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Vale anuncia venda de ativos de carvão na Colômbia por 407 milhões de dólares

Negociação ainda inclui reserva de carvão Cerro Larg, ferrovia e porto construídos para a logística do complexo carbonífero

A mineradora Vale anunciou nesta segunda-feira que assinou um acordo com a Colombian Natural Resources (CNR), empresa do banco de investimentos Goldman Sachs, para vender suas operações de carvão térmico na Colômbia, incluindo a mina de Hatillo, por uma quantia de US$ 407 milhões. Além da mina de Hatillo, a negociação ainda inclui a reserva de carvão Cerro Largo, ambas situadas no departamento de Cesar (norte da Colômbia), a ferrovia e o porto construídos para a logística deste complexo carbonífero.

Segundo o comunicado enviado pela mineradora à Bolsa de Valores de São Paulo e aos seus acionistas, a negociação está condicionada à aprovação das autoridades reguladoras da Colômbia. ‘As operações de carvão térmico na Colômbia constituem um sistema integrado mina-ferrovia-porto’, explicou a maior produtora mundial de ferro em comunicado.

Para completar os 100% de Hatillo, da reserva de Cerro Largo e da Sociedade Portuária Rio Córdoba, que opera o porto para embarque de carvão no litoral colombiano, o negócio também inclui 8,43% das Ferrovias do Norte da Colômbia S.A. (Fenoco), que tem a concessão para operar a ferrovia entre as minas e o porto. ‘A venda das operações de carvão térmico na Colômbia faz parte de nossos contínuos esforços de otimização da pasta de ativos’, explicou a companhia brasileira no comunicado.

Recentemente, a empresa tinha anunciado sua intenção de vender ativos de carvão térmico para se concentrar em minerais que possui maior capacidade, especialmente o ferro. Há três anos, a Vale pagou 305,8 milhões de dólares pelas minas de carvão na Colômbia, que pertenciam à colombiana Cementos Argos e possuem uma capacidade nominal de produção de 4,5 milhões de toneladas métricas de carvão ao ano.

A Colômbia é um dos maiores exportadores mundiais de carvão térmico de alta qualidade, sendo que o controle dos ativos de carvão da Vale na Colômbia era disputado por várias empresas.

(com agência EFE)