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UE e Japão anunciam negociação de Tratado de Livre-Comércio

Segundo a comissão europeia, o futuro acordo poderia repercutir em um aumento de PIB da UE de 0,8%

Por Da Redação - 25 Mar 2013, 15h06

A União Europeia (UE) e Japão anunciaram nesta segunda-feira formalmente a abertura de negociações para a assinatura de um Tratado de Livre-Comércio (TLC) bilateral, pacto que se comprometeram a fechar o mais rápido possível.

O acordo, segundo as duas partes, deve ser “profundo e completo e abordar todos os assuntos de interesse comum para estimular o crescimento econômico tanto no Japão como da UE e contribuir assim ao desenvolvimento da economia mundial”, de acordo com um comunicado.

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As negociações se iniciarão de forma efetiva em abril e serão fechadas “o mais breve possível”, disseram em documento conjunto os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Os responsáveis políticos concordam que a UE e o Japão “compartilham valores comuns e deveriam levar sua relação a outro nível”, por isso decidiram iniciar os trabalhos para um acordo econômico e comercial. Esse pacto significará um fundamento legal para promover uma colaboração mais estreita em um amplo leque de assuntos bilaterais e legais, assinalou a declaração conjunta.

O comissário europeu de Comércio, Karel De Gucht, destacou a necessidade de que o acordo seja ambicioso para superar as “barreiras, regulações discriminatórias e diferenças de padrões” que ainda existem entre o Japão e os 27 membros da UE.

O comissário ressaltou que o futuro acordo poderia repercutir em um aumento de PIB da UE de 0,8% e acrescentou que atualmente só 3% do investimento exterior total da União Europeia corresponde ao Japão, dados que, segundo sua opinião, demonstram que a relação de comércio e investimentos deveria ser reforçada enormemente.

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Barroso, Van Rompuy e Abe destacaram a importância de empreender “ações políticas” tanto no Japão como na UE para contribuir para a recuperação econômica global e afirmaram que continuarão “trabalhando juntos” neste sentido no seio do G20.

(Com EFE)

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