Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

01/10/2014

às 22:51

Janot tem um ataque de populismo politicamente correto e pede investigação sobre a fala de Fidelix a respeito do casamento gay. Sabem o que é isso? Ódio à liberdade de expressão disfarçado de tolerância…

Ai, ai, que chatice! No Brasil, há um monte de gente favorável à liberdade de expressão desde que não seja contrariada. É o fim da picada ter de cuidar desse assunto quando o que está em pauta é uma fala de Levy Fidelix, aquele senhor que preside o tal PRTB e se candidata sempre para não ganhar nunca. Indagado no debate da TV Record sobre o casamento gay, disse lá uma porção de sandices. Mas não cometeu crime nenhum. A menos que a Constituição dos que o acusam seja outra.

O vídeo está aqui.

Cadê o crime? Transcrevo de novo o que disse:
– “dois iguais não fazem filho”;.
– “aparelho excretor não reproduz”;
– “como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui, escorado (?), com medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto”;
– “eu vi agora o papa, o Santo Padre, expurgar, fez muito bem, do Vaticano um pedófilo”;
– “que façam um bom proveito se quiserem fazer de continuar como estão, mas eu, presidente da República, não vou estimular. Se está na lei, que fique como está, mas estimular, jamais!, a união homoafetiva”;
– “Luciana, o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se começarmos a estimular isso aí, daqui a pouco vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né?”;
– “esses que têm esses problemas, que sejam atendidos no plano afetivo, psicológico, mas bem longe da gente, porque aqui não dá”.

Pois não é que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, resolveu ter um ataque de populismo politicamente correto — um populismo muito particular porque voltado para minorais de opinião — e determinou a abertura de uma investigação para definir se Fidelix cometeu algum crime? A partir dessa decisão, o candidato passou a ter 24 horas para apresentar explicações.

Leio na Folha que, para Janot, “ser contrário à união homossexual ou até mesmo contra os homossexuais é uma opinião protegida pela liberdade de expressão. Ele ponderou, contudo, que incitar o enfrentamento não deve ser tolerado”. Como é que é? Pois eu já acho o contrário: acho que não deve ser tolerado é que alguém seja contra homossexuais porque homossexuais. Ou contra heterossexuais porque heterossexuais. Ou contra negros porque negros. Ou contra brancos porque brancos. Ou contra católicos porque católicos. Ou contra evangélicos porque evangélicos. Se Janot disse mesmo isso, ele está confuso.

No primeiro post que escrevi a respeito, houve quem me acusasse de ter omitido o que seria o trecho verdadeiramente homofóbico da fala de Fidelix — como se eu não tivesse publicado o vídeo, com a íntegra. Ele diz ainda:
“Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”.

Ele deu essa resposta no contexto em que se discutia o casamento, ao qual ele se opõe. Extrapolar e afirmar que ele está propondo um enfrentamento físico é um caso evidente de superinterpretação. É evidente que se trata de um enfrentamento na esfera dos valores. Tenham paciência! Sugeriria ao procurador-geral que cedesse menos aos clamores de opinião para não gastar à-toa o nosso dinheiro. Sempre que alguém disser, agora, que pretende enfrentar A ou B, estará falando de confronto físico? Aliás, doutor Janot, consulte o dicionário: em nenhuma acepção, “enfrentar” é sinônimo de partir para a porrada.

Mesmo Levy Fidelix sendo, digamos, destituído de maiores atrativos intelectuais, é o fim da picada tentar isolar a frase do contexto porque, afinal, é preciso dar uma satisfação à militância gay. Ele também afirma no debate, ou não?, que, se a lei garante a união, que seja seguida.

Reitero o meu ponto de vista: na democracia, está assegurado o direito de dizer coisas idiotas. A militância gay e os patrulheiros politicamente corretos deveriam ser mais cuidadosos. São muitas as minorias no Brasil e no mundo. Imaginem se cada uma delas for criar agora a cartilha das coisas que não podem ser ditas.

Eu repudio a intolerância dos intolerantes.

E repúdio também a intolerância dos que pretendem ter o monopólio da tolerância.

A propósito, debati essa questão na VEJA.com com o psicanalista Contardo Calligaris.

 

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 21:54

O governo e os mercados: a incompetência é a pior forma de esquerdismo, e o esquerdismo, a pior forma de incompetência

O cenário externo nesta quarta não foi dos mais hospitaleiros, como vocês poderão constatar caso pesquisem — com dados não muito estimulantes das economias alemã e americana —, mas o que teve peso definitivo no mau humor dos mercados no Brasil foi mesmo o quadro eleitoral. Mais uma vez, aconteceu o que já virou rotina: sobe a possibilidade de Dilma ser eleita, descem a Bolsa e o real. O dólar à vista fechou em alta de 1,37%, cotado a R$ 2,487; o comercial subiu 1,46%, a 2,485, maior patamar desde 8 de dezembro de 2008. O Ibovespa fechou em baixa de 2,32%. Quem puxou a queda? As ações da Petrobras: as PN caíram 5,53%, e as ON, 4,93%. Nesta semana, a Bolsa acumula perdas de 7,6%.

Escrevi ontem neste blog que existe, sim, um movimento especulativo em curso. Ocorre que movimentos especulativos não existem por acaso. Quando os governos são fracos, trapalhões ou incompetentes, fica mais fácil criar climas artificiais. É da natureza do jogo. Quando lideranças políticas relevantes são irresponsáveis, os “espertos” sempre saem ganhando, contra o interesse coletivo.

E este é, precisamente, o caso do Brasil: a soma de um governo incompetente com a discurseira oca de falastrões. Nesta terça, num discurso em Itapevi, em São Paulo, Lula, o Babalorixá de Banânia, que jamais cumpriu a promessa de ir cozinhar coelho em sua chácara, disparou: “Hoje eu ouvi dizer que o mercado está nervoso porque a Dilma vai ganhar. Ganhei em 2002 e 2006 e não pedi voto para o mercado. Dilma ganhou em 2010 e não pediu voto pro mercado. A gente pede voto é pras pessoas”.

A afirmação é mentirosa de cabo a rabo. Lula fez mais do que pedir voto para o mercado em 2002. Ele se ajoelhou diante dele. Tanto é que seu partido redigiu a “Carta ao Povo Brasileiro” — texto escrito, diga-se, num banco de investimento e, saibam, com a supervisão tucana. Um dia essa história virá à tona direitinho. Em 2006 e em 2010, o PT não precisou “pedir” o voto do mercado porque já o tinha. Como Lula vive declarando, e é verdade, nunca antes na história “destepaiz” o setor financeiro havia lucrado tanto.

Assim, registre-se, então, a mentira contada por Lula. Mas não só: das quatro últimas jornadas eleitorais petistas, esta é aquela em que o partido faz o discurso mais bucéfalo, mais atrasado. Em 2002, o Apedeuta se ocupava de provar que era o “Lulinha Paz e Amor” inventado por Duda; agora, Dilma resolveu brincar de esquerdista autêntica. Em certa medida, é tudo mentira. Essa gente é mais incompetente do que propriamente esquerdista. E, bem, o esquerdismo é a pior forma de incompetência, e a incompetência, a pior forma de esquerdismo.

O mercado põe preço nas bobagens que vêm sendo ditas por Dilma e nas boçalidades vocalizadas por Lula, mesmo não acreditando nas bravatas. Há especulação? Há, sim. Mas ela só prospera porque há um governo incompetente e trapalhão, que tenta transformar sua inabilidade em ideologia.

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 20:54

Correios: antes, os companheiros não tinham vergonha; depois, foram piorando

Antes, a falta de vergonha de certos políticos não tinha limites; depois, foi piorando. Nesta quarta, o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, disse que vai entrar com uma ação criminal contra o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, por ter permitido que os petistas usassem os Correios para fazer campanha político-eleitoral. Pois é… A coisa é muito impressionante. Se a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal quiserem agir, já há duas confissões a respeito: uma explícita, arreganhada mesmo, e outra silenciosa. Vamos ver.

Nesta quarta, o Estadão tornou público um vídeo espantoso. Numa reunião ocorrida na quinta-feira no comitê do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, a que estava presente Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, o deputado mineiro e petista Durval Ângelo diz com todas as letras: “Se, hoje, nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” Ele afirma ainda que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Ele achou que tinha sido pouco explícito e avançou um pouco mais na pornografia política:
“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se, hoje, nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo.”

Atenção, senhores leitores! Wagner Pinheiro, que preside a estatal, estava na mesa e não disse uma palavra. Anuiu com tudo. Admitiu, portanto, que os Correios foram e estão sendo usados nas campanhas de Dilma e Pimentel. Vejam o vídeo:

Na semana retrasada, como vocês se lembram, reportagem do Estadão revelou que 4,8 milhões de panfletos de Dilma foram distribuídos pelos Correios sem a estampa ou chancela digital, que é a prova de que houve pagamento. Em nota, a empresa nega estar sendo instrumentalizada pelo PT. Seria impossível dizer o contrário, certo?

O deputado Durval Ângelo, acreditem, também emitiu uma nota afirmando que se tratou de uma reunião normal: “Não há qualquer adesão da empresa Correios, mas de pessoas, que, como quaisquer outras, têm o direito constitucional de, como cidadãs, se engajarem politicamente. Ademais, durante o processo eleitoral, a manifestação de apoio por parte de uma categoria é um ato comum e democrático”.

Pois é… Ao tratar dos descalabros na Petrobras em outro post, indaguei se uma empresa estatal, nas condições brasileiras, conseguiria se adaptar a regras internacionais de “compliance”. A resposta, obviamente, é “não”. Tenho de encerrar este comentário lembrando que um único ex-funcionário da petroleira, Paulo Roberto Costa, está disposto a devolver R$ 70 milhões que foram roubados da empresa…

Não tem jeito! Os “companheiros” acham que as estatais pertencem a eles, não ao estado ou ao povo brasileiro. Os “companheiros” as transformam em braços de sua atuação sindical ou partidária. Os “companheiros”, em suma, as privatizaram a seu modo e acham que já podem confessar isso sem nenhum temor nem perigo. Quem sabe um dia esse povo canse de ser roubado ou espoliado. Enquanto isso não acontecer, continuaremos a ser… roubados e espoliados.

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 16:08

O e-mail ofendidinho de um certo Benko

Laércio Benko, candidato de tal PHS ao governo de São Paulo, me manda a seguinte mensagem:

“Prezado Reinaldo:
Prezo a liberdade de expressão e opinião, mesmo com expressões agressivas usadas pelo senhor contra a minha pessoa. Tomo a liberdade apenas de sugerir que seja mais cuidadoso e tente disfarçar sua “independência jornalística”, pois não fica bem, logo após suas criticas ao meu discurso contra a gestão horrorosa da Sabesp, entrar no ar, na Jovem Pan o seu patrocinador: a Sabesp!!! Disfarce um pouco melhor.
abs!
Laércio Benko”

Respondo
Este senhor deve estar acostumado à pistolagem que toma conta de setores do subjornalismo e pode estar me confundindo. Escute aqui, rapaz! Se eu puxasse o saco de empresas para anunciar aqui ou em qualquer lugar, estaria de joelhos diante de estatais. E, no entanto, não estou.

Há bancos que anunciam na VEJA, na Folha e na Jovem Pan, as três empresas em que trabalho. Procure saber o que andei afirmando sobre a independência do Banco Central, por exemplo, matéria que, segundo dizem, seria do interesse do setor.

Não sei com que tipo de vagabundo o senhor andou topando na sua curta vida pública. Sei que errou o alvo porque não sou um deles.

A sua crítica ao fato de a Sabesp ter ações na Bolsa e distribuir dividendos a acionistas é ignorante, obscurantista, cretina e reacionária. Observe que não entrei no mérito de outras considerações suas sobre a empresa. A Sabesp que responda se quiser. Não é problema meu.

Mas é problema meu quando um quase candidato de si mesmo — parece que o senhor tem 1% das intenções de voto, é isso? — participa de um debate público e goza de tempo no horário eleitoral gratuito, pelo qual eu também pago, para produzir obscurantismos.

A roubalheira em curso na Petrobras evidencia que o nosso problema é o excesso de estado. O senhor, pelo visto, acha que problema é a fatia das empresas públicas que está com o mercado. Pior: o senhor ainda tenta pegar carona na tal “nova política”. O que há de “novo” na sua pregação? Aliás, senhor, haver um político eleito quase sem eleitor é realmente uma novidade e tanto nas democracias.

De resto, diga-me sinceramente, senhor Benko: o senhor não acha que pode mesmo ser governador de São Paulo, né? Diga-me mais: sem o Fundo Partidário, o seu partido seria exatamente o quê? O senhor acha isso “novo”???

Todos os anunciantes são bem-vindos ao meu blog, ao programa “Os Pìngos nos Is”, na Jovem Pan, e à Folha. Mas eles devem procurar o departamento comercial. Não é assunto meu.

Vá estudar, senhor Benko!

E acrescento: não sou seu prezado e recuso o seu abraço. E chega, né? Os 250 mil visitantes diários do  meu blog já correspondem a 13,95 vezes o número de eleitores que o senhor teve para a Câmara Municipal de São Paulo (17.918) e certamente ultrapassam o que o senhor terá de eleitores no Brasil inteiro. Já ficou famoso. Eu vivo das 18 horas que dedico por dia ao trabalho. Não sou uma entidade que depende das tetas do estado para existir. Mais alguma questão?

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 15:30

Paulo Roberto demonstra que sistema de “compliance” da Petrobras é uma piada; só ele, um peixe médio, topa devolver R$ 70 milhões; imaginem quanto levam os tubarões. Mas a canalha grita: “Viva o estatismo!”

Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que fez um acordo de delação premiada, já saiu da cadeia. E isso quer dizer que há muita gente com receio… de ir para a cadeia. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal de Curitiba às 13h30, onde estava desde 11 de junho, e seguiu para o aeroporto Afonso Pena. Vai para o Rio, onde mora a sua família, e ficará em prisão domiciliar, protegido por agentes federais e monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Isso quer dizer que as informações que prestou em sucessivos depoimentos, acompanhados pelo Ministério Público Federal, foram consideradas relevantes para investigar a atuação da quadrilha que operava na Petrobras. E é por isso que há muito figurão com medo.

Sabem quanto Paulo Roberto aceitou devolver para os cofres públicos no acordo de delação premiada que fez? R$ 70 milhões! É do balacobaco! O homem ficou como diretor de abastecimento na Petrobras por 10 anos. Ele admite, portanto, que amealhou, de forma ilegal, uma média de R$ 7 milhões por ano. Reitero: isso é o que ele admite.

Todos sabemos que gente assim não morre na miséria. Esse dinheiro que voltará aos cofres públicos é aquele a que a investigação conseguiu chegar. Será que é tudo? Pelo visto, nunca saberemos. Mas uma coisa nós sabemos: Paulo Roberto era apenas uma peça do esquema. Paulo Roberto era apenas um estafeta numa organização. Paulo Roberto era apenas — e isto está ficando cada vez mais claro — o homem do PP na Petrobras. Se ele, um peixe de médio porte, admite ter embolsado ao menos R$ 70 milhões, quanto as sucessivas safadezas terão rendido àqueles que realmente mandavam, àqueles que eram seus chefes na estrutura criminosa?

A informação põe em xeque todo o sistema de controle da Petrobras. Então a maior empresa do país, de economia mista, com ações negociadas na Bolsa, tem uma estrutura que permite que um único homem — que estava longe de ser o mais poderoso — enfie a mão em admitidos R$ 70 milhões? Que diabo de sistema de “compliance” existe na Petrobras? Ela está preparada para seguir as normas legais, as práticas saudáveis de mercado, os melhores interesses da empresa, dos seus sócios e da cidadania? Acho que não!

A razão é simples: será que uma empresa administrada por partidos políticos, que obedece às vontades de governos, que está sujeita a toda forma de politicagem vagabunda, consegue mesmo ter um sistema de compliance? Ontem, no debate entre candidatos ao governo de São Paulo, um desses pterodáctilos disfarçados de políticos vituperou contra a Sabesp por ser uma empresa com ações na Bolsa. E foi seguido por outros pterodáctilos, que ficavam expelindo bobagens na televisão em favor do estatismo. Até o sedizente empresário Paulo Skaf vituperou contra o fato de a Sabesp ser uma empresa submetida às saudáveis regras da economia de mercado.

Se a Petrobras fosse uma empresa privada, Paulo Roberto não teria levado R$ 70 milhões do que nos pertence. Agora pensem na organização como um todo, no conjunto das estatais e no tamanho do estado brasileiro e imaginem quanto o estatismo rouba de cada cidadão, de cada desdentado, de cada criança barrigudinha, de cada analfabeto, de cada sem-casa, de cada sem-futuro, de cada trabalhador, de cada contribuinte, de cada um de nós, que ganha a vida honestamente.

Não obstante, as esquerdas bucéfalas saem por aí gritando: “A Petrobras é nossa! As estatais são nossas!”. São, sim: DELES! Nós somos apenas as vítimas.

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 14:20

Chamem a Dilma para “dialogar”: Estado Islâmico decapita dez pessoas na Síria, incluindo três mulheres

Na VEJA.com:
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) decapitou sete homens e três mulheres em uma região curda no norte da Síria, disse um grupo de monitoramento dos direitos humanos nesta quarta-feira. O diretor da entidade civil oposicionista Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdulrahman, afirmou que os assassinatos fazem parte de uma campanha bárbara para atemorizar moradores que resistem ao avanço do grupo extremista.

Segundo o OSDH, os mortos são cinco combatentes curdos que lutavam contra o EI, incluindo três mulheres, e mais quatro rebeldes árabes sírios. A outra vítima é um civil curdo que também teve a cabeça arrancada. Eles foram capturados e decapitados na terça-feira em um local a cerca de 14 quilômetros a oeste de Kobani, uma cidade curda cercada pelos jihadistas, nas proximidades da fronteira turca . “Não sei por que essas pessoas foram presas e decapitadas. Somente o Estado Islâmico sabe”, disse Abdulrahman.

O Estado Islâmico, que proclamou um califado em uma região que abrange parte da Síria e do Iraque, tem praticado várias decapitações de combatentes inimigos e civis na Síria e Iraque. Tais atos são com frequência perpetrados em público e acompanhados de uma mensagem de que qualquer oposição, violenta ou não violenta, não vai ser tolerada.

Escalada de violência no Iraque
Os atos de violência durante o mês de setembro no Iraque tiraram a vida de 1.119 iraquianos e feriram outros 1.946, informou nesta quarta a missão das Nações Unidas no Iraque (Unami, na sigla em inglês). O número de civis mortos chegou a 854, o de feridos a 1.604, e a 265 entre os membros das forças de segurança (incluídas as tropas curdas, as forças especiais e as milícias que apoiam o exército iraquiano), além de 342 feridos, indicou a Unami em comunicado.

Na nota não foram especificadas as circunstâncias de morte dos integrantes das forças de segurança, nem números sobre o número de mortos ou feridos nas fileiras do grupo jihadista EI. Os números também não incluem as baixas nas operações registradas na província de Anbar, no oeste do país, por causa da dificuldade de verificar alguns fatos e elaborar um relatório sobre as vítimas. A ONU informou em seu texto da impossibilidade de verificar informações sobre um grande número de vítimas dos efeitos secundários da violência, como a falta de água, de alimentos, remédios e de cuidados básicos de saúde. Por isso, insistiu que “os números apresentados têm que ser considerados como o mínimo absoluto”.

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 6:31

LEIAM ABAIXO

UMA FERRAMENTA NOVA NA VEJA EM DEFESA DA DEMOCRACIA: “MEMÓRIA CÍVICA”;
DATAFOLHA – Em 4 dias, diferença entre Aécio e Marina cai 4 pontos: 25% a 20%; Dilma segue com 40%; um 2º turno PT-PSDB volta ao horizonte. Ou: PT não muda a própria imagem, mas depreda a alheia;
Debate em São Paulo: a dobradinha de Skaf, o empresário que não tem empresa, com Padilha, o petista que não é trabalhador. Ou: A união exótica do não-capital com o não-trabalho;
Alckmin leva no 1º e Pezão no 2º também no Datafolha; Serra amplia vantagem para o Senado; no Rio, vai dando Romário…;
Uma musiquinha para ao prefeito Fernando Haddad, o maníaco da bicicleta;
Minas realiza o 2º turno no 1º, segundo o Ibope;
Ibope Rio – Pezão ganha de todos; Garotinho perde para todos; esquerdas no Rio não enchem o Posto 9;
Segundo o Ibope, PT pode ser humilhado no DF e ficar fora do segundo turno;
Debate entre candidatos em SP… Ah, se desonestidade intelectual e picaretagem matassem…;
Ibope em SP – Alckmin seria reeleito no 1º turno com 14 pontos sobre a soma dos demais candidatos;
Aécio: “O máximo que Dilma fez foi anunciar seu ex-futuro ministro da Fazenda”;
Marina sobre Dilma: “Mente quem diz que não sabia dos roubos na Petrobras e quem prometeu 6 mil creches e entregou menos de 400?;
Paulo Roberto Costa solto. Tremei, companheiros!;
Pesquisa Ibope: números do 1º turno são praticamente iguais aos do Datafolha; veja a diferença entre os dois institutos no 2º turno;
Haverá amanhã! Ou: Chega de especulação!;
FHC ironiza Dilma: “Merece o Nobel de Economia; conseguiu arrebentar com tudo ao mesmo tempo”;
Governo registra o pior resultado fiscal para agosto em 18 anos;
— Levy Fidelix e a suposta homofobia: na democracia, dizer besteira é diferente de praticar crime. Ou: Uma OAB covarde vai à Justiça contra Fidelix; uma OAB corajosa iria à Justiça contra Dilma Rousseff. Ou: de Gays e cabeças cortadas;
— Xiii, Dilma agora quer o meu emprego na rádio!!! Nem vem, governanta! Imprensa é coisa séria!

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 6:19

UMA FERRAMENTA NOVA NA VEJA EM DEFESA DA DEMOCRACIA: “MEMÓRIA CÍVICA”

Vejam esta imagem:

MEMÓRIA CÍVICA

A quem cabe zelar pela democracia e pelo estado de direito? A resposta está nas três primeiras palavras da Constituição americana, ainda um exemplo dos fundamentos que fazem a grandeza da civilização: a “nós, o povo”. Os dias que vivemos não são fáceis. Oportunistas e vigaristas de toda espécie se aproveitam de imperfeições que existem, sim, no regime democrático — e que precisam ser corrigidas — para atacar a própria essência do regime de liberdades. Um dos alvos preferenciais dessas investidas obscurantistas é o Poder sem o qual a liberdade que se quer falece: o Congresso. Sim, meus caros: ditaduras sempre têm Executivos fortes; ditaduras podem ter até um Judiciário robusto, ainda que atrelado ao poder central. Mas ainda não se viu uma tirania com um Parlamento livre.

Defender o Congresso e suas prerrogativas corresponde a defender os valores que garantem a nossa liberdade. Por isso é de aplaudir a inciativa de VEJA, que cria uma ferramenta para que você acompanhe, no detalhe, a atuação dos parlamentares nos quais você votou — ou qualquer outro. Em vez de achincalharmos o Congresso; em vez de malharmos no ferro frio da descrença e do cinismo; em vez de darmos cordas a vozes das trevas que simulam pantomimas que pretendem chamar de “democracia direta” — e não passam de autoritarismo de minorias radicalizadas —, que tal usarmos os recursos que nos fornece a tecnologia para pôr, efetivamente, o Parlamento sob nosso controle?

Clique aqui para saber como funciona. Trata-se de um instrumento interativo, que vem acompanhado com um banco de dados.

Memória Cívica 2

A ferramenta “Memória Cívica” nasce da certeza de que os males da democracia serão corrigidos com mais democracia e com maior transparência. Participe!

 

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 6:17

DATAFOLHA – Em 4 dias, diferença entre Aécio e Marina cai 4 pontos: 25% a 20%; Dilma segue com 40%; um 2º turno PT-PSDB volta ao horizonte. Ou: PT não muda a própria imagem, mas depreda a alheia

Pois é… Em quatro dias, caiu quatro pontos a diferença entre os candidatos Aécio Neves, do PSDB, e Marina Silva, do PSB, que disputam uma das vagas no segundo turno da eleição presidencial. No levantamento feito pelo Datafolha nos dias 25 e 26, a diferença a favor da peessebista era de 9 pontos: 27% a 18%; agora, na pesquisa feita na segunda e nesta terça, é de apenas 5: 25% a 20%. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, vejam que curioso: qualquer distância entre 1 ponto (23% a 22%) e 9 pontos (27% a 18%) está no intervalo possível. Mas é improvável que ela se situe num extremo ou noutro. Se a velocidade da possível queda de Marina se mantiver constante e a da possível ascensão de Aécio também, pode ser o tucano a disputar a etapa final com a petista.

Os demais candidatos somaram apenas dois pontos. Dizem que votarão em branco ou nulo 5% dos entrevistados, mesmo percentual dos que pretendem anular o voto. O Datafolha ouviu 7.520 entrevistados em 311 municípios. Vejam o gráfico publicado pelo Portal G1.

Datafolha 30.09 Portal G1

Em duas semanas, a diferença entre Marina e Aécio caiu 8 pontos: de 30% a 17% para 25% a 20%. Dilma, nesse período, variou na margem de erro: de 37% para 40%. Tudo indica que a hipótese que chegou a ser aventada há dois dias não vai se confirmar: havia quem visse a possibilidade de Dilma levar a disputa ainda no primeiro turno. A novidade da pesquisa do Datafolha é a possibilidade de uma troca de posições no segundo lugar. Observem que a situação de agora é muito parecida com a de 14 e 15 de agosto, antes do início do horário eleitoral.

Quando se veem os números do segundo turno, Aécio e Marina parecem estar em tendências opostas.Datafolha G1 2º turno

Ainda que discreta em 15 dias, há uma tendência de diminuição da diferença entre Dilma e Aécio: era de 10 pontos (49% a 39%); agora é de nove (50% a 41%), dentro da margem de erro. Ocorre que, na disputa com Marina, a vantagem da petista aumentou substancialmente: a ex-senadora aparecia na frente, com 46% a 44%; agora, está atrás: 41% a 49% — a candidata do PT subiu 5 pontos, e a do PSB caiu 5 — uma variação de 10 pontos contra a peessebista. De novo, a variação na comparação com os dados anteriores ao início do horário eleitoral indica pouca mudança.

Uma coisa, no entanto, sofreu forte alteração. A campanha negativa contra Marina surtiu, sim, efeito, e ela e seus estrategistas não conseguiram, até agora, furar o cerco. Vejam este gráfico do G1 com a rejeição aos candidatos.

Datafolha 30.09 rejeição

Dilma segue na liderança e variou pouco em um mês e meio: de 34% pra 31%, dentro da margem de erro. Isso indica que conquistou indecisos ou pessoas que iriam anular o voto, mas conseguiu mudar a opinião de bem pouca gente. Já a rejeição a Marina, no período, cresceu 127%, indo de 11% para 25%; Aécio foi de 18% para 23%. Finalmente, a avaliação do governo Dilma variou dentro da margem de erro em dois dias: os que acham o governo ruim ou péssimo foram de 22% para 23%; os que o consideram bom ou ótimo, de 37% para 39%, e a turma que o avalia como regular oscilou de 39% para 37%. Os números são os mesmos de antes do início do horário eleitoral.

Há um dado curioso nessa história toda: até agora, a campanha odienta do PT na televisão, vistos os números, não diminuiu substancialmente a rejeição a Dilma, não alterou quase nada o número dos que querem votar nela nem mudou a avaliação sobre o seu governo. Mas fez um estrago e tanto em Marina Silva e contribuiu bastante para dificultar a ascensão de Aécio.

Não deixa de ser o retrato desta disputa: o PT não veio para construir, mudar ou renovar. Veio para destruir. Não tem mais como falar bem de si mesmo. Restou-lhe apenas o papel de achincalhar os adversários.

Texto publicado originalmente às 20h25 desta terça
Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 6:15

Debate em São Paulo: a dobradinha de Skaf, o empresário que não tem empresa, com Padilha, o petista que não é trabalhador. Ou: A união exótica do não capital com o não trabalho

A TV Globo realizou ontem o debate final — antes do primeiro turno — entre os candidatos aos governos dos Estados. Assisti, é evidente, ao de São Paulo. Pois é… A ditadura ainda em vigência da Lei Eleitoral obriga a que se tratem em pé de igualdade os que podem ser eleitos e aqueles que dão traço nas pesquisas. É um absurdo que as TVs e as rádios sejam impedidas de confrontar as ideias, opiniões e propostas dos que efetivamente têm alguma chance de vencer a eleição — e o mesmo vale para a disputa presidencial.

Em São Paulo, participaram do embate oito candidatos: além do tucano Geraldo Alckmin, do peemedebista Paulo Skaf e do petista Alexandre Padilha, havia lá mais cinco candidatos de si mesmos: Walter Ciglione (PRTB), Gilberto Natalini (PV), Gilberto Maringoni (PSOL) e Laércio Benko (PHS). Um show de horrores e, com frequência, de picaretagem política — e não só dos nanicos.

Na verdade, foi a frente dos “seis contra um”. Exceção feita a Ciglione, que não participou da tropa, todos os outros se uniram para atacar Alckmin e o governo de São Paulo. E o fizeram com tal fúria que o resultado pode ter sido contraproducente. Chegava a ser engraçado ver Skaf e Padilha a implorar a chance de um segundo turno para que possam, nas suas palavras, governar o estado mais dinâmico do país etc. e tal. Mas como pode haver alguma qualidade nas terras paulistas se, segundo eles próprios, tudo por aqui está errado?

Skaf e Padilha estavam mais afinados do que O Gordo e o Magro. Um é presidente licenciado da Fiesp sem ser empresário, e o outro é membro do PT sem ser trabalhador. Assim, deu-se a união da falta de capital com a falta de trabalho. Coisa que não pareceu espantar Maringoni, o socialista do PSOL mais ortodoxo do que embalagem de Emulsão Scott

Ter de ouvir um petista e um peemedebista a dar aula de combate à corrupção depois do que sabemos da Petrobras, controlada pelo PT e pelo PMDB, é para estômagos fortes. Ouvir de Padilha lições sobre segurança pública — dados os desastres colhidos na área por seu partido no país e nos Estados em que é governo — seria de gargalhar não fosse o tédio.

E o tal Laércio Benko, de uma legenda chamada PHS? Resolveu atacar a Sabesp, que, segundo ele, distribuiu dividendos aos acionistas, em vez de investir em água. É uma afirmação tecnicamente estúpida. A empresa é uma Sociedade Anônima. Graças a Deus, está na Bolsa e é cobiçada por investidores, o que lhe garante recursos para investir — o mesmo acontece com outras empresas públicas de capital aberto. Parte desses dividendos, diga-se, vem para o próprio governo, que os reinveste. Maringoni, o esquerdista, claro!, pegou carona na bobagem — afinal, ele é um socialista. Mas Padilha e Skaf fizeram o mesmo. E eles sabem que se trata de uma asnice. Mas e daí? Era o vale-tudo.

A nota surrealista, no entanto, era outra: era estupefaciente ver a tropa toda a sustentar que, naquela hora, faltava água na torneira dos paulistas. E, como é sabido, não faltava. Das 1.200 cidades com crise de abastecimento no país, só oito estão no Estado — em áreas em que a Sabesp não atua. Uma delas é Guarulhos, cujo sistema é municipalizado. A cidade é administrada pelo PT há 14 anos.

E a nota que ultrapassou o limite do escândalo factual foi dada por Padilha. Segundo o petista, o sistema de concessões de estradas do governo federal é superior ao vigente em São Paulo. É mesmo? Atenção! Este estado tem 9 das 10 melhores rodovias do país. Querem mais? Nada menos de 93,7% dos 6.252 km sob concessão privada foram considerados ótimos ou bons em 2013; 6% foram tomados como regulares, e apenas 0,3% eram ruins. Esses números são meus? Não! Da CNT, a Confederação Nacional dos Transportes.

Já o governo federal tentou três marcos regulatórios para fazer suas concessões e deu com os burros n’água. Conseguiu juntar o ruim ao desagradável: antes, havia estradas federais com buraco e sem pedágio. Hoje, existem estradas com buraco e com pedágio.

Segundo todas as pesquisas, Alckmin venceria hoje a disputa no primeiro turno. Acho que o debate demonstrou por quê.

Texto publicado originalmente às 4h14
Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 5:15

Alckmin leva no 1º e Pezão no 2º também no Datafolha; Serra amplia vantagem para o Senado; no Rio, vai dando Romário…

O Datafolha também realizou pesquisa eleitoral em São Paulo e no Rio entre anteontem e ontem. O resultado não difere muito do do Ibope. Comparem:
IBOPE 1º TURNO EM SÃO PAULO
Geraldo Alckmin (PSDB) – 49%
Paulo Skaf (PMDB) – 19%
Alexandre Padilha (PT) – 11%

DATAFOLHA 1º TURNO EM SÃO PAULO
Geraldo Alckmin – 49%
Paulo SaKaf – 23%
Alexandre Padilha – 10%

Houvesse um segundo turno, o tucano venceria o peemedebista por 57% a 28% no Ibope e por 57% a 32% no Datafolha.

Senado em SP
Ah, sim, uma outra boa notícia: cresce a vantagem de José Serra (PSDB) sobre Eduardo Supolicy (PT) na disputa pela vaga única para o senado: 39% a 30%.

Depois de 24 anos, veremos Suplicy fazendo outra coisa. Ou alguma coisa, sei lá — que não, claro!, defender o renda mínima, cantar e declamar.

1º TURNO IBOPE NO RIO
Luiz Fernando Pezão (PMDB) – 31%
Anthony Garotinho (PR) – 24%
Marcelo Crivella (PRB) – 16%
Lindbergh Farias (PT) – 9%

1º TURNO DATAFOLHA RIO
Luiz Fernando Pezão – 31%
Anthony Garotinho – 24%
Marcelo Crivella – 17%
Lindbergh Farias – 11%

2º TURNO IBOPE RIO
Pezão – 46%
Garotinho – 31%

2º TURNO DATAFOLHA RIO
Pezão – 50%
Garotinho – 33%

Senado
No Senado, o Rio caminha mesmo para a galhofa. No Datafolha, Romário tem 49% dos votos, e Cesar Maia (DEM), 21%.

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 3:03

Uma musiquinha para o prefeito Fernando Haddad, o maníaco da bicicleta

O jornalista, ator, humorista e redator — acrescentem talentos aí — Márvio Lúcio compôs uma musiquinha em homenagem a Fernando Haddad, o ciclomaníaco. Para quem não sabe, estou me referindo ao “Carioca”, do “Pânico”. Eu já a apresentei no programa “Os Pingos nos Is”. Agora segue no blog para que vocês a passem adiante.

 

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 0:50

Minas realiza o 2º turno no 1º, segundo o Ibope

A situação segue dramática para o candidato tucano em Minas Gerais. Segundo a pesquisa Ibope, o petista Fernando Pimentel venceria a disputa no primeiro turno, com 45%. Pimenta da Veiga, do PSDB, teria 25%. Tarcísio Delgado, do PSB, teria 3%, mesmo índice dos demais candidatos juntos. Votariam em branco ou nulo 10%; dizem não saber 14%. Numa simulação de segundo turno, o petista bateria o tucano por 46% a 27%. Observem que a variação do segundo turno para o primeiro fica na margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Estando certos os números, o eleitorado mineiro está fazendo um segundo turno já no primeiro.

Os dois principais candidatos têm ainda rejeição baixíssima: Pimenta, 12%, e Pimentel, 10%. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 de setembro, e foram entrevistados 2.002 eleitores.

Ibope Minas 1º turno 30.09

Por Reinaldo Azevedo

01/10/2014

às 0:29

Ibope Rio – Pezão ganha de todos; Garotinho perde para todos; esquerdas no Rio não enchem o Posto 9

Há uma semana, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que concorre à reeleição, ainda estava tecnicamente empatado com Anthony Garotinho, do PR. A diferença agora aumentou no Ibope: o peemedebista tem 31% no primeiro turno, contra 24% do adversário: um oscilou dois pontos para cima, e o outro, dois pontos para baixo. Marcelo Crivella (PRB) oscilou um ponto para baixo e tem 16%. O petista Lindbergh Farias segue dando vexame: 9%. Os demais candidatos somam 2%. Dizem não saber em quem votar 6%, e 12% anulariam ou votariam em branco.

Ibope Rio 30.09

Garotinho segue o líder absoluto da rejeição, com 40%, seguido de longe por Lindbergh (20%), Pezão (16%) e Crivella (14%). Em que isso resulta no segundo turno? Ele perderia para todos os adversários — e Pezão venceria todos, a saber:
Pezão 46% x Garotinho 31%;
Pezão 43% x Crivella 32%;
Crivella 37% x Garotinho 32%

Ah, sim: incluindo Lindbergh (9%), as esquerdas no Rio somam 11% dos votos apenas: os outros dois pontos estão com o PSOL (1%) e PSTU (1%).

Não dá para encher o Posto 9!

Ibope Rio 2º turno 30.09

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 23:54

Segundo o Ibope, PT pode ser humilhado no DF e ficar fora do segundo turno

O PT pode passar por uma humilhação e tanto no Distrito Federal. Se a eleição fosse hoje, o partido ficaria fora do segundo turno. Segundo o instituto, no primeiro, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, teria 32% dos votos. Em seguida, vem Jofran Frejat, com 24%. O petista Agnelo Queiroz, que disputa a reeleição, está com 19%. Os demais candidatos somam 6%. Dizem votar em branco ou nulo 9%, e 10% afirmam não saber. O Ibope ouviu 1.806 pessoas entre os dias 27 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Além de ficar fora do segundo turno, Agnelo segue sendo espetacularmente rejeitado: por 49%. O segundo nesse ranking negativo está muito distante: é Frejat, com 15%. Rollemberg tem apenas 6%.

Rollemberg venceria o segundo turno contra os dois adversários, e Agnelo perderia para os dois. Vale dizer: o governador do DF é mesmo um adversário dos sonhos. Vejam como seria o confronto entre os candidatos:
– Rollemberg 49% x Frejat 30%;
– Rollemberg 57% x Agnelo 23%;
– Frejat 48% x Agnelo 28%.

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 23:15

Debate entre candidatos em SP… Ah, se desonestidade intelectual e picaretagem matassem…

Estou acompanhando o debate da Globo entre os candidatos ao governo de São Paulo. Se desonestidade intelectual e picaretagem política matassem, pouca gente restaria de pé ali. Ainda escreverei a respeito.

 

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 23:09

Ibope em SP – Alckmin seria reeleito no 1º turno com 14 pontos sobre a soma dos demais candidatos

O Ibope divulgou os números da pesquisa Datafolha em São Paulo. Diminuiu a diferença entre o tucano Geraldo Alckmin e a soma de seus adversários, mas o candidato do PSDB ainda venceria no primeiro turno com folga. Vejam.

Ibope SP 30.09

Se a eleição fosse hoje, o atual governador, que concorre à reeleição, teria 45% dos votos, contra 19% de Paulo Skaf, do PMDB, e 11% do petista Alexandre Padilha. Os demais somam apenas 1%. Votam em branco ou anulam 13%, e 10% dizem não saber. Alckmin tem 14 pontos de vantagem sobre a soma dos adversários. Na simulação de segundo turno, o tucano obtém 57% dos votos, contra 28% de Skaf.

O governo Alckmin segue bem avaliado. Dizem que a gestão é ótima ou boa 43% dos entrevistados. Ela é regular para 33%, e apenas 20% dizem ser ruim ou péssima. O Ibope ouviu 2002 eleitores em 96 municípios entre os dias 27 e 29. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Ibope SP avaliação

 

 

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 21:59

Aécio: “O máximo que Dilma fez foi anunciar seu ex-futuro ministro da Fazenda”

Por Pollyane Lima e Silva, na VEJA.com:A cinco dias das eleições, Aécio Neves escolheu o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para reforçar sua preocupação com o futuro da economia brasileira. O candidato do PSDB lembrou que a importância do tema o fez antecipar a formação de parte de uma eventual equipe de governo – incluindo o economista Armínio Fraga como ministro da Fazenda – e criticou as adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) por não agirem da mesma maneira. Segundo ele, isso mostra despreparo de ambas.

“O máximo que a atual presidente soube fazer foi anunciar seu futuro ex-ministro da Fazenda”, alfinetou, referindo-se a Guido Mantega que, segundo declarações de Dilma, deve deixar a pasta no caso de um novo governo do PT. “Ninguém sabe o que esperar desse governo, que perdeu a capacidade de governabilidade do ponto de vista gerencial, deixando obras inacabadas; econômico, permitindo que a inflação saísse do controle e o país entrasse em recessão; e do ponto de vista moral, com inúmeros escândalos de corrupção”, completou.

Ao se voltar contra Marina Silva, criticou o discurso de querer governar com os melhores de cada lado – ela já disse ter muito respeito por Armínio Fraga. “A impressão que se tem é que ela está a olhar sobre a cerca da sua propriedade para tentar enxergar no terreno vizinho algum fruto mais vistoso que possa fazer parte do seu pomar”, comparou Aécio, contendo um riso que tentava escapar. “Nós, sim, temos quadros extremamente qualificados e prontos para administrar o Brasil, com a complexidade dos desafios que temos pela frente. Não improvisamos”, enfatizou.

Impostos
De concreto, o candidato do PSDB prometeu enviar ao Congresso Nacional uma proposta para simplificar o sistema tributário. “Ele é oneroso não só no nível de impostos que cobra, mas também na complexidade do pagamento. O conjunto das empresas nacionais gasta mais de 40 bilhões de reais apenas na manutenção da máquina pagadora. Isso não tem lógica”, declarou, firmando como prazo para colocar em prática esse compromisso a primeira semana de um eventual governo. Afirmou ainda que pretende unificar os impostos indiretos em um de valor agregado.

Voltando-se diretamente às micro e pequenas empresas, Aécio disse que vai trabalhar pela desburocratização, simplificação e pelo crescimento. “Essa é a receita para o Brasil empregar mais, gerar mais renda e melhorar a vida das pessoas”, destacou. “Em resumo: se você quer empreender, eu garanto que o Estado não vai te atrapalhar. E, se não atrapalhar, já vai estar fazendo uma grande coisa”, acrescentou. Contra a inflação, que definiu como “a maior perversidade” para as famílias brasileiras, garantiu tolerância zero.

O candidato prometeu, ainda, papel de destaque ao Rio de Janeiro, caso seja eleito. “Tenho um compromisso muito especial com essa terra que me acolheu de forma tão generosa. Vamos trabalhar para atrair investimentos e voltar a gerar empregos”, falou, em entrevista à rádio do Mercadão de Madureira. Por fim, afirmou ter confiança de que vai chegar ao segundo turno. “Quem tem condições de derrotar o PT somos nós, pela clareza do nosso discurso e pela força das nossas alianças. Essa é a oportunidade de iniciar um novo ciclo no Brasil, de eficiência, decência e compromisso com quem mais precisa.”

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 21:55

Marina sobre Dilma: “Mente quem diz que não sabia dos roubos na Petrobras e quem prometeu 6 mil creches e entregou menos de 400″

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, fez duras críticas á presidente Dilma Rousseff (PT) nesta terça-feira, em São Paulo, e afirmou que a adversária petista mentiu ao dizer que não sabia da existência de um amplo esquema de corrupção na Petrobras. Reportagens de VEJA revelaram que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa entregou em acordo de delação premiada uma constelação de políticos e partidos que receberam dinheiro desviado da empresa – entre eles o PT e a própria campanha de Dilma em 2010.

“Não venha me chamar de mentirosa. Mente quem diz que não sabia dos roubos na Petrobras”, disse Marina. A fala foi feita em resposta a mais uma peça da propaganda eleitoral de Dilma direcionada à desconstrução da figura de Marina – desta vez, a propaganda afirma que a ex-senadora mentiu ao dizer que votou a favor da extinta CPMF. “Para votar um projeto no Congresso há muitos trâmites. Quem nunca foi sequer vereadora e vira presidente do Brasil não entende isso.”

Marina Silva disse ainda que o PT promove uma “campanha da discórdia” contra ela e que a presidente “come pela boca de marqueteiros”. “Nunca pensei que uma mulher pudesse permitir fazer o que estão fazendo para destruir a biografia honrada de outra mulher.”

“Eles me criticam, dizem que me emociono ao falar sobre os ataques que venho sofrendo, ao falar sobre minha vida. Mas a pior fraqueza é fazer o jogo do dominador. Não quero parecer com essa gente, não quero parecer com eles”, disparou. “Mente quem promete construir 6.000 creches e não entrega sequer 400″, afirmou.

Por Reinaldo Azevedo

30/09/2014

às 21:47

Paulo Roberto Costa solto. Tremei, companheiros!

O homem que disse que Antonio Palocci lhe pediu dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff em 2010 irá para casa amanhã. A autorização para que Paulo Roberto Costa responda, em prisão domiciliar, ao processo em que é acusado de desvio de recursos da Petrobras já foi assinado pelo juiz Sérgio Moro, da 13a Vara Federal de Curitiba. Costa deixará a carceragem da PF no Paraná e rumará para o Rio, onde sua família mora. Ele será monitorado por uma tornozeleira eletrônica.

A petelândia está em pânico. A autorização para a prisão domiciliar já é um benefício concedido pela Justiça em razão da delação premiada. E coisas assim só acontecem quando o preso efetivamente contribui para elucidar um esquema criminoso; quando se avalia que suas informações são relevantes.

Já sabemos parte do que disse o ex-diretor da Petrobras. E é tudo muito escabroso. Ele forneceu uma lista grande de políticos que estariam vinculados à quadrilha que desviava dinheiro da estatal. Lá estão alguns grandes do Congresso, como Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. Integra a lista, segundo ele, Edison Lobão, ministro das Minas e Energia. Pertence à turma, ele assegurou, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

Ocorre que Costa não parou por aí, não. Ele também admitiu ao Ministério Público e à PF que recebeu, sim, propina na operação de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Só no seu bolso, teria ido parar R$ 1,5 milhão. E olhem que ele não era o homem forte dessa operação. É que ele poderia reter documentos para análise por um tempo — ou liberá-los com celeridade. Ele foi rápido, cobrou por isso e, confessa, recebeu. Resta saber de quem.

E Paulo Roberto, informa a VEJA desta semana, disse algo infinitamente mais grave do que tudo isso: em 2010, Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma e depois seu chefe da Casa Civil, recorreu aos préstimos do grupo criminoso para pedir R$ 2 milhões para a campanha da petista. Atenção! Essa grana ilegal, criminosa, teria sido pedida na cota do PP. Outros partidos teriam também as suas respectivas, muito especialmente PMDB e PT. Íntimo do poder, ele era: Lula o chamava de “Paulinho”. Superfofo mesmo, né?

Já há um monte de petistas que perderam o sono. Acho que o que veio a público até agora é muito pouco para que lhe concedam benefício tão grande, tantas são as evidências de crimes. Isso só nos faz supor que ele disse muito mais.

Tremei, companheiros!

Por Reinaldo Azevedo
 

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