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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

23/07/2014

às 22:18

Ação do governo Dilma contra Israel: só antiamericanismo ou também antissemitismo?

Eu sempre espero as piores coisas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. E não foi diferente desta vez. O Itamaraty, sob o comando do ministro Luiz Alberto Figueiredo, emitiu uma das notas mais intelectualmente delinquentes da sua história — no caso, sobre o conflito israelo-palestino. Eu a reproduzo em vermelho e comento em seguida.

O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.

O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.

Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje.

Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.

Retomo
Em linguagem diplomática, “chamar um embaixador para consultas” implica uma espécie de agravo ao país no qual está a representação brasileira. Com isso, o Brasil envia uma mensagem desnecessariamente hostil a Israel.

Observem que o texto defende um cessar-fogo entre as partes, mas se refere apenas à reação israelense, considerada “desproporcional”, sem nem mesmo uma menção aos foguetes disparados pelo Hamas. Há até uma questão de lógica: para um cessar-fogo, é preciso que haja… troca de fogo! Tem-se a impressão de que Israel não é o Estado originalmente agredido.

A votação no Conselho de Direitos Humanos na ONU, que, mais uma vez, joga a responsabilidade exclusivamente nas costas de Israel, é uma farsa. É um acinte que a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fale em possíveis “crimes de guerra” de Israel sem mencionar o fato de o Hamas recorrer a escudos humanos.

É um escárnio que o governo brasileiro seja mais duro com Israel do que, por exemplo, com o carniceiro Bashar Al Assad, da Síria. Só para arrematar: em 2006, na gestão Lula, com Celso Amorim à frente do Itamaraty, o Brasil se absteve de uma resolução condenando o governo do ditador Omar al-Bashir, do Sudão, pelo massacre de pelos menos 500 mil cristãos em Darfur.

Para o governo petista, Assad e Bashir são caras batutas. Quem merece condenação é o Estado de Israel, que já recebeu uns 2 mil foguetes do Hamas em 15 dias.

O histórico da hostilidade dos governos petistas com Israel está relacionado, num primeiro momento, ao antiamericanismo bronco dos companheiros: se os EUA apoiam os israelenses, então os nossos brucutus verde-amarelos vão se opor. No caso, no entanto, a omissão aos ataques do Hamas é tão acintosa que é o caso de indagar se não há em nota tão delinquente um componente antissemita.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 21:33

Antes de conceder liberdade a black blocs, desembargador mistura no Twitter Caetano Veloso com o Hino da Proclamação da República

Caetano Veloso fantasiado de black bloc: desembargador cita trecho de uma letra sua no Twitter antes de conceder habeas corpus

Caetano Veloso fantasiado de black bloc: desembargador cita trecho de uma letra sua no Twitter antes de conceder habeas corpus

Na democracia, decisão da Justiça, a gente respeita, mas discute, sim. Ou existiria uma espécie de tirania do Judiciário, não é? E é evidente que ninguém quer isso. Assim, debato aqui a escolha e ponho em questão os critérios do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele concedeu habeas corpus às 23 pessoas que tiveram prisão preventiva decretada em razão de atos violentos praticados nas manifestações do Rio de Janeiro.

À reportagem de VEJA.com, como se lê no post anterior, doutor Darlan confessou não ter lido o processo na íntegra (eu também não, claro!), mas ter-se baseado em informações fornecidas pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau, que havia decretado as prisões. Assim, onde um viu motivos para mandar prender, o outro viu motivos para mandar soltar.

Sei o que veio a público até agora. As gravações me parecem muito eloquentes, bem como os elos entre os acusados. Ele optou pela liberdade com medidas cautelares: entrega de passaportes em 24 horas, comparecimento mensal à 27ª Vara Criminal da Capital do Rio, proibição de sair da cidade sem prévia autorização da Justiça.

Vamos lá.

Hoje em dia, vocês sabem, quase todo mundo está nas redes sociais. Eu também — embora só use o Twitter e o Facebook para reproduzir trechos e links dos meus textos. Leio que doutor Darlan, pouco antes de tomar a sua decisão, resolveu fundir Caetano Veloso com o Hino da Proclamação da República, cuja letra é de Medeiros e Albuquerque, e mandou ver no “Face”: “O pensamento parece uma coisa à-toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar” (Caetano), emendando “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!”.

Então… Parece ser, assim, uma mensagem carregada de simbolismos, não é? Fica a sugestão de um desembargador libertário contra, sei lá, a fúria punitiva do estado talvez…  Parece-me um falso paradoxo. Mas como deixar de apontar o que segue?

Caetano é aquele cantor que se deixou fotografar com um pano preto na cabeça, imitando a, como dizem, “estética black bloc”. As “asas da liberdade que se abrem sobre nós” é uma referência ao Hino da Proclamação da República, que também já virou samba-enredo de escola de samba. Não sei qual dos dois o doutor citava…

Se há coisa que os black blocs não respeitam é o fundamento da “Res Publica”, da “coisa pública”. Por isso saem quebrando tudo por aí, sejam bens coletivos, sejam bens particulares. Por fragmentos de entrevistas que concedem — eles próprios ou seus defensores —, nota-se que têm uma concepção muito particular de democracia, que despreza os valores consagrados pela maioria da população, que entende que o respeito à lei e à ordem democrática é um pressuposto básico das liberdades públicas e individuais.

O juiz tomou a sua decisão. Eu lamento que assim seja. E, a meu ver, os valores democráticos também.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 20:48

Juiz concede habeas corpus a 23 black blocs no Rio

Por Daniel Haidar, na VEJA.com. Volto no próximo post:
O desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu a 23 black blocs o direito de responder em liberdade ao processo por associação criminosa armada. Com ordem de prisão preventiva decretada desde a última sexta-feira, dezoito deles estavam foragidos. Dos cinco beneficiados que estavam presos, apenas três poderão deixar a penitenciária nas próximas horas: Elisa Quadros, Camila Jourdan e Igor D’Icarahy. Dois deles (Fábio Raposo e Caio Silva) continuarão detidos porque restam contra eles ordens de prisão preventiva expedidas pela morte do cinegrafista Santiago Andrade.

O grupo de 23 ativistas e black blocs foi investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na Operação Firewall. Dezenove foram presos na véspera da final da Copa do Mundo acusados de organizar atos violentos que seriam realizados durante a partida.

Darlan afirmou que não analisou o processo na íntegra, mas se baseou em informações enviadas formalmente pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau sobre a necessidade das prisões das 23 pessoas. “O juiz mandou as informações para análise e, neste momento, não preciso analisar o inquérito. Constatei que a prisão não era necessária e que podiam permanecer em liberdade com medidas cautelares”, afirmou ao site VEJA.

Para impedir a fuga dos 23 beneficiados, o desembargador determinou que eles entreguem em até 24 horas os passaportes. Também obrigou que eles compareçam mensalmente à 27ª Vara Criminal da Capital do Rio, onde corre o processo por associação criminosa, para informar e justificar atividades no período. Foram ainda proibidos de sair da cidade sem prévia autorização judicial. Se qualquer uma dessas medidas for desrespeitada, a prisão preventiva será imediatamente decretada.

Na decisão, o desembargador menciona o entendimento do Ministério Público do Rio de Janeiro em relação aos acusados Camila Jourdan e Igor D’Icarahy. O casal foi preso em flagrante no dia 12 de junho pela posse de uma bomba caseira com capacidade letal. Mas, a partir da concordância da Promotoria, ganharam o direito de responder a esse crime em liberdade. Continuavam presos devido à ordem de prisão preventiva no processo por associação criminosa.

Este é o primeiro processo no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro contra quadrilhas responsáveis por atos violentos em manifestações. A polícia diz ter obtido provas de que os 23 acusados praticaram atos violentos e planejavam novos crimes ao término da Copa do Mundo.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 20:39

Prejuízo de Pasadena: daria para construir 125 aeroportos como o de Cláudio, em Minas. Ou: A responsabilidade de Dilma

O Tribunal de Contas da União analisou detidamente os números da compra da refinaria de Pasadena. Quem quiser que vá lá desafiar os critérios. Segundo aqueles que são empregados para analisar outras operações, a Petrobras teve um prejuízo com a operação de US$ 792 milhões. Trata-se, obviamente, de uma soma fabulosa. O tribunal aponta como responsáveis 11 ex-diretores da estatal. Os membros do conselho, que era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram poupados. Caso haja fatos novos, sua eventual responsabilidade pode ser reexaminada, mas não parece que isso esteja para acontecer.

Vamos lá. Já se escreveu e se falou muito a respeito do assunto. De fato, não parece que os membros do Conselho possam ser diretamente responsabilizados pela operação. Em situações assim, a tendência é que se fiem na avaliação da diretoria e de consultorias especializadas, que endossaram a compra. A questão que diz respeito à agora presidente Dilma é de outra natureza. Já escrevi aqui e reitero: a mim me incomoda mais a omissão da Dilma como chefe do Executivo do que da Dilma como presidente do Conselho. Por quê?

Os conselheiros perceberam, sim, que a compra de Pasadena era um mau negócio. Tanto é assim que recorreram à Justiça dos Estados Unidos para se livrar da obrigação de comprar os outros 50% da refinaria. Já ali, perceberam tratar-se de uma opção danosa para a empresa brasileira. Talvez tenha faltado, no entanto, assessoria competente para demovê-los da ideia. Afinal, não havia o que fazer. E a tentativa de abrir mão da obrigação de comprar a empresa custou alguns milhões a mais; só contribuiu para elevar o prejuízo final.

Assim, a Dilma conselheira já tinha plena ciência da operação ruinosa, realidade que ela vocalizou mais tarde, quando veio a público com o seu “eu não sabia”. Então cabe a pergunta óbvia: como é que Nestor Cerveró, diretor da Área Internacional da Petrobras, que havia deixado o cargo no período, digamos, pós-Pasadena, voltou a uma subsidiária da empresa, na direção financeira da gigante BR Distribuidora? “Ah, uma presidente não cuida dessas miudezas” Lamento! Não se trata de miudeza: nem o prejuízo da Petrobras nem o cargo.

É claro que a condenação tem um peso político importante. Entre os punidos, está José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal e petista de quatro costados. O PT, no entanto, tentará dar ênfase ao fato de que o TCU poupou a presidente. Uma coisa, no entanto, não dá para disfarçar: uma única operação da Petrobras na gestão Lula, quando Dilma era presidente do Conselho e chefe inconteste do setor energético, gerou um prejuízo à empresa de R$ 1.758.240.000,00: lê-se “um bilhão, setecentos e cinquenta e oito milhões, duzentos e quarenta mil reais.

Daria para construir 125 aeroportos em Cláudio. E olhem que esse é o prejuízo decorrente de uma única ação, numa só empresa.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 17:53

TCU responsabiliza 11 ex-diretores da Petrobras por perdas de US$ 792 milhões com Pasadena

Por Laryssa Borges, na VEJA.com. Ainda voltarei ao assunto:
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta que os ex-diretores da Petrobras foram culpados pelo prejuízo de 792 milhões de dólares na malfadada operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Relator da representação que apura irregularidades na aquisição da unidade americana pela Petrobras, o ministro José Jorge defendeu, ao levar o caso para apreciação do Plenário da Corte, que ex-diretores da estatal brasileira tenham os bens bloqueados para futura reparação aos cofres públicos, mas isentou de responsabilidades a presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da empresa na época do negócio. O voto do ministro foi seguido pelos demais membros do TCU. Apesar de isentar a presidente, tanto Dilma quanto o restante dos membros do Conselho poderão ser investigados caso novos elementos surjam no processo que poderá ser aberto para cobrar as perdas causadas pela aquisição da refinaria.

Em janeiro de 2005 o grupo belga Astra comprou 100% da refinaria de Pasadena pelo valor de 42,5 milhões de dólares. No ano seguinte, vendeu 50% do negócio para a Petrobras por 431,7 milhões de dólares. Após mais de três anos de litígio, a Petrobras se viu forçada a adquirir todas as ações da refinaria e da trading associada à empresa por 1,24 bilhão de dólares. A conta, até o início deste ano, já ultrapassava 1,9 bilhão de dólares se contabilizados os investimentos feitos na planta ao longo do período. A chamada operação Pasadena é considerada um dos piores negócios da história da empresa. “É possível concluir pela existência de robustos indícios da prática de atos que impuseram prejuízos à Petrobras”, declarou o ministro.

Em seu voto, o relator afirmou que o Conselho de Administração não tinha todas as informações necessárias para avaliar a viabilidade da compra da refinaria nos Estados Unidos e disse que o colegiado recebeu dados diferentes dos detalhes citados nos contratos de compra da refinaria. Para José Jorge, Dilma Rousseff e os demais conselheiros não tiveram acesso, por exemplo, às cláusulas Put Option e Marlim, além de terem sido municiados de “informações incorretas”. A Marlim previa à Astra Oil uma lucratividade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado, enquanto a Put Option obrigava a empresa brasileira a comprar a outra metade da refinaria caso os dois grupos se desentendessem.

O resumo executivo levado ao Conselho de Administração da Petrobras foi elaborado pelo ex-diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró, apontado por Dilma como o responsável pelo “parecer falho” que levou a empresa a autorizar a compra da refinaria de Pasadena. Em depoimentos no Congresso Nacional, Cerveró se eximiu de culpa ao informar que não era de sua responsabilidade encaminhar ao conselho da estatal a existência das cláusulas Marlim e Put Option na transação e disse que as duas cláusulas não eram “importantes” do ponto de vista negocial.

Para o relator no TCU, porém, a despeito de o Conselho de Administração não poder ser diretamente responsabilizado pela compra da refinaria no Texas, os membros da diretoria executiva têm responsabilidade na transação, já que “cabia à diretoria a gestão do processo de compra, desde o contrato inicial até a confecção dos contratos”. De acordo com o voto de José Jorge, os integrantes da diretoria executiva da estatal na época da transação, entre os quais o então presidente da companhia José Sergio Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, deveriam ter os bens bloqueados, além de serem notificados para apresentar suas justificativas. O teor do voto de Jorge ainda será apreciado pelos demais ministros do TCU.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 15:58

Nem “rebeldes” nem “separatistas”; são terroristas

Chegou a hora de a gente pôr os devidos pingos nos “is”. Às vezes, reproduzo trechos de textos de alguns veículos, com o link. Às vezes, a íntegra de reportagens da VEJA.com, onde se hospeda meu blog. Nesses casos, vocês ainda encontrarão, doravante, a palavra “rebeldes” para designar os separatistas do Leste da Ucrânia. Em textos de minha própria lavra, não mais: doravante, serão chamados por aquilo que são: terroristas.

Já não restam dúvidas de que o avião da Malaysia Airlines foi derrubado pelos ditos-cujos. Ainda que a ação não tivesse sido deliberada — e eu mesmo hesitei em classificá-la de terrorista —, estaríamos diante de uma espantosa irresponsabilidade. Mas que se note: os sinais emitidos por aviões civis são distintos dos militares. Os que operavam o lançador de mísseis — o tal “Buk”, de fabricação russa — tinham como saber que se tratava de aeronave não militar.

Mas vá lá… Se já se situavam, ali, no limiar do terror, os delinquentes o ultrapassaram quando impediram o livre acesso das autoridades ao local da tragédia, quando se colocaram como senhores dos corpos, quando procuraram omitir provas de suas ações criminosas. Só entregaram a caixa-preta do avião porque se criou um verdadeiro clamor internacional.

Ninguém mais tem dúvida do papel que joga Vladimir Putin nessa história. Ele não se distingue hoje de um financiador do terror, a exemplo de outros que há no mundo. Já anexou a Crimeia — e isso, convenham, o mundo já tinha absorvido. Mas não parou por aí. O governo russo financia escancaradamente os delinquentes, mesmo depois de a Ucrânia ter realizado eleições livres e contar agora com um governo inequivocamente legítimo.

Não são separatistas. Não são rebeldes. São terroristas armados por um Estado. A propósito: a imprensa democrata, e a nossa embarcou na onda, riu bastante de Mitt Romney, candidato republicano à Presidência em 2012, quando ele afirmou que a Rússia era “o inimigo geopolítico número um” dos EUA. Pois é…

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 15:39

Rebeldes derrubam dois caças militares no leste da Ucrânia

Na VEJA.com:
Dois caças do Exército ucraniano foram derrubados por separatistas pró-Rússia nesta quarta-feira, informou a rede americana CNN. O ataque contra as aeronaves ocorreu seis dias após os rebeldes serem acusados de lançarem um míssil contra o voo MH17 da Malaysia Airlines, provocando a morte dos 298 civis que viajavam no avião. Segundo fontes militares do país, um sistema antiaéreo derrubou os jatos após uma missão realizada perto de Dmytrivka, na região de Donetsk, ao leste do país. Os pilotos conseguiram ejetar seus assentos antes de os aviões se chocarem contra o solo, mas não há informações sobre as suas condições de saúde.

O novo ataque contra o Exército ucraniano evidencia a capacidade dos rebeldes de operar armamentos antiaéreos. Antes de lançaram um míssil contra o MH17, os separatistas haviam derrubado um avião de transporte militar Antonov An-26 e uma aeronave de combate Sukhoi Su-25. Nesta quarta-feira, os Estados Unidos divulgaram provas que demonstram que a Rússia treinou e equipou os separatistas ucranianos apontados como responsáveis por abater o MH17. Ao jornal The Washington Post, funcionários da inteligência citaram como algumas das evidências dados de sensores que seguiram a trajetória do míssil que provavelmente derrubou a aeronave malaia, marcas de estilhaços na aeronave, análise de conversas dos rebeldes e fotos publicadas nas redes sociais.

Corpos
Dois aviões com os restos mortais de parte das vítimas do MH17 desembarcaram em um aeroporto de Eindhoven, na Holanda, para que possam ser identificados e entregues aos familiares. A agência de notícias Associated Press reportou que somente quarenta caixões foram transportados nesta primeira operação. De acordo com a BBC, o governo holandês decretou luto em homenagem aos mortos no desastre, dentre os quais 193 eram cidadãos do país. Uma investigação foi lançada por promotores holandeses para responsabilizar os culpados com acusações de crimes de guerra, homicídios e abate de um avião de passageiros.

Apesar de os insurgentes da autoproclamada República Popular de Donetsk terem garantido que não há mais restos mortais no local do acidente, apenas destroços do Boeing, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, disse hoje que não há certeza de que todos os corpos das 298 pessoas que estavam no avião malaio foram recuperados. “De acordo com as primeiras inspeções, não temos certeza de quantos corpos temos. É bastante possível que muitos continuem lá, à mercê da interferência e dos estragos do calor e dos animais”, declarou Abbott. Analistas de inteligência da Grã-Bretanha confirmaram que rebeldes interferiram nas evidências do desastre aéreo, movendo corpos de vítimas e espalhando destroços de outros aviões para atrapalhar as investigações internacionais.

Caixas-pretas
Após serem devolvidas pelos separatistas ucranianos, as caixas-pretas do MH17 chegaram à Grã-Bretanha, onde analistas serão encarregados de analisar as últimas conversas gravadas dentro da cabine dos pilotos. “Os especialistas estão confiantes de que, dependendo do nível do estrago, conseguirão recuperar as informações dentro de 24 horas e enviar um relatório aos investigadores. Não estamos autorizados a fornecer maiores detalhes sobre a operação”, afirmou ao The Guardian um porta-voz do Departamento de Transportes britânico.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 15:29

Desenha-se uma campanha contra o povo

Peço aos leitores que prestem atenção à forma como vai se desenhando a campanha eleitoral. Entendo que há mostras de que ela se dá contra os interesses do conjunto dos eleitores. Por que afirmo isso? Não vou aqui fazer juízo de valor, mas apenas lidar com os fatos.

O PT resolveu apelar ao Ministério Público Eleitoral, que acatou a reclamação, contra um link que está na página oficial do senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. Segundo os petistas, esse link caracteriza uso da máquina pública em favor de uma candidatura. O vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, concordou com o reclamante e pede multa para o senador.

Muito bem! Na sabatina de que participou, promovida pela Jovem Pan, Folha, UOL e SBT, o presidenciável tucano Aécio Neves afirmou que pretende promover mudanças no programa “Mais Médicos”. Basicamente, se eleito, ele quer que os médicos cubanos recebam integralmente os vencimentos a que têm direito — os R$ 10 mil — e que lhes seja facultado fazer o exame “Revalida”, o que lhes permitira o exercício pleno da medicina no país. Hoje, os cubanos são médicos pela metade porque só podem atuar no âmbito do programa. Como é sabido, os doutores oriundos da ilha ficam com algo em torno de R$ 3 mil do salário apenas. O restante vai para os cofres da ditadura cubana. Em um ano, isso soma quase R$ 1 bilhão.

Muito bem! Um candidato de oposição tem mais do que o direito de propor mudanças. Ele tem o dever. A sociedade é que vai dizer, por meio do voto, se concorda ou não com ele. Atenção! Arthur Chioro, ministro da Saúde — e ele é ministro tanto de eleitores da situação como de oposição —, veio a público não para contestar as críticas de Aécio, não para dizer que discorda por esse ou por aquele motivo, não para tentar provar que o governo está certo. Nada disso! Ele veio a público para acusar o candidato de oposição de querer “acabar com o programa”. O mesmo fez o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, que nem é da área.

Ora, quando os dois ministros falam, eles o fazem pelo governo; eles o fazem no comando das máquinas de suas respectivas pastas, financiadas pelo estado brasileiro. Se um mero link numa página oficial do Senado — que quase ninguém visita — caracteriza uso indevido de dinheiro público, o que fazem os dois ministros é, então, o quê?

É preciso que se estabeleça a devida distinção, acho eu, entre contestar uma crítica — e isso é absolutamente legítimo — e praticar terrorismo eleitoral. Acusar um candidato de querer extinguir um programa quando, na verdade, faz propostas para corrigi-lo, parece-me caracterizar óbvio exercício de má-fé. Fosse assim, não haveria oposição nas democracias. Afinal, o contraditório seria sempre considerado sabotagem. E, pois, por uma questão lógica, tal regime uma democracia não seria, mas tirania.

O eleitor brasileiro tem direito a um pouco mais do que isso. Tem direito a debater saídas para o país. Hoje, infelizmente, e não entro no mérito das responsabilidades, o Brasil consegue conjugar os piores indicadores econômicos da América Latina: baixo crescimento, inflação alta e juros escandalosos. Os que se dispõem a governar o país — Dilma, Aécio ou Campos, entre outros — têm de oferecer, antes de mais nada, respostas para sair dessa encalacrada. Em vez disso, vemos a disputa tomar outro rumo, a quilômetros de distância dos interesses do povo brasileiro.

Se a coisa continuar assim, este será um país só com passado — e um passado não muito bom. E sem futuro.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 6:41

LEIAM ABAIXO

A marcha dos irresponsáveis e a recuperação da sanidade. Ou: A mãe de um “ativista” é o quê? Uma ideia? Uma ideologia? Uma tese? Uma antítese? Uma síntese?;
Absurdo! Santa Casa de SP suspende atendimento do pronto-socorro alegando falta de recursos; primeira providência é destituir o administrador;
Haddad privatizou o programa de moradia e o entregou aos movimentos de sem-teto: é uma variante de fascismo, não de democracia representativa;
Pesquisa Ibope: números estão no patamar dos do Datafolha; só os do 2º turno de Aécio e Campos não batem. Quem errou ou não deu sorte?;
Aécio: “A campanha começou como nossos adversários gostam: com mentiras e ataques à honra”. Ou: MP já tinha investigado aeroporto e arquivado a questão;
Desapropriação não depende de concordância de antigo proprietário para se efetivar. Ou: Quem é o homem da área jurídica da campanha de Dilma;
Previsão de crescimento do governo é o dobro da do mercado. Adivinhem quem está mais próximo da verdade…;
Coordenação da campanha de Aécio questiona Dilma sobre nota do PT em defesa dos black blocs presos;
Lula está fazendo campanha para a eleição de… 2010!!!;
Companhias aéreas dos EUA cancelam voos para Israel;
— Entendi: o primeiro mandato de Dilma foi só a fase “Escolinha do Professor Raimundo”! Ela promete corrigir os erros se for reeleita!;
— Uruguai mostra que ainda não enlouqueceu de vez e nega asilo a advogada ligada a black blocs; mulher deixa local em carro de deputada do PSOL que confessou desvio de verba de sindicato. Quanta gente pura reunida!!!;
— Conselho de Segurança cobra investigação independente sobre queda de avião;
— Já são 27 os soldados de Israel mortos, um recorde desde 2006, mas delinquência do Hamas une sociedade israelense;
— A democracia só persegue golpistas e terroristas. Quem busca asilo no Uruguai se considera uma coisa ou outra?;
— Foragida, advogada de black blocs pede asilo ao Uruguai;
— Temei, Supremo! Cresce a possibilidade de Dilma indicar Cardozo para a vaga de Barbosa!;
— Pela primeira vez, mercado projeta crescimento abaixo de 1% para este ano;
— Haddad bate recorde de impopularidade e… tira férias! Faz sentido!

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 6:16

A marcha dos irresponsáveis e a recuperação da sanidade. Ou: A mãe de um “ativista” é o quê? Uma ideia? Uma ideologia? Uma tese? Uma antítese? Uma síntese?

Enquanto a Polícia do Rio e o Ministério Público investigavam a rede criminosa que se formou para depredar o patrimônio público e privado, para atacar a polícia e os poderes instituídos e para provocar o caos no país, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, conversava com black blocs. Foram várias reuniões. Os filoterroristas trocavam telefonemas para fabricar coquetéis molotov e planejavam incendiar a Câmara dos Vereadores, mas um dos principais ministros de Dilma Rousseff batia papinho com marginais. Setores majoritários da imprensa — e não adianta a gente tentar dourar a pílula — não estavam menos doidões do que Carvalho: chamavam baderneiros de “manifestantes” e violência explícita, de “manifestação pacífica”. Aliás, tratam ainda hoje militantes de grupos de extrema esquerda, alguns com clara vocação terrorista e que fazem profissão de fé na violência, como “ativistas”. Eu continuo a não saber o que é isso.

Quando a prisão preventiva de 23 investigados foi decretada, o PT — sim, o PT! — veio a público para criticar a Justiça. Sem conhecer os dados do inquérito e sem ter informações sobre as investigações, emitiu uma nota em que afirmou: “O PT repudia a criminalização das manifestações e defende a ampliação dos espaços de diálogo e participação popular na relação do Estado com os movimentos sociais. A violência de Estado e a intimidação de manifestantes devem ser repelidas por todos os que defendemos a democracia e a liberdade de manifestação, motivo pelo qual também reivindicamos a liberdade dos ativistas que ainda se encontram presos”.

A nota é assinada por Rui Falcão, presidente do partido; Bruno Elias, secretário de Movimentos Populares, e Rodrigo Mondego, coordenador do Setorial de Direitos Humanos do PT. Esse Rodrigo acompanhou, por exemplo, a advogada Eloísa Samy ao Consulado do Uruguai, com um casal de black blocs. Foram pedir asilo político! Nota: o rapaz tem 18 anos; a moça é menor. Impressionante!

Lembrem-se de tudo o que aconteceu no país de junho do ano passado a esta data, incluindo os dias que antecederam a Copa do Mundo. Não lhes parece impressionante que a Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça — cujo titular é José Eduardo Cardozo —, não tenha conduzido uma única investigação de fundo? Nada!!! A marcha da irresponsabilidade só fazia crescer. A própria OAB-RJ se comportou, e já pontei isso aqui, como babá de black blocs.

Gravações que vieram a público dão conta da articulação criminosa. Agora, a polícia investiga as fontes de financiamento da baderna. Uma delas seria o Sindipetro-RJ, o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, que é filiado à CUT — e isso quer dizer que é vinculado ao PT. Outro é o Sindicato dos Professores do Rio. E, nesse caso, não há surpresa nenhuma. A direção da entidade é ligada ao PSOL (já volto ao partido). Na greve dos professores das redes estadual e municipal do Rio, a entidade emitiu uma nota em que admitia a parceria com os black blocs.

Do PSOL também é a deputada estadual Janira Rocha, aquela que usou um carro da Assembleia Legislativa para transportar a foragida Eloisa Samy. Ou por outra: uma parlamentar deu fuga a uma procurada pela polícia. É a mesma Eloísa que se fazia acompanhar pelo tal Rodrigo Mondego, do PT. Entenderam?

O partido, que emitiu a nota em solidariedade aos que tiveram a prisão preventiva decretada, agora se cala diante das evidências dos crimes que cometeram. O mesmo faz Gilberto Carvalho. Dilma não age de modo diferente. Toda essa gente, em algum momento, achou que o caos lhe poderia ser útil.

Assistam a um vídeo que circula nas redes, produzido pela notória “Mídia Ninja”. Esta senhora que fala aí é Jandira Mendes, mãe de Igor, um dos que tiveram a prisão preventiva decretada e que estão foragidos.

Peço a vocês, por favor, que comentem com moderação. Afinal, ela é mãe, embora sua visão de mundo não pudesse ser mais equivocada. Não sei se a polícia atuou como ela diz. É o relato de quem sustenta haver “presos políticos” no Brasil… Dizer o quê? Sei lá que desvio cognitivo leva essas pessoas a reagir como se o país fosse uma feroz ditadura. A única tirania que enfrentamos, convenham, é a dos valores de esquerda, não é mesmo?

Torço para que Justiça, Ministério Público e a polícia não se intimidem. Eu não sei o que a dona Jandira fazia quando o Brasil era, de fato, uma ditadura. Eu sei o que eu fazia. E posso assegurar a esta senhora que ela não sabe o que diz, embora respeite o amor da mãe por seu “ativista”. Não sei como é isso. Eu tenho filhos apenas. E por isso sou seu pai. A mãe de um ativista é o quê? Uma ideia? Uma ideologia? Uma tese? Uma antítese? Uma síntese talvez…

O desespero dessa gente indica que o país pode estar recuperando a sanidade.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 4:14

Absurdo! Santa Casa de SP suspende atendimento do pronto-socorro alegando falta de recursos; primeira providência é destituir o administrador

Eu não entendo nada de hospital, mas entendo um pouco de lógica. Não entendo muita coisa sobre o preço dos procedimentos médicos, mas sei, por exemplo, que a tabela do SUS é ridiculamente baixa e não cobre o custo das instituições conveniadas. Dito isso, mando ver: a Santa Casa de São Paulo só parou de receber, do dia para a noite, pacientes no pronto-socorro em razão de um problema de gestão. É isso mesmo! Lamento escrever o que segue, mas a minha dúvida a respeito é zero: o sr. Kalil Rocha Abdalla, provedor da Santa Casa, em seu terceiro mandato, tem de ser destituído. Por que afirmo isso sem nem mesmo examinar as contas do hospital?

Porque não se faz o que ele fez. Está usando a saúde dos pobres no que parece ser um braço de ferro com autoridades municipais, estaduais e federais de saúde. Um hospital, quando é bem administrado, sabe com pelo menos seis meses de antecedência se está ou não para fechar as portas do seu pronto-socorro. Logo, que o sr. Abdalla tivesse convocado uma coletiva há dois meses, há um que fosse, e anunciasse: “Se eu não tiver dinheiro, suspenderei o atendimento no pronto-socorro no dia X”. Fazer como fez, lamento dizer, é demagogia — e das mais perigosas, porque lida com vidas alheias.

Que ele não seja o rei da gestão, dá para ter certeza. Em seu terceiro mandato, há seis anos no comando do hospital, ele gerencia um orçamento R$ 1,5 bilhão, mas a entidade deve R$ 350 milhões. Quando ele chegou ao comando, a dívida era de apenas R$ 70 milhões. Há algo de profundamente errado nessa trajetória — e tem, sim, a ver com gestão.

É claro que as três esferas de governo se mobilizam agora para “salvar” a Santa Casa. Que o façam! Mas me parece que ela tem de ser salva, também, da gestão de Abdalla. É lamentável, chega a ser asqueroso, que uma entidade desse porte suspenda o atendimento a pacientes sem um prévio aviso à sociedade — sim! À sociedade.

Digamos que este senhor estivesse andando de gabinete em gabinete em busca de dinheiro. Digamos que só tivesse ouvido “não” e “promessas”… Ora, que trouxesse, então, a questão a público precocemente, antes de optar por essa ação que só atenta contra os interesses dos mais pobres. A situação da Santa Casa me comove; a de Abdalla, não.

Vai entrar certamente mais dinheiro público na instituição. Acho, no entanto, que não se pode dar um tostão sem que se proceda a uma rigorosa auditoria nas contas. Atenção! Não estou aqui a levantar a suspeita de malversação dolosa de recursos, não. Não que eu saiba. Mas que há má administração culposa, há, sim. Ou uma pantomima macabra como essa não teria acontecido.

Vocês não sabem como fico aqui a me coçar para jogar a responsabilidade nas esferas políticas — e certamente elas têm sua parcela de culpa. A gestão federal da saúde, em particular, é uma calamidade. E isso é praticamente consenso. Mas não vou cair no truque do sr. Abdalla, não! Isso jamais deveria ter acontecido.

Que o Poder Público, nas três esferas, preste a devida assistência à Santa Casa e que Abdalla seja destituído do seu cargo. A menos que tenha reivindicado um terceiro mandato com o intuito de fechar o pronto-socorro só para provar uma tese.

Não é preciso ser especialista em custos hospitalares para saber que algo está profundamente errado nessa história — e não é só falta de repasse de recursos. Este senhor perdeu a condição de comandar um hospital desse porte. Ele foi eleito para que isso não acontecesse. Se aconteceu, ninguém precisa dele.

Por Reinaldo Azevedo

23/07/2014

às 2:42

Haddad privatizou o programa de moradia e o entregou aos movimentos de sem-teto: é uma variante de fascismo, não de democracia representativa

Já discordei de modo muito duro do promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Estadual. Quem recorrer ao arquivo do meu blog vai constatar isso. Na verdade, eu nem concordo com indivíduos nem discordo deles. Debato as suas ideias. E pode acontecer, como se dá agora, de eu concordar com pessoas cujas escolhas já critiquei. A que me refiro? O promotor assina uma representação, anexada ao inquérito que investiga o financiamento habitacional na cidade de São Paulo, em que recomenda que os repasses para a capital paulista do programa federal “Minha Casa Minha Vida”, por ora, sejam suspensos. Por quê?

Ribeiro Lopes acusa, o que me parece mais do que evidente, a Prefeitura de privilegiar, na distribuição das casas, os tais movimentos de sem-teto, em especial o MTST, comandado pelo militante-celebridade Guilherme Boulos. Segundo a acusação, a Prefeitura mantém um cadastro secreto para poder privilegiar os grupos que promovem invasões.

O promotor está certíssimo! Vocês sabem que já apontei aqui o que chamei de privatização do espaço público e de programas sociais, que são custeados por todos os brasileiros. Com absoluta propriedade, o promotor afirma sobre o programa habitacional na cidade de São Paulo: “A finalidade é dar atendimento privilegiado. O sujeito que trabalha em dois empregos não tem tempo para ficar dormindo em ocupações oportunistas. Essa pessoa está alijada dos programas habitacionais e condenada a pagar aluguel para o resto da vida. Os beneficiários vão ser sempre os protegidos do movimento”. E vai além: “A Prefeitura está atuando não mais no varejo, mas no atacado. É evidente que há um reflexo político; negar essa influência é hipocrisia”.

Na mosca! Não só há um reflexo político como o privilégio garantido a esses grupos já é consequência de afinidades eletivas. Esses movimentos todos, sem exceção, participaram ativamente da campanha eleitoral de Haddad em 2012. Logo, o que a Prefeitura do PT está fazendo é usar o dinheiro público para beneficiar militantes afinados com o partido.

Nessa luta, só perdem os pacíficos, os que acatam as regras da democracia, os que não são vinculados a aparelho partidário nenhum e precisam ganhar a vida com o suor de seu rosto. O que se dá com o MTST, por exemplo, é uma vergonha sem precedentes. O movimento impõe no berro a sua vontade e atravessa, sem cerimônia, a fila dos que aguardam há anos por uma casa. Pior: a Câmara dos Vereadores, covardemente, decidiu legalizar uma invasão promovida pelo grupo. Logo, o movimento do sr. Boulos e congêneres se colocam como donos do poder público. Na invasão de um terreno do Morumbi, constatou a imprensa, nem mesmo havia famílias no local, só barracas. Dizer que Fernando Haddad é refém desses movimentos não chega a ser correto. Ele é, de fato, parceiro da turma.

O promotor comete algum exagero? Não! Apenas aplica a lei. Conforme lembra a reportagem de VEJA.com, a Portaria 595/2013 do Ministério das Cidades obriga que o cadastro de candidatos e beneficiados seja público, permanentemente atualizado. Sob pena de o benefício ser suspenso. E, se querem saber, esse é apenas um problema. Usar um bem público para beneficiar um ente privado ou um grupo incide na Lei de Improbidade Administrativa.

A prova da tese
Como vocês sabem, a presidente Dilma baixou o Decreto 8.243 — que, espero, seja derrubado pela Câmara — para regulamentar a participação dos ditos movimentos sociais na gestão federal. Eis aí… O MTST e seus pares são exemplos eloquentes de como a democracia direta, segundo essa perspectiva, corresponde ao esmagamento dos direitos do conjunto dos cidadãos em benefício da minoria organizada. Está mais para uma variante do fascismo do que para uma democracia participativa.

 

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 21:49

Pesquisa Ibope: números estão no patamar dos do Datafolha; só os do 2º turno de Aécio e Campos não batem. Quem errou ou não deu sorte?

Há tantas pesquisas eleitorais nos Estados Unidos que sites especializados costumam tirar uma média entre elas para orientar os leitores. No Brasil, o procedimento seria impossível, tantas são as discrepâncias. A TV Globo acaba de levar ao ar os números da mais recente pesquisa Ibope/Rede Globo. Há quatro dias, o Datafolha divulgou os seus números. Vamos ver.

O Ibope traz a avaliação do governo Dilma: para 31%, ele é ótimo ou bom; para 33%, é ruim ou péssimo. Consideram-no regular 36%. São números praticamente coincidentes com os do Datafolha, a saber: ruim/péssimo (29%), ótimo/bom (32%) e regular (38%). São, sim, institutos diferentes. Considerando, no entanto, as respectivas margens de erro, os dois institutos acham a mesma coisa.

É o que também acontece no primeiro turno. Eis os números de agora do Ibope:
Dilma Rousseff (PT) – 38%
Aécio Neves (PSDB) – 22%
Eduardo Campos (PSB) – 8%
Pastor Everaldo (PSC) – 3%
Brancos e nulos – 16%
Não sabem – 9%
Outros candidatos – 3%

Que números encontrou o Datafolha no caso dos quatro primeiros? Estes:
Dilma – 36%
Aécio – 20%
Eduardo Campos – 8%
Pastor Everaldo – 3%

Observaram? Praticamente tudo coincide até agora, dentro da margem de erro. Quando se chega, no entanto, ao segundo turno, aí as variações são consideráveis.
Ibope
Dilma – 41%
Aécio – 33%
Comparem com o Datafolha:
Dilma – 44%
Aécio – 40%

Ou por outra: no Ibope, Dilma pode ter entre 39% e 43%; no Datafolha, entre 42% e 46%. Logo, os dois institutos chegam mais ou menos ao mesmo lugar. No que diz respeito a Aécio, no entanto, a divergência é grande: no primeiro instituto, ele teria entre 31% e 35%; no outro, entre 38% e 42%. A diferença é grande.

O mesmo se dá com Campos. No Datafolha, ele aparece no segundo turno com 38% (entre 36% e 40%); no Ibope, com apenas 29% (entre 27% e 31%): a diferença é ainda mais gritante. A petista conserva os mesmos 41%.

Coisas diferentes
“Ah, você está comparando pesquisas diferentes!” Errado! Eu não estou especulando sobre a evolução dos candidatos a partir de levantamentos distintos. Estou apenas considerando que os dois institutos falam num intervalo de confiança de suas respectivas pesquisas de 95%. Segundo eles, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas, os números estariam dentro da margem de erro.

Sendo assim, convenham, estamos diante de uma de três alternativas: a) muita coisa mudou em quatro dias; b) um dos dois institutos está errado; c) um dos dois institutos não deu sorte e incidiu em uma — das apenas cinco em 100!!! — chances de colher um resultado diferente.

E não! Não há falha no meu raciocínio. E que se note outra diferença importante: o Ibope ouviu 2002 pessoas; o Datafolha, 5.337.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 20:58

Aécio: “A campanha começou como nossos adversários gostam: com mentiras e ataques à honra”. Ou: MP já tinha investigado aeroporto e arquivado a questão

No Globo Online:
Em um pronunciamento breve em sua chegada ao comitê de campanha em São Paulo nesta terça-feira, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que escolheu, quando governador de Minas Gerais, uma área que pertencia a um tio-avô dele para a construção de um aeroporto no município de Cláudio porque era a opção “mais barata”. Aécio entregou à imprensa no início desta noite dois pareceres que ele solicitou a ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso. Os ex-ministros Ayres Britto e Carlos Velloso atestam, no documento, a legalidade do processo realizado pelo tucano quando governador.

“Era o (terreno) mais barato. Já tinha uma pista de terra nele. Seria sim um ato contra o erário se eu fizesse uma obra muito mais cara numa área onde a topografia não justificasse”, justificou Aécio.

“A campanha começou e como nossos adversários gostam, com mentiras e ataques à honra. Essa é uma praxe dos nossos adversários do PT. Portanto, quero dizer duas coisas. O que circulou na imprensa é que teria havido a construção de um aeroporto por parte do governo de Minas numa área de um tio-avô meu em Cláudio. Essa informação é mentirosa. Não existiu nenhuma construção em nenhuma área privada. A área foi desapropriada em benefício do estado como atestam todos os documentos que vocês vão receber hoje. A desapropriação foi feita pelo estado em R$ 1 milhão. O proprietário, na época, apresentou proposta de R$ 9 milhões, mas ela foi desapropriada com o valor depositado de R$ 1 milhão. Se houve alguém favorecido nisso foi o estado e não o meu parente.”

Pouco antes, o coordenador-geral da campanha, Agripino Maia, também sugeriu uma ação eleitoral por parte dos adversários. “A denúncia foi feita, claro, que por vazamento de algum órgão de governo que tem a informação, que é quem controla o funcionamento de aeroporto, quatro anos depois, no início da campanha eleitoral”, disse.

A campanha do tucano entregou à imprensa também uma cópia das justificativas do Ministério Público de Minas Gerais para o arquivamento de uma investigação sobre a obra do aeroporto em fevereiro deste ano.

“A investigação é muito bem-vinda, mas quero dizer que, assim como aconteceu em inúmeras obras em Minas, nossos adversários sempre de forma anônima, na maioria das vezes, buscava que o MP fizesse investigação. Eu soube ontem que o MP investigou essa obra neste ano e arquivou esse processo porque não encontrou nenhuma ilegalidade.”

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 20:46

Desapropriação não depende de concordância de antigo proprietário para se efetivar. Ou: Quem é o homem da área jurídica da campanha de Dilma

Cada um diga o que quiser, e isso vale também para mim, onde quer que eu escreva ou fale. O aeroporto de Cláudio (MG) não foi construído em terreno privado, mas público, porque a área já tinha sido desapropriada. O fato de o proprietário anterior — e, se é o “anterior”, quer dizer que não é o atual — contestar na Justiça o valor da desapropriação não anula o ato oficial, que é definitivo. Não fosse assim, não haveria obras públicas no Brasil.

Imaginem se a construção de estradas, avenidas e hospitais só tivesse início depois de zerado o passivo das contestações. Com a devida vênia, não existe esse limbo jurídico. Uma vez desapropriado, e o Estado pode fazê-lo porque a lei lhe garante, o terreno é público. E ponto. É uma garantia constitucional, diga-se (Inciso XXIV do Artigo 5º). Sim, é preciso haver a prévia e justa indenização. Se o desapropriado não concorda, pode recorrer do valor, mas isso não anula o ato.

O PT, como está em todos os sites noticiosos, decidiu tirar uma casquinha. Resolveu entrar nesta terça na Procuradoria-Geral da República com um pedido de instauração de inquérito. O partido sustenta que houve a utilização de recursos públicos em favor de interesses privados. Para que assim fosse, seria necessário que o terreno continuasse privado e que seus, então, proprietários fossem beneficiários únicos do aeroporto. Nem uma coisa nem outra são verdadeiras. A própria reportagem da Folha informa que a utilização da área é gratuita. Bem, que se investigue.

O esforço do petismo para transformar o episódio num caso gravíssimo é evidente. Flávio Caetano, o coordenador jurídico da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, saiu por aí dando declarações pelos cotovelos. Pois é… Flávio Caetano, Flávio Caetano… Lembrei! Este rapaz, até outro dia, era nada menos do que Secretário da Reforma do Judiciário, um cargo diretamente ligado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de quem foi chefe de gabinete. Lá naquele mundo, eles são assim mesmo: transitam do governo para o estado, do estado para o partido, sem a menor cerimônia.

É uma estratégia?
A reação do petismo é uma estratégia? Claro! Parcelas consideráveis do partido avaliam que Dilma não tem como recuperar parte importante do seu prestígio por sua própria conta. A palavra de ordem é desgastar Aécio Neves o máximo possível. Convenham: a candidatura do PT recorrer à PGR nesse caso do aeroporto de Cláudio caracteriza um partido que está sendo acuado pela realidade das ruas.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 19:41

Previsão de crescimento do governo é o dobro da do mercado. Adivinhem quem está mais próximo da verdade…

Ai, ai… A previsão do mercado, que acerta mais do que o governo, aponta um crescimento neste ano de 0,9%. Não se trata de um chute; não se trata de uma impressão; não se trata de uma avaliação política: ela é feita com base em dados da economia. Pois bem. Até esta terça, oficialmente ao menos, a perspectiva oficial era de uma expansão da economia de 2,5% — quase o… triplo! Aí, então, decidiram fazer a correção: agora o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, vejam vocês!, reviu o dado para baixo e já admite um crescimento de 1,8%. Se a gente coloca os números em termos percentuais, a maluquice fica mais clara. Querem ver?

O mercado fala em crescimento de 0,9%, e o governo, de 1,8% — diferença: 100%. A perspectiva oficial era de 2,5%; da noite para o dia, houve uma redução de 28%. Também houve correção da projeção de alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): os 5,6% viraram 6,2% (o mercado prevê 6,44%…) — uma elevação de 11%. Só para cotejo: no primeiro relatório de 2014, a previsão de inflação era de 5,3%; ou seja, uma diferença de 17% em relação ao índice de agora.

Por que faço essas contas? Ou temos um governo que mente para nós, o que é ruim; ou um governo que perdeu o pé da realidade e qualquer possibilidade de antever os lances futuros da economia, e isso é ainda pior. Flagrado, um mentiroso pode até se corrigir. A incompetência costuma não ter remédio.

Há em tudo isso um lance patético adicional. Os agentes econômicos não costumam dar a menor bola para o que diz o governo porque partem do princípio de que está falando para omitir a realidade. O incrível é que, nos bastidores, nem os assessores mais fanáticos admitem que o país possa crescer 1,8%. Então qual é a razão da pantomima? Eu, sinceramente, não sei.

As pessoas envolvidas com a campanha eleitoral de Dilma insistem que, caso ela seja reeleita, tudo vai mudar. Até agora, ninguém sabe como.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 17:57

Coordenação da campanha de Aécio questiona Dilma sobre nota do PT em defesa dos black blocs presos

No dia 17, o PT emitiu uma nota em defesa desses que setores da imprensa chamam “ativistas” — uma palavra cretina — e que tiveram a prisão decretada pela Justiça com base em evidências apresentadas pelo Ministério Público. Ninguém conhecia, então, os indícios reunidos pelos promotores. Mesmo assim, a direção do partido se apressou em sair em defesa dos acusados, afirmando que “as prisões representam grave violação de direitos e das liberdades democráticas”. Assinam o texto o presidente do partido, Rui Falcão; o secretário de Movimentos Populares, Bruno Elias, e o coordenador do Setorial de Direitos Humanos, Rodrigo Mondego. Este último, diga-se, acompanhou a advogada Eloísa Samy ao Consulado do Uruguai. Vale dizer: um membro da cúpula do PT acompanhou ao consulado uma foragida. E foragida continua.

Nesta terça, a coordenação da campanha do presidenciável Aécio Neves cobrou da presidente Dilma Rousseff, por meio de uma nota, um posicionamento a respeito e elogiou o trabalho da polícia do Rio.

Na nota, os tucanos dizem respeitar o direito à manifestação, mas não “compactuar com o crime e com grupos que usam a violência para tomar à força as ruas, lugar que pertence, com legitimidade, à população e suas reivindicações”. O texto encerra afirmando que “é preciso saber qual a posição da presidente Dilma Rousseff sobre a nota de seu partido”. E indaga: “Ela também apoia os que usam a violência contra o patrimônio público que pertence aos brasileiros e atacam as instituições ou condena a posição de seu partido?”.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 16:05

Lula está fazendo campanha para a eleição de… 2010!!!

Luiz Inácio Lula da Silva é um cidadão conhecido. Afinal, ele é o ex-presidente Lula. Está fazendo o contrário do que prometeu. Não só passou quatro anos assombrando o governo Dilma, com suas declarações, como manteve uma buliçosa equipe de braços operativos no governo, que fizeram, muitas vezes, não a política da presidente, mas a política de… Lula. O caso mais notório e notável é Gilberto Carvalho. Pouco antes de encerrar seu mandato, em 2010, o então chefe do Executivo concedeu uma entrevista em que afirmou que iria se retirar para sua chácara, em Ribeirão Pires, e cozinhar coelho. Mas, como se vê, ele gosta é mesmo é de cozinhar o galo.

Nesta segunda, falou a trabalhadores do setor químico na Praia Grande, cidade da Baixada Santista. Está com um diagnóstico estranho. Ele atribui o baixo crescimento brasileiro, que não deve chegar, neste ano, a 1%, às dificuldades externas. Afirmou: “Temos uma crise mundial que fez o comércio do mundo diminuir e temos o problema de investimento interno, que já foram anunciadas obras; já tem bilhões de reais colocados e que essas obras estão sendo preparadas, canteiros estão sendo preparados. A Petrobras está pegando no breu para atingir 4 milhões por dia, estou muito tranquilo com o crescimento do Brasil”.

A fala é um tanto confusa na sintaxe e nas ideias, como costuma acontecer, mas dá para deduzir o que ele quer dizer. Dificuldades da economia mundial? Praticamente todos os países com alguma relevância na América Latina vão crescer mais do que o Brasil. E com inflação menor e juros menores. O nosso país é o que soma os piores indicadores entre os chamados Brics, com quem acaba de criar um banco.

Lula estava fazendo campanha eleitoral. Eu não faço. Trato dos fatos. Desafio aqui o “companheiro” a dizer onde estão os bilhões de investimentos. Qual é a origem? Quem está investindo? Onde está esse dinheiro? É evidente que se trata, com todo o respeito, de conversa mole.

Há um dado evidente na fala de Lula: ele perdeu o pé da realidade. Afirmou, por exemplo, ter sido achincalhado quando propôs fortalecer o mercado interno. Bem, ele não foi achincalhado por ninguém. O que se apontava, então, e os críticos estavam certos, é que um modelo ancorado apenas no consumo, com baixo investimento e elevação crescente do custeio da máquina pública, acabaria conjugando, no médio prazo, baixo crescimento, inflação alta e juros elevados. E nós temos, ora vejam, baixo crescimento, inflação alta e juros elevados.

Lula, em suma, está bravo porque seus críticos estavam certos. Lula está fazendo campanha para a eleição de 2010.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 15:19

Companhias aéreas dos EUA cancelam voos para Israel

A Federal Aviation Administration (FAA), entidade reguladora da aviação americana, suspendeu todos os voos para Tel Aviv por um período de 24 horas. A determinação foi anunciada depois que um foguete caiu perto do Aeroporto Internacional Ben Gurion. Todas as três companhias aéreas dos Estados Unidos que voam para Israel – Delta Air Lines, United Airlines e US Airways – informaram ter cancelado temporariamente seus voos.

A decisão ocorre em um momento em que as empresas estão mais sensíveis sobre os riscos de passar sobre áreas em conflito, depois que um avião da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil quando sobrevoava o leste da Ucrânia. Também reflete o impacto do conflito na Faixa de Gaza sobre a economia de Israel, no pico da temporada de verão, destacou o jornal The New York Times. Até o momento, as companhias aéreas europeias mantêm em operação seus voos para Tel Aviv. A British Airways afirmou que “está monitorando a situação de perto” e acrescentou que a operação segue dentro do programado.

A americana Delta informou que um voo de Nova York para Tel Aviv com 273 passageiros e dezessete tripulantes a bordo foi desviado para Paris nesta terça, depois de a polícia israelense ter confirmado a queda de um foguete em Yehud, um subúrbio de Tel Aviv localizado a menos de dez quilômetros do aeroporto. Duas casas foram danificadas, informou a polícia, ressaltando que a maior parte dos foguetes disparados a partir de Gaza é interceptada antes de atingir o solo. Israel iniciou há quinze dias uma operação para minar a capacidade do grupo fundamentalista palestino Hamas de lançar foguetes contra seu território. Há menos de uma semana, a operação foi ampliada e o Exército iniciou uma invasão terrestre.

Um oficial israelense insistiu na segurança em voar para Israel. “Se eles querem dar um prêmio aos terroristas, não poderiam ter escolhido uma maneira melhor”, disse a fonte, que não foi identificada pelo New York Times. “Se era seguro até agora, por que não seria agora? Nada mudou. O aeroporto está lá desde o primeiro dia (de operação).”

A Delta suspendeu os voos para Tel Aviv “até segunda ordem”, sem indicar quando eles serão retomados. A US Airways cancelou os voos desta terça e disse que está em contato com as autoridades federais. A United cancelou dois voos nesta terça.

Por Reinaldo Azevedo

22/07/2014

às 5:58

LEIAM ABAIXO

Entendi: o primeiro mandato de Dilma foi só a fase “Escolinha do Professor Raimundo”! Ela promete corrigir os erros se for reeleita!;
Uruguai mostra que ainda não enlouqueceu de vez e nega asilo a advogada ligada a black blocs; mulher deixa local em carro de deputada do PSOL que confessou desvio de verba de sindicato. Quanta gente pura reunida!!!;
Conselho de Segurança cobra investigação independente sobre queda de avião;
Já são 27 os soldados de Israel mortos, um recorde desde 2006, mas delinquência do Hamas une sociedade israelense;
A democracia só persegue golpistas e terroristas. Quem busca asilo no Uruguai se considera uma coisa ou outra?;
Foragida, advogada de black blocs pede asilo ao Uruguai;
Temei, Supremo! Cresce a possibilidade de Dilma indicar Cardozo para a vaga de Barbosa!;
Pela primeira vez, mercado projeta crescimento abaixo de 1% para este ano;
Haddad bate recorde de impopularidade e… tira férias! Faz sentido!;
— Dilma também sofre uma goleada de 7 a 1: 7% de inflação X 1% de crescimento!;
— Israel tem maior perda de soldados num dia desde a Guerra do Líbano, em 2006. E a máquina de propaganda do Hamas;
— Black blocs e seus amiguinhos – Juiz e desembargador do TJ-RJ estão de parabéns por não se deixar intimidar por patrulha baguncista de deputados, setores da imprensa e advogados do caos. Cana na turma!;
— E Dunga, o coleguinha de camarote VIP que faz Dilma rir até as lágrimas, é mesmo o novo técnico da Seleção;
— Área em que se construiu aeroporto já tinha sido desapropriada;
— O PT e o futuro — Parece que a população está cansada do ódio como exercício da política e da política como exercício do ódio! Fala, Marilena Chaui!!!;
— Cadeia para a canalha black bloc e suas fadinhas e duendes de fachada!;
— Rejeição a Dilma em São Paulo é de 47%; no Estado, Aécio a vence no 2º turno por 50% a 31%; PT decide se colar a movimentos sociais para tentar reverter desvantagem. Grande ideia! Vá fundo!;
— O MTST é mais um caso de polícia do que de política;
— Justiça aceita denúncia e decreta prisão preventiva de 23 black blocs;
— Haddad, com 47% de reprovação, tornou-se uma caricatura de prefeito

Por Reinaldo Azevedo
 

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