BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

O iluminista de Lula e Franklin pensa o mundo

domingo, 5 de julho de 2009 | 2:43

Jorge Cordeiro, aquele que afirmou que, se eu tivesse fumado maconha, não teria tido tumores na cabeça (acredito, pois, que toda gente sem tumor deveria ser considerada consumidora em potencial da substância…), que vivia mandando comentário sobre as “bolotas” que me impediriam de pensar com clareza, esse Jorge Cordeiro está agora tentando eliminar da Internet as coisas que andou escrevendo sobre mim e sobre outros.

Mas eu guardei algumas delas. Entendo o rapaz. Quando ele disparava suas ofensas e seu pensamento requintado, jamais imaginou que viria a ser aproveitado por Franklin Martins - o que quer dizer que ele não conhece Franklin direito, não respeita o seu passado. Eu acho que Franklin é capaz de contratar Cordeiro e de fazer coisa muito pior. Na verdade, ele já fez. Seqüestrar pessoas não é certo. Em qualquer regime. Mas isso é o de menos.

Cordeiro ofendeu minha família com coisas inimagináveis - em princípio, agora que sei que é ele, não processo porque prefiro que os juízes se ocupem dos simples, dos que têm menos acesso à Justiça do que eu. Cordeiro também acha que tumor é uma espécie de categoria de pensamento, que distingue pessoas. Mais do que isso: naquela mensagem que ele me mandou, e em outras, sempre sugeriu que sou o culpado pelas “bolotas”. Segundo ele, se eu fosse um cara bacana - isto é, “pensasse” como ele, não teria tido a moléstia. Essa gente consegue distinguir os tumores “deles” dos tumores “dos outros”. Os tumores do petistas tornam os doentes exemplos de força e coragem. Os tumores dos inimigos são uma evidência  a mais de seus defeitos. Não os desprezo apenas pela ignorância e soberba. Há algo de profundamente errado com a moral dessa gente.

Mas esse, acreditem, ainda é o lado suave do blogueiro de Lula. Esse ainda é o lado luminoso do parceiro de Franklin Martins. Vamos ver agora o que a voz de Lula no mundo dos blogs pensa, por exemplo, sobre os atentados do 11 de Setembro. Depois de muito refletir, Cordeiro descobriu os culpados. Lula deve concordar. Franklin deve concordar. Afinal, creio que Cordeiro foi contratado por aquilo que a dupla considera um mérito. Leiam. Volto em seguida:

O que realmente aconteceu naquele fatídico 11 de setembro de 2001, quando as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York vieram abaixo com o choque de dois aviões comerciais? Para Bush e cia, foi um atentado terrorista engendrado pela Al Qaeda. Para muita gente, no entanto, o governo americano teve papel preponderante na história toda. Costumo dizer que teorias conspiratórias + fatos = conspiração. E os fatos estão pipocando aqui e ali, com força suficiente para levantar dúvidas e suspeitas em um número cada vez maior de pessoas. Inúmeros vídeos e textos publicados em livros e na internet, muitos dos quais compilados pelo site Patriots Question 911 - que traz centenas de alegações contra a história oficial levantadas por ex-oficiais militares, serviços de inteligência, policiais, ex-membros do governo americano, pilotos, engenheiros, arquitetos, bombeiros e outros. A verdade começará a ser revelada no momento em que Bush e sua trupe deixarem a Casa Branca.

Voltei
Dizer o quê? Convenham: a escolha de Franklin Martins honra todo mundo, o selecionado e os selecionadores.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Um pouquinho

domingo, 5 de julho de 2009 | 2:07

Eita!

Não agüentei! Voltei um pouquinho. Nada de “diário de viagem” ainda…  Vejam aí abaixo. Mediação de comentários só no fim da noite.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

BARACK HUSSEIN SERÁ O RESPONSÁVEL SE CORRER SANGUE EM HONDURAS

domingo, 5 de julho de 2009 | 1:57

Com um mínimo de responsabilidade, Barack Hussein, presidente dos EUA, demoveria o delinqüente e golpista Manuel Zelaya de voltar a Honduras neste domingo, como ele promete fazer. Cristina Kirchner, simbolicamente enxotada pelos argentinos, disse que estará junto. Rafael Correa, prototiranete do Equador, também - nesse caso, é como se Hugo Chávez comparecesse em pessoa.

Irá mesmo? Vamos ver. A crise política, até agora, não matou ninguém. O que quer que venha a acontecer em Honduras, que vive mais de 20 anos de estabilidade democrática com a vigência da Constituição que Zelaya tentou golpear, será de responsabilidade de Barack Hussein e da OEA, comandada por José Miguel Insulza, um pateta que não viu nada demais na reeleição ilimitada de Chávez e que acredita que a entidade tem de readmitir Cuba sem impor condições etc e tal. Em matéria de democracia, a gente sabe bem de que ditadura ele gosta.

A esmagadora maioria dos hondurenhos apóia o governo provisório. Mas, já disse, isso não autoriza deposição de presidentes.

Zelaya não era mais presidente da República desde que tentara criar as condições para a reeleição. A Constituição é explícita: quem o fizer está imediatamente destituído e tem cassados os direitos políticos. Quando foi generosamente levado para a Costa Rica, já não era mais nada. Aliás, eis um erro dos militares. Zelaya deveria ter ido em cana pelas demais violações à Constituição, incluindo a afronta às decisões da Justiça. Uma cana democrática.

Neste sábado, o cardeal Oscar Andrés Rodríguez, uma das figuras mais respeitadas do país, expressou seu apoio ao novo governo e pediu a Zelaya que não volte - aliás, o candidato a tiranete disse estar cumprindo a vontade de Deus. O cardeal parece não concordar e afirmou que as instituições funcionam normalmente no país.

Que tempos são estes em que o golpista é tratado como democrata e aqueles que asseguram a constituição são chamados de golpistas?  Ora, são os tempos em que o presidente dos EUA, Barack Hussein, disputa a popularidade no Continente com Hugo Chávez; são os tempos em que um Barack Hussein - figura, sem dúvida, invulgar - pretende ser aprovado por Chávez, elemento dos mais vulgares na América Latina.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

A CANALHA E AS PROVAS

domingo, 5 de julho de 2009 | 1:55

Engraçadíssimo a canalha vir ao blog para escrever: “Viu? A PF não achou a gravação do grampo da conversa de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres. Então o grampo não existiu” É verdade! O grampo que não existiu forçou Paulo Lacerda a se mudar para Portugal, onde faz curso intensivo da língua nativa…

Vejam que gente curiosa. Até hoje, a PF não sabe a origem daquela dinheirama do dossiê dos aloprados, que estava com o assessor de Aloizo Mercadante. Mercadante é aquele senador que põe, como é mesmo?, a sua “combatividade a serviço de Lula”. Tão a serviço, que ele pode defender com energia uma coisa e também o seu contrário. E ao mesmo tempo. É o nosso senador quântico. Voltando: bem, se não sabe a origem, então é porque não existiu. certo? Convenham: nem mesmo dá para dizer que é dinheiro ilícito, não é mesmo?

De resto, até parece que “prova” faz alguma diferença para os petralhas. E o mensalão? Existiu? Lula e os petistas agora dizem que não. VEJA obteve a transcrição da conversa - conversa, diga-se, sem grande importância. Os interlocutores confirmaram que ela ocorreu. Pronto. É grampo. O resto é vigarice, cumplicidade com o crime. Vai ver é por isto que os petistas dizem que o mensalão e o dossiê dos aloprados também não existiram: não existe fita gravada…

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

LEIAM ABAIXO

sábado, 4 de julho de 2009 | 6:01

- UM DESCANSO NA LOUCURA;
-
VEJA 1 - Diogo: O blogueiro escolhido por Franklin e Lula;
-
VEJA 2 – Escrevo sobre a “Carta aos Brasileiros”, de Goffredo da Silva Telles Jr.;
-
VEJA 3 - 15 ANOS DE BONANÇA - A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DE FHC;
-
VEJA 4 - Sarney e a crise no Senado;
-
VEJA 5 - Depois da queda do casal K;
-
Aviso à petralhada;
-
Currículo de Celso Amorim também não coincide com os fatos;
-
Comentários;
-
Sobre a natureza do PT;
-
ENCONTRO DE TITÃS;
-
A CULPA É DO MORDOMO;
-
DILMA E AS FICHAS FALSAS;
-
O ATO SECRETO SARNEY-DILMA

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

UM DESCANSO NA LOUCURA

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:51

Caríssimas e caríssimos,

Quando é a boa hora para interrompermos a nossa conversa diária? Nunca! Mas este escrevinhador precisa descansar um tantinho. Com dor no coração, é verdade. Uma pessoa amiga fará a mediação dos comentários à noite. Os que, de hábito, são rejeitados aqui não se animem. Os critérios continuarão os mesmos.

O risco de eu quebrar a promessa de não escrever é grande. Passem aqui de vez em quando. Vocês são o meu melhor vício e uma das minhas poucas virtudes.

A coluna do Diogo (vejam abaixo) anuncia dias bem interessantes. Nesta semana, escrevo na revista sobre a “Carta aos Brasileiros”, de Goffredo da Silva Telles Jr., oportunidade para pensar a questão democrática e o estado de direito. Os  tempos pedem reflexão a respeito. Olhem para a pequena Honduras: chama-se o trunfo da legalidade de golpe, e o golpe, de triunfo da legalidade.

Desânimo? Nada disso! É nessas horas que eu mais me animo. Não fui mesmo talhado para o alarido do consenso. Eu gosto é do dissenso, da diferença, da divergência. E sei que estamos juntos nessa.

Não desertem! No dia 20, volto com tudo. Antes disso, creio, não resistirei a dar alguns palpites.

“Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim” do Tio Rei, da Dona Reinalda e das Reinaldinhas.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 1 - Diogo: O blogueiro escolhido por Franklin e Lula

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:49

Vocês sabem que Lula tem sempre conselhos a dar ao jornalismo e aos jornalistas. E sabem também que Franklin Martins é o seu ministro da Verdade.  Pois bem, ambos escolheram o blogueiro que vai coordenar o blog do presidente. Leiam trecho da coluna de Diogo Mainardi. Volto depois:

Jorge Cordeiro? Isso mesmo: Jorge Cordeiro. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe o que ele faz. Mas Franklin Martins acabou de contratá-lo para comandar o blog do Lula. O blog do Planalto.

Lula declarou recentemente que, com a internet, a imprensa perdeu “o poder que tinha alguns anos atrás”. E, de acordo com ele, quanto menos poder a imprensa tiver, melhor. Porque isso impede que os jornais tentem “dar um golpe de Estado”, manipulando os fatos. Lula, a Arianna Huffington de Caetés, acredita que só agora, com o Blogger, o Facebook e o Twitter, “este país está tendo o gosto da liberdade de informação”. Segundo ele, “estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade”.

Jorge Cordeiro, o blogueiro de Lula, tem o perfil do revolucionário da internet. Depois de trabalhar por seis anos como assessor de imprensa da Odebrecht, no período em que a empreiteira se enroscou com Fernando Collor de Mello, ele se distinguiu por sua passagem em jornais como “O Fluminense”. Quando Marta Suplicy foi eleita, ele ganhou um cargo na área de internet da prefeitura paulistana. Em 2005, arrumou um emprego no “Globo Online”, sendo demitido menos de um ano depois. Ultimamente, até ser contratado por Franklin Martins, ele mantinha um blog que era lido e comentado sobretudo por ele mesmo. A internet tem esse aspecto revolucionário: o autor de um blog pode ser também o seu único leitor.
(…)

O blogueiro de Lula, como o próprio Lula, argumenta a que há mais liberdade e mais pluralidade nos blogs do que na imprensa. Os elogios aos blogs cessam no momento em que eles abusam dessa liberdade e dessa pluralidade para - Epa! - falar mal de Lula. Ricardo Noblat se torna automaticamente “dissimulado, prepotente, mentiroso”. E Reinaldo Azevedo é ironizado por seus tumores, que o blogueiro de Lula apelida de “bolotinhas”.

Eu? Eu sou um “dândi”. Tenho de levar “uma bela cusparada” (…) Aqui

Comento
Pois é… Agora me lembro. Jorge Cordeiro, o escolhido de Franklin Martins e de Lula, é mesmo um rapaz muito sofisticado, que argumenta com grande elegância, como se vê. Eu até lhe dediquei um post uma vez, que faço questão de reproduzir abaixo. Vejam um pouco, só um pouquinho, do que pensa o blogueiro de Lula, aquele que é, por assim dizer, o ministro do blog, já que, na prática, falará em nome do presidente. E olhem que cortei o trecho em que ele se referia às minhas filhas — ele não reconhece limites na hora de cumprir uma tarefa. É gente assim que Franklin Martins está contratando no blog ou TV Lula. O post foi publicado no dia 21 de julho de 2007, às 20h07. O que ele me escreveu segue em vermelho. A resposta, em azul. Como vocês lerão, ele faz a defesa do uso da maconha, um tema pelo qual ele parece ter especial apreço. Retomo depois:
*
Aí escreve o leitor Jorge Cordeiro (sempre segue como no original). Cortei só uma alusão que faz às minhas filhas. A canalha não tem limites:

Talvez, se vc fumasse maconha, não teria tido as tais bolotinhas na cabeça, né dodói?
Vamos ver, Cordeiro, se, ao imolá-lo, ao menos diminuo os pecados do mundo. Cordeiro não deve ter bolotinhas na cabeça, o que me faz supor que ele fume maconha. Problema dele, não meu. Como ele a consegue? Bem, aí é problema da polícia, já que o tráfico continua a ser um crime.

É um pedacinho do que essa gente pensa. Em uma ou duas linhas, todo o horror das suas utopias se revela. Observem que ele lida com a máxima de que o doente é culpado por sua doença. Por que me nasceram tumores na cabeça? Ora, porque não “relaxei e gozei” —  ao menos não à moda deles.

Exceção feita à contaminação por transfusão, a Aids, por exemplo, é uma doença associada a comportamentos de risco. Nem assim, é claro, faz sentido dizer que a culpa é do próprio doente. Não era a doença que ele buscava, mas o prazer. Daí decorre que a arma eficaz para combater a sua expansão é conjugar a divulgação de métodos preventivos (o que o Brasil faz) com o apelo às escolhas morais (o que o Brasil não faz). Há comportamentos de risco também no que respeita a formações tumorais, claro. Mas é certo que ninguém fuma, consome gordura em excesso ou deixa de se alimentar com fibras em busca de um tumor.

O remelento, vejam só, não está nem mesmo me dizendo que, se eu tivesse tido, até a descoberta dos tumores, uma vida mais asséptica, mais comedida, mais regrada, a doença não teria me atingido. Nada disso. Ele deve acreditar nas virtudes relaxantes da maconha e em seus mistérios gozosos, que teriam me faltado — daí os tumores. Pior do que isso: a minha não adesão a um comportamento que ele considera bacana fez com que eu pensasse essas coisas que penso. E as bolotas me vieram como uma punição. Cuidado: não ser petralha ou maconheiro provoca câncer.

Voltando
Cordeiro já me mandou dezenas de comentários, sempre fazendo alusão às bolotas na cabeça, das quais, felizmente, já me livrei. Mas ele, certamente, não tem como se livrar do mal que lhe corrói a alma.

E Cordeiro ainda ficou orgulhoso de sua obra. Em seu blog, um certo Fabrício comentou o meu post. Observem como eles ficam felizes quando falo deles:
“aê jorge, o reinaldo azevedo falou de você, já viu?”
E o “Jorge” do Franklin respondeu:
“eu vi, fabrício. Provoquei a onça com vara curta, ele que tanto zoa nao aguenta ser zoado… pau que dá em chico…”

Viram só? O “ministro” de Lula na Internet, sem dúvida, é um cara que sabe zoar. E eu posso lhes assegurar que essa é apenas uma parcela ínfima da notável produção desse rapaz. Sem dúvida, o nível do blogueiro já dá uma idéia da qualidade do blog. Vocês conhecerão nos próximos dias um pouco mais do pensamento profundo deste senhor.

Até outro dia, Franklin ainda se segurava um pouco. Agora o militante do MR-8 está de volta. Um blog será a sua pistola. O Jornalismo Franklinstein adere à fase terrorista. E o terrorismo, como sabem, não tem limites: doença, família, filhos… Vale tudo! Não encontrarão o interlocutor oposto aqui. Aqui, continuarei a falar de política, de teoria política, de democracia, de estado de direito, de livros que tratam desses assuntos. Como sempre. Aqui, continuarei a desmontar os farsantes, Não com a pistola na sua cabeça, mas com a lógica. Viveremos dias interessantes.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 2 – Escrevo sobre a “Carta aos Brasileiros”, de Goffredo da Silva Telles Jr.

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:45

Pedro Martinelli
Noite histórica
O jurista Goffredo da Silva Telles Jr. lê a Carta aos Brasileiros, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em que desafia a ditadura militar com o elogio ao estado de direito

Na VEJA desta semana, escrevo sobre a “Carta aos Brasileiros”, que Goffredo da Silva Telles Jr. leu em 1977, na Faculdade de Direito da USP, cobrando a volta da democracia e do estado de direito no Brasil. Goffredo morreu no último dia 27, aos 94 anos. Penso a sua carta à luz daquele tempo e dos nossos dias e, creio, abordo um aspecto da obra de Goffredo que a muitos será surpreendente. Confiram lá. Segue um trecho:

*
Os fatos não se dividem, observou o escritor francês Anatole France (1844- 1924), em históricos e não históricos. A seleção, dizia, cabe ao historiador. Na verdade, as aspirações de uma sociedade, os valores influentes num dado momento, as correntes de opinião que tornam hegemônico um ponto de vista, tudo isso concorre para determinar o que é ou não “histórico”. O passado é permanentemente reescrito e é tão ou mais incerto do que o futuro. Pensei coisas semelhantes ao ler as justas homenagens ao jurista Goffredo da Silva Telles Jr., que morreu, aos 94 anos, no último dia 27. Professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, pertencia à categoria dos “juristas”. Na imprensa, foi saudado por uma perífrase, por um feito que acabou se colando a seu nome e se tornando sinônimo: “O autor da Carta aos Brasileiros”.

No dia 8 de agosto de 1977, Goffredo leu um documento de 4?096 palavras que expressava um inequívoco repúdio à ditadura militar e pedia a volta da democracia. A data e o local estavam carregados de simbolismo: comemoravam-se, sob as arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, os 150 anos da fundação dos cursos jurídicos no Brasil. Quatro meses antes, o presidente Ernesto Geisel havia fechado o Congresso para impor uma reforma política que garantisse a sobrevivência do regime. Curiosamente, era o preço que a ditadura cobrava para dar continuidade à distensão, à abertura “lenta e gradual”, que iria extinguir o AI-5 no ano seguinte. A história nunca é linear.

E era o impressionante déficit democrático do Brasil que Goffredo denunciava de forma insofismável. Passados 32 anos, nota-se que nem todos os princípios virtuosos da Carta foram incorporados ao patrimônio ético e moral da política. Há dias, referindo-se à formidável rotina de desmandos no Senado, o presidente Lula preferiu apontar supostos exageros da imprensa e ponderou: “José Sarney não é um homem comum”. Falava do outro ou de si mesmo? Vamos ao Goffredo da Carta:

“Reconhecemos que o Chefe do Governo é o mais alto funcionário nos quadros administrativos da Nação. Mas negamos que ele seja o mais alto Poder de um País. Acima dele, reina o Poder de uma Ideia: reina o Poder das convicções que inspiram as linhas mestras da Política nacional. Reina o senso grave da Ordem, que se acha definido na Constituição”.
Íntegra do meu artigo  aqui
Íntegra da carta de Goffredo aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 3 - 15 ANOS DE BONANÇA - A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DE FHC

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:41

Nelio Rodrigues
NOVA MOEDA
Fernando Henrique, então ministro da Fazenda, com as cédulas do real: início da estabilidade

 

VEJA TAMBÉM
Gráfico: Como a inflação devorava o dinheiro
Os pais do Plano Real falam a VEJA
Entrevista
Fernando Henrique Cardoso
Entrevista
Pedro Malan
Entrevista
Edmar Bacha
Entrevista
Gustavo Franco
Entrevista
Armínio  Fraga
Acervo Digital
Plano Real: As chances de dar certo (6/7/1994)
Em dia: o Real sobrevive às crises econômicas

No dia 1º de julho de 1994, uma sexta-feira, o Brasil acordou com uma nova moeda, o real. Depois de uma década de hiperinflação - vale dizer, de absoluta desordem financeira -, os brasileiros receberam as novas cédulas com ceticismo justificável. Naqueles dez anos, o dinheiro na carteira já havia mudado outras quatro vezes, sem que houvesse avanços reais na economia. A confiança no sucesso da nova medida econômica não era maior do que a depositada na Seleção Brasileira de Futebol, que disputava sem brilho a Copa do Mundo dos Estados Unidos e, três dias antes, havia enfrentado a Suécia, não obtendo mais que um empate apertado. Mas, assim como a seleção, que acabou conquistando o tetracampeonato numa final dramática contra a Itália, o real foi adiante. O plano que antecedeu seu lançamento, costurado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, combinou perícia técnica e arte política. Essa última permitiu aprovar no Congresso todas as medidas legais que se fizeram necessárias. O achado técnico foi a criação de um indexador único, a URV, que fez convergir aos poucos todos os preços da economia - de tal forma que a nova moeda, ao nascer, refletia de fato o valor das coisas. Na semana passada, o real completou quinze anos como símbolo de um Brasil diferente: o Brasil da estabilidade, no qual frenéticas remarcações de preço ou confiscos de poupança são apenas memórias de um caos distante.

Quinze anos é tempo suficiente para que toda uma feliz geração de brasileiros ignore, no dia a dia, qual o efeito da inflação descontrolada. E que descontrole! O Brasil entrou para a literatura econômica por ter um dos casos de hiperinflação mais impressionantes da história. Entre janeiro de 1980 e junho de 1994, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, foi de 10,5 trilhões por cento (ou 10 500 000 000 000%). A maior inflação anual foi registrada em 1993, quando o índice chegou a 2 477%.  Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 4 - Sarney e a crise no Senado

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:35

Por Otávio Cabral:
(…)
O presidente Sarney tenta convencer seus colegas de que a avalanche de denúncias de irregularidades é um problema institucional que passa ao largo de sua responsabilidade. Não é. Nas últimas duas décadas, Sarney presidiu o Congresso três vezes e participou decisivamente da eleição de seus sucessores - todos, à exceção de ACM, ex-ministro das Comunicações do governo Sarney, peemedebistas próximos a ele. A máquina administrativa do Senado, que tem incríveis 10 000 funcionários e é pontuada de casos escabrosos de irregularidades, também era conduzida por um servidor indicado por Sarney, o ex-diretor-geral Agaciel Maia. Em sua gestão, descobriu-se que um neto do presidente da Casa intermediava empréstimos consignados no Senado, que outro neto era funcionário-fantasma, que um parente morava na Espanha e recebia salário do Senado, que o mordomo da casa da filha recebia 12 000 reais como funcionário do Senado, que outros sete parentes do senador também faziam parte da folha de pagamento da Casa. O próprio Sarney recebeu durante quatro meses auxílio-moradia de 3 800 reais, embora tivesse residência própria em Brasília. Residência que, aliás, não constava na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral do Amapá, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo na última sexta-feira. Sarney também emprestou de maneira irregular um apartamento funcional para um ex-senador e outro para a viúva de um de seus motoristas.
(…)
Em mais uma impressionante demonstração de que controla o partido com mão de ferro, o presidente da República desautorizou o senador Aloizio Mercadante, líder do PT que adotara um discurso anti-Sarney. Passou a coordenação dos movimentos petistas no Senado a Ideli Salvatti, a cumpridora de missões do Planalto. A falta de conexão do governo e do PT com a sociedade quando o assunto é ética ficaria mais evidente após a chegada de Lula ao Brasil. Ele, que já dissera que Sarney não era uma pessoa comum e, por isso, merecia ser tratado de uma maneira diferenciada, ligou para o senador e afirmou que não lhe faltaria apoio político para ficar no cargo. Quanto à bancada petista que queria o afastamento imediato do presidente do Senado… Na noite de quarta-feira, dez senadores do partido foram à casa de Sarney lhe prestar solidariedade. Só dois senadores não compareceram: Marina Silva e Tião Viana. Na quinta-feira, em um discurso de mais de duas horas, Mercadante mostrou a face do novo PT, de joelhos para Lula e de costas para a sociedade. “Minha combatividade está a serviço do governo Lula”, disse ele, para justificar sua súbita mudança de posição. O estilo de Mercadante, reconheça-se, é inconfundível. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

VEJA 5 - Depois da queda do casal K

sábado, 4 de julho de 2009 | 5:33

 
Cézaro de Luca/EFE e Daniel Garcia/AFP
A ARGENTINA DISSE NÃO
Néstor e Cristina Kirchner fizeram das eleições legislativas um referendo sobre o “estilo K” de governar. A resposta de sete de cada dez eleitores foi votar na oposição

Por Thomaz Favaro:
Durante seis anos as urnas foram o porto seguro de Néstor e Cristina Kirchner. O marido chegou à Presidência numa eleição da qual seus principais adversários desistiram, em 2003. Quatro anos depois, com a popularidade em alta, ele elegeu a mulher com 45% dos votos. Em sucessivas eleições, o casal manteve folgada maioria no Congresso. Tudo isso é passado. No domingo 28, o casal sofreu sua primeira derrota eleitoral. Um verdadeiro massacre. Sete em cada dez argentinos votaram na oposição nas eleições que renovaram parte da Câmara dos Deputados e do Senado. O casal K, como é conhecido, perdeu a maioria nas duas Casas do Congresso. Até na província de Santa Cruz, que Néstor governou por doze anos, a dupla foi derrotada. Daqui em diante, para manter a governabilidade, como se diz em Brasília, o casal presidencial terá de começar a negociar - palavra até então inexistente em seu vocabulário político. “É um ciclo político que se encerra na Argentina”, disse a VEJA o sociólogo Gerardo Adrogué, da Universidade de San Andrés, em Buenos Aires. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Aviso à petralhada.

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 20:58

É bobagem tentar fazer intervenção organizada no blog. Tenho cá meus mecanismos para evitá-la. E não pensem que terei dificuldades adicionais por causa da revoada de pterodáctilos. O sistema é bastante eficiente para detectar essas coisas. Sem contar que já tenho certa experiência. Um ou outro escapam, é verdade. E deixo escapar alguns.

Ah, sim: besteira esse negócio de começar: “Reinaldo, não sou petralha, mas…” Há, acreditem, os que vêm cheios de intimidades: “Rei, você não acha que…” E mandam bala na petralhice. Esqueçam. Um petralha nunca consegue disfarçar a natureza de que é feito. Especialmente se for um petralhotário, que ignora a extensão da própria burrice.

Desistam!

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Currículo de Celso Amorim também não coincide com os fatos

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 20:17

Escreve Malu Gaspar no Portal Exame:
Depois do post sobre a pós-graduação que o neto de José Sarney diz ter feito, mas não fez, recebi várias dicas de personagens que também ostentam títulos que não têm. Um deles é o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Seu currículo na página do Itamaraty na internet diz que o chanceler tem doutorado em ciência política pela London School of Economics (LSE). Em artigos para a imprensa, o ministro também usa o título “doutor em ciência política pela LSE“. Mas a informação que obtive da própria escola, por email, é que Amorim nunca concluiu seu doutorado. Em resposta ao meu pedido de informações, a LSE enviou um link para a transcrição de uma palestra feita por Amorim em 2006 na universidade. Em Londres, ele passou boa parte de sua fala se justificando: “nunca terminei meu doutorado, provavelmente por causa do meu excesso de ambição à época. O tempo da academia e da burocracia não coincidiram, então fui transferido para Londres antes que pudesse terminá-lo. Estranho, né? Por que será que Amorim diz aos brazucas que é doutor se a história, como ele contou para os ingleses, é bem diferente?

Comento
Pois é… O currículo de Amorim não coincide com a verdade. E o do Itamaraty, sob o seu comando, idem.

Como é mesmo?

No petismo, quem não tem diploma se orgulha de não tê-lo; quem se orgulha de tê-lo não o tem.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

DEPOIS DE POST, CASA CIVIL MUDA CURRÍCULO DE DILMA. MAS CADÊ A DISSERTAÇÃO?

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 19:46

Ih, a Casa Civil lê o blog! Que medo!!!

Já mudaram o currículo da Sapientíssima depois que publiquei aqui as incongruências entre a ficha e a verdade.

Estava assim até havia pouco:
Dilma Vana Rousseff é Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cursou Mestrado e Doutorado pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Ficou assim:
Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade de Campinas (Unicamp), onde concluiu os respectivos créditos.

Então não é mestre. Então não é doutora. “Concluir os créditos”, no caso, quer dizer que não entregou a dissertação de mestrado. Sem ela, nada feito! É tão mestre quanto eu sou. Com a diferença de que lanço umas 30 teses por dia aqui, rá, rá, rá.

Agora é preciso corrigir as informações do Sistema Lattes. Lá está a data de conclusão do mestrado, o nome da tese, tudo…
1978 - 1979 - Mestrado em Ciência Econômica.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.
Título: Modelo Energético do Estado do Rio Grande do Sul,
Ano de Obtenção: 1979.
Orientador: João Manoel Cardoso de Mello.

Vejam ali: “ano de obtenção”! Obtenção do quê? Do mestrado, ora. Mas cadê o mestrado?  Pois é… Eu tenho uma tese (mais uma, que não chega a ser de doutorado, hehe): Dilma não conseguiu levar adiante o seu projeto porque, no título de sua dissertação, faltaram os dois pontos. Toda tese tem de ter dois pontos. Assim:
- A Plantação de Abobrinhas no Reino Encantado de Banânia: Uma Interpretação Crítica;
- Currículo Falso e Nova Elite no Brasil: Uma Abordagem S(i)miológica;
- A Mentira como Política: Fichas Falsas e Vigilância Epistemológica

Sem os dois pontos, uma tese ou uma dissertação se perdem no vazio. É preciso haver o subtítulo que caracteriza aqueles afunilamentos que fazem com que certas teorias mergulhem na mais absoluta, poética  e encantadora irrelevância.

Quando Dilma retornar à vida acadêmica - torço para que seja já em 2011 -, ela precisa ver o que fazer. O diabo é que a não-dissertação é de 1979. Trinta anos! E agora? Sei lá. Como o  ”Modelo Energético do Estado do Rio Grande do Sul” deve ter mudado consideravelmente nesse tempo, ela poderia aproveitar para, mesmo sem mestrado e sem doutorado, fazer já uma tese de pós-doutorado: “Modelo Energético do Estado do Rio Grande do Sul: Como não Escrevi, Também Não Errei”.

E, bem, é inevitável a lembrança, né? O currículo de Dilma se parece com a Inês de Castro de Camões e com o PAC: é aquele que foi sem nunca ter sido. Ela não entregou a dissertação de mestrado. E não vai entregar o PAC também.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Comentários

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 18:54

Pausa para mediar comentários. Há mais de 250 na fila…

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Sobre a natureza do PT

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 18:46

No post anterior, ironizo o modo petista de governar, afirmando que é mesmo “uma revolução”, sugerindo, é óbvio, que os petistas repetem os vícios que tão tristemente caracterizam a política no Brasil.

Ao escrever tal coisa, lembro de críticas que me fazem alguns petistas moderados — os, digamos, imoderados acreditam que não é bem “crítica” o que mereço… — e até alguns amigos: “Mas, então, por que você parece ser mais severo com  o PT do que é com as outras legendas?”

Com efeito, só pareço. Se o PT está muito mais presente neste blog é porque está no poder e porque, bem…, vocês sabem, o partido é bastante imoderado em matéria de transgredir códigos e condutas. Adiante.

Admito, no entanto, que há um tipo de crítica de que o PT, no meu texto, é alvo mais freqüente. Aliás, sempre admiti isto e acho absolutamente justo e justificável. Começo pelo exemplo e depois chego ao conceito.

O pecado, pouco importa quem o cometa, é uma só. Não é o pecador que define o pecado, mas a natureza do seu ato. Assim, pouco importa se é A ou B a cruzar a linha do aceitável. Não é o transgressor que faz os mandamentos. Mas como ignorar que o pecado de um sacerdote tem um agravo adicional, associando a hipocrisia ao malfeito essencial? Como ignorar que a ilegalidade patrocinada pela autoridade é mais perniciosa do que aquela praticada pelo cidadão comum?

É evidente que o PT nunca foi sacerdote de porcaria nenhuma! É evidente que o PT nunca teve especial autoridade moral para enfiar o dedo na cara dos adversários! Quem viveu, inclusive, os primórdios da formação do partido sabe muito bem disso. Parte dos métodos que Lula emprega na Presidência é herança de sua atuação como sindicalista. E muitos são impróprios para consumo humano.

Mas é inegável que o petismo se queria — e alguns ainda investem nisto — monopolista da “ética na política”. Quantos foram os atos públicos que o partido promoveu, em quase 30 anos de existência, levantando tal bandeira? Se todos aqueles que o partido acusou das piores coisas tivessem sido ou fossem mesmo culpados, vá lá. Ainda que os petistas incorressem agora nos mesmos erros, isso não tornaria seus adversários inocentes.

Mas também essa hipótese é mentirosa. O partido está pouco se lixando para culpas e inocências. Essa clivagem, feita no passado, era só a fachada da distinção que realmente lhe interessa: “está comigo” ou “não está comigo”. Quem está é inocente mesmo que seja culpado. E quem não está é culpado mesmo que seja inocente. Uma mesma personagem pode viver as duas situações. É o caso de Sarney. Em palanque, no passado, Lula o acusou de muita coisa que ele não fez. Hoje, na Presidência da República, Lula tenta ignorar tudo o que ele fez. Os inimigos serão sempre alvos da máquina de sujar reputações. Os amigos serão sempre beneficiados pela lavanderia.

E isso, lamento dizer, é, sim, tipicamente petista. Porque o partido quer, a despeito dos métodos os mais detestáveis, falar ainda em nome de uma utopia. E sua única utopia é, na prática, exercer o poder como partido único, abrigando, se preciso, em suas fileiras a esquerda mais doidivanas e a direita mais estupidamente reacionária. Se ele tiver a hegemonia do processo, cabe qualquer coisa em seu guarda-chuva.

Acho que o texto ficou bem claro, não?

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

ENCONTRO DE TITÃS

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 18:15

Leiam o que Informa Leonencio Nossa, no Estadão Online. Volto depois:

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta sexta-feira, 3,  ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pedirá licença ou renunciará ao comando do Senado. Em encontro de quase duas horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Sarney avaliou que a oposição está tirando proveito da crise para criar problemas para o governo e assumir o controle do Senado, segundo informou um auxiliar direto de Lula à Agência Estado.
O senador disse ainda que espera liderar o “processo de normalidade” com apoio da base e de “quem mais estiver interessado”. Lula, segundo essa mesma fonte, concordou com as avaliações de Sarney e disse que apóia a disposição do senador de liderar o processo de restabelecimento de normalidade da instituição.
Durante o encontro, Sarney apresentou ao presidente Lula o documento que enumera 36 ações adotadas pela Comissão Diretora para dar eficiência e transparência às decisões administrativas do Senado.
O documento destaca uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano nos dois primeiros contratos de fornecimento de mão de obra; a mudança na regulamentação das cotas de passagens aéreas dos senadores, com a economia de 30%; a redução em 10% das despesas gerais do Senado; redução da taxa de juros dos empréstimos consignados para patamar máximo de 1,6% ao mês; e a solicitação à Polícia Federal para que investigue os empréstimos consignados aos servidores, bem como as empresas que o operaram.

Comento
Bem, Sarney disse a Lula o que Lula, em tese, já havia dito a Sarney, que, por sua vez, repetiu o que o próprio Sarney havia dito a Dilma naquele tal “ato secreto”.

É formidável a capacidade dessa gente de abusar da ignorância do próximo. A oposição integra a atual Mesa do Senado. Não existe um confronto entre governistas e oposicionistas na direção da Casa — as divergências, quando existem, dizem respeito a matérias que estão em votação. Se Sarney renunciasse, nova eleição seria feita, e um governista seria eleito. Assim, a tese da tentativa da oposição de tomar o Senado é uma dessas mentiras físicas, entendem? Nem mesmo se pode dizer que, a depender do ponto de vista, a coisa faz sentido. Não faz.

Mais: o afastamento ou renúncia de Sarney seria só uma forma de dar alguma credibilidade à investigação de irregularidades. Por que isso seria necessário? Porque ele próprio foi, até agora, o maior beneficiário individual dos atos secretos. Ninguém o está acusando de ser o culpado de tudo desde as capitanias hereditárias.

Bem, o fato é que o encontro de Sarney com Lula serviu para o senador lembrar ao presidente que eles estão juntos nessa, até o fim. O presidente da República que trate de defender o Presidente do Congresso. Unidos contra a investigação das irregularidades e a punição aos faltosos.

Como vocês vêem, o PT realmente representou uma revolução no modo de governar.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

A CULPA É DO MORDOMO

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 17:56

É o seguinte: o Estadão publicou hoje reportagem demonstrando que o senador José Sarney omitiu em sua declaração de bens à Justiça eleitoral uma casinha de R$ 4 milhões (ver posts da madrugada), que ele tem em Brasília. Segundo o senador, foi culpa do seu contador.

Qual é, gente? Se Lula pode não saber de nada, por que Sarney tem de saber de tudo?

Ele nem sabia que um neto trabalhava no gabinete de um aliado político seu (na verdade, subordinado) e que outro tinha uma empresa de intermediação de empréstimos que atuava no Senado.

Alguém com tão pouca sabedoria é um risco na presidência do Congresso Na do país então… Imaginem os perigos a que estivemos sujeitos. Na hipótese benigna, pergunta-se: quem não cuida da própria declaração de bens conseguirá ser zeloso com os bens alheios, como é mister num presidente do Congresso?

Mas, como diriam Lula e a não-mestra e não-doutora Dilma Rousseff, Sarney não é o único culpado de sua declaração de bens ser tão exata quanto o currículo da ministra…

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

DILMA E AS FICHAS FALSAS

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 16:48

Nota que está no Painel de hoje, da Folha. Volto depois:

Lattes. Reportagem na próxima “Piauí” questiona o currículo de Dilma divulgado pelo site da Casa Civil. Ali se informa que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp. A universidade disse à revista que não há registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado.

Comento
É mesmo, é?
Vamos ver o que diz o currículo de Dilma no site da Presidência, na página da Casa Civil:
Dilma Vana Rousseff é Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cursou Mestrado e Doutorado pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Algum espertinho poderá dizer que ali se informa que ela apenas “cursou”… Vocês sabem como eles são quânticos com essa história de verdade e mentira.

Então vamos ao Sistema de Currículo Lattes, feito com base em informações fornecidas pelos próprios acadêmicos (está um pouco desatualizado):
“Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e mestrado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1979) . Atualmente é Secretária de Estado da Secretaria de Energia Minas e Comunicações.”

No item “Formação Acadêmica”, lê-se:
1998 Doutorado em Ciências Sociais.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil. Orientador: .
Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Economia / Subárea: Economia Monetária e Fiscal / Especialidade: Teoria Monetária e Financeira. 

1978 - 1979 - Mestrado em Ciência Econômica.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.
Título: Modelo Energético do Estado do Rio Grande do Sul, Ano de Obtenção: 1979.
Orientador: João Manoel Cardoso de Mello. 

A tese de mestrado de Dilma tem nome, mas nunca foi apresentada. Se não foi, não existe; se não existe, ela não é mestre. Se não é mestre, como pôde fazer o doutorado? Vá lá: universidades brasileiras até admitem que se cursem os créditos do doutorado mesmo sem a apresentação da tese de mestrado. Mas ela tem de ser apresentada um dia. A de Dilma nunca foi. As “fichas” do Ministério e do Sistema Lattes trazem, pois, informações falsas. Ela vai se indignar com esta “falsificação”? Este blog apurou que ela, de fato, fez os créditos dos dois cursos, mas sem a apresentação do trabalho. Sem trabalhos, não há títulos.

É uma pena. Adoraria saber como a ministra cuida da Inculta & Bela em sua tese de mestrado. No cotidiano, os sujeitos e seus respectivos verbos conseguem ter uma convivência mais harmoniosa na sintaxe já bastante pessoal de Lula do que na de Dilma. Vale dizer: a dela é ainda mais pessoal do que a dele. Refiro-me, como vêem, à estrutura. Seus subordinados é que têm mostras eloqüentes do conteúdo. Dia desses, um ministro do primeiro escalão teve de ouvir um “Você é mesmo um costa!” E o que fez o costa? Comportou-se como tal. O que demonstra que ela pode ser deseducada às vezes, mas nem sempre injusta. Bem, de volta ao principal.

O caso demonstra que os petistas e a formação intelectual formam uma dupla estranha: quem não tem diploma se orgulha de não tê-lo e quem se orgulha de tê-lo não o tem.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

O ATO SECRETO SARNEY-DILMA

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 15:52

Eu continuo interessado no conteúdo daquele “ato secreto” havido entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e a ministra Dilma Rousseff.  Depois do encontro, Lula e a ministra radicalizaram na defesa de Sarney e obrigaram Aloizio Mercadante (PT-SP) a inaugurar o que eu chamaria de “discurso quântico”, em que o afastamento do presidente do Senado se torna um não-afastamento, assim, tudo ao mesmo tempo, segundo as leis da moral também quântica do petismo, nessa coocorrência de decência e indecência, pudicícia e impudicícia, inocência e culpa. Adiante.

Boa parte da imprensa continua a ajudar o lulo-petismo sustentando uma tolice: “Sarney ameaçou renunciar, e o PT ficou preocupado porque o governo poderia perder o controle do Senado etc”. ISSO É COVERSA PARA IDIOTAS. Se Sarney se afastasse temporariamente, Marconi Perillo (PSDB-GO) assumiria, sim. Mas apenas provisoriamente. Se Sarney renunciasse, haveria nova eleição para a presidência da Casa. E o governo tem maioria. Não custa lembrar que os tucanos apoiaram Tião Viana (PT-AC) na disputa com Sarney.

LULA ESTÁ APENAS TENTANDO LAVAR, COM UMA DESCULPA POLÍTICA, A NECESSIDADE DE DEFENDER O ALIADO.

Sim, Sarney falou do abalo na relação entre o PT e o PMDB caso os petistas insistissem no seu afastamento; lembrou da CPI da Petrobras etc. Mas tudo isso ainda é pouca coisa, né? Afinal, convenham: Sarney não deve ter dito nada parecido com “Se o PT me pressionar a sair, vou apoiar o Serra”. Porque, bem…, Sarney não apoiaria o candidato tucano sob nenhuma hipótese. Sem contar que isso seria mais uma ameaça a Serra do que a Dilma, não é mesmo?

Temos, pois, que:
1 -  é uma bobagem das grossas essa história de que o PT saiu em defesa de Sarney premido pela ameaça de renúncia. Se ele renunciasse, o governo faria outro presidente do Senado;
2 - o risco de turbulência da aliança do PMDB com o PT tem alcance curto porque Sarney não tem alternativa: ou é Dilma ou é nada.

O que contou mesmo foi o “ato secreto” havido entre Sarney e Dilma. Seja lá o que for, tratou-se de coisa forte. Forte o bastante para o Joe Jackson do PT dar uma de pai-patrão e obrigar o partido a mudar de idéia na base do peteleco na orelha. Mais: assumiu, pessoalmente, agora para valer, a defesa do “aliado”. Segundo Schopenhauer, as críticas a Sarney buscam atingir o próprio governo.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

LEIAM ABAIXO

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:45

- O dia em que Gabrielli chorou;
-
Ex-assessor de golpista deposto diz que ele era influenciado por Chávez;
-
  Secretário-geral da OEA vai a Honduras; governo provisório aceita antecipar eleições, mas não a volta de golpista;
-
Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões;
- Lula diz a Sarney que crise é guerra contra seu governo;
-
“Lula quer confundir a opinião pública”;
-
Petista foi leviano ao criticar PSDB, diz FHC;
-
Peemedebistas e petistas ameaçam retaliar DEM;
-
Firma de laranja de ex-diretor do Senado também atuou na Câmara;
-
Ibope 1 - Alckmin é favorito em São Paulo;
-
Ibope 2 - Serra é aprovado por 62% dos entrevistados;
-
Coréia do Norte testa 4 mísseis de curto alcance;
-
Corte de vagas nos EUA volta a se acelerar;
-
Não me digam! Telefônica confirma pane e diz que trabalha para resolver problema de acesso à web;
-
A moral profunda da delicadeza;
-
A “combatividade a serviço dele” de Mercadante;
-
LULA É O JOE JACKSON DO PT;
-
Aécio já admite entendimento com Serra em torno da candidatura tucana de 2010;
-
  SARNEY DEU UM SUSTO EM DILMA, QUE ASSUSTOU LULA, QUE DEU UM CHEGA-PRA-LÁ EM MERCADANTE;
-
Voltei

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

O dia em que Gabrielli chorou

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:29

Como se lê no post A moral profunda da delicadeza (21h46), um chilique em público da ministra Dilma Rousseff acabou resultando no pedido de demissão do secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira. Essa rigidez,  especulei no post, pode ter origem no ânimo da antiga dirigente da VAR-Palmares. Vocês sabem: um grupo como aquele sabia endurecer — e como! Inocentes morreram em suas ações —, sem achar a ternura… Consta que Dilma só não grita com Lula, José Alencar e o senador Gim Argello (PTB-DF), seu mais recente conselheiro. Agora leiam o que informam Isabel Braga e Luiza Damé no Globo Online:

O pedido de demissão do secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, após um desentendimento com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), preocupa peemedebistas. Para os que defendem o apoio do partido à candidatura de Dilma em 2010, episódios como esse, em que ela foi grosseira em público com o funcionário, reforçam o argumento dos que querem a aliança com o PSDB de José Serra e os que têm um pé atrás com Dilma devido a seu gênio forte.
(…)
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, já foi visto chorando, após ser humilhado por Dilma, certa vez, numa conversa telefônica. Os embates entre os dois são freqüentes. Dilma se comporta como “chefa” do presidente da maior empresa da América Latina, já que preside o Conselho de Administração da Petrobras.
Ministros têm episódios de enfrentamento com Dilma, de maior ou menor gravidade, e reagem de maneira diferente. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC) tirava Dilma do sério por causa das exigências ambientais para liberação de obras. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, amigo de Dilma, costuma responder com bom humor às cobranças mais incisivas e aos gritos dela. Recentemente, numa reunião do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, Dilma deixou atônitos os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) ao dar uma bronca em Bernardo.
Dilma não poupa adjetivos quando o trabalho realizado não lhe satisfaz. Imbecil é uma das palavras mais usadas por ela ao ver ordens não cumpridas.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Ex-assessor de golpista deposto diz que ele era influenciado por Chávez

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:23

Para Moisés Starkman, assessor de presidente deposto até dia do golpe, aproximação com Venezuela era ruim para Honduras

Constituição que Zelaya tentava mudar trouxe estabilidade democrática ao país, diz político, que manteve cargo após golpe

Na Folha. O título é meu:
Até domingo assessor do presidente deposto Manuel Zelaya para projetos especiais, Moisés Starkman ocupa, assim como vários outros membros do alto escalão hondurenho, o mesmo cargo no governo interino de Roberto Micheletti. Nesta entrevista à Folha, Starkman afirma que Zelaya não tinha apoio para mudar a Constituição e que a influência do governo do venezuelano Hugo Chávez prejudica o país:

 

FOLHA - Há condições para a OEA (Organização dos Estados Americanos) negociar a volta de Zelaya a Honduras?
MOISÉS STARKMAN
- Não creio que esse processo tenha começado ainda. Uma coisa é fazer contato, outra coisa é negociar. Mas surpreende que o secretário-geral da OEA [José Miguel Insulza, que chega hoje ao país] não tenha visitado Honduras antes para fazer uma missão de avaliação sobre o que efetivamente estava ocorrendo.

FOLHA - O senhor permaneceu no governo Zelaya até o final. Havia de fato a influência do presidente Hugo Chávez?
STARKMAN
- Isso é muito difícil de medir, mas é evidente que havia uma aproximação cada vez maior em direção ao governo venezuelano. O que começou como uma aproximação comercial, com a Alba [Alternativa Bolivariana para as Américas, bloco liderado por Chávez ao qual Honduras se filiou no ano passado], foi adquirindo outro tipo de relação.

FOLHA - Qual era a intenção de Zelaya ao tentar convocar uma Assembleia Constituinte?
STARKMAN
- Zelaya manifestou, em várias ocasiões, a necessidade de mudar a Constituição. Agora, em Honduras, tivemos o maior período de paz e de democracia com a Constituição atual. É uma Carta em vigência desde 1984 e, desde então, temos eleição a cada quatro anos. É uma Constituição que deu estabilidade ao nosso país. A Constituição tem artigos que não podem ser mudados. E um deles se refere à forma do governo, ao período presidencial e à não reeleição. Em Honduras, a ausência de reeleição tem sido um dos elementos que vêm dando estabilidade até o presente.

FOLHA - Chávez é a grande ameaça para Honduras, como alega o presidente interino?
STARKMAN
- Chávez vem dando várias declarações infelizes. Isso faz com que haja temor em Honduras de que se queira exportar uma forma de governo que pode ser boa para a Venezuela. Mas nós, em Honduras, queremos uma forma de governo própria. Pessoalmente, acho importante que em Honduras haja um sistema de pesos e contrapesos. Não gostaria que, em Honduras, haja um presidente que faça o que quiser e quando quiser. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Secretário-geral da OEA vai a Honduras; governo provisório aceita antecipar eleições, mas não a volta de golpista

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:13

“Não vamos negociar, e sim solicitar que mudem o que estão fazendo”, diz Insulza

Governo interino afirma que “tudo é negociável”, até antecipação de eleições, mas não retorno de presidente deposto Zelaya ao poder

Por Fabiano Maisonnave, na Folha:
A um dia do fim do ultimato dado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo interino de Honduras, o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, desembarca hoje em Tegucigalpa com a difícil missão de viabilizar a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.
“Não vamos a Honduras negociar. Vamos a Honduras solicitar que mudem o que eles estão fazendo”, disse Insulza, durante visita à Guiana. “Farei tudo o que posso, mas acho que será muito difícil mudar o rumo das coisas em dois dias.”
Anteontem, a Assembleia Geral da OEA deu um ultimato de 72 horas a Honduras para que restitua Zelaya ao poder de forma “imediata, segura e incondicional”, sob pena de o país ser suspenso do grupo.
Embora a pressão internacional contra o presidente interino, Roberto Micheletti, aumente a cada dia, seu governo vem mantendo o discurso de que a volta de Zelaya não está na mesa. Desde a deposição, no último domingo, essa posição tem o respaldo do Judiciário, do Congresso, do Ministério Público e do alto comando das Forças Armadas.
Em entrevista à Folha ontem, a vice-chanceler do governo interino de Honduras, Martha Lorena Alvarado, disse que “tudo é negociável com a OEA, menos a volta de Zelaya”.
À tarde, Micheletti disse que a comissão da OEA será “bem-vinda”, mas disse que, a princípio, ele não se reunirá com Insulza. “Tenho entendido que falarão com a Promotoria, com a Corte Suprema de Justiça. Sou a última parte. Mas vamos recebê-lo como o que somos, um governo constitucional”, disse, em entrevista coletiva na Casa Presidencial.
“Estamos já planejando um disquete para enviar a todo o mundo uma cronologia do que aconteceu desde o primeiro dia desses acontecimentos”, afirmou Micheletti, ao ser questionado sobre como estava se preparando para receber Insulza.
Questionado se estaria de acordo em antecipar eleições presidenciais, Micheletti disse que “totalmente, se essa for uma maneira de solucionar esse tipo de problema”.
O governo interino manteve para o dia 29 de novembro a realização de eleições parlamentares, presidenciais e municipais. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:07

Por Rodrigo Rangel, Leandro Cólon e Rosa Costa, no Estadão:
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.
Sobre a ausência da casa nas declarações registradas na Justiça Eleitoral, a assessoria de Sarney informou ao Estado, por escrito, que ocorreu um “erro do técnico que providencia a documentação do presidente Sarney junto aos órgãos competentes”. Afirmou ainda que o imóvel consta das “declarações anuais de Imposto de Renda do presidente, entregues também ao TCU com frequência anual”.
Dois documentos do próprio senador, arquivados no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), deixam dúvidas sobre a declaração da casa à Receita Federal. Num dos documentos, apresentado na campanha de 2006, Sarney listou seus bens, mas sem nenhuma referência à casa de R$ 4 milhões em Brasília. Ao final, ele escreveu de próprio punho que aquela lista de bens declarados à Justiça Eleitoral é a reprodução fiel de sua declaração à Receita. “De acordo com minha declaração de bens à Receita Federal em 2006″, registrou o presidente do Senado no rodapé, que leva sua assinatura.
O outro documento é da campanha anterior, a de 1998. Na ocasião, Sarney juntou ao registro de candidatura uma cópia da sua declaração de IR apresentada à Receita naquele ano. O imóvel avaliado em R$ 4 milhões ficou de fora. Por ter sido comprado em 1997, o imóvel deveria constar da declaração de renda apresentada em 1998, ano-base 1997.
Por lei, as declarações de Imposto de Renda de qualquer cidadão são protegidas por sigilo fiscal. Por ser parlamentar e receber dinheiro público, Sarney envia cópia ao Tribunal de Contas da União (TCU), que também mantém esses dados em segredo. O único meio de o eleitor conhecer o patrimônio de um candidato é a declaração apresentada à Justiça Eleitoral. É quando essas informações se tornam públicas - e, ao divulgá-las, Sarney deixou a casa de fora. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Lula diz a Sarney que crise é guerra contra seu governo

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 6:05

Para presidente, situação no Senado se deve à tentativa da oposição de desestabilizar aliança entre PMDB e PT em 2010

Após conversa com o petista, senador disse que, diante da mudança no discurso do PT, ficaria “fora de cogitação” deixar a presidência da Casa

Por Valdo Cruz e Andreza Matais, na Folha:
Depois de ameaçar renunciar ao cargo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem ao presidente Lula que o PT precisa assumir sua responsabilidade política e dar apoio ao PMDB -dando sequência à sua estratégia para se manter no comando da Casa. Disposto a enquadrar seu partido, Lula concordou com Sarney e prometeu cobrar dos senadores petistas respaldo ao peemedebista contra o que classifica de “guerra política” visando enfraquecer seu governo e desestabilizar uma aliança entre PMDB e PT para 2010. Os dois se falaram no final da manhã por telefone, quando Lula avisou a Sarney que o receberia hoje. O encontro, a princípio agendado para ontem, foi adiado para que o presidente tivesse tempo de costurar o enquadramento de seu partido -estava programado um jantar, ainda ontem, entre Lula e a bancada dos senadores do PT no Palácio da Alvorada. Segundo a Folha apurou, o presidente fez questão de lembrar a Sarney que defendeu sua permanência no cargo em duas entrevistas durante sua viagem à África. O peemedebista agradeceu e ouviu de Lula um apelo para se manter na presidência. Após conversar com o presidente, Sarney confidenciou a aliados que, diante da mudança de tom no discurso petista e caso o partido passe a apoiá-lo, ficaria “fora de cogitação” renunciar. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

“Lula quer confundir a opinião pública”

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:57

Por Ana Paula Scinocca, no Estadãoi:
O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) acusou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter sido “desonesto” e “irresponsável” ao declarar que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão”. A fala de Lula foi uma reação ao fato de o tucanato defender o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) do comando da Casa.
Sarney integra o principal partido de sustentação da base de apoio do Planalto no Congresso. Para Dias, a crise só interessa ao Planalto. “Enquanto a crise está concentrada no Senado, os desvios, os desmandos e eventuais falcatruas do Executivo estão acobertadas”, disse ele em entrevista ao Estado. Autor do requerimento de instalação da CPI da Petrobrás, adiada até agora, Dias já estuda até a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pô-la em funcionamento.
Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Seu partido, o PSDB, já defendeu o afastamento do presidente José Sarney (PMDB-AP). O senhor acha que esse é o caminho para pôr fim ao processo de desgaste do Senado?

O afastamento do Sarney seria um ato político que teria algum impacto externo, mas não seria por si só a solução. O que pode solucionar são medidas objetivas transformadoras. Medidas essenciais, é bom fazer justiça, já foram adotadas. Denúncias de corrupção acabaram por ensejar a convocação do Ministério Público, da Polícia Federal (PF) e do Tribunal de Contas. De início, havia uma certa resistência a isso e, ao final, o próprio Sarney convocou a PF.

O presidente Lula disse que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão”. Como vê essa declaração?

É a velha estratégia do presidente Lula, que é confundir a opinião pública. Ele fala, mas não explica. Se houver uma licença (do Sarney), o vice-presidente (o tucano Marconi Perillo) assume provisoriamente. Se houver renúncia, ele não assume, mas sim comanda, por cinco sessões, o processo eleitoral. A palavra do presidente é irresponsável. O presidente foi desonesto ao tentar colocar o PSDB mal diante da opinião pública. O PSDB deseja o fim da crise. Ela não interessa à oposição. A crise só pode interessar ao governo porque, enquanto a crise está concentrada no Senado Federal, os desvios, os desmandos e eventuais falcatruas do Executivo estão acobertadas, inclusive a CPI da Petrobrás, que tem sido adiada. O interesse não é nosso. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Petista foi leviano ao criticar PSDB, diz FHC

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:55

Por Catia Seabra, na Folha:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão” ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). “O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (…) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas”, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a “desagregação” da Casa. E reiterou que “Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras”. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: “O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula”. Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele “não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema”. “Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral. A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.” Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Peemedebistas e petistas ameaçam retaliar DEM

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:51

Por Eugênia Lopes, Christiane Samarco e Denise Madueño, no Estadão:
Irritados com a decisão do DEM de pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PMDB e o PT ameaçam retaliar os democratas, que comandaram em 10 dos últimos 18 anos a primeira-secretaria da Casa. Os governistas defendem uma ampla investigação nos atos do órgão. Responsável pela administração do Senado e pelas negociações de contratos, que vão desde a seleção de mão de obra terceirizada à negociação com empresas para prestação de serviços, a primeira-secretaria é conhecida como “o cofre” da Casa.
É nesse órgão, ao qual o diretor-geral do Senado é subordinado, que transita grande parte do dinheiro orçamento da Casa. “O DEM sai com uma lista contra o Sarney pela porta da frente e com o cofre pela porta de trás”, afirmou ontem Wellington Salgado (PMDB-MG).
“Estão procurando um bode expiatório. Querem dividir a culpa e a responsabilidade”, reagiu o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “Eles estão querendo fugir do desgaste com a decisão de manter o apoio a Sarney”, completou o líder, ao lembrar que o diretor-geral é escolhido pelo presidente do Senado. O ex-diretor Agaciel Maia, hoje alvo de investigação pela edição de atos secretos, comandou a parte administrativa da Casa desde 1995. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Firma de laranja de ex-diretor do Senado também atuou na Câmara

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:49

Empresa de crédito consignado em nome da ex-babá de Zoghbi recebeu R$ 3 milhões

O ex-diretor de Recursos Humanos do Senado afirma que não tem relação com as empresas da ex-babá e diz que elas são de seu filho

Por Alan Gripp e Fábio Zanini, na Folha:
 O esquema de uso de laranjas para negociar crédito consignado no Senado também funcionou na Câmara. Uma empresa registrada em nome de uma ex-babá com o objetivo de ocultar seus donos agenciou empréstimos com desconto em folha e recebeu comissão por isso.
A BM Assessoria de Crédito Ltda. fechou contratos com servidores da Câmara durante o ano de 2008, como ela própria admitiu à Folha. A empresa tem como maior acionista Maria Izabel Gomes, ama de leite de João Carlos Zoghbi, afastado do cargo de diretor de Recursos Humanos do Senado.
Zoghbi é investigado pela Polícia Federal pela suspeita de ser o real dono da BM e de outras quatro empresas registradas em nome da ex-babá. Maria Izabel não tem renda.
O diretor afastado também é responsabilizado pela publicação de parte dos 663 atos secretos revelados no Senado.
Na Câmara, a BM negociou empréstimos no papel de correspondente bancário (intermediário) do banco Bancred S.A., autorizado a vender crédito a servidores e a deputados.
Procurada pela Folha, a empresa confirmou ter atuado na Câmara, mas disse ter fechado apenas “por volta de 15″ empréstimos. Não informou quanto recebeu de comissão do Bancred nem quanto faturou. A Câmara diz desconhecer a ação de intermediários e que fecha convênio só com bancos. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Ibope 1 - Alckmin é favorito em São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:45

Por Daniel Bramatti, no Estadão:
Pesquisa Ibope a que o Estado teve acesso indica que o tucano Geraldo Alckmin poderia vencer no primeiro turno se a eleição para o governo de São Paulo fosse hoje. Em outros cenários, com Aloysio Nunes Ferreira como candidato da situação, quem lidera é Paulo Maluf (PP), isoladamente ou em situação de empate técnico com Marta Suplicy (PT).
Ciro Gomes, do PSB, aparece em terceiro ou quarto lugar, a depender da lista de candidatos apresentada aos entrevistados.
Nos sete cenários pesquisados, o Ibope avaliou até o potencial do prefeito da capital, Gilberto Kassab, como eventual candidato da aliança PSDB-DEM à sucessão do governador José Serra. Sem tucanos na disputa, Kassab assume a ponta. O prefeito, porém, tem negado a intenção de se candidatar.
As intenções de voto em Alckmin variam de 42% a 51% (veja quadro) - seu porcentual supera ou iguala a soma dos índices dos adversários. Aloysio Nunes Ferreira, chefe da Casa Civil do governo José Serra e também apontado como pré-candidato do PSDB, oscila entre 3% e 4% nos cenários pesquisados pelo Ibope.

Oposição
Ciro, apontado como possível candidato em uma aliança entre o PT e o PSB, chega, no máximo, a 12% das intenções de voto. (…) O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que aparece com 6% em seu melhor cenário, não pretende confirmar a candidatura antes do julgamento, no Supremo Tribunal Federal, do processo em que é acusado de violação de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Outro possível pré-candidato do PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, tem apenas 2% de intenção de votos.
Maluf lidera, com 20%, quando Alckmin não aparece na lista de candidatos e Palocci é colocado como o nome do PT. Com Marta na disputa, o ex-governador, ex-prefeito e deputado tem 19%, e a ex-prefeita chega a 16%. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Ibope 2 - Serra é aprovado por 62% dos entrevistados

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:43

Por Daniel Bramatti, no Estadão:
A administração do governador José Serra (PSDB) foi considerada ótima ou boa por 47% dos entrevistados pelo Ibope. Outros 13% avaliaram o governo como ruim ou péssimo, e 36% como regular. Questionados especificamente sobre a forma como Serra governa, 62% manifestaram aprovação, e 30% o desaprovaram.
A gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também foi avaliada. Como o levantamento foi feito em todo o Estado, os resultados levam em conta não apenas a percepção direta da forma como a cidade é administrada.
Instados a classificar a gestão do prefeito pelo que conhecem ou ouviram falar, 46% dos entrevistados responderam que ela é ótima ou boa, e 14%, ruim ou péssima. Entre os moradores da capital, a aprovação chega a 54%, mas a margem de erro aí é maior, já que o universo de entrevistados não chega a 300 pessoas.
A pesquisa foi feita entre 20 e 24 de junho. Foram ouvidos 1.008 eleitores em todo o Estado. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Governo tira poder das agências

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:41

Por Isabel Sobral, no Estadão:
O Planalto está impondo mais uma regra que ataca a independência e a autonomia das agências reguladoras. Uma portaria da Advocacia Geral da União (AGU) impede os procuradores das agências e de autarquias federais com funções semelhantes, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de defenderem sozinhos as decisões desses órgãos contestadas judicialmente que chegaram aos tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça).
De acordo com a portaria 164, de 20 de fevereiro de 2009, que regulamenta uma lei de 2002 que criou a Procuradoria Geral Federal (PGF), a defesa das decisões das agências nos tribunais superiores cabe agora a um departamento da PGF, que é vinculada diretamente ao ministro-chefe da AGU.
Com isso, o Executivo passa a ter o poder de moldar a defesa dos interesses das agências aos interesses do governo. “Trata-se de uma subordinação de órgãos, que devem ser independentes e autônomos do Poder Executivo, à orientação da AGU, que, em última instância, é subordinada ao chefe do Executivo”, resumiu um integrante de um órgão regulador que preferiu não se identificar.
Para outro técnico do setor, a submissão das defesas judiciais das agências à AGU pode dar margem a “manobras políticas” do governo. “Como não é possível revogar simplesmente a decisão de uma agência reguladora, bastaria a AGU ser orientada a negligenciar a defesa dessa decisão no STJ ou STF que a decisão perderia eficácia”, explicou a fonte.
Em meio a disposição do governo Lula de ressuscitar o projeto de lei que reestrutura as agências reguladoras, que está parado no Congresso há pelo menos cinco anos, a portaria é vista como mais um indício da vontade do Planalto de controlar as agências, que já estão política e partidariamente loteadas.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Coréia do Norte testa 4 mísseis de curto alcance

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:39

No Estadão:
A Coreia do Norte testou ontem quatro mísseis de curto alcance, que foram lançados em direção ao Mar do Japão (Mar do Leste), numa nova afronta às sanções impostas pela ONU. Os mísseis, do tipo terra-mar, percorreram 100 quilômetros a partir da costa norte-coreana, antes de mergulhar no oceano, segundo autoridades da vizinha Coreia do Sul.
Os novos testes aumentaram a preocupação da comunidade internacional com a intenção de Pyongyang de expandir seus programas nuclear e de mísseis, que teriam como objetivo a criação de ogivas atômicas para serem instaladas em vetores de longo alcance. O testes de ontem eram esperados desde que Pyongyang advertiu a todas as embarcações para que se mantivessem longe de sua costa entre os dias 25 de junho e 10 de julho.
Jornais sul-coreanos afirmam que a Coreia do Norte planeja realizar testes com mísseis de médio alcance nos próximos dias, o que é visto como uma ameaça ainda mais grave pela comunidade internacional.
O período fixado por Pyongyang para os supostos testes fez crescer os rumores de que o regime de Kim Jong-il poderá lançar um míssil na direção do Havaí amanhã, quando os americanos comemoram o Dia da Independência. Em meio às ameaças, os EUA ampliaram seu sistema de defesa.
“Os EUA estão preocupados não apenas com os lançamentos de mísseis, mas também com o programa nuclear (norte-coreano)”, disse o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman.
O general americano Victor Renuart, que chefia o Comando Militar do Norte, afirmou que as baterias antimísseis instaladas nos Estados do Alasca e da Califórnia “podem destruir um míssil balístico intercontinental antes que ele cause danos ao território americano”.

Pressão
O Japão - membro do grupo de seis países que tenta negociar o fim do programa nuclear norte-coreano - foi um dos primeiros a condenar os testes de ontem. Desde 2006, a ONU já adotou duas resoluções condenando os testes nucleares do regime norte-coreano e uma terceira contra o programa de mísseis.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Corte de vagas nos EUA volta a se acelerar

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:35

Após recuo no número de demissões, resultado de junho surpreende e põe em dúvida previsões de recuperação da economia

Crise já eliminou 6,5 milhões de postos de trabalho e levou taxa de desemprego a 9,5%, a maior desde 1983; dados derrubam Bolsa

Por Fernando Canzian, na Folha:
A economia dos EUA perdeu mais 467 mil postos de trabalho em junho, elevando para 14,7 milhões o total de desempregados no país. Maior desde agosto de 1983, a taxa de desemprego atingiu agora 9,5%.
No mês de maio, as demissões somaram 322 mil, e a expectativa era a de que ficariam em um patamar próximo a isso em junho. O número, porém, veio pior do que as projeções mais pessimistas.
O resultado caiu como uma ducha de água fria entre os que vinham apostando em uma saída breve da atual recessão.
A Bolsa de Nova York caiu quase 3%, colocando em xeque a tendência de alta do trimestre entre abril e junho. No período, a valorização das ações foi a maior em dez anos.
Iniciado em dezembro de 2007, o atual ciclo recessivo nos EUA já ceifou 6,5 milhões de vagas. Os piores meses para o emprego foram entre janeiro e março, com média de cortes de 691 mil postos de trabalho.
Como ocorre há vários meses, os empregos industriais (mais bem remunerados) lideraram os cortes, com a eliminação de 136 mil vagas. Outros 79 mil empregos desapareceram na construção civil, e 21 mil, no setor comercial.
Na Casa Branca, o presidente Barack Obama afirmou estar “profundamente preocupado” com o mercado de trabalho. “Levou anos até chegarmos a essa situação, e ainda vai demandar alguns meses para sairmos dela”, disse.
Politicamente, o resultado do emprego em junho é grande má notícia para Obama. Além de ter gasto parte de seu capital político inicial na aprovação de um pacote de estímulo fiscal de US$ 787 bilhões (com o objetivo principal de criar empregos), algumas pesquisas mostram um início de descontentamento em relação a medidas tomadas pelo presidente.
Parte das críticas é dirigida a suas ações em relação ao sistema financeiro. Apesar de terem sido injetadas centenas de bilhões de dólares dos contribuintes para evitar a falência de bancos, o volume de crédito disponível na economia não vem aumentando.
Os bancos, por sua vez, estão elevando juros e tarifas e voltaram a anunciar bônus totais a funcionários entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões neste ano, casos do Goldman Sachs e Morgan Stanley, por exemplo. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Não me digam! Telefônica confirma pane e diz que trabalha para resolver problema de acesso à web

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 21:52

Da Folha Online:
A Telefônica confirmou nesta quinta-feira (2) que teve problemas de “instabilidade em parte da infraestrutura de rede que dá suporte ao acesso à internet”, fazendo com que usuários tivessem dificuldades no acesso à rede. A empresa afirma que está trabalhando para resolver o problema.
Nos últimos meses, o Speedy tem enfrentado panes recorrentes, o que já havia feito com que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibisse a empresa de vender novas assinaturas, até que implemente medidas para melhorar o sistema. A Telefônica já apresentou à agência um plano sobre o assunto.
Em contato com a central de atendimento, a reportagem da Folha Online esperou durante 10 minutos e 28 segundos até, finalmente, ser atendida. O funcionário da empresa informou que, além do Speedy, há problemas com a distribuição da central de atendimento da Telefônica.

Ministério Público
Hoje, o MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) recomendou que a Telefônica deixe de cobrar de seus clientes a multa pelo cancelamento do Speedy. Segundo a instituição, a recomendação foi feita em razão de a empresa não ter conseguido manter a qualidade do serviço.
No último dia 26, a empresa apresentou um plano de R$ 70 milhões, em três etapas, como forma de melhorar o sistema do Speedy. O valor se refere a uma antecipação do orçamento previsto para 2009, de R$ 750 milhões, para cumprir o cronograma da Anatel. Em 2008, foram investidos R$ 500 milhões em redes de dados.
Entre as iniciativas a serem adotadas na primeira fase está, por exemplo, a ampliação da capacidade de escoamento do tráfego para sítios e saídas alocados fora do país, por meio da ampliação dos cabos submarinos (denominados “tool gates”).
Outro objetivo é dobrar a capacidade dos equipamentos de DNS (que transformam o endereço alfabético digitado pelo usuário em um número).
Na avaliação do presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, com esses investimentos “praticamente não haverá degradação da rede” (queda e lentidão no tráfego). Valente reconheceu ainda que é necessário melhorar o atendimento ao cliente.
A Telefônica reitera o compromisso de continuar trabalhando intensamente para oferecer aos 2,6 milhões de clientes do Speedy um serviço à altura de suas expectativas.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

A moral profunda da delicadeza

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 21:46

Vocês certamente já leram a nota que está no Painel, da Folha. Segue o registro em azul. Comento em seguida:

Santinho!!!
Destratado por Dilma Rousseff em reunião sobre a Transnordestina, o secretário-executivo da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, pediu demissão em caráter irrevogável. A cena, presenciada por empresários e pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), se deu quando Eira ponderou que, diante do novo cronograma ali acertado (a ferrovia não ficará mais pronta em 2010), seria necessário ajustar também os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, hoje todo comprometido com a obra.
“Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver”, gritou Dilma. Eira tentou se explicar. Os gritos aumentaram, e os termos pioraram. Quem viu descreve a atitude da ministra como “grosseira” e “desrespeitosa”.

Assim não dá. “Ou respondia a ela na hora, ou deixava o cargo”, disse Eira a um colega da Casa Civil. Consultor legislativo, ele retornará à Câmara. O episódio criou mal-estar com o PMDB, partido do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, e objeto do desejo de Lula para formar chapa com Dilma em 2010.

Padrão. O desfecho é inédito, mas as cenas de Dilma, não. Recentemente, a ministra falou cobras e lagartos para o presidente da Funasa, Danilo Forte. Em público.

Comento
Para quem não entendeu o título da nota principal, relembro uma explicação que já dei aqui. Quando está irritada, não a ponto de ter essa explosão de ira que se relata acima, a ministra chama o interlocutor de “santinho” ou “santinha”. Escolham aí um vocativo pejorativo qualquer: o significado é exatamente esse. É o tratamento que ela dispensa, por exemplo, a jornalistas — geralmente tentando dar um pito neles e ensinando como é que se faz… jornalismo. A sapientíssima é fogo! E há quem adore…

Deve ser herança da sua militância na VAR-Palmares. As organizações guerrilheiras e terroristas eram e são, onde ainda existem, estruturas militarizadas no pior sentido. Digo “no pior” porque se tratava de grupos civis que mimetizavam da ordem militar apenas a rigidez e a obediência devida, mas não o espírito de solidariedade que une os soldados. Exemplifico: num Exército regular, jamais deixa de existir a hierarquia, especialmente num campo de batalha. Mas é impensável a hipótese, por exemplo, de se entregar um soldado raso ao inimigo para proteger o chefe. Ao contrário: se preciso, o que de mais alta patente lidera o risco. Nas organizações de extrema esquerda, entregar boi de piranha sempre foi prática corrente. É claro que esse espírito acaba conformando uma moral profunda, né?

Dilma é bastante áspera — às vezes, deseducada mesmo — até com seus parceiros de ministério. Mansidão mesmo só com o presidente Lula, que é “o chefe”. Definitivamente, a ministra não está preparada para lidar com o contraditório.

Lula não chega a ser um flor de delicadeza com os subordinados, mas nunca foi um esquerdista autêntico, não tem aquele misto de rigidez e pragmatismo com os “inferiores” que caracteriza alguém com a formação de Dilma — que Zé Dirceu já chamou, certa feita, de “companheira de armas”. Há até quem diga que, com Lula, o Brasil experimenta o melhor PT. Caso Dilma vença as eleições de 2010, o país conhecerá, então, o pior.

Cuidado, santinho!

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

A “combatividade a serviço dele” de Mercadante

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 20:59

“É claro que o presidente influencia o partido, e a minha combatividade está a serviço dele. E é claro que temos um compromisso com as conquistas deste governo, frutos de uma luta de 30 anos, e um compromisso com a governabilidade. Isso não significa submissão ou enquadramento do partido, mas não me peçam um ato ingênuo, espontâneo, que coloque em risco a governabilidade, que passa pelo PMDB e pelo papel do presidente Sarney”.

A fala acima é do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). No post anterior, afirmo que Lula é o Joe Jackson do PT. Vejam lá por quê. É claro que se trata de uma reação constrangedora, especialmente para quem, ontem, defendeu o afastamento de Sarney.

Mercadante é a encarnação da esquizofrenia. Ontem, pediu o afastamento de Sarney; horas depois, recuou. Hoje, voltou a defender a licença, mudando de idéia na frase seguinte. E o pobre Mercadante sempre com sua “combatividade a serviço dele”… Vida dura!

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

LULA É O JOE JACKSON DO PT

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 20:29

Eu gostava, gosto, de Michael Jackson, deixo claro desde já. No gênero, Thriller me parece mesmo brilhante. Cantava e dançava muito bem. Era também um bom compositor. Essas ressalvas todas porque sei que alguns hão de protestar contra a comparação. Mesmo assim, vou adiante. Lula é o Joe Jackson do PT, aquele pai esquisito que fica sorrindo e posando para fotógrafos enquanto o mundo chora a morte do filho. O pai tirânico. Sim, é bem provável que, sem a obstinação de Joe em fazer dos filhos artistas — e máquinas de ganhar dinheiro —, o menino Michael não tivesse saído do zero. O pai está na origem da disciplina, mas também da sua autodestruição. O roteiro é conhecido.

Michael, tudo indica, odiava o pai, o que significa que estava preso a ele por um laço indestrutível. Nada é mais íntimo e causa mais dependência do que essa relação. O alvo do ódio escraviza o que odeia. E ambos passam a ter a mais perversa das relações. Sendo Lula o Joe do PT, o PT, por óbvio, é o Michael Jackson de Lula.

O “pai” não cansa de humilhar o ”filho”, de tratá-lo como um idiota. Impõe-lhe como candidata à Presidência uma figura que, vá lá, ainda é um tanto desconhecida no partido. Obriga-o a mudar de posição da noite para o dia; imprime-lhe mudanças de rumo e de propósitos com base nas próprias necessidades. O partido vai se desfigurando, vai se tornando um monstrengo, derretendo em praça pública. De “preto” e socialista, tornou-se rosado e dependente da boa vontade de gente como Sarney e Renan Calheiros. E Joe nunca está satisfeito. Diz assim: “Fui eu que o fiz, e você me deve obediência”.

Hão de dizer: a transfiguração de Michael se deu quando já estava livre do pai. O diabo é que ele nunca se livrou do tirano. Estava estampado em sua alma, como, acho, o PT jamais vai se livrar de Lula. Sei que os petistas vão protestar, mas o partido acaba no dia em que Lula se for. Já não sabe mais o que é: preto ou branco?; homem ou mulher?; adulto ou criança? O PT é só Lula.

Michael, infelizmente, ficou tão lelé que morreu antes do Joe. Tivesse sido o contrário, não sobreviveria muito à morte do pai. O desaparecimento do objeto desse ódio vital mata também quem odeia. Lula, embora não pareça, eu sei, é finito, como todos nós. Quando ele se for, o PT morre em seguida. Sem identidade, precisa do tirano que o escravize. Ou faz besteira. Convenham: do ponto de vista do puro pragmatismo, brigar com Sarney era uma burrice. Eu torci muito para Mercadante ser bem-sucedido. Mas Joe, como sempre, foi mas sagaz do que o seu monstrengo sem identidade.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Aécio já admite entendimento com Serra em torno da candidatura tucana de 2010

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 19:11

Na Folha Online:
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), admitiu hoje a possibilidade de chegar a um entendimento com o colega paulista José Serra (PSDB) em torno da candidatura tucana à Presidência, em 2010. Aécio e Serra são os nomes mais fortes do PSDB para encabeçar a chapa tucana.
“É uma possibilidade também [o entendimento]. É óbvio, ninguém sabe ainda qual será o quadro no final do ano. Pode ser que haja entendimento. Não sei ainda qual será o caminho decidido pelo governador Serra, o meu próprio dependerá do percurso daqui até o final do ano”, disse Aécio.
Questionado sobre o que poderia motivar o entendimento, Aécio respondeu: “As nossas afinidades e o objetivo da vitória”. “Todos nós temos, acima de qualquer projeto pessoal, que é legítimo na vida pública, um objetivo maior que é vencer as eleições.”
Aécio é o maior defensor da realização de prévias no PSDB para escolha do candidato tucano. O partido deve realizar as prévias até fevereiro. Aécio negou que tenha vencido Serra ao convencer o PSDB a realizar as prévias. “Então não há vencidos, não há vencedores. Vence o PSDB, até porque o próprio governador José Serra já se manifestara anteriormente também favoravelmente, em havendo necessidade, uma consulta às bases do partido.”

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |