Ele agora cobra 12 milhões

Réu por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o marqueteiro Duda Mendonça retorna à arena eleitoral assediado por todos e mais valorizado do que nunca Por Alexandre Oltramari, na VEJA: Cristina Gallo/Bg Press BRUXO DAS URNAS Duda Mendonça elegeu 2010 como o ano de sua volta ao marketing político: depois do escândalo do mensalão, […]

Réu por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o marqueteiro Duda Mendonça retorna à arena eleitoral assediado por todos e mais valorizado do que nunca


Por Alexandre Oltramari, na VEJA:

Cristina Gallo/Bg Press
BRUXO DAS URNAS
Duda Mendonça elegeu 2010 como o ano de sua volta ao marketing político:
depois do escândalo do mensalão, ele disse que se afastaria das campanhas

Desde que ajudou a eleger o presidente Lula, em 2002, uma maldição se abateu sobre o publicitário baiano José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda Mendonça. Supersticioso e excêntrico, mas celebrado como um mago das urnas até pelos adversários mais críticos, Duda foi preso dois anos depois da eleição acusado de participar de um campeonato de briga de galos – hobby ilegal que ele praticava no Rio de Janeiro, mas que era pinto diante do que estava por vir. Em 2005, em depoimento à CPI que investigou o escândalo do mensalão, Duda admitiu a participação em um crime muito mais grave. Ele confessou ter recebido 10,5 milhões de reais do PT em uma conta clandestina nas Bahamas, como parte do pagamento pelo trabalho na campanha do presidente Lula. Supostamente decepcionado com a sujeira na política e réu por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Duda, na época, prometeu abandonar as campanhas eleitorais, mas logo mudou de ideia. Após ensaiar um retorno como consultor em 2006, o marqueteiro elegeu 2010 o ano de sua volta ao mundo das refregas eleitorais. Duda já se insinuou para dois presidenciáveis (Dilma Rousseff e Ciro Gomes), negocia com sete candidatos a governador e já está trabalhando para um deles. Entre os que pagarão pelos seus talentos deve figurar até mesmo o presidente da CPI que o investigou, o senador petista Delcídio Amaral. Aqui

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