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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

24/07/2010

às 16:44

OS NÚMEROS DO DATAFOLHA E O JORNALISMO COMO MASSA DE MANOBRA. E AINDA: O SAPO BARBUDO DE DEUS

Olá! Não escrevo desde terça-feira, mas é claro que andei dando uma lida no noticiário, não é? “Longe” é um lugar perto demais no mundo moderno. Só a razão continua a ser um país distante, cuja língua é incompreensível para muitos, especialmente no jornalismo político. A Folha deste sábado traz a pesquisa Datafolha. Foram ouvidas 10.905 pessoas em 379 municípios. A disputa entre o tucano José Serra (37%) e a petista Dilma Rousseff (36%) segue empatada, como vocês viram, com variação dentro da margem de erro. O instituto Vox Populi aponta Dilma com uma vantagem de 8 pontos. O chefão desse instituto, Marcos Coimbra, é colunista da revista petista Carta Capital. Sua empresa faz pesquisas para o PT. Você escolhe, leitor: confia mais no Datafolha, que não trabalha para partidos, com um universo de quase 11 mil entrevistados, ou no Vox Populi, com meros 3 mil, mais o PT, o Mino Carta e o Marcos Coimbra? Se eles próprios tivessem de investir dinheiro numa aposta, certamente escolheriam o Datafolha…  Não, essa gente não rasga dinheiro. Não escrevo este texto para tratar de números ou do viés desse ou daquele. Vocês já sabem disso tudo. O que me importa aqui é o papelão protagonizado por alguns coleguinhas, que se comportam como repassadores de uma droga de que alguns petistas são grandes traficantes: A MENTIRA. A que me refiro?

Acompanhei ao longo da semana uma verdadeira blitz de notas e supostas apurações de bastidores dando conta de que Dilma estaria sete ou oito pontos à frente de Serra segundo uma suposta pesquisa feita pelo PT - coincide com os números “independentes” do Vox Populi! Alguém está surpreso? No mais das vezes, a numerália vinha embalada numa versão: seria o “Efeito Índio”. O nexo estabelecido pelo vice de Serra entre o PT e as Farc teria sido desastroso para a oposição e prejudicado a candidatura tucana. E, como sempre, Lula estaria muito satisfeito com os números. Na opinião do presidente, Índio teria cometido o tal erro etc e tal…

Em pesquisas registradas, sempre se sabe quando os institutos estão em campo porque essa é uma informação pública, encontrável no site do TSE. A versão plantada pelo PT, e por muitos comprada, tinha três objetivos: dois táticos e um estratégico:
1 - influenciar o resultado do Datafolha: nesse caso, busca-se menos interferir na opinião dos entrevistados do que em eventuais ajustes feitos pelo entrevistador. Imaginem: alguma apreensão há no Datafolha quando se chega a um resultado tão distinto de outro instituto. Por que não o contrário? Porque a máquina de difamação só atua de um lado, certo?

2 - Os petistas sabem, claro, que o resultado por eles alardeado é falso. Contam, na imprensa, com a boa-vontade dos ingênuos e com a má fé dos petralhas para espalhar a mentira. Pra quê? Para lançar uma sombra de suspeição sobre os números do Datafolha. Para eles, é útil a falácia de que cada partido tem o “seu” instituto. É como se dissessem: “Ora, se o Vox Populi é nosso porque traz números positivos para nós, então o Datafolha, que é bom para eles, é deles”. Pois é… Ocorre que não é o número a que se chega que torna um instituto mais independente ou menos, mas seus métodos…

Objetivo estratégico. Ou: “Tirem as Farc dos jornais”
3 - O terceiro objetivo já é de natureza estratégica. O PT, na verdade, teme alguns temas mais políticos da campanha - e um deles é sua vinculação com grupos de extrema esquerda dentro e fora do país. Volta e meia, Dilma Rousseff faz, por exemplo, sua profissão de fé contra as invasões de terra, e isso ganha espaço nobre na imprensa, ainda que, no dia seguinte, possa meter na cabeça o boné do MST e acusar o adversário de satanizar os movimentos sociais. Fala, a cada hora, para uma platéia. Mas a tentativa de se mostrar descolada dos sem-terra existe. Afinal, trata-se do mais impopular “movimento social” do país.

Ao plantar a história furada de que Dilma estaria muito à frente de Serra e de que isso seria o “efeito Farc”, o PT tenta, a todo custo, tirar esse tema do noticiário, alimentando a mentira de que tal assunto, se levado para a campanha, seria negativo para Serra.  É claro que se trata de outra formidável mentira. Pouca gente sabe dos laços políticos entre o PT e as Farc: entre os que sabem, há quem os aprecie e quem os repudie.

Entendo que a massa também deve saber. Gostaria de ver na televisão aquele ofício assinado pela presidenciável Dilma Rousseff solicitando os préstimos da mulher de um terrorista ao lado do e-mail em que o próprio conta a seu chefe que tal contratação faz parte de uma operação política. E que tal exibir aqueles e-mails em que os facínoras relatam quais são seus aliados no governo federal? Será que o PT realmente acredita que o assunto “Farc” é positivo para Dillma e que isso foi uma flechada no próprio pé dada por Índio da Costa? Ora…

Concluindo
Os jornalistas que não estão apenas a serviço do PT, cumprindo tarefa remunerada - ainda que seja remuneração ideológica, digamos assim - devem constatar, a esta altura, que serviram de massa de manobra de uma estratégia eleitoral. A questão é saber se cairão de novo, pela enésima vez.  Farão o mesmo na semana que vem? Continuarão a divulgar as “pesquisas internas” do PT dando conta do  espantoso avanço de Dilma? Convenham: começa a ficar difícil distinguir a ingenuidade da má fé em casos assim. Afinal, ingenuidade não pode ser um vício, né?

PS - Ah, sim, li que Lula se comparou a Cristo. Repetirei o que costumo escrever sempre que alguém a tanto se atreve: ENTÃO VAMOS COMEÇAR PELA CRUCIFICAÇÃO. Lula não pode ficar só com o bem-bom da divindade. Se é o cordeiro de Deus, então que vá para o sacrifício, certo? Brizola diria: “Que cordeiro, nada, tchê! É o Sapo Barbudo de Deus!” É…

*
Volto para o meu calor e para os pensamentos incendiados de sol…

Por Reinaldo Azevedo

20/07/2010

às 19:06

MAIS FARC E MAIS PT? TÁ BOM! O DIA EM QUE LULA, JÁ PRESIDENTE, DECIDIU DAR UM CONSELHO POLÍTICO AOS COMPANHEIROS NARCOTERRORISTAS

Pois é, leitores… Parece que aquele post do Tio Rei, escrito já sob o calor, conseguiu fazer algum verão neste inverno em que soçobra parte do jornalismo brasileiro. Huuummm… Esse papo de aquecimento global ainda acaba com a qualidade das minhas alegorias… Que esse jornalismo se recuse a veicular mentiras sobre o PT, posso compreender e apóio. De fato, não se deve escrever mentira sobre ninguém, com ou sem “outro lado”. Incompreensível é que se recuse a dizer as verdades. Os vínculos do PT com as Farc não existem porque essa é a opinião de Índio da Costa, de José Serra, minha ou do Mané da esquina. Existem, como deixei claro no post de ontem, porque os fatos o demonstram. Este blog dá sempre um furo permanente: TEM MEMÓRIA!!! Que tal acrescentar um outro ingrediente a esta história? Vamos lá: LULA DEU UMA PRECIOSA DICA ÀS FARC QUANDO JÁ ERA PRESIDENTE: SUGERIU QUE ELAS RENUNCIASSEM À LUTA ARMADA E PASSASSEM A FAZER POLÍTICA, SEGUINDO O EXEMPLO DO PT. Procurem as matérias na Internet. Vocês encontrarão. Voltarei a este ponto. Antes, outras considerações.

Por que tanta resistência em cuidar do binômio PT-Farc? Quando Diogo Mainardi trouxe a público o tal requerimento em que Dilma pede a transferência da mulher de Olivério Medina para o Ministério da Pesca, boa parte dos coleguinhas fez de conta que aquele documento não existia ou de nada valia. Mais tarde, a revista colombiana Cambio revelou os e-mails trocados entre Medina e o chefão terrorista Raúl Reyes: ficou claro que a transferência era uma operação combinada com o governo brasileiro para “proteger Mona” - apelido da mulher de Medina. E, de novo, fez-se silêncio nessa área do jornalismo a que me refiro.

A revista Cambio, diga-se (ver post de ontem), trouxe a lista completa daqueles que os próprios narcoterroristas consideram seus amigos no governo e no PT. Celso Amorim está lá. Esse Megalonanico… Ele não é amigo só de Ahmadinejad… Amorim certamente diria que não tem nada com isso etc. A questão é saber por que os narcos o consideram um companheiro. Num dos e-mails, Medina afirma que Amorim era uma das pessoas com as quais ele contava para permanecer livre no Brasil.

Coisa do passado?
Esse vínculo é “coisa do passado”, como sugere Clóvis Rossi na Folha, segundo vejo aqui? Acho que não. Na crise entre o governo colombiano - democrático - e os narcoguerrilheiros, o Brasil nunca condenou as Farc. Nunca! Mas sobraram hostilidades contra o governo constitucional.

Quando as forças colombianas atacaram o acampamento dos terroristas no Equador, seria até compreensível que o Brasil condenasse a violação do território etc e tal… Mas fez muito mais do que isso: transformou os narcos em vítimas e Álvaro Uribe em bandido. No auge da estupidez, Marco Aurélio Garcia concedeu aquela entrevista ao Le Figaro (ver post de ontem) afirmando que o Brasil era “neutro” (???) sobre o caráter terrorista ou não das Farc. E sentenciou: o governo colombiano estava ficando isolado na América Latina.

É pouco? LULA OFERECEU O BRASIL COMO TERRITÓRIO NEUTRO PARA UMA SUPOSTA NEGOCIAÇÃO ENTRE O GOVERNO CONSTITUCIONAL E OS NARCOTERRORISTAS. Neutro??? Então, entre o terrorismo e a lei, somos território neutro?

De volta a Lula
E agora volto ao ponto que deixei lá no primeiro parágrafo. Quando Lula sugeriu que as Farc abandonassem a luta armada e aderissem à luta política, simplesmente ignorava o caráter do grupo. Para o Babalorixá de Banânia, o “erro tático” dos companheiros - que ele aceitou no Foro de São Paulo quando eles já seqüestravam, assassinavam e mantinham campos de concentração - era a luta armada; O RESTO LHE PARECEU OK. E o resto era nada menos do que o narcotráfico. Nesse assunto, Lula não tocou. Imaginem os companheiros do pó disputando eleições, como queria Lula…

Então não me venham com essa cascata de “assunto do passado”. Não é, não! É assunto do presente. TÃO PRESENTE QUANTO O REQUERIMENTO ASSINADO POR DILMA SOLICITANDO A CONTRATAÇÃO DA MULHER DE MEDINA.

Pronto! Agora voltarei ao calor, que está gelado aqui no “Starbucks Coffee” -  música brasileira no som-ambiente… Já ouvi bossa nova de elevador, Gonzaguinha e Beth Carvalho. E escrevi sobre Lula e as Farc… Como dizia uma musiquinha dos anos 80, às vezes, “a vida não presta”… Paro antes que uma das filhas, aqui do lado, fique muito brava…

Por Reinaldo Azevedo

19/07/2010

às 5:10

JÁ QUEBREI A PROMESSA! ENTÃO EU TAMBÉM VOU FALAR DO PT E DAS FARC, PRONTO!

Eu estou de férias, como sabem. Meus textos de despedida — temporária, viu, Petralhas!? — são estes dois dos links abaixo, em vermelho. Mas topo dividir o meu calor com vocês se o momento pede. E o momento pede. A declaração do deputado Índio da Costa deixou a bugrada da política brasileira bastante excitada. E a bugrada do jornalismo também. Todas se converteram em freiras pudicas a bradar seus “ais” e seus “uis” com medo do… PT! Na sexta-feira, Lula acusou o governo de São Paulo de sabotar convênios com o PAC —o que é mentira! As freirinhas, inclusive as da oposição, ficaram quietas. Acham que isso não é grave. Bem, os links da despedida, reitero, são estes. E eu vou entrar no bafafá. Com muito gosto.

- ATÉ BREVE! E UMA CONVOCAÇÃO;
-
UMA CARTA AOS LEITORES. LANÇO HOJE UMA LUTA E VOLTO A SER UM MILITANTE: MINHA CAUSA, AGORA, É O “ESTADO DO BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO”. E EU OS CONVOCO

O bafafá
O que é estar “ligado” às Farc? Bem, depende, evidentemente, do que se considera “ligado”. Fazer de conta que PT e Farc são como água e óleo, por exemplo, com moléculas que não se comunicam, ah, isso é falso. Falsíssimo!

1 - O PT é um dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade da qual as Farc faziam parte. Oficialmente, deixaram a entidade — “deixaram”, não foram expulsas. Quando estavam lá, já seqüestravam, já matavam, já mantinham campos de concentração na floresta. Sob o mesmo teto de Lula, o chefão do grupo, e de Fidel Castro, o outro chefão! Isso é estar ligado? O PT não vai me processar por isso. Não vai porque eu falo a verdade. É uma ligação?

2- Em 2005, petistas mantiveram em Brasília uma reunião com representantes das Farc. Um agente da Abin disse que a organização prometeu US$ 5 milhões ao partido. Não há comprovação de que o dinheiro tenha sido entregue. Mas a reunião aconteceu. E o PT, de novo, não vai me processar porque isso é um fato. É ligação?

3 - Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, requisitou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, para trabalhar no Ministério da Pesca em Brasília. Vai ver para catar lambari no Lago Paranoá. Num e-mail, Medina comunica o fato ao terrorista Raúl Reys (aquele pançudo que foi morto no Equador) e deixa claro que a contratação faz parte de uma operação para proteger aquela que chama “Mona” (apelido da patroa). O PT não vai me processar por isso porque o requerimento assinado por Dilma existe e porque o e-mail de Medina a Reyes existe. É uma ligação?
Assim escreveu o “marido da Mona”  para o terrorista Reyes sobre a contratação:
Na segunda-feira, dia 15, a “Mona” começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República.

Tá bom. Publico abaixo o documento assinado por Dilma requisitando a mulher de Medina, uma grande especialista em… pesca!

dilma-solicita-mulher-de-medina

- Reportagem do jornal El Tiempo, da Colômbia - integra aqui, demonstra que Medina continua ligado aos terroristas. Na verdade, é um dos chefões de uma organização que tem 400 núcleos espalhados pelo mundo. No Brasil, segundo o El Tiempo, ele responde pela troca de drogas por armas. E sua mulher, não obstante, foi requisitada pessoalmente por Dilma para trabalhar em Brasília. O PT não vai me processar por isso porque a reportagem, com fartura de dados, existe.  Isso é uma ligação?

- A Revista Cambio, da Colombia, publicou uma série de e-mails que estavam no computador do terrorista Raul Reyes, morto por forças colombianas no Equador, listando aqueles que seriam “os amigos” das Farc no Brasil, a saber: José Dirceu, Roberto Amaral, Gilberto Carvalho, Erika Kokay, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Perly Cipriano (da Secretaria de Direitos Humanos), Paulo Vannuchi e Selvino Heck, assessor de Lula. A integra da reportagem da revista colombiana está aqui. Carvalho, chefe de gabinete de Lula, chegou a se manifestar. Disse ter intercedido em favor de Medina quando estava preso por motivos humanitários. Marco Aurélio afirmou que os e-mails eram uma armação. A Interpol o desmentiu: são verdadeiros. O PT não vai me processar por isso porque os e-mails existem, e a reportagem existe. Não vai também porque o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, forneceu os documentos a Lula. Não aconteceu nada.

No e-mail, datado de 29 de julho de 2005, por exemplo, Medina escrevia para o chefão do terror: “Os amigos daqui [do Brasil] me advertiram que deveria ficar atento, pois há uma comissão da Procuradoria que tem uma ordem de captura”. Em seguida, Medina diz que esses amigos lhe asseguraram que não deveria se preocupar porque “a cúpula do governo com apoio de Celso Amorim estavam a par. Eles não apoiariam uma captura por crimes políticos”. Isso é uma ligação?

Em entrevista histórica ao jornal Le Figaro, Marco Aurélio Garcia, aquele que aparece como amigo das Farc na revista Cambio, afirma que o Brasil é neutro sobre o caráter terrorista das Farc. Marco Aurélio acha que um grupo que seqüestra, degola, assalta, faz tráfico de droga não pode ser considerado ainda terrorista. A entrevista está neste link: ESCÂNDALO! ESCÁRNIO! ESTUPIDEZ! É TOP TOP GARCIA NA ÁREA. E vocês certamente se lembram da imagem inesquecível deste senhor, com o seu chapéu Panamá, se embrenhando na selva, numa operação liderada pela turma de Chávez, para libertar reféns, numa operação NEGOCIADA com as Farc, que não tinha o endosso do governo colombiano. O PT não vai me processar por isso também. Porque isso também é um fato.

Encerro
Não sou político, não pertenço a partido nenhum e não preciso dançar o minueto com o PT. Se Lula pode subir num palanque em Diadema e MENTIR que o governo de São Paulo cria dificuldades para as obras do PAC dentro do Estado, acho que posso falar a verdade sobre este binômio “PT-Farc”. A reação petista tem muito de cálculo. Segundo li, está mais interessado em desqualificar o deputado Índio da Costa, com a ajuda das franjas petistas ou filopetistas da imprensa, do que em negar propriamente a ligação com as Farc. Usa a entrevista do outro como uma janela de oportunidades.

O PT gosta de democracia? Não gosta! E a VEJA fez muito bem em estampar na capa, na edição passada, o monstrengo do autoritarismo. Ou aquele programa do “rubriquei, mas não traguei” não era mais uma iniciativa, entre tantas, para censurar a imprensa? O Brasil está mais democrático com o PT? Uma ova! Crescimento econômico e distribuição de renda podem se combinar bem com democracia, mas não são coisas sinônimas. Um governo que viola o sigilo bancário de um caseiro e o sigilo fiscal de um dirigente da oposição não está mais democrático, mas menos. Já expliquei aqui por quê. Confundir melhoria das condições de vida com mais democracia é coisa que agrada a ditadores. Ou o Brasil do ciclo militar foi mais democrático do que o país que o antecedeu?

Se o PT não quer ser confundido com um partido da desordem, que, então, não se confunda com ele. Ademais, as Farc não são o único grupo terrorista com o qual a legenda já flertou. Lula já manifestou o interesse em bater um papinho com o Hamas. E é hoje o grande aliado de Ahmadinejad, que financia o terror em três outros países.

Entendo que o PT, os petistas e os jornalistas isentos estejam bravos. Mas não dá pra turma posar de vestal indignada a esta altura do campeonato. Se o PSDB e até o DEM ficam com receio de chamar as coisas pelo nome, eu não fico. Com os devidos links para o divertimento dos meus leitores.

Pronto, queridos! Agora deixem o Tio Rei curtir o seu calor, enquanto vocês amargam esse frio desgraçado do aquecimento global…

Sejam contidos nos comentários. A mediação está sendo feita por outra pessoa. Colaborem! Ah, sim: pesquisem na rede a infiltração das Farc na Amazônia brasileira.

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:55

- ATÉ BREVE! E UMA CONVOCAÇÃO;
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UMA CARTA AOS LEITORES. LANÇO HOJE UMA LUTA E VOLTO A SER UM MILITANTE: MINHA CAUSA, AGORA, É O “ESTADO DO BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO”. E EU OS CONVOCO;
- MESMO COM LULA E ILEGALIDADES, PRIMEIRO “GRANDE COMÍCIO” DE DILMA É UM VEXAME: QUERIAM REUNIR 100 MIL; CANDIDATA DISCURSOU PARA…MIL!!!;
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O COMÍCIO DOS MIL - Servidores encaram ida a comício no Rio como serviço extra;
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“LULA É UM FALSO DEMOCRATA”; O “MITO LULA” PASSA POR UMA INCRÍVEL DESVALORIZAÇÃO NO MUNDO;
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Contrabando eleitoral;
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A VERDADE E A MENTIRA NUMA ENTREVISTA QUEBRA-QUEIXO;
Desconstruindo a mentira do ensino técnico com dados de um ministério… petista! Ou: as obras-fantasmas;
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TENTE ENTENDER A PROPOSTA DE DILMA PARA O ENSINO TÉCNICO…;
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Trem-bala com verba pública não vale a pena, reafirma Serra;
MAIS UM CRIME ELETORAL EXPLÍCITO EM FAVOR DE DILMA, AGORA NO RIO;
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LULA TIROU DE CIRO ATÉ O DIREITO DE VOTAR NO PRÓPRIO IRMÃO! É UMA HUMILHAÇÃO GIGANTESCA!;
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Ciro Gomes diz ter sido “feito de bobo” com retirada de candidatura presidencial;
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ASSISTAM A ESTE VÍDEO: ELE DEMONSTRA QUE A VERDADE É MAIS DO QUE GUERRA DE VERSÕES;
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“A gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata que tá com a bunda na cadeira”. É Lula pensando as instituições e dando aula de decoro;
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KAFKA? GEORGE ORWELL? NÃO! É COISA DE EXTRAÇÃO BEM MAIS VULGAR: É SÓ DUTRA, O PRESIDENTE DO PT, PENSANDO ALTO;
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GOVERNO LULA FAZ A DUPLA CONFISSÃO DE UM CRIME. OU: “DA DEMOCRACIA E DA SABOTAGEM”;
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O EXÉRCITO SECRETO DE DILMA;
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RECEITA DE ESCÂNDALOS

Por Reinaldo Azevedo
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17/07/2010

às 6:51

ATÉ BREVE! E UMA CONVOCAÇÃO

Caras e caros,

abaixo, há alguns posts da madrugada. Um, em particular, precisa ser lido. Porque faço uma convocação.

Como informei há alguns dias, as minhas moças vão me levar para passear. A moderação de comentários continuará a ser feita. Usem o espaço para manter o blog atualizado. Talvez eu volte à labuta só na madrugada do dia 2 de agosto. Não é uma promessa porque sempre me desmoralizo e acabo escrevendo. Vamos ver desta vez. Percebo que tramam às minhas costas. Há uma agenda rigorosa, com roteiro e tudo, que, parece, ocupará umas 48 horas por dia, hehe. Quando se tem 13 e 15 anos, tempo, definitivamente, não é um problema. E se trata de um plano óbvio para me manter longe do laptop. Dêem uma passadinha aqui de vez em quando, quem sabe…

Viagens quebram a rotina, e eu gosto de rotina porque acho que ela nos liberta. Mas também é bom estar preso a essa teia de afetos e de animação em que me enredam e me levam. As minhas moças, as três, afinal, preservam-me de mim mesmo, o que é bom.

Saudades antecipadas de vocês, mas estou indo. Abaixo, escrevo uma espécie de carta de princípios. De fato, ela foi escrita por vocês. Até breve!

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:49

UMA CARTA AOS LEITORES. LANÇO HOJE UMA LUTA E VOLTO A SER UM MILITANTE: MINHA CAUSA, AGORA, É O “ESTADO DO BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO”. E EU OS CONVOCO

Leitores do Tio Rei,

não sou do tipo que, invejando a saúde dos jovens, o colágeno de sua pele, cantarola: “Esses moços/ pobres moços/ ah, se soubessem o que eu sei”… Aos 48, ainda não tenho idade pra isso, embora não me fizesse mal nenhum ter agora 25 — de preferência, sabendo o que eu sei, hehe.  Brincadeirinha à parte, idade ou juventude indicam, sem dúvida, mais experiência ou menos, mas não necessariamente mais repertório ou menos. Os livros existem também para que nos preservemos de certos enganos, sem que precisemos passar por eles.

Por que essa conversa? Compadecem-me um tantinho os jovens jornalistas e candidatos a tanto, ainda nas universidades. Refiro-me a dois grupos em particular:
1) aos que “sabem”, porque bastante lidos, e tiveram ou têm de suportar a patrulha bucéfala em seus cursos, submetidos à glossolalia ideológica esquerdopata de professores que transformam as salas de aula em verdadeiras madraçais partidárias;
2) aos que se deixaram seduzir, muitas vezes sem nem perceber, pelo “outro mundo possível”, sem se dar conta de que “o outro mundo possível” só foi “impossível” até agora porque, a partir de certo estágio, a civilização resiste ao horror — o que não quer dizer que não possa cair nele, como provaram os fascismos europeus do século passado e o bolchevismo.

Como sabem, sou bastante crítico da imprensa, mas não para controlá-la e esmagá-la, como Dilma deixou claro querer no programa que rubricou, mas não tragou. Reconheço que a coisa é realmente complicada para os moços. Como se livrar daquela craca que se grudou ao pensamento, a lhes dizer que sua tarefa não é relatar o que vêem e o que apuram, segundo a regra da ordem democrática, mas promover “justiça social”, como se a dita-cuja fosse um conceito universal ou natural, feito a Lei da Gravidade, e não estivesse ela própria submetida a crivos ideológicos? Como é que essa “meninada” vai entender que essa tal “justiça social” é parte de um discurso organizado de quem tem um projeto bem mais amplo do que simplesmente promover a “igualdade”?

É difícil! A questão lhes é proposta, desde a mais tenra idade — e eu tenho filhas, lembram-se? —, como uma imposição moral, de sorte que a agenda ideológica fica diluída numa conversa pastosa sobre a igualdade, a maldade das elites, o egoísmo… Em que momento esses jovens entraram em contato com o pensamento que assegura, porque isto é história, que é a democracia a grande promotora da justiça social, e não a justiça social a promotora da democracia? Resposta: nunca!

Os exemplos estão aí: nos países em que o discurso da justiça social se tornou o redutor do debate público, prosperaram e prosperam as ditaduras; naqueles em que a ordem democrática é tornada questão inegociável, não se admitindo práticas que a solapem, caminha-se progressivamente para a redução das condições que geram as desigualdades, restando a cada indivíduo arbitrar sobre o seu destino, porque este segue sendo o único horizonte que dignifica a vida humana: a escolha.

Os dirigentes que transformaram a “justiça social” no objeto último de sua luta  caminharam, sem exceção, para a ditadura — e pouco importa saber se seus propósitos eram originalmente bons. Os que fizeram da democracia seu horizonte inegociável tornaram o mundo mais tolerante; produziram a igualdade das leis para que os homens,  livres para escolher, pudessem ser desiguais.

Sei, no entanto, que há uma espécie de “conspiração da bondade” contra os fundamentos da democracia. Militâncias particularistas — de gênero, de cor de pele, do meio ambiente, até de categorias profissionais — tomaram o lugar antes ocupado pela velha “luta de classes” e pretendem, a partir de sua visão muito particular de mundo, construir um saber de abrangência supostamente universal. Levadas a efeito todas as suas propostas, seríamos, sem dúvida, menos livres porque teríamos de obedecer aos “superintendentes” das causas.

Os jovens se deixam seduzir muitas vezes não porque sejam bobos, mas porque pretendem ser justos; ignoram que certas “causas”, se bem-sucedidas, solapariam justamente o regime de liberdades que lhes permite a manifestação, a organização, o protesto. Esse ímpeto, no mais das vezes, é manipulado por grupos ideológicos — no caso do Brasil, por um partido político em particular: o PT. Partido que, diga-se, em muitos aspectos, não poderia ser mais “da ordem” do que é; no que concerne à democracia, continua a ser da desordem — desordena a democracia.

Imprensa e bem-estar democrático
Penso naquele programa que Dilma enviou ao TSE, depois substituído por outro, não menos deletério no que respeita à imprensa. A sede de controlar a “mídia” foi reiterada depois, de modo um tanto oblíquo, numa entrevista concedida pelo presidente do partido.

Na oposição, os petistas exaltavam a liberdade de imprensa; no governo, passaram a lastimá-la. Na oposição, contavam com o trabalho da imprensa para chegar ao poder; no governo, querem silenciá-la para continuar no poder. A liberdade, pois, que lhes foi tão útil para a conquista de um objetivo passou a ser um empecilho para a conquista do outro.

O “controle da mídia” é uma dessas causas vendidas aos jovens. Nós conhecemos uma das respostas do PT à imprensa que o partido considera “pouco afeita (sic) à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático”: a malograda TV Pública, cuja mensagem se propaga numa vasta e milionária solidão, falando para ninguém. O governo e o partido, nesse particular, não têm conseguido nem mesmo ser doutrinários. O leitor, o telespectador, o ouvinte e o internauta repudiam a imprensa chapa-branca, o jornalismo a soldo, feito sob mando do estado, do governo ou de um partido.

O PT dos vários programas tem, na verdade, um programa só: substituir a sociedade pelo partido, daí as reiteradas tentativas de controlar a imprensa. O jornalismo digno desse nome, que não se confunde com os esbirros a soldo, investiga o poder, questiona os poderosos, fala em defesa dos direitos protegidos pela Constituição. E é alvo permanente dos que preferem se esgueirar nas sombras, atuando à margem da lei. Enquanto extremismos homicidas lutavam para provar a moralidade superior de suas respectivas ditaduras, a imprensa brasileira encarnava a firme, paciente e continuada defesa da democracia e do estado de direito. E tem de continuar livre. Porque quero continuar a criticá-la!

A imprensa, como destacou a Carta ao Leitor da VEJA, na semana passada, não tem lições a receber de quem não compreende o valor universal da democracia e pretende subordiná-la aos interesses de um partido e de grupos de pressão que, sob o pretexto de representar a diversidade, falam em nome de seus próprios preconceitos.

A liberdade de imprensa não é uma concessão que governos generosos ou compassivos fazem à sociedade. Ao contrário: os governos é que são uma concessão dos cidadãos à necessidade de um ordenamento jurídico que garanta as liberdades individuais. Elegemos governos para que eles assegurem os nossos direitos, não para que os cassem.

Os autoritários transformam o estado e o governo numa finalidade. Para os democratas, eles são meios que asseguram as liberdades individuais e públicas. A imprensa é o pilar do bem-estar democrático, sem o qual a meta do bem-estar social é promessa vã de embusteiros.

Paro (talvez…) uns dias para descansar, mas já estou cheio de ânimo para o retorno. Todos dizem querer o bem-estar social, e essa luta, sem dúvida, já está muito bem representada e tem muitos militantes. Saio um pouquinho e volto para a causa para a qual os convoco: O BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO, pouco importa quem vença as eleições. Não permitiremos que façam a nós, em nome de seus princípios, o que jamais faríamos a eles, em nome dos nossos.

O “Estado de Bem-Estar Democrático!” É o nome de nossa causa!

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:47

MESMO COM LULA E ILEGALIDADES, PRIMEIRO “GRANDE COMÍCIO” DE DILMA É UM VEXAME: QUERIAM REUNIR 100 MIL; CANDIDATA DISCURSOU PARA…MIL!!!

As máquinas do governo do Rio e da prefeitura da Capital foram mobilizadas para o “grande comício de Dilma Rousseff”. Como vocês viram, uma Kombi “a serviço da Prefeitura” foi flagrada lotada de panfletos. Prefeitos de outras cidades puseram ônibus à disposição da população e pressionaram os servidores. A presença de Lula era alardeada: “Deus” apareceria pessoalmente no palanque para exaltar a sua Criatura Eleitoral. Os petistas falavam em reunir 100 mil pessoas. Era para ser aquele mar vermelho. No fim das contas, quase havia mais gente em cima do palanque do que na platéia. Dilma discursou para não mais do que mil gatos pingados e molhados. Um vexame!

A concentração estava marcada para a Candelária. Dali seguiu uma passeata — que se esperava gigantesca — até a Cinelândia, onde deveria acontecer, então, a apoteose. Que nada! Entre 6 mil e 15 mil pessoas (duas estimativas da PM) participaram dessa primeira parte do evento. Já era um fiasco! Aí veio a chuva, e o povo se pirulitou. Dilma, por enquanto, parece não valer uma chuva.

Mil pessoas, é? No lançamento de O País dos Petralhas, no Rio, consegui reunir 600. E olhem que eu não usava aquele paletó de moço alegre boliviano, que Lula deve ter ganhado de Evo Morales… Nem o governo nem a Prefeitura do Rio mobilizaram a máquina para levar meus leitores, hehe…

Brincadeira à parte, o fato é que o troço foi vexaminoso. E não por falta de empenho  ou de ilegalidades. O governo Federal, o governo do Estado e a Prefeitura se encarregaram  de garantir os dois. É que Dilma, por enquanto, não chega a incendiar as massas, né? Especialmente em dia chuvoso… Ela bem que se esforça, mas não sabe brincar. No palanque, num ambiente já bem desanimado, mandou ver:
“Aqui nesta praça, no dia 10 de abril de 1984, houve a grande manifestação das Diretas Já…”
Pois é… Não foi no dia 10, mas no dia 18; não foi na Cinelândia, onde ela discursava, mas na Candelária…

Lula também discursou:
“Há uma premeditação de me tirarem da campanha política para não permitir que eu ajude a companheira Dilma a ser a presidenta deste país. (…) Na verdade, o que eles querem é me inibir, para fingir que não conheço a Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela, ter uma procuradora qualquer aí, e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço. Mas eu não sou homem de duas caras. Passo perto dela e digo para vocês: é a minha companheira Dilma, que foi chefe da Casa Civil, e está preparada para a Presidência da República deste país.”

É impressionante que a autoridade máxima da República se refira a uma outra autoridade, que só faz o seu trabalho, nesses termos. Abaixo, vocês verão que o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa afirma que Lula, no fim das contas e sob muitos aspectos, não é muito diferente de Hugo Chávez. E ele tem razão.

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:45

O COMÍCIO DOS MIL - Servidores encaram ida a comício no Rio como serviço extra

Com ar cansado, alguns poucos moradores da Baixada Fluminense enfrentam chuva e distância para participar de eventoPor Elvira Lobato, na Folha:
Nem a anunciada presença do presidente Lula animou os moradores da Baixada Fluminense a enfrentar a distância e a chuva para participar do comício da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, e do governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição. Por volta das 15h, dois ônibus estacionaram na praça do Eucalipto, em Queimados (55 km do centro do Rio), para levar moradores gratuitamente para o comício. Eles estavam a cerca de 100 metros da prefeitura. Durante uma hora, não apareceu nenhum interessado.

Aos poucos, chegaram 18 empregados da prefeitura. Com ar cansado, alguns torciam para que a viagem fosse cancelada e que os ônibus voltassem para a garagem.

Mas o compromisso foi mantido. Um ônibus voltou para a garagem, por falta de passageiros; o outro seguiu viagem, semivazio. O prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), tinha convocado moradores para o comício com carros de som. No dia anterior, ele afirmara que dez ônibus sairiam de lá em direção ao Rio.

A viagem começou com os funcionários preocupados com a reação do prefeito quando soubesse que não havia funcionários em número suficiente nem para lotar dois ônibus. A reportagem da Folha soube dos ônibus, com um telefonema para o gabinete do prefeito, no início da manhã. O funcionário que atendeu a ligação deu o local e a hora de partida.

A repórter acompanhou a viagem sem se identificar como jornalista. “”Se fosse um convite para churrasco, com cerveja, estaria lotado de gente em pé”, disse uma funcionária da Secretaria de Cultura. Não havia galhardetes, bandeiras nem cantos de hinos partidários. Foi uma viagem silenciosa, de empregados que seguem para um serão extra após a jornada normal de trabalho. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:43

“LULA É UM FALSO DEMOCRATA”; O “MITO LULA” PASSA POR UMA INCRÍVEL DESVALORIZAÇÃO NO MUNDO

Alejandro Aguirre, presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne 1300 jornais, fez ontem uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vocês já devem ter visto em algum lugar… Segundo Aguirre, ele integra aquele batalhão de governantes que usam os mecanismos da democracia para solapar a própria democracia. Acusou ainda o brasileiro de proximidade com ditadores. Para Aguirre, o governo Lula está entre aqueles que “usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial e atos judiciais sumamente arbitrários” para atacar a liberdade de imprensa.

Não sei qual será a duração do “Mito Lula” no ambiente interno. No externo, sua figura passou por uma fabulosa desvalorização. Chegou a ser visto como um príncipe. Mas já voltou a ser um sapo — de tanto beijar a mão suja de sangue de facínoras. E o mundo democrático também se escandaliza com a sem-cerimônia com que ele decidiu fazer da política brasileira um assunto privado, quase pessoal. Leiam o texto do Estadão:

Por Denise Chrispim Marin, no Estadão:
O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, qualificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos “falsos democratas” da região. Ao fim de uma reunião do comitê executivo da SIP, que agrega 1.300 meios de comunicação, ele argumentou que Lula se omitiu diante da censura ao Estado.

A censura foi imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e está em vigor desde 31 de julho do ano passado. A proibição de veiculação de notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PDMP-AP). “(A censura ao jornal) não foi denunciada pelo governante”, acusou Aguirre, que também representa na SIP o Diário Las Américas, de Miami.

Vínculos. Aguirre afirmou que o caráter de “falso democrata” de Lula não se limita a esse episódio. Essa condição, argumentou, tornou-se evidente com a estreita relação do presidente brasileiro com os irmãos Fidel e Raúl Castro, de Cuba. Também é justificada pelos vínculos de Lula com líderes eleitos democraticamente, mas que “estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas”.

“Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes”, afirmou. “Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século”, completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula.

O presidente da SIP ainda incluiu o governo Lula na lista dos que “atacam” os meios de comunicação, composta originalmente pelas administrações de Hugo Chávez, da Venezuela; de Cristina Kirchner, da Argentina; de Rafael Correa, do Equador; de Evo Morales, da Bolívia; de Daniel Ortega, da Nicarágua, e de Porfírio Lobo, de Honduras. “Esses governos usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial, atos judiciais sumamente arbitrários. Esses fatos são públicos”, declarou. Até o fechamento deste edição, o governo brasileiro não tinha se manifestado sobre as declarações de Aguirre.

Argentina. Em seu relatório trimestral, divulgado ontem, a SIP condenou a “campanha sistemática” movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais. Também assinalou como preocupantes a iniciativa do governo equatoriano de lançar uma campanha agressiva contra os meios de comunicação independentes, durante a Copa do Mundo, e a recente denúncia do governo da Guatemala de que reportagens publicadas pela imprensa seriam um atentado contra a segurança do país.

Na quinta-feira, em encontro com representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, a SIP reclamou da “incompreensível” decisão judicial que censura o Estado. Também renovou suas denúncias contra atitudes do governo Chávez.

Especificamente Aguirre, tratou de dois casos recentes - a decretação da prisão preventiva do presidente da emissora de televisão venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, e a condenação à prisão do colunista do jornal El Carabobeño, Francisco Pérez, sob a acusação de ofensa e injúria a um funcionário público.

Por Reinaldo Azevedo

17/07/2010

às 6:41

Contrabando eleitoral

Leiam editorial do Estadão:
A política do vale-tudo adotada pelo governo para eleger a candidata do chefe, a ex-ministra Dilma Rousseff, desafia a Justiça Eleitoral, a imprensa independente, a sociedade organizada e todos aqueles que sabem que não basta o voto livre, secreto, universal e devidamente contabilizado para assegurar a integridade do mais importante rito da democracia.

A garantia da chamada lisura do pleito e o ideal da igualdade das oportunidades eleitorais exigem desde muito antes da ida às urnas a ativação de tantos contrapesos quantos concebíveis dentro da lei e da ética pública à decisão do presidente Lula de perverter a administração federal em instrumento de campanha de sua escolhida. Já seria demais se fosse apenas ele, “nas horas vagas”, o arrimo de Dilma.

Na realidade, Lula lidera o mais desenvolto processo de captura do governo central para fins eleitorais de que se tem memória no Brasil desde o tempo das eleições a bico de pena. Nesta semana, a ponta do iceberg foi a desfaçatez do presidente em fazer propaganda da ex-ministra duas vezes seguidas — primeiro, em um evento oficial na sede do governo; depois, ao tornar a louvá-la no mesmo momento em que dizia se desculpar pelo ilícito da véspera.

Num dia, aparece o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmando que só em 120 dias —  não antes do primeiro turno, portanto — divulgará as conclusões da sindicância interna sobre a violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, com o mais do que provável intento de descobrir munição para alvejar a candidatura José Serra.

No outro dia, fica-se sabendo, em reportagem de Christiane Samarco e Leandro Colon publicada neste jornal, que o governo contrabandeou para dentro de um kit com materiais de defesa do voto em mulheres um discurso de 6 páginas de Dilma. O conjunto, com 3 mil livros, 20 mil cartazes e 215 mil cartilhas, foi produzido e distribuído pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, vinculada à Presidência da República.

O conjunto foi elaborado em 2008 e 2009, mas só foi impresso em maio último, aparentemente por atraso na liberação dos recursos. O custo total foi da ordem de R$ 70 mil, bancado por um convênio com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Dilma está presente no livro Mais Mulher no Poder: uma questão da democracia & Pesquisa Mulheres na Política com uma palestra que proferiu no ano passado em um seminário.

No texto publicado, a então ministra lembra a sua participação no combate ao regime militar e descreve a sua trajetória no governo, destacando o fato de ter sido a primeira mulher a ocupar a Casa Civil. A primeira reação da Secretaria foi negar qualquer intuito de promover Dilma. Mas em 2009 Lula já estava em campanha aberta por sua apadrinhada. E vinha de dois anos antes a informação de que ele a escolhera candidata.

A revelação de mais esse episódio de uso eleitoral da máquina administrativa acendeu o sinal vermelho no comitê da candidata. Com o jornal nas bancas, o assessor jurídico da campanha, Márcio Silva, apressou-se a procurar o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para prevenir o risco de um processo por abuso de poder econômico. Chegaram a pensar em recolher os kits incriminadores. Depois de consultar o Planalto, resolveu-se parar com a distribuição do material.

“Acabou, não tem mais”, disse Márcio Silva. Por via das dúvidas, opinou que “o material não é propaganda eleitoral”. Não é bem assim. Em primeiro lugar, só acabou porque a operação se tornou pública. Segundo, se não se trata de propaganda, por que a outra presidenciável, Marina Silva, do PV — que também foi ministra —, não foi chamada a contribuir para o livro ou a cartilha?

Por último, não se pode dissociar da campanha legítima pela maior participação da mulher nos centros de decisão política a dificuldade enfrentada até aqui por Dilma em reverter a preferência da maioria do eleitorado feminino por Serra, registrada nas pesquisas. E no Brasil há mais eleitoras (69,4 milhões) do que eleitores (64,4 milhões).

Mas isso é problema dela. O do País é frear as violações acintosas da lei eleitoral pelo governo Lula.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 20:04

A VERDADE E A MENTIRA NUMA ENTREVISTA QUEBRA-QUEIXO

Existe um jargão profissional para aquela entrevista em que o candidato é cercado por aquele “bololô” de repórteres com microfone e gravador na mão: chamar-se “quebra-queixo”. Creio que seja uma alusão à questão física mesmo… O risco de o entrevistado  ter  o queixo quebrado é grande. É há quem acredite, suponho, que o expediente serve para quebrar, sei lá, a vaidade do político. Não importa.

No dia 13, Serra esteve no Maranhão. Enfrentou o “quebra-queixo”. Vocês têm de ouvir o  que vai no vídeo abaixo. Um dos entrevistadores é um “repórter” da Rádio Mirante AM, que pertenceo ao moralista José Sarney.  É um vídeo curtinho.

Ouviram? Eu não tenho dúvida de que o jornalista pode perguntar o que quiser: o entrevistado não é dono de suas perguntas. Mas também o entrevistador não é dono da resposta do outro. E é preciso distinguir jornalismo de campanha eleitoral. No caso, é evidente que Serra está certo. O rapaz da rádio do Sarney — é um dado objetivo: a rádio é do Sarney — exibe dados errados. Dilma não está acima de Serra no Ibope: estão rigorosamente empatados.

No caso do Datafolha, Serra se equivoca, mas contra si mesmo: o empate é realmente técnico, porque os números são diferentes, dentro da margem de erro. No primeiro turno, o placar é 38% a 39% para ele; no segundo, 40% a 44% também para ele. Assim, não só Dilma NÃO ESTÁ ACIMA, como diz o repórter do Sarney, como, no que respeita aos número propriamente, o empate técnico do Datafolha aponta Serra com a porcentagem maior no primeiro e no segundo turnos.

Sou favorável, obviamente, à cordialidade entre políticos e jornalistas, sempre reconhecendo que o limite dessa cordialidade é não haver delinqüência política ou profissional. A questão do vídeo acima é simples: trata-se de distinguir quem diz a mentira e quem diz a verdade.

Cá entre nós, um mundo em que políticos mintam e a imprensa diga a verdade ainda é ligeiramente melhor do que o contrário.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 19:38

Desconstruindo a mentira do ensino técnico com dados de um ministério… petista! Ou: as obras-fantasmas

Tenho escrito aqui que as divergências ideológicas, que costumam resultar em abismos de opinião, são legítimas. Não posso querer que um petista veja o mundo como vejo. Eles tampouco podem esperar de mim que condescenda com seu ponto de vista. Até aí…  Mas isso não significa que a verdade tenha morrido. Se o governo federal entregou 100 mil casas em vez do um milhão prometido, a diferença ideológica é irrelevante: não é porque eu repudio o pensamento dessa gente que um milhão se transformou em 100 mil. Isso é apenas matéria de fato. Não é a minha diferença ideológica com o PT que os faz mentir. É sua vocação. Não tenho nada com isso.

O mesmo se diga em relação ao ensino técnico. Como se nota no post abaixo, Dilma realmente não sabe do que está falando, e isso independe do que eu pense do PT. A Lei 9649, a que ela deve estar se referindo, propunha justamente a parceria, que é o correto. De todo modo, seus números são fantasiosos. São Paulo tem mais da metade dos estudantes de ensino técnico do país.

DADOS DO PRÓPRIO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, COMANDADO PELO PT, DEMONSTRAM QUE, em 2003, havia 79 mil vagas dessa modalidade na esfera federal e 78 mil nas escolas estaduais de São Paulo. Pois bem: em 2009, o Estado contava com 123 mil alunos nas escolas técnicas, contra apenas 87 mil no ensino federal: houve uma expansão, no estado, de 58%; no resto do país, de apenas 9%.

Como a mentira tem perna curta e como Dilma vai lendo dados sem se dar conta do que está falando, afirma que, entre 2003 e 2010, serão construídas 214 escolas técnicas, certo? Mas aí informa: até agora, existem 140. Entendo: nos próximos cinco meses, serão erguidas, então, mais 74. Vejam que fabuloso: teria restado para os últimos cinco meses nada menos de 34% do previsto para 96 meses. Ainda que fosse verdade, seria uma evidência da enorme capacidade de planejamento do governo…

É a mesma mágica feita com o tal “Minha Casa, Minha Vida”. O governo dá por realizado aquele 1 milhão de casas e já fala em mais e milhões no PAC 2. Até agora, foram entregues apenas 100 mil. Talvez as outra 900 mil  fiquem para estes últimos cinco meses, no mesmo lote em que se entregarão as escolas técnicas… Tenha paciência!

Não é apenas o trem-bala que é fantasma. Também temos as casas-fantasmas e as escolas-fantasmas.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 19:05

TENTE ENTENDER A PROPOSTA DE DILMA PARA O ENSINO TÉCNICO…

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, concedeu hoje, por telefone, uma entrevista à rádio Banda B, do Paraná. Como se pode notar, ela responde consultando os seus papéis. Mas se atrapalha um pouquinho ao fazer propostas para o ensino técnico. Ouçam. Volto em seguida:

Voltei
Não sejam muito severos. Não pensem que é fácil cair de pára-quedas numa eleição presidencial. Ela bem que se esforça. Como é possível que vocês não tenham entendido direito a resposta, segue a transcrição:
“Tudo isso resulta em não mais do que quinhentas mil vagas, quinhentas mil… Se eu não me engano 500 mil vagas disponíveis no Brasil, que é pouquíssima! Me desculpa, resultem 250 mil vagas, eu estou errada. E aí, o que eu acho que é fundamental que nós façamos? É fundamental que nós façamos o seguinte no próximo ano, que é o meu plano: é a construção de novas escolas técnicas, que garantam a capacitação profissional para o mercado de trabalho, que você me perguntou e aí seriam mais… A construção de mais 250 mil. Então hoje nós temos construídas o total de 500 mil e seriam mais 250 mil que nós construiríamos, atingindo 750 mil. Em um esforço muito grande, a gente pode tentar a um milhão de novas vagas, chegar que tenham vagas, um milhão de vagas.”

Entenderam? Não? Nem ela.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 18:34

Trem-bala com verba pública não vale a pena, reafirma Serra

Por Angela Lacerda, da Agência Estado:
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, voltou a dizer nesta sexta-feira, 16, em visita a Pernambuco, ser contra o uso de dinheiro público ou financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o trem-bala que ligará Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro. “Trem-bala com dinheiro público não vale a pena, vai dar prejuízo, não tem demanda”, disse durante entrevista à Rádio Jornal, pela manhã, no Recife. Serra acrescentou que, se a iniciativa privada estiver disposta a bancar o projeto, ele não terá nada a objetar.

Na estimativa do presidenciável tucano, o projeto deverá custar mais de R$ 50 bilhões. Se eleito, Serra disse que utilizaria dinheiro para investir em projetos mais importantes para o País, a exemplo da Ferrovia Transnordestina, “que não está sendo feita”, completaria a Norte-Sul e em metrôs de capitais como Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador.

Pré-sal
Contrário a discussão do pré-sal em ano eleitoral - “isso é coisa para longo prazo” -, o candidato afirmou ter pedido ao presidente Lula, em reunião com a participação dos governadores do Espírito Santo e Rio de Janeiro, que o assunto ficasse para depois. “Faz no ano que vem, com calma, não é nada que precise matar cachorro a grito”.

“Lula concordou plenamente”, contou Serra, mais uma vez buscando mostrar sua proximidade com o presidente. “No entanto, como a coisa estava na mesa voltou dentro do Congresso Nacional. Resultado: não resolveu nada”.

Serra observou que a impressão que se tem “é que o pré-sal está na esquina”, mas daqui a 10 anos é que se espera uma produção razoável e uma produção plena somente em 15 anos. Segundo ele, além de não haver pressa, o assunto joga Estados contra Estados, divide o Brasil. “Foi um erro do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão e de Dilma, então chefe da casa civil, que colocaram a divisão dos royalties na mesa”.

Ele disse que não irá permitir que se tire recursos, dentro do atual projeto, das regiões produtoras que estão vivendo do petróleo. Exemplificou com a cidade de Campos, no Rio, que recebe quase R$ 1 bilhão por ano. “Se tira da noite para o dia tem que fechar, é guerra civil”. Para o tucano, “tem que ter projeto que beneficie Estados e municípios, mas quem produz tem um a mais em qualquer lugar do mundo”.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 18:08

MAIS UM CRIME ELETORAL EXPLÍCITO EM FAVOR DE DILMA, AGORA NO RIO

Leitores me mandam um vídeo que está no Youtube. Vocês têm de ver. Uma Kombi “a serviço da prefeitura do Rio” está estacionada na Cinelândia carregando material de propaganda da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Trata-se de mais uma evidência de “abuso de poder”.Vejam Volto em seguida.

Quando flagrado, o motorista tenta tirar o carro do local. O logo da Prefeitura não está lá.  Não faz a menor diferença. O aviso diz tudo: “A serviço da Prefeitura do Rio”. Isso significa que os cariocas de todos os partidos e de partido nenhum estão pagando parte da lambança.

kombi-prefeitura

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 17:56

LULA TIROU DE CIRO ATÉ O DIREITO DE VOTAR NO PRÓPRIO IRMÃO! É UMA HUMILHAÇÃO GIGANTESCA!

Leiam o post abaixo sobre a entrevista em que Ciro Gomes, como naquela música de Cazuza, comporta-se como “uma metralhadora cheia de mágoas”. Deixa claro ter sido “feito de bobo” por Lula e sua turma. Ele também se confessa magoado. E é reticente até mesmo quando indagado se vai, afinal de contas, votar em Dilma.

Sua histórica amizade com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), de quem é cria política, está abalada. Os dois, desta vez, estão em campos opostos também no Ceará. Ciro dá a entender que a responsabilidade cabe ao outro. Será? No dia 11 de dezembro de 2006 — ah, essa minha memória; por enquanto, a idade só tem colaborado com ela… —,  Tasso, então presidente do PSDB  (e os tucanos tinham acabado de perder a eleição presidencial), afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, que, caso Ciro Gomes, já no PSB, fosse candidato à Presidência em 2010, ele, Tasso, teria de se lembrar que, antes de tudo, estava o Ceará.

O que quero dizer com isso? Tasso se mostrou muito mais fiel a Ciro, a sua criatura, do que Ciro se mostra a Tasso, o seu criador. O senador não se importou em criar mal-estar no seu partido para defender seu amigo e o conhecido projeto político de ambos. Ciro não se importa em criar mal-estar em Tasso mesmo…

Ciro se coloca, na entrevista, como vítima de Lula, como vítima de Tasso, como vítima do mundo… E, vocês sabem, os que decidem exercer o poder da vítima se dão todos os direitos. No momento mais surpreendente da sua fala, diz que será ele a responder a eventuais ataques à gestão de seu irmão, Cid Gomes — antes de tudo, um genro exemplar… Assim como Lula é o tutor de Dilma, Ciro se coloca como tutor de Cid contra, sei lá,  as “forças do mal”, lideradas, no momento, pelo “amigo” Tasso Jereissati.

Ciro, Ciro… Esse rapaz é aquele que quase se tornou alguma coisa… Quando não foi derrubado pela sua exuberante vaidade, foi atingido pela sua notável estupidez na relação com o PT. Chegou a ter a ambição de ser o ungido por Lula para sucedê-lo. Depois acusou o “erro” do presidente em apostar na eleição plebiscitária. Dois enganos:

1) Ciro não é “um deles” e jamais seria o escolhido; já afirmei aqui que Lula preferiria perder para Serra, para ter o formidável poder da “oposição”, a vencer com Ciro — hipótese em que o PT não teria o poder, mas também não teria como se opor a ele. Ciro precisa estudar política.

2) A estratégia plebiscitária de Lula, ainda que, como se nota, avance maculando a democracia, do ponto de vista do resultado, está correta, contrariando o que Ciro sempre disse. Se Dilma vai ganhar ou não, é outra história. Ciro, exímio em dar tiro no próprio pé, perdeu o bonde da história.  Sempre quis tudo com muita sofreguidão. Ficou sem nada. Lula lhe tirou até o domicílio eleitoral no Ceará. Ciro não pode hoje nem mesmo votar no próprio irmão, que trata como seu protegido.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 17:41

Ciro Gomes diz ter sido “feito de bobo” com retirada de candidatura presidencial

Por Carmen Pompeu, no Estadão online. Comento no post seguinte:
O deputado federal Ciro Gomes (PSB) não vai mesmo se engajar na campanha nacional da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. “Vou cuidar aqui da nossa paróquia, que é o que me apaixona hoje”, disse, referindo-se ao Ceará, onde o irmão dele, Cid Gomes (PSB), disputa a reeleição para governador.

Coordenador político da campanha de Cid Gomes, Ciro afirmou não guardar mágoas e nem rancor. Mas que se sentiu “feito de bobo” com a forma como a pré-candidatura dele a presidente foi descartada e que, por isso, não tem a menor vontade de participar da sucessão presidencial.

“Isso tudo que aconteceu comigo, nesses passos da vida nacional, me machucou profundamente. Eu passei um momento de grande tristeza pessoal. Cheguei a negar a minha própria vocação. Eu me senti feito de bobo, que é uma sensação terrível”, desabafou, em entrevista concedida ontem (15) à noite, depois de inaugurar o comitê eleitoral do irmão, em Fortaleza.

O comitê foi inaugurado com pompa. Teve bandeiraço nos arredores e foram servidos cerveja e salgadinho à vontade aos presentes. O espaço, que era uma residência próxima ao maior parque da Cidade, o Cocó, foi todo decorado com painéis gigantes. No maior deles, estão Lula, Dilma, Ciro, Cid e os demais candidatos que compõem a chapa majoritária ao governo estadual. Dilma não compareceu. Deve visitar o Ceará apenas em agosto.

Sobre a candidata petista, Ciro disse aos jornalistas ser “profundo amigo” dela. “Somos grandes companheiros. Acho que se havia uma pessoa no PT que tinha dotes para ser candidata, entre todos os militantes petistas de alta qualidade, ela era a melhor”. Mas sair pelo Brasil pedindo votos para Dilma, ele não vai.

“Eu vou acompanhar o meu partido. Vou votar… nem votar eu vou, porque infelizmente…”, disse Ciro, fazendo uma breve pausa, lembrando e demonstrando tristeza com o fato de que, atendo ao pedido do presidente Lula, mudou o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo. “Ah sim vou votar para presidente”, emenda ao ser advertido por jornalistas que a transferência não impediria o voto para presidente, mas sim no próprio irmão, Cid, que é candidato no Ceará.

Ciro não quis falar se subiria no palanque de Dilma, ao menos nas vezes em que ela visitasse o Ceará. “O nível da minha participação em campanha dependerá muito da incorporação das minhas preocupações com o futuro do Brasil, que não são poucas e nem pequenas”, comentou. Se ele acha que essas preocupações serão atendidas? “Não sei. Eu sou um ninguém nesse momento. Nem candidato eu sou a nada”, respondeu.

No discurso que fez durante a inauguração do comitê do irmão, Ciro mencionou o nome de Dilma duas vezes. No início, afirmando que o espaço também era dedicado à campanha dela no Ceará. E no final, ao pedir votos para Cid e para todos os demais integrantes da chapa majoritária.

A fala de Ciro foi cheia de recados duros aos adversários do irmão governador. Disparou mensagens indiretas até contra o padrinho político, Tasso Jereissati (PSDB), que lançou Marcos Cals na disputa contra Cid. “Nós ouviremos com ouvidos muito respeitosos, com ouvidos muito sensíveis, todas as críticas que acaso os eminentes adversários, entre eles, alguns queridos adversários. Todas as críticas que fizerem serão anotadas em um livro de ouro da campanha do Cid Gomes. Porque o Cid, ao contrário de alguns, sabe que a verdade não tem dono. O Cid, ao contrário de alguns, sabe que a prepotência, o mandonismo, a arrogância e a violência não são linguagens para uma democracia, que nós precisamos ter aperfeiçoada”, discursou.

Ciro garantiu que ele próprio terá a incumbência de responder os ataques dirigidos contra Cid Gomes. “Respeitabilíssimos adversários, queridos alguns deles adversários, saibam também que a injustiça, que a ignomínia, que a ignorância e que a truculência contra o Cid serão todas respondidas com toda a serenidade e com todo o equilíbrio”.

Questionado se as críticas significam rompimento com Tasso Jereissati, Ciro afirmou que amizade dele com o senador tucano “não está em votação”. “O que está em votação é um projeto de Ceará. E a pergunta é simples: Quem é melhor para o Ceará, o Marcos Cals, que o Tasso defende, ou o Cid Gomes que eu defendo?”, comentou Ciro.

“Mas o projeto dos senhores não era o mesmo?”, os jornalistas perguntaram. “Mas já faz muito tempo que, em determinadas questões, nosso projeto é distinto. O projeto nacional acabou estressando e criando uma condição que não põe a minha amizade, o meu respeito, a minha profunda admiração, o meu reconhecimento - eu sou um amante da história do Ceará antes de ser um militante político. A obra que o Tasso realizou no Ceará dá a ele um lugar na história quer se goste dele, quer não se goste. E eu gosto muito. Agora, o Tasso, às vezes, desperta determinados antagonismos. Ele mesmo tem um estilo que eu já compreendo e já respeito, já entendo. Enfim, eu também tenho os meus defeitos”, disse Ciro.

Ele finalizou a entrevista afirmando que Tasso merece sim ser reeleito. “Mas, evidentemente, quem vai decidir isso é o eleitor cearense. Eu não quero fazer campanha pra ninguém. Vou fazer campanha pro Cid e pra chapa dele”.

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 16:34

ASSISTAM A ESTE VÍDEO: ELE DEMONSTRA QUE A VERDADE É MAIS DO QUE GUERRA DE VERSÕES

Tão logo cinco centrais sindicais, lideradas pela CUT, divulgaram aquele manifesto delinqüente e ilegal contra a candidatura Serra, este blog restaurou a verdade sobre o FAT e o seguro-desemprego. A proposta de criação do fundo está assegurada no Artigo 239 da Constituição, nascida de uma emenda originalmente apresentada por Serra. Ali se asseguram também os recursos para o seguro-desemprego. Tudo foi regulamentado, depois, por lei. As centrais mentiram. Estavam fazendo campanha, numa afronta à Lei Eleitoral e à Lei dos Partidos Políticos, o que também já demonstrei aqui.

Muito bem. O vídeo abaixo, em que William Bonner aparece com um vistoso “capacete”, hehe (é só inveja, William…), traz um trecho do Jornal da Globo de 14 de dezembro de 1989, três dias antes da realização do segundo turno da eleição presidencial, disputado, então, por Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Há uma reportagem a respeito. Se você quiser ver todo o vídeo, vale a pena. A exemplo do cabelo de William, é um testemunho de época.

Eu o estou publicando aqui por causa do seguro-desemprego. A última reportagem, a partir de 8min24s, trata da aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados. Vejam ali quem é apresentado como AUTOR DO PROJETO e quem concede a entrevista nessa condição.

Os anais do Congresso provam que Serra falava a verdade e que as centrais mentiram. A reportagem da época evidencia a mesma coisa. Então os tais “sindicalistas” não sabiam disso? Ora, é claro que sim! É que a mentira, no Brasil, passou a ser um bom negócio. Conta, inclusive, com o apoio daqueles setores da imprensa que não disseram a seus leitores, telespectadores, ouvintes ou internautas a verdade, como se tudo fosse uma questão de ponto de vista, de “lado” e “outro lado”.

Não é assim. A verdade existe. A mentira existe, e o Brasil não é uma mera guerra de versões entre petistas e tucanos, mediada pela imprensa “isenta”. Qual é o compromisso? Não é a verdade? Então vamos à verdade.

PERGUNTA PARA ENCERRAR - O Ministério Público Eleitoral não vai acionar as cinco centrais por terem feito “anticampanha” explícita, evidenciada pelos ataques desferidos contra o candidato e pelas mentiras escritas no “manifesto”?

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 15:20

“A gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata que tá com a bunda na cadeira”. É Lula pensando as instituições e dando aula de decoro

Lula e Sérgio Cabral organizaram um comício para Dilma no Rio, que acontece hoje. O chefão deve estar presente. Se ele não se contém nem na presença do presidente do TSE, imaginem no seu ambiente natural, que é deitando falação para a massa, num comício organizado por duas máquinas poderosas — o governo e o PT. Vai sobrar generalização e irresponsabilidade para todo lado.

Como eu sei? Bem, a história de Lula é minha melhor testemunha. Mas se o passado lhes parecer um lugar longe demais, fiquem com a fala de hoje. Lula foi a Diadema, no ABC paulista, administrada pelo PT, para inaugurar 252 apartamentos. E não teve dúvida: acusou o governo de São Paulo de retardar as licenças ambientais para obras do PAC:

“Não é apenas em Diadema que as licenças não saem. Em vários lugares deste Estado me parece que tem uma pessoa que não sei quem é, que cria dificuldades para dar as licenças ambientais para a gente fazer as coisas. É importante que os prefeitos partam para a briga”.

O presidente que fala é aquele que deixou que se passassem longos três anos sem que se tenha movido uma palha para as obras da Copa do Mundo. O atraso não se deve a “causas ambientais”, não! Trata-se de incompetência mesmo. E o PAC, como demonstram os números, não passa de uma fantasia de marketing, como é o “trem-fantasma”, também apelidado de “trem-bala”.

Mas isso não é tudo. Se um pouco de decoro restava a Lula — conceitualmente impossível de provar; só mesmo um empirista empedernido conseguiria demonstrar  algum resquício —, o Babalorixá anuncia que acabou; decidiu ser indecoroso sem medo de ser feliz. Se o crime eleitoral compensa, ele aposta que a baixaria também. Leiam:
“Nossa passagem pela Terra é curta. E a gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata que tá com a bunda na cadeira, com ar-condicionado, sentado, sem se preocupar como é que o povo está vivendo (…). Eu já estou quase deixando de ser presidente e vou voltar a falar do jeito que sempre falei neste país”.

Lula antecipa em Diadema o tom e o vocabulário que pretende usar nos comícios em favor de Dilma. E está sendo explícito: o que impede o Brasil de ser bem-governado são as leis. É um debochado!

Por Reinaldo Azevedo

16/07/2010

às 6:55

LEIAM ABAIXO

- KAFKA? GEORGE ORWELL? NÃO! É COISA DE EXTRAÇÃO BEM MAIS VULGAR: É SÓ DUTRA, O PRESIDENTE DO PT, PENSANDO ALTO;
- GOVERNO LULA FAZ A DUPLA CONFISSÃO DE UM CRIME. OU: “DA DEMOCRACIA E DA SABOTAGEM”;
- O EXÉRCITO SECRETO DE DILMA;
- RECEITA DE ESCÂNDALOS;
- OPOSIÇÃO COBRA INFORMAÇÃO DE GUIDO MANTEGA SOCRE CRIME COMETIDO CONTRA DIRIGENTE TUCANO;
- TREM-BALA - UMA NOVA ESTATAL FOI CRIADA: A FACTOIDEBRAS;
- ASSINATURA EM MANIFESTO RACHA FORÇA SINDICAL; CENTRAL DEVE RECUAR;
- LULA FAZ PRIMEIRO COMÍCIO PARA DILMA NESTA SEXTA; PT ESTRÉIA O DILMAMÓVEL (!?!?!?);
- AS UTOPIAS CIVILIZATÓRIAS DO ÚLTIMO REACIONÁRIO. OU: ELES NOS QUEREM FAZENDO XIXI NOS PRÓPRIOS PÉS;
- POR QUE LULA ODEIA TANTO OBAMA E FHC? ENSAIO UMA EXPLICAÇÃO. OU: “O SAPO BARBUDO”;
- ANTIAMERICANISMO ATÉ DEBAIXO D’ÁGUA: VAZAMENTO NO GOLFO DO MÉXICO É INCOMPETÊNCIA DOS EUA, DIZ LULA;
- CARTAXO, QUE RIMA COM TAPETE, IMPÕE SILÊNCIO OBSEQUIOSO NA RECEITA FEDERAL;
- MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE ÁUDIO DE EVENTOS EM QUE LULA PRATICA ABUSO DE PODER;
- VEM, AQUECIMENTO REGIONAL, VEM… O DESCANSO;
- E SE A GENTE COMEÇASSE A PRODUZIR MENOS COMIDA, PARA RECUPERAR MATA NATIVA, E APRENDESSE A FAZER MICAGEM E A SE PENDURAR EM ÁRVORES?;
- LULA QUER ESTATIZAR OS NOSSOS FILHOS; NÃO SÓ ISSO: QUER PUNIR OS PAIS DECENTES, JÁ QUE OS INDECENTES CONTINUARÃO A FAZER O QUE SEMPRE FIZERAM;
- PRESIDENTE DO PT REPETE LADAINHA AUTORITÁRIA DO PROGRAMA “RUBRIQUEI, MAS NÃO TRAGUEI”. OU: “AI QUE VONTADE DE CENSURAR A VEJA!!!” CONTENHA A COCEIRA, COMPANHEIRO!

Por Reinaldo Azevedo
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