27/01/2012
às 19:55Quanto mais faltam evidências do “massacre”, mais os esquerdistas se assanham e denunciam o que não aconteceu. É a disputa eleitoral!
Sim, meus caros, eu vou falar de outros assuntos, sim! Dou especial atenção a essa história do Pinheirinho porque é preciso ficar caracterizado que a reação é tão maior quanto mais faltam evidências da tal “operação de guerra” ou do tal “banho de sangue”.
O governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Polícia Militar, executou uma ação de reintegração de posse. Os proxenetas e cafetões da pobreza enganaram os moradores do Pinheirinho, mantendo-os desinformados sobre o status legal da questão. Nem governo do estado nem polícia tinham alternativa. Ou melhor, tinham: a alternativa ao cumprimento da lei e à determinação do Judiciário é a anarquia, é a bagunça. Se e quando ela se instalar, será contra os pobres, já que os mais fortes sempre têm como se defender.
É lamentável em si? É, sim! Todos deveriam ter casa etc. e tal? Claro! Essa é uma das tarefas em que está empenhada a sociedade brasileira. Eu, aliás, acho que todos deveriam ser felizes e belos. Mas haverá um tempo até que se zere o déficit habitacional brasileiro. Espero que seja num prazo mais curto do que o andamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”. No atual ritmo, Dilma entregará os três milhões de casas prometidos (por Lula e por ela) só daqui a 22 anos. Até lá, haverá outros milhões.
Consolidou-se no Brasil a máxima de que o Estado tem de dar casa a quem não tem casa. Seria uma obrigação. Acho discutível, mas não vou… discutir agora. Da noite para o dia, como sabem os petistas, elas não saem do chão. Enquanto não saem, as leis não podem ser jogadas no lixo — incluindo as determinações judiciais — porque há pessoas sem casa. Se formos declarar a falência do aparato legal até que não se resolvam todas as injustiças sociais, chegaremos ao estado da natureza. E, aí sim, não se terá jamais o Reino da Justiça na Terra, não é mesmo?
Ausência de evidências
- Onde estão os mortos do Pinheirinho?
- Onde estão as centenas de feridos do Pinheirinho?
- Onde estão os mutilados do Pinheirinho?
Não existe nada disso! Desocupação, quando há resistência — e houve! — sempre comporta uma dose de força bruta? Sim! Até na Suíça. Se há casos isolados de exagero, que sejam punidos, para que os entes que detêm o uso legítimo da força se disciplinem. Mas daí a sugerir que houve um “massacre do Pinheirinho”, ou “barbárie”, como disse Dilma Rousseff… Tenham paciência! Seis mil pessoas deixaram o terreno. Foi, sim, uma ação gigantesca. E, ao contrário do que dizem, não há mortos nem uma legião de feridos. Um homem levou um tiro. Não foi da PM, que atuava sem arma letal. É preciso chegar ao responsável.
Os exploradores do sofrimento alheio, agarrados a uma pauta político-partidária, tentam criar a ilusão do massacre. São experientes em urdir farsas históricas. Não é de hoje que se dedicam a essa tarefa.
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