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Uso da capacidade instalada da indústria cai a 81%, diz CNI

Os demais indicadores industriais apresentados nesta terça-feira evidenciam que as fábricas iniciaram o segundo trimestre com desempenho fraco

Por Da Redação 5 jun 2012, 11h35

A utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria brasileira caiu para 81% em abril, contra 81,5% em março, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira, conforme dados dessazonalizados.

Em abril do ano passado, a UCI – considerada um indicador de potenciais pressões inflacionárias – estava em 82,4%. A queda do indicador no mês passado é a terceira retração consecutiva indicando que o setor operava com níveis de estoques acima do desejado.

Os demais indicadores industriais apresentados nesta terça-feira evidenciam que as fábricas iniciaram o segundo trimestre com desempenho fraco. Em abril frente a março, as horas trabalhadas e o número de empregados recuaram 0,6% nos dados dessazonalizados, enquanto o faturamento real teve ligeiro acréscimo de 0,2%.

Na comparação com abril de 2011, a CNI informou ainda que o faturamento subiu 2,7%, a massa salarial real teve acréscimo de 8,3% e o rendimento médio alta de 8,7%. Ainda em relação a igual mês do ano passado, as horas trabalhadas na produção ficaram 1,9% menores e o emprego recuou 0,4%.

No acumulado dos quatro primeiros meses, o setor industrial registra elevação de 2,2% no faturamento, de 0,2% no emprego. No período, as horas trabalhadas tiveram retração de 1,1%. O setor industrial tem sofrido com as turbulências internacionais e amargado uma lenta recuperação e, assim, afetado o desempenho da economia brasileira como um todo.

Retomada – O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 0,2% no trimestre passado, comparado com o período anterior. Já a produção industrial recuou 0,2% em abril, em sua segunda queda mensal seguida. O governo tem buscado atacar as dificuldades da atividade econômica através de incentivos, como redução de tributos para o consumo e facilitação de acesso ao crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Além disso, o Banco Central (BC) também tem reduzido a Selic – para incentivar o consumo ao baratear o crédito -, trazendo-a para o menor patamar histórico, de 8,5% ao ano. E já deixou a porta aberta para mais reduções na taxa básica de juros. Com essa fragilidade da economia, setores da equipe econômica já admitem um crescimento próximo da expansão do PIB do ano passado, que ficou em 2,7%.

(Com agência Reuters)

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