Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

13/09/2014

às 8:25

LEIAM ABAIXO

Por Reinaldo Azevedo

13/09/2014

às 8:18

A SORDIDEZ DA CAMPANHA PETISTA E UM EXEMPLO DA “MÍDIA” CONTROLADA PELOS COMPANHEIROS

A VEJA desta semana traz uma reportagem com o elenco das formidáveis mentiras e difamações que o PT está levando ao horário eleitoral gratuito. Abaixo, reproduzo a “Carta ao Leitor”, que traz uma reflexão adicional importantíssima. Dados os 12 minutos e 24 segundos que o partido tem à sua disposição, a gente entende como seria a “mídia socialmente controlada”… pelos companheiros.

Leiam!

 carta ao leitor imagem

Carta ao leitor - texto

Por Reinaldo Azevedo

13/09/2014

às 7:50

O dia em que Marina chorou. Ou: Indústria de mentiras do PT pode fazer de Marina uma poderosa vítima; o tiro ainda sairá pela culatra

Marina Silva chorou. É o que informa reportagem de Marina Dias, da Folha. Está inconformada com os ataques que estão sendo feitos pelo PT e, em particular, por Lula. Numa conversa com a repórter, no banco de trás do carro que a transportava para um hotel no Rio, na noite de quinta, afirmou emocionada: “Eu não posso controlar o que Lula pode fazer contra mim, mas posso controlar que não quero fazer nada contra ele. Quero fazer coisas em favor do que lá atrás aprendi, inclusive com ele, que a gente não deveria se render à mentira, ao preconceito, e que a esperança iria vencer o medo. Continuo acreditando nessas mesmas coisas”.

Pois é… Marina está experimentando o que é virar alvo de difamação de uma máquina que ela própria ajudou a construir e à qual serviu durante tanto tempo, inclusive como ministra. Não custa lembrar que os petistas não mudaram os seus métodos. Seguem sendo os mesmos. Eles só se tornaram mais virulentos porque são, agora, muito mais poderosos.

Marina tem motivos para reclamar. Se, como sabem, tenho enormes reservas à forma como conduz a sua postulação, é evidente que está sendo vítima de uma campanha de impressionante sordidez. Afirmar, como faz o PT, que a independência do Banco Central iria arrancar comida da mesa do brasileiro é coisa de vigaristas. Sustentar que Marina, se eleita, vai paralisar a exploração do pré-sal — como se isso dependesse só da vontade presidencial — e tirar R$ 1,3 trilhão da educação é uma formidável mentira.

Fazer o quê? Os companheiros nunca tiveram limites e sempre se comportaram, já afirmei isto aqui muitas vezes, como uma máquina de sujar e de lavar reputações. Podem lavar a biografia do pior salafrário se este virar seu aliado — e isso já aconteceu. E podem manchar a história de uma pessoa honrada se considerarem que virou uma inimiga.

Marina recorre ao passado: “Sofri muito com as mentiras que o Collor dizia naquela época contra o Lula. O povo falava: ‘Se o Lula ganhar, vai pegar minhas galinhas e repartir’. Se o Lula ganhar, vai trazer os sem-teto para morar em um dos dois quartos da minha casa’. Aquilo me dava um sofrimento tão profundo, e a gente fazia de tudo para explicar que não era assim. Me vejo fazendo a mesma coisa agora”.

Pois é… Hoje, Lula é o Collor da vez, e aquele Collor de antes é agora um aliado deste Lula. Assim caminham as coisas.

Não sei, não… Acho que o PT pode estar exagerando na dose. A pauleira é de tal sorte que Marina já está no ponto para se transformar numa poderosa vítima. Até porque os companheiros decidiram deixar de lado razões plausíveis para combatê-la e resolveram investir, de fato, na indústria da mentira, do preconceito e do medo.

O tiro pode sair pela culatra.

Por Reinaldo Azevedo

13/09/2014

às 7:11

Haddad, o “faixista”, permite táxis nas faixas de ônibus; agora só falta recuar do “faixismo ciclístico”.

Coitados dos paulistanos! Espero que sobrevivam ao prefeito Fernando Haddad e ao Ministério Público. Por que digo isso?

O prefeito “faixista” de São Paulo liberou as faixas de ônibus para o trânsito dos táxis em qualquer horário do dia. Para transitar nessas áreas demarcadas, eles têm de estar com passageiros. Nos corredores, continua a valer a regra da permissão parcial: em dias úteis, a circulação é proibida entre 6h e 9h e 16h e 20h. Haddad diz ter tomado essa decisão depois que estudos da CET demonstraram que os táxis não causam transtornos à circulação dos ônibus.

Ora, todo mundo sabia que não. Em extensões consideráveis dos 440 km de faixas, não existem nem ônibus na maior parte do tempo. É evidente que o prefeito tomou a decisão, no passado, na base do improviso, movido mais por ideologia do que por técnica. E agora recua pressionado mais pelas urnas do que pelos tais “estudos”. O PT atribui à desordem que Haddad provocou no trânsito de São Paulo parte da reprovação de sua administração e da rejeição ao PT na cidade. Querem saber? A desconfiança faz sentido.

O certo seria permitir que os táxis pudessem circular em corredores e faixas, com ou sem passageiros, a qualquer hora. Por que afirmo isso? Porque se supõe que um táxi vazio esteja ou à caça de clientes ou seguindo para atender a algum chamado. Quanto mais veículos disponíveis, melhor; quanto mais rápido e eficiente for o serviço, mais pessoas deixarão o carro em casa. A relação é de uma evidência que chega a ser escandalosa.

Ah, mas já apareceram alguns “especialistas” na própria opinião para negar o que toda gente vê. E não poderia faltar o promotor Maurício Ribeiro Lopes, fascinado pelo equívoco. Anunciou que entrará com uma ação contra a administração e afirmou uma coisa espantosa: “Pobre cidade cujo prefeito prefere afagar a burguesia que anda de táxi a respeitar o povo que se espreme nos ônibus”.

É uma afirmação intelectualmente delinquente. Em primeiro lugar, os táxis, de fato, não atrapalham os ônibus. Em segundo lugar, os 34 mil veículos dessa natureza transportam 500 mil passageiros por dia na cidade. E mais transportariam — com menos carros particulares nas ruas — se tivessem mais facilidade. De resto, cobro que o doutor defina o que é “burguesia”. Sem que o faça, eu me reservo o direito de chamar o seu não argumento de mera trapaça em favor do arranca-rabo de classes.

Vamos ver, agora, quanto tempo vai demorar para o prefeito recuar do “faixismo ciclístico”.

O próprio Haddad está sendo obrigado a se livrar da herança maldita de Haddad. Eu não canso de pensar no bem que este senhor está fazendo a São Paulo. Depois dele, o PT ficará longe da Prefeitura por muito tempo.

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 17:54

Senado engaveta investigação sobre farsa na CPI da Petrobras

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
A comissão de sindicância instaurada no Senado para apurar a farsa montada pelo governo e pelo PT na CPI da Petrobras decidiu arquivar as investigações sobre o caso. Conforme revelou VEJA, os investigados recebiam as perguntas dos senadores com antecedência e eram treinados para responder a elas, a fim de evitar que entrassem em contradição ou dessem pistas capazes de impulsionar a apuração de denúncias de corrupção na companhia – a trapaça foi documentada em um vídeo com 20 minutos de duração.

Ignorando a gravação, a comissão de sindicância alega que “não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes”. Em nota, a Diretoria-Geral do Senado afirmou que a comissão funcionou ao longo de 37 dias, ouviu 14 depoimentos, investigou caixas-postais de correio eletrônico dos envolvidos e analisou os vídeos dos depoimentos. A investigação, ainda de acordo com a diretoria, foi comandada por servidores com “notável formação acadêmica”.

Obtida por VEJA, a gravação mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e Calderaro Filho para tramar a fraude no Congresso. Barrocas revela no vídeo que um gabarito foi distribuído aos depoentes mais importantes para que não entrassem em contradição. Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais, Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado, e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, são citados como autores das perguntas que acabariam sendo apresentadas ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que impôs prejuízo de pelo menos 792 milhões de dólares à empresa.

Segundo conta Barrocas, Delcídio Amaral (PT-MS), ex-presidente da CPI dos Correios, encarregou-se da aproximação com Cerveró. Relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), a quem respondem Marcos Rogério e Carlos Hetzel, formulou 138 das 157 perguntas feitas a Cerveró na CPI e cuidou para que o gabarito chegasse ao ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Mais de um mês após o caso ter vindo à tona, não houve nenhuma resposta contundente das autoridades. A única providência foi tomada pela Petrobras, que transferiu José Eduardo Sobral Barrocas do cargo de gerente do escritório da companhia em Brasília parao de assistente do chefe de gabinete da presidente Graça Foster, no Rio de Janeiro. A oposição também solicitou ao Ministério Público a investigação sobre o caso, mas ainda não houve manifestação dos procuradores.

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 16:20

Os absurdos da fala de Dilma na entrevista ao Globo

A presidente Dilma Rousseff disputa um segundo mandato, como sabemos, mas ainda dá mostras de primarismo no trato com a coisa pública. Na entrevista concedida ao Globo nesta sexta, ela afirmou, claro!, que desconhecia a roubalheira que estava em curso na Petrobras. Reafirmou, para o espanto de qualquer pessoa lógica, que a empresa dispõe de mecanismos de controle para se prevenir de larápios. E continuou a afrontar o bom senso. Leiam o que ela disse:
“Há corrupção em todas as empresas públicas ou privadas. A Petrobras tem órgãos internos e externos de controle. Mas quem descobriu foi a Polícia Federal. Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Eu tirei o Paulo Roberto com um ano e quatro meses de governo. Eu não sabia o que ele estava fazendo. Eu tirei, porque não tinha afinidade nenhuma com ele.”

Então vamos quebrar essa fala absurda em miúdos. Sim, pode haver corrupção na empresa privada também. Ocorre que, nesse caso, o prejuízo é do dono, não do público. Quando descoberto, o sujeito perde o emprego e pode ir preso. Em estatais, o bandido pode ser promovido.

Se, com órgãos internos e externos de controle, a enormidade aconteceu, somos obrigados a concluir que os larápios já andaram mais depressa e aprenderam a driblá-los. Logo, esses mecanismos estão atrasados e são ineficientes.

Mas ainda não chegamos ao pior. Dilma afirmou que demitiu Paulo Roberto porque faltava afinidade entre ambos. Ainda bem! Afinidade houvesse, ele teria continuado lá por mais tempo, roubando mais, não é?

Eis o problema da Petrobras e de todas as estatais: seus comandantes são escolhidos ou se mantêm no cargo em razão da afinidade com os poderosos de plantão. Segundo o raciocínio de Dilma, estivesse no posto um homem probo e competente, teria ido para a rua do mesmo jeito. Por quê? Ora, por falta de afinidade.

Como é que a maior empresa pública do país pode estar sujeita ao gosto pessoal do governante de turno? Ao tentar se livrar de qualquer responsabilidade por tudo o que se deu na empresa, Dilma assumiu culpas novas e expôs as piores entranhas do estatismo.

Para encerrar, esta mesma presidente deu a Nestor Cerveró, que ela diz ser o principal responsável pelo imbróglio de Pasadena, um empregão: diretor financeiro da BR Distribuidora. A sua fala não para em pé, presidente!

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 15:58

PT agora diz que vai processar Marina. É piada de partido autoritário!

É o fim da picada! O PT decidiu partir com uma violência contra Marina Silva que, em certa medida, jamais empregou nem contra adversários tucanos em disputas presidenciais: Serra, Alckmin e Aécio. O partido diz que vai apresentar ao Ministério Público Eleitoral uma representação criminal, acusando Marina, candidata do PSB à Presidência, de “difamação”. Por quê? Porque, em sabatina no Globo, Marina afirmou que o partido colocou por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras. Ela se referia, claro, a Paulo Roberto Costa.

Pois é… Difamação? Que Costa tenha assaltado os cofres da Petrobras, eis uma afirmação que é matéria de fato, não de opinião. Ele mesmo confessa num processo que envolve delação premiada — e o prêmio só virá se apresentar evidências do que diz.

É impressionante que o partido que acusa a adversária de tentar roubar a comida do prato dos brasileiros e de ameaçar tirar da educação R$ 1,3 trilhão — mentiras assombrosas — queira um processo contra essa mesma adversária porque afirmou que o partido pôs um assaltante numa diretoria da Petrobras.

Quem nomeou Paulo Roberto? A direção da empresa, controlada pelo PT. No cargo, ele fez o quê? Assaltou os cofres da Petrobras.

O PT sabe que esse tipo de coisa não dá em nada, mas está fazendo firula para ganhar o noticiário. Tudo compatível com um partido que cria lista negra de jornalistas, que pede a cabeça de funcionários de bancos, que tenta censurar textos de consultoria e que moveu uma ação de queixa-crime contra um economista porque não gosta de sua opinião.

O mundo ideal do petismo é uma ditadura onde não há contestação.

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 15:04

Youssef ofereceu comissões a PMDB e PT por negócio, diz contadora

Na VEJA.com:
Em depoimento à Polícia Federal, a contadora Meire Poza detalhou as negociações – reveladas por ela em entrevista a VEJA – entre o doleiro Alberto Youssef, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado André Vargas (sem partido-SP) para obtenção de apoio político para que o doleiro pudesse fazer negócios com os fundos de pensão dos Correios e da Caixa Econômica Federal. Youssef, pivô do bilionário esquema de lavagem de dinheiro desarticulado pela Operação Lava-Jato, queria que os fundos das estatais injetassem 50 milhões de reais em uma de suas empresas e, segundo Meire, tratou pessoalmente com Renan do aval do PMDB para a negociação.

Meire é considerada testemunha-chave da Operação Lava-Jato da PF, que levou Youssef à prisão em março. Em entrevista a VEJA, ela contou um pouco do que presenciou durante os mais de três anos em que prestou serviços ao doleiro. Meire era responsável por manusear notas fiscais frias, assinar contratos de serviços que jamais foram feitos e montar empresas de fachada destinadas à lavagem de dinheiro. Nesse período, ela viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras e chegando às mãos de notórios políticos. À PF, Meire detalhou que o doleiro ofereceu em contrapartida a Vargas e Renan repasse de comissões a integrantes do PMDB e PT, partido ao qual pertencia o deputado, segundo reportagem do jornal O Globo.

A contadora afirmou à PF que o negócio entre Youssef e os parlamentares só não se concretizou porque o doleiro foi preso. Cinco dias antes de ser capturado pela PF no Maranhão, Youssef reuniu-se em 12 de março com Renan para, segundo Meire, fechar um acordo verbal para ser beneficiado com 50 milhões de reais do Postalis (fundo dos Correios) e Funcef (fundo da Caixa). Vargas teria ajudado na articulação com a ala petista dos fundos de pensão. Ainda segundo a contadora, o negócio renderia uma comissão de 10% aos “corretores” – pessoas responsáveis por repassar o dinheiro aos partidos. Não se sabe qual porcentual do montante seria repassado aos políticos.

Investigadores do caso ouvidos pelo jornal explicam que o doleiro precisava de dinheiro e tentou convencer Postalis e Funcef a investirem 50 milhões de reais em uma de suas empresas, a Marsans Brasil. Como encontrou resistência de dirigentes vinculados ao PMDB, decidiu procurar Renan. Meire conta que, dois dias depois do encontro, ele afirmou a ela, em tom de comemoração, que havia conseguido os 50 milhões de reais para a Marsans. Pelo acerto, Postalis e Funcef fariam aportes de 25 milhões de reais cada na empresa. Ouvidos pelo jornal, Renan e Vargas negam qualquer relação com o negócio.

Os nomes de Vargas e de Renan já foram citados a VEJA por Meire Poza, que listou ainda o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o ex-ministro e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia Mário Negromonte, filiado ao PP. Os depoimentos da contadora foram decisivos para estabelecer o elo entre os dois lados do crime — principalmente no setor tido como o grande filão do grupo: a Petrobras. As empreiteiras que tinham negócios com a estatal forjavam a contratação de serviços para passar dinheiro ao doleiro.

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 6:02

LEIAM ABAIXO

— PT não fala mais em privatização da Petrobras porque privatizada ela já está: pelo PT, PMDB e PP. A mentira da hora diz respeito ao pré-sal;
Minha coluna na Folha: “Dilma e Marina estão certas”;

Servidor que adulterou perfis de jornalistas é… petista e estava lotado no Palácio do Planalto;
Marina, Dilma e Aécio: crítica não é terrorismo; terrorismo não é crítica. Ou: “Esse cara sou eu”;
Matarazzo recorre a dois órgãos de defesa do Patrimônio contra o “ciclofaixismo” de Haddad, que agora ameaça a Avenida Paulista;
Aécio se distingue do vale-tudo petista contra Marina. E o diálogo no Twitter;
Empregos – Criação de vagas até agosto é a pior da série histórica;
Marina: “PT colocou diretor para assaltar cofres da Petrobras”;
Colégio Andrews, do Rio, está de parabéns! Demitiu um pregador antissemita disfarçado de professor. É assim que se faz! Chega de escolas com partido!;
— Datafolha: cai a diferença entre Marina e Dilma no segundo turno, mas candidata do PSB resiste à artilharia;
— No Rio, dos males, o menor, ainda que na forma de um aumentativo; a enormidade estava no diminutivo;
— PT mantém as esperanças numa Minas ainda muito indecisa; no Paraná, onde uma estrela petista naufraga, o tucano Richa venceria no 1º turno;
— Marina lidera em 2 dos 3 estados com o maior número de eleitores;
— Datafolha também dá vitória a Alckmin no 1º turno; um poste venceria Padilha em SP;
— O PSDB, Marina, Dilma e a neobabaquice;
— 
“Ou vencemos ou seremos oposição”, diz Aécio sobre Marina;
— Contra os antediluvianos de iPad nas mãos;
— EXCLUSIVO – O que os vocalizadores de Marina — que hostilizou os bancos na terça — disseram ao Bank Of America na segunda. Ou: Um certo “Comitê de Busca dos Homens de Bem”;
— Dilma, Marina, a “guerra dos banqueiros” e a vergonha alheia. Ou: Cinismo e conversa mole

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 5:51

PT não fala mais em privatização da Petrobras porque privatizada ela já está: pelo PT, PMDB e PP. A mentira da hora diz respeito ao pré-sal

Em 2002, 2006 e 2010, o PT inventou que os tucanos haviam querido — e quereriam ainda — privatizar a Petrobras. Alguma evidência, algum documento, alguma fala oficial de governo, alguma proposta que apontasse para isso? Nada! Nem um miserável papel. A maior evidência de que dispunham era um estudo encomendado para mudar o nome da empresa para Petrobrax. Uma burrice? Sem dúvida! Privatização? É piada! Tratava-se apenas de uma mentira de cunho terrorista — já que o partido sabia que a população brasileira, na sua maioria, infelizmente, se oporia à ideia. Este nosso povo bom prefere uma estatal lotada de larápios, roubando dinheiro para si e para seus respectivos partidos, a uma empresa privada que funcione bem, sem assaltar o nosso bolso. O gosto de um povo costuma ser o seu destino.

Lembro, só para ilustrar, que, às vésperas do segundo turno da eleição de 2010, José Sérgio Gabrielli — um dos principais responsáveis pela compra desastrada da refinaria de Pasadena —, então presidente da estatal, concedeu uma entrevista à Folha em que afirmou que o governo FHC havia tomado medidas em favor da privatização. Não apresentou uma só evidência, é claro!, porque se tratava apenas de uma mentira. Privatizada, como vimos, de fato, a Petrobras já está, o que não é segredo para ninguém. As evidências que vêm à luz a cada dia ilustram o descalabro.

Pois bem! Neste 2014, falar que estão querendo privatizar a Petrobras não chega a ser uma coisa exatamente popular. A empresa está mais nas páginas de polícia do que nas de economia, não é mesmo? Privatizada, ela já está. Como vimos, boa parte de sua operação pertence a companheiros do PT, do PMDB e do PP. Uma gangue agia dentro da empresa, em conexão com outra que, segundo Paulo Roberto Costa, atuava do lado de fora. Fica difícil convocar a população para a guerra santa em defesa de um nome que, infelizmente, acabou tão manchado.

Como é que o PT vai fazer, então? O partido não sabe fazer campanha eleitoral sem transformar seus adversários em satãs. Os petistas não conseguem entender o jogo político senão pela eliminação do outro. Não lhes basta simplesmente vencê-lo. Sem encontrar, antes como agora, verdades fortes o bastante em favor de si mesmos, então recorrem a mentiras contra seus oponentes.

Assim é com essa história absurda de que, se eleita, Marina vai tirar R$ 1,3 trilhão — sim, os desmandos da turma já atingiram a casa dos bilhões, e as mentiras, dos trilhões — da educação em razão da não exploração do pré-sal. Esse é o terrorismo da vez. Moralistas como são, advertidos até internamente de que isso é forçar a barra, os chefões não se intimidaram. Como Dilma deu uma pequena reagida, e Marina, uma esmorecida, chegaram à conclusão de que esse é mesmo um bom caminho. Se eles não podem vencer com a verdade, indagam sem hesitação: “Por que não a mentira?”.

Nesta quinta, em entrevista à Rede TV, Dilma culpou Marina, quando ministra do Meio Ambiente, pela demora nas licenças ambientais para obras de infraestrutura. É mesmo? Eu posso criticar algumas questões que a então ministra levantou ao longo do tempo sobre esta ou aquela obras, Dilma não! Ora, se ela criava dificuldades tecnicamente injustificadas e artificiais, por que não foi posta, então, fora do governo? Por que não se fez, então, o devido debate público? É que Lula gostava — e precisava — da “simbologia Marina”.

No horário eleitoral gratuito, o PT demoniza empresários e banqueiros, apresentados como um bando de salafrários que se regozijam quando supostos inimigos do povo — sim, Marina é o alvo principal — aparecem combinando tramoias. É grotesco que, nestes dias, quando conhecemos a casa de horrores em que se transformou a Petrobras, o PT venha a público para atacar o setor privado.

Encerro com um dado: até há cinco dias, Dilma, a que aparece como a adversária de empresários cúpidos, havia arrecadado mais do que o dobro da soma de Aécio e Marina: R$ 123,3 milhões entre julho e agosto, contra R$ 42,3 milhões do tucano e R$ 19,5 milhões de Marina.

Essa é a cara deles. Essa é a moralidade deles.

Texto publicado originalmente às 4h25
Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 4:34

Minha coluna na Folha: “Dilma e Marina estão certas”

Leia trecho:
Na troca de farpas entre Dilma Rousseff e Marina Silva, quem está certa? As duas e ninguém. Cada uma aponta a principal fragilidade da outra para vender a sua imprestável bugiganga institucional. A petista não imagina outra forma de governar que não loteando a administração entre os partidos da base aliada. Aprendeu com Lula que é assim que se faz. O chefão do PT, por sua vez, diz ter aprendido tal prática com os inimigos que vieram antes dele. É uma caricatura de Napoleão, o porco de “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

Marina, com a suposta pureza de um “Bola de Neve”, o porco revolucionário do bem, percebeu que há nas ruas, “no que se refere” (como diria Dilma…) ao petismo, uma sensação de enfaro. Então decidiu sair por aí vituperando contra instituições da “velha política” e chama a algumas barbaridades de “nova política”. A última ideia espantosa é um tal “Comitê de Busca de Homens de Bem”, onde seriam pescados os evangelistas da boa-nova.

Se ela chegar ao “Comitê de Salvação Pública”, começarei a cuidar do meu pescoço.

Marina diz que o país não pode continuar nas mãos de Dilma e do que esta representa porque caminharia para a paralisia. E avalio que ela está certa. A presidente tem à sua disposição a maior burocracia do Ocidente, criada para não funcionar. Cada uma das forças políticas que a apoiam quer um lugar de poder para conter o adversário-aliado.

Dilma, por seu turno, sustenta que o modelo proposto por Marina pode ser uma usina de crises. E, convenham, não é preciso ser adivinho para chegar a essa conclusão. Em dois dias, os “vocalizadores” de Marina produziram algumas peças que poderiam entrar para a história nativa da infâmia política.
(…)
Leia a íntegra aqui

 

Por Reinaldo Azevedo

12/09/2014

às 4:31

Servidor que adulterou perfis de jornalistas é… petista e estava lotado no Palácio do Planalto

O servidor que mudou na Wikipédia os perfis dos jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Míriam Leitão estava mesmo lotado (e lotando…) no Palácio do Planalto e é filiado — quem vai ficar surpreso? — ao PT. A Casa Civil o identificou: trata-se de Luiz Alberto Marques Vieira Filho, que agora vai responder a processo administrativo. Segundo o ministério, ele admitiu ter feito o servicinho sujo. O rapaz tem 32 anos e é filiado à seção do partido de Ourinhos desde 1999.

Vieira Filho é concursado do Ministério da Fazenda e era chefe da assessoria parlamentar do Ministério do Planejamento. Em razão do cargo comissionado, recebe, brutos, R$ 22.065 por mês. Segundo a Casa Civil, ele já deixou o cargo de confiança. A depredação da biografia dos jornalistas foi perpetrada em maio de 2013, quando era assessor da Secretaria de Relações Institucionais, sob o comando, então, de Ideli Salvatti. Quem o nomeou, no entanto, foi o então ministro Luiz Sérgio, antecessor de Ideli.

Atentem para o sabor da coisa: um assessor de um ministério cuja tarefa é cuidar de “relações institucionais” protagoniza uma ação tão pouco… institucional.

Por que ninguém tem o direito de se surpreender? Porque existem os blogs sujos, por exemplo, financiados por estatais, cuja tarefa é manchar a reputação de políticos da oposição e da imprensa. A canalha integra a rede da guerrilha virtual. Um dos perfis falsos atacando a honra do tucano Aécio Neves era gerenciado por Nataly Galdino Diniz, que trabalhava na Prefeitura de Guarulhos, cidade administrada pelo PT.

Por que eles fazem isso? Ora, porque acham que podem. Porque é esse o ambiente que respiram. Porque são treinados para usar a máquina pública em favor do “partido”. Reitero que essas ações difamatórias não são muito distintas das presentes em sites e blogs governistas, onde se veem estampados logotipos de estatais.

Vamos ver. A Casa Civil tem 30 dias para concluir o inquérito administrativo, prorrogados por mais 30.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 21:44

Marina, Dilma e Aécio: crítica não é terrorismo; terrorismo não é crítica. Ou: “Esse cara sou eu”

Vamos botar um pouco de ordem no debate, né? Afirmar que Marina Silva, se eleita, vai cortar R$ 1,3 trilhão da educação, como faz o PT, é terrorismo vigarista. Qual é a lógica? “Ah, é que ela não vai explorar o pré-sal, e aí vai faltar o dinheiro que iria para a área.” É um discurso pilantra. Mais ainda: tentar associá-la ao fundamentalismo cristão, como fazem as milícias do sindicalismo gay petista, é, igualmente, má-fé. Mas alto lá!

Lembrar que dois presidentes se elegeram acima de partidos e conduziram o país à crise é só apreço pela história. “Ah, mas Marina é diferente de Collor e Jânio.” Eu sei, e estes, por sua vez, eram diferentes entre si. Em sentido mais geral, os homens são apenas iguais a si mesmos — e, ainda assim, tomados num corte sincrônico, não é? Diacronicamente falando, podem variar bastante. Vamos parar de “mi-mi-mi”! Marina tem de explicar suas contradições, a exemplo de qualquer outro.

Nesta quinta, Marina recorreu ao Twitter (ver post) para afirmar que Aécio faz uma desconstrução de sua figura pública que em nada fica a dever ao PT. Lamento! Mas é falso. Também no Twitter, o candidato do PSDB à Presidência lembrou que ele está a fazer crítica política. E se desafia aqui qualquer marinista convicto ou marineiro tático ou estratégico a apontar onde está a baixaria.

Olhem: considerando o que afirmou o neomarinista Walter Feldman nesta terça-feira em conversa com lojistas (ele previu o fim do PSDB se Marina vencer) e o que afirmara Beto Albuquerque numa reunião promovida por um banco na segunda (especulou que o baixo clero seria atraído pela peessebista em caso de vitória), até que a reação de seus adversários, nesse particular, foi modesta. Então um grupo político sustenta que vai fazer as reformas política, eleitoral, tributária, fiscal e administrativa apostando na dissolução de partidos? Tenham paciência!

Quem me conhece sabe que sempre estou ou de um lado ou de outro do muro; em cima, nunca! Desta feita, talvez eu tenha descoberto meu lado quântico, né? Torço pela derrota de Dilma por tudo o que essa gente representa de incompetência, de truculência e de falsificação da história, mas o que sei me impede de torcer pela vitória de Marina. A menos que ela conserte esse discurso que considero meio aloprado. Não posso fingir o que nem penso nem sinto. Se não for para ser absolutamente honesto com os leitores, pra que fazer este blog?

Nesta quinta, na entrevista que concedeu ao Globo, Marina afirmou: “O que ameaça o pré-sal é o que está sendo feito com a Petrobras. [...] Como as pessoas vão confiar em um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da empresa?”. É duro? É duro! Mas o ataque faz todo o sentido. E, com efeito, à diferença do terrorismo petista, sua afirmação está baseada em fatos.

Dilma decidiu responder: “Eu considero que a candidata Marina tem de parar de usar suas conveniências pessoais para fazer declaração. Ela ficou 27 anos no PT. Todos os seus mandatos, ela obteve graças ao Partido dos Trabalhadores. Dos 12 anos aos quais ela se refere, em oito ela esteve no governo ou na bancada no Senado Federal. Não é possível que as pessoas têm (sic) posições que não honrem sua trajetória política e se escondem (sic) atrás de falas que não medem o sentido dos seus próprios atos durante a vida”.

Parte da resposta faz sentido e é questão pública e inquestionável. De fato, em SETE (não oito) desses 12 anos, Marina foi beneficiária do condomínio de poder liderado pelo PT. E Dilma não comete maldade nenhuma ao lembrar disso. Mas se comporta como uma autêntica “companheira” quando, em seguida, sugere que, em razão da condição partidária, mesmo que pregressa, Marina deveria se calar sobre a lambança. Criticar a roubalheira da Petrobras, presidente, não é mudar de lado, mas assumir o lado certo do debate. O outro, afinal, é o dos ladrões.

“E você, Reinaldo? Qual é o seu papel?” Como jornalista, é analisar o processo político com as paixões intelectuais que tenho — e eu as tenho. Mas sem paixões partidárias. Segundo o meu ponto de vista, ainda espero razões para votar em Marina. Só o fato de ela não ser do PT não me basta.

“Esse cara sou eu”, como disse aquele.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 20:10

Matarazzo recorre a dois órgãos de defesa do Patrimônio contra o “ciclofaixismo” de Haddad, que agora ameaça a Avenida Paulista

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, tornou-se o “faixista da bicicleta”, o “ciclomaníaco maluco”. Espalha suas ciclovias cidade afora sem se importar com o que acontece com motoristas e pedestres. Houvesse uma real demanda por bicicleta, vá lá… Mas não há. É que o alcaide botou na cabeça que o seu papel é educar a cidade nem que seja na porrada.

As faixas vermelho-PT — a cor internacional das ciclovias é mais escura — se espalham cidade afora, como veias expostas da incompetência e da ideia fixa. Não é de espantar a alta rejeição de que goza o digníssimo na cidade. Não surpreende que seu candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha, embora não tenha conseguido ainda dois dígitos nas intenções de voto, seja rejeitado por 36% do eleitorado, segundo o Datafolha.

Haddad resolveu agora criar uma ciclofaixa no canteiro central da Avenida Paulista, que é hoje, por razões óbvias, um importante ponto de apoio para os pedestres.

O vereador Andrea Matarazzo, do PSDB, já protocolou pedidos de análise do projeto no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) e no Conpresp (Conselho do Patrimônio Municipal). Obras no entorno de prédios tombados, casos do Masp e do Conjunto Nacional, requerem a aprovação desses órgãos. Mais: o projeto da Prefeitura é alargar o canteiro central para quatro metros (hoje são 3,5 m) para poder instalar as faixas, o que implicará a remoção de relógios, plantas, postes etc.

Matarazzo tratou do assunto nesta quarta. Demonstrou, com fotos, o que todos vemos e sabemos:
1: as ciclovias de Haddad atropelam faixas de pedestres;

2: as ciclovias de Haddad atropelam espaços destinados a ônibus;
3: as ciclovias de Haddad são ocupadas por motoqueiros — estes, sim, realizando um trabalho vital para a economia da cidade;
4: as ciclovias de Haddad são ocupadas por pedestres;
5: as ciclovias de Haddad estão virando depósito de lixo;
6: as ciclovias de Haddad não respeitam áreas de acessibilidade;
6: as ciclovias de Haddad têm de tudo, menos bicicletas.

Assistam ao pronunciamento do vereador. Volto em seguida.

A exemplo de todo maluco autoritário, Haddad tem a convicção de que a história o absolverá. É o que pensavam sobre si mesmos alguns notórios facínoras.

E que se note: havendo o espaço e o planejamento necessários, ninguém é contra ciclovias. O que não faz sentido é transformar a vida da cidade num inferno pior do que já é em nome de um futuro que está apenas na cabeça de um lunático. O que não faz sentido é improvisar uma saída para a mobilidade apenas para deixar uma marca — no caso, a marca do autoritarismo, da arrogância e da alienação da realidade.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 17:57

Aécio se distingue do vale-tudo petista contra Marina. E o diálogo no Twitter

O candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, procurou se distinguir, nesta quinta, dos ataques que o PT promove à candidatura de Marina Silva, do PSB. Segundo o tucano, ele faz a crítica política a Marina, coisa distinta do que promove o PT, que avança no terreno pessoal e apela ao discurso terrorista. “Acho absolutamente inaceitável o tipo de acusação que ela [Marina] recebe hoje da presidente Dilma. Não entro nesse campo. Entro no campo político. Não entro no vale tudo para ganhar a eleição.”

Os perfis de Marina e Aécio no Twitter trocaram mensagens ao longo do dia — ou farpas, ainda que bastante civilizadas quando se tem em mente o jogo rasteiro a que se dedica o PT. No perfil da candidata do PSB, lê-se: “O Aécio agora está fazendo o mesmo trabalho de desconstrução que o PT faz sobre mim. Com os mesmos argumentos usados contra Lula”.

A página de Aécio respondeu: “Marina, na verdade, estou fazendo o debate político, fundamental para a democracia. Não desconstruindo a sua imagem”. Leia outros.

tuítes reinaldo

Retomo
Aécio faz bem ao se distinguir do terrorismo petista, e Marina faz mal ao reclamar do tucano. Ela que aponte, então, qual acusação do presidenciável do PSDB resvalou no campo pessoal. Lembrar a sua trajetória e eventuais incoerências é uma obrigação. Ainda voltarei ao assunto.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 17:39

TERRORISMO – PT, agora, diz que Marina vai tirar R$ 1,3 trilhão da educação

Na VEJA.com:
A artilharia de campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) contra Marina Silva, postulante do PSB ao Planalto, segue pesada: depois de veicular peça eleitoral em que afirma que a proposta de autonomia do Banco Central coloca nas mãos de banqueiros decisões do povo brasileiro, o PT agora diz que, se eleita, a adversária vai tirar 1,3 trilhão de reais da educação. O site da petista publicou nesta quinta-feira um vídeo de trinta segundos em que afirma que as propostas de Marina representam a “extinção do pré-sal”. No auge dos ataques à adversária, Dilma oscilou positivamente um ponto em pesquisa Datafolha, enquanto Marina perdeu um – o que faz o PT decidir por seguir com a pancadaria. A nova peça eleitoral petista explora o posicionamento da adversária sobre a exploração do pré-sal – item que recebeu apenas leve menção no programa de governo do PSB – e insinua que os investimentos em saúde e educação com dinheiro das reservas estariam ameaçados.

Com iluminação difusa e trilha sonora soturna, o locutor questiona: “Marina tem dito que, se eleita, vai reduzir a prioridade do pré-sal. Parece algo distante da vida da gente, né? Parece, mas não é”. Nas imagens, um grupo de homens simula uma reunião de negócios e manipula torres de exploração de petróleo. Na sequência, a peça mostra uma mulher ensinando crianças. À medida que o locutor narra o que alega ser propostas de Marina, os conteúdos dos livros desaparecem e crianças ficam cabisbaixas. No vídeo, o locutor diz que, ao reduzir a prioridade do pré-sal, a educação e a saúde poderiam perder 1,3 trilhão de reais e “milhões de empregos estariam ameaçados em todo o país”. “É isso que você quer para o futuro do Brasil?”, questiona o narrador.

Marina afirmou na quarta-feira que os sucessivos ataques que os petistas vêm fazendo contra sua campanha são mentiras e que iria acionar os advogados do PSB para entrar com uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 16:06

Empregos – Criação de vagas até agosto é a pior da série histórica

Na VEJA.com:
O Brasil abriu 101.425 vagas formais de trabalho em agosto, pior resultado para esse mês desde 2012, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira. Em julho, haviam sido criados 11.796 postos com carteira assinada, nos dados sem ajuste sazaonal. O saldo do mês passado é resultado de 1.748.818 admissões e de 1.647.393 demissões.

No acumulado do ano até agosto, foram criadas 751.466 vagas na série com ajuste, queda de 31,6% frente ao mesmo período do ano passado, quando houve a criação de 1,09 milhão de vagas. Na série sem ajuste, a queda é de 20,5%. Trata-se do pior resultado para os oito primeiros meses do ano, pelo menos, desde 2002, que é o dado mais antigo disponível na série histórica do Ministério do Trabalho. Naquele ano, foram criadas 1 milhão de vagas no mesmo período.

Divulgação estratégica
Neste mês, a divulgação dos dados de emprego ocorreu mais cedo, no 11º dia do mês. Pelo menos nos últimos 12 meses, em nenhuma ocasião o resultado do Caged foi divulgado antes do dia 16. Em agosto, a divulgação dos dados de julho ocorreu no dia 21. Em setembro do ano passado, o resultado do mês de agosto de 2013 foi publicado no dia 20.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, negou que a antecipação da divulgação tenha ligação com as eleições, num intento do governo de distanciar ao máximo o anúncio do dado do dia 5 de outubro. “Divulgamos antes porque os funcionários se tornaram mais eficientes”, disse, ao lado da equipe responsável pelo processamento dos dados.

“Os números do emprego formal contrariam visões pessimistas de recessão. A economia brasileira não está em recessão. Está em recuperação. Essa campanha de que o Brasil está em recessão, quebrado, causa certa preocupação em setores da população, que querem ver como se desenvolve isso aí. Apesar disso tudo, o Brasil ainda gera 100 mil novos empregos”, declarou o ministro.

Setores
O setor de serviços liderou a criação de empregos formais nos oito primeiros meses deste ano, com 491.910 vagas, enquanto a indústria de transformação foi responsável pela contratação de 28.159 trabalhadores com carteira assinada no mesmo período. De janeiro a agosto do ano passado, a indústria abriu 216.023 vagas.

A construção civil, por sua vez, registrou a abertura 86.767 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a agosto deste ano, contra 168.754 vagas no mesmo período de 2013. Já o setor agrícola gerou 115.692 empregos nos oito primeiros meses deste ano, contra a abertura de 134.169 vagas no mesmo período de 2013.

O único a acumular saldo negativo, ou seja, fechar vagas, é o comércio. Foram fechadas 6.405 vagas formais de janeiro a agosto deste ano, contra 61.917 vagas abertas nos oito primeiros meses de 2013.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 16:02

Marina: “PT colocou diretor para assaltar cofres da Petrobras”

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
Alvo principal dos ataques da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), a presidenciável do PSB, Marina Silva, deu sequência nesta quinta-feira ao fogo cruzado com a rival. Em referência ao megaescândalo de corrupção na Petrobras – detalhado à Polícia Federal por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal -, afirmou: “Os partidos perderam o vínculo com a sociedade. Não consigo imaginar que as pessoas possam confiar em um partido que coloca por doze anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras. É isso que estão reivindicando? Que eu faça do mesmo jeito? Espero que pessoas virtuosas possam renovar seus partidos para que voltem a se interessar pelo que de fato são as demandas das pessoas. Hoje criamos uma anomalia no Brasil que é a classe politica”. Marina participou nesta quinta de sabatina promovida pelo jornal O Globo. A declaração se deu quando ela foi questionada sobre como governar com as “melhores pessoas”, sem negociar com partidos.

A presidenciável afirmou que os ataques petistas e as insinuações de que pretende desacelerar os investimentos na exploração de petróleo da camada de pré-sal, um tema caro ao Estado do Rio de Janeiro, são uma “cortina de fumaça” para encobrir a revelação dos desmandos na Petrobras. “Vamos explorar recursos do pré-sal e utilizar o dinheiro para investir de fato em saúde e educação. É preciso entender que o que está ameaçando o pré-sal é exatamente o que está sendo feito com a Petrobras. Existe uma cortina de fumaça lançada para desviar o debate. O Brasil tem de entender que a exploração de riquezas naturais é uma safra que só dá uma vez e que precisa ser bem utilizada e não drenada pela corrupção, como a gente vê dentro da Petrobras”, afirmou.

Marina voltou a se dizer vítima de boatos espalhados pelo PT e PSDB. “É um batalhão de Golias contra David, em artilharia pesada de dois partidos que se uniram temporariamente para fazer artilharia pesada. Cada um espalhando boatos”, afirmou.

A presidenciável respondeu genericamente a diversas perguntas, especialmente ao questionamento sobre a verdadeira história da contratação e propriedade da aeronave que caiu no mês passado, matando o então cabeça de chapa Eduardo Campos. A Polícia Federal investiga possível crime eleitoral no uso do jato e apura quem era o verdadeiro dono da aeronave. Há suspeitas de que a aquisição tenha sido feita por intermédio de laranjas. “Não temos como esclarecer o que é responsabilidade dos empresários. Eduardo buscou o serviço, fez pagamento na forma legal e as investigações estão sendo feitas”, afirmou.

Ela também defendeu Campos contra a acusação, feita pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, de que ele estaria envolvido no balcão de negócios instalado na Petrobras. “Doa a quem doer. Nós queremos a verdade, porque a simples citação não é suficiente. Vi Eduardo ligando para o secretário do seu partido, pedindo para senadores assinarem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Sou testemunha disso. Ele queria CPI (para investigar a Petrobras)”, afirmou.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 15:41

Colégio Andrews, do Rio, está de parabéns! Demitiu um pregador antissemita disfarçado de professor. É assim que se faz! Chega de escolas com partido!

O colégio Andrews é um dos mais tradicionais — no melhor sentido da palavra (existirá um ruim?) do Rio de Janeiro. Está com a família Flexa Ribeiro há 100 anos, desde a sua fundação. Nesta quarta, o inacreditável aconteceu. Um professor de geografia (!) do oitavo ano — a antiga sétima série, e isso quer dizer que estamos falando de alunos de 13 anos! — aplicou uma prova em que se podia ler esta questão:

PROVA COLÉGIO ANDREWS

 

Vemos, como vocês podem notar, o desenho de um soldado nazista humilhando um judeu. Ao lado, um soldado israelense humilha um palestino. Bastava a imagem para constatar que, para o professor, as duas situações são equivalentes — o que já é de uma notável delinquência intelectual. Observem: isso não é matéria de opinião, mas matéria de fato. Comparar os territórios palestinos a campos de concentração é coisa de vagabundos morais. Não consta, para ser raso, que os judeus tivessem mísseis à sua disposição em Auschwitz ou em Treblinka.

O “mestre”, no entanto, achou que o desenho não era suficiente e, para não deixar a menor dúvida sobre o que pretendia, escreveu em letras garrafais: “Chegaram invadindo, tomando terras, assassinando… Quem será pior? Nazistas ou judeus”. Destaque-se que o senhor professor não tomou nem mesmo cuidado de escrever “israelenses”, que é uma nacionalidade. Ele escolheu a palavra “judeus”, que é uma etnia, equiparando-os a nazistas — que é uma escolha política —, que tinham como pressuposto o extermínio de… judeus.

Trata-se de uma assertiva obviamente criminosa, do mais escancarado antissemitismo. Talvez ele próprio não se dê conta do crime porque o ataque ao Estado de Israel é apenas uma das expressões do esquerdismo mais rasteiro. Boa parte dos idiotas que repetem ladainhas contra o país nem sabe do que fala.

O professor não quer, é evidente, que o aluno expresse “uma” opinião, mas que dê a “sua” — do professor! — opinião. Vejam a questão: “Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler. Atualmente, um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo de viver em assentamentos controlados por Israel.
a) explique o que é sionismo e a diáspora;
b) que povo mais sofre os impactos da ação de Israel?
c) qual a importância do território no conflito entre judeus e esse povo que mais sofre os impactos acima?”

Imagino o que esse sujeito andou a dizer a estudantes de 13 anos! Pra começo de conversa, os “assentamentos” não são controlados por Israel. Isso é só mais uma mentira escandalosa. Os judeus não foram apenas “perseguidos” — empreendeu-se uma ação de extermínio de um povo. O estúpido deve ignorar que a organização que mais matou palestinos até hoje foi o Exército da… Jordânia, que é árabe, no chamado “Setembro Negro”. Yasser Arafat chegou a falar em 20 mil mortos. Dá-se de barato que foram pelo menos 10 mil.

Os parabéns
Falei há pouco com Pedro Flexa Ribeiro, diretor-geral do Andrews. Ele me informa que o professor foi demitido nesta manhã. E eu parabenizo a escola não porque tenha demitido um professor favorável aos palestinos e crítico de Israel, mas porque ele não ministrava aulas. Fazia é proselitismo mixuruca, criminoso.

Pedro Flexa Ribeiro é inequívoco: “Trata-se de um episódio lamentável! A gente não se reconhece nisso. É indefensável, insustentável! A questão, de saída, foi anulada, e estamos estudando a possibilidade de anular toda a prova”. No site da escola há um pedido formal de desculpas.

É assim que se faz! Escola não é partido político. Escola não é grupo de militância. Escola não é lugar para proselitismo ideológico. Escola não é seita.

Não sei o nome do professor e, confesso, nem procurei saber para ficar mais à vontade para escrever. Não seria difícil chegar a esse gigante. O que me interessa não é personalizar o debate e tentar provar que ele está errado. O ponto é outro.

Chegou a hora de dar um basta a essa partidarização das chamadas disciplinas da área de “humanas”. Livros didáticos, não raro, são mais boçais do que panfletos de partidos. Não duvido que, fôssemos chegar ao fundo das vinculações ideológicas desses monstros intelectuais, chegaríamos àqueles que acham que uma boa forma de manifestar o seu ponto de vista é sair quebrando tudo por aí.

Há uma enorme diferença entre formar alunos críticos, preparados para entender a complexidade do mundo, e querer transformá-los em militantes políticos. Muitos jovens leem este blog — eles comparecem às muitas dezenas aos lançamentos dos meus livros. Deixo aqui um recado, quase uma convocação: não aceitem passivamente a partidarização das aulas. Professor que se confunde com pregador é, de fato, um vigarista.

A prova, reitero, foi aplicada a alunos de 13 anos. Um deles fotografou a indignidade e, felizmente, o debate saiu dos muros do colégio. Ele é de interesse geral. Que as direções das outras escolas tenham a clareza e a coragem demonstrada pelo comando do Andrews nesse caso. E noto, para arremate dos males, que esses emissários da extrema esquerda — é o que são — disfarçados de professores de história e geografia quase nunca escolhem dar aula em escolas públicas. Buscam os melhores colégios particulares para que possam pregar luta de classes ou antissemitismo, mas com o salário de um bom burguês.

Pedro Flexa Ribeiro dignificou a sua função. O lugar desse professor é a rua. E o lugar de sua questão é a lata de lixo moral.

Por Reinaldo Azevedo

11/09/2014

às 2:56

LEIAM ABAIXO

Por Reinaldo Azevedo
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados