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Wall Street fecha em baixa à espera dos dados do emprego nos EUA

A bolsa de Nova York fechou em baixa nesta quinta-feira, antes da publicação, na sexta, do relatório mensal sobre o mercado de emprego nos Estados Unidos: o Dow Jones recuou 0,21% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 0,35%.

O Dow Jones Industrial Average perdeu 26,41 pontos, a 12.393,45, e o Nasdaq, 10,02 pontos, a 2.827,34 unidades.

O índice ampliado Standard & Poor’s 500 recuou 0,23% (2,99 pontos), a 1.310,33 unidades.

Após uma abertura quase equilibrada, o mercado de Nova York passou a operar com perdas, antes de inverter a tendência, passando ao campo positivo, impulsionado por ações do setor financeiro. No entanto, antes do fechamento, a praça voltou a cair e fechou no vermelho.

“Eu não diria que o mercado esteve positivo, nem negativo, mas sem qualquer inspiração”, disse Hugh Johnson, da administradora de ativos Hugh Johnson Advisors.

Segundo o operador, o mais importante continua sendo a impaciência dos investidores antes dos números do emprego aguardados para a sexta-feira nos Estados Unidos.

“Estas (cifras) vão dar o tom para as três próximas semanas”, disse Johnson, destacando que os indicadores divulgados nesta quinta-feira foram negativos.

Os pedidos semanais de seguro desemprego voltaram a subir nos Estados Unidos, enquanto o mercado apostava em uma queda. Este aumento foi percebido como um indício negativo antes do relatório mensal sobre o emprego.

O crescimento econômico dos Estados Unidos foi revisto para baixo para o primeiro trimestre, a 1,9%, 0,3 ponto percentual abaixo da primeira estimativa, publicada no começo de abril.

Neste contexto, há poucas possibilidades de registrar um “novo movimento de interesse pela compra nos mercados americanos”, destacou Frederick Dickson, da DA Davidson.

O mercado de títulos públicos registrou forte alta, o que ilustra o temor dos investidores que se voltam para papéis mais seguros. O rendimento do bônus do Tesouro com 10 anos de prazo caiu 1,5810% frente a 1,625% de quarta-feira, e o papel com 30 anos, caiu para 2,6720% contra 2,718%. O rendimento as obrigações (juros pagos pelo emissor) evolui em sentido inverso ao seu preço.