Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Vendas de veículos no Brasil caem 27,49% em maio, diz Fenabrave

Queda foi registrada na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a abril deste ano, recuo foi menor: 3,04%

As vendas de veículos novos em maio caíram 3,04% ante abril e tombaram 27,49% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 212.713 unidades, informou a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave), nesta segunda-feira. Com o resultado, os licenciamentos acumulam queda de 20,93% nos cinco primeiros meses do ano ante igual período de 2014.

O segmento de pesados apresentou mais uma vez o pior desempenho nas vendas. Em maio, os emplacamentos de caminhões e ônibus juntos caíram 0,14% na comparação com abril e recuaram 49,96% ante o mesmo mês do ano passado. Com o resultado, as vendas de pesados acumulam recuo de 38,77% nos cinco primeiros meses de 2015, na comparação com igual intervalo de tempo do ano passado.

Leia mais:

Venda de veículos cai 25% em abril, diz Fenabrave

Volkswagen readmite 800 funcionários e greve de 10 dias acaba

Montadoras demitem 12.400 trabalhadores em 2014

As vendas de automóveis e comerciais leves juntos, por sua vez, caíram 3,14% em maio ante abril e 26,24% na comparação com o mesmo mês de 2014. Com isso, os emplacamentos acumulam queda de 20,02% em 2015.

Somando motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos, o total de emplacamentos em maio chegou a 333.806 unidades, quedas de 2,7% em relação a abril e de 24,15% ante um ano atrás. Com o resultado, as vendas totais do setor de distribuição de veículos acumulam retração de 18,2% em 2015 até maio, na comparação com igual período de 2014.

Crise – Com os maus resultados, a indústria automobilística brasileira começa junho com 22,4 mil metalúrgicos afastados pelas montadoras, por meio de férias coletivas e lay-offs (suspensão temporário de contratos). Desse total, apenas nesta segunda-feira, as empresas suspenderam 16,6 mil trabalhadores no país, para ajustar produção à baixa demanda. Se somados aos 17,7 mil que devem ser afastados nas próximas semanas, o total de metalúrgicos que estarão suspensos durante junho pode ultrapassar 40 mil pessoas.

(Com Estadão Conteúdo)