Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

27/01/2012

às 19:55

Quanto mais faltam evidências do “massacre”, mais os esquerdistas se assanham e denunciam o que não aconteceu. É a disputa eleitoral!

Sim, meus caros, eu vou falar de outros assuntos, sim! Dou especial atenção a essa história do Pinheirinho porque é preciso ficar caracterizado que a reação é tão maior quanto mais faltam evidências da tal “operação de guerra” ou do tal “banho de sangue”.

O governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Polícia Militar, executou uma ação de reintegração de posse. Os proxenetas e cafetões da pobreza enganaram os moradores do Pinheirinho, mantendo-os desinformados sobre o status legal da questão. Nem governo do estado nem polícia tinham alternativa. Ou melhor, tinham: a alternativa ao cumprimento da lei e à determinação do Judiciário é a anarquia, é a bagunça. Se e quando ela se instalar, será contra os pobres, já que os mais fortes sempre têm como se defender.

É lamentável em si? É, sim! Todos deveriam ter casa etc. e tal? Claro! Essa é uma das tarefas em que está empenhada a sociedade brasileira. Eu, aliás, acho que todos deveriam ser felizes e belos. Mas haverá um tempo até que se zere o déficit habitacional brasileiro. Espero que seja num prazo mais curto do que o andamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”. No atual ritmo, Dilma entregará os três milhões de casas prometidos (por Lula e por ela) só daqui a 22 anos. Até lá, haverá outros milhões.

Consolidou-se no Brasil a máxima de que o Estado tem de dar casa a quem não tem casa. Seria uma obrigação. Acho discutível, mas não vou… discutir agora. Da noite para o dia, como sabem os petistas, elas não saem do chão. Enquanto não saem, as leis não podem ser jogadas no lixo — incluindo as determinações judiciais —  porque há pessoas sem casa. Se formos declarar a falência do aparato legal até que não se resolvam todas as injustiças sociais, chegaremos ao estado da natureza. E, aí sim, não se terá jamais o Reino da Justiça na Terra, não é mesmo?

Ausência de evidências
- Onde estão os mortos do Pinheirinho?
- Onde estão as centenas de feridos do Pinheirinho?
- Onde estão os mutilados do Pinheirinho?

Não existe nada disso! Desocupação, quando há resistência — e houve! — sempre comporta uma dose de força bruta? Sim! Até na Suíça. Se há casos isolados de exagero, que sejam punidos, para que os entes que detêm o uso legítimo da força se disciplinem. Mas daí a sugerir que houve um “massacre do Pinheirinho”, ou “barbárie”, como disse Dilma Rousseff… Tenham paciência!  Seis mil pessoas deixaram o terreno. Foi, sim, uma ação gigantesca. E, ao contrário do que dizem, não há mortos nem uma legião de feridos. Um homem levou um tiro. Não foi da PM, que atuava sem arma letal. É preciso chegar ao responsável.

Os exploradores do sofrimento alheio, agarrados a uma pauta político-partidária, tentam criar a ilusão do massacre. São experientes em urdir farsas históricas. Não é de hoje que se dedicam a essa tarefa.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 18:57

Leitor cria o “Funk da Urbanista”

Leitor faz o “Funk da urbanista”

O leitor “Tomaz” decidiu que é hora de, vamos dizer, apelar aos ritmos influentes. E Criou o “Funk da Urbanista”. Reproduzo um trecho.

Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!

Esse é o funk da urbanista
que é cria da Erundina.
Observa para ONU
pra passar por gente fina.
Tem carteira do PT,
está zombando de Você,
com aquele conversê
de quem já entrou no clima.
É pobreza indigente
que alegra essa gente
que é ave de rapina.

Não para, não para, não para…
Ela está absurdada! Chôõô… urubu malandro!

(…)
A urbanista estabanada,
não contava que o destino
também tem o outro lado
que não gosta de cretinos.
E quando pegou a onda
levou um caixote de banda
que quase a fez afogar.
Era o Rei das águas limpas
que deu a ripada distinta
pra urbanista acordar.

Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!

Foi desfeita a mentira
da tal representação.
Quem escolhe a petralhagem
nunca teve isenção.
Pode enganar os trouxas
mais vai ter de calar a boca
porque mente com paixão.

Não para, não para, não para…
Ela eta absurdada.

Se eu fosse a Polícia
não poupava o cabeção.
Metia um processo nela
pra estancar a exploração.
Foi ordem judicial
cumprida pro bem da moral,
e está escrito na lei.
O resto já é sabido
a quadrilha de bandidos
não quer perder outra vez.

Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 18:45

Quem juntou Alckmin, Lula e Lugo na mesma foto?

É uma coisinha de nada, sem importância, mas, como vocês estavam curiosos, fui saber do que se tratava. Eu hoje estou repórter demais da conta, sô!!! E eu gosto mesmo é de opinar!!!

Fui saber e soube. O governador Geraldo Alckmin visitou Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, no hospital Sírio-Libanês. Circula por aí a versão de que o governador pediu o encontro, que teria durado só 20 minutos. “Encontro solicitado de 20 minutos?” Será??? Será que Alckmin só queria alguma dica de leitura???

O tucano não pediu encontro nenhum! Na verdade, quem tem feito essas confraternizações com Lula é Roberto Kalil, o cardiologista dos poderosos. Não estou tratando o doutor com ironia, não! Ele, de fato, é hoje o preferido de alguns pesos pesados da política, do empresariado e  do meio artístico. Se tantos confiam nele há tanto tempo, há certamente muito mérito nisso.

É o tipo de convite que não se recusa, ainda que seja apenas para dizer “olá”. Sem contar que Lula sempre pode atualizar a nossa lista de livros. O Apedeuta, no entanto, é hoje, sozinho, uma espécie de “empresa de comunicação e de valores ideológicos. Não por acaso, vejam lá, o seu fotógrafo oficial está sempre preparado para divulgar as imagens.

Assistimos já à quimioterapia mais politicamente documentada do mundo. Agora chegou a vez da radioterapia. O convite foi de Kalil, que gosta de juntar seus pacientes, ainda que não pertençam à mesma igreja ideológica. Ocorre que todos levam muita fé em Kalil. Não há nada de mal nisso. Daí a supor algum outro alinhamento, vai uma grande distância. Eu também faço quase tudo o que meus médicos pedem…

Algum outro alinhamento além desse? No próximo post, volto ao assunto.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 18:30

Agência Brasil, sustentada com nosso dinheiro, segue fazendo jornalismo bolivariano com o Pinheirinho

 

A Agência Brasil segue firme em seu jornalismo bolivariano. Está fora do controle até para os padrões petistas. Agora, dá em destaque na homepage a ação da petista Raquel Rolnik, a tal “relatora” que não é a ONU. Até aí…

Foi a Agência Brasil que primeiro veiculou a falsa comunicação de mortos no Pinheirinho. Fez duas reportagens inacreditáveis a respeito, que desrespeitam os padrões mínimos do jornalismo.

As supostas pessoas mortas foram encontradas. Eu até entrevistei uma delas. A Agência Brasil mantém em sua homepage o destaque para a “companheira” Rolnik e omite OS VIVOS de seus eventuais leitores.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 18:16

Nós e eles

“Eles” não cansam de mentir sobre seus adversários, e nós não nos cansamos de dizer a verdade sobre eles.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 17:51

Entrevisto Gilmara Costa Espírito Santo. Os canalhas diziam que ela, o marido e o filho tinham sido assassinados. Felizmente, estão todos bem!

Acabo de falar com Gilmara Costa Espírito Santo. Ela, o marido e o filho eram dados por algumas ONGs e por militantes do caos como “mortos” na desocupação do Pinheirinho. Não, ela não está feliz! Afirma que foram pegos de surpresa pela desocupação —  tinham sido levados a acreditar, tudo indica, que a operação não aconteceria. Estou tentando um modo de reproduzir a gravação da nossa conversa. Transcrevo dois trechos:

Eu - A senhora foi vítima de alguma violência física, a senhora, seu filho ou seu marido?
Gilmara -
Não, eu não sofri nada, não! Graças a Deus, não! O policial até que foi muito educado. Estava com muita pressa, mas foi educado até.

Outro trecho
Eu - E quem cuidava do Pinheirinho? Quem organizava? Tinha um grupo, um administrador, alguma coisa, que cuidava ali da área?
Gilmara -
Tinha o coordenador Marrom.
Reinaldo - Era o Marrom quem cuidava?
Gilmara - Marrom e o advogado Toninho.

Marrom é o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Tanto ele como a entidade são ligados ao PSTU.

Gilmara já está morando numa outra casa e diz aguardar que a Prefeitura de São José dos Campos lhe dê uma moradia. A Prefeitura está cadastrando todos os moradores do Pinheirinho. Perguntei se ela já tinha feito isso. Disse que ainda não.

Que imprensa é essa?
Jornalistas podem dar a opinião que lhes der na telha. Eu opino muito! É, na verdade, a matéria-prima principal deste blog — depois da lógica. Qualquer que seja a opinião, no entanto, um jornalista não pode mentir nem dar curso a mentiras contadas por pessoas interessadas numa causa.

Acho a profissão de repórter nobilíssima. Mas não gosto de exercê-la. Prefiro investigar idéias, valores, ideologias, pensamentos, essas coisas. Foi assim que esse blog se tornou — lamento pelos inimigos — o mais lido de sua área.

De vez em quando, no entanto, tenho de ir para a reportagem. Como disse para Nelson Breve naquela conversa de 20 anos passados, “eu me interesso pela notícia, não por aquilo que grupos de pressão dizem ser notícia”.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 17:02

ALÔ, GOVERNADOR ALCKMIN, TIRE A PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO SONO ETERNO

Alô, governador Geraldo Alckmin!

Tire a Procuradoria Geral do Estado do sono eterno e exija que ela processe todos esses que acusam a PM de homicídio e ocultação de cadáver. Isso é crime. Aliás, trata-se de uma penca de crimes.

Haver ou não mortos e ocultar ou não cadáveres não são meras questões de opinião. Acusar alguém ou um ente do estado de tais crimes nada tem a ver com liberdade de expressão.

Há acusadores com nome e endereço, como o tal advogado Aristeu e Helena Silvestre, do Movimento dos Sem Teto, aquela que concedeu a entrevista à TV de Hugo Chávez, num espanhol muito bem treinado na militância. Fiquei curioso para saber de onde deriva aquela fluência. E há páginas da Internet organizadas com esse propósito. É possível chegar aos responsáveis.

Numa democracia, todos são livres para dizer o que lhes der na telha, sem censura prévia. E todos são igualmente livres para arcar com as conseqüências legais por aquilo que dizem

Essa campanha, governador, está apenas no começo. Esses são os primeiros rounds. Se a Procuradoria Geral do Estado não acionar o estado democrático e de direito contra essas práticas criminosas, os criminosos se assanham e avançam ainda mais. Veja o absurdo a que chegamos: a Polícia Militar está sendo obrigada a provar QUE NÃO FEZ!!!

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 16:44

Veja onde estão os “mortos” do Pinheirinho, que estão vivos. Ou: Canalha esquerdopata institui a “prova negativa”, coisa típica das tiranias que eles admiram

Se você tem adversários pessoais ou políticos e quer acusá-los de assassinato e ocultação de cadáver, pode fazer a lista de nomes e mandar para o Portal Terra. Eles lá publicam a acusação mesmo sem haver a menor evidência. Quer dizer, não sei… Só se for coisa contra os petistas, acho que não… Publico em vermelho trechos de uma reportagem desse Portal. Volto em seguida:
*
As ONGs Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e Justiça Global divulgaram na tarde desta quinta-feira os nomes de cinco pessoas supostamente desaparecidas durante a reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. De acordo com as organizações, um menino de 8 anos, um idoso e uma família de três pessoas teriam desaparecido. O comandante da Polícia Militar no Estado afirmou considerar “muito difícil” o sumiço de pessoas na ação.
(…)

O menino desaparecido seria Matheus da Silva, que de acordo com o relato de moradores entrou em estado de choque quando a PM invadiu a área. Sua família relatou que policiais teriam levado o menor para atendimento médico e, desde então, não se saberia mais notícias do garoto. Pedro Ivo Teles dos Santos, 75 anos, teria sido espancado pela PM e levado para um posto de saúde. Quem relatou foi a ex-mulher de Pedro Ivo, que desde então não tem qualquer informação sobre ele.

A família que teria desaparecido seria composta por Gilmara Costa do Espírito Santo, seu marido identificado apenas como “Beto” e o filho, Lucas. O advogado dos despejados diz que a busca vai abranger um raio de 100 km da ação policial. “Vamos solicitar registros de ocorrências em todas as cidades num raio de 100 km de distância de São José dos Campos. Se essas pessoas não aparecerem num prazo de 48 horas, vamos exigir que as autoridades sejam responsabilizadas”, disse Aristeu Pinto Neto.

Volto com a verdade
1) O Menino Matheus da Silva - Está internado no Hospital Municipal de São José dos Campos. Teve uma crise de apendicite e foi operado no dia 26 de janeiro.

2) Gilmara Costa do Espírito Santos, marido e filho -
A família está hospedada, sã e salva, em casa de parentes, no bairro Satélite.

3) Pedro Ivo Teles dos Santos - Ainda não foi localizado, mas a Prefeitura e Polícia têm em mãos uma entrevista concedida por ele ao jornal “O Vale” depois da desocupação do Pinheirinho. Como morto não fala… O texto está aqui. NESSE CASO, FAÇO UM ALERTA À SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA!

Um dia antes da operação do Pinheirinho, Pedro Ivo fez um BO acusando a perda de documentos. Como os facinorosos estão doidos para arranjar um cadáver e como a tramóia foi desmoralizada, nada impede que dêem o jeito de arrumar um suposto “Pedro Ivo” morto.

De novo, Aristeu
Vejam lá o último nome em destaque no texto do Terra. É o tal Aristeu, o advogado do Movimento dos Sem Teto que denunciou as mortes à Agência Brasil, o que rendeu reportagem. Como se vê, ele não muda de tática. Viram? Se as pessoas não aparecessem em 48 horas, ele anunciava: “Vamos exigir que as autoridades sejam responsabilizadas”.

Nas democracias, só existem “provas positivas”, nunca “provas negativas”, o que é típico das tiranias. Se eu digo que o Fulano é ladrão, tenho de exibir a prova positiva de que é ladrão. Ele, obviamente, não pode ser obrigado a provar que não é.

A tanto os meliantes morais obrigaram a Prefeitura de São José dos Campos e a Polícia: a provar que NÃO FIZERAM. Por esse método, vejam que espetáculo, eles podem apresentar uma lista infinda de nomes, e as autoridades que corram atrás. Atenção! SE UMA PESSOA NÃO APARECER PORQUE VIAJOU OU SEI LÁ O QUÊ, ENTÃO ELES CHAMARÃO ISSO DE PROVA!!! Vale dizer: a prova de que existe um morto é não existir o morto.

Diz a minha fonte em São José que duas outras pessoas também dadas como “mortas” — não estão na lista do Terra — foram igualmente encontradas. Não se esqueçam: isso começou quando a Agência Brasil, do governo federal e sustentada por todos os brasileiros (de todos os estados, de todos os partidos, além dos sem-partido), conferiu credibilidade a mentirosos delirantes.

Mais uma vez, evidencia-se uma tese antiga deste escriba: um esquerdista, mesmo diante da prova de culpa, será sempre inocente; um não-esquerdista, mesmo se inocente, terá de provar que não é culpado. Essa é a democracia deles!

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 16:03

SURREALISMO! Prefeitura de São José dos Campos e PM acham todos “os mortos” do Pinheirinho. Estão vivos, é claro!, e passam bem!

A canalha não desistiu e ficou insistindo que havia “mortos” no Pinheirinho. Ainda agora há vagabundos e vagabundas sustentando essa mentira! Fizeram até a lista dos nomes! Todas as pessoas foram encontradas e passam bem!

Conto a história em detalhes daqui a pouco! O que está em curso é inédito na história das democracias. É a máquina petista de difamação agindo em conluio com o subjornalismo.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 15:26

Alckmin faz a coisa certa e decide demitir dirigente regional da CDHU por declarações infelizes

Algumas casas — 12 delas — entregues pela CDHU em Ribeirão Preto apresentam problemas, como vazamento na pia, fissuras e portas e janelas que não fecham. Milton Vieira de Souza, já um ex-dirigente regional da empresa do estado a esta altura, ouvido pela Folha, falou besteira. Atribuiu os defeitos ao mau uso do imóvel em razão do “nível de educação” do “pessoal que veio da favela”. Ele acha que é preciso fazer um “trabalho social” para que os ex-favelados passem a morar em casas. Então tá!

Alckmin convidou Souza a se demitir — e fez muito bem! Não que o “pessoal que veio da favela” não deva mesmo passar por um treinamento para morar em casas, numa espécie de condomínio, com a delimitação clara dos limites de propriedade de cada um e o respeito à coletividade. Como sabe Raquel Rolnik, aquela petista que não é a ONU, uma das características da favela é ser, vamos dizer, um ajuntamento de individualidades. Cada um, do ponto de vista urbanístico, é criativo à sua maneira. Isso a que os poetas da pobreza chamam “comunidade” é, de fato, muito pouco… comunitário! Basta passar em frente a boa parte de conjuntos habitacionais populares para notar um ajuntamentos de “vontades”: cada morador se sente livre para impor o seu padrão — o que resulta na degradação do espaço coletivo. Porque era desse modo que se fazia na favela, originalmente uma invasão desconectada do Poder Público.

Muito bem! Mas o que isso tem a ver com a torneira que vaza ou com a porta que não fecha? Pode haver mau uso do imóvel? Pode, sim! Mas não necessariamente porque “o pessoal veio da favela” — vejam o caso do desabamento dos três prédios no Rio. As afirmações do já ex-dirigente expõem um viés que nada tem a ver com a política da CDHU e com o esforço que fazem os paulistas para minorar os problemas de moradia.

São palavras preconceituosas? Muito provavelmente, sim! E o preconceito merece ser combatido? Sim! Até com demissão? Sim! O mais relevante, no entanto, nem é esse julgamento, no fundo, moral. Caso se fique só aí, deixa-se de reconhecer um problema real: os moradores de favelas que passam a morar em conjuntos habitacionais precisam mesmo passar por um treinamento. Os bobinhos judiciosos de classe média que acham isso um despropósito não conhecem a pobreza — só a poesia ruim que as esquerdas fazem. “E você, Reinaldo Azevedo, conhece?” Conheço! E muito bem!

O tal dirigente tinha de ser demitido, antes de mais nada, porque, com aquela abordagem, ele torna a empresa menos eficiente e menos pronta para resolver os problemas e responder a desafios. O importante, pra mim, é que ele deu uma resposta errada para dois problemas reais: a) as 12 casas estão com defeito; b) existe, sim, a necessidade de uma educação para a vida comunitária — coisa que a favela, à diferença dos que pensam alguns tontinhos de classe média, não é!

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 7:15

LEIAM ABAIXO

—  Ué… Agora os petistas vão ficar bravos porque os chamo de… petistas? Por quê? Ou: Há mais sobre a “relatora petista da ONU”;
A “luta de classes” já havia chegado ao Pinheirinho comandando pelos leninistas… E os “burgueses” eram os… leninistas! Aqui, o depoimento de um morador que pagava taxa para a milícia ideológica;
Desabamento no Rio - Por trás da tragédia, erros e negligência;
MP denuncia juízes que venderam sala de associação para pagar suas dívidas;
Maia faz viagem secreta à Europa e deixa cargo vago;
A Líbia convertida em centro de tortura; quem está surpreso?;
A saída de Tuttman do Inep e a cascata de que isso aconteceu só porque não é do PT… Não!;
Reprovado no Enem;
Piada! Petista disfarçada de representante da ONU decide denunciar governo de SP por causa do Pinheirinho. Então vamos ver quem é ela, o que faz e por que sua denúncia já está desmoralizada;
A filha de Chávez, os dólares e como vivem os esquerdistas;
Comentários;
TV do ditador Hugo Chávez repete as mentiras da EBC, de Dilma Rousseff, dirigida por Nelson Breve. Militante brasileira dá entrevista em espanhol e acusa mortes e ocultação de cadáveres. Tem de ser processada pela Procuradoria Geral do Estado;
A queda no Dnocs e o governo Dilma, que é cada vez melhor porque é ruim!;
Após denúncias, cai o diretor-geral do Dnocs;
VINTE ANOS DEPOIS, MAIS UMA AULA DE JORNALISMO PARA NELSON BREVE, O CHEFÃO DA EBC, QUE DIFAMOU A POLÍCIA DE SÃO PAULO;
Por que Lula tem de arrastar seu fotógrafo oficial para sessões de radioterapia? Ou: Que outro ex-presidente no mundo tem fotógrafo oficial? Ou ainda: O câncer fashion;
Leiam o que está estampado na camisa deste “revolucionário” que intimida jornalista;
A burguesia enraivecida dá “voadora” em preto pobre que trabalha

Por Reinaldo Azevedo
Share

27/01/2012

às 6:57

Ué… Agora os petistas vão ficar bravos porque os chamo de… petistas? Por quê? Ou: Há mais sobre a “relatora petista da ONU”

É, fui mexer no vespeiro, e adivinhem só: as vespas vieram pra cima de mim, como se eu já não estivesse imunizado contra esse tipo de ataque. Lia-se ontem no jornalismo online que a ONU iria denunciar violação de direitos humanos no Pinheirinho, em São Paulo, e lançar um “apelo urgente” cobrando explicações. Sei, sei… O que, ou quem, estava sendo chamado de ONU era Raquel Rolnik, uma “relatora especial para o Direito à Moradia Adequada”. O que se omitia —  e é possível que os jornais omitam ainda hoje — é que Raquel é do PT e trabalhou na Prefeitura de São Paulo quando Luiza Erundina era prefeita (e não Marta Suplicy; já corrigi o primeiro post) e no Ministério das Cidades no primeiro governo Lula. O que eu fiz? Ora, escrevi um post contando quem é ela. Fiz mal? Menti? Não!

Acho que fiz bem em contar as verdades que os outros omitiram, não é? A área de comentários foi invadida pelos petralhas. Xingam-me de tudo quanto é nome! Só não conseguem me contestar — e os que tentam fazem humor involuntário, como vocês verão. Eles acham que os leitores não tinham o direito de saber que a tal “relatora” é, de fato, uma fiel servidora do petismo. Mas eles sempre me estimulam, e isso quer dizer que eu tenho mais algumas coisinhas a falar sobre dona Rolnik — que concede uma entrevista à Folha desta sexta que é um assombro, vejam lá; não vou me ocupar dela no detalhe, ou isto não tem fim.

Raquel não é “a ONU”
Comecemos com uma questão elementar. Raquel não pode ser chamada de “a ONU” nem por metonímia porque relatores especiais, que atuam em contato com o Conselho de Direitos Humanos não representam as Nações Unidas. São conselheiros independentes — ela é uma das 36, como vocês podem
ler na página da ONU. Esses relatores independentes podem, então, agir como lhes der na telha? Não! Nesta outra página, há o conjunto de procedimentos. E uma deles consiste justamente em VISITAR OS PAÍSES e eventuais áreas em que os direitos humanos estejam sendo desrespeitados. Mais: há a recomendação explícita para manter “reuniões com autoridades nacionais e locais, incluindo membros do Judiciário, parlamentares, ONGs… Só ao fim da visita é que se faz um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, com as devidas recomendações.

Muito bem! Raquel foi ao Pinheirinho, conversou com o governo de São Paulo, com a Polícia, com o Judiciário? Nada!!! Antes mesmo de qualquer apuração, ela já expediu uma sentença condenatória, como se fosse esse o seu papel. E não só nesse caso. Em seu blog, ataca três ações do governo do Estado, todas elas DESTINADAS, VEJAM SÓ, A FAZER CUMPRIR A LEI. Qual é a independência de uma relatora da ONU que já tem prontas as conclusões antes de qualquer apuração? Eu provo o que digo. Acima estão os links para textos que deveriam orientar a sua atuação.

ATENÇÃO! Entre os papéis de Raquel Rolnik está, sim, fazer um “apelo urgente”, como o que ela diz ter feito, cobrando informações. MAS NÃO LHE CABE EXPEDIR OU EXPELIR UMA SENTENÇA CONDENATÓRIA, como ela já fez em seu blog. Na sua entrevista a Eleonora de Lucena, na Folha,  diz este troço espantoso: “O Judiciário [brasileiro] não obedeceu à legislação internacional”. Como, minha senhora? Então existe uma “legislação internacional”??? Acreditem: ela não estava tentando ser engraçada, coitada!; é provável que só quisesse ser justa. Quando muito, existem alguns valores que compõem um arcabouço de civilidade, mas não existe uma “legislação internacional” que impeça uma reintegração de posse, por exemplo. Ainda não se estabeleceu o governo mundial…

Indagada se apurou alguma coisa sobre a atuação do PSTU na área — que é quem “administrava” o Pinheirinho (ver post abaixo), Rolnik respondeu:
“Não tenho detalhes de como cada liderança agiu. A comunidade procurou resistir porque acreditou que a liminar que suspendia a reintegração ainda estava válida.”
Ah, bom! Ela não teve tempo de acompanhar o trabalho do PSTU… Prefere demonizar a polícia, que cumpria uma determinação judicial.

Há uma porção de tratados e declarações internacionais que dizem respeito à moradia de que o Brasil é signatário. São objetivos a perseguir. Mas atenção! À diferença do que sugere Raquel Rolnik, INEXISTE uma legislação internacional que oriente o Poder Executivo a descumprir uma decisão judicial. A atuação política pregressa de Raquel e a linguagem a que recorre em seu blog contra sucessivas ações — corretas e legais — do governo de São Paulo tiram dela a credibilidade e a isenção para emitir o tal apelo. Aliás, a ONU estabelece precondições para a própria emissão do tal apelo, a saber:

- identificação das supostas vítimas;
- identificação dos supostos autores da infração;
- identificação da pessoa ou organização que comunica a infração (informação mantida em sigilo);
- data e local do incidente;
- uma descrição detalhada das circunstâncias do incidente em que a alegada violação ocorreu.

E outras exigências podem ainda ser feitas.  A ONU é explícita ao recomendar que se evite o viés político nas comunicações de violação. E é literal: “As comunicações [de violações] não devem ser baseadas exclusivamente em relatos da mídia.” Acho que Raquel Rolnik não teve tempo de fazer nada disso. A entrevista que dá e o blog que escreve são sentenças condenatórias que a desautorizam porque contrariam as próprias exigências da ONU para um relator independente..

Reação
Ela tem, no entanto, alguns valentes admiradores. Um deles ficou muito bravo porque cometi uma falha: afirmei que seu blog não trazia a informação de sua participação na gestão petista de São Paulo e no Ministério das Cidades de Lula. De fato, não está na home, mas há botão que remete para essas informações. Feito o reparo.

O resto é chororô e  violência verbal. Petistas adoram falar como se fossem apenas pessoas preocupadas com o bem da humanidade. Quando se revelam suas vinculações, ficam furiosos. O Marcel Branco, que parece ser ligado à USP (dado o e-mail), manda uma defesa de Raquel e escreve este brinco:
“É verdade que ela condenou antes de qualquer apuração por parte da ONU. Ocorre que ela, além de relatora das Nações Unidas, é também urbanista, professora e cidadã. O blog não pertence à ONU e nem se restringe a falar sobre assuntos relacionados à essa organização.”
Entendi, Marcel! Quando alguém é “urbanista, professora e cidadã”, isso lhe confere o direito de condenar antes de apurar. Tenha dó!

Uma tal Daniele me envia um comentário quase tão analfabeto como aquelas cartas que o MEC envia para os estudantes do Enem… No seu melhor trecho, tentando me ofender, ela dispara:
“Não sou petista, petralha, ou o que quer que vc ache dos partidos de esquerda. Apenas estou absurdada com tamanha falta de despreparo jornalístico.”
Você tem razão, ô absurdada! Falta-me muito despreparo!!! Caramba! Abriram a casinha!!!

Caminhando para o encerramento
Eu gosto dos fatos ou desgosto deles. Mas lido com fatos. Dona Rolnik resolveu botar a boca no trombone com base no barulho e nas mentiras contadas por grupos de pressão que atuam nas redes sociais. É uma prática antiga dos petistas. A gente viu como prosperou a mentira de que houve mortos no Pinheirinho…

Há mais coisas sobre a atuação de Rolnik que eventualmente ficam para o futuro. Ela foi, por exemplo, diretora de uma ONG chamada Instituto Pólis, que lida com questões urbanas, entre 1997 e 2002. Entre 2003 e 2007, foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, e o Pólis passou a ser a um dos mais pressurosos prestadores de serviço — como ONG, claro! — do Ministério das Cidades, trabalhando justamente com Rolnik. Tudo deve ter sido de uma honestidade franciscana, eu sei. Mas eram trabalhos remunerados, e o procedimento é — como ficaria claro depois, quando a prática se generalizou, e o governo foi fatiado em ONGs —, como direi?, heterodoxo.

Como acho a clareza uma virtude, então deixo tudo muito claro.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 6:55

A “luta de classes” já havia chegado ao Pinheirinho comandando pelos leninistas… E os “burgueses” eram os… leninistas! Aqui, o depoimento de um morador que pagava taxa para a milícia ideológica

Publiquei  aqui na segunda-feira um post intitulado “VOCÊ NÃO VERÁ NA IMPRENSA POLITICAMENTE CORRETA - Pinheirinho era dominado por milícia ideológica que cobrava taxa de moradores e comerciantes”, em que se lia, por exemplo:
“A área estava submetida a um rígido controle, como direi?, ideológico. Tudo ali tinha preço. Para morar no Pinheirinho, era preciso pagar uma taxa aos “donos do pedaço”, uma espécie de adesão de caráter político, entendem? E variava de acordo com a área, a qualidade do barraco, essas coisas. Não era exatamente um aluguel, mas uma espécie de taxa de “condomínio (…) Os comerciantes também precisavam pagar uma ‘taxa’ de administração aos leninistas que administravam aquele conjunto - no mínimo, R$ 500. E, vejam que coisa!, nunca o Ministério Público se interessou por isso. Era uma forma de milícia, evidentemente, só que com horizonte redentor. Basta colocar os repórteres para ouvir, e a verdade virá à tona.”

Foi uma gritaria desgraçada. “Está demonizando os movimentos sociais!” Pois é… Vejam agora este filme. Volto em seguida:

O tal Marrom é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, como sabem, embora não atue mais na área. Também é membro do PSTU, que é quem mandava no Pinheirinho, com os métodos que vê. Alguns bobalhões me diziam: “Prove! Prove!” Pois é. Quem pagava a taxa-leninismo fala por mim…

Ah, sim: aquela tal Helena Silvestre, a que mentiu à TV de Chávez denunciando mortos no Pinheirinho, afirmou num congresso que ela não quer só moradia, não. O objetivo é acabar com o capitalismo.

Como a gente nota, a luta de classes já havia se infiltrado no Pinheirinho… Já afirmei naquele post sobre Lula e seu fotógrafo: espere tudo de um esquerdista, menos que ele viva segundo a disciplina que pretende impor aos outros.

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 6:53

Desabamento no Rio - Por trás da tragédia, erros e negligência

Em O Globo: Negligência. Uma única palavra pode ser o ponto de partida para explicar a tragédia que se abateu sobre o Centro, na quarta-feira à noite, quando três prédios desabaram, matando seis pessoas e deixando seis feridos. Há ainda 20 desaparecidos que mobilizam equipes de resgate no coração da cidade. Mal começa a baixar, a cortina de poeira revela um cenário de destruição, mas também os primeiros indícios de que a lei foi, mais uma vez, ignorada. No Edifício Liberdade, no número 44 da Avenida Treze de Maio, que foi o primeiro a ruir, estavam sendo realizadas duas reformas de grande porte no terceiro e no nono andares, mas nenhuma delas tinha registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ). A última obra de que se tem notícia por ali é de 2008. “São obras irregulares, com certeza”, disse o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, o engenheiro Luiz Antonio Cosenza. “Já entramos em contato com a empresa para que informe quem eram os engenheiros responsáveis e que obras eram essas.”

Os dois andares em questão eram ocupados pela empresa TO Tecnologia Organizacional. Sem o conhecimento de órgãos técnicos, a empresa só poderia fazer discretas intervenções. Não é o que estaria acontecendo. Há relatos de que quase todas as paredes de um dos andares haviam sido retiradas, o que pode ter sido crucial para o abalo estrutural. Porém, o advogado da TO, Jorge Willians Soares, garante que os serviços executados se limitavam à troca de carpetes antigos e à pintura de paredes. Ele prometeu entregar documentos comprovando sua versão na 5ª DP (Gomes Freire), onde já foi aberto um inquérito. O delegado Alcides Alves de Moura já ouviu o depoimento de seis pessoas, entre testemunhas e donos de imóveis no Edifício Liberdade.

Se o Plano Diretor da Cidade tivesse sido cumprido, a obra no Edifício Liberdade deveria ter sido licenciada pela Secretaria municipal de Urbanismo. Por meio de nota, o município alegou que o artigo 57 do Plano Diretor dispensa a licença prévia quando as reformas não envolvem aumento da área construída. Mas o mesmo artigo da lei prevê exceções: o licenciamento é obrigatório se a obra estiver no entorno de um bem tombado.

O Edifício Liberdade ficava ao lado do Teatro Municipal, tombado pelo Iphan desde 1973. Tão próximo que teve sua bilheteria, num prédio anexo, atingida por destroços. Não bastasse o vizinho mais próximo, ainda ficam nos arredores, que integram o Corredor Cultural do Centro, imóveis igualmente ilustres, como o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores, o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Fajardo, tem outro entendimento da legislação. Segundo ele, a lei não pode ser aplicada de forma genérica. “Esse item diz respeito apenas à ambiência no entorno dos prédios, mas não às partes internas de imóveis. Essa sempre foi a regra adotada pela prefeitura. Uma agência bancária que funcionava num dos prédios alterou a fachada e por isso precisou de licença prévia do Patrimônio. Se alguém quiser instalar um letreiro, isso interfere na observação do imóvel tombado e por isso terá que ser analisado”, argumentou Fajardo.

O Iphan preferiu não se manifestar por ser um órgão federal e as licenças de obras serem da alçada da prefeitura. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Sidney Menezes, o grande problema está na própria legislação urbanística. “As regras são confusas e dão margem a interpretações distintas. Realmente há décadas a prefeitura dispensou licenças para reformas. Mas, se existe uma outra interpretação, isso nem é uma questão para os arquitetos. Tem que ser resolvida pelos juristas”, opinou.

Foi decretado luto oficial na cidade do Rio por três dias. Se o pior se confirmar - e não forem encontrados sobreviventes sob os escombros - , terá sido um desabamento tão trágico quanto o pior deles já registrado no Rio. Em 1971, uma falha estrutural levou ao chão 122 metros do Elevado Paulo de Frontin. Na época, 26 pessoas morreram.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 6:51

MP denuncia juízes que venderam sala de associação para pagar suas dívidas

Fausto Macedo, no Estadão:
O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília denunciou criminalmente, por apropriação indébita, os juízes federais Moacir Ferreira Ramos e Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos - ex-presidentes da Associação dos Juízes Federais da 1.ª Região (Ajufer), entidade que reúne magistrados do Distrito Federal e de 13 Estados.

Ramos (presidente da associação entre 2008-2010) e Solange (presidente por dois mandatos, de 2002 a 2006) são acusados de terem vendido, em fevereiro de 2010, sem autorização de assembleia da Ajufer, a única sala comercial da entidade, no edifício Business Point, Setor de Autarquias Sul, em Brasília. O dinheiro da venda, R$ 115 mil, segundo o MPF, foi usado para abater dívidas de empréstimos que os dois magistrados tinham com a Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex).

Ramos é autor de representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, que o afastou liminarmente da função em novembro de 2010. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, cassou a decisão de Calmon, mas, por maioria de votos, os desembargadores do TRF-1 restabeleceram a ordem de afastamento do juiz Moacir Ramos. A juíza Solange continua exercendo suas funções. Em outra acusação, o Ministério Público Federal atribui crime de receptação a um terceiro juiz federal, Charles Renaud Frazão de Moraes, que também presidiu a Ajufer.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

27/01/2012

às 6:49

Maia faz viagem secreta à Europa e deixa cargo vago

Por Eduardo Bresciani e Beto Barata, no Estadão:
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), escondeu a realização de uma viagem para Alemanha e não repassou o cargo à primeira vice, Rose de Freitas (PMDB-ES), deixando a Casa sem comando por cinco dias nesta semana. Maia está em viagem desde domingo, dia 22, e só deve retornar a Brasília no dia 30 de janeiro. Rose foi avisada pelo Estado, ontem, de que o presidente estava fora do País e ficou revoltada. “Estou pasma.” O regimento interno da Câmara determina que quando o presidente se ausentar por 48 horas ele deve repassar o cargo ao primeiro vice. O Código de Ética da Casa, por sua vez, afirma que os deputados têm de cumprir as normas internas sob pena de responder a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Na conversa com a reportagem, Rose manifestou estranheza com o fato. Ela lembrou ter falado com Maia na semana passada e disse que ele não a avisou de qualquer viagem. A deputada destacou ainda que há uma combinação entre os dois de não viajar no mesmo período justamente para a Casa não ficar sem comando. “Eu sei das responsabilidades que eu tenho. A Casa tem que ter um funcionamento, tem que ter pessoas responsáveis”, disse ela.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

26/01/2012

às 21:23

A Líbia convertida em centro de tortura; quem está surpreso?

Ainda hoje, quando alguém fala em “Primavera Árabe”, eu sinto uma espécie de preguiça humanamente triste. Vejam o que vai abaixo. Os leitores deste blog não estão surpresos, é evidente. Só na imprensa cretinamente correta os “rebeldes” da Líbia eram mensageiros da liberdade.

Da Agência Efe no Estadão Online:
Médicos Sem Fronteiras denuncia torturas em prisões da Líbia

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) suspenderá suas operações nos centros de detenção da cidade líbia de Misrata como resposta às torturas praticadas nos presos, anunciou nesta quinta-feira, 26, a ONG. Desde que iniciou suas atividades na região, em agosto do ano passado, os médicos da organização tiveram que tratar “cada vez mais de pacientes com lesões ocasionadas por torturas causadas em interrogatórios”. A princípio, no entanto, a missão da MSF era cuidar de prisioneiros de guerra feridos. No total, a ONG tratou de 115 pessoas que apresentavam ferimentos provocados por tortura. Os casos foram denunciados para as autoridades de Misrata.

O diretor-geral da MSF, Christopher Stokes, denunciou que alguns oficiais das penitenciárias “tentaram obstruir o trabalho dos médicos”. Além disso, afirmou que muitos presos eram enviados para tratamento médico sob interrogatório, para depois serem levados novamente. Stokes disse que a situação é “inaceitável”, pois a função da ONG é atender vítimas de guerra e presos feridos, e não tratar detentos entre sessões de tortura. A MSF denunciou que em algumas ocasiões os oficiais pediram que os médicos da organização tratassem dos presos dentro dos próprios centros de interrogatório.

A organização disse que o caso “mais alarmante” ocorreu em 3 de janeiro, quando membros da ONG trataram um grupo de 14 prisioneiros que tinham acabado de sair de um interrogatório. Nove deles mostravam sinais evidentes de tortura, e após a MSF pedir que eles fossem transferidos para hospitais, o Serviço de Segurança do Exército Nacional negou atendimento a oito dos presos.

Em 9 de janeiro, a organização enviou uma carta na qual pedia o fim imediato desse tipo de prática ao Conselho Militar de Misrata, ao Comitê de Segurança de Misrata, ao Serviço de Segurança do Exército Nacional e ao Conselho Civil de Misrata. “Nenhuma ação concreta foi tomada. Ao invés disso, a equipe médica recebeu quatro novos casos de torturas, por isso decidimos suspender nossas atuações”, declarou o diretor-geral da MSF.

Por Reinaldo Azevedo

26/01/2012

às 20:53

A saída de Tuttman do Inep e a cascata de que isso aconteceu só porque não é do PT… Não!

É…

Malvina Tuttman, ex-reitora da UniRio, deixou a presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pelo Enem. O mais cotado para substituí-la é Luiz Cláudio Costa, atual secretário de Ensino Superior. Circula a informação de que pesa contra Malvina o fato de não ser ligada ao PT. Huuummm…

Se a crítica fácil ao petismo me interessasse, poderia aproveitar essa brecha, não é?, e denunciar, uma vez mais, o aparelhamento e coisa e tal… Sem essa! Nem tudo o que não é PT é bom! Esse papo de que é o baixo teor de petismo que afasta Tuttman no Inep é conversa mole pra boi dormir. O caso é outro: as três últimas edições do Enem, inclusive na gestão Tuttman, que ficou só um ano no cargo, foram desastrosas.

Em agosto de 2010, publiquei aqui um texto de que Malvina era a protagonista. Ainda reitora da UniRio, ela recebia Celso Amorim (o gigante!) para uma aula inaugural de história da universidade federal. Fez um discurso verdadeiramente constrangedor para uma professora universitária e reitora. E, destaquei então, praticamente se oferecia para missões maiores — o que chegou quando ganhou o Inep. Reproduzo dois fragmentos de seu discurso de saudação a Amorim. Reparem nos cacoetes de linguagem:

(…) Celso Amorim, um dos homens deste país que, atualmente, vem imprimindo e mostrando a seriedade desse país não só para fortalecer a auto-estima nossa, do povo brasileiro, mas, em especial, dos nossos irmãos estrangeiros, que, por meio de uma política governamental importante de relações exteriores e, sem dúvida alguma, falava há pouco com o ministro, por conta da capacidade, da força, da história de vida do ministro, do embaixador Celso Amorim, o nosso país, hoje, não só por isso, mas também por isso, tem um reconhecimento e um valor importante internacional. (…) Uma das pessoas que eu considero (…) um dos nomes mais representativos da história deste país
(…)
Do contra, ministro, nós sempre vamos encontrar. E é bom até, porque as opiniões muitas vezes contrárias nos fazem repensar e, algumas vezes, se temos essa habilidade, nos fazem crescer também e verificar que as diversas vozes contribuem, se elas não vêm para atrapalhar, elas contribuem para o nosso avanço.
(…)

Professor universitário que se refere a pessoas que divergem como “gente do contra” é só candidato a esbirro do regime. Quando Tuttman foi nomeada para o Inep, pouco depois, previ que daria errado. E deu. Pouco me importa se ela é filiada ou não ao PT, a linguagem e abordagem que vão acima mostra o petismo incrustado na alma — e ele não chega a ser exatamente inteligente mesmo para os padrões da turma.

Acho uma abordagem muito generosa da imprensa essa história de que o principal item que pesa contra ela é não ser “ligada” ao PT. Tão logo assuma o novo presidente do Inep, será o quarto desde 2009. Todos tiveram de sair porque não conseguem garantir, ora vejam!, ao menos o sigilo da prova. Na gestão Tittman, veio à luz, de forma inequívoca, a incompetência também na correção. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda,  anunciou que vai deixar o cargo. No Twitter, afirmou que será substituída por Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação.

Por Reinaldo Azevedo

26/01/2012

às 19:20

Reprovado no Enem

O ex-governador de São Paulo José Serra escreveu em seu site um excelente artigo sobre o Enem, que põe o debate no seu devido lugar. Leia trecho:
*

O Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso,  precisava de um  instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano, com o propósito de subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas nos casos do ensino fundamental e do universitário. Nada mais adequado do que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.

O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar que as universidades levassem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições de ensino superior faziam isso.

Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula o manteve sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que “acabaria com a angústia” de milhões de estudantes ao por fim aos vestibulares tradicionais.

A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.

O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso - ou peneira - para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para “extinguir os vestibulares” e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar e evitar falhas, irregularidades e colapsos. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro, Fernando Haddad, cresceu em vez de diminuir. E por quê?

Porque a um engano grave se juntou a inépcia. Vamos ao engano. Em 2009, o Enem passou a usar a chamada “Teoria de Resposta ao Item” (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados “vestibulandos”. Infelizmente, recorreu-se à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) desde 1995,  prova que não seleciona candidatos - pretende mostrar o nível em que se encontra a educação,  comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.

Leia íntegra aqui

Por Reinaldo Azevedo

26/01/2012

às 19:11

Piada! Petista disfarçada de representante da ONU decide denunciar governo de SP por causa do Pinheirinho. Então vamos ver quem é ela, o que faz e por que sua denúncia já está desmoralizada

Raquel Rolnik, a denunciante... Não é a ONU, é o PT quem está falando

Raquel Rolnik, a denunciante... Não é a ONU, é o PT quem está falando

Um dia antes de deixar o Ministério da Educação para concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad afirmou, em desafio à Lei Eleitoral — lei pra quê? — que a campanha começava no dia seguinte. E começou! A pancadaria que os esquerdistas tentaram promover ontem na cidade já faz parte do processo. Mas não só. Num dos posts abaixo, mostro como a EBC, de Dilma Rousseff, afina seus ponteiros com a Telesur, de Hugo Chávez, para espalhar uma mentira grotesca. Sim, eles podem mentir à vontade. Eu desconstruo a mentira.

Muito bem! Há uma senhora chamada Raquel Rolnik que foi feita, por influência dos petistas, Relatora Internacional do Direito à Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Huuummm… Entendo! Se há alguém isento neste mundo, que só se preocupa com os fatos, é Rolnik!!! Por isso ela denuncia hoje o governo de São Paulo nas Nações Unidas, e há um escarcéu em certa imprensa, dizendo ser uma denúncia da ONU! Será mesmo?

Se vocês recorrerem ao Google, verão que Rolnik é professora da USP,  relatora da ONU e coisa e tal, mas é quase impossível encontrar duas informações:
a) foi Diretora de Planejamento da cidade de São Paulo no governo petista de Erundina!

b) foi nada menos do que secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007.

Rolnik espalhava aos quatro ventos que era preciso “repovoar o centro” quando pertencia ao governo petista, mas nunca tomou uma miserável medida concreta pra isso. Ao contrário! Deixaram a região ao deus-dará. Quando a gestão Serra tentou interferir ali, Rolnik se juntou àquele padre esquisito para acusar “higienismo”. Ficou quatro anos no Ministério das Cidades! E o que se conhece de seu trabalho ali? Era um ministério que não existia, tanto que foi ocupado, por dois anos, por Olívio Dutra (com Rolnik, claro…). Digam uma só medida dessa gestão em favor da moradia ou do que quer que seja.

A impostura
Como “relatora”, dona Rolnik pode fazer uma denúncia, pedir uma investigação etc. Mas não pode expedir uma sentença antes mesmo que haja apuração — caso ela se mostre necessária. Mas a ex-auxiliar de Lula já deu a sentença condenatória. Em seu
blog, esta senhora condena a ação na cracolândia, no Pinheirinho e, atenção!, até mesmo a intervenção na USP para restabelecer a lei. A propósito: o que a USP tem a ver com moradia, que é a sua especialidade? É POR ISSO QUE A CHAMO DE “PETISTA DISFARÇADA DE REPRESENTANTE DA ONU”? Formalmente, ela tem, sim, uma atribuição das Nações Unidas. Mas suas convicções, fica evidente para mim, contaminaram sua capacidade de avaliar os fatos com isenção.

Notem, então, como se estabelece o cerco. Raramente vi uma trama tecida com tanto método e determinação. Eis o roteiro:
1 - governo federal assiste impassível à questão do Pinheirinho; poderia ter desapropriado a área, mas não o fez; apenas se disse “interessado” na questão;;;
2 - Planalto sabe que competência para decidir é da Justiça Estadual, mas finge acreditar que é da Justiça Federal;
3 - a PM, cumprindo ORDEM JUDICIAL, faz a desocupação da área sob pesadas críticas dos petistas, que, curiosamente, atacam o governo de SP, não a Justiça;
4 - Agência oficial de notícias, em linha com emissora de Chávez, denuncia a existência de mortos na operação. A mentira corre o mundo e é reproduzida no Brasil até por grandes portais, como UOL e Terra;
5 - a esmagadora maioria da imprensa omite o fato de que o Pinheirinho é comandado por um partido político de extrema esquerda, o PSTU, que atua, na margem, como linha auxiliar do PT (embora diga que não). Foi esse partido que impediu um acordo que evitasse a invasão;
6- uma petista incrustada num órgão da ONU, como Rolnik, decide denunciar o governo de São Paulo, e boa parte da imprensa omite a sua biografia. Aliás, ela própria, em seu blog, não informa que foi burocrata do Ministério das Cidades no governo Lula. De sua lavra, num caso ou em outro, não se conhece uma maldita ação concreta que tenha melhorado a vida nas cidades.

COMO PODE UMA REPRESENTANTE DA ONU JÁ TER DADO UMA SENTENÇA EM SEU BLOG PESSOAL SOBRE O QUE É NÃO MAIS DO QUE UM PEDIDO DE APURAÇÃO? Em sua megalomania e delírio totalitário, os petistas aparelharam até as Nações Unidas. Bem, não é de estranhar. Os órgãos da entidade ligados aos direitos humanos estão coalhados de representantes de ditadores e facínoras. Raquel, nesse meio, é a melhorzinha, mas não necessariamente a mais sincera.

Encerro
Não adianta me xingar. Eu não dou a mínima. O que penso desta senhora, aliás, também não importa tanto. Eu quero ver é contestarem o seguinte:
1 - foi secretária do Ministério das Cidades no mandato de Lula;
2 - é ligada ao PT;
3 - não elaborou um só projeto significativo para São Paulo ou para o Brasil;
4 - já condenou o governo de São Paulo em seu blog antes de qualquer apuração - portanto, perdeu a condição necessária para ocupar a função, que exige isenção;
5 - em seu afã antigoverno do estado, emitiu opiniões políticas que nada têm a ver com moradia e urbanismo.

RAQUEL ROLNIK DENUNCIA O GOVERNO DE SÃO PAULO NA ONU? E EU A DENUNCIO POR OMITIR A SUA CONDIÇÃO EX-SERVIDORA DE GOVERNOS PETISTAS.

Não venham os petralhas com conversa mole. Venham com fatos, como faço!

Haddad cumpriu a promessa: a campanha já começou!

Por Reinaldo Azevedo

 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados