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13/03/2012

às 6:14

A estupidez não é verde-amarela apenas! Cristofobia e ódio ao Ocidente querem, agora, censurar Dante Alighieri, acusado de islamofóbico, homofóbico e anti-semita. E eu juro que não estou brincando!

A notícia saiu ontem no jornal italiano Corriere della Sera, e eu mal acreditava no que estava lendo. Cheguei a achar, por alguns instantes, que se tratava de uma alguma piada, uma ironia que eu não estava compreendendo direito, algo assim. Mas não! Era tudo verdade! Há mesmo uma ONG, a Gherush92, que reúne intelectuais e que goza do status de assessoria especial do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, que quer banir a Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), das escolas da Itália. Trata-se apenas da obra mais importante da literatura italiana e de uma das principais referências da literatura ocidental. A Gherush92 diz lutar contra o racismo, a discriminação dos povos indígenas, das crianças, mulheres etc — agora, luta também contra Dante!

Antes que prossiga, uma consideração. Quando vejo rematados imbecis, idiotas notórios, vagabundos intelectuais de renome, vigaristas profissionais — a corja, enfim… — a defender a cassação e a “caçação” de crucifixos nos tribunais, não me incomodo, não. Dou um pé no traseiro da escória e pronto! Eu fico espantado é quando constato que pessoas que sei decentes, que são de bem, que realmente estão ocupadas em fazer do Brasil um lugar melhor, caem nessa conversa em nome do “laicismo do Estado”. Não se dão conta de que se trata de uma tentativa de apagamento da memória histórica; ignoram que não se pode julgar o passado com valores que são do presente. Esquecem que a reforma da memória é uma das taras do totalitarismo. Muito bem! Um advogado no Brasil quer depredar um patrimônio tombado em Brasília para retirar o crucifixo do STF. Ele é café pequeno perto do que vocês lerão abaixo. Chamo a atenção das pessoas de bem, eventualmente equivocadas nesse particular, para o horror com o qual estão flertando.

Valentina Sereni, a presidente da entidade que quer banir Dante das escolas italianas, diz que a obra apresenta um conteúdo ofensivo e discriminatório contra homossexuais, islâmicos e judeus. Segundo Sereni, esse conteúdo é ensinado sem quaisquer filtros ou consideração crítica. Assim, chega de Dante! Ela se incomoda, em especial, com os cantos XXXIV, XXIII, XXVIII e XIV. Segundo a moça, o Judas de Dante é a representação do Judas do Evangelho, fonte do anti-semitismo. “Estudando a Divina Comédia, sustenta a Gherush92, os jovens são expostos, sem filtros e sem crítica, a uma obra que calunia o povo hebreu”. No canto XXIII, destaca Sereni, Dante pune o Sinédrio, Caifás, Ana e os fariseus.

Ela também considera inaceitável o Canto XXVIII, do Inferno. Dante descreve as penas horrendas que sofreram os semeadores da discórdia. Maomé é apresentado como líder de um cisma religioso, e o Islamismo com uma heresia. Ao profeta é reservada uma pena atroz: um demônio passa a eternidade a lhe rasgar o corpo, de modo que o intestino lhe pende entre as pernas. Dante também não perdoa os sodomitas, os que mantêm “relações sexuais contra a natureza”, e os heterossexuais lascivos. Ela não pode aceitar. E afirma: “Nós não defendemos a censura, mas queremos que se reconheça, de forma clara, sem ambiguidade, que, na Divina Comédia, há um conteúdo racista, islamofóbico e anti-semita. A arte não pode estar acima da crítica. Mesmo que haja diferentes níveis de interpretação — simbólica, metafórica, iconográfica, estética —, não se deve ignorar o significado textual: o conteúdo é claramente depreciativo e contribui, hoje como ontem, para divulgar acusações falsas, que custaram, ao longo dos séculos, milhões e milhões de mortos (…) Isso é racismo, que a leitura simbólica, metafórica ou estética da obra não pode remover.

E vai adiante: “É nosso dever alertar as autoridades competentes e o Poder Judiciário que a Divina Comédia apresenta conteúdo ofensivo e racista (…). Pedimos, pois, que a Divina Comédia seja retirada dos programas escolares ou que, ao menos, se faça acompanhar das devidas explicações”.

Bando de vigaristas!
Meu querido amigo Diogo Mainardi (o vídeo vai abaixo), indagado sobre a questão dos crucifixos, fez questão de deixar claro que é ateu, mas lembrou que seus filhos estudam numa escola católica e que o cristianismo é uma referência da cultura. E fez uma de suas sínteses geniais: “Não acredito em Deus, mas acredito na Igreja”. Ora, ninguém é obrigado a crer, e eu, é óbvio, não acho que  isso distingue os maus dos bons, não! Como sabem, nos vários posts que escrevi a respeito, deixei a questão da fé de lado — porque acho que não é ela que está em debate. Não é porque sou católico que quero crucifixos em tribunais. Na verdade, eu não reivindico que eles estejam lá. Escrevo isto desde que esse debate surgiu, há mais de dois anos: eu me aponho é à decisão de retirá-los ou de proibi-los. Na verdade, o ódio ao crucifixo é metáfora —- ou metonímia — de um ódio maior: à cultura ocidental. No fundo, é uma derivação do antiamericanismo; ainda voltarei a esse tema oportunamente.

No Brasil, os gênios de Fernando Haddad já tentaram censurar Monteiro Lobato. Acabaram desistindo. Comentando a questão, em outubro do ano passado e ao retomar o assunto, na semana retrasada, quando veio à luz a tentativa de reescrever o Dicionário Houaiss, perguntei se alguém proporia a censura a Shakespeare, na Inglaterra, porque “Mercador de Veneza” é anti-semita, ou a Alexandre Herculano, em Portugal, porque o livro “Eurico, O Presbítero” é islamofóbico.

Não! Dona Valentina Sereni e seus amigos são só pilantras intelectuais treinados para odiar o cristianismo e o mundo Ocidental. A defesa que faz das supostas vítimas de Dante (Santo Deus!) é só um pretexto verossímil para disseminar esse ódio. No mês passado, a Newsweek publicou um texto de Ayaan Hirsi Ali, esta mulher que é exemplo de luta e coragem. Chama-se “O crescimento da cristofobia”. Ela evidencia com fatos e números o que tenho afirmado há cinco anos neste blog: a religião mais perseguida do mundo hoje é o cristianismo. E seus assassinos são radicais islâmicos. Não obstante, o quase monotema da imprensa ocidental é a “islamofobia”. Ayann, nascida na Somália e vítima de brutalidades inomináveis, denuncia o bem-sucedido lobby de grupos islâmicos junto ao jornalismo ocidental para transformar algozes em vítimas e vítimas em algozes.

A cristofobia e o ódio ao Ocidente já puseram Dante na lista dos autores proibidos. Chegará a hora de Shakespeare, Chaucer, Camões, Milton, Cervantes… — toda essa gente asquerosa que construiu esse mundo ocidental de horrores, que dona Sereni e sua corja detestam.

Alguns de vocês, leitores deste blog — gente de bem —, que condescenderam, no entanto, com a caça aos crucifixos, não acreditaram quando afirmei que aquela ação era parte de um ódio mais geral; não tinha nada a ver com laicismo, e sim com o repúdio a um estilo de vida, a uma cultura, a uma tradição. Vejam aí com o que vocês estão flertando. Os argumentos de quem caça e cassa um crucifixo são os mesmos daqueles que querem Dante fora da escola! Em tempos globalizados, este é um movimento que transcende o Brasil. O ódio ao cristianismo se espalha, muito especialmente nos países cristãos. Concordar com a perseguição à cruz e abrir mão de parte da nossa liberdade. Talvez os nossos netos paguem por isso.

Quem celebra a crucifixo proibido certamente sabe defender a censura à Divina Comédia. Não! Esse mundo eu não quero! E lutarei contra ele enquanto me restar ao menos um suspiro.

Por Reinaldo Azevedo

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267 Comentários

  • Gabriela

    -

    14/12/2012 às 2:23 pm

    As pessoas devem parar de dar atenção para esses loucos que acham de dar uma de inteligentes e querer usar o poder pra fazer alvoroço. Assim como antigamente, existe gente boa e gente ruim no mundo, gente que leu e que não leu Dante ou Monteiro. E eu vou dizer mais, como culpar as obras literárias pelo preconceito nos países, se a maioria da população nem sabe ler? E se uma minoria menor do que o próprio adjetivo é que se interessa em ler as obras? E eu tenho certeza de que quem está lendo está sabendo julgar, porque não é todo mundo que tem gabarito pra passar das primeiras linhas de uma obra desse nível.

  • Ricardo

    -

    21/3/2012 às 6:08 pm

    Quanto aos EUA, sem dúvida que são um grande país, e que merece todo o nosso respeito e admiração em vários aspectos. No entanto, os EUA também são o país onde o aborto é legalizado e onde grande parte do lixo teórico que inunda as nossas universidades foi gerado, inclusive grande parte do marxismo cultural. É um fato, não uma opinião.

    Além disso, é também o país onde se jura sob a Bíblia nos julgamentos. Será que para os americanos isto fere a separação entre Estado e Igreja?

    Esta separação entre Estado e Igreja já existe aqui e lá. No entanto, o crucifixo é mais do que uma questão religiosa, e sim de ordem civilizacional e cultural. Nosso país foi fundado sob esta base, assim como a nossa civilização, e sob os valores que esta cruz simboliza. Isto, também, é fato, e não meramente opinião.

    Infelizmente, a virulência anti-cristã e anti-católica não cessa em momento algum, seja nos movimentos políticos, nas ações governamentais e…..nos fóruns de Internet.

  • Ricardo

    -

    21/3/2012 às 5:58 pm

    Ao sr. Goldman, que se diz apoiador de um estado laico e contrário ao crucifixo nos tribunais, gostaria de saber o que acha de um país como Israel, onde judeus e não-judeus não podem se casar, o hino nacional faz referência APENAS aos judeus (e não às demais religiões que fazem parte daquele país), a própria bandeira do país faz referência apenas a UMA religião e assim por diante (a lista é infindável). Gostaria de saber também o que acha de um país onde um cristão nao pode dar um Novo Testamento ou um rosário de presente para alguém que não seja cristão, incorrendo no hediondo crime de proselitismo religioso.

    Gostaria de saber se – já que admira os EUA e o seu laicismo- conhece a expressão “double-standart”.

    Aliás, atento para o fato de que todos os seus “comentários” são marcadamente anti-católicos, como a referência extremamente malfeita e descontextualizada sobre o Index, bem como ao próprio crucifixo, que NÃO É apenas um símbolo católico, mas de todos os cristãos e de toda a civilização ocidental. Curioso, não?

    E o anti-cristianismo continua à solta, e não só na Itália. Não me admira que Dante seja proibido. O próximo, obviamente, será Shakespeare, seguido de Goethe e de praticamente toda a verdade tradição cultural ocidental. Não sei porque, mas acho que o Novo Testamento também não vai escapar da censura. Aliás, para muitos que não sabem, já houveram tentativas de censurá-lo nos mesmos EUA que tem adoradores aqui, pela Anti-Defamation League do sr. Abraham Foxman, um dos maiores inimigos do cristianismo no mundo.

  • Mario

    -

    21/3/2012 às 1:01 pm

    Será que é possível viver num mundo aonde não haja conflitos de culturas,religiões,raças,econômicos e sociais?Duvido muito.É só o Efeito Estufa começar a reduzir a produção de alimentos que começaremos a pensar com o estomâgo.Desejo muito estar plenamente errado.

  • Silva

    -

    21/3/2012 às 12:42 am

    A Filosofia para a Sala-de-Aula
    G.K. Chesterton
    Publicado originalmente no Daily News, 22 de junho de 1907
    Tradução de Gabriele Greggersen
    Retirado do site: Hottopos.com

    O que o homem moderno precisa compreender é simplesmente que toda a argumentação começa com uma afirmação ponto-de-partida; isto é, com algo de que não se duvida. Pode-se, é claro, duvidar da afirmação base, mas, nesse caso, já estaria dando início a outra argumentação diferente, propondo que se parta de outra suposição. Todo argumento inicia por um dogma infalível, e esse dogma absoluto, por sua vez, só pode ser discutido, se recorrermos a outro dogma infalível: nunca se pode provar o primeiro ponto-de-partida (senão não seria ponto-de-partida).

    Este é o be-a-bá do raciocínio lógico. E tem esta vantagem especial de que pode ser ensinado na escola, como qualquer outro be-a-bá. Não dar início a qualquer discussão sem antes declarar abertamente os postulados de cada um, é uma regra a ser ensinada tanto na filosofia, quanto na matemática de Euclides, ou em qualquer aula comum, usando giz e lousa. E penso que esse princípio poderia ser ensinado de forma simples e racional até mesmo ao jovem, antes de aventurar-se pelo mundo, à mercê da “lógica” e da filosofia imposta pela mídia.

    Muitas das desorientações e dúvidas no campo religioso, surgem pelo fato de os céticos de hoje começarem sempre, falando sobre tudo aquilo em que eles não acreditam. Mas, mesmo de um cético, o que queremos saber primeiro é em que ele realmente acredita. Antes de começar a discutir, é preciso saber o que é que não se discute. Essa confusão aumenta infinitamente pelo fato de que todos os céticos de nosso tempo são céticos em diferentes graus dessa dissolução que é o ceticismo.

    Agora, nós temos (espero), uma vantagem sobre todos esses novos filósofos sabidos: mantemo-nos em sã consciência. Acreditamos que existe, de fato, a catedral de São Paulo; e grande parte de nós acredita em São Paulo. É preciso deixar bem claro que acreditamos em muitas coisas que, embora façam parte de nossa existência, não podem ser demonstradas. Nem é preciso meter religião na história. Diria até que todos os homens de bom senso, acreditam firme e invariavelmente em umas quantas coisas que não foram provadas e que nem sequer podem ser provadas.

    De forma resumida, são elas:

    (1) todo ser humano em sã consciência acredita que o mundo e as pessoas ao redor dele são reais e não um produto da sua imaginação ou de um sonho. Ninguém começa a incendiar Londres, se está convencido de que seu criado logo o acordará para o café da manhã. Mas não temos provas, em nenhum momento, de que tudo não passa de um sonho. Que algo exista além de mim é uma afirmação que não está comprovada (nem se pode comprovar…).

    (2) Todo homem em sã consciência, acredita não somente que este mundo existe, mas também que ele tem importância. Todo homem acredita que há, em nós, um tipo de obrigação de nos interessarmos por esta visão da vida. Não concordaria com alguém que dissesse, “Eu não escolhi esta farsa e ela me aborrece. Fiquei sabendo que uma senhora idosa está sendo assassinada no andar de baixo, mas eu vou é dormir “. O fato de que há um dever de melhorar coisas não feitas por nós é algo que não foi provado e não se pode provar.

    (3) Todos os homens em sã consciência acreditam que existe uma certa coisa chamada eu, self ou ego e que é contínua. Não há nenhum centímetro de meu cérebro igual ao que era há dez anos atrás. Mas se eu salvei a vida de um homem numa batalha há dez anos atrás, fico orgulhoso; se me acovardei, sinto-me envergonhado. A existência desse “eu” axial nunca foi comprovada e não pode ser comprovada. Trata-se de uma questão mais do que “improvável” e que é muito debatida entre os metafísicos.

    (4) Finalmente, a maioria dos homens em sã consciência acredita, e todos o admitem na prática, que têm um poder de escolha e responsabilidade por suas ações.

    Seguramente é possível elaborar algumas afirmações simples como as acima, para que as pessoas possam saber a que se ater. E se os jovens do futuro não vão ter formação em religião, pode-se-lhes ensinar, pelo menos, de forma clara e firme, um pouco de bom senso, três ou quatro certezas do pensamento humano livre.

    Leia mais: http://chestertonbrasil.blogspot.com/2011/06/filosofia-para-sala-de-aula.html#ixzz1piezyI6A

  • Edson Silva

    -

    16/3/2012 às 2:48 pm

    Tanto criticam a Idade Média pelas agressões que atribuiram a Igreja e que se houve, Ela não cometeu. A Igreja neste período, foi responsável e formou o que existe de bom no mundo contemporâneo. Se há hoje algo de ruim, com certeza, não é o cristianismo o culpado. Infelizmente ao tolerarmos um mundo “glogalizado”, que exclui as tradições, ficamos aptos a aberrações deste tipo, ou seja, jogarmos fora nossa cultura para sermos “politicamente corretos” com o mundo exterior, o que é uma contradição.

  • Lucas Janusckiewicz Coletta

    -

    16/3/2012 às 10:34 am

    Eu não me preocupo pelo fato de os que odeiam o ex-ocidente outrora cristão façam as perseguições a nós. Mas sim com os que se dizendo cristão perseguem o cristianismo, como o sr. bem escreveu em seu blog sobre o caso da estrela cadente da canção nova, o católico Edinho Silva que como prefeito de araraquara – minha cidade, promoveu o homossexualismo e mandou apreender os panfletos contra o aborto e seu companheiro Chalita, que dizia que o PT e a Dilma era contra o aborto e que eles foram caluniados, mas veja só o novo projeto do Código Penal. Estão tentando legalizar o assassinato de crianças, mais cristianofóbico impossivel. O Brasil está ceio de politico cristão crsitianofóbico.

  • Junior

    -

    16/3/2012 às 1:11 am

    Porque tirar os crucifixos das escolas. se o ensino e tudo que há de formação foi basicamente a igreja católica que colocou.

  • Priscila Garcia

    -

    15/3/2012 às 8:54 pm

    Censurar DANTE – mas a que ponto chegamos, meu Deus!
    Pode até não ser o apocalipse – mas convenhamos que é uma imitação muito bem-feita…

  • Junior

    -

    15/3/2012 às 1:33 am

    Adoraria toda essa gente se importando mais com o ser humano, criticando pedofilia e outros crimes, e menos com figuras e símbolos da mitologia cristã. Mitologia é mitologia. Eu prefiro trabalhar e ganhar meu honesto sustento.

  • VALMIR RIBEIRO

    -

    14/3/2012 às 7:02 pm

    Eu também, estou determinado a lutar contra esse sistema pernicioso disfarçado de “politicamente correto”.

  • fernando

    -

    14/3/2012 às 6:53 pm

    Deveriam ser proibidos de abrirem as bocas aqueles que propoem censurar Dante Alighieri. Incultos e idiotas assim são os que realmente fazem mal às sociedades!
    A eles eu perguntaria o que acham da conversão ao islamismo com balas de fuzil….

  • Cezar

    -

    14/3/2012 às 3:37 pm

    Sou evangélico, pastor de confissão batista, no Rio de Janeiro. De linha conservadora, seria de se esperar que eu aprovasse o evento gaúcho, contra os crucifixos em tribunais. Mas não ingnoro o que está mesmo por trás da reivindicação do grupo de lésbicas gaúchas: não simplesmente atingir uma imagem de escultura, elemento divergente da minha fé, mas o Senhor Jesus Cristo e o seu Cristianismo, isto sim.
    Devo admitir que, ao entrar na sala de um tribunal, e ver um crucifixo na parede, me lembra, sim, a preferência por uma religião cristã que o adota, ao contrário daquela que confesso, que não o adota. Como cidadão informado, sei que isto vem da forte tradição brasileira do Catolicismo, que aqui aportou já na nau de Pedro Álvares Cabral e que ganha força no fato de que se tem uma maioria católica no país. Entendo que num estado democrático e de direito deve prevalecer a vontade da maioria e respeitados direitos básicos da minoria. Um exemplo disto é o atual governo. Não concordo com ele, e algumas das suas atitudes me atingem, sim, muito mais que um crucifixo na parede de um tribunal, muito mais. Mas a maioria o escolheu, assim, não trabalharei, por exemplo, pegando em armas, para derrubá-lo.
    Mas devo confessar que aquele crucifixo não me traz nenhum problema pessoal, nem mesmo de fé, isto é, minha fé não é abalada por sua presença ali, nem sou prejudicado em meus direitos por causa daquele objeto. O importante é que não me obrigam a me curvar diante dele, ou lhe fazer qualquer outra forma de reverência. A isto, chamo de liberdade de crença, que a presença dele não me tira.
    Admito até que, se de modo certo ou errado, é outra questão, o colocam ali buscando, ao seu modo, inspiração no Cristianismo para a justiça. Não posso negar isto. Assim, repito, não me faz bem ou mal.
    Com esta reivindicação, o grupo gaúcho de lésbicas em nenhum momento busca igualdade entre religiões ou mesmo entre pessoas, sejam religiosas, irreligiosas ou ateias. O grupo busca confrontar e agredir a chamada fé cristã, para muitos, oficialmente expressa nas bases doutrinárias do Catolicismo Romano, o segmento majoritário do Cristianismo. As pessoas desse grupo fazem assim numa clara retaliação aos princípios cristãos que rejeitam seu modo de vida, logo, o fazem como uma forma de retaliação.
    Num exemplo, não concordamos, de modo nenhum, com as formas de culto afro-brasileiras, mas não podemos concordar, também, em que traficantes, ou quaisquer outros, agridam centos de macumba e ordenem seu fechamento, nem mesmo que se os depredem, em benefício a igrejas, achando que estão prestando um serviço a Deus. Deus não precisa disto, muito menos de serviço auxiliar de criminosos.
    A liberdade e o direito de existir que desejamos para nós, a exemplo de Joseph Weiller, o judeu ortodoxo que mudou uma sentença na Europa, temos de desejar para os outros. E que o Evangelho prevaleça pela conversão pessoal e voluntária de almas, não pela espada. Do mesmo modo, que o ateísmo e a irreligiosidade, seja a quê pretexto for, não prevaleçam através de leis e de decisões judiciais. O que vemos no Rio Grande do Sul é perseguição religiosa bem ao modo comunista: a castração da liberdade “em nome” da liberdade. Hoje, à fé católica; amanhã, à fé evangélica, não nos iludamos!
    Napoleão teria dito algo assim: “Eu fundei o meu império pela força, mas Ele (Jesus Cristo) fundou o seu Reino pelo amor!” Precisam nossas autoridades ver, principalmente elas, que o Cristianismo ainda é a maior influêndia para o bem da nossa sociedade, com todos os erros de católicos e evangélicos. Com raríssimas excessões, que se senta num banco de igreja, seja qual for, não mata, não assalta nem trafica drogas. Se alguns fazem isto, há uma massa que não faz, e essa forma a base esmagadora do segmento cristão neste país.
    Como evangélico, não posso negar que desejaria ver nossos amigos católicos voltados para o Cristo Vivo, não representado por imagens de escultura. Gostaria que recordassem, sim, a cena da Cruz, mas em seus corações, de modo espiritual. Mas só posso admitir isto como ato voluntário, pessoal, do coração de cada um, não por imposição de tribunais, ainda mais a pedido de quem, segundo as palavras do Apóstolo Paulo, é, ou são, inimigos da Cruz de Cristo. A retirar-se os crucifixos dessa forma, prefiro que continuem lá.

  • Gustavo

    -

    14/3/2012 às 3:31 pm

    A Bíblia é uma grande fonte de informações a respeito das genealogias árabes. E os árabes são um povo semita (descendentes de Sem), tanto quanto os judeus (Gn 10.21-32). Isaac (o segundo filho) era considerado na bíblia o filho único de Abraão porque era filho de sua esposa legitima… Já Ismael (o primogênito) era considerado filho bastardo com a egipcia Agar, sua amante conscentida por sua esposa para que ele tivesse um filho, afinal ela (a esposa) com o passar dos anos nunca engravidava.

    Sara oferecera Agar a Abraão em nome da perpetuidade de seu sangue e sua linhagem, mas ao gerar um filho legítimo (de sua esposa), Abraão garantiu sua descendência, então expulsando de suas terras o filho bastardo e sua mãe.

    Ismael, então, seguiu sua vida e gerou os muçulmanos, e é por isso que se costuma dizer que Abraão é o pai das religiões: gerou o Judaísmo e o Cristianismo por Isaac, e o muçulmanos por Ismael.

    OU SEJA, SE DEUS EXISTE… DEVERIA MESMO CHAMAR OS SEUS TRÊS FILHOS; MUÇULMANOS, CRISTÃOS E JUDEUS E DAR-LHES UMAS CHINELADAS.

    Ora vamos sr Reinaldo, dê a luz a razão simples e unica na natureza, somos nada mais que animais, e deus é sim uma ilusão perpetuada por homens que vivem do poder em detrimento da inteligencia, da ciência e da razão.

  • Eduardo Araújo

    -

    14/3/2012 às 2:45 pm

    Cada comentário estúpido. Agora, segundo uma certa “beleza” abaixo, quem se manifesta contra ações imbecis como a retirada do crucifixo dos tribunais é, na ótica mais idiota possível, um “fascista direita e teocrático”. Lamentável, na verdade, é um ignorante que escreve “pretenÇa” (destaque meu) despejar seu ranço anti-religioso, sem abordar uma mísera linha do texto do Reinaldo. Só não merecia um REINALDOX, na minha opinião, para constatar-se o nível grosseiro de grande parte desses engraçadinhos. Antes, o sujeito, ilustrando sua indigência intelectual, enxergou uma incoerência na alusão do Reinaldo a Ayaan Hirsi Ali, segundo ele uma laicista. Falso! Ela é contra as teocracias islâmicas que, com seu radicalismo, perseguem cristãos e fazem lobbies junto à imprensa ocidental para inverter as posições de vítimas e algozes. Aí, o sujeito mostra que analisa os fatos na base de falsos dilemas, tipo “ou á favor de teocracias ou é laicista”. Fálácia da grossa.

  • Vane C.

    -

    14/3/2012 às 12:07 pm

    “Não pagaremos o mal com o mal”, já que o objeto verdadeiramente cristão é CRISTO RESSUCITADO,vitória esta que se concretiza em um espírito vivificado e num corpo glorificado…coisas que só entendem quem já nasceu denovo.
    Mas de acordo com a conciencia cristã verdadeira, este fato só comprova que dois polos opostos estão em guerra(luz e trevas) no mundo espiritual, descendo à concienciados homens e se tornando fato físico campal, num começo de um fim já anunciado pelas escrituras sagradas. Quanto a nós nos cabe manter firme o fundamento da fé, e lutar de acordo com a consciencia posta no conhecimento do Evangelho de Jesus o Cristo, o Deus em carne, afirmando e reafirmando a soberania e a verdade da Palavra de Deus.

  • Friederich

    -

    14/3/2012 às 11:50 am

    Reinaldo, na sua pretença luta contra o totalitarismo, vc dá coragem aos fascistas direitas e teocráticos brasileiros. Lamentável.

  • Friederich

    -

    14/3/2012 às 11:48 am

    Genial Reinaldo. Misturou a luta da Ayan Hirsi Ali com sua defesa dos crucifixos nos tribunais brasileiros. Ela é uma das maiores defensoras do laicismo atualmente e vc vem com essa… Incrível!

  • gaucha

    -

    14/3/2012 às 11:32 am

    Infelizmente o ódio ao cristianismo está encontrando campo fértil entre nós. O desrespeito às regras de civilidade ,básicas para os cristãos , atrapalham muitos ideólogos de araque.

  • Albert W. Rosenberg

    -

    14/3/2012 às 11:19 am

    Reinaldo, sorry: mais uma fora do tópico, pois apenas pelos comentários consigo te enviar mensagens.

    Dá uma olhada aqui:

    EXPOSED: UN Media Official Responsible for False Photo Tweet

    http://honestreporting.com/exposed-un-media-official-responsible-for-false-photo-tweet/

  • marceloh.

    -

    14/3/2012 às 11:16 am

    Reinaldo, veja que absurdo!
    “A ACEH – Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, na pessoa da Capelã Evangélica Eleny Vassão de Paula Aitken, através das Capelanias Evangélicas do Centro de Referência (CRT-AIDS) e Treinamento em DST-AIDS e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, estão sendo atacadas com acusações difamatórias por militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis)”
    http://teologiacapelania.blogspot.com/

  • André

    -

    14/3/2012 às 10:41 am

    Novamente os ditos progressista confundindo progresso com mudança. E deixando o mundo mais burro e menos divertido

  • celio macedo

    -

    14/3/2012 às 10:21 am

    me lembro de um ensaio do brilhante roberto pompeu de toledo em que o mesmo disse que esse jesus que tanto é perseguido fez com que seu nome fosse usado para devidir o mundo em antes e depois.esse mesmo jesus disse que as portas do inferno não fecharia sua igreja.

  • Gil Cleber

    -

    14/3/2012 às 9:57 am

    Concordo em gênero, número e grau com o cronista. E digo mais: ódio com ódio se paga. Odiemos a tal sereni, que deve ser uma puta de primeira, e seu bando. Mas odiemos de verdade.

  • Kaos

    -

    14/3/2012 às 9:33 am

    Não há uma CRISTOFOBIA, o que está ocorrendo é uma CONSCIENTIZAÇÃO das pessoas de que a igreja católica foi simplesmente inventada em cima de uma FARSA, qual seja, que o tal jesus crucificado foi o filho um deus, que ressuscitou, e voltará para nos salvar. Ser Ateu é apenas conhecer e estudar Ciências e não se deixar enganar pelas invencionices religiosas que criaram impérios como o Vaticano, Universal, etc.

  • G.Protásio

    -

    14/3/2012 às 9:22 am

    Bravo Reinaldo, é por isso que eu, seu leitor assíduo, repito, a plenos pulmões, para que a corja escute bem: NÃO! VOCÊS NÃO PODEM!

  • affonso h.g. sampaio

    -

    14/3/2012 às 3:18 am

    Quando eu era jovem,e isto ja faz muito tempo sabia eu que um catolico para poder ter o direito de ler a Biblia necessaria a autorizaçao do Bispo. Como o Bispo residia longe e em cidade grande esse direito jamais poderia ser exercido. Como gosto de leitura fui buscar em dos meus livros(O LIvro Negro do Cristianismo de Jacopo Fo e outros)sobre o assunto em epigrafe o seguinte|Subtitulo “A biblia na fogueira,in fine,Em 1605, o embaixador veneziano Francesco Contarini,defendendo a causa da Serenissima, ameaçada por um interdito papal, afirmou que os teologos venezianos atacavam a Santa Se em seus sermoes, mas se limitavam a expor passagens das Escrituras, O papa Paulo V entao rebateu”Nao sabeis(como) a leitura da Escritura estraga a religiao catolica?”(Fragnito,1997.p.130)Martires da ciencia Giordano Bruno e Galileu Galilei, o primeiro queimado na fogueira e o segundo mantido, ja idoso, em carcere privado dizem bem o quanto a Igreja prezava as liberdades humanas.

  • Thiago - RJ

    -

    14/3/2012 às 1:05 am

    REINALDOX às 19:35 e 19:37?

    REINALDO RESPONDE
    Os dois foram excluídos.

  • Thiago - RJ

    -

    14/3/2012 às 1:01 am

    _Tio Rei,
    _Lá no alto você afirmou que ainda voltaria ao tema do ódio à cultura ocidental. Acho que é mais do que chegada a hora de uma daquelas suas aulas magistrais, os famosos posts longos que, de tão longos, você já avisa de antemão que o texto vai longe…
    _Eu acho fundamental que as pessoas comecem a despertar e a contextualizar corretamente todas essas militâncias de minorias organizadas e influentes, situando-as no “big picture” de um grande, como direi?, pulso subconsciente de subversão dos nossos valores mais caros. A caracterizá-las como tentáculos independentes, quase “sleeper cells”, de um movimento maior: o neomarxismo cujo berço foi balançado por Gramsci e Lukacs e que frequentou o jardim de infância em Frankfurt, se é que me entende.
    _Eu comecei a estudar tudo isso há muito pouco tempo e me considero num estágio bem inicial. O incrível, apesar de eu ainda estar bem “verde”, é que o pouco que já absorvi me permite ver que aquilo que surgiu já há tantas décadas, num mundo tão diferente, persiste nas mentes e nos corações dos homens. É como se o processo de erosão da civilização ocidental tivesse sido teorizado e iniciado, muito insipidamente, por uma dúzia de velhacos revolucionários; porém, a idéia tem impulso próprio, se movimenta por si. O bicho ainda está vivo! Mofado e encarquilhado, ele se move.
    _Eu gostei muito do seu post sobre a Janela de Overton. A gente precisa de referências teóricas, de notas de rodapé; você bem que poderia nos ajudar nessa. Depois daquele post, o enquadramento que você fez de Haddad na tese foi perfeito, redondinho; mas não teria tido o mesmo impacto se não tivesse havido a explicação teórica antes.
    _Como você tem os referenciais, a bibliografia, consegue ser um bom entomólogo (que memória, a minha! rs). Nós não; ficamos limitados a apreciar sua perícia. Mas se você fizer mais posts como o da Janela, como aqueles em que você faz um panorama teórico dos primórdios do leninismo e do trotskysmo (para depois desnudar, digamos, Tarso Genro à luz de “Moral e Revolução”), o NOSSO poder de dissecar os discursos, as posturas, a realidade, aumenta exponencialmente.
    _Vou lhe dar um exemplo. Um autor que conheço relativamente bem é Gramsci. Eu o conheci com seu artigo na Veja (o do “amarelão ideológico”). Foi a deixa para ler algo de que já dispunha há tempos: “A Nova Era e a Revolução Cultural”, do Olavo de Carvalho. Daí para Avellar Coutinho, foi um pulo. E daí fui destrinchando, admiradores (maioria) e críticos, achei até uma monografia na minha área, que discorre sobre o “direito alternativo”, que você conhece bem. E agora estou, aos poucos, encarando os “Cadernos”. Tudo porque li um artigo seu!
    _Seu blog recebe mais de 100 mil visitas por dia, seus leitores são muito heterogêneos (até os petralhas vêm aqui). Muitos de nós gostaríamos de receber mais dessas “palinhas”, para que possamos começar a puxar os fios das devidas meadas.
    _Então, de volta ao começo, volte mesmo ao tema. Exponha, explique, dê os subsídios para que possamos (começar a) entender e buscar mais. Se não por nenhum outro motivo, ao menos porque boa parte do sucesso de todas as estratégias e rotinas esquerdistas se devem ao fato de que suas existências mesmas são desconhecidas. Que dirá entendidas.
    _Abraço!

  • Santana*100

    -

    14/3/2012 às 12:56 am

    Caro Reinaldo.
    Morei no Estados Unidos no final da década de noventa. Lá trabalhei com muitos povos. Mexicanos, indianos, paquistaneses, libaneses e por aí vai. Vi como os mulçumanos respeitam sua fé, sua crença, e dela não abrem mão. Já nós cristãos em sua imensa maioria tratamos nos símbolos religioso com chacota, desrespeito e gozação! Veja como é tratado por nós o símbolo máximo do cristianismo Jesus. Fazem todo tipo de gozação, dizem que teve um caso com Maria Madalena, outros não acredita que ele fez milagres, outros o considera revolucionário o Tchê do passado. Não é à toa que querem sempre dar um “ar crístico” ao assassino comunista. Já ouvir na mídia da boca de homossexual de grande importância em seu meio, que Jesus Cristo era gay! O que não falta da parte dos “cristão” (coloque entre aspas por que não sei que bichos são) é desrespeito e gozação com nossos símbolos sagrados! Outros brincam com mãe de Jesus, dizem que Maria transou (pra não dizer palavras do mais baixo calão, como ouço sempre) com José antes do casamento. Poderia passar horas declinado às injúrias, calúnias e blasfemas perpetradas pelos que se dizem cristãos! É claro que não são todos, são uma grande maioria e, bote maioria nisso! Já se tornou tão habitual que não damos a menor importância! Para mim não resta a menor dúvida, um povo tão canalha assim está fadado à falência moral e a desgraça. E não se engane, pelo andar da carruagem é isso mesmo que vai nos acontecer.
    Elegemos para nos governar comunistas, socialista e tudo que vai de encontra a nossa religiosidade e nossos princípios. Isto não é tolerância é cachorrada mesmo! Somos infiéis.
    Os ataques já estão acontecendo. Logo, logo a guerra contra nós será total.
    Pergunto: Merecemos outro destino?

  • Adriano

    -

    13/3/2012 às 11:53 pm

    “Nunca permitiriam que um artista insultasse o judaísmo ou o islã” http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23171

  • affonso h.g. sampaio

    -

    13/3/2012 às 11:48 pm

    É Reinaldo isso ai que voce descreve em seu artigo e o reflexo da grande loucura humana, da grande crise moral e sobretudo espiritual subjacente a esses fatos. Odios seculares entre o Ocidente catolico e o Oriente mossulmano.ainda estao latentes, vivos como brasas avivadas pela intolerancia geral de um para com o outro.E so lembrarmos da conquista de Constantinopla pela 4a Cruzada, quanto saques de obras de arte, museus de livros queimados, bibliotecas destruidas,igrejas como a de Sta. Sofia; os cavalos de bronze da Pça. de Sao Marcos como se sabe de la foram retirados.A famosa biblioteca biblioteca de Alexandria queimada segundo alguns historiadores pelos cristaos, outros pelos arabes; como quer que seja,esses crimes perpretados pelos civilizados seres humanos contra a cultura tambem humana so nos desmerecem.Nao procuro evidentemente justificativa alguma para os fatos aqui narrados pelo nobre jornalista.Essas guerras entre Ocidente e Oriente sao na verdade guerras comerciais trasvestidas de guerras religiosas. A igreja catolica foi detentora de 1/5 de todas as terras de toda a Europa, fato que açulava a cobiça de outros grupos politicos e religiosos.Principes alemaes ficaram ao lado de Lutero de olho nesse gordo patrimonio dos quais se apropriaram. Hoje queixam-se das perseguiçoes de que sao vitimas nos paises islamicos; com efeito isto esta mesmo acontecendo e e censuravel.Lembro aqui de uma mensagem espirita atraves do medium Chico Xavier ditada pelo espirito Emmanuel que tem tudo haver com o sofrimento humano: “Nao ha vitima integral nem algoz integral; se hoje somos vitima certamente ja fomos algoz de alguem no passado”.Abraços

  • André

    -

    13/3/2012 às 11:37 pm

    Com Dante podemos afirmar sobre o Brasil: “chegamos pois ao conspecto, das tristes gentes, das quais, já te disse, têm perdido o bem do intelecto” (Infermo, canto 3)

  • Nausícaa

    -

    13/3/2012 às 10:53 pm

    A “Divina Comédia” foi escrita na primeira década do século XIV, 600 anos, pelo menos, depois de barbaridades islâmicas que dizimaram a cristandade em todo norte da África e na Península Ibérica, e no sul da Itália, etc. Então, Reinaldo, qual a verossimilhança do pretexto??!!

    Os milhões e milhões e milhões de mulheres mortas pelo “aborto” – minha Nossa é até difícil de digitar de tão ridículo. Agora milhões e milhões de mortes de judeus, antes do século XIV? Onde? E de islâmicos? Quando foram expulsos da Europa no século XV? Ou nos poucos séculos XI e XII na palestina pelas cruzadas para por fim à depredação do patrimônio cristão?

    Quer dizer então que a ONU já está reescrevendo a história mundial?

  • Willian

    -

    13/3/2012 às 10:43 pm

    Caro Reinaldo, imagino que os dias que vivemos estejam te sobrecarregando de trabalho, por isso dou uma força sempre que posso.
    Um parvo chamado Ricardo Salazar – 13/03/2012 às 19:35 e às 13:37 escreveu dois comentários dignos de uma latrina e estão publicados nessa página.
    Passou despercebido creio!

    REINALDO RESPONDE
    Os dois foram excluídos.

  • Roberto Flores Martins

    -

    13/3/2012 às 10:09 pm

    São grandes babacas estes que acreditam nestes pilantras intelectuais como estas Valentinas Sereni!

  • Milton Xavier

    -

    13/3/2012 às 10:00 pm

    O próximo é Shakespeare. Tenham certeza.

    O fato é que os governantes, os políticos, os juristas, os magistrados, os congressistas, os intelectuais de todo o mundo ocidental estão cada vez mais ignorantes, cada vez menos intelectualizados, e cada vez mais – literalmente – fisiológicos. E geração após geração a coisa piora. Estão cada vez mais egoístas, cada vez mais pragmáticos, cada vez mais hedonistas. E, quando a moral falta e a razão se omite, não há limite para a estupidez humana.

    Chegará enfim o dia em que Confúcios, Aristóteles, Dantes, Shakespeares, Goethes e Monteiros Lobatos serão lembrados apenas como ignorantes preconceituosos; tempo no qual serão punidos como criminosos aqueles que ousarem ler suas obras. Serão tempos em que a população mundial lerá com prazer os livros do prolixo Grande Irmão, e o adorará como um deus, enquanto aos domingos farão festas e reverências em frente à sua imagem, e a de seu braço direito, Tiririca.

  • Ade

    -

    13/3/2012 às 9:58 pm

    Como no livro Fahrenheit 451 com filme de mesmo nome.Livros proibidos por uma ideologia totalitária.

  • Itamar Regazzo Porto

    -

    13/3/2012 às 9:14 pm

    Sensacional Reinaldo, novamente você expôs com maestria e clareza um assunto polêmico e complicado. Nem sempre concordo com suas opiniões, sou ateu e cético convicto, mas concordo que existe uma cristofobia principalmente por uma parte vendida e desprezível da imprensa. Aqueles que conseguem ver o tamanho deste absurdo devem se unir e combater com todas as forças estes inimigos do livre pensamento e da liberdade.

  • Adriano

    -

    13/3/2012 às 8:34 pm

    Brilhante, Reinaldo.
    Eu não tenho religião, sou cético, defensor do laicismo, mas teísta. Filho de pais evangélicos, mas com filhas que fizeram catecismo (afinal quem manda é a mulher…hehe). Tenho parentes católicos praticantes, evangélicos e espíritas, e até amigos ateus, que por sinal são mais sociáveis e caridosos que muita gente que anda de bíblia na mão. Admiro os judeus pelo apego à educação e os budistas pela busca do desapego. Essa convivência harmônica em suas subdivisões e o respeito às outras religiões é que é a base da nossa cultura ocidental judaico-cristã, pluralista, meritória e tolerante (com os devidos percalços históricos, é lógico). Mas não se pode ser tolerante ao ponto de se deixar imolar pelo fundamentalismo islâmico (no exterior) ou pelo idiotismo socialista (no nível nacional), que tentam ceifar tudo que essa cultura conquistou.
    Nota 10 para o Sr. Virgílio – 13/03/2012 às 16:22. Muito bem lembradas as passagens de Cruzada.

  • jorge gaúcho

    -

    13/3/2012 às 8:06 pm

    Brasília tem agora o seu BBB, os Bolorentos, Birrentos e Bolchevistas! São castradores a serviço do totalitarismo, mas nem cheguem perto o viventes do capeta que grudo-lhes um pranchaço de facão!

  • jorge gaúcho

    -

    13/3/2012 às 8:03 pm

    O Brasil é que está virado em uma comédia, porém ela não tem nada de divina , pois é totalmente laica, raivosa, cínica e totalitária!

  • jorge gaúcho

    -

    13/3/2012 às 8:00 pm

    É por causa de mentes assim que foi criado o estúpido modo de pautar chamado de “politicamnete correto”. Sou estupida e politicamente incorreto e só leio o livro “O Caso dos Dez Negrinhos” devido ao seu conteúdo altamente racista!Sei que este livro agora tem um outro nome, mas nem por isto ele deixa de ser “O caso dos Dez Negrinhos” ou como saiu originalmente na Inglaterra “Ten Little Niggers” , livro certamente tão racista quanto são os povos africanos!

  • Mauro Cruz

    -

    13/3/2012 às 7:50 pm

    é off-topic mas mostra esses dias atuais:CASAL GAY ACUSADO DE MALTRATAR GAROTINHO É PRESO.Nada demais, canalhice não tem sexo…mas atentem para as palavras do delegado!!”EM 34 ANOS DE POLÍCIA É A PRIMEIRA VEZ NA MINHA CARREIRA QUE VEJO A DEFENSORIA VIR ACOMPANHAR UM CASO ENVOLVENDO DOIS INDIVÍDUOS, COM 4 INTEGRANTES!! EU TENHO A ESPERANÇA QUE ESSE ACOMPANHAMENTO SEJA FEITO ÀS VITIMAS, INCLUSIVE PARA ESSE GAROTINHO!!” Tio Rei, ele não está falando de advogados de porta de cadeia, mas de QUATRO DEFENSORES PÚBLICOS QUE APARECERAM PARA DEFENDER O DITO CASAL!! isso é normal?? DIREITO OU PRIVILÉGIO?? o pobre do menino vai acabar sendo indiciado por homofobia…quem mandou resistir aos abusos???

    http://videos.band.com.br/Exibir/Casal-gay-acusado-de-maltratar-garotinho-e-preso/2c9f94b435d426f50135fe793491200b?channel=592

  • Eduardo Araújo

    -

    13/3/2012 às 7:47 pm

    Marcos, você parte de uma pressuposição subjetiva – de que o crucifixo ensejaria a idéia de um imperativo religioso; e de uma afirmação controversa, considerando que você não tem como saber o que pensa a “maioria dos cristãos”, quando em tribunais. Com todo o respeito ao seu ponto de vista, exposto com educação, permito-me, então, também ser subjetivo e dizer que um crucifixo num tribunal não me inspira essa idéia de imperativo religioso e a prática nessas casas também não favorece essa tese. Demais disso, ainda que a maioria dos cristãos não associe o símbolo ao que ele representa em termos de justiça, tampouco o vêem da mesma forma como se estivessem numa igreja.

  • Ricardo Salazar

    -

    13/3/2012 às 7:37 pm

    COMENTÁRIO EXCLUÍDO

  • Ricardo Salazar

    -

    13/3/2012 às 7:35 pm

    COMENTÁRIO EXCLUÍDO

  • Bianca

    -

    13/3/2012 às 7:23 pm

    É simplesmente ridículo censurar uma obra essencialmente crítica e que versa sobre acima de tudo sobre hipocrisia da sociedade como um todo com alegações de racismo.
    Se hoje nos deparamos com tamanho absurdo no mundo, temo pelo futuro.
    Sem mais.

  • Mariazinha

    -

    13/3/2012 às 7:18 pm

    O tal de pensamento politicamente correto pariu uma quantidade incrível de idiotas! Haja saco!

  • Marcos

    -

    13/3/2012 às 6:44 pm

    Não ponha todos no mesmo saco. Se a tal ONG das lésbicas e a ONG italiana de nome esquisito querem perseguir o cristianismo eu não sei. Parecem raivosas, arrogantes e impositivas mesmo.
    Eu também discordo do banimento de obras de arte, salvo a imposição de restrições à exposição quando extrapolam a grosseria e ofendem o decoro. Mas a retirada dos crucifixos não equivale à estupidez do banimento de obras de arte.
    Mesmo tendo essa opinião eu não me sinto minimamente próximo da truculência dessas ONG´s. Não me confundo com eles.
    É verdade que eu não compraria a briga dos Tribunais do RS (para quê afrontar as pessoas? Há coisas mais importantes para se preocupar nos Tribunais). Mas não acho a decisão deles absurda.
    Aponto um aspecto simples: a posição dos crucifixos quase sempre usada nos Tribunais, em destaque acima do juiz, geralmente dominando a visão sobre toda a bancada, dá sim a ideia de um imperativo religioso. Assemelha-se muito à postura adotada nos altares das igrejas.
    É equivocado o artigo de Paulo Brossard, citado no blog, o qual defende que o crucifixo está ali apenas para lembrar os operadores do direito para o caso de um personagem histórico que sofreu uma injustiça, como se fora um caso de “erro judicial”. Duvido. A maioria dos cristãos não faz essa associação imediata quando olha para um crucifixo na parede do Tribunal. Acho que a maioria optaria por invocar sua proteção, em oração.
    Porque, então, não situar os crucifixos em outra posição nos prédios dos Foruns. Seja na qualidade de obra de arte, seja como inspiração religiosa, ou que for, que permaneça em exposição motivando as pessoas como elas quiserem. Mas não exatamente onde costuma estar, que me parece lembrar uma associação de cunho religioso mesmo.

 

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