Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

01/04/2015

às 6:05

LEIAM ABAIXO

NÃO É SÓ O PT, NÃO! LULA TAMBÉM ESTÁ MORTO! NOME DO FILME: “ADEUS, LULA!”;
Eis que surge o verdadeiro coordenador político de Dilma: Joaquim Levy!;
Janot dirá a Zavascki, de novo!, que Dilma não tem de ser investigada; plenário do Supremo deve se manifestar;
Homenagem aos 50 anos de jornalismo de Ricardo Setti;
Votação de projeto sobre indexador da dívida dos Estados é adiada;
MP vê inconsistência entre contratos e pagamentos feitos à empresa de José Dirceu;
Para quem não viu…;
Doleiro diz que propina foi entregue na porta do PT;
Qual Edinho vai para a Secom? E a trilha que conduz ao subjornalismo do esgoto;
Antes que seja tarde;
Maioridade penal só aos 18 anos é mais uma das farsas homicidas dos ditos “progressistas”;
Alvo da Lava Jato, empreiteira OAS pede recuperação judicial;
Bancos públicos poderão ter menos recursos do Tesouro, diz Levy;
— PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!;
— Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”;
— ENFIM, A LIBERDADE! Escrava cubana do “Mais Médicos” consegue fugir com a família para os EUA e se livrar dos senhores cubanos e dos feitores brasileiros;
— #prontofalei – O que há em comum entre o liberal Levy e o esquerdista Janine?;
— Petrobras quer dar reajuste de 13% para os chefes…

Por Reinaldo Azevedo

01/04/2015

às 5:55

NÃO É SÓ O PT, NÃO! LULA TAMBÉM ESTÁ MORTO! NOME DO FILME: “ADEUS, LULA!”

É uma delícia ser lido por uma esmagadora maioria de sabidos, mas vocês entendem, não é? Blogs ainda não contam com mata-burro. Quando escrevo que o PT está morto, alguns quadrúpedes acham que estou prevendo o fim do partido para amanhã. Não! O que estou dizendo é que o projeto hegemônico da legenda foi por água abaixo. Acabou! Não haverá a ditadura do astro-rei, em torno do qual orbitariam não mais do que satélites. Chegamos a correr, sim, esse risco. Da mesma sorte, quando afirmo que Lula está acabado, não estou antevendo para breve a sua passagem — sim, todos passaremos, não é?, eu também… O chefão do PT vive, mas o demiurgo está morto. Não tem mais como se apresentar como a voz de Deus ou como um seu intermediário. Em quatro meses, o discurso do Babolorixá de Banânia envelheceu 40 anos.

Nesta terça, Lula reuniu sindicalistas e ditos líderes de autoproclamados “movimentos sociais” no Sindicato dos Bancários de São Paulo num ato, quem diria?, em defesa da Petrobras e contra a corrupção. Que coisa! Vejam trecho de seu discurso, que está no YouTube. Volto em seguida.

Como se nota, para o petista, a corrupção na Petrobras é obra de uma pessoa ou outra, o objetivo era só enriquecer alguns larápios, o dinheiro não foi enviado para os partidos políticos, e ele próprio, Lula, é o brasileiro mais indignado com a roubalheira.

O poderoso chefão fez esse discurso no dia em que ficamos sabendo que Alberto Youssef disse ter entregado, pessoalmente, grana para a cunhada de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Mais: um funcionário seu, afirmou o doleiro, deixou uma mala de dinheiro na sede do PT nacional, em São Paulo.

No evento, José Sérgio Gabrielli, o petista que presidiu a Petrobras durante a lambança, foi saudado como herói. E Lula desafiou qualquer pessoa a provar que o aliado cometeu alguma irregularidade.

É uma pena que seja tão preguiçoso para ler. Já confessou que até Chico Buarque lhe dá sono (não há como censurá-lo por este particular…). Oscar Wilde, então, nem pensar. Não fosse essa preguiça, o ex-presidente deveria se dedicar ao romance “O Retrato de Dorian Gray”, que recomendo vivamente a todos os leitores.

Dorian é um rapaz notavelmente bonito, que tem sua figura estampada num retrato. Por circunstâncias várias, leiam lá, consegue a eterna juventude, e quem envelhece em seu lugar é o retrato. Leva uma vida dissoluta e sem limites, provoca uma série de desastres à sua volta, mas não perde a juventude. A imagem do retrato, no entanto, vai envelhecendo e estampando os horrores de sua alma. Quem leu sabe como termina. Quem não leu deve fazê-lo.

Lula era o Dorian Gray da política — não pelos dotes físicos, claro!, mas, como diria Camões, pelos transes da ventura, da sorte. As barbaridades perpetradas pelo PT e pelos governos petistas nunca haviam vincado a sua imagem. Permanecia, aos olhos de milhões, o líder popular impoluto, em quem nada colava. Escândalo do mensalão? Ele proclamava: “É golpe!”. E a farsa prosperava, com a colaboração da máquina maligna do petismo, infiltrada em todas as esferas do estado brasileiro, na imprensa, nas ONGs, nos tais movimentos sociais. Um bando de larápios foi flagrado comprando um dossiê para incriminar adversários? Lula mandava ver: “São aloprados! Nada têm a ver com o PT”. Dorian desfrutava o mundo e destruía pessoas com seu hedonismo irresponsável; Lula, com a sua tagarelice agressiva, compulsiva e rasa.

Mas o retrato do chefão — e o do PT — iam envelhecendo no porão da história. As marcas iam ficando. E finalmente se quebrou o encanto. Não! Essa narrativa não terá, como a outra, um momento de arrependimento e contrição para pôr fim à monstruosidade moral. Não há, no companheiro, resquício de consciência culpada. É a população que, finalmente, colou o retrato de Lula — aquele líder inventado pelas esquerdas universitárias e pela imprensa — ao Lula que realmente existe.

Assistam ao vídeo de Lula na reunião desta terça com os petistas. O líder está velho. Está acabado. Está passado. Não me refiro à decadência física, de que todos somos vítimas. Falo é da decadência moral mesmo, ética, espiritual se quiserem.

Num dado momento, diz o mito decadente: “Porque hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu. Indignado com a corrupção”. Que patético! Não! Há muitos milhões de brasileiros muito mais indignados. Há muitos milhões de brasileiros que já não caem mais nessa conversa. Há muitos milhões de brasileiros que enxergam na cara do próprio Lula as marcas dos governos petistas.

O PT está morto.

Lula está morto.

Mas o Brasil vive nas ruas, nas pessoas que trabalham, que estudam, que trabalham e estudam. E Lula e o PT não as representam.

Texto publicado originalmente às 4h08
Por Reinaldo Azevedo

01/04/2015

às 5:14

Eis que surge o verdadeiro coordenador político de Dilma: Joaquim Levy!

Eita! Eis que, não mais que de repente, surge um coordenador político no governo. É o mais improvável de todos eles: Joaquim Levy, ministro da Fazenda. Aquele que estreou no comando da economia classificando de tosca a forma como o governo Dilma desonerou a folha de pagamentos; aquele que disse num seminário fechado que é genuína a vontade da presidente de endireitar o Brasil, embora ela seja pouco efetiva; aquele que previu recessão, quando, na sua posição, esperavam que se calasse; que tem um ar, assim, meio “nerd”, com uma aparência algo alienada dos problemas mundanos; que é chamado pelos petistas e pelas esquerdas de “neoliberal”; que parece preferir se esconder em olhos miúdos, tornados ainda menores pelas lentes da miopia; que semelha ter certa obstinação alheia às vicissitudes do mundo real… Eis que este senhor foi o único capaz de dar ao menos uma freada na máquina de moer Dilma em que se transformou o Congresso.

Atenção! A presidente da República tem nada menos do que nove coordenadores políticos. Por isso mesmo, o que ela mais colhe são desastres. Lembram aquela piada de quantos petistas são necessários para trocar uma lâmpada? Resposta: nove! Um para segurar a dita-cuja e oito para girar a escada.

Levy falou nesteaterça na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Convenceu os parlamentares a adiar para a próxima terça-feira a votação que obriga o governo a renegociar a dívida dos Estados e municípios, conforme lei já aprovada pelo Congresso e sancionada por Dilma.

O ministro propôs que o novo índice de correção da dívida só comece a ser aplicado a partir de 1º de fevereiro do ano que vem, quando, então, se saberá se o governo terá ou não cumprido a meta fiscal. O que, a partir de agora, for pago segundo a lei anterior seria posteriormente ressarcido. Rio e São Paulo, as duas cidades mais interessadas nas novas regras, concordaram com o adiamento.

Levy falou longamente sobre a necessidade de “endireitar” a economia, para usar palavra sua, e fez ver aos senadores que o eventual malogro do ajuste fiscal levará as agências de classificação de risco a rebaixar o país, o que seria catastrófico. Sua intervenção foi bem recebida por governistas e oposicionistas.

O ministro obteve numa conversa o êxito que os nove trapalhões de Dilma não obtiveram, a despeito de sua frenética movimentação. Isso demonstra que o Congresso pode, sim, ser suscetível a um bom argumento e à honestidade de propósitos. Ninguém precisa gostar de Levy ou de suas medidas. Mas ele é um homem correto.

Dilma mãos de tesoura
Em entrevista à Agência Bloomberg, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo “prepara um grande corte” de gastos. Estima-se que o Orçamento possa ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões menor.

Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que o Governo Central, no mês, teve um déficit de R$ 7,357 bilhões, com um acumulado negativo de R$ 24,9 bilhões em 12 meses.

Se esse ritmo não mudar, o país não conseguirá cumprir a meta de superávit primário de 2015: 1,2% do PIB — ou R$ 66 bilhões. O que fará Dilma Mãos de Tesoura? Bem, agora ela tem um coordenador político, não é? Coloque Levy para negociar. Se ele não conseguir, melhor dizer adeus às armas…

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 23:12

Janot dirá a Zavascki, de novo!, que Dilma não tem de ser investigada; plenário do Supremo deve se manifestar

Ai, ai, leitor! O cipoal jurídico é intrincado, mas a gente vai separando os fios. Vamos botar as coisas na ordem cronológica.

1: Rodrigo Janot, procurador-geral da República, decidiu não pedir a abertura de um inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff alegando que ela não pode ser investigada por atos anteriores ao exercício de seu mandato.

2: Teori Zavascki, relator do petrolão no Supremo, concordou com a tese.

3: Os partidos de oposição entraram com um Agravo Regimental pedindo que o ministro revisse a sua posição. Fizeram isso ancorados em sólida jurisprudência do Supremo que estabelece que o chefe do Executivo, nessas circunstâncias, não pode ser PROCESSADO, mas pode, sim, ser INVESTIGADO.

4: Zavascki decidiu, então, enviar a questão para Janot, cobrando-lhe um parecer.

5: Nesta terça, Janot informou a um grupo de deputados de oposição que vai enviar a Zavascki o seu parecer: além de manter o argumento de que a presidente não pode ser investigada, dirá que não encontrou elementos fáticos que justifiquem essa investigação.

6: Caso encerrado? Eis o busílis. Acho que não. Vamos ver:
a: ao manter o ponto de vista, também esposado por Zavascki, de que Dilma não pode ser investigada por atos anteriores a seu mandato, Janot se posiciona, claramente, contra a jurisprudência do Supremo;
b: é evidente que isso enseja, então, uma QUESTÃO DE ORDEM. O plenário do tribunal terá de ser chamado a se manifestar;

c: note-se, ademais, que, embora os dois argumentos não sejam paradoxais, um exclui o outro: se Dilma não pudesse ser investigada (e tal argumentação está mantida), que diferença faria, então, haver ou não elementos fáticos, não é mesmo? É como se alguém dissesse que acabou a ração do gato, para acrescentar, em seguida, que o gato fugiu. A ausência de ração e a ausência do gato não são paradoxais entre si, mas, se não há gato, que relevância tem a falta de ração?

7: Aí vem a pergunta: mas há ou não elementos para, ao menos, investigar Dilma Rousseff? A resposta, analisando os demais pedidos de inquérito de Janot, é “sim”. São anteriores ao mandato, como quer o procurador? Que sejam! Ela não pode ser processada por isso, mas investigada, ah, isso ela pode. Até porque, no curso dessa eventual investigação, podem surgir elementos que digam respeito a seu mandato. E aí cabem a investigação e, a depender do caso, a denúncia e o processo.

8: Por que é importante que o plenário do Supremo se manifeste? Ora, se, provocados por uma questão de ordem, os senhores ministros decidirem que Dilma pode ser, sim, investigada, o procurador-geral não poderá deixar de pedir a abertura do inquérito se os elementos fáticos se tornarem ainda mais evidentes.

Ou, como disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) nesta terça: “Se o STF retirar esse óbice [colocado por Janot], fica aberta a possibilidade. O procurador não tem elementos hoje, mas pode vir a ter num segundo momento e poderá investigar. Para nós, a fase de instrução, de inquérito, a investigação inicial, deve acontecer. Tudo antes da apresentação da denúncia é válido”.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 23:05

Homenagem aos 50 anos de jornalismo de Ricardo Setti

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 22:55

Votação de projeto sobre indexador da dívida dos Estados é adiada

Na VEJA.com:
A votação no Senado Federal do projeto que obriga o governo a regulamentar a lei que troca o indexador da dívida de Estados e municípios com a União foi adiada para a semana que vem, por falta de quórum.

O governo não tem interesse em regulamentar a mudança no indexador neste momento, temendo um impacto da ordem de aproximadamente 3 bilhões de reais nas contas públicas, segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que tem comparecido com frequência ao Congresso Nacional para debater o assunto. A votação estava prevista para esta terça-feira. Nos últimos dias, Levy vinha tentando construir um acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com as prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro, maiores beneficiadas com a mudança no indexador.

O acordo previa que os entes federados continuariam pagando a parcela atual dos contratos com base no indexador já acordado no passado, mesmo que em juízo, e o governo federal se comprometeria a regulamentar o pagamento pelo novo indexador a partir de fevereiro de 2016. Com isso, o Senado adiaria a votação da matéria. “Na verdade, tanto as prefeituras e Estados quanto o governo entraram em um entendimento. O que o governo propôs é um entendimento que o dinheiro será restituído no início do próximo ano a Estados e municípios, que terão sua dívida diminuída”, explicou o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Se há um acordo entre as partes, o Congresso vai ajudar nesse entendimento e vai aprovar um projeto que facilite essa construção que ajuda o governo a passar esse momento de dificuldade e no tempo sinaliza com novos recursos para Estados e municípios que estão endividados”, afirmou.

Mais cedo, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro disse que tinha um compromisso “irrevogável” de regulamentar a lei que altera o indexador da dívida de Estados e municípios com o Tesouro Nacional até 1º de fevereiro de 2016, quando o governo já saberá se terá sido bem-sucedido no ajuste fiscal.

Ajuste fiscal
Desde segunda-feira, quando palestrou a empresários em São Paulo, Levy vem reforçando publicamente que o Congresso precisa aprovar as medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo para evitar um rebaixamento da nota de crédito pelas agências de classificação de risco. Segundo o ministro, a perda do grau de investimento pode ser muito ruim para o Brasil neste momento. “Há o risco de nós não completarmos o ajuste fiscal, e com isso se venha a perder subitamente o grau de investimento, com todas as consequências que isso tem na capacidade das empresas e no emprego”, declarou Levy.

Ele acrescentou que o momento é de “paciência” para não tomar decisões que não têm volta, em referência aos atritos entre o Executivo e o Legislativo. Levy disse que as medidas fiscais não afetarão programas sociais como o Bolsa Família.

A meta de superávit primário de 2015 para o setor público consolidado (governo federal, Estados, municípios e estatais) é de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Nesta terça-feira, o Banco Central divulgou um déficit primário de 2,3 bilhões de reais em fevereiro.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 22:01

MP vê inconsistência entre contratos e pagamentos feitos à empresa de José Dirceu

Na VEJA.com:
Por Daniel Haidar e Alexandre Hisayasu, na VEJA.com:
O ex-ministro José Dirceu omitiu pagamentos de clientes de sua consultoria nos documentos que entregou à Justiça Federal. O Ministério Público Federal destacou em parecer protocolado na 13ª Vara Federal do Paraná nesta terça-feira que, “pela análise dos documentos juntados, é possível verificar supostas inconsistências entre as condições contratuais de prazo, pagamento e dados bancários”.

Na manifestação ao juiz Sérgio Moro, os procuradores da República destacaram as divergências entre o que passou pelas contas bancárias da consultoria de Dirceu, a JD Assessoria, e os contratos entregues pelo ex-ministro à Justiça Federal. Foi examinada superficialmente a situação das empreiteiras acusadas de pagar propina por contratos da Petrobras. Pela análise, os contratos previam pagamentos bem inferiores ao que foi efetivamente desembolsado para o ex-ministro.Dirceu é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal pela suspeita de ter recebido parte da propina distribuída por empreiteiras em troca de facilidades em contratos com a Petrobras.
Como mostrou reportagem do site de VEJA, o petista faturou pelo menos 8 milhões de reais por serviços de consultoria prestados a empresas do clube do bilhão.A defesa de Dirceu apresentou contrato com a Galvão Engenharia para prestação de serviços de “consultoria e assessoramento comercial”, assinado em 25 de junho de 2009, segundo o qual ele teria faturamento bruto de 300.000 reais. Mas, de acordo com a análise da movimentação bancária da empresa do ex-ministro, foram pagos 703.875 reais.
O contrato com Dirceu foi assinado exatamente uma semana depois de a Petrobras iniciar licitação de obra da Refinaria de Paulínea (Replan), pela qual a Galvão Engenharia foi contratada por 568 milhões de reais e fez o pagamento de propina equivalente a, no mínimo, 1% do valor do contrato, como já denunciado em ação penal contra executivos da empresa.Também houve divergência entre a movimentação bancária e o valor previsto no contrato apresentado por Dirceu sobre serviços de “assessoria jurídica internacional” para a Engevix Engenharia. O documento entregue à Justiça previa o pagamento total de 300.000 reais. Mas a análise dos dados bancários mostra que a Engevix pagou 900.960 reais para a empresa do ex-ministro.
Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 19:34

Para quem não viu…

Abaixo, o vídeo da entrevista que concedi ao programa “Show Business”, comando por João Doria Jr., que está na TV Lide.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 19:12

Doleiro diz que propina foi entregue na porta do PT

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
O doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná nesta terça-feira que providenciou o pagamento de 800.000 reais de propina para o PT. Segundo ele, metade do dinheiro foi entregue na porta do Diretório Nacional do partido, na rua Silveira Martins, na Sé, região central de São Paulo. A outra metade foi retirada no escritório de Youssef por Marice Corrêa de Lima, cunhada do tesoureiro nacional da sigla, João Vaccari Neto. O dinheiro foi repassado pelo favorecimento à empresa Toshiba em contrato do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, afirmou o doleiro.

O pagamento para o PT foi feito em dois momentos, afirmou o doleiro: “O primeiro valor foi retirado no meu escritório pela cunhada dele. Entreguei pessoalmente. O segundo valor foi entregue na porta do Diretório Nacional do PT pelo funcionário Rafael Ângulo, para que um funcionário da Toshiba pudesse entregar ao Vaccari”.

Além de ser o principal operador do PP no esquema de corrupção da Petrobras, Youssef revelou que, pelo menos nessa operação, providenciou também o pagamento de propina para o PT. Sobre o caso relatado no depoimento anterior à Justiça, Youssef tinha explicado anteriormente em acordo de delação premiada que houve pagamento de propina equivalente a 1% do valor do contrato da Toshiba com a Petrobras para o PP e de proporção equivalente ao PT.

Os pagamentos de propina da Toshiba são investigados em inquérito da Polícia Federal. Os investigadores já tiveram a confirmação de que a Toshiba fez pagamentos de pelo menos um milhão de reais para a empreiteira Rigidez, uma das empresas de fechada controladas por Youssef. O doleiro admitiu em depoimento que o depósito foi feito para que ele repasse propina, em espécie, para políticos e outros beneficiados no esquema de corrupção.

As transferências para Youssef e os pagamentos na porta do PT não são as únicas operações atribuídas à Toshiba em investigação. Um ex-funcionário do doleiro, Carlos Alberto Pereira da Costa, também ajudou a polícia nas investigações e apresentou comprovantes bancários de uma transferência de 400.000 reais de uma empresa do operador Cláudio Mente, que também recebeu recursos da Toshiba.

Em nota, o PT negou que tenha recebido propina. “O secretário Nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, nega veementemente que tenha recebido qualquer quantia em dinheiro por parte do senhor Alberto Youssef ou de seus representantes”, disse. Youssef foi ouvido novamente, por requisição de seus advogados, na ação penal em que é acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por remessas ilegais ao exterior feitas pelo laboratório Labogen.

Youssef afirmou em depoimento que recebeu pagamentos em espécie e em contas no exterior das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, feitos para operar o pagamento de propina a políticos e ex-diretores da estatal. A construtora Braskem, controlada pela Odebrecht em sociedade com a Petrobras, também transferiu dinheiro com a mesma finalidade, afirmou o doleiro.

De acordo com o doleiro, os recursos das empreiteiras eram destinados ao pagamento de políticos beneficiados pelo esquema de corrupção da Petrobras. No caso da Odebrecht, o dinheiro foi repassado a Youssef em uma operação triangulada. O depósito na conta administrada pelo doleiro foi feito pela construtora Del Sur, domiciliada no exterior. Depois de receber o pagamento, ele diz que checou com um representante da Odebrecht se a Del Sur foi a responsável por enviar o dinheiro da construtora.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 18:03

Qual Edinho vai para a Secom? E a trilha que conduz ao subjornalismo do esgoto

Qual Edinho Silva vai ser o titular da Secretaria de Comunicação Social? Aquele que disse, nesta terça, que sua postura “irá se nortear pelo critério técnico naquilo que significa a distribuição de recursos” para que se “possa fazer com que as campanhas de comunicação e de informação possam chegar à sociedade”, garantindo “a boa utilização dos recursos”, ou aquele que, na semana passada, divulgou uma carta aberta ao PT  em que acusou a existência de uma “direita golpista” e “oportunista”? Aquele que prometeu usar “critérios objetivos”, tolhendo as arbitrariedades, na distribuição das verbas publicitárias oficiais, ou aquele da carta, segundo quem “a elite brasileira” está sendo “insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente”? O ministro será o Edinho que garante a aplicação de critérios da mídia técnica ou o outro, que abraça até o bolivarianismo ao se referir à esquerda continental?

É o que nós vamos ver. Edinho tomou posse hoje na Secom. Dilma também discursou. Disse a presidente que a Secom vai apoiar a “expansão das teias de opiniões, olhares e interpretações da realidade” no país com “critérios justos e corretos na veiculação dos seus serviços”.

Eu não sei exatamente o que isso quer dizer, mas tenho a impressão de que não é coisa boa. O que é “expansão de teias de opiniões”? Isso tem servido para alimentar com dinheiro público os blogs sujos, cujo propósito evidente é preservar o governo e o PT e atacar da forma mais asquerosa aqueles que são considerados adversários.

A verba de publicidade pertence ao estado, não ao governo. Seu objetivo é fazer chegar ao maior número de pessoas conteúdos objetivos, de caráter informativo. Quem pratica a pluralidade de pontos de vista é a sociedade. Isso não é tarefa do governo.

Nessa fala de Edinho está a trilha que conduz ao subjornalismo de esgoto. Qualquer critério de distribuição de verba que não tenha como primeiro fundamento o número de pessoas atingido pelos veículos — respeitados, é evidente, parâmetros éticos e de dignidade humana — é puro lixo autoritário. Ao governo não cabe escolher privilegiar os veículos que lhe são servis e punir os que não são.

Em seu discurso, disse a presidente:
“A liberdade de imprensa e de expressão são sobretudo o direito de ter opiniões, de criticar e de apoiar tanto políticas quanto o governo. É também o direito de ter oposições e de externá-las sem consequências e sem repressão”.

Eu quero ver isso na prática. Até agora, não aconteceu em governos petistas, e o governo usa dinheiro público para patrocinar uma guerra suja.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 16:05

Antes que seja tarde

Leia trecho do artigo “Antes que seja tarde”, de João Doria Jr., empresário, jornalista, fundador e presidente do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, publicado nesta terça na Folha.
*
O Brasil que foi às ruas em 15 de março para protestar contra Dilma Rousseff, a corrupção e o PT é bem diferente daquele que se mobilizou em 16 de abril de 1984, quando mais de um milhão e meio de pessoas se juntaram, no Anhangabaú, em São Paulo, na esteira do movimento em prol das Diretas-Já.

Naquele ciclo, a luta cívica tinha como alvo a defesa das liberdades e a escolha, pelo povo, do seu mandatário. Hoje, esses direitos se consagram na nossa Constituição.

Também difere do país que, em 20 de junho de 2013, registrou mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas, protestando contra as taxas dos transportes públicos e serviços precários nas áreas de saúde, educação e segurança, entre outros temas.

Se alguma semelhança com o passado pode ser encontrada, é com o memorável movimento “Fora Collor”, que culminou com o impeachment de Fernando Collor em 29 de setembro de 1992.

Como naqueles idos, o clamor recente dos 2 milhões de brasileiros que acorreram às ruas pede o afastamento da primeira mandatária. Ocorre que não há, até o momento, arcabouço técnico-jurídico suficiente para respaldar um pedido de impeachment da chefe da nação, apesar de pareceres de eminentes juristas acatando essa tese.

Essa, porém, é uma discussão para o direito. O fato é que o Brasil pós 15 de março abriu um novo marco em sua vida institucional. A partir da constatação de que sua democracia participativa ganha solidez com a entrada em cena de um cidadão com apurada conscientização política e sob a crença de que as mobilizações, ao contrário do passado, incorporam-se definitivamente à paisagem urbana.

É interessante observar que tais avanços ocorrem quando a vida político-institucional passa a ser banhada por um gigantesco lamaçal, no momento em que o país vivencia os mais escandalosos eventos da contemporaneidade. Quais as razões para essa aparente dicotomia, com a sociedade, de um lado, e a esfera política, do outro?

Vejamos. Lula assumiu, em 2003, como o salvador da pátria. Ancorou seu governo em ampla plataforma social, abrindo canais da articulação política, atendendo às demandas dos partidos da base, no balcão de apoios e recompensas, usando o instinto político para administrar conflitos com os outros Poderes.
(…)
Íntegra aqui

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 15:26

Maioridade penal só aos 18 anos é mais uma das farsas homicidas dos ditos “progressistas”

Por 42 votos a 17, a Comissão de Constituição e Justiça considerou constitucional a emenda 171, de 1993, que altera o Artigo 228 da Constituição e baixa de 18 para 16 anos a maioridade penal. O fato de a CCJ ter dado aval à continuidade da tramitação 22 anos depois de o texto ser apresentado dá conta de nuvem de desinformação que toma conta desse debate.

O PT e seus satélites de esquerda dizem que vão recorrer ao Supremo. O argumento principal é que o texto é naturalmente inconstitucional porque a maioridade penal apenas aos 18 anos seria um cláusula pétrea da Constituição, não podendo ser mudada nem por emenda. Trata-se apenas de uma bobagem.

Cláusula pétrea não é uma disposição subjetiva, um faniquito, mera matéria de vontade individual. O Parágrafo 4º do Artigo 6º da Carta estabelece o que não pode ser mudado nem por emenda, a saber:
§ 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.

E fim de papo. Todo o resto pode ser alterado por emenda constitucional. A maioridade penal aos 18 anos não está inserida entre “os direitos e garantias individuais”, que estão definidos no Artigo 5º da Constituição.

Já escrevi dezenas de textos a respeito. É evidente que os defensores da maioridade só aos 18 anos confundem impunidade com a defesa de direitos humanos. Fazem uma lambança danada com os dados.

De fato, em vários países, a responsabilização penal plena se dá a partir dos 18 anos. Mas são muito raros — constituem a exceção — os países em que um assassino menos de 18 anos sai livre, leve e solto depois de três anos de internação. Se ele souber fazer cara de coitado e se comportar direitinho, sai antes.

Querem um exemplo de país civilizado? O Canadá! Um sujeito de má-fé ou que não saiba ler vai considerar que a legislação daquele país é igual à brasileira. Por quê? Tanto no Brasil como no Canadá, alguma forma de sanção existe para o jovem que comete delitos a partir dos 12 anos. Nos dois países, a maioridade penal plena se dá aos 18 anos como regra. Mas aí começam as diferenças — e seria excelente se tivéssemos a legislação canadense.

A exemplo do que ocorre no Brasil, no Canadá, entre os 12 e os 14 anos, o infrator está sujeito a medidas socioeducativas apenas. Só que essa exigência, no Brasil, se estende até a véspera de o sujeito completar 18 anos, não importa o crime. No Canadá, não! A depender da gravidade do delito, o criminoso é processado criminalmente pela legislação comum A PARTIR DOS 14 ANOS. Se condenado, ficará retido, sim, em regime especial até os 18 anos — e aí passa a ser considerado um adulto. Deu para entender a diferença?

A Suíça parece um país civilizado, não é mesmo? Por lá, alguma medida socioeducativa já começa a ser aplicada aos SETE ANOS. A primeira faixa de sanções se estende até os 15 anos; a segunda, até os 18. Não há o mesmo regime de cumprimento de pena dos adultos, mas uma coisa é certa: ninguém dá um tiro na cara do outro, em qualquer idade, e sai livre, leve e solto. A responsabilização penal da França, plena mesmo, começa aos 13 anos.

As civilizadíssimas Suécia, Dinamarca e Finlândia têm o chamado sistema de “jovens adultos”, que abarca a faixa dos 15 aos 18 anos — quando começa a responsabilização penal plena. Mas um assassino de 15 ficará preso, sim, e o tempo da prisão dependerá da gravidade do crime.

A fórmula preguiçosa, que garante a impunidade ao assassino — porque é disso que se trata — só existe no Brasil e em mais uns dois ou três países. É exceção. Por causa de um único dia, um criminoso asqueroso, que poderia ficar 35 anos na cadeia, permanecerá retido numa instituição para menores por menos de três e sair de lá com a ficha limpa.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 15:01

Alvo da Lava Jato, empreiteira OAS pede recuperação judicial

Por Renata Agostini e Raquel Landim, na Folha:
A empreiteira OAS protocolou nesta quarta-feira (31) o pedido de recuperação judicial do grupo em uma vara empresarial de São Paulo. O pedido inclui R$ 7,9 bilhões em dívidas. Se for aceita pela Justiça, a recuperação judicial do grupo será uma das maiores já feitas no país. Para pagar as dívidas, a OAS informa que colocou à venda sua participação na Invepar (24,44%) –que tem a concessão do aeroporto de Guarulhos–, sua fatia no estaleiro Enseada (17,5%) –um dos fornecedores da Sete Brasil–, a OAS Empreendimentos (80%), a OAS Soluções Ambientais (100%), a OAS Óleo e Gás (61%), a OAS Defesa (100%) e que também vai negociar os estádios Arena Fonte Nova (50%), em Salvador, e a Arena Dunas (100%), em Natal.

A processo envolve a holding OAS S/A e outras nove companhias: Construtora OAS, OAS Empreendimentos, OAS Arenas (SPE Arenas Multiuso), OAS Infraestrutura, OAS Imóveis, OAS Investimentos, OAS Investments GMBH (com sede na Áustria), OAS Investments Limited e OAS Finance Limited (ambas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas). As três empresas com sede no exterior foram criadas para que o grupo captasse recursos no exterior e não são operacionais, afirma o documento entregue à Justiça, ao qual a Folha teve acesso. Segundo o pedido, a estrutura organizacional do grupo é “baseada na estreita relação operacional e financeira das sociedades que o integram”, por isso, o processo de recuperação judicial tem de ser feito de forma conjunta.

O documento, assinado pelos advogados Eduardo Munhoz, do escritório Mattos Filho, e Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados, afirma que o sucesso de uma empresa “está intimamente ligado ao sucesso da outra”, já que as dívidas possuem avais “cruzados”, ou seja empresas do grupo se endividaram dando como garantia ativos de outras companhias do conglomerado.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 14:55

Bancos públicos poderão ter menos recursos do Tesouro, diz Levy

Na VEJA.com:
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ressaltou que a política de aportes do Tesouro Nacional aos bancos públicos completou seu curso e deve ser modificada. Segundo ele, o repasse da União nos últimos anos foi de 460 bilhões de reais a taxas de juros baixas, abaixo da inflação, para muitos setores. “Temos de ter moderação no balanço dos bancos públicos”, disse, ao indicar uma mudança de estratégia, no sentido de reforçar o plano do governo de reduzir gastos. Para Levy, a era de empréstimos de bancos públicos com taxas “vantajosas” acabou. O ministro participa nesta terça-feira de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Levy também considerou que é preciso reverter algumas medidas anticíclicas e reconheceu que as renúncias fiscais feitas durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff ajudaram no desequilíbrio das contas públicas. Segundo ele, as condições em que foram feitas as medidas anticíclicas mudaram e o impulso que o país recebia das commodities desapareceu, sendo necessário pensar na readaptação da economia brasileira.

Segundo Levy, é importante que a visão do país seja de robustez fiscal e que seja alcançada não só com aumento de tributos. “Precisamos estar atentos aos gastos permanentes, sobretudo num horizonte longo”, afirmou. O ministro também afirmou que o governo está pronto para adotar novas medidas, caso seja necessário. “Estamos olhando a arrecadação e estamos prontos para tomar medidas que se mostrem necessárias para evitar qualquer risco que a arrecadação não comporte o cumprimento da meta”, afirmou. A meta para este ano é de 66,3 bilhões de reais.

Para o ministro, o país é mais forte atualmente e tem condições para chegar ao desenvolvimento, desde que não sejam cometidos equívocos. Levy ainda afirmou que a recuperação da economia brasileira vai depender “de grande parte” da ajuda de Estados e municípios e que a segurança tributária é importante para retomar investimentos. “A presidente Dilma (Rousseff) tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo”, defendeu.

Sobre a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento, o ministro manifestou preocupação. “Temos que estar atentos ao risco de perder grau de investimento. O custo é altíssimo. Para o governo, para as empresas e para o trabalhador”, considerou. “Temos que trabalhar e agir rápido para não perdermos o grau de investimento. Temos que ter cuidado para não sobrecarregar o setor público com despesas que vão exigir novos tributos”, disse.

Em relação aos gastos do governo, o ministro disse que o objetivo é atingir o patamar de 2013. “É importante ver o lado do gasto. É extremamente importante”, considerou.

Dívida Na tentativa de adiar a votação do projeto que dá prazo para a regulamentação da mudança do indexador da dívida dos Estados e municípios, Levy disse que é preciso zelar para que os entes consigam cumprir a meta de superávit fiscal definida para este ano. Segundo ele, a contribuição dos Estados e municípios para o resultado do setor público vem diminuindo. Para 2015, os governos regionais têm como meta entregar um superávit primário de 11 bilhões de reais (0,2% do PIB).

“Não pode todo o esforço ser carregado pela União. Temos que zelar para que essa contribuição de Estados e municípios possa se realizar”, afirmou. Com o prazo para anunciar o contingenciamento do orçamento chegando ao fim, Levy disse aos senadores que o espaço do governo em cortar despesas é limitado, principalmente em relação a despesas obrigatórias. “Por isso é tão importante que não se crie novas despesas obrigatórias porque sobre essas o Executivo tem menor controle”, pediu.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 5:15

LEIAM ABAIXO

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!;
Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”;
ENFIM, A LIBERDADE! Escrava cubana do “Mais Médicos” consegue fugir com a família para os EUA e se livrar dos senhores cubanos e dos feitores brasileiros;
#prontofalei – O que há em comum entre o liberal Levy e o esquerdista Janine?;
Petrobras quer dar reajuste de 13% para os chefes…;
Levy sinaliza entendimento com Renan sobre indexador de dívida;
CCJ abre caminho para votar diminuição da maioridade penal amanhã;
BNDES perde R$ 2,6 bi com Petrobras e balanço é aprovado com ressalvas;
Não é Dilma quem se navega, quem a navega é a crise. Ou: Levy presta contas às… contas, e Janine, a Lula. Dilma é a rainha sem a Inglaterra…;
Presidente da Camargo Corrêa é posto em liberdade;
DISSECANDO A VIGARICE INTELECTUAL DE UM ESQUERDISTA SENSÍVEL. OU: RENATO JANINE RIBEIRO;
União atrasa verba e faz escolas técnicas suspenderem Pronatec;
Nem os santos tiram este blog do eixo. Ou: Sem o Estado de Direito, nada feito!;
— O PARTIDO QUE JÁ NÃO OUSA DIZER SEU NOME – PT planeja se esconder nas próximas eleições e criar uma tal “Frente Ampla” para enganar o eleitor;
— Um péssimo artigo do juiz Sérgio Moro. Ou: O mal do Brasil não está no cumprimento da lei, mas no descumprimento;
— PAÍS DE LOUCOS – A Petrobras posa de vítima e quer agora estatizar um pedaço das empreiteiras;
— A entrevista a João Doria Jr., no programa “Show Business”;
— Este colunista no “Pânico”, na Jovem Pan;
— O “VEM PRA RUA” DEFINE O QUE VAI PEDIR NO DIA 12 DE ABRIL: “FORA DILMA!”

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 5:09

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!

Caramba! Chega a dar medo! O maior fator de risco hoje no país é o grau de alienação dos petistas. Os companheiros estão vivendo numa realidade paralela.  Perderam o bonde! Nesta segunda, dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PT se reuniram e lançaram um manifesto, com o aval de Lula e de Rui Falcão, presidente do partido, que discursaram. A íntegra do texto está aqui, no site do partido. Seria cômico se aquilo não fosse uma tentativa de falar a sério.

Esses caras ainda acabarão fazendo uma grande bobagem. Eles estão doidinhos para ver cumpridas as suas piores — ou seriam as melhores para eles? — expectativas. Há momentos notavelmente aloprados no texto, mas, a meu juízo, o ápice está aqui, prestem atenção, quando tentam identificar por que os adversários não gostam do partido:
“Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”

Entenderam?

Os brasileiros não estão enojados com a corrupção na Petrobras.

Os brasileiros não estão descontentes com a inflação acima de 8%.

Os brasileiros não estão insatisfeitos com juros de 12,75% ao ano.

Os brasileiros não estão inconformados com uma recessão que pode chegar perto de 2%.

Os brasileiros não estão furiosos com a penca de estelionatos eleitorais.

Os brasileiros não estão cansados de uma saúde capenga.

Os brasileiros não estão furiosos com uma educação medíocre.

Os brasileiros não estão fartos da incompetência arrogante.

Os brasileiros não estão estupefatos ao ver a Petrobras na lona.

Nada disso! Por que, afinal, a população iria se zangar com essas bobagens? Por que, afinal, esse povo bom e generoso iria reagir mal ao fato de um simples gerente da Petrobras aceitar devolver US$ 97 milhões que ele confessa oriundos da propina? Por que, afinal, a nossa brava gente se espantaria que José Dirceu tenha faturado quase R$ 2 milhões em consultorias só no período em que estava em cana? Nada disso é motivo!

Segundo o partido, seus adversários não suportam mesmo é ver supostos 36 milhões de pessoas saindo da miséria. A afirmação é de uma estupidez ímpar. Houve um tempo em que essa ladainha colava. Eis aí, leitor, revelado o verdadeiro espírito “petralha”. Quando criei a palavra, referia-me exatamente a isto: à justificação da roubalheira, do assalto aos cofres públicos, da ladroagem mais descarada, em nome da igualdade social.

O manifesto aloprado segue adiante:
“O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.”

Uau! Então os milhões que saíram às ruas são “de direita e extrema direita” e estão se opondo “às mudanças”, não à “sem-vergonhice”? Querem saber! Estou aqui vibrando com essa análise. Ela conduz o partido à extinção. Ninguém precisará, como diz o texto, “acabar com essa raça”. Essa raça está cometendo suicídio. A propósito: o texto diz que é preciso enfrentar os adversários com “argumento e mobilização”. Tá. Sei o que é “argumento”. Mas o que vem a ser “mobilização” nesse contexto?

O texto, na sua burrice teórica, abriga este notável momento:
“Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do ‘melhorismo’. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.”

O partido gigante, que se apoderou de todas as estruturas do estado, que aparelha estatais, fundos de pensão, autarquias e universidades; que se imiscui até em fundações de direito privado para impor a linha justa, essa máquina gigante deveria, na visão dos valentes, se comportar como um partido pequeno, em formação, capaz de falar em nome da pureza, mesmo tendo nas costas o mensalão e o petrolão, entre outras barbaridades.

O documento lista ainda dez medidas a serem defendidas pelo partido. Entre elas, estão: campanha de agitação e defesa do PT; controle da mídia e imposto sobre grandes fortunas. E, claro!, a formação da tal frente ampla, formada por “partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo”. Entendi! O PT está com o saco cheio da sociedade brasileira. Acha que é hora de substituí-la.

Na minha coluna de sexta, na Folha, afirmei, apelando ironicamente a Karl Marx — que as esquerdas citam sem ler — que o PT hoje é “vítima de sua própria concepção de mundo”. Eis aí. Ah, sim: Lula também discursou e disse que seus sequazes têm de levantar a cabeça. De que adianta se eles se negam a abrir os olhos?

Numa entrevista depois do evento, Falcão teve a coragem de dizer: “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”. Dizer o quê? Vai ver corrupção praticada por petista deva ser chamada de obra humanitária. A única chance de Dilma, se é que lhe resta alguma, é se afastar desse hospício.

Texto publicado originalmente às 3h36
Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:59

Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:47

ENFIM, A LIBERDADE! Escrava cubana do “Mais Médicos” consegue fugir com a família para os EUA e se livrar dos senhores cubanos e dos feitores brasileiros

Ao menos uma família de escravos cubanos conseguiu se libertar do jugo da ditadura exercida pelo regime dos irmãos Castro, mesmo no Brasil. Sim, caros leitores! Contrariando a Constituição e as noções mais comezinhas dos direitos humanos, os médicos oriundos de Cuba que atuam no programa “Mais Médicos” ficam submetidos às leis da ditadura daquele país, não às garantias da democracia ainda vigente no Brasil.

O caso é o seguinte. A médica Dianelys San Román Parrado atuava na cidade de Jandira, no interior de São Paulo. Seu marido e seu filho haviam conseguido viajar para o Brasil. O governo cubano os pressionava a voltar para a ilha, sob pena de retirar Dianelys do programa — e, para escândalo dos escândalos, o governo brasileiro não interfere nessa relação. Gravações que vieram a público demonstram que manter os médicos sob o jugo da ditadura é uma ação deliberada. Cuba não aceita que os doutores tragam seus familiares porque teme justamente a deserção.

Segundo informa a Folha, Dianelys confirmou a fuga neste domingo (29) em mensagem enviada a seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. Contou que havia chegado a Miami em segurança e que estava com amigos.

Em dezembro, informa o jornal, havia 14.462 médicos de outros países atuando no Brasil, 11.429 dos quais eram cubanos. Ao todo, 40 desertaram. Segundo os profissionais, quando o programa foi lançado, eles foram informados de que poderiam trazer seus familiares. Já os emissários da ditadura cubana dizem que há autorização para visita, mas não para moradia.

As tais gravações revelaram ainda que o programa “Mais Médicos”, desde o princípio, foi concebido como uma forma de repassar dinheiro para Cuba. O governo brasileiro paga R$ 10 mil por profissional à ditadura Cubana. Como os médicos são, na verdade, contratados pela tal Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), essa entidade repassa a cada um algo em torno de R$ 2,5 mil. Vale dizer: cada escravo cubano rende aos irmãos Castro, os senhores da senzala, R$ 7,5 mil. É asqueroso.

A boa notícia do dia é que mais uma família conseguiu se livrar dos tiranos cubanos e dos seus feitores do petismo.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:21

#prontofalei – O que há em comum entre o liberal Levy e o esquerdista Janine?

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:15

Petrobras quer dar reajuste de 13% para os chefes…

Por Samantha Lima, na Folha:
Em meio à maior crise de sua história, a Petrobras pede aos acionistas que aprovem, na assembleia do próximo dia 29, um teto de remuneração 13% acima do que foi pago em 2014 para executivos que dirigem a empresa, considerando a média por executivo. Além disso, num momento de resultados financeiros em risco, quer aumentar a proporção de salário fixo e reduzir a de remuneração variável, atrelada a resultados. O teto médio fixo proposto, considerando os oito atuais diretores, é R$ 1,6 milhão para cada um por ano, 22,7% acima do R$ 1,3 milhão pago em 2014 e 9% acima do teto pedido no ano passado. Dividido por 12 meses mais o 13º salário, o valor de 2015 equivale a um salário médio mensal de R$ 123 mil.

Em bônus por desempenho, a proposta é zero. Em participação nos resultados, é pagar, em média, R$ 92 mil a cada um dos oito diretores, 64% abaixo de 2014. As informações constam do manual para participação de acionistas na assembleia.

A Petrobras afirma que a proposta de 2015 contempla inflação de 8,09% prevista pelo BC para este ano. Em 2014, a inflação oficial, medida pelo IPCA, foi de 6,41%. Também seriam incluídos itens não previstos, como passagens aéreas e auxílio-moradia. A estatal diz, ainda, que reduziu as remunerações variáveis “preventivamente”, diante das incertezas do resultado de 2014. A proposta de reajuste acontece em um dos piores momentos da história da estatal: desde a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na companhia, até resultados financeiros em declínio.

Entre janeiro e setembro de 2014, a Petrobras lucrou R$ 13,4 bilhões, 22% menos que em igual período de 2013. A produção cresceu 3%, e a geração de caixa, afetada pela defasagem do preço dos combustíveis que vigorou até outubro, caiu 11%. A dívida da empresa era de R$ 332 bilhões em setembro de 2014, ante R$ 268 bilhões no fim de 2013, alta de 24%. As ações das empresas, por sua vez, vêm caindo há cinco anos e afundaram 41% em 2014, a maior queda desde 2008, no auge da crise global.
(…)

Por Reinaldo Azevedo
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados