tido uma boa educação de base. Vejo hoje meus filhos já universitários, e uma formada, com certo grau de deficiência em coisas básicas, por exemplo, as vezes só conseguem fazer contas com o auxilio de uma calculadora. O meu mais velho foi reprovado no primeiro vestibular em redação por ter escrito em letra de forma (o colégio – particular e o mais caro da cidade) nao obrigava o aluno a escrever de forma cursiva. Passou o ano seguinte reaprendendo a “escrever”, foi matriculado em curso de caligrafia. Eh inevitável as comparações, minha época com a atual, mas as vezes fico muito preocupado, pois minha filha do meio, me escreveu uma carta, e parar ia mais que estava no “mesenger”…fiquei assustado. Acho que o esta nas escolas de hoje eh o compromisso com o aprendizado e nao com o financeiro, pois se paga taxa pra tudo. O que faz as pessoas pensarem melhor, ter senso critico e ético eh matemática , portugues, geografia, história , biologia, e ler, ler bastante, livros, jornais resvistas…para que cada um tire suas próprias conclusões e saiba discerner o certo do errado, o ético do nao ético, o bom do mal… Só assim terrenos condições de mudar o rumo do nosso pais, só assim teremos mais responsabilidades na hora de votar, só assim teremos condições de cobrar nossos diretos e nao ficarmos inertes assistindo as aberrações e inversão de valores que assolam o nosso Brasil!

  164. Paulo Santos

    -

    30/09/2011 às 9:32

    Acredito que filosofia não se aprende na escola. Taí o Olavo de Carvalho, que não estudou filosofia e é hoje o maior filósofo brasileiro.

  165. Célio

    -

    30/09/2011 às 9:29

    Perguntinha: Será que tem alguma saída um sistema no qual, em se pagando pouco, não aparece gente competente para trabalhar (com raras exceções), e em se pagando muito, apruma-se a seleção para lotear o pedaço com os amigos dos amigos, todos igualmente incompetentes.

  166. dsilva

    -

    30/09/2011 às 9:28

    é, o Brasil é um enigma, não que o presidente mais importante que esta país já teve chamou de vagabundos os aposentados, deixou o governo com alta de inflação dolar e juros nas alturas. E pior comprou o congresso ,sabe lá a que preço, uma emenda para aprovação de uma emenda a constituição achando que só ele era capaza de levar a politica implementada na época do governo Itamar a frente. Resultado não fez seu sucessor e deu de presente oito anos para o lula. Esse é o Brasil que tem como presidente mais importante o seu fhc.

  167. carlos amendola

    -

    30/09/2011 às 9:28

    Como a Finlândia criou, com medidas simples e focadas no professor, o mais invejado sistema educacional

    Por Thomaz Favaro, de Helsinque
    Revista Veja – 20/02/2008

    Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O último teste, em 2006, foi aplicado em 400.000 alunos de 57 países. O Brasil disputa as últimas posições com países como Tunísia e Indonésia. O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional.

    A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico. Dar ênfase à qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil. Quarenta anos atrás, metade da população finlandesa vivia na zona rural. A economia era dependente das flutuações do preço da madeira, já que 55% das exportações vinham da indústria florestal. Além dos bosques que cobrem 75% do território, o país só tinha a oferecer sua mão-de-obra barata. Os finlandeses emigravam em massa para vizinhos ricos, como a Suécia, em busca de melhores condições de vida. Preocupados com amá qualidade das escolas públicas, os pais estavam transferindo os filhos para instituições privadas de ensino. Em alguns desses aspectos, a Finlândia se parecia com o Brasil. A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio).

    O segundo passo da reforma, em 1985, foi descentralizar o sistema de ensino. Por esse conceito, o professor é o principal responsável pelo desempenho de seus alunos: é ele quem
    avalia os estudantes, identifica os problemas, busca soluções e analisa os resultados. O Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais do conteúdo a ser lecionado. “Isso só é possívelporque os professores recebem um treinamento prático específico para saber lidar com tanta independência”, disse a VEJA Hannele Niemi, vice-reitora da Universidade de Helsinque, que trabalha com a formação de professores há três décadas. O currículo escolar também é flexível, decidido em conjunto entre professores, administradores, pais e representantes dos alunos. A cada três anos, as metas da escola são negociadas com o Conselho Nacional de Educação, órgão responsável por aplicar as políticas do ministério. “Queremos que os professores e os diretores, que conhecem o dia-a-dia da escola, sejam responsáveis pela educação”, diz Reijo Laukkanen, um dos membros mais antigos do Conselho Nacional de Educação.

    O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição, comparando o desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos professores decidir como resolver seus fracassos. Esse sistema tem o mérito de fazer com que os professores se sintam motivados para trabalhar. A reforma educacional finlandesa levou três décadas para se consolidar. Pouco a pouco, as crianças voltaram a ser matriculadas nas escolas públicas e as instituições privadas foram incorporadas ao sistema do estado. Hoje, 99% das escolas são públicas e o aluno conta com material escolar, refeições e transporte gratuitos. Cerca de 20% dos estudantes recebem algum tipo de reforço escolar, índice acima da média internacional, de 6%. “Quando um aluno repete, perde toda sua motivação, torna-se amargo e pode até apresentar resultados piores que na primeira tentativa”, diz Eeva Penttilä, do departamento de educação da cidade de Helsinque.

    O sucesso da educação fi nlandesa é, em parte, fruto das características únicas do país. A população, de 5,2 milhões de habitantes, é relativamente pequena e homogênea. “Com uma população 35 vezes maior e disparidades regionais e sociais mais acentuadas, o Brasil não conseguiria ter o mesmo padrão de igualdade entre as escolas, como existe na Finlândia”, diz João Batista de Oliveira, ex-secretário executivo do Ministério da Educação. O preço do sistema de bem-estar social que assiste o cidadão do berço ao túmulo é uma carga tributária de 43% do PIB, uma das maiores do mundo, mas apenas seis pontos acima da brasileira. Ou seja, trata-se de um estado paquidérmico, mas eficiente. A Finlândia é o país menos corrupto, segundo a Transparência Internacional. Há quase treze anos na Finlândia, a brasileira Andrea Brandão conhece bem as diferenças entre as duas sociedades. “No Brasil, muita gente acha que algumas profissões, como porteiro, não necessitam de um ensino básico de qualidade”, diz. “Na Finlândia, existe um consenso de que todo mundo precisa ter uma educação mínima para ser um cidadão.”

    Andrea é professora de inglês em uma das poucas escolas particulares do país, voltada para a população de fala sueca, que é minoria na Finlândia. Particular, nos “moldes finlandeses”, significa que os alunos pagam uma anuidade opcional de 100 euros, pouco mais de 250 reais. A estudante Eeva-Maria Puska, de 16 anos, passa seis horas e meia por dia na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque. Além das disciplinas obrigatórias, ela freqüenta aulas de música, artes e francês, opcionais para os alunos da 9ª série. Mesmo com tantas matérias, Eeva não reclama da carga horária nem, menos ainda, do ambiente: “Gosto dos meus professores, tanto como profissionais quanto como pessoas”, afi rma. Na sua escola, professores e alunos conversam amigavelmente nos corredores espaçosos e bem iluminados. A educação de qualidade foi essencial para uma virada na economia finlandesa. A mão-de-obra qualificada permitiu que a eletrônica substituísse a madeira e o papel como principais produtos de exportação. A Finlândia tem hoje o terceiro maior investimento em pesquisa e desenvolvimento do planeta, grande parte feita por empresas privadas. Uma antiga fábrica de papéis e de botas de borracha do interior do país foi o símbolo dessa transformação. A empresa, Nokia, hoje é a maior fabricante mundial de celulares, com 40% do mercado internacional. Juntos, ela e o sistema educacional são os dois maiores orgulhos dos finlandeses.

    OS CINCO SEGREDOS DA EDUCAÇÃO FINLANDESA

    A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na formação dos professores

    1 A exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida. O vestibular para ser professor é um dos mais disputados do país. Apenas 10% dos candidatos são aprovados. Exceto na pré-escola, o mestrado é pré-requisito para lecionar

    2 A mesma qualidade para todos. A discrepância no desempenho entre as escolas do país é a menor do mundo. O governo mantém um sistema sigiloso de avaliação das escolas (99% são públicas) e os diretores são informados sobre o desempenho delas

    3 Os piores alunos não são deixados para trás Dois em cada dez estudantes recebem aulas de reforço. Por causa disso, os índices de repetência são baixíssimos

    4 Currículo variado. Além das matérias básicas, há aulas de ecologia, ética, música, artes e economia doméstica. O ensino de duas línguas estrangeiras é obrigatório, mas, se o aluno quiser, pode aprender outras duas

    5 Os alunos devem ter prazer em ficar na escola. Os diretores e professores são responsáveis por criar um ambiente agradável para os estudantes. A carga horária não é excessiva e, a partir da 7ª série, os alunos são livres para escolher algumas disciplinas com as quais têm mais afinidade

    Finlândia x Brasil

    Ênfase nos professores

    Em comparação com o Brasil, a Finlândia mantém os alunos por mais tempo na escola e investe mais na formação dos professores. O fato de ganharem menos que os brasileiros em
    proporção à renda per capita nacional demonstra que salário não é a única maneira de estimular os professores

  168. Lopes

    -

    30/09/2011 às 9:23

    Deveria existir o seguinte pacto: primeiro vamos ensinar as nossas crianças Português e Matemática! Depois o resto… Contudo, se analisarmos o viés de cada Área do conhecimento, as humanas certamente reuniria a maior parte dos esquerdistas. No meu tempo, os alunos mais fracos corriam para as humanas pois não conseguiam passar no vestibular dos cursos de Exatas (e se passassem, não terminariam os cursos). É óbvio que toda regra tem exceção mas duvido que o comportamento médio não seja o que eu descrevi acima.

  169. Nanado

    -

    30/09/2011 às 9:19

    Presente.

  170. Ju Oliveira

    -

    30/09/2011 às 9:17

    É mais fácil dar o peixe do que ensinar a pescar. Não é de hoje que a educação pública é um laboratório. Alunos vem participando de experimentos a pelo menos uma década. Há a necessidade de avaliar os profissionais que estão atuando nas salas de aulas. Muitos deles não tem a menor condição de transmitir qualquer tipo de conceito. Conheço muitos que sequer sabem escrever, outros conseguem se comunicar oralmente graças à aceitação e conhecimento que temos das variedades linguísticas. Na escola pública, com raras exceções, reina a incompetência. Os gestores pouco se importam. Os gestores até gostam muito desses profissionais, afinal, por conta deles, a comodidade em estabelecer um piso salarial de R$712 está justificadíssima.

  171. celia

    -

    30/09/2011 às 9:17

    Reinaldo, o ensino no Brasil caiu a níveis que nem dá para imaginar. Estudei em escolas públicas, do jardim de infância até o ensino superior. Fiz aquele curso do ensino médio outrora conhecido como Escola Normal – formava professores – para os menos avisados. Não existia curso pré-vestibular. Não precisava. Entrei na Universidade após 7 anos afastada da escola e sem fazer cursinho pré-vestibular. Eu e toda a minha geração e mais outras anteriores e posteriores. Vejá só. Sei ler, escrever, interpretar, somar, dividir, dar opinião, raciocinar, ouvir, criticar. Aprendi em casa e na escola. Os professores eram preparados, a escola era despolitizada, os alunos respeitavam os professores e os pais e o mais incrível:ESTUDAVAM!!!!! Hoje e já não é de hoje, as escolas, colégios e universidades particulares e públicas estão eivadas de professores metidos a socialistas ou comunistas de meia tigela. Mas com certeza falta-lhes conteúdo e sobra estupidez.

  172. Luciano

    -

    30/09/2011 às 9:13

    Ontem comentei que gostaria de ver o governador fazendo algo mais concreto do que mandar recados. Quando ele vai demitir esse cidadão?

  173. Kaos

    -

    30/09/2011 às 9:11

    Quem sabe o governo coloque no currículo aulas de Corrupciologia ..

  174. pedrocampos

    -

    30/09/2011 às 9:04

    Se o desempenho dos estudantes é ruim com a carga atual porque não radicalizar e estabelecer carga horária zero?
    Chega de reformismo, precosamos de decisões revolucionárias…rrss

  175. Ester

    -

    30/09/2011 às 9:03

    Enquanto isso, aqui em Bauru, o PSTU divulgou nota afirmando que o advogado pedófilo (assunto em pauta nacional no momento) é fruto do capitalismo… Vai ver é isso que chamam de espírito crítico.

  176. Mauro288

    -

    30/09/2011 às 9:03

    Muito bom o texto. A única coisa que não concordo foi sua colocação a respeito de Fernando Henrique. Não que eu goste do Lula, mas, o Fernando Henrique também não foi lá estas coisas. No demais, você está certo.

  177. Daniel TB

    -

    30/09/2011 às 9:01

    Primeiramente, gostaria de saber quais as provas, pesquisas que fundamentem essa opinião: “Se as medidas que propõe forem implementadas, haverá certamente uma queda no desempenho dos alunos do estado nas provas oficiais — isso é certo como dois mais dois são quatro; ou eram, antes de ele chegar à Secretaria.” Seria importante de fato saber se essas aulas que estão sendo ministradas atualmente fazem alguma diferença ou não. Pode ser que não façam diferença alguma! Isso significa que não se deve ensiná-las? Não! Mas isso pode nos dar uma pista de que talvez seja importante aos alunos ter contato mais intenso com outras disciplinas de humanidades que possibilitem o contato com outros tipos de textos, que possam produzir textos argumentativos, que incentivem o raciocínio lógico através de uma disciplina filosófica como a lógica. Na filosofia, da qual sou professor, se requer uma leitura rigorosa e a partir do contato com essa disciplina se sente, naturalmente, um desejo por conhecer melhor a própria língua para atentar às mais variadas interpretações, ou para aquilo que pode estar subentendido ou os pressupostos, etc. Portanto essa proposta me parece bastante razoável visto que apenas uma aula por semana de filosofia em turmas onde costuma reinar a indisciplina é praticamente impossível se fazer um trabalho realmente sério. Muitas vezes sem qualquer material, sem apoio de livros didáticos (nem que seja para mostrar os seus erros).
    Curioso no seu texto é que passa tanto tempo falando do ensino ideológico e se esquece das deficiências graves com o ensino da língua portuguesa, por exemplo. Se é uma disciplina que se deve ter atenção é essa e não disciplinas que se tem uma aulinha por semana. Em Santa Catarina, estado onde morei boa parte da minha vida, o ensino de matemática, português, filosofia e sociologia são na mesma quantidade. Nem por isso os níveis dos alunos estão muito diferentes do resto do país. Assim como o senhor exige uma educação de alto nível nas disciplinas de filosofia e sociologia, também se exige uma educação de alto nível em português e matemática. Se tivéssemos um ensino de qualidade nas quatro disciplinas (para ficar só com elas) e condições boas de ensino, com materiais e menos problemas com indisciplina penso que pouco importaria a quantidade de aulas.

  178. Sidney

    -

    30/09/2011 às 9:01

    Já tive a oportunidade de conversar com um tipos desses, qual seja, o o “engajado”, na causa petista. São pessoas de uma mentalidade muito fraca, é como se eles quisessem se defender de um mundo que eles não se adaptam, e o sistema é algo nocivo contra o qual eles sempre tem que combater com teorias idiotas, totalmente ilógicas. Em verdade, o que eles querem impedir é a livre expressão do ser, ou seja, alguns se sobressairão, outros permanecerão na mediocridade. Evidente que com essas teorias idiotas, um grande rebanho vai tocando suas vidas, enquanto aqueles que consefuiram o poder estão mamando nas tetas, ao passo que os trouxas que batem palmas, parecem que continiam seduzidos pelo discurso e não vê que os dirceus e lulas da vida estão vivendo da mesma forma daqueles que eles sempre atacaram; e comendo e bebendo do melhor, se vestindo com grife, acumulando bens, ou seja, enquanto isso os zés manés do sindicato fica batendo palminha para eles e colhendo as migalhas. São mesmo uns trouxas. Esse mundo é mesmo dos espertos. Como ainda existe gente ingênua!

  179. Berlatto

    -

    30/09/2011 às 9:00

    Como sempre digo, caro Reinaldo, a petralhada não o entende.
    Eles não sabem o que é metonímia, eles não sabem o que é ironia, eles não sabem interpretar um texto, eles não conseguem captar tuas sutilezas, eles não suportam a tua inteligência, enfim, eles são medíocres. Estão lá no século 19. O pior, tem muitos que estão lá no Paleolítico e ainda vivem nas cavernas. Um espanto!, esses caras…Abs.

  180. Túlio Galvão

    -

    30/09/2011 às 8:59

    Muito bom o artigo.
    Concordo com tudo que está nele..
    Não sei se este é o canal correto.. mas gostaria de conhecer alguma bibliografia que demonstre como uma escola deve funcionar de forma decente… Teria como me indicar alguma?
    Agradeço desde já.

  181. rafael

    -

    30/09/2011 às 8:58

    Loguinho aqueles empresários capitalistas gananciosos que ministram cursos de línguas vão começar a oferecer cursos de português para brasileiros.

  182. Ataíde

    -

    30/09/2011 às 8:57

    O socialismo é coisa do demônio… e alguns esquerdistas até sabem.

  183. Chacon

    -

    30/09/2011 às 8:56

    “Espirito crítico”? Espírito critico vão ter quando estudarem, quando colocarem o cerebro para funcionar, resoilvendo problemas, estimulando o cerebro à entender e perceber, não vendo novela, Gugu, ou tendo aula de sociologia, vão ter espírito crítico, quando conviverem com diferentes tipos de pensamentos e descobrirem que este o aquele não serve para ele, mas para isso precisam, ler, raciocinar, ter noção de lógica. As aulas de matémática sào excessivas? Então porque existe cursinho pré-vestibular? No meu tempo de cursinho fiz um curso de Cálculo à parte, era aos domingos, começava às 8:00 terminava às vezes às 16:00 17:00 com 15 minutos de intervalo, e eu adorava aquilo. A pesoa que diz que não gosta das matérias essenciais como Mátemática, Português é porque não teve o devido encontro cm elas, eu mesmo fu me dar conta da lingua depois que sai do BRasil, como é linda a lingua Portuguesa, e como gostam do nosso sotaque que não é duro. Cansei de ver, nas grandes empresas por onde estive em projeto, diretores que não erm sociologos, nem psicologos, mas engenheiros que depois de formados e depois de um tempo fizeram Mestrado ou doutorado nas áreas de Finanças e/ou administração. Quem sabe fazer conta tem mais facilidade com a lógica, por consequência mais percepção de tudo, por isso essa gente não quer matemática, ou matérias de exatas, pois estimula a pessoa a pensar, nenhum governo quer pensadores lhe enchendo a paciência. Grande abraço espero de verdade que tudo tenha saído bem nos seus exames, já que o tema é ensino, espero muito mesmo que você não tenha ficado para “segunda época” ou de “DP”, grande abraço Reinaldo.

  184. Mauro

    -

    30/09/2011 às 8:50

    Você devia seguir mais o pensamento do Franklin – não o Martins; o bom: : “early to bed and early to rise makes a man healthy, wealthy, and wise”.

    Como é possível ser espartano e estóico acordando às 11 horas, ora bola? ;)

    REINALDO RESPONDE
    Eu, hein… Acordar às 11h? O que há de interessante para fazer tão cedo (rsss)???

  185. amauri oliveira

    -

    30/09/2011 às 8:50

    Concordo plenamente com o nobre comentarista.
    Também tenho sentido a falta de senso por parte doscom que os principais responsaveis que deveriam trabalhar para propostas que beneficiassem a sociedade.
    Interpreto que rumam para uma inversão total de valores, de prioridades, na verdade falta de organização ou seja, planejamento de médido e longo prazo. Os mesmos têm necessidade de criarem factoides e acabam despejando uma monte de insanas medidas.
    A ideia do pseudo-secretario nomeado para cultura de SP, entende que p/melhorar as notas dos estudantes é oferecer menor carga horaria, p/assim responderem menor carga de assuntos e consequentemente tirarem melhores notas, não é fantástico do devaneio do pseudo-secretario?

  186. Cezar

    -

    30/09/2011 às 8:50

    Na década de 80, eu trabalhei com Bernardo Goldfarb, em São Paulo. Lembro-me de um dia quando ele soube que um dos seus netos não ia bem em portuguê na escola. Ele, um dos homens mais inteligentes que já conheci, saiu com esta pérola: – “Eu diria à professora: Professora, não estou interessado em que meu neto saiba “escrever” a palavra “balanço”; quero que ele aprenda a “ler balanço”. Ele queria, logicamente, dizer que não queria o seu neto como professor de português, mas como empresário, afeito a relatórios financeiros.
    Ora, nem o saudoso Bernardo nem eu estamos contra a língua portuguesa. Apenas manifestou ele, e eu apoio, a prioridade, no caso, que convinha ao seu clã, notável e treadicional leitor de balanços. Tudo é bom, até mesmo sociologia e artes, mas tem hora e lugar.
    Trocar matémática e o próprio português por sociologia e artes, é terrível. Mas eles entenderam, Reinaldo, só fizeram de conta que não. Mas que se lembrem que o sociólogo Fernando Henrique também foi (e é) muito bom de matemática, que o prove o fato de ter sido ministro da fazenda. Ai dele se tivesse desprezado a matemática, e o próprio português na sua infânciaq e a adolescência! Sim. Ele ainda é do tempo em que português e matemática eram matérias fundamentais em qualquer sistema de ensino.

 

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