Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

31/03/2015

às 22:01

MP vê inconsistência entre contratos e pagamentos feitos à empresa de José Dirceu

Na VEJA.com:
Por Daniel Haidar e Alexandre Hisayasu, na VEJA.com:
O ex-ministro José Dirceu omitiu pagamentos de clientes de sua consultoria nos documentos que entregou à Justiça Federal. O Ministério Público Federal destacou em parecer protocolado na 13ª Vara Federal do Paraná nesta terça-feira que, “pela análise dos documentos juntados, é possível verificar supostas inconsistências entre as condições contratuais de prazo, pagamento e dados bancários”.

Na manifestação ao juiz Sérgio Moro, os procuradores da República destacaram as divergências entre o que passou pelas contas bancárias da consultoria de Dirceu, a JD Assessoria, e os contratos entregues pelo ex-ministro à Justiça Federal. Foi examinada superficialmente a situação das empreiteiras acusadas de pagar propina por contratos da Petrobras. Pela análise, os contratos previam pagamentos bem inferiores ao que foi efetivamente desembolsado para o ex-ministro.Dirceu é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal pela suspeita de ter recebido parte da propina distribuída por empreiteiras em troca de facilidades em contratos com a Petrobras.
Como mostrou reportagem do site de VEJA, o petista faturou pelo menos 8 milhões de reais por serviços de consultoria prestados a empresas do clube do bilhão.A defesa de Dirceu apresentou contrato com a Galvão Engenharia para prestação de serviços de “consultoria e assessoramento comercial”, assinado em 25 de junho de 2009, segundo o qual ele teria faturamento bruto de 300.000 reais. Mas, de acordo com a análise da movimentação bancária da empresa do ex-ministro, foram pagos 703.875 reais.
O contrato com Dirceu foi assinado exatamente uma semana depois de a Petrobras iniciar licitação de obra da Refinaria de Paulínea (Replan), pela qual a Galvão Engenharia foi contratada por 568 milhões de reais e fez o pagamento de propina equivalente a, no mínimo, 1% do valor do contrato, como já denunciado em ação penal contra executivos da empresa.Também houve divergência entre a movimentação bancária e o valor previsto no contrato apresentado por Dirceu sobre serviços de “assessoria jurídica internacional” para a Engevix Engenharia. O documento entregue à Justiça previa o pagamento total de 300.000 reais. Mas a análise dos dados bancários mostra que a Engevix pagou 900.960 reais para a empresa do ex-ministro.
Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 19:34

Para quem não viu…

Abaixo, o vídeo da entrevista que concedi ao programa “Show Business”, comando por João Doria Jr., que está na TV Lide.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 19:12

Doleiro diz que propina foi entregue na porta do PT

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
O doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná nesta terça-feira que providenciou o pagamento de 800.000 reais de propina para o PT. Segundo ele, metade do dinheiro foi entregue na porta do Diretório Nacional do partido, na rua Silveira Martins, na Sé, região central de São Paulo. A outra metade foi retirada no escritório de Youssef por Marice Corrêa de Lima, cunhada do tesoureiro nacional da sigla, João Vaccari Neto. O dinheiro foi repassado pelo favorecimento à empresa Toshiba em contrato do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, afirmou o doleiro.

O pagamento para o PT foi feito em dois momentos, afirmou o doleiro: “O primeiro valor foi retirado no meu escritório pela cunhada dele. Entreguei pessoalmente. O segundo valor foi entregue na porta do Diretório Nacional do PT pelo funcionário Rafael Ângulo, para que um funcionário da Toshiba pudesse entregar ao Vaccari”.

Além de ser o principal operador do PP no esquema de corrupção da Petrobras, Youssef revelou que, pelo menos nessa operação, providenciou também o pagamento de propina para o PT. Sobre o caso relatado no depoimento anterior à Justiça, Youssef tinha explicado anteriormente em acordo de delação premiada que houve pagamento de propina equivalente a 1% do valor do contrato da Toshiba com a Petrobras para o PP e de proporção equivalente ao PT.

Os pagamentos de propina da Toshiba são investigados em inquérito da Polícia Federal. Os investigadores já tiveram a confirmação de que a Toshiba fez pagamentos de pelo menos um milhão de reais para a empreiteira Rigidez, uma das empresas de fechada controladas por Youssef. O doleiro admitiu em depoimento que o depósito foi feito para que ele repasse propina, em espécie, para políticos e outros beneficiados no esquema de corrupção.

As transferências para Youssef e os pagamentos na porta do PT não são as únicas operações atribuídas à Toshiba em investigação. Um ex-funcionário do doleiro, Carlos Alberto Pereira da Costa, também ajudou a polícia nas investigações e apresentou comprovantes bancários de uma transferência de 400.000 reais de uma empresa do operador Cláudio Mente, que também recebeu recursos da Toshiba.

Em nota, o PT negou que tenha recebido propina. “O secretário Nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, nega veementemente que tenha recebido qualquer quantia em dinheiro por parte do senhor Alberto Youssef ou de seus representantes”, disse. Youssef foi ouvido novamente, por requisição de seus advogados, na ação penal em que é acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por remessas ilegais ao exterior feitas pelo laboratório Labogen.

Youssef afirmou em depoimento que recebeu pagamentos em espécie e em contas no exterior das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, feitos para operar o pagamento de propina a políticos e ex-diretores da estatal. A construtora Braskem, controlada pela Odebrecht em sociedade com a Petrobras, também transferiu dinheiro com a mesma finalidade, afirmou o doleiro.

De acordo com o doleiro, os recursos das empreiteiras eram destinados ao pagamento de políticos beneficiados pelo esquema de corrupção da Petrobras. No caso da Odebrecht, o dinheiro foi repassado a Youssef em uma operação triangulada. O depósito na conta administrada pelo doleiro foi feito pela construtora Del Sur, domiciliada no exterior. Depois de receber o pagamento, ele diz que checou com um representante da Odebrecht se a Del Sur foi a responsável por enviar o dinheiro da construtora.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 18:03

Qual Edinho vai para a Secom? E a trilha que conduz ao subjornalismo do esgoto

Qual Edinho Silva vai ser o titular da Secretaria de Comunicação Social? Aquele que disse, nesta terça, que sua postura “irá se nortear pelo critério técnico naquilo que significa a distribuição de recursos” para que se “possa fazer com que as campanhas de comunicação e de informação possam chegar à sociedade”, garantindo “a boa utilização dos recursos”, ou aquele que, na semana passada, divulgou uma carta aberta ao PT  em que acusou a existência de uma “direita golpista” e “oportunista”? Aquele que prometeu usar “critérios objetivos”, tolhendo as arbitrariedades, na distribuição das verbas publicitárias oficiais, ou aquele da carta, segundo quem “a elite brasileira” está sendo “insuflada por uma retomada das mobilizações da direita no continente”? O ministro será o Edinho que garante a aplicação de critérios da mídia técnica ou o outro, que abraça até o bolivarianismo ao se referir à esquerda continental?

É o que nós vamos ver. Edinho tomou posse hoje na Secom. Dilma também discursou. Disse a presidente que a Secom vai apoiar a “expansão das teias de opiniões, olhares e interpretações da realidade” no país com “critérios justos e corretos na veiculação dos seus serviços”.

Eu não sei exatamente o que isso quer dizer, mas tenho a impressão de que não é coisa boa. O que é “expansão de teias de opiniões”? Isso tem servido para alimentar com dinheiro público os blogs sujos, cujo propósito evidente é preservar o governo e o PT e atacar da forma mais asquerosa aqueles que são considerados adversários.

A verba de publicidade pertence ao estado, não ao governo. Seu objetivo é fazer chegar ao maior número de pessoas conteúdos objetivos, de caráter informativo. Quem pratica a pluralidade de pontos de vista é a sociedade. Isso não é tarefa do governo.

Nessa fala de Edinho está a trilha que conduz ao subjornalismo de esgoto. Qualquer critério de distribuição de verba que não tenha como primeiro fundamento o número de pessoas atingido pelos veículos — respeitados, é evidente, parâmetros éticos e de dignidade humana — é puro lixo autoritário. Ao governo não cabe escolher privilegiar os veículos que lhe são servis e punir os que não são.

Em seu discurso, disse a presidente:
“A liberdade de imprensa e de expressão são sobretudo o direito de ter opiniões, de criticar e de apoiar tanto políticas quanto o governo. É também o direito de ter oposições e de externá-las sem consequências e sem repressão”.

Eu quero ver isso na prática. Até agora, não aconteceu em governos petistas, e o governo usa dinheiro público para patrocinar uma guerra suja.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 16:05

Antes que seja tarde

Leia trecho do artigo “Antes que seja tarde”, de João Doria Jr., empresário, jornalista, fundador e presidente do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, publicado nesta terça na Folha.
*
O Brasil que foi às ruas em 15 de março para protestar contra Dilma Rousseff, a corrupção e o PT é bem diferente daquele que se mobilizou em 16 de abril de 1984, quando mais de um milhão e meio de pessoas se juntaram, no Anhangabaú, em São Paulo, na esteira do movimento em prol das Diretas-Já.

Naquele ciclo, a luta cívica tinha como alvo a defesa das liberdades e a escolha, pelo povo, do seu mandatário. Hoje, esses direitos se consagram na nossa Constituição.

Também difere do país que, em 20 de junho de 2013, registrou mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas, protestando contra as taxas dos transportes públicos e serviços precários nas áreas de saúde, educação e segurança, entre outros temas.

Se alguma semelhança com o passado pode ser encontrada, é com o memorável movimento “Fora Collor”, que culminou com o impeachment de Fernando Collor em 29 de setembro de 1992.

Como naqueles idos, o clamor recente dos 2 milhões de brasileiros que acorreram às ruas pede o afastamento da primeira mandatária. Ocorre que não há, até o momento, arcabouço técnico-jurídico suficiente para respaldar um pedido de impeachment da chefe da nação, apesar de pareceres de eminentes juristas acatando essa tese.

Essa, porém, é uma discussão para o direito. O fato é que o Brasil pós 15 de março abriu um novo marco em sua vida institucional. A partir da constatação de que sua democracia participativa ganha solidez com a entrada em cena de um cidadão com apurada conscientização política e sob a crença de que as mobilizações, ao contrário do passado, incorporam-se definitivamente à paisagem urbana.

É interessante observar que tais avanços ocorrem quando a vida político-institucional passa a ser banhada por um gigantesco lamaçal, no momento em que o país vivencia os mais escandalosos eventos da contemporaneidade. Quais as razões para essa aparente dicotomia, com a sociedade, de um lado, e a esfera política, do outro?

Vejamos. Lula assumiu, em 2003, como o salvador da pátria. Ancorou seu governo em ampla plataforma social, abrindo canais da articulação política, atendendo às demandas dos partidos da base, no balcão de apoios e recompensas, usando o instinto político para administrar conflitos com os outros Poderes.
(…)
Íntegra aqui

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 15:26

Maioridade penal só aos 18 anos é mais uma das farsas homicidas dos ditos “progressistas”

Por 42 votos a 17, a Comissão de Constituição e Justiça considerou constitucional a emenda 171, de 1993, que altera o Artigo 228 da Constituição e baixa de 18 para 16 anos a maioridade penal. O fato de a CCJ ter dado aval à continuidade da tramitação 22 anos depois de o texto ser apresentado dá conta de nuvem de desinformação que toma conta desse debate.

O PT e seus satélites de esquerda dizem que vão recorrer ao Supremo. O argumento principal é que o texto é naturalmente inconstitucional porque a maioridade penal apenas aos 18 anos seria um cláusula pétrea da Constituição, não podendo ser mudada nem por emenda. Trata-se apenas de uma bobagem.

Cláusula pétrea não é uma disposição subjetiva, um faniquito, mera matéria de vontade individual. O Parágrafo 4º do Artigo 6º da Carta estabelece o que não pode ser mudado nem por emenda, a saber:
§ 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.

E fim de papo. Todo o resto pode ser alterado por emenda constitucional. A maioridade penal aos 18 anos não está inserida entre “os direitos e garantias individuais”, que estão definidos no Artigo 5º da Constituição.

Já escrevi dezenas de textos a respeito. É evidente que os defensores da maioridade só aos 18 anos confundem impunidade com a defesa de direitos humanos. Fazem uma lambança danada com os dados.

De fato, em vários países, a responsabilização penal plena se dá a partir dos 18 anos. Mas são muito raros — constituem a exceção — os países em que um assassino menos de 18 anos sai livre, leve e solto depois de três anos de internação. Se ele souber fazer cara de coitado e se comportar direitinho, sai antes.

Querem um exemplo de país civilizado? O Canadá! Um sujeito de má-fé ou que não saiba ler vai considerar que a legislação daquele país é igual à brasileira. Por quê? Tanto no Brasil como no Canadá, alguma forma de sanção existe para o jovem que comete delitos a partir dos 12 anos. Nos dois países, a maioridade penal plena se dá aos 18 anos como regra. Mas aí começam as diferenças — e seria excelente se tivéssemos a legislação canadense.

A exemplo do que ocorre no Brasil, no Canadá, entre os 12 e os 14 anos, o infrator está sujeito a medidas socioeducativas apenas. Só que essa exigência, no Brasil, se estende até a véspera de o sujeito completar 18 anos, não importa o crime. No Canadá, não! A depender da gravidade do delito, o criminoso é processado criminalmente pela legislação comum A PARTIR DOS 14 ANOS. Se condenado, ficará retido, sim, em regime especial até os 18 anos — e aí passa a ser considerado um adulto. Deu para entender a diferença?

A Suíça parece um país civilizado, não é mesmo? Por lá, alguma medida socioeducativa já começa a ser aplicada aos SETE ANOS. A primeira faixa de sanções se estende até os 15 anos; a segunda, até os 18. Não há o mesmo regime de cumprimento de pena dos adultos, mas uma coisa é certa: ninguém dá um tiro na cara do outro, em qualquer idade, e sai livre, leve e solto. A responsabilização penal da França, plena mesmo, começa aos 13 anos.

As civilizadíssimas Suécia, Dinamarca e Finlândia têm o chamado sistema de “jovens adultos”, que abarca a faixa dos 15 aos 18 anos — quando começa a responsabilização penal plena. Mas um assassino de 15 ficará preso, sim, e o tempo da prisão dependerá da gravidade do crime.

A fórmula preguiçosa, que garante a impunidade ao assassino — porque é disso que se trata — só existe no Brasil e em mais uns dois ou três países. É exceção. Por causa de um único dia, um criminoso asqueroso, que poderia ficar 35 anos na cadeia, permanecerá retido numa instituição para menores por menos de três e sair de lá com a ficha limpa.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 15:01

Alvo da Lava Jato, empreiteira OAS pede recuperação judicial

Por Renata Agostini e Raquel Landim, na Folha:
A empreiteira OAS protocolou nesta quarta-feira (31) o pedido de recuperação judicial do grupo em uma vara empresarial de São Paulo. O pedido inclui R$ 7,9 bilhões em dívidas. Se for aceita pela Justiça, a recuperação judicial do grupo será uma das maiores já feitas no país. Para pagar as dívidas, a OAS informa que colocou à venda sua participação na Invepar (24,44%) –que tem a concessão do aeroporto de Guarulhos–, sua fatia no estaleiro Enseada (17,5%) –um dos fornecedores da Sete Brasil–, a OAS Empreendimentos (80%), a OAS Soluções Ambientais (100%), a OAS Óleo e Gás (61%), a OAS Defesa (100%) e que também vai negociar os estádios Arena Fonte Nova (50%), em Salvador, e a Arena Dunas (100%), em Natal.

A processo envolve a holding OAS S/A e outras nove companhias: Construtora OAS, OAS Empreendimentos, OAS Arenas (SPE Arenas Multiuso), OAS Infraestrutura, OAS Imóveis, OAS Investimentos, OAS Investments GMBH (com sede na Áustria), OAS Investments Limited e OAS Finance Limited (ambas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas). As três empresas com sede no exterior foram criadas para que o grupo captasse recursos no exterior e não são operacionais, afirma o documento entregue à Justiça, ao qual a Folha teve acesso. Segundo o pedido, a estrutura organizacional do grupo é “baseada na estreita relação operacional e financeira das sociedades que o integram”, por isso, o processo de recuperação judicial tem de ser feito de forma conjunta.

O documento, assinado pelos advogados Eduardo Munhoz, do escritório Mattos Filho, e Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados, afirma que o sucesso de uma empresa “está intimamente ligado ao sucesso da outra”, já que as dívidas possuem avais “cruzados”, ou seja empresas do grupo se endividaram dando como garantia ativos de outras companhias do conglomerado.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 14:55

Bancos públicos poderão ter menos recursos do Tesouro, diz Levy

Na VEJA.com:
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ressaltou que a política de aportes do Tesouro Nacional aos bancos públicos completou seu curso e deve ser modificada. Segundo ele, o repasse da União nos últimos anos foi de 460 bilhões de reais a taxas de juros baixas, abaixo da inflação, para muitos setores. “Temos de ter moderação no balanço dos bancos públicos”, disse, ao indicar uma mudança de estratégia, no sentido de reforçar o plano do governo de reduzir gastos. Para Levy, a era de empréstimos de bancos públicos com taxas “vantajosas” acabou. O ministro participa nesta terça-feira de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Levy também considerou que é preciso reverter algumas medidas anticíclicas e reconheceu que as renúncias fiscais feitas durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff ajudaram no desequilíbrio das contas públicas. Segundo ele, as condições em que foram feitas as medidas anticíclicas mudaram e o impulso que o país recebia das commodities desapareceu, sendo necessário pensar na readaptação da economia brasileira.

Segundo Levy, é importante que a visão do país seja de robustez fiscal e que seja alcançada não só com aumento de tributos. “Precisamos estar atentos aos gastos permanentes, sobretudo num horizonte longo”, afirmou. O ministro também afirmou que o governo está pronto para adotar novas medidas, caso seja necessário. “Estamos olhando a arrecadação e estamos prontos para tomar medidas que se mostrem necessárias para evitar qualquer risco que a arrecadação não comporte o cumprimento da meta”, afirmou. A meta para este ano é de 66,3 bilhões de reais.

Para o ministro, o país é mais forte atualmente e tem condições para chegar ao desenvolvimento, desde que não sejam cometidos equívocos. Levy ainda afirmou que a recuperação da economia brasileira vai depender “de grande parte” da ajuda de Estados e municípios e que a segurança tributária é importante para retomar investimentos. “A presidente Dilma (Rousseff) tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo”, defendeu.

Sobre a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento, o ministro manifestou preocupação. “Temos que estar atentos ao risco de perder grau de investimento. O custo é altíssimo. Para o governo, para as empresas e para o trabalhador”, considerou. “Temos que trabalhar e agir rápido para não perdermos o grau de investimento. Temos que ter cuidado para não sobrecarregar o setor público com despesas que vão exigir novos tributos”, disse.

Em relação aos gastos do governo, o ministro disse que o objetivo é atingir o patamar de 2013. “É importante ver o lado do gasto. É extremamente importante”, considerou.

Dívida Na tentativa de adiar a votação do projeto que dá prazo para a regulamentação da mudança do indexador da dívida dos Estados e municípios, Levy disse que é preciso zelar para que os entes consigam cumprir a meta de superávit fiscal definida para este ano. Segundo ele, a contribuição dos Estados e municípios para o resultado do setor público vem diminuindo. Para 2015, os governos regionais têm como meta entregar um superávit primário de 11 bilhões de reais (0,2% do PIB).

“Não pode todo o esforço ser carregado pela União. Temos que zelar para que essa contribuição de Estados e municípios possa se realizar”, afirmou. Com o prazo para anunciar o contingenciamento do orçamento chegando ao fim, Levy disse aos senadores que o espaço do governo em cortar despesas é limitado, principalmente em relação a despesas obrigatórias. “Por isso é tão importante que não se crie novas despesas obrigatórias porque sobre essas o Executivo tem menor controle”, pediu.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 5:15

LEIAM ABAIXO

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!;
Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”;
ENFIM, A LIBERDADE! Escrava cubana do “Mais Médicos” consegue fugir com a família para os EUA e se livrar dos senhores cubanos e dos feitores brasileiros;
#prontofalei – O que há em comum entre o liberal Levy e o esquerdista Janine?;
Petrobras quer dar reajuste de 13% para os chefes…;
Levy sinaliza entendimento com Renan sobre indexador de dívida;
CCJ abre caminho para votar diminuição da maioridade penal amanhã;
BNDES perde R$ 2,6 bi com Petrobras e balanço é aprovado com ressalvas;
Não é Dilma quem se navega, quem a navega é a crise. Ou: Levy presta contas às… contas, e Janine, a Lula. Dilma é a rainha sem a Inglaterra…;
Presidente da Camargo Corrêa é posto em liberdade;
DISSECANDO A VIGARICE INTELECTUAL DE UM ESQUERDISTA SENSÍVEL. OU: RENATO JANINE RIBEIRO;
União atrasa verba e faz escolas técnicas suspenderem Pronatec;
Nem os santos tiram este blog do eixo. Ou: Sem o Estado de Direito, nada feito!;
— O PARTIDO QUE JÁ NÃO OUSA DIZER SEU NOME – PT planeja se esconder nas próximas eleições e criar uma tal “Frente Ampla” para enganar o eleitor;
— Um péssimo artigo do juiz Sérgio Moro. Ou: O mal do Brasil não está no cumprimento da lei, mas no descumprimento;
— PAÍS DE LOUCOS – A Petrobras posa de vítima e quer agora estatizar um pedaço das empreiteiras;
— A entrevista a João Doria Jr., no programa “Show Business”;
— Este colunista no “Pânico”, na Jovem Pan;
— O “VEM PRA RUA” DEFINE O QUE VAI PEDIR NO DIA 12 DE ABRIL: “FORA DILMA!”

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 5:09

PETISTAS COMETEM SUICÍDIO COLETIVO – Diretórios estaduais redigem um documento aloprado, com a anuência de Lula e Falcão, em que insistem em hostilizar os brasileiros. Presidente do PT diz ser “impensável” acusar partido de corrupção!

Caramba! Chega a dar medo! O maior fator de risco hoje no país é o grau de alienação dos petistas. Os companheiros estão vivendo numa realidade paralela.  Perderam o bonde! Nesta segunda, dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PT se reuniram e lançaram um manifesto, com o aval de Lula e de Rui Falcão, presidente do partido, que discursaram. A íntegra do texto está aqui, no site do partido. Seria cômico se aquilo não fosse uma tentativa de falar a sério.

Esses caras ainda acabarão fazendo uma grande bobagem. Eles estão doidinhos para ver cumpridas as suas piores — ou seriam as melhores para eles? — expectativas. Há momentos notavelmente aloprados no texto, mas, a meu juízo, o ápice está aqui, prestem atenção, quando tentam identificar por que os adversários não gostam do partido:
“Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”

Entenderam?

Os brasileiros não estão enojados com a corrupção na Petrobras.

Os brasileiros não estão descontentes com a inflação acima de 8%.

Os brasileiros não estão insatisfeitos com juros de 12,75% ao ano.

Os brasileiros não estão inconformados com uma recessão que pode chegar perto de 2%.

Os brasileiros não estão furiosos com a penca de estelionatos eleitorais.

Os brasileiros não estão cansados de uma saúde capenga.

Os brasileiros não estão furiosos com uma educação medíocre.

Os brasileiros não estão fartos da incompetência arrogante.

Os brasileiros não estão estupefatos ao ver a Petrobras na lona.

Nada disso! Por que, afinal, a população iria se zangar com essas bobagens? Por que, afinal, esse povo bom e generoso iria reagir mal ao fato de um simples gerente da Petrobras aceitar devolver US$ 97 milhões que ele confessa oriundos da propina? Por que, afinal, a nossa brava gente se espantaria que José Dirceu tenha faturado quase R$ 2 milhões em consultorias só no período em que estava em cana? Nada disso é motivo!

Segundo o partido, seus adversários não suportam mesmo é ver supostos 36 milhões de pessoas saindo da miséria. A afirmação é de uma estupidez ímpar. Houve um tempo em que essa ladainha colava. Eis aí, leitor, revelado o verdadeiro espírito “petralha”. Quando criei a palavra, referia-me exatamente a isto: à justificação da roubalheira, do assalto aos cofres públicos, da ladroagem mais descarada, em nome da igualdade social.

O manifesto aloprado segue adiante:
“O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.”

Uau! Então os milhões que saíram às ruas são “de direita e extrema direita” e estão se opondo “às mudanças”, não à “sem-vergonhice”? Querem saber! Estou aqui vibrando com essa análise. Ela conduz o partido à extinção. Ninguém precisará, como diz o texto, “acabar com essa raça”. Essa raça está cometendo suicídio. A propósito: o texto diz que é preciso enfrentar os adversários com “argumento e mobilização”. Tá. Sei o que é “argumento”. Mas o que vem a ser “mobilização” nesse contexto?

O texto, na sua burrice teórica, abriga este notável momento:
“Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do ‘melhorismo’. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.”

O partido gigante, que se apoderou de todas as estruturas do estado, que aparelha estatais, fundos de pensão, autarquias e universidades; que se imiscui até em fundações de direito privado para impor a linha justa, essa máquina gigante deveria, na visão dos valentes, se comportar como um partido pequeno, em formação, capaz de falar em nome da pureza, mesmo tendo nas costas o mensalão e o petrolão, entre outras barbaridades.

O documento lista ainda dez medidas a serem defendidas pelo partido. Entre elas, estão: campanha de agitação e defesa do PT; controle da mídia e imposto sobre grandes fortunas. E, claro!, a formação da tal frente ampla, formada por “partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo”. Entendi! O PT está com o saco cheio da sociedade brasileira. Acha que é hora de substituí-la.

Na minha coluna de sexta, na Folha, afirmei, apelando ironicamente a Karl Marx — que as esquerdas citam sem ler — que o PT hoje é “vítima de sua própria concepção de mundo”. Eis aí. Ah, sim: Lula também discursou e disse que seus sequazes têm de levantar a cabeça. De que adianta se eles se negam a abrir os olhos?

Numa entrevista depois do evento, Falcão teve a coragem de dizer: “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”. Dizer o quê? Vai ver corrupção praticada por petista deva ser chamada de obra humanitária. A única chance de Dilma, se é que lhe resta alguma, é se afastar desse hospício.

Texto publicado originalmente às 3h36
Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:59

Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:47

ENFIM, A LIBERDADE! Escrava cubana do “Mais Médicos” consegue fugir com a família para os EUA e se livrar dos senhores cubanos e dos feitores brasileiros

Ao menos uma família de escravos cubanos conseguiu se libertar do jugo da ditadura exercida pelo regime dos irmãos Castro, mesmo no Brasil. Sim, caros leitores! Contrariando a Constituição e as noções mais comezinhas dos direitos humanos, os médicos oriundos de Cuba que atuam no programa “Mais Médicos” ficam submetidos às leis da ditadura daquele país, não às garantias da democracia ainda vigente no Brasil.

O caso é o seguinte. A médica Dianelys San Román Parrado atuava na cidade de Jandira, no interior de São Paulo. Seu marido e seu filho haviam conseguido viajar para o Brasil. O governo cubano os pressionava a voltar para a ilha, sob pena de retirar Dianelys do programa — e, para escândalo dos escândalos, o governo brasileiro não interfere nessa relação. Gravações que vieram a público demonstram que manter os médicos sob o jugo da ditadura é uma ação deliberada. Cuba não aceita que os doutores tragam seus familiares porque teme justamente a deserção.

Segundo informa a Folha, Dianelys confirmou a fuga neste domingo (29) em mensagem enviada a seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. Contou que havia chegado a Miami em segurança e que estava com amigos.

Em dezembro, informa o jornal, havia 14.462 médicos de outros países atuando no Brasil, 11.429 dos quais eram cubanos. Ao todo, 40 desertaram. Segundo os profissionais, quando o programa foi lançado, eles foram informados de que poderiam trazer seus familiares. Já os emissários da ditadura cubana dizem que há autorização para visita, mas não para moradia.

As tais gravações revelaram ainda que o programa “Mais Médicos”, desde o princípio, foi concebido como uma forma de repassar dinheiro para Cuba. O governo brasileiro paga R$ 10 mil por profissional à ditadura Cubana. Como os médicos são, na verdade, contratados pela tal Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), essa entidade repassa a cada um algo em torno de R$ 2,5 mil. Vale dizer: cada escravo cubano rende aos irmãos Castro, os senhores da senzala, R$ 7,5 mil. É asqueroso.

A boa notícia do dia é que mais uma família conseguiu se livrar dos tiranos cubanos e dos seus feitores do petismo.

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:21

#prontofalei – O que há em comum entre o liberal Levy e o esquerdista Janine?

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 4:15

Petrobras quer dar reajuste de 13% para os chefes…

Por Samantha Lima, na Folha:
Em meio à maior crise de sua história, a Petrobras pede aos acionistas que aprovem, na assembleia do próximo dia 29, um teto de remuneração 13% acima do que foi pago em 2014 para executivos que dirigem a empresa, considerando a média por executivo. Além disso, num momento de resultados financeiros em risco, quer aumentar a proporção de salário fixo e reduzir a de remuneração variável, atrelada a resultados. O teto médio fixo proposto, considerando os oito atuais diretores, é R$ 1,6 milhão para cada um por ano, 22,7% acima do R$ 1,3 milhão pago em 2014 e 9% acima do teto pedido no ano passado. Dividido por 12 meses mais o 13º salário, o valor de 2015 equivale a um salário médio mensal de R$ 123 mil.

Em bônus por desempenho, a proposta é zero. Em participação nos resultados, é pagar, em média, R$ 92 mil a cada um dos oito diretores, 64% abaixo de 2014. As informações constam do manual para participação de acionistas na assembleia.

A Petrobras afirma que a proposta de 2015 contempla inflação de 8,09% prevista pelo BC para este ano. Em 2014, a inflação oficial, medida pelo IPCA, foi de 6,41%. Também seriam incluídos itens não previstos, como passagens aéreas e auxílio-moradia. A estatal diz, ainda, que reduziu as remunerações variáveis “preventivamente”, diante das incertezas do resultado de 2014. A proposta de reajuste acontece em um dos piores momentos da história da estatal: desde a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na companhia, até resultados financeiros em declínio.

Entre janeiro e setembro de 2014, a Petrobras lucrou R$ 13,4 bilhões, 22% menos que em igual período de 2013. A produção cresceu 3%, e a geração de caixa, afetada pela defasagem do preço dos combustíveis que vigorou até outubro, caiu 11%. A dívida da empresa era de R$ 332 bilhões em setembro de 2014, ante R$ 268 bilhões no fim de 2013, alta de 24%. As ações das empresas, por sua vez, vêm caindo há cinco anos e afundaram 41% em 2014, a maior queda desde 2008, no auge da crise global.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

31/03/2015

às 2:23

Levy sinaliza entendimento com Renan sobre indexador de dívida

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou nesta segunda-feira que o governo pode chegar a um entendimento sobre a lei de renegociação das dívidas de Estados e municípios com a União. O ministro se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e aguarda para saber se o senador colocará ou não em votação, nesta terça-feira, a proposta que define um novo índice de correção para as dívidas estaduais e municipais, aliviando o pagamento de juros e, por consequência, diminuindo receitas do governo. O chefe da Fazenda disse que “todo mundo” deve contribuir para o ajuste fiscal.

“Eu estou muito confiante de um encaminhamento positivo. Há um entendimento generalizado no Rio de Janeiro e em outros lugares, dos entes subnacionais, da importância de todo mundo contribuir para o ajuste”, afirmou o ministro após se reunir com Renan. De acordo com Levy, o realinhamento da economia no segundo governo da presidente Dilma Rousseff permitirá reverter o cenário de estagnação da economia e gerar novos empregos. “Hoje a gente tem que vencer essa etapa [de ajuste] para já criar as bases para a retomada do crescimento, retomada do emprego. Há cada vez mais convergência nesse entendimento”, disse.

Segundo Calheiros, é possível que um acordo de líderes retire a urgência constitucional da proposta de renegociação das dívidas e, com isso, a votação seja adiada – o que daria alívio a Levy. O adiamento garantiria maior margem para que o governo possa procurar individualmente os entes federados e propor alternativas ao projeto. Uma das hipóteses seria replicar para outros Estados a recente proposta apresentada pela equipe econômica ao prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes – pela proposta, Estados e municípios se comprometeriam com o pagamento da parcela cheia até o final deste ano e a partir de 2016 receberiam uma devolução do governo federal. Essa proposta será discutida amanhã com os parlamentares em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

“Ele está construindo individualmente – governo e prefeitura do Rio – um acordo que levaria ao pagamento da parcela cheia até o final do ano e no final do ano haveria uma devolução do governo federal. É uma proposta que vai ser colocada amanhã”, relatou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que participou da reunião com Levy. “O ministro Levy está sinalizando na busca de um entendimento. Nós achamos de fundamental importância votar essa convalidação e vamos verificar amanhã na CAE qual a proposta efetiva que o governo coloca. É muito importante que a gente possa retomar a segurança jurídica, retomar os investimentos, e a convalidação tem um papel muito importante nesse modelo”, completou.

A lei, que alivia as dívidas de prefeituras e governos estaduais fazendo com que eles retomem gradualmente a capacidade de investimentos, foi sancionada pela presidente em novembro do ano passado. No entanto, a medida ainda não entrou em vigor porque o Planalto adiou a sua regulamentação.

Em vez do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) somado aos juros de até 9% ao ano, o cálculo da dívida passa a ser feito pelo Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA), com juros de até 4% ao ano, limitados pela taxa Selic. Serão 180 municípios e sete Estados diretamente beneficiados pela medida. A previsão é de que Estados e municípios zerem seus débitos até 2030.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2015

às 20:46

Ao vivo

Logo mais, a partir das 21h, estarei em mais um programa da TVeja, com Joice Hasselmann, comentando o noticiário político da semana. Assista ao vivo aqui.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2015

às 20:32

CCJ abre caminho para votar diminuição da maioridade penal amanhã

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:

Palco de acaloradas discussões nas últimas três semanas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sinaliza que pode destravar a tramitação da proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, tema há mais de duas décadas engavetado na Casa. O colegiado driblou as manobras de deputados contrários à proposta de emenda à Constituição (PEC) e abriu caminho para a votação do texto na manhã desta terça-feira. Em sessão que durou mais de três horas nesta segunda, foi derrubado o requerimento de retirada de pauta por 32 votos a 15 e aprovado o que pedia o encerramento da discussão, o que leva à imediata votação, por 41 votos a sete. “Há uma sinalização muito clara de que a comissão vai aprovar a admissibilidade”, disse o deputado Marcos Rogério (PDT-RO). Contra a proposta, o deputado Alessando Molon (PT-RJ) admite que o prognóstico é “muito ruim” e ameaça ingressar na Justiça contra a medida. “Essa PEC é passível de ser trancada no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2015

às 20:22

BNDES perde R$ 2,6 bi com Petrobras e balanço é aprovado com ressalvas

Na VEJA.com:

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de 8,59 bilhões de reais em 2014, alta de 5,4% em relação a 2013. Mas a KPMG, auditoria independente que aprovou o balanço financeiro, fez a ressalva de que o valor está inflado em 1,6 bilhão de reais. Os dados estão em relatório publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União (DOU).

As ressalvas da KPMG se devem ao registro de perdas de 2,6 bilhões de reais com a participação societária do banco na Petrobras. Contudo, como o banco já havia provisionado perdas de 1 bilhão de reais para os negócios com a estatal, a auditoria apontou que “apenas” 1,6 bilhão foram inflados. O BNDES comenta, em relatório, o investimento na Petrobras: “em 31 de dezembro de 2014, seu valor de mercado, apurado com base na cotação das ações em bolsa de valores, apresentava desvalorização em relação ao respectivo custo de aquisição”.

A administração do BNDES estimou os 2,6 bilhões de reais como “perda permanente”, mas não abateu o total do valor de seu lucro, valendo-se de uma brecha aberta pela Resolução 4.175, editada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em dezembro de 2012. A resolução isenta o BNDES de fazer a baixa contábil em ações transferidas pela União “para aumento de capital”. O artigo abre espaço para que a baixa seja feita somente quando os papéis forem vendidos. Pelas regras contábeis, todo o valor das perdas deveria ser reduzido do lucro.

Diante disso, a KPMG registrou a ressalva de que “o lucro líquido individual e consolidado do semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2014, está inflado em 1,6 bilhão de reais, líquido de efeitos tributários”. Além disso, os auditores independentes fizeram a ressalva de que a perda de 2,6 bilhões de reais foi determinada pelo BNDES por intermédio de “avaliação econômico-financeira” e, devido “à falta de divulgação, pelo emissor das ações, de demonstrações financeiras revisadas ou auditadas”, não foi possível “obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para algumas premissas utilizadas”.

O BNDES encerrou o ano passado com ativos totais de 877,21 bilhões de reais. A carteira de participações societárias, administrada pela BNDESPar, alcançou 63,36 bilhões de reais, queda de 27,8% em relação a 2013. O banco de fomento detém 17,24% de participação no capital da Petrobras. Essa fatia encerrou 2014 valendo 22,48 bilhões de reais, queda de 40,4% em relação aos 37,72 bilhões de reais de 2013 e um tombo de 44,2% ante o valor de setembro do ano passado (40,31 bilhões de reais). Com a queda do patrimônio, o Índice de Basileia do BNDES recuou para 15,9% em 2014, ante 18,7% em dezembro de 2013, ainda dentro dos limites definidos pelo Banco Central (BC).

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2015

às 20:08

Não é Dilma quem se navega, quem a navega é a crise. Ou: Levy presta contas às… contas, e Janine, a Lula. Dilma é a rainha sem a Inglaterra…

Já que citar Paulinho da Viola pode conferir a poderosos a suspeita de sublime, daqui a pouco, ouviremos por aí Dilma Rousseff a cantarolar:
“Não sou eu quem me navega
quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
(…)

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar”

Na música, esse deixar-se levar assume, assim, ares de poesia, de uma vida leve, sem ambições desmedidas nem rancores acumulados, o verdadeiro estado da ataraxia virtuosa. Não! Não é por isso que Dilma sairia cantarolando.

A presidente já não é a timoneira. Ela já não se navega. É o mar que a navega, para ficar na sintaxe paulinho-violana. Perdeu o controle do governo pela direita e pela esquerda. Está sendo “bypassada” por “conservadores” e “progressistas”. E, Santo Deus!, Dilma ainda tem, na melhor das hipóteses para ela, 45 meses de governo. A que me refiro?

Em encontro com ex-alunos da escola de negócios da Universidade de Chicago, na terça-feira passada, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que sua chefe nem sempre age “da maneira mais efetiva”. Dilma não gostou. Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil, deixou isso claro a Levy. Mas o que ela pode fazer além de nada? É refém dele, como já escrevi aqui. Se a presidente demitir seu ministro, ele arruma um empregaço na iniciativa privada, de onde é oriundo. Não precisa do governo. Mas o governo precisa dele. A eventual demissão seria um desastre. Por isso Dilma minimizou o episódio. Ao se referir ao caso, disse a presidente: “Ele ficou bastante triste com isso e me explicou. Mas eu li, eu tenho clareza que ele foi mal interpretado”. É, não foi. Mas assim é quando não existe alternativa.

Na outra ponta do espectro, Dilma nomeou o esquerdista Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação, que hoje está cercado por alunos do Pronatec e do Fies que levaram um beiço do governo. O homem nem tomou posse ainda, e sabem com quem se encontrou para “discutir a conjuntura política”? Com Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Não! Não foi o cidadão Lula quem pediu uma audiência ao ministro indicado. Isso seria o normal. Quando o PT é protagonista da notícia, quase sempre é o menino que morde o cachorro. O papinho aconteceu no Instituto Lula, na presença de outros “companheiros”.

Um dos presentes era o faz-tudo de Lula, Paulo Okamotto, que virou uma espécie de porta-voz do encontro: “Falamos com ele [Janine], como falamos com economistas e intelectuais. Já estava marcado antes”, afirmou.  Okamotto é aquele rapaz que, em recente entrevista ao Estadão, disse o seguinte sobre a relação do PT com as empreiteiras: “Funciona assim: ‘Você está ganhando dinheiro? Estou. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso’”. Janine, professor de ética e petista envergonhado, foi aprender um pouco de moral com Okamotto…

Não é Dilma quem se navega. Quem a navega é a crise.

Por Reinaldo Azevedo

30/03/2015

às 19:45

Presidente da Camargo Corrêa é posto em liberdade

Por Daniel Haidar, na VEJA.com:
O presidente da construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta segunda-feira após ter o acordo de delação premiada homologado pelo juiz federal Sérgio Moro. Ele vai cumprir prisão domiciliar e passou a usar uma tornozeleira eletrônica para ser monitorado pela Justiça.

O executivo estava preso desde 14 de novembro, quando foi deflagrada a Operação Juízo Final, a etapa da Operação Lava Jato em que sócios e funcionários de empreiteiras foram presos por fraudes e corrupção em contratos da Petrobras. Após longa negociação com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, Avancini e o vice-presidente comercial da construtora Camargo Corrêa, Eduardo Leite, fecharam acordo de delação premiada com os investigadores na madrugada de 28 de fevereiro. Prestaram depoimentos diariamente por quase duas semanas, em que confessaram crimes e apresentaram novas provas do esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais, em troca de eventual condenação mais branda pela Justiça.

Como parte da punição estipulada pelos acordos, Avancini teve de pagar multa de 5 milhões de reais, e Leite, de 2,5 milhões de reais. Nos depoimentos prestados no acordo, eles confirmaram pagamento de propina para João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, e para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal.

O presidente da construtora Camargo Corrêa fez revelações sobre o esquema de corrupção na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, o que os investigadores já chamam de “eletrolão”. O consórcio integrado pela Camargo Corrêa tinha um contrato de cerca de 20 bilhões de reais em obras. A construtora tinha participação de 16% no consórcio responsável pela obra, dos quais 1% voltava para o PT e outro 1% para o PMDB em forma de propina. Os executivos também afirmaram que os 900.000 reais que a Camargo Corrêa pagou para a JD Consultoria, empresa do mensaleiro José Dirceu, eram, na verdade, suborno para o petista.

Por Reinaldo Azevedo
 

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