10/05/2011
às 16:06A descriminação das drogas e o Movimento Antimanicomial: duas formas que os “humanistas” têm de ser perversos, sem que o saibam
A descriminação da maconha — na verdade, das drogas em geral — é um daqueles quase-consensos desastrosos que se vão formando entre os bem-pensantes e que passam ao largo das necessidades e dos problemas reais da esmagadora maioria das pessoas. Infelizmente, os efeitos deletérios de certas escolhas não são, depois, percebidos pelos tais bem-pensantes. As maiorias que se lixem; os outros fizeram a sua parte: foram generosos…
Querem um exemplo escandaloso? O chamado Movimento Antimanicomial, dado o horror dos hospitais e entidades destinadas a receber doentes mentais, conseguiu acabar com as instituições destinadas à internação de doentes irrecuperáveis ou que necessitam de atenção permanente.
Com um pouquinho de Michel Foucault aqui — oh, a loucura é apenas uma das várias formas DE ser DO ser!!! — e muito de desídia do estado brasileiro, conseguiu-se satanizar a internação de doentes mentais. Em vez de se dispensar tratamento adequado aos portadores de patologias, decidiu-se que o melhor era entregá-los mesmo ao deus-dará. E ao deus-dará ficaram. Reiterados estudos demonstram, por exemplo, que a esmagadora maioria dos chamados “moradores de rua” — nome politicamente correto para a mendicância — são portadores de graves distúrbios. Deveriam estar tomando remédio. Em vez disso, o Movimento Antimanicomial os entregou ao consumo de crack e, agora, de oxi. Um plano para exterminá-los, segundo a mais eficiente estratégia da eugenia nazista, não teria sido mais eficiente. Enquanto não morrem à míngua — ou assassinados por seus próprios pares de vício —, vagam pelas cidades como zumbis, literalmente: são mortos-vivos.
Quando os chamados manicômios foram extintos, os “foucaultianos” chegaram às suas casas e acenderam uma vela moral ao guru da sanidade alternativa, do “outro modo de ser”, da conformação psíquica que não estava rendida ao produtivismo reacionário do capital. Pegaram “O Nascimento da Clínica”, deleitaram-se de horror ainda uma vez com as páginas iniciais de “Vigiar e Punir” — com a narrativa da mais horripilante cena de tortura e execução que conheço —, tudo acompanhado de um bom papo, quem sabe de um bom vinho (os mais ousados queimaram um matinho…), e deram seu trabalho por concluído.
Ocorre que a Dona Gislaynne e o Seu Uóxiton ficaram lá na periferia, sem ter o que fazer com o seu maluco. Como ela tem de sair de casa para trabalhar, vê-se, muitas vezes, na contingência de acorrentar o seu adolescente viciado em crack ou algum outro parente sem condições de viver em sociedade. O risco é algum vizinho denunciar, e ela acabar em cana. O Seu Uóxiton também tem uma vida dura e não pode cuidar dos seus doentes. Com má sorte, um repórter ainda enfia um microfone na sua cara e pergunta como ele tem coragem de ser tão cruel; não entende, afinal, que seu filho ou filha ou é um ser alternativo ou é apenas um doente das drogas, que merece um tratamento humano?
Merece, sim! Mas onde?
O fim dos manicômios é filho do mesmo aparelho mental que pede agora a descriminação das drogas. “Já que os hospitais psiquiátricos se mostram inúteis; já que eles são fontes de violência e agressão aos direitos humanos; já que os doentes são tratados como cães sarnentos; já que tudo isso ofende o nosso senso de dignidade de humanidade, então a única coisa decente a fazer é extingui-los.” E assim se fez! E os zumbis vagam por aí, nem mortos nem vivos, como lhes é próprio.
Por que evoquei a questão de renda? Porque as pessoas com dinheiro têm o que fazer com seus loucos e com seus drogados. Clínicas que atuam do modo como deveriam atuar os tais manicômios, mas a um preço proibitivo para a esmagadora maioria das pessoas, oferecem aos ricos aquilo de que estão privados os pobres. É a forma que tomou o libertarismo dos bem-pensantes.
O mesmo se daria — ou se dará, já que o movimento é crescente — em relação às drogas. Para as classes médias endinheiradas e para os ricos, com efeito, não haveria grandes mudanças. Já hoje a maconha e outras porcarias são vistas como parte de escolhas individuais. O futuro de boa parte dos consumidores está mais ou menos garantido; se necessário, sempre haverá uma clínica à disposição.
Com os pobres, a coisa é bem outra. À medida que a maconha — e as outras drogas; por que só ela? — pudesse circular livremente nas escolas, por exemplo (ainda que não fosse consumida no local), é evidente que aumentaria brutalmente a base de potenciais consumidores, como, aliás, é estupidamente maior a base de pessoas que experimentam álcool. Trata-se de uma droga que altera o comportamento; que potencializa — e isto está cientificamente provado — o efeito de outras doenças psíquicas, como esquizofrenia; que induz o consumidor, sob seu efeito, a imaginar uma vida interior mais rica do que ela efetivamente é no mundo dos não-consumidores.
Que assistência terão esses pobres? A mesma que já têm hoje para o álcool, o crack, o oxi e outras drogas: nenhuma! Ficarão, a exemplo dos loucos das “classes inferiores”, sem ter a quem apelar. O estado brasileiro estará lhes facultando uma chance a mais de se tornarem dependentes químicos sem uma resposta adequada como política pública. É A MESMA LIBERDADE QUE MATA DO MOVIMENTO ANTIMANICOMIAL.
A descriminação das drogas será mais um presente que os bem-pensantes darão à humanidade ideal, ignorando os homens reais.
Tags: descriminação da maconha, descriminação das drogas, Movimento Antimanicomial


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100 Comentários
Cesar A. Schiling
-22/06/2011 às 11:12
Caro Reinaldo, acho que voce se equivocou ao generalizar os tipos de drogas, dizendo que o usuario de maconha deveria estar no mesmo lugar no usuario de crack. Sabemos muito bem a devastação feita pelo crack, e seria burrice nossa compara-los. A maconha pode ser mesmo um abre alas para outras drogas, assim como, o alcool e o cigarro podem ser um abre alas para a maconha. Acho que não só o Brasil, como o mundo tem que mudar a visão a respeito do combate as drogas, temos fatos que comprovam que a guerra contra o narcotrafico nunca acabara, então porque não acabar com um mal, deixando o mal menos letal. Para isso temos que ter um otimo planejamento de saude publica, para assistencia destes usuarios, e de segurança publica, para controle de tudo que se tem de legalidade dentro do país.
Fábia Frazão
-26/05/2011 às 17:32
Antes de escrever sobre esse aasunto as pessoas deveriam conhecer quem tem sofrimento psíquico e as grandes produções científicas que se tem sobre esse assunto para não escrever coisas tão absurdas e sem fundamento quanto essa que foi publicada.
PereZ
-20/05/2011 às 13:45
Algumas partes eu concordo, mas dizer que andariam com maconha livremente pelas escolas é burrice… A maconha deve ser comparada com o álcool, e não com o cigarro.
Ande com uma garrafa de cerveja ou pinga dentro de uma faculdade para ver se não da problema…
Anônimo
-19/05/2011 às 11:49
Dificil lutar contr a propaganda esmagadora de que “doença mental” não existe, tudo é somente “sofrimento mental”, e, portanto, nãp há necessidade de “tratamento”, basta apenas “acolher.
Afinal, se não tem “doença”, por que tratar?
Discusssão científica?
Dados reais?
Prontos socorros lotados?
Falta de leitos?
Aonde?
Dizem que melhorou muito, será que quem está nos PSs da vida concorda?
E quanto a aguardar para tentar marcar uma consulta então?
no mundo real não se consegue, mas a propaganda diz, principalmente nesta semana, que está “tudo azul”, todos somos “maluco beleza” e “locucos pela vida”.
A ideologia cega e a propaganda enganosa multiplica esta cegueira: “uma mentira dita mil vezes…”
Querem dados sérios, discussão em cima da realidade, tratamento adequado?
Visitem o site da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP): http://www.abpbrasil.org.br
Abraços
Anônimo
-18/05/2011 às 20:51
Repito o comentário de Anônimo “É realmente de dar pena ver a que ponto o jornalismo brasileiro chegou… Já que é para generalizar! Parece-me que este sim é que se tornou esquizofrênico…” CHOCADA.
Anônimo
-16/05/2011 às 15:04
É realmente de dar pena ver a que ponto o jornalismo brasileiro chegou…já que é para generalizar!Parece-me que este sim é que se tornou esquizofrênico….falando de forma científica, para quem não sabe…a esquizofrenia traz um sofrimento em relação a cronologia e historicidade contínua,os discursos normalmente são ramificados,feito com partes, retalhos de uma história.Me parece a mesma dificuldade do “brilhante jornalista” que escreve esta nota!Certamente sem conhecimento de causa nenhum…não é nem um pouco, é nenhum conhecimento a respeito de toda a história da saúde mental no Brasil e no mundo.Não vou nem contrapor os dados da “historinha contada” pelo colega…não vela a pena.Possivelmente ele é quem estava tomando um “bom vinho” em casa e se inspirou para escrever tamanha bobagem!Qualquer um disposto a saber realmente sobre a saúde mental digitem no google que vão achar informações mais verdadeiras e bem escritas inclusive, pois nem esta qualidade o colega se preocupou…me pareceu um jonalistazinho sensacionalista a fim de que comentem o seu “fervor”…se era esse o objetivo…está aqui a minha contribuição!
Paulo
-13/05/2011 às 12:33
Reinaldo,
Olha como poderia ser esclarecido, de forma científica, o embrólio sobre a origem da droga que entra no Brasil.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/915240-percevejo-e-formiga-indicam-origem-de-drogas-que-entram-no-pais.shtml
Jean
-11/05/2011 às 22:26
Excelente texto, Reinaldo. Parabéns!
Tere
-11/05/2011 às 20:20
Genial, genial, genial.
Nada a declarar diante de tao brilhante argumentacao.
- a mais eficiente estrategia de eugenia nazista -
Alguem se atreve a tentar ser mais eloquente ?
Podem tentar …
Danielle
-11/05/2011 às 18:21
A discriminalização de qualquer droga é um passaporte para a degradação da sociedade. Não existe droga boa, existe sempre um dependente, doente fisica e moralmente.
É dever do estado combater, esclarecer, e não lavar as mãos.
É mais fácil liberar do que combater e salve-se quem puder.
O mesmo se aplica ao fechamento dos grandes hospitais psiquiátricos no Brasil.
Com a desculpa de não discriminar o doente mental,e ” incluí-lo” na sociedade,mandaram todos para casa, e as familias tiveram que absorver os cuidados, muitas vezes inadequados, ou aqueles sem familia, como voce disse Reinaldo, vagam pelas ruas como zumbis, à merçê de todo tipo de abusos.
Também aqui, é mais fácil lavar as mãos do que investir em infraestrutura hospitalar adequada, serviços médicos eficientes e cuidados de enfermagem.
Não esperem nada deste governo, as pessoas que “incomodam” são jogadas para baixo do tapete. estratégia nazista: eliminar o que incomoda, a solução final.
Nelson de Azevedo Neto
-11/05/2011 às 18:17
Ops! Errata: Leia-se fissurados, e não frissurados.
Nelson de Azevedo Neto
-11/05/2011 às 18:10
Eu já até desisti de debater de forma fundamentada sobre tudo que está intrinsecamente ligado ao ato da liberação da maconha… Pois é notório que a grande maioria dos que debatem neste e em outros foruns em favor da liberação, não representam aqueles que mais serão vitimados diretamente - voluntária e involuntáriamente - caso esta liberarão se dê legalmente… É fato que aqueles que aqui defendem tal liberação, não estão preocupados com o possível aumento da criminalidade entre os desafortunados, não estão preocupados com o agravamento na saúde pública, não estão preocupados com aqueles que se beneficiarão com uso medicinal da erva… Enfim, não estão preocupados com nenhuma questão social… Na verdade, a maioria dos defensores do projeto aqui presentes, só estão frissurados com a idéia de poderem “viajar na maionese” livremente, e viverem alienados em seus mundinhos fúteis e artificiais…
O Vampiro de Curitiba
-11/05/2011 às 16:58
Kelson, esses “alguns milhões” não irão se perder. Já se perderam! E isso com o proibicionismo a todo vapor!
Tem de se prender quem comete crimes, independentemente se ele usa maconha, álcool ou etiqueta na cueca.
O Estado não vai salvar ninguém, ele quer apenas o seu dinheiro.
Kelson
-11/05/2011 às 16:05
Tem gente que confunde tanto as coisas que, querendo acabar com o estado, acabará com a civilização.
Kelson
-11/05/2011 às 16:00
Vampiro
Podiam tambem soltar os presos, estupradores, psicopatas, assassinos, fraudadores. Talvez você até queira dar abrigo a alguns deles na sua casa.
Que absurdo é o estado servir de babá de criminosos, gastando o dinheiro dos nossos impostos para “sustentar” criminoso, essa gente precisa de liberdade!
Todos juntos contra o Estado babá!
Rodney
-11/05/2011 às 15:58
Ha muita confusão neste terreno.Não ha porque criminalizar o uso de qualquer coisa.O que é criminalizavel é o comportamento do individuo.Não vejo ningguem defendendo a proibição da ingestão de gasolina aditivada ou de pó de serra.Não cabe ao estado proibir ninguem de ingerir,injetar,inalar ou qualquer coisa que lhe apeteça até bosta de vaca.Cabe ao estado coibir a produção distribuiçao ou comércio de qualquer coisa que este considere nosciva á sociedade, não ao individuo.
Kelson
-11/05/2011 às 15:44
É isso ai Vampiro, em nome do não-estado, deixaremos alguns milhões se perderem, vagando pelas ruas até serem totalmente consumidos pela droga. De vez em quando algum pode pegar num taco se beisebol e acertar a nossa cabeça, ou a dos nossos entes queridos. Mas sendo em nome da liberdade, tá valendo.
O Vampiro de Curitiba
-11/05/2011 às 15:40
Se o maluco (patológico ou drogado) não fizer mal a ninguém, pra que prendê-lo?
E se mais tarde o governante de plantão disser que quem não vota na Esquerda é louco? Deveremos todos ser presos?
Vamos exigir o fim do gigantismo estatal, independentemente de quem está hoje no poder!
Ernesto
-11/05/2011 às 12:34
Atenção para a gravidade do problema, vejam as pérolas sobre drogas neste “Núcleo de Sociabilidade Libertária”, mantido com dinheiro nosso (leia-se FAPESP)
http://www.nu-sol.org/artigos/artigos.php?tipo=1#
Além da descriminação, alguns textos advogam a abolição das penas para crimes comuns!
É uma mistura letal de Foucault, drogas e p-louquice!
O Vampiro de Curitiba
-11/05/2011 às 12:30
Prisões e manicômios são presentes bem melhores para a humanidade real do que a descriminação de drogas ou liberdade para os loucos. A Esquerda venceu! Viva o Estado Babá!
O Vampiro de Curitiba
-11/05/2011 às 12:22
Quem não for igual a nós deve ser trancado numa cela nojenta!
Abaixo os loucos! Abaixo os maconheiros!
Vivam as prisões! Viva os manicômios! Viva o Estado Babá!
Isso que somos todos muito “liberais”…
Tenho medo do Brasil.
O Vampiro de Curitiba
-11/05/2011 às 12:17
Isso mesmo, vamos trancafiar todos os loucos e maconheiros em celas fétidas!
Viva o Estado babá!!!
diego almeida
-11/05/2011 às 12:06
REinaldo, você já viu quem faz parte dessa tolice do CBDD? Só figurão, desde banqueiro a onguista da viva rindo. Os saqueadores estão unidos para ferrar com o Brasil. Uns ganhão seu mensalão outros asseguram seu mercadão. Falta liberdade e conservadorismo no país!
Anônimo
-11/05/2011 às 11:55
“Os mais ousados queimaram um matinho…”?
Vejo que o sr. é um otimista.
Diplomei-me em um curso de humanas (aquele saco de gatos que o sr. bem conhece e onde cabe de tudo) em uma respeitada universidade federal no Rio de Janeiro. E em alguns grupos de estudo com alguns professores que idolatravam Foucault, estes ofereciam a seus alunos “ishpertos” não “matinho”, mas pó mesmo, cocaína. Ninguém “queimava matinho” (coisa de ginasiano), o lance era pó mesmo. Era o “bonde do Foucault”.
Abraço.
Alessandra
-11/05/2011 às 11:31
A começar pelo FHC, que milita pela liberação da maconha!!
Anônimo
-11/05/2011 às 10:12
Quanto ao facto de os hospitais psiquiátricos não curarem ninguém ,pois seguem o método de sempre de encharcarem os doentes com medicação é uma verdade irrefutável.
Maior parte das vezes o que esses hospitais fazem é tentarem curar o resultado das paranoias mas não indo ao que originou que essas mesmas paranoias tivessem origem.
Penso que hoje em dia com o desenvolvimento e utilização na psiquiatria do método da regressão e da hipnose ai sim muitos desses individuos tidos como (loucos)mais facilmente serão tratados.Neste caso todo o conceito de hospital psiquiatra terá de ser adequado ás novas circunstâncias.
A Carioca
-11/05/2011 às 9:36
Corrigenda, onde lê-se “me fizeram”, leia-se “me fez”.
A Carioca
-11/05/2011 às 9:33
Impecável. Por essas e outras que desisti de fazer psiquiatria. Sinto-me frustrada por não ter seguido a especialidade que tanto gosto, mas o perído que estive estagiando em um instituição me fizeram repensar se valeria a pena.
Geneurônios
-11/05/2011 às 9:21
Reinaldo ….” dissestes … “Porque as pessoas com dinheiro têm o que fazer com seus loucos e com seus drogados. Clínicas que atuam do modo como deveriam atuar os tais manicômios, mas a um preço proibitivo para a esmagadora maioria das pessoas, oferecem aos ricos aquilo de que estão privados os pobres. É a forma que tomou o libertarismo dos bem-pensantes.”
PERFEITO o teu comentário. O problema é SÓ quem tem um familiar dependente químico sabe o que é a doença. E geralmente NÃO DÁ para conviver sob o mesmo teto com o mesmo. A medicina tem que evoluir MUITO para entender e combater a drogadição. Tem que saber como MEXER nas configurações cerebrais. São apenas disturbios orgânicos.
Publius
-11/05/2011 às 7:53
Petralha maconheiro às 22:40: reinaldox nele!
Ernesto
-11/05/2011 às 6:14
Rei, veja as pérolas sobre drogas neste “Núcleo de Sociabilidade Libertária”, mantido com dinheiro nosso (leia-se FAPESP)
http://www.nu-sol.org/artigos/artigos.php?tipo=1#
Além da descriminação, alguns textos advogam a abolição das penas para crimes comuns!
Raskol: manicômio, cadeia...instituições da democracia, da cidadania
-11/05/2011 às 3:58
Seus textos são impecáveis, mas esse merece o panteão do proximo livro.
A gente que trabalha na cidade vê tantas pessoas perdidas, às vezes agressivas, outras vezes sendo motivo ce chacota (bullying, diriam os frescos). ´
Essa frente antimanicomial pensa que o tratamento psiquiátrico ainda está escorado na lobotomia.
É verdade, os pobres são os que mais sofrem. Sofre a família que não tem como conter seu doente psiquiátrico; sofre o doente que acaba jogado na rua. É degradante vermos tantas pessoas nas ruas como se fossem, e você acertou em cheio, “mortos-vivos”, mortos para a vida a vivos para a morte pela violência própriamente ou pela violência das drogas.
Mas sofrem também as vítimas. Lembro aquele caso do rapaz que deu uma paulada num estudante dentro da Livraria Cultura, exatamente alí onde os bem-pensantes vão ler orelha de livro, a fim de alimentarem seus pensamentos orelhudos.
Se houvesse um debate aberto sobre isso, com todos defendendo seus pontos de vista, na midia falada, escrita e televisada, não tenho dúvida que os orelhudos da corrente antimanicomial ficariam em minoria, já que falam como se o mundo fosse um brinquedinho de montar, uma fazendinha. Não! O mundo não é como querem os orelhudos. Existem pessoas que trariam muita dor e desgosto para suas famílias, sem falar no risco em seus surtos psicóticos, seja para as famílias, seja para outras pessoas.
Por que será que os esquerdopatas todos os dias inventam uma nova fantasia para obnubilar a realidade de seus fracassos?
Marcus
-11/05/2011 às 1:08
Parabens!
Pelo menos nos alivia ler a verdade. Trabalhei com doentes mentais, em hospitais, a vida toda e os tive na família. Que covardia querer acabar a doença mental por decreto fechando o pouco que ainda se tinha, os hospitais. E pros pobres sobrou a virtualidade dos CAPS, com falso atendimento. Puro engodo. Espero que um dia tenhamos um julgamento de Nuremberg nosso, e que essa canalha seja responsabilizada e enforcada. E quando aparece um louco como o de Realengo ficam falando em desarmamento, ao invés de tratamento. Parabens e obrigado pelo alento.
David
-11/05/2011 às 0:59
Caro Rei,
Mandam os doentes para a rua da amargura,
mas ninguém (médicos, enfermeiros, agentes) pede demissão dos hospitais.
José
-11/05/2011 às 0:34
Jornalista Azevedo,
Obrigado pelo brilhante texto.
Este assunto toca fundo ao meu coração de pai.Tenho um filho de 28 anos, alto cabelos claros, afável e educado, mas doente mental. Aos 26 anos uma doença mental terrível, a esquizofrenia manifestou-se, de subto. Durante quatro horas em que ele permaneceu em surto estive ao lado dele protegendo-o para que não fizesse algo que pudesse machucá-lo ou aos nossos familiares. Pude notar que não era o meu filho que estava ali na minha frente completamente transtornado e sem poder concatenar os seus pensamentos. Foi internado, mas não foi corretamente diagnosticado e medicado. Resultado: 6 meses depois nova internação saindo do hospital novamente sem sair do surto. Resultado: 6 meses depois nova internaçao. ]
Desta vez encontrei uma médica psiquiatrica de verdade, uqe o tratou corretamente. Tenho plano de saúde, mas os remédios o hospital nõo fornece pois são medicamentos de alto custo. Duas caixas de 30 comprimidos ao mes custam R$1500,00. 1 injeção por mês R800,00. Só de remédios gasto 2.300 reais por mes para manter o meu filho em condições de interagir socialmente. O Sistema montado pelo SUS não funciona. Uma pessoa com enfermidade mental tem que ser cuidada em hospital apropriado. Há médicos contra, os tais da Reforma Manicomial. Creio que o médico que é a favor desta reforma nunca presenciou um paciente em surto psquiátrico. O doente é incontrolável para os pais, e não se pode deixar que saiam de casa em surto, pois, estão sujeitos a cometer desatinos, nestes momentos de surto sua capacidade de dicernimento e de tomar decisões é prejudicada. Na mente dele ele tem que defender-se de seus perseguidores.
Sem tomar os remedios os surtos são frequentes e a doença tende a agravar, talvez, seja este o motivo pelo qual o moradores de rua se envolvam com a droga com o intuito de aliviar o seu sofrimento. Políticas públicas neste setor não estão funcionando no Brasil.
Portanto, alguém com poderes e recursos financeiros tem tomar a frente e estabelecer HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS para internar os pacientes que podem ser tratados e passar internados durante um periodo, e voltando ao convivio familiar.
Rosângela
-10/05/2011 às 23:39
Com esse discernimento só posso te chamar de Rei.
Agradecida e com ele (texto) arrombei a porta dos meus amigos para ficarem atentos com o que querem fazer com os nossos filhos do Brasil.
Não!!!
Piauiense
-10/05/2011 às 23:21
O texto está maravilhoso! Por conta de meia dúzia de pessoas que foram trancadas em casas de saúde, e provavelmente porque precisavam mesmo, hoje ninguém mais pode ser internado. É gente que não sabe o que é ter um doente na família, provavelmente porque é o próprio. Um esquizofrênico em casa enlouquece toda a família. E não se pode nem ter uma pausa do convívio, ou interná-lo nas crises.
Não sei quando foi aprovada essa lei, mas em geral, é coisa do PT. Querem mesmo é reduzir as despesas! Como a saúde e a assistência social são atribuições do município, aqui no Piauí o governo do PT empurrou todos os hospitais para as prefeituras. Imagine como estão funcionando: só na base da ambulância para trazer os doentes para Teresina. Até mesmo uma casa de assistência ao idoso, há milhões de anos vinculada à Secretaria Estadual de Assistência Social (ou outro nome equivalente) foi entregue à Prefeitura de Teresina. O objetivo é só que sobre mais dinheiro para desviarem.
Claudia
-10/05/2011 às 23:14
Um dos melhores — e mais oportunos — textos que já li.
Anderson Soares
-10/05/2011 às 23:09
A extinção dos manicômios tem haver com esse bando de petralhas que andam soltos no país, aprontando misérias?
Hiócrita.
-10/05/2011 às 22:40
REINALDOXX!!!
ArnaldoDuarte Nogueira
-10/05/2011 às 22:36
Em Santos,onde vivo,o governo do Pt na administração Telma de Souza,fechou o hospital psiquiátrico Anchieta.
O que se ve de lá para cá,é um monte de pessoas com problemas mentais,vagando por nossas ruas,pondo em risco as suas prop´rias vidas e de outros cidadão.
ana1973
-10/05/2011 às 21:33
Este texto é simplesmente magnífico, Reinaldo, se é que a gente ainda pode pensar em seleção de seus escritos,todos sempre tão iluminados. Que seja disseminado e bem aproveitado pelos responsáveis por decisões e políticas que tratam desses graves problemas.
Oswaldo
-10/05/2011 às 20:58
Se não tenho dicas de reciclagem e sustentabilidade lá, ao menos tenho coerência contra as drogas aqui. Deus existe!
Oswaldo
-10/05/2011 às 20:57
E ao mesmo tempo que vejo sua lucidez aqui sobre o assunto das drogas, se me arrisco a visitar o rapaz da sustentabilidade em busca de dicas sobre reciclagem e afins, dou de cara com apologia às drogas… ainda bem que tem você por aqui.
Oswaldo
-10/05/2011 às 20:55
Você está certo em sua observação Reinaldo… talvez o assunto mais pertinente para um convidar FHC seria para falar sobre os riscos da volta da inflação… não acha?
Anônimo
-10/05/2011 às 20:52
Brasil tem (em 2007) 1,3mi de doentes mentais sem tratamento.
Notícias Terra - 18/10/2007 - Renato Beolchi
“Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), e realizada pelo Ibope, aponta que cerca de 1,3milhão de brasileiros que sofrem de transtornos mentais graves não têm acesso a tratamento médico adequado”.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1979553-EI298,00.html
Anônimo
-10/05/2011 às 20:45
Parabéns, Reinaldo!!! Relato dramático e irrefutàvelmente verdadeiro! De qualquer modo, veja abaixo:
Conheça as doenças mentais mais comuns e saiba onde procurar ajuda.
27/04/2011 - G1 - Ciencia e Saúde
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/04/conheca-doencas-mentais-mais-comuns-e-saiba-onde-procurar-ajuda.html
Anônimo
-10/05/2011 às 20:37
Dramático e irrefutavelmente verdadeiro esse seu relato, Reinaldo!
Conheça as doenças mentais mais comuns e saiba onde procurar ajuda.
27/04/2011 - G1 - Ciencia e Saúde
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/04/conheca-doencas-mentais-mais-comuns-e-saiba-onde-procurar-ajuda.html
Publius
-10/05/2011 às 20:29
Caro Reinaldo, esse movimento teve origem em Minas, por meio de um irmão do deputado Paulo Delgado, para variar, do PT. Até o termo “manicômio” é gramscianamente utilizado para denominar os hospitais psiquiátricos, que atualmente não são mais como Foucault descreveu. Contardo Calligaris já escreveu sobre isso na Folha, de forma brilhante, quando da morte do cartunista Glauco. Confira.
Abs.
Daniel
-10/05/2011 às 20:26
Excelente reflexão
brasileiro de luto
-10/05/2011 às 19:56
essa verba das diárias, a da propaganda oficial que só faz divulgação do governante, e outras, daria para fazer muita coisa por essa gente…
-
Repito, hoej, NÃO VEREI O BRASIL DOS MEUS SONHOS… estou chegando ao 70…
-
-
brasileiro de luto
-10/05/2011 às 19:53
ESPECIALISTAS, mais uma vez, eles… ESPECIALISTAS, QUE MEU AVÔM DIZIA QUE SERIAM A DESGRAÇA DO MUNDO. Generalizou, mas que acertou em muitos setores, isso não se pode negar. EDUCAÇÃO (AÍ, INCLUI SEXO, O RESPEITO AO PRÓXIMO, AO MAIS VELHOS, AO MESTE, ETC, ETC), SEGURANÇA,
caipira mermo
-10/05/2011 às 19:46
Reinaldo
Parabens,texto perfeito,irretorquivel!
Marcos F
-10/05/2011 às 19:17
Um dia eu fiquei sabendo que fecharam todos os manicômios.
Quem é o “tal do bem” que teve essa idéia?!
Vou ser maldoso: “Coisa de petista!”.
Pior que é. Meus pouquíssimos amigos que têm a coragem de se declararem petistas, são os que têm estas idéias brilhantes.
Viva Recife, que, para acabar com o crime, decidiu não fazer BO. Viva Jaques Wagner que, para acabar com as invasões, colocou os invasores no governo.
anônimo
-10/05/2011 às 19:09
Prezado Reinaldo,
Simplesmente estupendo. Parabéns!
alex
-10/05/2011 às 19:02
Esther, e por falar em mau caráter…
Luiz
-10/05/2011 às 19:00
Parabéns.
Voce tocou num problema crônico.
Não vemos clínicas de recuperação no Estado Brasileiro.
Se há algum trabalho de acolhimento desses brasileiros esquecidos é mérito das Igrejas ( católica, evangélica etc…), quem mantém as duras penas o funcionamento centros de recuperação espalhados pelo país. Funcionamento este,graças a boa vontade de trabalhos voluntários e doações espontâneas de benfeitores.
A maioria dos dependentes são pobres, sem a mínima condições de´pagar o tratamento.
Vejam que são Igrejas ocupando o lugar do Estado.
Com a chegada de uma nova droga no mercado, o oxi, a situação que já está fora de controle, tende a piorar ainda mais.
esthercorrea
-10/05/2011 às 18:57
Tio´Tive uma prima, que já morreu e um primo, ainda vivo que padece de esquizofrenia. Foram tratados pela família. Ai que dó. É muita provação ter que tratar de esquizofrênicos. O meu primo, Eduardo, é muito inteligente, até parece que é normal. Mas, ele anda e fuma em desabalada carreira o tempo todo. Parece que está atrasado p/ algum evento. O seu único irmão o abandonou, não o culpo, já que é muito difícil lidar com esse tipo de coisa. O meu irmão, já morto, era um tipo de mal carater. Foi muito difícil p/ mim conviver com ele.
Tio, família é fogo. Atualmente, a minha única filha me abandonou. Explico: ela brigou com o namorado e parece que tomou ódio de mim. É, família é complicado mesmo.
carlos
-10/05/2011 às 18:53
Reinaldo,
Enquanto o governo não olha por seus doentes(porque viciados são doentes)é de se enaltecer as casas de recuperação mantidas em paróquias católicas por padres e comunidade que atendem gratuitamente os dependentes( álcool e drogas). Poderiamos aproveitar a experiência da Igreja nesse tratamento e injetar dinheiro do estado para ampliarmos o atendimento das paróquias católicas.Não sei de experiências de outras instituições religiosas.
Angelo Costa
-10/05/2011 às 18:46
Prezado Reinaldo
Na mosca. Tiro perfeito. Sugiro, e aí não vai nenhuma conotação política ou partidária, que envie cópia do texto para FHC e para o pessoal do Viva Rio e outros mais que são ardorosos defensores da causa. A posição de FHC é vergonhosa.
Lucas
-10/05/2011 às 18:40
Reinaldo, o primeiro texto verdadeiramente bom na argumentação contra a legalidade da cannabis. Obrigado pelas reflexões pertinentes. Esta resta uma questão à qual ainda não cheguei a uma conclusão satisfatória, pessoalmente. Não consumo drogas, nem maconha, nem tabaco, nem nada (tá bem, uma cervejinha muito de vez em quando), mas vejo, sem hipocrisia, argumentos bons dos dois lados do debate. Isso não vale apenas para a questão das drogas. Mas o problema maior é que questões político e moralmente delicadas (como, por exemplo, as questões ligadas à eutanásia, ao aborto, aos direitos dos homossexuais, à definição do papel do Estado, entre muitas outras) acabam, quase sempre pelo que testemunho, virando briga de claque de torcida, e as pessoas, para prejuízo do debate, acabam sem fazer considerações realmente justas à validade de argumentos que se lhe opõem. Achei este texto muito pertinente. Há ainda muitas questões por responder, e acho que o debate tem de ser honesto, duradouro e profundo, e as discussões não terminanm em 1 parágrafo de provocações, mas em muitas páginas de análise científica, químico como sociologicamente, e além. Obrigado, espero que a argumentação intelectualmente honeste seja regra não só nesta página mas em todo os espaços que acolherem o debate, que já está definindo políticas e certamente nos tocará.
Francisco
-10/05/2011 às 18:26
Rei,
Tenho, como sempre, lido seu blog. Há muito não comento. Desde as eleições. Não posso porém deixar de registrar aqui, que este teu texto foi uma das melhores e mais sensatas coisas que já li nos últimos tempos. Que falta fazem os manicômios.. Parabens!! Acertou no olho da mosca!
bastião
-10/05/2011 às 18:23
Usei muita anfetamina,maconha e alcool na década de sessenta e setenta,depois a farinha e mais prá frente uns tijolinhos depois dos quarenta.Ganhei dois virus fora a loucura.Três tratamentos quioterapicos para a hepatite c e me fodi nos três.O último terminou em março,um ano sofrendo e nada.Na minha época não existia um Tio Rei,nem pai,nem mãe,nem irmão mais velho prá me dar uma porrada na cara.Bati tambem,mais apanhei;apanhei da vida,da malandragem,dos políciais e estou a dez anos tratando essa hepatite que eu “arrumei” pra mim por causa das drogas.Como comecei.Vou dar receita:comece fumando “um” e quando não der mais barato,cheire até o nariz sangrar,cheire no trabalho,em casa,no aniversário das crianças,quando for visitar sua mãe.E quando vc não tiver mais um puto no bolso comece a vender os objetos de casa pra fumar pedra que era o fim da linha,agora é o óxi.Voce vai começar a sua viajem para o hospicio ou para o cemitério ou para a cadeia.Tudo que vc passar nada vai se comparar a “tentativa” de eliminar os vírus que vc vai pegar.Obrigado srs. congrecistas eu não uso mais,dia 16 de fevereiro vão fazer 12 anos que eu estou limpo.Virei gente.
adorovoce
-10/05/2011 às 18:00
Por isso que adoro o Tio Rei!
Henrique Lima
-10/05/2011 às 17:58
A alegação para o Direito de Matar bebês é simples: só as mulheres pobres sofrem num processo danoso ao corpo através de práticas abortivas de fundo de quintal, as ricas vão para clínicas especializadas. Essa defesa entra em confronto com o Direito de Morrer, afinal só quem tem acesso as grandes clínicas de reabilitação social são os mauricinhos. No mundo dos viciados e ex-viciados, é comum dizer que as drogas levam a três caminhos, o CCC (Caixão, Cadeia e Clínica). Para o pobre este último “C” é impossível em razão do serviço ser extremamente caro, sobrou os dois primeiros “Cs”.
Em razão da proporcionalidade e cultura é lógico que mulheres pobres recorrerão repetidas vezes as clínicas especializadas de abortos, se aprovado pelo governo. Conheço mulheres que abortaram mais de 4 vezes e outras até fazem isso de forma indiscriminada. No progressismo é assim, se o crime é recorrente então que se legalize. Não vou nem entrar no mérito do mercado abortista que encheriam os cofres e estão por trás de tudo isso.
Enquanto a juventude, quando não alienada, está inserida numa epidemia do Crack com vistas no horizonte para Oxi, droga ainda mais forte que se expande dia a dia, o governo Dilma corta verbas para segurança nas fronteiras por onde entra todos esses entorpecentes, parece querer facilitar o caos. Na verdade, o Direito de Matar e Direito de Morrer pode ser resumido estratégia de impedir e facilitar. Impedir que nasça mais pobres e Facilitar que os que estão vivos engrossando as estatísticas do crime morram. Um empurrãozinho estatal.
Sharp Random
-10/05/2011 às 17:52
Tenho a sua idade, Reinaldo. Nada de mais, salvo uma sintonia fina geracional. Me emociono com aguns textos seus. Este é um deles. Emoção. Pura e simples. A alma agradece.
Pedro Faveret
-10/05/2011 às 17:51
Perfeito, preciso, brilhante.
Parabéns!
Maria Joana
-10/05/2011 às 17:49
Concordo em partes…a extinção dos manicomios fou uma burrice que a sociedade nem teve espaço para discutir (para variar um pouco…)! ao inves de fechar as portas tinha-se que abrí-las para que todos tivessem conhecimento do que acontecia por detrás dos muros das instituições. Se estavam bem ou mal, os pacientes tinham aonde ficar e inumeros devem realmente estar vagando pelas cidades e aumentando as estatisticas da violencia e pobreza que assola a nossa sociedade.
A respeito das drogas, na minha humilde opinião, a descriminalização deveria ser apenas da maconha. Hipócritas os que recriminam os usuarios de qualquer tipo de “droga” e numa sexta-feira sentam num bar e enchem a cara de cachaça, passam os finais de semana se acabando de beber!! ninguém mata no transito pq fumou um baseado! o maximo q acontece é dar fome e sono! já com o alcool os numeros estão ai para provar!! Na Europa, em alguns paises é permitido q o consumidor tenha ate 2X pés em casa. E nao pode fumar em qualquer lugar nao!!! se a policia pegar fumando na praça, leva sermão e tomam o baseado…mas ninguem vai preso, nao se paga bola pro guarda nao levar preso, nao existe traficante armado na subida do morro (armas…isso sim é um bom comercio para eles!). O que acontece no Brasil é um problema social que não é causado pelas “drogas”! essas são valvulas de escape para pessoas que vivem outros problemas e usam as drogas para se afastarem deles!!
Enquanto nao houver politicas publicas eficazes de tratamento tanto para os loucos quanto aos viciados em drogas pesadas (cocaina, crack, oxi…), nao adiantará nada liberar ou probir…vai se usar da mesma forma…
Marco
-10/05/2011 às 17:28
Em tempo: a tal anti-psiquiatria (hifen?) é o maior dentre os lixos derivados do pensamento de esquerda.
baruch
-10/05/2011 às 17:28
Os brancos, e bem pensantes intelectuais de esquerda gostam do doente mental na casa deles???? NÂO e NÃO e NÃO. Esquizofrenico na casa alheia principalmente pobres. Aquela história la do cafundó, dos grotões, nunca pegaram na enxada ou varreram terreiro.O sr. ex-petralha Delgado nunca pegou num estetoscopio na vida e nem os ditos sanitaristas, largaram a clinica porque detestam cheiro de pobre. Muito melhor uma sala no Ministério da Saúde e as generosas diarias. Os alucinados torraram em 10 anos, milhões de reais para fazer o cartão SUS, não saiu nada. O cartão será agora chinfrim escrito a mão. esta é a porca miseria que é este BANANÃO!!!!!!
Rods
-10/05/2011 às 17:25
REI.
O ESTADO VEM VENDENDO PARA O POVO, EM RAZÃO DA SUA DESÍDIA, INCLUSIVE, A NÃO NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO DO DOENTE TERMINAL, SOB O FUNDAMENTO DE QUE É MELHOR PARA O PACIENTE MORRER PRÓXIMO DOS SEUS E OUTRAS CRETINICES - REPITO, CRETINICES SIM!!! -, TIDAS COMO SOLUÇÕES HUMANITÁRIAS, POIS QUEM JÁ PASSOU POR ISSO SABE MUITO BEM O TRAUMA QUE É PARA UMA FAMÍLIA E O CIDADÃO QUE VIVE PAGANDO IMPOSTOS TEM DIREITO SIM DE UM TRATAMENTO, MESMO QUANDO NO FINAL DA VIDA, NUM HOSPITAL DECENTE.
COM OS DOENTES MENTAIS NÃO É DIFERENTE, SOB OS MESMOS FUNDAMENTOS CALCADOS EM FILOSOFIA DE BOTEQUIM. VEJAM OS DRAMAS DE PESSOAS, SEM CONDIÇÕES DE QUALQUER TIPO, QUE TÊM QUE TRATAR DE PARENTES DEMENTADOS.
VC ESTÁ CORRETÍSSIMO, ESTAMOS ASSISTINDO AO COMETIMENTO DE MAIS UM CRIME PERPETRADO PELA MALTA E, O PIOR É QUE ESTE DESCALABRO VEIO DE ANTES DELES TOMAREM DE ASSALTO O PODER.
Rods
Anouk
-10/05/2011 às 17:24
Grande Rei!
Marco
-10/05/2011 às 17:23
anti-manicomial
pró-aborto
anti-armas
pró-liberação de drogas
diminuição do poderes da tutela familiar
Seguem a mesma cartilha. Refrão: “Olavo já falou, Olavo já dizia”.
Memyself
-10/05/2011 às 17:22
Reinaldo, agradeço por este post. Não fosse um esforço enorme de nossa pequena família, bem como de amigos que já fizeram muito mais do que as amizades normalmente pedem, não fosse nos endividarmos a perder de vista, meu sobrinho esquizofrênico faria parte da massa que os os “humanistas” jogaram nas ruas e minha irmã, que não consegue trabalho há uma década, porque ele necessita de atenção constante e também porque ela simplesmente não consegue se concentrar em outra coisa, estaria aí, tipificada como mãe cruel, que não cuida de seu doente. Só quem tem doentes mentais na família, ou viciados em drogas, tem noção do terror e do desamparo em que vivemos. E, claro, refiro-me a nós pessoas comuns, que vivem com um orçamento que a inflação já começou a corroer. Aos ricos, pelo menos este problema é poupado. Para nós, o doente mental está sempre a um passo de virar estatística criminal.
Fernando Gaucho
-10/05/2011 às 17:21
Caro Reinaldo
Como sempre, claro e objetivo em sua exposição. Este movimento ANTIMANICOMIAL, colocou circulando na na sociedade milhares de pessoas, sem o devido acompanhamento médico e de estrutura de acompanhamento. São esquizofrenicos, psicopatas circulando entre nós sem o devido amparo do Estado, pois a maioria destas familias não possuem condições para dispensar o tratamento adequado. Enquanto isto, nós “normais”, estamos a mercê de em algum momento de descontrole destes individuos sermos atacados com um taco de beisebol, sermos metralhados em um cinema ou nossos filhos serem sumariamente executados em uma escola qualquer deste país.
paulista macho
-10/05/2011 às 17:20
Reinaldo,
Essa é a verdadeira “solução final” do governo do PT. É bem ética a alternativa apontada por você, isto é, de cuidar de uma forma realmente humana dos enfermos. Será que ninguém do meio político encherga o que está acontecendo, infelizmente, meu voto não pode mudar nada.
Vera L.
-10/05/2011 às 17:18
Reinaldo,
Concordo inteiramente com você. Eu lembro de pessoas que tinham seus doentes mentais e esses doentes eram ATENDIDOS! É claro que havia os lugares horrendos,mas tinha sim lugares dignos. Quando a pessoa melhorava voltava para casa junto aos seus, e HOJE? Será como se dá isso na hora de um surto? Tempos atrás vi um depoimento do poeta Ferreira Gullar, ele tem um filho esquizofrênico, e falava dessa DIFICULADADE na hora em que a pessoa entra em crise,NÃO INTERNAM!. Cadê o “movimento” dos que difundiram, essa sim, uma idéia MALUCA? Imagina o sofriento de um pai, uma mãe, um irmão não podendo recorrer a ninguém. O nosso sistema de saúde está a cada dia pior, não atendem nem os que não drogados, o quê vai acontecer com o LIBEROU GERAL?São uns irresponsáveis isso sim. NÃO vejo nem FHC dizer ONDE vão tratar os drogados, se agora NÃO tem. Ao invés de todos se UNIREM para tentar resolver a TRAGÉDIA do crack estão procurando mais sarna para se coçar.
Paulo Bento Bandarra
-10/05/2011 às 17:06
E ao governo ineficiente que gasta menos com manicômios hoje e gastará menos com repressão a maconha. As outras serão liberadas depois de uma campanha para retirar a coca-cola do mercado, por ser um símbolo capitalista.
Girl
-10/05/2011 às 17:04
Reinaldo penso com vc, só quem conviveu com algum viciado, sabe as consequências reais das drogas, afetam famílias inteiras, a principal causa das mazelas sociais. Quanto mais famílias destruturadas, crianças abandonadas e maltratadas pelos pais drogados, viciados, doidos de pedra, vítimas de violência e mendingos por aí, mais assistência social e dependentes do pai Estado, que maravilha!
Agora tenta desenhar isso para os que fumam um baseadinho (entres outras coisas), que ainda conseguem trabalhar e ter um vida normal, que não funciona assim em larga escala e nem com o uso prolongado, parecem fora da realidade, além do próprio umbiguinho. Fica complicado pregar e esperar “responsabilidade indivual” com alguém fora do juízo e intoxicado com uso de substâncias químicas. Falta de visão de visão de alguns e excesso de outros, um bando de alienados e o caos favorecem o aumento do Estado. Imagina só, toda a “intelligentsia” do país envolvida e políticos empenhados e unidos em prol da liberação de todas as drogas, como são úteis para a população! Posso estar viajando, mas sim, vejo coisas demais por trás disso.:x
Alessandro Ribeiro
-10/05/2011 às 16:58
foucault era um libertário e ninguem em sã consciencia poderia admitir hj o suplício em praça publica com pelourinhos e esquartejamentos como forma punir meliantes. Ja a questao dos loucos é outro papo: eles nao tem consciencia dos fatos, sao na maioria irrecuperáveis. Fazer o que agora?
andre
-10/05/2011 às 16:55
E quem começou com o movimento antimanicomial?
OS COMUNISTAS!
É impressionante! É só rastrear a origem dos principais flagelos do último século e deparamo-nos com os veremelhinhos, que não sossegaram enquanto não destruirem tudo que presta na humanidade.
wilson
-10/05/2011 às 16:52
Não precisa ser nenhum douto para abservar que o Rei do
Gatilho de Realengo era psico e a familia largou sózinho
numa casa por causa desta teoria bocó de não ter hospital psiquiatrico.
Para os “artistas” - Assassino vem de haxixin - aquele
que toma haxixie (maconha em rolo).
Clóvis Cervi
-10/05/2011 às 16:50
É ‘discriminação’ ou ‘discriminilização’ das drogas o correto?
Snitram
-10/05/2011 às 16:47
O texto é primoroso. E só lembrando, a maioria dos fumadores de maconha que querem a liberação, querem para comprar seu matinho com mais tranquilidade, sem se preocupar com os problemas advindos disso. É egoísmo. Mas o egoísmo sempre é fantasiado de humanismo pela esquerda e suas franjas, a dos militantes maconhistas inclusive.
Fábio
-10/05/2011 às 16:45
Perfeito Comentário Reinaldo.
Nada como jogar o que é feio, os “loucos” prá debaixo do tapete ou na sarjeta mesmo.
Com a maconha vai, esse movimento (”libertário”) vai aos poucos escancarando a porta dos vícios… bem ao estilo PT de destruir valores.
Infelizmente os filhos deles (junto com os de todos) se tornarão entusiastas da maconha e congêneres. Pobre Brasil.
Angelo Losguardi
-10/05/2011 às 16:43
Reinaldo,
Leia e vomite:
http://www.paulodelgado.com.br/querem-usar-o-programa-contra-o-crack-para-retornar-com-os-manicomios-denuncia-autor-da-reforma-psiquiatrica/
Angelo Losguardi
-10/05/2011 às 16:41
Reinaldo, olha aqui o que eu falei:
http://www.paulodelgado.com.br/paulo-delgado-prope-lei-mundial-contra-manicomios/
“Nunca antes na história desse mundo” rsrsrsrsrs
Junior
-10/05/2011 às 16:38
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O que o governo quer - com a legalização - é se isentar de ter que cuidar disto e
ainda levar uma bolada com os impostos sobre o produto..!! Quanta grana hein?!
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Marcelo Poa
-10/05/2011 às 16:36
A maioria desses maconheiros é alienada. Não estão nem aí para os problemas sociais causados pela maconha. Pra essa turma o negócio é se divertir, curtir um barato, “expandir a mente”. O “depois” nunca entra na pauta. Até que o flagelo humano lhes bate a porta. Os que não podem bancar o tal do “Rehab” se juntam as fileiras de zumbis e mortos-vivos espalhados pelas ruas. Se descriminalizarem essa porcaria estarão abrindo as portas do inferno.
Junior
-10/05/2011 às 16:35
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É isso aí.. o Estado cada vez maior - apenas no papel burocrático,
e a benefício dos mandatários - e menor nas obrigações públicas.
Soluções SIMPLISTAS para problemas COMPLEXOS..!!
Tirem as ARMAS - dos cidadãos de bem..!!
Liberem geral as DROGAS, afinal, somos todos ‘livres’..!!
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Rodrigo L.
-10/05/2011 às 16:32
Recentemente, conheci um caso que diz respeito a ambos os temas. Uma senhora de minha cidade tem um filho, na casa dos seus vinte e poucos anos, que é viciado em entorpecentes. Começou com a maconha, logo estava no crack. E foi perdendo a sanidade. O grau de comprometimento foi tal que sua mãe não o suportou mais em casa, em virtude de ter se tornado violento. Mudou-se em andarilho, e às vezes, aparecia na casa da mãe, sóbrio ou sob efeito de drogas. Numa das vezes em que estava mais para lá do que para cá, atacou sua mãe com uma machadinha. Por sorte, ela conseguiu fugir para dentro de casa, mas a casa foi vandalizada, tendo todas as janelas e portas destruídas. Não suportando mais a situação, pediu ajuda à Justiça. O juiz determinou a internação do rapaz, mas apenas para desintoxicação. Mesmo sendo sua mãe de parcos recursos, teve de providenciar, do próprio bolso, a viagem de seu filho para a instituição médica, que ficava em outra cidade. Lá estando, o rapaz passou pela desintoxicação, e o médico responsável lhe deu alta, consignando que o mesmo deveria, necessariamente, fazer tratamento ambulatorial. A mãe do rapaz protestou ao juiz, dizendo que, logo que voltasse, ele se recusaria ao tratamento e tornaria a ser um andarilho, e perigoso. O juiz nada fez, posto que não podia interná-lo em definitivo. Resultado: hoje o rapaz é novamente um andarilho sem rumo, consumidor de entorpecentes, imprevisível e às vezes violento, uma bomba relógio esperando o momento mais infeliz possível para explodir. A mãe perdeu a fé na justiça, e o mundo está menos seguro.
Fábio
-10/05/2011 às 16:30
Teoria da conspiração (ou maluquices de um louco)
No OXI é usado gasolina como solvente. Talvez estão querendo abrir as portas para uma nova droga onde será usado ácido sulfúrico como solvente e fazer uma limpeza étnica para a Copa e os Jogos em regiões “desinteressantes” tipo cracolândia. Seria o modus operandi da Gestapo e Nicolau Ceausescu.
Angelo Losguardi
-10/05/2011 às 16:29
Agradeça ao paulo delgado do pt (sempre eles) que se empenhou nessa luta antimanicomial. Sem dar alternativas, claro.
Erick Moura
-10/05/2011 às 16:26
Reinaldo. Falando na “Marcha da Maconha”. Olhe o argumento trapaceiro e desonesto daquele cantorzinho de rock Tico Santa Cruz dos Detonautas sobre quem é contra: “Como artista tenho o papel de levar esse debate adiante. Acho uma hipocrisia uma sociedade tabagista e alcoólatra condenar o uso da maconha. Para mim, quem é contra a legalização é a favor do tráfico de drogas”
Gostaria que você comentasse sobre essa falácia que permeia os “bem-pensantes” (sic)
O link da matéria é esse:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/05/marcha-da-maconha-reune-cerca-de-5-mil-seguidores-no-rio-diz-organizacao.html
ANONIMO
-10/05/2011 às 16:25
POSSO DAR MEU DEPOIMENTO?
ESTA INSANIDADE COM OS INSANOS COMEÇOU NA MINHA ITÁLIA LÁ NOS ANOS 80.JUNTO COM A ASCENSÃO DOS PARTIDOS DE ESQUERDA NO PARLAMENTO E COM O P. VERDE, TODO TIPO DE LEGISLAÇÃO LIBERALIZANTE COMEÇOU A TOQUE DE CAIXA A SER APROVADA SEM MAIORES DISCUSSÕES COM A SOCIEDADE, TUDO EM NOME DE UM ‘MUNDO MELHOR’.LIBERAR DROGAS FLEXIBILIZANDO LEIS E PROIBIÇÃO DO PORTE DE ARMAS INCLUSO , EXATAMENTE COMO AQUI.
ACABOU QUE NO FUTURO A DIREITA ACABOU COM A ESQUERDA PORQUEESTA COISA SIMPLESMENTE NA PRÁTICA NÃO DÃO CERTO…
RE-ENGENHARIA SOCIAL TEM LIMITE NA REALIDADE PRÁTICA.
A TAL ‘LOTTA ANTIMANINCONOMIALE’ COMEÇOU NESTA FEBRE DE DOIDOS QUE A CADA 20 ANOS ACOMETE A ITÁLIA.
RESULTADO ?EM POUCO TEMPO ERA UMA MULTIDÃO DE LOUCOS NAS RUAS PQUE A FAMÍLIA NÃO TINHA AONDE DEIXAR OS COITADOS, NÚS, SUJOS DE MERDA, COM FOME, EM ANDRAJOS NO FRIO EUROPEU ANDANDO PELAS RUAS DE ROMA, MILÃO, FIRENZE, ETC E A POLÍCIA NÃO PODIA FAZER N-A-D-A !AI SE FIZESSE POIS ESTAVA FERINDO OS DIREITOS DOS LOUQUINHOS EM CONVIVER COM A SOCIEDADE !E TOME PROCESSO SE RECOLHESE UM SÓ !
POIS BEM, A COISA , ÓBVIO, FICOU INSUPORTÁVEL E POUCO A POUCO , A ITALIANNADA DEU UM JEITINHO NA LEI.
TUDO EXATAMENTE COMO OCORRE AQUI HOJE E COM OCORRERÁ EM SEUS EFEITOS,MAS COM ATRASO DE UNS 40 ANOS !PRIMEIROS COPIAM DEPOIS, VOLTAM ATRÁS.
MENINOS, EU VI !
Rossby
-10/05/2011 às 16:25
Putz Tio Rei… Passou um analfabeto moral daqueles logo abaixo… Com certeza esse infeliz abaixo não possui alguém que necessita de cuidados psiquiátricos na família ou, se necessita, pode pagar por eles… Nem sei se peço a exclusão deste post, pois deve ficar como exemplo de como os “iluministas” podem trabalhar firmemente pelo retrocesso da sociedade.. Pensa aí e decide se “passa a régua” no Ferrabraz ou não…
Moraesice
-10/05/2011 às 16:22
Com o tempo veremos o feitiço virar contra o feiticeiro!
Dezenas de milhares de drogados em sua ansia de consumo e sem condições financeiras para sana-lo, atacarão as classes mais abastadas e gerarão uma guerra com mortos e feridos em ambos os lados, e por fim serão aniquilados por aqueles que os criaram em nome da paz e do bom convivio social.
Pedro
-10/05/2011 às 16:21
Parabéns pela coragem de denunciar a tragédia que se seguiu ao fim dos manicômios. Se é para fechá-los porque o atendimento era ruim (de fato era), por que não fechar logo todos os hospitais que atendem mal? Não restará um… (alguém pensou que o ideal é melhorar a qualidade do atendimento? Burguês idiota.)
Mas não haverá problema: algum leitor de Foucault dirá que a doença é apenas um dos modos de ser do ser.
ioca100
-10/05/2011 às 16:18
É Reinaldo, a anarquia chegou e , pelo visto, para ficar.
Engraçado que pensar em desenvolvimento de tecnologias, muito estudo e pesquisa, isso nem o FHC se preocupa.
Já tinha comentado aqui no blog e o Ipea confirma, estamos virando exportadores de matérias primas e importadores de produtos manufaturados, eu acho que todos já vimos este filme antigo.
Malur
-10/05/2011 às 16:15
Que texto tão verdadeiro, especialmente no que toca aos “nossos loucos”!Conheço casos de cortar o coração, naturalmente de famílias sem condições de cuidar de “seus loucos”. Não há uma maldita (com perdão pela grosseria) ONG que se ocupe de batalhar por tratamento humano a essas infelizes pessoas. O máximo que se dispõem a fazer é criar rótulos, chamando-os agora de “pessoas em situação de rua”.